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Disciplina: Farmacognosia e Fitoterapia Professor: Fellippe Wolff ETNOFARMACOLOGIA PLANTA MEDICINAL: Manjericão 1. Observação detalhada - Escolha uma planta medicinal reconhecida popularmente em sua região e descreva o principal propósito de sua utilização: O manjericão de nome científico (Ocinum basilicum L.), pertence a família Lamiacea, é uma espécie apreciada pelo seu caráter aromático e produção de óleos essenciais, que têm como principais constituintes linalool, carvacrol, estragol e geranial. Estes compostos são um produto do metabolismo secundário produzido pela planta para proteção química. Devido aos seus ativos biológicos, a espécie tem alto valor farmacológico e econômico. No contexto da aromaterapia, indústria farmacêutica, cosmética e alimentar. Sua origem utilizada no preparo de fitoterápicos e pela indústria alimentícia em molhos e temperos e ainda fornece aroma aos pratos do dia a dia. É componente importante e determinante da qualidade da maioria das plantas utilizadas como condimento. 2. História e origem - Investigar a histórico e origem da planta medicinal escolhida de acordo com: · Nome(s) popular(es): Alfavaca(conhecido na Região Norte), alfavaca doce, remédio de vaqueiro, erva-real, manjericão da folha grande etc. · Parte da planta utilizada: Folhas, sementes e raízes. Utilizar a planta fresca de preferência, pois há perda de seus princípios ativos ao secar e ferver. · Modo de uso pela população: Banho, xarope, infusão, cataplasma, decocção(raízes). · Nome científico: Ocimum basilicum L. · Primeira identificação: Folhas: simples, elípticas a oblongas, de bordas inteiras, com ápice pontiagudo. Cor verde vibrante, aroma doce e picante ao tocar ou esmagar. Folíolos: pecíolos curtos; as folhas são opostas em pares ao longo do caule. Caules: troncos quadrangulares ou retos, verde claro; podem ter pelos muito finos. Inflorescência: estruturas em capítulos verticilados, com pequenas flores branco-rosadas, agrupadas em verticilos no ápice. Cheiro: característico, doce, com notas de cravo e menta, mais intenso nas folhas novas. · Descrição física da estrutura geral: Planta herbácea anula, de polinização cruzada, resultando em grande número de subespécies, variedades e formas. Muito ramificada, aromática e perfumada. · Habitat natural, distribuição geográfica ou local específico onde é encontrada: O manjericão se adapta bem a climas subtropicais, temperados quentes e úmidos. Cresce melhor em solos ricos em matéria orgânica e permeáveis, pode ser propagado por estacas e também por sementes, que germinam em 2 a 3 semanas. Provavelmente chegou à Europa, vinda da Índia, passando pelo Oriente Médio. É subespontâneo em todo o Brasil. · Estação anual ou período onde a planta encontra-se predominante: período de cultivo, crescimento, florescência e coleta: Adapta-se bem em climas subtropical e temperado quente úmido. Vegeta em solos ricos em matéria orgânica e permeáveis. Propaganda por sementes e enraizamento de estacas. O transplante deve ser feito quando a plântula estiver com 3 cm. Recomenda-se plantar no espaçamento de 0,25 X 0,50m, com adubação de 5kg de esterco de curral por m2. A colheita é feita quando a planta entrar em floração para não perder seu aroma, colhendo-se as folhas, de preferência, pela manhã até 11:00 horas. A produção é de 0,5kg/m2. Pode ser armazenado fresco em sacos plásticos por uma semana. · Detalhes sazonais que impactam seu desenvolvimento: identificar padrões (principais compostos ativos) que possam influenciar sua disponibilidade e eficácia medicinal: Primavera/verão: crescimento mais rápido, maior biomassa e concentração de óleos essenciais (lado medicinal). Ideal para colheita de folhas para extratos frescos. Outono: redução do crescimento ativo em climas sem inverno suave; menor produção de composto voláteis, mas ainda utilizável se colhido antes da dormência. Inverno: crescimento retardado ou parada em climas frios; concentração de óleos pode diminuir, qualidade pode exigir plantas mais velhas ou manejo de temperatura. Principais compostos ativos e variação sazonal óleos essenciais (principalmente gerânio, linalol, eugenol, metilcinnamato, geranial, neral em Ocimum basilicum): variam com calor, luminosidade e manejo. Em períodos quentes e ensolarados, tends a aumentar a produção de monoterpenos voláteis, elevando o aroma e potencial atividade antioxidante. Cetonas e fenólicos: podem mostrar picos em determinadas condições de estresse (seca). A disponibilidade de algumas moléculas pode cair com regas excessivas. Flavonoides (como quercetina) e ácidos fenólicos: geralmente estáveis, mas podem reduzir com chuvas intensas ou definidas pelo estresse hídrico. Fatores de manejo que modulam a sazonalidade dos compostos. Luz solar: maior intensidade aumenta produção de óleos essenciais; sombreamento pode reduzir o teor. Temperatura: temperaturas entre 20–30°C costumam favorecer o pour de óleos. Temperaturas muito altas podem aumentar a volatilização e reduzir a biomassa. Água: estresse hídrico leve pode aumentar determinados compostos aromáticos, mas uso excessivo de água pode diluir ou reduzir a concentração de ativos. Nutrientes: disponibilidade de nitrogênio alta em fases de crescimento ativo pode favorecer folhas tenras com perfil de óleo diferente; manejo balanceado é desejável. Colheita: cheirar e colher durante o período de maior concentração de óleos (geralmente pela manhã, após a névoa secar) para maximizar o conteúdo de compostos ativos. 3. Propósito contemporâneo: O manjericão apresenta uma composição química rica em óleos essenciais, como eugenol, estragol, linalol, alcanfor, cinelol, cineol, entre outros, além de taninos, saponinas, flavonoides, ácido cafeico e esculosídeos. Esses compostos são responsáveis pelas diversas propriedades medicinais da planta. Atualmente o manjericão é utilizado no tratamento de quadros gripais e bronquites, desempenhando funções como estimulante digestivo, carminativo (aliviando gases), antiespasmódico (reduzindo espasmos musculares),antifebril (auxiliando na redução da febre), sudorífico (estimula a transpiração) diurético (aumenta a produção urinária), além de promover o aumento da secreção do leite materno, possuir ação antitussígena (combate a tosse) e contribuir para a melhora do mau hálito. 4. Pesquisa complementar: Foram coletados dados sobre altura e número de folhas da espécie e condições climáticas da região. Os óleos essenciais foram obtidos por hidrelistilação, e a quantificação de compostos químicos por GC-FID. Avaliou-se o teor de prolina, biomassa fresca e seca, teor de óleo essencial e composição química. Os tratamentos de estresse hídrico apresentaram redução entre 9,31% e 27,32% na biomassa fresca, aumento de 50% na biomassa seca e houve aumento acentuado na produção de prolina como indicativo de estresse. 5. Síntese e conclusão: As condições experimentais apresentadas, a planta aumenta a produção de metabólitos secundários como óleo essencial e prolina a partir do terceiro dia de suspensão da irrigação, comum aumento na bicicleta seca. Linalool e eugenol são os principais constituintes do manjericão. Recomenda-se cultivar manjericão em estufa com rede de sombra (40%), iniciando o plantio em berçário com substrato comercial, transplantado após 14 dias da germinação e colhendo 62 dias após o transplante preferencialmente no início da fase de floração, após um período de suspensão hídrica de seis dias. REFERÊNCIAS LORENZI, H., MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas 3 ed. Nova Odessa, SP: Jardim Botânico Plantarum, 2021. 544 p. SESTILI, P. et al. The potential effects of Ocimum basilicum on health: a review of pharmacological and toxicological studies. Expert Opinion on Drug Metabolism & Toxicology, 14: 679-692, 2018. BLANCO, M.C.G. Cultivo comunitário de plantas medicinais. Campinas: CATI, 2000. 36p: (Instrução Prática, 267) DI STASI I.C.; SANTOS, E.M.G.; SANTOS, C.M. dos; HIRUMA, C.A. Plantas medicinais na Amazônia.São Paulo: Editora Universidade Paulista 1989.193p. GUIA RURAL ABRIL 1986. São Paulo: Editora Abril S.A, 1986. 450p: (p347) PINTO, J.E. B.P.; SANTIAGO, E.J.A. de. Compêndio de plantas medicinais. Lavras: UFLA/FAEPE, 2000. 205 p. VIEIRA, L.S. Fitoterapia da Amazônia: Manual de Plantas Medicinais (a Farmácia de Deus). 2. ed. São Paulo: Agronômica Ceres, 1992. 347p. image1.jpeg image2.jpeg image3.png image4.png