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<p>CAPÍTULO 01</p><p>TEORIA E CONSTRUÇÃO DE</p><p>MOTORES DE AERONAVES</p><p>Para que uma aeronave permaneça em vôo e</p><p>com velocidade constante, deve existir um em-</p><p>puxo igual e em direção oposta ao arrasto ae-</p><p>rodinâmico dessa aeronave.</p><p>Todos os motores térmicos têm em comum a</p><p>capacidade de converter energia calorífica em</p><p>energia mecânica.</p><p>O ar é o principal fluido utilizado para propul-</p><p>são em todos os tipos de motores exceto fo-</p><p>guetes.</p><p>O fluido (ar) utilizado para a força de propulsão</p><p>é em diferente quantidade daquela utilizada no</p><p>motor para produzir energia mecânica.</p><p>Exigências Gerais</p><p>Todos os motores devem obedecer a exigên-</p><p>cias gerais de eficiência, economia e confiabili-</p><p>dade.</p><p>O motor deve prover alta potência de saída</p><p>sem sacrifício da confiabilidade, deve ser com-</p><p>pacto, baixo peso, livre de vibrações e durabili-</p><p>dade para operar longos períodos entre revi-</p><p>sões.</p><p>Potência e Peso</p><p>Motor alternativo/hélice é medido em (BHP =</p><p>cavalo força ao freio)</p><p>Motor de Turbina a Gás o empuxo é convertido</p><p>em (THP = cavalo força de empuxo em libras)</p><p>Durabilidade e Confiabilidade</p><p>Durabilidade é o tempo de vida do motor, en-</p><p>quanto mantém a confiabilidade desejada.</p><p>TBO (intervalo entre revisões) varia com as</p><p>condições de operação do motor, tais como,</p><p>temperatura, duração em que o motor é opera-</p><p>do em alta potência e manutenção recebida.</p><p>A confiabilidade continuada de um motor é</p><p>determinada pela manutenção, revisão geral do</p><p>operador.</p><p>Rusticidade é o tempo de vida de um motor</p><p>A qualidade principal de um motor é a segu-</p><p>rança.</p><p>FLEXIBILIDADE DE OPERAÇÃO</p><p>É a capacidade de um motor funcionar suave-</p><p>mente desde a marcha lenta até a potência</p><p>máxima.</p><p>TIPOS DE MOTORES ALTERNATIVOS</p><p>(CONVENCIONAIS)</p><p>Motores alternativos são classificados de acor-</p><p>do com a montagem dos cilindros com relação</p><p>ao eixo de manivelas, são eles:</p><p> Em linha</p><p> Em ‘’V’’</p><p> Radial</p><p> Opostos.</p><p>MOTOR ‘’EM LINHA’’</p><p>Um motor em Linha tem geralmente um nume-</p><p>ro par de cilindros.</p><p>São refrigerados a ar ou a liquido.</p><p>Possui somente 1 eixo de manivelas na parte</p><p>de baixo ou de cima dos cilindros.</p><p>Se o eixo de manivelas for instalado abaixo do</p><p>cilindro é denominado motor invertido.</p><p>Quando refrigerados ar são deficientes devido a</p><p>sua grande área frontal.</p><p>Tem alta razão de peso/cavalo forca.</p><p>Motores Opostos ou tipo ‘’O’’</p><p>Os motores opostos possuem duas carreiras</p><p>de cilindros opostos.</p><p>Eixo de manivelas no centro.</p><p>Montados na horizontal ou vertical.</p><p>Refrigerados a ar ou liquido, porem os a ar são</p><p>mais usados na aviação.</p><p>Possuem baixa vibração porem tem uma baixa</p><p>razão peso-cavalo forca, mas é ideal para insta-</p><p>lação nas asas devido poder ser montado na</p><p>horizontal.</p><p>GMP - Resumo Page 1</p><p>Motores em ‘’V’’</p><p>Nos motores em ‘’V’’ os cilindros são montados</p><p>em 2 carreiras em linha em 60 graus.</p><p>Possuem 12 cilindros refrigerados a liquido ou</p><p>ar, são designados pela letra ‘’V’’ seguida da</p><p>cilindrada.</p><p>Motores Radiais</p><p>Em um motor radial os cilindros podem ser</p><p>dispostos em 1 ou 2 carreiras ao redor do</p><p>cárter.</p><p>1 carreira pode conter 3,5,7 ou 9 cilindros.</p><p>Sua potência varia de 100 a 3800 cavalos-</p><p>força dependendo da sua configuração.</p><p>O eixo de manivelas pode ter 1 ou</p><p>2 moentes dependendo da quantidade de car-</p><p>reira de cilindros.</p><p>Todos os motores radiais de aviação têm um</p><p>rendimento global que não ultrapassa nas</p><p>melhores condições os 28%.</p><p>Construção dos Motores Alternativos</p><p>As pecas básicas de um motor são:</p><p>• Cárter</p><p>• Cilindros</p><p>• Pistões</p><p>• Bielas</p><p>• Mecanismo de comando das válvulas</p><p>• Eixo de manivela</p><p>Na cabeça de cada cilindro estão as válvulas</p><p>de admissão e de escapamento.</p><p>Dentro de cada cilindro está o pistão móvel</p><p>conectado ao eixo de manivela por uma biela.</p><p>Seções do Cárter</p><p>A base de um motor é seu Cárter. Ele contém</p><p>rolamentos nos quais o eixo de manivela se</p><p>apóia.</p><p>Além de auto se sustentar o Cárter deve prover</p><p>um recipiente para o óleo de lubrificação e</p><p>apoiar mecanismos externos e internos do mo-</p><p>tor.</p><p>Ele prove apoio para fixação dos conjuntos de</p><p>cilindros e para fixação do motor a aeronave.</p><p>O Cárter deve ser rígido e forte para evitar de-</p><p>salinhamento do eixo de manivelas e seus ro-</p><p>lamentos.</p><p>Ligas de alumínio fundidas ou forjadas, são</p><p>geralmente usadas na construção devido sua</p><p>leveza e resistência.</p><p>Cárters de aço forjado são usados em motores</p><p>de alta potência.</p><p>Seção do Nariz</p><p>São cônicas ou arredondadas de forma a man-</p><p>ter o metal sob tensão ou compressão.</p><p>SEÇÃO DE POTÊNCIA</p><p>Nos motores equipado com biela mestra bipar-</p><p>tida e eixo de manivela tipo maciço, a seção do</p><p>Cárter principal ou de potência pode ser maciça</p><p>ou de liga de alumínio.</p><p>A seção principal bipartida é de liga de alumí-</p><p>nio ou magnésio.</p><p>Seção Difusora</p><p>A seção do difusor ou compressor é fundida em</p><p>liga de alumínio, em alguns casos de liga de</p><p>magnésio (mais leve).</p><p>Essa seção dispõe de flange para ligar o con-</p><p>junto do motor a sua estrutura ou berço na</p><p>fuselagem de aeronaves monomotoras, ou</p><p>a nacele de estrutura da asa nas aeronaves</p><p>multimotoras.</p><p>Os flanges podem integral ou separável no</p><p>caso de berços flexíveis ou dinâmicos.</p><p>O conjunto do berço suporta todo o motor</p><p>incluindo a hélice.</p><p>Seção de Acessórios</p><p>É a seção traseira de liga de alumínio ou mag-</p><p>nésio provida para fixação de magnetos, carbu-</p><p>radores, bombas de combustível, óleo e vácuo,</p><p>motores de partida, geradores etc...</p><p>Trens de Engrenagens de Acessório</p><p>Engrenagens de dentes retos ou dentes</p><p>chanfrados</p><p>Dentes retos são usados para acionar acessó-</p><p>rios com cargas mais pesadas.</p><p>GMP - Resumo Page 2</p><p>Dentes chanfrados permitem posição angular</p><p>de eixos principais</p><p>Engrenagem acionadora de acessório carre-</p><p>gada por mola permite forças elevadas preve-</p><p>nindo contra danos.</p><p>Eixo de Manivelas</p><p>Eixo de manivelas é a espinha dorsal dos</p><p>motores alternativos, ele está sujeito a maioria</p><p>das forças desenvolvidas pelo motor.</p><p>Seu objetivo principal é transformar</p><p>o movimento alternativo do pistão e da biela</p><p>em movimento rotativo, para acionamento</p><p>das hélices.</p><p>Os eixos de manivelas são muito resisten-</p><p>tes, por tanto são forjados de aço cromo-</p><p>níquel molibdênio.</p><p>Os eixos de 6 manivelas são utilizados em mo-</p><p>tores em linha , opostos de 6 cilindros e em ‘’V’’</p><p>de 12 cilindros.</p><p>Os eixos de manivelas de motores radiais</p><p>podem ser de manivela única, 2 ou 4 mani-</p><p>velas, dependendo do motor que pode ser</p><p>de 1, 2 ou 4 fileiras</p><p>Independente do numero de manivelas, cada</p><p>eixo tem 3 partes principais:</p><p>Munhão: é o eixo central da manivela que</p><p>transmite a rotação para a hélice e acessórios.</p><p>Moente (pino da manivela): é onde a seção a</p><p>qual a biela está conectada e também é a peça</p><p>responsável pela conexão do pistão ao eixo de</p><p>manivelas. Geralmente o moente é oco, pois</p><p>reduz peso e permite a passagem de óleo lubri-</p><p>ficante. O eixo de manivelas pode ter 1 ou 2</p><p>moentes dependendo da quantidade da carreira</p><p>de cilindros</p><p>Braço da manivela: conecta o moente ao</p><p>munhão principal.</p><p>O de manivela única 360° usado em motor</p><p>radial de 1 carreira.</p><p>O eixo de manivelas de dupla manivela ou</p><p>180° é usado em motor radial de dupla manive-</p><p>la.</p><p>Em um motor convencional, para que fosse</p><p>possível realizar o ciclo teórico completo, seri-</p><p>am necessários 720° de rotação do eixo de</p><p>manivelas.</p><p>Decalagem da manivela é definida com sendo</p><p>a distancia em graus entre os moentes.</p><p>Em um motor de 14 cilindros a decalagem é de</p><p>180°.</p><p>A potência disponível no eixo de manivelas é</p><p>conhecido como efetiva.</p><p>O eixo de manivelas apóia se no Cárter por</p><p>meio de mancais com rolamentos cônicos.</p><p>Balanceamento do Eixo de Manivelas</p><p>Um desbalanceamento estático ou dinâmi-</p><p>co pode causar vibração no motor.</p><p>Em um eixo de manivelas deve ser feito um</p><p>balanceamento dinâmico para evitar vibração</p><p>no motor quando estiver em funcionamento.</p><p>Para</p><p>reduzir ao mínimo essa vibração são usa-</p><p>dos amortecedores dinâmicos (pendulo) no</p><p>eixo de manivelas.</p><p>Em manutenção deve ser feito</p><p>um balanceamento estático para reduzir ao</p><p>mínimo a vibração, isto é, quando o peso de</p><p>todo o conjunto de moentes, braço da manivela</p><p>e contrapesos está balanceado em volta do</p><p>eixo de rotação.</p><p>BIELAS</p><p>É o componente do motor que converte o mo-</p><p>vimento retilíneo alternativo do pistão em mo-</p><p>vimento rotativo do eixo de manivelas.</p><p>Biela é o elo entre o pistão e o eixo de manive-</p><p>la, transmitindo ao eixo de manivelas força</p><p>recebido do pistão.</p><p>São três tipos de Biela:</p><p> Biela Plana: (motores opostos e em linha)</p><p> Biela forquilha e Pá: (motores em ‘’V’’)</p><p> Biela Mestra e Articulada = (motores Radi-</p><p>ais)</p><p>O pistão de numero um em cada carreira é</p><p>conectado ao eixo de manivelas por meio da</p><p>biela mestra. A biela mestra serve como articu-</p><p>GMP - Resumo Page 3</p><p>lação de ligação entre o pino do pistão e o mo-</p><p>ente.</p><p>A peça que fixa o pistão a biela denomina-se</p><p>pino de biela (pino de articulação).</p><p>Na remoção de um cilindro de um motor radial</p><p>que trabalha com biela mestra deve se obser-</p><p>var que o pistão esteja no tempo de compres-</p><p>são (PMA).</p><p>PISTÕES</p><p>O pistão admite a mistura combustível, trans-</p><p>mite a força expansiva dos gases ao eixo e</p><p>manivelas e no golpe de retorno o pistão expul-</p><p>sa os gases queimados para fora do cilindro.</p><p>Os pistões são usinados de liga de alumínio,</p><p>pois conduz melhor o calor e é mais leve.</p><p>Ranhuras são usinadas em suas faces para</p><p>receberem os anéis do pistão.</p><p>A folga existente entre o cilindro e o pistão é</p><p>vedada por meio de anéis de segmentos.</p><p>Seis ranhuras podem ser usinadas em volta do</p><p>pistão para acomodar os anéis de compressão</p><p>e do óleo.</p><p>Os anéis de compressão são instalados nas 2</p><p>ou 3 ranhuras superiores dependendo da</p><p>configuração. Os anéis de controle de óleo</p><p>são instalados imediatamente acima do pino do</p><p>pistão.</p><p>O pistão é furado nas ranhuras dos anéis de</p><p>controle do óleo para permitir que o óleo exce-</p><p>dente raspado retorne para o Cárter.</p><p>Um anel raspador de óleo está instalado</p><p>na base da parede ou saia do pistão, para</p><p>evitar o consumo excessivo de óleo.</p><p>As partes da parede do pistão que estão entre</p><p>cada par de ranhura chama-se anel plano.</p><p>Os pistões podem ser do tipo sapata ou em-</p><p>bolo, porem os do tipo sapata não são utiliza-</p><p>dos em motores de alta potência.</p><p>A face superior do pistão pode ser plana, re-</p><p>baixada, convexa ou côncava.</p><p>Rebaixos podem ser usinados nas cabeças</p><p>dos cilindros a fim de evitar interferência com</p><p>as válvulas.</p><p>O pino do pistão une o pistão a biela</p><p>O resfriamento do pistão é do tipo Misto.</p><p>A maior quantidade de calor removida dos</p><p>pistões é feita pela mistura combustível</p><p>A função das nervuras no interior dos pis-</p><p>tões é melhorar o resfriamento, essas nervu-</p><p>ras permitem que a área de contato entre o</p><p>pistão e o óleo combustível seja aumentada,</p><p>melhorando o resfriamento.</p><p>Os rasgos onde são instalados os anéis de</p><p>segmentos possuem furos por onde o óleo</p><p>passa para lubrificar a camisa.</p><p>ANÉIS DE SEGMENTOS</p><p>Os anéis de segmento evitam o vazamento de</p><p>gases sob pressão e reduzem ao mínimo a</p><p>infiltração de óleo na câmara de combustão.</p><p>Os anéis de segmentos se dividem em:</p><p>2 anéis de compressão que evita o esca-</p><p>pe dos gases</p><p>2 anéis de controle de óleo que regula a</p><p>espessura do filme de lubrificação</p><p>1 anel raspador de óleo que evita a en-</p><p>trada de óleo na câmara de combustão</p><p>Os 2 anéis de segmento mais próximos da</p><p>cabeça do cilindro servem para garantir a com-</p><p>pressão dos cilindros</p><p>Os dois anéis de controle de</p><p>óleo estão abaixo dos anéis de compressão e</p><p>acima da cavidade do pino do pistão. Esses</p><p>anéis regulam a regulam a espessura do filme</p><p>do óleo sobre a parede do cilindro.</p><p>Caso o óleo seja queimado na câmara de com-</p><p>bustão causará uma camada de carbono que</p><p>poderá emperrar as válvulas ou os anéis.</p><p>Os anéis de segmento são instalados na zona</p><p>de anéis.</p><p>A parte do cilindro onde os anéis se apoiam</p><p>chama se camisa.</p><p>GMP - Resumo Page 4</p><p>ANEL RASPADOR</p><p>Tem a face chanfrada, instalado na base ou</p><p>saia do pistão e sua função é eliminar o ex-</p><p>cesso de óleo para a câmara de combustão. O</p><p>anel está instalado com a face raspadora para</p><p>fora da cabeça do pistão, ou na posi-</p><p>ção reversa.</p><p>Quando na posição reversa o anel raspador</p><p>retém o óleo acima dele no golpe</p><p>de ascendente do pistão, esse óleo é retorna-</p><p>do para o Cárter no gol-</p><p>pe descendente pelos anéis de controle de</p><p>óleo.</p><p>Os anéis de segmento são de Ferro Fundido.</p><p>O primeiro anel de segmento do pistão se</p><p>diferencia por ser cromado.</p><p>CILINDROS</p><p>Os cilindros mais usados na aviação são do</p><p>tipo ‘’I’’.</p><p>O cilindro é o componente onde a mistura ga-</p><p>sosa combustível é admitida, comprimida e</p><p>queimada.</p><p>O óleo lubrificante que penetra na câmara de</p><p>combustão dos cilindros é queimado.</p><p>A queima da mistura com a combus-</p><p>tão normal chama se detonação.</p><p>A detonação acontece com o uso da gasolina</p><p>com o menor índice de octanas.</p><p>O calor que a válvula de admissão e de es-</p><p>capamento absorve durante o funcionamento</p><p>do motor é dissipado através das aletas de</p><p>resfriamento.</p><p>Nos cilindros o lado externo do escapamento</p><p>ou descarga pode ser identificado pela exis-</p><p>tência de aletas de resfriamento.</p><p>As chapas metálicas usadas para aumentar o</p><p>contato entre os cilindros e o ar (aletas de</p><p>resfriamento) são denominadas defletores.</p><p>Quanto maior for sua área exposta ao ar (ale-</p><p>tas) melhor será seu resfriamento.</p><p>O cilindro pode ser dividido em duas partes:</p><p> Cabeça</p><p> Corpo</p><p>A finalidade da cabeça do cilindro é prover um</p><p>lugar para a combustão ar/combustível. Esse</p><p>lugar chama se câmara.</p><p>A cabeça dos cilindros é feitas de liga especial</p><p>de alumínio para melhorar seu resfriamento.</p><p>A cabeça do cilindro mais usada é</p><p>a semiesférica.</p><p>A fixação da cabeça do cilindro ao corpo é feita</p><p>por processo antagônico térmico.</p><p>O espaço interno do cilindro compreendido</p><p>entre os pontos mortos chama se cilindrada.</p><p>A parte do cilindro que reveste a câmara onde</p><p>o pistão se desloca chama se camisa.</p><p>As camisas são instaladas no corpo dos cilin-</p><p>dros e são nitretadas para aumentar</p><p>sua dureza.</p><p>VÁLVULAS</p><p>As válvulas são componentes que permitem a</p><p>entrada ou saída dos gases no interior do cilin-</p><p>dro.</p><p>Ar e combustível entra nos cilindros pe-</p><p>la válvula de admissão e os gases queima-</p><p>dos são expedidos pela válvula de escapa-</p><p>mento.</p><p>As válvulas utilizadas em motores convencio-</p><p>nais são do tipo Gatilho.</p><p>O formato das válvulas pode ser do ti-</p><p>po cogumelo tulipa ou semi-tulipa.</p><p>As válvulas dos cilindros quan-</p><p>do fechadas assentam-se nas sedes.</p><p>As válvulas de admissão trabalham numa</p><p>temperatura mais baixa que a válvula de es-</p><p>capamento, portanto são construídas</p><p>de cromo-níquel, já as válvulas de escapa-</p><p>mento são de nicromo, silcromo ou aço co-</p><p>balto-cromo.</p><p>A face das válvulas é retificada geralmente ao</p><p>um ângulo de 30° ou 45°. Em alguns motores</p><p>a válvula de admissão é retificada em 30° e a</p><p>de escapamento é de 45 no qual forma um</p><p>GMP - Resumo Page 5</p><p>selo na sede na cabeça do cilindro quando</p><p>fechadas.</p><p>O material da face das válvulas é</p><p>a estelita. A estelita é resistente à corrosão</p><p>por altas temperaturas.</p><p>O fechamento das válvulas é feito através</p><p>da ação de molas.</p><p>As guias de válvulas são feitas de bronze.</p><p>A extremidade da válvula é endurecida para</p><p>resistir ao martelamento do balancim.</p><p>Algumas válvulas de admissão ou de escapa-</p><p>mento são ocas e parcialmente cheias com</p><p>sódio metálico devido ser ótimo condutor de</p><p>calor.</p><p>O sódio se funde a 110° , o movimento alter-</p><p>nativo da válvula faz circular o sódio liquido,</p><p>facilitando a retirada de calor da cabeça da</p><p>válvula</p><p>para a haste, onde é dissipado através</p><p>da cabeça do cilindro e das aletas de refrigera-</p><p>ção.</p><p>A temperatura da válvula pode ser reduzida</p><p>tanto a 167°C como a 230°C.</p><p>Nunca se deve cortar uma válvula cheia de</p><p>sódio, porque o sódio é altamente explosivo</p><p>As válvulas não são intercambiáveis, pois</p><p>são construídas de materiais diferentes.</p><p>O calor absorvido pela válvula de admissão é</p><p>dissipado pela injeção de combustível</p><p>O calor absorvido pela válvula de escapamento</p><p>é transferido para os defletores do cilindro</p><p>através dos gases de escapamentos.</p><p>O processo que auxilia na dissipação do calor</p><p>através dos gases de escapamento é</p><p>o cruzamento de válvulas ou CLARO de vál-</p><p>vulas.</p><p>CLARO DE VÁLVULAS</p><p>É o instante em que as 2 válvulas ficam aber-</p><p>tas antes do no ponto morto superior em um</p><p>curto tempo para que uma parte de ar admitido</p><p>ajude a expulsar os gases.</p><p>O mecanismo de controle das válvulas é</p><p>composto por eixo de ressalto (eixo de co-</p><p>mando de válvulas, tuchos e balancins).</p><p>Para que sejam efetuados os quatro tempos</p><p>do motor, são necessários duas voltas da árvo-</p><p>re de manivelas e quatro cursos do pistão. 1</p><p>tempo = 1 curso do pistão = 1/2 volta da árvore</p><p>de manivelas ou 180 graus de giro.</p><p>Portanto: 4 tempos = 4 cursos do pistão = 2</p><p>voltas da árvore de manivelas ou 720 graus</p><p>de giro Durante o funcionamento, o motor</p><p>exerce quatro funções importantíssimas que</p><p>são: admissão, compressão, combustão-</p><p>expansão e escape.</p><p>Eixo de Ressalto ou Eixo de comando de</p><p>Válvula ou Eixo de Came</p><p>A cada 2 voltas do eixo de manivela gira 1 vez</p><p>o eixo de came.</p><p>A peça que comanda as válvulas no tempo</p><p>exato é o:</p><p>EIXO DE RESSALTO</p><p>O eixo de ressalto sempre gira com metade da</p><p>velocidade do eixo de manivelas. Á medida em</p><p>que o eixo de ressalto gira, os lóbulos provo-</p><p>cam levantamento do tucho em sua guia,</p><p>transmitindo a força através da haste impulso-</p><p>ras e balancins para abrir a válvula.</p><p>TUCHOS</p><p>Tucho é uma haste cilindra que transmite o</p><p>movimento do eixo de ressalto para o balancim</p><p>para abrir a válvula.</p><p>Em um sistema de transmissão de comando</p><p>rígido, a regulagem do sistema é feita variando</p><p>se o comprimento das hastes (tuchos).</p><p>Os tuchos contem uma haste impulsionado-</p><p>ra, um seguidor de ressaltos, um soquete de</p><p>bola, uma mola de tucho e um envelope que</p><p>protege o conjunto.</p><p>Algumas aeronaves possu-</p><p>em Tucho hidráulico que mantém a folga das</p><p>válvulas a zero.</p><p>Haste Impulsora</p><p>Possui a forma tubular e transmite a forca de</p><p>levantamento do tucho para o balancim. Uma</p><p>esfera de aço endurecido é pressionada sobre</p><p>ou dentro de cada extremidade do tubo.</p><p>GMP - Resumo Page 6</p><p>BALANCIM</p><p>Os balancins transmitem o movimento dos</p><p>tuchos para as válvulas de admissão e escape.</p><p>O conjunto de balancim é suportado</p><p>por mancais lisos, de roletes ou de esferas.</p><p>A folga existente entre a haste e o balancim</p><p>chama se claro de válvula</p><p>Molas das Válvulas</p><p>Cada válvula é fechada por meio de 2 ou 3</p><p>molas helicoidais para evitar vibrações e osci-</p><p>lações.</p><p>Mancais</p><p>Mancal é qualquer superfície que suporta ou é</p><p>suportada por outra superfície.</p><p>Eixo da Hélice</p><p>Os Eixos das Hélices podem ser de 3 ti-</p><p>pos :</p><p> Cônico</p><p> Estriado</p><p> Flangeado</p><p>CICLO DE OPERAÇÃO DE MOTOR 2</p><p>TEMPOS</p><p>O motor completa o ciclo com apenas 1</p><p>volta no eixo de manivela ou 360°. ½ volta é</p><p>igual a 180°</p><p>CICLO DE OPERAÇÃO DE MOTOR 4</p><p>TEMPOS (CICLO OTTO )</p><p>O descobridor foi um físico alemão OTTO.</p><p>Neste caso são necessário 2 voltas comple-</p><p>tas no eixo de manivela para 1 ciclo comple-</p><p>to 720°</p><p>TEMPO DE ADMISSÃO</p><p>A quantidade de mistura ar/combustível de-</p><p>pende da aceleração do manete.</p><p>A válvula de admissão está aberta antes do</p><p>pistão ou embolo atingir o ponto morto superior</p><p>no inicio da admissão. Esse tempo é o claro de</p><p>válvula que serve para refrigerar o cilindro.</p><p>TEMPO DE COMPRESSÃO</p><p>A carga de ar/combustível é queimada pela</p><p>vela quando o pistão está próximo do ponto</p><p>morto superior, o tempo de ignição varia de</p><p>20° a 35°.</p><p>TEMPO DE POTÊNCIA</p><p>Após a compressão o pistão é forçado para</p><p>baixo com uma força que pode ser maior do</p><p>que 15 toneladas. Esse tempo é o momento</p><p>de trabalho ou tempo motor.</p><p>TEMPO DE ESCAPAMENTO</p><p>A válvula de escapamento é aberta antes do</p><p>ponto morto inferior no tempo de potência</p><p>de 50° a 75°. Conforme o pistão passa o ponto</p><p>morto inferior ele começa a empurrar os gases</p><p>de escapamento.</p><p>MOTOR A REAÇÃO</p><p>Construção do Motor a Turbina</p><p>Um motor de turbina a gás consiste:</p><p>1. Uma entrada de ar</p><p>2. Seção do compressor</p><p>3. Seção de combustão</p><p>4. Seção de turbina</p><p>5. Seção de escapamento</p><p>6. Seção de acessórios</p><p>7. Sistemas necessários para partida, lubrifi-</p><p>cação, suprimento de combustível etc.</p><p>Um fato que influência na construção de moto-</p><p>res de turbina é o tipo de compressor que</p><p>pode ser de Fluxo Axial Centrifugo.</p><p>No motor de Fluxo Axial, o duto de entra-</p><p>da de ar é um dos componentes mais impor-</p><p>tantes do motor.</p><p>No motor Centrifugo o ar é dirigido para as</p><p>aletas indutoras do compressor.</p><p>A velocidade de ar que entra</p><p>no compressor depende de 3 fatores:</p><p> Velocidade do compressor (RPM)</p><p> Velocidade da aeronave</p><p> Densidade do ar ambiente</p><p>GMP - Resumo Page 7</p><p>Existem 2 tipos básicos de entrada de ar:</p><p> Simples</p><p> Dividida</p><p>Geralmente usa se a entrada de ar Simples</p><p>com Fluxo Axial.</p><p>Função primaria do Compressor é comprimir</p><p>o ar para a câmara de combustão (gira o mo-</p><p>tor).</p><p>Função secundaria é suprir os sistemas diver-</p><p>sos, como: pressurização, aquecimento, degelo</p><p>e anti-gelo partida pneumática dos motores,</p><p>APU etc.</p><p>O tipo e compressor (Axial ou Centrifugo) é</p><p>um meio de classificação para descrever o tipo</p><p>de motor, se é Axial ou Centrifugo.</p><p>Compressor de Fluxo Centrifugo consiste</p><p>de: rotor (ventoinha), difusor e coletor.</p><p>Compressor de Fluxo Axial (+usado) consis-</p><p>te de: rotor e estator.</p><p>Muitos motores usam de 10 a 16 estágios.</p><p>O estagio de compressor começa sempre com</p><p>o rotor e estator.</p><p>A ordem é (N1) compressor de baixa, (N2)</p><p>compressor de alta, (N2) turbina de alta e</p><p>(N1) turbina de baixa.</p><p>Seção de Combustão, sua principal função é</p><p>queimar a mistura ar/combustível.</p><p>Existem 3 tipos básicos de câmara de com-</p><p>bustão:</p><p> Câmara múltipla ou caneca (+usada)</p><p> Anular ou tipo Cesta (+usada)</p><p> Caneca anular ou canelar.</p><p>Seção de escapamento consiste de um reves-</p><p>timento externo de aço inoxidável.</p><p>Motor Turboélice</p><p>Motor turboélice é a combinação de uma turbi-</p><p>na a gás com Hélice.</p><p>Motor a Turbina</p><p>É similar ao turboélice, um motor de turbina a</p><p>gás que entrega potência através de um eixo</p><p>para acionar alguma coisa além da hélice é</p><p>chamado de motor a turbina.</p><p>Motor Turbofan</p><p>É o mesmo principio que o turboélice, exceto</p><p>que a hélice é substituída por uma ventoinha</p><p>axial do duto.</p><p>Um motor a turbina baseia se na 2° lei de New-</p><p>ton.</p><p>Ciclo de Brayton é o nome dado ao ciclo ter-</p><p>modinâmico de um motor a turbina.</p><p>CAPÍTULO 02</p><p>SISTEMA DE ADMISSÃO E DE</p><p>ESCAPAMENTO</p><p>Sistema de Admissão dos Motores Conven-</p><p>cionais</p><p>Consiste de:</p><p> Um carburador</p><p> Uma tomada de ar ou duto que conduz</p><p>ar ao carburador</p><p> Uma tubulação de admissão</p><p>SISTEMA DE ADMISSÃO DE MOTORES NÃO</p><p>SUPERALIMENTADOS</p><p>Se for usado um carburador esse poderá ser</p><p>do tipo:</p><p> Bóia</p><p> Pressão</p><p>FILTRO DE AR</p><p>Consiste em uma armação de liga de alumino</p><p>numa tela de trama bem fechada para o Máxi-</p><p>mo de filtragem do fluxo de ar.</p><p>A formação de gelo no sistema de admissão</p><p>pode ser de 3 tipos:</p><p> Gelo de Impacto</p><p> Gelo da evaporação de combustível</p><p> Gelo na Válvula de Admissão.</p><p>O gelo na borboleta de aceleração pode ser</p><p>evitado por meio do uso de BMEP.</p><p>GMP - Resumo Page 8</p><p>SISTEMA DE ADMISSÃO DE</p><p>SUPERALIMENTADOS</p><p>Podem ser externas (Superalimentado-</p><p>res) e Internas (Turboalimentados).</p><p>Os Superalimentadores comprimem a mistura</p><p>ar/combustível logo após deixar o carburador.</p><p>Os superalimentados podem ser de estagio</p><p>único, 2 estágios ou múltiplos estágios</p><p>Os Turboalimentados o ar é comprimi-</p><p>do antes de ser misturado ao combustível.</p><p>Um TurboSuperalimentador é usado um</p><p>grandes motores convencionais, e consiste</p><p>de 3 partes:</p><p>1. Conjunto de compressor</p><p>2. Conjunto de turbina a gás</p><p>3. Carcaça da bomba e dos rolamentos</p><p>O rotor giro sobre um rolamento de esfera, no</p><p>lado superior da bomba e num rolamento de</p><p>roletes.</p><p>Sistema de Admissão de Motor Turbo Jato</p><p>Um fluxo de ar contínuo e uniforme é necessá-</p><p>rio para evitar um stol de compressor e exces-</p><p>sivas temperaturas internas no motor de turbi-</p><p>na.</p><p>O duto de admissão de ar é parte</p><p>da aeronave e não do motor.</p><p>Dois tipos de duto de admissão: duto</p><p>de entrada única e duto de entrada dividida.</p><p>sistemas de escapamento de motores conven-</p><p>cionais</p><p>Dois tipos de escapamentos:</p><p>Sistema Aberto (usado quando não há</p><p>muito ruído)</p><p>Sistema Coletor (oferece manutenção</p><p>pratica nas naceles)</p><p>Reversores De Empuxo</p><p>Dois tipos:</p><p> Mecânico (Concha)</p><p> Bloqueio Aerodinâmico</p><p>Dissipador de Vortex da Entrada de Ar do</p><p>Motor</p><p>Um dissipador de vortex é usado na entrada</p><p>de ar do motor devido a possibilidade do vortex</p><p>atrair FOD para o motor. Esse dissipador é um</p><p>pequeno fluxo de jato direcionado para baixo</p><p>em direção ao solo.</p><p>CAPÍTULO 03</p><p>Sistema de Combustível do Motor e Medição</p><p>do Combustível</p><p>O sistema deve suprir combustível para o car-</p><p>burador ou outro dispositivo de dosagem.</p><p>Em pequenas aeronaves o método de supri é</p><p>por gravidade,</p><p>Em aeronaves multimotoras o combustível</p><p>deve ser bombeado para alimentar o motor</p><p>Três principais causas da Bolha de Vapor ou</p><p>Vapor Lock: redução da pressão, alta tempe-</p><p>ratura e excessiva turbulência do combustí-</p><p>vel.</p><p>As principais causas de turbulência do combus-</p><p>tível são: deslocamento dentro do tanque,</p><p>ação mecânica da bomba acionada pelo</p><p>motor, subidas em curvas acentuadas nas</p><p>linhas do combustível.</p><p>Para reduzir as bolhas de vapor são incorpora-</p><p>das as bombas de reforço (Booster</p><p>Pumps), essa bomba injeta o combustível e</p><p>possui um respiro que retira o vapor.</p><p>O sistema básico de combustível inclui:</p><p>Tanque bomba de reforço linha , válvula sele-</p><p>tora, filtros, bombas acionadas pelo próprio</p><p>motor e indicadores de pressão.</p><p>O filtro fica localizado na parte baixa do siste-</p><p>ma e remove água e sujeira.</p><p>Durante a partida a bomba de reforço forca o</p><p>combustível através da válvula BY PASS na</p><p>bomba.</p><p>A liberação de combustível é devida ao fluxo</p><p>da massa de ar, temperatura de entrada do</p><p>compressor, RPM etc.</p><p>GMP - Resumo Page 9</p><p>O sistema de medição de combustível é me-</p><p>dida pela potência de saída, temperatura de</p><p>operação do motor e autonomia,</p><p>A mistura 12/1 é uma mistura rica a parte 12</p><p>é ar e 1 é combustível,</p><p>PRINCÍPIOS DA CARBURAÇÃO</p><p>Principio de Venturi, quando a velocidade de</p><p>um gás ou liquido aumenta, a pressão dimi-</p><p>nui.</p><p>SISTEMAS DO CARBURADOR</p><p>A função do carburador é dosar a mistura ar</p><p>combustível que será entregue a câmara de</p><p>combustão.</p><p>O funcionamento dos carburadores é garantido</p><p>por diferença de pressão.</p><p>A mistura que o carburador entrega na decola-</p><p>gem é mais rica do que na de cruzeiro, devido à</p><p>diminuição da densidade do ar.</p><p>Possui:</p><p>1. Medidor principal</p><p>2. Marcha lenta</p><p>3. Acelerador (Borboleta)</p><p>4. Controle de mistura</p><p>5. Corte de lenta</p><p>6. Potência de enriquecimento ou econo-</p><p>mizador</p><p>CONGELAMENTO DO CARBURADOR</p><p>Três tipos de congelamento no carburador:</p><p>1. Gelo na evaporação de combustível</p><p>(acumula no injetor de combustível).</p><p>2. Gelo na borboleta do carburador (for-</p><p>mado quando a borboleta está na posição</p><p>Fechada).</p><p>3. Gelo de impacto (formado pela presença</p><p>de água na atmosfera, o mais perigoso</p><p>gelo de impacto é o que se forma</p><p>no Filtro).</p><p>Para se combater a formação de gelo, utiliza</p><p>se admissão de ar quente.</p><p>TIPOS DE CARBURADOR</p><p> Há dois tipos básicos de carburador</p><p> Bóia</p><p> Injeção por Pressão (vantagem é operar</p><p>independente da altitude do avião).</p><p>Carburador Tipo Bóia</p><p>A gasolina é misturada com ar no carburador.</p><p>O carburador PD- 12H4 tem pressão de impac-</p><p>to na câmara ‘’A’’ e sucção na ‘’B’’.</p><p>No sistema de carburação tipo Bóia, a finali-</p><p>dade do conjunto bóia estilete é manter o nível</p><p>a gasolina constante dentro da cuba.</p><p>A bóia do carburador determina</p><p>a quantidade de combustível que deve ser</p><p>admitida no interior da sua cuba.</p><p>No carburador tipo bóia, o pulverizador tem</p><p>a saída de combustível situada na garganta de</p><p>Venturi.</p><p>A região de maior sucção ou depressão é</p><p>no tubo de pressão.</p><p>Carburadores de Injeção por pressão (mais</p><p>usados)</p><p>Diferença de pressão, quando a pressão do ar</p><p>for menor que a pressão da gasolina ocorrera</p><p>uma tendência para a entrada em funciona-</p><p>mento da válvula de enriquecimento com uma</p><p>correta proporção de mistura.</p><p>No sistema de alimentação por pres-</p><p>são a bomba principal é acionada pelo pró-</p><p>prio motor.</p><p>A pressão da gasolina do sistema</p><p>é regulada na bomba mecânica de combustí-</p><p>vel.</p><p>As bombas auxiliares de alimentação por</p><p>pressão são de acionamento elétrico.</p><p>Dois tipos de superalimentadores de combustí-</p><p>vel nos motores convencionais:</p><p> Acoplamento direto</p><p> Turbo compressor.</p><p>GMP - Resumo Page 10</p><p>O tipo de compressor usado nos motores tér-</p><p>micos a pistão é o centrifugo.</p><p>O difusor de um motor radial de aviação está</p><p>localizado na entrada do compressor</p><p>Em motores convencionais o sistema</p><p>de superalimentação mais usado é o acopla-</p><p>mento direto</p><p>No sistema de alimentação por acoplamento</p><p>direto a ventoinha é acionada pelo próprio</p><p>motor.</p><p>No sistema de superalimentação do tipo turbo</p><p>compressor, a ventoinha é acionada pe-</p><p>los gases de escapamento.</p><p>Indicador de quantidade de combustí-</p><p>vel visual é o SIGHT GAGE.</p><p>O controle da mistura ar-gasolina em motor a</p><p>explosão é feito pelo dosador.</p><p>O dosador é chamado de corretor altimétrico,</p><p>e serve para dosar automaticamente a mistura.</p><p>O excesso de gasolina fornecida pelo carbura-</p><p>dor pode causar parada do motor conhecido</p><p>como afogamento.</p><p>O ajuste de rotação da marcha lenta é feita na</p><p>borboleta (acelerador).</p><p>A borboleta do carburador fica toda aberta du-</p><p>rante a decalagem da arvore de manivela.</p><p>A bomba de aceleração rápida é usada em</p><p>bruscas aberturas da borboleta (acelerador)</p><p>Em motor convencional a válvula de marcha</p><p>lenta mede o combustível apenas nos primei-</p><p>ros 10 graus de abertura da borboleta.</p><p>Quando o motor estiver funcionando em mar-</p><p>cha lenta, o ar que entra no carburador é insufi-</p><p>ciente para dosar a mistura, portanto o ar é</p><p>completado pela sucção dos pistões através</p><p>dos tubos de admissão.</p><p>O excesso de gasolina do inicio de funciona-</p><p>mento do motor sai pela válvula dreno do Cár-</p><p>ter difusor</p><p>Controle de Combustível dos Jatos</p><p>Dois grupos básicos:</p><p> Hidromecânico</p><p> Eletrônico</p><p>FILTROS</p><p>Três tipos:</p><p> Micro filtro</p><p> Tela tipo colmeia</p><p> Malha peneira</p><p>A razão dos filtros é em Mícron, medindo mate-</p><p>riais estranhos de 10 a 20 mícrons.</p><p>BICO DE INJEÇÃO</p><p>O combustível é colocado dentro da câmara de</p><p>combustão através do bico injetor</p><p>Nos motores convencionais usa se injeção</p><p>direta de combustível para fazer a função se-</p><p>cundaria de resfriamento do pistão.</p><p>Nos motores convencionais os bicos injeto-</p><p>res são instalados próximos a entrada</p><p>de admissão.</p><p>CAPÍTULO 04</p><p>SISTEMA DE IGNIÇÃO E ELÉTRICO</p><p>DO MOTOR</p><p>Finalidade</p><p>O sistema de ignição tem a finalidade de pro-</p><p>duzir centelhas nas velas, para provocar a</p><p>combustão da mistura nos cilindros.</p><p>Sistema de Ignição do Motor</p><p>Convencional</p><p>O sistema de ignição pode ser de 2 classes:</p><p> Bateria</p><p> Magneto</p><p>Também classificado como:</p><p> Simples</p><p> Dupla ignição</p><p>GMP - Resumo Page 11</p><p>Sistema de Ignição Por Magneto (mais usa-</p><p>do).</p><p>O sistema de ignição é composto por magneto,</p><p>vela, distribuidor, blindagem (cabos) e platina-</p><p>do.</p><p>Magnetos nos motores convencionais o siste-</p><p>ma de ignição é duplo (duas velas</p><p>de ignição por cilindro).</p><p>A finalidade do sistema duplo é oferecer mais</p><p>segurança.</p><p>A ignição é dada no cilindro antes do PMA.</p><p>O sistema de ignição por magneto em aviões é</p><p>classificado em:</p><p> Magneto de baixa</p><p> Alta tensão (mais usado)</p><p>Sistema de Magneto de Alta Tensão (mais</p><p>usado)</p><p>O sistema de magneto de alta tensão é dividido</p><p>em três circuitos distintos:</p><p> Circuito magnético</p><p> Circuito elétrico primário</p><p> Circuito elétrico secundário</p><p>Circuito Magnético</p><p>Consiste de um ímã permanente rotativo de</p><p>múltiplos pólos, um núcleo de ferro doce e sa-</p><p>patas polares. Quando o pólo ‘’N’’ e o pólo ‘’S”</p><p>estão opostos na ferradura do núcleo de ferro</p><p>doce produzindo fluxo, o ímã rotativo é chama-</p><p>do de ‘’capacidade plena’’</p><p>A posição neutra é quando um dos pólos ou</p><p>ímã está entre a sapata.</p><p>Portanto o fluxo se inicia no 0 grau, 45 grau</p><p>(neutro), 90 graus, então uma volta completa do</p><p>ímã são 360 graus.</p><p>Circuito Elétrico Primário (Lei de Lenz)</p><p>Consiste de um par de contatos chamado</p><p>de platinado, ou seja, banhado com platina</p><p>para evitar corrosão e melhorar a condutivida-</p><p>de, um condensador e uma bobina de fios</p><p>eletricamente isolados.</p><p>Unidades Auxiliares de Indução</p><p>Dínamo é um gerador de corrente continua.</p><p>Vibrador de Indução</p><p>Ao contrario do dínamo, não produz a alta ten-</p><p>são de ignição dentro de si. Sua função é trans-</p><p>formar a corrente contínua da bateria em cor-</p><p>rente pulsante e fornecê-la para a bobina pri-</p><p>maria do magneto. Também funciona como um</p><p>relé. (buzz).</p><p>Chave de Ignição</p><p>A chave de ignição de um motor convencional</p><p>apresenta 3 posições: left , right e both.</p><p>Essa chave de ignição permite selecionar o</p><p>magneto a ser ligado como: chave para es-</p><p>querda (magneto esquerdo) , chave para direita</p><p>(magneto direto), chave para ambos (liga os 2</p><p>magnetos)</p><p>A chave de ignição ou interruptor de inflamação</p><p>quando estiver ligada, tira a massa da bobina</p><p>do primário.</p><p>Se o fio massa estiver acusando contato, então</p><p>o magneto estará desligado.</p><p>O mais importante na ignição é o avanço da</p><p>centelha que salta quando o pistão estiver no</p><p>ponto morto 0 graus.</p><p>VELAS DE IGNIÇÃO</p><p>Sua finalidade é conduzir um curto impulso de</p><p>corrente (faísca) de alta voltagem dentro da</p><p>câmara de combustão.</p><p>As velas de ignição são instaladas na cabeça</p><p>dos cilindros.</p><p>Os 3 principais componentes de</p><p>uma vela são:</p><p> Eletrodos</p><p> Isolante</p><p> Cobertura externa</p><p>Os eletrodos das velas são constituídos de liga</p><p>de aço tungstênio</p><p>Os eletrodos da vela saltam a uma temperatura</p><p>de 3.000 F, numa pressão de gás de 2000</p><p>GMP - Resumo Page 12</p><p>P.S.I, com uma pressão elétrica de 15.000</p><p>volts.</p><p>Velas ‘’quentes’’ possuem um grande nariz</p><p>isolador.</p><p>Velas ‘’frias’’ possuem um pequeno nariz</p><p>isolador. Quando uma vela transfere seu calor</p><p>para o cilindro de modo mais rápido que o nor-</p><p>mal, é considerado como vela fria.</p><p>A vela irá falhar se houver excesso de óleo na</p><p>câmara de combustão.</p><p>Para que haja a queima de combustível dentro</p><p>da câmara, uma centelha terá que saltar entre</p><p>o eletrodo central e o eletrodo massa da</p><p>vela.</p><p>Em uma vela de eletrodos a massa, se algum</p><p>deles estiver encostado no eletrodo central a</p><p>vela não funcionara.</p><p>A instalação de uma vela com o eletrodo cen-</p><p>tral quadrado poderá ocasionar pré- ignição.</p><p>A combustão ocasionada por superaquecimen-</p><p>to de uma vela leva o nome de pré-ignição.</p><p>O tempo de vida das velas é determinado em</p><p>função das horas de vôo (TSO).</p><p>O tempo de vida útil de uma vela de motor con-</p><p>vencional fica entre 600 e 800horas.</p><p>Os diâmetros externos dos cabos em uso são</p><p>de 5, 7 e 9 mm. A maioria usa de 7 mm.</p><p>DISTRIBUIDOR</p><p>Distribuidor é a peça responsável pela sequên-</p><p>cia de queima.</p><p>O platinado é ligado em paralelo com o con-</p><p>densador do magneto.</p><p>O claro (folga) normal do platinado é de 0,008</p><p>a 0,012 de polegada.</p><p>O distribuidor é como uma chave rotativa que</p><p>gira na metade da velocidade do motor.</p><p>Ordem de Ignição</p><p>Os cilindros são numerados olhando de traz</p><p>para frente. Nos motores em linha os cilindros</p><p>da direita são impares e os da esquerda são</p><p>pares, nos motores radiais de uma carreira a</p><p>sequência é no sentido horário, e nos de 2 car-</p><p>reiras considera-se a primeira carreira impar e</p><p>a segunda par.</p><p>A ordem de ignição nos motores em linha e</p><p>radiais de uma carreira acontece primeiro nos</p><p>cilindros impares e depois pares.</p><p>Sistema de Ignição de Motores Turbo Jato</p><p>É um sistema de ignição do tipo capacitivo.</p><p>O sistema de ignição é um sistema duplo para</p><p>garantir a segurança e é projeto para ativar 2</p><p>velas de ignição.</p><p>O sistema consiste de uma unida-</p><p>de dinamotora / reguladora / filtro, 1 excita-</p><p>dor, 2 transformadores de alta tensão, 2</p><p>cabos de alta tensão e 2 velas de ignição.</p><p>DINAMOTOR</p><p>É usado para elevar corrente continua que é</p><p>extraída da bateria.</p><p>Pode ter vela do tipo angular ou do tipo con-</p><p>finado que suportam uma corrente bem maior</p><p>que as velas dos motores convencionais.</p><p>SISTEMAS ELÉTRICOS DO MOTOR</p><p>Alternador</p><p>O alternador de um motor térmico transfor-</p><p>ma energia mecânica em elétrica.</p><p>Fio Condutor</p><p>Apresentado como um condutor singelo e rígido</p><p>ou condutor retorcido, ambos revestidos com</p><p>material isolante.</p><p>Termo Cabo</p><p>1. Cabo multicondutor</p><p>2. Par torcido</p><p>3. Cabo Blindado</p><p>4. Cabo de Radio Frequência ou Cabo Co-</p><p>axial</p><p>Bitola de fio</p><p>Especificado pelo AWG</p><p>Fatores que Afetam a Seleção da Bitola do</p><p>Fio</p><p>GMP - Resumo Page 13</p><p>Primeiro Fator = perda de energia elétrica</p><p>transformada em calor</p><p>Segundo Fator = queda de Voltagem</p><p>Terceiro Fator = capacidade do condutor de</p><p>conduzir corrente.</p><p>Fatores que Influenciam na seleção do ma-</p><p>terial condutor</p><p>Embora a prata seja o melhor condutor,</p><p>os 2 mais usados hoje em dia são o cobre e o</p><p>alumínio.</p><p>Queda de Voltagem nos fios e nos cabos de</p><p>um avião</p><p>Os cabos principais de geração de forca do</p><p>avião ou Ada bateria para a barra não deve</p><p>exceder 2% da voltagem regulada.</p><p>A medida de resistência permitida de um ponto</p><p>de massa do gerador ou da bateria é de 0.005</p><p>ohm.</p><p>ISOLAMENTO DO CONDUTOR</p><p>A resistência ao isolamento é a for-</p><p>ca Dielétrica.</p><p>Os isolantes mais usados hoje em dia</p><p>são: vinil, algodão, nylon, teflon e o amianto.</p><p>Grupos de Fios e Chicotes</p><p>Os chicotes devem ser constituídos em menos</p><p>de 75 fios, ou ter 1 ½ a 2 polegadas de diâ-</p><p>metro.</p><p>Emendas Nos Chicotes</p><p>Devem ser de fácil inspeção e ser afastadas</p><p>umas das outras.</p><p>Frouxidão nos Chicotes</p><p>A frouxidão de um chicote não deve exceder</p><p>uma deflexão de ½ polegada com pressão</p><p>manual.</p><p>Instalação e Encaminhamento</p><p>Os fios e chicotes devem corre paralelos ou</p><p>em ângulos retos com as nervuras ou longari-</p><p>nas. Com exceção dessa regra temos o cabo</p><p>coaxial</p><p>Proteção Contra Fricção</p><p>Se os fios se aproximarem mais de ¼ de po-</p><p>legada da borda do orifício, usa se</p><p>um Gromete adequado.</p><p>Proteção Contra Alta Temperatura</p><p>Os fios que passam próximos de componentes</p><p>com alta temperatura, devem ser isolados</p><p>com amianto, fibra de vidro ou teflon.</p><p>Proteção Contra Solventes e Fluidos</p><p>Se houver possibilidade de o fio se contaminar</p><p>com algum fluido, deve se usar uma proteção</p><p>plástica ou conduíte de proteção. O</p><p>fio nunca deve passar por baixo da bateria.</p><p>Proteção do Fios na área do Alojamento das</p><p>Rodas</p><p>Todos os chicotes devem ser protegidos por</p><p>luvas de tubulações flexíveis nas áreas de alo-</p><p>jamento</p><p>das rodas.</p><p>PRECAUÇÕES NA INSTALAÇÃO</p><p>Nenhum fio pode ser direcionado de modo que</p><p>fique próximo mais de ½ polegada de uma</p><p>tubulação.</p><p>Nenhum fio ou chicote pode ser sustentado por</p><p>tubulação que conduza fluido inflamável ou</p><p>oxigênio.</p><p>A fiação deve ser instalada para manter uma</p><p>folga mínima de 3 polegadas dos Cabos de</p><p>Controle.</p><p>Amarração ou Enlace dos Chicotes</p><p>Um grupo de fios é constituído de 2 ou mais</p><p>fios amarrados ou lançados juntos para indi-</p><p>car um sistema individual.</p><p>Um chicote é constituídos de 2 ou mais gru-</p><p>pos de fios amarrados juntos.</p><p>Enlace, todos os grupos de fios ou chicotes</p><p>devem ser lançados com 12polegadas de dis-</p><p>tancia.</p><p>Corte de Fios e Cabos</p><p>Para tornar fácil instalação e manutenção, os</p><p>cabos e fios são interrompidos por conectores,</p><p>blocos terminais ou barras.</p><p>GMP - Resumo Page 14</p><p>Terminais e Emendas Sem Solda</p><p>Esses terminais não possuem solda para fácil</p><p>conexão de blocos terminais e barras de liga-</p><p>ção. Podem ser revestidos com luva plástica</p><p>presa nas 2 extremidades.</p><p>As alças de ligação podem ser de 3 tipos:</p><p> Bandeirola</p><p> Reta</p><p> Em ângulo reto</p><p>Emendas de Fios de Cobre usando emendas</p><p>pré isoladas</p><p>As emendas são isoladas com plástico branco</p><p>e são usadas para reduzir a bitola do fio.</p><p>Emendas de Emergência</p><p>Esses consertos são permitidos em fios</p><p>de cobre, soldando as juntas das pernas que-</p><p>bradas aplicando um composto condutor anti-</p><p>oxidante.</p><p>O fio de alumino danificado não deve ser</p><p>emendado temporariamente.</p><p>BITOLA</p><p>A maior bitola é 0000 e a menor é por exem-</p><p>plo 40.</p><p>BATERIA</p><p>Ao remover uma bateria o cabo que deve ser</p><p>desconectado primeiro é o NEGATIVO. Para</p><p>instalar deve ser feito o oposto.</p><p>As baterias quando ligadas em paralelo au-</p><p>menta se a corrente. Quando ligadas em serie</p><p>aumenta a tensão.</p><p>Tabela de Resistores</p><p>Preto 0</p><p>Marrom 1</p><p>Vermelho 2</p><p>Laranja 3</p><p>Amarelo 4</p><p>Verde 5</p><p>Azul 6</p><p>Violeta 7</p><p>Cinza 8</p><p>Branco 9</p><p>Prata +/- 10%</p><p>Ouro +/- 5%</p><p>Ligação a Massa</p><p>O objetivo primário de ligação a massa á estru-</p><p>tura do avião é completar o caminho de</p><p>RETORNO da corrente elétrica.</p><p>A ligação à massa também protege o avião e o</p><p>pessoal contra descarga de raio, evita interfe-</p><p>rência de radio frequência, protege contra cho-</p><p>que, evita acumulação de carga estática e pro-</p><p>porciona estabilidade de transmissão e recep-</p><p>ção de radio.</p><p>Em um teste de ligação a massa, a resistência</p><p>de cada conexão não deve exceder a 0,003</p><p>ohm.</p><p>CONECTORES</p><p>Cinco classes de conectores AN são encon-</p><p>trados:</p><p>1. Classe A</p><p>2. Classe B</p><p>3. Classe C</p><p>4. Classe D</p><p>5. Classe K = a prova de Fogo</p><p>A classe A,B,C,D são feitas de alumínio, a</p><p>classe K é feita de aço</p><p>Conduíte</p><p>Um conduíte é usado pa-</p><p>ra proteção mecânica dos fios e chicotes</p><p>O diâmetro interno deve ser 25% maior que o</p><p>diâmetro externo.</p><p>Dispositivos de Proteção de Circuitos</p><p>Disjuntores e Fusíveis. Eles devem abrir o cir-</p><p>cuito antes do condutor emitir fumaça.</p><p>Disjuntores religáveis CB, são chamados de</p><p>disjuntores de desarme livre. Esses disjuntores</p><p>não devem possuir a função de proteção nos</p><p>circuitos do avião.</p><p>GMP - Resumo Page 15</p><p>Interruptores</p><p>RELÉ</p><p>É um interruptor operado eletricamente e está</p><p>sujeito a falha sob condições de baixa voltagem</p><p>no sistema.</p><p>SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE AERONAVES</p><p>Luzes externas</p><p>Luzes de navegação das asas.</p><p>Asa esquerda vermelha e asa direita verde</p><p>Anti-colisão, consiste de 1 ou 2 luzes rotativas</p><p>operadas por um motor elétrico. Luz de segu-</p><p>rança para congestionamento de aeronaves.</p><p>Luz de Taxi fornece iluminação no solo durante</p><p>Taxi ou reboque.</p><p>Luzes de Inspeção das Asas, luz de gelo de</p><p>asa e luz de nacele.</p><p>CAPÍTULO 05</p><p>SISTEMAS DE PARTIDA DOS</p><p>MOTORES</p><p>A maioria dos motores de aeronaves é aciona-</p><p>da por um dispositivo chamado motor de parti-</p><p>da (starter), ou arranque.</p><p>O arranque é um mecanismo capaz de desen-</p><p>volver grande quantidade de energia mecânica</p><p>que pode ser aplicada a um motor, causando</p><p>sua rotação.</p><p>A maioria dos arranques de motores conven-</p><p>cionais é do tipo elétrico de engrazamento</p><p>direto.</p><p>Na aviação em geral existem 3 tipos de ar-</p><p>ranques para motores.</p><p> Arranque elétrico (usado em aviões peque-</p><p>nos)</p><p> Arranque pneumático</p><p> Arranque mecânico (inercia)</p><p>Na partida de um motor equipado com arran-</p><p>que do tipo inércia, é necessário esperar alguns</p><p>segundos antes de ligar a ignição.</p><p>CAPÍTULO 06</p><p>SISTEMAS DE LUBRIFICAÇÃO E</p><p>REFRIGERAÇÃO</p><p>O propósito da lubrificação é reduzir a fricção</p><p>das partes moveis em motores.</p><p>A fricção metálica é substituída pela película de</p><p>óleo lubrificante. Pistões, paredes dos cilindros</p><p>são dependentes do óleo para lubrificação.</p><p>A viscosidade do óleo ou resistência para</p><p>fluir é o fator mais importante para a operação</p><p>do motor.</p><p>Alta viscosidade = escoa vagarosamente</p><p>(óleo grosso)</p><p>Baixa viscosidade = escoa rápido (óleo fi-</p><p>no)</p><p>Diversos fatores devem ser considerados para</p><p>a seleção do grau do óleo. A carga de opera-</p><p>ção, as rotações e as temperaturas de traba-</p><p>lho são as mais importantes.</p><p>Os óleos comerciais mais usados na aviação</p><p>são classificados como: 80,100,140, etc...</p><p>Para medir a viscosidade usa se um visco-</p><p>símetro SAE (Society of Automotive Engine-</p><p>ers) SayBolt, o qual divide os óleos em 7 gru-</p><p>pos (SAE 10 a 70), de acordo com a viscosida-</p><p>de 130F ou 210 F</p><p>O óleo é representado pela letra ‘’W’’ que é</p><p>satisfatório para uso no inverno (Winter).</p><p>Ex: SAE 20W</p><p>SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO DE MOTORES</p><p>CONVENCIONAIS</p><p>Cárter Seco</p><p>Cárter é a carcaça onde o motor é montado. O</p><p>Cárter é fixado no berço da aeronave.</p><p>O Cárter pode ser de liga de alumino forjado</p><p>(+ usado) ou aço forjado</p><p>Os berços dos motores (convencionais ou rea-</p><p>ção) são de aço cromo molibdênio</p><p>GMP - Resumo Page 16</p><p>2 tipos de Cárter de armazenamento de óleo</p><p>lubrificante:</p><p> Cárter Seco (mais usado em motor con-</p><p>vencional)</p><p> Cárter molhado (quando NÃO possui tan-</p><p>que de óleo)</p><p>O Cárter Seco para sistema de lubrificação é</p><p>mais usado em motores convencionais.</p><p>No Cárter Seco o suprimento de óleo é manti-</p><p>do em um Tanque de liga de alumínio, que</p><p>fica instalado próximo ao motor alto o bastan-</p><p>te para garantir a alimentação por gravidade.</p><p>Uma bomba de pressão circula o</p><p>óleo através do motor, enquanto que a bomba</p><p>de sucção o retorna ao tanque.</p><p>Linhas de ventilação no Tanque são instala-</p><p>das para garantir uma ventilação apropriada no</p><p>tanque independente da altitude.</p><p>Alguns tanques possuem um ‘’tubo interno’’ ou</p><p>tubo acelerador de temperatura.</p><p>Deflectores na parte de baixo do tan-</p><p>que anulam a ação de movimento circular no</p><p>tanque para prevenir sucção de ar na linha.</p><p>O tipo de sistema de indicador de</p><p>óleo consiste de um braço e uma bóia, que</p><p>verificam o nível de óleo na cabine em galões.</p><p>No tanque de óleo é deixado um pouco de ar</p><p>para permitir a expansão do óleo com o au-</p><p>mento da temperatura.</p><p>Em alguns tanques de óleo são instala-</p><p>dos Hopper – Tank com afinalidade de aque-</p><p>cer, rapidamente.</p><p>Bomba de Óleo</p><p>O óleo que entra no motor é pressurizado por</p><p>uma bomba de descarga positiva.</p><p>O óleo sob pressão flui para o filtro, que abre a</p><p>válvula unidirecional do filtro montada</p><p>na</p><p>parte superior. Essa válvula é fechada por</p><p>ação leve de mola de 1 a 3 libras.</p><p>A válvula By Pass fica na saída de pressão</p><p>da bomba de óleo e o filtropermite que o</p><p>óleo não filtrado supra o motor em caso</p><p>de entupimento do filtro ou numa partida com</p><p>o motor muito frio</p><p>FILTROS DE ÓLEO</p><p>3 tipos :</p><p> Tela (parede dupla)</p><p> Cuno (cartucho de disco e espaçadores)</p><p> Labirinto de ar (telas circulares de malha</p><p>fina)</p><p>Válvula de Alivio de Pressão</p><p>Limita a pressão do óleo a um pré determinado</p><p>valor.</p><p>Indicador de Pressão do Óleo (Tubo de</p><p>Bourdon)</p><p>Indica a diferença entre a pressão de óleo e a</p><p>pressão da cabine</p><p>O indicador de pressão de óleo tem uma escala</p><p>de 0 a 200 ou de 0 a 300 PSI.</p><p>Regulador de Temperatura do Óleo</p><p>Regula a temperatura do óleo e consiste de 2</p><p>partes principais:</p><p> Radiador</p><p> Válvula de controle.</p><p>O radiador transfere o calor do óleo para o ar,</p><p>enquanto a válvula de controle regula o fluxo de</p><p>óleo através do radiador.</p><p>O óleo que sai do radiador tem</p><p>sua viscosidade maior (grosso) do que a</p><p>entrada.</p><p>Durante o funcionamento normal de um motor</p><p>convencional o óleo aquecido passa pe-</p><p>la colméia do radiador.</p><p>LUBRIFICAÇÃO INTERNA DOS MOTORES</p><p>CONVENCIONAIS</p><p>Existem 2 tipos de lubrificação interna:</p><p>1. Pressão (mais usada)</p><p>2. Imersão ou Salpico (não usa)</p><p>GMP - Resumo Page 17</p><p>O processo em que toda peça trabalha sob</p><p>banho de óleo chama se lubrificação por imer-</p><p>são.</p><p>O processo de lubrificação por pressão é</p><p>o mais usado em motores convencionais, o</p><p>óleo é fornecido através da bomba de óleo.</p><p>O óleo do tipo detergente não pode ser mistu-</p><p>rado com o óleo do tipo NÃO detergente.</p><p>A BOMBA DE ÓLEO É DO TIPO</p><p>ENGRANAGEM</p><p>Num sistema de lubrificação a finalidade</p><p>da válvula de retenção é evitar que</p><p>o óleo entre no motor com este parado.</p><p>Na partida normal de um motor convencional</p><p>quando o manômetro de óleo não apresentar</p><p>pressão deve se cortar imediatamente o mo-</p><p>tor. O tempo Máximo sem que a pressão de</p><p>óleo suba é de 30 segundos</p><p>Nas bronzinas e eixos de manivelas, o tipo de</p><p>lubrificação é o de pressão.</p><p>Em motor convencional um óleo de baixa vis-</p><p>cosidade pode provocar uma temperatura alta</p><p>do óleo.</p><p>A graxa é a mistura de sabão especial com</p><p>óleo de base mineral.</p><p>SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO DE MOTOR A</p><p>REAÇÃO</p><p>Podem ser do tipo Cárter molhado ou Cárter</p><p>seco.</p><p>A maioria dos motores a reação é do tipo de</p><p>fluxo axial e usam o sistema de Cárter Seco.</p><p>O sistema de lubrificação Cárter se-</p><p>co para motores a reação possuem o mesmo</p><p>principio dos motores convencionais.</p><p>Trocadores de calor entre combustível / óleo,</p><p>o combustível resfria o óleo e é pré-</p><p>aquecido pelo óleo para ser usado na câmara</p><p>de combustão.</p><p>SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO DO MOTOR</p><p>O arrefecimento ou refrigeração do motor tem</p><p>por função transferir para o meio ambiente o</p><p>calor dos cilindros.</p><p>Com a refrigeração do motor evita se</p><p>a detonação.</p><p>Os componentes fundamentais de um sis-</p><p>tema de refrigeração são:</p><p> Aletas dos cilindros</p><p> Anel de velocidade com janelas de arre-</p><p>fecimento</p><p> Chapas defletoras.</p><p>O anel de velocidade além de trabalhar na</p><p>refrigeração, corrige a grande área frontal dos</p><p>motores residuais.</p><p>Os radiadores podem ser refrigerados a Ar ou</p><p>Agua (líquido).</p><p>Na aviação moderna e de grande porte, a refri-</p><p>geração a liquido NÃO é usada, porque dimi-</p><p>nui a potência/massa do motor</p><p>Nos motores refrigerados a liquido o calor re-</p><p>movido é transferido para o radiador.</p><p>O fluxo de óleo do radiador é regulado pela</p><p>válvula termostática</p><p>A temperatura do óleo do motor é retirada na</p><p>entrada do motor</p><p>No motor a reação à refrigeração é também</p><p>pelo ar admitido.</p><p>CAPÍTULO 07</p><p>HÉLICES</p><p>A função básica de uma hélice é converter a</p><p>potência do motor em força de tração.</p><p>Foram desenvolvidos sistemas de passo variá-</p><p>vel e velocidade constante para uma eficiência</p><p>do vôo.</p><p>Consiste de um governador equipado com</p><p>contrapesos, aos quais controlam os ângu-</p><p>los das pás.</p><p>Para uma decolagem o ângulo da pá deve</p><p>estar no passo mínimo.</p><p>GMP - Resumo Page 18</p><p>Passo mínimo = maior tração (menor ângu-</p><p>lo da pá)</p><p>Passo máximo = menor tração (maior ângu-</p><p>lo da pá)</p><p>A hélice de uma aeronave consiste de 1 ou</p><p>mais pás fixadas em um Cárter ou cubo cen-</p><p>tral</p><p>Existem hélices tratoras (na frente e mais</p><p>usadas) e propulsoras (traseira)</p><p>Ao girar uma hélice executa um avanço que é</p><p>denominado passo efetivo.</p><p>No movimento de rotação de uma hélice, um</p><p>ponto fixo na raiz de uma pá executa um movi-</p><p>mento em direção a ponta da hélice. Isso é</p><p>conhecido como passo efetivo.</p><p>Passo teórico é a distancia que uma pá</p><p>deveria ter obedecendo a curva da hélice</p><p>para dar um giro de 360 graus sobre o eixo</p><p>de rotação.</p><p>O rendimento de uma hélice é basicamente a</p><p>relação entre o passo efetivo e o teórico.</p><p>O movimento que a hélice faz pra fren-</p><p>te, puxando o avião é chamado de transla-</p><p>ção.</p><p>O ‘’recuo’’ da hélice é a diferença entre o</p><p>passo geométrico e o passo efetivo,. Essa</p><p>diferença é causada pelo arrasto aerodinâmi-</p><p>co que se opõe ao movimento de translação.</p><p>A eficiência de uma hélice varia de 50 a 87%</p><p>sendo em media 80%</p><p>Essa perda de eficiência de 20%se dá pela</p><p>fricção, e pelo recuo da hélice.</p><p>Uma hélice girando sofre a ação das for-</p><p>ças centrifuga de torção e flexão.</p><p>Tipos de Hélice</p><p>Existem vários tipos de hélices sendo as mais</p><p>simples as de passo fixo e ajustáveis de so-</p><p>lo.</p><p>Hélice de Passo Fixo</p><p>A hélice de passo fixo, o ângulo da pá não</p><p>pode ser modificado após sua construção. Ela</p><p>pode ser construída de liga de alumínio ou</p><p>madeira.</p><p>Hélices de Madeira</p><p>São de passo fixo, e as madeiras mais utili-</p><p>zadas são o mogno, cerejeira, nogueira preta</p><p>e o carvalho, porem a principal é de vidoeiro.</p><p>São usadas de 5 a 9 camadas de ¾ ‘’ de es-</p><p>pessura cada.</p><p>Após o processo ser completado a hélice é</p><p>montada em um cubo e cuidadosamen-</p><p>te Balanceada.</p><p>Hélices Ajustáveis de Solo</p><p>O passo ou ângulo da pá pode ser mudado em</p><p>solo quando não estiver girando.</p><p>Hélice de Passo Controlável (importante)</p><p>Essa hélice permite uma mudança no passo</p><p>ou ângulo da pá enquanto estiver girando.</p><p>Seu passo é limitado em 2 posições. (mínimo e</p><p>máximo.).</p><p>Quando o aerofólio da pá é movido ele produz</p><p>2 forças: sustentação e arrasto.</p><p>Para aumentar ou diminuir o ângulo de</p><p>uma hélice de passo controlável usa se</p><p>um governador.</p><p>O governador usa pressão de óleo do motor</p><p>para variar o passo da hélice e retorna</p><p>por CONTRAPESO.</p><p>Usa se um passo mínimo (ângulo mínimo) com</p><p>alta rotação para decolagem e varia se o passo</p><p>durante cruzeiro ou pouso onde aumenta o</p><p>ângulo da pá causando arrasto.</p><p>Hélices Automáticas</p><p>Nesse sistema o operador não precisa ajustar</p><p>o passo da hélice, pois é automático. Esse</p><p>sistema de hélices é chamado de ‘’velocidade</p><p>constante’’</p><p>Hélices Reversíveis</p><p>Uma hélice de passo reverso é uma hélice</p><p>controlável, na qual o ângulo da pá pode ser</p><p>mudado para o passo negativo durante opera-</p><p>GMP - Resumo Page 19</p><p>ção. Sua finalidade é como freio aerodinâmi-</p><p>co para reduzir corrida em solo durante o</p><p>pouso.</p><p>Hélices embandeiráveis</p><p>Uma hélice embandeirável é uma hélice con-</p><p>trolável que possui um mecanismo que muda</p><p>o passo da hélice para um ângulo tal, que o</p><p>deslocamento da aeronave para frente produz</p><p>um mínimo efeito de ‘’cata vento’’ (giro da héli-</p><p>ce sem potência).</p><p>O embandeiramento das hélices é usado em</p><p>aeronaves multimotoras para reduzir ao mínimo</p><p>a resistência ao avanço (arrasto), causada por</p><p>uma hélice na condição de falha do motor.</p><p>Balanceamento da Hélice</p><p>Dois tipos:</p><p> Balanceamento Estático</p><p> Balanceamento Dinâmico</p><p>Balanceamento Estático</p><p>É realizado no eixo de rotação da hélice, con-</p><p>siderando-se</p><p>o equilíbrio de sua pá em um</p><p>plano de rotação.</p><p>Balanceamento Dinâmico</p><p>É realizado no conjunto rotor da hélice para</p><p>determinar o equilíbrio das forças resultantes</p><p>do movimento de rotação da hélice.</p><p>Em uma hélice o balanceamento estático</p><p>fino deve ser feito numa balanceadei-</p><p>ra do tipo pêndulo.</p><p>Toda hélice possui um ângulo de hélice, um</p><p>ângulo de incidência e um ângulo de ataque.</p><p>Ângulo de hélice = determina a torção da</p><p>pá e estabelece a distancia do passo efetivo</p><p>Ângulo de incidência = é o ângulo formado</p><p>entre a corda da pá de uma hélice e o plano</p><p>de rotação, pode ser chamado de ângulo de</p><p>pá</p><p>Ângulo de ataque = é formado entre a corda</p><p>da pá e o vento relativo.</p><p>Na construção de uma pá o ângulo deve estar</p><p>no ângulo de incidência.</p><p>Para facilitar a identificação das pás, elas</p><p>são divididas em estações medidas</p><p>em polegadas do centro do cubo até a ponta</p><p>da pá.</p><p>A pá de uma hélice possui o ângulo de inci-</p><p>dência maior na estação 30</p><p>PASSO DA HÉLICE</p><p>Passo de uma hélice é a condição que tem</p><p>uma pá de variar seu ângulo de ataque.</p><p>A variação do passo da hélice é realizada pe-</p><p>lo governador de hélice.</p><p>Quando o ângulo de ataque de uma hélice</p><p>aumenta, tem se maior tração e maior resis-</p><p>tência ao avanço (arrasto).</p><p>Hélices de alma maciça são usadas em velo-</p><p>cidade e altitudes baixas e podem ser de ma-</p><p>deira e liga de alumínio.</p><p>Hélices de alma oca são de liga de alumínio e</p><p>aço.</p><p>3 tipos:</p><p> Passo fixo = (são de alma maciça)</p><p> Passo ajustável = (são de alma maciça)</p><p> Passo variável = (são de alma oca)</p><p>Durante o vôo, o passo de uma hélice variá-</p><p>vel fica entre o passo mínimo e o passo má-</p><p>ximo.</p><p>Nos aviões turboélice, o passo reverso ou ân-</p><p>gulo de ataque negativo utilizado como freio</p><p>aerodinâmico é realizado por um comando</p><p>hidromecânico através da manete de potência.</p><p>Quando a pressão de óleo aumenta no interior</p><p>dos cilindros do motor, tem se a diminuição do</p><p>ângulo das pás.</p><p>O ângulo em que a tração da hélice cai a Zero</p><p>(0) é chamado de ângulo de stol</p><p>O ângulo de stol é ocasionado quando se tem</p><p>um excesso de rotação da hélice fazendo com</p><p>que a camada limite do dorso da pá atinja a</p><p>velocidade do som.</p><p>Em um sistema de hélices, os ângulos de</p><p>ataque e de incidência são iguais quando as</p><p>pás atingem o batente mecânico de passo</p><p>máximo.</p><p>GMP - Resumo Page 20</p><p>Quando o ângulo de incidência é ligeiramente</p><p>superior ao ângulo do vento relativo, tem se o</p><p>ângulo ótimo.</p><p>O Controle automático de variação do ân-</p><p>gulo de incidência garante o passo efetivo</p><p>da hélice.</p><p>A finalidade do sistema de sincronismo de</p><p>hélice é reduzir os ruídos indesejáveis e</p><p>vibrações.</p><p>EMBANDEIRAMENTO DE HÉLICE</p><p>Estando as pás de uma hélice</p><p>na mesma direção do vento relativo, a hélice</p><p>estará no passo bandeira ou nulo. (sem efei-</p><p>to).</p><p>Embandeiramento de hélice consiste em</p><p>sangrar o cilindro servo mecânico a fim de levar</p><p>uma hélice em pane para uma posição que</p><p>reduza o arrasto aerodinâmico.</p><p>O sistema de embandeiramento automáti-</p><p>co tem como a finalidade principal proporcionar</p><p>a drenagem do óleo do servomecanismo do</p><p>motor em pane.</p><p>O dispositivo que leva a hélice para o passo</p><p>de bandeira mede o torque entre os dois</p><p>extremos do eixo de rotação da hélice.</p><p>Manutenção das Hélices</p><p>A parte da hélice que sofre mais esforços é</p><p>o cubo.</p><p>Para um teste do governador de sobre velo-</p><p>cidade, é necessário que a hélice esteja com</p><p>uma rotação de 70%.</p><p>O anel retentor da héli-</p><p>ce trabalha como extrator da hélice durante a</p><p>remoção da mesma.</p><p>Limpeza das pás da Hélice</p><p>Pás e cubos de hélice de aço e de alumínio</p><p>devem ser limpos com suave solvente de lim-</p><p>peza.</p><p>Hélices de madeira podem ser limpas com</p><p>água morna e um sabão suave com pincel ou</p><p>pano.</p><p>Gelo nas Hélices</p><p>O gelo causa vibração destrutível em uma pá</p><p>de hélice. Os métodos de degelo são: álcool</p><p>isopropílico e elétrico</p><p>Inspeção da Hélice</p><p>A verificação de embandeiramento pode ser</p><p>feita levando se o seletor para a posição ban-</p><p>deirar (feather), observando se as pás da hélice</p><p>tomam posição paralela ao deslocamento (ou</p><p>ângulo de ataque de 90 graus).</p><p>Bainha das Pás</p><p>A bainha da pá (CUFF) é uma estrutura de</p><p>metal, madeira ou plástico, destinada ao aca-</p><p>bamento da espiga da pá com a superfície ex-</p><p>terna, transformando a forma circular da espiga</p><p>em seção de aerofólio.</p><p>A finalidade primaria da bainha é aumentar o</p><p>fluxo de ar de refrigeração na nacele do motor.</p><p>CAPÍTULO 08</p><p>Remoção e Instalação de Motor</p><p>QECA</p><p>O método de desmontagem rápida na remoção</p><p>e instalação de motores é o ‘’QECA’’</p><p>QECA é o motor propriamente dito e mais seu</p><p>acessório fixado, tudo pronto para ser instala-</p><p>dos.</p><p>Os motores podem ser guardados conforme</p><p>são recebidos pelos seus fabricantes em suas</p><p>próprias caixas, invólucros e CONTAINERS</p><p>(embalagens metálicas e pressurizadas).</p><p>O método QECA divide a montagem do motor</p><p>em diversas unidades:</p><p> Tomada de ar</p><p> Flapes de refrigeração do motor</p><p> Carenagem do motor</p><p> Suporte dos flapes de refrigeração</p><p>do motor</p><p> Janelas de inspeção</p><p> Berço do motor</p><p> Motor com todos seus acessórios</p><p>As paredes de fogo das naceles dos motores</p><p>são de aço inoxidável</p><p>GMP - Resumo Page 21</p><p>Na remoção nos motores radiais a parte inter-</p><p>na dos cilindros deve ser inspecionada quanto</p><p>ao composto anticorrosivo que foi drenado de</p><p>dentro do motor.</p><p>O método mais positivo de drenagem do com-</p><p>posto anticorrosivo na parte baixa do cilindro é</p><p>abrindo a válvula de admissão através do eixo</p><p>de manivela.</p><p>Antes de começar a remoção do motor a cha-</p><p>ve do magneto deve estar desligada, os seleto-</p><p>res de combustíveis fechados, a bateria desco-</p><p>nectada e se for por mais de 6 dias a bateria</p><p>deve ser enviada para local de estoque. Deve</p><p>haver extintores, e se o avião for triciclo deve</p><p>haver um apoio de calda.</p><p>Para a drenagem de fluidos do motor é colo-</p><p>cado uma bandeja metálica com os bojões. Em</p><p>alguns motores o dreno mais baixo é o ‘’Y’’</p><p>Desligamento das conexões elétricas se faz na</p><p>parede de fogo. Como medida de segurança</p><p>desconecta se primeiro o cabo do magneto.</p><p>A maior parte das conexões são AN e MS.</p><p>Para a desconexão dos controles do motor são</p><p>usadas hastes e parafusos para uma chave de</p><p>fenda tipo CLEVIS.</p><p>Para se conectar um motor deve se respeitar</p><p>um checklist.</p><p>Remoção e Instalação de Motores a Reação</p><p>Esse motor também utiliza o método QECA,</p><p>porem o motor pode ser baixado por 2 modos:</p><p>1 = baixar de sua nacele usando uma platafor-</p><p>ma levadiça , 2 usar um guincho e uma estrutu-</p><p>ra (eslinga).</p><p>Esse método também é utilizado para helicóp-</p><p>tero. Na apostila é dado um exemplo de uma</p><p>remoção do motor instalado a frente de um</p><p>helicóptero com p eixo fazendo 39 graus com o</p><p>horizonte (inclinado).</p><p>Berço dos Motores (Radiais)</p><p>Os berços dos motores geralmente são fixados</p><p>á aeronave por parafusos especiais de aço com</p><p>tratamento térmico.</p><p>O berço é construído em 1 ou mais seções que</p><p>incorporam o anel de montagem do motor,</p><p>suportes em ‘’V’’ e fixadores para prende-los as</p><p>naceles das asas, além de utilizarem o QECA.</p><p>A parte do berço onde é fixado o motor chama</p><p>se anel de fixação ou anel do berço do motor,</p><p>construído de aço. Ele é fixado através de su-</p><p>portes‘’dynafocal’’ ou fixação tangencial.</p><p>A fixação dynafocal possui 2 tipos de fixa-</p><p>ção : ligação ou pedestal.</p><p>A fixação tangencial é amplamente usada em</p><p>diversos motores com (bucha de borracha)</p><p>Para absorver as vibrações devida a alta po-</p><p>tência são usados os ‘’shock monts’’ ou co-</p><p>xins para amortecimento, estes podem ser</p><p>compostos de aço ou borracha</p><p>Preservação e Estocagem</p><p>Para preservar um motor utiliza-se uma subs-</p><p>tancia chamada de ‘’silica-gel’’ que serve para</p><p>retirar uma possível umidade durante sua es-</p><p>tocagem.</p><p>Cloreto de Cobalto é usado junto</p><p>com a</p><p>‘’sílica-gel’’.</p><p>A sílica tratada com cloreto de cobal-</p><p>to apresenta uma cor azul brilhante com</p><p>umidade baixa. Quando a umidade aumenta,</p><p>a tonalidade azul esmaece tornado se</p><p>bem claro a 30% de umidade relativa, passan-</p><p>do por varias matiz de rosa ate 60%.</p><p>Quando a umidade fica abaixo de 30%, a</p><p>corrosão não aparece.</p><p>A quantidade de sílica gel a ser utilizada de-</p><p>pende do tamanho do motor.</p><p>Normalmente os indicadores de umidade de</p><p>motores estocados em embalagens de trans-</p><p>porte devem ser observados a cada 30 dias.</p><p>Nos estocados em invólucro de proteção a</p><p>cada 90 dias.</p><p>E nos containers metálicos 180 dias.</p><p>GMP - Resumo Page 22</p><p>CAPÍTULO 09</p><p>Sistemas de Proteção Contra Fogo no Motor</p><p>ZONA DE FOGO</p><p>É uma área ou região da aeronave, designada</p><p>pelo fabricante, que requer detecção e/ou equi-</p><p>pamento de extinção e um alto grau de essen-</p><p>cial resistência ao fogo.</p><p>O TERMO FIXO</p><p>Significa um sistema permanentemente instala-</p><p>do, em contraste com qualquer equipamento</p><p>portátil de extintor de fogo com a de CO2.</p><p>As aeronaves modernas contam tanto quanto</p><p>um sistema de detecção de fogo quanto de</p><p>extinção de fogo.</p><p>Os 3 tipos de detecção mais usados são:</p><p>1. Razão de aumento de Temperatura</p><p>2. Sensores de Radiação</p><p>3. Detectores de Superaquecimento</p><p>Os 3 tipos de Sistemas de Detecção de Fo-</p><p>go são:</p><p>1. Sistema de Interruptor Térmico</p><p>2. Sistema de Par Térmico</p><p>3. Sistema Detector de Circuito Continuo</p><p>Sistema de Interruptor Térmico</p><p>Esse sistema detecta superaquecimento e</p><p>não fogo consiste de uma ou mais lâmpadas.</p><p>Os interruptores são unidades sensíveis ao</p><p>calor, eles são conectados em paralelo um</p><p>com o outro e em serie com as luzes indica-</p><p>doras. O sistema interruptor térmico usa um</p><p>interruptor termostato Bi-metálico ou detector</p><p>tipo ‘’Spot’’ da marca fenwal ligado</p><p>em paralelo.</p><p>Sistema de Par Térmico</p><p>Esse sistema é completamente diferente do</p><p>interruptor térmico, pois ele detecta o fogo. O</p><p>sistema par térmico depende do aumento da</p><p>razão de temperatura.</p><p>O sistema par térmico é construído de 2 metais</p><p>diferentes ‘’Cromel e Constantan’’. O numero</p><p>total de par térmico usado depende das dimen-</p><p>sões da zona de fogo, portanto a resistência</p><p>total não deve exceder 5 ohms.</p><p>Sistema Detector Circuito Contínuo ou Sis-</p><p>tema Sensor</p><p>Esse sistema é uma versão dos interruptores</p><p>térmicos ‘’spot’’, pois também são sistemas de</p><p>detecção de superaquecimento. Os 2 ti-</p><p>pos de detectores contínuos usados nos</p><p>sistema de sensores são os Kidde e o</p><p>Fenwal.</p><p> Continuo Kidde</p><p>Usa 2 fios envolvidos em uma camada de ce-</p><p>râmica no tubo de inconel</p><p> contínuo Fenwal</p><p>Usa 1 fio simples envolvido em uma camada</p><p>de cerâmica com sal eutético no tubo de in-</p><p>conel</p><p>SISTEMA DE ELEMENTO CONTÍNUO</p><p>(LINDBERG)</p><p>O sistema Lindberg de detecção de fogo é do</p><p>tipo elemento contínuo que consiste de um</p><p>tubo de aço inoxidável contendo um elemento</p><p>discreto.</p><p>Tipos de Fogo</p><p> Classe A – madeira, pano, papel, estofados</p><p>etc...</p><p> Classe B – petróleos, querosene, óleo,</p><p>graxa, solvente, tintas, etc...</p><p> Classe C - material elétrico</p><p>Classificação das Zonas de Fogo</p><p> Zona classe A – grande quantidade de fluxo</p><p>de ar</p><p> Zona classe B – grande quantidade de fluxo</p><p>de ar</p><p> Zona classe C – são zonas que tem relati-</p><p>vamente pouco de fluxo de ar</p><p> Zona classe D – são zonas que tem relati-</p><p>vamente pouco ou nenhum de fluxo de ar</p><p> Zona classe X – são zonas com grande</p><p>quantidade de fluxo de ar criando grande</p><p>dificuldade para o agente extintor.</p><p>GMP - Resumo Page 23</p><p>AGENTES EXTINTORES</p><p>Hidrocarboneto Halogenado (Halon aerona-</p><p>ves a Jato).</p><p>É uma fumaça química de fluorine, clorine e</p><p>bromine que elimina o oxigênio do fogo por</p><p>interferência química, ou seja, resfriamento</p><p>químico.</p><p>Agente de Gás Frio Inerte (CO2 e N2 aerona-</p><p>ves convencionais).</p><p>São o dióxido de carbono CO2 e nitrogênio N2,</p><p>ambos encontrados em forma liquida e gasosa,</p><p>suas diferenças estão na pressão e temperatu-</p><p>ra de estocagem.</p><p>SISTEMA DE EXTINÇÃO DE FOGO</p><p>H D R (High Rate of Discharge), alta razão de</p><p>descarga utiliza o Halonpara extinguir o incên-</p><p>dio (aeronaves a JATO).</p><p>Sistemas convencionais, esse sistema utiliza</p><p>o dióxido de carbono CO2 com agente extintor.</p><p>(aeronaves antigas).</p><p>Sistema de Extinção de fogo de motores</p><p>convencionais CO2 e N2</p><p>A descarga ocorrerá quando o disco vermelho,</p><p>indicador de descarga térmica de segurança é</p><p>rompido quando a pressão atingir ou ultrapas-</p><p>sar2.650 PSI e/ou a temperatura estiver acima</p><p>de 74 graus.</p><p>Sistema de Extinção de fogo de motores a</p><p>Jato (Halon)</p><p>É um tipo de garrafa equipada com duas válvu-</p><p>las de descarga que são operadas por cartu-</p><p>chos acionados eletricamente.</p><p>Interiores das Cabines</p><p>Os extintores portáteis permitidos dentro</p><p>das cabines da aeronaves são de água, dióxi-</p><p>do de carbono CO2, produto químico seco e</p><p>hidrocarbonetos halogenados.</p><p>É expressamente inaceitável extintor portátil</p><p>do tipo lata de aerosol dentro das aeronaves.</p><p>Sistemas de Detectores de Fumaça</p><p>Um sistema de detecção de fumaça é instala-</p><p>dos em pontos estratégicos das aeronaves com</p><p>compartimento de cargas, bagagens, lavatórios</p><p>onde a presença de fumaça é detectada. Um</p><p>dos métodos utilizados são os cheiradores que</p><p>contem silicagel amarelo. Quando uma amostra</p><p>de monóxido de carbono (fumaça) é detectado</p><p>o silicagel amarelo muda para verde.</p><p>Detectores de Fumaça Fotoelétrico</p><p>Quando existe uma acumulação de 10% de</p><p>fumaça no ar, faz com a célula fotoelétrica con-</p><p>duza corrente elétrica.</p><p>Detectores Visuais de Fumaça</p><p>Quando há fumaça presente, uma lâmpada</p><p>dentro de um indicador é iluminada pelo detec-</p><p>tor de fumaça. A luz é espalhada para que a</p><p>fumaça se torne visível. Se não existir fumaça,</p><p>a lâmpada não será iluminada.</p><p>INDICADORES</p><p>Dois discos de indicadores de descargas do</p><p>sistema de extinção de fogo, estão montados</p><p>no lado esquerdo da fuselagem após a asa.</p><p>Um disco vermelho e um disco amarelo.</p><p>CAPÍTULO 10</p><p>OPERAÇÃO E MANUTEÇÃO DO MOTOR</p><p>Revisão dos Motores Convencionais</p><p>TBO (intervalo entre revisões) varia com as</p><p>condições de operação do motor, tais como,</p><p>temperatura, duração em que o motor é opera-</p><p>do em alta potência e manutenção recebida.</p><p>Top Overhall é uma revisão de todas as partes</p><p>do motor</p><p>Revisão maior é uma revisão completa do</p><p>motor</p><p>TSO é a quantidade total de horas de vôo de</p><p>um componente.</p><p>O documento onde é anotado as aplicações de</p><p>boletins nos motores é a caderneta do motor.</p><p>GMP - Resumo Page 24</p><p>LIMPEZA</p><p>O desengraxamento pode ser feito</p><p>por imersão ou jateamento</p><p>Descarbonizantes como solu-</p><p>ções desengraxantes são de duas categorias:</p><p> solúveis em água</p><p> hidrocarbonetos</p><p>GMP - Resumo Page 25</p><p>www.hangarmma.com.br</p><p>www.hangarmma.com.br</p>