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Técnico em Contabilidade
Processo de elaboração da folha de
pagamento: cálculo de proventos (salário,
salário-família, horas extras, comissões,
abonos, gratificações, prêmios, adicional de
insalubridade, adicional de periculosidade,
adicional noturno), afastamentos, salário-
maternidade, cálculo de descontos (INSS,
imposto de renda, descontos para sindicato,
faltas e atrasos, desconto do repouso semanal
remunerado, vale-transporte, pensão
alimentícia, adiantamento de salário, seguro de
vida, vale-refeição, plano de saúde)
Você está chegando a mais uma etapa do curso Técnico em Contabilidade. Este
conhecimento, assim, tem como objetivo ajudar você, futuro profissional da área, a
auxiliar os gestores do departamento pessoal nas rotinas trabalhistas e
previdenciárias.
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A folha de pagamento nada mais é do que um controle mensal do montante
pago aos empregados por seus serviços prestados à empresa durante determinado
período de tempo. Essa folha é composta dos eventos de proventos e descontos,
conforme demonstrado a seguir.
Cálculo de proventos
Também conhecidos como vencimentos, os proventos compõem o salário bruto
de um empregado, isto é, são todos os valores que a empresa deve pagar a seus
funcionários mensalmente (por exemplo, o salário, que é uma remuneração fixa, e os
adicionais de hora extra, descanso semanal remunerado – DSR, adicional noturno,
insalubridade, periculosidade, entre outras remunerações variáveis).
Já se sabe que uma das principais atividades do profissional que trabalha no
departamento pessoal é a elaboração da folha de pagamento. Para isso, é necessário
estar atualizado das informações sobre direitos trabalhistas, benefícios, remuneração e
descontos, pois todos esses elementos devem estar de acordo com o contrato de
trabalho de cada empregado devidamente registrado na Carteira de Trabalho e
Previdência Social (CTPS).
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Veja a seguir o detalhamento dos proventos:
Salário
O salário é a remuneração devida e paga pelo empregador diretamente ao
empregado pelo trabalho prestado.
Com relação às diferenças entre salário mínimo e salário-base, salário mínimo é o
valor base legal mínimo que os empregadores devem pagar aos empregados para
compensar a força e o tempo gastos na produção ou no serviço.
Conforme o artigo 76 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o salário
mínimo deve ser pago tanto a trabalhadores urbanos quanto a trabalhadores rurais,
sem distinção de sexo, e deve cobrir as necessidades normais de alimentação,
habitação, vestuário, higiene e transporte do trabalhador.
Já salário-base é aquele cujo valor está expresso em lei, de acordo com a profissão
que o empregado exerce (por exemplo: médicos, engenheiros, administradores etc.).
Salário-família
O salário-família, de acordo com as regras da Previdência Social, é um auxílio
previdenciário pago ao empregado com filhos menores de 14 anos que vivam sob sua
guarda. Somente têm direito a esse auxílio os trabalhadores que recebem salários
dentro dos limites fixados pela Previdência Social.
O pagamento do benefício está sujeito à apresentação de certidão de nascimento do
dependente, caderneta de vacinação para os dependentes de até 6 anos de idade e
comprovação semestral de frequência à escola dos 6 anos aos 14 anos de idade. Se
pai e mãe são empregados, ambos têm direito a receber o auxílio.
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A tabela do salário-família, com as faixas de limites de valores e as suas
respectivas cotas, é atualizada anualmente pelo Ministério da Economia.
Horas extras
As horas extras são adicionais devidos ao empregado que prorrogar, diária ou
semanalmente, sua jornada de trabalho legal ou contratual. Esse percentual de horas
extras deve ser pago caso o empregado passe do seu horário normal de trabalho.
As horas excedentes praticadas em dias normais (de segunda-feira a sábado)
são remuneradas a 50%, e as praticadas em domingos e feriados são remuneradas a
100%. Conforme a CLT, o limite das horas extras que um funcionário pode cumprir é
de duas horas diárias, não podendo ultrapassar a carga diária de dez horas de
trabalho.
Como calcular a hora extra?
É simples: basta dividir o valor do salário-base do trabalhador pelas horas da
jornada mensal (a qual normalmente compreende 220 horas), multiplicar o valor
resultante pelo percentual (conforme for o caso) e multiplicar novamente pelas horas
extras realizadas, conforme esta fórmula:
Confira alguns cálculos por meio dos exemplos práticos a seguir:
Exemplo prático
Pedro é assistente de logística em uma loja de calçados e, devido a uma grande
demanda de importação, teve que fazer 12 horas extras no mês, sendo 8 horas em
dias úteis e 4 horas em um feriado. Para calcular os adicionais de hora extra, é preciso
saber o valor do salário-base de Pedro, que é de R$ 1.200,00, e a sua jornada mensal,
que é de 220 horas. Então, pode-se partir para a organização das informações:
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Pedro: assistente de logística
8 horas a 50%
4 horas a 100%
Salário-base: R$ 1.200,00
Horas no mês: 220 horas
Horas excedentes: 8 horas
Comece calculando o adicional de 8 horas extras a 50%:
R$ 1.200,00 ÷ 220 = R$ 5,45 (hora normal)
R$ 5,45 × 1,50 = R$ 8,17 (hora acrescida de 50%)
R$ 8,17 × 8 = R$ 65,36 (8 horas acrescidas de 50%)
Para facilitar o cálculo, em vez de multiplicar por 50%, utilize o decimal 1,50.
Agora, calcule o adicional de 4 horas extras a 100%:
R$ 5,45 (hora normal)
R$ 5,45 × 2 = R$ 10,90 (hora acrescida de 100%)
R$ 10,90 × 4 = R$ 43,60 (4 horas acrescidas de 100%)
Para facilitar o cálculo mais uma vez, em vez de multiplicar por 100%, multiplique
por 2.
Resposta: Pedro receberá o valor de R$ 65,36 referente às 8 horas extras a 50%
e o valor de R$ 43,60 referente às 4 horas extras a 100%. O valor total de horas extras
de Pedro é de R$ 108,96.
DSR
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O DSR, que significa “descanso semanal remunerado”, é um direito assegurado
do empregado de receber o valor correspondente a um dia de serviço pela sua folga.
Contudo, para que o trabalhador tenha direito ao DSR, é necessário que seu horário
de trabalho tenha sido cumprido integralmente, ou seja, sem faltas, atrasos ou saídas
sem motivo justificado. As horas extras aumentam a jornada de trabalho e,
consequentemente, refletem no pagamento do DSR.
Como calcular o DSR sobre as horas extras?
É fácil: basta dividir o total de horas extras realizadas pelo número de dias úteis
do mês e multiplicar o valor resultante pelo número de domingos e feriados do mês,
conforme a fórmula que segue:
Exemplo prático
É o momento de calcular o DSR sobre as horas extras de Pedro. Para isso, você
precisará de algumas informações, que são o valor total de horas extras e o número de
dias úteis e de domingos e feriados do mês corrente.
Para saber o valor que corresponde ao DSR, é necessário dividir o valor em reais
das horas extras de Pedro pelo número de dias úteis do mês e multiplicar o valor
resultante pelo número de domingos e feriados do mês de referência.
Suponha que o mês em questão seja o de outubro, que tem 25 dias úteis, 5
domingos e 1 feriado. Parte-se, então, para a organização das informações:
Total de horas extras: R$ 108,96
Número de dias úteis: 25
Domingos e feriados: 6
R$ 108,96 ÷ 25 = R$ 4,35
R$ 4,35 × 6 = R$ 26,15
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Resposta: Pedro receberá o valor de R$ 26,15 referente ao DSR pelas horas
extras realizadas.
Comissões
Abono salarial
O abono salarial é um benefício pago ao trabalhador vinculado ao Programa de
Integração Social (PIS). Esse abono foi instituído pela Lei n.º 7.998/1990 e equivale ao
pagamento de no máximo um salário mínimo anual aos empregados que recebem até
As comissões são os valores pagos de acordo comos resultados de atividades
desenvolvidas, normalmente com relação aos empregados do comércio, e estão
vinculadas ao atingimento de metas estipuladas, gerando um valor variável para o
trabalhador. O contrato de trabalho define essa situação particular do empregado
comissionista, mas a remuneração não pode ser inferior a um salário mínimo.
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dois salários mínimos mensais. O benefício é sustentado por fundos originados da
contribuição das empresas ao PIS.
Para ter direito ao benefício, o empregado deve: estar inscrito no PIS há pelo menos
cinco anos; ter recebido remuneração média anual de até dois salários mínimos
mensais durante o ano-base; ter exercido atividade remunerada de pelo menos 30 dias
no ano-base considerado para a apuração; e ter seus dados preenchidos corretamente
pelo empregador (pessoa jurídica) na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS),
entregue anualmente ao Ministério da Economia.
Existe um calendário para o recebimento do abono, e os pagamentos são
realizados pela Caixa Econômica Federal. Porém, trabalhadores de empresas
conveniadas ao convênio Caixa PIS-Empresa podem receber o valor do abono salarial
diretamente na folha de pagamento, desde que a empresa esteja certificada pelo portal
Conectividade Social, que é um canal eletrônico de relacionamento desenvolvido pela
Caixa e disponibilizado gratuitamente às empresas.
O abono salarial é apenas um repasse de valores. Portanto, quando pago pelo
empregador no contracheque, não deverá ser somado aos encargos do mês.
Gratificações e prêmios
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Adicional de insalubridade
Conforme a Portaria n.º 3.214/1978 do Ministério do Trabalho, o adicional de
insalubridade é pago a todos os empregados expostos a atividades insalubres, com
base na Norma Regulamentadora 15 (NR-15), anexa à portaria. O cálculo de
pagamento baseia-se em três níveis, de acordo com a exposição de risco:
As gratificações e os prêmios, assim como as comissões, correspondem à parte
variável do salário. São valores pagos de acordo com contrato de trabalho, acordos ou
dissídios, ou por liberalidade do empregador, correspondendo, normalmente, a
pagamentos extras eventuais, como forma de reconhecimento por dedicação, tempo
de serviço (as gratificações) ou produção, qualidade, assiduidade (os prêmios).
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Grau de insalubridade Adicional
Máximo 40%
Médio 20%
Mínimo 10%
Tabela 1 – Graus de insalubridade
Fonte: Senac EAD (2022)
Como calcular o adicional de insalubridade?
O cálculo não é difícil: deve-se multiplicar o valor do salário mínimo pela alíquota
correspondente ao grau de risco da empresa, que pode ser de 10%, 20% ou 40%,
conforme a fórmula a seguir:
Exemplo prático
Guilherme é auxiliar de serviços gerais em uma fábrica classificada com grau de
risco de 20%. Como o adicional é calculado sobre o salário mínimo, que, no ano de
2022, é de R$ 1.212,00, deve-se multiplicar esse valor por 20%.
Guilherme: auxiliar de serviços gerais
Salário mínimo (ano de 2022): R$ 1.212,00
Insalubridade (grau médio): 20%
1.212 x 20% = R$ 242,40
Resposta: Guilherme receberá o valor de R$ 242,40 de adicional de
insalubridade.
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Adicional de periculosidade
Quando exposto a situações de periculosidade no ambiente de trabalho (contato
com substâncias inflamáveis ou explosivas, por exemplo), o trabalhador terá direito a
um adicional de 30% sobre o salário-base, conforme assegurado pelo artigo 193 da
CLT.
O adicional é calculado tendo como referência somente o salário-base recebido
pelo trabalhador, não incidindo sobre outras vantagens constantes da remuneração. A
periculosidade cessa com a eliminação do risco. O artigo 193 da CLT, com redação
dada pela Lei n.º 12.740, de 8 de dezembro de 2012, diz o seguinte:
São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma de
regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por
sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de
exposição permanente do trabalhador a:
I - Inflamáveis, explosivos ou energia elétrica;
II - roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de
segurança pessoal ou patrimonial. (BRASIL, 1943)
A existência de condições insalubres e perigosas em um mesmo ambiente de
trabalho não justifica o recebimento de dois adicionais. O empregado deverá optar
somente por um deles.
Como calcular o adicional de periculosidade?
Para calcular o adicional de periculosidade, deve-se multiplicar o valor do salário-
base por 30%, conforme a fórmula que segue:
Exemplo prático
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Joana trabalha como vigilante em um banco, recebendo como salário-base o
valor de R$ 1.392,20. Por estar exposta a atividades periculosas, ela também deve
receber o adicional de periculosidade, que é de 30%. As informações ficam assim:
Joana: vigilante
Salário-base: R$ 1.392,20
Periculosidade: 30%
1.392,20 × 30% = R$ 417,66
Resposta: Joana receberá como adicional de periculosidade o valor de R$
417,66.
Observação: em caso de horas extras, a base de cálculo é composta da soma do
salário-base com o adicional de periculosidade.
Adicional noturno
O trabalhador que exercer suas atividades no período das 22h às 5h terá direito a
um acréscimo de 20% sobre o valor da hora normal diurna. A regra vale tanto para o
empregado urbano quanto para o empregado rural.
Vale ressaltar, entretanto, que as faixas de horários noturnos são diferentes para
o trabalhador rural da lavoura e para o trabalhador rural da pecuária. Na lavoura, o
trabalho noturno está compreendido entre 21h de um dia até as 5h do dia seguinte. Na
pecuária, é considerado trabalho noturno o período das 20h de um dia às 4h do dia
seguinte. Se ocorrer a transferência para o período diurno de trabalho, perde-se o
direito ao adicional noturno (Súmula n.º 265 do Tribunal Superior do Trabalho).
Como calcular o adicional noturno?
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Para calcular o adicional noturno, basta dividir o salário-base pelas horas da
jornada mensal, multiplicar o valor resultante por 20% e multiplicar novamente pelo
número de horas noturnas realizadas, conforme a fórmula a seguir:
Lembre-se de que a hora noturna é computada como sendo de 52 minutos e 30
segundos. Logo, deve-se transformar a hora noturna em minutos. Para tanto, você
precisará utilizar uma regra de três para converter os 30 segundos em minutos. Então,
se 1 minuto tem 60 segundos, 30 segundos terão quantos minutos?
1 - 60
X - 30
60 X = 1 × 30
60 X = 30
X = 30 ÷ 60
X = 0,5
Sendo assim, a hora noturna é de 52,5 minutos (52 + 0,5).
Agora, para apurar a quantidade de horas noturnas a que o trabalhador tem
direito, deve-se multiplicar a quantidade de horas trabalhadas por 60 e dividir o
resultado por 52,5.
Exemplo prático
Joana, que é vigilante, trabalha das 22h às 5h em um evento. Sabendo que a
hora noturna é reduzida se comparada com as horas normais, quantas horas Joana
teria direito a receber?
7 × 60 = 420
420 ÷ 52,5 = 8 horas
Adicional noturno = 1.392,20 ÷ 220 × 1,20 × 8
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Adicional noturno = 6,32 × 1,20 × 8
Adicional noturno = 7,58 × 8
Adicional noturno = R$ 60,67
Resposta: Joana receberá o valor de R$ 60,67 referente ao adicional noturno de
8 horas.
Afastamentos
Quando o empregado, em função de alguma situação, como doença ou acidente,
fica impedido de exercer suas atividades normais no ambiente de trabalho, ocorre o
afastamento de salário. Os primeiros 15 dias de afastamento ainda serão pagos pela
empresa, mas, a partir do 16.º dia, o salário do funcionário deverá ser pago pela
Previdência Social, por meio do auxílio-doença previdenciário.
Para concessão do auxílio-doença,é necessária a comprovação da incapacidade
mediante perícia médica da Previdência Social. O valor do benefício corresponderá a
91% do salário do segurado, sempre limitado ao teto do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS), e substituirá o salário do trabalhador enquanto este estiver incapacitado
de exercer sua atividade.
Salário-maternidade
A gestante trabalhadora fará jus ao salário-maternidade, que se trata de um
benefício pago diretamente pelo empregador, durante o período de 120 dias,
independentemente de carência.
As(os) adotantes também têm direito ao benefício, a partir da adoção ou da
guarda para fins de adoção. O pedido deve ser feito no INSS, com apresentação do
termo de guarda ou da certidão de adoção.
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Para as contribuintes individuais, facultativas e especiais, exige-se uma carência
de dez contribuições mensais. O benefício será pago pelo INSS mediante solicitação.
O início do pagamento coincide com a data do afastamento do trabalho, e o
afastamento é determinado por atestado médico do serviço de saúde da empresa ou
do convênio de saúde.
Esse período de afastamento corresponde a 120 dias, considerando o parto e todo
evento que ocorrer após o sexto mês de gestação.
A prorrogação da licença por mais 60 dias (Lei n.º 11.770/2008) é facultativa às
empresas. Caso resolvam aderir ao benefício, as empresas poderão ter benefícios
fiscais, deduzindo do imposto de renda o valor pago. No entanto, só podem auferir o
benefício as empresas tributadas pelo regime de lucro real. Essa situação e questões
culturais fazem, por vezes, com que o benefício tenha baixa adesão das organizações.
Ainda, em situações de aborto não criminoso, comprovado por atestado médico,
a segurada terá direito ao salário-maternidade que corresponde a duas semanas. Os
valores do salário-maternidade, de acordo com a categoria da trabalhadora, são:
Trabalhadora Valor
Empregada
doméstica
Valor do último salário de contribuição
(respeitando o teto previdenciário)
Empregada de
empresa
Valor referente à última remuneração,
limitando-se a um valor fixado no artigo 37, XI,
da Constituição Federal, nos termos do artigo
248 do mesmo diploma legal
Contribuinte
individual
Valor de um doze avos da soma referente aos
12 últimos salários de contribuição
(respeitando o período não superior a 15
meses)
Seguradas
especiais Valor de um salário mínimo
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Quadro 1 – Valores do salário-maternidade
Fonte: Senac EAD (2022)
A tabela do salário-maternidade é atualizada anualmente. Você pode encontrá-la no
portal do INSS.
Cálculo de descontos
Os descontos são demonstrados na folha de pagamento. São somados todos os
proventos e, do total, são subtraídos todos os descontos. O principal item da coluna de
proventos será o salário.
INSS
O desconto referente ao INSS é o valor da contribuição do empregado para a
Previdência Social. É um valor calculado sobre o salário bruto do trabalhador, de
acordo com as diversas faixas salariais, conforme tabela disponibilizada pelo governo
todo início de ano no portal do INSS.
Segundo a Portaria SEPRT n.º 3.659/2020, a nova tabela do INSS é progressiva,
ou seja, diferentemente dos anos anteriores, agora não basta apenas aplicar a alíquota
sobre a base de contribuição do trabalhador. É preciso aplicar as alíquotas
progressivamente, começando com 7,5% sobre o valor do salário mínimo; depois, na
segunda faixa, deve-se considerar o valor máximo e abatê-lo daquilo que já foi
tributado na faixa anterior e aplicar 9%, e assim sucessivamente.
Devido à complexidade dos cálculos, muitos contadores, administradores e
gestores de recursos humanos estão utilizando um método alternativo para conferir
tais cálculos. Para calcular de forma mais simples, basta utilizar a tabela a seguir,
sabendo a parcela a deduzir para cada faixa salarial:
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Salário de contribuição de
2022 Alíquota Parcela a
deduzir
Salário mínimo: R$ 1.212,00 7,5% -
De R$ 1,212,01 até R$ 2.427,35 9% R$ 18,18
De R$ 2.427,36 até R$ 3.641,03 12% R$ 91,00
De R$ 3.641,04 até R$ 7.087,22 14% R$ 163,82
Tabela 2 – Tabela do INSS (vigência: de 1.º de janeiro de 2022 até 31 de
dezembro de 2022)
Fonte: . Acesso em: 8 abr. 2022.
Como calcular o desconto de INSS?
Exemplo prático
Pâmela é secretária e recebe o salário-base de R$ 1.549,60. Sabendo que ela
não tem faltas e não realizou nenhuma hora extra, qual seria o seu desconto de INSS?
Primeiramente, organize as informações:
Pâmela: secretária
Salário bruto: R$ 1.549,60
Base de cálculo para desconto de INSS: R$ 1.549,60
Alíquota: 9% (vide tabela 2022)
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Salário de contribuição de
2022 Alíquota Parcela a
deduzir
Salário mínimo: R$ 1.212,00 7,5% -
De R$ 1,212,01 até R$ 2.427,35 9% R$ 18,18
De R$ 2.427,36 até R$ 3.641,03 12% R$ 91,00
De R$ 3.641,04 até R$ 7.087,22 14% R$ 163,82
R$ 1.549,60 × 9% = R$ 139,46 - R$ 18,18 = R$ 121,28
Resposta: o valor a ser descontado de Pâmela referente ao INSS é de R$
121,28.
Observação: o exemplo refere-se à tabela de incidências do ano de 2022, mas
lembre que os valores são atualizados anualmente.
Imposto de renda
O desconto de imposto de renda consiste em um valor retido na fonte pagadora
(empresa), referente ao imposto de renda, que incide sobre as remunerações dos
trabalhadores todos os meses. A tabela do imposto, conforme as faixas salariais do
trabalhador, é divulgada pelo governo a cada início de ano, referenciando a alíquota de
acordo com o salário. O imposto de renda é calculado sobre a remuneração, após
descontada a contribuição da previdência.
Como calcular o desconto de imposto de renda?
O primeiro passo para calcular o desconto é encontrar a base de cálculo. Para
saber a base de cálculo, é preciso subtrair o valor do desconto de INSS e o valor
correspondente ao abatimento por dependentes (se for o caso) do valor do rendimento
bruto.
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Depois de encontrar a base de cálculo, basta multiplicar o valor pela alíquota e
subtrair pela parcela dedutível prevista na tabela de incidências do imposto de renda.
Veja as fórmulas a seguir:
Exemplo prático
Juliana, que trabalha como vendedora, recebe um salário fixo de R$ 1.500,00 e
tem uma comissão a receber para esta folha no valor de R$ 1.150,00, somando um
total de proventos de R$ 2.650,00. Ela tem um filho. Para a base de cálculo do imposto
de renda, é preciso calcular o desconto de INSS primeiro, bem como organizar as
informações:
Juliana: vendedora
Salário: R$ 1.500,00
Jornada mensal: 220 horas
Comissão: R$ 1.150,00
Dependentes: R$ 189,59 (1)
Total de proventos = R$ 2.650,00 (salário + comissão)
Salário de contribuição de
2022 Alíquota Parcela a
deduzir
Salário mínimo: R$ 1.212,00 7,5% -
De R$ 1,212,01 até R$ 2.427,35 9% R$ 18,18
De R$ 2.427,36 até R$ 3.641,03 12% R$ 91,00
De R$ 3.641,04 até R$ 7.087,22 14% R$ 163,82
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INSS = 2.650 x 12% (vide tabela 2022) = R$ 318,00 - R$ 91,00 = R$ 227,00
Base de cálculo do imposto de renda = 2.650 - 227,00 - 189,59
Base de cálculo do imposto de renda = R$ 2.233,41
Base de cálculo mensal Alíquota Parcela a
deduzir
Até R$ 1.903,98 Isento R$ 0,00
De R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65 7,5 % R$ 142,80
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 15 % R$ 354,80
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 22,5 % R$ 636,13
Acima de R$ 4.664,68 27,5 % R$ 869,36
Dedução por dependente: R$
189,59
Tabela 3 – Tabela progressiva mensal do imposto de renda (pessoa física)
Fonte: . Acesso em: 8 abr. 2022.
Imposto de renda = (2.233,41 x 7,5%) - 142,80
Imposto de renda = 167,50 - 142,80
Imposto de renda = R$ 24,70
Resposta: o valor a ser descontado de Juliana referente ao INSS é de R$
227,00; e o valor a ser descontado de impostode renda é de R$ 24,70.
Observação: o exemplo refere-se à tabela de incidências do ano de 2022, mas
lembre que os valores são atualizados anualmente.
Descontos para sindicato
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A contribuição sindical é um valor descontado do salário do funcionário
(contratado sob regime CLT) destinado ao sindicato da categoria profissional pelo qual
ele é representado perante outras entidades. Essa contribuição foi criada por volta dos
anos 1940, pelo então presidente Getúlio Vargas, e está prevista no artigo 579 da CLT.
Até 2017, a contribuição sindical era obrigatória, devendo ser paga por todos os
trabalhadores celetistas no mês de março. Porém, com a proposta da reforma
trabalhista aprovada, essa contribuição passou a ser opcional.
Faltas e atrasos
Desconto de repouso semanal remunerado
As faltas e os atrasos são registrados quando o empregado, sem motivo
justificado, chega atrasado ou falta ao trabalho. Nessa situação, o empregador poderá
descontar do empregado a quantia correspondente ao atraso ou à falta.
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No Brasil, é assegurado ao trabalhador um descanso de 24 horas consecutivas –
período que deve ser remunerado e coincidir, de preferência, com os domingos pelo
menos uma vez ao mês, de acordo com o artigo 67 da CLT e o artigo 7.º, inciso XV, da
Constituição Federal de 1988.
Esse repouso também é devido aos trabalhadores que recebem seu salário em
comissão fixada em percentuais sobre as vendas ou sobre os negócios que efetuam.
O empregado que faltar ao trabalho sem justificativa por um ou mais dias perderá o
repouso semanal.
Vale-transporte
O vale-transporte é um benefício baseado em lei, pago ao trabalhador pela
empresa, mas inclui a participação do trabalhador. Via de regra, essa participação
representa um desconto de 6% do salário bruto.
O momento oportuno para discutir a concessão é na admissão, pois a iniciativa
quanto a aceitar ou não o benefício deve ser do empregado. Contudo, a empresa, por
cautela, pode exigir um documento assinado caso o funcionário não tenha interesse no
benefício.
A entrega do vale-transporte deve ocorrer no primeiro dia de cada mês, e, na
folha de pagamento, o desconto máximo será de 6% do salário. As únicas três
situações em que o vale-transporte será menor que 6% são:
Quando for previsto em convenção coletiva
Quando a empresa conceder um valor menor que 6%
Quando o valor comprado no mês for menor que 6%
Como calcular o desconto de vale-transporte?
É fácil: basta multiplicar o valor do salário por 6%, conforme a seguinte fórmula:
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Exemplo prático
Ana é atendente em um consultório médico e recebe o valor de R$ 1.100,00
como salário-base. Ela utiliza dois vales-transportes diariamente em seu deslocamento
(ida e volta), sendo o valor unitário do vale de R$ 4,05. Ela trabalha de segunda-feira a
sexta-feira, então teve 21 dias trabalhados durante o mês de outubro.
Agora, organize as informações para saber se o total de vale-transporte é menor
ou maior que os 6% sobre o salário, pois, para fins de desconto, a empresa sempre
deverá considerar o menor valor.
Ana: atendente
Salário-base: R$ 1.100,00
Vale-transporte unitário: R$ 4,05
Dias trabalhados: 21
4,05 × 2 = R$ 8,10 (valor diário de vale-transporte)
8,10 × 21 = R$ 170,10 (valor total de vale-transporte)
1.100 × 6% = R$ 66,00 (valor a ser descontado de vale-transporte)
Resposta: como o valor total de vale-transporte é maior que os 6% sobre o
salário, deve-se considerar, para fins de desconto de vale-transporte, o valor de R$
66,00.
Pensão alimentícia
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Adiantamento de salário
A pensão alimentícia é um desconto na remuneração do trabalhador por força de
sentença judicial transitada em julgado, em favor de pessoa designada pela justiça
como dependente do empregado. A administração deve estar atenta aos termos e às
condições judiciais determinados pelo juiz, em ofício direcionado à empresa.
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Seguro de vida e plano de saúde
A CLT não prevê a obrigatoriedade de contratação de seguro de vida e plano de
saúde para funcionários. No entanto, isso não significa que todas as empresas estão
isentas de oferecer a seus colaboradores esses tipos de benefícios. Afinal, algumas
categorias profissionais (como construção civil, padarias, motobóis etc.) têm esse
direito assegurado em convenções coletivas. O ideal é consultar o sindicato e recorrer
aos serviços de consultoria jurídica para garantir o cumprimento das obrigações legais.
Além disso, a Súmula n.º 342 do Tribunal Superior do Trabalho prevê:
Descontos salariais efetuados pelo empregador, com a autorização prévia e por
escrito do empregado, para ser integrado em planos de assistência odontológica,
médico-hospitalar, de seguro, de previdência privada, ou de entidade cooperativa,
As empresas podem fornecer um adiantamento salarial aos seus empregados, de
acordo com a necessidade. Esses adiantamentos, também conhecidos como “vales”,
são permitidos em até 50% do salário.
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cultural ou recreativo-associativa de seus trabalhadores, em seu benefício e de seus
dependentes, não afrontam o disposto no art. 462 da CLT, salvo se ficar demonstrada
a existência de coação ou de outro defeito que vicie o ato jurídico. (BRASIL, 2003)
O desconto deve ser feito mediante convenção coletiva ou acordo entre empregado e
empregador.
Vale-refeição
O vale-refeição é utilizado para pagamento de refeições na rede de parceiros do
cartão. Esse cartão não compra produtos alimentícios em mercados, por se tratar de
um vale-refeição. Os empregados optam pelo recebimento ou não desse benefício.
Caso o colaborador não esteja interessado em receber o benefício, deverá fazer
uma declaração de próprio punho solicitando a exclusão do cartão. A empresa poderá
pagar um valor mensal, caracterizado como salário in natura, quando concede esse
benefício em dinheiro, que é adicionado ao salário do mês. No caso de o vale-refeição
ser concedido por força de contrato de trabalho, o benefício passa a ter caráter
salarial, somando-se à remuneração do empregado para todos os efeitos legais.
Já o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) é um programa do governo,
de adesão facultativa, por meio do qual as empresas podem utilizar serviços próprios
de preparação de refeições, distribuir cestas de alimentos ou contratar empresas que
forneçam ou prestem serviços de alimentação coletiva, como administradoras de vale-
refeição e vale-alimentação.
As empresas que optam pelo PAT recebem isenções fiscais que são
determinadas pela Lei n.º 9.532, de 10 de dezembro de 1997, e pela Lei n.º 6.321, de
14 de abril de 1976. O PAT é voltado aos trabalhadores que ganham até cinco salários
mínimos mensais (Decreto n.º 5/1991).
Como calcular o desconto de vale-refeição?
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Para calcular o desconto de vale-refeição, basta multiplicar o valor total mensal
do vale-refeição disponibilizado pela empresa por 20%, conforme esta fórmula:
Exemplo prático
A atendente Ana recebe vale-refeição com valor unitário de R$ 18,00. Sabendo
que o mês em questão é de 21 dias úteis, organize as informações:
Ana: atendente
Vale-refeição unitário: R$ 22,00
Dias trabalhados: 21
22,00 × 21 = R$ 462,00 (total mensal de vale-refeição)
462,00 × 20% = R$ 92,40 (valor a ser descontado de vale-refeição)
Resposta: o valor que Ana terá descontado de vale-refeição é de R$ 92,40.
Outros componentes da folha de pagamento
Além dos eventos periódicos da folha de pagamento, há também alguns eventos
que devem ser considerados nos cálculos do departamento pessoal de um funcionário.
Veja:
FGTS
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é composto de um depósito
mensalde 8% sobre o salário do empregado e de 2% nos casos de contrato de
aprendizagem. É importante mencionar que, diferentemente de outros encargos
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sociais (por exemplo: INSS e imposto de renda), o valor de FGTS não é descontado do
salário do funcionário.
O objetivo do fundo é auxiliar o trabalhador no caso de ele ser demitido, em
situações de doenças graves e até catástrofes naturais. O valor pode ser destinado
também a investimentos em habitação, saneamento e infraestrutura, em alguns casos.
Como calcular o valor a ser depositado de FGTS?
É simples: basta multiplicar o salário bruto por 8%, conforme fórmula a seguir:
Férias
As férias devem ser concedidas ao empregado após o exercício de suas
atividades por um ano e equivalem à remuneração mensal do trabalhador com um
adicional de um terço. Esse pagamento deve ser realizado até dois dias antes das
férias.
Como calcular as férias?
Exemplo prático
Cláudio é auxiliar administrativo e recebe um salário de R$ 1.322,00. Você
precisa descobrir o valor equivalente a um terço, que será o salário dividido por 3:
1/3 = 1.322 ÷ 3
1/3 = 440,66
Agora basta somar o salário a um terço para saber o valor bruto das férias:
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1.322 + 440,66 = 1.762,66
Resposta: o valor bruto das férias de Cláudio (sem os descontos) é de R$
1.762,66.
Quando o colaborador optar por tirar menos de 30 dias de férias, calculam-se os
dias proporcionalmente. Para tanto, divide-se o salário por 30 para saber o valor-dia,
multiplica-se o resultado pelo número de dias de férias de que o colaborador gozará e,
em seguida, soma-se tudo a um terço desse total. Observe:
Gratificação natalina
A gratificação natalina, popularmente conhecida como 13.º salário, é uma
bonificação salarial que corresponde ao valor do salário integral do empregado, caso
ele tenha trabalhado durante todo o ano na empresa. Do contrário, o 13.º salário deve
ser proporcional aos meses trabalhados. Esse benefício pode ser quitado em duas
parcelas: o pagamento da primeira pode ser realizado entre 1.º de fevereiro e 30 de
novembro; e o da segunda, até 20 de dezembro.
Como calcular o 13.º salário?
Para calcular o 13.º salário, basta dividir o valor do salário bruto por 12 e
multiplicar o resultado pelo número de meses trabalhados até o mês de outubro. A
primeira parcela será equivalente à metade do valor encontrado; e a segunda, ao total
encontrado subtraído do adiantamento da primeira parcela e dos descontos de INSS e
imposto de renda.
Exemplo prático
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Raquel é recepcionista e recebe um salário bruto de R$ 1.256,00. Ela tem dez
meses trabalhados até outubro daquele ano. Organizando as informações, tem-se o
seguinte:
Raquel: recepcionista
Salário: R$ 1.256,00
Meses trabalhados até outubro: 10
Comece dividindo o salário por 12 e multiplicando o resultado por 10:
1.256 ÷ 12 = 104,66
104,66 × 10 = 1.046,00
Para saber o valor da primeira parcela, divida o total por 2:
1.046 ÷ 2 = 523,00
Já para saber o valor da segunda parcela, subtraia do total o valor da primeira
parcela e o encargo de INSS, pois, neste caso, o valor de imposto de renda é isento:
1.046 - 523,00 = 523,00
523,00 × 7,5% = 39,22 (INSS)
523,00 - 39,22 = 483,78
Resposta: Raquel receberá o valor de R$ 523,00 referente à primeira parcela e o
de R$ 483,78 referente à segunda parcela do 13.º salário, totalizando R$ 1.006,78.
Tabela de rubricas
Com o início do envio da folha de pagamento para o Sistema de Escrituração
Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial), muitas
empresas tiveram problemas na tabela de rubricas que impactaram o fechamento da
folha e dos totalizadores de INSS, FGTS e Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF)
no eSocial.
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A tabela de rubricas é a tabela mais complexa do eSocial, pois ela influencia
diretamente a folha de pagamento, e a parametrização errada de uma rubrica poderá
trazer sérias consequências para a empresa. Essa tabela detalha as informações das
rubricas constantes da folha de pagamento (proventos, descontos, bases de cálculo e
verbas informativas) e informa a tributação de INSS, IRRF, FGTS e contribuição
sindical.
Segundo o Manual de Orientação do eSocial (2022):
Conceito: apresenta o detalhamento das informações das rubricas constantes da
folha de pagamento do declarante, permitindo a correlação destas com as constantes
da ‘Tabela 3 – Natureza das Rubricas da Folha de Pagamento’ do eSocial. É utilizada
para inclusão, alteração e exclusão de registros na Tabela de Rubricas do declarante.
As informações consolidadas desta tabela são utilizadas para validação dos eventos
de remuneração dos trabalhadores. (BRASIL, 2022)
O evento exige o cadastro completo das informações das rubricas na primeira
vez que o declarante precisar enviar informação de remuneração ao eSocial e toda vez
que for criada, alterada ou excluída determinada rubrica. Além disso, o cadastro
também é obrigado quando há processo administrativo ou judicial que altere as
incidências previdenciárias e/ou tributárias e do FGTS.
Quanto ao prazo, os eventos de cada rubrica devem ser enviados antes dos
eventos relacionados com a remuneração do trabalhador, bem como antes dos
eventos que referenciam rubricas pagas na rescisão.
Com relação à estrutura da tabela de rubricas do eSocial, ela é feita da seguinte
forma:
Primeiro dígito 1: verbas relacionadas com os proventos dos funcionários.
Primeiro dígito 3: verbas relacionadas com os contribuintes individuais e outros.
Primeiro dígito 4: verbas relacionadas com auxílios vinculados, afastamentos e
benefícios (salário-maternidade, auxílio-acidente de trabalho, licença-prêmio ou
remuneração do dirigente sindical).
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Primeiro dígito 5: verbas relacionadas com o 13.º salário e as férias.
Primeiro dígito 6: verbas rescisórias.
Primeiro dígito 7: insuficiência de saldo.
Primeiro dígito 9: bases.
Seguem alguns exemplos que estão no quadro a seguir, de acordo com o leiaute
do eSocial:
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Cód. Nome da natureza da
rubrica
Descrição da natureza da
rubrica
1000 Salário, vencimento,
saldo
Salário básico contratual do
empregado contratado de
acordo com a CLT e o
vencimento mensal do servidor
público e do militar
3501 Remuneração por
prestação de serviços
Remuneração (incluindo
adiantamentos) a contribuintes
individuais, inclusive
honorários, em trabalhos de
natureza eventual e sem
vínculo trabalhista
4050 Salário-maternidade
Remuneração mensal da
trabalhadora empregada
durante a licença-maternidade,
quando paga pelo contratante
ou por órgão público
5005 13.º salário
complementar
Valor do 13.º salário
complementar relativo a
diferenças apuradas não
consideradas na folha de
fechamento do 13.º salário
6003
Indenização
compensatória do
aviso-prévio
Valor da maior remuneração do
trabalhador, correspondente ao
número de dias relativo ao
aviso-prévio, calculado de
acordo com o tempo de serviço
do empregado
7008 Complementação de
aposentadoria/pensão
Valor relativo à
complementação de
aposentadoria/pensão
vinculada ao Regime Geral de
Previdência Social (RGPS)
9250 Seguro de vida –
desconto
Desconto referente à
participação do trabalhador no
custo ou à concessão do
benefício em valor maior
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Quadro 2 – Natureza das rubricas da folha de pagamento
Fonte: Adaptado de . Acesso em: 8 abr. 2022.
A parametrização no sistema de folha de pagamento da tabela de rubricas com
o sistema do eSocial necessita de muita atenção e de profissionais qualificados, que
conheçam as legislações trabalhista e previdenciária, para quenão cometam erros que
prejudiquem a empresa. É preciso muita atenção para evitar erros.
Muitas empresas utilizam sistemas de folha de pagamento que já vêm com a
tabela de rubricas configurada. Mesmo que a empresa trabalhe com um sistema de
folha de pagamento no qual a tabela de rubricas já esteja devidamente configurada, é
muito importante acompanhar as alterações na legislação que afetam diretamente as
incidências de INSS, FGTS, IRRF e PIS sobre a folha, para evitar surpresas
desagradáveis futuramente. Essa é uma situação muito séria, pois uma rubrica que
tenha incidências parametrizadas incorretamente pode ocasionar o fechamento de
uma empresa.
Lançamentos contábeis
No que diz respeito à folha de pagamento, já se sabe que a empresa, protegida
pela legislação, pode pagar até o dia 10 do mês seguinte. Todavia, no último dia do
mês, deve-se reconhecer a conta “Despesa com salários” na Demonstração do
Resultado do Exercício (DRE) do mês da competência e lançar, como uma obrigação
(passivo circulante – PC), o total na conta “Salários a pagar”.
No último dia útil do mês da referência, a contabilidade, mediante folha de
pagamento, efetua estes lançamentos:
Apropriação do valor bruto da folha
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Primeiramente, debita-se a conta “Despesa com salários” ou “Salários”, pois o
valor bruto da folha é considerado despesa do mês da referência. Com esse débito,
sabe-se a despesa de salários no mês. Depois, credita-se a conta “Salários a pagar”
para registrar a obrigação que a empresa tem com os empregados (cujo líquido será
pago no mês seguinte).
Assim, o lançamento seria feito da seguinte maneira:
D – Salários (DRE)
C – Salários a pagar (PC)
Exemplo prático
Suponha que a folha de pagamento de uma empresa em abril é de R$ 10.000,00.
Logo, o lançamento seria:
D – Salários: R$ 10.000,00
C – Salários a pagar: R$ 10.000,00
Figura 1 – Exemplo de lançamentos (“Salário” e “Salários a pagar”)
Fonte: Senac EAD (2022)
Registro das retenções sobre o salário dos empregados
Para registrar as retenções sobre os salários, debita-se a conta “Salários a pagar”
pelo valor das retenções, pois tal conta registra o valor que a empresa terá que pagar
aos empregados.
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Depois, creditam-se as contas “Contribuições de Previdência a recolher” e
“Imposto a recolher”, ambas do passivo circulante (PC), pois elas representam a
obrigação que a empresa tem de recolher à Previdência Social (INSS) e à Receita
Federal. Assim, o lançamento seria o seguinte:
D – Salários a pagar (PC)
C – Contribuições de Previdência a recolher (PC)
C – Imposto a recolher (PC)
Exemplo prático
Continuando o exemplo da empresa que está fechando a folha de abril, suponha uma
retenção de INSS no valor de R$ 800,00 e de imposto de renda no valor de R$ 400,00.
Os lançamentos seriam feitos da seguinte maneira:
D – Salários a pagar: R$ 1.200,00 (800 + 400)
C – Contribuições de Previdência a recolher: R$ 800,00
C – Imposto a recolher: R$ 400,00
Figura 2 – Exemplo de lançamentos (“Contribuições de Previdência a recolher” e
“Imposto a recolher”)
Fonte: Senac EAD (2022)
Observação: no lançamento (1), a conta foi creditada pelo bruto da folha e, no
lançamento (2), está sendo debitada pelas deduções.
Registro do salário-família
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O salário-família é uma ajuda da Previdência Social aos trabalhadores de baixa
renda que têm filhos com até 14 anos de idade. O valor do salário-família pago por
dependente é fixado periodicamente pela Previdência Social. Quem paga o salário-
família aos empregados é a empresa, a qual será reembolsada pela Previdência Social
quando efetuar os recolhimentos correspondentes.
Portanto, debita-se a conta “Contribuições de Previdência a recolher” pela
importância do salário-família para baixar o referido valor da obrigação de recolher à
Previdência Social, uma vez que a empresa pagará a ajuda aos empregados, mas
será reembolsada pela Previdência Social quando efetuar o recolhimento por meio de
documento próprio.
Depois, credita-se a conta “Salários a pagar” para acrescentar, nessa conta, a
obrigação de pagar aos empregados o salário-família correspondente. Dessa forma, o
lançamento seria feito assim:
D – Contribuições de Previdência a recolher (PC)
C – Salários a pagar (PC)
Exemplo prático
Continuando o exemplo da empresa que está fechando a folha de abril, suponha um
salário-família de R$ 150,00. Os lançamentos seriam feitos da seguinte maneira:
D – Contribuições de Previdência a recolher: R$ 150,00
C – Salários a pagar: R$ 150,00
Figura 3 – Exemplo de lançamentos (salário-família)
Fonte: Senac EAD (2022)
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Registro dos encargos sociais
Além das despesas já registradas, a empresa tem ainda os seguintes encargos
sobre o valor bruto da folha:
a) Contribuição de previdência patronal: a parte paga pela empresa
corresponde até 28,8% do valor bruto da folha. Os 28,8% sobre o total bruto da folha
de pagamento, devidos pela empresa para a Previdência Social, têm o seguinte
destino:
As siglas significam, respectivamente: SAT: seguro de acidentes do trabalho;
Incra: Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária; Senai: Serviço Nacional
de Aprendizagem Industrial; Senac: Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial;
1. Para a própria Previdência Social
2. Para o SAT
3. Para terceiros:
3.1 Salário-educação
3.2 Incra
3.3 Senai/Senac/Senat
3.4 SESI/Sesc/SEST
3.5 Sebrae
Total
20%
3%
 
2,5%
0,2%
1,0%
1,5%
0,6% _5,8%_
28,8%
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Senat: Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte; SESI: Serviço Social da
Indústria; Sesc: Serviço Social do Comércio; SEST: Serviço Social do Transporte;
Sebrae: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.
A porcentagem destinada ao SAT poderá ser de 1%, 2% ou 3%, conforme o risco
de acidentes do trabalho da atividade preponderante (leve, médio ou grave). É
importante lembrar que essas porcentagens estão sujeitas a alterações constantes da
Previdência Social. Quanto ao lançamento contábil, debita-se a conta “Encargos
sociais”, que é uma conta de despesa, a qual registra o valor do encargo.
Depois, credita-se a conta “Contribuições de Previdência a recolher” (a mesma
utilizada no registro das retenções dos empregados e dos salários-família), pois a
empresa tem a obrigação de recolher a referida importância à Previdência Social.
Sendo assim, o lançamento seria feito desta forma:
D – Encargos sociais (DRE)
C – Contribuições de Previdência a recolher (PC)
Exemplo prático
Ainda pensando no exemplo da empresa que está fechando a folha de abril, suponha
uma contribuição patronal de 26,8%. Os cálculos e os lançamentos seriam feitos
assim:
Contribuição de previdência patronal: 10.000 x 26,8% = R$ 2.680,00
D – Encargos sociais: R$ 2.680,00
C – Contribuições de Previdência a recolher: R$ 2.680,00
b) FGTS: o FGTS corresponde a 8% do valor bruto da folha, o qual será recolhido
em banco, em nome dos empregados.
No lançamento, debita-se novamente a conta “Encargos sociais”, pois o valor a
recolher do FGTS é despesa para a empresa. Depois, credita-se a conta “FGTS a
recolher” para registrar a referida obrigação. Desse modo, o lançamento seria feito
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assim:
D – Encargos sociais (DRE)
C – FGTS a recolher (PC)
Exemplo prático
Dando seguimento ao exemplo da empresa que está fechando a folha de abril,
considere o FGTS de 8%. Os cálculos e os lançamentos seriam feitos da seguinte
maneira:
Contribuição de previdência patronal: 10.000 x 8% = R$ 800,00
D – Encargos sociais: R$ 800,00
C – FGTS a recolher: R$ 800,00
Registro dos lançamentos de liquidação da folha de
pagamento
Com o lançamento de liquidação da folha de pagamento, encerram-se os
registros daapropriação da folha de pagamento dentro do mês da competência. No
mês seguinte, serão cumpridas as obrigações referentes a essa folha de pagamento.
Veja agora os lançamentos feitos no exemplo citado da liquidação da folha de
pagamento. Note que constam as seguintes contas:
1. “Salários” – É a conta de despesa, com débito de R$ 10.000,00, cujo
valor corresponde ao valor bruto da folha de pagamento.
2. “Salários a pagar” – Representa o líquido a ser pago aos empregados,
com saldo credor de R$ 8.950,00.
3. “Contribuições de Previdência a recolher” (com saldo credor de R$
3.330,00) – Representa o valor a ser recolhido à Previdência Social.
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4. “Imposto a recolher” (com saldo credor de R$ 400,00) – Representa a
obrigação de recolher o imposto de renda retido dos empregados.
5. “Encargos sociais” (com saldo devedor de R$ 3.480,00) – Representa os
encargos com a Previdência Social (parte da empresa) e com o FGTS.
6. “FGTS a recolher” (com saldo credor de R$ 800,00) – Representa o valor
a ser recolhido a título de FGTS, em nome dos empregados.
Supondo que a empresa tenha pago em dinheiro todas as obrigações referentes
à folha de pagamento, será feito o seguinte lançamento:
D – Salários a pagar: R$ 8.950,00
D – Contribuições de Previdência a recolher: R$ 3.330,00
D – FGTS a recolher: R$ 800,00
D – Imposto a recolher: R$ 400,00
C – Caixa: R$ 13.480,00
ou
D – Salários a pagar: R$ 8.950,00
C – Caixa: R$ 8.950,00
D – Contribuições de Previdência a recolher: R$ 3.330,00
C – Caixa: R$ 3.330,00
D – FGTS a recolher: R$ 800,00
C – Caixa: R$ 800,00
D – Imposto a recolher: R$ 400,00
C – Caixa: R$ 400,00
Após esse lançamento, veja como ficaram os razonetes das contas envolvidas:
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Figura 4 – Razonetes das contas envolvidas
Fonte: Senac EAD (2022)
Note que as obrigações, uma vez liquidadas, tiveram seus saldos zerados. As
despesas referentes à folha permaneceram abertas, com saldos (“Salários” e
“Encargos sociais”) que serão encerrados somente quando da apuração do resultado.
Com relação à conta “Caixa”, foi mencionado apenas o crédito, pois não interessa o
controle dela neste caso.
Registro dos lançamentos de adiantamentos a
empregados
Os adiantamentos a empregados nada mais são do que empréstimos que a
empresa faz ao empregado, e este os devolve ao receber seu salário. O adiantamento
representa um direito da empresa (e não uma despesa) e, via de regra, pertence ao
ativo circulante (AC), pois o prazo de devolução é curto. Na folha de pagamento, o
valor do adiantamento é deduzido do salário bruto, para se chegar ao líquido.
Exemplo prático
Suponha que determinada empresa comercial tenha três empregados. Em 20 de
setembro, ela fornece adiantamento de salário, pagando, em dinheiro, a importância
de R$ 6.000,00.
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D – Adiantamentos a empregados (AC): R$ 6.000,00
C – Caixa (AC): R$ 6.000,00
Registro dos lançamentos de férias
A apropriação mensal das férias (antiga provisão de férias) deve ser classificada
no subgrupo “passivo circulante (PC)” do balanço patrimonial (BP) da empresa, tendo
como contrapartida uma conta de resultado, custo ou despesa operacional. O valor a
lançar corresponde ao total de férias ainda não pago aos empregados na folha de
pagamento, bem como aos encargos ainda não recolhidos, calculados até a data do
fechamento do período.
Para evitar distorções mensais nos demonstrativos contábeis, a apropriação
deverá ser feita mensalmente em obediência ao regime de competência, tomando
como base a remuneração mensal de cada funcionário e a quantidade de dias a que
cada um fizer jus na data da apropriação. Essa apropriação mensal deverá agregar o
terço constitucional nas férias dos funcionários.
Para reconhecimento da provisão de férias:
D – Férias de empregados (DRE)
D – FGTS sobre férias (DRE)
D – INSS sobre férias (DRE)
C – Férias a pagar (PC)
C – FGTS sobre férias a recolher (PC)
C – INSS sobre férias a recolher (PC)
Registro dos lançamentos de 13.º salário
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O 13.º salário e os respectivos encargos sociais incidentes sobre a verba devem
ser contabilizados como custo de produção, tratando-se de pessoal dos
departamentos de produção de bens ou serviços; ou como despesa operacional,
tratando-se de pessoal dos departamentos administrativo ou de vendas.
A contrapartida desses lançamentos pode ser feita nas contas intituladas “13.º
salário a pagar (PC)”, “INSS sobre 13.º salário a pagar (PC)” e “FGTS sobre 13.º
salário a pagar (PC)” do grupo passivo circulante (PC) do balanço patrimonial (BP).
Como exemplo, confira a seguir os lançamentos contábeis a serem feitos na
apropriação mensal das verbas devidas a título de 13.º salário, bem como os
respectivos encargos sociais:
Apropriação mensal do 13.º salário:
D – 13.º salário (DRE)
C – 13.º salário a pagar (PC)
Apropriação do INSS sobre a apropriação mensal do 13.º salário:
D – INSS sobre 13.º salário (DRE)
C – INSS sobre 13.º salário a pagar (PC)
Apropriação do FGTS sobre a apropriação mensal do 13.º salário:
D – FGTS sobre 13.º salário (DRE)
C – FGTS sobre 13.º salário a pagar (PC)
A empresa que não apropriar mensalmente o valor do 13.º salário, em obediência
ao princípio contábil da competência, contabilizará essa gratificação diretamente em
conta de custo ou despesa operacional, conforme o caso, no mês em que se der o
pagamento da gratificação em folha de pagamento.
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Os pagamentos a título de adiantamento deverão ser registrados em conta
própria do grupo “ativo circulante (AC)” e baixados por ocasião do pagamento da
gratificação (em dezembro ou no mês em que se der a rescisão do contrato de
trabalho).
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