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Sumário PERVERSÃO .............................................................................................................................. 2 A Etimologia da palavra ......................................................................................................... 2 A neurose é o negativo da perversão. ...................................................................................... 3 No campo SEMÂNTICO ........................................................................................................ 3 HOMOSSEXUALIDADE vs HETEROSSEXUALIDADE ..................................................... 4 Possíveis Etiologias .................................................................................................................. 7 A fase Edípica: ......................................................................................................................... 8 A fase Narcisista: ..................................................................................................................... 8 PERVERSÕES SEXUAIS OU PARAFILIAS ......................................................................... 9 Tipos de Parafílias ................................................................................................................... 9 Existem muitas outras Parafílias como por exemplo: ........................................................ 10 Conceitualizando a perversão .............................................................................................. 13 Quais são os sintomas da perversão? ................................................................................... 14 PERVERSÃO FEMININA....................................................................................................... 15 SEXOLOGIA VS PSICANALISE ........................................................................................... 17 OS PERVERSOS TAMBEM AMAM ..................................................................................... 17 PERVERSÃO A Etimologia da palavra ‘Perversão’ que dizer pôr às avessas, desviar. Padrões ?!? - Grande passo dado por Freud para moderna compreensão das estruturas perversas está no seu trabalho de 1938 (publicado em 1940, v.23) clivagem do ego no processo de defesa. Complexo de Édipo sem sucesso – Fixação nas fases Parafília – desvios dos objetos do desejo sexual – recusa castração Clivagem do ego Perversão x perversidades. Defesa contra angústia x Crueldade e malignidade. Não aceita as diferenças anatômicas dos sexos Renomeação do falo Falo é imaginário Exibicionismo – das partes genitais Fetichismo – a energia está no objeto de desejo Zoofilia Sadismo Masoquismo Pedofilia – leis sobre pedofilia (ciclagem do ego, fixação pré-genital – oral e anal). Coprofilia Frotteurismo Vivemos numa era de grande Narcisismo, individualismo, hedonismo, onde lembro que esta ERA tem muito a ver com a PERVERSÃO, onde somos chamados a driblar a falta, que tenhamos objetos, estejamos acima das coisas as quais nos falta e o mercado é muito hábil para isso. Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight A neurose é o negativo da perversão. • Neurose: É sempre identificada como o resultado de um recalque patológico. • Perversão: Seria exatamente o resultado da falta de recalque. Perversão é o fruto da falta de elaboração das pulsões parciais. Não podemos pensar na perversão menos num comportamento transgressor o tempo todo ou uma aberração sexual. Para compreender de um ponto de vista clinico, temos que ter cuidado quanto a imagem emblemática a qual se é apresentada. A Palavra perversão é composto por um curioso significado, que é algo que esta virado, está ao avesso, desviada, posta ao contrário. No campo SEMÂNTICO Ela foi atribuída a SEXUALIDADE e a MORAL. E por estarem nesse extremo da sexualidade e a moral ela é associada no caso da SEXUALIDADE a ABERRAÇÃO, e na MORAL um CRIME/TRANSGRESSOR. Mas na realidade a PERVERSÃO é um certo DESPREZO para com o outro. Quando começaram a ser catalogados/classificados a ideia da perversão volta com mais força, põem de forma mais organizada no século 19 para o 20, onde havia uma disciplina derivada da sexologia, onde os sexólogos começaram a catalogar as Perversões: 1) ANESTESIA – que é falta de PRAZER, DESEJO; 2) HIPERESTESIA - ex.: a Ninfomania, uma intensificação do SENTIR; 3) PARESTESIA – ex.: Masoquismo (sente satisfação na dor onde satisfação e prazer não se igualam); Fetichismo que é o misto de satisfação num pedaço de corpo, num objeto, ou seja o detalhe chama mais atenção que o todo; Sadismo que é o prazer e a satisfação na dor causada ao outro. 4) O HOMOSEXUALISMO –foi fortemente catalogado como parestesia, e a partir da psicanalise tudo começou a mudar, quando Freud escreve a sua obra ‘Os Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905) é um trabalho didático, onde uma série de conceitos é ordenada e reordenada nos sucessivos acréscimos e notas. 5) PARADOXIAS – são as manifestações da sexualidade, do desejo onde se esperava onde não aparecesse. Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight HOMOSSEXUALIDADE vs HETEROSSEXUALIDADE Hoje uma clínica psicanalítica precisa estar ais atenta, mais perspicaz, pois o nosso tempo devemos pensar na homossexualidade como CAMINHOS, ROTA e entender que tanto para os HOMOS e HETEROS são um labirinto também e tem inúmeras perspectivas e que NÃO há um ÚNICO FATO, NÃO HÁ UM ÚNICO DETERMINANTE, NÃO HÁ UM GENE, NÃO HÁ UM TRAUMA, NÃO HÁ UM ACONTECIMENTO, NÃO HÁ AMOR OU DESAMOR, que por si só CAUSEM OU PROVOQUEM A HOMOSSEXUALIDADE, COMO se ela fosse uma coisa provocada, causada, como se fosse um acidente que deveria ser evitado. A HOMOSSEXUALIDADE TEM CAINHOS E ROTAS QUE TEM INUMERAS SITUAÇÕES QUE PODEM CONSUZIR ALGUÉM A ESTÁ RELAÇÃO CO O DESEJO, MUITO MAIS SIMPLESMENTE QUE A ESCOLHA DE UM PARCEIRO OU PARCEIRA COMO APENAS UM OBJETO SEXUAL. Os termos OPÇÃO ou ESCOLHA SEXUAL é uma fala muita enganosa e na psicanalise. Lacan a chamava de SEXUAÇÃO, que quer dizer a sexualidade seja HOMO ou HETERO, e está baseada numa AMPLA PLATAFORMA COMPLEXA DA QUAL INUMEROS ELEMENTOS FAZEM PARTE E SÃO ELES: a) IDENTIFICAÇÃO; b) ROTAS DO DOSEJO; e c) FANTASIA. O qual é muito mais ampla que uma demarcação GENÉTICA, PATOLÓGICA, então NÃO EXISTE UMA PATOLOGIZAÇÃO DA HOMOSSEXUALIDADE E ENTÃO DIZEMOS COMO PSICANALISTAS QUE ELA NÃO É UMA PERVERSÃO. Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Ele fala da pulsão e a sexualidade infantil, onde refere-se ao campo da sexualidade como um todo, Pulsão e Sexualidade infantil também diz respeito às questões relativa a perversão, onde ele diz que a Pulsão é muito diferente do Instinto, onde pensava-se que a sexualidade tem relação ao instinto, basicamente um instinto é um pulso que vem e vai, um pulso sazonal, porque tem suas oscilações tal como um fluxo e um refluxo, Freud propõe a pulsão como uma coisa muito diferente e que ela não é força ou estimulo variável e sim uma força constante, e traz para uma problemática que é a resposta de como cada um lida com a pulsão e qual a resposta a ser dada a pulsão, mesmo porque ela está junto com a satisfação como Lacan diz o GOZO e ela sempre se satisfaz. Pensar o objeto (Objekt) da satisfação é a via pela qual com mais evidência se apresenta a diferença entre pulsão e instinto. Enquanto o instinto garante que uma necessidade seja satisfeita mediante um objeto que lhe corresponda, na condição pulsionalhá uma sutura entre a ânsia por resolução (a pressão da pulsão) e o objeto que viria proporcionar satisfação. Laplanche (1985) afirma o caráter contingente do objeto de satisfação da pulsão, bem como sua especificidade de não necessariamente ser um objeto 'objetivo', tendo por característica fundamental ser fantasmático. "O objeto do investimento pulsional, assim como o objeto do desejo, é uma representação e não um objeto externo no sentido de uma coisa-do-mundo". Vejamos que, se o objeto é o que há de mais aleatório nas pulsões, cabe refletir de que modo ele se institui como possibilidade de investimento. Ainda que a pulsão não se ligue originariamente a um objeto, é apenas através dele que ela pode vir a atingir a satisfação, não sendo algo de que prescinda. A pergunta que vale a pena colocar, e que nos remete outra vez à complexidade da relação (analogia-diferença-derivação) entre pulsão e instinto, é a seguinte: se não há objeto para a pulsão, de que modo a pulsão passa a investir em um objeto? Veremos que não é tão simples afirmar que, pela via do objeto, se fazem díspares a pulsão e o instinto, pois, pelo objeto, pulsão e instinto voltarão a se roçar (mas não a coincidir). Segundo a definição freudiana, "por fonte (Quelle) da pulsão entendemos o processo somático que ocorre em um órgão ou em uma parte do corpo e do qual se origina um estímulo representado na vida psíquica pela pulsão" (FREUD, 1911-1915/2004, p.49). Na fonte da pulsão estaria, segundo Laplanche (1985), um processo somático desconhecido, um 'X' biológico, cuja tradução psíquica seria a pulsão. Pensar a fonte da pulsão, segundo este autor, viabiliza problematizar as relações entre a sexualidade e os processos vitais, ou, dito em outros termos, indicar um ponto de articulação entre a sexualidade enquanto psicossexualidade, e os processos somáticos. Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Assim como acontece na nosologia psiquiatra, também na psicanálise não é clara e unívoca a conceituação e inserção da homossexualidade. A expressão aparece de forma polissêmica (muitos sentidos), ou seja, permite várias significações e sentidos, de tal forma que as concepções dos múltiplos autores. O termo homossexualidade permite uma escuta polifônica, isto é, cada psicoterapeuta tem uma forma particular de entender, escutar e interpretar. • Descarte, cabe afirmar que a conceituação psicanalítica de homossexualidade, além de polissêmica e polifônica, também e polimorfa (várias formas de apresentações) e polideterminada (diversas causas concorrem para uma mesma manifestação clínica). Podem ser de natureza biológica, sociocultural, e psicológicos, sendo neste último caso tanto podem predominar elementos edípicos, como os elementos pré-edípicos. A editora KRAFFT EBING – publicou o PSICOPATIA SEXUAIS em 1886, na tentativa das organizações das manifestações das perversões sobre tudo nesse campo, gerando uma visão estereotipada onde até hoje o cinema, novelas, contos explora essa visão do desvio, do avesso ao contrario com a sexualidade e o avesso moral. Possíveis Etiologias • Biológicos- Constitucionais: A ciência tem conhecimento muito pouco acerca dos aspectos genéticos, orgânicos e glandulares, até presente momento predomina a ideia de que tenha participação mínima da homossexualidade. • Socioculturais e Familiares: Na atualidade, os efeitos condicionantes nos costumes e códigos sociais, são ditados pela vigência de uma determinada cultura, que determina grandes e decisivas mudanças. Adquire uma especial importância o discurso dos pais e da religião a respeito da sexualidade. Relato. • Sexo e Gênero Sexual: Os referidos aspetos sociais, culturais e familiares, intimamente inter-relacionados com as necessidades, desejos e fantasias inconscientes da criança, vão determinar pontos de fixação conflitivos, nos quais a criança vai estacionar em seu desenvolvimento psicossexual , ou ele vai regredir quando, embora tenha alcançado a condição adulta, não suporta o surgimento de determinas ansiedades terríveis. • Os pontos de fixação: referem-se às etapas Oral (felácio (oral), sexualidade possessiva e aditiva, etc.) anal (no imaginário das crianças de ambos os sexos, a incorporação anal do pênis do pai representa a aquisição de uma ilusória completude de potência fálica) e Fálica ( inserida dentro do complexo de Édipo, com distintas configurações). • Para fins didáticos: podemos considerar os fatores psicológicos na conduta homossexual, a partir das vertentes: a Edípica e a Narcísica. A fase Edípica: • A crise edípica, quer de resolução homo ou heterossexual implica, para as crianças, a condição de renunciar à fantasia de que ela tem a posse de uma bissexualidade; por conseguinte, também implica a renúncia de seu desejo imaginário de que pode possuir sexualmente os dois genitores. Renúncia a partir do reconhecimento do pai e está ligada a fase primária, com todas as fantasias. • As principais fantasias, quer no menino ou na menina, estão diretamente ligadas à posição e lugar imaginariamente (ou concretamente em certas famílias de estrutura perversa) as crianças ocupam nesta cena que tanto lhes pode sugerir uma idílica troca de benesses entre os pais, ou um inferno no qual estes se destroem, fantasia esta que promove na criança uma concepção sadomasoquista do ato sexual. Segundo M. Klein, a fantasia da criança de que os pais estão fundidos no coito produz a imaginação da “figura combinada” responsável pela criação mítica da existência de figuras monstruosas. • Lembrar que normalmente a menina entra na crise edipiana quando ela, devido ao complexo de castração, afasta-se da mãe e se aproxima do pai (para obter dele o pênis que lhe falta, ou um bebê, como um substituto fálico) enquanto o menino sai dessa crise quando, acuado pela angústia de castração, renúncia à posse da mãe e se reaproxima e se modela com o pai. A fase Narcisista: • Em relação ao desenvolvimento normal da psicossexualidade, as primeiras formulações de Freud postulam a existência de uma etapa de auto-erotismo, seguida de um narcisismo primário e, finalmente, de uma posterior etapa do investimento libidinal em objetos externos. • Pode se dizer que o narcisismo não é somente uma etapa do desenvolvimento do ser humano; ele é também um modelo de estrutura psíquica, uma modalidade de vínculo em um registro imaginário, que poderá operar ao longo da vida, inclusive na escolha homossexual de objetos. • Da mesma forma que a conflitiva edípica promove a introdução de registro simbólico, o qual poderá atenuar ou modificar o registro das ilusões imaginárias, porém nunca conseguirá acabar totalmente com elas. • O certo e que ambos os registros – o narcísico e o edípico – permanecem em constante interação, em cuja a intersecção ora há predominância de um deles (a solução exitosa da conflitiva edípica permitirá o ingresso na genitalidade adulta) ora outra (uma fixação predominante na posição narcisista reterá o sujeito numa pré-genitalidade, que, por sua vez, pode condicionar uma estruturação de natureza homossexual). Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight PERVERSÕES SEXUAIS OU PARAFILIAS • São atitudes sexuais diferentes daquelas permitidas pela sociedade, sendo que as pessoas que as praticam não têm atividade sexual normal, ou seja, a sua preferência sexual "desviada" se torna exclusiva. • Tais atitudes (exceto a pedofilia) podem estar presentes em pessoas com vida sexual normal, apenas sendo uma variação da maneira de se obter prazer, sem que se caracterize um transtorno. • Para se tornar patológica essa preferência deve ser de grande intensidade e exclusiva,isto é, a pessoa não se satisfaz ou não consegue obter prazer com outras maneiras de praticar a atividade sexual. Tipos de Parafílias • Exibicionismo – Mostrar o órgão genital a pessoas estranhas em local público sem esboçar tentativa de ato sexual. • Fetichismo – A preferência sexual está voltada para objetos, ou fantasias. • Fetichismo transvéstico – O homem heterossexual utiliza roupas femininas para a própria excitação, masturbação ou o mesmo realizar o ato sexual. • Frotteurismo – Para obter prazer o homem necessita tocar ou esfregar seu pênis em outra pessoa totalmente vestida. • Pedofilia – Pensamentos, fantasias eróticas ou atividade sexual com crianças menores de 14 anos de idade. • Masoquismo Sexual – O masoquista é a pessoa tem necessidade de ser submetida a sofrimento. • Sadismo Sexual - é a pessoa que necessita infligir sofrimento no outro. • Voyeurismo – Necessidade de observar pessoas despindo-se, nuas ou em ato sexual sem que saibam que estão sendo observadas. Home Highlight Home Highlight Home Highlight Existem muitas outras Parafílias como por exemplo: • Apotenofilia – Prazer na amputação de partes do corpo; • Necrofilia – Prazer em sexo com cadáveres; • Belonofilia – Excitação por uso de agulhas; • Clismafilia (enema) – Prazer por aplicação de líquido dentro do ânus; • Coprofilia/ Coprofagia – Excitação com o cheiro, visão ou até o contato com excrementos humanos; • Zoofilia – Prazer no sexo com animais. Freud pensou a sexualidade não como elemento que vem ou vai, mas como uma coisa que está ali conosco, está sempre a nos estigar, nos cutucar, ela percorre labirinto, ao invés do instinto ele é linear. Quando Freud da sexualidade infantil não como uma etapa cronológica, ela é menos na infância é uma base que o tempo todo nos acompanha, é um modelo de sexualidade que está lá na criança e está também no adulto, a sexualidade na infância se manifesta de inúmeras formas, onde a voz está muito presente, o olhar, o cheiro, os excrementos, partes do corpo, etc... É uma sexualidade feita de coisas diversas, de parcialidades e por isso ele diz que a sexualidade infantil é PERVERSO POLIMORFO (significando dizer que toda criança - minimamente saudável - seria capaz de experiênciar prazer de múltiplas maneiras, em múltiplas zonas do corpo e com múltiplos objetos, zona erógena, pulsão parcial e libido, a sexualidade configurou-se como porta de entrada para a compreensão da vida psíquica.), que é muito diferente dos ABERRANTES (Que contraria a lógica ou a verdade ou a norma: ideia, comportamento aberrante.), mas para indicar o tempo todo que ESTÁ CONOSCO, deixando bem claro que na PSICANÁLISE a PERVERSÃO não é idêntica a PERVERSIDADE a qual traz um carga de algo MORAL no sentido negativo, reprovável, ruim malvado, etc. Então para nós psicanalistas temos que ter o cuidado de não confundir a PERVERSÃO COM PERVERSIDADE. Freud nos indica que PERVERSÃO é um modo de SUBJETIVAÇÃO, é um modo de se tornar SUJEITO, e na psicanalise não há controvérsias para identificar se ela é uma estrutura de fato como a NEUROSE, PSICOSE ou características de uma dada pessoa ou se são TRAÇOS de algumas situações, ou maneira de se apresentar no mundo, onde há sempre ônus ou bônus. Home Highlight A PERVERSÃO enquanto SUBJETIVIDADE o qual poderíamos chamar de uma TERCEIRIZAÇÃO DA ANGUSTIA, ou seja, o PERVERSO faz com que a sua angustia para o OUTRO. O PERVERSO administra tão bem o laço social o qual a sua INSTRUMENTALIZAÇÃO DO GOZO que é o OUTRO se ANGUSTIE e lide com sua falta que é o sofrimento através da PARAFILIA. Parafílias envolvem a excitação sexual a objetos, situações e/ou objetivos atípicos (p. ex., crianças, cadáveres, animais). Mas algumas atividades sexuais que parecem incomuns para outras pessoas ou profissionais de saúde, não constituem um transtorno parafilico simplesmente por serem incomuns. Pessoas podem ter interesses parafilicos, mas não atender aos critérios para um transtorno parafilico. Os padrões não convencionais de excitação sexual só são considerados patológicos quando o seguinte se aplica: São intensos e persistentes. Causam sofrimento significativo ou comprometimento do funcionamento social, ocupacional ou de outras áreas importantes ou causam danos ou têm potencial de machucar outros (p. ex., crianças, adultos que não consentem). Pessoas com transtorno parafilico podem ter a capacidade de intimidade afetiva prejudicada ou não existente, assim como a capacidade de reciprocidades emocional e sexual com um parceiro também pode ser prejudicada ou inexistente. Outros aspectos do ajustamento pessoal e emocional também podem estar prejudicados. O poder e a palavra é um instrumento fundamental do PERVERSO, pois é uma manipulação deixando que o OUTRO sofra com as consequências, para que o PERVERSO não se depare com a falta nele, ele precisa de um parceiro (pois a perversão estabelece parcerias), e o parceiro IDEAL é o neurótico, onde se há uma relação de perca e ganho ou seja entre NEUROTICO e PERVERSO, sabemos que o neurótico é o sujeito que o tempo todo tem que lidar com uma falta, uma insatisfação, está o tempo todo reclamando. Home Highlight Home Highlight Home Highlight • O PERVERSO lida bem com o NEUROTICO e principalmente com a falta, de maneira que ele vai direcionar tudo para o seu parceiro neurótico. Enquanto o neurótico vive sua sexualidade na fantasia, o perverso a vive através da atividade, da ação. O PERVERSO precisa de um cenário, uma cena, uma montagem para que as coisas funcionem, o PERVERSO desperta um misto de ASCO e FASCÍNIO, ele sabe lidar com aquilo que o neurótico trava, mas mesmo com toda essa cena, o PERVERSO é afetado por um grande vazio, mesmo ele sabendo sobre a sua falta, mesmo assim ele o faz. Características • Superficialidade – foco de objeto • Megalomania • Egocêntrico • Ausência de culpa • Pobreza de emoções • Ausência de empatia E qual é esse vazio? • O conceito de estrutura perversa que vai defini-la a partir deste momento em que o perverso é confrontado com a realidade da diferença entre os sexos, algo que começa a se instituir nesta fase. • O perverso tem uma vivência da ordem do horror no confronto com a diferença dos sexos e nisto está a confirmação de que ele está condenado a perder o objeto do desejo (a mãe) assim como o seu pênis. • Ele não consegue reconhecer que ao renunciar à mãe, ele está abrindo as portas para o desejo por outras mulheres, ao reconhecer que há uma Lei, ele pode ter garantido para si o estatuto de sujeito desejante. Para Lacan .... Nessa recusa, o sujeito não se submete à lei paterna (simbólica), desafiando-a. Home Highlight • Há uma insistência na transgressão que não anula a angústia de castração. • O perverso recusa a castração em forma de ato: transgredindo a lei, ele descumpre o pacto edípico. • A perversão é um desvio de comportamento, apontado pela psicanálise como um dos tripés das psicopatologias, juntamente com a neurose e psicose. Popularmente, o termo é utilizado para indicar uma espécie de "depravação sexual", mas os especialistas trabalham num campo muito mais amplo. • A perversão estrutura-se sobre uma vontade de transgredir a ordem natural das coisas, de perturbar a norma social. Seria sim um fenômeno sexual, mas também social, físico, político e estrutural. Neste artigo tratamos de definir a doença e seus sintomas. Conceitualizando a perversão • A pessoa perversa busca o prazer continuamente, tanto em seus comportamentos como em suas fantasias. Normalmente, este desvio de comportamento começa a se estruturar ainda na infância, se desenvolvendo na fase adulta. • A etimologia da palavra ‘perversão’ que dizer pôr às avessas, desviar. • Padrões?!? • Grande passo dado por Freud para moderna compreensão das estruturas perversas está no seu trabalho de 1938 ( publicado em 1940, v.23) clivagem do ego no processo de defesa. • Complexo de Édipo sem sucesso – Fixação na fases • Parafília – desvios dos objetos do desejo sexual - recusa castração • Fetichismo – energia está no objeto de desejo, Zoofilia, Sadismo, Masoquismo, Pedofilia – leis sobre pedofilia (ciclagem do ego, fixação pré-genital – oral e anal), Coprofilia, Frotteurismo • Clivagem do ego • Perversão vs perversidades. Defesa contra angústia vs Crueldade e malignidade. • Não aceita as diferenças anatômicas dos sexos • Renomeação do falo • Falo é imaginário • Exibicionismo – das partes genitais Home Highlight Home Highlight O diagnóstico da perversão é complexo, sendo necessário considerar os sintomas, mas, também experiência do paciente. Conceitualmente, pode ser dividida em dois grandes grupos: perversão social e sexual. • Além disso, segundo seu comportamento, o paciente poderá se encaixar em um destes três tipos: • Exagero ou diminuição de algo: a pessoa estereotipa comportamentos, que passam a ser não só desejados, mas necessários para que haja o prazer. Um exemplo seria o uso de objetos e acessórios numa relação sexual, como vestir-se como o sexo oposto. O perverso não o faz de forma eventual, como parte de uma fantasia, mas depende dele de forma incondicional e com exagero. • inversão e dissociação: a pessoa nega a norma estabelecida e toma um "atalho" na hora de viver a sua vida. É marcadamente a ideia de desvio, e essa negação da norma é a estratégia escolhida pelo paciente para reafirmar sua força. • compromisso com a transgressão: a pessoa não está disposta a respeitar a moral, a lei e os costumes. Em seu compromisso de transgredir perverte a norma, afirmando ou negando um conjunto de costumes. Quais são os sintomas da perversão? • Os sintomas podem variar de acordo com o paciente e, obviamente, com o tipo de perversão. Normalmente, a pessoa perversa é manipuladora, impulsiva, sedutora e se sente superior. • Mentiras e transgressão das normas fazem parte da rotina e não há sentimento de culpa. Os perversos desejam poder e podem adotar práticas sexuais entendidas como "desvios". • A perversão não tem cura. O tratamento psicoterapêutico consiste em desarticular os sintomas, para que a pessoa perca essa sensação de gozo e prepotência. Quando o acompanhamento é efetivo, o quadro se estabiliza e se controla. • Narcisismo é uma perversão Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight Home Highlight PERVERSÃO FEMININA O paradigma da perversão feminina, seria uma lei fechada em si mesma, bem caprichosa, que toma o outro como de FATO uma extensão (POIS ELA VIVE NO FETICHE, FRAGMENTO PELA FALTA DO FALO EM SI MESMA ), não apenas como fálica mas como objetal, no sentido de objeto ‘a’ de mim mesma, podemos dizer que são certas relações PSICÓTICOS-GENICA, entre mães e filhos, ou as relações que certas mães exercem em relações particularmente com suas filhas e filhos o qual alocam aquela criança num lugar que estão abrigados pelas LEI, DESDE que faça a função de complementar FÁLICA E OBJETALMENTE aquela mãe/mulher e essa função muito mais próxima da maternidade. São Maternidades que são devastadoras, não permite que o outro se separe como um sujeito, aquelas que tornam o filho (a) um instrumento de sua única e soberana satisfação, um filho extensão de si mesma, então isso está relacionada a uma função de fetiche, que é uma relação de uma mulher para o outro colocando a posição de FILHO-FETICHE. EXIGE-SE UM DESENVOLVIMENTO MAIS CRITICO DO ESTATUTO DA PERVERSÃO ENQUANTO ESTRUTURA, POIS É MUITO DEIFERENTE QUANDO FALAMOS DA NEUROSE, PSICOSE. A PERVISADADE FEMININA TEM DIFERENÇA NO FALO-FOBIA E FALO- FETICHE (LACAN SEMINARIO 4), MASSSSS NÃO SE CHEGU A UM RESUTADO UITO CONVINCENTE. ENTÃO VAMOS FAZER AS COMPARAÇÕES DOS FEMININO VS MASCULINO: Alguns traços/representações que podemos observar em um sujeito com tendência ao narcisismo • Autoritarismo, • Superioridade, • Vaidade, • Exibicionismo, • Exploração dos outros, • Autossuficiência, • Pretensão a privilégios. • Esses traços quando se apresentam de forma inadequada, podem ser tornar um transtorno mental. SEXOLOGIA VS PSICANALISE Características • Superficialidade – foco de objeto • Megalomania • Egocêntrico • Ausência de culpa • Pobreza de emoções • Ausência de empatia OS PERVERSOS TAMBEM AMAM Os perversos também amam? A assertiva lacaniana de que “amar é dar aquilo que não se tem” instaura o amor no campo da falta (Lacan, 1960-1961/1992). Mas como pode alguém dar aquilo que lhe falta? O sujeito da psicanálise, tal qual Lacan (1960/1998) o define, é tomado como algo cujo modo de existir é a barra, a abolição, a incompletude, operações pelas quais ele se constitui e se realiza. É nesse sentido que o amor implica o domínio do “não-ter”. Para amar é necessária a aceitação da condição de “não-todo”, o reconhecimento de que “não se tem”; é preciso admitir a castração como aquilo que torna possível o enlaçamento à lei do Outro. O lugar do amor deve ser situado a partir do encontro sempre faltoso do sujeito com o Outro, na ilusão apaziguadora da completude perdida, na busca incansável da satisfação primeira e num profundo anseio de seu retorno sob o signo do desejo. Como aquilo que faz suplência à relação sexual, ele revela um esforço sempre precário de fazer frente ao real da falta. Contudo, o amor pertence ao domínio do mito, uma vez que não encontra sua satisfação na realidade. Logo, ele não é real: é um engodo; é a falsidade resultante do “assujeitamento” do desejo ao desejo do Outro. Para Ferreira (2004), ele seria, então, uma tentativa de fazer desaparecer sempre um efeito de logro, na medida em que o que falta ao amante o amado também não tem. Numa época em que o amor se torna líquido, evidenciando a fragilidade dos laços humanos (Bauman, 2006), cada sujeito é levado a reinventar sua relação com ele, em um labirinto de mal-entendido no qual a saída não existe. O amor parece encontrar seu entrave no imperativo do gozo. Assim sendo, o que é possível dizer acerca do amor na perversão, considerando que o perverso é aquele que, desmentindo a castração, renega a falta para viver para o gozo