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Problemas ergonômicos identificados 1. Inadequação da altura do painel (problema antropométrico): A funcionária precisa trabalhar com os braços elevados acima da linha dos ombros, já que o painel está posicionado mais alto que sua cabeça. Isso exige esforço contínuo da musculatura do pescoço, ombros e braços, aumentando o risco de desenvolver lesões por esforços repetitivos (LER/DORT), fadiga muscular e dores cervicais. 2. Assento inadequado: A banqueta de madeira é desconfortável, sem encosto e sem ajuste de altura. Isso compromete a postura da coluna lombar, não dá suporte adequado e pode favorecer o surgimento de dores na região lombar e sacral. Além disso, por ser rígida, pode causar desconforto nos ísquios com o passar do tempo. 3. Ausência de apoio para os pés: Por ser de estatura baixa e não alcançar o chão, a funcionária fica com as pernas suspensas, o que prejudica a circulação sanguínea nos membros inferiores, aumentando o risco de edema, formigamento, fadiga e até varizes. Também reduz a estabilidade postural durante o trabalho. 4. Movimentos repetitivos e esforço de alcance lateral: A movimentação constante para o lado direito, para colocar as peças montadas na caixa no chão, envolve torção de tronco, inclinação lateral e flexão lombar, o que sobrecarrega a coluna e aumenta o risco de lesões musculoesqueléticas. 5. Levantamento manual de carga inadequado: Após três horas de trabalho, a funcionária precisa erguer uma caixa pesada do chão, sem alças e em má posição para o corpo. Isso representa um risco biomecânico alto, pois exige flexão excessiva da coluna e esforço de membros superiores, podendo gerar lombalgias e lesões musculares. 6. Caminhada com carga por longa distância: Levar a caixa por cerca de 40 metros até o depósito representa um esforço adicional, agravado pela falta de ergonomia no manuseio da carga. Recomendações para correção dos problemas 1. Adequar a altura do posto de trabalho à estatura da funcionária: O painel deve estar em uma altura em que ela possa trabalhar com os braços próximos do corpo, na altura dos cotovelos ou ligeiramente abaixo. Isso pode ser feito com o rebaixamento do painel ou com o ajuste da altura do assento. 2. Substituir a banqueta por uma cadeira ergonômica: A cadeira deve ter ajuste de altura, encosto lombar, assento acolchoado e apoio para os pés, especialmente importante para pessoas de baixa estatura. Isso promove uma postura mais estável e reduz o esforço na coluna e nas pernas. 3. Utilizar apoio para os pés: Caso a altura da cadeira não permita que os pés toquem o chão, deve ser colocado um apoio ergonômico ajustável, garantindo apoio plantar adequado. 4. Reorganizar a posição da caixa de descarte: A caixa onde as peças são colocadas pode ser elevada com um suporte ou mesa auxiliar, evitando que a funcionária tenha que se inclinar repetidamente até o chão. Além disso, deve ser posicionada mais próxima do corpo, do lado oposto ao colega, para reduzir a torção e esforço lateral. 5. Melhorar o sistema de transporte da caixa: Para evitar o levantamento manual de carga, recomenda-se o uso de carrinhos com rodinhas, caixas com alças ou esteiras rolantes, para facilitar o transporte até o depósito e reduzir o risco de lesões lombares. 6. Dividir a carga e reduzir o tempo de acúmulo: Ao invés de deixar acumular por três horas, a tarefa de transporte pode ser feita com maior frequência e com cargas menores. Isso diminui o peso por viagem e a sobrecarga no levantamento. 7. Realizar pausas e alternância de tarefas: Inserir pausas ativas curtas e rotinas de alongamento ao longo do dia pode ajudar a reduzir a fadiga muscular. Também é recomendada a variação de tarefas para evitar a repetitividade excessiva.