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SISTEMA RESPIRATÓRIO Profª Drª Eliane de Sousa Costa SISTEMA RESPIRATÓRIO I SISTEMA RESPIRATÓRIO Sistema condutor: cavidade nasal, faringe, laringe, traqueia e brônquios - epitélio com células ciliadas e células caliciformes Trocas gasosas: alvéolos – pneumócitos I e II Epitélio simples pavimentoso com macrófagos alveolares (defesa) Mecanismos de defesa - 3 Processos: Deposição – aprisionamento de partículas. Limpeza – destruição, neutralização e remoção de partículas (espirros, tosse e fagocitose). Retenção – produção de muco pelas células caliciformes. Defesas estruturais Anatomia TR superior (pelos e cílios) – impedem que partículas maiores que 10 μm – pulmões. ENFRAQUECIMENTO DAS DEFESAS Gravidade do insulto - determinar as consequências: - Inanição – afetar a função de fagócitos e LØ. - Hipóxia (trombos) – reduz ação do MØ alveolar. - Idade – jovens são mais susceptíveis – função fagocitária imatura. - Infecção viral seguida de bacteriana secundária. - Perda da filtração nasal - rinite atrófica dos suínos SISTEMA RESPIRATÓRIO - Cavidade nasal e seios nasais Distúrbios metabólicos: Amiloidose: sinais clínicos: dispneia e queda na capacidade respiratória. Lesões macroscópicas – nódulos nas dobras alares, septo nasal e assoalho da cavidade nasal (dependendo da localização e do tamanho do nódulo, pode dificultar a respiração). Lesões microscópicas – material amorfo eosinofílico. SISTEMA RESPIRATÓRIO - Cavidade nasal e seios nasais Distúrbios circulatórios: Epistaxe (sangramento nasal) – causas: trauma local, erosão de vasos da submucosa ou neoplasia. -Ocorre principalmente por traumatismos ou neoplasias (erosão dos vasos), envenenamento por samambaia e deficiência de vit. K. SISTEMA RESPIRATÓRIO - Cavidade nasal e seios nasais Distúrbios circulatórios: Hiperemia – causas: 1. Processos irritantes – inalação de amônia, regurgitação de alimentos (vômito pode causar saída de alimentos pelo nariz); 2. Infecção viral; 3. Infecção bacteriana secundária; 4. Alergia; 5. Trauma. SISTEMA RESPIRATÓRIO - Cavidade nasal e seios nasais Inflamações - causas: vírus, bactérias, gases irritantes, imunossupressão, estresse. As inflamações podem ser classificadas quanto à natureza do exsudato: Seroso – comum em processos inflamatórios leves. Produção das glândulas serosas da mucosa respiratória. Coriza líquida, clara e branda. Catarral – processo inflamatório grave. Aspecto macroscópico da secreção: muco viscoso, espesso, com a coloração indo de translúcido a esbranquiçado. Microscopicamente pode-se encontrar restos celulares. Purulento – presença de bactérias . Causado por processo inflamatório grave, com necrose da mucosa. Coloração do exsudato: de branco opaco a amarronzado, dependendo do material celular envolvido, por exemplo: eosinófilos – esverdeado. Fibrinoso – processo inflamatório com envolvimento de alterações na permeabilidade vascular, ocorrendo extravasamento de fibrina. Aspecto macroscópico: aspecto gelatinoso e amarelado (pela presença de fibrina). Microscópico: aspecto homogêneo e eosinofílico. Granulomatoso – processos inflamatórios micóticos, originando granulomas (pequenos grânulos). Macroscopicamente: aspecto granuloso. Microscopicamente: ao corte, presença de hifas, esporos (típico de fungos) e tecido conjuntivo formando o granuloma. SISTEMA RESPIRATÓRIO - Cavidade nasal e seios nasais Rinite atrófica dos suínos Processo inflamatório da cavidade nasal. Inflamação caracterizada pela atrofia das conchas nasais, causando espirros, tosse e corrimento nasal. Agentes etiológicos: Bordatella bronchiseptica, Pasteurella multocida, Haemophilus parasuis. - Fatores predisponentes: - Suscetibilidade genética. - Condições ambientais adversas. - Infecções virais. SISTEMA RESPIRATÓRIO - Cavidade nasal e seios nasais Rinite atrófica dos suínos Lesões macroscópicas – desvio do septo nasal, cornetos menores e assimétricos (parte óssea), podendo ocorrer deformação facial do animal. Lesões microscópicas – hipoplasia do osso esponjoso, hiperplasia das glândulas e do epitélio nasal, infiltrado linfoplasmocitário (composto de linfócitos e plasmócitos). SISTEMA RESPIRATÓRIO - Cavidade nasal e seios nasais Garrotilho - Doença infecciosa dos equídeos, causada pelo Streptococcus equi. Caracteriza-se por uma inflamação supurativa e uma linfadenite, causando corrimento nasal, conjuntivite e tumefação dos linfonodos. Lesões macroscópicas – aumento do exsudato muco purulento nas fossas nasais e hiperemia acentuada na mucosa nasal. Nos linfonodos observa-se um exsudato purulento e espesso. SISTEMA RESPIRATÓRIO - Cavidade nasal e seios nasais Sinusite - Inflamação dos seios nasais e paranasais. É rara, de ocorrência esporádica, podendo ocorrer juntamente com rinite e não ser identificada. Rinite parasitária - Ocorre em ovinos, causada pela mosca Oestrus ovis. Os sinais clínicos são irritação, inflamação e obstrução das passagens aéreas. A mosca deposita os ovos na mucosa nasal, que vira larva e berne, obstruindo e causando irritação da mucosa. Acomete fossas e seios nasais de ovinos. SISTEMA RESPIRATÓRIO - Cavidade nasal e seios nasais Rinosporidiose – mais comum em bovinos, podendo ocorrer em cavalos, cães e felinos. Conhecida como granuloma nasal dos bovinos, geralmente é causada pelo parasito Rhinosporidium suberi, podendo ocorrer por meio de outros parasitos. Os sinais clínicos são: secreção nasal com sangue e fragmentos de um muco sólido, prurido nasal, diminuição de peso, presença de granulomas. Aspectos macroscópicos – pólipos solitários ou múltiplos. Aspectos microscópicos – esporângios no estroma do pólipo, contendo grandes quantidades de esporos, circundado por infiltrado inflamatório constituído por células epitelióides, células gigantes multinucleadas, linfócitos e neutrófilos. SISTEMA RESPIRATÓRIO - Cavidade nasal e seios nasais Neoplasias São raras. Osteoma, osteossarcoma, condroma, condrossarcoma, fibroma, fibrossarcoma, hemangioma e hemangiossarcoma. Sinais clínicos: corrimentos nasais, hemorragias periódicas (pela compressão do tumor nos vasos), lacrimejamento (pela obstrução por compressão do ducto nasolacrimal) e espirros. Pode levar a infiltrações em estruturas adjacentes, causando deformação facial, perda de dentes, exoftalmia e distúrbios nervosos. SISTEMA RESPIRATÓRIO - Faringe, laringe e traqueia Hemiplegia (paralisia) laringiana dos equinos Atrofia dos músculos cricoaritenóideos (adutor/abdutor da cartilagem aritenoide). A atrofia é causada pelo comprometimento do nervo recorrente esquerdo da laringe, responsável pela inervação destes músculos. Sinal clínico: ronqueira, pela obstrução da passagem de ar. Aspecto macroscópico – palidez do músculo laringeano menor que o normal. SISTEMA RESPIRATÓRIO - Faringe, laringe e traqueia Distúrbios circulatórios Hemorragias da laringe e traqueia – petéquias, evidenciadas em casos de septicemias; Edema da laringe – edema de glote. Provoca obstrução do orifício laringiano e consequente asfixia. Causas: traumas, inalação de gases irritantes, inflamação local (dilata a laringe, causa edema). Aspectos macroscópicos – as paredes da laringe ficam tumefeitas, com mucosa espessada e edematosa. Doenças associadas: carbúnculo hemático (suínos), pasteurelose (bovinos), púrpura hemorrágica do cavalo (doença auto-imune). SISTEMA RESPIRATÓRIO - Faringe, laringe e traqueia Traqueíte – Classificação: Catarral : congestão e petéquias na mucosa e presença de exsudato mucoso. Purulenta:flegmões (ou fleimões) – material purulento disperso, sem a cápsula do abscesso. Pseudomembranosa : comum em galinhas e faisões. Causado por um Herpes vírus. A exsudação é fibrinosa ou caseosa. Em casos mais graves é chamada de pseudodiftérica (ao destacar a pseudomembrana verifica-se ulcerações). Traqueobronquite Infecciosa Canina - Decorrência da mistura de cães – diversas origens (canis e clínicas veterinárias). SISTEMA RESPIRATÓRIO - Faringe, laringe e traqueia Parasitos Syngamus trachea – aves. Syngamus laryngeus – bovinos. Filaroides osleri – canídeos (Nematódeo respiratório mais comum). Formam nódulos na bifurcação da traqueia. Sintomatologia: aumento do número de dispneia, intolerância ao exercício, cianose e emaciação. Aspecto macroscópico – nódulos de 1cm que protruem para a luz da traqueia. Aspecto microscópico – infiltrado inflamatório mononuclear discreto (em caso de se observar o parasita vivo), ou neutrófilos e células gigantes (parasita morto). Filaroides osleri – canídeos Lesões – nódulos que vão de muito pequenos a 01 cm de diâmetro. SISTEMA RESPIRATÓRIO - Faringe, laringe e traqueia Neoplasias - Tumores da Faringe. - Comum em cães e gatos. Sinais: tosse, halitose e mudança ou perda da voz. - Papilomatose oral (verrugas). - Afeta a boca de cães e bovinos atingir a faringe. - Lesões: brancas a cinzentas, firmes, múltiplas que variam desde lisos a crescimentos irregulares. SISTEMA RESPIRATÓRIO - Faringe, laringe e traqueia Neoplasias - Tumores da traqueia. - São os mais incomuns (cães e cavalos). Sinais: tosse, angústia respiratória e tumefação do pescoço (casos avançados). ATIVIDADE ... A. Descrever as alterações/distúrbios que podem ocorrer em: Cavidade nasal, Seios nasais, Faringe, Laringe, Traqueia.