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Patologias do sistema respiratório 1 ☠ Patologias do sistema respiratório Created CCR PATOLOGIA ESPECIAL Anatomia: Narina C. nasal Seios paranasais Nasofaringe Laringe Traquéia Pulmões Características histológicas Alvéolos Poros alveolares @August 25, 2022 10:37 AM Patologias do sistema respiratório 2 Epitélio de superfície (pneumócitos I e II) ➡ pneumócitos II = surfactante e repõe tipo I Bronquíolos (lobular, terminal e respiratório) Sem cartilagem Epitélio simples cilíndrico ciliado c/ céls. claras ➡ bronquíolos Lâmina muscular lisa Ductos alveolares ➡ sacos alveolares ➡ alvéolos Tecido de sustentação Vasos Barreira hematoaérea (entre lúmen capilares e cavidade dos alvéolos) Pseudoestratificado ciíndrico ciliado com células cali Avaliação post-mortem Avaliação pressão negativa Remoção do plastrão Conjunto cárdio-respiratório Remoção e avaliação Avaliação da cavidade nasal Cortes sagitais e transversais PATOLOGIAS DA CAVIDADE E SEIOS NASAIS 1. Anomalias congênitas Fenda palatina Condrodisplasia (deformidades crânio faciais) → lembrar daquele bezerrinho com cara de metido Cistos 2. Distúrbios circulatórios Hiperemia e congestão Patologias do sistema respiratório 3 Hemorragia Epistaxes Hemoptise Hematomas etmoidais em equinos 3. Doenças inflamatórias (rinite/sinusite) Rinites (classificação quanto ao exsudato e duração) Serosa Catarral Purulenta/supurativa Fibrinosa cruposa (pseudodiftérica) fibrinonecrótica (diftérica) Membranas amarelas/esbranquiçadas, friáveis; com necrose = membrana diftérica= inflamação fibrinonecrótica Mucosa ulcerada e avermelhada SEMPRE AGENTE MTO PATOGÊNICO Bactérias na cav. nasal ➡ podem ir para SNC; para pulmão ➡ pneumonia SUÍNOS 🐷 ➡ corte de dente malfeito; Duma rinite pode evoluir para sinusite Sinusite ➡ antibioticoterapia bem forte Granulomatosa Aguda x crônica Agentes → fungos → inflam. granulomatosa Candida, aspergillus, malasezia, dermatofitos Criptococcose, esporotricose… MACRO: nódulos ➡ granulomas MICRO: céls. gigantes, macrófagos, leucócitos, tec. conjuntivo DOENÇAS ESPECÍFICAS 1. RINITE ATRÓFICA DO SUÍNO Patologias do sistema respiratório 4 Infectocontagiosa BACTÉRIAS Destruição cav. nasal e cornetos nasais Evolução progressiva e crônica Atrofia dos cornetos nasais Desvio do septo nasal e deformidade do focinho Multifatorial: causada por 2 bactérias Bordetella bronchiseptica (T. dermonec.) Pasteurella multocida (agrava lesão) ERROS DE MANEJO: Sistema contínuo de produção Excesso de gases amônia, carbônico Ventilação inadequada Excesso de moscas, superlotação Mistura de animais Poeira Sinais clínicos: Espirros Corrimento nasal mucoso asanguinolento (se tiver necrose, vai ter sangue) Formação de placas escuras no ângulo interno do olho Desvio e encurtamento focinho Sangramento nasal com espirros Lesões: Destruição cornetos (leve moderada, severa) Desvio septo Exsudato mucopurulento Distúrbio do crescimento focinho Descamação epitelial com perda das céls. ciliadas e caliciformes, proliferação de céls. cubóides e metaplasia Patologias do sistema respiratório 5 escamosa, infiltração celular na submucosa, ⬇ síntese matriz óssea e subst. trabéculas por tecido fibroso Perda de rendimento➡ suínos e aves trabalham no limite fisiológico ➡ comer e engordar Diagnóstico MACRO: sinais, cultura e antibiograma, ELISA, PCR 2. RINOTRAQUEÍTE VIRAL FELINA FHV- 1 Secreção oculonasal, conjuntivite e rinite acentuadas Lesão mecanismos de defesa ➡ pneumonia secundária Filhotes são os mais suscetíveis Animais portadores eliminam o vírus Causa degeneração e esfoliação do epitélio Sequelas devido infec. secundárias VÍRUS ➡ problemas de defesa BACTÉRIAS ➡ pneumonia 3. RINOTRAQUEÍTE INFECCIOSA DOS BOVINOS - IBR BHV-1 Animais infectados ➡ portadores Infecção latente dos nervos sensoriais Reativação ➡ fatores de estresse Epidemiologia: Superfícies mucosas trato respiratório e trato genital Alta morbidade Mortalidade devido infecções secundárias Sinais clínicos: Febre, anorexia, aumento FR, corrimento nasal Mucosa nasal hiperêmica, lesões erosivas cavidade nasal e mucosa oral Sialorreia Patologias do sistema respiratório 6 Não tem formação de vesículas que nem aftosa Lesões: Hiperemia, exsudato e úlceras nas narinas, faringe, laringe, traquéia e brônquios HISTO PRECISA ➡ céls. intranucleares no TR e infiltrado de céls. mononucleares Diagnóstico: Sinais, lesões Isolamento em cultivo celular Soroneutralização e IF PCR Imunoperoxidase 4. GARROTILHO Streptococcus equi subespécie equi (S. equi) Inalação ou via oral Inflamação mucopurulenta das Vias aéreas superiores e linfadenite abscedativa Animais menos de 2 anos Animais com infecção latente Situações imunossupressoras Disseminação do agente Sinais clínicos: Febre, anorexia, corrimento nasal bilateral seroso, mucopurulento, purulento Tosse, dor na região faringe Linfonodos aumentados e doloridos Complicações: Morte por asfixia Empiema de bolsa gutural Pneumonia purulenta Lesões: Rinite, faringite, laringite Infiltrado neutrofílico, formação de Diagnóstico: Sinais, lesões Gram Cultivo e isolamento PCR Patologias do sistema respiratório 7 Abscessos vísceras Púrpura hemorrágica ➡ vasculite generalizada pus com ulceração dos epitélios Linfonodos com abcessos 5. MORMO Infectocontagiosa, piogranulomatosa Lesões resp., linfáticas e cutâneas Catarro de burro Burkholderia mallei Patologias do sistema respiratório 8 Sinais clínicos: Infecção no trato resp. superior Nódulos e úlceras cutâneas Febre, dispnéia, tosse secreção nasal catarropurulenta ou com sangue Úlceras no interior da cavidade nasal Aumento linfonodos Posição bailarina Lesões (MACRO): Abscessos circulares nas fossas nasais, pele, fígado, baço, pulmão, acinzentados, com conteúdo caseoso, ulcerações, edema de membros Lesões (MICRO): Nódulos irregulares circundados por tecido conjuntivo fibroso, infiltrado de linf, macrof e céls. gigantes, centro necrótico com neutrófilos e calcificação Diagnóstico: Epidemiologia, sinais e lesões Exames bacteriológicos Inoculação em anim de lab Provas sorológicas Provas moleculares Teste da maleína 6. RINOSPORIDIOSE Rinosporidium seeberi (parasito protista) Patologias do sistema respiratório 9 Estruturas polipóides cav. nasal Saprófita de água Contato com água ou via aerógena Diversas espécies Sinais clínicos: Respiração difícil, estertorosa Pólipos Descarga nasal mucopurulenta com estrias de sangue MACRO: Massas papilomatosas coloração avermelhada, friável, superfície lobulada com granulações esbranquiçadas Lesões: Proliferação tecido epitelial polipóide, recoberto epitélio estratificado ou cilíndrico Esporângios do fungo Infiltrado de neutrófilos, linf, macrof, e céls. gigantes Diagnóstico: Sinais e lesões Visualização esporângios 7. OESTROSE (RINITE PARASITÁRIA) Oestrus ovis 8. NEOPLASIAS Tumor venéreo transmissível Carcinoma de céls. escamosas Condrossarcoma cavidade nasal Pulmão (brônquios, bronquíolos, alvéolos) e pleura ATELECTASIA Patologias do sistema respiratório 10 Colabamento dos alvéolos/expansão insuficiente dos alvéolos Pulmão quando colocado em líquido ➡ afunda ATELECTASIA CONGÊNITA Fetal = pulmão nunca expandiu; animal nunca respirou, morre em útero Neonatal = animal teve algum problema durante o parto, e quando nasceu, respirou e áreas que tinham problema não expandiram Processo inflamatório Ingestão mecônio, líq. amniótico ATELECTASIA ADQUIRIDA Compressiva Obstrutiva Hipostática Massiva ➡ perda pressão neg. ENFISEMA = sempre compensatório Obstrução, trauma ➡ colabamento maciço Compressão ➡ localizada MACRO: áreas vermelho escuras com pleura enrrugada, superfície de corte sem líquido e ar MICRO: alvéolos colapsados, tecido intersticial relativamente aumentado, ausência de céls.inflamatórias no aumentado interstício, enfisema alveolar é + disseminado Enfisema bolhoso ou obstrutivo; EDEMA PULMONAR CAUSAS GERAIS DO EDEMA: ⬆ pressão hidrostática ⬇ pressão oncótica Edema pulmonar de permeabilidade: Substâncias vasoativas Dano ao endotélio Patologias do sistema respiratório 11 Alteração na drenagem linfática ➡ alteração permeabilidade (quando tem alteração em vaso sanguíneo, inflamação) Edema pulmonar hemodinâmico: Transudato ➡ quando não tem inflamação Exsudato MACRO: pulmão pesado, vermelho, pouco crepitante, impressão digital, superfície de corte úmida, traqueia, brônquios, bronquíolos com espuma, líq. no tórax MICRO: material homogêneo eosinofílico nos espaços pulmonares Considerações patológicas gerais nas pneumonias PNEUMONIA = inflamação do pulmão Classificações - diagnóstico morfológico Segundo etiologia - diagnóstico etiológico: Bacteriana Viral Micótica/fúngica Parasitária Química Segundo duração: Aguda, subaguda, crônica Tempo de duração + tipo de céls. inflamatórias ali Segundo distribuição: Lobar, lobular, focal, difusa, multifocal ETIOLOGIA = nome do agente Segundo o tipo de exsudato: Catarral Purulenta/supurativa Fibrinosa (agudo) Granulomatosa Combinações (agentes) CLASSIFICAÇÃO PRÁTICA: Broncopneumonia catarral/supurativa (lobular) Broncopneumonia fibrinosa (lobar ou cruposa) Pneumonia intersticial (parede do alvéolo) Patologias do sistema respiratório 12 Pneumonia granulomatosa ➡ agente de difícil fagocitose Pneumonia embólica FIBRINA COMO EXSUDATO ➡ indica alta patogenicidade do agente Broncopneumonia catarral/supurativa Etiologia = bactérias (q moram na cav. nasal); broncoaspiração (falsa via) Vias = aerógena; bactérias da microbiota nasal Fatores predisponentes para facilitar manifestação da infecção: Estresse ambiental Transporte Infecção viral ➡ destrói mecanismos de defesa ➡ bactérias vão lá Gases tóxicos (amônia, mta poeira) Porções cranioventrais + acometidas Zonas + vulneráveis: bronquíolo lobular - terminal - resp; ductos e sacos alveolares; alvéolos Lesões iniciais: hiperemia (aumento do fluxo de sangue na região); exsudação moderada (sai líq. dos vasos); recrutamento de neutrófilos; céls. epiteliais descamadas bronq (broncopneumonial catarral) Lesões + avançadas: permeabilidade dos capilares lesada; Líq. e neutrófilos Substitui ar por exsudato ➡ alvéolos preenchidos por exsudato (neutrófilos, bactérias) ➡ consolidação/hepatização Bronquiectasia = dilatação patológica e permanente do brônquio cheio de exsudato Proc. inflam. ➡ perde tônus muscular Pode ser sequela de pneumonia supurativa Sequelas: Áreas de atelectasia ABCESSO = reação do sistema imune antes do granuloma Patologias do sistema respiratório 13 Enfisema secundário Pleurite crônica/aderência (um lobo gruda no outro) Hiperplasia de BALT (tec. linfoide associado aos brônquios) PLACAS DE PEYER = tec. linfoide associado a mucosas Broncopneumonia fibrinosa/lobar BOV 🐮; SU 🐷 Manhemmia haemolytica = febre dos transportes Mycoplasma mycoides Actinobacillus pleuropneumoniae NECROSE ➡ bactéria causa lesão vascular bem forte ➡ trombose ➡ área de isquemia Patogenia: permeabilidade (capilares) Alta qtdade ptns nos espaços resp. Coagulação das ptns Sequelas: Bronquiolite obliterante Necrose/gangrena Trombose Sequestros pulmonares Pleurite crônica (aderência) Pneumonia intersticial Porta de entrada para pneumonia bacteriana Processos inflamatórios Alvéolo Septo alveolar (interstício alveolar) DIFUSA ELÁSTICA c/ impressão das costelas NÃO COLADA (murchada) EXSUDATO NÃO EVIDENTE Virais, alérgenos, toxia, sepse Aerógena, hematógena Patologias do sistema respiratório 14 Etiologia e patogenia: Infecção aerógena ou hematógena Lesão pneumócitos I e II Infecções virais Radicais livres Gases tóxicos Complexo antígeno- anticorpo alvéolos Hematógena ➡ oriundo de septicemia ➡ qualquer agente infeccioso na circulação sanguínea Larvas Toxemia sist. alimentar CID = coagulação intravascular disseminada Pneumonia embólica Via sempre hematógena Êmbolo = fragmento de trombo q se soltou No pulmão ➡ veia cava Multifocal, nodular ➡ focos purulentos Hematógena (êmbolos sépticos) Pneumonia granulomatosa Multifocal Nodular ➡ granulomas/piogranulomas Via aerógena ou hematógena Supurativa: Lobular Purulenta Firme Consolidação cranioventral Causa bacteriana Fibrinosa: Lobar Fibrina Dura Aerógena Patologias do sistema respiratório 15 Complexo da doença respiratória bovina (DRB) Pneumonia enzóotica dos terneiros Terneiros Criação intensamente estabulada Morbidade alta; mortalidade baixa Etiologia 1ª = PI-3; BRSV; Adenovírus; Herpesvirus; micoplasmas Etiologia 2ª = P. multocida; A. pyogenes; Histophilus somni; E. coli Desidratação e sistema imune Muco não produzido corretamente Problema resp. ➡ mecanismos de defesa prejudicados CONSOLIDAÇÃO CRANIOVENTRAL ➡ ar substituído por exsudato Pneumonia supurativa BRONQUIECTASIA ➡ brônquios com pus e dilatados Mannhemiose Pasteurellose pneumônica = febre dos transportes Fatores predisponentes: Ambientais Manejo Vírus Etiologia: Mannhemia (Pasteurella haemolytica tipo A, sor 1) Broncopneumonia fibrinosa grave/toxemia Animal morre mto rápido Patogenia: exo e endotoxinas ➡ agridem céls. fagocíticas de ruminantes Vasculite, trombose, necrose de tecido ➡ sequestros (buracos) Fibrina = lesão vascular Extravasamento de proteínas plasmáticas Patologias do sistema respiratório 16 Sinais clínicos: Depressão, febre, anorexia, tosse, crostas no focinho, corrimento nasal, respiração com pouca amplitude Lesões: Broncopneumonia fibrinosa (lobar) com pleurite fibrinosa e efusão pleural MACRO: consolidação cranioventral; fibrina; líq. na cavidade pleural Encefalite artrite caprina (CAE) Lentivírus = período de incubação + longo Quadro neurológico 4 quadros diferentes Artrite e sinovite Pneumonia intersticial Mastite Diferencial Maedi-Visna = ovinos Cabras ativas, afebris, apetite normal mas com perda de peso, sinais respiratórios (exercícios) Infecções bacterianas comuns ➡ se morrer vai ser por isso MACRO PULMÃO: pulmão cinza- róseo; firme; com numerosos focos branco-acinzentados na superfície de corte Linfonodos traqueobronquiais aumentados de volume Rodococose Principal causa de pneumonias em potros Rhodococcus equi Cocobacilo gram+, aeróbio Fezes herbívoros e ambiente Potros 1-6 meses Patologias do sistema respiratório 17 Adultos imunossuprimidos Severidade ➡ imunocompetência; ambiente/manejo; agente Sinais clínicos: Febre, tosse, secreção nasal, depressão, taquipneia, estertores, morte por asfixia, pode ter diarreia Patogenia: Infiltração céls. fagocíticas nos espaço alveolares Lesões líticas ➡ destruição parênquima Abscedação Tuberculose Doença granulomatosa M. bovis M. avis M. tuberculosis Sinais clínicos: Perda de peso, debilidade, tosse, anorexia, febre, dispneia, secreção nasal Linfonodos periféricos aumentados Vários meses ➡ emaciação MACRO: Pequenos nódulos acinzentados, centro amarelo caseoso Área central caseosa ocupa maior parte da lesão, rodeada por cápsula esbranquiçada Áreas de calcificação MICRO: Área central de necrose caseosa com áreas de calcificação rodeadas por céls. epiteloides, céls. gigantes multinucleadas na periferia macrófagos e linfocitose ZIEHL-NEELSEN (BAAR) na lesão Lesões da pleura e cavidade torácica Patologias do sistema respiratório 18 Calcificação pleural Pneumotórax Causas ➡ feridas perfurantes, iatrogênico (biópsia), ruptura bolhas enfisematosas Hemotórax Causas ➡ trauma, arterite, vasculite, distúrbios da coagulação Hidrotórax Causas ➡ aumento pressão hidrostática, diminuição pressão oncótica, alteração permeabilidade, diminuição drenagem linfática INFLAM. = PLEURITE; OU LESÃO VASCULAR Pleurites FIBRINOSA SUPURATIVA (PIOTÓRAX/EMPIEMA) GRANULOMATOSAHEMORRÁGICA … Parte pneumonia Sozinha Via hematógena (exemplo PIF) Implantação de patógenos Trauma; ruptura de abcessos; retículopericardite traumática; ferida penetrante