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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU 
GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO 
 
 
 
 ALUNOS(AS): ALVANIZIA PINHEIRO DE AZEVEDO - 04115633 
ÉMERSON LOPES DE SOUSA - 04181820 
MARIA EDUARDA NOBERTO - 04104770 
 
 
 
 
 
 
 
ARQUITETURA MODULAR SUSTENTÁVEL 
ESPAÇOS CRIATIVOS COM CONTÊINERES 
 
 
CAMPINA GRANDE – PB 
SETEMBRO/2025 
 
 
ALVANIZIA PINHEIRO DE AZEVEDO – 04115633 
ÉMERSON LOPES DE SOUSA - 04181820 
MARIA EDUARDA NOBERTO - 04104770 
 
 
 
 
Espaço Modular, Experiência Urbana 
(Doceria em Contêiner) 
 
 
 
 
 Trabalho acadêmico apresentado ao curso de Arquitetura e Urbanismo, da 
Faculdade Maurício de Nassau, como requisito para obtenção de nota na Disciplina de 
Construções Especiais e Novos Materiais. 
 
 
 
 
 
 
 
Campina Grande – PB 
Setembro/2025 
 
 
1.0 Introdução 
Esse trabalho tem como finalidade apresentar a construção em contêiner como uma 
alternativa moderna e sustentável frente aos métodos tradicionais. Originalmente usados 
para transporte de cargas, os contêineres podem ser adaptados para diversos usos, como 
moradias, escritórios e espaços institucionais, oferecendo vantagens como redução de 
custos, rapidez na execução e menor impacto ambiental. 
Apesar disso, há desafios que precisam ser considerados, como o isolamento térmico e 
acústico, além da proteção contra corrosão. Por esse motivo, é essencial observar as normas 
técnicas que asseguram a qualidade e a segurança das edificações. Assim, a construção em 
contêiner mostra-se uma solução prática e viável, desde que aplicada com os cuidados 
necessário. 
 
2.0 Justificativa 
A escolha do uso de contêineres no projeto proposto fundamenta-se na busca por uma solução 
arquitetônica que una sustentabilidade, flexibilidade e identidade estética contemporânea. 
O contêiner, originalmente utilizado no transporte de cargas, quando adaptado para a 
arquitetura, representa uma prática de reutilização de materiais, reduzindo impactos 
ambientais e proporcionando um sistema construtivo ágil e econômico. 
Como referência, destaca-se o Bar Ateliê, localizado na Barra Funda, em São Paulo, 
projetado pelo escritório Liba Arquitetura. O projeto demonstra como a aplicação de 
contêineres pode resultar em um espaço criativo, funcional e integrado ao contexto urbano, 
explorando o caráter industrial e ao mesmo tempo acolhedor desse tipo de construção. Assim 
como no Bar Ateliê, a proposta busca aproveitar a modularidade dos contêineres para criar 
ambientes versáteis, promovendo uma atmosfera inovadora e alinhada às novas tendências da 
arquitetura comercial. 
Dessa forma, o uso de contêineres no projeto não apenas reforça o compromisso com a 
sustentabilidade e a racionalização dos recursos, mas também confere ao espaço uma 
identidade marcante, capaz de dialogar com o público e valorizar a experiência arquitetônica e 
social do bar. 
 
 
3.0 Análise de Correlato – Bar Ateliê / Liba Arquitetura 
 
● Arquitetos: Liba Arquitetura 
● Área: 129 m² 
● Barra Funda - SP 
● Ano: 2024 
● Fabricantes: Coberfibras , Eliane, Engemetal, GSV , Granisul, Lemca, Móveis 
Rústicos Mogi, William Vickman Ferreira 
 
 Concebido para funcionar como atelier do arquiteto e uma galeria de arte, o projeto da Liba 
Arquitetura ganhou novas funções. Hoje é galeria, bar e claro, ateliê. Uma caixa translúcida 
suspensa na esquina como uma luminária e os quintais entre os dois volumes construídos são 
destaque do projeto. Tudo construído num terreno em "L" de 167m² na Barra Funda, bairro 
que nos últimos cinco anos passou de condição de degradado para reduto artístico e boêmio 
paulistano. O terreno situado a alguns passos da via férrea da CPTM foi adquirido, em 2019, 
pelo arquiteto e cenógrafo Alexandre Liba, titular do escritório que leva seu nome. 
 
 
 
 
 
 
O conjunto adota, em seus 129m² de área construída, linguagem industrial, estrutura metálica 
e materiais pré-fabricados. Soluções construtivas que permitiram concretizar o partido estético 
https://www.archdaily.com.br/br/office/liba-arquitetura?ad_name=project-specs&ad_medium=single
https://www.archdaily.com.br/search/br/projects/min_area/103/max_area/154?ad_name=project-specs&ad_medium=single
https://www.archdaily.com.br/search/br/projects/year/2024?ad_name=project-specs&ad_medium=single
https://www.archdaily.com.br/br/tag/barra-funda
 
 
desejado, uma caixa suspensa e iluminada na esquina. Assim nasceu o bar, com 76m² 
construídos e pé direito de 6m, amplitude conformada pela estrutura metálica que sobe livre 
até o teto. Vista de fora, a fachada mostra o térreo aberto e uma grande caixa iluminada 
flutuante. No térreo, funciona a galeria com seus 32m² e o atelier no primeiro pavimento 
(mezanino) com 20,75m². Há um acesso independente feito através do portão de enrolar com 
6m de extensão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Todo o perímetro do bar e atelier, contornando a esquina, exibe seis portas de enrolar em aço, 
sendo, três no alinhamento do bar, duas na esquina e outra fechando o volume do atelier, 
garantindo a total integração com a calçada e a rua. Todas as portas são grafitadas, cumprindo 
a proposta de dialogar com a linguagem artística do Bairro. 
 
 
4.0 Memorial Descritivo 
Conceito e Partido Arquitetônico 
● A proposta da doceria parte da ideia de reaproveitamento sustentável, utilizando um 
contêiner marítimo de 20 pés como estrutura principal. O projeto busca unir 
praticidade, inovação e acolhimento, transformando um espaço industrial em um 
ambiente doce, convidativo e funcional. 
 
● O partido adotado busca explorar ao máximo as dimensões lineares do contêiner 
(6,00m x 2,40m), criando um espaço compacto, funcional e acolhedor. A proposta 
organiza os ambientes de forma longitudinal, garantindo fluxo contínuo entre 
produção, atendimento e consumo. 
5.0 Localização e descrição do entorno do projeto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A área está situada entre as vias Dom Pedro II e Nilo Peçanha na municipalidade de Campina 
Grande no Bairro da Prata, o terreno tem aproximadamente 682,00m² (aprox. 20m x 
33m). A localização é bastante estratégica, pois fica perto de instituições de ensino como a 
SESI da Prata e o SENAI da Prata. Além disso, há um considerável movimento de veículos, 
ônibus e pedestres. O nosso projeto tem um caráter comercial, visto que se refere a uma 
doceria, onde os indivíduos poderão descontrair, dialogar e apreciar bons doces na companhia 
de amigos e familiares. 
 
 
6.0 Programa de Necessidades 
 
Ambiente Função Principal Elementos Necessários Observações 
Área Externa / 
Fachada 
Recepção inicial e 
convite ao cliente 
Deck/varanda com mesas e 
cadeiras, ombrelones, paisagismo 
simples, letreiro, vitrine de 
exposição 
Pode ampliar a área 
útil e gerar 
visibilidade 
Recepção / 
Balcão 
Atendimento e 
exposição de 
produtos 
Balcão de vendas, vitrine 
refrigerada, caixa/PDV, expositor 
vertical para doces embalados 
Deve ser chamativa 
e funcional 
Área de 
Consumo 
Interna 
(opcional) 
Espaço para clientes 
degustarem no local 
Pequenas mesas e cadeiras, 
bancada com banquetas, 
iluminação aconchegante, 
decoração temática 
Pode ser reduzida 
ou eliminada 
conforme espaço 
Produção / 
Cozinha 
Preparo e 
armazenamento de 
produtos 
Bancada de preparo, pia, forno, 
fogão de apoio, batedeira, 
liquidificador, armários, freezer, 
geladeira, dispensa compacta 
Layout compacto e 
eficiente 
Depósito de 
Limpeza 
(DML) 
Armazenar produtos 
de limpeza 
Armário ou pequeno espaço 
fechado com prateleiras e suporte 
para baldes e vassouras 
Importante para 
atender normas 
sanitárias 
Área Técnica 
Instalações elétricas 
e descarte de 
resíduos 
Quadro elétrico, lixeira seletiva, 
sistema de exaustão (se 
necessário) 
Deve estar em local 
estratégico e 
ventilado 
 
 
 
 
 
 
7.0 Modulação e Cortesrealizados nos módulos 
 
Dimensões do módulo: 6,00 m (C) x 2,40 m (L) x 2,90 m (A). 
 
Setorização linear: 
 
Frente (≈ 2,0 m): Atendimento ao cliente com vitrine de doces e caixa. 
Meio (≈ 2,0 m): Circulação e pequeno espaço de apoio. 
Fundo (≈ 2,0 m): Cozinha compacta para produção e armazenamento. 
 
2. Cortes Realizados 
 
Corte 1 – Frontal: Aberto para o balcão expositor de doces e o caixa, garantindo contato 
direto com os clientes. 
Corte 2 – Porta lateral (meio): Abertura para entrada principal de clientes e funcionários. 
Corte 3 – Janela lateral (fundo): Abertura ao lado da porta, posicionada na parte posterior do 
contêiner. 
Permite iluminação natural e ventilação na área da cozinha de produção, favorecendo o 
conforto térmico e sanitário. 
 
8.0 Novos materiais aplicados e suas funções 
 
● Revestimento Térmico e Acústico 
Lã de rocha ou manta de poliuretano expandido (PU): 
Função: isolamento térmico, mantendo o interior fresco no calor e reduzindo perdas de calor 
no frio. 
Benefício: conforto para clientes e funcionários, eficiência energética (menos uso de 
ar-condicionado). 
 
Painéis de gesso acartonado ou madeira leve sobre o isolamento 
Função: acabamento interno, estética acolhedora e proteção do isolamento. 
Benefício: suaviza a aparência industrial do contêiner. 
 
 
 
 
 
● 2. Revestimento de Piso 
Piso vinílico: 
Função: superfície resistente, fácil de limpar, durável e segura. 
Benefício: higiene na área de produção e atendimento; conforto ao pisar; estética agradável. 
 
Acabamentos Complementares: 
Tintas epóxi ou esmalte sintético para metal: 
Função: proteger a estrutura metálica contra corrosão. 
 
9.0 Planta baixa e 3D (Renders)

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