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Prova Impressa
GABARITO | Avaliação II - Individual (Cod.:1524516)
Peso da Avaliação 2,00
Prova 106836971
Qtd. de Questões 10
Acertos/Erros 10/0
Nota 10,00
 Segundo Barbosa (2010), a autoria de uma ação criminosa diz respeito ao sujeito ativo, que leva a termo um delito 
a pessoa ou pessoas, físicas ou jurídicas, que perpetraram uma ação criminosa, praticando o núcleo verbal descrito 
no tipo elencado na lei penal incriminadora, ou aderindo de qualquer forma à prática desta ação criminosa. O 
investigador, então, põe-se a perseguir aquele que desenvolveu, direta ou indiretamente, a conduta comissiva ou 
omissiva, que se subsume ao prescrito na lei penal incriminadora, ou aquele que de alguma forma concorreu para a 
perpetração do crime.
Fonte: BARBOSA, A. M. Ciclo do Esforço Investigativo Criminal. Revista Brasileira de Ciências Policiais, [s. l.], 
v. 1, n. 1, p. 153-179, 10 jun. 2010. Disponível em: https://periodicos.pf.gov.br/index.php/RBCP/article/view/32/10. 
Acesso em: 8 out. 2024.
Com base no texto de Adriano Mendes Barbosa sobre a autoria de ações criminosas, considerando o processo de 
investigação criminal, analise as afirmativas a seguir:
I. A autoria de um delito pode incluir pessoas jurídicas, além de pessoas físicas. 
II. A identificação da autoria envolve apenas aqueles que realizaram fisicamente o ato criminoso. 
III. O investigador deve considerar somente ações comissivas, ignorando as omissivas, na determinação da autoria. 
IV. Na investigação, considera-se autor tanto quem realizou diretamente a ação criminosa quanto quem contribuiu 
indiretamente.
É correto o que se afirma em:
A I e IV, apenas.
B II e III, apenas.
C II, III e IV, apenas.
D III e IV, apenas.
E I, II e III, apenas.
Provas cautelares são medidas adotadas no processo penal para preservar evidências que correm o risco de serem 
destruídas, alteradas ou perdidas. Um exemplo clássico é a autorização judicial para busca e apreensão de 
documentos em uma investigação criminal, com o intuito de garantir que essas evidências sejam mantidas intactas e 
disponíveis para o julgamento.
Fonte: adaptado de: NUCCI, G. de S. Código penal comentado. 17. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2017.
Considerando o exposto, analise as afirmativas a seguir:
I. Provas cautelares são coletadas unicamente após o início do processo judicial para evitar sua destruição ou 
alteração.
II. A busca e a apreensão de documentos como medida cautelar não se enquadra como prova cautelar, pois não visa 
preservar a evidência.
III. Provas não repetíveis são aquelas cujo testemunho ou evidência não pode ser refeito ou replicado com precisão 
em um momento posterior.
IV. Provas antecipadas são importantes para assegurar a presença de evidências ou testemunhos que podem se tornar 
indisponíveis no futuro
É correto o que se afirma em:
A III e IV, apenas.
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B II, III e IV, apenas.
C I, II e III, apenas.
D II e III, apenas.
E I e IV, apenas.
O artigo 155 do Código de Processo Penal confere ao juiz a liberdade de avaliar as provas apresentadas em um 
processo penal, desde que o faça de forma fundamentada e respeitando os princípios do contraditório e da ampla 
defesa. Essa liberdade, no entanto, não é absoluta, pois o juiz não pode basear sua decisão exclusivamente em 
provas colhidas na fase investigativa, a não ser em casos excepcionais, como quando a prova é cautelar, não 
repetível ou antecipada. Assim, o princípio da livre apreciação da prova garante a autonomia do magistrado na 
formação de seu convencimento, mas, ao mesmo tempo, o vincula aos limites legais e constitucionais, assegurando 
um julgamento justo e imparcial.
Fonte: adaptado: BRASIL. Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941. Código de Processo Penal. Rio de 
Janeiro: Presidência da República, 1941. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-
lei/del3689.htm. Acesso em: 9 out. 2024.
Sobre o tema, analise as afirmativas a seguir:
I. A decisão judicial deve ser fundamentada em todas as provas produzidas em juízo, inclusive aquelas produzidas 
em contraditório.
II. As provas cautelares, não repetíveis e antecipadas, constituem exceções à regra de que o juiz não pode 
fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação.
III. O juiz possui autonomia para formar sua convicção com base na análise das provas apresentadas durante o 
contraditório judicial, sem a obrigatoriedade de se ater somente às informações obtidas na fase de investigação.
É correto o que se afirma em:
A I, II e III.
B III, apenas.
C I e II, apenas.
D II e III, apenas.
E I, apenas.
A teoria dos frutos da árvore envenenada constitui um princípio fundamental no Direito Processual Penal, visando 
garantir a legalidade e a legitimidade das provas. Essa teoria estabelece que, uma vez obtida uma prova de forma 
ilícita, todas as outras provas que dela se originarem, direta ou indiretamente, também serão consideradas ilícitas e, 
portanto, inadmissíveis no processo. A metáfora da árvore envenenada ilustra a ideia de que a ilicitude da prova 
inicial contamina as demais que dela decorram, como se fossem frutos de uma árvore contaminada. A aplicação 
desse princípio busca coibir a utilização de provas obtidas por meios ilegais e garantir que o processo penal se 
desenvolva de forma justa e em respeito aos direitos fundamentais do acusado.
Fonte: adaptado de: MASCHIO, F. P. et al. Meios de obtenção e produção de provas. Indaial: UNIASSELVI, 
2020. 
Sobre a aplicação e as implicações dessa teoria, analise as afirmativas a seguir:
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I. A aplicação dessa teoria visa proteger os direitos fundamentais e garantir a integridade do processo penal. 
II. Uma prova obtida ilegalmente contamina as provas subsequentes, tornando-as inadmissíveis no processo penal.
III. A teoria admite exceções para a admissibilidade de provas ilegais, como a "exceção da inevitabilidade", com a 
intenção de evitar um dano maior.
IV. A teoria considera que não apenas as provas obtidas diretamente de ações ilegais são inadmissíveis, mas também 
as evidências derivadas dessas provas, ou seja, as provas "frutos da árvore envenenada".
É correto o que se afirma em:
A I, II e III, apenas.
B II e IV, apenas.
C III e IV, apenas.
D I, II, III e IV.
E I, apenas.
A análise criminal contemporânea, impulsionada pela crescente disponibilidade de dados e pelo avanço da 
inteligência artificial, transformou-se em uma ferramenta estratégica fundamental para a investigação policial. 
Alinhada com o modelo de Lykke Jr., que preconiza a harmonia entre fins, meios e modos, a análise criminal 
permite identificar padrões, correlacionar eventos e prever crimes, otimizando a alocação de recursos e 
direcionando as investigações. A inteligência artificial, por sua vez, possibilita a análise de grandes volumes de 
dados em tempo real, a identificação de anomalias e a geração de hipóteses investigativas, tornando a investigação 
criminal mais ágil e precisa. Ao integrar dados sobre crimes, autores, locais e contextos, a análise criminal, somada 
à inteligência artificial, contribui para a construção de estratégias de investigação mais eficazes, permitindo 
antecipar o crime, personalizar ações policiais e otimizar a utilização de recursos, alinhando-se, assim, aos 
princípios da gestão estratégica.
Fonte: adaptado de: DANTAS, G. F. de L.; SOUZA, N. G. de. As bases introdutórias da análise criminal na 
inteligência policial. Disponível em: https://www.gov.br/mj/pt-br/central-de-conteudo_legado1/seguranca-
publica/artigos/art_as-bases-introdutorias.pdf. Acesso em: 9 out. 2024.
Considerando o exposto, analise as afirmativas a seguir:
I. O modelo de Lykke Jr. enfatiza a importância de alinhar os Fins, Meios e Modos na formulação de estratégias de 
investigação criminal.
II. A aplicação de inteligência artificial em investigações criminais dispensa a análise de perfis psicológicos e 
comportamentais dos suspeitos.
III. O uso de inteligência artificial em investigaçõescriminais elimina a necessidade de considerações éticas devido 
à sua objetividade e precisão.
IV. As estratégias de investigação criminal devem priorizar a eficiência operacional, mesmo que isso signifique a 
minimização de considerações éticas.
É correto o que se afirma em:
A I, II, III e IV.
B I, apenas.
C I, II e III, apenas.
D II e IV, apenas.
E III e IV, apenas.
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A investigação criminal contemporânea, marcada pela crescente complexidade dos delitos, demanda uma 
abordagem estratégica que transcende as técnicas tradicionais. A integração de inovações tecnológicas nesse 
contexto é fundamental para otimizar os processos investigativos. A adoção de ferramentas tecnológicas avançadas, 
aliada a um planejamento estratégico bem definido, equipes multidisciplinares altamente qualificadas e recursos 
financeiros adequados, permite uma gestão eficiente das investigações. Ao automatizar tarefas repetitivas e fornecer 
insights a partir da análise de grandes volumes de dados, as tecnologias possibilitam que os investigadores se 
concentrem em atividades de maior valor agregado, como a análise crítica de evidências e a formulação de 
hipóteses. 
Fonte: adaptado de: BARBOSA, A. M. Gestão Estratégica da Investigação Criminal. Academia, Brasília, DF, 2014. 
Disponível em: 
https://www.academia.edu/40106714/Gest%C3%A3o_Estrat%C3%A9gica_da_Investiga%C3%A7%C3%A3o_Criminal.
Acesso em: 8 out. 2024.
Com relação às inovações tecnológicas na estratégia criminal, assinale a alternativa correta:
A A importância de um propósito bem-definido mantém o foco e a eficiência da equipe de investigadores.
B Ferramentas tecnológicas são o único aspecto relevante para a eficiência das investigações criminais.
C As técnicas consolidadas são menos importantes do que a inovação tecnológica na gestão da investigação
criminal.
D Pessoal altamente qualificado pode compensar a falta de um orçamento proporcional ao tamanho da tarefa.
E O orçamento da investigação é irrelevante, desde que a equipe seja altamente qualificada.
O conceito de prova, com raízes no latim probatio, evoca a ideia de demonstração, reconhecimento e formação de 
juízo. No âmbito jurídico, a prova transcende a mera evidência, constituindo-se no conjunto de elementos factuais e 
jurídicos que, submetidos ao crivo do Direito Processual, servem para convencer o julgador acerca da existência ou 
não de um fato controvertido. A prova, portanto, é o instrumento por meio do qual se busca a verdade processual, 
permitindo ao juiz formar sua convicção a respeito dos fatos alegados pelas partes e, consequentemente, proferir 
uma decisão justa e fundamentada.
Fonte: adaptado de: SILVA, D. P. e. Vocabulário Jurídico. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense, 1967.
Considerando o exposto, assinale a alternativa correta que indica a importância da prova no contexto jurídico:
A A capacidade de influenciar um juízo legal sem necessidade de evidências concretas.
B Um procedimento formalizado para contestar decisões judiciais prévias.
C Uma técnica de argumentação baseada exclusivamente em aspectos teóricos.
D Um método de persuasão informal utilizado em debates jurídicos.
E A demonstração, por meios legais, da existência ou veracidade de um fato material ou ato jurídico.
O investigador criminal, ao empreender a árdua tarefa de reconstruir a trama de um crime, deve atuar como um 
meticuloso historiador forense. Sua jornada analítica exige uma racionalidade rigorosa, distanciada das emoções 
que, por mais humanas que sejam, podem obscurecer a busca pela verdade. A subjetividade, inerente à condição 
humana, deve ser cuidadosamente gerenciada, a fim de evitar que preconceitos, empatia excessiva ou 
ressentimentos influenciam a coleta e a interpretação das evidências. A máxima "nem tudo é o que parece" serve 
como um lembrete constante da necessidade de uma investigação profunda e minuciosa, capaz de desvendar as 
complexidades e os subterfúgios que podem estar por trás de um delito.
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Fonte: BARBOSA, A. M. Ciclo do Esforço Investigativo Criminal. Revista Brasileira de Ciências Policiais, [s. l.], 
v. 1, n. 1, p. 153-179, 10 jun. 2010. Disponível em: https://periodicos.pf.gov.br/index.php/RBCP/article/view/32/10. 
Acesso em: 8 out. 2024.
Considerando a abordagem necessária para um investigador criminal durante a reconstrução de um fato criminoso, 
assinale a alternativa correta:
A É essencial que o investigador mantenha uma abordagem racional, evitando influências emocionais e
subjetivas na análise dos fatos.
B A investigação deve ser conduzida com base em interesses corporativos e políticos para garantir resultados
eficazes.
C O investigador deve confiar principalmente em suas emoções e intuições pessoais para guiar a investigação.
D O investigador deve focar exclusivamente em evidências digitais, ignorando aspectos emocionais e
testemunhos verbais.
E A análise dos fatos deve ser realizada com uma perspectiva subjetiva, priorizando as emoções das vítimas e
testemunhas.
O modelo estratégico de Lykke Jr., centrado na trilogia "Fins, Modos e Meios", oferece um arcabouço analítico 
poderoso para a formulação de estratégias eficazes. Ao postular que uma estratégia bem-sucedida depende do 
cuidadoso equilíbrio entre objetivos claros (fins), ações adequadas (meios) e a forma como essas ações são 
executadas (modos), Lykke Jr. enfatiza a importância de uma abordagem integrada e holística. Essa perspectiva, 
quando aplicada à investigação criminal, permite que as forças policiais alinhem seus recursos, otimizem suas ações 
e maximizem a probabilidade de sucesso, garantindo que as estratégias empregadas estejam sempre direcionadas 
para a obtenção dos objetivos desejados, sejam eles a prevenção, a investigação ou a repressão de crimes.
Fonte: BARBOSA, A. M. Ciclo do Esforço Investigativo Criminal. Revista Brasileira de Ciências Policiais, [s. l.], 
v. 1, n. 1, p. 153-179, 10 jun. 2010. Disponível em: https://periodicos.pf.gov.br/index.php/RBCP/article/view/32/10. 
Acesso em: 8 out. 2024.
Sobre os pilares do modelo estratégico de Lykke Jr., analise as afirmativas a seguir:
I. Fins são os objetivos ou o que se pretende alcançar com a investigação.
II. Meios referem-se aos métodos e abordagens utilizados para realizar a investigação.
III. Os Fins, Meios e Modos são aspectos interdependentes que devem ser balanceados em qualquer estratégia de 
investigação criminal.
IV. Os modos se referem à maneira como os meios são empregados. Ou seja, são as ações realizadas para atingir os 
fins, utilizando os recursos disponíveis.
É correto o que se afirma em:
A I, II e III, apenas.
B I, II, III e IV.
C II e IV, apenas.
D I, apenas.
E III e IV, apenas.
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Uma investigação criminal eficaz pressupõe uma gestão estratégica rigorosa, pautada em um planejamento 
detalhado e na aplicação de táticas eficazes. A premissa de que a ação investigativa deve ser conduzida de maneira 
gerencial, com um plano de ação bem definido, é incontestável. Ao adotar essa abordagem, as forças policiais 
podem otimizar seus recursos, reduzir o tempo de resolução de casos e aumentar a qualidade das investigações. A 
elaboração de um plano estratégico, que contemple os objetivos da investigação, os recursos disponíveis e as ações 
a serem implementadas, é fundamental para garantir o sucesso da operação. Essa abordagem permite uma maior 
coordenação entre os diferentes agentes envolvidos, a otimização do uso de tecnologias e a adaptação às constantes 
mudanças do cenário criminoso.
Fonte: adaptado de: BARBOSA, A. M. Gestão Estratégica da Investigação Criminal. Academia, Brasília, DF, 2014. 
Disponível em: 
https://www.academia.edu/40106714/Gest%C3%A3o_Estrat%C3%A9gica_da_Investiga%C3%A7%C3%A3o_Criminal.
Acesso em: 8 out. 2024.
Com base nas informações apresentadas, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. A eficiência da investigação criminal moderna aumentou significativamente devido à incorporação de tecnologias 
avançadas, como a análise de dados e a inteligência artificial.PORQUE
II. As tecnologias avançadas eliminam a necessidade de trabalho investigativo tradicional e intuição humana nas 
investigações criminais.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
A As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
B A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
C As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
D As asserções I e II são falsas.
E A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
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