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Ebook da Unidade - Processos, Tecnologias e Políticas na Administração Pública

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Processos, 
tecnologias 
e políticas na 
administração 
pública
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Sumário
Processos e tecnologias na administração pública 
 A economia e seus reflexos nas tecnologias aplicadas à 
administração e a governança de TI 
 Globalização versus mundialização 
 A tecnologia da informação e sua presença nos demais cenários da 
administração pública 
Modernização da máquina pública versus burocracia 
 Quesitos legais e trajetória da modernização da administração 
pública no Brasil
 Lei nº13.726/2018 
 O Decreto Lei 200/1967 
Os limites da política sobre a máquina pública 
 Direitos sociais fundamentais
 Parâmetro para o controle judicial das políticas públicas 
 Os Limites constitucionais 
Ética na administração pública 
 O conceito de ética 
 Os princípios da ética pública 
 Lei de Responsabilidade Fiscal 
Referências
CLIQUE NO CAPÍTULO PARA SER REDIRECIONADO
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Objetivos Definição
Explicando Melhor Você Sabia?
Acesse Resumindo
Nota Importante
Saiba Mais Reflita
Atividades Testando
Para o início do 
desenvolvimento de uma 
nova competência;
Se houver necessidade 
de se apresentar um novo 
conceito;
Algo precisa ser melhor 
explicado ou detalhado;
Curiosidades indagações 
lúdicas sobre o tema em 
estudo, se forma necessárias;
Se for preciso acessar um 
ou mais sites para fazer 
download, assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
Quando for preciso se fazer 
um resumo acumulativo 
das últimas abordagens;
Quando forem necessárias 
observações ou 
complementações para o 
seu conhecimento;
As observações escritas 
tiveram que ser priorizadas 
para você;
Textos, referências 
bibliográficas e links para 
aprofundamento do seu 
conhecimento;
Se houver a necessidade 
de chamar a atenção 
sobre algo a ser refletido ou 
discutido sobre;
Quando alguma atividade 
de autoaprendizagem for 
aplicada;
Quando o desenvolvimento de 
uma competência for concluído 
e questões forem explicadas. 
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@faculdadelibano_
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Processos e 
tecnologias na 
administração 
pública
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Capitulo 1
Processos e tecnologias na 
administração pública
A administração pública tem, ao longo das décadas, enfrentado desafios crescentes 
para se modernizar e otimizar sua operação. Nesse cenário, a revisão de processos 
e a adoção de novas tecnologias emergem como ferramentas fundamentais para 
transformar a maneira como o setor público interage com a sociedade e presta seus 
serviços.
Historicamente, a administração pública era vista como uma entidade burocrática, 
lenta e resistente a mudanças. Porém, a evolução social e a crescente demanda por 
serviços mais ágeis e transparentes impulsionaram uma revisão dessa abordagem. Ao 
repensar processos, a administração busca eliminar redundâncias, reduzir tempos de 
espera e garantir uma melhor utilização dos recursos públicos.
Nessa jornada de modernização, a tecnologia tem sido uma aliada de peso. Sistemas 
integrados de gestão (ERP), plataformas digitais de atendimento ao cidadão e soluções 
de inteligência artificial são apenas algumas das inovações que têm revolucionado a 
prestação de serviços públicos. 
Objetivos
Neste capítulo você verá como a modernização e a globalização 
impulsionaram a reforma nos modelos e processos de entrega de 
serviços da administração pública para a sociedade. Nos cenários 
educacionais, você aprenderá o que são as Tecnologias da Informação 
e Comunicação (TICs) que são ações que vêm moldando um novo 
modelo de sociedade e consequentemente diferentes modalidades 
de gestão, entre elas, as que refletem a administração pública, tão em 
evidência no atual cenário brasileiro.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Processos e tecnologias na administração pública Capitulo 1
A digitalização de processos, por exemplo, não apenas agiliza operações internas, mas 
também oferece ao cidadão facilidades como o acesso a serviços públicos online, 
reduzindo deslocamentos, custos e tempo de espera. O conceito de Governo Eletrônico, 
ou e-Gov, é um reflexo dessa transformação. 
Através dele, busca-se utilizar as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para 
melhorar a eficiência, eficácia, transparência e responsabilidade da administração 
pública. Com plataformas online de participação cidadã, por exemplo, se amplia o 
canal de comunicação entre governo e sociedade, fomentando a participação popular 
nas decisões públicas.
Por outro lado, a incorporação de novas tecnologias na administração pública também 
apresenta desafios. É essencial garantir a segurança das informações, especialmente 
quando lidamos com dados sensíveis da população. 
Além disso, a capacitação contínua dos servidores públicos torna-se imprescindível 
para que possam operar e tirar proveito máximo dessas novas ferramentas.
FIGURA 1
Integração de processos.
FONTE
Freepik
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Processos e tecnologias na administração pública Capitulo 1
A integração de processos otimizados e tecnologias avançadas na administração pública 
é um caminho sem volta. Embora desafiador, esse processo é essencial para construir 
uma administração ágil, transparente e, acima de tudo, alinhada às necessidades e 
expectativas da população no século XXI.
A atuação da administração pública tem sido profundamente impactada por diversas 
tecnologias emergentes e consolidadas. Essas tecnologias estão remodelando a forma 
como os serviços públicos são prestados, trazendo maior eficiência, transparência e 
participação cidadã. 
Algumas das principais tecnologias que têm causado esse impacto incluem:
1. Computação em nuvem (Cloud Computing): Permite que a administração pública 
armazene, acesse e compartilhe grandes volumes de dados online, reduzindo a 
necessidade de infraestruturas físicas caras e promovendo maior flexibilidade e 
colaboração.
2. Inteligência Artificial (IA) e Aprendizado de máquina: São usados para melhorar a 
tomada de decisão, prever tendências, otimizar processos e fornecer atendimento 
ao cidadão de forma mais eficiente através de chatbots e sistemas automatizados.
3. Blockchain: Essa tecnologia, conhecida pela sua aplicação nas criptomoedas, tem 
potencial na administração pública, principalmente em áreas como registro de 
propriedades, gestão de identidade e transparência em processos licitatórios.
Saiba Mais
Para saber mais e compreender essa tecnologia revolucionária do 
blockchain, leia o artigo “O que é blockchain?”. Disponível abaixo.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Processos e tecnologias na administração pública Capitulo 1
4. Big Data e Análise de dados (Data Analytics): A capacidade de coletar, processar e 
analisar grandes volumes de dados pode ajudar os governos a identificarem padrões, 
melhorar a tomada de decisão e otimizar a alocação de recursos.
5. Internet das Coisas (IoT): A integração de dispositivos conectados pode melhorar 
a gestão de cidades (cidades inteligentes), otimizando o tráfego, monitorando o 
consumo de recursos e melhorando a segurança pública
6. Aplicações móveis e Plataformas online: Permitem que os cidadãos acessem serviços 
públicos, realizem consultas, pagamentos e obtenham informações em tempo real, 
de qualquer lugar.
7. Redes sociais e Plataformas de participação cidadã: Favorecem a comunicação 
direta entre o governo e a população, além de promover a participação cidadã nas 
decisões políticas.
8. Realidade virtual e aumentada: Podem ser usadas em treinamentos, simulações e na 
educação, além de possibilitar visitas virtuais a espaços públicos ou históricos.
9. Biométricos e reconhecimento facial: São úteis para aprimorar a segurança, 
autenticação e verificação de identidades, embora também levantem preocupações 
com a privacidade.
10. Cibersegurança: Enquanto a tecnologia avança, também aumenta a necessidade 
de proteger os sistemasos casos de corrupção no 
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Ética na administração pública Capitulo 4
âmbito do serviço público são fruto de profissionais que não trabalham de forma ética 
(SUÁREZ e TELLERÍA, 2007).
A liderança é a questão central de todas as organizações, se generaliza o porquê de fato 
são esses os atores principais que vão conduzir as organizações, quando um profissional 
resolve ser um líder e ao conquistar o cargo, aceitar com humildade, responsabilidade e 
principalmente ética nas ações e decisões.
No passado, a questão da obediência, “eu mando e você executa”, era o processo de 
chefiar, já que não havia o diálogo e a discussão sadia para verificar a melhor forma de 
alcançar os objetivos traçados. 
Se nos aprofundarmos no sentido da palavra consentimento, consenso, vamos verificar 
que não basta somente o consentimento porque devemos obedecer um superior, mas 
deve ser exaurido por meio do diálogo sobre qual a direção a ser tomada (TEIXEIRA e 
RIBEIRO, 2017).
O papel do líder é de suma importância, pois deverá ter poder de influenciar na decisão 
que melhor aprouver à organização, de posse das informações fornecidas durante o 
debate. Momento rico que faz com que o líder também compreenda qual o melhor 
caminho a ser tomado (TEIXEIRA e RIBEIRO, 2017).
FIGURA 13
Liderança
FONTE
Freepik
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Ética na administração pública Capitulo 4
A lista não é estática, pelo contrário, à cada virada de mercado, que sabemos que é 
dinâmica, novas características são requisitadas dos líderes. O profissional, ao aceitar o 
desafio de assumir uma posição de comando, deverá ter como princípio o quanto lhe 
será exigido e deve querer isso. 
Sabemos que não são todos os profissionais que querem ser gestores e com certeza as 
empresas não possuem esta posição para todos. Por isso que as empresas devem ter 
programas bem estabelecidos de sucessão e de acompanhamento de seus potenciais 
líderes (TEIXEIRA e RIBEIRO, 2017).
 
As empresas devem entender que o setor de Recursos Humanos, é extremamente 
estratégico, deve ter autonomia para estabelecer programas de lideranças, auxiliar os 
CEOs de forma isonômica, para que possa ser um facilitador até para que os candidatos 
a esta posição compreendam se estão preparados para esta missão. Assim, para 
assumir o papel de gestor é preciso uma exaustiva reflexão e análise (TEIXEIRA e RIBEIRO, 
2017).
Os princípios da ética pública
Os princípios da ética pública são os fundamentos norteadores que orientam o 
comportamento e as decisões dos agentes que atuam na esfera governamental, 
visando garantir a integridade, a justiça e a responsabilidade nas ações do setor público. 
Esses princípios constituem um guia essencial para promover a confiança da sociedade 
nas instituições governamentais e para assegurar que os interesses coletivos prevaleçam 
sobre os interesses individuais. 
Alguns dos princípios centrais da ética pública incluem:
a. Legalidade: Os agentes públicos devem agir de acordo com a legislação vigente, 
respeitando as normas e regulamentos estabelecidos. Isso garante que as ações 
governamentais sejam realizadas dentro dos limites legais e evita abusos de poder.
b. Impessoalidade: Os agentes públicos devem tratar todos os cidadãos de forma igual 
e imparcial, sem discriminação ou favorecimento injustificado. As decisões devem 
ser baseadas em critérios objetivos, sem influências pessoais ou partidárias.
c. Transparência: A divulgação aberta e acessível das informações relativas às atividades 
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Ética na administração pública Capitulo 4
governamentais é essencial para possibilitar o monitoramento pela sociedade. A 
transparência promove o controle e reduz a possibilidade de práticas obscuras ou 
corrupção.
d. Responsabilidade: Os agentes públicos devem assumir a responsabilidade por 
suas ações e decisões, prestando contas pelos resultados alcançados. Isso inclui a 
disposição para corrigir erros e promover melhorias quando necessário.
e. Integridade: A integridade implica em agir de maneira honesta, ética e moralmente 
correta, evitando conflitos de interesse, subornos e corrupção. Os agentes públicos 
devem manter altos padrões de conduta e ética em todas as situações.
f. Eficiência: A busca pela eficiência no uso dos recursos públicos é essencial para 
otimizar a prestação de serviços e alcançar resultados de maneira eficaz, evitando 
desperdícios e ineficiências.
g. Bem comum: As ações da administração pública devem ser pautadas pelo interesse 
coletivo e pelo benefício da sociedade como um todo. Os agentes públicos devem 
considerar o impacto de suas decisões na melhoria da qualidade de vida dos 
cidadãos.
h. Competência: Os agentes públicos devem possuir as habilidades e conhecimentos 
necessários para desempenhar suas funções de maneira competente e eficaz, 
assegurando a entrega de serviços de qualidade.
i. Respeito pelos direitos humanos: A ética pública deve incluir a proteção e promoção 
dos direitos humanos, garantindo que as ações do governo não violem os direitos 
fundamentais dos cidadãos.
j. Equidade: A equidade diz respeito à justiça distributiva, garantindo que os recursos 
e benefícios sejam alocados de maneira justa e igualitária, considerando as 
necessidades de todos os membros da sociedade.
Esses princípios formam um quadro ético sólido que orienta o comportamento dos 
agentes públicos, contribuindo para uma governança mais transparente, responsável e 
eficaz.
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Ética na administração pública Capitulo 4
Segundo Cristina Seijo Suárez e Noel Añez Tellería (2007) os princípios da ética citados no 
artigo: “Gestão Ética na Administração Pública: Uma Base Fundamental para a Gestão 
Ética do Desenvolvimento” são ações positivas e voltadas ao bem coletivo. Vejamos 
seus fundamentos:
Os processos seletivos para o ingresso na função pública devem estar ancorados no 
princípio do mérito e da capacidade e não só o ingresso como carreira no âmbito da 
função pública (SUÁREZ e TELLERÍA, 2007).
A formação continuada que se deve proporcionar aos funcionários públicos deve ser 
dirigida, entre outras coisas, para transmitir a ideia de que o trabalho a serviço do setor 
público deve realizar-se com perfeição, sobretudo porque se trata de trabalho realizado 
em benefícios de “outros” (SUÁREZ e TELLERÍA, 2007).
A chamada gestão de pessoal e as relações humanas na administração pública 
devem estar presididas pelo bom propósito e uma educação esmerada. O clima e o 
ambiente laboral devem ser positivos e os funcionários devem se esforçar para viver no 
cotidiano esse espírito de serviço para a coletividade que justifica a própria existência 
da administração pública (SUÁREZ e TELLERÍA, 2007). 
Saiba Mais
Para saber mais e se aprofundar na Justiça distributiva e seus 
fundamentos leia o artigo “A Justiça distributiva”. Disponível abaixo.
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Ética na administração pública Capitulo 4
A atitude de serviço e interesse visando o coletivo deve ser o elemento mais importante 
da cultura administrativa. A mentalidade e o talento se encontram na raiz de todas 
as considerações sobre a ética pública e explicam, por si mesmos, a importância do 
trabalho administrativo (SUÁREZ e TELLERÍA, 2007).
Constitui um importante valor deontológico potencializar o orgulho que provoca a 
identificação do funcionário com os fins do organismo público no qual trabalha. Trata-se 
da lealdade institucional, a qual constitui um elemento capital e uma obrigação central 
para uma gestão pública que aspira a manutenção de comportamentos éticos (SUÁREZ 
e TELLERÍA, 2007).
A formação em ética deve ser um ingrediente imprescindível nos planos de formação 
dos funcionários públicos. Além do mais, devem buscar fórmulas educativas que tornem 
possível que esta disciplinase incorpore nos programas docentes prévios ao acesso à 
função pública.
Embora, deva estar presente na formação contínua do funcionário. No ensino da ética 
pública deve-se ter presente que os conhecimentos teóricos de nada servem se não se 
interiorizam na práxis do servidor público (SUÁREZ e TELLERÍA, 2007).
 
O comportamento ético deve levar o funcionário público à busca das fórmulas mais 
eficientes e econômicas para levar a cabo sua tarefa (SUÁREZ e TELLERÍA, 2007).
A atuação pública deve estar guiada pelos princípios da igualdade e não discriminação. 
O funcionário deve atuar sempre como servidor público e não deve transmitir informação 
privilegiada ou confidencial. O funcionário, como qualquer outro profissional, deve 
guardar o sigilo de ofício (SUÁREZ e TELLERÍA, 2007);
O interesse coletivo no Estado social e democrático de Direito existe para ofertar aos 
cidadãos um conjunto de condições que torne possível seu aperfeiçoamento integral e 
lhes permita um exercício efetivo de todos os seus direitos fundamentais. Para tanto, os 
funcionários devem ser conscientes de sua função promocional dos poderes públicos e 
atuar em consequência disso. (SUÁREZ e TELLERÍA, 2007).
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Ética na administração pública Capitulo 4
Sem nunca deixar de considerar que o novo modelo de gestão pública, aquele 
conectado à TI e redes sociais, visa manter um bom perfil e uma elevada qualificação 
de seus usuários, assim, serviços como Ouvidorias e Call Centers para atendimentos 
são regulamentadas e disponibilizadas pela Administração Pública (direta e também 
indireta), bem como a outros órgãos competentes que vistoriem e intervenham no bom 
funcionamento dos serviços públicos à sociedade.
Sob olhares da Lei nº 8.429/92 e a lei 14.230/21 (que deu nova redação a artigos da lei 
8.429/92) versam sobre improbidade administrativa. 
Dispondo sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento 
ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública 
direta, indireta ou fundacional e dá outras providências, cabe também à cobrança e 
fiscalização das condutas éticas e orais dos agentes públicos.
FIGURA 14
Listando a ética na administração Pública
FONTE
Pixabay
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Ética na administração pública Capitulo 4
Lei de Responsabilidade Fiscal 
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), Lei complementar 101/2000, representa um marco 
legal crucial na gestão financeira e fiscal dos governos, tanto em nível federal quanto 
nos estados e municípios. 
Criada com o objetivo de estabelecer normas e critérios para o equilíbrio das contas 
públicas, a LRF visa promover a transparência, a responsabilidade e a sustentabilidade 
fiscal, assegurando que os gestores públicos ajam de maneira responsável no uso dos 
recursos e na condução das políticas econômicas. 
A legislação estabelece limites para gastos com pessoal, endividamento, concessão 
de garantias e contratação de operações de crédito, garantindo que as finanças 
públicas sejam geridas de forma prudente e em conformidade com princípios éticos e 
econômicos sólidos.
A Lei Complementar Nº 101/2000 estabelece normas de finanças públicas voltadas para 
a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências.
FIGURA 15
Improbidade Administrativa tem punição
FONTE
Pixabay
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Ética na administração pública Capitulo 4
A Lei Complementar nº 101/2000, estabelece os fundamentos e diretrizes para a gestão 
fiscal responsável por parte dos entes federativos.
A abrangência da LRF é ampla, incluindo diversos aspectos da gestão fiscal, como 
despesas com pessoal, endividamento, transparência, limites para gastos e operações 
de crédito. A lei define limites e critérios que os gestores públicos devem observar ao tomar 
decisões financeiras e orçamentárias, contribuindo para a prevenção do desequilíbrio 
fiscal e a promoção de uma administração pública responsável e transparente.
A aplicação prática da Lei Complementar nº 101/2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal 
(LRF), envolve uma série de medidas e procedimentos que os entes federativos devem 
adotar para garantir a saúde financeira, a transparência e a responsabilidade na gestão 
pública. Alguns exemplos de aplicação prática da LRF incluem:
A LRF estabelece limites para as despesas com pessoal, tanto do Poder Executivo quanto 
do Legislativo e do Judiciário. Esses limites visam evitar que o crescimento descontrolado 
dessas despesas comprometa a capacidade de investimento e os serviços públicos 
essenciais. 
Define critérios para o endividamento público, incluindo limites para a relação entre a 
dívida consolidada e a receita corrente líquida. Isso impede que os entes federativos 
acumulem dívidas excessivas que possam comprometer sua capacidade de pagamento.
Acesse
Para acessar a Lei complementar nº101/2000 na íntegra acesse o link a 
seguir:
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Ética na administração pública Capitulo 4
A LRF exige que os entes federativos disponibilizem informações sobre suas finanças de 
maneira clara e acessível ao público. Isso inclui a publicação de relatórios fiscais, balanços 
contábeis e demonstrativos de gastos, permitindo que os cidadãos acompanhem e 
fiscalizem a utilização dos recursos públicos.
Os entes federativos são obrigados a estabelecer metas fiscais para os próximos anos, 
indicando seus objetivos de arrecadação e gastos. Se as metas não forem atingidas, 
medidas de contingenciamento e ajuste podem ser acionadas, incluindo a redução de 
despesas e a suspensão de aumentos salariais.
A LRF estabelece limites para as operações de crédito que os entes federativos podem 
contratar. Isso evita o endividamento excessivo e desordenado, assegurando que as 
obrigações financeiras sejam sustentáveis.
A lei estabelece que o ente federativo deve divulgar relatórios e demonstrativos que 
evidenciem a situação fiscal, permitindo avaliar o cumprimento dos limites e metas 
estabelecidos.
Estabelece sanções para gestores que não cumpram as determinações da lei, incluindo 
a possibilidade de inelegibilidade e a proibição de receber transferências voluntárias da 
União.
A aplicação prática da LRF requer a adoção de práticas de gestão responsável, o 
monitoramento constante das finanças públicas e a tomada de decisões embasadas 
em critérios técnicos e orçamentários sólidos. 
Isso contribui para a promoção da transparência, o uso eficiente dos recursos e a 
sustentabilidade fiscal, garantindo uma administração pública mais equilibrada e 
responsável.
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Ética na administração pública Capitulo 4
Resumindo
Neste capítulo vimos que o comportamento ético deve levar o 
funcionário público à busca das fórmulas mais eficientes e econômicas 
para levar a cabo sua tarefa. Vimos ainda, que o novo modelo de 
gestão pública, aquele conectado à TI e redes sociais, visa manter um 
bom perfil e uma elevada qualificação de seus usuários e ainda há lei 
própria para as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos 
de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou 
função na administração pública direta, indireta ou fundacional. Vimos 
que a lei estabelece normas de finanças públicas voltadas para a 
responsabilidade na gestão fiscal.
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública
Referências
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Acesso em: 28 Dez 2018.
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	Processos e tecnologias na administração pública
	A economia e seus reflexos nas tecnologias aplicadas à administração e a governança de TI
	Globalização versus mundialização
	A tecnologia da informação e sua presença nos demais cenários da administração pública
	Modernização da máquina pública versus burocracia
	Quesitos legais e trajetória da modernização da administração pública no Brasil
	Lei nº13.726/2018
	O Decreto Lei 200/1967
	Os limites da política sobre a máquina pública
	Direitos sociais fundamentais
	Parâmetro para o controle judicial das políticas públicas
	Os Limites constitucionais
	Ética na administração pública
	O conceito de ética
	Os princípios da ética pública
	Lei de Responsabilidade Fiscal 
	Referênciase dados da administração pública contra ameaças digitais. 
Investir em cibersegurança tornou-se fundamental.
Essas tecnologias, quando bem implementadas, têm o potencial de transformar a 
administração pública, tornando-a mais responsiva, eficiente e alinhada às necessidades 
e expectativas dos cidadãos. 
No entanto, também é crucial abordar questões éticas, de privacidade e de segurança, 
para garantir que os direitos dos cidadãos sejam sempre respeitados.
A busca pela inovação e automatização dos processos, a iniciativa de modelos de 
formação mais técnica e específica e a visibilidade das redes sociais com a Internet 
amplia o acesso dos profissionais, busca suprir demandas de mercado e permite o 
acesso de maior facilidade aos indivíduos.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Processos e tecnologias na administração pública Capitulo 1
A economia e seus reflexos nas tecnologias aplicadas à 
administração e a governança de TI
Leituras voltadas para o desenvolvimento da economia mostram que políticas 
públicas que estimulam, incentivam e promovem a multiplicação das possibilidades 
tecnológicas, são marcas comuns encontradas na constituição de realidades 
econômicas de sociedades desenvolvidas e que gozam de certa independência de 
seus processos (TEIXEIRA et. al, 2015).
Sem dúvida alguma, é na inovação que as organizações (públicas e privadas) 
crescem e se desenvolvem. Para Lundvall (2003) a difusão do conhecimento deve estar 
presente em todas as relações, mas essencialmente, nas relações de trabalho, pois é 
possível identificar importantes elementos da aprendizagem com o “desenvolvimento 
de recursos humanos, das novas formas de organização empresarial, do formato de 
redes e da definição de uma função dos serviços intensivos em conhecimentos e das 
universidades” (LUNDVALL, 2003 pág. 117).
O dinamismo das relações sociais imputados pela globalização não combina com 
relações desconectadas entre sistemas de informação, em eficiência na prestação de 
serviço e no crescimento econômico.
A administração e governança de Tecnologia da Informação (TI) evoluíram drasticamente 
ao longo das últimas décadas. 
Com o avanço tecnológico, novas ferramentas e práticas têm se tornado disponíveis, 
permitindo que as organizações otimizem seus processos, garantam a segurança dos 
dados e alinhem suas estratégias de TI aos objetivos de negócio, tais como:
• Frameworks e padrões: Frameworks como o ITIL (Information Technology Infrastructure 
Library) e o COBIT (Control Objectives for Information and Related Technologies) são 
essenciais para estabelecer boas práticas em gestão de TI. Eles fornecem uma série 
de processos padronizados e melhores práticas para a administração de serviços de 
TI e governança.
• Automação e orquestração: Com a introdução de tecnologias de automação, as 
empresas podem agora automatizar tarefas repetitivas, reduzindo erros humanos e 
melhorando a eficiência. Isso se aplica a tudo, desde a implantação de software até 
o gerenciamento de recursos de infraestrutura.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Processos e tecnologias na administração pública Capitulo 1
• Computação em nuvem: A migração para a nuvem mudou a forma como as 
organizações gerenciam seus recursos de TI. Com a capacidade de escalar recursos 
rapidamente e pagar apenas pelo que é usado, as empresas podem ser mais ágeis 
e custo-efetivas.
• Tecnologias de segurança: Ferramentas avançadas de monitoramento, detecção de 
intrusões, firewalls de próxima geração e soluções de gerenciamento de identidade 
e acesso são cruciais para proteger ativos de TI. A crescente onda de ciberataques 
torna a cibersegurança uma parte integral da governança de TI.
• Gestão de ativos de TI: Soluções como sistemas de gestão de ativos de TI (ITAM) 
permitem que as empresas rastreiem e gerenciem seus ativos de hardware e 
software, otimizando o uso e garantindo conformidade com licenças.
• Virtualização: Esta tecnologia permite que as organizações criem versões virtuais de 
recursos de TI, como servidores e redes. Isso não apenas otimiza o uso de recursos 
físicos, mas também oferece flexibilidade e escalabilidade.
• Blockchain: Em termos de governança, o blockchain pode ser usado para garantir a 
integridade e a transparência dos dados, especialmente em transações e processos 
que requerem rastreabilidade e verificação.
• Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning: Estas tecnologias estão sendo usadas 
para melhorar a eficiência operacional, prever falhas, otimizar a alocação de recursos 
e até mesmo para a automação de tarefas complexas.
 
A integração de tecnologias avançadas na administração e governança de TI não é 
apenas uma tendência, mas uma necessidade. 
Em um mundo em rápida evolução, as organizações que adotam e implementam 
adequadamente essas tecnologias estarão melhor posicionadas para alcançar seus 
objetivos estratégicos, garantir a segurança dos dados e oferecer valor aos seus 
stakeholders.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Processos e tecnologias na administração pública Capitulo 1
Globalização versus mundialização
A globalização é um processo multifacetado que se refere à crescente interconexão e 
interdependência dos países em várias dimensões, incluindo economia, política, cultura 
e tecnologia. 
Impulsionada principalmente por avanços tecnológicos e políticas de liberalização 
econômica, a globalização tem facilitado o fluxo de bens, serviços, informações e ideias 
através das fronteiras nacionais.
 
O conhecido fenômeno de globalização pode ser caracterizado por um processo 
“histórico-social de vastas proporções, ... que rompe e recria o mapa do mundo, 
inaugurando outros processos, outras estruturas e outras formas de sociabilidade, que 
se articulam e se impõem aos povos, tribos, nações e nacionalidades” (IANNI, 1998, pág.2).
Esse processo acontece no âmbito social, mas implica nas estruturas políticas e 
econômicas com oscilações entre avanços e retrocessos, podendo permanecer nesse 
processo por décadas. Ela também é independente de região geográfica, demográfica, 
FIGURA 2
Stakeholders
FONTE
Freepik
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Processos e tecnologias na administração pública Capitulo 1
econômica, política e cultural ainda que seus efeitos sejam sentidos em todos esses 
quesitos (TEIXEIRA et. al, 2015).
A globalização, como a conhecemos hoje, tem suas raízes na expansão marítima dos 
séculos XV e XVI, mas ganhou maior impulso no final do século XX. A queda do Muro 
de Berlim em 1989, o fim da Guerra Fria e as reformas econômicas em muitos países 
emergentes abriram portas para uma integração global mais profunda. 
Simultaneamente, a revolução tecnológica, especialmente na comunicação e no 
transporte, tornou mais fácil e barato fazer negócios e se comunicar globalmente.
Os impactos globalização na Administração Pública são vários e em diferentes aspectos, 
vejamos:
• Adoção de boas práticas e benchmarking internacional: Com a crescente interconexão 
global, a administração pública tem buscado referências internacionais para adotar 
as melhores práticas em áreas como governança, gestão fiscal, atendimento ao 
cidadão e combate à corrupção.
• Pressões para reformas: Organizações internacionais, como o Fundo Monetário 
Internacional (FMI) e o Banco Mundial, muitas vezes influenciam as políticas nacionais. 
Isso tem levado a reformas na administração pública, particularmente em países 
que buscam assistência financeira ou integração em blocos econômicos.
• Desafios de regulação: A globalização tem apresentado desafios regulatórios, 
especialmente em áreas como comércio, finanças e meio ambiente. A 
Definição
Benchmarking é um processo de comparação das práticas, processos 
e desempenho de uma organização com os de outras empresas ou 
setores reconhecidos como líderes ou melhores naquilo que fazem. O 
objetivo do benchmarking é identificaráreas de melhoria, estabelecer 
metas eficazes e adotar práticas de excelência para aprimorar o 
desempenho organizacional.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Processos e tecnologias na administração pública Capitulo 1
administração pública tem que se adaptar rapidamente para gerenciar e mitigar 
riscos associados à rápida integração econômica e tecnológica.
• Mudança na dinâmica do trabalho: A competição global por talentos e a necessidade 
de habilidades mais diversificadas têm impactado a forma como a administração 
pública recruta, treina e retém seus funcionários.
• Aumento da expectativa do cidadão: Com acesso a informações globais, os 
cidadãos têm agora expectativas mais elevadas em relação à qualidade dos 
serviços públicos, transparência e responsabilidade.
• Questões de soberania e identidade: Enquanto a globalização oferece oportunidades, 
também apresenta desafios relacionados à soberania e identidade acionais. A 
administração pública é frequentemente colocada em uma posição onde precisa 
equilibrar interesses nacionais com compromissos e normas globais.
• Inovação e adoção de tecnologia: A rápida evolução tecnológica e sua disseminação 
global têm forçado a administração pública a adaptar-se e inovar, adotando novas 
tecnologias para melhorar a eficiência e eficácia dos serviços públicos.
A globalização, apesar de seus inúmeros benefícios, trouxe consigo diversos riscos 
para a administração pública. A crescente interdependência entre os países ampliou 
a exposição a crises financeiras e econômicas externas, tornando os governos mais 
vulneráveis a choques globais. 
Além disso, a pressão da competição internacional tem levado à flexibilização de 
regulamentações, o que pode comprometer padrões locais em áreas como meio 
ambiente, trabalho e segurança. 
A globalização também intensificou desafios regulatórios, com a movimentação acelerada 
de capital, bens e serviços transcendendo fronteiras, complicando a fiscalização e a 
cobrança de tributos. Por fim, a difusão rápida de informações e a influência de normas 
e valores globais podem gerar tensões culturais e sociais, desafiando a administração 
pública a equilibrar as demandas locais com as expectativas globais.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Processos e tecnologias na administração pública Capitulo 1
Seguimos com a definição de mundialização. Para tanto, adotaremos o conceito de 
Chesnais (1996) apud Teixeira et. al (2015), que retrata o fenômeno identificado a partir 
dos anos 80 como sendo um novo perfil do capitalismo mundial em todas as suas 
adjacências, ou seja, comando, desempenho e regulação (TEIXEIRA et. al, 2015).
Ainda, complementando Catani et. al, reforça a definição de Chesnais destacando na 
mundialização a marca do acúmulo de capital recorrente da integração internacional dos 
mercados, das políticas neoliberais de liberalização, desregulamentação, privatização, 
desmantelamento das conquistas sociais e democráticas, do desenvolvimento 
financeiro, das novas tecnologias da informação e da comunicação (TEIXEIRA et. al, 
2015).
 
A tecnologia da informação e sua presença nos demais cenários da ad-
ministração pública
Podemos entender a tecnologia como um complexo de conhecimentos práticos e 
teóricos, que considera, além de instrumentos físicos, também experiências de gestão, 
sejam elas com resultados bons ou ruins. 
FIGURA 3
Mundialização e 
Informação.
FONTE
Freepik
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Processos e tecnologias na administração pública Capitulo 1
As palavras inovação e tecnologia foram adicionadas aos processos da administração 
pública desde a década de 50. 
Os estudiosos da inovação a percebiam como um processo composto de fases 
previsíveis, desde a elaboração até a implementação e generalização. (MESSINA, 2001 
apud FERREIRA et. al, 2015).
Então, é com a definição de que a inovação estava relacionada à educação, à formação 
do profissional e às formas de realização do trabalho que começa a perseverar a crença 
FIGURA 4
Mundialização e 
Informação.
FONTE
Freepik
Se por um lado os equipamentos são artefatos tecnológicos visíveis, por outro, temos a 
técnica, a competência e a expertise do agente que a opera (CORAZZA e FRACALANZA, 
2004 apud FERREIRA et. al, 2015).
Dosi (2006) define tecnologia como um conjunto de conhecimentos (práticos e teóricos), 
know-how, métodos, procedimentos, experiências de sucesso e fracassos, bens físicos 
e equipamentos concebidos para o alcance de um determinado fim (FERREIRA Jr. et. al, 
2015).
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Processos e tecnologias na administração pública Capitulo 1
de que os avanços da ciência e da tecnologia determinariam o desenvolvimento 
econômico, social e cultural. 
Diante dessa percepção, o aprimoramento científico e tecnológico deveria consistir em 
benefícios e valorização onde quer que fosse empregado, no indivíduo, num produto ou 
no antigo processo. (GOMEZ, 2007, apud FERREIRA JR. et. al, 2015).
Em campo aberto, a gestão e administração pública hoje precisam relacionar-se e 
principalmente fazer uso de recursos como: Redes sociais, computação em nuvem, 
e-Commerce, Teleconferências via Web, Eletromedicina, virtualização do Desktop, TIC 
no mercado de capitais, TIC no sistema de ensino público e privado, entre outras, para 
que a máquina pública incorpore, transite e redirecione essas ferramentas a favor da 
qualidade de entrega de seus serviços à sociedade.
Pensando nisso, é parte essencial dessa incorporação, a efetiva formação de pessoas 
capazes de operacionalizar seus processos. Obviamente num sistema privado, todas 
estas inovações são suportadas mais facilmente por sofisticadas redes. 
Mas essa não é a realidade dos sistemas operacionais da máquina pública brasileira. 
Empresas e organizações em todo o mundo (principalmente no Brasil) estão 
experimentando uma aguda escassez de profissionais e gerentes qualificados em TIC 
para liderar equipes para desenhar, projetar, instalar, gerenciar e/ou manter estas redes.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Processos e tecnologias na administração pública Capitulo 1
Constata-se da escassez de gerentes de vendas de empresas de TIC, de Help Desk ou 
de Call Center, com conhecimentos apropriados sobre suporte, soluções, equipamentos 
e serviços para essas redes.
É preciso, não só que a administração adote sistemas de Gestão e Tecnologia da 
Informação, mas que também incentivem as instituições educacionais a formar 
profissionais com características a desenvolver a capacidade competitiva com visão 
holística do processo administrativo integrado, dotar o indivíduo de ferramentas para 
tomada de decisões (a tão cobrada: proatividade), qualificar profissionais para atuarem 
em organizações, no sentido de contemplarem a relação multidisciplinar, proporcionar 
fundamentação epistemológica de análise dando relevo à crítica acerca das práticas 
que se desenvolvem no contexto das organizações e introduzir a prática de pesquisa 
nas áreas de atuação dos profissionais.
FIGURA 5
Escassez de mão de obra especializada: 
Preocupação para Área de TI.
FONTE
Freepik
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Processos e tecnologias na administração pública Capitulo 1
Resumindo
Revisitando os conceitos vistos, temos que a mundialização um 
fenômeno de maior ascendência no âmbito econômico e regional, 
com incidência no capital fictício. Já a globalização é um fenômeno 
mais abrangente, em que podemos observar seus efeitos não só na 
perspectiva econômica, mas também social, política, cultural e religiosa. 
Vimos que é com a definição de que a inovação estava relacionada 
à educação, à formação do profissional e às formas de realização do 
trabalho que começa a perseverar a crença de que os avanços da 
ciência e da tecnologia determinariam o desenvolvimento econômico, 
sociale cultural.
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@faculdadelibano_
2
Modernização da 
máquina pública 
versus burocracia
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Capitulo 2
Modernização da máquina 
pública versus burocracia
A modernização da máquina pública é uma necessidade intrínseca ao progresso da 
sociedade. À medida que o mundo evolui, com novas tecnologias e demandas sociais, os 
governos precisam adaptar-se para atender às expectativas crescentes dos cidadãos 
e garantir uma gestão eficiente e transparente.
A tecnologia tem desempenhado um papel fundamental na transformação das 
administrações públicas. Sistemas informatizados e plataformas digitais estão sendo 
implementados em diversos setores, desde a gestão de documentos até a prestação 
de serviços ao cidadão. 
Portais de transparência, por exemplo, permitem que qualquer pessoa acesse 
informações sobre orçamentos, licitações, despesas e receitas do governo, promovendo 
o controle e combatendo a corrupção.
Objetivos
Neste capítulo você verá que a evolução tecnológica que acontece 
gradativamente e influencia direta e indiretamente, positiva e 
negativamente as empresas públicas e privadas, podem determinar o 
nível de sustentação econômica e a manutenção da concorrência na 
prestação de serviços à sociedade.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Modernização da máquina pública versus burocracia Capitulo 2
Além da digitalização, a modernização envolve a revisão de processos. Burocracias 
antiquadas e redundantes são identificadas e eliminadas, facilitando o acesso do 
cidadão aos serviços públicos e tornando a gestão mais ágil. 
A simplificação de processos, muitas vezes acompanhada de desregulamentação, 
também pode incentivar investimentos e fomentar a atividade econômica.
Outro pilar fundamental é a capacitação dos servidores públicos. Não basta apenas 
implementar novas ferramentas e processos; é essencial que os funcionários estejam 
devidamente preparados para operá-los. Isso demanda um investimento contínuo em 
treinamentos, workshops e cursos de atualização.
A modernização também abrange a reavaliação das políticas públicas. Baseado em 
evidências e dados, o governo pode repensar e ajustar programas e iniciativas para 
garantir que eles atendam efetivamente às necessidades da população e alcancem os 
resultados desejados.
A participação cidadã é um aspecto crucial da modernização. Em uma era de informação 
e conectividade, os cidadãos desejam ter voz ativa nas decisões que impactam suas 
vidas. Mecanismos de consulta pública, fóruns de discussão e plataformas de feedback 
são instrumentos valiosos para incorporar a perspectiva do público na formulação e 
execução de políticas.
Nota
O Brasil seguindo as novas tendências também tem investido em 
desenvolver e oferecer mais informação e transparência para a atuação 
da administração pública. Conheça o portal transparência. Disponível 
abaixo.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Modernização da máquina pública versus burocracia Capitulo 2
A modernização da máquina pública é um processo contínuo e abrangente, que visa 
tornar o governo mais responsivo, eficiente e transparente. 
Em um mundo em constante mudança, é imperativo que as instituições públicas 
evoluam para atender adequadamente às demandas da sociedade e contribuir para o 
desenvolvimento sustentável do país.
Para que seja possível sobreviver a esse elemento, é preciso se cercar de estratégias 
e inteligência (organizacional e operacional). Oliveira (2014), define essa ação como 
inteligência estratégica ou administrativa:
Que é o processo sistemático e sintomático, de identificação, coleta, processamento 
e análise de conhecimentos e de informações, por meios legais e éticos, que 
impactam, positiva e diferencialmente os negócios, os produtos e serviços de uma 
empresa pública e seu modelo de administração. (OLIVEIRA, 2014, pág. 70)
O autor apresenta um quadro que representa, não só a tecnologia, mas outros fatores 
tão importantes que influenciam, engessam, burocratizam e conferem esforços para 
manutenção da gestão eficiente da máquina pública. Observe:
FIGURA 6
Ambiente da 
instituição 
pública.
FONTE
Oliveira (2014. 
Pág. 71).
24
Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Modernização da máquina pública versus burocracia Capitulo 2
Quesitos legais e trajetória da modernização da administração 
pública no Brasil
Com base na Constituição Federal de 1988 art. 39, § 7º Lei da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios será disciplinada a aplicação de recursos 
orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão, 
autarquia e fundação, para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade 
e produtividade, treinamento e desenvolvimento, modernização, reaparelhamento e 
racionalização do serviço público, inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de 
produtividade (BRASIL, 2010).
Em muitos países, a necessidade de tornar a administração pública mais eficiente, 
transparente e responsiva às demandas dos cidadãos levou à formulação de legislações 
específicas para orientar e implementar a modernização. 
Essas legislações visam criar um arcabouço legal que facilite as reformas administrativas 
e garanta que as mudanças ocorram de maneira estruturada e duradoura.
Em muitos contextos nacionais, foram criadas leis específicas para a implantação e 
uso de tecnologias de informação e comunicação no setor público. Estas podem tratar 
desde a digitalização de serviços, passando pela segurança de dados até a promoção 
do acesso à informação. 
A ideia é garantir que as tecnologias sejam usadas para facilitar a vida do cidadão e 
tornar a administração mais eficiente.
As leis de acesso a informação são fundamentais para promover a transparência. Ao 
estabelecer diretrizes claras sobre quais informações devem ser públicas e como podem 
ser acessadas, essas leis incentivam o controle e permitem que os cidadãos monitorem 
e avaliem a atuação do governo.
Em busca de agilizar processos, muitos países têm revisado e modificado procedimentos 
burocráticos, simplificando ou até mesmo eliminando etapas redundantes. Isso pode 
envolver desde a criação de um ambiente mais amigável para negócios até a facilitação 
de processos para os cidadãos, como a obtenção de documentos.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Modernização da máquina pública versus burocracia Capitulo 2
Engajar os cidadãos no processo decisório é fundamental para uma administração 
moderna e democrática. 
Algumas legislações focam em garantir e formalizar mecanismos de consulta e 
participação pública, seja através de audiências, consultas online ou conselhos 
participativos.
Além das leis voltadas à tecnologia e transparência, muitos países têm legislações que 
tratam da própria estrutura e funcionamento da máquina pública, abordando temas 
como carreiras, avaliação de desempenho, contratações e compras públicas.
FIGURA 7
Contratações
FONTE
Freepik
Reconhecendo a importância de estar à frente em inovação, algumas legislações 
incentivam a adoção de novas tecnologias e práticas inovadoras no setor público, seja 
através de incentivos fiscais, parcerias público-privadas ou incubadoras de soluções 
tecnológicas.
A legislação, nesse contexto, desempenha um papel crucial ao definir o escopo, as 
diretrizes e os limites para a modernização da administração pública. 
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Modernização da máquina pública versus burocracia Capitulo 2
No entanto, é essencial que essa legislação seja flexível o suficiente para se adaptar às 
mudanças rápidas do cenário global e às inovações tecnológicas, garantindo que o 
setor público permaneça relevante, eficiente e alinhado às necessidades e expectativas 
dos cidadãos.
O Brasil não diferente dos demais países tem buscado criar um arcabouço legal para a 
desburocratização e modernizaçãoda administração pública, dentre as leis promulgadas 
nesse sentido está a lei nº 13.726/2018), também chamada da lei de Desburocratização.
Lei nº13.726/2018
A Lei nº 13.726, sancionada em 8 de outubro de 2018, foi instituída no Brasil com o intuito 
de racionalizar atos e procedimentos administrativos dos órgãos e das entidades da 
administração pública direta, autárquica e fundacional dos Poderes da União, Estados, 
Distrito Federal e Municípios. 
Em essência, essa lei visa simplificar processos, eliminando exigências burocráticas 
consideradas desnecessárias ou ultrapassadas e tornando a relação entre cidadão e 
poder público mais fluida e eficiente.
Os principais pontos abordados pela lei incluem:
• Proíbe a exigência de reconhecimento de firma, autenticação de cópia de documento, 
apresentação de título de eleitor (exceto para votar ou registrar-se como eleitor) e 
apresentação de certidão de nascimento, que pode ser substituída por cédula de 
identidade, carteira de trabalho ou carteira nacional de habilitação.
• Veda a exigência de prova de quitação com as eleições ou com o serviço militar se 
o cidadão estiver em exercício de seus direitos políticos.
• O governo não pode recusar atestados de saúde ou de vida se estiverem dentro 
dos padrões legais e regulamentares. Atestado de vida para aposentados pode ser 
realizada pelo órgão pagador, por meio de prova de vida realizada eletronicamente.
• Determina que as repartições públicas disponibilizem aos cidadãos formulários, 
instruções e instrumentos necessários ao reconhecimento de direitos ou à obtenção 
de certidões, documentos ou informações.
• Veda a exigência de certidões ou documentos previstos em lei para comprovação 
de regularidade fiscal, quando a administração pública puder obter a informação 
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Modernização da máquina pública versus burocracia Capitulo 2
diretamente em sistema eletrônico.
• Os órgãos públicos não podem rejeitar documentos por falhas que não 
comprometam sua essencialidade, devendo permitir a correção ou a ratificação 
do documento no momento do atendimento.
A Lei nº 13.726/2018 é parte de um movimento mais amplo de reforma administrativa no 
Brasil, visando descomplicar processos, otimizar o atendimento ao público e promover 
maior eficiência na máquina pública. 
Ao eliminar procedimentos burocráticos desnecessários, a expectativa é que haja uma 
relação mais direta e produtiva entre o cidadão e a administração pública, reduzindo 
custos e tempo despendidos em processos muitas vezes morosos e redundantes.
Passemos então a um resgate histórico sobre os processos de mudanças e tentativas 
de modernização (algumas positivas outras nem tanto). Observe:
Acesse
Para conhecer a 13726/2018 lei na íntegra, acesse o link a seguir:
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Modernização da máquina pública versus burocracia Capitulo 2
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Modernização da máquina pública versus burocracia Capitulo 2
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na administração pública
Modernização da máquina pública versus burocracia Capitulo 2
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Modernização da máquina pública versus burocracia Capitulo 2
TABELA 1
Trajetória da modernização da administração pública no Brasil
FONTE
Adaptado do documento: Administração Pública - O Processo De Modernização 
Da Administração Pública
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Modernização da máquina pública versus burocracia Capitulo 2
Importante entender que modernizar a máquina pública não é uma opção futurista ou 
visionária do agente público e sim, uma obrigação prevista na Constituição Federal de 
1988.
O Decreto Lei 200/1967
Constituindo um marco na busca de superar a rigidez da burocracia. O Decreto-Lei Nº 
200, de 25 de fevereiro de 1967, dispõe sobre a organização da Administração Federal, 
estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. 
Também considerado como o primeiro contato da Administração Pública brasileira com 
o gerencialismo por meio do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (PDRAE).
O Decreto-Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967, é um marco regulatório na administração 
pública federal brasileira. 
Sua aprovação e implementação representam um dos esforços mais significativos na 
história do país para modernizar e reorganizar a estrutura do poder executivo federal. 
Os principais pontos e objetivos deste decreto-lei incluem:
• Descentralização: O decreto promoveu a descentralização da administração federal, 
conferindo mais autonomia às entidades da administração indireta (autarquias, 
fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista).
• Planejamento: O texto legal ressaltou a importância do planejamento na administração 
federal, estabelecendo diretrizes e metas a serem seguidas pelos órgãos e entidades.
• Autonomia de Gestão: A norma concedeu às entidades da administração indireta 
maior liberdade de gestão administrativa, financeira e técnica, permitindo uma 
gestão mais dinâmica e adaptável às necessidades específicas de cada entidade.
• Coordenação: Mesmo com a descentralização, o decreto-lei estabeleceu a 
necessidade de coordenação entre os diversos órgãos e entidades, assegurando 
que todos trabalhassem de maneira alinhada e harmoniosa.
• Controle: Enquanto o decreto-lei promoveu a descentralização e a autonomia, ele 
também enfatizou a importância do controle administrativo, visando garantir a 
eficiência e a responsabilidade na gestão dos recursos e atividades públicas.
• Simplificação: O texto incentivava a simplificação de procedimentos e estruturas, 
34
Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Modernização da máquina pública versus burocracia Capitulo 2
eliminando formalidades desnecessárias e buscando tornar a administração mais 
ágil e eficaz.
• Modernização: O decreto-lei abriu espaço para a modernização da administração 
pública, promovendo a adoção de novos métodos e técnicas administrativas.
• Estabilidade e Eficiência: Uma das finalidades do decreto era combinar os princípios de 
estabilidade e eficiência, garantindo que os servidores públicos fossem selecionados 
por mérito, capacitados adequadamente e avaliados com base em seu desempenho.
O Decreto-Lei nº 200/1967 foi uma resposta às demandas crescentes por uma 
administração pública mais eficiente e moderna no Brasil durante a década de 1960. 
Sua aprovação refletiu a busca por uma administração menos centralizada e mais 
adaptável às demandas e desafios do período. Ainda hoje, muitos de seus princípios e 
diretrizes são referência quando se discute a organização e a eficiência da administração 
pública no Brasil.
Artigo 5º. Para os fins desta lei, considera-se:
I. Autarquia - o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, 
patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração 
Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa 
e financeira descentralizada.
II. Empresa Pública - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito 
privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criado por lei para 
a exploração de atividade econômica que o Governo seja levado a exercer por 
força de contingência ou de conveniência administrativa podendo revestir-se 
de qualquer das formas admitidas em direito. (Redação dada pelo Decreto-Lei 
nº 900, de 1969)
III. Sociedade de Economia Mista - a entidade dotada de personalidade jurídica 
de direito privado, criada por lei para a exploração de atividade econômica, 
sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam 
em sua maioria à União ou a entidade daAdministração Indireta. (Redação 
dada pelo Decreto-Lei nº 900, de 1969)
IV. Fundação Pública - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito 
privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, 
para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos 
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Modernização da máquina pública versus burocracia Capitulo 2
ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio 
próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção e funcionamento custeado 
por recursos da União e de outras fontes. (Incluído pela Lei nº 7.596, de 1987)
§ 1º No caso do inciso III, quando a atividade for submetida a regime de monopólio 
estatal, a maioria acionária caberá apenas à União, em caráter permanente.
§ 2º O Poder Executivo enquadrará as entidades da Administração Indireta 
existentes nas categorias constantes deste artigo.
§ 3º As entidades de que trata o inciso IV deste artigo adquirem personalidade 
jurídica com a inscrição da escritura pública de sua constituição no Registro Civil 
de Pessoas Jurídicas, não se lhes aplicando as demais disposições do Código Civil 
concernentes às fundações. (BRASIL, 2019)
Artigo 10. A execução das atividades da Administração Federal deverá ser amplamente 
descentralizada.
§ 1º A descentralização será posta em prática em três planos principais:
a. Dentro dos quadros da Administração Federal, distinguindo-se claramente o 
nível de direção daquele de execução;
b. Da Administração Federal para a das unidades federadas, quando estejam 
devidamente aparelhadas e mediante convênio;
c. Da Administração Federal para a órbita privada, mediante contratos ou 
concessões.
§ 2° Em cada órgão da Administração Federal, os serviços que compõem a 
estrutura central de direção devem permanecer liberados das rotinas de execução 
e das tarefas de mera formalização de atos administrativos, para que possam 
concentrar-se nas atividades de planejamento, supervisão, coordenação e 
controle.
§ 3º A Administração casuística, assim entendida a decisão de casos individuais, 
compete, em princípio, ao nível de execução, especialmente aos serviços de 
natureza local, que estão em contato com os fatos e com o público.
§ 4º Compete à estrutura central de direção o estabelecimento das normas, 
critérios, programas e princípios, que os serviços responsáveis pela execução são 
obrigados a respeitar na solução dos casos individuais e no desempenho de suas 
atribuições.
§ 5º Ressalvados os casos de manifesta impraticabilidade ou inconveniência, a 
execução de programas federais de caráter nitidamente local deverá ser delegada, 
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Modernização da máquina pública versus burocracia Capitulo 2
no todo ou em parte, mediante convênio, aos órgãos estaduais ou municipais 
incumbidos de serviços correspondentes.
§ 6º Os órgãos federais responsáveis pelos programas conservarão a autoridade 
normativa e exercerão controle e fiscalização indispensáveis sobre a execução 
local, condicionando-se a liberação dos recursos ao fiel cumprimento dos 
programas e convênios.
§ 7º Para melhor desincumbir-se das tarefas de planejamento, coordenação, 
supervisão e controle e com o objetivo de impedir o crescimento desmesurado da 
máquina administrativa, a Administração procurará desobrigar-se da realização 
material de tarefas executivas, recorrendo, sempre que possível, à execução indireta, 
mediante contrato, desde que exista, na área, iniciativa privada suficientemente 
desenvolvida e capacitada a desempenhar os encargos de execução.
§ 8º A aplicação desse critério está condicionada, em qualquer caso, aos ditames 
Resumindo
Neste capítulo você viu um resgate histórico sobre os processos 
de mudanças e tentativas de modernização do aparelho público. 
Compreendeu que a execução das atividades da administração federal 
deverá ser descentralizada nos preceitos da lei. Aprendeu também o 
que vem a ser autarquia, empresa pública, a sociedade de economia 
mista e fundação pública, passando pela legislação que busca superar 
a rigidez da burocracia. O processo de busca pela modernização da 
administração pública vem de longa data e conhecemos algumas das 
leis em vigou para garantir esse processo.
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Os limites da 
política sobre a 
máquina pública
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Capitulo 3
Os limites da política sobre a 
máquina pública
Ao longo da história contemporânea, assistimos a uma reconfiguração das funções e 
responsabilidades do Estado em relação à economia e à sociedade. 
Um dos movimentos mais significativos nesse contexto é a transição do Estado como 
principal fornecedor de serviços para um papel mais regulador e garantidor.
No modelo de Estado Fornecedor, o Estado assume a responsabilidade direta pela 
prestação de uma variedade de serviços à sociedade, como saúde, educação, transporte 
e infraestrutura. 
Isso muitas vezes envolve a propriedade e a operação de empresas e instituições que 
fornecem esses serviços, como hospitais públicos, escolas e sistemas de transporte. 
Esse modelo foi especialmente prevalente no período pós-Segunda Guerra Mundial até 
Objetivos
Compreender que com a Constituição Federal de 1988, por meio 
da Emenda Constitucional nº 19, o Brasil chega ao terceiro modelo 
de Administração Pública gerencial cujo princípio é a eficiência e 
que, de acordo com Sarturi (2013) caracteriza “um Estado não mais 
prioritariamente produtor de bens e serviços, mas regulador da 
economia e da sociedade”. 
Veremos também que mediante as mudanças ocorridas nas estruturas 
organizacionais e o conceito moderno da nova gestão pública onde 
o objetivo é a redução da máquina estatal e a redução de custos, o 
modelo da administração gerencial tornou-se mais adequado ao que 
se espera da prestação de serviços dos órgãos públicos. Mas existem 
limites na sua atuação.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Os limites da política sobre a máquina pública Capitulo 3
os anos 1980, especialmente em muitos países de economia mista ou orientados para 
o bem-estar social.
A transição para o Estado Regulador ocorre quando o Estado começa a se retirar da 
prestação direta de serviços, passando a estabelecer normas, diretrizes e regulamentos 
que as entidades privadas e semi privadas devem seguir. 
Em vez de ser o operador direto, o Estado atua como um supervisor ou regulador, 
garantindo que os padrões sejam atendidos e que os direitos dos cidadãos sejam 
protegidos. 
Já como Estado Garantidor, o papel do Estado é assegurar que todos os cidadãos tenham 
acesso a serviços essenciais, independentemente de sua capacidade de pagamento 
ou status social, por meio de subsídios, vouchers ou outras formas de apoio.
Essa mudança foi impulsionada por várias razões:
• Eficiência Econômica: A percepção de que o setor privado pode, em certos setores, 
operar de forma mais eficiente e inovadora do que o setor público, levando a melhores 
serviços a um custo menor.
• Cargas Fiscais: O desejo de aliviar as cargas fiscais do Estado, transferindo alguns 
dos custos e riscos associados à prestação de serviços para o setor privado.
• Adaptação e Flexibilidade: A transição permitiu uma resposta mais rápida e adaptável 
às mudanças nas demandas e necessidades da sociedade.
• Globalização e Competitividade: Em um mundo globalizado, muitos governos 
buscaram tornar suas economias mais competitivas, abrindo setores anteriormente 
monopolizados pelo Estado para a concorrência internacional.
• Empoderamento do Consumidor: Proporcionar escolha e voz ao consumidor, 
permitindo-lhes selecionar entre diferentes provedores de serviços.
A transição também trouxe desafios. A regulação inadequada pode levar a falhas de 
mercado, como monopólios ou cartéis. Além disso, há a preocupação de que serviços 
essenciais possamse tornar inacessíveis para os mais vulneráveis se não forem 
adequadamente subsidiados ou apoiados. 
Essa transição reflete uma mudança na visão sobre o papel do Estado na economia e 
na sociedade. Embora esse modelo traga muitos benefícios potenciais em termos de 
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Os limites da política sobre a máquina pública Capitulo 3
Direitos sociais fundamentais
A Administração Pública, em sua essência, é o aparato através do qual o Estado executa 
suas políticas, serviços e ações, atuando como interface direta entre o poder público e 
a sociedade. 
Em um Estado Democrático de Direito, a Administração Pública não atua apenas como 
um executor de tarefas, mas também como um guardião e promotor dos direitos 
fundamentais dos cidadãos.
Os direitos fundamentais são aqueles inerentes à condição humana, indispensáveis 
para uma existência digna e para a plena realização do indivíduo na sociedade. Eles 
FIGURA 8
Direitos fundamentais.
FONTE
Freepik
eficiência, flexibilidade e escolha, também requer uma regulamentação e supervisão 
cuidadosas para garantir que os direitos e necessidades de todos os cidadãos sejam 
atendidos.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Os limites da política sobre a máquina pública Capitulo 3
estão geralmente inscritos nas constituições nacionais e em tratados internacionais de 
direitos humanos e incluem direitos civis, políticos, sociais, econômicos e culturais.
A Administração Pública tem o dever primordial de promover e proteger os direitos 
fundamentais. Isso implica em criar e manter serviços que garantam a saúde, educação, 
segurança e bem-estar dos cidadãos. 
Os direitos fundamentais atuam como limitadores do poder estatal. Isso significa que, 
em suas ações, a Administração Pública deve sempre respeitar e proteger os direitos 
dos cidadãos, evitando qualquer forma de abuso ou arbitrariedade.
Muitos direitos fundamentais exigem uma ação proativa do Estado. Por exemplo, o direito 
à educação requer a criação e manutenção de escolas e instituições de ensino. Assim, a 
Administração Pública deve não apenas se abster de violar direitos, mas também atuar 
positivamente para realizá-los.
Para garantir que os direitos fundamentais sejam respeitados, a Administração Pública 
deve operar de maneira transparente e ser responsabilizada por suas ações. Isso 
implica em prestar contas à sociedade e ser submetida a mecanismos de controle e 
fiscalização. 
A garantia dos direitos fundamentais é potencializada quando os cidadãos têm canais 
para participar das decisões administrativas, seja através de consultas públicas, 
audiências ou outros mecanismos de participação.
A relação entre Administração Pública e direitos fundamentais não está isenta de tensões. 
Em situações de escassez de recursos, a administração pode enfrentar dificuldades em 
garantir plenamente todos os direitos. Além disso, situações de emergência, como crises 
econômicas ou pandemias, podem colocar em debate a primazia de certos direitos em 
detrimento de outros.
A Administração Pública, em sua atuação, deve sempre ter os direitos fundamentais como 
bússola orientadora. O respeito, promoção e garantia desses direitos são indicativos de 
uma administração comprometida com a dignidade, liberdade e bem-estar de seus 
cidadãos. 
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Os limites da política sobre a máquina pública Capitulo 3
Os artigos 5º ao 17 da Constituição Federal estipulam quais são os direitos fundamentais 
e garantias que o indivíduo brasileiro e a sociedade desfrutam de forma contínua. Os 
direitos e garantias fundamentais estão divididos na Constituição Federal por temas 
específicos. 
São eles: direitos individuais e coletivos (artigo 5º da CF), direitos sociais (do artigo 6º 
ao artigo 11 da CF), direitos de nacionalidade (artigos 12 e 13 da CF) e direitos políticos 
(artigos 14 ao 17 da CF).
São categorizados da seguinte maneira:
Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos (artigo 5º):
• Igualdade perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.
• Direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
• Direito de resposta e direito ao habeas corpus e habeas data.
• Liberdade de expressão, de atividade intelectual, artística, científica e de comunicação.
Saiba Mais
Para aprofundar o estudo acerca dos Direitos fundamentais, leia o artigo 
“Direito e garantias fundamentais: conceito e característica”. Disponível 
abaixo.
Afinal, em um Estado Democrático de Direito, a verdadeira finalidade da máquina pública 
é servir ao cidadão e garantir a concretização de seus direitos mais básicos e essenciais.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Os limites da política sobre a máquina pública Capitulo 3
• Liberdade de consciência, de crença e de exercer cultos religiosos.
• Inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas.
• Inviolabilidade do lar e sigilo de correspondência e das comunicações.
• Direito de propriedade e função social da propriedade.
• Direito de herança.
• Livre associação profissional ou sindical, entre outros.
Dos Direitos Sociais (artigo 6º ao 11):
• Direito à educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, lazer, segurança, 
previdência social, proteção à maternidade e à infância e assistência aos 
desamparados.
• Direito de greve.
• Direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, como jornada de trabalho de 8 horas, 
salário mínimo, férias remuneradas, 13º salário, entre outros.
Da Nacionalidade (artigo 12 e 13):
• Estabelece quem são os brasileiros natos e naturalizados e quais são seus direitos e 
restrições.
• Direito ao uso da língua portuguesa como língua oficial da República Federativa do 
Brasil.
Dos Direitos Políticos (artigo 14 ao 16):
 
• Garante o direito ao voto, a participação política e os mecanismos de soberania 
popular.
Dos Partidos Políticos (artigo 17):
‘
• Garante a liberdade de criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Os limites da política sobre a máquina pública Capitulo 3
O reconhecimento e a proteção desses direitos na Constituição Federal de 1988 refletem 
uma resposta às graves violações de direitos humanos que ocorreram durante o período 
da ditadura militar no Brasil.
A Emenda Constitucional nº 90, de 2015 dá nova redação ao art. 6º da Constituição 
Federal de 1988 introduzindo o transporte como direito social. 
As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do art. 60 da 
Constituição Federal de 1988, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:
Artigo único: 
O art. 6º da Constituição Federal de 1988 passa a vigorar com a seguinte redação:
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, 
o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e 
à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (BRASIL, 
2010, pág. 387)
FIGURA 9
Direito a educação.
FONTE
Freepik
Os direitos fundamentais não se limitam apenas ao Título II. Ao longo da Constituição, 
outros direitos, como os direitos dos índios (artigos 231 e 232) e os direitos relacionados 
ao meio ambiente (artigo 225) tratados.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Os limites da política sobre a máquina pública Capitulo 3
Assim, é preciso reconhecer que:
Evidentemente, como a Constituição brasileira é indubitavelmente programática 
- traça planos, diretrizes e metas – a seus destinatários. Em larga medida, o 
fundamento da própria política pública está desenhada no texto constitucional, 
o que gera, em muitos casos, a justiciabilidade desses direitos ... É dizer, a 
Constituição é em importante elemento de referência e validade para o 
desenvolvimento de inúmeras políticas públicas nos diversos segmentos e 
atividades por ela regulados,traçando em maior ou menor grau, os próprios 
elementos da política pública que devem ser desenvolvidos e concretizados. 
(FIGUEIREDO, 2008, pág. 16)
Parâmetro para o controle judicial das políticas públicas
Políticas públicas podem ser compreendidas como um conjunto de ações, estratégias e 
diretrizes definidas pelo Estado, com o objetivo de atender às necessidades e aspirações 
da população em diversas áreas, como educação, saúde, transporte, habitação, meio 
ambiente, dentre outras. 
Originadas do processo democrático, essas políticas são ferramentas fundamentais na 
transformação social, econômica e política de uma nação, refletindo a capacidade do 
Estado em responder de forma efetiva aos desafios e demandas da sociedade.
 
A formulação de políticas públicas geralmente passa por etapas que incluem 
a identificação de problemas ou necessidades, a elaboração de propostas, a 
implementação das ações propostas e a posterior avaliação dos resultados. 
Este processo requer a interação entre diferentes atores, como gestores públicos, 
especialistas, representantes da sociedade civil e, em muitos casos, organismos 
internacionais. 
A participação cidadã é um elemento chave na formulação de políticas públicas 
eficientes e eficazes. Por meio de mecanismos de participação, como audiências 
públicas, conselhos participativos e consultas públicas, os cidadãos têm a oportunidade 
de influenciar decisões, priorizar demandas e fiscalizar a aplicação dos recursos.1
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Os limites da política sobre a máquina pública Capitulo 3
No entanto, para que as políticas públicas alcancem seus objetivos, é fundamental que 
sejam baseadas em evidências, informações precisas e análises técnicas. Além disso, 
devem ser adaptáveis, uma vez que as necessidades sociais são dinâmicas e podem se 
alterar conforme o contexto socioeconômico e cultural.
As políticas públicas são reflexos das escolhas e prioridades de uma sociedade, 
mediadas pela ação estatal. Elas são instrumentos essenciais na promoção da justiça 
social, equidade e desenvolvimento sustentável, moldando o presente e definindo o 
futuro de uma nação. 
Seu entendimento é fundamental para qualquer cidadão que deseje compreender e 
participar ativamente da construção e aprimoramento da vida coletiva em seu país.
O controle judicial das políticas públicas refere-se à capacidade do Poder Judiciário 
de intervir e analisar as ações e omissões dos demais poderes estatais, especialmente 
o Executivo e Legislativo, quando estes implementam ou se abstêm de implementar 
políticas públicas. Esse controle tem como principal finalidade assegurar que os direitos 
fundamentais dos cidadãos sejam respeitados e efetivados. 
O controle das políticas públicas pode ocorrer por diversas razões como:
1. A Constituição estabelece um conjunto de direitos e garantias que os cidadãos 
possuem. Se uma política pública violar esses direitos ou se a ausência de uma 
política resultar na violação destes, o Poder Judiciário pode ser acionado para 
corrigir essa situação.
2. Em muitos casos, o Judiciário atua de maneira subsidiária, intervindo quando os 
outros poderes falham em cumprir seus deveres ou quando agem de forma 
abusiva.
3. Muitas vezes, as políticas públicas são discutidas sob o prisma da disponibilidade 
orçamentária. Contudo, o Judiciário pode intervir para garantir que a alegada falta 
de recursos não seja um obstáculo na concretização de direitos essenciais.
O controle das políticas públicas pode trazer desafios de diferentes naturezas, vejamos:
• O controle judicial pode gerar tensões entre o Judiciário e os demais poderes, 
especialmente quando o primeiro determina a alteração ou implementação de uma 
política pública.
• Políticas públicas frequentemente envolvem questões técnicas e avaliações 
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Os limites da política sobre a máquina pública Capitulo 3
especializadas. O Poder Judiciário pode não ter a expertise necessária para avaliar 
todas as nuances de determinada política.
A linha entre a proteção de direitos fundamentais e o ativismo judicial pode ser tênue. 
Há um debate constante sobre até que ponto o Judiciário deve intervir nas políticas 
públicas sem usurpar as funções dos demais poderes. 
O controle judicial das políticas públicas é uma ferramenta essencial para garantir que 
os direitos dos cidadãos sejam protegidos e efetivados. 
Entretanto, esse controle deve ser exercido com cautela, equilíbrio e respeito às 
competências dos demais poderes. O desafio está em encontrar o ponto de equilíbrio 
onde os direitos fundamentais sejam resguardados sem que haja uma superposição 
desmedida do Judiciário sobre as funções dos outros poderes.
EXEMPLO: 
O Sistema Único de Saúde (SUS), no final dos anos 1980, em meio à redemocratização 
brasileira, houve uma forte demanda por reformas em várias áreas, incluindo a saúde. A 
Constituição de 1988 estabeleceu a saúde como um direito de todos e dever do Estado, 
dando origem à criação do SUS. Essa medida tinha como objetivos: Universalização 
do acesso à saúde, integralidade da assistência, descentralização da gestão e a 
participação da população. 
O SUS representa uma das maiores políticas públicas de saúde do mundo, atendendo 
milhões de brasileiros diariamente. Ao longo dos anos, o sistema foi responsável por 
várias campanhas de vacinação, programas de prevenção de doenças, tratamentos 
especializados, transplantes, entre outros.
Ferreira, 2012 em seu artigo “Políticas Públicas e Limites ao Poder Discricionário - Análise 
Da STA-AGR 175” traz com propriedade em seu artigo a conjugação de três fatores de 
inferência:
I. Sendo apolítica pública um dos meios eficazes para a adjudicação dos direitos 
fundamentais, notadamente os de índole social.
II. Sendo a margem de discricionariedade diminuída em detrimento dos objetivos a 
serem alcançados insculpidos na Constituição
III. Não podendo o Poder Judiciário eximir-se de apreciar lesão ou ameaça a direito, 
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Os limites da política sobre a máquina pública Capitulo 3
Os Limites constitucionais
 
As reformas constitucionais são mecanismos essenciais para atualizar e adaptar a 
Carta Magna às transformações sociais, políticas e econômicas que ocorrem ao longo 
do tempo. 
FIGURA 10
Poder Judiciário e a 
Gestão Pública.
FONTE
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parece restar clara a possibilidade de controle das políticas públicas por parte do 
Judiciário.
Ainda, o autor traz reflexões que destacam o quão profundo é o tema das limitações de 
atuação do Poder Judiciário que tem uma atribuição constitucional residual em matéria 
de políticas públicas. Isto significa que a jurisdição não pode intervir indistintamente nas 
políticas públicas desenvolvidas pelos demais poderes. 
Somente no caso de omissão ou de contrariedade com os núcleos constitucionais de 
irradiação e sempre de forma a respeitar a proporcionalidade é que o Poder Judiciário 
intervém nas políticas públicas (FERREIRA apud CANELA JR., 2011, pág. 148).
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Os limites da política sobre a máquina pública Capitulo 3
No entanto, tais reformas não são absolutas e encontram limitações intrínsecas. Em 
muitos ordenamentos jurídicos, as Constituições estabelecem cláusulas pétreas, que 
são disposições consideradas fundamentais e, por isso, imunes a modificações. 
Essas cláusulas funcionam como baluartes de valores e princípios que a sociedade, em 
determinado momento histórico, entendeu como essenciais e indeléveis. Deste modo, 
mesmo que uma proposta de emenda à Constituição obtenha aprovação parlamentar, 
se esta afrontar uma cláusula pétrea, poderá ser considerada inconstitucional. 
Esse mecanismo busca preservar a essência e a estabilidade constitucional, protegendo-a 
de alterações que possam comprometer os pilares fundamentais do Estado de Direito.Muito se tem falado sobre ações, projetos e propostas da Reforma Constitucional. 
Entretanto, a liberdade de mudança é limitada pela própria Constituição Original, 
conforme destaca Ferreira apud Canela Jr. (2011) “a reforma constitucional deve ser 
elaborada dentro de parâmetros previamente estipulados, são os denominados limites”.
Esses limites transitam desde onde pode avançar as alterações e suas disposições ao 
quanto aos limites estão enumeradas no texto constitucional blindando a continuidade 
dos valores eleitos como imutáveis pelo seu documento original (FERREIRA apud CANELA 
JR., 2011).
Bonavides (2004, pág.198) caracteriza as limitações em três aspectos:
a. Limites temporais.
b. Limites circunstanciais.
c. Limites materiais.
A SUBSEÇÃO II – Da Emenda à Constituição, traz:
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
I. De um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do 
Senado Federal;
II. Do Presidente da República;
III. De mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, 
manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.
§ 1o A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, 
de estado de defesa ou de estado de sítio.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Os limites da política sobre a máquina pública Capitulo 3
§ 2o A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, 
em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos 
votos dos respectivos membros.
§ 3o A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos 
Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.
§ 4o Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I–a forma federativa de Estado;
II–o voto direto, secreto, universal e periódico;
III–a separação dos Poderes;
IV–os direitos e garantias individuais.
§ 5o A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por 
prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. 
(BRASIL, 2019, pág.51-52)
FIGURA 11
Constituição blindada.
FONTE
Wikimedia Commons.
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Os limites da política sobre a máquina pública Capitulo 3
Resumindo
Você viu que não cabe ao Poder Judiciário limitar ou ditar a atuação das 
políticas públicas e sim atuar quando esse deixa de cumprir seu papel 
ou o faz de forma alheia à lei e às garantias essenciais constituídas à 
sociedade. Aprendeu quais as limitações de atuação do Poder Judiciário 
e como a Constituição pode ser emendada, muito embora a liberdade 
de mudança seja limitada pela própria constituição original.
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@faculdadelibano_
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Ética na 
administração 
pública
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Processos, tecnologias e políticas 
na administração pública
Capitulo 4
Ética na administração 
pública
Uma nova tendência vem crescendo a cada ano e hoje é quase que uma realidade. 
Estamos falando das exigências do cidadão, que não recaem apenas na procura por 
produtos ou serviços de qualidade, mas também, se as empresas que os fornecem são 
éticas e se atuam com responsabilidade social e ambiental. 
Em outras palavras, na hora da compra, além da relação custo/benefício o consumidor 
também presta atenção se a empresa tem uma atuação positiva na comunidade 
em que está inserida. Sabemos que uma das questões mais “quentes” atualmente é o 
controle social sobre a agressão ao meio ambiente.
Os altos custos ambientais, por exemplo, pela ameaça que representam à população e 
ao planeta, estão colocando as empresas devastadoras numa posição muito delicada. 
Afinal, os interesses desse tipo de empresa (seja de caráter público ou privado) entram 
em conflito direto com os interesses da coletividade.
Objetivos
Neste capítulo você conhecerá como a competitividade extrema e 
desregulada afeta o ambiente econômico, político e comercial. Como 
mesmo em um cenário de inovações, colaboração e integração, muitas 
empresas privadas e órgãos públicos ainda acreditam que devem ter 
como objetivo o lucro a qualquer custo, principalmente se puderem ser 
conseguidos com o prejuízo da concorrência e até mesmo dos clientes. 
Veremos o papel da ética na atuação da administração pública. Mesmo 
em um ambiente competitivo como o econômico, as considerações 
éticas não podem perder sua relevância. Você verá que cada vez mais 
há uma procura por um atendimento de qualidade frente às demandas 
do cidadão e proteção ao meio ambiente.
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Ética na administração pública Capitulo 4
A ética na administração pública desempenha um papel fundamental na garantia 
da integridade, responsabilidade e transparência dos órgãos governamentais e seus 
agentes.
Trata-se de um conjunto de princípios e valores que orientam as ações dos servidores 
públicos no exercício de suas funções, buscando assegurar o bem comum, a 
imparcialidade nas decisões, a prestação de serviços de qualidade à sociedade e a 
utilização adequada dos recursos públicos. 
A promoção de uma cultura ética na administração pública não apenas fortalece a 
confiança dos cidadãos nas instituições governamentais, mas também contribui para 
o alcance de objetivos sociais e econômicos de forma justa e equitativa.
O conceito de ética
A ética é um campo filosófico que explora os princípios e valores que guiam o 
comportamento humano, definindo o que é considerado certo ou errado, justo ou injusto. 
Ela fornece um arcabouço para a reflexão sobre as escolhas individuais e coletivas, 
levando em conta o impacto dessas decisões na sociedade, nos relacionamentos 
interpessoais e no próprio indivíduo. 
A ética não apenas busca orientar ações morais, mas também examina os fundamentos 
e justificativas por trás dessas ações, considerando aspectos como o respeito pelos 
direitos dos outros, a equidade e a busca pelo bem comum.
Segundo Sá (2009), a ética “estuda os fenômenos morais, as morais históricas, os códigos 
de normas que regulam as relações e as condutas dos agentes sociais, os discursos 
normativos que identificam, em cada coletividade, o que é certo ou errado fazer” (SÁ, 
2009, pág.15).
A ética não pode ser confundida com lei, embora, com certa frequência, a lei tenha 
como base princípios éticos. Porém, diferentemente da lei, nenhum indivíduo pode 
ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a cumprir as normas éticas, nem 
sofrer qualquer sanção pela desobediência a essas. Mas a lei pode ser omissa quanto a 
questões abrangidas pela ética (SUÁREZ e TELLERÍA, 2007).
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Processos, tecnologias e políticas na administração pública Ética na administração pública Capitulo 4
A ética abrange uma vasta área, podendo ser aplicada à vertente profissional. Existem 
códigos de ética profissional que indicam como um indivíduo deve se comportar no 
âmbito da sua profissão. 
A ética e a cidadania são dois dos conceitos que constituem a base de uma sociedade 
próspera (SUÁREZ e TELLERÍA, 2007).
Está diretamente relacionada com a forma em que os agentes públicos exercem seus 
cargos e desempenham suas funções. Conforme vimos acima, existem descritivos de 
condutas éticas esperadas em algumas classes profissionais. Dos agentes públicos, 
espera-se a exibição de valores morais pungentes. 
Em destaque a boa fé e todos aqueles necessários para manutenção de uma 
convivência harmoniosa em sociedade. Espera-se também que o agente público seja 
transparente, comprometido com o bem estar da sociedade, que aja e trabalhe em prol 
do desenvolvimento social e comungue com os princípios da administração pública em 
todos os seus atos, renunciando ao favoritismo e à beneficiação pessoal.
FIGURA 12
Agente público transparente.
FONTE
Freepik
Um profissional que desempenha uma função pública deve ser capaz de pensar de 
forma estratégica, inovar, cooperar, aprender e desaprender quando necessário, 
elaborar formas mais eficazes de trabalho. Infelizmente,

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