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ALINE TOMAZ COIMBRA, ISABELA ALMEIDA RODRIGUES, PAOLLA THAMIRES RIBEIRO OLINDO E TAINÁ DE OLIVEIRA RAMIRES. RESUMOS DIAMANTINO-MT 2025 A ansiedade e a assistência de enfermagem ao paciente com transtorno ansioso. A ansiedade é apresentada como uma reação humana normal e até adaptativa em níveis leves, mas que se torna patológica quando ultrapassa limites e compromete a vida cotidiana. São descritos os diferentes níveis — leve, moderado, grave e pânico — e suas manifestações fisiológicas, cognitivas, comportamentais e afetivas. Entre os principais transtornos listados estão a ansiedade generalizada, o transtorno do pânico, a agorafobia, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), cada um com características próprias e prevalências distintas. A etiologia da ansiedade é considerada multifatorial, envolvendo fatores biológicos (genética, alterações neurobiológicas e de neurotransmissores), psicológicos (traumas, apego inseguro, perfeccionismo, estilos cognitivos disfuncionais) e sociais (estresse crônico, violência, competitividade cultural). Em termos epidemiológicos, destaca-se que o Brasil possui a maior taxa mundial de transtornos ansiosos, afetando cerca de 9,3% da população, sendo mais prevalente em mulheres e com início geralmente na juventude. O tratamento é variado, incluindo medidas psicoterápicas (principalmente a Terapia Cognitivo-Comportamental), farmacológicas (ansiolíticos e antidepressivos), técnicas complementares (relaxamento, exercícios físicos, terapia familiar) e abordagens específicas para cada transtorno. O processo de enfermagem desempenha papel central, organizado em etapas: avaliação inicial (histórico e sinais), diagnósticos de enfermagem (como insônia, ansiedade, risco de isolamento), definição de resultados esperados (reduzir sintomas e promover reintegração social), intervenções (escuta terapêutica, educação em saúde, incentivo à adesão ao tratamento) e avaliação da evolução do paciente. Por fim, o trabalho reforça a importância do diagnóstico precoce, do cuidado humanizado e da educação em saúde para melhorar a qualidade de vida, destacando que o paciente não escolheu ter ansiedade e merece ser tratado com respeito, acolhimento e empatia. Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) Definido como um transtorno de humor caracterizado por oscilações intensas entre episódios de mania/hipomania e de depressão, que impactam significativamente a vida diária. Os episódios maníacos envolvem elevação anormal do humor, aumento de energia, autoconfiança e, por vezes, comportamento impulsivo. Já os episódios depressivos apresentam humor rebaixado, perda de prazer, fadiga e sentimentos de culpa. O transtorno pode se apresentar em diferentes formas: bipolar tipo I (mania e depressão), tipo II (depressão e hipomania) e ciclotimia (oscilações mais leves e crônicas). O diagnóstico é clínico, fundamentado em critérios do DSM-5 e da CID-11, sendo essencial a identificação de episódios maníacos e depressivos. O tratamento é multimodal, combinando farmacoterapia (estabilizadores de humor como lítio, ácido valproico, carbamazepina, além de antipsicóticos atípicos como olanzapina, quetiapina e risperidona), psicoterapia (principalmente TCC e psicoeducação) e intervenções familiares. O lítio é a medicação de primeira linha, exigindo monitoramento contínuo. O transtorno apresenta alta taxa de recorrência, elevado risco de suicídio (até 19% dos casos), além de impacto cognitivo, dificuldades de inserção no trabalho e associação a comorbidades médicas (obesidade, hipertensão, diabetes). O estigma social e o isolamento também agravam o quadro, assim como a impulsividade em crises, que pode gerar dívidas e decisões arriscadas. No campo da enfermagem, os cuidados devem priorizar uma abordagem acolhedora, sem críticas, com atenção aos sinais de mania, hipomania e depressão. O enfermeiro deve monitorar sintomas fisiológicos, orientar sobre adesão ao tratamento, esclarecer família e paciente sobre efeitos colaterais, incentivar hábitos saudáveis e atuar na reinserção social. Também é fundamental oferecer suporte emocional e estimular a autonomia do paciente. Em síntese, o TAB é um transtorno crônico, grave e multifatorial, que demanda tratamento contínuo, cuidado multiprofissional e assistência de enfermagem humanizada para melhorar a qualidade de vida e reduzir riscos associados. Assistência de enfermagem à mulher com manifestações de comportamento depressivo no ciclo gravídico-puerperal. A gestação e o puerpério são apresentados como períodos de intensas mudanças físicas, emocionais e sociais, que podem favorecer o surgimento de quadros depressivos. A depressão gestacional é destacada como um transtorno emocional que pode ocorrer em qualquer fase da gravidez, sendo mais comum no primeiro e no último trimestre. Tem prevalência significativa, podendo afetar de 15% a 20% das gestantes no Brasil. Os sintomas incluem tristeza persistente, falta de motivação, cansaço, alterações no sono e apetite, além de preocupação excessiva com o bebê. Entre os fatores de risco estão histórico de depressão, gravidez não planejada, ausência de apoio social, problemas conjugais, dificuldades financeiras e alterações hormonais. Suas consequências podem ser graves, como parto prematuro, baixo peso do bebê e risco aumentado de depressão pós-parto. A depressão pós-parto, por sua vez, surge nas primeiras semanas ou meses após o nascimento, sendo mais intensa e duradoura que o “baby blues” — condição transitória e comum que afeta até 80% das mulheres, marcada por choro fácil, irritabilidade e instabilidade emocional. Os sintomas da depressão pós-parto incluem tristeza profunda, angústia, fadiga, dificuldades no vínculo com o bebê, perda de interesse nas atividades habituais e sentimentos de culpa. O tratamento pode envolver psicoterapia, acompanhamento multiprofissional (obstetra, psiquiatra), uso de antidepressivos seguros durante a gestação ou lactação e apoio familiar. Há também recomendações para hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, sono adequado e atividades físicas leves. Na assistência de enfermagem, a abordagem deve considerar três dimensões: • Física: monitoramento do sono, alimentação, peso, fadiga e sinais de negligência com o bebê. • Psicológica: detecção precoce de sintomas, apoio emocional e escuta qualificada. • Espiritual: incentivo a práticas de fé e grupos de apoio, respeitando a religiosidade da mulher. A enfermagem também atua na educação em saúde, no fortalecimento do vínculo mãe-bebê e no encaminhamento oportuno para apoio especializado. O texto destaca a importância de um cuidado humanizado e integral, que reconheça a vulnerabilidade da gestante e da puérpera, prevenindo complicações e promovendo bem-estar materno e familiar.