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A Política Nacional de Saúde Mental e a Rede de Atenção Psicossocial no Brasil 
O ano de 2001 teve o maior marco legislativo na história da Reforma Psiquiátrica brasileira. No dia 6 de 
abril desse ano foi promulgada a Lei no 10.216, que “dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas 
portadores de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental”, fundamentando a 
Política Nacional de Saúde Mental. 
HISTÓRIA DA SAÚDE MENTAL 
BRASIL - REFORMA PSIQUIÁTRICA E LUTA ANTIMANICOMIAL 
• INÍCIO NOS ANOS 1980. 
• LEI N° 10.216/2001: DIREITOS DAS PESSOAS COM TRANSTORNOS MENTAIS. 
• SUBSTITUIÇÃO DOS MANICÔMIOS POR CAPS. RAPS E REDE COMUNITÁRIA. 
FASE 1: PERÍODO ASILAR E HOSPITALOCÊNTRICO (INÍCIO DO SÉC. XX - 1980) 
• MODELO CENTRADO NA INTERNAÇÃO DE LONGA DURAÇÃO. 
• POUCA EXISTÊNCIA DE SERVIÇOS AMBULATORIAIS E COMUNITÁRIOS. 
• MANICÔMIOS ERAM OS PRINCIPAIS ESPAÇOS DE CUIDADO, MUITAS VEZES COM 
CONDIÇÕES PRECÁRIAS. 
FASE 2: INÍCIO DA REFORMA PSIQUIÁTRICA (1980 - 2000) 
• INFLUÊNCIA DO MOVIMENTO ANTIMANICOMIAL NACIONAL. 
• QUESTIONAMENTO DO MODELO ASILAR E DEFESA DO CUIDADO EM LIBERDADE. 
• CRIAÇÃO DOS PRIMEIROS CAPS EM ALGUMAS CIDADES 
FASE 3: CONSOLIDAÇÃO DA REDE PSICOSSOCIAL (2001 - 2012) 
• INTEGRAÇÃO DE MATO GROSSO À POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE MENTAL (LEI 
10.216/2001). 
• EXPANSÃO DOS CAPS E FECHAMENTO PROGRESSIVO DE LEITOS PSIQUIÁTRICOS 
TRADICIONAIS. 
• FORTALECIMENTO DAS RESIDÊNCIAS TERAPÊUTICAS. 
FASE 4: MARCO LEGAL ESTADUAL (2012) 
• CRIAÇÃO DA LEI ESTADUAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE MENTAL (LEAISM). 
• ESTABELECIMENTO DO MODELO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL COMUNITÁRIO. 
• REORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS E REDE DE APOIO 
FASE 5: EXPANSÃO E QUALIFICAÇÃO DA REDE (2013 - ATUALIDADE) 
REESTRUTURAÇÃO DO CIAPS ADAUTO BOTELHO EM REFERÊNCIA ESTADUAL. 
• REFORÇO DOS CAPS, CAPSI RESIDÊNCIAS TERAPÊUTICAS. 
• AUMENTO DE LEIS ESTADUAIS: SEMANA DA SAÚDE MENTAL NAS ESCOLAS, POLÍTICAS 
PARA ESQUIZOFRENIA, ETC. 
Lei n 10.216, de 6 de abril de 2001 (reforma psiquiátrica); 
São garantidos após a promulgação dessa Lei os seguintes direitos aos portadores de transtornos mentais: 
➔ tratamento de excelência, pautado em suas necessidades; 
➔ tratamento humanizado, com enfoque na inserção social e participação familiar; 
➔ garantia de sigilo nas informações e de ser protegida contra qualquer forma de abuso; 
➔ ter acesso a orientações de saúde e informações necessárias à efetivação, continuidade e manutenção do 
tratamento; 
➔ garantia de assistência do profissional médico em caso da necessidade de internações voluntárias e 
involuntárias. 
LEI N° 10.216/2001 
PRINCIPAIS OBJETIVOS: 
• GARANTIR HUMANOS. DIGNIDADE, CIDADANIA E DIREITOS 
• PRIORIZAR TRATAMENTO EM LIBERDADE E INCLUSÃO SOCIAL. 
• EVITAR INTERNAÇÕES COMPULSÓRIAS. DESNECESSÁRIAS 
INTERNAÇÕES: 
SER ÚLTIMO RECURSO, COM JUSTIFICATIVA CLÍNICA 
• TRÊS TIPOS. VOLUNTÁRIA. INVOLUNTÁRIA E COMPULSÓRIA. 
• REQUEREM AVALIAÇÃO MÉDICA E. EM ALGUNS CASOS, NOTIFICAÇÃO AO ME 
LUTA ANTIMANICOMIAL 
CRÍTICAS AO MODELO MANICOMIAL 
• INTERNAÇÕES LONGAS, ISOLAMENTO SOCIAL E VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS. 
• MAUS-TRATOS, ABANDONO FAMILIAR E EXCLUSÃO. 
• FOCO NO CONFINAMENTO E CONTROLE, NÃO NO CUIDADO. 
MARCO HISTÓRICO 
• MOVIMENTO DOS TRABALHADORES EM SAÚDE MENTAL (MTSM). 
• 1ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE MENTAL (1987). 
• CRIAÇÃO DA LEI 10.216/2001 - MARCO DA REFORMA PSIQUIÁTRICA BRASILEIRA 
 
Rede de Atenção Psicossocial – RAPS 
FORMAS DE ACESSO 
• PROCURA ESPONTÂNEA PELO USUÁRIO 
• ENCAMINHAMENTO POR OUTROS SERVIÇOS; 
• SAÚDE, ASSISTÊNCIA SOCIAL, EDUCAÇÃO, JUSTIÇA, ENTRE OUTROS 
DIRETRIZES DA RAPS 
RESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS 
• EQUIDADE E COMBATE AO ESTIGMA 
• ACESSO UNIVERSAL E CUIDADO DE QUALIDADE 
• ASSISTÊNCIA MULTIPROFISSIONAL E INTERDISCIPLINAR 
• ATENÇÃO HUMANIZADA E CENTRADA NO PACIENTE 
OBJETIVOS 
GARANTIR O CUIDADO INTEGRAL E MULTIPROFISSIONAL; 
• COMBATER ESTIGMA E PRECONCEITO; 
• RESPEITAR DIREITOS HUMANOS E PROMOVER AUTONOMIA; 
• DESENVOLVER ESTRATÉGIAS DE REDUÇÃO DE DANOS 
INTERNAÇÃO PSIQUIÁTRICA NA RAPS 
LEITOS PSIQUIÁTRICOS DE HOSPITAIS GERAIS 
• 1 LEITO PARA CADA 23 MIL HABITANTES 
• MÁXIMO DE 15% DAS VAGAS HOSPITALARES (ATÉ 30 LEITOS) 
 
 
 
 
 
ATENÇÃO BÁSICA 
FUNCIONAM COMO PORTA DE ENTRADA PARA A REDE, OFERECENDO CUIDADO GERAL EM 
SAÚDE, INCLUINDO AÇÕES DE PREVENÇÃO, PROMOÇÃO E TRATAMENTO DE TRANSTORNOS 
MENTAIS, DE ACORDO COM O MS. 
IMPORTÂNCIA ESTRATÉGICA 
• FÁCIL ACESSO ENTRE EQUIPE E USUÁRIOS 
• CONTATO FREQUENTE COM PESSOAS EM SOFRIMENTO PSÍQUICO 
• PROFISSIONAIS COMO OUVINTES E CUIDADORES 
AÇÕES NA ATENÇÃO BÁSICA 
• PROMOÇÃO E PROTEÇÃO DA SAÚDE 
• PREVENÇÃO DE AGRAVOS 
• DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO 
• REABILITAÇÃO E REDUÇÃO DE DANOS 
• MANUTENÇÃO DA SAÚDE E ATENÇÃO INTEGRAL 
PRINCÍPIOS NORTEADORES 
• UNIVERSALIDADE, ACESSIBILIDADE, VÍNCULO, INTEGRALIDADE, EQUIDADE 
• CONTINUIDADE DO CUIDADO 
• RESPONSABILIZAÇÃO, HUMANIZAÇÃO 
• PARTICIPAÇÃO SOCIAL 
FUNÇÕES NA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE 
• BASE; DESCENTRALIZAÇÃO E CAPILARIDADE 
• RESOLUTIVA: IDENTIFICAR RISCOS, NECESSIDADES E DEMANDAS 
• COORDENAR O CUIDADO: CRIAR E ACOMPANHAR PROJETOS TERAPÊUTICOS 
• ORDENAR AS REDES: ORGANIZAR FLUXO ENTRE PONTOS DE ATENÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NÚCLEOS DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA (NASFS) 
• CRIADOS PARA AMPLIAR O ALCANCE E A RESOLUTIVIDADE DA ATENÇÃO BÁSICA 
• EQUIPES MULTIPROFISSIONAIS ATUANDO DE FORMA INTEGRADA 
• APOIO ÀS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA, ATENÇÃO A POPULAÇÕES ESPECÍFICAS E ACADEMIA DA 
SAÚDE 
• APOIO MATRICIAL ÀS EQUIPES VINCULADAS 
• INTEGRAÇÃO À REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE (CAPS, AMBULATÓRIOS, ETC.) 
• CONEXÃO COM OUTRAS REDES: SUAS, SOCIAIS E COMUNITÁRIAS 
OBJETIVOS: 
• RESPONSABILIZAÇÃO COMPARTILHADA. INTEGRALIDADE DO CUIDADO 
• AMPLIAÇÃO DA CLÍNICA E DA CAPACIDADE DE INTERVENÇÃO 
• ABORDAGEM CLÍNICA E SANITÁRIA; DISCUSSÃO DE CASOS 
• ATENDIMENTO CONJUNTO OU NÃO; INTERCONSULTA 
• CONSTRUÇÃO DE PROJETOS TERAPÊUTICOS; EDUCAÇÃO PERMANENTE 
• INTERVENÇÕES NO TERRITÓRIO E INTERSETORIAIS; PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE 
CONSULTÓRIO NA RUA 
• ESTRATÉGIA PARA AMPLIAR O ACESSO DA, POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA AOS SERVIÇOS DE 
SAÚDE 
• OFERECE ATENÇÃO INTEGRAL A GRUPOS EM VULNERABILIDADE E COM VÍNCULOS FAMILIARES 
FRAGILIZADOS 
• ATUAÇÃO ITINERANTE E INTEGRADA ÀS UBS DO TERRITÓRIO 
COMPOSIÇÃO PROFISSIONAL 
• LISTA A: ENFERMEIRO, PSICÓLOGO, ASSISTENTE SOCIAL, TERAPEUTA OCUPACIONAL 
• LISTA B: AGENTE SOCIAL, TÉCNICO/AUX. ENFERMAGEM, TÉCNICO EM SAÚDE BUCAL, 
CIRURGIÃO-DENTISTA, PROF. EDUCAÇÃO FÍSICA, PROF. DE ARTE E EDUCAÇÃO 
MODALIDADES DE EQUIPES: 
• MODALIDADE I: MÍNIMO 4 PROFISSIONAIS (2 DA LISTA A + OUTROS DE A OU B) 
• MODALIDADE II: MÍNIMO 6 PROFISSIONAIS (3 DA LISTA A + OUTROS DE A OU B) 
• MODALIDADE III: MODALIDADE II + 1 MÉDICO 
AÇÕES E FUNCIONAMENTO 
• CUIDADO IN LOCO E AÇÕES INTEGRADAS À UBS 
• ARTICULAÇÃO COM CAPS, URGÊNCIA/EMERGÊNCIA E OUTROS PONTOS DA REDE 
• REDUÇÃO DE DANOS COMO DIRETRIZ TRANSVERSAL 
• CARGA MÍNIMA DE 30 H SEMANAIS 
• HORÁRIO ADAPTADO DEMANDA (DIURNO/NOITE, TODOS OS DIAS) 
PROGRAMA DE VOLTA PARA CASA (PVC) 
• PÚBLICO-ALVO: PESSOAS COM SOFRIMENTO PSÍQUICO EGRESSAS DE INTERNAÇÕES DE LONGA 
PERMANÊNCIA EM HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS E DE CUSTÓDIA 
OBJETIVOS 
• PROMOVER AUTONOMIA 
• APOIAR A CONSTRUÇÃO DE PROJETOS DE VIDA 
• AMPLIAR PARTICIPAÇÃO SOCIAL E CIDADANIA 
• ENVOLVER FAMÍLIAS E COMUNIDADE 
RESULTADOS 
• MAIS DE 8.000 PESSOAS BENEFICIADAS DESDE A CRIAÇÃO 
• ATUALMENTE: 4.079 BENEFICIÁRIOS ATIVOS 
• OUTROS 2164 JÁ CONCLUÍRAM O PROGRAMA E RECONSTRUÍRAM SUAS VIDAS 
PROJETO TERAPÊUTICO INDIVIDUAL (PTI) 
• ATENDIMENTO PERSONALIZADO; 
• ATIVIDADES DENTRO E FORA DA UNIDADE; 
• FOCO NAS NECESSIDADES ESPECÍFICAS DE CADA PACIENTE. 
CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL - ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS (CAPS AD): 
• SERVIÇO ESPECIAL PARA PESSOAS EM USO ABUSIVO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS. 
• ATENDIMENTO DIÁRIO COM PLANO TERAPÊUTICO INDIVIDUALIZADO E ACOMPANHAMENTO 
CONTÍNUO. 
OBJETIVOS:• INTERVENÇÃO PRECOCE: 
• REDUÇÃO DO ESTIGMA DO TRATAMENTO; 
• APOIO COMUNITÁRIO E INTEGRAÇÃO SOCIAL. 
SERVIÇOS OFERECIDOS: 
• ATENDIMENTOS INDIVIDUAIS: 
MEDICAMENTOSO, 
PSICOTERÁPICO, ORIENTAÇÃO, ENTRE OUTROS. 
• ATENDIMENTOS EM GRUPO, OFICINAS TERAPÊUTICAS E VISITAS DOMICILIARES. 
• REPOUSO E DESINTOXICAÇÃO AMBULATORIAL (QUANDO NÃO HÁ NECESSIDADE DE 
INTERNAÇÃO HOSPITALAR). 
 
 
CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS) 
FUNÇÃO E OBJETIVOS: 
• ACOLHER PESSOAS COM TRANSTORNOS MENTAIS SEVEROS E PERSISTENTES; 
• ESTIMULAR INTEGRAÇÃO SOCIAL E FAMILIAR: 
• APOIAR NA BUSCA PELA AUTONOMIA; 
• OFERECER ATENDIMENTO MÉDICO, PSICOLÓGICO TERAPÊUTICO; 
• ATUAR NO TERRITÓRIO DO PACIENTE. 
PÚBLICO-ALVO 
PESSOAS COM INTENSO SOFRIMENTO PSÍQUICO; 
• TRANSTORNOS MENTAIS SEVEROS E/OU PERSISTENTES 
• USUÁRIOS DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS; 
• CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM TRANSTORNOS MENTAIS. 
SERVIÇOS OFERTADOS 
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO: 
TRATAMENTO REALIZADO COM REMÉDIOS CHAMADOS 
MEDICAMENTOS PSICOATIVOS OU PSICOFÁRMACOS. 
• ATENDIMENTO A GRUPOS DE FAMILIARES: 
REUNIÃO DE FAMÍLIAS PARA CRIAR LAÇOS DE SOLIDARIEDADE ENTRE ELAS, DISCUTIR 
PROBLEMAS EM COMUM, ENFRENTAR AS SITUAÇÕES DIFÍCEIS, RECEBER ORIENTAÇÃO SOBRE 
DIAGNÓSTICO E SOBRE SUA PARTICIPAÇÃO NO PROJETO TERAPÊUTICO. 
• ATENDIMENTO INDIVIDUALIZADO A FAMÍLIAS: 
ATENDIMENTOS A UMA FAMÍLIA OU AO MEMBRO DE UMA FAMÍLIA QUE PRECISE DE 
ORIENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO EM SITUAÇÕES ROTINEIRAS OU EM MOMENTOS CRÍTICOS. 
• ATIVIDADES COMUNITÁRIAS: 
ATIVIDADES QUE UTILIZAM OS RECURSOS DA COMUNIDADE E QUE ENVOLVEM PESSOAS, 
INSTITUIÇÕES OU GRUPOS ORGANIZADOS QUE ATUAM NA COMUNIDADE. 
• ATIVIDADES DE SUPORTE SOCIAL: 
PROJETOS DE INSERÇÃO NO TRABALHO. 
OS SERVIÇOS RESIDENCIAIS TERAPÊUTICOS, ATIVIDADES DE LAZER, ENCAMINHAMENTOS PARA 
A ENTRADA NA REDE DE ENSINO, PARA OBTENÇÃO DE DOCUMENTOS E APOIO PAF O EXERCÍCIO 
DE DIREITOS CIVIS POR MEIO DA FORMAÇÃO ASSOCIAÇÕES DE USUÁRIOS E/OU FAMILIARES. 
• OFICINAS CULTURAIS: 
ATIVIDADES CONSTANTES QUE PROCURAM DESPERTAR NO USUARIO MAIOR INTERESSE PELOS 
ESPAÇOS DE CULTURA DE SEU BAIRRO OU CIDADE, PROMOVENDO MAIOR 
INTEGRAÇÃO DE USUÁRIOS E FAMILIARES COM O SEU LUGAR DE MORADIA. 
• VISITAS DOMICILIARES: 
ATENDIMENTO REALIZADO POR UM PROFISSIONAL DO CAPS AOS USUÁRIOS E/OU FAMILIARES 
EM CASA. 
•DESINTOXICAÇÃO AMBULATORIAL: CONJUNTO, PROCEDIMENTOS DESTINADOS 
TRATAMENTO DA INTOXICAÇÃO/ABSTINÊNCIA DECORRENTE DO USO ABUSIVO DE ÁLCOOL E DE 
OUTRAS DROGAS. 
ESTRUTURA MÍNIMA: 
• CONSULTÓRIOS, SALAS DE GRUPO, REFEITÓRIO, SANITÁRIOS, ÁREA EXTERNA; 
• EQUIPE MULTIPROFISSIONAL (MÉDICOS, ENFERMEIROS, PSICÓLOGOS, ASSISTENTES SOCIAIS, 
TERAPEUTAS OCUPACIONAIS, PEDAGOGOS, TÉCNICOS, EDUCADORES, ARTESÃOS). 
TIPOS DE CAPS: 
• CAPSI E II: ATENDIMENTO DIÁRIO A ADULTOS; 
• CAPS III: ATENDIMENTO 24H PARA ADULTOS; 
• CAPSi: Atendimento diário para crianças/adolescentes; 
• CAPSad: Atendimento para usuários de álcool e drogas, com leitos para desintoxicação. 
EQUIPES MÍNIMAS - CAPS I 
• 1 MÉDICO PSIQUIATRA OU MÉDICO COM FORMAÇÃO EM 
• 1 ENFERMEIRO. 
• 3 PROFISSIONAIS DE NÍVEL SUPERIOR (PSICÓLOGO, ASSISTENTE SOCIAL, TERAPEUTA 
OCUPACIONAL, PEDAGOGO OU OUTRO DO PTI). 
• 4 PROFISSIONAIS DE NIVEL MEDIO (TECNICO DE ENFERMAGEM, TECNICO ADMINISTRATIVO, 
TECNICO 
ARTESÃO). 
EQUIPES MÍNIMAS - CAPS II 
• 1 MÉDICO PSIQUIATRA. 
• 1 ENFERMEIRO COM FORMAÇÃO EM SAÚDE MENTAL. 
• 4 PROFISSIONAIS DE NÍVEL SUPERIOR (PSICÓLOGO, ASSISTENTE SOCIAL, TERAPEUTA 
OCUPACIONAL, PEDAGOGO, PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA OU OUTRO DO PTI). 
• 6 PROFISSIONAIS DE NÍVEL MÉDIO (TÉCNICO DE ENFERMAGEM, TÉCNICO ADMINISTRATIVO, 
TÉCNICO EDUCACIONAL, ARTESÃO). 
EQUIPES MÍNIMAS - CAPS III 
• 2 MÉDICOS PSIQUIATRAS. 
• 1 ENFERMEIRO COM FORMAÇÃO EM SAÚDE MENTAL. 
• 5 PROFISSIONAIS DE NÍVEL SUPERIOR (PSICÓLOGO, ASSISTENTE SOCIAL, TERAPEUTA 
OCUPACIONAL, PEDAGOGO OU OUTRO DO PTI). 
• 8 PROFISSIONAIS DE NÍVEL MÉDIO (TÉCNICO DE ENFERMAGEM, TÉCNICO ADMINISTRATIVO, 
TÉCNICO EDUCACIONAL, ARTESÃO). 
Assistência de enfermagem ao paciente com comportamento decorrente de 
esquizofrenia 
A esquizofrenia, ou os denominados transtornos esquizofrênicos, é um grupo de transtornos mentais 
graves que apresentam, como características principais, alterações de percepção, comportamentais, afetivas, 
dentre outras. Dentre elas, há aquelas que envolvem os neurotransmissores, além de teorias relacionadas ao 
neurodesenvolvimento e à presença de fatores de risco potencialmente desencadeadores das crises. 
� Teoria dos neurotransmissores: essa teoria envolve os neurotransmissores dopamina, serotonina, 
glutamato e outros. Defeitos na produção ou recaptação desses neurotransmissores causam alterações na sua 
concentração. A maneira com que eles interagem com seus receptores nas células neuronais são responsáveis 
pela presença de sintomas positivos ou negativos da esquizofrenia. 
� Teoria neurodesenvolvimental: em razão de fatores genéticos e ambientais, a ocorrência de alterações 
na maturação e/ou no desenvolvimento neuronal pode resultar em um cérebro com funcionamento alterado. 
A esquizofrenia é caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas, os quais podem ser 
classificados como negativos ou positivos: 
Sintomas negativos: nos sintomas negativos, ocorre uma diminuição da atividade psíquica e motora do 
indivíduo, além da perda de características emocionais. Dentre eles, destacam-se: 
● apatia: sentimento de indiferença ou falta de emoção; 
● anedonia: perda da capacidade de sentir prazer; 
● embotamento afetivo: dificuldade em expressar emoções e sentimentos. 
Sintomas positivos: são sintomas que acrescentam algo à característica do indivíduo, dentre eles, 
podemos encontrar: 
● delírio: crença ou realidade distorcida mantida mesmo com evidências contrárias; está relacionado ao 
pensamento; 
● alucinação: sensação que, na realidade, não existe; as alucinações estão relacio-nadas aos órgãos do 
sentido (visão, audição, olfato, etc.); 
● catatonia: perturbação motora envolvendo agitação ou rigidez motora; 
● ilusão: distorção dos sentidos que faz com que a pessoa interprete um estímulo de maneira diferente da 
realidade 
ESQUIZOFRENIA - PANORAMA GERAL 
• INCIDÊNCIA GLOBAL: AFETA TODOS OS POVOS E CULTURAS; 
• PREVALÊNCIA MUNDIAL: 1% DA POPULAÇÃO; 
• ESTUDO EM SÃO PAULO: PREVALÊNCIA DE 1,9% PARA PSICOSES NÃO AFETIVAS (ESTIMATIVA 
PARA ESQUIZOFRENIA NO BRASIL); 
• 3ª DOENÇA MAIS INCAPACITANTE (ORGÂNICA E MENTAL). 
IMPACTOS E ESTIGMA 
• ALTO CUSTO SOCIAL E ECONÔMICO; 
• ATINGE AMBOS OS SEXOS, DIVERSAS CULTURAS; 
• UMA DAS DOENÇAS MENTAIS MAIS ESTIGMATIZADAS. 
• PRECONCEITO PREJUDICA VIDA PROFISSIONAL, SOCIAL E EDUCACIONAL; 
• A MAIORIA NÃO CONSEGUE MANTER EMPREGO E INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA. 
INÍCIO E EVOLUÇÃO 
• MENOS DE 1% ANTES DOS 15 ANOS; 
• INÍCIO COMUM: ADOLESCÊNCIA OU INÍCIO DA IDADE ADULTA. 
• MAIS PRECOCE EM HOMENS (PROGNÓSTICO MAIS DESFAVORÁVEL); 
• MULHERES: PROGNÓSTICO GERALMENTE MELHOR; 
• RARO INÍCIO APÓS OS 50 ANOS. 
ASPECTOS CLÍNICOS E FAMILIARES 
• COMPORTAMENTOS CONTRADITÓRIOS E PERCEPÇÃO DISTORCIDA DO AMBIENTE: 
• DIFICULDADE DA FAMÍLIA EM IDENTIFICAR NECESSIDADES DO PACIENTE; 
• SOBRECARGA EMOCIONAL E SOCIAL para CUIDADORES e FAMILIARES 
RISCOS E MORTALIDADE 
• MAIOR VULNERABILIDADE A MORTES POR ACIDENTES E CAUSAS NATURAIS: 
• SUICÍDIO: 40-53% PENSAM EM SUICIDIO. 23-55% TENTAM AO MENOS UMA VEZ. 
 5% CONCRETIZAM (ATE 10% EM ESTUDOS DE LONGO PRAZO). FATORES DEPRESSIVOS 
AUMENTAM RISCO. 
ETIOLOGIA 
• CAUSAS AINDA NÃO TOTALMENTE ESCLARECIDAS; 
• CONSIDERADA UM DOS MAIORES ENIGMAS DA PSIQUIATRIA NOS ÚLTIMOS 100 ANOS; 
• NÃO HÁ EXPLICAÇÃO BIOLÓGICA ÚNICA QUE JUSTIFIQUE TODAS AS MANIFESTAÇÕES 
CLÍNICAS. 
ABORDAGEM ATUAL 
• DOENÇA MULTIFATORIAL: COMBINAÇÃO DE FATORES GENÉTICOS, AMBIENTAIS E BIOLÓGICOS; 
• PESQUISAS BUSCAM ENTENDER COMO ESSES FATORES MODIFICAM O CURSO DO 
TRANSTORNO; 
• AVANÇOS EM NEUROIMAGEM EPIDEMIOLOGIA TÊM AMPLIADO A COMPREENSÃO E O 
TRATAMENTO. 
CARACTERÍSTICAS GERAIS 
• DISTORÇÕESDO PENSAMENTO, PERCEPÇÃO E AFETOS (INAPROPRIADOS OU EMBOTADOS); 
• CONSCIÊNCIA CAPACIDADE INTELECTUAL GERALMENTE PRESERVADAS; 
• POSSÍVEL DÉFICIT COGNITIVO COM A EVOLUÇÃO DA DOENÇA. 
AS MANIFESTAÇÕES MAIS COMUNS PODEM SER ORGANIZADAS EM TRÊS GRUPOS: 
● 1) SINTOMAS POSITIVOS, MAIS PRESENTES NA FASE AGUDA DA DOENÇA: 
● 2) SINTOMAS NEGATIVOS, QUE REFEREM-SE A ASPECTOS CLÍNICOS SUPOSTAMENTE COM 
RESULTADO DA AUSÊNCIA DE FUNÇÕES MENTAIS NORMAIS, MAIS FREQUENTES NA FASE 
CRÔNICA DA DOENÇA, MAS PODENDO ESTAR PRESENTES NO PERÍODO AGUDO; 
● 3) TRANSTORNOS DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS, QUE SE MANIFESTAM POR 
DESORGANIZAÇÃO NA LINGUAGEM E NO COMPORTAMENTO 
Transtorno do humor 
Os transtornos do humor se caracterizam por alterações do humor ou do afeto com consequência em 
diferentes áreas da vida do indivíduo (familiar, profissional e social), por modificar suas atitudes e, 
consequentemente, sua maneira de interagir socialmente. Esses transtornos tendem a ser recorrentes e os 
episódios isolados podem ser desencadeados em razão de situações de estresse não controladas. Dentre os 
transtornos do humor, destacam-se os listados a seguir: 
� Episódios maníacos: tais transtornos são caracterizados como elevação de humor, energia, sentimento 
de autoconfiança, sociabilidade, desejo sexual, comunicação, dentre outros que fazem com que o indivíduo 
se sinta poderoso. As variações de intensidade ou associação com outros sintomas é que diferenciam os 
subtipos de episódios maníacos (hipomania; mania com sintomas psicóticos; mania sem sintomas psicóticos, 
etc.). 
� Episódios depressivos: nos episódios depressivos, o indivíduo apresenta rebaixamento do humor, 
redução da energia, perda do prazer, fadiga, além de redução do apetite, da autoestima, da autoconfiança, das 
ideações de culpa, dentre outros sinais e sintomas que “derrubam” o indivíduo. Os episódios depressivos, 
comumente, são opostos aos episódios maníacos. A intensidade dos episódios é que diferenciam seus 
subtipos (leve, moderada, grave com sintomas psicóticos, etc.). 
� Transtorno afetivo bipolar: nesse transtorno, o indivíduo apresenta episódios maníacos, alternando 
com episódios de depressão, daí o nome bipolar. As variações e intensidades desses sinais diferenciam os 
tipos de transtorno bipolar (transtorno afetivo bipolar, episódio atual hipomaníaco, transtorno afetivo bipolar, 
episódio maníaco sem sintomas psicóticos, transtorno afetivo bipolar, episódio atual misto, etc.). 
� Transtorno depressivo recorrente: esse transtorno apresenta sinais e sintomas semelhantes aos episódios 
depressivos, podendo ocorrer em qualquer momento da vida do indivíduo, alternando com momentos de estado 
mental saudável, no entanto, caso ele venha a apresentar sinais de mania, deve ser realizada investigação, pois pode 
se tratar de transtorno afetivo bipolar. Esse transtorno também apresenta variações conforme sua intensidade e 
associação com outros sinais e sintomas (transtorno depressivo recorrente, episódio atual leve, transtorno depressivo 
re-corrente, episódio atual moderado, transtorno depressivo recorrente, episódio atual grave com sintomas psicóticos, 
etc.). 
� Transtornos de humor persistentes: trata-se de transtornos flutuantes com sinais e sintomas semelhantes aos 
episódios maníacos e depressivos, no entanto sem intensidade grave o suficiente para justificá-los como sendo, de 
fato, mania ou depressão. Muitas vezes persistem por muitos anos. Por esse motivo, podem provocar sofrimento e 
incapacidades no indivíduo. Esses transtornos também apresentam variações (ciclotimia, distimia, etc.). 
Delirium 
● É uma alteração aguda e transitória do estado mental. 
● Caracteriza-se por confusão súbita, desatenção, desorientação, podendo variar ao longo do dia. 
● Geralmente tem causa orgânica identificável (infecção, desidratação, uso de medicamentos, distúrbios 
metabólicos, pós-operatório etc.). 
● É reversível se a causa for tratada. 
Demência 
● É uma síndrome crônica e progressiva caracterizada pelo declínio cognitivo (memória, linguagem, raciocínio, 
comportamento). 
● Surge lentamente, evoluindo ao longo do tempo (meses ou anos). 
● Não é causada por um fator único agudo, mas por doenças como Alzheimer, Parkinson, demência vascular 
etc. 
● Não é reversível, mas pode ser controlada para retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida. 
 
 
Transtornos da personalidade 
Os transtornos da personalidade estão relacionados à expressão e à maneira de viver do indivíduo, além 
do seu modo de interagir consigo e socialmente, apresentando desvios nas sensações, percepções e relações 
com os outros. Tratam-se de estados e padrões comportamentais que desviam, muitas vezes, do que é 
padronizado socialmente, o que compromete sua convivência social. Esses estados e comportamentos são 
persistentes, podendo aparecer na infância ou mesmo na fase adulta. Os transtornos de personalidade podem 
apresentar manifestações diferentes, dentre elas encontramos os elencados a seguir: 
Personalidade paranoica: nesse transtorno, o indivíduo apresenta suspeitas generalizadas em relação aos 
outros, distorção e interpretação de fatos, atitudes e pensamentos de outrem como sendo hostis ou de 
desprezo para consigo, apresentando um padrão constante de desconfiança e comportamentos defensivos que 
persistem mesmo havendo evidências de que sua desconfiança se trata de um equívoco. 
Personalidade esquizoide: o indivíduo apresenta falta de interesse em atividades ou interação social, 
tende a ser emocionalmente frio e apático, preferindo o mundo das fantasias e atividades solitárias, além de 
ser incapaz de expressar sentimentos e experimentar prazer. 
Personalidade dissocial: trata-se de um transtorno no qual o indivíduo apresenta falta de empatia pelos 
outros e desvio comportamental de normas estabelecidas socialmente, o que o leva a infringir normas e leis e 
realizar ações impulsivas, sem considerar sua segurança e a de outrem. Apresenta intolerância às frustrações, 
podendo, até mesmo, ser agressivo. 
Personalidade histriônica: na personalidade histriônica, o indivíduo apresenta a necessidade excessiva 
de chamar atenção para si, para isso, pode apresentar ações dramáticas, sedutoras e até mesmo infantis. 
Além disso, muda de humor com facilidade e acredita que suas relações são mais sólidas e íntimas do que 
realmente são. 
Personalidade anancástica: personalidade caracterizada por sentimentos de preocupação com 
pormenores, perfeccionismo elevado e controle das situações, podendo ser acompanhados por pensamentos 
ou impulsos repetitivos. 
Personalidade ansiosa: nesse tipo de personalidade, o indivíduo apresenta baixa autoestima, 
insegurança, inferioridade, sentimento de rejeição, insegurança e outros problemas que envolvem interações 
sociais. 
Personalidade dependente: o indivíduo com personalidade dependente tende a deixar que outras pessoas 
tomem decisões por ele. É submisso e impotente. Outros sinais incluem a insegurança, a incapacidade de 
ficar sozinho e o medo obsessivo do abandono. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cuidados de Enfermagem em Saúde Mental 
Abordagem inicial do paciente 
○ Deve ser realizada com tranquilidade. 
○ Evitar críticas ou julgamentos que possam intimidar o indivíduo. 
○ Postura compreensiva e gentil, mas mantendo seriedade. 
○ A paciência é essencial, pois o paciente pode apresentar funções prejudicadas (pensamento, 
sentimentos e ações). 
Objetivos dos cuidados 
○ Melhorar a condição do paciente e de sua família. 
○ Atuar na promoção da saúde mental. 
○ Prevenir enfermidades e agravos. 
○ Atenuar problemas preexistentes. 
Ações do enfermeiro 
○ Ajudar o paciente a identificar seus sentimentos e enfrentar problemas. 
○ Identificar fatores desencadeantes de manifestações e/ou condições do paciente, atuando na prevenção. 
○ Avaliar o nível de limitação do paciente e incentivá-lo a superar barreiras. 
○ Apoiar paciente e família no reconhecimento de alterações positivas em interações sociais e 
interpessoais,promovendo a reinserção social. 
○ Promover bem-estar por meio de orientações. 
○ Atenuar condições que geram sentimentos negativos, prevenindo crises. 
○ Estimular o paciente a aceitar sua responsabilidade pelo comportamento. 
○ Auxiliar o paciente a planejar ações para corrigir e lidar com sua situação, transferindo a 
responsabilidade das atitudes e decisões para o próprio indivíduo. 
 
Observação importante 
○ As ações de enfermagem não são padronizadas; variam conforme as características individuais 
de cada paciente. 
Manifestações fisiológicas em alguns transtornos mentais 
○ Dispneia. 
○ Vertigem. 
○ Taquicardia. 
○ Sudorese. 
Náusea. 
○ Parestesias. 
○ Conduta: o enfermeiro deve promover um ambiente acolhedor para reduzir esses sinais e 
sintomas, ajudando a manter a homeostase física do indivíduo. 
 
 
 
 
 
Ansiedade 
● Estado mental universal e necessário em níveis moderados (mecanismo de alerta e 
autopreservação). 
● Quando ultrapassa o limite adaptativo → passa a ser patológica. 
Níveis de Ansiedade 
● Leve: adaptativa, aumenta o estado de alerta, melhora concentração e desempenho. 
● Moderada: atenção restrita, dificuldade de concentração, inquietação, sensação de limite. 
● Grave: percepção limitada, pensamentos confusos, tensão muscular, taquicardia, descontrole. 
● Pânico: medo intenso, desorganização do comportamento, sensação de morte iminente ou perda 
de controle. 
Manifestações da Ansiedade 
● Fisiológicas: taquicardia, sudorese, tremores, falta de ar, tensão muscular, distúrbios do sono. 
● Cognitivas e comportamentais: dificuldade de concentração, fuga, esquecimento, 
interpretações distorcidas, evitação, isolamento social. 
● Afetivas: medo intenso, culpa, vergonha, irritabilidade, pavor, sensação de perda de controle. 
 Principais Transtornos de Ansiedade (CID-10) 
● Ansiedade Generalizada (F41.1): preocupação crônica, insônia, irritabilidade, palpitações. 
● Transtorno do Pânico (F41.0): ataques súbitos de medo intenso + sintomas físicos. 
● Agorafobia (F40.0): medo de locais públicos/difícil escape. 
● TOC (F42): obsessões + compulsões (rituais repetitivos). 
● TEPT (F43.1): revivência de trauma, pesadelos, evitação, hipervigilância. 
Etiologia (Causas) 
● Biológicos: genética (risco 5x maior em familiares), alterações no sistema límbico/HHA, 
desequilíbrio de neurotransmissores (serotonina, dopamina, noradrenalina, GABA). 
● Psicológicos: traumas na infância, apego inseguro, perfeccionismo, pensamentos catastróficos. 
● Ambientais e Sociais: estresse crônico, violência urbana, mudanças de vida, competitividade 
cultural. 
Processo de Enfermagem 
1. Avaliação inicial: histórico, sinais/sintomas (inquietação, insônia, palpitações), fatores 
desencadeantes. 
2. Diagnósticos de Enfermagem: ansiedade, insônia, déficit no enfrentamento, risco de 
isolamento social, fadiga. 
3. Resultados esperados: redução da ansiedade, reintegração social, enfrentamento saudável, 
melhora do sono e qualidade de vida. 
4. Intervenções: escuta terapêutica, técnicas de relaxamento, adesão ao tratamento, educação em 
saúde. 
5. Avaliação: monitoramento da melhora, autocuidado, ajustes nas intervenções. 
 
 
Anorexia Nervosa 
Definição: transtorno alimentar caracterizado por restrição da ingestão de alimentos → peso corporal 
muito baixo em relação à altura/idade. 
 
Características principais: 
○ Medo intenso de engordar, mesmo com baixo peso. 
○ Imagem corporal distorcida (não reconhece a magreza). 
○ Comportamentos restritivos (dietas rígidas, jejum, exercícios excessivos). 
 
Subtipos: 
○ Restritivo: redução drástica da alimentação sem episódios de compulsão. 
○ Compulsão/Purgativo: além da restrição, pode haver vômitos autoinduzidos, uso de laxantes ou 
diuréticos. 
 
Sintomas físicos: emagrecimento grave, amenorreia, pele seca, queda de cabelo, constipação, 
hipotensão, bradicardia, osteoporose. 
 
● Riscos: desnutrição severa, desequilíbrios eletrolíticos, risco de morte. 
 
📌 Bulimia Nervosa 
Definição: transtorno alimentar marcado por episódios recorrentes de compulsão alimentar seguidos de 
comportamentos compensatórios inadequados. 
 
Características principais: 
○ Ingestão de grande quantidade de alimentos em curto período (compulsão). 
○ Sentimento de perda de controle durante os episódios. 
○ Métodos compensatórios: vômitos autoinduzidos, uso de laxantes/diuréticos, jejuns prolongados, 
exercícios excessivos. 
○ Peso geralmente normal ou acima do normal (diferente da anorexia). 
 
Sintomas físicos: erosão do esmalte dentário (ácido gástrico), edema, calos nos dedos (sinal de 
Russell), irregularidade menstrual, desidratação, arritmias. 
 
● Riscos: desequilíbrios hidroeletrolíticos, alterações cardíacas, ruptura esofágica ou gástrica. 
Enfermagem: escuta ativa, apoio emocional, monitoramento do estado nutricional e eletrolítico, 
orientação à família. 
 
 
 
Transtorno de Humor 
● Condição de saúde mental que afeta como a pessoa sente e experimenta emoções. 
● Causa flutuações extremas de humor, interferindo significativamente na vida diária. 
Tipos de Transtornos de Humor 
● Episódio Maníaco 
○ Elevação do humor, energia, autoconfiança, sociabilidade, desejo sexual, comunicação. 
○ Subtipos: mania grave, disfórica, com sintomas psicóticos, mista, hipomania, ciclotimia. 
 
● Episódio Depressivo 
○ Rebaixamento do humor, perda de prazer, fadiga, redução de apetite, autoestima e autoconfiança, ideias 
de culpa. 
Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) 
● Idade inicial: geralmente aos 21 anos. 
● Alta chance de recorrência: 
○ 37% no 1º ano. 
○ 87% em até 5 anos. 
● Grave, com risco de suicídio (12–15% dos casos). 
● Períodos de mania (≥7 dias) e fases de depressão (≥2 semanas). 
Tipos 
● Bipolar Tipo I: alternância entre mania e depressão. 
● Bipolar Tipo II: alternância entre depressão e hipomania (euforia mais leve, sem prejuízo grave). 
● Transtorno Ciclotímico: oscilações crônicas e leves de humor. 
Diagnóstico (DSM-5 e CID-11) 
● Episódio Maníaco: 
○ Humor elevado/irritável por ≥1 semana. 
○ Aumento da energia. 
○ Prejuízo significativo (social, profissional) ou necessidade de hospitalização. 
 
● Episódio Hipomaníaco: 
○ Sintomas semelhantes ao maníaco, mas duração de ≥4 dias. 
Alterações perceptíveis, mas sem prejuízo grave. 
 
● Episódio Depressivo Maior: 
○ Humor deprimido, perda de prazer/interesse. 
○ Duração ≥2 semanas. 
○ Sofrimento clinicamente significativo. 
Desafios 
● Funcionamento Cognitivo: prejuízos em memória, atenção, planejamento. 
● Recorrência: até 80–90% após 1,5 ano sem medicação. 
● Qualidade de Vida: risco elevado de suicídio (15–19% óbito). 
● Comorbidades Médicas: obesidade, diabetes, hipertensão, síndrome metabólica. 
● Estigma e Isolamento: preconceito social e sobrecarga familiar. 
● Aspectos Financeiros: gastos impulsivos, dívidas, perda patrimonial durante mania/hipomania. 
 
Gravidez e Puerpério 
● Gravidez: inicia na fecundação → vai até 42 semanas. 
● Puerpério: logo após o parto → até 42 dias. 
● Tipos de gravidez: tópica/ectópica; única/múltipla; risco habitual/alto risco. 
 
● Pré-natal: 
○ Mensais até 28ª semana. 
○ Quinzenais até 36ª semana. 
○ Semanais até o parto. 
● Primeira consulta pós-parto: entre 3º e 5º dia. 
Depressão Gestacional 
● Transtorno emocional que pode surgir em qualquer fase da gestação. 
● Prevalência: 20–29% (países desenvolvidos), 15–20% (Brasil). 
● Mais comum no 1º e último trimestre. 
Sintomas 
● Tristeza persistente. 
● Falta de motivação. 
● Cansaço sem causa. 
● Perda de interesse em atividades. 
● Alterações de apetite e sono. 
● Preocupação excessiva com gestação/bebê. 
Fatores de Influência 
● Histórico de depressão/ansiedade. 
● Gestação não planejada. 
● Problemas conjugais ou familiares. 
● Ausência de apoio social. 
● Problemas financeiros. 
● Estresse intenso. 
● Alterações hormonais. 
Consequências 
● Aumento do risco de parto prematuro. 
● Baixo peso ao nascer. 
● Maior risco de depressão pós-parto. 
Tratamento● Psicoterapia. 
● Acompanhamento obstetra + psiquiatra. 
● Antidepressivos seguros. 
● Apoio familiar. 
● Hábitos saudáveis (sono, alimentação, atividade física leve). 
 
 
 
Depressão Pós-Parto 
● Surge nas primeiras semanas/meses após o parto. 
● Mais intensa e duradoura que o “baby blues”. 
Baby Blues 
● Atinge até 80% das mulheres. 
● Surge entre 3º e 5º dia pós-parto. 
● Sintomas: choro fácil, irritabilidade, ansiedade, cansaço. 
● Duração: até 2 semanas, sem tratamento médico (apoio familiar ajuda). 
Sintomas da Depressão Pós-Parto 
● Tristeza constante. 
● Angústia, irritabilidade, fadiga. 
● Dificuldade de vínculo com o bebê. 
● Alterações de sono e apetite. 
● Culpa, incapacidade, desespero. 
 
Fatores de Influência 
● Histórico de depressão/ansiedade. 
● Complicações na gestação/parto. 
● Falta de apoio familiar/social. 
● Dificuldades financeiras. 
● Isolamento. 
● Alterações hormonais. 
 
Tratamento 
● Psicoterapia. 
● Acompanhamento médico. 
● Antidepressivos seguros na amamentação. 
● Suporte familiar. 
● Autocuidado: alimentação, sono adequado, descanso. 
 
Assistência de Enfermagem na Depressão Gravídico-Puerperal 
● Dimensão Física: observar autocuidado, vínculo com bebê, sono, alimentação, peso, fadiga. 
● Dimensão Psicológica: identificar sinais precoces, apoio emocional, escuta qualificada. 
● Dimensão Espiritual: estimular fé, grupos de apoio, respeitar religiosidade. 
	Delirium 
	 
	Cuidados de Enfermagem em Saúde Mental 
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	Anorexia Nervosa 
	Transtorno de Humor 
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	Fatores de Influência 
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	Tratamento 
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	Sintomas da Depressão Pós-Parto 
	Fatores de Influência 
	Tratamento

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