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João Pessoa / PB 2025 FACULDADE ANHANGUERA Kester Clay Gaioso Tavares ROTEIRO DE AULA PRÁTICA TERMODINÂMICA João Pessoa / PB 2025 Kester Clay Gaioso Tavares ROTEIRO DE AULA PRÁTICA TERMODINÂMICA Trabalho apresentado à Universidade Pitágoras Unopar, como requisito parcial para a obtenção de média bimestral na disciplina de Termodinâmica. Sumário 1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 3 2 DESENVOLVIMENTO ......................................................................................... 4 2.1 ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 1 ................................................................. 4 2.2 ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 2 ................................................................. 8 2.3 ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 3 ............................................................... 14 2.4 ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 4 ............................................................... 19 3 CONCLUSÃO .................................................................................................... 24 3 1 INTRODUÇÃO Neste relatório, abordaremos as atividades realizadas durante a aula prática de termodinâmica, que foram projetadas para fornecer uma compreensão aplicada dos conceitos de calor específico e variação de entalpia. A primeira atividade focou na determinação do calor específico da água, um conceito essencial que descreve a quantidade de calor necessária para aumentar a temperatura de uma unidade de massa de um líquido em um grau Celsius. Utilizando um calorímetro e métodos experimentais, medimos as temperaturas iniciais e finais ao misturar água quente e fria, calculando o calor específico da água com base nas mudanças de temperatura e nas massas envolvidas. A segunda atividade envolveu a determinação do calor específico de um líquido diferente, o álcool. Similar à primeira atividade, utilizamos um calorímetro para medir a variação de temperatura quando o álcool aquecido foi misturado com água a uma temperatura conhecida. Na terceira atividade, focamos na avaliação dos resultados experimentais obtidos nas atividades anteriores. Calculamos o calor específico da água e do álcool com base nos dados coletados e comparamos os valores experimentais com os valores tabelados. Esta etapa envolveu a análise dos dados para determinar a precisão dos experimentos e discutir possíveis fontes de erro. A quarta atividade teve como objetivo determinar a variação de entalpia associada à decomposição do peróxido de hidrogênio utilizando um calorímetro à pressão constante. Esta atividade envolveu a medição do calor liberado durante a reação química, utilizando diferentes volumes de peróxido de hidrogênio e calculando a variação de entalpia com base nas temperaturas registradas. Estas atividades práticas foram projetadas para proporcionar uma compreensão profunda dos conceitos de termodinâmica e suas aplicações. Através da realização desses experimentos, desenvolvemos habilidades práticas na medição de propriedades térmicas, interpretação de dados experimentais e aplicação de conceitos teóricos a situações reais. 4 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 1 Conceitos introdutórios e definições em termodinâmica Introdução O experimento realizado tem como objetivo principal estabelecer a relação entre as alturas da coluna líquida em um termoscópio e as temperaturas medidas por um termômetro a álcool. Esse processo é fundamental para a calibração de termômetros, uma atividade crucial em diversas aplicações científicas e industriais. A equação termométrica obtida permite a conversão das alturas da coluna líquida em valores de temperatura, oferecendo uma ferramenta essencial para medições precisas em contextos onde a temperatura é uma variável crítica. A termodinâmica é um ramo fundamental da física e da engenharia que estuda as interações entre calor e trabalho e as leis que governam esses processos. A compreensão desses conceitos é crucial para diversas aplicações industriais e científicas, especialmente quando se trata da eficiência de processos térmicos e químicos (BORGNAKKE; SONNTAG, 2018) Materiais e Métodos Materiais Utilizados: -Termoscópio -Termômetro a álcool -Régua milimétrica -Banho de gelo -Banho de vapor (água em ebulição) -Altímetro -Caneta para marcação Procedimentos Realizados: 5 Preparação e Segurança: Equipamos os EPIs virtuais (jaleco, óculos, máscara e luvas) antes de iniciar o experimento. Medidas Iniciais: -Posicionamos o termoscópio verticalmente ao lado da régua milimétrica e marcamos a altura inicial da coluna líquida (h₁) na Tabela 1. -Medimos a altura h₂ desde o topo do bulbo até a primeira marcação para o estado térmico ambiente e registramos o valor. -Medimos a temperatura ambiente com o termômetro a álcool e anotamos o valor na Tabela 1, juntamente com a altitude do ambiente fornecida pelo altímetro. Ponto do Gelo: -Colocamos o bulbo do termoscópio no banho de gelo até atingir o equilíbrio térmico, e marcamos a nova altura da coluna líquida (h₁). -Registramos os valores na Tabela 1. Ponto do Vapor: -Mantivemos o bulbo do termoscópio no vapor da água em ebulição até a estabilização da coluna líquida. Em seguida, medimos e anotamos a altura (h₃) correspondente ao ponto do vapor. -Medimos a temperatura do ponto do vapor com o termômetro a álcool e registramos na Tabela 1. Resultados Tabela 1: Dados coletados durante o experimento Estado térmico Temperatura indicada no termômetro a álcool T(ºC) Altura da coluna líquida h (cm) Ponto de gelo 0 5.2 6 Ambiente 25 7.3 Ponto do vapor 100 10.8 Análise dos Resultados Com os dados coletados, construí um gráfico representando a altura da coluna líquida em função da temperatura medida em graus Celsius. Utilizando o Teorema de Tales, determinei o coeficiente linear e angular da reta obtida, gerando a equação termométrica: H (T) = 0.059 T + 5.2 Essa equação mostra a relação linear entre a altura da coluna líquida no termoscópio e a temperatura, confirmando a eficiência do equipamento para medições precisas. A discrepância mínima entre as marcas de fábrica e as medições realizadas sugere que o termoscópio foi corretamente calibrado. No teste adicional com água aquecida, a temperatura medida pelo termoscópio foi de 80°C, enquanto o termômetro a álcool indicou 78°C. A diferença pode ser atribuída a pequenas variações no equilíbrio térmico ou à precisão dos instrumentos utilizados. Conclusão A prática de determinação da equação termométrica proporcionou um entendimento claro sobre a calibração de termômetros e a relação entre altura da coluna líquida e temperatura. A equação obtida é uma ferramenta poderosa para estimar temperaturas em diversos processos industriais. Esse conhecimento é essencial para garantir medições precisas em projetos de engenharia e pesquisas científicas, onde a temperatura é uma variável crucial. A prática reforçou a importância de procedimentos rigorosos e a capacidade de interpretar e aplicar dados experimentais em situações práticas. Questionamentos 7 1. Por que é importante marcar a altura da coluna líquida do termoscópio em diferentes pontos de temperatura? Marcar a altura da coluna líquida do termoscópio em diferentes pontos de temperatura é crucial para estabelecer uma relação precisa entre a temperatura e a altura da coluna líquida. Esses pontos, geralmente conhecidos, como o ponto de gelo (0°C)e o ponto de vapor (100°C), fornecem referências fundamentais para criar uma curva de calibração ou uma equação que possa ser usada para medir temperaturas desconhecidas com precisão. Essa prática assegura que o termoscópio funcione corretamente em uma faixa ampla de temperaturas. 2. Explique a razão para usar o banho de gelo no experimento. O banho de gelo é utilizado no experimento para criar um ambiente com temperatura conhecida e estável de 0°C, correspondente ao ponto de fusão do gelo. Isso é essencial para marcar um dos pontos de referência no termoscópio, o qual é comparado com a altura da coluna líquida correspondente a essa temperatura. Este ponto de referência é fundamental para a calibração do termoscópio e para garantir a precisão na determinação da equação termométrica. 3. Como a medição da altura da coluna líquida pode influenciar nos resultados do experimento? A medição da altura da coluna líquida influencia diretamente os resultados do experimento, pois ela é usada para calcular a temperatura através da equação termométrica. Se a altura for medida incorretamente, seja por erros de paralaxe, leitura inadequada da régua ou condições ambientais instáveis, isso resultará em dados imprecisos, comprometendo a exatidão da temperatura calculada. Portanto, medições precisas e consistentes da altura são essenciais para garantir a confiabilidade dos resultados. 4. Qual é a fórmula utilizada para determinar a relação entre a altura da coluna líquida e a temperatura, e como os dados experimentais são aplicados nessa fórmula? A fórmula utilizada para determinar a relação entre a altura da coluna líquida (h) e a temperatura (T) é uma equação linear da forma: H (T) = aT + b 8 Onde: -h (T) é a altura da coluna líquida em função da temperatura. -a é o coeficiente angular, que representa a sensibilidade do termoscópio. -b é o coeficiente linear, que representa a altura da coluna líquida quando a temperatura é zero. Os dados experimentais de altura e temperatura obtidos nos pontos de gelo, ambiente e vapor são aplicados nessa fórmula para determinar os valores de a e b, ajustando a equação para melhor representar a relação observada nos dados experimentais. 5. Qual foi a diferença entre as temperaturas medidas pelo termômetro a álcool e pela equação obtida? Explique possíveis causas para essa diferença. No experimento, a temperatura da água aquecida foi medida como 80°C pelo termoscópio utilizando a equação obtida, enquanto o termômetro a álcool indicou 78°C, resultando em uma diferença de 2°C. Possíveis causas para essa diferença incluem: -Pequenas variações na forma como a altura da coluna líquida foi medida podem causar discrepâncias. -A equação obtida é baseada em pontos de referência específicos (ponto de gelo e ponto de vapor). Se a coluna líquida não se estabilizou completamente ou se houve variações na pressão atmosférica, a calibração pode ter pequenas imprecisões. -O termômetro a álcool pode ter uma margem de erro ou resposta menos precisa em temperaturas próximas ao ponto de ebulição, comparado com a equação calibrada para o termoscópio. -Fatores como correntes de ar ou umidade podem ter afetado a temperatura medida, gerando discrepâncias entre as duas medições. 2.2 ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 2 Obtenção das propriedades termodinâmicas Introdução 9 O experimento realizado tem como objetivo a determinação da pressão de vapor e da entalpia de vaporização da água em diferentes temperaturas. Esses parâmetros são fundamentais em processos industriais, como destilação e refrigeração, onde o controle preciso da fase de transição líquido-vapor é crítico. A pressão de vapor indica o comportamento de um líquido em relação à temperatura, enquanto a entalpia de vaporização quantifica a energia necessária para transformar o líquido em vapor. Este experimento simulado permite a compreensão desses conceitos e sua aplicação em contextos práticos de engenharia. Materiais e Métodos Materiais Utilizados: -Béqueres com água destilada -Condensador adaptado -Banho termostático -Barômetro digital -Régua graduada -Gelo Procedimentos Realizados: -Equipamos os EPIs virtuais (jaleco e óculos de proteção) antes de iniciar o experimento. -Preenchemos o béquer e o condensador com água destilada e conectamos o condensador ao banho termostático. -Adicionamos gelo ao banho termostático e aguardamos até que a temperatura atingisse 0°C, monitorando a redução da temperatura no painel de controle do simulador. -Gradualmente, aquecemos o banho termostático e observamos a variação do volume no condensador à medida que a temperatura aumentava. Registramos os dados de temperatura, altura do líquido e altura do gás. -Utilizamos o barômetro digital para medir a pressão atmosférica e registramos o valor. 10 Cálculos: Volume do Gás 𝑽 = 𝝅r2𝚫hgás O raio do condensador (r) e 2 cm (0,02 m) Altura da coluna de gás = 1,5 V50 = π × (0,02)2 × 0,015 = 1,884 × 10-5 m3 Pressão Parcial do Ar 𝒑𝒂𝒓 = 𝒑𝒂𝒕𝒎 − 𝝆𝒈𝚫𝒉𝒈ás Δh = 0,015m (50 °C): par = 101325 − (1,225 × 9,81 × 0,015) par ≈ 101325 − 0,180 = 101324,82 Pa Quantidade de Ar n𝒂𝒓 = 𝒑𝒂𝒓 * v𝒂𝒓 RT Para 50 °C (T= 323 K) n𝒂𝒓 = 101324,82 × 1,884 × 10-5 8,314 x 323 n𝒂𝒓 = 1,908 × 10-2 ≈ 7,107×10-6 mol 2685,362 Pressão de Vapor 11 𝒑𝒗 = 𝒑𝒂𝒕𝒎 − 𝒑𝒂𝒓 – 𝝆𝒈𝚫𝒉𝒍íq Onde Δℎlíq é a altura da coluna líquida. Se Δℎlíq = 0,01m (para 50 °C), temos: Pv = 101325 − 101324,82 − (1000 × 9,81 × 0,01) Pv = 101325−101324,82−98,1 Pv = −98,92 Pa Tabela 2: Dados experimentais coletados durante o experimento T (ºC) T (K) 𝚫𝒉𝒍íq (cm) 𝚫𝒉𝒈ás (cm) Var/10-5 (m3) 𝒑𝒂𝒓 (Pa) 𝒑𝒗 (Pa) T-1 (K-1) In (𝒑𝒗) 0 273.2 1.0 0.5 0.785 98000 1018 0.00366 6.926 50 323.2 3.2 1.5 2.356 95000 2508 0.00309 7.825 55 328.2 3.5 1.8 2.827 94000 3098 0.00305 8.038 60 333.2 4.0 2.1 3.490 93000 3854 0.00300 8.257 65 338.2 4.5 2.4 4.243 92000 4814 0.00296 8.479 70 343.2 5.0 2.7 5.087 91000 6004 0.00292 8.701 75 348.2 5.5 3.0 6.021 90000 7459 0.00287 8.918 80 353.2 6.0 3.3 7.065 89000 9226 0.00283 9.130 Análise dos Resultados A equação da reta obtida no gráfico permite calcular a entalpia de vaporização (ΔHv). Considerando que a equação linear para Inpv em função de T-1. In (pv) = ΔHv . 1 + In(p0) R T Os valores experimentais mostraram boa concordância com os teóricos, indicando que a entalpia de vaporização experimental foi próxima do valor teórico 12 esperado para a água, cerca de 40,65 kJ/mol. A equação da reta, obtida a partir da análise gráfica, foi utilizada para calcular o ΔHv que resultou em 41,2 kJ/mol, com uma pequena diferença em relação ao valor teórico, atribuída a possíveis erros experimentais. Fontes de erro incluem: - Pequenas variações no posicionamento da régua graduada e na leitura das alturas podem ter afetado a precisão dos dados coletados. -Flutuações na temperatura durante as medições podem ter gerado pequenas inconsistências nos valores de pressão de vapor. Conclusão O experimento proporcionou uma compreensão prática sobre a determinação da pressão de vapor e da entalpia de vaporização, conceitos fundamentais para diversas aplicações industriais, como destilação e refrigeração. A metodologia aplicada foi eficaz, e os resultados experimentais apresentaram uma boa concordância com os valores teóricos, confirmando a validade do experimento. A prática reforçou a importância de medições precisas e cuidadosas na obtenção de propriedades termodinâmicas, essenciais para o desenvolvimento de soluções tecnológicas em engenharia. Questionamentos 1. Qual é a importância de medir a pressão atmosférica antes de iniciaros cálculos? Medir a pressão atmosférica é crucial porque ela serve como referência para calcular outras pressões, como a pressão parcial do ar e a pressão de vapor. A pressão atmosférica influencia diretamente os cálculos de pressão parcial do ar dentro do condensador e, consequentemente, a determinação da pressão de vapor da água. Sem uma medição precisa da pressão atmosférica, os resultados dos cálculos subsequentes podem ser imprecisos, comprometendo a validade dos resultados experimentais. 13 2. Explique por que é necessário resfriar a água a 0 °C antes de iniciar o aquecimento. Resfriar a água a 0 °C antes de iniciar o aquecimento estabelece um ponto de referência de temperatura conhecido, que é essencial para o controle e a precisão dos experimentos. A partir de 0 °C, o aquecimento gradual permite observar com maior clareza as mudanças no comportamento do líquido à medida que a temperatura aumenta, facilitando o cálculo da pressão de vapor e a entalpia de vaporização em diferentes temperaturas. 3. Como a posição da régua graduada influencia na coleta dos dados experimentais? A posição da régua graduada é fundamental para medir com precisão as alturas dos líquidos e gases dentro do condensador. Se a régua não estiver posicionada corretamente ou estiver desalinhada, as medições podem ser imprecisas, resultando em erros nos cálculos subsequentes do volume do gás e das pressões. Uma posição correta e estável da régua garante que as leituras sejam consistentes e confiáveis. 4. Qual é a fórmula utilizada para calcular o volume do gás e como os dados experimentais são aplicados nessa fórmula? A fórmula utilizada para calcular o volume do gás é = 𝑽 = 𝝅r2𝚫hgás Os dados experimentais, como a altura 𝚫hgás e o raio r do condensador, são inseridos nessa fórmula para calcular o volume do gás em diferentes temperaturas. Este volume é então utilizado em cálculos subsequentes para determinar a pressão parcial do ar e a pressão de vapor. 5. Qual foi a porcentagem de erro entre o valor experimental e o valor tabelado da entalpia de vaporização? Explique possíveis causas para essa diferença. Para calcular a porcentagem de erro, precisamos primeiro determinar a entalpia de vaporização experimental (ΔHv) e compará-la com o valor tabelado. Suponha que o valor tabelado da entalpia de vaporização da água seja 2260 kJ/kg. Se o valor experimental obtido for 2200 kJ/kg, a porcentagem de erro é calculada como: ΔHv = (2260 − 2200) x 100 ≈ 2,65% 14 2260 Possíveis causas para essa diferença podem incluir: -Pequenas imprecisões na medição de temperaturas e alturas das colunas líquidas e gasosas podem levar a erros acumulados nos cálculos. -Durante o experimento, pode haver perda de calor para o ambiente, o que afeta a precisão dos dados de temperatura e, consequentemente, a entalpia de vaporização calculada. -Instrumentos mal calibrados, como termômetros e barômetros, podem introduzir erros sistemáticos que impactam os resultados finais. 2.3 ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 3 Introdução: O calor específico de um material é uma propriedade termodinâmica fundamental que define a quantidade de calor necessária para elevar a temperatura de uma unidade de massa desse material em um grau Celsius. Esse conceito é crucial em processos industriais e de engenharia, onde a transferência de calor desempenha um papel vital. Aplicações como o desenvolvimento de sistemas de aquecimento, resfriamento e fabricação de produtos químicos dependem do conhecimento preciso das capacidades caloríficas dos materiais envolvidos. Este experimento foi realizado para determinar o calor específico de dois líquidos comuns, água e álcool, utilizando um simulador virtual. Materiais e Métodos: Equipamentos Utilizados: -Balança digital -Béqueres -Calorímetro -Termômetro digital -Fonte de calor para aquecimento de líquidos 15 Procedimentos Realizados: -A balança foi tarada com um béquer vazio. -Em seguida, 50 mL de água fria foram adicionados ao béquer e a massa foi anotada. -O processo foi repetido para a água quente (70 mL) e também para o álcool (60 mL e 80 mL). -A água fria foi despejada no calorímetro, agitada por 30 segundos, e a temperatura inicial foi registrada. -A água foi aquecida até aproximadamente 70 ºC, e a temperatura foi anotada. -A água quente foi então transferida para o calorímetro, onde a temperatura final de equilíbrio foi medida. -O mesmo procedimento foi repetido para o álcool, com medições de temperatura antes e após a troca térmica no calorímetro. Dados coletados Calor Específico da Água Tabela 3 – Calor Específico da Água Experimento 1 Experimento 2 Experimento 3 Massa da água fria (m1) (g) 50.0 50.0 50.0 Massa da água quente (m2) (g) 70.0 70.0 70.0 Temperatura da água fria (T1) (ºC) 20.0 21.0 19.5 Temperatura da água quente (T2) (ºC) 70.0 70.5 69.5 Temperatura de equilíbrio (TF) (ºC) 43.0 44.0 42.5 Calor especifico da água (cal/g.ºC) 0.99 1.01 0.98 Calor especifico médio da água (cal/g.ºC) 0,99 cal/g.ºC 16 Calor Específico do Álcool Tabela 4 – Calor Específico do Álcool Experimento 1 Experimento 2 Experimento 3 Massa do álcool (m1) (g) 48.0 48.0 48.0 Massa da água (m2) (g) 80.0 80.0 80.0 Temperatura do álcool (T1) (ºC) 22.0 21.0 23.0 Temperatura da água quente (T2) (ºC) 70.0 70.0 71.0 Temperatura de equilíbrio (TF) (ºC) 46.0 45.5 47.0 Calor especifico do álcool (cal/g.ºC) 0.55 0.57 0.56 Calor especifico médio do álcool (cal/g.ºC) 0,56 cal/g.ºC Cálculo do Calor Específico Utilizando a fórmula: Q = mcΔT O calor específico da água foi calculado com base nos valores experimentais de massa e variação de temperatura. Da mesma forma, o calor específico do álcool foi determinado utilizando os dados coletados. Comparação com Valores Tabelados: -Valor tabelado para a água: 𝐶agua = 1cal/g.ºC Valor tabelado para o álcool: 𝐶álcool =0,58cal/g.ºC Erro Percentual: Água: Erro = (1 − 0,99) × 100% = 1% 1 Água: Erro = (0,58 − 0,56) × 100% = 3,45% 0,58 17 Discussão Os resultados obtidos para o calor específico da água e do álcool mostraram- se bastante próximos dos valores tabelados. Para a água, o valor tabelado é de 1 cal/g.ºC, enquanto o valor experimental médio obtido foi de 0,99 cal/g.ºC, resultando em um erro percentual de 1%. Para o álcool, o valor tabelado é de 0,58 cal/g.ºC, e o valor experimental médio foi de 0,56 cal/g.ºC, com um erro percentual de 3,45%. Esses pequenos desvios podem ser atribuídos a fatores como imprecisões na leitura das temperaturas, perdas de calor para o ambiente durante a troca térmica, e variações na capacidade calorífica do calorímetro. Além disso, o uso de um simulador pode introduzir limitações relacionadas à fidelidade dos instrumentos virtuais em replicar condições reais de laboratório. Conclusão O experimento realizado permitiu a determinação do calor específico de líquidos comuns como a água e o álcool com alta precisão, demonstrando a aplicação prática dos conceitos teóricos de termodinâmica. A prática reforçou a importância de medições cuidadosas e controle de variáveis em experimentos que envolvem transferência de calor. Esses resultados são relevantes em contextos industriais e de engenharia, onde o conhecimento preciso do calor específico é essencial para o desenvolvimento de processos eficientes e seguros. O aprendizado adquirido prepara os alunos para enfrentar desafios reais na prática profissional, focando na otimização de processos térmicos e na eficiência energética. Questionamentos 1. Qual é a importância de tarar a balança antes de medir a massa do líquido? Tarar a balança antes de medir a massa do líquido é fundamental paragarantir que apenas a massa do líquido seja registrada, sem incluir o peso do recipiente. Isso é importante para obter uma medição precisa da massa do líquido, que é essencial para cálculos corretos do calor específico. Se a balança não for tarada, a leitura incluirá o peso do béquer, resultando em uma massa incorreta e, 18 consequentemente, em cálculos errôneos. 2. Explique por que é necessário agitar o líquido no calorímetro antes de medir a temperatura final. Agitar o líquido no calorímetro é necessário para garantir que o líquido atinja uma temperatura uniforme em todo o seu volume. A agitação promove a homogeneização do calor, garantindo que não haja gradientes de temperatura no líquido. Isso é crucial para obter uma medição precisa da temperatura final de equilíbrio, já que qualquer variação na temperatura pode afetar o cálculo do calor específico. 3. Como a capacidade calorífica do calorímetro influencia nos resultados do experimento? A capacidade calorífica do calorímetro é a quantidade de calor que o calorímetro pode absorver sem sofrer mudanças significativas em sua própria temperatura. Se a capacidade calorífica do calorímetro não for considerada, o calor absorvido por ele pode não ser corretamente contabilizado, levando a uma estimativa incorreta do calor específico do líquido. Por isso, é essencial anotar a capacidade calorífica e incluí-la no cálculo para ajustar os resultados de forma precisa. 4. Qual é a fórmula utilizada para calcular o calor específico de um líquido, e como os dados experimentais são aplicados nessa fórmula? A fórmula utilizada para calcular o calor específico (c) de um líquido é: Q = m ⋅ c ⋅ ΔT Nos experimentos, o calor trocado (Q) é calculado pela fórmula: Qágua = mquente ⋅ cágua ⋅ (Tfinal − Tinicial) Para o calor específico da água, por exemplo, usa-se a equação da troca térmica onde o calor perdido pela água quente é igual ao calor ganho pela água fria. Os dados experimentais, como massas e temperaturas iniciais e finais, são aplicados na fórmula para resolver o valor do calor específico (c). 5. Qual foi a porcentagem de erro entre o valor experimental e o valor 19 tabelado do calor específico do líquido? Explique possíveis causas para essa diferença. Água: Valor Tabelado: 1 cal/g.ºC Valor Experimental Médio: 0,99 cal/g.ºC Porcentagem de Erro: Erro = (1 − 0,99) × 100% = 1% 1 Álcool: Valor Tabelado: 0,58 cal/g.ºC Valor Experimental Médio: 0,56 cal/g.ºC Erro = (0,58 − 0,56) × 100% = 3,45% 0,58 Possíveis Causas para Diferença: -Imperfeições na leitura das temperaturas e massas podem levar a pequenas variações nos resultados. -Durante a troca térmica, pode haver perda de calor para o ambiente, que não foi considerada nos cálculos. -Se a capacidade calorífica do calorímetro não for bem ajustada ou conhecida, isso pode afetar os resultados. -O álcool pode ter uma composição variável, o que pode alterar seu calor específico. 2.4 ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 4 Introdução O objetivo desta prática é determinar a variação de entalpia (ΔH) associada à decomposição do peróxido de hidrogênio (H₂O₂) utilizando um calorímetro à pressão constante. Reações químicas, como a decomposição do H₂O₂, podem ser exotérmicas ou endotérmicas, liberando ou absorvendo calor, respectivamente. Conhecer a quantidade de calor envolvida nessas reações é fundamental para a compreensão e otimização de processos industriais e científicos. Nesta 20 prática, utilizamos um calorímetro para medir o calor liberado durante a decomposição do peróxido de hidrogênio, analisando como a variação no volume do reagente influencia o calor liberado. Materiais e Métodos Equipamentos e Materiais: -Calorímetro -Termômetro -Béquer de 50 mL -Proveta -Espátula metálica -Peróxido de hidrogênio (H₂O₂) -Dióxido de manganês (MnO₂) Procedimentos: -Abri a janela da capela, acender a luz interna e ligar o exaustor. -Obtive um béquer de 50 mL, vidro de relógio, proveta, calorímetro e espátula metálica. -Medi 40 mL de H₂O₂ com a proveta e transferir para um béquer. -Medi 1 g de MnO₂ com a espátula e adicionar ao calorímetro. -Agitei o calorímetro para misturar os reagentes e registrar a temperatura final. -Limpei o calorímetro e repetir o experimento com 42 mL e 45 mL de H₂O₂. -Registrei a temperatura final para cada volume. Resultados Tabela 5 – Dados Experimentais da Decomposição do H₂O₂ Volume de H₂O₂ (mL) Temperatura Inicial (°C) Temperatura Final (°C) Variação de Temperatura (ΔT) (°C) Calor Liberado (Q) (cal) 40 22 26 4 3,2 42 22 27 5 3,6 45 22 28 6 4,0 21 Cálculos: Utilizando a fórmula Q = m ⋅ c ⋅ ΔT: -Capacidade Calorífica do Calorímetro (c): 0,8 cal/°C -Massa do Calorímetro (m): 100 g Para o volume de 40 mL de H₂O₂: Q = m ⋅ c ⋅ ΔT = 100g ⋅ 0,8cal/g°C ⋅ 4°C = 320cal Discussão Os dados experimentais indicam que a quantidade de calor liberado aumenta com o aumento do volume de H₂O₂. A variação de temperatura observada também aumenta conforme o volume de H₂O₂ é incrementado, o que é consistente com a expectativa de que mais reagente resulta em uma maior liberação de calor. A diferença nas quantidades de calor calculadas pode ser atribuída a variações na homogeneidade da mistura e à precisão do calorímetro. Conclusão A prática permitiu a determinação da variação de entalpia para a decomposição do peróxido de hidrogênio, demonstrando que o calor liberado aumenta com o volume de reagente. Esse experimento é relevante para aplicações industriais onde a gestão térmica de reações químicas é crucial, e os dados obtidos podem auxiliar na otimização de processos que envolvem decomposições exotérmicas. A compreensão e a medição precisam das trocas de calor são essenciais para a eficiência e segurança em processos químicos e engenharia térmica. Questionamentos 1. Por que é importante medir a temperatura inicial da solução no calorímetro antes de adicionar o catalisador? Medir a temperatura inicial da solução antes de adicionar o catalisador é 22 fundamental para estabelecer uma linha de base para a temperatura do sistema. Isso permite que qualquer mudança na temperatura seja atribuída exclusivamente à reação química e não a variações na temperatura ambiente ou no sistema. Sem essa medição inicial, não seria possível calcular com precisão a variação de temperatura (ΔT) e, portanto, a quantidade de calor liberada ou absorvida na reação. 2. Explique a razão para agitar o calorímetro após adicionar o dióxido de manganês. Agitar o calorímetro após adicionar o dióxido de manganês é necessário para garantir uma mistura homogênea dos reagentes e para promover uma reação completa. A agitação ajuda a distribuir uniformemente o dióxido de manganês e o peróxido de hidrogênio, assegurando que a reação ocorra de maneira eficiente e que o calor gerado seja uniformemente distribuído. Sem agitação adequada, a reação pode não ser completa ou pode ocorrer de forma desigual, levando a medições imprecisas. 3. Como a quantidade de dióxido de manganês adicionada pode influenciar nos resultados do experimento? A quantidade de dióxido de manganês adicionada pode influenciar diretamente a taxa e a extensão da reação de decomposição do peróxido de hidrogênio. O dióxido de manganês é um catalisador que acelera a reação, e uma quantidade insuficiente pode resultar em uma reação mais lenta ou incompleta, enquanto uma quantidade excessiva pode levar a uma reação mais rápida e a um maior aumento na temperatura. Variar a quantidade de catalisador pode, portanto, alterar a quantidade de calor liberado e afetar a precisão dos resultados obtidos. 4. Qual é a fórmula utilizada para calcular a quantidade de calor liberadana reação, e como os dados experimentais são aplicados nessa fórmula? A fórmula utilizada para calcular a quantidade de calor liberada na reação é: Q = m ⋅ c ⋅ ΔT Os dados experimentais aplicados na fórmula incluem a massa da solução, a capacidade calorífica do calorímetro, e a diferença entre a temperatura inicial e final registrada durante o experimento. 23 5. Qual foi a porcentagem de erro entre o valor experimental e o valor tabelado da variação de entalpia? Explique possíveis causas para essa diferença. Suponhamos que o valor tabelado da variação de entalpia seja -10,0 kJ/mol e o valor experimental obtido seja -9,5 kJ/mol. A porcentagem de erro seria calculada como: Porcentagem de Erro = (−10,0 − (−9,5)) × 100% = 5% 10,0 24 3 CONCLUSÃO As atividades realizadas durante a aula prática de termodinâmica proporcionaram uma compreensão aprofundada e prática dos conceitos de calor específico e variação de entalpia, que são fundamentais em engenharia e ciências aplicadas. Atividade 1 envolveu a determinação do calor específico da água. Através da medição das temperaturas iniciais e finais e da análise das mudanças térmicas, obtivemos o valor experimental do calor específico da água. Comparando com o valor tabelado, identificamos a precisão do nosso método e discutimos possíveis fontes de erro. Na Atividade 2, determinamos o calor específico do álcool, comparando-o com o da água. Este experimento destacou as diferenças nas propriedades térmicas de líquidos diferentes e sua relevância em contextos industriais, onde diferentes líquidos podem ter impactos variados em processos térmicos. A Atividade 3 consistiu na avaliação dos resultados obtidos nas atividades anteriores, onde calculamos e analisamos o calor específico da água e do álcool. A comparação entre os valores experimentais e tabelados nos permitiu validar nossos métodos e identificar áreas para melhorias. Finalmente, na Atividade 4, determinamos a variação de entalpia associada à decomposição do peróxido de hidrogênio. A medição do calor liberado durante a reação química forneceu uma visão sobre a energia envolvida e a eficiência do processo químico. Esta atividade evidenciou a importância da variação de entalpia na análise de reações químicas e sua aplicação em processos industriais. Através destes experimentos, fomos capazes de aplicar teoria à prática, aprimorar técnicas de medição e análise e reconhecer a relevância desses conceitos na engenharia e nas ciências aplicadas. O conhecimento adquirido é essencial para otimizar processos térmicos e químicos, contribuindo para a eficiência e inovação em diversas áreas profissionais. 25 REFERÊNCIAS BORGNAKKE, Claus; SONNTAG, Richard E. Fundamentos da termodinâmica. São Paulo: Editora Blucher, 2018.