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Prof. Me. Anderson Pellegrino UNIDADE III Diplomacia Econômica nas Relações Internacionais Diplomacia Econômica no Brasil: Política externa brasileira é analisada a partir de dois paradigmas: americanismo e globalismo; Americanismo: concebia os EUA como eixo da política externa. Crença que o alinhamento com Washington elevaria os recursos de poder político e econômico do Brasil em negociações internacionais; Globalismo: concebido como alternativa ao Americanismo, prega a diversificação das relações exteriores do Brasil como a condição para o aumento do poderio de barganha do país em fóruns internacionais, mesmo junto aos EUA. Diplomacia Econômica Americanismo: pragmático (alinhamento para o aproveitamento de oportunidades. Ex.: 1967 a 1974) ou ideológico (alinhamento com as crenças liberais e os posicionamentos internacionais norte-americanos. Ex.: 1964 a 1967). Globalismo: crítica nacionalista da matriz norte-americana e base na visão cepalina (1961-1964). Diplomacia Econômica Diplomacia Econômica no Brasil: Relações Brasil-EUA no século XX: alternância entre o alinhamento e a autonomia; Primeiro momento (da República Velha até a década de 1940): aliança informal; Segundo momento (1942-1974): alinhamento; Terceiro momento (1974-1990): autonomia nos assuntos internacionais; Quarto momento (1990-2002): flexibilidade; Quinto momento (2003-2010): pragmatismo. Diplomacia Econômica O paradigma do globalismo que permeia a política externa brasileira, no século XX, se caracteriza pelo(a): a) Alinhamento irrestrito com Washington. b) Alinhamento com o pensamento econômico liberal de matriz norte-americana. c) Busca da diversificação das relações exteriores do Brasil. d) Busca da aproximação ideológica com os EUA. e) Rejeição das relações com a Europa. Interatividade O paradigma do globalismo que permeia a política externa brasileira, no século XX, se caracteriza pelo(a): a) Alinhamento irrestrito com Washington. b) Alinhamento com o pensamento econômico liberal de matriz norte-americana. c) Busca da diversificação das relações exteriores do Brasil. d) Busca da aproximação ideológica com os EUA. e) Rejeição das relações com a Europa. Resposta Integração latino-americana em um mundo globalizado: Inserção internacional: marcada pela adversidade, já que a região é constituída por Estados com diferentes níveis de desenvolvimento econômico e social; Desde os processos de independência, no século XIX, as nações latino-americanas buscam vínculos com os espaços econômicos mais relevantes, como a Europa e os EUA; Doutrina Monroe (1823): “A América para os americanos”. Diplomacia Econômica Integração latino-americana em um mundo globalizado: Somente a partir da década de 1930, é que os governos latino-americanos começam a praticar os programas mais estruturados para o desenvolvimento da região, promovendo alguma aproximação entre os países; Pós-guerra: realinhamento da conjuntura global no âmbito da Guerra Fria; JK e a Operação Pan-Americana (OPA): projeto de promoção do desenvolvimento regional através da união de países do continente. Resposta ao descaso dos EUA com a região. Diplomacia Econômica Integração latino-americana em um mundo globalizado: A OPA visava estimular o aporte de recursos públicos norte-americanos para os projetos de desenvolvimento dos países latino-americanos. Argumento: pobreza e miséria são estímulos para a proliferação do ideário comunista; OPA: êxito, apenas, na criação do Banco Interamericano de Desenvolvimento; Revolução Cubana (1959): a América Latina é reafirmada como a zona de influência norte-americana; Brasil: Política Externa Independente (1961 - Jânio Quadros); Anos 1960 e 1970: regimes autoritários, reforço do alinhamento com os EUA, e integração regional, apenas, para fins de repressão dos movimentos locais de contestação aos governos autoritários. Diplomacia Econômica A Operação Pan-Americana (OPA), promovida pelo governo brasileiro de JK, visava: a) Atrair os recursos públicos dos EUA para os projetos de desenvolvimento dos países latino-americanos. b) Promover o desenvolvimento econômico latino-americano através da aproximação com a Europa. c) Promover o desenvolvimento econômico latino-americano através da aproximação com a Ásia. d) Promover a formação de um bloco econômico com uma moeda comum na América Latina. e) Reduzir a influência dos EUA sobre a economia latino- americana. Interatividade A Operação Pan-Americana (OPA), promovida pelo governo brasileiro de JK, visava: a) Atrair os recursos públicos dos EUA para os projetos de desenvolvimento dos países latino-americanos. b) Promover o desenvolvimento econômico latino-americano através da aproximação com a Europa. c) Promover o desenvolvimento econômico latino-americano através da aproximação com a Ásia. d) Promover a formação de um bloco econômico com uma moeda comum na América Latina. e) Reduzir a influência dos EUA sobre a economia latino- americana. Resposta Integração latino-americana em um mundo globalizado: Anos 1980: crise. Impactos dos choques do petróleo e mudanças no quadro internacional; Argentina: Ilhas Malvinas (1982), a desestruturação do regime político no país e a redemocratização; Brasil: a recessão econômica e o começo da redemocratização; Reaproximação entre Brasília e Buenos Aires. Primeiros passos nos projetos de integração econômica. Diplomacia Econômica Neoliberalismo e integração latino-americana, a partir da década de 1990: Anos 1980/1990: com a exceção de Cuba, todos os países latino-americanos promoveram medidas econômicas liberalizantes, em linha com o Consenso de Washington; Consenso de Washington: abertura econômica, liberação de fluxos comerciais, desregulamentação da economia, redução do gasto público, privatizações de estatais; Esgotamento do modelos desenvolvimentista que prevaleceu na América Latina, desde a década de 1930; Argentina: reformas mais radicais, privatizações em larga escala; Brasil: nível intermediário em termos de reformas. Não avançou tanto quanto a Argentina. Diplomacia Econômica Não é uma característica do Consenso de Washington: a) Promover a abertura econômica dos países. b) Estimular a liberação de fluxos comerciais entre os países. c) Pregar a desregulamentação das economias. d) Pregar a redução do gasto público. e) Promover a estatização de grandes empresas. Interatividade Não é uma característica do Consenso de Washington: a) Promover a abertura econômica dos países. b) Estimular a liberação de fluxos comerciais entre os países. c) Pregar a desregulamentação das economias. d) Pregar a redução do gasto público. e) Promover a estatização de grandes empresas. Resposta Neoliberalismo e integração latino-americana, a partir da década de 1990: Os avanços na construção da União Europeia influenciaram outros países e regiões. Soma- se a isso o avanço da globalização, do neoliberalismo e do enfraquecimento da ideia de Estado-nação; Mercosul (1991 – Tratado de Assunção): bloco regional, inicialmente, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, inspirado no modelo europeu de integração; Livre-circulação de bens, serviços e fatores de produção, União Aduaneira (Zona de Livre Comércio com Tarifa Externa Comum – TEC). Diplomacia Econômica Política comercial comum ante outros países; coordenação de políticas macroeconômicas; TEC (Tarifa Externa Comum) a ser aplicada aos países não membros; bloco mantém negociações com Japão, México, Comunidade Andina e União Europeia. Característica do Mercosul: os problemas que surgiram – e surgem – no bloco são resolvidos de forma negociada. Brasil: o Mercosul é importante nos aspectos comercial e político. Diplomacia Econômica Pacto Andino (posteriormente, chamado de ComunidadeAndina – CAN): Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru, inicialmente. Década de 1970: entrada da Venezuela e saída do Chile. Também defendia a liberalização do comércio, a coordenação da política de desenvolvimento industrial dos participantes, o tratamento especial para as empresas multinacionais, e o programa unificado para as importações e a criação de uma corporação de fomento. Diplomacia Econômica Objetivos da Comunidade: (I) Aumentar o crescimento econômico dos participantes; (II) Criar mais empregos; (III) Promover o desenvolvimento equilibrado entre os participantes; (IV) Buscar a integração regional e a formação de um mercado comum latino-americano; (V) Diminuir a vulnerabilidade externa dos participantes. Algumas das principais conquistas: política externa comum (ideia de ter uma voz única em foros internacionais); aumento considerável do comércio intra-regional; livre-circulação de pessoas na área integrada; defesa da democracia com a criação do Parlamento Andino. Diplomacia Econômica O Mercosul pode ser considerado como: a) Um bloco econômico regional, na forma de uma união monetária. b) Um bloco econômico regional, na forma de uma união aduaneira. c) Um bloco econômico regional, na forma de uma união econômica. d) Um bloco econômico regional, na forma de uma união política. e) Um acordo entre os países para limitar a mobilidade de pessoas e produtos na região. Interatividade O Mercosul pode ser considerado como: a) Um bloco econômico regional, na forma de uma união monetária. b) Um bloco econômico regional, na forma de uma união aduaneira. c) Um bloco econômico regional, na forma de uma união econômica. d) Um bloco econômico regional, na forma de uma união política. e) Um acordo entre os países para limitar a mobilidade de pessoas e produtos na região. Resposta CONSIDERA, C. A. F. Política internacional II: relações do Brasil com as economias emergentes e o diálogo com os países desenvolvidos. São Paulo: Saraiva, 2016. GREMAUD, A. P.; VASCONCELLOS, M. A. S. de; TONETO JR., R. Economia brasileira contemporânea. São Paulo: Atlas, 2017. LESSA, A. C. Política Internacional Contemporânea: mundo em transformação. São Paulo: Saraiva, 2016. PINHEIRO, L. Política Externa Brasileira. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004. SARAIVA, J. S. História das relações internacionais contemporâneas: da sociedade internacional do século XIX à Era da Globalização. São Paulo: Saraiva, 2008. SILVA, G. A.; GONÇALVES, W. Dicionário de relações internacionais. Barueri: Manole, 2010. SOUZA, N. de J. Desenvolvimento Econômico. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2011. Referências ATÉ A PRÓXIMA!