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Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
 
 
 
18/07/2024 
Prof. Pedro Ivo 
A bioestatística dentro da medicina tem uma 
função primordial. 
Conceitos fundamentais: conceitos 
experimentais e tipos de variáveis 
1. População: 
A população refere-se ao conjunto completo de 
elementos que compartilham uma característica 
comum. Pode ser uma população de pacientes, 
células, órgãos ou qualquer grupo de interesse. 
Exemplo médico: a população de pacientes com 
diabetes tipo 2 em um hospital universitário. 
Todos os indivíduos em um espaço que podem ser 
de interesse de uma pesquisa científica. 
2. Amostra: 
Uma amostra é um subconjunto representativo da 
população. Ela é usada para fazer inferências sobre 
a população maior. 
Exemplo médico: selecionar aleatoriamente 100 
pacientes com hipertensão arterial para um estudo 
clínico. 
Tomar cuidado com as amostras pois se elas não 
representam a população, o resultado estará 
enviesado. 
3. Técnica amostral/plano amostral 
É a forma com que vou selecionar a amostra, pode 
acontecer de duas maneiras: probabilísticas e não 
probabilísticas. 
• Probabilísticas 
Aleatória simples 
Técnica amostral onde envolve algo aleatório 
(sorteio). A probabilidade de o indivíduo ser 
sorteado é a mesma dentro da amostra. 
 
 
 
o Aleatória estratificada 
Exemplo: divido a amostra em homens e mulheres 
e sorteio entre os dois grupos o mesmo número de 
participantes. 
• Não probabilísticas 
Técnicas que não envolvem sorteio. 
Conveniência 
Exemplo: vou até uma clínica e peço para que os 
primeiros 50 homens e as primeiras 50 mulheres 
participem da pesquisa. 
Aumento o risco de viés. 
Intenção 
É uma técnica de amostragem na qual a pessoa 
encarregada de conduzir a investigação depende 
de seu próprio julgamento para escolher os 
membros que farão parte do estudo. 
O pesquisador principal deve conhecer 
profundamente o estilo de estudo que está sendo 
realizado para evitar viés. 
Por cotas 
Faço estratos populacionais 
À esmo 
É aquela em que o amostrador, para simplificar o 
processo, procura ser aleatório sem, no entanto, 
realizar propriamente o sorteio usando algum 
dispositivo aleatório confiável. 
Observação: em vários estudos acontecem mescla 
dessas técnicas de seleção de plano amostral. 
4. Unidade amostral/elemento da amostra: 
A unidade amostral é um elemento individual 
dentro da amostra. Pode ser um paciente, uma 
célula, um exame de imagem etc. 
Exemplo médico: cada paciente selecionado para o 
estudo representa uma unidade amostral. 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
5. Dados: 
Dados são informações coletadas ou observadas 
em um estudo. Podem ser quantitativos (números) 
ou qualitativos (categorias). 
Exemplo médico: dados de pressão arterial, níveis 
de glicose, histórico de doenças, peso, etc. 
6. Variáveis e os tipos de variáveis: 
Variáveis são características que variam entre 
indivíduos ou unidades amostrais. Existem quatro 
tipos principais: 
• Variáveis qualitativas: 
As variáveis qualitativas também são conhecidas 
como variáveis categóricas. 
Elas não usam valores numéricos, mas descrevem 
os dados por categorias ou características sem uma 
ordem natural. 
Existem dois tipos de variáveis qualitativas: 
Nominal: refere-se ao nome dado a cada categoria, 
que não possui número ou classificação numa 
escala. 
Exemplo médico: grupos sanguíneos (A, B, AB, 
O). 
Ordinal: refere-se aos graus de uma escala de 
medição, que não podem ser somados ou 
submetidos ao cálculo de uma média. 
Exemplo médico: graus de lesão por queimadura 
(leve, moderada, grave). 
• Variáveis quantitativas: 
As variáveis quantitativas representam quantidades 
mensuráveis. 
Existem dois tipos de variáveis quantitativas: 
Contínua: existem valores entre os seus valores; 
portanto, são infinitas. 
(Aquela que pode ter vírgula) 
Exemplos médicos: 
Idade: pode variar continuamente (exemplo: 45 
anos, 45.5 anos, etc.). 
Pressão arterial sistólica: pode variar em qualquer 
valor (exemplo: 130 mmHg, 131 mmHg, etc.). 
Discreta: não existem valores entre eles; são 
contáveis e finitos. 
Exemplo médico: quantidade de pacientes em uma 
clínica (não é possível ter 1.5 pacientes). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
 
 
 
25/07/2024 
Prof. Pedro Ivo 
Estatística descritiva 
• Medidas de tendência central + medidas 
de variabilidade 
Estatística descritiva e preditiva – que é utilizada 
para predizer algumas coisas, esse tipo de 
estatística não será nosso foco. 
Conceitos fundamentais: parâmetros 
estatísticos empregados na análise descritiva 
1. Média – x̅ ou µ: 
A média é a soma de todos os valores dividida pelo 
número total de valores (é um valor central). 
Suponhamos que temos as idades de 5 pacientes 
com diabetes tipo 2: 50, 55, 60, 65 e 70 anos. 
A média é calculada como: 
Média = 50 + 55 + 60 + 65 + 70 / 5 = 60 
2. Mediana: 
A mediana é o valor central de um conjunto de 
dados quando organizados em ordem crescente ou 
decrescente. 
Se tivermos os mesmos dados de idade, 
organizados em ordem crescente: 50, 55, 60, 65, 
70. 
A mediana é o valor central, que é 60 anos. * Para 
casos em que n for número par, a mediana é média 
dos dois valores centrais. 
3. Moda: 
A moda é o valor mais frequente em um conjunto 
de dados. 
Suponhamos que temos os níveis de pressão 
arterial sistólica (PAS) de 10 pacientes: 120, 130, 
140, 130, 140, 140, 150, 130, 140, 150. 
 
 
 
A moda é o valor mais frequente, que é 140 mmHg. 
Medidas de variabilidade (mede quanto um 
conjunto de dados é variável dentro de si) 
1. Variância: 
A variância é a média dos quadrados das diferenças 
entre cada valor e a média. 
A variância é o quadrado do desvio-padrão: 
Variância= (Desvio-padrão) 2 = 9.352 ≈ 87.22 
2. Desvio-padrão: 
O desvio-padrão mede a dispersão dos dados em 
torno da média. 
Vamos usar os níveis de glicose em jejum (mg/dL) 
de 6 pacientes: 100, 110, 120, 130, 140, 150. 
Primeiro, calculamos a média: 
Média= 100 + 110 + 120 + 130 + 140 + 150 / 6 = 
125 
Em seguida, calculamos as diferenças entre cada 
valor e a média: (100 - 125), (110 - 125), (120 - 
125), (130 - 125), (140 - 125), (150 - 125). 
Calculamos os quadrados dessas diferenças: 625, 
225, 25, 25, 225, 625. 
A soma dos quadrados é 1750. 
O desvio-padrão é a raiz quadrada da média dos 
quadrados: 
Desvio-padrão = √1750 / 6 ≈ 9.35 
Quanto maior o desvio padrão, maior a 
variabilidade daquele grupo. 
3. Coeficiente de variação: 
O coeficiente de variação é o desvio-padrão 
expresso como uma porcentagem da média. 
Suponhamos que temos os níveis de creatinina 
sérica (mg/dL) em 8 pacientes: 1.0, 1.2, 1.5, 1.3, 
1.4, 1.2, 1.6, 1.1. 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
A média é 1.3 e o desvio-padrão é 0.2. 
O coeficiente de variação é calculado como: 
Coeficiente de variação = (Desvio-padrão / média) 
* 100 
Coeficiente de variação = (0.2 / 1.3) * 100 = 
15.38% 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
 
 
05/08/2024 
Prof. Pedro Ivo 
Intervalos de confiança 
Parâmetro µ é uma medida de tendência central. 
É determinado em termos de %. 
Por exemplo: IC = 95%; IC = 98%; IC = 97,5% 
O que significa IC? Para que serve IC? 
Cálculo: x̅ ± t1 – a/2 .	S/√𝑛	
O intervalo de confiança é um índice simples de se 
interpretar. Por exemplo: considereE o HDL e triglicerídeos? 🤔 
Para todos os pacientes, objetiva-se: 
• Triglicerídeos:vez ao dia 
Tratamento da hipertrigliceridemia 
Normalmente, quando se trata a 
hipercolesterolemia, existe uma melhora associada 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
da Hipertrigliceridemia. No entanto, nos casos em 
que os triglicerídeos se encontram acima de 500 
mg/dl, de forma isolada ou associada, o tratamento 
direcionado da hipertrigliceridemia se torna 
fundamental. Isso é feito com a primeira opção 
(Fibratos) ou segunda opção (Ácido Nicotínico) 
1) Fibratos: 
Indicação: É indicado como primeira opção para 
tratar hipertrigliceridemia e/ou redução de HDL 
isolado. 
Mecanismo de ação: aumenta hidrólise 
intravascular dos triglicerídeos (pelo estímulo à 
PPAR-alfa) 
Efeito: Redução dos triglicerídeos em 35 - 50%, 
podendo elevar o HDL em 15-25% 
Reações adversas: em geral são bem tolerados, 
porém pacientes podem apresentar alterações 
gastrointestinal, formação de cálculos biliares e 
potencialização de anticoagulação, redução de 
libido 
Quando suspender ou não usar: insuficiência renal, 
insuficiência hepática, cirrose biliar primária 
• Atenção, quando for utilizado junto com 
estatinas, deve-se evitar o uso Genfibrozila, 
uma vez que leva a um aumento do risco de 
rabdomiólise. 
Opções: São diversas as opções possíveis: 
• Genfibrozila (Lopid®) (Comprimidos 600 
e 900 mg): posologia de 600 mg 2 vezes ao 
dia - 30 minutos antes das refeições, quando 
atingir o nível adequado de triglicerídeo 
pode reduzir para 900 mg antes do jantar 
• Bezafibrato (Cedur®) (Comprimido com 
200 mg): posologia de 200 mg três vezes ao 
dia durante ou após as refeições - se atingir 
o objetivo de triglicerídeo, pode reduzir 
para duas vezes ao dia 
• Fenofibrato (Lipidil®) (Cápsula 200 mg): 
posologia 200 mg à noite 
• Ciprofibrato (Lipless®) (Comprimido com 
100 mg): posologia 100 mg à noite longe 
das refeições 
 
2) Ácido nicotínico (niacina): 
Indicação: É utilizado como segunda escolha em 
hipertrigliceridemia e HDL baixo 
Mecanismo de ação: reduz a síntese hepática de 
VLDL (e consequentemente LDL) e aumento nos 
níveis de HDL 
Efeito: Redução do LDL em 5 - 20%, redução de 
triglicerídeos em 20 - 50% e aumento de 15 - 35% 
nos níveis de HDL 
Reações adversas: efeitos adversos são frequentes, 
e incluem: rash cutâneo, rubor facial, mialgia, 
desconforto gastrointestinal, aumento de ácido 
úrico, aumento de homocisteína, piora do controle 
glicêmico 
Quando suspender ou não usar: doença hepática; 
úlcera péptica ativa; hipotensão severa; etilistas; 
insuficiência coronariana; diabetes mellitus; 
doença renal; gota; hemorragia arterial 
Opção: 
• Ácido Nicotínico (apresentação: 
comprimido com 500, 750 e 1000 mg) 
(Nome comercial: Metri®)- posologia: 
iniciar com 100 mg vira oral duas vezes ao 
dia, aumentando gradualmente até a dose-
alvo tolerada (máximo de 1,5 - 2 g ao dia 
em 3 doses diárias) 
Tratamento da redução do hdl isolado 
Pacientes com HDL reduzido de forma isolada 
devem tentar tratamento não medicamentoso (vide 
subitem específico). Se não houver melhora, iniciar 
o uso de fármacos. A primeira opção são os 
fibratos, a segunda é o ácido nicotínico: 
1) Fibratos: 
Indicação: É indicado como primeira opção para 
tratar hipertrigliceridemia e/ou redução de HDL 
isolado. 
Mecanismo de ação: aumenta hidrólise 
intravascular dos triglicerídeos (pelo estímulo à 
PPAR-alfa) 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
Efeito: Redução dos triglicerídeos em 35 - 50%, 
podendo elevar o HDL em 15 - 25% 
Reações adversas: em geral são bem tolerados, 
porém pacientes podem apresentar alterações 
gastrointestinal, formação de cálculos biliares e 
potencialização de anticoagulação, redução de 
libido 
Quando suspender ou não usar: insuficiência renal, 
insuficiência hepática, cirrose biliar primária 
• Atenção, quando for utilizado junto com 
estatinas, deve-se evitar o uso de 
Genfibrozila, uma vez que leva a um 
aumento do risco de rabdomiólise. 
Opções: São diversas as opções possíveis: 
• Genfibrozila (Lopid®) (Comprimidos 600 
e 900 mg): posologia de 600 mg 2 vezes ao 
dia - 30 minutos antes das refeições, quando 
atingir o nível adequado de triglicerídeo 
pode reduzir para 900 mg antes do jantar 
• Bezafibrato (Cedur®) (Comprimido com 
200 mg): posologia de 200 mg três vezes ao 
dia durante ou após as refeições - se atingir 
o objetivo de triglicerídeo, pode reduzir 
para duas vezes ao dia 
• Fenofibrato (Lipidil®) (Cápsula 200 mg): 
posologia 200 mg à noite 
• Ciprofibrato (Lipless®) (Comprimido com 
100 mg): posologia 100 mg à noite longe 
das refeições 
 
2) Ácido nicotínico (niacina): 
Indicação: É utilizado como segunda escolha em 
hipertrigliceridemia e HDL baixo 
Mecanismo de ação: reduz a síntese hepática de 
VLDL (e consequentemente LDL) e aumento nos 
níveis de HDL 
Efeito: Redução do LDL em 5 - 20%, redução de 
triglicerídeos em 20 - 50% e aumento de 15 - 35% 
nos níveis de HDL 
Reações adversas: efeitos adversos são frequentes, 
e incluem: rash cutâneo, rubor facial, mialgia, 
desconforto gastrointestinal, aumento de Ácido 
úrico, aumento de Homocisteína, piora do controle 
glicêmico 
Quando suspender ou não usar: doença hepática; 
Úlcera péptica ativa; hipotensão severa; Etilistas; 
insuficiência coronariana; Diabetes mellitus; 
doença renal; Gota; hemorragia arterial 
Opção: 
• Ácido Nicotínico (apresentação: 
comprimido com 500, 750 e 1000 mg) 
(Nome comercial: Metri®) - posologia: 
iniciar com 100 mg via oral duas vezes ao 
dia, aumentando gradualmente até a dose-
alvo tolerada (máximo de 1,5 - 2 g ao dia 
em 3 doses diárias) 
Quando internar 
A dislipidemia, por si só, não necessita de 
internamento. O internamento deverá ser feito 
diante de complicações como Infarto Agudo do 
Miocárdio, AVC, Pancreatite etc 
Seguimento 
O perfil lipídico (Colesterol total, VLDL, LDL, 
HDL e Triglicerídeos) deverá ser repetido cerca de 
3 meses após iniciar o tratamento. Após isso, caso 
a meta não seja atingida, repetir a cada 3 meses até 
atingir. Por outro lado, atingida a meta, monitorizar 
a cada 6 meses 
• Em resumo: Tempo de tratamento 
indefinido; reavaliação a cada 4 - 12 
semanas. 
Com o uso de estatinas, deve-se avaliar 
periodicamente os níveis de transaminases 
(TGO/TGP) e CPK 
Com o uso de resinas de troca, deve-se avaliar 
periodicamente os níveis de transaminases 
(TGO/TGP) e Fosfatase Alcalina 
 
 
 
 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
 
 
08/08/2024 
Prof. Francine Edwiges 
Diagnóstico: 
O diagnóstico de diabetes é feito utilizando valores 
de glicemia de jejum (maior ou igual a 126 mg/di 
em duas ocasiões) ou após a ingestão de uma 
quantidade específica de glicose (colhendo-se a 
glicemia 2 horas depois com valor maior ou igual a 
200 mg/di). 
Em glicemia aleatória colhida em qualquer 
momento um valor maior ou igual a 200 mg/di, na 
presença dos sintomas clássicos também confere o 
diagnóstico de diabetes. 
O desenvolvimento do DM2 ocorre ao longo de 
anos e pessoas com valores de glicemia de jejum 
entre 100 e 125 mg/di e/ou entre 140 e 199 mg/di 
são diagnosticadas como portadoras de pré-
diabetes. 
Passo a passo: 
Recomendações de rastreamento de pacientes com: 
• ⁠40 anos: rastreio universal. 
Em qualquer idade com sobrepeso ou obesidade 
(IMC>25) + fator de risco cardiometabólico (HAS 
e sobrepeso, histórico familiar, DM gestacional, 
dislipidemia). 
ADA X SBD: ada sugere com 35 anos (americanos 
mais obesos). 
Qual é o exame? 
Glicemia de jejum: 126mg/dl (repetido e 
confirmado). 
• Pré-DM: 100- 125mg/di >>> TOTG: que 
pode ser feito junto com a HbA1C. 
Tratamento: orientações da SBD. 
Não farmacológico 
• Dieta e atividade física (MEV). 
 
 
• ⁠150 minutos de atividades físicas (SBD: 
exercício aeróbico) e duas sessões de 
exercícios resistidos. (veja se seu paciente é 
sedentário). 
Dados da ADA: exercício físico reduz HbA1C em 
0.6% de forma isolada somada a outras estratégias. 
Obs: benefícios metabólicos do exercício físico 
duram até 48 horas após a sessão de treino. 
Dieta: 
• ⁠Aumentoda ingestão de fibras; 
• Redução de carboidratos simples: 
• Reduzir consumo de gorduras saturados. 
SUS: cadê a nutricionista? 
• ⁠Use linguagem clara para ter impacto na 
vida do seu paciente. 
• Bolacha de água e sal não é saudável 
Tratamento medicamentoso: terapia oral 
• Metformina: biguanidas. (500mg/850 mg). 
• Sulfaniluréias: glibenclamina (5mg) e 
gliclazida (30mg e 60 mg). 
• SGLT2: Dapaglifozina 10 mg (cenário 
limitado : critérios para indicação). 
Tratamento medicamentoso: terapia injetável: 
• ⁠Insulina NPH 
• ⁠Insulina regular 
• Alto custo: análogos de insulina insulina 
asparte, lispro e glulisina) para casos onde 
não tem controle ou muitos casos de 
hipoglicemia. 
Como iniciar o tratamento farmacológico do 
paciente DM2 no SUS de acordo com a diretriz? 
Droga inicial: sempre metformina. 
Como iniciar a metformina? 
Menor dose, e vai titulando essa dose até a dose 
máxima que a SBD colocou como 2000mg(2g/dia). 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
Dificuldade: dose máxima de 2550 mg (três 
comprimidos de 850mg ao dia). 
ATENÇÃO: sabemos que a dose acima de 2000mg 
não tem tanto benefício para controle glicêmico. 
• Metformina isolada não conseguiu ajustar 
os níveis glicêmicos e agora? 
• Associe uma sulfaniluréia (glibenclamida 
ou gliclazida), na menor dose, titulando até 
a dose máxima tolerável. 
Paciente não controlou com as duas medicações, e 
agora? 
• Iniciar o tratamento injetável: 
insulinoterapia. 
População em geral e para aquele subgrupo com 
doença cardiovascular estabelecida teria a opção da 
Dapaglifozina (EDISTRIDE 10MG E FORXIGA 
10MG) ambos disponíveis na farmácia popular. 
Paciente com Doença Renal Crônica: 
Perfil: idoso que possui diagnóstico há muito 
tempo e tem uma creatinina alterada. 
Quais cuidados temos que ter com este paciente: 
No contexto do SUS: dosar creatinina E 
CALCULE O CLERANCE (CKD-EPI 
https://sbn.org.br/calculadoras/CalculadpraCKD-
EPI/mobile/1 e estratifique seu paciente) 
• Paciente com TFG ≤ 60: use até 2000mg. 
• Paciente com TFG ≤ 45: use a dose máxima 
de 1000mg. 
• Paciente com TFG ≤ 30: não usar a 
metformina ou suspender a metformina se o 
paciente estiver usando devido o risco de 
ACIDOSE LÁTICA. 
Obs: a metformina interfere com a função 
mitocondrial. 
Cuidados com a Metformina: 
Deficiência de vitamina B12, no SUS orienta a 
dosagem imediata e as diretrizes a cada quatro anos 
(que são os que os dados epidemiológicos mostram 
que a deficiência de B12 está associado a uso 
prolongado). 
Terapia dupla como iniciar: HAB1C acima de 7.5 
ou 8, interfira precocemente para ter mais 
benefícios. 
SLIDE IMPORTANTE: 
NOVO CRITÉRIO PARA DIGNÓSTICO DE 
DM. 
ESTA VALIDADO O NOVO CRITÉRIO PARA 
DIAGNOSTICO DE PRÉ-DM E DM 
(12/07/2024). 
A diretriz incluiu o critério de diagnóstico da 
doença e conclui: 
• 1h após ao TOTG (com 75g de dextrosol) é 
superior à de 2h na detecção do DM, além 
de ser mais prático para o paciente e para o 
laboratório. 
• SBD 2024 de DM: glicemia 1H APÓS 
TOTG > 209MG/dl, é o NOVO CRITÉRIO 
DIAGNÓSTICO. 
• ⁠SBD 2024 de PRÉ-DM: GLICEMIA 1 
HORA APÓS TOTG ENTRE 155-
208MG/dl. 
Uso da metformina na gestação e lactação: 
Metformina não é teratogênica e representa uma 
das opções de tratamento do DM gestacional. 
Segura para mulheres que estejam amamentando. 
Indicações de uso:DM2, PRÉ-DM, DMG, SOP 
Efeitos adversos: sintomas gastrointestinais 
(diarreia, náusea, anorexia, gosto metálico) 
geralmente são transitórios, deficiência de B12 e 
acidose lática (rara). 
Contraindicações da metformina: 
Insuficiência respiratória grave. 
Insuficiência cardíaca congestiva (classe IV) 
Doença hepática grave. 
Infecção grave necessitando de hospitalização. 
TFGepodem ser anotadas, complementarmente à DO, em 
ficha específica (Apêndice C), para, em seguida, 
ser arquivada juntamente ao prontuário e/ou ao 
laudo de necropsia da pessoa falecida. 
Legislação 
Lei dos Registros Públicos – Lei nº 6.015 
(31/12/1973), alterada pela Lei nº 6.216 
(30.06.1975) 
Capítulo IX 
Do Óbito 
Art 77– Nenhum sepultamento será feito sem 
certidão, do Oficial de Registro do lugar do 
falecimento, extraída após a lavratura do assento de 
óbito, em vista do atestado de médico, se houver no 
lugar, ou, em caso contrário, de duas pessoas 
qualificadas que tiverem presenciado ou verificado 
a morte. 
Resolução CFM n° 2.217, de 27 de setembro de 
2018, modificada pelas Resoluções CFM nº 
2.222/2018 e 2.226/2019 
CFM Brasília 
Código de ética médica 
Capítulo X 
Documentos médicos 
É vedado ao médico: 
Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha 
verificado pessoalmente, ou quando não tenha 
prestado assistência ao paciente, salvo, no último 
caso, se o fizer como plantonista, médico substituto 
ou em caso de necropsia e verificação médico-
legal. 
Art. 84. Deixar de atestar óbito de paciente ao qual 
vinha prestando assistência, exceto quando houver 
indícios de morte violenta. 
Em que situações preencher a DO 
Em todos os óbitos (natural ou violento) 
No óbito fetal, se a gestação teve duração igual ou 
superior a 20 semanas, ou o feto com peso igual ou 
superior a 500 gramas ou estatura igual ou superior 
a 25 centímetros 
Quando a criança que nascer viva e morrer logo 
após o nascimento, independentemente da duração 
da gestação, do peso do recém-nascido e do tempo 
que tenha permanecido vivo 
A Declaração de Nascido Vivo também será 
emitida 
Não é necessário exigir a Certidão de Nascimento 
para emitir a DO dos que venham a falecer logo 
após o nascimento. 
Em que situações não emitir a declaração de 
óbito 
Nos óbitos fetais com gestação de menos de 20 
semanas. E se o feto tiver peso corporal menor que 
500 gramas. E estatura menor que 25 cm 
Peças anatômicas removidas por ato cirúrgico ou 
de membros amputados 
Notas: 
1. A legislação atualmente existente permite 
que, na prática, a emissão da DO. seja 
facultativa para os casos em que a família 
queira realizar o sepultamento do produto 
de concepção com menos de 20 semanas, 
ou feto com peso menor que 500 gramas, ou 
estatura menor que 25 cm 
2. Para peças anatômicas retiradas por ato 
cirúrgico ou de membros amputados: 
nesses casos, o médico elaborará um 
relatório em papel timbrado do hospital 
descrevendo o procedimento realizado. esse 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
documento será levado ao cemitério, caso o 
destino da peça venha a ser o sepultamento. 
 
São unidades notificadoras aptas a receber 
formulários de DO: 
Estabelecimentos e serviços de saúde, inclusive o 
de atendimento ou internação domiciliar. 
Instituto Médico-Legal (IML). 
Serviço de Verificação de Óbito (SVO). 
Médico cadastrado pela SMS. 
Cartório de Registro Civil, somente em localidades 
onde não exista médico. 
É vedada a distribuição da Declaração de Óbito 
para as empresas funerárias. 
 
 
 
Óbito por causa natural ocorrido em localidade 
sem médico 
A DO será emitida pelo oficial do Cartório de 
Registro Civil (art. 23 da Portaria SVS/MS n.º 
116/2009) 
1ª VIA: secretaria de saúde recolhe, digita e arquiva 
2ª VIA: fica no cartório 
3ª VIA: secretaria de saúde recolhe e arquiva 
Obs: declarante: geralmente é o responsável pelo 
falecido. Testemunhas: 2 
Óbito por causa natural ocorrido em aldeia 
indígena com assistência médica 
A DO será emitida pelo médico atestante da aldeia 
indígena (art. 24 da Portaria SVS/MS n.º 
116/2009). 
1ª via: distrito sanitário indígena digita e arquiva 
2ª via: cartório de registro civil arquiva 
3ª via: arquivada no prontuário do paciente, 
estabelecimento de saúde arquiva 
Declaração de óbito epidemiológica 
A DO epidemiológica é o documento-padrão de 
uso sugerido em todo o território nacional para a 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
coleta dos dados sobre o óbito identificado 
tardiamente pelo sistema de saúde e em 
circunstâncias em que não seja mais possível emitir 
uma DO oficial. 
É importante pontuar que a DO epidemiológica não 
é um documento hábil para a lavratura da Certidão 
de Óbito pelo Cartório de Registro Civil, ou seja, 
não atende ao que é preceituado no art. 77 da Lei 
n.º 6.015/1973. 
O instrumento é impresso com sequência numérica 
e via única – FUNDO VERDE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
 
 
 
01 e 22/08/2024 
Prof. Ivana Araújo 
Indicador de mortalidade 
Diferença entre taxa e índice 
Toda vez que estiver falando de taxa, tem-se uma 
fração 
𝑇𝑎𝑥𝑎 =
𝑛º	𝑑𝑒	ó𝑏𝑖𝑡𝑜𝑠
𝑝𝑜𝑝𝑢𝑙𝑎çã𝑜	𝑣𝑖𝑣𝑎 𝑥	10 
Taxa expressa risco de morrer, portando no 
denominador a população é viva 
Í𝑛𝑑𝑖𝑐𝑒 = !º	$%	ó'()*+
)*),-	$%	ó'()*+
𝑥	102 
Índice é % 
𝑇𝑎𝑥𝑎	𝑑𝑒	𝑚𝑜𝑟𝑡𝑎𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒	𝑔𝑒𝑟𝑎𝑙 =
!º	$%	ó'()*+	.%/,(+
0*01-,çã*	4(4,
𝑥	10n 
Específicas: sexo, idade, doença 
𝑇𝑎𝑥𝑎	𝑑𝑒	𝑚𝑜𝑟𝑡𝑎𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒	𝑖𝑛𝑓𝑎𝑛𝑡𝑖𝑙 =
!º	$%	ó'()*+56	,!*
!,+7($*+	4(4*+
𝑥	10n 
n em taxa de mortalidade infantil sempre será 3 – 
ou seja, taxa será expressa por mil nascidos vivos 
Número de óbitos abaixo de 1 ano = SIM 
Nascidos vivos = SINASC 
Neonatal: 0 auma pesquisa 
com 95% de nível de confiança. Isso significa que, 
caso ela fosse refeita 100 vezes, em 95 ela 
apresentaria resultados dentro da margem de erro. 
 
Exemplo: 
	
IC (95%) = [22; 28] 
Se eu repetisse esse estudo 100 vezes, em 95 vezes 
a média de peso das crianças estaria entre 22 e 28 
kg 
 
 
 
Os fatores que impactam sobre a amplitude do 
intervalo de confiança são: 
• Grau de certeza (95%, 98%, etc); 
• A variabilidade dos dados (Desvio-padrão) 
• Número de elementos da amostra (n) 
Questão 1: 
Sabe-se que a altura dos estudantes de uma 
universidade é modelada por uma distribuição 
normal com média desconhecida e desvio-padrão 
de 12 cm. Em um primeiro estudo, a partir de uma 
amostra com 64 estudantes dessa universidade, 
construiu-se o intervalo de confiança [167,54 cm; 
172,46 cm] para a média populacional. 
Em um segundo estudo na mesma universidade 
uma amostra de tamanho 4 vezes maior foi 
coletada, o desvio-padrão foi o mesmo. Em relação 
ao intervalo de confiança IC (95%) assinale a 
alternativa correta: 
a) O IC95% no segundo estudo será 
aproximadamente o mesmo que no 
primeiro estudo. 
b) O IC95% no segundo estudo será menor 
em amplitude do que no primeiro estudo. 
c) O IC95% no segundo estudo será maior em 
amplitude do que no primeiro estudo. 
d) Não há relação entre o IC95% dos dois 
estudos por se tratarem de amostras 
distintas. 
e) O 1C95% será sempre igual nos dois 
estudos por se tratar de amostras retiradas 
da mesma população. 
Exemplo 1: 
Em um estudo para verificar a eficácia da perda de 
peso por adultos obesos utilizando-se duas 
medicações, 90 pessoas foram avaliadas por 50 
dias recebendo drogas A e B (cada grupo amostral 
com 90 pessoas). Analise o intervalo de confiança 
da média de perda de peso e julgue qual droga foi 
mais eficaz. 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
• Grupo A = média de perda de peso = 13,8 
kg e IC (95%) = [10,6; 17) 
• Grupo B = média de perda de peso = 12,5 
kg e IC (95%) = [10; 15] 
Grupos A e B são iguais. 
Exemplo 2: 
Em um estudo para verificar a eficácia da perda de 
peso por adultos obesos utilizando-se duas 
medicações, 90 pessoas foram avaliadas por 50 
dias recebendo drogas A e B (cada grupo amostral 
com 90 pessoas). Analise o intervalo de confiança 
da média de perda de peso e julgue qual droga foi 
mais eficaz. 
• ⁠Grupo A = média de perda de peso = 13,8 
kg e IC (95%) = [10,6; 17) 
• ⁠Grupo B = média de perda de peso = 7,1 kg 
e IC (95%) = [5,1; 9,1] 
Grupo A é superior ao grupo B 
Exemplo 3: 
Em um estudo para verificar a eficácia da perda de 
peso por adultos obesos utilizando-se duas 
medicações, 90 pessoas foram avaliadas por 50 
dias recebendo drogas A e B (cada grupo amostral 
com 90 pessoas). Analise o intervalo de confiança 
da média de perda de peso e julgue qual droga foi 
mais eficaz. 
• Grupo A = média de perda de peso = 13,8 
kg e IC (95%) = [10,6; 17] 
• Grupo B = média de perda de peso = 7,1 kg 
e IC (95%) = [5,1;9,1] 
• Grupo C = média de perda de peso = 9,7 kg 
e IC (95%) = [8,7; 10,7] 
Grupo A e C são iguais. 
C e B são iguais. 
A maior que B. 
Grupo A é o mais eficaz, juntamente com grupo C. 
Grupo B é o menos eficaz juntamente com grupo 
C. 
Questão 2: 
Um estudo clínico randomizado avaliou a eficácia 
de três medicamentos anti-inflamatórios não 
esteroides (AINEs): Medicamento A, 
Medicamento B e Medicamento C no tratamento da 
dor crônica em pacientes com osteoartrite. Os 
pacientes foram divididos aleatoriamente em três 
grupos: Grupo 1 (Medicamento A), Grupo 2 
(Medicamento B) e Grupo 3 (Medicamento C). 
Após um período de tratamento de quatro semanas, 
a pontuação da dor de cada paciente foi medida na 
Escala Visual Analógica (EVA), com valores 
variando de 0 (sem dor) a 10 (dor máxima). Os 
resultados para cada grupo foram resumidos nas 
seguintes estatísticas: 
Grupo 
 
Medicação Média de 
dor 
(EVA) 
IC (95%) 
da Média 
 
Grupo 1 
 
Medicação 
A 
 
4.2 
 
(3.8; 4.6) 
 
Grupo 2 
 
Medicação 
B 
 
3.6 
 
(3.2; 4.0) 
 
Grupo 3 
 
Medicação 
C 
 
5.0 
 
(4.7; 5.3) 
 
 
Com base nos dados da tabela e nos intervalos de 
confiança de 95% (IC95%) da média da dor, qual 
das alternativas a seguir melhor interpreta a relação 
entre os três grupos em termos da efetividade dos 
medicamentos no alívio da dor crônica em 
pacientes com osteoartrite? 
a) As três medicações são igualmente efetivas 
no controle da dor com suas médias 
estatisticamente iguais pelo IC 95%. 
b) O Medicamento B (Grupo 2) é mais eficaz 
pois apresenta a menor média de dor e 
estatisticamente distinta dos demais grupos 
pelo IC 95%. 
c) O Medicamento A (Grupo 1) não difere 
estatisticamente da Medicação B (Grupo 2) 
e da Medicação C (Grupo 3) pelo IC 95%. 
d) O Medicamento C (Grupo 3) é o menos 
efetivo pois apresenta a maior média de 
dor e estatisticamente distinta dos 
demais grupos pelo IC 95%. 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
e) A comparação da efetividade dos 
medicamentos com base nos intervalos de 
confiança de 95% da média da dor é 
inconclusiva devido à possibilidade de se 
verificar a influência da variabilidade 
individual dos pacientes (Ex.: desvio-
padrão). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
 
 
08/08/2024 
Prof. Pedro Ivo 
Tipos de estudos observacionais 
Tipos de estudo: 
• Estudos experimentais 
• Estudos observacionais 
• Relatos de caso 
Estudo observacional difere da experimental 
devido a falta de experimentação, na pesquisa 
experimental são feitos testes, experimentos, 
tratamento, ou seja, o pesquisador interfere na 
amostra, diferentemente dos estudos 
observacionais, onde o pesquisador não interfere na 
amostra. 
Observacionais são pesquisas mais simples que as 
experimentais. 
Tipos de estudos observacionais: 
• Transversal (3º em grau de evidência) – 
esse estudo não tem uma linha do tempo 
nele, acontece no presente, não me interessa 
estudar o passado nem o futuro da amostra; 
o intuito é epidemiológico. Trabalha com 
dados de prevalência. 
Difere do estudo longitudinal, onde a amostra é 
estudada durante determinado tempo – 
retrospectivo ou prospectivo 
• Caso-controle (2º em grau de evidência) – é 
longitudinal, estudo o grupo de pessoas 
hoje e investigo seu passado; 
É um estudo observacional retrospectivo, isto é, os 
dados são coletados a partir de informações do 
passado, através da análise de registros, 
entrevistas e assim por diante. O objetivo desse 
estudo é identificar a frequência com que ocorrem 
as exposições nos diferentes grupos (casos e 
controles). 
 
 
 
• Coorte (1º em grau de evidência) – tem 
como característica principal ser um estudo 
longitudinal prospectivo. A amostra de 
estudo é ÚNICA e nessa amostra as pessoas 
são sadias em relação ao desfecho de 
interesse. É um estudo caro e por, na 
maioria das vezes, ser muito longo, acabo 
perdendo amostra. 
Correlação 
Ferramenta de Pearson 
A correlação de Pearson mede como duas 
variáveis estão relacionadas de maneira linear, ou 
seja, se elas aumentam ou diminuem juntas. 
R2 – coeficiente de correlação: -1 até +1 
O coeficiente de determinação, também chamado 
de R², é uma medida de ajuste de um modelo 
estatístico linear generalizado, como a regressão 
linear simples ou múltipla, aos valores observados 
de uma variável aleatória. O R² varia entre 0 e 1, 
por vezes sendo expresso em termos percentuais. 
Se forem próximas de 0, são baixas = correlações 
fracas 
• 0 a 0,25 correlações fracas 
• 0,26 a 0,50 correlações intermediárias 
• Acima de 0,51 correlações fortes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
 
 
 
15/08/2024 
Prof. Pedro Ivo 
População 
Todas as pessoas que são contempladas para aquele 
enunciado de questão. 
A população refere-se ao conjunto completo de 
elementos que compartilham uma característicacomum. 
Exemplo: estudo sobre pessoas com esclerose – a 
população são todos os indivíduos portadores de 
esclerose. 
Pergunta para definir a população: quais são os 
indivíduos habilitados para fazer parte do estudo? 
Posso ter estudos onde a população pode ser 
limitada, por exemplo: região, sexo, idade. 
Amostra 
Pessoas que preenchem os requisitos para fazer 
parte da população definida. 
Uma amostra é um subconjunto representativo da 
população. 
Técnicas amostrais 
Técnicas amostrais possuem relação direta com o 
tipo de estudo a ser feito. 
Temos técnicas probabilísticas: que são feitas com 
base em sorteio – os indivíduos da população 
possuem a mesma chance de compor a amostra. 
Exemplo: aleatória simples, aleatória estratificada. 
Não probabilísticas – técnicas que não envolvem 
sorteio. Exemplo: conveniência, a esmo, por cotas. 
Dados são informações coletadas ou observadas 
em um estudo. Podem ser quantitativos (números) 
ou qualitativos (categorias). 
Variáveis 
 
 
 
 
Quantitativas e qualitativas – para cada tipo de 
variável eu possuo técnicas estatísticas específicas 
para cada tipo de variável que vai ser analisada no 
estudo. 
Quantitativas: discretas (não existem valores entre 
eles; são contáveis e finitos) e contínuas (existem 
valores entre os seus valores; portanto, são 
infinitas. Aquela que pode ter vírgula) 
Qualitativas: ordinais (refere-se aos graus de uma 
escala de medição, que não podem ser somados ou 
submetidos ao cálculo de uma média. Exemplo 
médico: graus de lesão por queimadura) e nominais 
(refere-se ao nome dado a cada categoria, que não 
possui número ou classificação numa escala. 
Exemplo médico: grupos sanguíneos) 
Tipos de estudo 
Experimentais – o pesquisador interfere na 
amostra. Pesquisador intervém sob o curso natural 
da doença/do foco da pesquisa. 
 Clínicas são feitas com pessoas. Exemplo: 
ensaio clínico randomizado. 
 Com animais – normalmente feitos antes da 
pesquisa clínica. 
 Pesquisas experimentais laboratoriais – 
antes da testagem em animais. 
Relatos de caso – fruto de uma intervenção clínica 
ou cirúrgica do médico. Tem como origem o 
trabalho de campo. Com 3 ou mais pacientes: série 
de casos. 
Pesquisa observacional – aquelas em que o 
pesquisador não interfere sob o curso natural da 
doença. Apenas observa-se o fato que acontece 
Transversal – esse estudo não tem uma 
linha do tempo nele, acontece no presente, não me 
interessa estudar o passado nem o futuro da 
amostra; o intuito é epidemiológico. Trabalha com 
dados de prevalência. 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
Caso-controle – longitudinal: preocupação 
em acompanhar o paciente, seja retrospectivo ou 
prospectivo. 
Dados são coletados a partir de informações do 
passado, através da análise de registros, 
entrevistas e assim por diante. O objetivo desse 
estudo é identificar a frequência com que ocorrem 
as exposições nos diferentes grupos 
Coorte – longitudinal: preocupação em 
acompanhar o paciente, prospectivo. Amostra sadia 
em relação à doença estudada. 
Estatística descritiva 
Feita para conhecer melhor a amostra. 
Feita a partir do cálculo de tendência central 
(média, moda ou mediana) e estatística de 
variabilidade (variância, desvio padrão e 
coeficiente de variação) 
Intervalos de confiança 
IC 95% significa que se eu repetir aquele estudo 
100 vezes, 95% das vezes o resultado será o limite 
inferior e o limite superior daquela amostra. 
Pode ser usado para comparar tratamentos. 
Maior amostra = menos amplitude 
Maior desvio padrão = maior amplitude 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
 
 
 
22/08/2024 
Prof. Pedro Ivo 
Medidas de associação 
Identificar e tornar estatístico se um fator 
realmente interfere no desfecho de uma doença em 
que o estudo está interessado. 
Fator x desfecho 
Temos uma medida de associação específica para 
cada tipo de estudo observacional 
• Transversais = razão de prevalência (R.P.) 
• Caso controle = odds ratio (O.R.)/razão de 
chance 
• Coorte = risco relativo (R.R.) 
Tabela de contingência 
Vai ter na primeira coluna o desfecho da doença 
que está sendo estudada (por exemplo: 
mortalidade, ocorrência); na segunda coluna 
teremos o não desfecho 
Na primeira linha teremos expostos e na segunda 
linha não expostos. 
Exemplo: tabela de contingência 2x2 
 Desfechos Não 
desfechos 
Total 
Expostos A B A + B 
Não 
expostos 
C D C + D 
Total A + C B + D 
 
Risco relativo 
Suponha que em um estudo de coorte com 2.000 
pessoas durante 15 anos, 200 expostos ao 
tabagismo desenvolveram câncer de pulmão, 
enquanto apenas 20 não expostos tiveram a doença. 
O RR é calculado como: 
Tabela de contingência 2x2 
 
 
 
O cálculo RR é feito por: 
𝑅𝑅 =
𝐼𝑛𝑐𝑖𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎	𝑑𝑒	𝑒𝑥𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜𝑠
𝐼𝑛𝑐𝑖𝑑ê𝑛𝑐𝑖𝑎	𝑑𝑒	𝑛ã𝑜	𝑒𝑥𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜𝑠 
Simplificando: 
𝑅𝑅 =
𝐴
𝐴 + 𝐵
𝐶
𝐶 + 𝐷
 
Lembrando que incidência é Incidência= Número 
de novos casos / População em risco 
Aplicando ao exemplo acima, temos: 
 Doentes Não 
doentes 
Total 
Expostos 200 800 1000 
Não 
expostos 
20 980 1000 
Total 220 1780 2000 
 
𝑅𝑅 =
!""
#"""
!"
#"""
 = 0,2 / 0,02 = 10 
Interpretando: Os expostos têm 10 vezes mais risco 
de câncer de pulmão em comparação com os não 
expostos. Definido também como força de 
associação. 
Para essa medida de associação é importante 
termos a interpretação baseada em um intervalo de 
confiança. 
Interpretação: 
• RR = 1 (não há associação de risco); 
• RR > 1 (há aumento do risco para o fator de 
exposição); 
• RR 1 (há aumento do risco para o fator de 
exposição); 
• RP 1 (há aumento do risco para o fator de 
exposição); 
• ORconfiança: 
• Menor que 1 = fator protetivo 
• Intervalo engloba o número 1 = não há 
associação 
• Intervalo inteiro maior que 1 = fator de 
risco 
 
 
 
 
 
 
 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
 
 
 
18/07/2024 
Prof. Francine Edwiges 
O que é prescrição médica? 
 A prescrição médica é um documento com 
orientações básicas de uso de medicamentos 
entregue ao paciente em consultório. 
Ela é elaborada com base na anamnese e exame 
físico do paciente, que a partir disso estabelece qual 
será o tratamento do paciente. 
O ideal é que, ao prescrever medicamentos, o 
médico considere aspectos que impactam 
diretamente no engajamento do paciente, como 
eficácia, comodidade, segurança e custo financeiro. 
Um paciente que está com orçamento “apertado” 
em determinado mês, por exemplo, pode preferir 
uma prescrição com mais medicamentos genéricos, 
mas que ainda têm alta qualidade para seu 
tratamento. 
Qual a diferença entre receita e prescrição 
médica? 
Não existe diferença entre receita médica e 
prescrição médica, ambas significam a mesma 
coisa. 
Quais são as regras da prescrição médica? 
Na prescrição deve constar, de forma objetiva, 
legível e dentro dos padrões definidos pelos órgãos 
reguladores, todas as orientações sobre o 
tratamento medicamentoso e/ou não 
medicamentoso a ser seguido pelo paciente. 
Ficar atento à efeitos adversos da medicação 
prescrita. 
Normas que disciplinam a prescrição médica 
Resolução do CFM nº 2.299/2021 de 26 de 
dezembro de 2021, que regulamenta, disciplina e 
normatiza a emissão de documentos médicos 
eletrônicos, como a prescrição médica. 
 
 
 
Resolução RDC nº 471 de 23 de fevereiro de 2021 
Resolução CFM nº 1931/2009 que revogou a 
resolução 1246, de 8 de janeiro de 1988 (Código de 
Ética Médica), nos artigos 30, 39, 42, 43, 44 e 62 
Resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) 
nº 357, de 20 de abril de 2001, que define as boas 
práticas em farmácias 
Decreto nº 3181, de 23 de setembro de 1999 que 
regulamenta a lei Nº 9787, de 10 de fevereiro de 
1999 
Decreto nº 793, de 5/4/1993 no inciso II de artigo 
3, o qual disciplina a prescrição médica ao 
determinar a legibilidade da letra, por extenso, 
nomenclatura e pesos oficiais, posologia e duração 
total do tratamento, entretanto, a legibilidade das 
receitas é obrigatória desde 1973, por melo da Lei 
Federal n° 5.991: 
Lel Federal nº 5991, de 17 de dezembro de 1973. 
Quais são os passos para fazer uma prescrição 
médica corretamente? 
A OMS (Organização Mundial de Saúde) 
recomenda estes passos para assegurar o sucesso da 
prescrição: 
• Identificar o problema do paciente; 
• Definir o objetivo terapêutico; 
• Alinhar o tratamento aos aspectos 
individuais do paciente (custo, segurança, 
praticidade e eficácia) 
• Garantir uma prescrição legível, clara e 
com todas as orientações necessárias; 
• Descrever as instruções de uso, possíveis 
efeitos colaterais e avisos; 
• Monitorar o engajamento do paciente no 
tratamento; 
• Acompanhar os resultados. 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
O paciente pode não se adaptar ao medicamento 
prescrito, seja por um efeito colateral 
desconfortável ou custo elevado. É importante 
enfatizar ao paciente que é possível adequar a 
prescrição ao longo do tratamento. 
Quais são os tipos de prescrição médica? 
1. Receita simples 
Existem diversos medicamentos (medicamentos 
anódinos e de tarja vermelha) que não necessitam 
de receituário médico para compra, mas que só 
devem ser adquiridos quando prescritos por um 
profissional. 
Nesse caso, é utilizado apenas uma receita simples, 
com uma via geralmente em papel de cor branca. 
 
2. Receita de controle especial 
Prescrição para medicamentos de tarja vermelha 
substâncias sujeitas a controle especial, retinóicas 
de uso tópico, imunossupressoras e antirretrovirais, 
anabolizantes, antidepressivos, entre outros). 
As substâncias controladas ou sujeitas a controle 
especial são substâncias com ação no sistema 
nervoso central e capazes de causar dependência 
física ou psíquica, motivo pelo qual necessitam de 
um controle mais rígido do que o controle existente 
pare as substâncias comuns. 
 
Por serem medicamentos de controle especial é 
necessário a prescrição em duas vias: uma para o 
paciente e outra para a farmácia. 
Além disso, a prescrição médica, nesse caso, 
costuma possuir validade de 30 dias após a sua 
emissão e limita a quantidade de medicamento para 
o tratamento durante este período. 
3. Receita amarela ou receita A 
Impressa com padrão de cor amarela, para 
prescrição de psicotrópicos e entorpecentes. 
A receita amarela pode conter a prescrição de 
apenas uma substância, com quantidade necessária 
para tratamento durante 30 dias – que é, também, o 
período de validade da receita. 
 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
4. Receita azul ou receita B 
Impressa com padrão de cor azul, para prescrição 
de medicamentos com substâncias psicotrópicas e 
psicotrópicas anorexígenos. 
Cada receita tem numeração controlada e deve 
padronizada e deve estar sempre acompanhada por 
uma receita branca – a via azul fica retida na 
farmácia e a via branca fica com o paciente, para 
acompanhamento do tratamento. 
Assim como na receita amarela, a receita azul 
permite a dispensação de apenas uma medicação 
suficiente pera um mês de tratamento, e tem 
validade de 30 dias. 
 
5. Receita renovável 
Modelo criado exclusivamente para oferecer mais 
praticidade para pacientes que usam medicamentos 
recorrentes, como aqueles com doenças crônicas. 
Não há necessidade de voltar à instituição para uma 
nova receita. 
Informações obrigatórias em qualquer tipo de 
receita 
Alguns dados, independentemente de qual tipo de 
prescrição seja, devem obrigatoriamente estar na 
receita. Veja quais são eles: 
• Identificação do tipo de receita; 
• Data; 
• Individualidade; 
• Via de administração (parenteral, 
sublingual, oral); 
• Fármaco (nome); 
• Posologia e forma de apresentação; 
Informações obrigatórias em qualquer tipo de 
receita 
• Tempo de uso 
• Indicação (instrução de cuidado com o 
medicamento) 
• Advertências 
• Efeitos colaterais principais 
Cabeçalho 
O cabeçalho (parte superior da receita) deve ter o 
nome da clínica, de preferência com um meio de 
contato como telefone ou e-mail. Também e 
possível adicionar o logo da clínica, caso exista. 
Identificação do paciente e do médico 
Tanto o paciente quanto o médico devem estar 
identificados na receita. 
O paciente deve ter seu nome, idade, endereço e 
documento de Identificação registrados, enquanto 
o médico deve registrar sua assinatura e número da 
inscrição. 
No caso da prescrição de papel, a assinatura do 
médico será escrita à mão, enquanto na prescrição 
eletrônica, o profissional conta com a assinatura 
digital, que garante a mesma validade jurídica. 
Data da emissão 
Mesmo que a receita não tenha uma validade 
especificada, como no caso da receita renovável, é 
fundamental registrar a data da prescrição, tanto 
para documentação médica quanto para histórico 
do paciente. 
Prescrição eletrônica: o que é e quais são as suas 
vantagens? 
A prescrição eletrônica é a versão digital da 
prescrição de papel. Ela costuma ser utilizada 
dentro de um sistema que inclui outras ferramentas, 
como prontuário eletrônico, tele consulta, agenda 
online, entre outros. 
Essa inovação é cada vez mais utilizada devido às 
suas inúmeras vantagens, como eliminar o 
problema de letra ilegível, padronizar o layout das 
receitas da clínica, envio por WhatsApp e e-mail 
para o paciente e aumento de segurança. 
Segundo um estudo realizado em um hospital 
universitário: 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
“O Instituto de Medicina dos EUA afirma que a 
prescrição médica eletrônicairá contribuir na 
redução dos custos no cuidado à saúde e manter a 
qualidade do trabalho, proporcionando aos 
médicos e profissionais informações mais precisas” 
Como a prescrição costuma estar dentro de um 
prontuário eletrônico, o profissional responsável 
pelo paciente pode compartilhar o acesso com a 
equipe clínica, o que auxilia na centralização dos 
dados e discussões. 
O que é necessário para emitir uma prescrição 
digital? 
De acordo com a Portaria nº 401 de 20 de março de 
2020, do Ministério da Saúde, para realizar a 
prescrição digital, o médico deve usar assinatura 
eletrônica, por meio de certificado digital emitido 
pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira 
(ICP-Brasil modelo A3, cartão ou token). 
Com a assinatura digital garante se autoria, 
integridade, autenticidade do documento, já que a 
tecnologia da ICP-Brasil criptografa o seu 
conteúdo no momento da assinatura, evitando 
alterações. 
E caso haja alguma tentativa, o documento mostra 
uma mensagem de erro ao ser aberto. 
Como funciona na prática a prescrição 
eletrônica? 
O processo de elaboração da prescrição eletrônica 
é a mesma da prescrição comum. 
O profissional deverá preenchê-lo com os 
formulários médicos (receitas, laudos e atestados), 
assiná-lo digitalmente e em seguida, encaminhar a 
prescrição eletrônica para o paciente. 
O paciente pode também validar a receita digital 
por meio do validador de documentos do Governo 
O documento será então apresentado ao 
farmacêutico para a compra dos medicamentos, e 
este por sua vez deverá realizar a dispensação da 
receita, assinando-a digitalmente e registrando-a 
em seguida no Registro de Dispensação 
Quais são os erros mais comuns das prescrições 
médicas? 
• Letra legível; 
• Ausência de identificação do registro no 
CRM; 
• Rasuras, rabiscos; 
• Ausência da data de validade, quando 
necessário; 
• Omissão da dose na prescrição; 
• Orientação errada do horário de 
administração. 
O médico pode prescrever sem realizar o exame 
físico no paciente? 
O médico não deve prescrever medicamentos sem 
realizar uma consulta com o paciente. Entretanto, 
esse atendimento pode ser feito por Telemedicina, 
quando não há necessidade de exame físico. 
No caso das consultas a distância, feitas de forma 
legal e ética, não há problema em prescrever sem 
ter realizado um exame físico. 
Apenas médicos podem prescrever? 
A prescrição de uma receita (medicamentosa) quer 
seja de formulação magistral ou de produto 
industrializado, é de atribuição de todo e qualquer 
profissional regularmente habilitado (médicos, 
farmacêuticos, enfermeiros, veterinários e 
odontólogos), observando-se as normas sanitárias 
vigentes e aquelas que versam sobre o exercício 
profissional. 
O que são as tarjas dos medicamentos? 
Venda livre: medicamentos que não exigem receita 
médica, são isentos de prescrição 
Tarja amarela: fármacos genéricos, marcados com 
um “G” 
Tarja vermelha: medicamentos que só podem ser 
vendidos quando a receita é apresentada no ato da 
compra, separados em retenção de receita (é 
preciso deixar uma das vias na farmácia) e sem 
retenção de receita (a receita é mostrada apenas 
para autorizar a compra) 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
Tarja preta: medicamentos que trazem mais riscos 
à saúde do paciente, pois contém substâncias que 
afetam o sistema nervoso central, indicados para 
doenças como depressão. 
Quais tipos de medicamentos podem ser 
prescritos? 
Qualquer medicamento, para ser prescrito e 
comercializado, deve ter a aprovação da ANVISA. 
Entre as principais categorias, podemos citar 
Medicamentos de referência e inovadores: 
fármacos registrados como inovação pelo 
INP/Instituto Nacional de Propriedade Intelectual). 
Quando um medicamento de referência recebe uma 
proteção patentária, temporariamente ele não pode 
ser temporariamente ele não pode ser copiado por 
outras empresas; 
Comercial ou marca. 
Medicamentos genéricos: são os medicamentos 
produzidos após a proteção patentária acabar. Ele 
passa por um controle de qualidade antes de ser 
comercializado, logo, a ideia é que eles funcionem 
da mesma forma que os medicamentos de 
referência; 
Medicamentos similares: contém os mesmos 
princípios ativos, concentração e forma 
farmacêutica dos medicamentos de referência, mas 
o prazo de validade costuma ser bem menor, e a 
embalagem e rotulagem sempre identificam o 
nome comercial ou marca. 
É obrigatório ter carimbo na prescrição? 
O carimbo não é obrigatório de acordo como CFM 
e a ANVISA desde que o médico consiga escrever 
de forma legível seu nome completo e número do 
CRM. Apenas a assinatura já basta para que a 
prescrição tenha validade. 
Porém, lembre-se que o carimbo é obrigatório para 
o recebimento do talonário para prescrição de 
medicamentos e substâncias entorpecentes e 
psicotrópicos. 
Caso o médico prefira o carimbo, é necessário ter a 
data, assinatura, endereço da clínica e número de 
inscrição no CRM. 
Cirurgiões dentistas podem prescrever? 
Sim, cirurgiões-dentistas também podem 
prescrever fármacos indicados para a odontologia 
(analgésicos, antissépticos, anti-inflamatórios), por 
exemplo. 
Em casos de emergência e urgência, tanto a 
prescrição quanto a aplicação são regulamentadas. 
Conclusão 
A prescrição médica é um dos mais importantes 
processos da assistência farmacêutica, visto que é a 
partir da prescrição que há a sugestão da 
farmacoterapia a ser utilizada pelo paciente. 
Uma boa prescrição médica não se resume apenas 
à ausência de erros, mas na necessidade do 
prescritor olhar o paciente de forma holística para 
realizar a prescrição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
 
 
 
25/07/2024 
Prof. Francine Edwiges 
Principais questões sobre DIU de cobre x DIU 
hormonal: diferenças e indicações 
Existem inúmeros métodos contraceptivos 
disponíveis no SUS, incluindo métodos de longa e 
curta duração, hormonais e não hormonais e os 
métodos de barreira. O método anticoncepcional de 
longa duração (LARC) é o método mais utilizado 
mundialmente. 
Os dois tipos de dispositivos são plásticos, medem 
cerca de 30 mm, sendo considerados métodos 
contraceptivos seguros, reversíveis, eficazes e 
associados a poucos efeitos colaterais, com taxas 
de falhas extremamente baixas. 
• Não contém hormônios (DIU de cobre) 
• Ação hormonal local (DIU de 
levornogestrel) 
• Melhor custo-benefício – custo baixo e 
disponível na rede pública (DIU de cobre) 
• Altamente efetivo – mais de 99% 
• ⁠Praticidade – não precisa de lembrança 
diária 
• Longa ação – até 10 anos 
• Retorno rápido à fertilidade – quase que 
imediato, após a retirada 
• Altas taxas de continuidade – as maiores 
entre os métodos reversíveis 
O dispositivo intrauterino – DIU é um método 
contraceptivo do grupo dos LARCs, sigla em inglês 
para Método Contraceptivo de Longa Duração. Os 
LARCs têm as maiores taxas de satisfação e 
continuação de todos os métodos contraceptivos 
reversíveis. 
A efetividade do DIU está acima de 99%, índice 
superior ao da pílula anticoncepcional e de outros 
métodos. O DIU não depende da lembrança da 
mulher para o uso e não tem sua eficácia diminuída 
por interação com outras medicações. 
 
 
 
Entre os métodos contraceptivos modernos, o DIU 
é um método reversível com índice de falha menor 
que 1%, equivalente a métodos irreversíveis, como 
a laqueadura tubária e a vasectomia. 
Estrutura 
 
O DIU com cobre TCu 380 é constituído por um 
pequeno e flexível dispositivo de polietileno em 
formato de T, revestido com 314 mm2 de cobre na 
haste vertical e dois anéis de 33 mm2 de cobre em 
cada haste horizontal. 
Mecanismo de ação – DIU de cobre 
O dispositivo provoca mudanças bioquímicas e 
morfológicas no endométrio, o que acarreta o 
desenvolvimento de ação inflamatória e citotóxica 
com efeito espermicida na região. 
O cobre, material presente no dispositivo, é 
responsável pelo aumento da produção de 
prostaglandinas e pela inibiçãode enzimas 
endometriais, que agem tanto nos espermatozoides 
quanto nos ovócitos secundários. 
O muco cervical também é alterado e se torna mais 
espesso. Essas circunstâncias interferem na 
mobilidade e qualidade dos espermatozoides, 
dificultando a sua ascensão da vagina até o útero. 
Desmistificando 
⁠O DIU com cobre não é abortivo e não provoca 
infertilidade. Com a sua presença no útero, o 
dispositivo dificulta o encontro do espermatozoide 
com o óvulo, agindo, portanto, antes da 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
fecundação. Se a pessoa decidir engravidar, o DIU 
com cobre pode ser retirado a qualquer momento e 
a gravidez pode acontecer logo em seguida. 
https://www.saudedireta.com.br/docsupload/1340
37513|Portuguese-AppendixD.pdf 
Indicações para uso do DIU 
O DIU com cobre é um método contraceptivo com 
amplas possibilidades de indicações, podendo ser 
usado por pessoas de todas as idades que não 
tenham contraindicações – de acordo com os 
critérios médicos de elegibilidade da OMS para uso 
de métodos contraceptivos. 
• Pessoas em qualquer fase de sua vida 
reprodutiva: da adolescência ao climatério; 
• Pessoas que amamentam; 
• Pessoas que nunca engravidaram ou que já 
tiveram filhos; 
• Pessoas que têm contraindicações ao uso de 
anticoncepcionais com hormônios (como 
tabagistas, obesas, hipertensas e diabéticas, 
com risco cardiovascular e outras 
condições). 
Contraindicações 
• Útero que não tenha condição de alojar o 
dispositivo devido a má-formação ou outras 
alterações anatômicas; 
• Câncer cervical ou de endométrio ou 
doença trofoblástica gestacional maligna; 
• Sangramento uterino anormal sem 
diagnóstico; 
• Presença de infecções genitais atuais; 
• Condições específicas apresentadas nos 
critérios médicos de elegibilidade da OMS 
para uso de métodos anticoncepcionais. 
• Anormalidades uterinas como útero 
bicorno, septado ou intensa estenose 
cervical; 
• Miomas uterinos submucosos com 
distorção da cavidade endometrial 
(dificuldade de inserção e risco de 
expulsão); 
• ⁠Vigência de IST, como clamídia, gonorreia 
e AIDS; 
• Infecção inflamatória pélvica aguda ou 
crônica (endometrite, cervicite 
mucopurulenta e tuberculose pélvica); 
Efeitos colaterais 
Alterações nos padrões de menstruação 
(especialmente nos primeiros 3 a 6 meses), dentre 
as quais: 
• Sangramento prolongado e intenso 
• Sangramento irregular 
• Mais cólicas e dor durante a menstruação 
Importante 
Para avaliar mais detalhadamente a aplicação do 
DIU em situações específicas e não citadas, as/os 
profissionais de saúde podem se amparar nos 
Critérios Médicos de Elegibilidade para uso de 
Métodos Contraceptivos, documento da 
Organização Mundial de Saúde (OMS) que contém 
recomendações baseadas em evidências para a 
utilização segura dos diferentes métodos 
anticoncepcionais em diversas situações. 
Inserção do DIU no pós-parto e pós-
abortamento 
A inserção do DIU no pós-parto imediato, tanto do 
parto normal quanto da cesariana, é segura, efetiva 
e não interfere na lactação. 
A ausência de abordagem e oferta prévia do DIU de 
cobre para ser inserido no pós-parto e pós-aborto 
pode contribuir para a ocorrência de gestação 
futura não intencional. 
Por isso, a oferta do DIU com cobre e sua Inserção 
em mulheres no pós-parto e pós-abortamento 
imediatos nas maternidades contribui para a 
garantia de escolhas voluntárias e autonomia. 
Desmistificando 
O DIU pode ser utilizado por adolescentes, mesmo 
as que não passaram por uma gestação. O 
dispositivo é considerado seguro, altamente eficaz 
e é recomendado pela OMS, pela Academia 
Americana de Pediatria e o American College of 
Gynecologists and Obstetricians (ACOG) como 
uma boa opção anticoncepcional para adolescentes. 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
Preparação para inserção 
O DIU com cobre pode ser inserido em qualquer 
dia do ciclo menstrual (desde que excluída 
possibilidade de gravidez). 
Recomenda-se exame ginecológico completo 
(especular e toque bimanual) antes da inserção do 
DIU com cobre. 
Com este cuidado, pode-se avaliar o conteúdo 
vaginal, posição e volume uterino. Não há 
indicação de profilaxia antibiótica para a inserção 
do DIU. 
Após a constatação de que a mulher tem indicação 
para usar o DIU, ela deve ser informada pela/o 
profissional de saúde sobre o seu funcionamento, 
benefícios, procedimento de inserção e cuidados 
pós-inserção, bem como a taxa de falha, efeitos 
colaterais, riscos de expulsão e sinas de alerta. 
É direito da mulher ou pessoa que deseja o uso do 
DIU ter todas as informações necessárias para uma 
tomada de decisão consciente. 
Deve ser disponibilizado, para a pessoa que optar 
pela inserção do dispositivo intrauterino, um Termo 
de Consentimento Livre e Esclarecido, contendo as 
informações sobre o procedimento a ser realizado e 
documentando a vontade da usuária e a autorização 
para o procedimento com informações, também, 
quanto à consulta de seguimento que deverá 
ocorrer entre 30 a 40 dias após a inserção. 
Passo a passo para inserção do DIU 
⁠Se alojado corretamente no útero, o DIU com cobre 
apresenta mínimo risco de expulsão e desconforto 
para a mulher. 
⁠A inserção do DIU pode ocorrer durante a consulta 
na Unidade Básica de Saúde, desde que os critérios 
de elegibilidade sejam atendidos e haja 
manifestação do desejo por parte da mulher. 
Para inserção do DIU na UBS (fora do período 
puerperal), são usados os instrumentos a seguir: 
• Histerômetro 
• Pinça de Pozzi 
• Pinça Cheron (para antissepsia) 
• Espéculo (pode ser descartável) 
• Tesoura longa 
• Gaze 
• Luva de procedimento 
• Luva estéril 
• Foco de luz 
• Solução antisséptica 
• DIU T Cu 380 A ou Hormonal 
Técnica de inserção do DIU na UBS 
1. Algumas pessoas têm dor ou se sentem 
desconfortáveis com a manipulação do colo 
e passagem do dispositivo pelo orifício 
interno. Portanto, é importante explicar 
todo o procedimento, respondendo 
perguntas e dúvidas. 
2. Após a inserção das luvas, realizar 
gentilmente a introdução do espéculo no 
canal vaginal e a antissepsia do colo do 
útero. Isto minimiza as chances de infecção 
uterina posterior à inserção do DIU. 
3. Com a pinça de Pozzi, realizar pinçamento 
do lábio anterior do colo, delicadamente. 
Isso permite tracionar o útero, retificando-
o, e minimiza as chances de perfuração. 
4. Fazer a medida da profundidade uterina 
com o histerômetro de forma lenta e 
cuidadosa. Isso também reduz o risco de 
erros na inserção ou perfuração do útero, o 
que pode ocorrer se o histerômetro ou o 
DIU for inserido de forma abrupta, muito 
profundamente ou em ângulo incorreto. 
5. Preparação do DIU – Montar o DIU dentro 
de sua própria embalagem estéril, 
sinalizando no tubo insertor a medida de 
profundidade. As hastes do DIU devem ser 
introduzidas no tubo de inserção. 
6. Inserção na cavidade uterina – introduzir 
delicadamente o DIU até o fundo da 
cavidade e liberar o dispositivo, removendo 
o tubo de inserção. 
7. Com a tesoura de haste longa, realizar o 
corte do fio a 2 ou 3cm em relação ao colo 
uterino. 
É importante perguntar à usuária como ela está se 
sentindo durante todo o procedimento e passar 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
confiança necessária para que a pessoa se sinta 
segura e confortável. 
Desmistificando 
O DIU com cobre não deve ser sentido durante a 
relação sexual. O que pode ser sentido pelo 
parceiro na relação sexual é o fio de nylon que 
acompanha o dispositivo, se ele for cortado muito 
curto depois da inserção. Se o DIU for percebido 
significa que está mal posicionado, exteriorizando-
se através do colo uterino. Nesta situação deverá 
ser retirado. 
Retirada do DIU 
A técnica de remoção do DIU é simples e pode ser 
feita em ambulatório. Basta identificar os fios do 
DIU no exame especular, apreendê-los com uma 
pinça longa e puxar o DIU para fora da cavidade 
uterina. Caso o fio não seja localizado ou se 
apresente maior do que o deixado no momento da 
inserção, deve ser considerada a possiblidadede 
mal posicionamento ou expulsão parcial do DIU. 
Toda pessoa usuária de DIU deve ser estimulada a 
sentir pelo toque o seu colo uterino e identificar o 
fio. Isso ajudará a perceber precocemente 
alterações no tamanho do fio ou a ausência do 
mesmo. 
O impresso contido dentro da embalagem do DIU 
de cobre com informações e lote do produto deve 
ser entregue à pessoa que recebeu o dispositivo, 
devidamente assinado e carimbado pela/o 
profissional de saúde que realizou a inserção. 
Deve-se registrar, também, o comprimento do fio 
do DIU em relação à cérvice uterina para controle 
da paciente e da/o profissional de saúde em 
consultas subsequentes. 
Pós inserção do DIU 
Apesar de muitas mulheres sentirem certo 
desconforto com a colocação do DIU, menos de 5% 
sentem níveis moderados ou acentuados de dor. As 
reações vasovagais, tais como suor, vômito ou 
desmaios breves ocorrem em, no máximo, 0,5 a 1% 
das mulheres. 
Geralmente, estes problemas são de duração curta 
e raramente exigem a remoção imediata do DIU. 
Além disso, não afetam o desempenho posterior do 
DIU. 
Desmistificando 
O DIU não causa câncer de endométrio. Ao 
contrário, o DIU é associado à redução desse tipo 
de câncer, devido a alguns mecanismos biológicos 
como alterações inflamatórias, efeitos na 
proliferação endometrial e efeito na resposta 
endometrial aos hormônios, incluindo a inibição de 
receptores de estrogênio e progesterona 
Efeitos adversos e orientações pós-inserção 
Alguns dos efeitos colaterais da inserção do DIU 
com cobre são o aumento do fluxo menstrual, 
observado principalmente nos três primeiros meses 
de uso e o aumento ou aparecimento transitório de 
cólicas menstruais - especialmente nos primeiros 
meses e em mulheres sem filhos. Tanto o aumento 
do sangramento quanto as cólicas uterinas podem 
ser manejados clinicamente. 
Após a inserção do DIU com cobre, a mulher deve 
ser orientada a procurar atendimento, a qualquer 
tempo, caso apresente algum sintoma de alarme 
como febre, dor pélvica aguda e persistente, que 
podem ser sinal de doença inflamatória pélvica por 
presença de cervicite por Chlamydia ou outra 
bactéria, assintomática no momento da inserção. 
Além disso, toda pessoa usuária deve retornar para 
uma consulta de revisão entre 30 a 40 dias da 
inserção do dispositivo intrauterino. Neste 
momento, é realizado exame clínico-ginecológico 
e avaliação do padrão de sangramento e da 
satisfação da mulher com o método. 
Não há contraindicação para a pessoa realizar suas 
atividades cotidianas após a inserção do DIU. O 
DIU não previne contra IST. As usuárias dever ser 
estimuladas a usar outros métodos de proteção que 
cumpram essa função. 
Para as usuárias de DIU com cobre que desejam 
substitui-lo, a remoção do antigo e inserção do 
novo dispositivo pode ser efetuada no mesmo 
momento e em qualquer dia do ciclo. 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
Método contraceptivo de longa duração 
(LARC- long acting reversible contraception) 
Modo de ação: liberação contínua de íons de cobre 
O que acontece: reação citotóxica inflamatória no 
endométrio e do muco cervical, tóxica ao esperma 
e ao óvulo 
O que causa: efeito espermicida, diminuição da 
mobilidade do espermatozoide e hostilidade no 
implante do óvulo no endométrio (A). 
Seguro e adequado Podem usar 
Para aquelas que não 
apresentam 
contraindicações ao 
método 
Sem testes pare IST 
 
Praticamente todas as 
mulheres que desejam 
contracepção, de longa 
duração, de alta 
eficácia e reversível 
podem fazer uso, 
critério de 
elegibilidade amplo 
Sem exames de sangue 
ou de secreção vaginal 
 
Para todas as idades, 
adolescentes ou idosas, 
tenham ou não filhos, 
estejam amamentando, 
que tenham tido 
gravidez ectópica ou 
DIP, tenham HIV ou 
em TARV e bem de 
saúde 
Sem CP de colo de 
útero ou USG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
 
 
 
01/08/2024 
Prof. Francine Edwiges 
Definição 
Condição metabólica em que há elevação no 
plasma sanguíneo de determinadas lipoproteínas - 
colesterol (LDL, IDL ou VLDL) e/ou aumento de 
triglicerídeos e/ou redução de HDL - o que acaba 
aumentando o risco de aterosclerose e 
consequentemente maior risco cardiovascular. 
Epidemiologia 
A prevalência estimada da condição é de 
acometimento de 50% dos adultos 
É um dos principais fatores de risco para doenças 
cardiovasculares como coronariopatias e acidentes 
vasculares cerebrais (AVC), e como consequência 
um dos principais fatores de risco para óbito 
Etiologia 
São duas as principais etiologias da Dislipidemia: 
as causas primárias (genéticas) ou secundárias 
(adquiridas), essas últimas muito mais comuns. 
Pontualmente as mais frequentes incluem: 
1) Causas Primárias (genéticas) 
Hipercolesterolemia Familiar: defeito no receptor 
de LDL, cursando com menor remoção de LDL 
Defeito familiar de apoB-100: cursando com 
diminuição na remoção de LDL 
Hipertrigliceridemia familiar: desconhecido o 
mecanismo, provavelmente múltiplos 
Hipercolesterolemia poligênica: desconhecido o 
mecanismo, provavelmente múltiplos 
Hiperlipidemia familiar combinada: desconhecido 
o mecanismo, provavelmente múltiplos 
Hipoalfalipoproteinemia primária (familiar ou não 
familiar): desconhecido o mecanismo 
 
 
 
2) Causas Secundárias (adquiridas) 
Ingestão excessiva de gorduras saturadas, 
colesterol, ácido graxo trans 
Estilo de vida sedentário 
Diabetes Mellitus 
Hipotireoidismo 
Abuso de Álcool 
Tabagismo 
Insuficiência Renal 
Síndrome Metabólica 
Colestase 
HIV 
Medicamentos: glicocorticoides, beta-
bloqueadores, antipsicóticos, tiazídicos, 
ciclosporina, Inibidores de protease (HIV), 
retinoides, anticoncepcionais orais 
A prevalência estimada da condição é de 
acometimento de 50% dos adultos 
É um dos principais fatores de risco para doenças 
cardiovasculares como coronariopatias e acidentes 
vasculares cerebrais (AVC), e como consequência 
um dos principais fatores de risco para óbito 
Metabolismo lipídico 
Quando pensamos em "Lipídios", logo vem à 
mente a palavra "Gordura". E de forma 
simplificada é exatamente isso. No nosso 
organismo temos diversos compostos lipídicos, 
com destaque para: 
• Fosfolipídios: são compostos que contêm 
ácido fosfórico como mono ou diéster. São 
os principais constituintes das membranas 
celulares 
• Colesterol: é um álcool policíclico de 
cadeia longa. É um importante componente 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
da membrana celular, além de ser precursor 
de diversos hormônios (ex: Cortisol, 
Testosterona), ácidos biliares e da Vitamina 
D. Pode ser livre (OH) ou esterificado 
(insolúvel). 
• Triglicerídeos: é um tri-éster oriundo da 
combinação do glicerol (um triálcool) com 
ácidos graxos. São as principais reservas de 
energia do organismo e são depositados no 
tecido adiposo e muscular 
O triglicerídeo e o colesterol esterificado provêm 
tanto da dieta quanto da produção endógena pelo 
fígado. Uma vez que são tipicamente hidrofóbicos, 
eles precisam ser transportados para os diversos 
tecidos por meio de estruturas chamadas 
"Lipoproteínas". A lipoproteína é uma estrutura 
esférica apresentando uma superfície hidrofílica e 
um centro hidrofóbico. 
• A superfície hidrofílica é composta de 
fosfolipídio, colesterol OH e apresenta 
proteínas chamadas "Apolipoproteínas" - 
que são a identidade constituinte ("crachá") 
da lipoproteína além de apresentar 
propriedade enzimáticas/funcionais - sendo 
nomeada com letras: A, B, C etc 
• O centro hidrofóbico é composto por 
triglicerídeos e colesterol esterificado 
 
O conteúdo proteico (superfície externa) é 
praticamente constante. No entanto, o centro 
hidrofóbico varia - e isso que configura as 
diferentes lipoproteínas: quanto maior o volume 
lipídico, ou seja maior quantidade de triglicerídeos, 
menor a densidade (Densidade = Massa/Volume - 
uma vez que a massa (conteúdo proteico) é 
constante;quanto maior o volume menor a 
densidade). Assim da menor densidade (e maior 
quantidade de triglicerídeos) para a maior 
densidade (e menor quantidade de triglicerídeos) 
temos: 
• Quilomícrons (QM): são as lipoproteínas 
maiores. São constituídas de 85% de 
triglicerídeos. A apolipoproteína 
constituinte ("crachá") é a "B-48"; possui 
ainda a Apolipoproteína CII que serve para 
os triglicerídeos serem "quebrados" pelas 
enzimas "Lipoproteína lipase (LPL) nos 
tecidos periféricos, e a Apolipoproteína E 
que serve para a estrutura ser absorvida pelo 
fígado 
• VLDL (Lipoproteína de densidade muito 
baixa): é praticamente um quilomícron. É 
constituída de 50% de triglicerídeos e 20% 
de colesterol éster. A apolipoproteína 
constituinte ("crachá") é a "B-100"; possui 
ainda a Apolipoproteína CII e a 
Apolipoproteína E 
A diferença básica entre Quilomícrons e VLDL é 
que os Quilomícrons são os responsáveis por 
transportar os triglicerídeos (e colesterol) da 
alimentação até os diversos tecidos do organismo, 
quando sobra só o quilomícron e pouco lipídio o 
fígado absorve esse composto (por meio da 
apolipoproteína E). Já o VLDL é sintetizado no 
fígado, e de lá leva triglicerídeos e colesterol para 
os tecidos. Conforme o VLDL vai distribuindo 
triglicerídeo para os tecidos, ele vai reduzindo a sua 
densidade, virando assim sucessivamente: 
• IDL (Lipoproteína de densidade 
intermediária): É constituída de 30% de 
triglicerídeos e 30% de colesterol éster. A 
apolipoproteína constituinte ("crachá") é a 
"B-100", uma vez que é o VLDL com 
menos triglicerídeo; no entanto, perde a 
apolipoproteína CII, ficando somente com 
a Apolipoproteína E 
• LDL (Lipoproteína de densidade baixa) :É 
constituída de 8% de triglicerídeos e 50% 
de colesterol éster. A apolipoproteína 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
constituinte ("crachá") é a "B-100", uma 
vez que é o VLDL com menos triglicerídeo; 
no entanto, perde a apolipoproteína E, 
ficando sem a Apoliproteína CII e sem a 
Apolipoproteína E. 
o Uma vez que não possui a 
Apolipoproteína E, o fígado 
reabsorve essa lipoproteína por 
meio de endocitose 
Já que o quilomícrons, o VLDL, IDL e LDL levam 
os lipídios para os tecidos, quem vai retirar? A 
resposta é o HDL: 
• HDL (Lipoproteína de Alta Densidade): 
produzido pelo fígado é constituída 
principalmente de proteínas (50%) e pouco 
colesterol éster (30%) - esse retirado do 
tecido periférico. A apolipoproteína 
constituinte ("crachá") é a "A". O HDL 
possui ainda uma enzima importante a 
"LCAT" (Lecitina-colesterol 
aciltransferase) que transforma o colesterol 
livre (OH) em colesterol éster, por meio da 
adição de triglicerídeos provenientes do 
VLDL - armazenando então esse colesterol 
esterificado. 
o A partir do momento que o HDL 
estiver repleto de colesterol, é 
retirado da circulação pela ação do 
fígado, que pode liberar esse 
colesterol pela bile ou pode utilizá-
lo para fazer novas lipoproteínas 
§ Obs: o HDL é ainda 
responsável por "dar" as 
apolipoproteínas "CII" e "E" 
para o VLDL, além disso 
provê colesterol para o 
VLDL. 
O LDL é popularmente chamado de "colesterol 
ruim" pois é responsável pelo processo de 
aterosclerose; já o HDL é chamado de "colesterol 
bom", pois retira o excesso de colesterol do 
organismo. 
Arterosclerose 
Aterosclerose é um termo genérico que descreve 
condições em que a parede da artéria se torna mais 
espessa, rígida e menos elástica que o normal. 
Subdivide-se em dois grandes grupos: 
Aterosclerose é usado para definir enrijecimento de 
artérias médias e grandes, causada pela formação 
de placas ("placas ateromatosas") na camada mais 
interior do vaso - "túnica íntima ou endotélio" 
Aterosclerose é o termo que reflete o enrijecimento 
de artérias pequenas e arteríolas. 
1) Aterosclerose: 
A parede de um vaso é formada de dentro para fora 
por: 
• Túnica Íntima: é o endotélio - camada mais 
interna, ou seja, que está em contato com o 
fluxo sanguíneo 
• Túnica Média: camada composta por 
músculo liso, fibras colágenas e tecido 
elástico 
• Túnica Adventícia: camada mais externa, 
composta por tecido conjuntivo. 
O endotélio do vaso sanguíneo é formado por uma 
única camada de células, tendo duas ações 
principais: proteção do fluxo sanguíneo e impedir 
que o sangue coagule. Ele pode ser lesado por 
diversos fatores como alta pressão arterial 
(principal fator), por tabagismo e elevada 
concentração de LDL (Lipoproteína de Baixa 
Densidade) no sangue 
• Uma vez lesado o endotélio, o LDL penetra 
na parede do vaso (túnica íntima). O 
problema é que monócitos (viram 
macrófagos quando entram no tecido) 
começam a fagocitar o LDL, e como é 
muito LDL, acabam morrendo de "tanto 
comer". Esses macrófagos mortos vão 
permanecer na parede do vaso, sendo 
chamados então de "Células Espumosas" 
(ao microscópio parecem espumas na 
praia). Os macrófagos "mortos" acabam 
liberando citocinas, atraindo mais 
macrófagos, cursando com um ciclo 
vicioso. 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
À medida que as células espumosas se acumulam, 
elas formam um "abaulamento" no vaso, chamado 
de "Estria Gordurosa". Essa estrutura é 
trombogênica, fazendo com que plaquetas 
comecem a se acumular no endotélio lesado. As 
plaquetas liberam fator de crescimento que 
estimula o crescimento das células musculares lisas 
adjacentes, que começam a secretar proteoglicanos 
e colágeno formando um tecido fibroso ao redor da 
estria gordurosa. Esse tecido fibroso é chamado de 
"capa fibrosa" e impede que o sangue que passa 
pelo vaso se coagule, uma vez que a estria 
gordurosa é trombogênica. A junção da capa 
fibrosa com a estria gordurosa é a "placa 
ateromatosa". Com o tempo, o músculo liso 
subjacente começa a acumular cálcio, sob a forma 
de cristais nessa placa, formando uma placa 
enrijecida. 
• Perceba, então, que a formação de uma 
placa nada mais é que um processo 
inflamatório. 
A capa fibrosa pode eventualmente se romper, 
expondo a estria gordura trombogênica subjacente. 
Isso faz com que se forme um coágulo sanguíneo, 
ocluindo ainda mais o lúmen vascular, 
comprometendo ainda mais o suprimento 
sanguíneo local. Não só isso, essa placa com 
coágulo pode eventualmente se soltar - dando 
origem a um "trombo", que pode ocluir vasos 
menores distantes. Além disso, esse processo 
fisiopatológico acaba por enfraquecer a parede do 
vaso, podendo dar origem a Aneurismas (dilatação 
anormal de vaso sanguíneo) na parede arterial. 
2) Arterosclerose: é causada basicamente por 
Hipertensão e Diabetes: 
Arterosclerose Hialina: a Hipertensão faz com que 
proteínas que circulam no sangue entrem pela 
parede dos vasos sanguíneos. Com o tempo, essas 
proteínas começam a se acumular na parede, 
fazendo com que os vasos fiquem mais rígidos e o 
lúmen mais estreito. Isso é visto tipicamente nos 
rins, onde não existe sangue suficiente suprindo os 
capilares glomerulares; assim começa a reduzir a 
quantidade de sangue no glomérulo, levando a sua 
cicatrização - processo chamado de 
"Nefroesclerose Glomerular" 
Aterosclerose Hiperplásica: a Hipertensão grave 
faz com que os vasos compensem esse aumento de 
pressão adicionando camadas luminais "extras" - 
de músculo liso e de membrana basal à parede do 
vaso (à histologia parece uma "casca de cebola"), 
fazendo com que o vaso fique mais forte. O 
problema é que isso acaba reduzindo o lúmen do 
vaso - reduzindo da mesma forma o suprimento 
vascular, principalmente para os rins 
A Diabetes leva ao dano endotelial, por alterar o 
metabolismo de gorduras e carboidratos - o que 
leva a lesão da membrana basal dos vasos 
sanguíneos 
Fisiopatologia 
A principal consequência da dislipidemia é a 
formação de uma placa aterosclerótica nos vasos de 
médio e grande calibre – fisiopatologicamente 
conforme visto no subitem "Aterosclerose". Isso 
decorre do aumento do LDL (Lipoproteína de 
densidade baixa) que deposita colesterol no vaso e 
redução do HDL (Lipoproteína de Alta Densidade) 
que tem como função retirar lipídio dos tecidos,vasos e circulação. Os triglicerídeos, por sua vez, 
acabam acelerando o processo de aterosclerose e é, 
por si só, um fator isolado de risco de doença 
coronariana. 
• O resultado da formação da placa 
aterosclerótica é a obstrução do lúmen do 
vaso local, ou formação de trombos com 
obstrução de vasos de menor calibre 
distantes - levando a diversas condições 
como Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), 
Acidente Vascular Encefálico (AVC), 
Doença Arterial Obstrutiva Periférica 
(DAOP) etc. Além disso, a placa 
aterosclerótica cursa com enfraquecimento 
da parede do vaso, culminando com a 
formação de Aneurismas (dilatação 
anormal de um vaso sanguíneo) - p.ex 
Aneurisma da Artéria Aorta. 
Sinais e sintomas 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
A dislipidemia, per si, é assintomática. No entanto, 
pode levar à doença vascular sintomática - o que 
inclui Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), 
Acidente Vascular Encefálico (AVC), Doença 
Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) etc. 
• Nas hipercolesterolemias primárias 
(familiares), com aumento de LDL e/ou 
Triglicerídeos, pode existir depósitos 
cutâneos de colesterol como xantelasmas na 
pálpebra e xantomas nos tendões 
extensores. Além disso, pode estar presente 
o "arco córneo" - halo de cor branca que 
surge na córnea. 
• Hipertrigliceridemias importantes (> 
1.000mg/dl) podem levar à pancreatite 
aguda 
Diagnóstico 
O diagnóstico é feito através do exame de sangue 
chamado: "Lipidograma Completo" ou "Perfil 
Lipídico", que inclui os seguintes exames: 
Colesterol total + HDL + Triglicerídeos + cálculo 
de VLDL e LDL. 
• VLDL é calculado através da divisão 
triglicerídeos/5 - uma vez que a 
concentração de colesterol em partículas de 
VLDL correspondem a 1/5 dos lipídeos 
totais na partícula. 
• O LDL tipicamente é calculado pela 
"Equação de Friedewald": 
o LDL = Colesterol total - (HDL + 
triglicerídeos/5) 
Essas fórmulas são confiáveis se os triglicerídeos 
estiverem 1000 
/dl), porém as principais complicações gerais são 
aquelas relacionadas à formação de placa 
aterosclerótica, aumentando o risco cardiovascular, 
o que inclui: 
• Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) 
• Coronariopatias 
• Acidente Vascular Encefálico (AVC) 
• Doença Arterial Obstrutiva Periférica 
(DAOP) 
• Oclusão Arterial Aguda de Membros 
Inferiores 
Diagnósticos diferenciais 
Os diagnósticos diferenciais acabam sendo as 
próprias possibilidades etiológicas da 
hiperlipidemia, o que inclui principalmente: 
• Diabetes Mellitus 
• Hipotireoidismo 
• Insuficiência Renal 
• HIV 
• Medicamentos: glicocorticoides, 
betabloqueadores, antipsicóticos, 
tiazídicos, ciclosporina, Inibidores de 
protease (HIV), retinoides, 
anticoncepcionais orais 
Prognóstico 
O prognóstico de forma geral é bom, caso a 
condição seja diagnosticada e tratada 
precocemente, evitando assim que existam as 
complicações cardiovasculares 
Orientações gerais 
A pedra angular do tratamento é fazer com que os 
níveis de LDL ("colesterol ruim") estejam dentro 
da faixa desejada para o risco cardiovascular do 
paciente 
Objetiva-se, ainda, manter os níveis de HDL acima 
de do estabelecido, uma vez que tal conduta reduz 
o risco cardiovascular do paciente 
O tratamento direcionado para 
Hipertrigliceridemia é realizado apenas quando os 
níveis de triglicerídeos estiverem acima de 500 
mg/dl 
1º passo – avaliação de risco 
O primeiro passo é avaliar o risco cardiovascular 
do paciente: alto, intermediário ou baixo. Para isso, 
deve-se realizar a sequência de condutas: 
1º Avaliar se o paciente é de alto risco direto: isso 
é, se apresenta qualquer um dos seguintes: 
• DM (Diabetes mellitus) 
• AVC (acidente vascular cerebral) 
previamente 
• IAM (infarto agudo do miocárdio) 
previamente 
• LESÃO PERIFÉRICA (LOA – lesão de 
órgão alvo) 
• AIT (ataque isquêmico transitório) 
• HVE (hipertrofia de ventrículo esquerdo) 
• Nefropatia 
• Retinopatia 
• Aneurisma de aorta abdominal 
• Estenose de carótida sintomática 
2º Estratificar novos fatores de risco: caso o 
paciente não seja considerado de "alto risco" de 
forma inicial, deve-se avaliar a presença de outros 
fatores de risco, para estratificá-lo corretamente. 
Os fatores são os seguintes: 
• Tabagismo 
• HAS (hipertensão) 
• Obesidade 
Carollayne Mendonça Rocha | TXXXIX 
• Sedentarismo 
• Sexo masculino 
• Idade > 65 anos 
• História familiar com parente de primeiro 
grau (H

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