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FITOTERAPIA 
APLICADA À ESTÉTICA
 
 
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 3 
Objetivo da disciplina 3 
Objetivos específicos 3 
Habilidades e competências a serem alcançadas 3 
Ementa da disciplina 3 
 
1. FITOTERÁPICOS COM PAPEL NO EMAGRECIMENTO E NA 
LIPODISTROFIA GINOIDE (“CELULITE”) 5 
Fitoterápicos com papel no emagrecimento 5 
 
2. FITOTERÁPICOS NA SAÚDE DA PELE, CABELOS E UNHAS 21 
Fitoterápicos no combate à acne vulgar 22 
Fitoterápicos com ação na saúde da pele, cabelos e unhas 26 
 
3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 29 
 
 3 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 
Profa. Dra. Audrey Yule Coqueiro 
 
Objetivo da disciplina 
Discutir os fitoterápicos com papel em questões estéticas, como 
emagrecimento, saúde de pele, cabelo e unhas. 
 
Objetivos específicos 
Apresentar os principais fitoterápicos com algum papel em questões 
estéticas, incluindo seus mecanismos de ação, possíveis formas de 
administração e posologia. 
 
Habilidades e competências a serem alcançadas 
Compreender os principais fitoterápicos com ação em questões estéticas e 
como aplica-los na prática. 
 
Ementa da disciplina 
A disciplina aborda os fitoterápicos com papel em questões estéticas (ex.: 
emagrecimento, saúde de pele, cabelo e unhas), explanando sobre os seus 
mecanismos de ação, bem como formas viáveis de administração (como 
infusão, decocção, fórmula magistral, tintura etc.) e posologia (quanto, quando 
e como prescrever). As informações incluídas são baseadas em evidências 
científicas bem consolidadas e órgãos de renome na área de Nutrição e 
Fitoterapia. 
 
 
 
 
 
 
 
5 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
1. FITOTERÁPICOS COM PAPEL NO 
EMAGRECIMENTO E NA LIPODISTROFIA GINOIDE 
(“CELULITE”) 
A fitoterapia é uma área que 
tem ganhado muito destaque nos 
dias atuais, sendo aplicada pelos 
mais diversos profissionais de 
saúde, desde nutricionistas a 
médicos. 
Apesar de muito discutida no 
contexto de doenças, pois tende a 
apresentar menos efeitos colaterais 
que medicamentos, a fitoterapia 
também passou a ser vista sob o 
olhar da estética, podendo ser uma 
interessante ferramenta no 
emagrecimento e promoção de 
saúde de cabelos, unhas e pele. 
Na presente seção, 
discutiremos os fitoterápicos 
vinculados ao emagrecimento e à 
lipodistrofia ginoide (“celulite”), 
bem como seus mecanismos de 
ação, possíveis formas de 
administração e posologia. 
 
Fitoterápicos com papel no 
emagrecimento 
 
 
6 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
Camellia sinensis (chá 
verde) 
O chá verde é um dos 
fitoterápicos mais estudados e 
utilizados a nível mundial, sendo 
vinculado à longevidade 
apresentada pela população asiática, 
em especial a população japonesa 
(diversos estudos pontuando essa 
correlação já foram publicados). 
 
Diversos são os princípios 
ativos presentes neste fitoterápico, 
como as epigalocatequinas, 
epicatequinas e catequinas, as quais 
são atribuídos seus efeitos de saúde. 
Não obstante, o chá verde apresenta 
cafeína na sua composição, a qual, 
por si só, já é atrelada ao 
emagrecimento. 
Evidências indicam que os 
princípios ativos e compostos do chá 
verde induzem a lipólise via ativação 
da lipase hormônio sensível (LHS) e 
por meio de vias induzidas por 
norepinefrina, bem como estimulam 
a beta-oxidação. Vale relembrar que 
a lipólise trata-se da "quebra" de 
lipídios, ao passo que a beta-
oxidação consiste na sua efetiva 
utilização como fonte de energia na 
mitocôndria. Fica claro, portanto, 
que não basta apenas induzir 
lipólise para promover o 
emagrecimento, sendo necessária 
também a indução da beta-oxidação. 
Interessantemente, ambos os 
processos são induzidos pela 
Camellia sinensis, tornando este um 
dos principais fitoterápicos 
utilizados no contexto do 
emagrecimento. Além destes, outros 
mecanismos já foram propostos, 
como inibição do acúmulo de 
lipídios durante a adipogênese pela 
redução da expressão de fatores de 
transcrição C/EBPα e PPARγ, 
apoptose de adipócitos, redução da 
diferenciação e proliferação de 
adipócitos, "amarronzamento" de 
adipócitos (conversão parcial do 
tecido adiposo branco em bege), 
aumento do gasto energético total, 
redução da absorção intestinal de 
lipídios, aumento da excreção fecal 
de lipídios, ativação de vias de 
sinalização como AMPK/PKA, 
inibição da via do NF-κB, 
demonstrando papel anti-
inflamatório (lembre-se que a 
 
 
7 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
obesidade trata-se de um quadro 
inflamatório crônico de baixo grau) 
etc. Evidências ainda indicam papel 
do chá verde na prevenção e 
tratamento de diabetes, 
dislipidemias, hipertensão arterial 
sistêmica e síndrome metabólica – 
condições usualmente presentes em 
quadros de obesidade. 
A parte utilizada deste 
fitoterápico são as folhas, podendo-
se fazer infusão destas. Recomenda-
se a utilização de 2 gramas da droga 
vegetal (1 colher de sobremesa) para 
cada 150 ml de água, devendo-se 
ingerir o chá de 3 a 4 vezes ao dia. 
Vale salientar que, por conter 
cafeína, não se deve ofertar o chá 
verde próximo do horário de sono, 
nem para indivíduos com insônia, 
ansiedade, estresse excessivo, 
síndrome do pânico, hiperatividade, 
transtornos psicológicos, doenças 
cardiovasculares, hipertensão 
arterial sistêmica e afins. 
Caso seja prescrita a fórmula 
magistral da Camellia sinensis, 
sugere-se a oferta de 300 a 600 mg 
ao dia do extrato seco padronizado 
em 50% de polifenóis. Pode-se 
formular em cápsulas ou sachês. 
Deve-se considerar que as cápsulas 
não devem ser transparentes 
(sugere-se a utilização de cápsulas 
de clorofila) e que um excipiente 
interessante é a celulose 
microcristalina, podendo-se 
solicitar à farmácia que não utilize 
lactose como excipiente. Estas 
observações – cápsula de clorofila e 
Q.S.P. celulose microcristalina, sem 
adição de lactose – devem ser 
incluídas na prescrição da fórmula 
magistral que será entregue pelo 
paciente na farmácia de 
manipulação. Aventa-se, ainda, que 
nas cápsulas cabem cerca de 600 mg 
de fitoterápicos, ou seja, se forem 
incluídos muitos fitoterápicos em 
uma mesma fórmula, que 
ultrapassem 600 mg, a farmácia terá 
que distribuir uma dose em várias 
cápsulas, o que pode trazer 
desconforto ao paciente (ter que 
ingerir muitas cápsulas de uma vez 
só). Assim, pode-se formular em 
sachês, porém, a maior parte dos 
fitoterápicos apresenta sabor 
amargo e desagradável ao paladar. 
Considerando estas questões, deve-
se discutir com o paciente qual a sua 
preferência – cápsulas ou sachês. 
 Finalmente, estudos indicam 
que o uso de chá verde por períodos 
prolongados ou em quantidades 
excessivas pode ser hepatotóxico, 
devendo-se evitar utilizar esse 
fitoterápico para pacientes que já 
tenham desordens hepáticas 
significativas ou de forma crônica. 
De um modo geral, todo fitoterápico 
deve ser aplicado na forma de 
 
 
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FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
rodízio, evitando seu uso 
prolongado, o qual pode trazer 
efeitos colaterais. 
 
Ilex paraguariensis (erva 
mate) e Paullinia cupana 
(guaraná) 
 
Figura: Erva Mate in natura 
 
Figura: Guaraná in natura 
A semelhança do chá verde, a 
erva mate e o guaraná também 
apresentam em sua composição a 
cafeína, a qual está vinculada à 
indução da lipólise via síntese de 
catecolaminas, ativação de 
receptores adrenérgicos, aumento 
da concentração de AMPc e, 
finalmente, estímulo da atividade da 
lipase hormônio sensível (LHS). 
A erva mate apresenta ainda 
outras xantinas, além da cafeína, 
como a teobromina e a teofilina, 
bem como saponinas 
(principalmente as derivadas do 
ácido ursólico), taninos, polifenóis, 
flavonoides (ex.: quercetina, rutina e 
kaempferol), sendo que um dos seus 
princípios ativos mais presentes é o 
ácido clorogênico. Evidências 
apontam que o conteúdo de 
polifenóis da ervamate chega a ser 
superior a do chá verde. É atribuído 
a esse fitoterápico o papel de 
redução do apetite e do consumo 
alimentar via aumento do 
neuropeptídeo Y, além da indução 
da termogênese, papel diurético, 
hipoglicemiante, hipolipidemiante e 
anti-inflamatório. 
O guaraná é uma excelente 
fonte de cafeína e também de 
teobromina e teofilina, além de 
conter princípios ativos chamados 
guaraninas. Estudos indicam que o 
uso do guaraná modula genes anti-
adipogênicos (Wnt10b, Wnt3a, 
Wnt1, Gata3 e Dlk1) e pró-
adipogênicos (Cebpα, Pparγ and 
Creb1), atribuindo a esse 
fitoterápico papel redutor da 
 
 
9 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
adipogênese. Outras evidências 
indicam que o guaraná estimula a 
biogênese mitocondrial e aumenta o 
metabolismo energético via 
estímulo da expressão de Pgc1α, 
Creb1, Ampka1, Nrf1, Nrf2 e Sirt1 no 
músculo e no tecido adiposo 
marrom. 
De um modo geral, evidências 
indicam que ambos os fitoterápicos 
– erva mate e guaraná – têm efeito 
no emagrecimento por induzir a 
lipólise e aumentar o gasto 
energético total, favorecendo a 
perda de peso. Estes efeitos são 
atribuídos aos seus princípios ativos 
e compostos, incluindo a própria 
cafeína. 
O chá de erva mate é feito por 
meio da infusão das folhas, 
utilizando de 5 a 10 gramas da erva 
por dia, devendo-se fracionar essa 
quantidade em xícaras de 150 ml de 
água, de acordo com a tolerância do 
paciente (o chá de erva mate é 
amargo, sendo que alguns pacientes 
só toleram com uma maior 
diluição). Caso seja prescrito por 
meio de fórmula magistral, deve-se 
ofertar entre 100 a 400 mg por dia 
do extrato seco padronizado em 0,1 
a 3,0% de ácido clorogênico ou em 3 
a 10% de cafeína. Ainda pode-se 
prescrever a erva mate por tintura, 
na concentração de 1:10, usando-se 
30 gotas três vezes ao dia. 
O pó das sementes de guaraná 
pode ser diluído em água e usado 
diariamente na quantidade de 0,5 a 
2 gramas. Pode-se ainda prescrever 
a fórmula magistral utilizando-se de 
250 a 750 mg por dia do extrato seco 
padronizado em 5% de cafeína. 
É importante lembrar que estes 
dois fitoterápicos são ricos em 
cafeína (sendo este composto, 
inclusive, uma das formas de 
padronização deles), logo, deve-se 
evitar prescrevê-los à noite ou para 
pacientes com transtornos 
psicológicos e cardiovasculares, tal 
como pontuado no tópico sobre chá 
verde. 
Ressalta-se ainda que ambos 
têm gosto amargo, devendo-se ter 
cautela com o uso do chá ou do sachê 
para pacientes com paladar mais 
sensível. 
 
Cinnamomum spp – C. 
cassia, C. verum, C. 
zeylanicum, C. burmanni – 
(canela), Zingiber officinale 
(gengibre), Citrus spp – C. 
sinensis, C. aurantium, C. 
bergamia, C. paradisi – 
(laranja amarga) e Capsicum 
spp (pimenta vermelha) 
Todos os fitoterápicos listados 
são considerados como 
 
 
10 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
termogênicos, haja vista que 
aumentam o gasto energético total, 
bem como favorecem os processos 
de lipólise e beta-oxidação. Alguns, 
ainda, estão vinculados com redução 
da absorção intestinal de gorduras e 
açúcares, modulando a glicemia e o 
perfil lipídico (é o caso da canela e do 
gengibre). 
 
O interessante destes 
fitoterápicos é que eles não contêm 
cafeína, podendo ser utilizados para 
indivíduos que não possam 
consumir este composto por algum 
motivo. Vale salientar que o 
gengibre não deve ser utilizado por 
pacientes com distúrbios na 
coagulação, em uso de 
anticoagulantes ou hipertensos. 
A canela, além de seu papel 
termogênico e anti-obesogênico, 
está vinculada à modulação da 
glicemia, melhora da sensibilidade à 
insulina nos tecidos adiposo e 
muscular, melhora da disfunção das 
células beta-pancreáticas e outros, 
sendo vastamente utilizada como 
coadjuvante no tratamento do 
diabetes. Alguns estudos ainda 
pontuam que a canela poderia 
reduzir o apetite e o consumo 
alimentar por retardar o 
esvaziamento gástrico. Alguns dos 
princípios ativos presentes na canela 
são: aldeído cinâmico, eugenol, 
cineol, cinemaldeído, taninos e 
mucilagens. Algumas das vias 
metabólicas moduladas pela canela 
são: PPARs, AMPK, PI3K/IRS-1, 
RBP4-GLUT4, e 
ERK/JNK/p38MAPK, TRPA1-
grelina, Nrf2, PTP1B e α-amilase. 
Aparentemente, a canela também 
tem a capacidade de suprimir a via 
do NF-κB, atuando como um anti-
inflamatório. Evidências recentes 
ainda pontuam que o papel 
observado pelo uso da canela 
poderia ser atribuído à sua ação na 
composição da microbiota intestinal 
e na otimização da barreira 
intestinal via aumento da expressão 
de peptídeos antimicrobianos e das 
tight junctions, reduzindo a 
permeabilidade intestinal. 
O gengibre é um fitoterápico 
muito versátil que, além de seu 
papel termogênico e anti-
obesogênico, tem papel 
imunomodulador e é utilizado para 
atenuar náusea, enjoo e vômito 
(inclusive na gravidez) e dispepsia. 
Além de ajudar a reduzir o peso e a 
gordura corporal, estudos 
 
 
11 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
demonstram papel do gengibre na 
redução das circunferências de 
cintura e de quadril, bem como em 
parâmetros glicídicos (glicemia, 
insulinemia) e lipídicos (colesterol 
total e triglicerídeos). Os principais 
princípios ativos do gengibre são os 
gingerois, shogaols, cineol, alfa-
pimeno, limoneno, entre outros. 
A laranja amarga e demais 
espécies do gênero Citrus spp têm 
potencial termogênico graças a seus 
princípios ativos, em especial a 
sinefrina. Também apresenta outros 
princípios ativos, como limoneno, 
hesperidina, naringina, 
naringenina, octopamina, 
hodermina, tiramina e N-
metiltiramina. Aparentemente, 
algumas das vias moduladas pelos 
princípios ativos do gênero Citrus 
spp são: AMPK, PPAR e NF-κB 
(parece ter papel anti-inflamatório), 
bem como aparenta ter papel 
hipoglicemiante, hipolipidemiante, 
termogênico, redutor do peso e da 
gordura corporal, sendo, inclusive, 
compreendido como o melhor 
substituto à efedrina. 
O gênero Capsicum spp é 
reconhecido pela presença de 
capsinoides, capsaicinas e piperina, 
além da presença de carotenoides. 
Estes compostos, especialmente os 
primeiros, estão vinculados ao 
aumento da termogênese, ao 
"amarronzamento" do tecido 
adiposo branco, à redução da 
adipogênese, à apoptose de 
adipócitos, à modulação do 
metabolismo glicídico e lipídico, à 
redução do apetite e indução da 
saciedade, favorecendo o processo 
de emagrecimento. Em razão disso, 
as pimentas são vastamente 
utilizadas na estética, não somente 
para emagrecimento, mas também 
para atenuação da lipodistrofia 
ginoide (“celulite”), e até mesmo na 
nutrição esportiva, com intuito de 
favorecer a performance física. 
Algumas das vias metabólicas 
moduladas pelas pimentas são: UCP 
1 e 2, PGC1α, PPARα, PPARδ, 
C/EBPβ, SIRT1, AMPc, lipase 
hormônio sensível (LHS), carnitina 
palmitoil-transferase Iα (CPTIα) e a 
redução da atividade da ácido graxo 
sintase (AGS). Tal como a canela, 
aparentemente, parte dos efeitos 
atribuídos às pimentas está 
vinculado à modulação da 
composição da microbiota intestinal 
promovido pelas capsaicinas via 
aumento de microrganismos que 
produzem ácidos graxos de cadeia 
curta, como butirato, e redução de 
microrganismos que produzem 
lipopolissacarídeo (LPS) – fator que 
induz inflamação e é característico 
de bactérias gram negativas. 
 
 
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FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
Vale pontuar que todos os 
fitoterápicos apresentados até o 
momento podem ser utilizados 
como recursos pré-treino, de modo a 
favorecer o gasto energético durante 
o exercício físico e otimizar o 
desempenho. Para indivíduos com 
alguma contraindicação ao uso da 
cafeína, sugere-se a utilização dos 
fitoterápicos deste tópico – canela, 
gengibre, laranja amarga e pimenta. 
Outra recomendação importante é 
iniciar a prescrição com doses 
baixas,de modo a acompanhar a 
tolerância do paciente. 
Mais uma vez, ressalta-se que 
não adianta induzir lipólise sem a 
indução da beta-oxidação. Neste 
sentido, considerando que a maior 
parte dos fitoterápicos induz apenas 
lipólise, deve-se utilizar do exercício 
físico, de dietas hipocalóricas ou até 
mesmo de outras estratégias de 
emagrecimento (ex.: jejum 
intermitente) para estimular a beta-
oxidação, que trata-se da efetiva 
utilização de lipídios como fonte de 
energia na mitocôndria. 
O chá de canela é feito por meio 
de decocção de cerca de 2 gramas da 
casca (2 colheres de sobremesa) 
para cada 150 ml de água, devendo-
se ingerir de 2 a 6 vezes ao dia, de 
acordo com a tolerância do paciente. 
Caso seja utilizado o pó da casca de 
canela, deve-se usar de 500 mg a 6 
gramas ao dia. Se este fitoterápico 
for prescrito por fórmula magistral, 
recomenda-se o uso de 500 mg do 
extrato seco padronizado em 50% de 
polifenóis, duas vezes ao dia. Se for 
prescrito por meio de tintura, 
sugere-se de 5 a 10 ml ao dia. 
O chá de gengibre é feito a 
partir da decocção do rizoma, 
usando cerca de 1 grama (1 colher de 
chá) para cada 150 ml de água, de 2 
a 4 vezes ao dia. Caso utilize-se o pó 
do rizoma, deve-se ingerir de 1 a 2 
gramas do pó por dia. Se a 
prescrição for via fórmula magistral, 
aconselha-se ofertar 500 mg do 
extrato seco padronizado em 5% de 
gingeróis, duas vezes ao dia. Se for 
prescrito por meio de tintura, 
recomenda-se de 2 a 10 ml ao dia. 
O chá de laranja amarga (Citrus 
aurantium) é feito por meio de 
maceração das folhas, usando-se de 
1 a 2 gramas (1 a 2 colheres de chá) 
em 150 ml de água, uma a duas vezes 
ao dia. A laranja amarga é 
reconhecida pelo seu papel 
ansiolítico e calmante, muitas vezes 
sendo prescrita antes do período de 
sono. Caso seja prescrita por 
fórmula magistral, pode-se usar 
duas padronizações diferentes do 
extrato – em 6% ou em 30% de 
sinefrina. Se for utilizado o extrato a 
6% de sinefrina, recomenda-se a 
dose de 200 a 600 mg, duas vezes ao 
 
 
13 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
dia. Se for utilizado o extrato a 30% 
de sinefrina, sugere-se a dose de 100 
a 200 mg, duas vezes ao dia. Ainda é 
possível prescrever a Citrus 
sinensis, ao invés da Citrus 
aurantium, sendo recomendada a 
ingestão de 400 a 500 mg do extrato 
seco padronizado em 90% de 
bioflavonóides da Citrus sinensis. 
A pimenta vermelha pode ser 
prescrita como fórmula magistral 
com duas padronizações diferentes 
– a 40% de capsinoides, devendo-se 
ofertar de 5 a 10 mg por dia ou a 2% 
de capsaicina, devendo-se ofertar 
300 mg por dia. 
Ressalta-se que a prescrição 
não precisa conter apenas um 
fitoterápico, podendo-se agregar 
mais de um, tanto na fórmula 
magistral e tintura, quanto no chá. 
Uma ideia interessante, por 
exemplo, é fazer a decocção da 
canela e do gengibre juntos e utilizar 
a água da decocção para fazer a 
infusão das folhas de laranja 
amarga. Desse modo, em um mesmo 
chá, haverá a mistura de três 
fitoterápicos com potencial 
termogênico – canela, gengibre e 
laranja amarga. 
É válido mencionar que vários 
outros fitoterápicos têm papel no 
emagrecimento, podendo ser 
utilizados em casos de sobrepeso e 
obesidade. Estes fitoterápicos serão 
abordados de forma mais 
aprofundada na apostila de 
Fitoterapia na Obesidade. 
O Quadro 1 apresenta a 
posologia recomendada de cada um 
dos fitoterápicos acima descritos 
(com fins de emagrecimento). 
 
 
Quadro 1. Formas de administração e posologia dos fitoterápicos com papel no emagrecimento. 
Nome 
popular 
Nome científico 
Parte 
usada 
Doses 
Padronização 
do ESP 
Chá verde 
Camellia 
sinensis 
Folhas 
Infusão: 2 g da droga 
vegetal (1 colher de 
sobremesa) em 150 mL 
de água (3 a 4 
xícaras/dia) 
ESP: 300 a 600 mg/dia 
50% de 
polifenóis 
Erva mate 
Ilex 
paraguariensis 
Folhas 
Infusão: 5 a 10 g da 
erva/dia (fracionar em 
xícaras de 150mL) 
ESP: 100 a 400 mg/dia 
Tintura (1:10): 30 gotas 3 
vezes/dia 
0,1 a 3,0% de 
ácido 
clorogênico 
e/ou 3 a 10% de 
cafeína 
 
 
14 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
Guaraná 
Paullinia 
cupana 
Sementes 
Sementes em pó: 0,5 a 
2 g/dia 
ESP: 250 a 750 mg/dia 
5% de cafeína 
Canela 
Cinnamomum 
spp 
C. cassia, C. 
verum /C. 
zeylanicum, C. 
burmanni 
Casca 
Decocção: 2g (2 
colheres de 
sobremesa) para cada 
150mL de água, 2 a 6 
vezes/dia 
Pó: 500 mg a 6 g/dia 
ESP: 500 mg 2 
vezes/dia 
Tintura: 5 a 10 ml/dia 
50% de 
polifenóis 
Gengibre 
Zingiber 
officinale 
Rizoma 
Decocção: 1 g (1 colher 
de chá) para 150mL de 
água 2 a 4 vezes ao dia 
Pó: 1 a 2 g/dia 
ESP: 500 mg, duas 
vezes ao dia 
Tintura: 2 a 10 mL ao dia 
5% gingeróis 
Laranja 
amarga 
Citrus spp 
C. sinensis, 
aurantium, 
bergamia, 
paradisi 
Fruto ou 
casca 
Citrus aurantium 
ESP 6%: 200 – 600 mg, 
2x/dia 
ESP 30%: 100 – 200mg, 
2x/dia 
Maceração das flores: 1 
a 2 g em 150 ml 
Citrus sinensis 
90% em bioflavonóides 
Citrus 
aurantium: 
6% – 30% 
sinefrina 
Citrus sinensis: 
90% em 
bioflavonóides 
Pimenta Capsicum spp Fruto 
ESP: 5 a 10 mg/dia 
Capsifen® (extrato 
padronizado a 2% 
capsaicina): 300 mg/dia 
40% de 
capsinóides 
Legenda: ESP – extrato seco padronizado.Fitoterápicos na atenuação da lipodistrofia ginoide 
Lipodistrofia ginoide é o nome 
científico dado à celulite, um 
distúrbio estético que acomete a 
grande maioria das mulheres (por 
questões hormonais e pelo próprio 
arranjo da derme ser diferente entre 
homens e mulheres). 
Apesar de parecer simples e 
comum, a fisiopatologia da 
lipodistrofia ginoide é bastante 
complexa, envolvendo o acúmulo de 
gordura, que compromete a 
circulação sanguínea e linfática, 
causando edema e inflamação. Em 
razão disso, é comum que pacientes 
 
 
15 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
com lipodistrofia ginoide, 
principalmente nos estágios mais 
avançados, sintam dor no local da 
"celulite", por causa da inflamação. 
Não obstante, pelo prejuízo no fluxo 
sanguíneo, o local da "celulite" pode 
ser mais frio e mais azulado do que 
outros locais do corpo, que não 
sejam afetados pelo problema. 
Além da aplicação de 
estratégias nutricionais, pode-se 
incluir fitoterápicos para auxiliar na 
perda de gordura (como os listados 
no tópico anterior), para evitar a 
retenção hídrica e anti-
inflamatórios. 
Os principais fitoterápicos com 
fins de atenuar a retenção hídrica 
são: Hibiscus sabdariffa (hibisco), 
Taraxacum officinale (dente de 
leão), Echinodorus macrophyllus 
(chapéu de couro) e Equisetum 
arvense (cavalinha). 
O hibisco, além de ser diurético, 
está vinculado à redução do peso 
corporal, redução da absorção 
intestinal de lipídios, indução da 
beta-oxidação, inibição do acúmulo 
de lipídios, supressão da 
adipogênese, inibição da hiperplasia 
de adipócitos e indução da apoptose 
de adipócitos maduros, 
principalmente por meio de 
modulação das vias PPARγ e 
C/EBPα, além de papel modulador 
da glicemia, do perfil lipídico (LDL, 
HDL, colesterol total e 
triglicerídeos) e da pressão arterial. 
Os principais princípios bioativos do 
hibisco são: ácidos orgânicos, 
antocianinas, flavonoides e ácidos 
fenólicos, como ácido cítrico, ácido 
hibisco, delfinidina, cianidina, 
quercetina, luteolina, ácido 
clorogênico, ácido elágico, ácido 
coumarínico, ácido ferúlico e ácido 
cafeico. 
O chá de hibisco se faz por meio 
da infusão do cálice, devendo-se 
utilizar 3 gramas (1 colher de sopa) 
para cada 150 ml de água e ingerir de 
2 a 4 vezes ao dia. Se for prescrita 
por fórmula magistral, deve-se 
ofertar 100 mg do extrato seco 
padronizado em 2% de ácido cítrico 
e no mínimo 1% de polifenóis, de 
duas a três vezes ao dia. Caso use-se 
tintura, recomenda-se a quantidade 
de 1,5 ml 3 vezes ao dia, totalizando 
cerca de 4,5 ml diariamente. 
O dente de leão, além do papel 
diurético, apresenta papel anti-
inflamatório (inibiçãoda via do NF-
κB) e antioxidante, sendo, inclusive, 
estudado no contexto de doenças, 
como o câncer e o diabetes 
(modulação da glicemia e da 
atividade das células beta-
pancreáticas). Os principais 
princípios ativos do dente de leão 
são: ácido chicórico, taraxasterol, 
 
 
16 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
ácido clorogênico e sesquiterpeno 
lactonas. O chá de dente de leão é 
feito por meio de decocção de toda a 
planta, cerca de 3 a 4 gramas (3 a 4 
colheres de chá), em 150 ml de água, 
devendo-se consumir de 1 a 3 vezes 
ao dia. Se for utilizado o pó, 
recomenda-se de 1 a 2,5 gramas ao 
dia. 
O chapéu de couro, além de 
diurético, tem papel 
imunomodulador, com potente ação 
anti-inflamatória, via modulação de 
citocinas (TNF-α e IL-1β), 
prostaglandinas e migração de 
células imunológicas, como 
neutrófilos, sendo que algumas das 
vias de sinalização moduladas por 
este fitoterápico são: CKCL1/KC, 
LTB4 e PGE2. Estas ações são 
desempenhadas especialmente 
pelos flavonoides presentes no 
chapéu de couro. O chá de chapéu de 
couro é feito por meio de infusão das 
folhas, cerca de 1 grama (1 colher de 
chá) em 150 ml de água, de 1 a 3 
xícaras ao dia. 
À cavalinha, além de ação 
diurética, tem sido atribuída ação 
antibacteriana, antioxidante e anti-
inflamatória, sendo estudada 
também no contexto de doenças, 
como no diabetes e no câncer. Parte 
dos efeitos atribuídos à cavalinha 
são realizados através da modulação 
de vias moleculares, como a ativação 
da SIRT1 e supressão do NF-κB. 
Apesar de não ser esclarecido na 
literatura, pelo fato de ter papel 
antibacteriano, a cavalinha poderia 
ter impacto na composição da 
microbiota. O chá de cavalinha é 
feito por meio de infusão de 3 
gramas (1 colher de sopa) das partes 
aéreas em 150 ml de água, devendo-
se de 2 a 4 xícaras ao dia. 
Vale lembrar que não se deve 
utilizar chás diuréticos muito 
próximo ao horário de sono, para 
não prejudica-lo. Não obstante, não 
se deve prescrever para pacientes 
que já usem diurético, que tenham 
problemas renais (ex.: doença renal 
crônica e insuficiência renal), que 
tenham alterações na pressão 
arterial (ex.: hipotensão) ou doenças 
cardiovasculares (ex.: insuficiência 
renal). Finalmente, também não 
devem ser utilizados em casos de 
diarreia. 
Considerando que a 
fisiopatologia da lipodistrofia 
ginoide também envolve 
inflamação, fitoterápicos com 
potencial anti-inflamatório 
poderiam ser interessante, por 
exemplo: Taraxacum officinale 
(dente de leão), Echinodorus 
macrophyllus chapéu de couro), 
Equisetum arvense (cavalinha) – 
fitoterápicos muito versáteis na 
celulite, que além de diuréticos são 
 
 
17 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
anti-inflamatórios – Curcuma 
longa (cúrcuma), Achyrocline 
satureioides (macela), Arctium 
lappa (Bardana), Salix alba 
(salgueiro), entre outros (consultar 
o anexo 1 da RDC 10 da ANVISA). 
A cúrcuma é vastamente 
reconhecida por seu papel anti-
inflamatório por meio da modulação 
de citocinas e da atividade de células 
imunológicas, sendo estudada nos 
mais diversos contextos, seja em 
doenças (ex.: doenças hepáticas, 
doenças cardiovasculares, doenças 
inflamatórias intestinais, artrite, 
pancreatite, diabetes e câncer) ou na 
estética (emagrecimento, celulite, 
saúde da pele, cabelos e unhas). 
Seus efeitos são atribuídos 
principalmente à presença de 
princípios ativos chamados de 
curcuminas e de curcuminóides. O 
chá de cúrcuma é feito a partir da 
decocção do rizoma, cerca de 1,5 
gramas (3 colheres de café) em 150 
ml de água, devendo-se consumir de 
uma a duas vezes ao dia. Caso se use 
o pó, deve-se consumir de 7,5 a 15 
gramas ao dia, ao passo que se for 
utilizado fresco, deve-se ingerir de 
30 a 60 gramas diariamente. Se o 
objetivo for utilizar na forma de 
tintura, recomenda-se de 20 a 60 
gotas por dia. Caso seja utilizado o 
extrato seco padronizado, deve-se 
ofertar 300 a 600 mg do extrato seco 
padronizado em 95% de 
curcuminóides. 
A macela, além de anti-
inflamatória, também é indicada 
para má digestão, cólicas e como um 
sedativo leve. O chá de macela é feito 
por meio da infusão de 1,5 gramas 
(1/2 colher de sopa) das sumidades 
floridas em 150 ml de água, 
devendo-se utilizar 4 xícaras ao dia. 
Além destas propriedades, 
evidências indicam que a 
Achyrocline satureioides é 
antisséptica, antioxidante, e 
hipocolesterolêmica, sendo 
investigada no contexto do câncer, 
da dermatite (importante papel na 
estética), de dislipidemias e de 
doenças cardiovasculares. Seus 
efeitos biológicos são atribuídos à 
presença de flavonoides, como 
luteolina, antocianinas, isoflavonas, 
quercetina, 3-O-metil-quercetina e 
achyrobichalcone (nome em inglês), 
sendo o último um metabólico 
exclusivo desta planta. 
A bardana tem sido utilizada 
com fins terapêuticos na Europa, 
América do Norte e Ásia por 
centenas de anos. As raízes, 
sementes e folhas têm sido 
estudadas por serem tão utilizadas 
na medicina tradicional chinesa. Na 
atualidade, a bardana é utilizada até 
mesmo para questões estéticas, 
melhorando a textura e qualidade da 
 
 
18 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
pele, bem como atenuando o eczema 
e a acne vulgar. Além disso, seu 
potencial antioxidante, anti-
inflamatório e antidiabético tem 
chamado a atenção nos mais 
diversos contextos, como no câncer, 
diabetes, alergias, inflamações e, até 
mesmo, na AIDS. Alguns dos 
compostos bioativos presentes na 
bardana, aos quais atribuem-se os 
efeitos de saúde, são taninos, ácido 
cafeico, arctiina, arctigenina, ácido 
clorogênico, beta-sitosterol e 
diarctigenina, além de diversos 
nutrientes e prebióticos, como a 
inulina. O chá de bardana é feito por 
meio de decocção das raízes, cerca 
de 2,5 gramas (2,5 colheres de chá) 
em 150 ml de água, devendo-se 
utilizar de 2 a 3 xícaras ao dia. O chá 
também serve para dispepsia e 
artrite, haja vista que tem papel 
anti-inflamatório. Se for prescrito o 
extrato seco, sugere-se 1 a 2 gramas 
ao dia. 
O salgueiro é usado no 
tratamento de inflamação crônica e 
aguda, infecção, dor e febre. O seu 
principal composto é a salicina, a 
qual é precursora do ácido 
acetilsalicílico, um agente com 
potencial ação anti-inflamatória. 
Outros compostos fenólicos do 
salgueiro são: ácido salicílico, 
salidroside, saligenina, 
tremulodina, salicoilsalicina, 
salicortina e tremulacina. O chá de 
salgueiro é feito pela infusão da 
casca do caule: 3 gramas (1 colher de 
sopa) do fitoterápico para 150 ml de 
água, devendo-se ofertar de 2 a 3 
vezes ao dia. O chá também pode ser 
utilizado em caso de gripes, 
resfriados e dor. Não se recomenda 
a utilização com maracujá e noz 
moscada e deve ser utilizado com 
cautela quando há uso de 
anticoagulantes, corticoides e anti-
inflamatórios não estereoidais. 
Para atenuar a lipodistrofia 
ginoide, sugere-se associar os 
fitoterápicos para atenuar retenção 
hídrica, anti-inflamatórios e com 
potencial em favorecer o 
emagrecimento. Por exemplo, pode-
se utilizar chá verde, hibisco e 
cúrcuma. 
O Quadro 2 apresenta a 
posologia recomendada de cada um 
dos fitoterápicos com papel na 
atenuação da lipodistrofia ginoide. 
 
Quadro 2. Formas de administração e posologia dos fitoterápicos com papel na lipodistrofia 
ginoide. 
Nome 
popular 
Nome 
científico 
Parte usada Doses Padronização do 
ESP 
 
 
19 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
Hibisco 
Hibiscus 
sabdariffa 
 
Cálice 
 
Infusão: 3 g (1 colher 
de sopa), 2 – 4 x/dia 
ESP: 100 mg, 2 – 3 
x/dia 
Tintura: 1,5mL, 3 x/dia 
2% de ácido 
cítrico e mínimo 
de 1% de 
polifenóis 
Dente de 
Leão 
Taraxacum 
officinale 
 
Toda a 
planta 
(parte 
aérea 
florida e 
raiz) 
Decocção: 3 – 4 g (3 – 
4 colheres de chá) 
em 150 ml de água, 1 
a 3 x/dia 
Pó: 1 a 2,5 g/dia 
- 
 
Chapéu de 
couro 
Echinodorus 
macrophyllusFolhas 
Infusão: 1 g (1 colher 
de chá) em 150 ml de 
água, de 1 a 3 xícaras 
ao dia 
 
- 
Cavalinha 
Equisetum 
arvense 
Partes 
aéreas 
Infusão: 3 g (1 colher 
de sopa) em 150 ml 
de água, de 2 a 4 
xícaras ao dia 
- 
Cúrcuma 
Curcuma 
longa 
 
Rizoma 
 
Decocção: 1 a 3 g em 
150mL de água 2 a 3 
vezes/dia 
Pó: 7,5 a 15 g ao dia 
Fresco: 30 a 60 g/dia 
ESP: 300 a 600 
mg/dia 
Tintura: 20 a 60 
gotas/dia 
95% 
curcuminóides 
Macela 
Achyrocline 
satureioides 
Sumidades 
floridas 
1,5 g (1/2 colher de 
sopa) em 150 ml de 
água, 4 xícaras ao dia 
- 
Bardana 
Arctium lappa 
 
Raiz 
 
Decocção: 2,5 g (2,5 
colheres de chá) em 
150 ml de água, de 2 
a 3 xícaras ao dia ou 
40 g das raízes por 
litro de água 
Extrato seco: 1 a 2 g 
ao dia 
- 
Salgueiro Salix alba Casca do 
caule 
Infusão: 3 g (1 colher 
de sopa) em 150 ml 
de água, de 2 a 3 
vezes ao dia 
- 
Legenda: ESP – extrato seco padronizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 21 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
2. FITOTERÁPICOS NA SAÚDE DA PELE, CABELOS E 
UNHAS 
 
Apesar de parecer uma 
ferramenta nova, ganhando espaço 
nos consultórios, ambulatórios e 
hospitais, a fitoterapia é uma das 
ciências mais antigas que existem. 
Iniciou-se desde os primórdios, 
quando o homem passou a utilizar 
plantas com fins medicinais. 
Na atualidade, há uma 
distinção didática entre a fitoterapia 
tradicional e popular (aquela que 
passou de geração em geração, com 
conhecimento mais prático, porém 
empírico) e a fitoterapia científica, a 
qual é baseada em achados de 
artigos científicos. 
Interessantemente, a fitoterapia 
científica estuda justamente os 
fitoterápicos reconhecidos para 
determinados fins na fitoterapia 
tradicional e popular, verificando se 
estas hipóteses têm respaldo 
científico. 
Como os fitoterápicos tendem a 
ter menos efeitos colaterais que os 
medicamentos, muito se debate 
sobre o uso destes em diversas 
doenças, de modo a evitar o uso 
excessivo de fármacos. Além do 
contexto saúde e doença, a 
fitoterapia tem ganhado espaço na 
estética, haja vista o potencial de 
alguns fitoterápicos no 
emagrecimento e atenuação de 
 
 22 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
celulite, bem como na saúde da pele, 
cabelos e unhas. Discutir o papel dos 
fitoterápicos na pele, cabelos e 
unhas é justamente o papel desta 
segunda seção. 
 
Fitoterápicos no combate à 
acne vulgar 
 
A fisiopatologia da acne vulgar 
é complexa, envolvendo produção 
excessiva de sebo, disbiose cutânea 
(excesso de Propionibacterium 
acnes), inflamação, prejuízo do 
processo de destoxificação e 
eliminação de toxinas, constipação e 
disbiose intestinal (situações que 
prejudicam a eliminação de 
toxinas), entre outros fatores. 
A produção excessiva de sebo 
pode ser agravada pelo quadro de 
hiperinsulinemia, estimulado pelo 
consumo excessivo de carboidratos 
de alto índice glicêmico, que causa 
hiperglicemia e, como resultado, 
aumento da produção e liberação de 
insulina. Em razão disso, é comum 
reduzir o consumo destes alimentos 
(carboidratos de alto índice 
glicêmico) para pacientes com muita 
tendência à acne vulgar. Não 
obstante, deve-se investigar 
possíveis alterações glicídicas nestes 
pacientes (ex.: hiperglicemia, 
hiperinsulinemia, hemoglobina 
glicada elevada, resistência à 
insulina, índices HOMA etc.) 
Em caso de alterações no 
metabolismo glicídico, pode-se 
utilizar, juntamente com as 
estratégias nutricionais, os 
fitoterápicos que podem modular a 
glicemia e insulinemia, como 
Cinnamomum spp (canela), 
Gymnema sylvestre (gimnema), 
Trigonella foenum-graecum (feno 
greco), Bauhinia forficata (pata de 
vaca), Momordica charantia (melão 
de São Caetano), Garcinia 
cambogia (garcinea) etc. Estes 
fitoterápicos modulam a atividade 
das células beta-pancreáticas, a 
relação da insulina com o seu 
receptor, a cascata de translocação 
do GLUT-4 à membrana plasmática, 
vias moleculares associadas à 
captação e utilização de 
carboidratos, bem como enzimas 
associadas à digestão e à absorção 
intestinal de carboidratos, 
resultando em controle de 
parâmetros glicídicos, como 
 
 23 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
hiperglicemia, hiperinsulinemia e 
resistência à insulina. 
A Gymnema sylvestre, 
popularmente conhecida como 
gimnema, é um fitoterápico com 
potente ação hipoglicemiante, sendo 
utilizado vastamente na resistência 
à insulina e no diabetes. A parte 
utilizada é a folha, podendo-se 
prescrever o extrato seco 
padronizado em 75% de ácido 
gimnêmico, na dose de 50 a 100 mg 
duas vezes ao dia. 
A Trigonella foenum-graecum, 
popularmente conhecida como feno 
grego, é também utilizada no 
tratamento de distúrbios glicídicos e 
lipídicos, sendo que a parte utilizada 
é a semente. Caso seja prescrita via 
fórmula magistral, recomenda-se a 
oferta de 300 mg do extrato seco 
padronizado em 50% de fenosídeo 
duas vezes ao dia. Ressalta-se que, 
em determinadas regiões, o feno 
greco é bastante oneroso, podendo 
encarecer significativamente a 
fórmula magistral. 
A Bauhinia forficata, 
popularmente chamada de pata de 
vaca em razão do seu formato, é um 
recurso utilizado no tratamento de 
diabetes e resistência à insulina há 
muitos anos, tendo seu uso 
fundamentado na fitoterapia 
tradicional e popular. Vale salientar 
que estudos científicos demonstram 
que há respaldo na ciência para a 
utilização da pata de vaca no 
contexto do diabetes e demais 
alterações do metabolismo glicídico, 
sendo, portanto, comprovada pela 
fitoterapia científica. O chá de pata 
de vaca é feito por meio da infusão 
das folhas (~ 3 gramas = 1 colher de 
sopa em 150 ml de água), devendo-
se consumir de 2 a 3 xícaras por dia. 
Caso se use esse fitoterápico em pó, 
recomenda-se a dose de 400 mg 
duas vezes ao dia, ao passo que se for 
usado o extrato seco sugere-se 250 
mg uma vez ao dia. Ressalta-se que 
ainda não há consenso sobre a 
padronização do extrato seco de 
pata de vaca. Ainda há a opção de 
utilizar a tintura, devendo-se ofertar 
30 a 40 gotas três vezes ao dia. 
A Momordica charantia, 
vulgarmente chamada de Melão de 
São Caetano, também encontra 
respaldo científico para sua 
utilização no diabetes tipo 2 e na 
resistência à insulina, 
demonstrando papel na modulação 
da atividade das células beta-
pancreáticas, secreção e utilização 
de insulina e controle da 
hiperglicemia. Além disso, 
demonstra papel antioxidante, 
antibacteriano, antiviral, anti-
helmintíco, imunomodulador, anti-
inflamatório, anti-tumoral, anti-
 
 24 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
mutagênico e outros. Logo, por mais 
de um mecanismo de ação 
(hipoglicemiante, anti-inflamatório 
e antibacteriano), o Melão de São 
Caetano poderia atenuar a acne 
vulgar. Seus efeitos são decorrentes 
da presença de princípios ativos, 
como flavonoides, triterpenos e 
saponinas. Pode-se prescrever esse 
fitoterápico por meio de fórmula 
magistral usando 500 mg do extrato 
seco padronizado em 10% de 
charantina duas vezes ao dia. 
A Garcinia cambogia, 
conhecida popularmente como 
garcínea, é vastamente utilizada no 
tratamento da obesidade, pois 
favorece o emagrecimento e 
controla o apetite e a vontade de 
consumir doces, o que também é 
benéfico para pacientes diabéticos. 
Aparentemente, este fitoterápico 
ainda modula a glicemia e a ação da 
insulina, sendo bastante utilizado no 
contexto do diabetes. A garcínea 
pode ser prescrita na forma de 
extrato seco (300 a 450 mg 1 a 2 x ao 
dia), na forma de pó (500 mg 3 x ao 
dia) e na forma de tintura (30 a 60 
gotas, 2 a 4 x ao dia). 
Outra causa comum de acne 
vulgar é a disbiose em vários 
compartimentos corpóreos, não 
somente na pele. É frequente 
encontrar pacientes com acne vulgar 
que relatem constipação intestinal e 
sinais/sintomas de disbiose 
intestinal e/ou candidíase vaginal de 
repetição e sinais/sintomasde 
disbiose vaginal. Isso porque as 
microbiotas tendem a influenciar 
umas as outras, isto é, a microbiota 
intestinal pode modular a 
microbiota vaginal e vice-versa. Não 
obstante, a constipação intestinal 
pode agravar a acne vulgar, haja 
vista que há prejuízo na eliminação 
de toxinas. Alguns fitoterápicos 
podem ser utilizados como 
coadjuvantes no tratamento de 
disbiose, como canela, pimenta, 
cavalinha e cúrcuma (apresentados 
na seção anterior). Não obstante, 
outros podem ser utilizados para 
melhorar a saúde intestinal e como 
coadjuvantes no tratamento de 
constipação intestinal, como 
alcachofra, alecrim, sene e cáscara 
sagrada (fitoterápicos apresentados 
na apostila de Fitoterapia no 
Sistema Digestório). Se a disbiose e 
constipação intestinal foram parte 
da causa da acne vulgar do paciente, 
pode-se utilizar também estes 
fitoterápicos. 
A inflamação é também um dos 
pilares da fisiopatologia da acne 
vulgar. Neste sentido, pode-se 
utilizar fitoterápicos com potencial 
anti-inflamatório para lidar com 
este problema estético, como 
cúrcuma, macela (usada também na 
 
 25 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
dermatite), bardana (usada no 
tratamento de acne, bem como na 
melhora da hidratação e textura da 
pele), chapéu de couro, dente de leão 
e cavalinha (além de anti-
inflamatórios são diuréticos, 
favorecendo a eliminação de 
toxinas). 
O prejuízo nos processos de 
destoxificação pode resultar no 
acúmulo de toxinas e agravamento 
da acne vulgar. Neste contexto, 
pode-se utilizar fitoterápicos 
diuréticos para favorecer a 
eliminação de toxinas, bem como 
fitoterápicos hepatoprotetores, haja 
vista que o fígado é o principal órgão 
envolvido no metabolismo e 
destoxificação de toxinas. Um 
potente hepatoprotetor é o cardo 
mariano, cujo nome científico é 
Silybum marianum, do qual usa-se 
a semente, podendo-se prescrever o 
extrato seco padronizado em 75 a 
80% de similarina (de 150 a 600 
mg/dia). 
O Quadro 3 apresenta a 
posologia recomendada de cada um 
dos fitoterápicos com papel na 
atenuação da acne vulgar. 
 
 
Quadro 3. Formas de administração e posologia dos fitoterápicos com papel na acne vulgar. 
Nome 
popular 
Nome 
científico 
Parte 
usada Doses 
Padronização do 
ESP 
Gimnema Gymnema 
sylvestre 
Folhas 
 
ESP: 50 a 100 mg, 2 
x/dia 
75% de ácido 
gimnêmico 
Feno Greco 
Trigonella 
foenum-
graecum 
Sementes 
 
ESP: 300 mg, 2 x/dia 50% de 
fenosídeo 
Pata de 
Vaca 
Bauhinia 
forficata 
 
Folhas 
 
Infusão: 3 g (1 colher de 
sopa) em 150 ml de 
água, 2 – 3 xícaras/dia 
Pó: 400 mg duas vezes 
ao dia 
Extrato seco: 250 mg 
uma vez ao dia 
Tintura: 30 a 40 gotas 
três vezes ao dia 
- 
Melão de 
São 
Caetano 
Momordica 
charantia 
Fruto 
 
ESP: 500 mg, 2 vezes 
ao dia 
10% de 
charantina 
Garcinea 
Garcinia 
camboja 
Polpa do 
fruto e 
casca 
Extrato seco: 300 – 
450mg, 1-2x/dia 
Pó: 500 mg, 3x/dia 
Tintura: 30-60 gotas, 2-
4x/dia 
- 
Cardo 
Mariano 
Silybum 
marianum 
 
Semente 
 
ESP: 150 – 600 mg/dia 75% a 80% de 
silimarina 
 
 26 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
Legenda: ESP – extrato seco padronizado. 
Fitoterápicos com ação na 
saúde da pele, cabelos e unhas 
Estudos indicam que a ingestão 
de luteína e zeaxantina confere 
fotoproteção à pele, atenuando o 
envelhecimento cutâneo, bem como 
melhorando aspectos como textura e 
hidratação da pele. Por seu papel 
antioxidante, evidências 
demonstram que a luteína e a 
zeaxantina atenuam a peroxidação 
lipídica e estudos experimentais 
com ratos demonstram menor dano 
e maior fotoproteção em ratos 
suplementados com luteína e 
zeaxantina e expostos à radiação 
UV. Além destes compostos estarem 
presentes em diversos alimentos de 
coloração vermelha, laranja, 
amarela, roxa e verde (ex.: manga, 
mamão, laranja, milho, batata-doce 
e couve), alguns fitoterápicos 
também os apresentam em sua 
composição, como as pimentas e a 
cúrcuma, podendo ser utilizados 
com fins de fotoproteção, prevenção 
do envelhecimento cutâneo e 
melhora da saúde da pele. 
Outro recurso bastante 
utilizado para favorecer a saúde da 
pele é o cacau e seus flavonóis. 
Karim et al. (2016) demonstraram 
que o uso de produtos à base de 
cacau, como géis, pode reduzir a 
progressão de rugas após apenas 
três semanas de uso. Mesmo que 
não seja de uso tópico, mas sim via 
suplementação oral, o consumo de 
flavonóis do cacau parece atenuar o 
eritrema induzido por radiação UV, 
aumentar a fotoproteção, aumentar 
o fluxo sanguíneo na derme e a sua 
hidratação em mulheres que 
receberam 326 mg/dia de flavonóis 
do cacau ricos em catequinas e 
epicatequinas durante 12 semanas, 
em estudo realizado por Heinrich et 
al. (2006). Resultados semelhantes 
foram obtidos por Yoon et al. (2016) 
ao suplementar 320 mg/dia de 
flavonóis do cacau para mulheres 
com rugas visíveis, em que se 
observou melhora da elasticidade da 
pele e a atenuação do agravamento 
das rugas. Com base nestes estudos, 
é possível observar que a inclusão do 
cacau na dieta ou a prescrição de 
seus flavonóis parece melhorar a 
saúde da pele, a fotoproteção e 
atenuar o desenvolvimento de 
rugas. 
O resveratrol e as uvas também 
têm se mostrado compostos com 
potencial ação de melhorar 
parâmetros da pele e, até mesmo, 
atenuar o quadro de melasma. Uma 
alternativa pode ser a utilização da 
semente do fitoterápico Vitis 
vinífera, isto é, a semente de uva, o 
qual se recomenda a prescrição do 
extrato seco padronizado em 80 a 
 
 27 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
85% de proantocianidinas (100 a 
500 mg/dia) ou a tintura (50 a 100 
gotas, 1 a 3 x por dia). Efeitos 
semelhantes são observados com o 
uso de Camellia sinensis (chá 
verde), inclusive no quadro de 
melasma, e de Punica granatum 
(romã), a qual utilizam-se o fruto e a 
casca. Pode-se prescrever o chá de 
romã, o qual é feito por meio de 
infusão 1 a 2 g (1 a 2 colheres de chá) 
em 150 ml de água, o pó de romã 750 
a 1.500 mg/dia, o extrato seco 200 a 
600 mg/dia e, finalmente, a tintura 
2 ml, 2 x ao dia. 
No que se refere à ação nos 
cabelos, evidências interessantes 
são obtidas usando-se Curcuma 
longa (cúrcuma), Vitis vinífera 
(uva) e Rosmarinus officinalis 
(alecrim), os quais parecem atenuar 
a queda de cabelo, podendo ser 
utilizados no tratamento de 
alopecia, especialmente à 
androgênica, haja vista que são 
capazes de modular a atividade da 
enzima 5-alfa-redutase. Não 
obstante, evidências também 
demonstram papel destes 
fitoterápicos na alopecia areata 
(também observa-se efeito da 
Punica granatum) e no eflúvio 
telógeno (também observa-se efeito 
da Boswellia serrata). 
Em relação às unhas, alguns 
fitoterápicos com papel antifúngico, 
anti-inflamatório e 
imunomodulador poderiam 
auxiliar no tratamento de micoses 
presentes nas unhas, é o caso da 
canela, da cúrcuma, da romã, da 
uva, do chá verde, do gengibre, do 
alho, entre outros. Acerca do alho, 
cujo nome científico é Allium 
sativum, usa-se o bulbo e 
recomenda-se a ingestão de 2 a 5 g 
de alho cru por dia, de 0,5 a 1,5 g do 
pó por dia, de 2 a 5 mg do óleo de 
alho por dia, de 2 a 4 ml da tintura 
até 3 vezes ao dia ou, finalmente, de 
300 a 1.000 mg do extrato seco/dia. 
 
 
 
 
 29 
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA 
 
3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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