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SISTEMA CONSTRUTIVO DE ESTRUTURA TIPO DRYWALL BELO HORIZONTE 2023 ANGELO MATIAS COSTA SISTEMA CONSTRUTIVO DE ESTRUTURA TIPO DRYWALL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Coordenação do Curso de Bacharelado em Engenharia Civil da Faculdade Anhanguera, como parte dos requisitos para a obtenção do Título de Bacharel em Engenharia Civil. BELO HORIZONTE 2023 RESUMO O presente trabalho visa apontar quais os tipos de aplicações do sistema construtivo de estrutura tipo drywall, e suas formas de execução. Com o Estudo dá o trabalho ira prever o situações onde haverá fracasso ou êxito de um projeto, é a qualidade do que é viável com grande probabilidade de se concretizar por agregar todas as características necessárias. Tendo como objetivo principal deste trabalho a análise de viabilidade na aplicação do método drywall em uma construção residencial, utilizando o método que dispõe de características próprias que limita o seu uso, que deve ser seguida para fins de que obtenha o máximo de suas propriedades e benefícios. Quando for aplicado de modo correto, o mesmo apresenta vantagens que viabilizam a sua construção, pois é um método construtivo rápido, econômico, eficaz e limpo, que simplifica diretamente os prazos e até mesmo custos na execução da obra. Para a realização deste trabalho, buscamos as fontes bibliográfica e estudo de caso, onde a base de dados é o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil-SINAPI de Minas Gerais, referência Agosto de 2023. Palavras-chave: Viabilidade da construção com drywall, drywall, aplicabilidade do drywall. ABSTRACT The present work aims to point out the types of applications of the drywall-type structure construction system, and their forms of execution. With the Study, the work will predict situations where there will be failure or success of a project, it is the quality of what is viable with a high probability of coming to fruition by bringing together all the necessary characteristics. The main objective of this work is to analyze the feasibility of applying the drywall method in a residential construction, using the method that has its own characteristics that limit its use, which must be followed in order to obtain the maximum of its properties and benefits. . When applied correctly, it has advantages that make its construction viable, as it is a fast, economical, effective and clean construction method, which directly simplifies deadlines and even costs in carrying out the work. To carry out this work, we searched for bibliographic sources and case studies, where the database is the National System for Research on Civil Construction Costs and Indexes-SINAPI of Minas Gerais, reference August 2023. Key words: Feasibility of construction with drywall, drywall, applicability of drywall. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Placas de drywall: placa verde, placa rosa e placa branca ..................... 13 Figura 2 – Esquema de vedação vertical em gesso acartonado .............................. 14 Figura 3 –Instalação elétrica no sistema drywall.......................................................15 Figura 4 – Placas de drywall instaladas. .................................................................. 16 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Composições da execução de drywall.....................................................21 Tabela 2 – Preço unitário dos insumos do drywall ................................................... 22 Tabela 3 – Composições da execução de alvenaria convencional .......................... 23 Tabela 4 – Preço unitário dos insumos da execução de alvenaria convencional ..... 24 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Comparação De Custo Total ................................................................. 26 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 8 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................ 10 3. PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS .............................................................. 20 4. ANALISE DOS RESULTADOS ............................................................................. 25 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................27 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................28 8 1. INTRODUÇÃO O sistema de divisórias de gesso, que começou a ter uma grande área aqui no Brasil, já é usado a mais de 80 anos no mundo todo, no Brasil chegou a mais ou menos a 30 anos, sendo trazendo um grande avanço tecnológico para o país, mas pouco divulgado pelo próprio mercado. Segundo SILVA 2014. Apenas depois que iniciou o comercio para as entradas de novas tecnologias, que o drywall teve a chance de entrar no grande comercio da construção por ser uma construção rápida, acessível e eficaz. A solução é estes novos sistemas de construção, conhecida como obras secas, demonstra benefícios quanto a rápida execução, manutenção fácil e limpa, e pouco desperdício no decorrer da construção. Comparando a técnica construtiva tradicional, normalmente sempre tendo vantagens em relação a rápida instalação. Umas das técnicas com menor custo x rendimento são as do drywall, que significa parede e Dry seco, formando a palavra “Parede Seca” (LESSA, 2015). A união de duas placas de gesso fixa numa estrutura de aço galvanizado, não precisando do uso de argamassas como é utilizado no método tradicional, no meio da parede, a o uso de lã mineral que permite maior conforto acústico e térmico, para os usuários. Obtendo um conjunto de tempo de serviço, de uma divisória de 40m² com no máximo oito horas para ficar pronto, e já com aplicação de parede de alvenaria, um pedreiro levaria em média uns três a cinco dias para finalizar (LESSA, 2015). Este trabalho aborda a utilização da estrutura do tipo drywall, fabricação, tipos de chapas, viabilidade, comparado com o método convencional de construção civil. 1.1 PROBLEMA DE PESQUISA Quais os tipos de aplicação da estrutura tipo drywall, e as vantagens do uso do mesmo? 1.2 JUSTIFICATIVA 9 Olhando para o lado de uma construção acessível, redução de tempo limpa e mais prática que são uns dos desafios das construções civil, e a resposta para este problema é a utilização do drywall, que oferece benefícios quanto a agilidade no levantamento da obra a ser executada, assim dispensando o sistema tradicional de alvenaria, onde há os entulhos e lamaceiro então quase sempre presente. Estes fatores serão analisados e comparados, através de pesquisas com alvenaria tradicional junto com método drywall, focando nas vantagens e desvantagens e qualidade do método, e custo benefício. 1.3 OBJETIVOS 1.3.1 Objetivo geral Realizar um estudo de análise de viabilidade na aplicação do método drywall, comparando o seu custo beneficio em relação a alvenaria convencional. 1.3.2 Objetivo Específicos • Conhecer suas aplicações; • Realizar um comparativo de custo, com a alvenaria em uma construção residencial. • Verificar as vantagens e desvantagens; • Entender a forma construtiva do drywall; 1.4 METODOLOGIA O estudo dividiu-se em duas etapas: Na primeira etapa do trabalho apresenta-se, no capítulo 2, a pesquisa bibliográfica realizada durante o estudo, para a abordagem geral sobre a realização de comparativos entre a estrutura convencional e a estrutura tipo drywall e suas aplicações vantagens e desvantagens. A segunda etapa apresenta o estudo de caso, onde se realiza a comparação do custobenefício, entre a construção em alvenaria e a construção em drywall. Os dados obtidos nesta etapa são apresentados nos capítulos 3 e 4. 10 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 DRYWALL As chapas de gesso têm um conjunto de três variedades: Standard (para ambientes internos secos), resistente a umidade (áreas expostas à umidade por tempo limitado), resistente ao fogo (para atender as normas exclusivas de resistência ao fogo) e também tem a cimentícia (resistente a ação de ventos e chuva). É uma técnica realizada na confecção de paredes secas, que substitui o método convencional de vedação, a aplicação poder ser montada com divisórias, revestimento e forros (na forma estrutural, aramados e removíveis), aplicado na estrutura de aço galvanizado. Segundo SILVA 2014, a parede de gesso acartonado pesa em média de 25 Kg/m², em quanto a parede de alvenaria pesa um total de 180 Kg/m². Obtendo assim um esforço menor nas fundações, pela estrutura mais leve. Assim considera uma principal vantagem do método construtivo Drywall, que é a redução de até 15% no custo de uma fundação estrutural. 2.2 FABRICAÇÃO DO DRYWALL O gesso é misturado junto a água para realiza a moldagem, em seguida as chapas recebem uma camada de cartão de cada lado e após este processo, seguindo numa espécie de guilhotina que as cortas em proporções exatas e assim prossegue para a secagem. As chapas de gesso devem ser fabricadas de acordo com a norma NBR 14.715 (ABNT, 2010). A primeira parte do processo, a gessaria que se estabelece na extração da gipsita, moagem e calcinação. E em seguida no processo de fabricação do Drywall constitui em (LESSA,2015): • Matéria Prima: É extraído o minério gipsita das jazidas, em seguidas selecionadas as que garantem alto grau de pureza; • Tremonha: É um mecanismo em forma de pirâmide invertida, onde o 11 minério é introduzido no processo produtivo; • Gessaria: o minério é alterado para semi-hidratado, em seguida no processo segue com moagem, calcinação e resfriamento monitorado; • Papel: O papel próprio de fibras, apanhado através da matéria prima reciclada, e em seguida o papel superior e inferior são corretamente tencionados e ajustado; Misturador: Equipamento que recebe o gesso calcinado, acrescentando os aditivos e a água formando uma massa uniforme, em seguida colocada sobre o cartão inferior; • Sala de Controle: É o setor principal da fábrica, onde o procedimento de fabricação, da alimentação das matérias primas a paletização das chapas, é acompanhado, monitorado e continuamente regulado; • Guilhotina: Já com as chapas de gesso acartonado endurecidas, são cortadas conforme as dimensões planejadas; • Transferência Úmida: Logo após, são cortadas, são levadas para o secador; • Secador: Com dose etapas é responsável pela remoção da água contida nas placas, nele também finaliza o processo de aderência do papel e o miolo de gesso; Acabamento e Paletização: Após a retirado do secador, as chapas são deslocadas para a área de acabamento, onde são esquadrejadas, classificadas e paletizadas; • Armazenagem: Já nos paletes são transportadas para o deposito, classificadas e pronta para envio. 2.3 CHAPAS As chapas de gesso acartonado fabricadas de acordo com a norma NBR 14.715 (ABNT, 2010). Formada por um miolo de gesso (material encontrado na natureza derivado do minério gipsita, cuja formula química é (CaSO4. 2H2O), fator de obter na sua formula duas moléculas. 2.3.1 Tipos de Chapa 12 2.3.1.1 Chapas standard (ST) Chapa de cor branca (destinadas a uso geral, forros, paredes e revestimentos de áreas secas), composto apenas por gipsita (LABUTO, 2014). Essas chapas são as mais utilizada no sistema drywall, por ter a sua aplicabilidade com resultados satisfatórios. 2.3.1.2 Chapas resistentes à umidade (RU) Chapa de cor verde (utilizada em áreas úmidas como, banheiro, áreas de serviço e cozinhas), a qual possui silicone em sua composição e elementos hidrofungantes, que é capais de reduzir a absorção de água. Em tempo de duas horas a chapa standard absorve da 30 a 40% de água, em quanto no mesmo tempo a placa RU absorve abaixo de 5% de água (LABUTO, 2014). É necessário todo cuidado já que as placas de gesso não podem de forma alguma molhar na execução, seja com chuva ou umidade excessiva. 2.3.1.3 Chapas resistentes ao fogo (RF) Chapa de cor rosa (utilizadas nas áreas especiais saídas de emergência, escadas enclausuradas, etc.), a qual utiliza fibras de vidro em composição, material que tem uma alta resistência ao fogo. A parede feita com as chapas RF de espessura 12,5mm, com estrutura de aço galvanizado de espessura mínima de 70mm, consegue totalizar 90 minutos de resistência ao fogo e caso o aguardado seja uma resistência de 120 minutos, basta aumentar a espessuras das placas RF para 15mm (LABUTO, 2014). A figura 1 representa os três tipos de chapas encontradas na indústria, chapas estas que foram citadas acima, onde cada uma é reconhecida e identificada através de sua cor. Assim facilitando o executor do projeto na compra da mesma para não 13 haver desperdício de material. Figura 1- Placas de drywall: placa verde, placa rosa e placa branca Fonte: Placo (2014) 2.4 MONTAGEM DO DRYWALL O projeto de execução do sistema drywall deve ser planejado antes mesmo da chegada do material ao canteiro de obras. Devem ser definidos parâmetros importantes para esse projeto, como por exemplo os tipos de placas e as dimensões mais adequadas das placas que serão utilizadas, considerando, ainda, a espessura final da parede. É importante, também, que o planejamento da instalação das placas esteja em compatibilidade com os outros projetos da edificação, como por exemplo os projetos de instalação elétrica, hidráulica, acústica, revestimento, dentre outros. Segundo KNAUF, 2014. Deve ser observado, ainda, que durante esse transporte só podem ser empilhados três pallets, com apoio mínimo de 10cm de largura e espaçamento de 40cm, todos alinhados. Além dos cuidados de preparação do ambiente ao realizar colocação das paredes de gesso acartonado, deve-se ficar atento quanto ao recebimento destes componentes. As placas que irão constituir o sistema drywall devem ser transportadas através 14 de caixas de madeiras conhecidas como pallets, que possuam cantoneiras de proteção de fitas e cordas de amarração, que serão utilizadas ao realizar descarga e deslocamento do produto. Perfis de aço para sistemas de gesso acartonado – Requisitos, estabelece que os elementos estruturais devam ser compostos de perfis de aço galvanizado protegidos com tratamento de zincagem mínimo Z 275, em chapas de 0,50mm de espessura, acomodados à frio em perfiladeiras de rolete, viabilizando sua precisão dimensional. Os elementos utilizados para a fixação dos componentes do sistema Drywall são: buchas plásticas e parafuso com diâmetro mínimo de 6 milímetros e para sua fixação devem ser utilizadas pistolas para a finalidade à base de “tiros”. A fixação entre os componentes do sistema drywall se divide em dois tipos: • Fixação dos perfis metálicos entre si (metal/metal). • Fixação das chapas de gesso sobre os perfis metálicos (chapa/metal). Figura 2- Esquema de vedação vertical em gesso acartonado Fonte: KNAUF, 2014 Para as juntas e colagens devem’ ser utilizadas massas e fitas adequadas para o acabamento, não deve ser feito o uso de gesso em pó ou massa - corrida para pintura na execução das juntas. 15 Na estrutura drywall as instalações elétricas devem ser feitas através de conduítes, no interior da parede, e as caixas elétricas devem ter a fixação de acordo com projeto (DINIZ, 2015). A figura 3 apresenta a montagem do sistema da instalação elétrica em umsistema de drywall Figura 3- Instalação elétrica no sistema drywall Fonte- Ilumina Gesso, 2016 Ainda segundo referido autor, em alguns casos existem tubulações da parte hidráulica, que devem ser instaladas e testadas. No caso da utilização de tubulações PEX (Polietileno Reticulado), o uso de tubos conduítes permitem reparos nas tubulações sem afetar a parede. A figura 4 irá apresentar as placas de drywall após ser instalado corretamente. 16 Figura 4- Placas de drywall instaladas. Fonte: Diniz 2015 2.5 MÃO DE OBRA Observa se que um dos pontos fundamentais desse sistema construtivo é a adequada capacitação e especialização de mão de obra, começando pelo planejamento e traçado do projeto, até a execução com a montagem da sua estrutura. Um dos fatores determinantes para a execução da obra com os objetivos esperados são os profissionais que produzem esse sistema onde se obtém uma obra sustentável, reciclável, rapidez, combate ao desperdício de materiais, qualidade e durabilidade do produto final. 2.6 VANTAGENS E DESVANTAGENS DO DRYWALL 2.6.1 Vantagens A utilização do gesso acartonado na obra reduz a quantidade de material transportado, é mais leve e faz menos volume, tem uma maior mobilidade na hora de instalar possibilitando menor desperdício com quebras e redução da mão de obra para execução da instalação. Esse produto tem muita flexibilidade em formatos se adequando a vários projetos conforme a preferência do cliente (CIOCCHI 2015). 17 2.6.2 Desvantagem Uma das maiores desvantagens da parede de drywall é a sua baixa resistência a impactos e pancadas. Não se pode utilizar drywall em ambientes externos, ele não sobreviveria as intempéries climáticas, como mudanças de temperatura, ventos, calor e chuvas. Vazamento acidental, este é o maior problema que pode ocorrer comas divisórias de gesso acartonado. 2.7 SISTEMA DE CONSTRUÇÃO DE ALVENARIA CONVENCIONAL 2.7.1 Bloco convencional De acordo com Azevedo (1997, p.125) alvenaria pode ser classificada como de vedação ou estrutural, é toda e qualquer obra que contenha sua formação através de pedras, tijolos ou blocos ligados ou não por uma argamassa. Partindo desta afirmativa, forma se um, que transmite resistência, durabilidade e impermeabilidade. Os tijolos de barro cozido oriundos da argila misturada com pedra arenosa são os mais utilizados nas construções civis são fabricação deste bloco é misturada a argila com água para obtenção de uma pasta, e posteriormente levada para o forno à temperatura entre 900 a 1100°C (graus Celsius). A cor dos blocos pode varia de acordo com a qualidade da argila e tempo de cozimento. Através de um teste de sonoridade desvenda o tempo de cozimento ao qual o tijolo foi exposto, repercutindo um som particular. Cor uniforme, arestas vivas e reentrâncias são características de um tijolo de boa qualidade. A alvenaria de vedação não realiza função estrutural, onde a mesma serve somente um divisor de ambientes, vigas e pilares. 2.7.1.1 Processo executivo Determina-se três sub etapas na execução de alvenaria sem função estrutural de tijolos e blocos cerâmicos: marcação assentamento e encunhamento, com o intuito 18 de originar mais velocidade e qualidade no processo executivo da alvenaria. Devendo ser respeitados os prazos de início de cada próxima etapa, evitando futuras patologias. 2.7.1.2 Vantagens e Desvantagens do sistema tradicional 2.7.1.2.1 Vantagens As paredes de alvenaria de blocos cerâmicos é o método mais utilizado e aceito pela sociedade, devido à comum utilização e facilidade para a execução. A Unama (2009, p.3) cita algumas vantagens da alvenaria de vedação com blocos cerâmicos: • Bom isolamento térmico e acústico; • Boa estanqueidade à água; • Boa resistência ao fogo; • Durabilidade superior a cem anos, sem proteção e sem manutenção; • Facilidade de composição dos elementos de qualquer forma e dimensão; • Sem limitação de uso em relação às condições ambientais; • Total disponibilidade de matéria prima; • Produção não poluente, sem geração de resíduos prejudiciais ao meio ambiente. 2.7.1.2.2 Desvantagens Algumas desvantagens da alvenaria de vedação também podem ser citadas: • Como não se utiliza projeto de alvenaria, as soluções construtivas são improvisadas durante a execução dos serviços; • Qualidade deficiente dos materiais utilizados e da execução; • Muitos retrabalhos na execução dos rasgos para passagens das tubulações hidráulicas e eletrodutos; 2.8 CUSTOS DO SISTEMA DRYWALL E TRADICIONAL 19 Tisaka (2014) afirma que o orçamento, ao ser elaborado, deverá conter todos os serviços a serem executados na obra, compreendendo o levantamento dos quantitativos físicos do projeto e da composição dos custos unitários de cada serviço, das leis sociais e encargos complementares apresentados em planilha. A construção civil atualmente busca desenvolver e executar projetos de maneira a reduzir custos, aumentar a produtividade e cumprir prazos que são cada vez menores. Um fator que colabora para esse desempenho é a utilização de produtos inovadores na obra. (VIANA, ALVES, 2013). A dinâmica da economia de mercado à qual o Brasil aderiu mais claramente a partir da década de noventa, levou as empresas de um modo geral, a buscarem a eficiência no seu processo de produção para tornarem-se competitivas, por meio da implantação de ações que resultassem na redução de custos, sem negligenciar a qualidade exigida para o produto (LAI, 2016). Quando bem executado, o orçamento pode possibilitar aos construtores verificaras estratégias necessárias para a produção e colocação de seus serviços no ambiente de demanda e com as exigências estabelecidas pelos consumidores. 20 3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A pesquisa foi realizada através de um estudo de caso de uma planta residencial unifamiliar. Onde por meio desta, foram retirados todos os dados necessários para a elaboração do resultado final ao qual este propôs o objetivo geral deste trabalho. Foi utilizada como referências de preços e custos a tabela SINAPI, referência Agosto de 2023. 3.1 PLANTA RESIDÊNCIAL A residência unifamiliar analisada neste trabalho é composta por uma varanda, uma sala de estar, dois quartos, um banheiro social e uma cozinha totalizando uma área de 80,60 m² (oitenta inteiros e sessenta centésimos metros quadrados) de área construída e 46,48 m² (quarenta e seis inteiros e quarenta e oito centésimos metros quadrados) de área de parede de vedação. A planta baixa desta residência pode ser visualizada na figura 5. Figura 5- Planta baixa da residência Fonte: Autor Próprio 2023 21 3.2 DRYWALL O drywall após sua instalação está pronto para receber qualquer tipo de acabamento final como, por exemplo, assentamento cerâmico ou pintura. Através destas informações, para a instalação da vedação interna de drywall considerou os seguintes serviços, instalação de parede com placas de gesso acartonado ST para uso interno com duas faces simples e estrutura metálica com guias simples. 3.2.1 Quantitativo de materiais e serviços Para a execução de 1 m² de parede com placas de gesso acartonado segundo a tabela SINAPI de Minas Gerais referência agosto de 2023, são necessárias as composições descritas na Tabela 1: Tabela 1 - Composições da execução de drywall Fonte: Autor Próprio 2023 22 Adotando-se o preço unitário de cada insumo, temos o valor unitário de 1 m² do serviço de instalação do drywall, como demonstrado na Tabela 2. Tabela 2 - Preço unitário dos insumos do drywallFonte: Autor Próprio 2023 Considera que o custo para a execução de 1m² de Drywall, custa R$104,29 m², segundo o SINAP Minas Gerais 2023. O drywall não necessita de emboço ou chapisco para receber qualquer tipo de revestimento. 3.3 ALVENARIA CONVENCIONAL A alvenaria de bloco cerâmico após ser executada necessita de um processo de revestimento para que possa receber qualquer acabamento final, como pintura ou até mesmo assentamento cerâmico. 23 Assim, para o levantamento da alvenaria interna foram considerados os seguintes serviços, levantamento de alvenaria de vedação de blocos cerâmicos furados na horizontal de 9x19x19cm (espessura 9 cm), aplicação de chapisco com argamassa traço 1:3 e aplicação manual de emboço/massa única com traço 1:2:8. 3.3.1 Quantitativo de materiais e serviços Para a execução de 1 m² de alvenaria cerâmica, segundo a tabela SINAPI de Minas Gerais referência agosto de 2023, são necessárias as composições descritas na Tabela 3: Tabela 3 - Composições da execução de alvenaria convencional Fonte: Autor Próprio 2023 Adotando-se o preço unitário de cada insumo, temos o valor unitário de 1 m² do serviço de execução de alvenaria convencional, como demonstrado na Tabela 4. 24 Tabela 4 – Preço unitário dos insumos da execução de alvenaria convencional Fonte: Autor Próprio 2023 Conforme o banco de dados do SINAP referência agosto 2023, o valor para o m² do chapisco custa R$7,19 e o Emboço massa única custa R$38,16. 25 4. ANALISE DOS RESULTADOS O custo total por m² das paredes com placas de gesso acartonado (Tabela 2) foi de R$104,29 (Cento e quatro reais e vinte nove centavos). Conforme a planta baixa a residência terá uma vedação interna de 46,48 m², logo o valor total para a execução de toda vedação interna será de: Custo total vedação interna drywall 104,29 x 46,48= R$4847,39 O custo total por m² das paredes de alvenaria de vedação (Tabela 4) foi de R$83,21 (oitenta e três reais e vinte um centavos). Logo o custo total para a execução das paredes internas será de: 83,21 x 46,48= R$3850,00 O emboco junto com chapisco terá um custo de R$45,35 ( Quarenta e cinco reais e trinta e cinco centavos). Logo o custo total para a execução das paredes internas será de: 45,35x 46,48= R$2107,86 Logo a Conforme a planta baixa a residência terá uma vedação interna de 46,48 m², logo o valor total para a execução de toda vedação com alvenaria convencional será de: 3850,00 + 2107,86=R$5957,86 Considerando uma área de 46,48 m² vedação vertical, o valor de vedação com drywall corresponde a 81,36% do custo total para a execução da vedação em alvenaria de bloco cerâmico. O gráfico 01, apresenta a comparação entre os custo total, para a execução da vedação com alvenaria convencional e o drywall 26 Grafico 1: Comparação de custo total Fonte: Autor próprio 2023 O custo total somente da mão de obra para execução da alvenaria convencional foi de R$ 2492,72 sendo este valor correspondente a 41,83 % do valor total do custo da execução do serviço. O custo total somente da mão de obra para execução do drywall foi de R$1067,64 sendo este valor correspondente a 22,02 % do valor total do custo da execução do serviço. R$ 5.957,86 R$ 4.847,39 R$ 0,00 R$ 1.000,00 R$ 2.000,00 R$ 3.000,00 R$ 4.000,00 R$ 5.000,00 R$ 6.000,00 R$ 7.000,00 Alvenaria convencional Drywall VALORES PARA VEDAÇÃO INTERNA 27 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Atualmente a indústria da construção civil vem buscando novas tecnologias que possam minimizar seus custos de produção e aumentar seus lucros. Além do aspecto financeiro essas novas tecnologias podem contribuir na questão ambiental, pois uma das industrias que mais agride o meio ambiente é a construtiva através dos despejos de entulho. Com isso, este trabalho foi desenvolvido para demonstrar duas tecnologias de vedação interna em uma residência unifamiliar, a alvenaria convencional (mais comumente utilizada no Brasil) e a parede de drywall, onde comparando as duas sob o aspecto financeiro, para assim saber qual o método mais efetivo. Segundo orçamento baseado na tabela do SINAPI de Minas Gerais, referência Agosto de 2023, a vedação interna de drywall obteve um custo cerca de 18,64%, menor que o custo utilizado para a execução da alvenaria convencional. Esta diferença de valores está diretamente associada ao custo de mão de obra do drywall e da alvenaria convencional, pois o serviço de instalação do drywall necessita de uma quantidade menor de trabalhadores para a sua execução da mesma quantidade de serviço de vedação de alvenaria de bloco cerâmico, assim diminuindo seu custo por metro quadrado. Portanto, conclui-se que a escolha de se utilizar do sistema de drywall em substituição da alvenaria convencional, acarreta em uma economia para obras de residências unifamiliar de pequeno porte. 28 6. REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14715: Chapas de gesso para drywall - Parte 1: Requisitos. Parte 2 - Métodos de Ensaio. Rio de Janeiro, 2010. DINIZ, Fábio Fiarlis. Passo a passo: como instalar drywall sem falhar no acabamento final. Disponível em:. Acesso em: março 2023. KNAUF -Manual de Instalação, Sistemas Knauf Drywall. 2014. Disponível em http://www.knauf.com.br/folder/manual/pdf/manual_instalacao.pdf Acesso em: 15 março 2023 KNAUF -Manual de Instalação, Sistemas Knauf Drywall. 2014. Disponível em http://www.knauf.com.br/folder/manual/pdf/manual_instalacao.pdf Acesso em: 25 Fevereiro 2023 LABUTO, Leonardo. Parede seca - Sistema construtivo de fechamento em estrutura de drywall. Minas Gerais: Ed. UFMG, 2014. Disponível em: . Acesso em: 01 Abril de 2023. LAI, Luciano. Verificação do custo-benefício do sistema drywall segundo a norma ABNT NBR 15575:2013. 2016. Projeto de Graduação – Escola Politécnica, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016. Disponível em: http://monografias.poli.ufrj.br/monografias/monopoli10017882.pdf Acesso em: 08 de Abril 2023. LESSA, Gustavo. Drywall em edificações residenciais. São Paulo: Ed. UAM, 2015. Disponível em: . Acesso em: 17 Março de 2023. NUNES, H.P. ESTUDO DA APLICAÇÃO DO DRYWALL EM EDIFICAÇÃO VERTICAL. 2015. 66f. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia Civil) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campo Mourão, PR, 2015. SILVA, Fábio. Alternativa tecnológica na construção civil - O uso de drywall como dispositivo de vedação. São Paulo: Ed. UAM, 2014. Disponível em:Acesso em: 17 Março de 2023. SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL-SINAPI-MG. 2023. Disponível em: http://www.caixa.gov.br/poderpublico/ apoio-poder-publico/sinapi/Paginas/default.aspx. Acesso em 10 de setembro de 2023. TISAKA, M. Orçamento na construção civil: consultoria, projeto e execução. 2. ed. São Paulo: Pini, 2014. 29 VIANA, Saulo Augusto de Oliveira. Análise de Custo e Viabilidade Dentre os Sistemas de Vedação de Bloco Cerâmico e Drywall Associado ao Painel Monolite EPS. Bacharel em Engenharia Civil, Universidade Federal do Espírito Santo. 2013. Acesso em: 23 de Março de 2023