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Fisiologia
Animal
larivet.resumos
Sumário
I
● Homeostase + Água e sua importância …………………………………………………………………...
 ● Sistema Nervoso ………………………………………………………………………………………………...
 ● Arco Reflexo …………………….............................................................................................................
 ● Nocicepção e Dor ..................................................................................................................................
 ● Sentidos Sensoriais ................................................................................................................................
 ● Músculo ……………………......................................................................................................................
 ● Termorregulação ……………………........................................................................................................
 ● Eletrofisiologia Cardíaca …………………….............................................................................................
 ● Fisiologia Respiratória em Aves e Vertebrados não Mamíferos …………………….................................
 ● Componentes do Sangue ……………………............................................................................................
● Circulação ……………………...................................................................................................................
 ● Fisiologia Respiratória em mamíferos ……………………........................................................................
 ● Filtração glomerular ……………………..................................................................................................
● Formação da urina (part.1) …………………….......................................................................................
● Formação da urina (part.2) ……………………......................................................................................
● Regulação da reabsorção tubular …………………….............................................................................
● Manutenção do equilíbrio ácido-base …………………….......................................................................
● Fisiologia renal em aves ……………………...........................................................................................
● Função intestinal ……………………......................................................................................................
● Digestão ……………………..................................................................................................................
● Mecanismo de ação hormonal ……………………................................................................................
● Pâncreas endócrino ……………………................................................................................................
● Adrenais …………………….................................................................................................................
● Tireóide e paratireóide …………………….............................................................................................
HOMEOSTASE
É a tendência à estabilidade do meio interno
do organismo, ou seja, equilíbrio do organismo.
Para manter a homeostase os organismos
usam processos fisiológicos frente aos
desafios impostos pela relação do indivíduo
com o ambiente.
Homeostase no corpo humano
A capacidade de sustentar a vida depende da
constância dos fluidos do corpo humano, e
que poderá ser afetada por uma série de
fatores, como a temperatura, pH... Estes fatores
em desequilíbrio (pela falta ou pelo excesso)
podem afetar a ocorrência de reações
químicas essenciais para a manutenção do
corpo vivo.
Processos:
• Sinalização química: mais lenta pois usa o
sangue como meio de dispersão. Ex: feromônio
• Sinalização Neurológica: mais rápida e
específica. Ex: movimentos
Exemplos de mecanismos regulatórios:
• Regulação térmica: Por influência do
hipotálamo, os músculos esqueléticos tremem
para produzir calor quando a temperatura
corporal é muito baixa e quando a
temperatura é muito alta o suor arrefece o
corpo por evaporação.
• Regulação da Glicemia: O pâncreas produz
insulina e glucagon para regular a glicemia
(concentração de açúcar no sangue).
• Regulação do CO2: O pulmão se encarrega
de fazer trocas com o meio ambiente,
absorvendo o oxigênio e devolvendo o CO2.
Papel da Circulação e do Hipotálamo
Pelas vias circulatórias faz-se o transporte de
calor, gases, hormônios, nutrientes e minerais.
Portanto a circulação é fundamental para a
manutenção da homeostase.
O hipotálamo integra as estratégias
endócrina e neurológica, com isso, coordena
direta ou indiretamente todos os processos
homeostáticos.
Ex: Termorregulação, comportamento, energia
e fluidos.
ÁGUA E SUA IMPORTÂNCIA
A água compõe células corpóreas, é o solvente
universal, referente físico como o ponto de
fusão, ebulição, pH, densidade, peso/volume e
outros
Transporte transmembrana
• Difusão: passagem das moléculas do soluto,
do local de maior para o local de menor
concentração, até estabelecer um equilíbrio. É
dividida em simples e facilitada (ocorre um
auxílio das permeases)
• Osmose: é a difusão da água através de
uma membrana semipermeável, de onde tem
menos soluto para onde tem mais. Com
objetivo de diluição.
Conceitos:
• Pressão hidrostática: é a pressão que ocorre
no interior dos líquidos, sendo exercida pelo
peso do próprio líquido
• Osmolaridade: é o somatório das
concentrações das substâncias dissolvidas na
solução .
• Pressão osmótica: pressão hidrostática que
contrabalança determinada diferença de
osmolaridade.
• Pressão Coloidosmótica ou Pressão
oncótica: pressão osmótica gerada pelas
proteínas que não podem passar pela parede
capilar ( principais: albumina e globulina).
Soluções, Concentrações e Classificação
• Hipertônica: A concentração do soluto é
maior em relação a outra célula. A célula
murcha (plasmólise)
• Hipotônica: pressão osmótica menor de a da
célula. > a célula incha (deplasmólise).
Se a célula se rompe ocorre a plasmoptise.
SISTEMA NERVOSO
Representa uma rede de comunicações do
organismo. É formado por um conjunto de
órgãos do corpo humano que possuem a
função de captar as mensagens, estímulos do
ambiente e "interpretá-los". Ele tem função
integradora, sensorial, motora e
adaptativa.
SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC)
É o centro de comando, composto por
encéfalo, medula espinal (ou raquidiana) e
meninges (Dura-Máter, Aracnóide, Pia-Máter),
que tem líquido cerebrospinal e tem como
função proteger o encéfalo e a medula contra
agentes químicos e absorver choques .
ENCÉFALO
1. Corpo caloso: Conecta os dois hemisférios
do cérebro
2. Tálamo: Processamento dos órgãos dos
sentidos (exceto olfato)
3. Hipotálamo: Coordena direta ou
indiretamente a homeostase
4. Cerebelo: Coordenação motora
5. Tronco Encefálico (mesencéfalo, ponte e
bulbo): transmite impulsos nervosos para o
cerebelo e serve de passagem para as fibras
nervosas que ligam o cérebro à medula.
LOBOS
1. Frontal: Movimento e pensamento
2. Parietal: Dor, tato e paladar
3. Occipital: Visão
4. Temporal: Audição e memória
DIVISÕES
1. Telencéfalo (hemisférios cerebrais)-
processamento de informação
• Córtex cerebral: pensamento, estado de
alerta, aprendizado…
2. Diencéfalo (Tálamo e hipotálamo)
3. Tronco encefálico
• Mesencéfalo: Movimento dos olhos,
postura corporal, grau de contração muscular.
• Ponte: Mastigação e audição.
• Bulbo (Medula oblonga): Controle
cardiorrespiratório e peristáltico.
MEDULA ESPINAL
Faz a conexão entre o SNC e SNP e há pares
de nervos espinais mistos (sensitivos e
motores)
• Sensitivo (aferente) - Recebem estímulos e
leva informação para o SNC ( da periferia para
o centro) passando pela raiz dorsal.
• Motor (eferente) - Conduz impulsos
nervosos para células efetoras. Traz
informação (centro para periferia) passando
pela raiz ventral.
No SNC, existem as chamadas substâncias
cinzenta e branca. A substância cinzenta é
formada pelos corpos dos neurônios e a
branca, pelas fibras nervosas (dendritose dentro desses lóbos há os lóbulos,
que são subunidade menores.
• O principal nervo que chega ao rim é de origem
simpática e suas fibras terminam na
maioria das vezes nas arteríolas glomerulares.
• A união do ureter na vesícula urinária é feita de
forma oblíqua (junção ureterovesical) permitindo o
funcionamento como uma válvula que evita o
refluxo da urina quando do
enchimento.
Os animais apresentam 2 rins, situados
dorsalmente, abaixo do diafragma, um de cada
lado da coluna vertebral. Na maioria das espécies
têm formato de feijão. No cavalo têm forma de
coração e no bovino é lobulado.
Macroanatomia
• Artéria renal: que faz a nutrição
• Córtex renal: porção mais externa que
reveste o rim
• Medula renal: região mediana
• Pirâmide renal: regiões triangulares
• Pelve renal: imersão entre as pirâmides e o
ureter
• Ureter: faz o veículo da urina para a bexiga
Microscopia
• Artéria renal ramifica-se em artérias
segmentares, interlobares, arqueadas,
interlobulares.
• Néfron: unidade funcional do rim. É constituído
pelo corpúsculo renal (glomérulo +cápsula de
bowman), túbulo proximal, distal , alça de henle.
• A Arteríola aferente é ramificada em glomerular
que tem como função aumentar a superfície de
contato para o processo de filtração.
• Glomérulo é formado por capilares glomerulares
que se ramificam e é coberto pela cápsula de
bowman. Ele executa a filtração.
• Túbulos: fazem a secreção e reabsorção de
substâncias.
• Alça de henle: tem espessuras diferentes que
interfere no processo absortivo.
• Mácula densa: mantém o equilíbrio osmótico
para a atividade funcional do rim.
● Do glomérulo segue o que não foi filtrado
para arteríola eferente e o que foi para o
túbulo proximal, alça de henle, túbulo distal
e ducto coletor.
………NÉFRON……………………………………..………………
Parte do néfron está presente no córtex e outra na
medula. Existem dois tipos:
1. Nefron cortical: tem o glomérulo próximo
à superfície (córtex), tem sua alça de henle
na medula externa. (Alça de henle menor ,
absorve menos)
2. Nefron justamedular: tem a alça de henle
atingindo a medula interna, chegando até a
proximidade da pirâmide renal. (absorve
mais, capacidade de interação/ troca
maior).
Fluxo sanguíneo no néfron
Artéria renal entra pelo hilo renal e começa a
vascularizar o parênquima, ela vai se ramificar e vai
refletir para cada pirâmide renal.
O número de néfrons varia com as espécies:
Gato: 190.000
Cão: 415.00
Homem: 1.000.000
Suíno: 1.250.000
Equinos: 10.000.000
…… GLOMÉRULO ………………………………………….
É um enovelado capilar que se forma a partir da
arteríola aferente. Esses capilares são sustentados
por células mesangiais.
É o local responsável pela filtração do sangue e é
coberto pela cápsula de bowman.
Na filtração glomerular o plasma atravessa várias
camadas: endotélio capilar, membrana basal e o
epitélio visceral (onde estão os podócitos).
DIFERENÇA DE PRESSÃO DO VASO SANGUÍNEO
O líquido (ultrafiltrado) extravasa para cavidade
glomerular e vai dar origem a urina.
Aparelho justaglomerular
Próximo aos glomérulos há o aparelho
justaglomerular que é formado por células
justaglomerulares (que produz uma enzima
renina, que contribui para manutenção da
pressão), mácula densa e por células mesangiais
extraglomerulares (que tem receptores para
Angiotensina II).
O aparelho JG regula o fluxo sanguíneo e o
balanço na Na+ através do eixo renina-
angiotensina- aldosterona.
……. TÚBULOS ………… ….
Túbulo contorcido proximal:Possui uma porção
convoluta e outra reta, é revestido por um epitélio
cúbico simples
Seu citoplasma é rico em mitocôndrias e a
membrana apical apresenta borda em escova
Alça de henle: Este segmento só ocorre em aves e
mamíferos. É composto por três ramos: fino
descendente, fino ascendente e grosso
ascendente.
As células dos ramos finos são seladas com
poucas mitocôndrias.
As células do ramo ascendente grosso
possuem uma única camada de células cúbicas
com ramos microvilos Suas células contêm
mitocôndrias largas e alongadas.
Túbulo contornado distal: Possui células cúbicas e
seu citoplasma contém muitas largas mitocôndrias.
FILTRAÇÃO GLOMERULAR
Na filtração glomerular ocorre o primeiro contato
entre o sangue e essa unidade funcional do rim.
• O sangue chega na arteríola aferente que vai se
ramificar em capilares glomerulares, ali vai
acontecer a primeira filtragem (20%).
• Os 80% vai para arteríola eferente, onde entra em
contato denovo com o essa região do néfron, ou
seja, há uma nova possibilidade de interação do
sangue com essa unidade funcional.
• Esses 20% passam para o espaço de bowman e
em seguida para o túbulo contorcido proximal.
1- Filtração glomerular
2- reabsorção de substâncias dos túbulos renais
para o sangue
3- secreção de substâncias do sangue para os
túbulos renais.
4- acúmulo e excreção urinária
Formação da urina
Inicia-se com filtração de líquidos isento de
proteínas, dos capilares glomerulares para a
cápsula de bowman. A composição do filtrado
glomerular é semelhante ao plasma, sua diferença
são as proteínas pois dos 20% filtrados, substâncias
grandes não passam, como exemplo, as proteínas.
Em seguida ocorre a passagem pelos tubos, onde
pode ocorre a modificação do líquido filtrado
(reabsorção e secreção de água e solutos). Uma
substância química pode ser totalmente filtrada,
filtrada e parcialmente reabsorvida, filtrada e
completamente absorvida e filtrada e totalmente
secreta.
.
Filtração, Reabsorção e Secreção de diferentes
substâncias
• Durante a formação a urina, a reabsorção tubular
é mais importante que a secreção tubular
• A secreção tubular determina a excreção de íons
K+ e H+. Creatinina, uréia, ácido úrico são
excretados em grande quantidade.
• Na+, Cl+, HCO3 são reabsorvidos em altas
quantidade e a Glicose e aminoácidos são
totalmente reabsorvidos.
Passagem do líquido para o espaço de bowman
Acontece através das fenestras do vaso. As
fenestras, membrana basal e epitélio formam a
barreira de filtração e eles fazem uma filtração
seletiva.
• A membrana basal glomerular é formada em
sua maior parte por proteoglicanos que tem carga
negativa, ou seja, moléculas com cargas positivas
têm mais facilidade para serem filtrados.
• Quanto maior o peso/tamanho da estrutura
menor a filtrabilidade. (Proteínas têm pouquíssimas
chances de serem filtradas).
Controle da filtração glomerular
Quando a pressão sobe, a arteríola aferente reduz
seu calibre, reduzindo a taxa de filtração
glomerular. Já, quando a pressão abaixa, a
arteríola dilata aumentando novamente o fluxo
sanguíneo.
Sistema nervoso simpático
• Fibras nervosas simpáticas presentes nos vasos
sanguíneos renais;
• Ativação dos nervos simpáticos (constrição das
arteríolas renais e diminuição do fluxo sanguíneo e
filtração glomerular).
Hormônios
• Norepinefrina , epinefrina - constrição dos vasos
sanguíneos renais e diminuição da filtração
glomerular.
• Endotelina - vasoconstrictor
Angiotensina II:
• Vasoconstrictor - formada nos rins e nas
circulações sistêmicas;
• Formada quando a ocorre redução da pressão
arterial ou diminuição da filtração glomerular -
aumentando reabsorção de Na+ e água.
Retroalimentação tubuloglomerular
Trabalha controlando tanto a arteríola aferente
quanto a eferente
Com a diminuição da taxa de filtração glomerular
(TFG), há um aumento na reabsorção de Na+ pela
alça de henle e diminuição do mesmo na mácula
densa, que emite uma sinalização para aumentar a
produção de renina pelas células justaglomerulares
Reabsorção tubular
Para que o Na+, a glicose e aminoácidos possam
retornar até o sangue, usam a bomba de Na+/K+_
pela ATPase. Através do
antiporte (dois iões diferentes ou outros solutos são
transportados em direcções opostas através da
membrana) e por simporte (quando as duas
substâncias são transportadas na mesma
direcção).
Formação da Urina (part1)
Função da autorregulação do fluxo sanguíneo
• Rins- manutenção da filtração glomerular
constante e controle da excreção renal de agua e
eletrolitos
• Outros tecidos - manutenção do suprimento de
oxigênio nutrientesaos tecidos e remoção dos
produtos de degradação do metabolismo
Na ausência desse mecanismo, as alterações na
pressão arterial causaram mudanças na filtração
glomerular e na excreção renal.
Balanço tubuloglomerular
Apresenta dois componentes que atuam em
conjunto:
1- mecanismo de retro-alimentação arteriolar
aferente
2- mecanismo de retro-alimentação arteriolar
eferente.
Mecanismo de retroalimentação da Mácula densa:
1. Diminuição da pressão hidrostática glomerular e
da filtração glomerular.
2. Diminui a filtração glomerular, ocorre a
diminuição do cloro na mácula densa.
3. A mácula densa aumenta a produção de renina.
4. A renina auxilia na produção de angiotensina II e
vai aumentar a resistência das arteríolas eferentes.
Reabsorção e secreção pelos túbulos renais.
Excreção = filtração + reabsorção + secreção
A filtração glomerular não é muito seletiva, já a
reabsorção tubular é muito seletiva.
Reabsorção tubular
Substância transportada através das membranas
epiteliais tubulares
↓
Líquido intersticial renal
↓
Voltar para o sangue através das membranas dos
capilares peritubulares.
↓
É realizada por transporte ativo e passivo.
Reabsorção de Água e Solutos
Reabsorção de Sódio
1. O na+ difunde-se da membrana luminal
para o interior da célula por um gradiente
eletroquímico -Na+ K+ ATPase
(basolateral).
2. Na+ transportado através da membrana
basolateral contra um gradiente
eletroquímico -Na+-K+ ATPase
3. Na+, água e outras substâncias
reabsorvidas a partir do líquido intersticial
para o interior dos capilares peritubulares -
ultrafiltração.
Reabsorção de glicose e aminoácidos
Glicose e A.As não internizados com o Na+.
Existe um limite de reabsorção da glicose pelo
organismo, esse limite ultrapassado, leva à
liberação de glicose na urina. A liberação de glicose
na urina leva à diurese, levando a saída de água
dos vasos para o túbulo renal (glicosúria).
Reabsorção de cloreto de sódio, Ureia e outros
solutos (difusão passiva)
Com a reabsorção de Na+, ocorre a reabsorção de
água também (devido à osmose). Se tem a
reabsorção de água, as moléculas do lúmen vão
ficar mais concentradas.
Se a concentração é maior comparado ao
interior do corpo, ocorre o transporte passivo (do
meio mais concentrado para o menos
concentrado)
Formação da urina (PART.2)
Reabsorção e secreção ao longo do néfron
Reabsorção tubular proximal
• Maior capacidade de absorção.
• Mecanismo co-transporte (glicose, aminoácidos e
Na+)
• Mecanismo contratransporte (reabsorção de Na+
e secreção de H+)
• Secreção de ácidos e bases orgânicas e
fármacos.
Reabsorção alça de henle (ramo descendente
delgado, ascendente delgado e ascendente
espesso)
Descendente delgado:
• Muito permeável à água e pouco permeável à
maioria dos solutos
• Função: permitir a difusão simples de substâncias.
Ascendente espesso
• Impermeável à água, importante para concentrar
urina
• Células com alta atividade metabólica e capazes
de reabsorção ativa de Na+, Cl- e K+ (25%)
Túbulo distal (inicial e cortical)
Túbulo distal inicial
faz parte do complexo justaglomerular
Impermeável à água e faz absorção dos íons Na+,
Cl, Ca++, Mg.
Tubulo distal cortical
• Reabsorção ativa de íons
• Pouco permeável à água e ureia
• Células principais: reabsorvem Na+, Cl - e
secretam K+
• Células intercaladas: reabsorvem HCO3 e
secretam H+
Ducto coletor
• Reabsorção de NaCl
• Secreção de H+ e amônia
• Sem ADH é impermeável à água, dilui a urina e
com ADG é permeável à água, concentra a urina.
• Coletor cortical: Secreção de K+
Túbulo coletor Medular
É o local fina de processamento da urina,
Reabsorve 10% de água e Na+ filtrados.
ANOTAÇÕES:
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Túbulos e ductos do néfron
Túbulo contorcido proximal: reabsorve H+, ácidos
organismos e bases orgânicas e secreta Na+, Cl,
HCO, K, H2O, glicose, aminoácido.
Ramo descendente fino: secreta água e
absorvem Na+, Cl, uréia
Ramo ascendente fino: secreta Cl, Na+
Ramo ascendente espesso: reabsorve H+, e
secreta Na, Cl, K=, Ca+, HCO, Mg.
Túbulo contorcido distal: secreta Na, cl, Ca2+, Mg
Ducto coletor: Reabsorve H+/K+ e secreta Na, Cl ,
Ca2+, H2O, Hco3
ANOTAÇÕES:
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.……………………………………………...…………………………………
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Regulação da
Reabsorção Tubular
ADH
Hormônio antidiurético produzido na neurohipófise.
Tem uma aplicabilidade relacionada à
permeabilidade da água.
• Quando há excesso de água, há uma
diminuição da osmolaridade. Com isso tem uma
inibição da neurohipófise da produção de ADH.
O Anti diurético aumenta a permeabilidade do
túbulo que faz ter a maior reabsorção de água.
Mas se já tem o excesso de líquido, há a inibição.
Então, não vai estimular nos rins a reabsorção de
água e, se não é absorvida, vai ser direcionada
junto com a urina tendo maior excreção de água.
• Quando tem carência de água pode
acometer todos os volumes, inclusive o volume
dentro do vaso, e se tem diminuição do volume no
vaso, tem a queda da pressão arterial sistêmica.
A nossa osmolalidade sobe devido a concentração
do soluto. Esse aumento ocasiona duas resposta na
neurohipófise. Produção de sede e a produção do
hormônio ADH. E vai evitar e eliminação de líquido,
absorvendo mais a água e urinar menos.
Com a produção vai ter o aumento a reabsorção
de água e menos excretada.
Como o ADH estimula o aumento da
permeabilidade de água?
O ADH faz a absorção de água através do ducto
coletor através do aumento da expressão de
aquaporinas.
Quando tem a produção de ADH, aumenta a
quantidade aquaporinas que são proteínas que
conecta o lumen ao epitélio do ducto coletor que
vai permear a água.
Sistema renina- angiotensina- aldosterona
É um sistema hormonal desencadeada por . .
estruturas renais + Adrenal.
1 . Queda da pressão arterial ou alteração de sódio,
o rim libera renina.
2 . A renina age sobre o Angiotensinogênio
convertendo-o em Angiotensina I .
3 . Angiotensina I sobre a ação da enzima ECA
(enzima conversora de angiotensina) gera a
Angiotensina II que aumenta a pressão do vaso
sanguíneo e promove a vasoconstrição.
4 . Angiotensina II vai até ao córtex adrenal e faz
que ele produza aldosterona
5. A aldosterona regula o metabolismo do sal,
água e minerais e aumenta a retenção de NA
(Natremia é a quantidade de sódio no sangue).
A natremia retém água pela concentração
osmótica, o que ocasiona o maior volume
sanguíneo, e assim, uma maior pressão arterial.
Regulação do PH
O rim regula a concentração de íons hidrogênio
(H+) promovendo o aumento ou diminuição das
concentrações dos íons bicarbonatos (Hco3) no
líquido do organismo.
Variações dos íons bicarbonatos ocorre em
consequência de reações no túbulos renais, às
custas do mecanismo da secreção tubular.
Se tem aumento de próton H+ vai ter que
excretar mais pro túbulo para que ocorra a
eliminação do próton pois quando mais H+, mais
ácido é o meio. Para alcalinizar esse meio o rim vai
aumentar a reabsorção do íon bicarbonato junto
com sódio para ir pro meio extracelular para
tamponar (aumentando a base) e secretar para
os túbulos e excesso de próton H+.
ANOTAÇÕES:
……………………………………………………………………...…………
…………………………………...……………………………………………..
.……………………………………………...…………………………………
…………...……………………………………………...……………………
………………………...……………………………………………...………
……………………………………...…………………………………………
…...……………………………………………...……………………………
………………...……………………………………………...………………
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Manutenção do equilíbrio
hidroeletrolítico
Importância da manutenção da água:
A água e o Na+ estão associados ao volume do
fluido extracelular e a osmolaridade. Variações na
osmolaridade porém modificar o volume celular e
consequentemente, a função celular.
Essa manutenção mantém a homeostase.
Onde está a água? No sangue, linfa, no líquido
extracelular e líquido intracelular.
Balanço Hídrico
Determina o volume plasmático e a osmolaridade
do líquido extracelular.
Os rins é o órgãos responsáveis por conservar a
água no organismo.
Os rins podem produzir uma urina concentrada ou
diluída. Componentes principais desse sistema:
1. A Geração de um interstício medular
hipertônico, que permite a excreção de
urina concentrada
2. A diluição do fluido tubular pelo ramo
ascendente espesso e pelo túbulo
contorcido distal, o que permite a excreção
de urina diluída
3. A inconstância na permeabilidade á água
do ducto coletor em resposta ao ADH, que
determina a concentração final da urina.
Papel do néfrons na concentração da urina
A disposição anatômica renais na medula é um
elemento crucial do mecanismo de concentração
da urina. Os néfrons dos mamíferos são
subdivididos em néfrons superficiais e
justamedulares, com base na localização de seus
respectivos glomérulos.
A reabsorção de água: ocorre no túbulo
contorcido distal, alça de henle (porção
descendente) e túbulos distais e ducto coletor.
A água é absorvida de forma passiva até a
curvatura da alça de henle, a partir daí é
necessário uma ação hormonal (ADH) para ser
reabsorvida.
ANOTAÇÕES:
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FISIOLOGIA RENAL EM AVES
Anatomia macroscópica
Os rins das aves são estruturas retroperitoneais
pareadas, que estão estreitamente ajustados às
depressões ósseas da pelve fundida.
Cada rim é divididoem lobo cranial, médio, e
caudal.
Os ureteres transportam a urina do rim até a
cloaca, que constitui o local comum de coleta dos
órgãos digestivos, reprodutivos e urinários.
Cada lobo é composto de lóbulos, que
assemelham-se ligeiramente a um cogumelo.
O córtex corresponde ao chapéu do cogumelo,
enquanto a medula corresponde ao estipe.
Tipos de néfrons
Nefron tipo réptil: Estão localizados no córtex e
não tem alças de henle, não são capazes de
concentrar urina e reabsorver água.
Nefron tipo mamífero: Possui alça de henle bem
definidas. Também possuem vasa-reta
(vascularização) e essas alças são agrupadas em
um cone medular.
Sistema Porta-renal
É uma característica exclusiva do rim das aves.
• Sangue venoso que chega aos rins proveniente
dos membros posteriores.
• Fornecem sangue aos capilares peritubulares,
misturando com o sangue arteriolar eferente
(glomérulo)
• Válvula porta renal (esfíncter de músculo liso) -
veias direita e esquerda e veias ilíacas
• Inervação adrenérgica e colinérgica (simpático e
parassimpático)
Válvula aberta: mais sangue pro resto do corpo
Fechada: mais sangue pelo sistema porta-renal
Formação da urina
O fluxo plasmático renal e taxa de filtração
glomerular parecem ser auto regulados em uma
ampla faixa de pressão arterial (110 a 60 mmHg).
Acredita-se que a resposta do músculo liso
arteriolar renal ao estiramento continua o provável
mecanismo de autorregulação
Há algumas evidências de que o rim das aves
possa alternar entre o uso de néfron do tipo réptil e
do tipo mamífero, dependendo da necessidade de
conservação de água. Quando as aves recebem
uma carga de sal (e, portanto, precisam conservar
a água para diluir o sal), a maioria dos néfrons
(80%) do tipo réptil suspendem a filtração, pois não
tem capacidade de concentrar urina.
Concentração da urina
O gradiente osmótico possibilita a excreção de
urina com osmolaridade maior do que a do
plasma.
Todo o líquido tubular, seja ele proveniente dos
néfrons do tipo réptil ou os néfrons do tipo
mamífero, é exposto ao gradiente osmótico.
ADH
A resposta renal ao hormônio ADH, a arginina
vasotocina, à semelhança dos mamíferos, consiste
em aumento da permeabilidade dos ductos
coletores de água.
• A ureia (1 a 10% do nitrogênio urinário total)
praticamente não desempenha nenhum papel no
estabelecimento da hipertonicidade do líquido
intersticial do cone medular nas aves. A
hipertonicidade é mais provavelmente criada pelo
transporte de Nacl a partir do ramo ascendente
espesso das alas de henle.
Nas aves com livre acesso à água, a osmolaridade
urinária é quase isosmótica com o plasma.
Excreção do ácido úrico
O metabolismo de proteínas e dos aminoácidos
resulta na produção de produtos finais
nitrogenados.
Nos répteis e nas aves, ocorre formação de ácido
úrico em lugar de ureia, visto que esse animais de
se desenvolvem em ovos com cascas que são
impermeáveis a água.
• Quando alcança uma determinada
concentração, o ácido úrico precipita, com a
precipitação não há necessidade de água para sua
excreção.
• Os rins das aves também constituem um local
de formação de ácido úrico. O ácido úrico é
livremente filtrado no glomérulo e secretado pelos
túbulos.
• A presença do sistema porta renal fornece mais
sangue para os túbulos e maior quantidade de
ácido úrico podem ser eliminados. O ácido úrico
precipitado passa pelos túbulos e aparece na urina
como coágulo esbranquiçado
Como o ácido úrico não se encontra mais em
solução, ele não contribui para a pressão osmótica
efetiva do líquido tubular, e a perda obrigatória de
água é evitada.
Excreção dos eletrólitos
As aves possuem considerável controle sobre a
reabsorção tubular de Na+ e Cl-, a fração da
quantidade filtrada que é excretada pode variar de
de 0,5 a 30%.
• Os hormônios envolvidos na produção das
quantidade variadas de cloreto e sódio excretado
são a angiotensina II, a aldosterona e péptido
natriurético atrial.
Quando há depleção de sal e de volume, a
angiotensina II estimula uma redução da TFG,
antidiurese e anti natriurese
Na presença de um carga de sal e de volume, a
resposta à angiotensina II torna-se natriurética e
diurética (nos mamíferos isso não acontece).
A aldosterona exerce função semelhante à dos
mamíferos, está associada a reabsorção do sódio e
secreção de potássio
As aves secretam também o peptídeo natriurético
atrial pelos átrios cardíacos . Ele tem atividade de
natriurese (saída do sódio) e diurética nas aves.
Em condições normais o rim aviário vai absorver
mais de 98% do cálcio filtrado. A reabsorção
depende da presença do paratormônio (PTH) e
está acoplada com a excreção de fosfato
Modificação da urina ureteral
A modificação pós-renal da urina ureteral é
possível devido à sua exposição às membrana da
cloaca (armazenamento)
É também exposta às membranas do cólon e do
ceco, em virtude do fluxo retrógrado produzido por
peristaltismo reverso.
A reabsorção de água a partir do cólon
acompanha a reabsorção ativa de Na+. A
reabsorção de Nacl e de água corre a partir do
ceco e pode envolver água da urina se o fluxo
retrógrado alcançou esse local,
Particularidades das aves
• Ocorre modificação pós renal da urina ureteral
devido a exposição às membranas da cloaca, cólon
e ceco.
• Reabsorção ativa de sódio e água no cólon
• A urina das aves não misturadas com fezes têm
coloração creme
• Ácido úrico precipitado fica misturado ao muco
Obs: secreção de muco facilita o transporte de
solutos precipitados (semelhante ao papel do muco
na urina do equino).
Glândula de sal aviária
Toda sas aves possuem glândulas na cabeça
conhecidas como glândulas nasais (função
incertas)
• Na espécies com habitat marinha são bem
desenvolvidas e produzem secreções contentando
concentrações elevadas.
• São estrutura inteiramente diferente do rim e
excreta a solução salina de até 2X a concentração
da água do mar. Secretam excesso de sal, devido a
ingestão de água do mar ou de alimento com alto
teor de sal
Secreção da glândula → flui para cavidade nasal
→ escorre pela narina e goteja pela ponta do bico.
ANOTAÇÕES:
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função intestinal
Trajeto:
Boca → faringe → esofago → estomago →
duodendo → intestino delgado → cólon ascendente
/ transverso/ descendente → reto → anus.
● Estruturas anexas: glândulas salivares, vesícula
biliar, fígado e pâncreas.
O tubo digestório é um tubo longo e musculoso 3
está associado à órgãos e glândulas que
participam da digestão.
Para que a digestão ocorra precisa do(a) :
movimento do alimento, secreção de sucos
digestivos, absorção dos produtos digestivos,
controle via SNA e sistema hormonal.
Parede gastrointestinal
Mucosa(interna), submucosa (meio), círculo
muscular ( externa à submucosa) e muscular
longitudinal (mais externo)
Motilidade gastrointestinal
São executadas pelas diferentes camadas de
músculo liso que possui uma atividade elétrica
contínua e lenta.
SISTEMA NERVOSO ELÉTRICO
Localizados na parede intestinal, eles controlam os
movimentos e secreções.
São formados por dois plexos:
● Mientérico(parassimpático): localizado entre
camadas muscular longitudinal e circular, ele
controla os movimentos.
● Submucoso(simpático) : localizado na
submucosa, controla a secreção e fluxo sanguíneo
local.
TIPOS DE MOVIMENTOS
●Propulsivos: é o peristaltismo, impelem o alimento
ao longo do tubo digestório em uma velocidade
que permite a digestão e absorção.
● Mistura: mantém o conteúdo intestinal sempre
misturado através de contrações segmentares.
FLUXO SANGUÍNEO GASTROINTESTINAL
● Circulação esplênica: todo sangue que flui pelo
intestino, baço, pâncreas, chega imediatamente ao
fígado pela veia porta. O sangue deixa os órgãos
pelas veias hepáticas que chega na veia cava da
circulação geral.
● Suprimento sanguíneo do intestino pela rede
mesentérica: muita vascularização a fim de
atender as funções secretoras e absortivas do
Intestino.
TRANSPORTE E MISTURA
1. Boca: cavidade oral que produz saliva das
glândulas salivares, possui estruturas como
língua (preensão) e dos dentes (mastigar).
Realiza um processo químico e mecânico
2. Faringe: orgão tubular que conecta a
laringe ao esofago
3. Estômago: bolsa de parede musculosa que
estoca alimento e controla de maneira
rítmica a passagem do alimento para o
duodeno .
Ele mistura o alimento ao suco gástrico através do
movimentos ritmados até a fermentação do quimio.
Além disso, ele secreta muco, suco gástrico
(enzimas para digestão), e fator intrínseco
(absorção de vitamina B12)
DEGLUTIÇÃO
● fase voluntária: alimento é voluntariamente
empurrado para laringe por pressão da língua
contra o palato.
● fase faringinea: fechamento da trqueia com a
abertura do esofago e o aparecimento da onda
esofágica forçando o alimento para o estômago
● fase esofágica: conduzir da faringe para o
estômago .
Esvaziamento gástrico
Promovido pelas contrações musculares intensas.
Quando o tônus pilórico está normal, cada uma
dessas ondas força a entrada da parte do quimo
para o duodeno. Chamada de bomba pilórica
4. Intestino delgado e cólon: São revestidos
por uma camada simples para absorção
e troca de nutrientes. Há vilosidades.
Realiza o movimento de mistura e propulsão do
quimo (mistura partículas sólidas com a secreções).
No cólon os movimentos são lentos e vagaroso
para que ocorra uma melhor absorção.
Válvula ileocecal: evitar o refluxo do conteúdo
fecal do cólon para o ID.
5. Intestino grosso: Onde ocorre a formação
do bolo fecal e final do processo absortivo.
Há uma grande quantidade de bactérias e
tem uma menor motilidade.
SECREÇÕES
● Mecanismo secretivo: células secretoras
apresentam vesículas na sua extremidade apical,
contendo substâncias a serem secretadas em
respostas a sinais nervoso e hormonal decorrente
da presença do alimento.
Esse mecanismo ocorre por exocitose
Sinal → maior permeabilidade da membrana da
célula ao Ca+2 → Ca+2 entra na célula → fusão
de vesícula com a membrana celular → membrana
se rompe e libera o conteúdo.
SECREÇÃO DE ÁGUA E ELETRÓLITOS ………………………
Estimulação nervo → secreção de íons cloreto no
interior da célula → recrutamento de íons positivos
→ maior força osmótica → maior pressão
hidrostática do volume → pequenas rupturas que
liberam água, eletrólitos, e substâncias orgânicas
para o lúmen da glândula
● Muco: composto de água, eletrólitos e mistura de
glicoproteínas. Tem função de lubrificar e
proteger a parede intestinal.
Ele adrede partículas alimentares, recobre o trato
digestivo, promove aderência das partes fecal
formando o bolo fecal, resistente às enzimas
digestivas.
SECREÇÃO SALIVAR ……………………… ……. .
Constituída por uma solução eletrolítica, muco
(mucina+água) e amilase.
É um líquido incolor viscoso, seu PH entre 7.0 - 8.0 e
tem a produção de 1,5l por dia. .
● Glândula da salivação: submandibular (mista),
parótida (serosa) e sublingual (mucosa).
MECANISMO DE SECREÇÃO SALIVAR
Ocorre em 2 estágios:
1º - ácinos secretam a secreção primária que
contém amilase + mucina.
2º- secreção primária sofre modificações nos
ductos, onde o Na é reabsorvida e HCO3 são
secretados.
Regulação
Ocorre pelo sistema nervoso autônomo.
● Simpático: aumento de secreção por causa das
contrações lisas
● Parassimpático: aumento no fluxo sanguíneo
para promover a secreção.
Funções:
● Proteger a cavidade oral/dentes
● Lavar a cavidade oral da presença de bactérias
dos alimentos.
● Possui propriedades bactericidas como lisozima
(destrói a parede bacterianas), tiocianatos (agente
químico antimicrobiano), digestão parcial (impede
a adesão e digere carboidratos que seriam
substratos para o crescimento bacteriana).
● Possui anticorpos específicos contra várias
bactérias que promovem problemas dentais
● Produz calicreína: protease que quebra
proteínas (alfa-2-imunoglobulinas) e promovem a
formação de bradicinina, um vasodilatador para
auxiliar no combate às infecções .
SECREÇÃO GÁSTRICA ……………………… ……..
É composta de substâncias orgânicas como
proteoglicanos de muco degradado. Seu PH é
entre 0.5 - 3.0, é rico em HCL e pobre em Nacl e
Kcl.
● Enzimas: pepsina, renina gástrica, lipase gástrica,
amilase gástrica para realizar a degradação de
moléculas maiores para menores
● Material não enzimático: fator intrínseco e muco
No estômago há glândulas oxínticas que é
composta por um epitélio de superfície, células
mucosas (produz muco), células parietais (ácido
clorídrico e fator intrínseco ) e células peptídicas
(pepsinogênio)
Tipos de secreção: inorgânica (h2o, HCL, sais) e
orgânica (fator intrínseco, muco, enzimas).
Produção de HCL pelas células parietais
1. Ocorre a entrada de água e CO2 para
dentro da célula onde se fusionam
formando o ácido carbônico através da
amilase carbônica.
Eles podem se dissociar em HCO3- e H+.
2. O bicarbonato pode ser trocado pelo
cloreto e o cloreto é bombeado para fora e
da célula
Consequentemente há uma troca de próton e
potássio (internalização do K e saída do próton H+)
3. No lúmen então há próton (H+) e cloreto
(CL) que vão formar o HCL.
Ativação do pepsinogênio em pepino na luz
estomacal: com o ph baixo, ocorre a ativação
(protease) de pepsinogênio em pepsina
Regulação da secreção gástrica:
Acetilcolina, gastrina e histamina. Elas se ligam aos
seus receptores específicos, ocorre a sinalização
celular que estimula secreções das glândulas
gástricas.
O hormônio gastrina é um polipeptídeo secretado
pela mucosa do estômago para o sangue. Ele induz
a secreção do suco gástrico, secreção de
pepsina e estimula a motilidade gástrica.
SECREÇÃO PANCREÁTICA ……………………… ……..
Composta por ilhotas da ranger que tem as
células beta (produzem insulina), células alfa
(glucagon), e delta (somatostatina). Contém
também eritrócitos, ácinos, duto.
Nos dutos há células acinares (produz secreções
pancreáticas), grânulos zimogênios e células do
ducto.
Produção de HCO3 pelas células do ducto
O Co2 e H2O se internalizam na célula e a enzima
amilase carbônica forma o ácido carbônico.
O ácido carbônico se desassocia em próton (H+) e
bicarbonato (HCO3).
O bicarbonato vai para fora e o próton pode ser
trocado por sódio (Na+) e secretado no lúmen do
ducto.
Zimogênios: São peptidases na forma inativa.
A ativação das peptidases secretadas pelo
pâncreas ocorre pois o tripsinogênio, com a ação
da enteropeptidase, se ativa em tripsina. E, a
tripsina ativa as formas ativas de outras peptidases.
Regulação da secreção pancreática
● Acetilcolina
● Colecistocinina (CCK): secretada pela mucosa
duodenal e jejunal em resposta a presença de
quimo. Secretada em resposta da chegada do
quimo
● Secretina: secreção de HCO3 (equilíbrio ph). É
ativada devido ao ph ácido do quimo
SECREÇÃO BILIAR ………………………… …..
Secretada pelo fígado , faz a digestão e absorção
de gorduras e é um meio de excreção de
produtos de degradação.
Etapas:
No hepáticos é produzido ácidos biliares, colesterol
e outros, esses componente caem nos canalículos
biliares, depois nos septos interlobulares, ducto
hepático e ducto biliar.
Se cair no ducto biliar vão ser concentradas na
vesícula biliar . Se cair no ducto hepático vai direto
para o duodeno
Armazenamento da bile:
É secretada continuamente pelos hepatócitos.
● Água, cloreto, sódio, e outros eletrólitos são
reabsorvíveis e sais biliares, colesterol, lecitina e
bilirrubina são mais concentrados e ajudam no
processo de degradação de lipídeos.
Esvaziamento da vesícula biliar:
Inicia com a chegada do alimento ao duodeno,
ocorre a contração da parede vesicular e
relaxamento do esfíncter de Oddi, que promove a
passagem do ducto biliar para o o duodeno.
A Colecistocinina que estimula as contrações e
abertura dos esfíncteres
Sais biliares
Seu precursor é o colesterol.
Tem com função ação detergente sobre
gorduras (emulsificação) e ajudar na absorção de
ácidos graxos, colesterol e outros lipídeos
● Síntese: vem do colesterol , é transformado em
ácido cólico, do ácido cólico em taurina e a
traurina origina os ácidos biliares tauroconugados.
Ou, o ácido colico pode ser transformado em
glicina que origina os ácidos biliares
glicoconjugados.
>>> Ambos formam os sais biliares glóbulos (colesterol e fosfolipídeos) >
adição de proteínas > liberados no golgi > exocitose
> linfa
INTESTINO GROSSO ………………………………… …
A absorção de Água e eletrólitos ocorre no cólon.
Capacidade de 5 a 7 litros de líquidos e eletrólitos.
Composição das fezes
¾ de água e ¼ de substâncias sólidas (bactérias
mortas, lipídios, matéria orgânica, proteínas,
resíduos não digeridos)
Coloração marrom: estercobilina e urobilina
(derivados da bilirrubina)
ANOTAÇÕES
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EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE
Conceito básico
● ácido: substância que em solução pode doar um
hidrogênio
● base: substância que em solução pode receber um
hidrogênio.
O aumento de H+ diminui o ph e gera uma acidose, já
a diminuição do H+ aumenta o ph e gera uma
alcalose.
PH é a concentração de H+ em uma solução, ele é
determinado pela relação entre bicarbonato e ácido
carbônico
Uma mudança de ph pode gerar a desnaturação das
proteínas e modificar enzimas. Uma proteína
desnaturada perde suas funções. O ph ideal é entre
7.35 - 7.45.
Regulação do Ph
- Tamponamento químico
- Ajuste respiratório da concentração
sanguínea de dióxido de carbono
- Controle dos íons H+ ou HCO3 pelos rins
Tampão . ..
Impede desvios de Ph, estão presentes no sangue, LEC,
líquido intracelular. São eles: proteínas plasmáticas,
hemoglobina, sistema fosfato-ácido-fólico, sistema
bicarbonato-ácido carbônico.
A proteína plasmática é mais eficiente no meio
intracelular, o mecanismo de ação ocorre através dos
aminoácidos, que associam ou desassociam H+
(albumina)
A hemoglobina na sua forma iônica é (HB-), no meio
ácido ela libera o oxigênio se liga ao H+, ficando então
HHB.
O sistema fosfato-ácido fólico ocorre no meio
intracelular e túbulos renais, faz o transporte de H+ e
sódio, aumentando as trocas renais
Osistema bicarbonato-ácido carbônico tem maior
abundância no plasma e é facilmente controlado e
mensurado.
1. O organismo produz muito CO2 por dia, o CO2
combina com a água e forma o ácido
carbônico - reação catalisada pela anidrase
carbônica
2. Este H+ combina-se com a hemoglobina e ela
transporta O2 e H+.
Gás carbônico é transportado no sangue venoso
como bicarbonato, a hemácia transport H+. Assim, não
ocorre alteração do Ph sanguíneo.
O processo é revertido no alvéolo, o O2 desloca o H+.
Controle renal …
Controle da concentração de HCO3 por meio de
alterações na excreção renal de filtração de
bicarbonato (HCO3) e hidrogênio (H+).
As trocas ocorrem dentro das células tubulares do rim.
Controle Respiratório .
Elimina ou retém CO2 (hiperventilação).
Controle de concentração de CO2 por meio de
alterações na frequência cardíaca (pulmão)
Relação base-ácido
20NaHCO3 por 1H2CO3, ou seja 20:1
Distúrbios ácido-base
Pode estar relacionado
à parâmetros respiratórios (CO2) ou metabólica
(HCO3).
Acidose metabólica .
Produção patológica de ácido em forma de H+.
Causas: cetoacidose diabética, celose dos ruminantes,
inibidores da anidrase carbônica que a enzima associa
co2 e água, insuficiência renal, diarreia.
Acidose respiratória . ………………………………..
Menor pressão alveolar gerando o aumento de PCO2
Causas: depressão do centros respiratórios (drogas,
trauma do SNC), movimento torácico reduzido
(obesidade, dor) afecções respiratórias (pneumotórax,
pneumonia..)
Alcalose metabólica ………………………………………….
Produção metabólica e acúmulo de bicarbonato, pode
haver uma adição e base ou perda de ácido pelo
fluído extracorpóreo.
Causas: vômito gástrico, sobredose de NaHCO3,
diminuição do LEC, intoxicação pela ureia.
Alcalose respiratória ………………………………………..
Aumento da pressão alveolar gerando menor PCO2
(hiperventilação). Ocorre uma redução do CO2 e,
consequentemente o aumento de HCO3.
Causas: calor, ansiedade, medo, dor, lesões no SNC,
anemia pronunciada, ventilação mecânica aumentada
Desordem combinada
Quando um indivíduo apresenta ambos, para saber o
distúrbio que está mandando deve-se observar a
concentração de Ph.
Ex: insuficiência renal + vômito, diarreia + vômito,
pneumonia + anorexia.
ANOTAÇÕES:
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Mecanismos de ação
hormonal
Atua como sistema de controle e regulação
juntamente com o sistema nervoso. O dois sistemas
atuam de maneira conjunta para garantir a
homeostasia,.regulação do metabolismo.
● Sistema nervoso: usualmente controle de atividades
rápidas. A comunicação atua através de
neurotransmissores (noradrenalina, acetilcolina,
serotonina) que cobrem uma curtíssima fenda
sináptica existente entre os neurônios.
Neurônio -> neurotransmissor -> células alvo.
● Sistema endócrino: usualmente controle de
atividades mais lentas, prolongadas. Sua comunicação
ocorre sobre mensageiros químicos denominados
hormônios, que são sintetizados e armazenados nas
glândulas endócrinas, prontos para serem liberados
na corrente sanguínea.
Organização do sistema hormonal:
● Baixa velocidade de duração
● Efeito mais duradouro
● Natureza química
1. Glândula: conjunto de células capazes de
produzir, armazenar e secretar substâncias.
Essa glândula vai produzir o hormônio
2. Hormônio: substância química produzida por
uma parte do corpo que atua no controle de
alguma função em outra parte do corpo
3. Órgão receptor
Tipos de comunicação celular endócrina
Sozinho:
Ocorre a produção do hormônio e a célula endócrina
secreta-o por exocitose na corrente sanguínea.
O hormônio cai na corrente sanguínea e pode atuar
em vários órgãos.
Normalmente ele precisa de um receptor para célula
específica daquele hormônio, a célula que não tem
esse receptor, não sofre nenhuma ação.
Quando há envolvido o sistema nervoso:
Existe uma célula neurossecretora e ela secreta o
neuro hormônio que cai na circulação sanguínea e
também só atua na célula que tiver seu receptor
específico.
Principais glândulas endócrinas e seus hormônios
- Hipotálamo
- Pituitária
- Paratireóide e tireóide
- Pâncreas
- Adrenal
- Ovario / testículos
-
Hipotálamo ……… ………………………….
Produz o hormônio antidiurético e ocitocina. Além
disso, produz hormônios liberadores que vão atuar no
eixo hipotalâmico hipofisário (hormônio liberador de
gonadotropina, tireotrofina, corticotrofina e
somatostatina)
Hipófise …… ……………………
Produção de Adrenocorticotropina (ACTH)
Hormônio estimulador da tireoide (TSH)
Hormônio folículo estimulante (FSH)
Hormônio luteinizante (LH)
Hormônio do crescimento (GH)
Prolactina
Pâncreas …… ……………………
Produz insulina e glucagon
Tireóide e paratireóide …… ……………………
Produz triiodotironina (T3)
Tiroxina (T4)
Calcitonina
Paratormônio (paratireóide)
Adrenal ………… ………………
Produz Cortisol
Aldosterona
Catecolaminas
Ovários e Testículos ……… …………………
Estrogênio
Progesterona
Testosterona (macho)
Gonadotropina coriônica (placenta)
Tipos de hormônios
● Esteróides: derivados do colesterol, são lipossolúveis
(passam facilmente pela membrana citoplasmática).
Seu mecanismo de ação é através da ativação do
gene alvo.
● Não esteroidais ou polipeptídeo: derivados de ptns
ou a.a , são solúveis no plasma (encontram receptores
na superfície da membrana plasmática). Seu
mecanismo de ação é através do segundo
mensageiro.
Mecanismo de ação hormonal
A molécula sinalizadora inicia uma ação hormonal e
essa molécula se liga a proteína receptora. Essa ptn
receptora ativa moléculassinalizadoras intracelulares
e essas moléculas causam uma alteração nas
proteínas alvo, com essa alteração gera uma resposta
da ação do hormônio no órgão alvo.
- Moléculas sinalizadoras lipofílicas: vão se
difundir através da membrana se ligando ao
receptor, com resposta celular mais lenta para
realizar a atividade
- Moléculas sinalizadoras hidrofílicas: penetra
via receptor fazendo uma sinalização rápida
pro interior da célula, resposta celular mais
rápida.
Mecanismo de ação hormonal: ativação do gene
Ocorre a produção do hormônio esteroidal (são
lipofílicos e chegam na célula através de uma ptn
carreadora), chegando na célula pode penetrar por
difusão, havendo um receptor citoplasmático ou
receptor no núcleo. Esses receptores ativam uma
resposta genética, que vai no DNA e ativa uma
transcrição do rna mensageiro e isso vai ser traduzido
em uma proteína. Ela vai levar a resposta celular
se ele atua via receptor tem a resposta mais rápida
Mecanismos segundo mensageiro
Através de hormônios peptídeos, não entram na célula
alvo, precisa de um receptor de membrana.
Ligados ao seu receptor há uma série de respostas
em cadeia como abrir canal iônico, ativar resposta via
segundo mensageiro, ocorrer a fosforilação, produção
de proteína e uma resposta celular.
Estímulo de secreção hormonal
● Neural: proveniente de fibra nervosa
● Hormonal : proveniente de hormônio
● Humoral: proveniente de alteração de íons e
nutriente.
Regulação por feedback
Podem ser positivos ou negativos. Ocorre através da
secreção do hormônio que produz estimulação ou
inibição da via de secreção desse mesmo hormônio.
É o principal mecanismos por meio do qual o
sistema endócrino mantém a homeostasia
Estímulo no snc -> estímulo leva ao hipotálamo
produzir determinado hormônio -> hormônio liberado
atua na hipófise -> hipófise atua nas gônadas e libera
o hormônio para o tecido alvo e ocorrer o efeito ->
esse efeito pode inibir a produção pelo hipotálamo
gerando um feedback negativo.
Se incentivar o hipotálamo será o feedback positivo
● Negativo: A concentração aumenta inibe o
hipotálamo de continuar liberando o estímulo para
continuar liberando aquele hormônio. Ou seja, o
excesso cessa o estímulo lá em cima
● Positivo: Quanto maior a produção, maior o estímulo
.
Eixo hipotálamo-hipófise
O hipotálamo é o principal elo integrador entre os
sistemas nervoso e endócrino
● A hipófise é a glândula mestra
● O hipotálamo e a glândula hipófise comandam a
maioria dos sistema endócrinos
A comunicação do hipotálamo com a hipófise
anterior(adenohipófise) é endócrina e comunicação
do hipotálamo com a hipófise posterior é neural
Os Neuro Hormônios são secretados pelo hipotálamo
e armazenado na hipófise posterior, quando ocorre a
produção do hormônio e ele é empacotado no corpo
celular do neurônio.
O hormônio quando chega na região sináptica e a
vesículas contendo o mesmo, no momento do
estímulo, libera o hormônio na circulação sanguínea e
ele vai pro órgão alvo
Hormônios hipofisário posteriores: Ocitocina
(provocar contração no final da gestação e promover
a ejeção do leite durante a amamentação) , ADH
(aumenta a retenção de água e vasoconstrição)
Adenohipófise: Os neurônios do hipotálamo
sintetizam os hormônios e liberam nos capilares do
sistema porta, os vasos porta carregam os hormônios
para adenohipófise onde tem células endócrinas que
com esses estímulo hormonal libera esse hormônio
para sua distribuição pro resto dos corpo .
Hormônios hipofisário anteriores: Prolactina, Gh ,
LH, FSH, TSH, ACTH
Ou seja, há ou hormônio secretado via sistema
nervoso que caem na corrente sanguínea e atua
na célula alvo ou então a liberação do eixo
hipotalâmico hipofisário que estimula a parte
glandular da adeno hipófise que vai cair na
corrente sanguínea e atua no tecido alvo
GH … …
Hormônio do crescimento, promove o crescimento de
quase todos os tecidos do organismo.
Estimula a síntese de ptn, proliferação celular e
crescimento dos ossos. É Regulado pela
somatostatina.
Prolactina … …
Promove o desenvolvimento das mamas e produção
do leite.
O hipotálamo estimula a produção direta ou então
estimula o TRH que também atua estimulando o
hormônio. Dopamina inibe a produção de prolactina
Anotações:
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Pâncreas endócrino
Anatomia
● Localiza-se na porção esquerda cranial do abdome
● Borda esquerda posicionada próxima a curvatura
maior do estômago
Função: secretar enzimas digestivas que vão facilitar
a absorção de nutrientes da dieta, vitaminas e
minerais, além de hormônios que regulam o
metabolismo como insulina e glucagon. Ele é uma
Glândula mista
Pâncreas endócrino é formado pelas ilhotas de
langerhans que são compostas por células:
- célula beta (60%): produz insulina e amilina
- célula alfa (25): produz glucagon
- célula delta (10):produz somatostatina
- célula F ou PP (5): produz polipeptídeo
pancreático
Insulina … ..
● Atua no fígado, musculatura e tecido adiposo.
● É uma proteína composta de 2 cadeias de a.a
● Reduz a concentraçãosanguínea de glicose,
ácidos graxos e a.a
● Promove a conversão intracelular desses compostos
em sua forma de armazenamento
● Aumenta o consumo do potássio
tecidos que não precisa de insulina para por glicose
dentro da célula: hemáceas e cérebro
1. Após alimentação ocorre a digestão, a
digestão termina no duodeno e no duodeno
há enzimas que reduz o carboidratada a
monossacarídeos - hexoses-
2. Logo, a glicose é absorvida e vai pra corrente
sanguínea. Assim, aumentando a glicemia e
sensibilizando o pâncreas a liberar insulina que
a célula beta produz.
3. A insulina é liberada atuando no fígado e
musculatura, onde o excesso de glicose vira
glicogênio e o resto ATP.
Amilina … ………………………………………………………………………………………..
É co-secretada com a insulina pela célula beta no
pâncreas
● Regula a absorção da glicose, mantém de forma
coerente o funcionamento do organismo.
● Inibe a ingestão dos alimentos dando saciedade,
diminui o esvaziamento gástrico e reduz a secreção
de glucagon.
Glucagon … ………… vvvvvvvvvvvvvvvvvvvvv……
Atua no fígado, de forma antagônica à insulina
● Aumenta a concentração sanguínea de glicose e
ácidos graxos
● Sua secreção é estimulada na presença de
aminoácidos no sangue
● Aumenta glicogenólise e neoglicogênese: produzir
glicose a partir de outra fonte que não seja
carboidrato
Somatostatina … ………… ……
Secretada em vários órgãos trato gastrointestinal e
hipotálamo.
● Regula a seleção dos hormônios produzidos pelo
pâncreas
● Inibe os processos digestivos (inibe a secreção HCL e
pepsina). Portanto, se está inibindo a digestão está
diminuindo a glicose na corrente sanguínea
Poliptídeo pancreatico … …… …………
Inibe a secreção das enzimas pancreática
● Estimula a secreção gástrica
● Inibe a contração da vesícula biliar
● Aumenta a motilidade intestinal e o esvaziamento
gástrico
O pâncreas é glândula mista tem secreção exócrina e
endócrina
- A secreção exócrina ocorre através dos
ácinos pancreáticos que secretam lipase,
protease, amilase... É tudo produzido e é
liberado no ducto pancreático para o intestino
- A secreção endócrina vem das ilhotas de
langerhans e os hormônios
(insulina,glucagon, amilina, somatostatina e
polipeptídeo pancreático) são transportado
para/pelo sangue.
Digestão
1. Na boca corre o início da digestão mecânica
2. O ph ácido do estômago inativa a amilase
salivar e forma o quimo
3. O pâncreas libera a amilase pancreática e
bicarbonato para neutralizar a acidez do
quimo
4. No duodeno, as células intestinais liberam as
enzimas que completam a digestão dos
carboidratos, transformando-os em
monossacarídeos
5. Os monossacarídeos são absorvidos pelas
células intestinais por meio de transporte
ativo ou difusão simples
Enzimas envolvidas na digestão de carboidratos
Digestão química do CHO
os monossacarídeos (glicose, galactose, frutose) serão
absorvidos pelas células epiteliais do intestino
● enzimas: aliase salivar e pancreática
● enzimas da borda intestinal em escova
- maltase,lactase, sacarase, dextrinase
São absorvidas de duas formas:
via co-transporte de Na+: glicose e galactose
Via difusão facilitada: frutose
A Glicose e galactose são absorvidas via co-transporte
de Na+ e entram pelo canal SGLT e saem pelo canal
GLUT2 para dentro da célula..
Já a frutose entra pelo canal GLUT5 e também sai
pelo canal GLU2 para entrar na célula
Hormônio no controle da glicemia
Resumo:
- Ao ingerir o alimento gera uma alta taxa de
glicose assim, estimula as células beta a
produzir insulina e inibe as células alfa a
produzir glucagon.
- Com as células beta recente no fígado
liberando insulina, o fígado irá absorver a
glicose e armazenará glicogênio.
- Quando tiver uma baixa na taxa de glicose
será inibido a célula beta e estimulará a célula
alfa que produzem glucagon, fazendo com
que o fígado quebra o glicogênio e libere
glicose no sangue
Após a absorção, a glicose que vai para produção de
energia é direcionada via metabólica específica. Parte
desse glicose é estocada em forma de glicogênio e o
excesso é estocado em forma de gorduras.
A concentração de glicose durante o jejum é mantida
pela gliconeogênese através do catabolismo lipídico
e proteico
● Ruminante/cavalos: o propionato da fermentação
do rúmen é usado para a gliconeogênese hepática
nos ruminantes e em cavalos, o propionato do cólon
contribui para a gliconeogênese.
Fisiologia para o aumento da glicose:
● No período pós prandial
- glicose após a quebra do amido eleva a
glicose no sangue
- Aminoácidos absorvidos após digestão das
proteínas estimulam lançamento do glucagon
● Processo de excitação ou medo
● Diestro (progesterona aumenta a produção de GH
que reduz o consumo de glicose pelos miócitos)
Hiperglicemia metabólica
Diabetes mellitus. Espécies acometida: cães, gatos e
cavalos
- Grupo de doenças metabólicas caracterizado
por hiperglicemia resultante de defeitos na
secreção e/ou ação da insulina
- Superprodução e subutilização tanto da
glicose quanto de cetonas como resultado de
uma deficiência relativa ou absoluta de
insulina.
… Diabetes em cães e gatos … …
Caracterizada pela deficiência relativa ou absoluta da
insulina.
● Tipo 1: ausência de secreção de insulina pelo
pâncreas (diabetes mellitus insulino-dependente)
● Tipo 2: resistência periférica à ação da insulina
(diabetes mellitus não insulina-dependente)
Tipo 1
● Não há secreção da insulina
● É sempre insulino-dependente
● Destruição imunomediada das células betas
Tipo 2
● Secreção e ação inadequada da insulina (resistência
periférica)
● Insulino-dependente (raro) ou não
● Amiloidose (maior predisposição)
Predisposição:
Fisiopatogenia:
1. Glicose chega na corrente sanguínea e o rim
não consegue mais absorvê-la pois ela está
alta
2. Quando acontece isso, a glicose começa a sair
na urina do paciente (glicosúria), e assim
ocorre diurese osmótica
3. Quando ele urina muito ele perde muita água
(poliúria) e ao mesmo tempo bebe muita
água (polidipsia).
Ao mesmo tempo ele eliminando o excesso de glicose,
o tecido entende que há necessidade de glicose para
produzir energia e assim, ocorre a gliconeogênese
que gera o ato de quebrar gordura e ptn pra tentar
produzir energia. Logo, gera um catabolismo protéico
e lipídico, gerando um emagrecimento
Sinais clínico: Polidipsia *, poliúria *, polifagia *,
obesidade e perda de peso
Em cães pode gerar catarata que é gera a opacidade
de cristalino e uveíte
Em gatos pode gerar neuropatia periférica, com
dificuldade de locomoção, gerando uma posição
plantígrada.
Complicações: Cetonemia e cetonúria, acidose
metabólica, lipemia, cegueira, neuropatia periférica
… . Síndrome metabólica equina …………………...
Caracterizada pela resistência a insulina que se dá
em cavalos obesos e leva ao desenvolvimento de
laminite
● Mais comum é do tipo 2 que gera resistência
periférica à ação da insulina.
Predisposição:
Fisiopatogenia
Seu limiar de glicose de insulina é menor do que em
cães e gatos, assim, quando ultrapassado, gera a
glicosúria, consequentemente a diurese osmótica e
logo, apresenta poliúria e polidipsia.
A obesidade do equino estimula a liberação de
citocinas inflamatórias e gera a inflamação do casco
(laminite)
Sinais clínicos: Polidipsia, poliúria, polifagia e
obesidade.
ANOTAÇÕES:
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Adrenais
Tem relação hipotálamo- hipófise
A denominação supra renais somente se aplica ao
homem e aos poucos animais que se apresentam em
posição bipedal. Para a maioria dos animais é
adrenais
Localização
Nos animais que se apresentam em posição
quadrupedal as glândulas tem localização ante-renal.
Em todo ao animais as glândulas são pares e tem
localização nas extremidades do rim
Estímulo
Começa no hipotálamo através do hormônio liberador
de corticotrofina quando o cortisol estiver baixo, ele vai
atuar na hipófise na produção de ACTH, que por sua
vez vai até o córtex adrenal libera cortisol.
Morfologia
Cada adrenal é dividida em:
● Medular: adrenalina e noradrenalina (simpático
● Córtex: corticóides, hormônios sexuais (esteróides).
A cortical e a medular têm origens embrionárias
diferentes. Em bovinos, a fusão da cortical e medular
ocorre pelo terceiro mês da formação do bezerro. Isto
explica porque os grupos hormonais das duas porções
são quimicamentes diferentes assim como o controle
do funcionamento da glândula.
O Córtex fetal organiza-se de células do revestimento
mesoepitelial. A definitiva vai ser formada depois que
as células mesenquimais circundam o córtex fetal.
As células que formam a medula da adrenal têm
origem ectodérmica e derivam de um gânglio
simpático da crista neural.
São camas de células cromoafins (secreta adrenalina).
São portanto, neurônios pós-ganglionares.
Vascularização
Através do plexo arterial subcapsular, veia suprarenal,
capilares e artéria radial radial.
Produção hormonal:
O córtex é divido em três zonas: glomerulosa
(aldosterona), fasciculada (cortisol) e reticular
(andrógenos)
A Medular sintetiza e armazena em grânulos
secretórios adrenalina e noradrenalina.
● Glomerular: células colunares de forma irregular.
Produz mineralocorticóides (aldosterona e
desoxicorticosterona), responsáveis pelo equilíbrio de
Na+ no organismo
● Fascicular: células poliédricas que são maiores do
que as da zona glomerular e estão dispostas de forma
radial em relação a medula. Produz glicocorticóides
(cortisol e corticosterona), estão envolvidos no
metabolismo dos carboidratos.
● Reticular: andrógenos e outros hormônios como
progesterona e estrógeno.
Medular da adrenal … ……
Secreta catecolaminas (adrenalina e noradrenalina)
quando o animal é submetido a estresse. A taxa de
secreção pode alterar em diferentes condições
fisiológicas e patológicas
Origem da formação da adrenalina:
A fenilalanina é metabolizada em tirosina, que vai
produzir a dopa, a dopamina vai dar origem a
noradrenalina que dará origem a adrenalina.
As secreções da medula adrenal, induzem a resposta
do sistema nervoso simpático. A medula é um
componente importante, mas não essencial enquanto
as emergências forem mínimas. Já, sem a córtex sos
animais não sobrevivem
Córtex ……………… ………… ……………………………………..
Função de secretar diferentes hormônios esteróides
● Capacidade de regeneração
● Pode fazer hiperplasia fisiológica
Corticosteróides:
Cortisol > glicocorticóides (fascicular)
Aldosterona > mineralocorticóide (glomerular)
A maioria dos mamíferos secretam cortisol como
glicocorticoide dominante.
Cortisol: Circula ligado a proteínas plasmáticas e tem
pouca quantidade no sangue. A maior parte vai ser
convertido no fígado como cortisona.
● Tem ritmo circadiano com um mínimo à noite e o
máximo entre as 6 e 8 AM.
● Produzido a partir do colesterol, atua em todas as
células do organismo.
● Efeito antiinflamatório e imunossupressor.
● Hormônio diabetogênico (impede a ligação da
insulina aos receptores celulares).
● Estimulante do apetite.
● Aumenta o catabolismo proteico.
Regulação: pelo ritmo circadiano prevalece embora
também ocorra pelo feedback negativo.
● Também depende da concentração de glicose e das
exigências de trabalho, engorda, lactação, postura, etc.
● No estresse o SNC determina uma resposta imediata
com secreção de cortisol
● Há uma elevada capacidade de reserva que permite
um acréscimo da secreção dos hormônios em caso de
necessidade, e as descargas são abruptas.
Aldosterona
● Reabsorção renal de Na+, Cl, H2o
● Secreção de H+ e K+
● Controle da pressão sanguínea
É o mineralocorticóide de maior importância no
controle do balanço de sódio. Sua liberação é
influenciada pela ingestão de sódio, potássio ou da
sua excreção pelo leite .
Renina-angiotensina-aldosterona
1 . Queda da pressão arterial ou alteração de sódio, o
rim libera renina.
2 . A renina age sobre o Angiotensinogênio
convertendo-o em Angiotensina I .
3 . Angiotensina I sobre a ação da enzima ECA
(enzima conversora de angiotensina) gera a
Angiotensina II que aumenta a pressão do vaso
sanguíneo e promove a vasoconstrição.
4 . Angiotensina II vai até ao córtex adrenal e faz que
ele produza aldosterona
5. A aldosterona regula o metabolismo do sal, água
e minerais e aumenta a retenção de NA (Natremia é
a quantidade de sódio no sangue).
Peptídeo natriurético atrial
● Efeito antagônico aos mirelocortiocies
● Reduz a retenção de sódio pelos rins, causa
vasodilatação periférica
● Inibe a produção de renina e de aldosterona
● Gera uma redução da pressão sanguínea arterial
Esteróide sexual
● Produzidos pela camada reticular da córtex adrenal
● Nos animais castrados aparecem androgênios,
estrogênios e progesterona
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Tireóide e paratireóide
Glândula localizada na porção anterior do pescoço e
responde pela produção de hormônios como
triiodotironina (T3) e tiroxina (T4) que atuam na
digestão, crescimento e metabolismo.
Alterações na produção de tais hormônios levam à
manifestação clínicas de hipotireodismo ou
hipertireoidismo.
Anatomia:
A tireoide é uma glândula bilateral, localizada sobre a
traquéia abaixo da laringe.
Sua função envolve a concentração de iodo e a
síntese, armazenamento e secreção do hormônio
tireóide.
A unidade anatômica funcional da tireóide é o folículo
tireoidiano que é rodeado por células foliculares, as
quais secretam para o interior o colóide hormônios.
Captação do iodo: É absorvido pelo trato
gastrointestinal.
Formação e secreção de tireoglobulina:
Organificação da tireoglobulina
● Ocorre a formação da monoiodotirosina (MIT) ou de
Diiodotirosina (DIT).
Posteriormente, Mit e Dit se acoplam para formar T3 e
duas moléculas de DIT se acoplam para formar a T4.
Liberação de T3 e T4: Lisossomo que possuem
proteases se unem às vesículas de colóide, nas quais
ocorre a “digestão” da tireoglobulina, liberandoe
axônios). Com exceção do bulbo e da medula,
a substância cinzenta ocorre mais
externamente e a substância branca, mais
internamente.
SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO (SNP)
Formado por nervos (prolongamento de
axônios) cranianos e espinais, além dos
gânglios nervosos (aglomerado de corpos
celulares). É dividido em:
• Somático: Responsável pela comunicação do
corpo com o ambiente externo. É voluntário!
Ex: músculo estriado esquelético.
• Autônomo (visceral ou vegetativo): Controla
de maneira inconsciente as múltiplas funções
do corpo. É involuntário! Ex: músculo liso
cardíaco.
AUTÔNOMO
O SNA pode ser dividido em: Simpático
(secretam os neurotransmissores Adrenalina,
epinefrina) x Parassimpático ( secretam o
neurotransmissor Acetilcolina).
Essas alterações adaptativas são necessárias
para manter a sobrevivência.
Receptor B1 - aumenta a força e FC
(simpático)
Receptor B2- broncodilatação (simpático)
Receptor A1 - faz vasodilatação (simpático)
SOMÁTICO
Os neurônio Motores controlam a musculatura
esquelética. São divididos em:
• Inferiores (NMI): Neurônio cujo o corpo
celular e os dendritos estão localizados no SNC
e cujo o axônio se estende através dos nervos
periféricos para fazer sinapse com as fibras
musculares esqueléticas.
- Tem origem nos núcleos motores (nervos
cranianos) ou no corno anterior da medula e
término no SNC
- Função:Transmitir sinais nervosos para o
músculo
- Lesões:
• Hipotonia- diminuição do tônus muscular
e da força, o que causa moleza e flacidez.
• Paralisia/Paresia- paralisia é a
diminuição da força e paralisia é a perda
completa da força e da contração muscular.
• Hiporreflexia- diminuição ou fraqueza
dos reflexos.
• Atrofia Muscular
• Superiores (NMS) :Todos os neurônios do
SNC que influenciam no funcionamento do
neurônio motor inferior
- Lesões:
• Paralisia/Paresia
• Postura/Locomoção anormal
• Hipertonia- aumento do tônus muscular
normal.
• Hiperreflexia- atividade aumentada dos
reflexos.
• Espasmos - contração muscular
involuntária, súbita, anormal.
ANOTAÇÕES
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e
Nora
e músculo 
NEURÔNIO
• Dendritos: Recebem estímulos de outros
neurônios ou do ambiente externo
• Corpo celular: Interpreta a informação
• Axônio: Transmite estímulos a outros
neurônios ou para células efetoras
• Bainha de mielina: Protege o axônio e
acelera impulsos nervosos.
• Nódulos de Ranvier: Ocorre troca de cargas
elétricas e acelera o impulso iônico.
obs: sem o isolamento da bainha, os íons que
levam informações podem ficar
descontrolados.
COMPOSIÇÃO DO TECIDO NERVOSO
SNC: Neurônios e Células da Glia
• Astrócitos: proteção e sustentação física,
nutrição, absorve neurotransmissores, envia
mensagens químicas.
• Oligodendrócitos: Produz a bainha do SNC.
• Microglias: Participa do sistema
imunológico, da defesa e reparo.
• Células ependimárias: São células
colunares que revestem os ventrículos
cerebrais (onde é produzido o LCR) e o canal
da medula espinal.
SNP: Prolongamento de neurônios e Células
da glia
• Células de Schwann: Nutrição e produção
da bainha do SNP
• Células satélites: Promovem isolamento
elétrico em torno do neurônio e constituem
uma via para trocas metabólicas.
SINAPSE
É o ponto de união entre as células nervosas /
efetoras onde agem os neurotransmissores,
transmitindo impulsos de um neurônio para o
outro ou para uma célula.
• Como ocorre?
1. O potencial de ação chega ao terminal
axônico → Os canais de ca+2 se abrem e o
Ca2+ entra na célula → O cálcio sinaliza para
os vesículas e elas se movem para a
membrana.
2. As vesículas ancoradas liberam os
neurotransmissores por exocitose e os
neurotransmissores se difundem pela fenda
sináptica e se ligam aos receptores.
3. A ligação do neurotransmissor com os
receptores ativa as vias de transdução dos
sinais.
POTENCIAL DE AÇÃO
• Repouso: Quando a célula nervosa está em
repouso, seu interior está carregado
negativamente em relação ao meio externo,
isso ocorre porque dentro da célula há uma
maior concentração de moléculas carregadas
negativamente.
• Despolarização: Ao receber um estímulo
nervoso, canais de sódio se abrem e por
difusão, o mesmo entra na célula tornando seu
interior menos negativo. Quando o potencial
de membrana atinge um certo limiar outros
canais de sódio se abrem permitindo a
entrada de grande quantidade de sódio na
célula, invertendo sua polaridade.
• Repolarização: Ao atingir certa voltagem
positiva, os canais de sódio se fecham e abrem
-se canais de potássio, que por difusão
retornam para dentro da célula recuperando
sua polaridade.
A entrada de potássio em grande quantidade
na despolarização deixa a célula
hiperpolarizada, deixando-a mais negativa que
o normal, assim, a BOMBA DE SÓDIO
POTÁSSIO age restaurando as quantidades
iniciais de íons dentro e fora da célula,
garantindo o potencial de repouso.
ANOTAÇÕES
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ARCO REFLEXO
É uma resposta do sistema nervoso à um
estímulo qualitativamente invariável,
involuntário. Ele é de importância fundamental
para postura e locomoção animal.
Componentes:
1. Receptor: Captam alguma energia
ambiental e transformam em potencial de
ação (Ex: luz na retina, calor, pressão na pele)
2. Nervo sensorial: Conduz o potencial de
ação do receptor até a sinapse do SNC,
entrando na medula pela raiz dorsal
3. Sinapse
4. Nervo motor: Conduz o potencial de ação
do sistema nervoso para o órgão efetuador,
saindo pela raiz ventral (ocorre a
transformação do impulso elétrico em ação
mecânica)
5. Orgão Alvo: Normalmente é um músculo.
Classificação dos Reflexos:
1. Reflexo simples, segmentar ou
monossináptico: Percorre um único segmento
do SNC (receptor → neurônio aferente →
sinapse → neurônio eferente → órgão
efetuador) Ex: reflexo patelar e miotático
2. Reflexo complexo, intersegmentar ou
polissináptico: Percorre múltiplos segmentos
do SNC (receptor → neurônio aferente →
sinapse → neurônio internuncial → sinapse →
neurônio eferente → órgão efetuador) Ex:
reflexo do colar do cão.
3. Reflexo de retirada: Ocorre em nível
cutâneo. Na pele há milhares de terminações
nervosas sensíveis à dor e ao calor que
conduzem este estímulo até a medula espinal.
(pode ser simples ou intersegmentar)
Nocicepção e dor
Dor: Sensação ou percepção de sensações
diversas, como, ardência, inflamação, fadigas...
x
Nocicepção: Processo sensorial que geram
os sinais que levam a experiência de dor
O Sistema sensorial detecta e interpreta o
estado interno e externo do animal.
Estímulos que levam a ativação e abertura dos
canais iônicos
- Estímulo mecânico (ex: trauma)
- Temperaturas extremas
- Hipóxia ( baixa de O2 nos tecidos)
- Exposição a agentes químicos (ex: ácido)
RECEPTORES
• Mecanorreceptores: Receptores sensíveis à
manipulação física, a estiramentos e tensão
(pele, coração, vasos sanguíneos...)
• Nociceptores: Respondem à estímulos
nocivos ou dolorosos, são ativados por
estímulos potencialmente lesivos ao
organismo.
- Geralmente são específicos
- Tem capacidade de adaptação
• Quimiorreceptores: Receptores sensíveis à
presença ou concentração de determinadas
substâncias químicas, como os responsáveis
pelo paladar e olfato.
• Eletromagnéticos: Aqueles que detectam
a luz que incide na retina dos olhos e a
eletricidade animal.
• Termorreceptores: Receptores sensíveis à
alteração de temperatura
• Fotorreceptores: São receptores que
captam estímulos luminosos
• Proprioceptores: Captam estímulos
provenientesaminoácidos, MIT, DIT, T3.
Transporte: na circulação quem transporta são as ptn
plasmáticas produzidas pelo fígado (albumina e
globulina).
● São liberados de forma lenta aumentando a duração
do efeito.
Mecanismo de ação:
● Aumentam a síntese de ptn, aumentando a atividade
enzimática.
● Aumenta do transporte ativo de íons através das
membranas
● Aumenta lipólise
● Aumenta o débito cardíaco e frequência respiratória
● Degradação muscular
● Regula a liberação de outros hormônios (GH e
prolactina)
Paratireóides
Há dois pars de glândulas endócrinas que se situam
na superfície posterior das tireoides
Produzem paratormônio, hormônio principal da
regulação da concentração de cálcio no sangue.
Função do cálcio: homeostasia do cálcio no
organismo, relação estreita entre o equilíbrio de cálcio
e do fósforo.
O cálcio compõe os ossos, fluidos extracelulares,
ligados a proteínas e forma ionizável.
Também é componente da matriz mineral óssea,
contração muscular, liberação das vesículas sinápticas,
potencial de ação nas células miocárdicas,
manutenção do potencial de ação da membrana
nervosa em repouso, serve como segundo
mensageiro celular, atua na coagulação sanguínea,
formação da casca do ovo.
Função do fósforo: Componente da matriz mineral
óssea, componente essencial do sistema tampão
ácido-básico, secreção salivar do fósforo importante
para o funcionamento do rúmen, componente dos
fosfolípidos, ácidos nucleicos, atp.
● Células principais: secretrosas do paratormônio
● Células oxifílicas: funções desconhecidas
● Células C: secretoras de calcitonina
Hipocalcemia incentiva a produção o PTH pela
paratireóide, ele atua no rim ou no tecido ósseo.
No osso ocorre a liberação de cálcio na corrente
sanguínea pelos osteoclastos.
Quando ele atua no rim o pth aumenta a excreção
renal do fósforo e aumenta a produção da
dihidroxivitamina D que aumenta a reabsorção renal,
intestinal e óssea do cálcio.
Aumento do cálcio incentiva o hormônio calcitonina
atuar no tecido ósseo e diminui a reabsorção óssea.
Homeostase do cálcio:
Equinos e coelhos:
- Vitamina D não participa da absorção
intestinal de cálcio
- Todo cálcio disponível para absorção é
abordado da dieta
- Excesso é excretado pela urina
- Doença renal estas espécies: hipercalcemia
Homeostase do fósforo:
● Reabsorção óssea promove um aumento de fosfato
no sangue
● Excreção determinada pela PTH
● Absorção intestinal promovida pela dihidroxivitamina
D
Relação cálcio-fósforo
● Relação 2:1
● Há estímulo à secreção de PTH se a relação estiver
diminuída, mesmo com o nível de cálcio normal.
● Hiperdosdatemia: menor cálcio ionizável no sangue.
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SISTEMA REPRODUTOR
MASCULINO
É constituído por: pênis, bolsa escrotal, testiculo,
túbulos retos, túbulos eferentes, epidídimo, vasos
deferentes, glândulas acessórias incluindo ampolas,
próstata, glândulas vesiculares e bulbouretrais.
O sistema reprodutor dos machos tem como função
transportar gametas masculinas, assim como os
fluidos do esperma e produção dos hormônios
responsáveis pelas características masculinas
Testiculo …………………… ………………………… ... ..
Gônadas duplas com forma ovóide, de localização
extra abdominal e no interior de uma bolsa cutânea
na região inguinal/perineal (suíno).
● Função celular e endócrina
● Nas aves e algumas espécies como elefantes, tatus,
baleias os testículos têm localização intracavitária
● Nos suínos, gatos e alguns cães a localização dos
testículos é perineal
As formas e posições variam de acordo com o animal.
Em todos os machos os testículos estão no exterior do
corpo e são ovais.
Bolsa escrotal
Os testículos estão envolvidos externamente por um
bosa cutânea dividia em dois compartimentos, essa
bolsa tem como função oferecer proteção e realizar a
regulação da temperatura nesse órgão
Camadas: epiderme > túnica dartus > túnica vaginal >
túnica albugínea
1. Tunica vagial: parte do revestimento peritonial
que desceu junto com o testículos durante sua
migração para a bolsa escrotal
2. Túnica albugínea: composta de tecido
conjuntivo espessos e resistente que envolve
massa testicular envia septos para seu interior
dividindo o testiculo em compartimentos.
Túbulos seminíferos: pequeno tubo com luz interna
contendo espermatozóides.
● Formado por uma lâmina basal e sobre esta estão
as células de sertoli e as células da linhagem
germinativa (espermatogônias, espermatócitos,
espermátides e espermatozóides)
● As células de leydig estão situadas fora do túbulo
seminífero, ou seja, no espaço intersticial. Por esta
razão são chamadas de células intersticiais do
testiculo.
Epidídimo ……………………………………… ……..
Formado pelo prolongamento dos túbulos seminíferos,
estão sobre a superfície testicular
Pode ser dividido em três partes: cabeça, corpo e
cauda (local de armazenamento do espermatozoide).
● Forma-se no seu interior um ducto muito longo e
espiralado chamado de ducto epididimário
● É o local em que ocorre o transporte, maturação e o
armazenamento dos espermatozóides.
Aspectos funcionais
1. função celular: espermatogênese
Função das células:
● Espermatogônia: células que darão origem aos
espermatozóides e estão localizadas na periferia dos
tubos seminíferos.
● Células de sertoli: controle da maturação e da
migração das células germinativas; síntese de
proteínas e esteroides, barreira hemato-testicular
● Células de leydig: produzem o hormônio
testosterona, quando estimuladas pelo hormônio LH.
2. Função endócrina: produção de hormônios
Produção de AMH na vida fecal
Produção de testosterona
Produção de inibina importante para autorregulação
do FSH.
● Hormônio anti-mulleriano: período embrionário e
atua na diferenciação das gônadas
● Testosterona: desenvolvimento e manutenção da
secreção das glândulas sexuais acessórias.
Responsável pela parte da espermatogênese
conhecida como espermiogênese (maturação.)
- Produção dos hormônios para atração sexual
e marcação do ambiente
- Garantir as características sexuais secundárias
masculinas.
● Eixo hipotalâmico hipofisário: O hipotálamo produz
GnRH (Hormônio Liberador de Gonadotrofinas), que
chega até a adenohipófise pela circulação sanguínea
por meio de uma rede de capilares que fazem essa
comunicação, e, então, estimula as células
gonadotróficas a produzirem os hormônios LH e FSH.
Estes são secretados e vão realizar suas funções nas
gônadas.
Feedback negativa: liberação da inibina pelas células
sertolis ou aumento da testosterona.
Termorregulação testicular
É necessário que a temperatura esteja entre 4 a 7
graus abaixo da temperatura orgânica para que a
espermatogênese ocorra. Ela é garantida através
através de troca de calor por contracorrente entre o
sangue venoso e o arterial, contração da túnica dartus
que promove o enrugamento e espessamento da
bolsa, ação dos cremasters que aproximam ou
afastam os testículos da parede abdominal,
localização da bolsa cutânea pendular, ausência de
gordura subcutânea, e presença de glândulas
sudoríparas.
Glândulas acessórias ………… …………………………………………..
Ampolas, a próstata, glândulas vesiculares e as
bulbouretrais, que são responsáveis pelo volume do
semen e por dar um ambiente bioquimico apropriado
para a sobrevivência dos espermatozóides.
● Os gatos não apresentam vesiculares e cães não
apresentam vesiculares e nem bulbouretral
Pênis … ………
Órgão copulador masculino composto por dois
tecidos, dois corpos cavernosos e um esponjoso.
É constituído por dois pilares do arco isquiático.Está localizado ventralmente aos músculos reator do
penis e dorsalmente aos vasos, ficando suspenso entre
as coxas na face ventral.
Composto por três parte:
● Raiz: composta pelo pila dos penis, corpos
cavernosos, bulbo ímpar, é formado pelo corpos
esponjoso.
● Corpo: constituído por dois corpos cavernosos e um
corpo esponjoso, que se acomoda no sulco profundo
presente na face ventral do penis
● Glande: é uma prolongação do corpo esponjoso
sobre a extremidade do corpo cavernoso. Na glande
está presente o óstio cavernoso da uretra, com
exceção dos pequenos ruminantes.
● Penis fibroelástico: ruminantes e suinos, existe uma
estrutura chamada flexura sigmóide, quando o mesmo
está em repouso.
● Penis musculocarvenroso: garanhão e carnívoro
Tem o espaços sanguíneos mais largos, e as túnicas e
septos itens
Considerações:
● Touro, carneiro e varão tem penis sigmoide.
● Carneiro tem apêndice filiforme que contém a uretra.
● Garanhão tem penis bem vascular e sua uretra pode
fazer protrusão de alguns centímetros desde a
superfície da glande.
● Cães e gatos apresentam osso peniano.
● Gato apresenta espículas penianas e orientação
posterior
Ereção
● Acontece pelo bombeamento do sangue perto dos
corpos cavernosos e contração do músculo
isquiocavernoso geradas pelo sistema nervoso
parassimpático sob estímulos sinusais, olfativo e locais
do penis.
● A pressão no interior do corpo cavernoso pode
atingir 15.000mmHg.
..
● Durante a ereção o músculo reator do penis dos
ruminantes relaxa e permite a extensão da flexura
sigmóide.
Semens: constituído por uma parte líquida originada
principalmente das secreções das glândulas sexuais
acessórias e pelos espermatozóides.
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Considerações
● Essa apostila foi feita baseada em aulas de graduação.
● A maioria das fotos inseridas na apostila são do Google imagens.
● A apostila pode conter erros de grafia, sendo assim, ao observá-los, entre em contato com
o instagram por favor.
● A apostila é para uso pessoal e é feita para auxiliar nos estudos e o valor da mesma é
apenas pelos conteúdos digitados.
● Nem todas as faculdades passam os mesmo conteúdos, podendo assim, faltar algo. Como
descrito anteriormente, a apostila é realizada para auxiliar nos estudos, sendo necessário
estudar o conteúdo dado em sua graduação também.
Histologia
e
Embriologia
larivet.resumos
Sumário
I
● Embriologia animal ………………………………………………………………………………………...
 ● Histologia + Tecido Epitelial ………………………………………………………………………………...…
● Tecido Glandular ………………………………………………………………………………………………..
 ● Tecido Nervoso ………………………………………………………………………………………………….
 ● Tecidos Musculares …………………………………………………………………………………………….
 ● Histologia do Coração ………………………………………………………………………………………...
 ● Tecido Sanguíneo …………………………………………………………………………………………….
● Vasos sanguíneos …………………………………………………………………………………………….
 ● Tecido Conjuntivo + Adiposo ………………………………………………………………………………...
 ● Tecido Cartilaginoso …………………………………………………………………………………………..
 ● Tecido Ósseo …………………………………………………………………………………………………...
 ● Embriologia de Mamíferos ……………………………………………………………………………………
 ● Embriologia Comparada ………………………………………………………………………………………
● Vias Aéreas e Pulmão ………………………………………………………………………………………...
● Introdução à histologia ………………………………………………………………………………………...
 ● Trato urinário …………………………………………………………………………………………………..
 ● Sistema respiratório …………………………………………………………………………………………..
 ● SIstema nervoso ……………………………………………………………………………………………..
 ● Sistema digestório …………………………………………………………………………………………...
 ● Intestinos ……………………………………………………………………………………………………..
● Glândulas anexas …………………………………………………………………………………………..
● Sistema respiratório ………………………………………………………………………………………...
● Sistema imunitário e órgãos linfóides ………………………………………………………………………
● Sistema endócrino …………………………………………………………………………………………….
● Sistema reprodutor masculino ……………………………………………………………………………..
EMBRIOLOGIA ANIMAL
● É a investigação dos fatores molecular,
celular e estrutural que contribuem para
formação de um ser vivo, ou seja, o estudo do
desenvolvimento embrionário.
A vida de um organismo tem início logo após
a fecundação com a formação do zigoto (
célula que contém material genético dos dois
progenitores). A partir disso, a célula irá se
dividir por mitose, originando células
chamadas blastômeros que continuaram
dividindo-se e formando outros tipos celulares.
1. zigoto: sofre divisões mitóticas (clivagem)
2. mórula: contêm de 12 a 16 blastômero
3. blástula/blastocisto: blastômeros envolta e
um líquido interno (é nessa fase que ocorre os
estudos com as células tronco). Contém 32
células.
4. gástrula: formação do tubo digestório
5. Nêurula: formação do sistema nervoso
TIPOS DE CLIVAGEM
● Clivagem determinada: Cada blastômero é
destinado a formar uma parte do corpo já
prevista, ou seja, se a mórula perder qualquer
blastômero, forma seres defeituosos.
● Clivagem indeterminada: Pode originar
livremente qualquer parte do corpo, ou seja,
quando a mórula perde um blastômero, forma
seres independentes
BLASTOCISTO
● Trofoblasto : Mantém o embrião vivo
O embrioblasto dá origem ao hipoblasto e o
epiblasto, que por sua vez, dão origem aos
folhetos embrionários (ectoderma,
mesoderma e endoderma).
Os tecidos embrionários (ectoderma,
endoderma, mesoderma) são originados na
fase da gástrula que posteriormente darão
origem aos tecidos adultos ( epitelial, nervoso,
muscular, conjuntivo).
GASTRULAÇÃO
● Blastóporo – Forma a boca e ânus do
indivíduo (em casos de animais, são
deuterostômios, forma-se primeiro o anûs)
● Arquêntero: Intestino primitivo.
ORGANOGÊNESE
Ocorre a formação inicial dos sistemas de
órgãos corporais a partir da diferenciação das
células dos folhetos germinativos.
● Origem do tubo nervoso dorsal (ectoderma),
notocorda, somitos e celoma (mesoderma).
* tubo neural: forma o sistema nervoso
* notocorda: sustentação do corpo e auxilia
na formação do tubo neural (nos cordados
superiores a notocorda é substituída pela
coluna vertebral)
* somitos: originam músculos e ossos
*celoma: localiza os órgãos do corpo ( ex:
cavidade abdominal ).
ANEXOS EMBRIONÁRIOS
São estruturas originadas a partir dos folhetos
embrionários que auxiliam no desenvolvimento
do embrião.
● Cório: membrana responsável pelas trocas
gasosas entre o embrião e o ambiente
externo.
● Âmnio: protege contra dessecação e
choques mecânicos(reveste o embrião e é
preenchido por líquido amniótico)
● Saco vitelínico: bolsa que armazena vitelo
● Alantóide: Armazena excreta nitrogenada e
faz trocas gasosas (anexo associado ao
intestino do embrião).
O Vitelo é uma substância nutritiva no
citoplasma da célula ovo (zigoto e gameta
feminino) que nutre as células do embrião em
desenvolvimento até ele conseguir alimento
por conta própria
● Mamíferos não precisa ter saco vitelino
muito desenvolvido pois a mãe fornece
nutriente e nem precisa armazenar excreta
pois a mesma vai para o sangue mãe.
● O cordão umbilical é uma estrutura que liga o
embrião com a placenta e a Placenta é uma
estrutura que regula o que passa do sangue
da mãe para o embrião e vice-versa, sem que
haja mistura de sangue.
ANOTAÇÕES
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HISTOLOGIA
É o estudo dos tecidos. Os tecidos são
conjuntos de células organizadas que
trabalham de maneira integrada para
desempenhar uma determinada função.
● O corpo humano apresenta mais de 200
tipos de células organizados em 4 tecidos
básicos: Epitelial, Conjuntivo, Muscular e
Nervoso. A associação entre eles formam
entidade funcionais conhecidas como órgãos,
os quais se reúnem em sistemas orgânicos.
Origem dos tecidos
O desenvolvimento começa quando a célula
ovo fertilizada, divide-se em duas células filhas,
que através das divisões sucessivas (Zigoto ->
Mórula -> Blastocisto).
O blastocisto consiste em trofoblasto e
embrioblasto, do embrioblasto surge o
hipoblasto e epiblasto, que juntos, formam os
folhetos embrionários (geralmente na 3º
semana de gestação), onde dão origem aos
tecidos embrionários que são definidos como:
● Ectoderma: Dá origem ao sistema nervoso,
à epiderme da pele, ao revestimento da boca e
cavidade nasal, à córnea, as glândulas
sudoríparas, mamárias e sebáceas.
● Endoderma: Revestimento do sistema
circulatório e gastrointestinal, fígado e
pâncreas.
● Mesoderma: Dá origem ao tubo uriníferos
do rim, aos músculos, derme, cartilagem, ossos,
revestimento dos sistemas genitais, circulatório
e das cavidades.
Tecido Epitelial
Funções:
● revestimento e proteção dos organismos
(ex: pele)
● absorção (intestino)
● secreção (glândulas)
● impermeabilização (bexiga)
Características:
● Células unidas, justapostas;
● Pouca substâncias intersticial
● Avascular (não contém vasos sanguíneos,
ele sobrevive pois tem células apoiadas sobre
o tecido conjuntivo, que são vascularizados e
fornecem oxigênio, nutrientes, recolhem gás
carbônico, líquido, secreções e metabólicos
através da difusão)
Epitélio de revestimento
Número de camadas:
● Simples: uma única camada onde toda a
célula toca a membrana basal (faz absorção
ou troca substâncias com outros tecidos).
● Estratificado: mais de uma camada onde
apenas a base toca a membrana basal (locais
onde precisam proteger a pele).
● pseudoestratificado: formado por uma
camada mas as células ficam em posições
diferentes que parecem ser várias camadas
celulares.
Formas:
● Pavimentosa: achatada (pele)
● Cúbica: redonda (rins)
● Cilíndricas: colunar (s.respiratório)
EXEMPLOS:
*Tecido epitelial cúbico simples: revestem os
ductos.
*Tecido epitelial cilíndrico simples: reveste
intestino
*Epitélio de transição: é um tecido epitelial
estratificado cúbico e chama-se de transição
devido a transição da forma pavimentosa
quando a bexiga está cheia e cúbica quando
a bexiga está vazia.
*Epitélio pseudoestratificado cilíndrico
ciliado com células caliciformes: forma a
traqueia (macho/fêmea). Os cílios impede que
o muco fique na traqueia empurrando para
faringe através do movimento pelas PTN
motoras.
*Epitélio pseudoestratificado cilíndrico
estereociliado: sem mobilidade, apenas com
ajuda do espermatozóide, forma o epidídimo
(macho).
● O epitélio são células lábeis pelo fácil poder
de regeneração.
● Lâmina Basal é uma estrutura que conecta
o tecido epitelial com o tecido conjuntivo. E o
M-desmossomos fixa o tecido epitelial na
lâmina basal
● Metaplasia é quando uma célula sofre ação
de um agente externo tóxico e sua forma é
modificada (ex: as toxinas presente na fumaça
do cigarro faz as células cilíndricas do sistema
respiratório mudar de forma e torna-se
pavimentosa, sendo que as cilíndricas formam
cílios e a pavimentosa não, ou seja, o indivíduo
fica desprotegido das impurezas do ar uma
vez que os cílios protegem o trato respiratório.)
ANOTAÇÕES
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TECIDO GLANDULAR
Não necessariamente precisa-se ter
enervação em uma determinada estrutura
para que ela desempenhe determinada
função. Às vezes, basta com que libere na
corrente sanguínea alguns hormônios até
encontrar seus receptores e estimular a célula.
Formação das glândulas
As células produtoras de hormônios se
organizam em forma de cordões ou folículos
cercados por capilares, que facilita a liberação
do hormônio na corrente sanguínea.
Classificação
● Exócrina: libera secreções através de ductos
para superfícies epiteliais.
● Endócrina: não possuem ductos, liberam nos
vasos sanguíneos ou linfáticos.
TECIDO GLANDULAR EXÓCRINO
Natureza de secreção :
- mucosa
-serosa
-mista
Modo de secreção:
● Merócrino: ocorre por exocitose, secretam
sem ocorrer dano à célula (ex: sudoríparas,
salivares).
● Apócrino: Acumulam secreção dentro dela e
liberam fragmentos da célula (ex: glândulas
mamárias)
● Holócrino: Aculuma substância dentro dela e
se rompe para a liberação, ou seja, morre para
excretar. (ex: sebáceas).
Número de células
● Unicelular: São célula caliciformes. Essas
células produzem a mucina (feito de
glicoproteína). São presentes nas células do
intestino e tubos respiratórios.
● Pluricelular: Composta por um ducto
(parede de epitélio) e uma unidade secretora
(feita de epitélio glandular). Possui tecido
conjuntivo de apoio que trás fibras nervosas e
vasos sanguíneos.
São classificadas de acordo com seus ductos e
unidades secretoras.
Ductos podem ser:
● Simples: não há ramificação
● Composto: são ramificados
Unidades secretoras podem ser:
● Tubulares: parece tubos
● Acinosas ou Avelar: parece saquinhos
● Túbulo acinosas: são ambos.
Glândulas mucosas
● Secretam alucinógenos (ex: glândulas
salivares). Contém ácino mucoso
Glândulas serosas
● Secretam fluido aquoso rico em enzimas
(ex:pâncreas). Contém ácino seroso
Glândulas mistas
● Secretam e excretam (ex:pâncreas. Na parte
exócrina produz o suco pancreático que é
liberado através do ducto pancreático para o
intestino delgado, e na parte endócrina produz
insulina e glucagon que vão ser liberados na
corrente sanguínea). Há ácino mucoso e
seroso.
TECIDO GLANDULAR ENDÓCRINO
HIPÓFISE
A Hipófise é compostapor pituicitos (células
gliais) e axônios não mielinizados derivados do
hipotálamo. Ele sofre influência direta do
hipotálamo
1. Neuro Hipófise: É formada pela Pars
nervosa e infundíbulo (tem conexão
anatômica direta com o hipotálamo (SNC)).
● O neurônio do núcleo supraóptico e
paraventricular (neurônios hipotalâmicos)
produz hormônio e é levado para Pars
nervosa que libera-o.
2. Adenohipófise: Não tem conexão direta
com o SNC
O neurônio do núcleo dorsomedial,
dorsoventral e infundibular que liberam
hormônio hipotalâmicos no complexo capilar
primário e o complexo capilar drena estímulos
hipotalâmicos até a Pars distalis. Esses
estímulos estimulam as células endócrinas e
elas produzem seus mediadores e jogam na
corrente sanguínea.
GLÂNDULA SUPRA RENAL/ADRENAL
Localizada acima do rim, é dividida em:
1. Medular: células endócrinas que produzem
de fato o hormônio a ser secretado,
responsável pela produção de adrenalina.
2. Cortical: Responsável pela produção dos
hormônios cortisol e aldosterona. É dividida em
zonas:
● 2.1 Glomerulosa: cordões formando
arcos
● 2.2 Fasciculada: cordões retos
● 2.3 Reticulada: cordões desorganizados
GLÂNDULA TIREÓIDE
Tireóide - Armazena o conteúdo a ser
secretado. Não é organizada em cordões mas
sim de folículos tireoidianos, esses folículos
jogam um gel (colóide) que guarda o
precursor (“matéria prima”) dos hormônios
produzidos (T3 E T4).
Entre esses folículos também há células
parafoliculares que produzem calcitonina.
Paratireóide: Organizadas em forma
cordonal, produz paratormônio e joga nos
capilares, dos capilares para corrente
sanguínea.
ANOTAÇÕES
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TECIDO NERVOSO
Acha-se distribuído pelo organismo
interligando- se e formando uma rede de
comunicações, que constitui o sistema
nervoso.
• O tecido nervoso tem origem ectodérmica,
nele a substância intercelular praticamente
não existe.
» São constituídos pelos neurônios e
neuróglias;
FUNÇÕES
O tecido nervoso recebe informações do
meio ambiente através dos sentidos e do meio
interno e processa essas informações
elaborando uma resposta que pode resultar
em ações, como a contração muscular e a
secreção de glândulas, em sensações, como
dor e prazer, ou em informações cognitivas,
como pensamento, aprendizado a criatividade.
Ele é ainda capaz de armazenar essas
informações para uso posterior: a memória.
COMPONENTES
Apresenta os neurônios e vários tipos de
células da glia.
• Neurônios são células especializadas, que
não se dividem, nas quais a irritabilidade e a
condutividade são altamente desenvolvidas.
• Neuróglia é formada por populações de
células diferentes que não produzem impulsos
nervosos, porém fornecem suporte estrutural e
metabólico interno para o tecido nervoso.
Células da Glia do SNC
• Astrócitos: proteção e sustentação física,
nutrição, absorve neurotransmissores, envia
mensagens químicas.
• Oligodendrócitos: Produz a bainha do SNC
• Microglias: Participa do sistema
imunológico, participa da defesa e reparo
• Células ependimárias: células colunares
que revestem os ventrículos cerebrais (onde é
produzido o LCR) e o canal da medula espinal.
Células da glia do SNP
• Células de Schwann: Nutrição e produz
bainha SNP
• Células satélites: promovem isolamento
elétrico em torno do neurônio e constituem
uma via para trocas metabólicas.
SISTEMAS
o tecido nervoso constitui os órgãos do
sistema nervoso, que pode ser classificado em
dois:
• Sistema Nervoso Central (SNC): é
constituído pelo encéfalo e medula espinal.
• Sistema Nervoso Periférico (SNP): Formado
pelos nervos e gânglios. Os nervos são
compostos de fibras nervosas. As fibras, por
sua vez, são constituídas pelos axônios e pelas
células de Schwann, que os revestem.
Os gânglios são porções dilatadas dos nervos,
onde se encontram os corpos celulares dos
neurônios.
MASSA BRANCA E MASSA CINZENTA
A substância cinzenta é assim chamada
porque mostra essa coloração quando
observada macroscopicamente. É formada
principalmente por corpos celulares dos
neurônios e células da glia.
A substância branca não contém corpos
celulares de neurônios, sendo constituída por
prolongamentos de neurônios e por células da
glia. Seu nome se origina da presença de uma
material lipídico esbranquiçado denominado
de mielina.
A camada mais externa do encéfalo tem cor
cinzenta e a região encefálica mais interna
tem a cor branca. Na medula é ao contrário.
IMPULSOS NERVOSOS E SINAPSE
» A transmissão do impulso nervoso é a forma
de comunicação dos neurônios. Os impulsos
são fenômenos de natureza eletroquímica,
uma vez que envolvem substâncias químicas e
a propagação de sinais elétricos.
As sinapses ocorrem entre os prolongamentos
dos neurônios (axônio de uma célula e
dendritos). E ocorrem devido à substâncias
químicas, chamados neurotransmissores.
SINAPSES
São locais especiais de contato superficial
onde ocorre neurotransmissão entre
neurônios. O tipo mais comum de sinapse
transmite impulsos comum unidirecionalmente
através da ação de um ou mais
neurotransmissores,
e por isso é denominada de sinapse química.
• A sinapse elétrica é uma junção
comunicante através da qual íons podem
passar livremente e por isso, os impulsos
nervosos são diretamente conduzidos.
• A sinapse conjugada é uma sinapse mista, é
uma combinação das duas.
ANOTAÇÕES
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TECIDOS MUSCULARES
(estriados e lisos)
• É constituído por células alongadas, que
contêm grande quantidade de filamentos
citoplasmáticos de proteínas contráteis,
geradoras das forças necessárias para a
contração desse tecido, utilizando energia
contida nas moléculas de ATP.
• As células musculares têm origem
mesodérmica e sua diferenciação ocorre pela
síntese de proteínas filamentosas,
concomitante com o alongamento das células.
MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO
• Células multinucleadas(núcleo na porção
marginal, próximo à membrana), contém
células longas, cilíndricas e contém muitos
filamentos(miofibrilas) .
• Revestido por camadas (epimísio, perimísio,
endomísio).
1. Epimísio: tecido conjuntivo que reveste
. . o músculo inteiro.
2. Perimísio: finos septos que envolve . . …
… conjunto de fibras.
3. Endomísio: reveste cada fibra . . . . . . . . .
. . muscular.
• Há capilares de nutrição para a fibra
muscular exercer sua função (contração)
Contração:
Para ocorrer a contração tem que ocorrer um
disparo via sistema nervoso.
• Túbulos T: faz com que a sinalização do
sistema nervoso atinja áreas mais profundas.
• Retículos sarcoplasmáticos: armazena íon
cálcio (que é essencial para a fisiologia da
fibra muscular)
• Placa motora: Interface que liga o sistema
nervoso com tecido muscular.
•Sarcômero: Unidade responsável pela
contração.
Filamentos (miofibrilas) para contração:
1. Troponina e tropomiosina: recobrem os
filamentos de actina e miosina.
2. Actina e Miosina: deslizam um sobre o
outro para que ocorra o encurtamento da fibra
muscular.
MÚSCULO ESTRIADO CARDÍACO
• Célula com um núcleo ou dois (núcleo
espalhado, porção central), alongadas e
ramificadas.
• As fibras cardíacas são circundadas por uma
delicada bainha de tecido conjuntivo, que
contém vasos sanguíneos.
• Há discos intercalares que interligam as
fibras musculares.
• As fibras têm disposição que fazem com que
as células se fundem uma nas outras.
MÚSCULO LISO
• Sem estrias na composição, uninuclear,células fusiformes
• Não há padrão de contração
• As células lisas são revestidas por lâmina
basal
• São mantidas juntas por uma rede de fibras
reticulares.
Corpos densos: estruturas que apresentam
importante papel na contração das fibras. Há
filamentos incorporados a ele, não paralelos
ao eixo da célula.
Quando há informação para a contração, eles
deslizam um sobre outro sem sentido único.
• Músculo Liso Unitário: é composto por fibras
musculares separadas e discretas, que se
contraem independentemente das outras.
• Músculo Liso Multiunitário: milhares de
fibras musculares lisas que se contraem juntas,
que são ligadas por muitas junções
comunicantes, das quais os íons fluem
livremente de uma célula para outra.
Regeneração do tecido muscular
• Músculo cardíaco - não se regenera
• Músculo esquelético - apesar dessas fibras
serem multinucleadas, estes núcleos não se
dividem. Porém, este músculo apresenta uma
pequena capacidade regenerativa.
• Músculo liso - é capaz de se regenerar.
Ocorrendo uma lesão, as células musculares
lisas que permanecem viáveis entram em
mitose e se regeneram.
ANOTAÇÕES
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Histologia do Coração
→ Coração
• O coração possui quatro câmaras: O átrio
direito, que recebe sangue desoxigenado da
circulação sistêmica; O ventrículo direito, que
recebe sangue do átrio direito e bombeia para
os pulmões, onde é oxigenado; O átrio
esquerdo, que recebe sangue dos pulmões e
envia para o ventrículo esquerdo, que, por
sua vez, o bombeia para a circulação
sistêmica.
• O coração possui uma porção central de
tecido conjuntivo denso não modelado, com
algumas regiões de cartilagem fibrosa: é o
esqueleto fibroso que, além da sustentação
estrutural, permite a inserção do músculo
cardíaco e age como um isolante elétrico ao
impedir o fluxo livre de impulsos elétricos entre
os átrios e os ventrículos.
• Para o direcionamento do fluxo sanguíneo o
coração apresenta valvas, assim, o sangue é
impedido de retornar para os átrios durante a
contração dos ventrículos e de retornar aos
ventrículos após sua saída.
Principais componentes:
• Septo membranoso
• Trígono fibroso
• Ângulo fibroso
Válvas cardíacas
• Parte central: Conjuntivo denso
• Externa: Endotélio
• Bases: Se prendem ao esqueleto cardíaco
Tecido Cardíaco
Começa a ser formado no início da vida
embrionária, no fim da terceira semana de
gestação. Até o fim da quarta já apresenta
batimentos rítmicos.
Forma-se a partir de um vaso sanguíneo
primitivo (tubo cardíaco) que se dobra e se
retorce e por fim se origina quatro cavidades
do coração.
O coração é formado por três tûnicas:
epicárdio, miocárdio e endocárdio.
• Endocárdio: O endocárdio é a camada
mais interna do coração. Ele forma a camada
interna de todas as quatro câmaras cardíacas,
e está diretamente ligado a todos os
apêndices cardíacos internos, como a valva
bicúspide, a valva tricúspide, a valva semilunar,
a valva aórtica, as cordas tendíneas e os
músculos papilares. Sua composição primária
consiste de células endoteliais e acredita-se
que ela controle a si mesma e o miocárdio,
através da distribuição de potenciais de ação
pelas fibras de purkinje no interior do músculo
cardíaco.
• Miocárdio: O miocárdio é a camada
muscular média da parede do coração, e
funciona ao fornecer sustentação às câmaras
cardíacas. Ele auxilia na contração e no
relaxamento das paredes do coração, de
forma que o sangue possa passar entre as
câmaras, bem como na condução da
eletroestimulação, através de seus próprios
tecidos e do epicárdio.
Na junção da veia cava superior com o átrio
direito, há o nodo sinoatrial, cujas células
sofrem cerca de 70 despolarizações por
minutos.
• Epicárdio: O epicárdio é a camada de
músculo que recobre as superfícies externas
do coração. Encontra-se diretamente fundida
ao miocárdio, internamente, e está em contato
com a camada serosa do pericárdio. É
constituída principalmente de tecido
conectivo (conjuntivo) frouxo coberto por
epitélio simples pavimentoso (mesentério),
envolvendo e protegendo o coração. Nessa
camada, pode se acumular tecido adiposo em
torno das artérias coronárias e das veias que
irrigam a parede cardíaca.
• Pericárdio: O pericárdio é uma
camada de tecido conectivo (conjuntivo)
fibroso dobrado que envolve todo o coração e
as raízes dos grandes vasos. Ele possui uma
camada interna e uma externa, que são
contínuas, e criam um espaço conhecido como
saco pericárdico.
A cavidade pericárdica é preenchida por um
fluido seroso que evita o atrito das superfícies
e permite o livre movimento do coração
durante as contrações.
ANOTAÇÕES
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Tecido Sanguíneo
• A citologia sanguínea é estudada em
esfregaços sanguíneos preparados pelo
espalhamento de uma gota de sangue sobre a
lâmina de microscopia.
→ O sangue é um tipo especial de tecido
conjuntivo que garante o transporte de
nutrientes, oxigênio (ligado à hemoglobina) e
resíduos metabólicos (ligado à hemoglobina
ou dissolvidos no plasma) pelo corpo, além de
garantir os processos de coagulação
sanguínea e defesa do organismo.
Composição do sangue:
• Plasma: forma a maior parte do tecido
sanguíneo, contém água, proteínas, hormônios,
gases...
• Elementos figurados: maior parte são o
glóbulos vermelhos porém, também há
glóbulos brancos e plaquetas
→ O Plasma é uma solução aquosa
constituído por grande quantidade de água,
onde encontram-se dissolvidos os nutrientes
(glicose, lipídios, aminoácidos, proteínas, sais
minerais e vitaminas), o gás oxigênio,
hormônios, e os resíduos produzidos pelas
células, como outras substâncias que devem
ser eliminadas do corpo….
Composição do plasma
É um indicador da composição média dos
fluidos extracelulares em geral, uma vez que,
os componentes do plasma estão e equilíbrio
com o líquido intersticial dos tecidos.
Entre as proteínas do plasma a albumina,
gamaglobulinas e o fibrinogênio. Sendo a
albumina a proteína mais abundante, com
papel na regulação da pressão osmótica do
sangue e as gamaglobulinas são anticorpos
(imunoglobulinas).
A Medula óssea é um tecido hematopoiético
(tecido de produção do sangue) que forma as
células sanguínea.
CÉLULAS DO SANGUE
Hemácias ( Eritrócitos ou glóbulos
vermelhos)
• Célula anucleada em forma de disco
bicôncavo com a região central achatada, que
facilita a troca gasosa.
• Possuem associado a sua membrana a
hemoglobina (proteína do interior das
hemácias que dá pigmento à célula e tem
função de transportar gases).
A hemácia é produzida na Medula Óssea pelo
estímulo de um hormônio (Eritropoetina) que
é produzido e liberado pelo rim. O que estimula
a produção desse hormônio é a faltade
oxigênio no sangue.
Glóbulos Brancos (Leucócitos)
• São corpúsculos incolores implicados nas
defesas celulares e imuno celulares do
organismo. Se subdividem em dois grupos:
◦ Agranulócitos
→ Linfócito: Núcleo grande compondo
quase toda a célula. Produz anticorpos (B),
células importantes na defesa do organismo.
O linfócitos B se dividem e se diferenciam em
células plasmáticas, quando em contato com
um antígeno, que sintetizam e secretam
anticorpos para o sangue, linfa e fluido
intercelular.
O linfócitos T é responsável pela resposta
imunitárias de base celular, que não
dependem dos anticorpos circulantes.
→ Monócito: Núcleos irregulares
(aspectos de rim), é intermediário entre os
macrófogos. Quando atravessam a parede
dos vasos sanguíneos (diapedese), ele passa
a se chamado de macrófagos e fazem
a fogocitose dos tecidos.
◦ Granulócitos
→ Eosinófilo: binucleado com grânulo
maiores do que dos neutrófilos. Os grânulos do
eosinófilo são lisossomas. Sua função é
fagocitar e destruir complexos
antígeno-anticorpo e limitar e circunscrever o
processo inflamatório.
→ Neutrófilo: polimorfonuclear com
globos unidos por uma camada fina de
cromatina. Globo branco mais abundante,
ativo na fagocitose..
→ Basófilo: pequena quantidade no
sangue, há grânulos mais escuros que
complicam na visualização do núcleo. Ele
libera substâncias (histamina - que faz a
dilatação dos vasos) e heparina
(anticoagulante).
Plaquetas (trombócitos)
São fragmentos celulares derivados dos
megacariócitos que fazem a coagulação
sanguínea.
◦ Processo de coagulação sanguínea
1 . Plaquetas aglomeradas secretam
tromboplastina que converte a ptn no plasma
que está inativa (protrombina) em trombina. (
Esse processo depende de vitamina K e
cálcio).
2. Quando há trombina, ela converte o
fibrinogênio inativo no plasma em fibrina,
assim, formando uma rede de fibrina e
ocorrendo o coágulo.
Vasos sanguíneos
Os Vasos que constituem o sistema
cardiovascular são as artérias e veias. A
parede das artérias e veias é formada por 3
camadas:
• Túnica íntima: camada mais interna,
formado pelo endotélio (tecido epitelial
pavimentoso simples), há uma membrana
basal entre o endotélio e o tecido conjuntivo.
• Túnica média: Camada mais espessa,
formada por camadas de células musculares
lisas organizadas em configuração helicoidal.
Sua matriz extracelular contém fibras elásticas
e fibras de colágeno (exceto nas veias).
• Túnica adventícia: camada mais externa,
constituída por um tecido conjuntivo
fibroelástico que fixa os vasos sanguíneos às
estruturas circundantes. Também é onde
encontra-se os vasa vasorum (vasos dos
vasos)
Os capilares apresentam célula contráteis, os
pericitos. Pericitos são células que revestem os
vasos sanguíneos, desempenhando um
importante papel na estabilização e no suporte
desses vasos, além disso, eles exercem
funções de interação com outras células que
estão em
seu microambiente.
Características das artérias
São tubos cilíndricos, elásticos no qual o
sangue circula centrifugamente em relação ao
coração, ou seja, o sangue sai pelas artérias
do coração em direção a periferia.
Quando falamos em calibre das artérias,
podem apresentar três tipos diferentes de
calibre. Sendo de grande calibre, médio ,
pequeno e arteríolas.
→ As artérias possuem elasticidade para
manter o fluxo sanguíneo constante.
.
→ A dilatação das artérias ocorre em razão do
sangue bombeado na contração cardíaca
(sístole ventricular).
◦ As artérias são divididas em:
• Artérias elásticas
• Arteríolas
• Artérias musculares
Características das veias
São tubos nos quais o sangue circula
centripetamente em relação ao coração, ou
seja, da periferia ao centro (coração). Então as
veias fazem sequência aos capilares e
transportam sangue que passou pelas trocas
com os tecidos
.→ Apresentam três calibres distintos, como as
artérias. Elas são de grande, médio, pequeno
calibre e vênulas. Na maioria das vezes as
veias têm maior calibre que as artérias
correspondentes.
→ Apenas as veias apresentam válvulas,
sendo sua principal característica (exceções no
cérebro, pescoço e tronco).
Capilares
Na microscopia eletrônica distinguimos três
tipos de capilares:
→ Capilares contínuos: estão localizados no
tecido conjuntivo, músculos e tecido nervoso.
Contêm numerosas vesículas pinocíticas e
suas bordas são fechadas;
→ Capilares fenestrados: localizados nas
glândulas endócrinas, pâncreas e intestinos.
Possuem fenestras com diafragma (poros) em
suas paredes. Apresentam grandes
quantidades de várias fenestras, sem
diafragma e células endoteliais.
ANOTAÇÕES
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Tecido conjuntivo
Tem função estrutural (da forma aos órgãos) e
importantes papéis biológicos, como ser
reserva de hormônios que controlam o
crescimento e a diferenciação celular.
• Diferente de outros tecidos, seu principal
constituinte são fibras (matriz extracelular) e
não células.
Fibras + Substância fundamental = Matriz
A matriz também serve como meio através do
qual nutrientes e catabólitos são trocados
entre células e seu suprimento sanguíneo.
A substância fundamental é um complexo
viscoso e altamente hidrofílico de
macromoléculas aniônicas
(glicosaminoglicanas e proteoglicanas) e
glicoproteínas multiadesivas.
A partir de células tronco (células não
diferenciada) forma-se todas a células dos
tecidos. Todas as células que formam os
tecidos originam-se a partir da célula
mesenquimal indiferenciada.
O Colágeno é o principal constituinte da
matriz extracelular e quem produz são as
células do tecido conjuntivo.
PRODUÇÃO DO COLÁGENO
• Se inicia do RNA mensageiro e formação de
procolágeno no meio intracelular
• O pró colágeno sofre modificações
bioquímicas e é exocitado pro meio
extracelular
• Uma enzima peptidase (procolageno
peptidase) converte o procolágeno em
tropocolágeno e esse tropocolágeno formará
os feixes de colágeno.
.
. Fibras que compõem o tecido conjuntivo
• Fibra colágena
• Fibras elásticas
É composto por 3 fibras: oxitalânica,
elaunínica e elástica. As fibras oxitalânicas
não possuem elasticidade mas são resistentes
a força de tração, enquanto as fibras elásticas
distendem-se facilmente.
São encontradas em vasos sanguíneos e ao
redor de glândulas sudoríparas.
• Fibras reticulares
As fibras reticulares são formadas por
colágeno tipo 3, associado a elevado teor de
glicoproteínas e proteoglicanas São
extremamente finas e formam uma rede
extensa em certos órgãos.
• Substância fundamental
É uma mistura de moléculas aniônicas
(glicosaminoglicanas e proteoglicanas)
e glicoproteínas multiadesivas. Ela preenche os
espaços entre as células e as fibras do tecido
conjuntivo e atua como lubrificante e
barreira à penetração de microorganismos
invasores.
CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO
Fibroblastos,macrófagos, mastocitos,
plasmocitos, células adiposas e leucocitos.
○ Mastócitos
São granulosos e contém histamina nos seus
grânulos (que controla e permeabilidade
vascular).
Colaboram nas reações imunes e têm papel
fundamental na inflamação, reações alérgicas
e na expulsão de parasitas.
○ Fibroblastos:
Sintetizam as proteínas colágeno e elastina.
São as células mais comuns e são capazes de
modular sua capacidade metabólica.
○ Macrófagos
Tem capacidade de fagocitose. Derivam de
células precursoras da medula óssea que se
dividem produzindo monócitos, os quais
circulam no sangue e depois cruzam as
paredes de vênulas, fixando-se no tecido
conjuntivo e amadurecendo, formando o
macrófago.
○ Plasmócito:
São células grandes ovóides e
anti-inflamatórias que se originam na
diferenciação dos linfócitos B. Estão presentes
em locais sujeitos à penetração de bactérias e
proteínas estranhas.
○ Células adiposas:
Especialistas no armazenamento de energia
na forma de triglicérides.
○ Leucócitos:
Vêm do sangue por migração (diapedese)
através da parede de capilares e vênulas. A
diapedese aumenta a durante as invasões
locais de microorganismos, já que são células
especializadas na defesa do organismo.
→ TECIDO CONJUNTIVO FROUXO
○ Não há predomínio de matriz extracelular
em comparação com células, parece que tem
a mesma quantidade de ambos
→ TECIDO CONJUNTIVO DENSO:
○ Muita matriz extracelular do que células,
essa matriz permite uma segunda
classificação
• Tecido conjuntivo denso não modelado:
Fibras colágenas dispostas aleatoriamente
• Tecido conjuntivo denso modelado: Fibras
paralelas no mesmo rumo.
TECIDO ADIPOSO
Predomínio de células adiposas e substâncias
intercelular reduzida.
• Apresenta-se envolto por tecido conj.frouxo,
onde há vasos sanguíneos que são
responsáveis pela sua nutrição.
• É maior o depósito corporal de energia sob a
forma de triglicerídeos.
• Tem distribuição subcutânea (embaixo),
formando a hipoderme
Funções:
• Papel energético
• Modela superfície corporal
• Forma coxins absorventes
• Contribui para o isolamento térmico
• Atividade secretora.
ANOTAÇÕES
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TECIDO CARTILAGINOSO
É considerado tecido de sustentação, é um
tecido especial de tecido conjuntivo. Os
animais apresentam cartilagens em todo
organismo.
Células do tecido cartilaginoso
• células condrogênicas
• condroblastos Síntese da matriz
• condrócitos
Matriz:
• Fibrilas de colágeno tipo II
• Fibras elásticas (elastinas)
• Fibras colágenas (pericôndrio)
• Substância fundamental: ácido hialurônico,
proteoglicanos e glicoproteínas.
O tecido cartilaginoso é o primeiro esqueleto
nos embriões e depois é substituído por tecido
ósseo, permanecendo apenas em partes
específicas. Tem como função sustentação de
órgãos.
Apresenta abundância em substâncias
intercelulares e fibras, principalmente
colágenas.
Nesse tecido não há vasos sanguíneos (por
isso seu metabolismo é baixo) . Os nutrientes
são recebidos através do pericôndrio, tecido
conjuntivo que envolve a cartilagem.
O tecido cartilaginoso é formado por
fibroblastos que podem transformar-se em
condrócitos toda vez que houver crescimento
ou sua regeneração.
Além disso, é formado pelos condrócitos e
abundante material extracelular, a matriz.
As cavidades da matriz, ocupadas pelos
controndrócitos é denominada de lacuna.
CÉLULAS:
Os condroblastos são células jovens que
ainda não foram envolvidas pela matriz
extracelular. Produzem e secreção a matriz
intracelular cartilaginosa, conferindo sua
rigidez e consistência.
Após a formação da cartilagem, elas perdem
sua função e passam a ser chamadas
de condrócitos.
Os condrócitos são células mais velhas e
usadas.
Pericôndrio: tecido conjuntivo que circunda a
cartilagem hialina. O pericôndrio não está
presente nos locais em que a cartilagem forma
uma superfície livre, como nas cavidades
articulares e nos locais em que ela entra em
contato direto com o osso .
Sua função é de ser uma cápsula de
cobertura, nutrição, oxigenação, e fonte de
novas células cartilaginosas.
TIPOS DE CARTILAGENS :
1- cartilagem hialina: mais comum, cuja
matriz possui delicadas fibrillas constituidas
principalmente por colágeno tipo II. É o
primeiro esqueleto do embrião, que
posteriormente é substituído por tecido ósseo.
É responsável pelo crescimento em extensão
do osso.
Por toda cartilagem há espaços chamados
lacunas, no interior são circundadas pela
matriz, a qual tem dois componentes: fibrilas
de colágeno e matriz fundamental.
2- Cartilagem elástica: possui poucas fibrilas
de colágeno tipo II e abundantes em fibras
elásticas
O material elástico confere maior elasticidade
à cartilagem, a presença desse material
(elastina) confere a esse tipo de cartilagem
uma cor amarelada, quando examinada a
fresco.
Como a cartilagem hialina, a elástica possui
pericôndrio e cresce principalmente por
aposição. E, diferente da cartilagem hialina, a
cartilagem elástica é menos sujeita a
processos degenerativos e ela não se
calcifica.
3- Cartilagem fibrosa:. É uma forma de
cartilagem na qual a matriz contém feixes
evidentes de espessas fibras colágenas. As
fibras colágenas constituem feixes, que
seguem uma orientação aparentemente
irregular entre os condrócitos.
Na fibrocartilagem não existe pericôndrio, ela
está caracteristicamente presente nos discos
invertebrais, na sínfise púbica, entre outros;
Geralmente a presença de fibrocartilagem
indica que naquele local o tecido precisa
resistir à compressão e ao desgaste.
ANOTAÇÕES
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TECIDO ÓSSEO
É o constituinte principal do esqueleto, serve
de suporte para as partes moles e proteger os
órgãos vitais.
Tecido ósseo, é resistente e calcificado e é
considerado tecido conjuntivo pelo número de
células variadas e por apresentar uma matriz.
• O mesmo constitui um sistema de alavanca
junto com os músculos que amplia as forças
geradas.
• Os ossos funcionam também como depósito
de cálcio, fosfato e outros íons.
Células do tecido ósseo
• Osteócitos: Se situam em cavidades ou
lacunas no interior da matriz.
• Osteoblastos: produtores da parte
orgânica
da matriz
• Osteoclastos: Células gigantes, móveis e
multinucleadas que reabsorvem o tecido
ósseo, participando dos processos de
remodelação dos ossos.
Componentes
A parte inorgânica representa cerca de 50%
do peso da matriz óssea. Os íons mais
encontrados são fósforo e cálcio. Há também
bicarbonato, magnésio, potássio, sódio e
citrato em pequenas quantidades.
A parte orgânica da matriz é formada por
fibras colágenas tipo 1 e por pequena
quantidade de proteoglicanas e
glicoproteínas adesivas.
A associação entre a parte inorgânica com as
fibras colágenas é responsável pela dureza e
resistência do tecido ósseo.
Estrutura
Todos os osso são revestidos em suas
superfícies externas e internas por membranas
conjuntivas que possuem células osteogênicas,
o periósteo e o endósteo, respectivamente.
A camada mais superficial do periósteo
contém fibras colágenas e fibroblastos. As
fibras de sharpey são feixes de fibras
colágenas do periósteo que penetram no
tecido ósseo e prendem firmemente o
periósteo ao osso. Na sua porção mais
profunda, o periósteo é mais celular e
apresenta células osteoprogenitoras,
morfologicamente semelhantes ao fibroblasto.
Tipos detecido ósseo:
Histologicamente existe dois tipos, o IMATURO
(ou primário) e o MADURO (ou secundário).
Os dois possuem as mesmas células e
constituintes de matriz, porém, enquanto o
tecido ósseo primário as fibras colágenas
se dispõem irregularmente, sem orientação
definida, no tecido ósseo secundário, essas
fibras se organizam em lamelas.
No tecido ósseo secundário, as lamelas ósseas
se organizam em arranjo típico, constituindo
os sistemas de Havers.
Os canais de Havers comunicam-se entre si
com a cavidade medular e com a superfície
externa do osso, por meio de canais
transversais, os canais de volkmann.
Reabsorção óssea
O processo de remodelação óssea ocorre
através da reabsorção de da formação óssea,
dois processos intermediados pelo
osteoclastos e osteoblastos, respectivamente.
Durante a reabsorção óssea, a matriz orgânica
é dissolvida e digerida pelos ácidos e enzimas
produzidas pelo osteoclasto. Os produtos
resultantes da deterioração da proteína da
matriz são liberados em ambiente extracelular
e excretados pela urina.
. A formação óssea, é realizada pela síntese
de colágeno e outras proteínas, depositados
na matriz e depois mineralizados, é sintetizada
pelos osteoblastos.
Histogênese
Dois processos explicam a formação do tecido
ósseo: Ossificação intramembranosa e
endocondral.
Em ambas o primeiro tecido formado é
chamado de tecido primário e é substituído
por tecido secundário (ou lamelar).
A ossificação intramembranosa é o processo
formador dos osso chatos, crescimento dos
ossos curto e a largura dos ossos longos. Os
osso derivados desse tipo de ossificação tem
aspecto esponjoso e apresentam
remodelagem muito mais rápida.
A ossificação endocondral é a principal
responsável pela formação de ossos curtos e
longos. Este tipo de ossificação tem origem
sobre a cartilagem hialina que vai sofrendo
modificações, substituindo os condrócitos e a
matriz cartilaginosa pré-existentes, por meio
de um processo de morte dessas células.
ANOTAÇÕES
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EMBRIOLOGIA DE
MAMÍFEROS
Embriologia refere-se ao estudo de embriões,
compreende apenas o período de
desenvolvimento pré-natal. Durante este
estágios organismo sofre diversas mudanças,
compondo o cenário de evolução embrionária
até o instante do parto.
Sistema reprodutor
Feminino: Ovários, Útero, Tubas uterinas,
Vagina, Genitália externa
Masculino: Testículos, Ductos genitais,
Glândulas acessórias e o Pênis.
A reprodução envolve a união do
espermatozóide com o óvulo (ambos
haplóide) o que torna possível uma mistura
dos caracteres genéticos das populações de
uma espécie.
Ciclos
Ciclo menstrual ou ovarianos: ocorre nos
primatas
Ciclo Estral: ocorre em animais domésticos
● Compreende em 5 fases: Proestro
(influência do estrogênio) Estro/cio (maior
influência do estrogênio e LH) Metaestro
(atividade secretora, declínio do estrogênio e
aumento da progesterona), Diesto (influência
da progesterona) e Anestro ( período de
quiescência dos órgãos reprodutores, onde a
fêmea não tem receptividade com o macho).
Ovocitação/Ovulação
É o processo de liberação do ovócito. Este
processo sofre influência do hormônio LH
(produzido pela adeno hipófise).
● Em animais a luz é o principal fator
ambiental que influencia a liberação do
ovócito.
- Nos animais domésticos, como gatos, cabras
e éguas o fotoperíodo é primordial. Está
relacionado a liberação da informação e do
hormônio melatonina, que desempenha papel
crítico na atividade do hipotálamo > hipófise >
gônadas.
Ciclos reprodutivos
● Acasalamento (fêmea ovulando, estro ou
cio). Liberam feromônios para atrair os
machos.
Tipos de ciclos:
● Mono Estrais: só ovula uma vez no ano (ex:
cão)
● Poliestrais: fêmea tem vários ciclos durante
o ano (ex: cavalo, gato)
Fecundação
É o encontro do gameta masculino com o
gameta feminino. O espermatozóide sofre um
processo chamado capacitação ( processo de
ativação enzimática) que consiste na remoção
da cobertura glicoproteica e das proteínas do
plasma seminal.
A fecundação compreende todos os
eventos desde a penetração da membrana do
óvulo pelo acrossoma do espermatozóide até
a união dos cromossomas do espermatozóide
e do óvulo em um só núcleo, restaurando o
número diplóide de cromossomas.
TIPOS DE OVOS
Desenvolvimento embrionário
Após a formação do ovo, inicia-se o
desenvolvimento embrionário ou
embriogênese, o qual termina com o
nascimento
● Período embrionário: dura cerca de 8
semanas, ao fim das quais todos os órgãos já
estão totalmentes esboçados.
● Período fetal: dura as restantes semanas e
corresponde ao desenvolvimento dos órgãos
ao crescimento do feto.
OBS: A gestação depende do tamanho
corporal da espécie.
1º semana
Após a penetração do espermatozóide no
citoplasma do óvulo, sua cabeça se separa da
causa, aumenta de tamanho e torna-se o
pronúcleo masculino.
A fertilização se completa quando os
cromossomos paternos e maternos se
misturam durante a metáfase da primeira
divisão mitótica do zigoto. Enquanto percorre a
tuba uterina, o zigoto sofre uma clivagem
(uma série de divisões mitóticas), em certo
número de células pequenas chamadas
blastômeros.
● Cerca de três dias depois da fertilização,
uma esfera de 12 a 16 blastômeros, chamada
mórula, que penetra no útero. Logo, se forma
uma cavidade na mórula, convertendo-a em
um blastocisto que consiste em uma massa
celular interna (embrioblasto), que vai originar
o embrião, uma cavidade blastocística e uma
camada externa de células (trofoblasto).
● De quatro a cinco dias após a fertilização, a
zona pelúcida desaparece, e o blastocisto
prende-se ao epitélio endometrial.
Ao final da primeira semana, o blastocisto está
superficialmente implantado no
endométrio.
2º semana
Ocorre o processo de nidação (processo de
fixação do embrião dentro da tuba uterina).
● Forma-se o saco vitelino primário, o
mesoderma, e o celoma. Esse celoma torna-se
a cavidade coriônica.
● Aparece a cavidade amniótica, a massa
celular interna diferencia se num disco
embrionário bilaminar, consistindo no epiblasto
e no hipoblasto, surge a placa pré-cordial ( que
indica a futura região cranial do embrião e o
futuro sítio da boca).
3ª semana
Grandes mudanças ocorrem no embrião com
a sua passagem do disco embrionário
bilaminar para um disco embrionário
trilaminar, composto de três camadas
germinativas. Este processo de formação de
camadas germinativas é denominado
gastrulação.
● A gastrulação converte a blástula em um
embrião bilateral (gástrula) que possui o plano
básico do adulto. Os folhetos germinativos -
ectoderma mesoderma e endoderma
tornaram-se evidentes durante a gastrulação.
● Em todos os animais, o sistema nervoso,
a camada epidérmica da pele e as regiões
bucal e anal são derivadas do ectoderma; O
revestimento do intestino e as diversas regiões
associadas ao intestino, tais como o fígado
e o pâncreas, são derivados do endoderma. E,
as camadas musculares, os vasos sanguíneos
e o tecido conjuntivo são derivados domesoderma.
● Ocorre a formação da Linha Primitiva que
começa a produzir células mesenquimais,
formação da notocorda que forma o eixo
primitivo do embrião em torno do qual se
constituirá o esqueleto axial.
● Formação do tubo neural e da crista neural
que se divide em duas massas que dão origem
aos gânglios sensitivos dos nervos cranianos e
espinhais.
● Formação dos somitos que são agregados
compactos de células mesenquimais, de onde
migram células que darão origem às
vértebras, costelas e musculatura axial.
Da 4ª a 8ª semana
Estas cinco semanas são chamadas com
freqüência de período embrionário, porque é
um tempo de desenvolvimento rápido do
embrião. Todos os principais órgãos e
sistemas do corpo são formados durante
este período.
● No começo da quarta semana, as dobras
nos planos mediano e horizontal convertem o
disco embrionário achatado em um embrião
cilíndrico em forma de "C" (durante a flexão, a
parte dorsal do saco vitelino é incorporada ao
embrião, e dá origem ao intestino primitivo).
Ocorre a formação da cabeça, da cauda e as
dobras laterais
● As três camadas germinativas, derivadas da
massa celular interna durante a terceira
semana, diferenciam-se nos vários tecidos e
órgãos, de modo que, ao final do período
embrionário, os primórdios de todos os
principais sistemas de órgãos já foram
estabelecidos.
Período Fetal
O período fetal começa nove semanas após
a fertilização e termina com o nascimento. Ele
caracteriza-se por um rápido crescimento
corporal e pela diferenciação dos sistemas de
órgão.
● Aparecem lanugem e o cabelo.
● As pálpebras estão fechadas durante a maior
parte do período fetal, mas começam a
reabrir-se por volta das 26 semanas.
O crescimento fetal é influenciado por gases e
nutrientes provenientes da mãe que passam
livremente pela membrana placentária.
A glicose é a fonte principal de energia para o
metabolismo e crescimento do feto; os
aminoácidos também são essenciais.
Estas substâncias saem do sangue materno,
passam pela membrana placentária e chegam
ao feto.
A insulina necessária para o metabolismo da
glicose é secretada pelo pâncreas fetal; pois a
membrana placentária é relativamente
impermeável a este hormônio.
Períodos gestacionais
Varia conforme a raça do animal, por exemplo;
● Vaca: 278 a 293 dias
● Égua: 330 a 345 dias
● Ovelha: 144 a 151 dias
● Cadela: 59 a 68 dias
● Gata: 58 a 65 dias
ANOTAÇÕES
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EMBRIOLOGIA
COMPARADA
Se compararmos os embriões de alguns
grupos de animais, veremos que existem
semelhanças entre eles. Porém, existem
também, mesmo nos estágios iniciais,
diferenças entre os embriões que são tão
importantes como as semelhanças, o DNA. O
material genético distinto, programado para
cada espécie de animal, assegura que apenas
aquela espécie se desenvolva a partir daquele
embrião.
O animal embrionário começa a sua existência
com uma união de duas células (gametas), e
após essa união ocorre a multiplicação das
células.
Na fecundação acontece o encontro dos
gametas femininos e masculinos, originando a
célula ovo ou zigoto. O zigoto irá se
desenvolver, passando por diversas
transformações, que em regra geral são 3
etapas: segmentação, gastrulação e
organogênese.
SEGMENTAÇÃO
Marca o início do desenvolvimento
embrionário. Ela compreende o período que
vai da primeira divisão celular, passando
pelo estágio de mórula até a formação da
blástula.
A segmentação pode apresentar pequenas
variações de um grupo animal para outro em
virtude da maior ou menor presença de vitelo
armazenadas nas células troncos.
GASTRULAÇÃO
Processo é marcado pela movimentação das
células embrionárias, reorganizando-se de
maneira tal a definir o plano corporal do
animal a ser formado.
O número de folhetos germinativos também
será definido, inicia-se o processo de
diferenciação celular, a partir do qual
os tecidos permanentes serão formados.
ORGANOGÊNESE
Fase em que todos os tecidos permanentes e
os órgãos do animal são formados. As
células dos folhetos germinativos iniciam o
processo de diferenciação celular, adquirindo
morfologias diferenciadas e tornando-se aptas
a desempenhar funções específicas.
DESENVOLVIMENTO RÉPTEIS/AVES
Seus ovos possuem adaptações para o
desenvolvimento em ambiente terrestre, as
quais diminuem a mortalidade de embriões:
Os ovos são revestidos por uma casca dura
que os protegem da desidratação, possuem
estruturas como o âmnio que protege o
embrião contra a ressecção, a deformação e
contra choques mecânicos e, o alantóide que
funciona como um reservatório de substâncias
tóxicas produzidas pelo embrião durante sua
permanência dentro do ovo.
RÉPTEIS
Os répteis foram os primeiros vertebrados a
conquistar, com sucesso e definitivamente o
ambiente terrestre. Isto porque desenvolveram
algumas características adaptativas, tais
como:
● Presença de casca calcária envolvendo o
ovo
● Pele impermeável, seca, sem glândulas,
revestida por escamas epidérmicas (nas
cobras e lagartos), por placas córneas (nos
crocodilos e jacarés), ou ainda por placas
ósseas (nas tartarugas), formando uma
carapaça que protege o animal contra a
desidratação.
Outra adaptação importante à vida no
ambiente terrestre é a fecundação interna,
independente da água, na qual os gametas
(óvulos e espermatozóides) ficam protegidos
das influências do meio externo.
O desenvolvimento embrionário ocorre
inteiramente no interior de um ovo dotado de
casca protetora calcária porosa, que permite
a ocorrência de trocas gasosas.
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VIAS AÉREAS E PULMÃO
O Sistema respiratório é constituído pelos
pulmões e as vias respiratórias, ele distribui
oxigênio para as células do corpo e remove o
dióxido de carbono.
Isto depende de:
● Ventilação (respiração): que impulsiona o
ar para dentro e para fora dos pulmões;
● Respiração externa: transferindo na
corrente sanguínea, o O2 inalado pelo CO2
liberado pelas células;
● Transferência: de O2 e CO2;
● Respiração interna: troca de O2 pelo CO2
no ambiente celular.
A ventilação e a respiração externa são os
domínios do sistema respiratório;
A transferência de O2 e CO2 é a função
do sistema circulatório;
A respiração internaé um evento celular que
ocorre na proximidade de todas as células
vivas.
O funcionamento adequado do sistema
respiratório necessita que o ar inspirado seja
transferido pela porção condutora para a
porção respiratória.
● Porção Condutora: fossas nasais,
nasofaringe, laringe, traquéia, brônquios e
bronquíolos.
Exerce as funções de limpar, umedecer e
aquecer o ar inspirado, para proteger o
revestimento dos alvéolos.
É formada por um epitélio respiratório,
contendo glândulas mucosas e serosas e uma
rede vascular sanguínea desenvolvida, na
parte superficial da lâmina própria;
● Porção respiratória: porções terminais da
árvore brônquica e que contém os alvéolos,
únicos locais onde se dão as trocas gasosas
(hematose);
CAVIDADE NASAL
Se inicia nas narinas e terminam nas coanas, é
dividida em duas metades pelo septo nasal
ósseo e cartilaginoso.
Nas fossas nasais, o ar é aquecido, filtrado e
umedecido.
Todas as células do epitélio
pseudoestratificado cilíndrico ciliado
apóiam-se na lâmina basal. Já, nas áreas
mais expostas ao ar, o epitélio apresenta-se
mais alto com maior número de células
caliciformes.
Nas fossas nasais distinguem-se 3 regiões:
1) Vestíbulo: porção anterior e dilatada, sua
mucosa é formada por um epitélio
pavimentoso estratificado não queratinizado e
uma lâmina própria de tecido conjuntivo
denso.
Os pêlos e as glândulas cutâneas representam
uma barreira à entrada de partículas
grosseiras de pó.
2) Área respiratória: representa a maior
parte das fossas nasais. A mucosa é
constituída por um epitélio pseudoestratificado
cilíndrico ciliado, com inúmeras células
caliciformes.
Contém glândulas mistas, cuja secreção ajuda
a manter úmidas as paredes das cavidades
nasais
3) Área Olfatória: região situada na parte
superior das fossas nasais, sendo responsável
pela sensibilidade olfativa.
OBS: Diferentes tipos de narinas podem ser
observadas nos animais, principalmente
devido a função que vão exercer.
Por exemplo, suínos possuem narinas em
formato redondo para maior apuração do
olfato. Bovinos, cães, gatos e equino possuem
narinas em formato de vírgula, caprinos e
ovinos em fenda.
NASOFARINGE
É a primeira porção da faringe, é revestida por
um epitélio respiratório, que é substituído por
um epitélio pavimentoso estratificado na
região em que a faringe entra em contato
com o palato mole.
LARINGE:
Compreende várias peças de cartilagem que
são interconectadas por ligamentos e por
músculos esqueléticos. Ela permite a fonação e
evita a entrada de materiais sólidos ou líquidos
no sistema respiratório durante o processo de
deglutição.
● Epiglote é uma dobra cartilaginosa que
permanece aberta durante a fonação e a
respiração, mas se fecha durante a
deglutição.
A parte superior das pregas vocais e da
epiglote é revestido pelo epitélio estratificado
pavimentoso não queratinizado e o restante
do lúmen da laringe é revestido pelo epitélio
pseudoestratificado cilíndrico ciliado.
Os cílios das células cilíndricas desse epitélio
transportam o muco em direção à faringe
para ser eliminado.
TRAQUEIA:
Continua com a laringe e termina ramificando
- se nos 2 brônquios extrapulmonares.
● É um tubo revestido internamente por epitélio
respiratório e contém glândulas do tipo
mucoso
● A secreção, tanto das glândulas como das
células caliciformes, forma um tubo mucoso
contínuo que é levado em direção à faringe
pelo batimento ciliar, constituindo uma barreira
para a poeira que entram com o ar inspirado.
● Outra barreira de defesa do organismo é
representado pela barreira linfocitária de
função imunitária, distribuídos ao longo da
porção condutora do aparelho respiratório.
● A traquéia é revestida externamente por um
tecido conjuntivo frouxo, constituindo a
camada adventícia, que liga o órgão aos
tecidos vizinhos.
BRÔNQUIOS
Os brônquios primários apresentam a mesma
estrutura observada na traquéia.
● Nos ramos maiores, a mucosa é idêntica à
encontrada na traquéia, enquanto nos ramos
menores o epitélio pode ser cilíndrico simples
ciliado.
● Nos pontos de ramificação da árvore
brônquica é comum a presença de nódulos
linfáticos com acúmulos de linfocitos.
BRONQUÍOLOS
Os bronquíolos terminais possuem parede
mais delgada, revestida internamente por
epitélio cilíndrico cúbico, com células ciliadas
e não ciliadas.
● Nos bronquíolos respiratórios aparecem os
primeiros alvéolos e se iniciam as trocas de
gases. É um tubo curto, revestido por epitélio
simples que varia de cilíndrico baixo a
cubóide.
Características: Não têm cartilagem, têm
revestimento de músculo liso, tem fibras
elásticas, não há glândula, há células de Clara
cilíndricas nos bronquíolos que secretam uma
substância semelhante ao surfactante que
auxilia na manutenção da abertura
bronquiolar e eliminam toxinas inaladas e
atuam como células regenerativas para
manter o revestimento epitelial;
DUCTOS ALVEOLARES:
Os ductos são longos e tortuosos, formados
por ramificações dos bronquíolos respiratórios.
● Entre a abertura de 2 alvéolos existe fibras
colágenas e elásticas, e células musculares
lisas formando um coxim espessado.
ALVÉOLOS:
Os alvéolos são expansões saculiformes na
parede do bronquíolo, sendo revestidos por um
epitélio capaz de realizar trocas gasosas.
● O septo interalveolar consiste em 2 camadas
de epitélio pavimentoso simples separadas por
capilares sanguíneos, fibras reticulares e
elásticas, fibroblastos e substância
fundamental amorfa do conjuntivo. Este septo
contém a rede capilar mais rica do organismo.
PLEURA
Pleura é uma serosa que envolve o pulmão,
sendo formada por 2 folhetos: o parietal e o
visceral. Ambos os folhetos são formados por
mesotélio e uma fina camada de tecido
conjuntivo, que contém fibras colágenas e
elásticas.
● Em condições normais, a cavidade pleural
contém uma
película lubrificante, que permite o
deslizamento suave dos 2 folhetos durante os
movimentos respiratórios, impedindo o atrito
entre o mesotélio visceral e parietal.
ANOTAÇÕES
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MICROSCÓPIO
Introdução à Histologia
Veterinária
O tecido é formado por um conjunto de células, e os
tecido vão se juntar para formar os órgãos.
Tecidos básicos: Tecido epitelial, Conjuntivo, Muscular e
Nervoso.
Tecido epitelial
Pode se dividir em epitélio de revestimento e o epitélio
glandular.
Células do tecido epitelial de revestimento
● Células poliédricas (muitos lados com formas
distintas)
● Morfologia celular (desde células achatadas até
alongadas).
● Pouco conteúdo extracelular (matriz)
Nas células ha pólo basal e apical. A basal tem
contato com o tecido subjacente, o tecido conjuntivo.
Já a porção apical está voltado para superfície
externa ou o lúmen.
Na porção apical pode-se observar especializações
da membrana, como exemplo osmicrovilos, que
aumentam a superfície de contato das células (está
presente em órgão que faz absorção, como
estômago).
● Desossomos: unem as células uma a outra.
● Zona de oclusão: faz o contato íntimo das células
uma às outras.
● M-Desossomos: unem as células à lâmina basal.
● Lâmina Basal: une o tecido conjuntivo com o tecido
subjacente.
● Flagelos: comum nos espermatozóides para realizar
a movimentação.
● Cílios: faz a movimentação para expulsar o muco
pra fora no trato digestório.
● Estereocílios: projeções imóveis maiores do que a
microvilosidades e tem tamanhos diferentes (presente
no epidídimo).
Método de coloração: Hematoxilina e eosina (HE). Não
consegue observar a membrana plasmática mas
consegue assistir o núcleo das células.
Número de camadas:
● Simples: uma única camada de célula derada a
lâmina basal
● Estratificado:mais de uma camada de células
● Pseudoestratificado: há uma única camada mas
parece que há mais camadas, Têm núcleos
desregulados.
OBS: Em casos de epitélios estratificados, leva-se em
consideração a camadamaisdo interior do corpo, respondem
à alterações de tensão muscular, sendo a
consciência interna da posição corporal em
relação ao ambiente.
ANOTAÇÕES
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SENTIDOS SENSORIAIS
As células sensoriais captam estímulos do
ambiente para o cérebro
• Como uma célula receptora pega um
estímulo externo e fornece para o cérebro?
O estimulo é recebido por uma PTN da
membrana da célula, encaixando-se na célula,
os canais iônicos se abrem e ocorre a
despolarização da célula sensorial e ocorre a
produção do potencial de ação, que é enviado
para o cérebro para ocorrer a interpretação.
AUDIÇÃO
O som é energia mecânica que é captada e
interpretada por células mecanorreceptoras
Externa: captação da onda
sonora
ORELHA Média: condução e amplificação
. Interna: transdução
• Pavilhão auditivo: Capta o som
• Meato auditivo: Condução das ondas
sonoras para a membrana timpânica
• Tímpano: Vibra de acordo com as ondas
sonoras e transmite a vibração para os
ossículos da orelha média, especificamente o
martelo
• Martelo: Passagem da vibração para
bigorna
• Bigorna: Passagem da vibração para o
estribo
• Estribo: Faz a janela oval vibrar e segue para
cóclea
• Cóclea - Ondas mecânicas se transformam
em ondas elétricas ( no canal intermediário,
onde há mecanorreceptores). Essas ondas são
transmitidas através de um líquido.
OBS:
→ A transdução ocorre com a vibração da
membrana tectorial que faz com que a onda
mecânica se transforma em impulso nervoso e
vai pro cérebro através dos nervos auditivos.
→ Dependendo da frequência do som, as
partes que são ativadas dentro da cóclea são
diferente, por isso a diferenciação dos sons.
→ Canal de eustáquia é o canal que conecta
a orelha média com a faringe, esse canal de ar
permite o processo de equalização da
membrana timpânica.
→ Os canais semicirculares fornecem o
equilíbrio e passam essas informações para o
encéfalo.
• Surdez de condução - Afeta os tímpanos e
os ossículos, ficam rígidos e a condução das
ondas é prejudicada (ocorre por infecções,
doenças ou velhice)
• Surdez para som agudos - destruição das
células ciliadas mecanorreceptoras da cóclea
(ocorre quando há contato com sons muito
alto)
TATO
É captado por mecanorreceptores - capta
pressão, toque, coceira..
PALADAR
É captado por quimiorreceptores. As células
epiteliais dos botões gustativos que captam
partículas de sabor.
• Como ocorre?
1 . As células epiteliais captam o sabor e as
moléculas gustativas ligam-se aos receptores
nas microvilosidade das células sensoriais
2 . Ocorre sequências de reações químicas
dentro da célula.
3. Ocorre a liberação dos neurotransmissores
que despolarizam os dendritos dos neurônios
sensoriais, gerando impulsos nervoso que é
enviado para o cérebro.
OBS:
• Papilas - captam sabores (doce, azedo,
amargo, salgado, umami)
• Toda nossa língua capta sabores, não há
áreas específicas.
OLFATO
É captado por quimiorreceptores.
• Como ocorre?
1. Partículas odoríferas entram pelo nariz
2. Essas partículas vão interagir com os
dendritos dos neurônios no teto da cavidade
nasal
3. Vai ocorrer a despolarização da membrana,
gerando os impulsos nervosos que são
enviados para regiões do cérebro chamada de
bulbo olfatório. No bulbo olfatório é produzida
a sensação do cheiro específico.
OBS: cada neurônio é específico para um tipo
de odor e também há neurônios com
capacidade de adaptação)
VISÃO
A Luz é uma energia fótica que é captada por
células fotorreceptoras que captam energia
luminosa para transformar em impulso
nervoso.
• Esclera: Além de proteger as estruturas
oculares, ela serve de suporte para os
músculos oculares.
• Córnea: É a primeira lente ocular e serve
para direcionar melhor os raios luminosos
• Coróide: É uma membrana vascularizada
que serve para nutrir e oxigenar as estruturas
dos olhos.
• Íris: Coloração do olho
• Pupila: Regula a entrada de luz
• Cristalino: Segunda lente (biconvexa) que dá
foco e nitidez a imagem (acuidade visual)
• Retina: Local onde há fotorreceptores, é na
retina que ocorre a transdução.
Fotorreceptores
• Bastonetes: são células sensíveis à luz
localizadas ao redor da Fóvea, visão periférica.
Os bastonetes permitem a visão em preto e
branco.
• Cones: são células menos sensíveis à luz
localizados na Fóvea, centro do campo visual.
Os cones permitem a visão em cores
(vermelho, verde, azul).
>Rodopsina (PTN+ Retinal) - Muda o formato
(angular para linear), essa mudança
desencadeia uma série de processos que
atuam nos canais de sódio da membrana
plasmática das células fotorreceptoras
• Como ocorre a transdução? (Exemplo em um
bastonete)
1 . A Luz atinge o cone ou bastonete e
hiperpolariza-os, assim, atinge a rodopsina e
ativa a transducina que, por sua vez, ativa a
enzima fosfodiesterase
2 . A fosfodiesterase desconecta o GMPC dos
canais de sódio da célula impedindo a entrada
de íons sódio.
3 . Essa mudança de permeabilidade da
membrana plasmática devido o íon sódio faz
com que a célula fotorreceptora pare de
secretar um neurotransmissor chamado
glutamato
4 . Com a parada de secreção pela célula
fotorreceptora, a célula bipolar começa a
secretar glutamato
5 . A célula ganglionar percebe essa liberação
pela célula bipolar e libera impulso nervoso
para o cérebro.
OBS:
• As células amácrinas e horizontais auxiliam
na comunicação entre fotorreceptores.
• Os axônios das células ganglionares que
levam a informação até o campo visual do
córtex cerebral se encontram em um único
ponto, no disco do nervo óptico. Esse lugar é
considerado ponto cego, ou seja, sem cones e
bastonetes.
Visão monocular e binocular
• Visão monocular: capacidade de olhar
através de apenas um olho, possuindo noção
de profundidade limitada, além da redução do
campo periférico
• Visão binocular: Ambos olhos são usados
em conjunto
Complicações oculares
• Miopia: distúrbio de refração em que os raios
luminosos formam o foco antes da retina ( não
enxerga de longe).
• Hipermetropia: anomalia da refração ocular
que se traduz por dificuldade de enxergar de
perto, foco dois da retina.
• Astigmatismo: Foco em vários pontos da
retina (dificuldade de enxergar tanto de perto
quanto de longe) .
• Catarata: É uma opacidade do cristalino
(lente natural do olho) devido a degradação
da proteína humor aquoso (líquido incolor que
preenche as câmaras oculares).
ANOTAÇÕES
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Músculo
São estruturas individualizadas que cruzam
uma ou mais articulações e pela sua
contração são capazes de transmitir-lhes
movimento. Ele é um biossistema que tem
capacidade de transformar energia elétrica
em calor.
→ Propriedade dos músculos:
• Contratilidade, Excitabilidade, Extensibilidade
e Elasticidade
• Estímulo neurológico
• Adaptação às demandas ambientais
MÚSCULO ESQUELÉTICO
Algumas de suas propriedades é servir de
alavanca com o osso, fazer a movimentação
de órgãos e gerar calor.
• No músculo esquelético há fibras únicas e
multinucleadas
• Sarcolema: Membrana celular da fibra
muscular.
• Retículo Sarcoplasmático: Retículo
endoplasmático especializado que capta,
armazena e libera cálcios que estão sendo
transportados para o citosol.
• Faixa I: Filamento (fino) de actina, é
considerada região clara
• Faixa A: Filamento (grosso) de miosina, é
considerada região escura.
• Disco Z: Local onde os filamentos de actina e
miosina estão ligados.
• Linha M: Local onde não há cadeias leves de
miosina
• Timina: São flexíveis e mantém os filamentos
de miosina ancorados e organizados junto ao
disco Z.
• Sarcômero: Segmento de miofibrilas
situados entre dois discos Z
• Sarcoplasma: Líquido intracelular que
preenche os espaços entre as miofibrilasexterna para definir a
forma da célula.
Formato da célula:
● Pavimentosa: células achatadas (núcleos
achatados)
● Cúbica: células “quadradas” (núcleo esférico)
● Cilíndrico, prismático ou colunar: células
alongadas ( núcleo alongado)
Epitélio de transição: Epitélio que se molda de acordo
com o status do órgão. Ex: bexiga ( quando a bexiga
está vazia as células são cúbicas e quando está cheia
as células se tornam pavimentosas).
Epitélio glandular
As células do tecido glandular podem realizar uma
invaginação no tecido subjacente e se diferenciar em
célula com capacidade de secreção.
● Glândulas Exócrinas: mantém o contato com o
meio externo pois secretam substâncias para o meio
externo. Ex: glândula salivar
● Glândulas Endócrinas: perde a conexão com o
meio externo, ou seja, secretam substâncias para
corrente sanguínea. Ex: Tireóide.
Glândulas exócrinas podem ser classificadas como:
● Tubular: parece um tubo.
● Avelar ou acinosa: parece um “saco”
● Enovelada: é uma porém se retorce
● Simples: apenas um ducto
● Composta: apresenta ramificações
Porções secretoras:
● Ácino seroso: células mais piramidais com núcleo
mais afastados do lûmem.
● Túbulo mucoso: células mais largas.
ANOTAÇÕES:
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Vasos sanguíneos
Epitélio simples pavimentoso (endotélio)
Plexo coróide:
Epitélio simples cúbico
Intestino (presente em órgãos de absorção)
Epitélio simples cilíndrico
Pele
Epitélio estratificado pavimentoso
Epitélio estratificado pavimentoso queratinizado.
Bexiga
Epitélio de transição. (não tem padrão nas camadas
subjacentes)
Epidídimo
Epitélio pseudoestratificado cilíndrico estereociliado.
Célula caliciforme
glândula unicelular que produz mucos
Ácinos
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TRATO URINÁRIO
É importante para homeostasia (pressão arterial) pois
o sistema urinário contribui mexendo na taxa de
formação da urina (rins). Ou seja, se precisa abaixar a
pressão, o rim aumenta a taxa de filtração renal
fazendo com que haja uma maior produção de urina
eliminando-a. Já, se precisa aumentar a pressão, o rim
segura a produção da urina.
Além disso, ele também produz mediadores como a
eritropoetina que estimula a produção de hemáceas
e outros…
Órgãos do sistema urinário
● Rins - produzem a urina, são mais complexos.
● Ureteres - conduz a urina
● Bexiga - conduz a urina
● Uretra - elimina a urina
RINS
É um par de órgão envolvido por uma cápsula de
tecido conjuntivo
Entrando no rim pelo hilo há vasos sanguíneos para
filtração renal e nutrição, já saindo do rins, o ureter.
.
O rim é dividido em lóbos, que são estruturas maiores
(pirâmides) e dentro desses lóbos há os lóbulos que
são subunidade menores. É nos lóbulos que
observa-se as estruturas cheias de detalhe na
produção da urina
Dentro do rim, mais especificamente no córtex, tem os
néfrons que são unidades funcionais do rins que
iniciam o processo de filtração.
O Néfron, localizado na pirâmide de malpighi, é
composto pelo corpúsculo renal e os túbulos que
vão levar a urina para fora produzida no corpúsculo
renal ou de malpighi.
No corpúsculo de malpighi contém os glomérulos e
cápsula de bowman.
Ali dentro tem a entrada da artéria aferente e saída
da eferente (essa artéria fica dentro da cápsula de
bowman).
Essa cápsula de bowman permite que dentro de seu
espaço saia o conteúdo filtrado dos vaso que
adentraram do pólo vascular.
O local que entra e sai as artérias é pólo vascular. Já,
do lado oposto há um pólo urinário no qual se iniciará
a formação dos túbulos contorcidos proximal, alça de
henle, e tudo contorcidodistal.
Túbulo contorcido proximal (cortex) vai se afastando
do corpúsculo renal formando a Alça de henle (no
sentido medular). A alça por sua vez, retorna no
sentido cortical formando o túbulo contorcido distal
O corpúsculo renal é delimitado por uma cápsula de
bowman, essa cápsula é formada por dois folhetos
(parietal e visceral), o folheto externo é formado por
epitélio fino pavimentoso e o interior são formados
por células podócitos
Os podócitos (constituem o folheto visceral da
cápsula) abraçam os vasos sanguíneos que adentram
o corpúsculo renal através do pólo vascular.
Os podócitos permitem o enovelamento e nele tem
espaços que permitem que o produto da filtração
adentre o espaço capsular.
Entre os vasos e o folheto parietal existe o espaço
capsular onde o conteúdo filtrado que atravessou o
endotélio dos vasos pela fenestra, cai no interior da
cápsula de bowman e sai de lá via pólo urinário indo
para o túbulo contorcido proximal. E assim, vai para
alça de henle, túbulo contorcido distal, sai nos ductos
coletores, ureteres, bexiga e uretra.
Os podócitos tem os prolongamentos primários
(maiores) e secundários (menores). Os secundários
entram em contato com a membrana basal que
envolve os vasos sanguíneos no interior da cápsula de
bowman. delimitando o vaso e o folheto visceral.
Neste espaços há o conteúdo que iniciou a formação
da urina.
Não há só pocitos no interior do glomérulo renal
(cápsula), existem também as células mesangiais que
é encontrada entre alguns capilares no interior da
cápsula de bowman. Ela está abaixo da membrana
basal que reveste o capilar.
A célulamesangial tem receptores para
angiotensina II que responde a estímulos para
diminuir a taxa de filtração. Ou seja, faz a
manutenção da pressão.
O produto da filtração glomerular é mandado para o
pólo urinário. E a partir daí começa a observação dos
túbulos.
No túbulo contorcido proximal há a alça de heli, tem a
porção espessa e delgada. Na volta para porção
cortical, a porção espessa formará o túbulo contorcido
distal.
Peculiares dos segmentos
No túbulo contorcido proximal as células são mais
cúbicas e apresentam orla em escova na porção
apical (não é observadas nos outros túbulos).
A Alça de henle delgada é formada por células
pavimentosas
No túbulo contorcido distal há células semelhantes ao
túbulo contorcido proximal mas não há a orla em
escova na sua porção apical.
Na porção espessa da alça de henri há células
semelhantes ao segmento que o precede..
No ducto coletor há células pobres me organelas
porque a função principal já foi desempenhada, que é
formar a urina.
Não é interessante perder proteína, glicose… e cada
um desses túbulos é responsável por permitir que
algumas substâncias sejam reabsorvidas, por isso a
necessidade de organelas (mitocôndrias) . Então,
quando chega nos ductos coletores eles apenas
conduzem a urina que já está levemente elaborada,
pronta pra micção.
Próximo aos glomérulos há o aparelho
justaglomerular que é formado por células
justaglomerulares (que produz uma enzima renina,
que contribui para manutenção da pressão),mácula
densa e por célulasmesangiais extraglomerulares
(que tem receptores para Angiotensina II).
A angiotensina II é formada pela ação da renina.
A célula justaglomerular produz a renina que influencia
na produção de angiotensina II, que por sua vez
estimula a contração da célula mesangial no interior
do glomérulo, ou seja, elas estão intimamente
relacionadas.
Além disso no interstício do rim onde tem tecido
conjuntivo e fibras, ele é responsável pela produção
da eritropoetina que estimula a eritropoiese
(produção de hemácias).
URETERES
São formados por epitélio de transição e tem parede
mais espessa quanto mais próximo da bexiga.
Ele são estruturas básicas pois apenas conduz a urina.
BEXIGA
Formado por epitélio de transição (bexiga vazia:
cúbica, cheia: pavimentosa)
A urina vai ser eliminada através do processo de
micção cujo os segmentos do trato urinário que
conduz a urina do meio interno para o meio externo é
a uretra
URETRA
Tem o epitéliomais robusto à medida que se
aproxima do ambiente externo.
Começa pelo epitélio de transição para um
pseudoestratificado e, em seguida um epitélio
estratificado pavimentoso.
Na uretra masculina há três segmentos e feminina
apenas um .
● Epitélio simples: faz a troca, trânsito de substância
● Epitélio pavimentoso: resistir a maior impactos.
NUTRIÇÃO DO RIM
Ocorre através das:
1. Artérias na porção cortical: passam por um
processo de filtração.
2. Arteríolas aferentes (entrando) e eferentes (saindo)
3. Artéria interlobular: entre os lóbulos
4. Artéria interlobares: observada entre os lóbulos
renais
5. Vasos retos: da região cortical para medular.
São os vasos para nutrir os rins como um todo.
** Artérias e veias arciformes: forma um arco que
gera a capacidade de observar os corpúsculos renais
na porção cortical.
Núcleo é ácido ou seja, ele é basofílico, tem afinidade
à corantes básicos
ANOTAÇÕES:
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FOTOMICROGRAFIAS
GLOMÉRULOS RENAIS
cápsula de bowman formando la estructura esférica
(no interior há vasos e podócitos). está presente na
região cortical.
P= túbulo contorcido proximal, células maiores com
lúmen menor.
D= túbulo contorcido distal, células mais cúbicas e
iguais.
MD= mácula densa, células maiores do que do
contorcido distal e é junta com ao glomérulo.
RAIOS MEDULARES
observada na região cortical e são projeções de
túbulos renais no sentido medular.
URETER
estrutura mais simples. Epitélio de transição
Lp= lâmina própria
BEXIGA
Epitélio de transição, lâmina própria, músculo liso
ANOTAÇÕES:
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SISTEMA CIRCULATÓRIO
É responsável pelamanutenção da homeostase. O
circulatório, mais especificamente, é responsável por
transportar nutrientes (vitaminas, aminoácidos..),
hormônios, metabólitos, gases...
O sistema circulatório é dividido em duas circulações:
● Pequena circulação: compreende em coração(lado
direito) artéria pulmonar, pulmões e veias pulmonares
● Grande circulação: coração (lado esquerdo),
artéria aorta, tecidos, veia cava
É formado por:
Coração: É a grande bomba, que bombeia o sangue
por uma rede de túbulos .
Vasos sanguíneos:
● Artérias: vasos que diminuem de calibre a
medida que se ramificam
● Capilares: rede de tubos delgados que se
anastomosam. Através de sua parede ocorre a troca
de metabólitos, nutrientes, gases..
● Veias: fusão de capilares e se tornam cada
vez mais calibrosas ao se aproximar do coração.
Sistema linfático: Drenam o líquido intersticial. .
Tecidos que formam os vasos sanguíneos
Tecido epitelial que reveste o lúmen cuja as células é
pavimentosa simples e é chamado de endotélio.
Na camada mediana é composta de tecido muscular
liso
A camada mais externa é revestida de fibras do
tecido conjuntivo
Função das células endoteliais:
● Permeabilidade vascular.
● Conversão de angiotensina I em angiotensina II.
● Conversão de bradicinina, serotonina, noradrenalina.
● Degradação das lipoproteínas em triglicerídeos
(energia).
● Produção de fatores vasoativos (endotelinas, óxido
nítrico).
● Degrada trombina: impede coagulação sanguínea
(antitrombogênica)
Microvascularização: vasos com diâmetro maior
Microvascularização: vasos visíveis apenas com
microscópio. É onde ocorre as trocas entre sangue e
as células
As camadas dos vasos são camada de túnicas e
existem 3 tiposdelas:.
● Túnica íntima: Camada de células endoteliais
(endotélio), mais interna.
● Túnica média: Células musculares lisas e fibras e
lâminas elásticas.
● Túnica adventícia: Tecido conjuntivo com fibras
colágenas e elásticas, continua-se gradativamente
com o tecido conjuntivo dos órgãos vizinhos.
Elas mudam sua quantidade de componentes de
acordo com as funções. Um vaso exposto a resistência
deve ter uma estrutura diferente do que os que estão
exposto à menor resistência.
Artéria de médio calibre tem uma grande camada de
músculo liso na túnica média. Já uma artéria de
grande calibre tem na sua túnica média várias
camadas de lâmina elástica pois sofre uma maior
distensão devido à maior pressão, como exemplo, em
decorrência da sístole do coração.
A medida que se afasta do coração as artérias têm
uma camada muscular commenos quantidade de
lâminas elásticas.
Vasa vasorum são pequenos vasos sanguíneos,
presente em vasos com parede espessa, que fazem
nutrição do próprio vaso sanguíneo. É encontrado na
túnica adventícia e na porção mais afastada do lúmen
na túnica média.
Capilares ……………… …
Os capilares são responsáveis pelo troca de
metabólitos, nutrientes, gases; então, devido à isso há
umamenor resistência e isso interfere nas suas
camadas. Elas são menos espessas para permitir a
troca de componentes
Podem ser classificado com:
● Contínuos: endotélio é contínuo, não apresentando
nenhuma interrupção
● Fenestrados: possuem pequenas fenestras por uma
delgada membrana semipermeável. É encontrado em
tecidos onde acontece intensa troca
● Sinusóide: presença de intervalos entre as células,
ou seja, uma camada descontínua. O trajeto desses
capilares é tortuoso, e seu diâmetro é relativamente
maior do que o observado em outros capilares. Há
presença de macrófagos na parede e realiza uma
ampla troca entre sangue e tecidos. São encontrados
em órgãos hematopoiético (baço e medula óssea) e
fígado.
Os nutrientes atravessam a parede dos vasos através
dos poros, espaços entre células endoteliais (zona
de oclusão) e através de pinocitose (prolongamento
do citoplasma da célula que engloba e puxa a
substância pra dentro da célula formando vacúolo
onde vai ser digerido e entregue para os tecidos ao
redor).
Artérias→ arteríolas→ capilares→ (esfíncter pré
capilar - regula a pressão sanguínea dentro do
capilar)→ vênulas→ veias
Arteríolas: vasos sanguíneos de dimensão pequena
que resultam de ramificações das artérias
Capilares: vasos sanguíneos que apresentam
um calibre reduzido, e destacam-se por ser
locais de trocas de substâncias entre sangue e líquido
intersticial. Se convergem formando vênulas
Vênulas: vasos sanguíneos que transportam sangue
de um leito capilar para uma veia. Sua intensificação
forma uma veia.
Saída e retorno de água para os vasos
Ocorre devido à:3
● Pressão hidrostática: pressão que o líquido exerce
sobre a parede do capilar. É responsável pela saída do
líquido em direção ao líquido intersticial
● Pressão oncótica: pressão exercida por proteínas
plasmáticas. É responsável pela entrada de líquido do
espaço intersticial para o vaso sanguíneo.
Se o líquido não retornar para dentro do vaso ocorre o
EDEMA
Alterações da permeabilidade do vaso:
Osmastócitos pertencem ao sistema imune e são
residentes dos tecidos. Essas células quando
estimuladas libera a histamina. A histamina aumenta
a permeabilidade vascular. Assim, aumenta a
passagem de líquido e células de defesa dos vasos
sanguíneos para o tecido.
Ocorre em caso de lesões e infecções
Veias …………………… ..
As veias têm uma camada muscularmenor do que a
da artéria, e o que predomina é a tûnica adventícia.
Diferente as artérias, as veias (média e grande)
possuem válvulas para assegurar que o sangue não
volte, sempre fazendo um caminho unidirecional.
Vasos linfáticos ……………… …
São vasos finos formado por uma célula, a célula
endotelial. Eles drenam o líquido intersticial em um
sentido único
Não possuem músculos liso envolvendo-o , possui
válvulas que garante que o fluxo da linfa seja
unidirecional (da extremidade no sentido do
mediastino - coração).
Corpos Carotídeos ……………… …
No sistema circulatório também há estruturas que
atuam como quimiorreceptores.
Nos corpos carotídeos existem um conjunto de
quimiorreceptores que estão localizados na bifurcação
da artéria carótida comum com a aorta.
Eles sensíveis aos teores de CO2 e O2, ou seja, ao Ph
do sangue. O sangue com muito CO2 tende a ficar
mais ácido e com muito O2 tende a ficar mais
alcalinos, então ele detecta essas variações de Ph.
Como resposta, eles aumentam a frequência cardíaca,
vasoconstrição e frequência respiratória para que
ocorra uma a homeostase.
Processos patológicos …………………
● Aneurisma: ocorre a perda do tecido elástico da
tûnica média e parte de uma artéria sofre um
processo de dilatação anormal.
● Arteriosclerose: processo de endurecimento, perda
de elasticidade e espessamento progressivo das
paredes das artérias (endotélio). Inicia-se na camada
subendotelial passando para tûnica média.
● Enfartes: Obstrução dos vasos importantes. Uma
lesão com causas na parada da circulação arterial,
assim como qualquer tipo de bloqueio nas artérias.
Coração ………………… …
Paredes constituídas por três tûnicas:
● Endocárdio: camada interna
● Miocárdio: camada média composta por músculo
estriado cardíaco
● Pericárdio: camada mais externa. É dividido em
pericárdio visceral/epicárdio (aderida ao miocárdio),
pericárdio parietal, e pericárdio fibroso (mais externo).
Entre o pericárdio parietal e visceral há um líquido.
Estimulo elétrico
O coração possui um sistema próprio para gerar
estímulos elétricos
Nodo sinoatrial e Nodo atrioventricular
Condução do estímulo: ocorre pelo Feixe
atrioventricular ou hins e fibras de purkinje
Em repouso o coração sofre influência do sinoatrial.
Em movimento o sofre ação do SNA simpático
(taquicardia), quando tem bradicardia te ação do SNA
parassimpático.
Como ocorre o impulso elétrico?
Nodo sinoatrial→ nodo atrioventricular→ feixe de
His→ fibras de purkinje→ resto do coração..
Fotografias:
Aorta (2 métodos de coloração)
Vasa vasorum
Artéria
Veias, Artérias e capilares
Vasos linfáticos
Coração
ANOTAÇÕES:
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SISTEMA NERVOSO
Os neurônios comunicam-se um com o outro através
de uma reação química. Faz a condução elétrica saltar
de um neurônio para o outro
● Sistema nervosocentral : encéfalo, medula
espinhal
● Sistema nervoso periférico: nervos
(prolongamentos de neurônios) e gânglios nervosos
Componentes do SN: Neurônios e Células da Glia
(sustentação, nutrição, defesa)
Meninges SNC
● Dura máter (contato com o osso)
● Aracnóide (mediana)
● Pia máter (contato com o tecido nervoso)
Separação do SNC
Substância cinzenta: composta por corpos celulares
dos neurônios, prolongamentos de neurônios, fibras
amielínicas e células da glia.
Substância Branca: composta por prolongamento
dos neurônios, fibras mielinizadas e neuroglia.
No cérebro, a substância branca está no interior e a
cinzenta mais exterior. Na medula espinhal a
substância cinzenta está no interior e a branca
externamente.
Medula espinal
No interior do H medular há o canal medular
Neurônio
● Dendritos: recebem estímulos de células epiteliais ou
outros neurônios
● Corpo celular: centro trófico da células, recebe e
interpreta os estímulos. No corpo celular há o núcleo
da célula
● Axônio: condução do impulso a outros neurônios,
células musculares ou glândulas
●Telodendro: botões terminais, onde ocorrem as
sinapses. Estão localizadas dentro das fenda
sinápticas
Neurônio mielinizado conduz de forma mais rápida os
estímulos do que os amielinizados pois a bainha de
mielina acelera o impulso nervoso.
Quanto ao tipo de neurônio
● Multipolares: mais de dois prolongamentos células
● Bipolares: possuem dois prolongamentos e um
axônio, gânglios coclear e vestibular, retina mucosa e
olfatórios.
● Pseudo-unipolares: próximo ao corpo celular,
prolongamento único
Quanto a função
● Motores: enviam estímulos (glândulas endócrinas,
exócrinas, fibras musculares)
● Sensoriais: recebem estímulos (do ambiente ou do
próprio organismo). Recebe a informação, leva até o
cérebro, interpreta, passa pela medula espinhal até
uma fibra motora para ter a reação.
● Interneurônios: estabelecem conexões entre
neurônios.
Corpúsculo de Nissl
É uma substância composta de retículo
endoplasmático do neurônio concomitantemente com
agregados de polirribossomos livres
A quantidade de RER varia de acordo com o estado
funcional da célula, mais abundante nos motores
Potencial de ação
O estímulo entra no dendrito passa pelo corpo celular
do neurônio e chaga ao s axônios.
Quando o neurônio está em repouso, a membrana
do lado externo é positiva (Na+) e a interna é negativa
(K).
Quando tem potencial de ação chegando, os canais
de sódio se abrem e ocorre a entrada de sódio e a
saída de potássio, invertendo a polaridade (membrana
interna positiva e membrana externa negativa).
Fazendo o impulso andar pelo neurônio.
Para a célula voltar pro repouso (repolarização), é
dada pelo funcionado da bomba de sódio potássio.
Ele Pega o sódio dentro da célula e joga para fora,
assim como, traz o potássio para dentro da célula
novamente, fazendo com que a membrana da célula
volte a ficar positiva do lado de fora e negativa do
lado de dentro.
Sinapse
1. O potencial de ação chega ao terminal axônico
→ Os canais de ca+2 se abrem e o Ca2+ entra na
célula→ O cálcio sinaliza para os vesículas e elas se
movem para a membrana.
2. As vesículas ancoradas liberam os
neurotransmissores por exocitose e os
neurotransmissores se difundem pela fenda sináptica
e se ligam aos receptores.
3. A ligação do neurotransmissor com os receptores
ativa as vias de transdução dos sinais.
Tipos de sinapse
● Axodentrítica: Axonio→ dendrito
●Axiomática: axônio→ corpo celular (sem passar
pelos dendritos)
● Dendrodendríticas: entre os dendritos
●Axoaxônicas : entre axônios
Células da neuroglia
Não geram impulsos nervosos nem formam sinapses.
São capazes de realizar divisão mitótica mesmo em
adultas.
Elas dão apoio, fazem isolamento, nutrição e equilíbrio
iônico.
●Astrócitos: células encontradas no SNC, maiores
células da neuroglia, núcleo esférico e central, auxilia
na nutrição dos neurônios.
Reveste superfície vascular e faz uma barreira
hematoencefálica (estrutura de permeabilidade
altamente seletiva que protege o snc de substâncias
potencialmente neurotóxicas presentes no sangue. É
essencial para função metabólica normal do cérebro.)
● Oligodendrócitos: faz a produção da bainha de
mielina do SNC.
● Microglia: Células imunológicas, fazem parte do
sistema mononuclear fagocitário. Tem aspecto
espinhosos.
●Células ependimária: Reveste as cavidades do SNC,
podem apresentar cílios
Canal medular com células ependimárias
revestindo-o
Cerebelo : (1) camada molecular, (2) camada de
purkinje, (3) camada granulosa
ANOTAÇÕES:
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Sistema nervoso periférico
Formado por fibras nervosas, envoltas por bainha de
mielina produzidas pelas células de Schwann.
Fibras do tipo C: amielinizadas, neurônio sensitivo da
pele, impulsos dolorosos. Demora a percepção.
Tipo A e B:mielinizadas, neurônios motores e
sensitivos.
Quando as fibras nervosas estão agrupadas formam
os feixes e dos feixes agrupados formam os nervos.
Revestimento
● Epineuro: tecido conjuntivo denso colágeno envolve
todo o nervo.
● Perineuro: tecido conjuntivo menos denso envolve
um feixe de nervos (fascículo)
● Endoneuro: tecido conjuntivo de fibras reticulares
que envolve cada uma da fibras nervosas.
Epineuro no lado superior direito
Seta: perineuro envolvendo um fascículo
AB: fibra envolta do endoneuro
Plexo coróides e líquido cefalorraquidiano
O plexo coróide produz o líquido cefalorraquidiano, ele
é composto por epitélio cúbico simples e fica
localizado próximo ao cerebelo
O LCR tem cor clara, é composto por poucas células e
tem renovação contínua. Ele regula o metabolismo do
SNC e proteção contra trauma.
ANOTAÇÕES:
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Sistema digestório
Dentro da cavidade oral até o anus há uma rede de
tubos que vai tornar possível absorver nutrientes além
das glândulas anexas
- Função: quebrar grandes moléculas e
transformar em micromoléculas. Ex:
proteínas são macromoléculas e são
degradadas até chegar a unidade básica, os
aminoácidos que serão absorvidos no
intestino.
Nos ruminantes o estômago é compartimentalizado e
3 partes fazem degradação de matéria verde
(rúmen, retículo e omaso)
No retículo e omaso ocorre digestão mecânica para
melhor degradação.
No abomaso ocorre a digestão química, é
considerado o estômago químico do ruminante.
A partir do esôfago, o túbulo se organiza de maneira
com 4 camadas:
● Camadamucosa: mais interna, contato com o
lúmen. É uma camada epitelial e contém lâmina
própria. Ela promove uma barreira semipermeável
entre o conteúdo do tubo digestório e o meio interno.
Além disso, produz muco para proteção, enzimas,
lubrifica para facilitar o transporte e digestão do
alimento e promove absorção.
Separando a camada mucosa da submucosa há a
camada muscular da mucosa (camada pequena de
músculo liso)
● Camada submucosa: reveste a camada mucosa, há
presença de glândulas salivares e plexo nervoso
submucoso.
● Camada muscular: reveste a submucosa.Tem fibras
musculares lisas. Essas células musculares fazem a
contração, através dos movimentos peristálticos.
Ocorre devido aos estímulos do plexo nervoso
submucoso (camada submucosa) e mioentérico
(entre as fibras musculares) que estimulam as células
do músculo liso empurrar/homogeneizar o alimento
ao longo do trato digestório.
● Camada serosa: reveste todas essas redes de
túbulos. Tem uma fina camada de tecido conjuntivo
frouxa - mesotélio.
Na lâmina própria da camada Mucosa, tem células
de defesa, os macrófagos, linfócitos, plasmócitos.
CAVIDADE ORAL ……… …………………………..
Tem revestimento de epitélio pavimentoso
estratificado, possui pequena camada de queratina.
Nos animais que se alimentam de matéria verde a
camada de queratina é mais densa pois eles seus
alimentos são mais fibrosos.
1. Teto da boca: o palato duro é tecido
conjuntivo aderido a um tecido ósseo
revestido por epitélio pavimentoso
estratificado. Já, o palato mole é formado
pormúsculo estriado esquelético.
2. Língua: composta por músculo estriado
esquelético em diferentes planos. É recoberta
por mucosa que varia de acordo com a região.
Face ventral:mucosa lisa
Face dorsal: irregular com pequenas saliências
(papilas)
Fase posterior (amígdala): chamada também de
tonsilas linguais, é uma estruturas que pertencem ao
sistema imune também (presença de nódulos
linfáticos).
O processo de digestão se inicia e a língua tem
função de homogeneizar (graças ao músculo
estriado esquelético), e empurrar para o dentro o
processo de mastigação.
Papilas gustativas: são terminações nervosas que
captam os sabores. Estão presentes nas diferentes
papilas
- Papilas circunvaladas: Há grandes
quantidade de corpúsculos gustativos, é
circunscritas por um sulco onde desembocam
glândulas salivares. Tem aspecto de um
círculo grande
- Papilas fungiformes: pouco frequente, não há
corpúsculo gustativos, tem aspecto de
cogumelo
- Papilas filiformes: mais numerosa, não
contém corpúsculos gustativos. É em formato
de espículas, afiladas.
- Foliácea: tem tecido conjuntivo entrando pra
dentro do epitélio como se fosse dedos. Têm
corpúsculos gustativos.
Abaixo das papilas há os botões gustativos, eles
identificam o sabor dos alimentos e mandam a
informação para o SNC.
O epitélio reveste todo o corpo e o que reveste o trato
digestório não vai ser o mesmo do início ao fim. Por
exemplo, o lábio é epitélio estratificado
pavimentoso queratinizado, porém à medida que vai
aprofundando para os segmentos mais profundos do
trato digestório, esse epitélio que é mais robusto deve
diminuir pois há a necessidade de absorver
nutrientes.
Na cavidade oral ainda há o epitélio robusto pois vai
entrar em contato com mastigação, componentes
rígidos do alimento. Porém, esse epitélio começa a
perder a camada de queratina.
E assim sucessivamente até chegar ao epitélio
simples….
FARINGE ……………… …………
Comum ao aparelho digestivo e respiratório. É
revestida por epitélio estratificado proximo ao
esofago e cilincrido pseudo-estratificado na
traqueia.
ESOFAGO …………… ………
Tubo muscular que transporta alimento da boca ao
estômago. É composto de epitélio pavimentoso
estratificado não queratinizado.
Sua submucosa há glándulas mucosas (glándulas
esofágicas). Na camada muscular há músculo
estriado esquelético (superior), músculo liso misturado
com estriado esquelético (porção média) e músculo
liso (inferior)
ESTÓMAGO …………………………………… ……………..
O estômago dos ruminantes, que são poligástricos, é
dividido em Rúmen, retículo, omaso e abomaso.
1. O animal ingere a comida e na boca mastiga.
2. Em seguida vai pro rúmen e é degradado
pela celulase, o rúmen contrai e expulsa o gás
que foi produzido e parte do material vai para
o retículo.
3. O retículo joga pra boca que vai mastigar
novamente e volta para o omaso, onde
ocorre a degradação física aumentando a
superfície de contato.
4. Depois vai para abomaso e ocorre a
digestão. E, por fim, vai para o intestino para
ocorrer a absorção
Rúmen
As papilas ruminais não tem muscular da mucosa, é
uma câmara de fermentação da matéria verde pela
enzima celulase que é produzida por microbióticos.
Retículo
Tem estruturas parecidas com redes, são as cristas
reticulares, elas possuemmuscular da mucosa.
Omaso
Composto de epitélio queratinizado e tem
submucosa pouca desenvolvida. Há presença de
lâminas onde a muscular da mucosa e a camada
muscular são desenvolvidas. Nele ocorre a tritura
mecânica.
Abomaso
Órgão endócrino e exócrino.
Exócrino: produz enzima para digestão do alimento.
Início da digestão das proteínas e continuação da
digestão dos carboidratos
Endócrino: produz hormônios, a leptina que dá a
sensação de saciedade.
ESTÓMAGO ……… ………………………...
O estômago é diferenciado em porções:
● Cárdia: Estreita faixa de mucosa, há fosseta e na
região mais interna da fosseta há glândulas. Essas
glândulas secretam enzimas através da fosseta até a
cavidade estomacal. Há também células parietais
(oxíntica) que vão produzir HCL
● Corpo
● Antro Pilórico/ Fundo: tem lâmina própria,
glândulas tubulosas ramificadores (glândulas
gástricas ou fúndicas).
A mucosa do estômago é pregueada, com instâncias
chamadas de fossetas, que são invaginações que
permitem o contato das camadas mais profundas do
estômago com a região externa da cavidade.
Sua camada mucosa: epitélio cilíndrico simples,
células plasmáticas secretoras de muco (PAS-
positivas)
CÉLULAS DAS FOSSETAS
Células presente: células fonte, parietais ou oxínticas,
mucosas do colo, zimogênicas ou principais (produz
pepsina) e enteroendócrinas.
1. Célula fonte: fazem a reposição das células
da fosseta da superfície do estômago
2. Células parietais e oxínticas: Produz o ácido
clorídrico, principalmente na região do colo.
Tem o citoplasma eosinofílico (+rosa), produz
um fator antianêmico intrínseco que faz a
absorção de B12. É controlado pela gastrina
e histamina que controlam o processo de
secreção
3. Células zimogênicas: se localizam na parte
glandular e sintetizam proteínas, pepsina
gênios e lipases.
4. Células enteroendócrinas: produz a gastrina
e HCL, presente em grande quantidade na
parte pilórica
No estômago é preciso secretar ácido (HCL) e o ácido
não pode destruir a células do próprio estômago. No
conteúdo secretado além de enzimas digestivas, as
glândulas produzem também uma camada de
muco a fim de proteger o Ph ácido em decorrência do
ácido clorídrico
A célula parietal vai secretar o HCL e ela não secreta
o ácido clorídrico pronto, apenas secreta os
ingredientes e eles se unem na atividade estomacal.
Pois, se no interior da célula já tivesse HCL pronto, ele
poderia dissolver a própria célula.
Lábio
queratina: mais clara
Porções mais afastadas: não tem queratina
Língua:
(baixo para cima)
Músculo esquelético em sentidos distintos
Papílas filiformes:
epitélio pavimentoso estratificado pouco
queratinizado
Papila fungiforme:
com papilas gustativas
Papilas valadas ou circunvaladas:
Papila foliácea:
tem tecido conjuntivo entrando pra dentro do
epitélio como se fosse dedos
Esôfago
(cima para baixo) mucosa, submucosa, muscular,
serosa
esôfago
Ponto que sai do esôfago para o estômago
Esôfago, epitélio estratificado e no estômago
simples.
Estômago
Epitélio simples cilíndrico com fossetas.
Glândulas fúndicas: produção do HCL e outros
componentes do processo de digestão.
Células principais e parietais
Intestino delgado
Vilosidades na região apical
Plexos nervosos
1º submucoso / 2º mientérico
Intestino Grosso
não há vilosidades, há criptase grande
quantidade de células caliciformes.
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INTESTINOS
Delgado …………………………………………………………………………….
Onde ocorrem os processos finais de digestão e início
da absorção.
Porções: duodeno, jejuno, íleo.
Revestimento
●Olho nú - pregueado (dobras da mucosa e
submucosa)
● Microscopia - Vilosidades intestinais que são
inveginações da membrana mucosa para aumentar a
superfície de contato. No duodeno tem formas foliáceo
e no íleo aspecto digitiformes (dedos).
●Endobactérias: protegem formando uma barreira
contra microorganismo invasores, impedindo assim, a
fixação deles.
Há glândulas tubulosas simples chamadas de
intestinais presente na camadamucosa e
desembocam no ponto de inserção dos microvilos. E
também, há lâmina própria de tecido conjuntivo
frouxo.
Células que compõe o epitélio
● Cilíndrico simples (tem microvilosidades que faz a
absorção) com células caliciformes (produz
muco-proteção) e vilosidades.
● Paneth: produz lisozimas que controla a microbiota
intestinal
● Enteroendócrinas: produz polipeptídeos
●Células M: revestem os nódulos linfáticos da placa de
prayer e íleo
Há vasos sanguíneos, linfáticos, inervação intrínseco
(plexo mioentérico e submucoso) e extrínseca (fibras
colágenas do parassimpático - estimula a atividade do
músculo liso intestinal e fibras adrenérgica do
simpático - atenuam a atividade do músculo liso
intestinal)
DUODENO
● Onde ocorre a maior parte da digestão.
● Há glândulas intestinais na mucosa.
● Há glândulas duodenais na submucosa que
produzem glicoproteínas neutra, ela é uma substância
alcalina e protege a mucosa contra a acidez
estomacal. Ph ideal para ação de enzimas
pancreáticas.
JEJUNO
Sem glândulas nas camadas submucosa, apenas
intestinais
ÍLEO
Nele ocorre um filtrado alto não dá pra observar as
estruturas nas fotomicrografias.
● Vilosidades intestinais
●Camadamucosa com conjunto de células linfáticas
(placa de prayer)
Grosso …………………………………………………………………………….
● Membrana mucosa lisa (ausência de pregas)
● Ausência de vilosidadesmas possuem
microvilosidades
● Poucas células enteroendócrinas
● Absorção da água e formação do bolo fecal
● Na mucosa tem glândulas intestinais
● Lâmina própria rica em linfócitos e nódulos linfáticos
Ceco
Câmara de fermentação em equinos. Também é
conhecido como apêndice em alguns seres e não tem
utilidade.
No ceco há bactérias e protozoárias que produz
celulose e destrói a parede células do alimento
Cólon
Tem a porção ascendente, transversa, descendente e
sigmóide.
Reto
Substituição do epitélio de colunas para pavimentoso
estratificado com presença de plexo venoso
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GLÂNDULAS ANEXAS
Pâncreas …………… ……………………………………………….
● Porção acinosa: exócrina, produz suco pancreático
(secreção com água e íons - bicarbonato- e enzimas
digestivas). Essas enzimas são armazenadas na forma
inativa nos grânulos de zimogênios e são ativados no
lúmen devido ao Ph.
Essa porção é controlada pela secretina (rica em
bicarbonato) e colecistocinina (estimula secreção de
enzimas)
● Porção coronal: endócrino, formado por ilhotas de
langerhans que é composta células cordonais rica em
capilares.
Células das ilhotas:
● Alfa: produz glucagon (aumento da concentração da
glicose no sangue). É localizada na periférica
● Beta: basófilas, produz insulina (diminui a
concentração de glicose no sangue). Localizada
centralmente.
● Células delta: produz gastrina e somastina
(inibidores de secreção das outras células de uma
ilhota)
Fígado …………… ………………………………………………
● Segundo maior órgão do corpo e a maior glândula.
● Possui dupla irrigação (80% da veia porta - rico em
nutrientes e pobre em 02 / 20% pela artéria hepática -
rica em O2).
● Circulação sanguínea centrípeta e circulação de bile
centrífuga.
É composto de hepatócitos que produz bile, a bile
emulsiona os glóbulos de gordura aumentado sua
superfície de contato para os ataques das lipases.
Assim, facilitando a absorção de gorduras.
O pigmento da bile é originado da degradação das
hemácias velhas pelo baço através do macrófago.
Atividades:
● Realiza a detoxificação de compostos naturais
(hormônios esteróides), medicamentos, álcool, amônia
e converte em ureia.
● Produz proteínas plasmáticas
● Metaboliza gordura
●Armazena Fe, ácido fólico, vitamina b12, glicogênio.
Arquitetura
Externamente revestido por uma cápsula de tecido
conjuntivo fibroso que faz invaginações dentro do
parênquima hepático formando lóbulos.
É observado nos lóbulos ramo da artéria hepática,
veia centro lobular, capilares sinusóides (brancos),
cordões hepáticos (entre os capilares), ducto biliar
(epitélio cúbico simples)
● Aréa portal é feita de tecido conjuntivo ao redor dos
lóbulos e nessa área há a tríade portal
ANOTAÇÕES:
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Sistema respiratório
●Porçãocondutora - Conduzir o O2 para pulmões e
CO2 para fora. Tem função de aquecer devido à
presença de vasos sanguíneos, umidificar devido a
mucosa presente e limpar/filtrar.
É composta pela narina, cavidade nasal, faringe,
laringe, traqueia, brônquios primários e
bronquíolos.
● Porção transitória - composta por bronquíolos
respiratórios
● Porção respiratória - Onde ocorre a hematose. É
composta pelos alvéolos. Nos alvéolos tem artéria
pulmonar e veia pulmonar irrigando-o.
Sistema respiratório em Aves
Possui a siringe que liga a traquéia aos brônquios, faz
a ave emitir o som de canto.
Sacos aéreos diminuem a densidade da ave fazendo
com que ela fique mais leve para voar
Epitélio respiratório
Epitélio pseudo estratificado cilíndrico ciliado. Tem
glândulas mucosas serosas, rede vascular na lâmina
própria e um importante componente do sistema
imune.
FOSSAS NASAIS .
● Vestíbulo: área anterior e dilatada composta por
epitélio pavimentoso estratificado não
queratinizado. Tem pelos que são a primeira barreira
à entrada de pó nas vias aéreas
● Área respiratória: maior parte das fossas, epitélio
pseudoestratificado ciliado com células
calciformes. Possui glândulas mistas que ajudam a
manter úmidas as paredes
● Área olfatória: onde há os quimiorreceptores do
olfato
LARINGE . .
Tubo irregular que une a faringe à traquéia, é
composta por peças cartilaginosas irregulares
chamadas cartilagens tireóide, cricóide, aritenóides
TRAQUEIA . .
Inicia-se na laringe e termina ramificando-se nos dois
brônquios extrapulmonares.
Epitélio do tipo respiratório com mucosa secretora
e células caliciformes
● Há lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo rico
em fibras elásticas e glândulas do tipo mucoso.
● Batimento ciliar em direção à laringe para expulsar
as impurezas
● Barreira linfocitária
● Apresenta número variável de peças de cartilagem
do tipo hialina
●Região dorsal voltada para o esôfago composto de
musculatura
BRÔNQUIOS . .
● Ramosmaiores com mucosa idêntica da traqueia
● Ramosmenores com epitélio podendo ser cilíndrico
simples ciliado
● Envolto por umamusculatura lisa de forma espiral
● Tecido conjuntivo rico em fibras elásticas
● Nos pontos de bifurcação tem nódulos linfáticos
BRONQUIOLOS . .
●Diâmetro menor que 1 mm, não apresentam
cartilagem, glândulas ou nódulos linfóides.
● Nas porções iniciais é cilíndrico simples ciliado e na
porção final cúbico simples
●Células calciformes em menor número e pouca
lâmina própria
●Camada muscularmais desenvolvida do que nos
brônquios
● A musculatura dos brônquios e bronquíolos estão
sob controle do nervo vago e do sistema nervoso
simpático. Estimulação vagal (parassimpática):
diminui o diâmetro / Estimulação simpática: aumenta
o diâmetro.
BRONQUÍOLO TERMINAL . .
Última porção da árvore brônquica, semelhante ao
bronquíolo porém com parede mais final, epitélio
cilíndrico simples ou cúbico ciliado ou não ciliado
● Término da porção condutora.
BRONQUÍOLO RESPIRATÓRIO . .
●Tubo curto, às vezes ramificado composto por
epitélio cilíndrico simples ou cúbico podendo ser
ciliado
● Aparecem os primeiros alvos onde iniciam a troca de
gases
●Camada muscular mais delgada do que no
bronquíolo terminal
● Aparecem descontinuadas em artes histológicas
DUCTO ALVEOLAR …………………… ………………...
● Iniciam a porção respiratória
● Longos e tortuosos formados por ramificações dos
bronquíolos respiratórios
● Inúmeros álveos e sacos alveolares em suas paredes
●Presença colágenos e elastinas
●São últimos segmentos que apresentam musculatura
lisa
SACOS ALVEOLARES OU ALVÉOLO … …
Os aveolos são pequenas invaginaçoes em forma de
saco encontradas nos sacos alveolares, ductos
alveolares e bronquíolos respiratórios.
● Responsável pela estrutura esponjosa do
parênquima pulmonar
● Pequenas bolsas semelhantes a favor de colmeia
● Parede de camada epitelial fina associada a
capilares
região branca: alvéolo e camada envolvida é o septo alveolar, com
parede delgada
Septo alveolar: camada em comum ao alvéolo
vizinho feito de epitélio pavimentoso simples com
capilares, fibras elásticas, fibroblastos
Células que compõe o septo: células endoteliais
(são mais numerosas e fazem o revestimento dos
vaso), pneumócito I (célula epitelial de revestimento),
pneumócito II (menos frequente, aparecem em
grupos de 2 a 3 células nos pontos que as paredes
celulares se tocam. Produzem fosfolipídeos, proteínas,
glicosaminoglicana constante)
Surfactante; é uma película protéica produzida pelo
pneumócito tipo II, ele diminui a tensão superficial
em cima do pneumócito tipo II, fazendo com que eles
não se aproximem um do outro para diminuir a força
que seria necessária na inspiração caso os
pneumócitos colaborassem. Assim, eles permitem que
alvéolos sejam inflados com mais facilidades na
inspiração, diminuindo o esforço muscular.
Ele está em renovação constante devido aos vasos
linfáticos
Poro alveolar: útil para igualar a pressão entre os
alvéolos, circulação colateral do ar em caso de
obstrução.
CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA NOS PULMÕES
● Vasos nutridores: artéria brônquica que
acompanham a árvores brônquica indo apenas até os
bronquíolos respiratórios
● Veias brônquicas
● Vasos funcionais: artéria pulmonar (sangue venoso)
e veia pulmonar (sangue arterial)
● Vasos linfáticos: rede superficial
● Pleura: parietal e visceral. Contém líquido que evita o
atrito entre as membranas
Inspiração
Diafragma contrai, aumentando o espaço da
cavidade, ocorrendo a expansão do tórax para o ar
entrar
Expiração
Intercostais relaxam, diafragma sobe e comprime o
pulmão ajudando a expulsão do ar, parte interior do
tórax diminui.
Anotações
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Sistema imunitário e Órgãos
linfóides
Função:
●Defender o organismo de microrganismos e
moléculas estranhas (toxinas produzidas por
microorganismo)
● Identifica moléculas próprias, para evitar ataque
desse sistema em células do próprio hospedeiro. Caso
ocorra uma deficiência identificação acaba causando
doenças autoimune
● Neutralizar os efeitos prejudiciais das moléculas
estranhas
● Destruir microorganismo
Componentes do sistema imune
● órgãos primários: onde ocorre a produção das
células que vão defender o organismo do animal
(produção e maturação), dentre desse órgãos não
existe resposta imunológica. Ex:medula óssea
(produção de todos tipos de linfócitos e todas células
que compõem os glóbulos brancos), timo (trabalha
com a maturação de linfócitos tipo T)
●órgãos secundários: Onde ocorre resposta
imunológica dentro dele. Ex: Baço, Linfonodo
(funciona como filtros do sistema linfático), amídalas
Timo …… .
Órgão linfóide primário, situado no mediastino na
altura dos grandes vasos do coração.
● Possui dois lóbulos envolvidos por uma cápsula de
tecido conjuntivo, essa capsula original setps
incompletos fazendo uma divisão de lóbulos
● Dividido em duas zonas: cortical e medular
● Desenvolvimento máximo no feto e no recém
nascido, apó a puberdade ele regride e perde a função
devido à alguns hormônios, como:
- Cortisol: atrofia a camada cortical do timo
- Hormônios sexuais: aceleram a involução
- Castração tem efeito oposto
cortical: predominan linfócitos em diferentes estágios
● sem presença de nódulos
● disposta de maneira contínua
● intensa atividade mitótica
medular:
● linfócitos menos frequentes
● raros macrofagos
● Linfócito T maduros
** corpúsculo de hassall: composto de células
reticulares epiteliais achatadas, arranjo concentro
Circulação sanguínea no timo:
● Capilares sem poros e com lâmina basal espessa
● barreira hematotímica
● não possui vasos linfáticos aferentes: não é filtro de
linfa
● poucos vasos linfáticos: todos eferentes
Timo
Nódulos ou folículos linfáticos .
Tecido linfático:
- frouxo: rede de células fixas
- denso: células livres: linfócitos
-nódulos: células livres formando estruturas
esféricas
ficam localizados no tecido conjuntivo - mucosa
● Tonsilas e placa de peyer (íleo), tem o acúmulo desse
nódulos.
● são corados pela hematoxilina e ficam com uma
coloração bem arroxeada. O Interior do nódulo menos
corado é o : centro germinativo, os imunoblastos ficam
no centro e linfócitos na periferia.
Interino grosso com nódulo linfóide
Camada cortical, medular e corpúsculo de hassal (circulado)
Linfonodos: são órgãos encapsulado constituído de
tecido linfóide , estão espalhados pelo corpo, sempre
no trajeto de vasos linfáticos.
● Possuem forma de rim e possuem hilo ( onde
penetram artérias nutridoras e saem as veias)
● Tem função de filtrar a linfa
São divididos em
- Cortical: tecido linfóide frouxo, possuem seios
subcapsulares e peritrabeculares e são
ausentes na região do hilo
- Medular: tecido linfóide denso, organizados
em formas de cordões.
seios medulares: recebem linfa dos seios da cortical,
levam para os vasos linfócitos eferentes
Linfócitos -> saem dos vasos eferentes -> sangue ->
retorna pelas veias
Tonsilas …… .
São aglomerados de tecido linfóide que possuem
cápsula de tecido conjuntivo denso envolto. Abaixo
tem epitélio pavimentoso estratificado
Dívidas em:
● Tonsila palatina (epitélio estratificado plano, única
que possui criptas), Faringeana eLinguais.
Baço ……
Maior órgão com tecido linfóide, único que faz parte
da circulação sanguínea
● É rico em células fagocitárias
● Tem circulação aberta: contato íntimo com
sangue/células devido ao capilares sinusóides
● Hemocaterese
● formação de linfócitos e faz a defesa
● Envolvido por uma cápsula de tecido conjuntivo e
nela há musculatura lisa.
● Trabéculas são invaginações do tecido conjuntivo
com o músculo
● Possui hilo: onde penetra nervos e artérias e saem
veias e vasos linfáticos
● Tem estrutura esponjosa
É dividido em poupa branca composta de nódulos
linfóides cheios de linfócitos e no interior dos linfócitos
há uma arteríola bem fina e vermelha composta de
capilares sinusóides
estrutal: composto de fibras reticulares e macrofagos
Células do sistema imune
● Linfócito T: são células que se originam na medula
óssea e maturação no timo
● Linfócitos B: produzidos na medula óssea e saem
prontos. Quando estimulados transformam-se em
plasmócitos que são células que vão produzir os
anticorpos, estruturas que vão se ligar ao antígeno
neutralizando o mesmo.
O processo de maturação do linfócito B nas aves
ocorre na bursa de fabricius
● Plasmócitos: transformam-se através do linfócito B
● Monócitos: se juntam formando os macróagos
● Macrofagos: fazem fagocitose, “engloba” virus,
bactérias e resto de fragmentos de células,
digerindo-os. São as primeiras células a aparecerem
em uma lesão, as primeiras a ter um contato inicial.
Também é uma célula apresentadora de antígeno
● Neutrófilo: fazem fagocitose, liberam redes, são
granulados
● Basófilos
●Mastócito: liberam histamina, modulam as respostas
inflamatórias, libera substância vasoativa para
aumentar a migração de células de defesas para o
organismo.
Divisão dos leucócitos:
Agranulócitos Granulócitos
Linfócito B: origem na medula óssea, depois de
prontos vão para os órgãos linfóides secundários
como baço, linfonodos, amidas e ali eles produzem a
resposta imunológica humoral.
● Em sua membrana tem IgM
●Os que não se diferenciam em plasmócitos eles se
diferenciam em linfócitos B de memória
● Proliferam quando ativados por antígenos
formando plasmócito e daí os anticorpos
Linfócito T: Precursores na medula óssea e
maturação no timo. São dividos em subpopulações
T- helper: estimulam linf T e também a
transformação do linfócito B em plasmócito
T- supressores: inibem a resposta humoral e
celular além de apressar o término da
resposta
T- citotóxica: agem diretamente sobre as
células estranhas , produzem perforinas
T de memória: reagem com rapidez a
reintrodução e um antígeno
Células apresentadoras de antígenos
● Processam antígenos a apresentam aos linfócitos T
● Favorecem a resposta imunológica
● Geralmente composta por macrófagos, Células de
Langerhans (epiderme)
● Contém células dendríticas que retém os antígenos
que se encontram nos centros germinativos
Como ocorre a resposta imunológico?
1. Linfócito T vai até o timo e sofre o processo de
maturação
2. Com a bactéria entrando no tecido vem o
macrofago digerindo e depois expõe a
informação da bactéria ou vírus que estão
causando a lesão.
3. O linfócito T chega e lê a proteínas no MHC do
macrofago e depois ele sofre sua expansão
clonal onde ele começa a se dividir por mitose.
Citocinas: são polipeptídeos ou glicoproteínas
produzidas por diversos tipos celulares. Não são
antígenos específicos e são mediadores químicos que
ajudam na modulação da resposta imune.
Imunização
● Vacinas: contém micro-organismos (vírus ou
bactérias) mortos ou enfraquecidos, ou seja, incapazes
de nos transmitir doenças. Entretanto, tais antígenos,
mesmo inativos, são reconhecidos pelo nosso corpo e
o estimulam a produzir anticorpos, assim, nosso
organismo produz células de memória que ficam no
sangue e permitem uma resposta secundária.
Chamamos de imunização ativa. Assim, a resposta
será mais rápida quando tiver contato com o agente
etiológico.
● Soro: já possui os anticorpos agregados (produzidos
previamente em outros organismos, normalmente
mamíferos de grande porte) porque necessita de uma
resposta imediata. Chamamos de imunização passiva
anticorpos prontos .
Resposta imune
● Resposta celular ou inata: dependente de células, é
uma resposta imunológica própria do organismo, não
tem grau de especificidade
Eles respondem matando as células que estão
infectadas por vírus ou bactérias, pois as células
infectadas expõe moléculas estranhas em suas
superfícies e logo são identificada pelo sistema
imunológico.
● Imunidade humoral o adquirida ou adaptativa:
são específicas para cada agente etiológico, são
glicoproteínas circulantes (anticorpos). Eles
neutralizam moléculas estranhas e participam da
descrição de células que contenham essas moléculas.
Antígeno é uma macromoléculas de composição
proteínas, ela é imunogênica ou seja, estimula o
sistema imunológico.
Epitopo ou determinante antigênico: determinada
proteínas que vão ser identificado pelos linfócitos T
Imunoglobulinas
● IgA: presente em pequenas quantidades no sangue e
em maior quantidade no organismo. Está presente nas
secreções como exemplo: lágrima, leite, saliva…
● IgM: está em pequena fração, predomina no início da
resposta imune e junto com a IgD constitui receptores
dos linfócitos B. Ela também ativa o sistema
complemento, que é um conjunto enzimático existente
na célula que quando ativados, as enzimas digerem a
própria célula.
● IgD
● IgE: está relacionada à alergia/choque anafilático,
tem afinidade pelos receptores de mastócitos e
basófilos. Estimula também a liberação de histamina
(vasodilatador) e heparina (anticoagulante)
● IgG: mais abundante no plasma, transpassa a
barreira placentária para o feto durante o
desenvolvimento do mesmo.
ANOTAÇÕES
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SISTEMA ENDÓCRINO
Tem ligação com o sistema nervoso. O SN tem uma
ação mais localizada, os neurossecretores são
lançados em determinada região para determinada
atividade. Já o sistema endócrino produz substâncias
que têm seu tecido alvo de ação longe do seu lugar de
secreção.
● É um sistema com função de transportar
hormônios pelo sangue. Ele pode estimular ou
deprimir atividades.
● Seu alvo é em tecidos ou órgãos. Tem efeitomais
duradouro do que o SN
● Regulação: SNC e gandula endócrinas
Hipófise ……… …… …………..
●Pequeno órgão, localizado no osso esfenóide
● Revestida por tecido conjuntivo
● Tem um pedículo que liga o órgão ao hipotálamo
(possui relações anatômicas e funcionais).
● Possui dupla origem (nervosa e ectodérmica)
1. Neurohipófise: porção nervosa, só armazena
hormônio
2. Adenohipófise: porção ectodérmica. É dividida
em três partes: pars distalis, pars intermedia
e parts tuberlis. Essa porção produz e
armazena.
Irrigação:
Dois grupos de artérias: artérias hipofisárias
superiores direita e esquerda
- irrigam a eminência mediana e infundíbulo
- plexo capilar primário: capilares fenestrados.
Eles precisam ser impermeáveis para caírem
na corrente sanguínea.
Os capilares do plexo primário se juntam formando as
vênulas e veias portais.
- formam um plexo secundário: íntima relação
com as células da adena hipófise
Sistema porta hipofisário: Tem como função Irrigar e
acelerar a comunicação do hipotálamo com a
adenohipófise.
Adeno hipófise
Sintetiza, acumula e libera hormônios produzidos
localmente através da liberação dos pré-hormônios
liberados no hipotálamo.
● Células cromófilas: têm grânulos citoplasmáticos,
situados na margem dos capilares, citoplasma bem
corado. São divididas em acidófilas ou basófilas
● Células cromófobas: sem grânulos, citoplasma
reduzido/pouco corado.
Essas células têm a mesma função só que as clorofilas
estão mais ativas, em fase de secreção diferentes.
Cromófilas:
Hormônio do crescimento (somatotrofina)
- biotransformada no fígado
- Estimula o metabolismo celular geral
- Atua na cartilagem epifisária dos ossos longos
- Excesso gera o gigantismo (em adultos gera
acromegalia) e a deficiência nanismo.
Célula mamotróficas
● mais numerosas no sexo feminino
● secretam hormônio lactogênio (prolactina)
- atua junto a P4 no desenvolvimento das
glândulas mamárias
Células gonadotrófica
● Produz FSH
- estimula o crescimento dos ovários e a
espermatogênese.
● Produz LH
- atua no processo final de maturação dos
folículos ovarianos, formação do corpo lúteo -
no homem estimula a produção de
testosterona.
Células tireotróficas
● Produzem o hormônio tireotrófico
- estimula a síntese e liberação dos hormônios
da tireoide T3 E T4
Células corticotróficas
● Produzem o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH)
- atua sobre as células da cortical d adrenal
estimulando a síntese e liberação de cortisol
Parte distal e intermediária da adeno hipófise
Pare branca: fenda hipofisária
N: neuro hipófise
Relação hipotálamo-adenohipófise
Produzem hormônios peptídicos: atuam como
liberadores ou inibidores dos hormônios produzidos
na adenohipófise
● Par tuberalis/parte tubular: região em forma de
funil, abraça o infundíbulo
● Pars intermédia: Composta por células fracamente
basófilas, produz o hormônio melanotrófico que é
importante para anfíbios, atua em cima dos
melanóforos permitindo a mudança de cor da pele
para camuflagem.
● Neuro Hipófise /pars nervosa: Formada por
axônios amielínicos de neurônios secretores. Eles
transportam, armazenam e liberam para circulação
sanguínea
Corpos células do neurônios se localizam no
hipotálamo, núcleo supra óptico e paraventriculares
- Coros Herring: aglomerados de grânulos de
neurosecreção
- Células da neuroglia: pituícitos
Função: armazena os hormônios que são produzidos
pelos neurossecretores do hipotálamo
- antidiurético (ADH): realiza a contração do
músculo liso dos vasos aumentando a pressão
sanguínea e estimula a absorção de água
pelos túbulos contorcidos distais.
A diabetes insípidos ocorre devido a destruição das
células neurossecretoras do hipot´lamo gerando a
perda da capacidade de reabsorver água
- Ocitocina : contração da parede uterina no
coito e durante parto das células mioepiteliais
das glândulas mamárias (ejeção do leite)
Secreção estimulada pela distensão da vagina e
sucção dos mamilos .
Tireóide e paratireóide … …
● Glândula endócrina, origem endodérmica
● Localizada na porção cefálica TGI/região cervical a
frente da traqueia
● Dividida em dois lóbulos unidas por um istmo
● Produção de hormônio: tiroxina, triiodotironina,
calcitonina (deposição de cálcio e fósforo no osso)
Composição:
● Epitélio cúbico simples sob lâmina basal
● Folículos tireoidianos: variam de acordo com
atividade funcional
● Colóide > glicoproteína > tireoglobulina (onde estão
os hormônios)
● Envolta por cápsula de tecido conjuntivo frouxo.
● Extensa rede capilar e linfática (muito vascularizado)
- capilares fenestrados
● Recebem ramos do SN simpático e parassimpático
T3 E T4
● Atuação direta nas mitocôndrias - estimulam
oxidação fosforilativa.
● Aumentam absorção de hidratos de carbono no
intestino
● Em embriões influenciam crescimento corporal de
desenvolvimento do sistema nervoso
● A deficiência de iodo gera o bócio endêmico
Hipotireoidismo
- mixedema: em adultos edema localizado no
rosto
- cretinismo: em crianças de baixa estatura e
retardo mental
Hipertireoidismo
- emagrecimento, exoftalmia e sudorese
-
A paratireóide produz o paratormônio que produz o
osteoclasto que, por sua vez, digere a matriz orgânica
do osso liberando o cálcio e o fósforo para corrente
sanguínea. Ou seja, ela libera o paratormônio quando
gera uma hipocalcemia.
Já, a Calcitonina estimula a retirada do sangue e
deposição no osso.
● Células principais: citoplasma fracamente acidofílico
secretoras de paratormonio
● Células oxífilas: carregada de gránulos acidófilos
● Hiperparatireoidismo: aumento de Ca no plasma,
ossos descalcificados gerando fraturas.
● Hipoparatireoidismo: quando há diminuição no
plasma, osso mais denso espesso.
Adrenais ou supra renais …………………………………………..
É dividida em:
● Cortical: Zona glomerulosa (produz
mineralocorticóide - aldosterona), fasciculada
(glicocorticóides - cortisol) e reticular (androgênios
adrenais)
● Medular: secretam catecolaminas (epinefrina e
norepinefrina)
Esteróides produzidos pela adrenal (cortical)
● Glicocorticóides
● Cortisol
● Corticosterona
● Atuam no metabolismo
- protéico, lipídico, carboidratos, catabolismo
proteico, elevação de glicose no sangue, inibe
a síntese de DNA no tecido linfóide (atenua
resposta imunitária, inibem inflamação).
● mineralocorticóides
- ADH: age nos túbulos renais, mucosa gástrica,
glândulas salivares e sudoríparas. Estimula a
reabsorção de sódio.
Pineal / Epífise …………………………………… ……………….
Localizada no diencéfalo presa por uma haste.
Dois tipos celulares:
- pinealócitos (90%)
- Astrócitos
São radiopacas e inervadas por fibras simpáticas e
estimuladas pela noradrenalina.
● Produz amelatonina durante a noite, é responsável
pelo ritmo circadiano. É um hormônio inibitório de
algumas funções como o FSH, porém ela é bloqueada
pela luz.
Sistema reprodutor masculino
Composição anatômica: testículos, ductos genitais,
glândulas acessórias, pênis..
Função: conduzir urina, produção e condução de
espermatozóidese hormônios, secreções.
Testículos …………………………………………………… …………………………………..
Localização: Fora da cavidade abdominal dentro da
bolsa escrotal que é revestida por pele e músculo. A
bolsa escrotal tem como função manter a
temperatura do testículo mais baixa que a abdominal
para que ocorra a espermatogênese.
Função: Produzir espermatozóide e testosterona.
Revestimento: Tûnica albugínea (mais interna é
composta de tecido conjuntivo em fibra colágenas) e
tûnica vaginal (mais externa é composta de serosa,
derivado do peritônio)
● Lóbulos testiculares: cada lobo é composto de 1 a 4
túbulos seminíferos
● Tubos seminíferos: realizam a espermatogênese e a
espermiogênese (diferenciação das espermátides em
espermatozóides).
Eles são tubos retorcidos e terminam nos túbulos retos
que formam uma rede testicular. A rede testicular se
conecta com o epidídimo.
● Rede testicular (Testis): é o acúmulo de túbulos
seminíferos no centro do órgão. Essa rede de túbulos
seminíferos se direcciona para o polo dorsal do
testículo onde forma os ductos eferentes, que conduz
os espermatozoides até a cabeça do epidídimo, esses
ductos ainda se reúnem para formar o ducto do
epidídimo.
Túbulos seminíferos
●Túnica própria (fibroelástica): composta de células
mióides realizam a contração e são compostas de
músculo liso
● Membrana basal
● Camada interna: epitélio germinativo ou seminífero
(origem SPTZ)
- Células nutriente de sertoli: fornece uma
função de sustentação e nutrição para os
espermatozoides em desenvolvimento
- Células da linhagem espermatogênica ou
seminal
- Células de Leydig: são células intersticiais que
têm como função produzir a testosterona.
-
-
Espermiogênese
É a diferenciação da espermátide em espermatozóide.
● Formação do acrossoma (capuz cefálico):
complexo de golgi
- hialuronidase, fosfatase ácida, neuraminidase,
protease
● Centríolos: migram para o lado oposto do CG
formando o:
- flagelo, anel ao redor da cauda
● Deslocamento do citoplasma cobrindo parte do
flagelo
● Migração das mitocôndrias em direção ao flagelo
● Núcleo achata-se.
Reação acrossómica: liberação de enzimas para que
o esperma transpasse a zona pelúcida formando o
óvulo.
Células de sertoli
● São alongadas (forma piramidal)
● Apoiadas na lâmina basal
● Citoplasma claro
● Possui reentrâncias citoplasmáticas
●São extremamente resistentes
● Se regeneram pouco
● Funções: nutrição do espermatozóide, barreira
hematotesticular, fagocitose e digestão, secreção de
fluido (proteína ABP - testosterona, regressão do ducto
de muller, estimulada pelo FSH)
- Proteína ABP: se liga ao testosterona e faz
sua concentração ser mais alta nos túbulos
seminíferos, importante para a
espermiogênese.
Células de leydig (intersticiais)
● Células localizadas entre os túbulos seminíferos
● Produção de testosterona: importante da
diferenciação embriológica do aparelho masulino
● O número depende do estímulo hormonal (LH)
Fatores que afetam a espermatogênese
● Temperatura
Ocorrem alguns graus abaixo da temperatura corporal
●Cordão espermático
Composto por um plexo vascular e músculo cremaster,
tem função de manter a temperatura do testiculo mais
baixa do que a temperatura abdominal. Ele rouba o
calor do testiculo e joga para outra parte do corpo
● Período fetal > testículos cav abdominal > inibição
da espermatogênese
- Criptorquidismo: produção de testosterona
normal, estéreis
● Desnutrição, alcoolismo, drogas, raio X afetam as
células da linhagem espermatogênicas
● Hormonal
DUCTOS GENITAIS …………………………………… ……………… ... ..
Composição:
● Epidídimo: onde os espermatozoide adquirem
motilidade, é um tubo único e longo enovelado,
revestido por epitélio cilíndrico pseudo estratificados
com estereocílios com musculatura lisa ao redor,
absorção e digestão de resíduos da produção dos
espermatozoides
● Ducto deferente: condução do espermatozoides do
epidídimo para uretra prostática, luz e parede espessa
de músculo liso, mucosa pregueada (igual ao
epidídimo), contém uma camada muscular média
circular e duas camadas circulares longitudinais,
adventícia mais externa.
- Porção terminal forma uma região chamada
ampola e essa ampola desemboca dentro da
vesícula seminal
epidídimo
Ducto deferente
Glândulas acessórias …………………………………………………………… ... ….
● Composição: Próstata, vesícula seminal, glândula
bulbouretral
Vesículas seminais
● são duas com 15 cm de comprimento cada.
● Secreções são eliminadas na ejaculação: rica em
frutose, vitamina C
● Tamanho do epitélio e também atividade secretória
testosterona dependente .
Próstata
●Conjunto de várias glândulas tubuloalveolares
ramificadas que desembocam na uretra prostática
● Produção e armazenamento de líquido prostática
● Envolta por uma cápsula fibroelástica rica em
músculo liso
● Dividida em alvéolos, ep cúbico simples ou cilíndrico
estratificado
● Intensa atividade da enzima fosfatase ácida
● Processo secretórios testosterona dependentes
Próstata
Glândulas bulbouretrais
●Em pares
● tamanho de ervilha
● apresentam músculo estriado esquelético liso
● Glândulas tubuloalveolares do tipo mucoso
● Secreção de aspecto mucoso
Pênis ………………………… ………………….
● Constituído por três massas cilíndricas de tecido
erétil:
- corpos cavernosos do penis (duas dorsais)
- Corpo esponjoso da uretra: envolve a uretra
peniana
- Revestidas pela túnica albugínea: penetra
entre os dois corpos cavernosos
●Osso peniano (cão)
● Bulbo (cão)
● Uretra
● Pele
ANOTAÇÕES:
…………………………………………………………………………………...…………………
………………………………………………………………...……………………………………
……………………………………………...………………………………………………………
…………………………...…………………………………………………………………………
………...…………………………………………………………………………………...………
…………………………………………………………………………...…………………………
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……………………………………...………………………………………………………………
…………………...…………………………………………………………………………………
...…………………………………………………………………………………...………………
…………………………………………………………………...…………………………………
………………………………………………...……………………………………………………
……………………………...………………………………………………………………………
…………...…………………………………………………………………………………...……
……………………………………………………………………………...………………………
…………………………………………………………………………………...…………………
………………………………………………………………...……………………………………
Considerações
● Essa apostila foi feita baseada em aulas de graduação.
● As fotos inseridas na apostila são encontradas no Google imagens.
● A apostila pode conter erros de grafia, sendo assim, ao observá-los, entre em contato com
o instagram por favor.
● A apostila é para uso pessoal e é feita para auxiliar nos estudos e o valor da mesma é
apenas pelos conteúdos digitados.
● Nem todas as faculdades passam os mesmo conteúdos, podendo assim, faltar algo. Como
descrito anteriormente, a apostila é realizada para auxiliar nos estudos, sendo necessário
estudar o conteúdo dado em sua graduação também.
Parasitologia
Animal
larivet.resumos
Sumário
● Introdução à parasitologia …………………………………………………….………………….
● Filo Arthropoda Família calliphoridae Família Oestridae ……………………………………….
● Família Gasterophilidae Família Muscidae Família Sarcophagidae…………………………..
● Larvoterapia …………………………………………………….……………………………………
● Família Hippoboscidae …………………………………………………………………………….
● Subordem Tabanomorpha …………………………………………………….……………………
- Família Tabanidae
- Mutucas
● Subordem nematocera ……………………………………………………………...…………….
- Família Simuliidae
- Família Ceratopogonidae
- Família Psychodidae
- Família Culicidae
● Carrapatos ……………………………………………………………………………………..….
● Introdução à helmintologia …………………………………………………………………...….
● Família Dicrocoeliidae ……………………………………………………………………..…….
● Família Taeniidae Classe cestoda …………………………………………………….…………
● Nematóides I ………………………………………………………………………………..…….
● Nematóides II …………………………………………………………………………….……….
● Estrongilídeos de ruminantes …………………………………………………..……………….
● Nematódeos parasitas de galinhas ………………………………………..………………….
● Ancilostomose ………………………………………………………………………..………….
● Estrongilídeos de equinos ………………………………………………………………………
● Estrongilídeos de suínos ………………………………………………………………………..
● Ordem spirurida ………………………………………………………………………..……….(contém potássio, magnésio, fosfatos e
enzimas)
→ OBS:
○ Há mitocôndrias na célula muscular
esquelética pois também é necessário ATP
para ocorrer a contração muscular. .
○ A cabeça de miosina é responsável pela
interação direta com a actina e é essa
interação que proporciona a contração.
Mecanismo contrátil
1 . O potencial de ação chega e abre o canal
de cálcio na membrana pré sináptica e com a
entrada do cálcio ocorre uma série de
alterações que ocasiona o funcionamento das
vesículas de acetilcolina.
2 . Logo, ocorrerá a liberação de acetilcolina
na fenda sináptica e ela se ligará aos
receptores da membrana pós sináptica
fazendo abrir os canais de cálcio e ocorrendo
a despolarização, enviando o potencial de
ação.
3 . O cálcio é liberado no citosol, que por sua
vez se direciona para o retículo
sarcoplasmático e do R.S para as unidades
funcionais da célula contrátil, o Sarcômero.
4 . Com a entrada do cálcio, o complexo
troponina se liga à ele e assim, desloca os
filamentos de tropomiosina, fazendo com que
exponha o sítio da actina que é capaz de
interagir com a cabeça da miosina.
5 . Quando em contato, actina e miosina,
ocorre a hidrólise do ATP, gerando força e
ocorre a contração com o deslizamento dos
filamentos de actina sobre os filamentos de
miosina.
Relaxamento
O cálcio se desliga à troponina e ao cessar o
estímulo nervoso o retículo sarcoplasmático
retira o cálcio do fluido circundante. Então, o
músculo volta a posição inicial e a troponina
inibidora assume seu papel inibidor.
MÚSCULO LISO
→ Características:
• Presente em diferentes sistemas do
organismo
• Célula revestida por glicocálix
• Movimentos involuntários
• Contrações mais lentas porém mais
duradouras
• Produção de colágeno e elastina
• Disposição de actina e miosina diferente do
músculo esquelético.
• Não contém troponina e tropomiosina.
→ Pode ser:
• Músculo Liso Multiunitário: várias pequenas
fibras ao longo do tecido que possibilita o
movimento independente, não ocorre
contração de modo sequencial (ex:íris)
• Músculo Liso Unitário/visceral: movimento
conjunto, ocorre contrações de modo
sequencial (Ex: reveste maior parte das
vísceras)
Mecanismo contrátil
Com a entrada do Cálcio armazenado no
meio extracelular, a proteína calmodulina
associa-se com o mesmo e ativa a quinase da
miosina. A quinase da miosina fosforila a
cabeça de miosina e faz com que ocorra a
contração.
OBS: A Fosfatase deixa a cabeça de miosina
desfosforilada
Estruturas
• Os corpos densos ligam as miofibrilas
• Cavéolas são invaginações que aproximam
o contato externo do retículo sarcoplasmático.
São responsáveis pela transição e
direcionamento dos íons cálcio.
• Não tem placa motora, ao contrário do
músculo esquelético, mas há junções
comunicantes e varicosidades para a
comunicação.
• Estimulador da contração é a acetilcolina e
catecolamina.
ANOTAÇÕES
………………………………………………………………
………………………………………………………………
………………………………………………………………
………………………………………………………………
………………………………………………………………
……………………………………………………………….
Termorregulação
É um conjunto de mecanismos que permitem
regular a temperatura corporal interna de um
organismo. Para que o metabolismo funcione
de forma adequada, os processos metabólicos
dependem de uma faixa ótima de temperatura
para ocorrerem, principalmente as reações
enzimáticas
A variação de tº também pode mudar a
viscosidade da membrana plasmática
Variações de temperatura corporal:
• Ritmo cardíaco (alterações fisiológicas ao
longo de 24 hrs)
•Temperatura ambiental
• Exercícios
• Estação do ano
• Hormônios
Acontece a troca de calor através de 4
princípios:
• Condução: Dois corpos em contato
• Irradiação: Leva em consideração quando
não há dois corpos em contato
• Convecção: Leva em consideração a
movimentação do ar ou água.
• Evaporação: Perde-se calor para evaporar
água.
Hibernação
É uma estratégia de manutenção metabólica
quando há climas frios e o alimento está
escasso ( um mecanismo adaptativo).
É processo no qual os animais entram em
profunda dormência para superar uma fase
de frio e indisponibilidade de alimento.
Durante esse período, seu metabolismo
torna-se mais lento e seus batimentos
cardíacos reduzem-se, assim como a
temperatura. O animal pode despertar para
urinar, por exemplo, mas logo retorna ao seu
estado de sono profundo.
• É importante para proteger o animal do
frio e também para evitar que ele sinta fome e
tenha que competir com outros animais por
comida
Animais:
• Endotérmicos : Manutenção de tº interna,
são responsáveis pela própria regulação de
calor. Eles produzem calor com subproduto.
Eles têm um alto custo metabólico para
manter a temperatura. Ex: Aves e mamíferos
• Ectotérmicos: Temperatura interna varia de
acordo com a tº do meio externo. Têm
produção de calor metabólico baixo, pouco
isolamento térmico e regulação térmica
comportamental.
Eles não usam mecanismos de
termorregulação. Ex: Peixes, anfíbios e répteis.
Vantagens: Menos necessidade de
comida/água X Desvantagens: Dependem
significativamente do ambiente
Não há répteis e anfíbios nas regiões com
ambiente muito frio. Nos peixes do ártico há
uma substância anticongelante pois
formam-se cristais de gelo dentro das células
e quando descongelam os cristais poderiam
perfurar a célula.
Zona de neutralidade
É o estado físico no qual todo o calor gerado
pelo organismo através do metabolismo é
trocado na mesma proporção com o ambiente
ao redor
Hipertermia:
Temperatura crítica superior, ponto onde a
pessoa começa a perder calor. O ponto crítico
da hipertermia é quando não consegue mais
fazer troca de calor com o meio
• Com o aquecimento da área hipotalâmica
anterior pré-óptica, ocorre a ativação de
mecanismos de perda de calor.
Respostas fisiológicas ao calor:
• Resfriamento evaporativo
• Termorregulação comportamental
• Vasodilatação periférica (sangue como
condução de calor.)
• Sudorese
• Polipneia
Hipotermia
Temperatura crítica inferior, onde começa a ter
estratégias homeostáticas para abaixar a
temperatura.
Temperatura baixa → baixo metabolismo →
reduz mais a temperatura
• Mecanismo de controle: Comportamento,
exercício, termogênese com ou sem tremor.
Respostas fisiológicas a ambientes frios:
Menor temperatura corporal gera calafrios,
piloereção, termogênese sem tremor:
• Aumento da estimulação simpática
• Maior metabolismo celular
• Queima de gordura gerando calor
• Maior termogênese
• Maior mobilização de substratos endógenos
• Maior metabolismo basal
• Maior número de receptores de
Noradrenalina
Hipotálamo
Desencadeia resposta homeostáticas
Hipertermia X Febre
Na hipertermia o organismo tenta perder
calor mas não consegue e superaquece. Há
tentativas homeostáticas em vão de reduzir a
temperatura
A Febre é uma resposta do hipotálamo à
pirógenos (substâncias produzidas por
leucócitos ou microorganismos que diz ao
hipotálamo para aumentar a temperatura).
Ocorre um aumento controlado da
temperatura
Sudorese
É a secreção de suor; transpiração.
• No cão é insignificante
• Os Suínos não transpiram e nem pregam,
eles se arrastam na lama como forma de
perder calor.
• Nas aves a evaporação é pela passagem do
ar nos sacos aéreos.
ANOTAÇÕES
………………………………………………………………
………………………………………………………………
………………………………………………………………
………………………………………………………………
………………………………………………………………
……………………………………………………………
Eletrofisiologia
Cardíaca
→ Músculo cardíaco:
• É estriado, contém células uninucleadas e
polimórficas e é auto excitável.
• Potencial de ação dissemina de uma célula
para outra.
• Ca2+ no meio extracelular e no retículo
sarcoplasmático
• Ca2+ participa da despolarização,
lentificando-a.
• Contração involuntária
• Presença de discos intercalares que faz as
comunicações com a GAP (junções
comunicantes)
Propagação do estímulo
O estímulo é propagado do Nó sinoatrial →
Vias internodais → Nó Atrioventricular →
Fascículo Atrioventricular (Feixe de His) →
Ramos esquerdo e direitos → Fibras de
Purkinje
Sistema especial
• O sistema especial gera e conduz impulsos
elétricos que causam contrações rítmicas no
miocárdio. Ele conduz impulsos nervosos
rapidamentePARASITOLOGIA VETERINÁRIA I
Parasitismo
“É a relação íntima e duradoura entre indivíduos de
duas espécies distintas. Na maioria dos casos um
organismo (hospedeiro) passa a constituir o meio
ecológico onde vive o outro (parasito).” - Luís Rey.
É uma relação desarmônica, onde ocorre prejuízo
para um dos participantes.
Parasitologia
É o estudo dos organismos eucariotos que estão
dentro do parasitismo.
O estudo inclui protozoários e metazoários (nematoda,
platyhelminthes, arthropoda).
Ciclos biológicos
● Monoxenos: o parasita necessita apenas de um
hospedeiro para completar seu ciclo de vida.
● Heteroxenos o parasita necessita de mais de um
hospedeiro para completar seu ciclo de vida. Ex:
trypanosoma Cruzi.
Tipos de hospedeiros:
● Definitivos: abrigam o parasito adulto, na forma
sexuada.
● Intermediária: abriga o parasito na forma de larvas,
forma assexuada.
● Hospedeiro paratênico ou transporte: hospedeiro
em que o parasito não sofre desenvolvimento mas
permanece ali até que o hospedeiro definitivo o ingira.
● Obrigatório: necessita estar no hospedeiro para
sobrevivência.
● Facultativo: pode viver parasitando ou não.
(quando não está parasitando é chamado de vida
livre). Ex: larvas que fazem a larvoterapia.
● Errático ou ectópico: vive fora do seu habitat
natural, não atingindo a fase adulta fora do seu
hospedeiro natural. Ex: larva migrans cutânea.
● Fototropismo negativo: não gosta de luz. Ex: Culex
● Fototropismo positivo: gostam de luz. Ex: Aedes.
● Termotropismo positivo: influência atrativa pela
temperatura. Ex: piolho de cabeça
● Termotropismo negativo: Influência negativa pela
temperatura.
VETOR
● Mecânico: é aquele que carregam o parasito mas
não participa do ciclo biológico dele
● Biológico: carrega o parasito e participa do ciclo
biológico dele.
● Portador: abriga o parasito e pode ou não
desenvolver a doença
● Reservatório: portador natural da doença (sem
desenvolver a doença)
Especificidade parasitária
É a capacidade do parasito infectar uma ou mais
espécies.
● Estenoxeno: acomete uma única espécie.
● Eurixeno: acomete mais de uma espécie
MECANISMOS DE TRANSMISSÃO
● Fecal - Oral (ingestão)
● Congênita: passa de mãe para filho (durante o parto
ou durante a gravidez)
● Sexual
● Penetração ativa de lavar (pele)
● Vetorial
MECANISMO DE AGRESSÃO DO PARASITA
● Espoliativo: retiram os nutrientes necessário para
sobrevivência do hospedeiro. Ou seja,se apropria
coisas do corpo do hospedeiro como alimento
● Enzimático: secreta enzimas que causam a lise
(destruição da membrana plasmática) das células da
mucosa intestinal.
● Inflamatório / hipersensibilizante: causam
processos inflamatórios. São acompanhados de
edemas, inchaços...
● Imunodepressor: Abala o sistema imunológico do
hospedeiro para a proliferação / desenvolvimento da
doença..
● Tóxica- parasito elimina substâncias que são tóxicas
para o hospedeiro. (resíduos metabólicos do
parasitos)
● Mecânica- parasitos podem impedir o fluxo de
alimento, bile ou absorção alimenta (provocar
obstrução).
● Irritativa- produz irritação apenas com o contato
físico.
● Traumatismo- parasito produz lesões no corpo do
hospedeiro.
.● Anóxia- Redução, carência do fluxo de oxigênio no
organismo. Quando o parasito se alimenta de grande
quantidade de hemácias
Epidemia
É a ciência que estuda a distribuição de doenças ou
enfermidades, assim como seus determinantes (fator
de risco).
Com isso, ocorre a promoção da saúde e prevenção
da doença.
DEFINIÇÕES EM EPIDEMIOLOGIA,
● Fômite: qualquer objeto ou outros; que possa estar
contaminado e consegue veicular determinada forma
parasitária . Ex: materiais clínicos .
● Incidência: Quantidade de casos novos de uma
doença num determinado período de tempo
● Prevalência: Número total de casos (novos e
antigos) de determinada doença que ocorreu em
período de tempo determinado
● Zoonoses: infecções transmitidas em condições
naturais entre outros animais e o homem.
- Antropozoonoses: quando é passada do
animal para o homem.
- Zooantroponose: infecção primária ao
homem que pode ser passada para o animal.
DEFINIÇÕES EM PARASITOLOGIA
● Agente etiológico: agente causador da doença.
● Agente vetor: o transmissor
● Profilaxia: medidas de prevenção de uma doença
● Infecção: acesso à algo contaminado gerando
infecção
● Contaminação: objetos e outros contaminados
● Infestação: parasitos que vivem fora do corpo do
hospedeiro.
● Virulência: capacidade do parasito de provocar
danos ao hospedeiro.
Um processo de adaptação recíproca, de
compatibilidade e de baixa virulência do parasitismo,
asseguram a sobrevivência de ambas as espécies.
Adaptações do parasita aos hospedeiro:
● Morfológicas (degenerações, atrofias, hipertrofias):
adaptações anatômicas.
● Biológicas (capacidade reprodutiva, várias formas
de reprodução, tropismos): adaptações
comportamentais.
Tropismo é a aproximação ou afastamento em
relação à fonte de um estímulo. Tem o geotropismo,
termotropismo, quimiotropismo, tigmotropismo e
fototropismo.
Endoparasitas: são parasitas que vivem no interior do
corpo do seu hospedeiro.
Estar alojado em seu hospedeiro é necessário para
sua sobrevivência, pois só assim eles conseguem
absorver o que precisam.
Ectoparasitas: não precisam estar alojados no corpo
do seu hospedeiro para sobreviverem; eles conseguem
se manter fora, mas estão em contato com o
hospedeiro constantemente.
Os ectoparasitas são os insetos e aracnídeos e eles
infestam os hospedeiro, não infectam. Eles podem
transmitir agentes infecciosos, então, quem infecta é o
agente etiológico.
Estudo dos parasitas
O estudo dos parasitas é importante para conhecer as
doenças produzidas e transmitidas por eles. Para
assim, poder manejar clinicamente os animais nos
diferentes contextos de assistências.
Importante também para prevenção, diagnóstico e
transmissão produzidas e transmitidas pelos
ectoparasitos
Um bom protocolo de controle e manejo do animal,
consequentemente, trará um controle dos
ectoparasitas, sem a necessidade de inseticidas e
outros manejos agressivos.
Objetivo do estudo: saber reconhecer, diagnosticar,
tratar e prevenir as principais infestações parasitárias.
Objetivo específico:
● Relacionar dentro do ciclo dos parasitos de interesse
médico veterinário quais os hospedeiros definitivos e
intermediários e sua importância na transmissão dos
mesmos.
● Relacionar o ciclo biológico dos parasitos de
interesse médico veterinário com as injúrias
provocadas pelo hospedeiro.
● Diagnosticar os parasitos estudados, tanto nos
hospedeiros como no laboratório.
● Relacionar os parasitos estudados com a sua
importância médico veterinário e/ou em higiene e
saúde pública.
Competências e habilidades
● Estabelecer diagnóstico adequado frente às
parasitoses e implementar planos preventivos e
terapêuticos.
● Identificar e caracterizar cada parasito baseado nos
aspectos morfológicos e biológicos.
● Detectar aspectos endêmicos das parasitoses bem
como suas especificidades regionais.
● Correlacionar modificações fisiológicas com a ação
dos parasitos no organismo do hospedeiro.
● Apresentar conduta ética ao coordenar e dialogar
com a equipe multiprofissional.
● Priorizar, através do diagnóstico, tratamento e
prevenção das parasitoses, o bem estar animal.
ANOTAÇÕES:
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FILO ARTHROPODA
Animais invertebrados que possuem pernas
articuladas
Chilopoda e Diplopoda: tem cabeça e tórax
Insecta: cabeça, tórax e abdome
Arachnida: cefalotórax e abdome
Crustacea: cefalotórax
→ Classe Insecta
Os insetos são metazoários com simetria bilateral.
Insetos são caracterizados por possuírem:
● Exoesqueleto formado por quitina que confere
grande resistência e evita a perda d´água. Em volta do
exoesqueleto há uma camada de lipídios. E nele há
placas rígidas (escleritos). As partes moles do
esqueleto (pleura) permite maior entrada de
substâncias químicas
● Corpo dividido em 3 partes (cabeça, tórax e
abdome)
● 3 pares de patas articuladas
● Olhos compostos: constituídos por milhares de
omatídeos.
● Um par de antenas que podem exercer uma ou
mais funções sensoriais como; olfativos, gustativos
táteis, termorreceptores e hidrorreceptores.
O padrão de organização do tagma é basicamente é
dividido em cabeça, tórax e abdômen
● Na cabeça encontra-se a maior parte dos órgãos
sensoriais de ingestão de alimentos e centro neuronal
mais desenvolvido.
● Tórax musculatura responsáveis pela locomoção
como patas e asas
● Abdômem abriga os órgãos digestivos e
reprodutivo.
Ecdise ou muda: troca do exoesqueleto que não
acompanha o crescimento do corpo do animal.
Rompendo a camada de lipídios do parasito faz com
que ele sofra uma perda d'água, desidratação intensa,
fechando o trato respiratório, fazendo morrer
asfixiado.
Sua diversidade é desbalanceada e existem 4 grupos
megadiversos que correspondem a 81% dessa
diversidade. São eles: .
- Coleópteros (besouros)
- Himenópteros (abelhas, vespas e formigas)
- Dípteros (moscas)
- Lepidópteros. (mariposas e borboleta)
Respiração:
É do tipo traqueal, onde no abdômen se encontra
aberturas (os espiráculos) que faz a passagem de ar
para traqueias.
Aparelho bucal:
Depende dos hábitos alimentares.. Eles podem ser
mastigadores, lambedores, sugadores maxilares ou
picadores...
Quando o inseto tem uma par de asa é díptero.
Mosquito: quando a antena é longa e tem vários
seguimentos .
Mutuca: Antena com 3 segmentos, sendo o último
terminador anéis.
Mosca: quando tem três segmentos e partindo do
último existe arista.
O tórax tem funções essencialmente locomotoras, que
trazerem as penas e as asas.
Mosca, mosquitos e mutucas tem protórax mesotórax
e metatórax.
Pernas: cada uma tem cinco artículos: coxa, trocânter,
fêmur, tíbia e tarso. Na extremidade distal da perna
encontra-se garras ou outras estruturas de fixação
(pulvilos, empórios ou aróleo).
Ecdises e metamorfoses
metamorfose se refere a perda de características
adaptativas típicas de larva para adultos.
● Ametábolos: quando há mudas mas os
indivíduos permanecem semelhantes tanto jovens
quanto adultos.
● Paurometabolia: metamorfose incompleta.
Jovens e adulto vivem no mesmo ambiente
● Hemimetábolos: após o ovo as
metamorfoses são incompletas havendo ninfas cujas
mudas terminam por produzir os adultos e se
alimentam as mesmas coisas
● Holometábolos: têm metamorfose completa
como fase de ovo, larva, pupa e imago (adulto)
ARTRÓPODES RELACIONADOS COM A PATOLOGIA
HUMANA E ANIMAL: INSECTA
A classe insecta são os artrópodes, com cabeça, tórax
e abdome diferenciais. Eles têm sexos separados e
desenvolvimento ovular com várias mudas (ecdises).
Das muitas ordens que existem as espécies que nos
interessam, entram-se apenas em 4:
● Diptera: moscas, mosquitos e mutucas.
● Siphonaptera: pulgas
● Hemiptera: percevejos (barbeiros)
● Phthiraptera: piolhos (Anoplura, Ischnocera e
Amblycera)
Dípteros
São insetos que apresentam um par de asas
funcionais e outros em balancins e as peças bucais
são do tipo picador-sugador e sugador (lambedor).
Em seu ciclo, apresentam metamorfose completas,
passando pelas fases de ovo, larva, pupa e adulto
(ciclo holometábolo). As larvas não tem pernas
(ápodas)
São subdivididos em duas subordem, Nematocera
(antenas com várias segmentos ou longas, ex:
mosquitos) e Brachycera (antenas curtas com poucos
segmentos)
Ordem: Diptera
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Diptera
Subordem: Brachycera
Infraordem: Muscomorpha/Cyclorrhapha
Família: ------
➳ Família calliphoridae
As moscas varejeiras tem porte médio, corpo robusto,
cores metálicas brilhantes (azuis, verdes ou cúpulas) e
aparelho bucal lambedor.
Importância ecológica
● Suas larvas apresentam papel ecológico pois são
decompositores de matéria orgânica, exercendo um
destacável papel na ciclagem de nutrientes
● Adultos (algumas espécies) atuam como
polinizadores
● Grande capacidade de dispersão, habilidade de
localizar recursos efêmeros a grande distância (ex:
feridas) e diversificação do hábito alimentar.
Importância médico sanitária
● Larvas de várias espécies causadoras de miíases no
homem e em animais domésticos
● Várias espécies com alto índice de sinantropia
(edificações, construções, resíduos, animais)
Adultos de várias espécies veiculadores de agentes
patogênicos
Morfologia e biologia das moscas (Larva)
O aparelho bucal (a), apresenta estruturas quitinizadas
em forma de gancho para raspar os alimentos. Tem
ação traumática e enzimática no hospedeiro.
O último segmento é truncado e por vezes deprimido,
trazendo as placas estigmáticas, com duas aberturas
espiraculares (para respiração) - esses espiráculos
sempre estão fora da lesão.
As larvas que crescem em cadáveres permitem
calcular quanto tempo o cadáver ficou exposto à
moscas, isto é, a data mínima provável da morte.
Podem também se criar em carcaças, fezes e lixos.
Outras moscas só se alimentam de tecidos vivos,
sendo os verdadeiros parasitos, na fase juvenal. Elas
causam as miíases e abandonam seus hospedeiros
para a pupa.
Gêneros:
1. Chrysomya: C. albiceps, C. megacephala e C.
putoria
2. Cochliomyia:C. Macellaria e C. Hominivorax
3. Phaenicia ou Cicilia
… Chrysomya megacephala ……. ..
● Presente em vários lugares, se adapta facilmente ao
ambiente.
● Coloração verde azulado, metálica.
● Vinculador de agentes patogênicos (adultas) e
causadores de miíases ulcerosas ou traumática, e
cavitárias (larvas).
Para saber se é macho ou fêmea deve observar o
espaço ente os olhos. Muito próximo é masculino e
separados é feminina.
Adulto da mosca libera a saliva através do aparelho
bucal em cima do local que irá comer, liquefaz suga o
alimento. Ela pode transmitir agentes patogênicos até
mesmo grudados em seu corpo.
… Gênero Cochliomyia ……………………………… …...
São moscas de porte médio corpo curto robusto,
cores metálicas brilhantes. No géneros cochliomyia
estão C. Hominivorax e C. Macellaria.
- C. hominivorax conhecida como MOSCA DA
BICHEIRA, é parasito obrigatório na fase
larvária e produtoras de miíases. Os adultos
apresentam aparelho bucal do tipo lambedor,
alimentando-se de matéria orgânica animal.
Miíases primárias
- C. macellaria são necrobiontófagas,
alimenta-se sobre cadáveres e animais
mortos, sendo de interesse para medicina lega
( utilização em larvoterapia).As larvas de Cochliomyia Hominivorax (mosca da
bicheira) têm dois traços no final do corpo, é a
traqueia, por onde ocorre a respiração.
Tratamento
Principal medida: manter limpa e isoladas as feridas
do animais.
Remoção da larva: larvas lesões com solução
fisiológica com 10% de clorofórmio. Em seguida
remover larvas mecanicamente
Nitenpyram (Capstar) : cães
Ivermectina
Na cavidade oral: remover os dentes estragados e
limpar os alvéolos dentários
Repelentes: óleo de mamona, fórmulas comerciais
conteúdo cresóis ou alcatrão como o Lepecid
Outros métodos: utilização de iscas.
Miíases
“é uma infestação de vertebrados vivos por larva de
dípteros, que se alimentam dos tecidos ou mortos do
hospedeiro (em certo período), de suas substâncias
líquidas, ou do alimento por ele ingerido.”
Classificação:
Clínica: localização anatômica
- Cutânea: furunculosas, rasteira, ulcerosas ou
traumáticas
- Cavitárias: narinas e outros locais...
- Orgânicas
Etiológica:
- Pseudomiíases: ingere mas não dá danos ao
corpo, é eliminadas ainda vivas
- Miíases semi específicas ou facultativa
secundárias (necrobiontófagas): se alimentam
de tecidos necróticos do hospedeiro
- Miíases específicas, obrigatória ou primária
(biontófagas): Se alimentam de tecidos vivos
Principais espécie:
●Cochliomyia hominivorax: miíase primária ulcerosas
●Cochliomyia macellaria: mais secundária ulcerosa
●Phaenicia Eximia, Ph. Cuprina, Ph. Sericata: miíases
secundárias ulcerosas
●Chrysomya megacephala: miíase secundária
ulcerosa
●Chrysomya Albiceps: miíase secundaria ulcerosa
●Chrysomya putoria: miíase secundária ulcerosa
(presentes em aviários)
ANOTAÇÕES:
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➳ Família OESTRIDAE
Vive na pele do ser vivo, sua miíase é furuncular
primária. Conhecida como mosca do Berne.
Essa mosca não entra em contato direto no
hospedeiro da larva dela, ela põe em insetos
(geralmente hematófagos ou lambedores), assim,
esses insetos quando vão ao corpo do animal, e
depositam as larvas.
… Dermatobia hominis e o Berne ...
As peças bucais de Dermatobia são atrofiadas, pois o
inseto adulto não se alimenta durante sua existência.
Para a desova a fêmea (A) procura agarrar um inseto
zoófilo e, em pleno voo, nele cola seus ovos (B).
Após uma semana, quando o inseto vetor pousar ou
for alimentar-se sobre um animal ou uma pessoa, as
larvas levantam o opérculo do ovo e passam para a
pele, onde penetram (C) em cerca de 1 hora.
O BERNE é uma dermatite parasitária devida as larvas
da mosca e frequente em hortos florestais e
plantações de eucaliptos. A larva perfura a pele
instalando-se com os espiráculos posteriores,
aflorando a superfície cutânea, para respirar.
Pelo extremo anterior, provido de 2 ganchos,
alimenta-se e cresce. Em seguida, faz suas muda
durante o período larvário que dura 7 a 40 dias. Ao fim
desse tempo, abandona o hospedeiro para pupar.
Vetores dos ovos de Dermatobia Hominis: Musca
domestica, Culex (pernilongo), Família sarcophagidae,
Haematobia irritans, Stomoxys calcitrans.
Patologia e tratamento
Ao penetrar, as larvas podem produzir sensação de
picada o prurido, que soem passar despercebidos.
Em torno delas, surge inflamação e a formação de
uma cápsula fibrosa.
Externamente a lesão parece um furúnculo em cujo
vértice há pequeno orifício, com a lupa, pode-se ver a
placa espículas.
Cada lesão corresponde a uma larva, podendo haver
uma ou mais.
Além da tumoração local, os hospedeiros apresentam
dores águas, como ferroadas, es entre os movimentos
da larva.
O diagnóstico é clínico e não oferece dificuldades. O
tratamento é feito pela retirada da larva.
Um método prático consiste em aplicar uma faixa de
esparadrapo sobre a região. Procurando respirar, a
larva sai, aderida ao esparadrapo. Em alguns casos,
pode ser necessária a extração cirúrgica mediante
prévia anestesia local
Controle:
Pour-orr: organofosforados (triclorfon)
Administração de Ivermectina e Closantel
Controle de vetores
ANOTAÇÕES:
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➳ FAMÍLIA ostreidae
Larvas que produzem miíases cavitárias em ovinos
….. Oestrus - ovis …………………………………………………….
moscas que esguicham as larvas (entre 20-25)
As larvas irritam a mucosa nasal, provocando uma
inflamação e produção de muco (para se
alimentar).
Podem chegar aos pulmões, causando pneumonia e
óbito (afeta o sistema respiratório). Além disso,
podem atingir o cérebro e causar problemas
neurológicos.
Tem abdome preto com pilosidades acinzentadas com
padrão irregular, asas com nervuras amarelas e
cabeça achatada amarela com depressões
arredondadas entre os olhos. Seu mesotórax revestido
de pelos e seu aparelho bucal é atrofiado.
Ciclo biológico:
● A fêmea esguicha as larvas na cavidade e seu
tempo de desenvolvimento dentro leva de 2 semanas
a 9 meses.
● Depois de passar por l1 e l2, na L3 a partir dos
movimentos que elas provocam, vão ser eliminadas.
● No solo vão se enterrar e desenvolver uma pupa,
da pupa nasce o adulto e recomeça o ciclo
novamente
As larvas localizam se na passagem nasal. São
brancas, amarelas e castanhas conforme o
desenvolvimento.
Sua superfície ventral contém espinhos (para irritar a
mucosa e produzir muco que vai servir de alimento).
Superfície dorsal com série de faixas escuras
transversais
São larvíparas e não ovíparos
Danos:
Os animais ficam excitados, irritados, sacodem a
cabeça, espirram, esfregam as narinas nos solos e
permanecem aglomerados para tentar se proteger .
O parasito é benigno mas a ação dos ganchos e
espinhos larvais, concomitante com a liberação de
toxinas leva um processo inflamatório das
membranas nasais com secreção de muco e até
sangramento.
Eles ficam com dificuldade respiratória,
inapetência e emaciação (perda do tecido
muscular) e ficam enfraquecidos.
Tratamento
● Injeta nas narinas cresol saponificadas
● Parafina líquida e tetracloroetileno ou bissulfeto de
carbono
● Neguvon ou pulverização (repelentes)
● Ivermectina e closantel
ANOTAÇÕES:
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família GASTEROPHILIDAE
Larvas que produzem miíases orgânicas (presente
em órgãos internos- estômago e duodeno) em
equídeos. Causam inflamação e ulcerações
Gasterophilus intestinalis , Gasterophilus nasalis e
Gasterophilus Haemorrhoidalis ……… ………… ……….
Intestinalis: põe ovo nas patas anteriores
Nasalis e Haemorrhoidalis: põe ovos nos lábios
inferior
● G. Intestinalis e Nasalis podem instalar na traqueia
causando infecções, asfixias, obstrução do piloro.
● G. Haernorrhoidalis pode se fixar no reto provocando
uma retenção de fezes e prolapso retal.
Além disso, a L1 causa escavação da gengiva e
língua podendo gerar bolsa de pus, afrouxamento
dos dente e perda de apetite.
As L3 são eliminadas nas fezes dos animais, elas têm
coloração vermelha e corpo espinhoso, o que faz uma
fácil percepção. Parece uma abelha.
Seu corpo é espinhoso para fixação da larva. Ela se
alimenta de capim digerido e semidigerido
Seu abdome é telescopado para aumentar a
mobilidade na posta de ovos
Ela irrita o animal e faz com que ele galope (coice no
ar) e que os animais ficam em posição lateral um ao
outro. Assim, evitando o contato com a mosca.
Ação irritativa, traumática e espoliadora
Ciclo biológico:
● Ovo é depositado e deglutido até o estômago
(algumas migram para o duodeno).
● A Ll3 vai para o Intestino grosso e é eliminada
pelas fezes.
● Logo, ela abandona as fezes, vai para o solo, realiza
a pupa e dá origem aos adultos.
Profilaxia e Tratamento:
● Repelentes
● Lavar as pernas com toalha e água morna
● Aparar os pelos da ganache
● Lavar as paredes das estrebarias com água a 50ºC
● Triclorfon e diclorvos
● Ivermectina
● Moxidectina
Cyclorrhapha
Famílias importantes:
● Muscidae
● Calliphoridae
● Sarcophagidae
● Oestridae
● Gasterophilidae
➳ FAMÍLIA MUSCIDAE
● Tamanho médio, corpo glabro ou com cerdas, cores
foscas.
● São vinculadoras de patógenos e transmissão de
verminoses
● Hábitos alimentares distintos, há moscas não
picadoras (moscas domésticas) e moscas picadores
(stomoxys e haematobia irritans). Estas 3 espécies
também são veiculadoras dos ovos da mosca do
berne
Ciclo
1. Fêmeas depositam os ovos e decolagem L1,
L2, L3
2. L3 vai para superfície e dá a pupa
3. Da pupa surge o adulto
MUSCA DOMESTICA … ……….
Cinza escura, cabeça com faixa preta mediana, dorsal
do tórax há 4 linhas escuras longitudinais, atenas e
olhos avermelhados e abdome castanho claro.
● Seus espiráculos parecem rins, tem três aberturas
em forma de M
● Presente em locais insalubres e em estábulos,
matadouros, locais de ordenhas e mercados
●Hospedeira intermediária do habronema megastoma
(ferida de verão)
Durante a alimentação sua saliva é lançada sobre os
materiais sólidos para dissolvê los e permitir que
sejam aspirados
● Hábitos diurnos, sempre querendo lugares quentes
e iluminados
● Vinculam agente patogênicos até mesmo pelas
pernas.
● Atraídas pelo lixo e esterco
Combate:
● Destino adequado do lixo e dejetos humanos/
animais. O lixo deve ser incinerado ou enterrado para
que a afermentação mat as larvas.
● Usar inseticidas de efeito imediato para destruir as
moscas.
● Usar vespas (controle biológico)
… STOMOXYS CALCITRANS (mosca dos estábulo) …… …….
É hematófaga (ataca principalmente bovinos e
equinos).
● Peças bucais picadores, abdômen acinzentado com
manchas escuras
● Espiráculos com 3 aberturas com letra S
Pousa com a cabeça para cima, em direção ao sol
Transmissão de patógenos, sua picada abre entrada
para moscas das bicheiras. veiculadoras de vermes e
ovos da mosca do berne.
● Apta em várias condições ecológicas
●Espécie hemissintroíca (possui media capacidade de
se dispersar em áreas antrópicas) e sim bovina
(presente onde tem bovinos)
● Hospedeira intermediária do nematódeo habronema
microstoma(ferida de verão), além de poder transmitir
AIE.
●Presente também na orelha do cão
Sua larva se desenvolve em matéria orgânica vegetal
em decomposição (ex: cama dos animais, palhas,
fenos), esterco de aves, estábulos e em fases finais na
decomposição de lixo.
Ações sobre o hospedeiro:
Picada dolorosas, causam estresse pois são moscas
ativas. Em uma grande infestação ocorre perda de
sangue e estresse elevado
Causa uma espoliação, irritação, decréscimo de
peso corporal e produtividade de leite, ocorre até
mesmo amorte do animal.
Controle:
● Não amontoar matéria vegetal em decomposição
● Remoção de resíduos alimentares úmidos dos
estábulos
● Aplicar inseticidas nos locais de pouso
● Retirar/incinerar a cama dos animais com
frequência
● Cuidado com as palhas usadas em plantações
● Cuidado com o manejo de fezes do animal
● Controle biológico através de vespas
HAEMATOBIA IRRITANS (Mosca do chifre) … ……….
São hematófagas, irrita muito o animal em períodos
de manhã/tarde/noite com infestação média de 500
moscas por animal.
● Ovos depositados em fezes recém emitidas
● Perda de peso do animal
● Só abandonam o animal para acasalar e depositar
ovos
● Hematofagos intermitendes
● Pousa com a cabeça pra baixo
● Acumala mais em pelagem escuras
● Preferência em animais machos relacionada a
atividade de glândulas sebáceas.
● Cor negra com tons cinzas
●Espiráculos com aberturas sem formatos definidos
Em áreas mais quentes elas ficam nas regiões ventrais
e quando ocorre uma queda de temperatura ficam
dorsalmente
Controle:
● Utilizar besouro (rola bosta)
● Aplicar inseticida organofosforado derramando na
linha da superfície dorsal
● Aplicar piretróides ou usar brincos com estes
inseticidas
ANOTAÇÕES:
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➳ família SARCOPHAGIDAE
Espécie de tamanho médio, tem espinhos, cor
uniforme cinzenta com três faixas negras no mesonoto
● Insetos adultos alimentam se de fezes, carne morta e
suco de frutas.
● Fêmeas larvíparas depositam onde haja matéria
orgânica em decomposição ou deveres.
Produz miíases secundárias, pseudomiíases, larvas
predadoras (que pedram outras larvas de outras
espécies), veiculação de patógenos.
ANOTAÇÕES:
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LARVOTERAPIA
Utilização da larva de mosca para desbridar
feridas necróticas.
Essa ultlização induz a miasses secundária (larvas
nefrobioncróagas)
Deve conhecer o paciente para realização do
procedimento pois as mesmas produzem aonio e há
pessoas que são refratárias. Além disso, depende da
lesão e da parte o corpo. Ex: em locais que há vasos
calibrosos e em áreas sensíveis não é recomendado
Indicações: Infecções que não respondem à
antibioterapia. Ex: abcessos, queimaduras, gangrena,
úlceras, osteomielites, feridas em pé de diabéticos,
entre outros…
Mecanismo:
● Desbridam feridas necróticas, liquefazendo e
removendo tecido necrosado (produzem protease que
removem o cálice)
● Produzem antimicrobianos e se alimentam de
bactérias
●Estimulam a cicatrização e o crescimento do tecido.
Procedimento
●Utilizar um kit
● L1 estéreis inoculadas na ferida
●Remover L3 (42-71 horas)
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Família Hippoboscidae
● Cabeça e tórax achatados, tarso com garras.
● Cabeça pequena e intimamente justaposta ao
pró-tórax
● Atena com 3 seguimentos e olhos vestigiais ou
ausentes.
● Aparelho bucal para baixo para a fixação e
perfuração para alimentação
● As fêmeas são vivíparas, retém a larva no oviduto
até o estágio em que a larva está apta para pupar.
● São parasitas permanentes ou permanecem com
maior parte do seu ciclo biológico
MELOPHAGUS OVINUS … .
● Macho e fêmeas hematófagos
● Mosca picadoras parecidas com carrapatos.
● Abdome não segmentado
● Fototropismo negativo
● Adultos são ectoparasitas e alimentam-se de sangue
de ovelhas e cabras
● Fazem a pupa nos pelos ou lãs o animal
Danos ao hospedeiro: anemia, inquietação,
emaciação, inapetência, intenso prurido. Transmitem o
protozoário Trypanosoma melophagium
Tratamento: Tosquia da lã, ivermectina e piretróides
(inseticidas)
As fezes do parasito mancha as lãs de forma definitiva,
diminuindo seu valor comercial.
PSEUDOLYNCHIA CANARIENSIS … .
● Cor marrom
● Ocelos ausentes
● Dois primeiros pares de perna menor que o terceiro.
● Picadora, cabeça esférica
● É bem distribuída e ataca pombos e aves silvestres.
● Fêmeas são larvíparas, elas põem a larva L3 nos
ninhos e não nas aves.
Danos: anemia, irritação, mortalidade de pombos
jovens. Transmitem o protozoário Haemoproteus
Columbae.
Tratamento: Deve-se fazer a remoção das moscas e
inspeção periódica para averiguação de reinfestação.
O repelente tem pouca eficácia.
Aversão de piretróides, organofosfato e PDT em talco.
Controle: não permitir o acesso a aves de vida livre
aos criadouros e aves.
ANOTAÇÕES:
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Subordem Tabanomorpha
Família Tabanidae - mutucas … .
● Tamanho de médio à grande
● Fêmeas hematófagas
● Transmissão mecânica de doenças para outros
animais, ex: AIE, Trypanosoma equinum (protozoário,
agente do mal de cadeiras) e Trypanosoma Evansi
● Hospedeiro intermediário Loa loa na África
● Presente maior em período deverão
Têm sua picada dolorosa e sua saliva possui
anticoagulante
Mudam frequentemente de ponto de sucção, em cada
local abandonado escorre um filete de sangue.
Machos são fitófagos, ou seja, se alimentam de
néctar e seiva, fazem polinização porém podem levar
doenças à plantas.
Morfologia
● Cabeça mais larga que o tórax, corpo sem cerdas.
● Coloração castanho acinzentado e preto, algumas
manchas amarelas
● Olhos grandes e em algumas espécies
incandescentes
● Antenas com 3 artículos, sendo o último anelado
● Aparelho bucal do tipo picador sugador
● Asas com ou sem manchas
● Abdômen com 7 segmentos
É considerada praga dos animais domésticos e
humanos, são mais ativos nos dias quentes e atacam
mais bovinos de coloração preta.
Ovos são depositados em ambientes aquáticos ou
semiaquáticos
Larvas predadoras de larvas de alguns artrópodes,
moluscos e anelídeos
Há 3 subfamílias: Pangoninae (espécie: fidena),
Chrysopsinae (espécie: chrysops) e Tabanidae
(tabanus)
● Fidena: Grandes, escuras, antenas curtas, aparelho
bucal longo
● Chrysops: pequenas, asas manchadas amarela e
preta, aparelho bucal curto
● Tabanus: média, asas claras com pequenas
manchas, antenas curtas
Controle:
● Evitar acesso de animais em áreas sombreadas e
com coleções de água
● Limpeza dos cursos d’água e drenagem de campos
alagadiços
● Aplicações de repelentes
ANOTAÇÕES:
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SUBORDEM NEMATOCERA
● Antenas longas
● Larvas com cabeça bem desenvolvida
● Pupa nua, nascimento dos adultos através de fenda
dorsal em forma de T
● Aparelho bucal picador sugador
● Asas manchadas (as vezes)
● Reúne importantes vetores de doenças infecciosas
e parasitárias
● Todas as fêmeas são hematófagas
● Psychodidae: mosquito palha, transmite
leishmanioses (espécie: Lutzomyia)
● Simulídeos: borrachudos, vetor de onchocerca
volvulus e onchocerca cervicalis (espécie: simulium)
●Ceratopogonidae: mosquito pólvora ou maruins:
doenças da língua azul
● Culicidae: pernilongos, vetores de malárias, dengue,
dirofilariose, elefantíase (espécie: anopheles,
aedes,culex)
Família Simuliidae … …
● Parecem pequenas moscas
● São hematófagos e transmitem a oncocercose nas
américas e na áfrica.
● Asas com nervuras frágeis
● Cor escura
● Aparelho picador sugador
● Antena curta
● Probóscide curta e poderosa
● Causa dor e prurido
● picam em horas claras do dia
Os ovos são postos sob vegetação que será
submersa pela água de curso rápida ou sub pedras
molhadas
● Larvas aquáticas que possuem antenas e escovas
bucais
● Após 2-3 semanas elas tecem um casulo aberto e se
transformam em pupa. Fazem sua fase larvária até L7.
Controle:
●Aplicação de inseticidas como temófos, permetrina
ou carbosulfan
● Controle biológico com aplicações de culturas de
Bacillus Thuringiensis, está bactérias produz uma
proteína tóxica para os dípteros por vías digestivas.
ANOTAÇÕES
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Família Ceratopogonidae ……… N ……..
● Mosquito pólvora
● Insetos pequenos, são conhecidos como maruins
também
● Atacam no fim da tarde/início da noite, atacam em
grupos
● Aparelho bucal curto/robusto
●Asas com manchas
● Antenas longas
● Suga a região inferior dos corpos
●Palpos longos
● Asas superpostas quando em repouso.
●Abdome alongado, diferente do borrachudo
● Picadas intensas e dolorosas, com sensação de
ardência. Gra lesões cutâneas de caráter urticante,
eczematoso ou tuberculóide.
● Fêmeas hematofagas e transmitem filária.
● Podem transmitir Onchocerca cervicalis para
equídeos e asininos (verme com ligamento cervical)
que pode produzir fístulas e alopecia na região
cervical e a opacificação do globo ocular.
Transmitem também a doença da língua azul em
ovinos, causa pelo Orbivirus.
Além disso transmissão da virose oropouche para
humanas na amazônia
●Ovos postos em centenas e são envolvidos por uma
massa gelatinosa.
Ciclo: as larvas são vermiformes e muito móveis, elas
acabam por enterrar-se para pupa. O ciclo completos
dura dua semanas em função da temperatura
As larvas duram até L4
Controle: utilização de bacilos e drenagem de áreas
úmidas, aplicação de repelentes e inseticidas
Família Psychodidae …………… …..
● Corpo com pelos finos e pequeno
● Cabeça formando ângulo de 90º com eixo do tórax
● Asas com posição semi ereta
● Pernas longas e delgadas
● Formas imaturas encontradas em solo úmido.
● Fêmea transmissor da leishmaniose
● Se criam em fezes de aves, cães, suínos, terrenos
baldios com despejo e matéria orgânica, lixões...
Ovos: ligeiramente recurvados e esbranquiçadas.
Encontrados em solos rico de matéria orgânica e
úmidos.
Larvas: corpo escurecido, cabeça bem delgada, três
segmentos torácicos e nove abdominais.
Pupas: composta por cefalotórax e um abdome de
nove segmentos.
Ciclo biológico:
●Machos e fêmeas se alimentam de carboidrato
(fitófagos). Quando parasitada pela leishmania
aumenta
● Hematofagismo: reações alérgicas e picadas
dolorosas e transmissão de doenças. Transmitirem
doenças viróticas (febre dos três dias), bacterianas
(febre oroya ou doença de Carrion ou Verruga
peruana), protozoários (leishmania spp)
Hemoglobina do sangue: a fêmea necessita para
amadurecer sexualmente e produzir a cápsula dos
ovos.
Flebotomíneos
● Antenas longas: 16 artículos
● Cabeça pequena e alongada fortemente refletida
pra baix
● Aparelho bucal picador-sugador curto
● Asas são lanceoladas coberta de peles com veias
atingindo sua margem.
● Asas em pé até emrepouso
● Transmitem leishmanioses cutâneas e viscerais pela
Lutzomyia
● Femeas hematófags mas também se alimentam de
sucos vegetais como os machos.
● A fecundação pode dar-se antes ou depois de u m
repasto sanguíneo.
Para amadurecerem os folículos ovarianos e requerem
ao mesmo um repasto de sangue.
● Atividade crepuscular ou noturna.
● Durante o dia ficam abrigados em lugares frescos
como os ocos de árvores, bambus, tocas de animais,
galinheiros, currais, depósitos de material, etc…
● Voos curtos e silenciosos, semelhantes a saltos
Transmissão de leish é de caráter periódico pois com
regimes de chuvas o inseto não é ativo.
Lutzomyia intermedia: encontrada da paraíba até o
paraguai e argentina. Principal vetora do sudeste
Tem hábitos semi-domésticos invadindo casas e os
abrigos de animais. Transmite Leishmaniose
tegumentar cutânea pela leishmania infantum.
Lutzomyia longipalpis: Transmite a Leishmaniose
visceral causada pela Leish brasiliens
Controle: inseticidas de ação residual, aplicados na
casas e anexos, poda de arvores, remoção de restos
de vegetais, não construção das casas dos animais
perto de lugares úmidos, recolhimento das fezes de
aves.
Leishmaniose Cutânea
Também chamada de leishmaniose cutâneo-mucosa,
espundia, úlcera de bauru ou ferida brava.
● Os parasitos são inoculados pelo flebotimineos e
fagocitados por macrofogos de pele (histocitos)
transformam-se em amastigotas e permanecem no
interior dos vacúolos. Eles são refratarios à digestão
pelos macrofagos.
● No individ não-mune, as lesões iniciais são do tipo
pápulo-vesicular, por vezes com linfangite e adenite
satélite.
Multiplicação dos macrofagos a nivel de derme ferindo
a epiderme.
Leishmaniose Visceral
Leishamnia vai se viscerar e multiplicar-se nos
macrofagos dos orgãos internos e danificar o tecido
dos indivíduos.
● Os cães são os principais reservatórios da doença.
Os mesmos apresentam unhas longas, diarréia e
caquexia.
ANOTAÇÕES
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Família Culicidae …… ………
● Sem ocelos
● Antena com 15 a 16 segmentos
● Pernas longas
● Conhecidos como mosquitos
● Fêmeas hematófagas e machos fitófagos
● Fêmeas colocam seus ovos em lugares úmidos ou
aquáticos.
● Há 4 estágios larvais e um estádio pupal, ambos
aquáticos.
● Há 3 subfamílias: Anophelinae, Culicinae e
Toxorhyncinae
● Transmitem dirofilariose
Alimentação: machos e fêmeas de sucos vegetais
ricos em carboidratos necessários para o
metabolismo energético, porém as fêmeas também
são hematófagas pois dependem do sangue para que
ocorra o processo de maturação dos ovos.
Postura: Os Anopheles fazem a postura em grandes
coleções de água parada, ou com leve correnteza ou
em água colhidas de bromélias. Ovos não são
resistentes à dessecação. São postos isoladamente na
superfície da água e apresentam flutuadores laterais
Os Aedes realizam a postura na superfície de paredes
de recipientes que contenham água limpa, como em
barris, potes, vasos… Ovos postos isoladamente mas
não apresentam flutuadores.
Do Culex são colocados em posição vertical, formando
uma jangada capazes de flutuar.
Larvas: encontradas na água ainda que possam viver
em um ambiente úmido. Há 4 estágios larvais e elas se
alimentam de microorganismos e pequenos
invertebrados que fazem parte do zooplâncton.
ANOPHELINE
● Adultos com escamas abundante
● Probóscida bem desenvolvida e pelos retos
● Olhos grandes
● Antenas plumosas nos machos
● Ovos providos de flutuadores e postos isoladamente
● Larvas sem sifão respiratório
● Larvas horizontais na superfície da água
● Pupas com tromba respiratória e forma cônica curta
e de abertura larga
● Perpendicular à superfície
Anopheles darlingi: vetor da malária, bem apta a
grande coleção de água limpa e iluminada.
Ciclo biológico:
Ocorre nos criadouros com lagoas, rios, lagos e
represas, ou seja, grandes coleções de água com
pouca correnteza, nas quais desenvolvem os estágios
imaturas.
Importância: veiculador da malárias
Controle: proteção individual contra os vetores como
uso de mosquiteiros, inseticidas ao redor da residência
e conscientização individual.
CULICINAE
● Ovos desprovidos de flutuadores e postos isolados
ou em jangadas
● Larvas do sifão respiratório
●Dispõem-se perpendicularmente obliquamente na
superfície líquida, permanecendo com o corpo
mergulhado
● Pupa com tromba respiratória em forma tubulosa
● Fêmeas com papo curtos de comprimento menor do
que a proboscis, já dos machos são longos
● Quando em repouso, esses mosquitos ficam com o
corpo paralela à superfície.
Culex
● Coloração marrom
● Fêmeas com papos curtas e antenas com pouca
cerva, macho ao contrário
● Hábitos noturnos
● Fêmeas depositam seus ovos em água estagnada
pura ou impura nas mediações dos domicílios.
● Ovos postos verticalmente e aglutinados formando
uma jangada
● Encontrados em dormitórios sobre o teto, móveis e
roupas.
● Larvas com sifão respiratório com cerdas.
● Quando em repouso posição oblíqua em relação à
linha d’água.
Transmite Wuchereria rancrifi que gera elefantíase.
Algumas espécies transmitem encefalite equina
Controle: Inseticidas químicos, controle biológico com
a utilização de bactérias Bacillus..
AEDES
● Fêmeas com antenas de pouca cerdas e machos
com muitas
● Larvas com sifão respiratório curto e um tufo de
cerdas no mesmo.
● A. aegypti são urbanos e A. albopictus silvestre são
rural
● Transmissor da dengue.
Ciclo biológico: Após a cópula as fêmeas necessitam
fazer repastos sanguíneos para a maturação dos
ovos. Os ovos são depositados separadamente em
vários lotes, postos em intervalos de 1 ou mais dias.
Resistem à dessecação por vários meses.
As larvas se alimentam de microorganismos contidos
naágua e têm postura perpendicular à superfície da
água.
São fototróficas negativas, preferem locais escuros.
Transmite febre amarela e a dengue, A alta
densidade vetorial é estimulada pelo imenso número
de criadouros devido o reflexo do crescimento
desordenado da cidade e descaso com a educação
sanitária e ambiental, associado a altas temperaturas,
umidade elevada e períodos fortes de chuvas.
Controle: Eliminação dos criadouros, manter
hermeticamente fechadas caixas d'água, tonéis e
barris, manter garrafas para baixo, manter lixo em
local apropriado, não deixar água acumulada e
outros…. Além de controle biológico com Bacillus
Thuringiensis também é utilizado no controle de larvas
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Carrapatos
Classificação - taxonomia
● Reino: Animalia
● Filo: Arthropoda
- Subfilo: Chelicerata
● Classe: Arachnida
Ordem: Acari
- Subordem: Ixodides
● Famílias: Ixodidae (família de maior número e mais
importante - carrapato duro), Argasidae (carrapato
mole), Nuttalliellidae (apenas 1 espécie e não é
presente no brasil)
Características gerais
São ectoparasitas obrigatórios, hematófagos, causam
vários prejuízos ao hospedeiro como dano mecânico
(lesão no couro), espoliação sanguínea (anemia),
irritação, inflamação, transmissão de agentes
patogênicos, baixa de fertilidade e sua saliva pode
causar toxicoses e paralisia. Além dos danos físicos
ao animal também há danos econômicos com gastos
de acaricidas.
Eles se aderem firmemente ao hospedeiro, tem um
período longo de repasto sanguíneo e regurgitam
durante o repasto, tem um longo tempo de vida, um
rápido aumento populacional e realizam transmissão
transovariana (transmissão para todos os ovos da
fêmea) e transestadual (transmissão na fase de
ninfa). Assim, fazendo deles um potencial vetor de
doenças.
Morfologia
● Gnatossoma: aparelho bucal
1. Par de palpos: órgãos sensoriais
2. Par de quelíceras: apêndices altamente
esclerotizados que ajudam a cortar e perfurar
a pele
3. Hipostômio: estrutura da parte inferior da
base do capítulo que possui uma fileira de
dentes direcionados para trás e tem como
função manter o carrapato aderido.
● Idiossoma: região posterior do corpo (tórax e
abdome)
Órgão de Haller: órgão sensorial localizado abaixo do
primeiro par de patas que possui quimiorreceptores
que captam a liberação de CO2 e temperatura do
hospedeiro para facilitar a localização do hospedeiro
com a ajuda dos palpos.
Fases de vida
● larva: tem 3 pares de patas e não possui aparelho
reprodutor por ser a fase imatura do carrapato
● ninfa: possui quatro pares de patas e não possuem
órgão reprodutor
● adulto: onde ocorre a diferenciação sexual e a
copulação.
Respiração
As larvas respiram pelo tegumento já as ninfas e
adultos possuem um par de estigmas (espiráculos
respiratórios) que levam a um complexo de traqueias
através da placa estigmal .
Ciclo biológico
Podem ser monoxeno (utiliza apenas 1 hospedeiro
para completar seu ciclo) fêmeas postam os ovos no
ambiente e desses ovos eclodem as larvas que
identificam seu hospedeiro e sobem no hospedeiro
para se alimentar. Quando se fixa no hospedeiro, ela
fica permanentemente ali, realizando a mudança sem
sair do hospedeiro. Indo ao chão apenas para liberar
os ovos.
Podem ser também heteroxenos (utiliza mais de um
hospedeiro para completar seu ciclo), do ovo eclode a
larva e ela vai procurar um hospedeiro para se
alimentar, a muda da larva pra ninfa não ocorre sobre
o hospedeiro, ela se solta do hospedeiro e realiza a
muda no ambiente,a ninfa volta para outro hospedeiro
para continuar seu desenvolvimento. Quando adulto
vai ao ambiente novamente para fazer a cópula. Maior
possibilidade de transmissão de patógenos.
Coleta e identificação das espécies
Pode ser por coleta manual, arraste de flanela branca,
armadilha de CO2 (gelo seco ou carbonato + ácido
lático) e a identificação é através de sua morfologia e
hospedeiro
FAMÍLIA IXODIDAE …………………………… …………..
● Possui 13 gêneros
● Presença do escudo dorsal (carrapato duro) - nas
fêmeas o escuto é incompleto para expandir o
idiossoma na hora da alimentação para a produção
de ovos e machos completos.
● Acasalamento sobre o hospedeiro
● Femea orre após a postura de ovosss
● Corpo achatado dorso-ventralmente
● Aparelho bucal projetado para frente e visível
quando observado de cima.
● Espiráculos após o 4 par de patas
Espécies
Rhipicephalus (boophilus) microplus: parasita
principalmente bovinos
Rhipicephalus sanguineus: parasita principalmente
cães
Dermacentor nitens: parasita principalmente equídeos
Amblyomma cajennense / Amblyomma sculptum:
baixa especificidade mas parasita geralmente
equídeos.
Rhipicephalus (Boophilus) microplus ------------------
● Conhecido como carrapato do boi, porém pode ser
encontrado em cavalos, cães e homem.
● Possui um ciclo monoxeno
● Fase adulta em 21 anos
● São carrapatos duros, tem o formato hexagonal da
base do gnatossoma, tem o hipotômio curto e não
possuem festões no idiossoma.
Transmissão de patógenos:
1. Anaplasma marginale - anaplasma-
transmissão transaariano e transestadial
2. Babesia bovis e babesia bigemina - babesiose
- transmissão transaariano e transestadial
Eles podem transmitir os três patogênicos juntos e isso
se o nome de tristeza parasitária bovina, causa
anemia e morte por destruir as hemácias do animal .
Controle:
● Carrapaticidas (pulverização, banho de imersão,
aplicação dorsal, injetável). É importante o uso de
carrapatograma para que não ocorra o uso
desnecessário e tornar os carrapatos resistentes.
● Vacinas
● Feromônios associados a substâncias tóxicas
● Rotação de pastagem
● Controle biológico
● Gramínea com poder repelente (capim-gordura
capim-elefante)
Raças resistentes - zebuínos são mais do que os
taurinos
Rhipicephalus sanguineus -------------------------------
● Carrapato vermelho do cão, mas também
encontrado em outros mamíferos
● Sobem muros e paredes, abrigando-se em frestas.
São cosmopolita
● Ciclo heteroxeno (três hospedeiros)
● São carrapatos duro, base do gnatossoma
hexagonal e hipostômio curto e diferente do microplus,
o sanguíneos possui festões
Transmissão de patógenos
1. Babesia canis
2. Ehrlichia canis
3. Hepatozoon canis
Controle
● Carrapaticidas: banho, injetável, uso oral, coleiras,
pour-on
● Limpeza do ambiente: forros e canis com
carrapaticidas ou vassoura de fogo
Amblyomma Cajennense (amblyomma sculptum)---
● Carrapato estrela, carrapato do cavalo, carrapato
pólvora
● Baixa especificidade e hospedeiro
● Ciclo heteroxeno ( 3 hospedeiros)
● Larvas (março - julho), ninfas (julho - novembro),
adulto (novembro a março).
● Carrapatos duros, aparelho bucal longo que gera
picadas doloridas e possui festões
Transmissão de patógeno
1. Babesiose equina
2. Febre maculosa
Dermacentor (Anocentor) nitens -------------------
● Carrapato da orelha do equino, somente.
● Parasita principalmente equinos: cavalo, mula e
asnos.
● Encontrados no pavilhão auricular e divertículo nasal.
● Exclusivo do novo mundo.
● Ciclo monoxeno.
● Carrapato duro, base do capítuloretangular, palpo
curto e largo, tem placas espiraculares em formato de
dial de telefone.
Transmissão de patógenos
1. Babesia equi
2. Babesia caballi
Controle
● Carrapaticidas: pulverização, banho de imersão,
aplicação dorsal, injetável
● Feromônios associados a substâncias tóxicas
● Rotação de pastagem
● Controle biológico: ainda em estudo..
● Gramínea com poder repelente (capim-gordura
capim-elefante)
FAMÍLIA ARGASIDAE ……………………………………… …………..
● Carrapatos moles (não possuem escudo dorsal)
● Superfície texturizada
● Vivem em ninhos e tocas do hospedeiro
● Faem diversas posturas intercaladas com pequenas
quantidade de ovos - a fêmea não morre após a
postura
● Acasalamento fora do hospedeiro
● Vários estágios ninfais
● Alimentação rápida
● Aparelho bucal ventral, não visível de cima
● Dimorfismo sexual visto apenas com lupa
● Placas espiraculares pequenas localizadas entre
coxa 3 e 4
Espécies:
Argas miniatus: parasita de galinhas
Ornithodoros rostratus: parasita mamíferos
Octobius megnini: pavilhão auricular de mamíferos
Argas miniatus ---------------------------------------
● Parasitos de galinhas e hábitos nidícula e noturno.
● Postura de 100 a 150 ovos por vez.
● Possui até 5 estágios ninfais.
Transmissão de patógenos e doenças
1. Borrelia anserina - borreliose aviária
2. Paralisia dos pintos
Ornithodoros rostratus ------------------------------
● Carrapato do chão com hábitos noturnos, parasita
mamíferos em geral.
● Picada dolorosa causando lesões
● Postura de 120 a 180 ovos por vez
● Possui até 5-6 estágios ninfais
Octobius megnini -------------------------------------
● Carrapato espinhoso da orelha, encontrado no norte
do brasil.
● Mais encontrado em bovinos e equinos.
● Corpo parece violino.
●Larva e ninfa parasitas e o adulto não parasita (são
encontrados em galhos e tronco de árvores).
● Dois estágios ninfais.
Danos:
1. Causam otite, meningite e paralisia.
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Introdução à helmintologia
Filo Platyhelminthes
São vermes achatados dorso-ventralmente e com
simetria bilateral. São heteroxenos..
● Classes importantes: Trematoda e Cestoda.
Classe trematoda
Corpo não-segmentado, possui ventosas e forma
típica de folha.
Ordem digenea
● Tem dois hospedeiros, um intermediário (moluscos) e
um definitivo.
● Reprodução assexuada (acontece no organismo do
hospedeiro intermediário) e sexuada,(organismo do
hospedeiro definitivo)
● Tem duas ventosas, uma oral e outra ventral
● Maioria são hermafroditas ou com dois sexos
separados.
● Seu estágio evolutivo é ovo, miracídio, esporocisto,
rédea, cercária e metacercária.
● Famílias de maior importância: Schistosomatidae,
Fasciolidae, Paramphistomidae e Dicrocoeliidae..
Fasciolose (baratinha do fígado) …………………...
Família: Fasciolidae
Espécie: fasciola hepática.
Os ovinos têm o quadro clínico mais grave apesar
de ser mais abundante em ruminantes. Pode
parasitar equinos, suínos e humanos também.
Morfologia: Corpo mede 20 a 30 mm de comprimento
e 15mm de largura, tegumento com escamas, corpo
largo na parte anterior e estreito na posterior. Possui
também uma ventosa oral situada em um
prolongamento cônico (cone cefálico) na parte
anterior do corpo e seu tubo digestório é incompleto
(não tem ânus). São hermafroditas.
Importância: Zoonose acidental e é uma das mais
importantes doenças de ruminantes domésticos no
mundo, causando prejuízos econômicos para
pecuaristas.
Os vermes se alimentam de sangue e as
escamas/tegumento espesso servem além da fixação,
causar lesões para se alimentarem do sangue
oriundo. Na maioria das vezes o verme não se
alimenta do sangue todo então pode ocorrer presença
de sangue nas fezes.
Ovo
O ovo é acastanhado com casca espessa onde há
um opérculo para eclodir o miracídio (larva que está
dentro do mesmo), ele é eliminado com as fezes dos
ruminantes. O embrionamento faz-se no meio
aquático e dura 10-20 dias.
- O miracídio invade o corpo do caramuja e
transforma-se em esporocisto, e dentro dos
mesmos forma-se várias rédias. Dentro de
cada rédeas surgem massas celulares que
darão origem aos próximos elementos do
ciclo, as cercárias. As cercárias saem do corpo
do caramujo e transformam-se em
metacercárias.
Caramujo
O caramujo da fasciolose pertence ao gênero
Lymnaea e tem em torno de 5 a 10 mm de
comprimento da concha. Vive tipicamente em áreas
alagadiços e margens de água de curso lento.
Os bebedouros podem ser reservatórios desse
caramujo, além de pisoteamento dos animais em
épocas de chuvas, passagem de trator no curral
que deixam valas no solo que também podem
abrigar.
Ciclo biológico
1. O ovo sai junto com as fezes do hospedeiro
definitivo (o animal de produção). Os ovos
chegam à coleção de água onde eclodem os
miracídios. O miracídio penetra nos
caramujos (lymnaea) e se transforma em
esporocisto que da origem de 5 a 8 rédeas.
2. As rédias dão origem às cercárias ou podem
dar origem de rédias da segunda geração
(pois em período de seca não é favorável
liberar as cercárias, então retarda a liberação).
3. As cercárias saem do corpo do caramujo, vão
para vegetação e dão origem às
metacercárias que são ingeridas pelos
hospedeiros definitivos.
Quando ingeridas pelos hospedeiras, elas chegam até
o duodeno no hospedeiro onde abandonam a
cápsula e cai na cavidade peritoneal, logo, vão para
o fígado por quimiotropismo, atravessando a
cápsula hepática, adentrando o parênquima hepático
até o ducto biliares onde se desenvolvem os adultos.
Algumas cercárias se perdem no caminho e chegam
até os pulmões ou continuam na cavidade peritoneal.
Distribuição geográfica
É cosmopolita, encontrada em quase todos os países
do mundo, em áreas úmidas, alagadas ou sujeitas a
inundações periódicas. Eles são parasitas de ovinos,
bovinos, caprinos e mais raramente em seres
humanos.
Patogenia
Fasciolose é um processo inflamatório crônico do
fígado e ductos biliares, a gravidade da infecção
depende da espécie de hospedeiro, da fase do
parasito no hospedeiro.
- Fase 1 - migração parasitária: gera
hemorragias e formação de lesões que podem
evoluir para necrose - fase mais crítica.
- Fase 2 - presença do adulto nos canais
biliares: gera dilatação dos canais biliares e
neoformação dos canalículos biliares,
formação de nódulos e, às vezes, grave reação
fibrosa do parênquima hepático. Há também
calculose. Isso pode provocar cirrose e
insuficiência hepática.
Sintomatologia
- Fase 1: aumento doloroso do fígado, diarréia,
anemia, febre, mal-estar, dor no hipocôndrio
direito e eosinofilia sanguínea (duração de 3 a
4 meses)
- Fase 2: Quadro clínico benigno ou
assintomático (eosinofilia diminuída). Em casos
mais graves gera dor abdominal, constipação,
anorexia, dispepsia, febre baixa,
hepatoesplenomegalia e emagrecimento,
urticária e anemia.
Uma longa história clínica pode surgir colecistite
(inflamação da vesícula biliar), angiocolite
(inflamação das vias biliares), calculose ou outros
quadros digestivos crônicos. A evacuação é pouco
frequente ou constipação intestinal.
- Aparece icterícia quando se instala uma
colelitíase obstrutiva(formação de cálculos nos
ductos biliares).
Diagnóstico
● Exame patológico de fezes e bile
● Para humanos: intradermorreação com antígenos
de fasciolose hepática e outros testes de
imunodiagnóstico.
Epidemiologia - fatores predisponentes
● Criação extensiva de ovinos e bovinos;
● Longevidade dos ovos e das metacercárias;
● Grande produção de ovos;
● Presença do hospedeiro intermediário nos pastos;
● Plantação de agriã ema árrasenemics;
● Beber água de córrego em regiões endêmicas;
● Temperaturas e presença de luz solar;
● Alternância de umidade/seca;
● Áreas úmidas, fontes, canais de irrigação e água
corrente lenta.;
● Uso irregular de anti-helmínticos em doses
ineficientes:resistência.
Medidas de controle:
1. Evitar disseminação entre os animais:
aplicação de anti-helmínticos
2. Eliminar a fonte de infecção: drenagem das
áreas úmidas, usando mosquicidas e controle
biológico
3. Cultivo de agriões em águas
não-contaminadas por fezes de animais
4. Profilaxia individual (humana): não ingerir
agriões crus sem lavagem e nem ingerir água
que não seja potável.
Família Paramphistomidae …………………………………...
Espécie: Paramphistomum Cervi
Seu formato é diferenciado, são cônicos e não
achatados, tem cerca de 1cm de comprimento.
- Há um poro genital no terço anterior do
corpo.
- Ventosa genital ausente e ventosa ventral na
região posterior do corpo.
Parasito de duodeno na fase jovem e adulto o
estômago (rúmen e retículo) do animal.
Hospedeiro definitivo: bovinos, bubalinos, ovinos,
caprinos, búfalos e cervídeos
Hospedeiro intermediário: moluscos dos gêneros
Planorbis, Bulinus e Biomphalaria.
Ciclo biológico: similar ao de fasciola hepatica
Ciclo evolutivo: no hospedeiro definitivo ocorre
totalmente no trato digestivo.
Patogenia:
- Fase intestinal: erosões na mucosa intestinal -
edema, hemorragia e ulceração.
- Fase adulta: comensais
Sintomatologia:
Diarréia, anorexia, anemia, edema, intermaxilar, pele
seca… Às vezes ocorre hemorragia retal e mortalidade
até 90%
Tratamento
Na forma imatura: rafoxanida, niclofolan
Na forma adulta: oxiclozanida
Controle: impedir o acesso dos animais às fontes
naturais de água e aplicação de mosquicidas ou
remoção manual dos mesmos
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Família Dicrocoeliidae
Espécie: Eurytrema coelomaticum e eurytrema
pancreaticum ………………… ………
● Ventosa oral subterminal.
● Poro genital anterior à bifurcação do tubo digestivo
● 10 a 13 mm de comprimento.
● São hematófagos
● Ruminantes
Hospedeiros definitivos: bovinos,búfalos, ovinos,
caprinos, suínos e homem.
Hospedeiros intermediários: moluscos terrestres do
gênero Bradybaena (1) e artrópodes (2) (formigas e
gafanhotos) - o ciclo acontece em terra firme, assim
não há necessidade de acúmulos de águas.
Ciclo evolutivo:
1. O molusco ingere ovos, ocorre a eclosão do
miracídio. Em seguida gera o esporocisto I e II
e do esporocisto surge a cercária que sai do
corpo do caramujo e se adere a vegetação.
Quando aderidos à vegetação ocorre a ingestão
dos artrópodes.
2. No corpo dos artrópodes se transformam em
metacercárias e quando os hospedeiros
definitivos ingerirem esses insetos
acidentalmente, adquirem o verme adultos
que atravessam a parede do intestino e
chegam a cavidade peritoneal no qual
invadem o pâncreas e os ductos
pancreáticos.
3. Ocorre a eliminação dos ovos nas fezes do
animal e recomeça o ciclo.
4.
Eurytrema coelomaticum
Patogenia
Gera o espessamento e endurecimento dos canais
pancreáticos. Pode gerar caquexia.
As lesões no pâncreas são decorrentes do processo
inflamatório crônico dos canais - pancreatite crônica.
● Não há relatos de mortalidade.
Diagnóstico
Exame de fezes por método de sedimentação e
necropsia
Epidemiologia - controle
Semelhante ao da fasciola, combater os caramujos,
retirar animais infectados das pastagens, tratamento
com anti-helmínticos .
Espécie: Platynosomum fastosum ……………… …
● 4 a 8mm de comprimento
● corpo alongado
● Acomete felinos
● Hermafroditas
● Ventosa oral e ventral
Hospedeiros definitivos: felinos domésticos e silvestre
Hospedeiros intermediários: moluscos (1), crustáceos
(2) e lagartos (3).
O ovo é dotado do opérculo com cor castanha escura
e é encontrado nas fezes de gatos e felinos
silvestres.
Ciclo evolutivo
1. O molusco ingere o ovo e eclode o miracídio,
em seguida o esporocisto que dão origem às
cercárias.
As cercárias aderem a vegetação ou ficam
presentes no solo.
2. Logo, o tatuzinho bola ingere a cercária e
dentro do corpo do crustáceo formam as
metacercárias.
3. O lagarto ou lagartixa ingere o tatuzinho e o
gato ingere a lagartixa, assim, o animal passa
a ter os adultos nos canais biliares.
Patogenia
Cirrose e icterícia
Sintomatologia
Diarréia, anemias, vômitos e morte
Tratamento praziquantel e nitroscanato
tatuzinho bola
Classe Cestoda
● Corpo achatado, em forma de fita
● Parasitos segmentados
● Corpo dividido em 3 regiões: escólex (cabeça), colo
(pescoço) e estróbilo (é composto por segmentos
chamados proglotes).
● Não possuem aparelhos digestivos, assim ficam com
dependência metabólica em relação ao hospedeiro.
Habitat: na forma adulta ficam o tubo digestivo do
hospedeiro definitivo e na forma larvária nos tecidos
diversos dos hospedeiros intermediários
Família Taeniidae
Espécies: Echinococcus granulosus, taenia pisiformis,
taenia hydatigena, taenia ovis e taenia multiceps
(hospedeiros definitivos - cães) e taenia taeniformis
(hospedeiro definitivo - gatos)
Pro hospedeiro definitivo ter acesso dos cestódeos
ele tem que devorar o tecido dos mamíferos
intermediários com cisto hidático.
Espécie Echinococcus granulosus …………… ……..
Adulto: são hermafroditas, com ventosas (4) e uma
coroa de gancho no escólex para manter-se fixo no
intestino.
Doenças: hidatidose (homem, ovinos e outros
herbívoros) e equinococose (cães).
Ciclo:
1. O verme adulto se abriga no intestino
delgado dos cães, os vermes adultos liberam
as partes dos corpos dele (proglotes) que
estão com ovos e são eliminadas com a fezes
do cachorro, assim, contaminando o ambiente.
2. Em seguida, o hospedeiro intermediário
ingere acidentalmente os ovos que
atravessam a parede intestinal e caem na
corrente sanguínea.
3. As oncosferas (larvas) alojam-se nos tecidos
e desenvolvem-se em cistos hidáticos (que
contém o escólex). Os cistos são mais
frequentes nos pulmões e fígado dos
hospedeiros intermediários
4. Em seguida, o cão se alimenta de tecidos com
cistos e no duodeno cada larva dará origem a
um verme adulto.
5. O verme adulto em 2 meses está eliminando
os ovos e infectando pastagem.
Transmissão
Em crianças - pelos dos cães estão repletos de ovos.
Em cães, o mesmo deve comer as vísceras do
hospedeiro intermediário em que o cisto está presente,
se não comer, não terá a verminose.
Patogenia
No intestino do cachorro é assintomático (h.d), e a
patogenicidade varia com o número de cistos e sítio
de desenvolvimento (h.i).
Alterações - cisto:
- Ação mecânica: pressão exercida pelo cisto
no tecido, sensação de peso ou dor. Quando o
cisto se armazena no fígado gera ascite,
perturbação do fluxo biliar, perda de apetite,
ruminação alterada, diarreia e emagrecimento.
Já, no pulmão gera dificuldades respiratórias
(tosse sibilante, respiração alterada, dispneia e
febre). Em casos de ruptura tem a eliminação
dos escólex no catarro (hidatoptise) ou
retenção e formação de novos cistos.
- Reação alérgica: antígenos do cisto
aumentam os níveis de IgE.
- Rompimento dos cistos: ocorre o choque
anafilático - liberação de altas doses de
antígenos. A liberação de fragmentos do cisto
gera um cisto secundário e produção de
embolia, sobretudo no pulmão.
Medida: jamais fornecer carcaças frescas de animais
para o cão se alimentar. Em casos de carcaça
infectada deve haver a incineração
Diagnóstico
1. Clinico: pouco utilizado pois sintomas são
poucos apreciáveis nos cães.
2. Laboratorial: exame de fezes dos cães
(impreciso), necropsia de cães em áreas
endémicas
Hidatidose humana: Detecção de imagens (pode
haver confusão com outros processos tumorais),
reações imunológicas, exames microscópicos do
escarro ou urina, hemograma, laparoscopia.
>> Hidatidose (presença das larvas nos h.i)por todo coração com um atraso
de 1/6 segundos dos átrios para o ventrículo.
Estruturas especializadas na despolarização:
• Nodo sinusal é uma faixa pequena de
músculo especializado que quase não têm
filamentos contráteis. Ele tem conexão direta
com as fibras musculares e com as vias
internodais.
Ele é considerado o Marca passo cardíaco
pois ele apresenta grande quantidade de
canais de íon e, com isso, dá o poder de
despolarização maior. Além disso, há eletrólitos
no meio extracelular que faz com que ele gere
um maior potencial de ação.
• Nodo atrioventricular: Gera o atraso para
que ocorra primeiro a contração atrial e
depois a contração ventricular. Isso ocorre
porque entre o átrio e o ventrículo há um septo
conjuntivo que separa os separam e assim, ele
isola a passagem de P.A.
Nesse septo há poucas GAPS, gerando
um atraso.
Excitação Cardíaca
• Fase 0: Despolarização rápida pela entrada
abrupta de Na+ e a lenta entrada de cálcio
• Fase 1: Início da repolarização (os canais de
Na+ se inativam) . Ocorre a abertura/
fechamento dos canais de K+ (repolarização
breve)
• Fase 2: Platô: Ca++ continua a entrar na
célula e o K+ sai.
• Fase 3: Repolarização final: canais de Ca++
se fecham e K+ sai rapidamente
• Fase 4: Repouso: Transporte ativo pela
bomba de sódio potássio para dentro da
célula e Na+ para fora.
Registro do Eletrocardiograma
Esse registro acontece pela proximidade do
eletrodo
• Onda P: Despolarização do átrio (sístole
atrial)
• PR: Seguimento isoelétrico que representa a
despolarização atrial e o atraso fisiológico do
estímulo ao passar através do Nó
Atrioventricular.
• QRS: Despolarização dos ventrículos (sístole
ventricular)
• ST: Segmento corresponde ao intervalo entre
o fim da despolarização e o início da
repolarização ventricular
• Onda T: Repolarização do ventrículo
(diástole, relaxamento)
→ A repolarização do átrio não pode ser
observado pois ela é simultânea com a
despolarização dos ventrículos.
Mediação dessa atividade elétrica -SNA
• Simpático: Ação cronotrópica positiva
(aumento da FC) e inotrópica positiva
(contratilidade)
• Parassimpático: Ação cronotrópica
negativa (diminuição da FC)
Ciclo Cardíaco
→ Nos mamíferos e aves há dois tipos de
circulação:
○ A circulação sistêmica ou grande
circulação: é aquela em que o sangue rico em
oxigênio sai do VE do coração pela aorta,
artéria que se ramifica pelo corpo em artérias
menores e mais finas, as arteríolas e os
capilares, respectivamente. O sangue
oxigenado(arterial) é transportado para todo o
corpo, onde ocorrem as trocas gasosas e, este
retorna ao coração rico em gás carbônico
(venoso). As veias cavas superior e inferior
recolhem o sangue venoso, das regiões acima
do coração e do resto do corpo,
respectivamente, lançando-o diretamente ao
AD.
○ A circulação pulmonar ou pequena
circulação consiste em levar o sangue pobre
em oxigênio e rico em gás carbônico aos
pulmões e devolve o sangue oxigenado para o
coração. O sangue rico em gás carbônico vai
do AD para o VD e é bombeado para o
pulmão através da artéria pulmonar, que se
bifurca em artéria pulmonar direita e esquerda
que vão para os respectivos pulmões. Nos
capilares, que são finos e permitem as trocas
dos gases respiratórios, ocorre a hematose,
onde o sangue perde gás carbônico e recebe
o oxigênio dos alvéolos, transformando-se em
sangue arterial, rico em oxigênio, que retorna
ao coração pela veia pulmonar pelo AE,
reiniciando o trajeto.
Obs: O ventrículo esquerdo tem uma
espessura maior devido a grande pressão que
ele gera para bombear sangue para todo o
corpo.
Válvulas:
Permitem a passagem de sangue e Impede
que ele retorne.
• Estenose: diminuição da valvas semilunares
• Sopro de refluxo: a valvas atrioventriculares
não se fecham o suficiente e o sangue volta.
Parâmetros Clínicos
Débito Cardíaco: Quantidade de sangue
bombeado pelo coração para o corpo a cada
minuto.
DC = FC x FE
DC- débito cardíaco
FC- frequência cardíaca
FE- fração de ejeção ( quantidade de sangue
cabível no ventrículo)
Fatores que afetam
• Nível basal do metabolismo
• Exercício
• Idade - redução do musc. cardíaco
Índice cardíaco
Considera as áreas do corpo, assim terá um
parâmetro numérico mais específico
DC/área
Retorno Venoso
Quantidade de sangue que chega no coração
por minuto
• Seu valor deve ser igual ao Débito cardíaco,
exceto nos momentos em que o sangue está
armazenado no coração ou nos pulmões.
Controles
Controle Intrínseco ou mecanismo cardíaco
de Frank-Starling: Controle exercido pelo
próprio coração baseado no estiramento do
coração
• Capacidade intrínseca do coração de se
adaptar a volumes crescentes de afluxo
sanguíneo
Controle extrínseco
• SNA (simpático aumenta FC e força de
contração, parassimpático diminui)
• Medicamentos (digitálicos, nitroglicerina,
cafeína...)
• Doenças (Isquemia, hipocalcemia)
Ciclo Cardíaco
1. Enchimento ventricular
Átrio - relaxado
Ventrículo- relaxado
Valva Mitral- aberta
Valva Aórtica- fechada
2. Sístole Atrial
Átrio - contraído
Ventrículo - relaxado
Mitral- aberta
Aórtica- fechada
3. Contração Isovolumétrica
Átrio- relaxando
Ventrículo- contraído 1º Bulha “TUM”
Mitral- fechada
Aórtica- fechada
4. Ejeção de sangue para Aorta.
Átrio- relaxado
Ventrículo- contraído
Mitral- fechada
Aórtica- aberta
5. Relaxamento Isovolumétrico:
Átrio- relaxado
Ventrículo- relaxado 2º Bulha “TÁ
Mitral- fechada
Aórtica- fechada
Insuficiência cardíaca
O coração não dá conta de bombear todo
sangue que chega nele. Pode ocorrer pela
válvula não fechar direito, obstrução e outros…
.
Insuficiência cardíaca congestiva
Ocorre a redução do débito cardíaco e o
acúmulo de sangue nas veias aumentando a
pressão venosa.
Sintomas: Se a ICC é do lado direito (sangue
vindo do corpo), o sangue se acumula onde a
gravidade ajuda, assim, ocorre edema dos
membros e acúmulo de líquido no abdome
(ascite).
Se a ICC é do lado esquerdo, ocorre edema
pulmonar
OBS: Dirofilariose é uma doença parasitária
causada pelo verme Dirofilaria immitis que se
instala na artéria pulmonar. Sua transmissão é
através da picada de mosquitos culicídeos e
gera a ICC cardíaca direita.
Circulação
Aves e mamíferos
Nas aves e mamíferos o coração possui quatro
câmaras, sendo dois átrios e dois ventrículos,
completamente separados.
A circulação sanguínea é separada da
circulação arterial, não havendo nenhuma
mistura do sangue venoso com o arterial. É
uma circulação dupla completa.
Répteis
Os répteis, em sua maioria, possuem um
coração com três câmaras. O ventrículo é
parcialmente dividido, há mistura do sangue
no coração, mas em menor quantidade.
Nos répteis crocodilianos a divisão dos
ventrículos é completa porém há ductos
arteriais e há troca de sangue entre as artérias
(sangue venoso e arterial)
Anfíbios
Nos anfíbios há três câmaras no coração: dois
átrios e um ventrículo, o sangue se mistura no
coração e o sangue vai ser bombeado para os
pulmões e pela pele, ocorrendo a hematose..
Peixes
Nos peixes, o coração tem apenas duas
câmaras, um átrio e um ventrículo. O sangue
venoso entra pelo átrio passa ao ventrículo e
dali é bombeado para as brânquias, onde será
oxigenado.
ANOTAÇÕES
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ANOTAÇÕES
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………………………………………………………………● Ovinos e cães de pastoreio, os ovinos apresentam a
mais alta prevalência de cistos férteis
Profilaxia
Manejo adequado dos ovinos, impedir o fornecimento
de vísceras de ovinos para cães, incinerar vísceras
com cisto hidático, eliminar cães errantes,
tratamento dos cães com praziquantel ou arecolina
e educação sanitária da população .
Tratamento (hidatidose)
É cirúrgico (animais) ou medicamentoso com
albendazole (humanos)
Taenia pisiformis ……………………………………………………...
● Escólex quadrangular, rosto com duas coroas e
ganchos em forma de espinho e 4 ventosas circulares.
● Habitat: adultos no intestino delgado dos cães e
larvas (cysticercus pisiformis) no fígado e cavidade
peritoneal de coelhos e roedores.
Ciclo:
1. Proglotes com ovos são eliminados nas fezes
do cachorro e ingeridos pelo hospedeiro
intermediário, atravessando a parede
intestinal e caindo na corrente sanguínea.
2. As oncosferas alojam-se no fígado,
transformam-se em larvas móveis e daí
migram para cavidade peritoneal onde
originam cysticercus pisiformis.
3. O cão se alimenta dos tecidos contendo
cysticercus e no duodeno os cysticercus
desenvolvem-se em vermes adultos, depois
de 60 a 70 dias o cachorro libera os ovos pelas
fezes e reinicia o ciclo.
Quadro clínico:
Quando tem poucos adultos é sem sintomas, com
carga parasitária alta pode ocorrer a obstrução e
perfuração intestinal, apetite depravado,
arrastamento do anus no solo, ato de esfregar o
focinho em objetos.
Em casos graves: distúrbios nervosos, ataques
epileptiformes e até sintomas semelhantes aos da
raiva.
Quadro clínico em coelhos: caquexia e morte
Diagnóstico (teníase)
1. Clínico: sinais e sintomas.
2. Laboratorial: exame de fezes dos cães e
avaliação das carcaças de hospedeiros
intermediários - presença de cisticercos na
cavidade peritoneal.
Taenia hydatigena ………………………………………………………...
● Escólex reniforme, colo curto, coro de ganchos e
ventosas salientes. Pode atingir 4 cm de diâmetro.
● Habitat: adultos no id dos cães e larvas (cysticercus
tenuicollis) localizado no fígado e cavidade
peritoneal de ruminantes (ovinos, bovinos e caprinos)
e de suínos. Podem se localizar no pericário, pleuras e
musculaturas.
Ciclo:
1. Proglotes com ovos são eliminados nas fezes
do cachorro e ingeridos pelo hospedeiro
intermediário, atravessando a parede
intestinal e caindo na corrente sanguínea.
2. As oncosferas alojam-se no fígado,
transformam-se em larvas móveis e daí
migram para cavidade peritoneal, onde
originam cysticercus tenuicollis.
3. O cão se alimenta dos tecidos contendo
cysticercus e no duodeno os cysticercus
desenvolvem-se em vermes adultos, depois
de 60 a 70 dias o cachorro libera os ovos pelas
fezes e reinicia o ciclo.
Quadro clínico
● Carga baixa: não tem sintomas.
● Carga alta: obstrução e perfuração intestinal,
apetite depravado, arrastamento do anus no solo,
ato de esfregar o focinho em objetos.
● Em ovinos: hepatite cisticercose
Diagnóstico
1. Clínico - sinais e sintomas (pode-se observar
emaranhados de proglotes no anus).
2. Laboratorial - exames de fezes e avaliação
da carcaça de hospedeiros intermediários
(presença de cisticercos)
Epidemiologia
● Ovinos e cães de pastoreio, demais ruminantes e
fezes de cães.
Profilaxia
● Manejo adequado de ovinos e demais ruminantes
● Impedir o fornecimento de vísceras de ruminantes
para cães
● Eliminar cães errantes
● Tratamentos de cães com praziquantel
● Dar banho frequente nos cães infectados para
eliminar proglotes no pelo.
Taenia ovis …………………… …………
● Escólex com coroa de ganchos e 4 ventosas, mede
cerca de 2cm.
● Habitat: presente no id de cães e larvas (cysticercus
ovis) tem afinidade de musculatura esquelética e
cardíaca de ruminantes. Podem se localizar na pleura
do diafragma
Ciclo:
1. Proglotes com ovos são eliminados nas fezes
do cachorro e ingeridos pelo hospedeiro
intermediário, atravessando a parede
intestinal e caindo na corrente sanguínea.
2. As oncosferas alojam-se no fígado,
transformam-se em larvas móveis e daí
migram para cavidade peritoneal, onde
originam cysticercus ovis.
3. O cão se alimenta dos tecidos contendo
cysticercus e no duodeno os cysticercus
desenvolvem-se em vermes adultos, depois
de 50 dias o cachorro libera os ovos pelas
fezes e reinicia o ciclo.
Quadro clínico
Em cais: sem sintomas aparentes
Em ovinos e caprinos: sem sinais parentais. Os animais
toleram bem a presença das larvas
Profilaxia
Manejo adequado de ovinos e caprinos, impedir o
fornecimento de carne de ovinos e caprinos para cães
tratamento dos cães com praziquantel e banho em
cães infectados.
Taenia multiceps …………… …………………
● Escólex piriformes, dupla coroa de ganchos e
ventosas salientes. Verme chega a 1m de comprimento
As larvas (coenurus cerebrais) estão presentes no
encéfalo de ruminantes (ovinos, bovinos caprinos,
equino, suínos e eventualmente coelhos e seres
humanos). Pode haver localização ectópica (globo
ocular).
Quando o cachorro ingere o coenurus cerebralis ele
pode ter mais de um verme, não apenas um como
as outras tênias
Ciclo biológico:
Síndrome clínica: cenurose
● Poucos cenuros: começa a andar em círculos e
defeitos visuais (estrabismo convergente e
divergente).
● Muitos cenuros: alterações da postura, paraplegia,
morte após ataque epileptiforme ou cerebral.
Diagnóstico
1. Clínico: Pouco utilizado, sintomas pouco
apreciáveis nos cães.
2. Laboratorial: exame de fezes dos cães e
necrópsia
Cenurose: clínico (sinais e sintomas) e laboratorial
(necropsia de animais suspeitos)
Epidemiologia
● Ovinos e cães pastoreio, demais ruminantes e fezes
de cães
Profilaxia:
● Manejar adequadamente os ovinos e os demais
ruminantes.
● Impedir o fornecimento de encéfalos de ruminantes
para cães.
● Incinerar o encéfalo.
● Eliminar cães errantes
● Tratamento de cães com praziquantel
● Educação sanitária da população humana -
cenurose.
Taenia taeniaeformis … …
● Escólex cilíndrico com ventosas arredondadas e
muito salientes e coro dupla com fileira de ganchos.
Mede 15 a 60 cm
● Habitat: adultos intestino delgado dos gatos
Larvas ( cysticercus fasciolaris - chamado de
estrobilocerco): fígado e cavidade abdominal de
ratos e de morcegos.
Ciclo biológico:
Quadro clínico
Em gatos: poucos adultos não geram sintomas, uma
carga alta pode haver diarreia/constipação
intestinal, apatia. Em casos graves convulsões,
ataques epileptiformes e até óbito
Em morcegos e ratos é inaparente.
Diagnóstico (teníase)
1. Clínico: sinais e sintomas e proglotes nas fezes
dos gatos.
2. Laboratorial: exame de fezes do gato.
Profilaxia:
● Tratamento dos gatos (praziquantel, mebendazol,
diclorofeno…).
● Incinerar as fezes de gatos para destruição dos
proglotes.
● Eliminar ratos.
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Classe cestoda
● Segmentado
● Não possuem tubo digestivo - absorção pelo
tegumento
● Hermafroditas: cada proglote contém os órgãos
sexuais - maturação ao longo do estróbilo.
● Fertilização - auto-fertilização e fecundação
cruzada.
Os adultos parasitam tubo digestivos, ductos biliares e
pancreáticos de vertebrados. Já as larvas parasitam
tecidos de vertebrados (cisticercos) e invertebrados (
cisticercóides).
Adultos: Não se locomovem muito, ficam fixados pela
ventosa.
Proglotes
1- Jovem: Não se vê estruturas de reprodução - curtas
2- madruas: Órgão reprodutor completo e hábito pra
fecundação
3- Grávida: presença de ovos.
proglote grávida
Formas larvais de cestoda
Família Anoplocephalidae
Escólex sem rostelo, rostro ou acúleo (coroa de
ganchos)
Com ventosas desenvolvidas
Proglótides grávidas mais largas do que altas 2
subfamílias (Anoplocephalinae e Thysanosomatinae)
Anoplocephala perfoliata …………… ………………
Adultos………………………………………………………………
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Componentes do Sangue
O sangue é um tecido líquido formado por
diferentes tipos de células suspensas no
plasma e suas células tem papel importante
na defesa do organismo.
Funções do sangue:
Transporte de O2, CO2, nutrientes, metabólitos,
minerais, hormônios, calor.
Composição do sangue
• Água + Solutos = Plasma
• Eritrócitos (hemácias)
• Leucócitos (glóbulos brancos)
• Plaquetas (trombócitos)
PLASMA
É composto por água (mais de 90%) e soluto (
proteínas -albumina, globulinas e fibrinogênio-,
compostos nitrogenados, glicose, gorduras,
minerais)
• A diferença do plasma para o soro é que o
soro é o plasma com exceção dos elementos
coagulantes.
CÉLULAS SANGUÍNEAS
As células sanguíneas são produzidas na
medula óssea, especificamente no
tutano, e algumas tem a propriedade de se
multiplicar
1. → ERITRÓCITOS, HEMÁCIAS OU
GLÓBULOS VERMELHOS.
• Células anucleadas e imóveis em mamíferos
• Variam em diâmetro e espessura
• Origem na medula óssea
• Estimulada pela eritropoietina (hormônio
produzido no rins que estimula na produção e
diferenciação das hemáceas). Então, um
indivíduo com problemas renais é comum ter
anemia.
• Hemoglobina: Da pigmentação e é
responsável pela troca de gases.
OBS: O ferro entra na composição da
hemoglobina, e sem o ferro, decai a produção
de hemoglobina e sem hemoglobina as
hemácias não serão produzidas, ou formará
hemáceas defeituosos.
2.→ LEUCÓCITOS OU GLÓBULOS BRANCOS
• Atividade principalmente nos tecidos por
diapedese
• Reservatório marginal: ficam à margem da
circulação
• São células de defesa
• São divididos em Granulócitos (onde a
nomenclatura é baseada pela afinidade do
corante) e Agranulócitos (sem grânulos)
Granulócitos: têm grânulos citoplasmático
• Neutrófilos (se cora por corantes
neutros): são polimorfonucleares,
segmentados, fazem fagocitose e são
abundante nos processos inflamatórios. Eles
produzem pirógenos, originam o pus e são os
maiores números no hemograma.
Nas aves os neutrófilos são os heterófilos.
• Eosinófilos (afinidade pela eosina,
ácido): Mais abundante nos processos
alérgicos, anafilaxia e parasitose. São inibidos
pelo cortisol e adrenalina e há em menos
quantidade no hemograma que os neutrófilos.
• Basófilos (afinidade por corantes
básico): Chega no local da inflamação e libera
substâncias que deixa o meio hostil para o
agente agressor; Produzem histamina,
heparina, bradicinina, serotonina e enzimas
lisossômicas.
Agranulócitos: sem grânulos citoplasmático
• Linfócitos: São células formadas no
tecido linfóide; móveis (amebóides) e não
fagócitos. Eles realizam a produção de
anticorpos (yglobulinas) e são reconhecidas
coo células assassinas.
Linfócitos (T) 85% e (B) 15%
• Monócitos: São células grandes, móveis
e fagociticas. Quando os monócitos migram
para os tecidos, eles tornam-se macrófagos
.
3. → PLAQUETAS
• São fragmentos de células
• Nos mamíferos adultos se originam na
medula óssea (megacariócitos)
• Atuam na coagulação ( hemostasia).
Hemostasia
Processo que envolve manter o sangue
circulando dentro do vaso, sem coagular e
sem extravasar. Ou seja, a manutenção do
fluxo sanguíneo.
Existem 3 componentes envolvidos: endotélio,
plaquetas, proteínas plasmáticas. Eles
interagem cooperativamente mediante a uma
série de reações bioquímicas.
Estágios:
1 . Em resposta à lesão, o vaso sanguíneo irá
fazer constrição e as células endoteliais irão
gerar componentes ativadores de plaquetas.
2 . Inicia-se o processo de aderência
plaquetária e o processo de ativação (em
cascata) de ptn coagulantes.
3 . Ocorre a aderência e coesão das plaquetas
no local da lesão, resultando formação de
agregados plaquetários. Além disso, ocorre a
ativação adicional das ptns de coagulação ,
dando início à formação da fibrina (formação
do tampão primário)
4 . Tampão plaquetário formado. ( A “Cola”
que faz adesão do tampão plaquetário à
parede é chamada de Von willebrand)
5 . Formação do tampão secundário
(coagulação), pela formação de fibrina a
redor dos agregados plaquetários.
6 . Retração do coágulo e início da fibrinólise
(destruição da fibrina)
7 . Prossegue o reparto endotelial, células
fagocítas removem da circulação os
fragmentos celulares.
ANOTAÇÕES
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Circulação
O órgão propulsivo principal é o coração.
• Sistema arterial: distribuição do sangue e
reservatório de pressão.
• Capilares: difusão do que está nos vasos
para os tecidos.
• Sistema venoso: reserva de volume e
drenagem + retorno de sangue
ao coração.
Resumo da imagem: O coração vai bombear o
sangue pro corpo, quando chega no tecido
ocorre a troca gasosa. O sangue volta cheio
de gás carbônico, chega no átrio direito,
ventrículo .direito, e segue para o pulmão onde
ocorre a hematose. Em seguida o sangue e vai
pro átrio .esquerdo pelas veias pulmonares e
ventrículo .esquerdo, reiniciando o processo
Diferença estrutural/funcional dos vasos
sanguíneos
• Capilares: não tem as três camadas (tûnica
íntima, média e adventícia), tem apenas
endotélio pois é necessário que não há coisas
atrapalhando a troca entre o que está
circulando e os tecidos
• Artéria: camada muscular mais densa do
que a veia (na túnica média), porque a artéria
pulsa, contrai; Assim, é capaz de controlar seu
calibre para manter a pressão.
• Veias: Não pulsa então não tem um
mecanismo de pressão dentro delas. Há
válvulas para que o sangue não retorne.
Devido à veia não pulsar, o sangue retorna
pois ele é empurrado pelo próprio bombear
das artérias e devido a movimentação dos
membros.
Quando o sistema falha, ocorre varizes, que
são válvulas falhando e o sangue não circula,
ficando estagnado.
Endotélio vascular: : Faz o transporte capilar
(trocas entre sangue e tecido), previne a
adesão de células na parede que impede a
fluidez do fluxo, produz fatores de coagulação,
ativa e inativa hormônios circulantes, faz a
síntese e secreção de substâncias
vasodilatadoras e vasoconstritoras.
Sistema Arterial: Realiza a condução do
sangue do coração pro corpo, é reservatório
de pressão para que o sangue chegue onde
tem que chegar, amortece oscilações de
pressão (fluxo equilibrado de sangue), e realiza
constrição seletiva dos ramos direcionando
sangue para onde mais precisa.
Pressão arterial: É a pressão exercida pelo
sangue contra a superfície interna das artérias.
(essa pressão pode ser local).
• Para parâmetros clínicos é a aferição da
pressão arterial sistêmica (afere em um ponto
e estima quanto está no corpo todo).
• A pressão pode ser variada de acordo com
os tecidos e sua necessidade., como exemplo
suprimento de oxigênio e nutrientes;
Relação Volemia X Resistência vascular
periférica X Pressão arterial sistêmica
Volemia: Volume de sangue circulante
Resistência vascular periférica: Tem relação
com o calibre dos vasos. É a resistência que o
sangue encontra devido aos calibres.
O volume é proporcional a pressão e o calibre
é inversamente proporcional a pressão. Então,
quanto menor o calibre, maior a resistência
vascular.
P.AS = VOL x RVP e PAS = VOL/CALIBRE
• Esses são macro parâmetros quando se trata
de controle arterial (volume e calibre)
• Pressão arterial é denominada por: ação do
bombeamento de sangue(V), resistência
.periférica(C), quantidade de sangue(V),
elasticidade das paredes arteriais (C)
Aferição da pressão arterial:
1 . A pressão exercida pelo manguito é maior
que a da artéria, então colaba/fecha as
paredes da artéria, impedindo a circulação. (
ocorre o silêncio auscultatório).
Deve-se posicionar o estetoscópio na fossa
onde retira-se sangue e afrouxar o parafuso
da válvula para esvaziar o manguito
2 . Quando há equilíbrio entre as pressões, os
picos de pressão arterial permitem que o
sangue flua pela artéria de acordo com os
batimentos cardíacos provocando som de
batimentos. (quando começa a ouvir é o ponto
máximo de pressão)
3 . Quando a pressão do manguito torna-se
inferior a pressão diastólica, o som dos
batimentos cessa. (registra-se a mínima
pressão).
Controle da Pressão Arterial
• Resposta miogênica (controle local): PO2
(concentração de oxigênio) faz o controle. Ex:
quando falta oxigênio em uma ramificação os
músculos relaxam e ao mesmo tempo há
liberação de substâncias vasoconstritoras para
a outra ramificação, então há um controle de
P.A acontecendo
• Controle nervoso: No SNA há
baroceptores que são sensores de pressão
que desencadeiam respostas simpáticas para
controlar-lá. E, o Bulbo, Hipotálamo, Córtex
cerebral, Cerebelo são os locais de disparos de
controle a partir do sinal do SNA.
• Sistemas hormonais: Renina
angiotensina aldosterona (RAA), ADH
(vasopressina), Peptídeo Natriurético Atrial.
Renina-angiotensina-aldosterona RAA
Sistema hormonal desencadeada por
estruturas renais + Adrenal
1 . Queda da pressão arterial ou alteração de
sódio, o rim libera renina.
2 . A renina age sobre o Angiotensinogênio
convertendo-o em Angiotensina I .
3 . Angiotensina I sobre a ação da enzima ECA
(enzima conversora de angiotensina) gera a
Angiotensina II que aumenta a pressão do
vaso sanguíneo e promove a vasoconstrição.
4 . Angiotensina II vai até ao córtex adrenal e
faz que ele produza aldosterona, que regula o
metabolismo do sal, água e minerais e
aumenta a retenção de NA (Natremia é a
quantidade de sódio no sangue).
A natremia retém água pela concentração
osmótica, o que ocasiona o maior volume
sanguíneo, e assim, uma maior pressão
arterial.
Ou seja, a RAA é um sistema Hipertensor
(para que aumente a pressão), desencadeado
quando a pressão diminuir.
Após o efeito ocorre o feedback negativo
cessando a resposta.
Vasopressina (ADH)
• Efeito vasoconstritor: Importante em
condições de hemorragia
• Antidiurese: reabsorção de água nos
túbulos renais, que resulta no aumento sangue.
(Trabalha associado a Aldosterona)
Quando abaixo a pressão e aumenta a
osmolaridade, desencadeia a liberação de
ADH.
Peptídeo Natriurético Atrial
• Liberação estimulada pelo estiramento dos
Átrios
• Inibe a reabsorção de sódio (NA) nos rins
• Inibe a secreção de Renina
• Age diretamente no córtex adrenal
aumentando a eliminação do sódio
na urina.
Tem efeito antagônico ao da RAA, pois ele
libera sódio na urina e o RAA põe sódio no
sangue., assim o PNA é um sistema
Hipotensor, diminuindo a pressão arterial.
Microcirculação
É caracterizada por diferença de pressões
1 . Arteríola leva sangue do coração (com
pressão hidrostática capilar), essa pressão
hidrostática capilar faz com que o que está
dentro da arteríola saia. As proteínas e células
não conseguem sair devido o tamanho dos
poros e à cargas elétricas, apenas o plasma (o
plasma se mistura no líquido extracelular
levando oxigênio + nutrientes).
2 . As proteínas que ficam dentro do vaso
aumentam de concentração de soluto e elas
geram uma pressão coloidosmótica capilar
Obs: O líquido sai devido a pressão vindo do
coração e ele volta devido a proteína dentro
do vaso puxando ele pra dentro através da
pressão coloidosmótica,
3 . Ele volta carregando para dentro do vaso
gás carbônico, metabólitos, assim ocorre uma
dinâmica de saída e retorno de sangue para
dentro do vaso.
Obs: quando ele volta para dentro do vaso
vira plasma novamente.
• A pressão hidrostática capilar é maior do
que a pressão coloidosmótica então deve
haver uma outra forma de drenar o líquido
extracelular para que não ocorra um acúmulo
dos mesmos nos tecidos, gerando um edema.
Então, a outra forma de drenagem é a via
linfática( que tem nos tecidos um dreno).
• Esse líquido extracelular dentro do vaso
linfático chama-se linfa
• Pressão hidrostática tecidual é contrária à
pressão hidrostática do capilar. Assim, ela
contrabalança a pressão hidrostática do
capilar quando o líquido tenta sair.
• Pressão osmótica tecidual: para que o
líquido volte para dentro do vaso a pressão
hidrostática tecidual tem que ser menor do
que a pressão coloidosmótica do capilar e
para que o líquido saia a pressão hidrostática
capilar deve ser maior do que a pressão
hidrostática tecidual.
OBS: O que faz a pressão coloidosmótica são
as proteínas que ficam mais concentradas no
sangue, então a falta da produção de proteína
ocorre a diminuição da pressão
coloidosmótica.
Edema
É o acúmulo de linfa no interstício, aumento do
líquido extracelular.
O que interfere no edema:
○ maior pressão hidrostática capilar
○ menor pressão coloidosmótica capilar
○ menor pressão hidrostática tecidual
○ maior pressão osmótica tecidual
○ rompimento do vaso
Sistema linfático
Sistema que têm como função a drenagem do
líquido extracelular. Ele nasce a partir dos
tecidos, ou seja, não é um sistema fechado.
• Linfonodos: são filtros da linfa
(principalmente imunológicos). Dentro dos
linfonodos há células de defesa para combater
à possíveis microorganismos que tenham
invadido os tecidos antes que eles cheguem no
sangue.
→ A drenagem da linfa é regionalizada, então
faz com que o sistema linfático seja um
sinalizador de lesões em determinados tecidos.
O que compõe o sistema linfático:
Linfonodos, capilares, vasos, ductos
Composição da linfa e formação da linfa
A linfa forma-se a partir da drenagem do
líquido extracelular de todos os tecidos do
corpo e sua composição varia de acordo com
o local que é produzida. No músculo a linfa é
transparente e se for no mesentério a linfa é
leitosa.
Funções:
• Drenagem dos metabólitos , catabólitos e
àgua dos espaços intersticiais
• Reintegrar as proteínas ao sangue
• Manutenção de baixa de pressão
hidrostática no LEC (para novas
filtrações)
• Absorção de substâncias não absorvidas
pelos capilares venosos (como gordura).
• Conduzir ao sangue os elementos que
atravessam a mucosa intestinal no processo
de digestão
• Defender organismos de agressões de
microorganismos e agentes tóxicos do
interstício, conduzindo-os para linfonodos onde
sensibilizam o organismo ou os destroem.
• Conduzir as imunoglobulinas (anticorpos
materno) e os linfócitos para a corrente
circulatória
Por que os anfíbios tem coração linfático?
Pois eles têm respiração cutânea, então se
esse líquido extracelular se acumular no tecido,
eles se afogam, assim, há a necessidade de
drenar o líquido com maior eficiência
Elefantíase: obstrução da via linfática e
acúmulo de água no tecido
Linfonodos de interesse clínico
• Serve para dizer onde está acontecendo
uma infecção e se é generalizada ou local.
• Sentinela para identificação se o linfonodo
tem células tumorais, ou seja, se há metástase.
• Linfonodo é essencial para inspeção
sanitária, para avaliação pós- morten.
Informações finais
• Gansos e patos apresentam
subdesenvolvimento do sistema linfático
• Galinha e pombo não apresentam nódulos
linfóides, o tecido linfóide encontra-se na
medula.
• Bursa de Fabricius é uma estrutura linfática
que dá origem aos linfócitos (presente em
algumas aves)
• A linfa leitosa é chamada de quilo, e é
derivada da absorção de lipídios.
ANOTAÇÕES
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FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA
→ Respiração: Ato ou efeito de respirar, ato
de expirar e inspirar. É a função pela qual os
organismos vivos absorvem oxigênio e
expelem gás carbônico.
• Para que precisamos de oxigênio? A partir
da entrada, o oxigênio ele vai agirna
respiração celular, e sem o oxigênio não tem a
produção de ATP, que é fundamental para
realizar as funções vitais da célula.
Leis
• Lei de Boyle: O volume do gás é
inversamente proporcional à sua pressão.
• Lei de Charles: O volume de gás é
diretamente proporcional à sua temperatura.
Quando maior a temperatura as moléculas se
agitam e aumentam.
• Lei de Henry: A quantidade de gás
dissolvido na água em equilíbrio é
afetada pela pressão exercida sobre o gás e
pelo coeficiente de solubilidade desse gás,
sendo diretamente proporcional a cada um
deles.
Os gases importantes
Co2 (+solúvel), O2 e N2 (-solúvel)
• Nitrogênio é o gás mais abundante na
atmosfera, ele é tão insolúvel que ele passa ser
inerte em condições normal de pressão, ele
entra e sai sem ser absorvido.
O que ele causa? Em condições de
profundidade, a pressão vai aumentando e
esse nitrogênio, com a pressão maior, passa a
ser solúvel. Então, ele se solubiliza no sangue e
quando ocorre uma volta rápida da pressão
inicial, esse gás que está dissolvido vai deixar
de ser solúvel e vai gerar bolha de gases
dentro dos vasos sanguíneos, ocorrendo o
embolismo gasoso.
• Quando está em altitude muito grande o
gás carbônico deixa de estar dissolvido e
também faz o embolismo gasoso.
Mamíferos:
Têm dois pulmões, oxigênio proveniente do ar,
circulação pulmonar
Como ocorre o transporte de gases no
organismo?
Necessita-se de estruturas que transportem o
Co2 e O2 no organismo, a Hemoglobina.
Na hemoglobina há 4 radicais Heme que tem
ferro, e o ferro se liga com oxigênio de forma
reversível e faz o transporte dele. Já o
monóxido de carbono se liga a hemoglobina
de forma Irreversível.
Então, casos de intoxicação com monóxido de
carbono, o animal pode morrer caso não
tenha atendimento rápido.
• Em virtude da hemoglobina e os gases
trabalharem em conjunto, há estreita relação
entre a respiração e a circulação
• Hemoglobina dá o pigmento vermelho do
sangue ( quando saturada de O2 , sua cor é
vermelha / sem O2, arroxeada) e faz o
transporte de gases respiratórios.
○ Gasometria: Análise de concentração de
gás carbônico, deve-se tirar sangue venoso
porque a parede da veia é mais superficial e
tem paredes mais finas.
Passagem de ar
Cavidade oral → nasal → faringe → laringe (
tem a epiglote) → traquéia ( tem anéis
cartilaginosos, que faz o revestimento interno,
formado por células ciliadas para filtrar e
aquecer o ar) → bifurcação da traqueia →
brônquios (se penetram dentro dos pulmões)
→ bronquíolos → alvéolos pulmonares.
• Também no do processo de respiração há a
musculatura intercostais e diafragma
auxiliando.
• Engasgo: com o fechamento da passagem
de ar, não chega ar nos tecidos. Assim, ele
para de produzir ATP e parando de produzir
ATP ele morre.
A tosse é um reflexo que provoca expirações
forçados para expelir o conteúdo que está mal
colocado nas vias respiratórias.
PULMÕES
→ Local onde ocorre a hematose (troca de
CO2 proveniente dos tecidos com o O2 do ar
atmosférico), ocorre nos alvéolos.
○ Os pulmões têm tendência a retração,
precisa de pressão exercida sobre ele para
contrair pois os próprios não são contráteis.
• O Pulmão faz limite com a caixa torácica e
diafragma (base), entre o pulmão e a caixa
torácica existe um líquido (líquido pleural). O
limite externo do pulmão é pleura visceral e
intensa é pleura parietal. Entre as pleuras
existe um líquido que permite a existência de
uma pressão negativa (vácuo) entre as
camadas da pleura.
Quando o diafragma expande, o pulmão
expande junto e cria uma pressão negativa
dentro do pulmão que faz com que o ar entre.
Quando a musculatura e diafragma relaxa, ele
volta a sua posição de repouso (pressão
positiva) e o ar sai.
CASO: Caso o animal leve um tiro e fure as
pleuras, irá acabar com a pressão negativa
entre o pulmão e a caixa, e o pulmão perderá
a capacidade de se expandir. Com isso ocorre
a diminuição da liberação de gás carbônico.
(pneumotórax)
Toda superfície de troca há 3 elementos
básicos:
Células especializadas em trocas, intensa
vascularização (pois o sangue que carrega o
oxigênio e devolve o gás carbônico) e mucosa
(aumenta a solubilidade do gás para que ele
tenha contato com as células).
• Surfactante (mucosa): substâncias ativas de
superfície para as quais a água tem menor
atração. É uma substância lipoproteica
(30%ptn) e ele impede que as paredes dos
alvéolos se fechem de forma definitiva na
inspiração e aumenta a solubilidade do gás
para ter contato com as células.
Como ocorre a hematose?
Acontece por uma diferença de pressões.
• O vaso sanguíneo chega com o sangue
venoso e a pressão de gás carbônico no vaso
é maior que a PCO2 dentro do alvéolo, logo,
esse gás carbônico sai do vaso.
No oxigênio, a pressão dentro do alvéolo é
maior do que o oxigênio dentro do vaso, então
ele entra para o alvéolo.
Quando ele entra ocorre a hematose.
CICLO RESPIRATÓRIO
• Inspiração: maior volume do tórax e
pulmões com influxo de ar (ocorre hematose)
• Expiração: menor volume do tórax e
pulmões com expulsão do ar.
→ A respiração é voluntária e involuntária
pois na área no bulbo encefálico (que é o
centro respiratório), quando aumenta a PCO2
ou o PH do sangue diminui, ocorre a ativação
do reflexo respiratório, e assim a respiração
passa ser involuntária.
• Quanto maior a PCO2, maior a produção de
ácido e menor PH
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA
Número de ciclos por minutos (variação entre
as espécies).
• Afetada por: Tamanho corpóreo, idade,
exercício, excitação, temperatura do ambiente,
prenhez, enchimento do trato digestivo, estado
de saúde
OBS: Quanto menor o bicho maior a FC E FR.
VOLUMES
• Volume Residual (VR): Quantidade de ar
que permanece nos pulmões mesmo após a
respiração forçada (pois o pulmão não renova
100% seu volume a cada troca).
• Volume Corrente (VC): Quantidade de ar
respirado durante o ciclo respiratório
• Volume de reserva inspiratória (VRI):
Volume inspirado além do volume corrente,
inspiração maior
• Volume de reserva expiratória (VRE):
Volume expirado além do volume corrente,
expiração maior.
CAPACIDADES
• Capacidade pulmonar total: VR+VC+VRI+VRE
• Capacidade vital: VC +VRI+VRE
• Capacidade inspiratória: VC + VRI
• Capacidade expiratória: VC+VRE
• Capacidade Residual Funcional: VR+ VRE
PATOLOGIAS
• Enfisema: alvéolo se enche de ar e morre,
impedindo a expansão dos alvéolos vizinhos
• Atelectasia: perda de área pulmonar,
alvéolo morre vazio.
Ronronar do gato: Contrações intermitentes
do diafragma e da glote, a glote vibra. Ele
ronrona quando está muito a vontade ou
estressado
POR QUE OS ANIMAIS MARINHOS FICAM
MUITO TEMPO SUBMERSOS?
• Pois eles usam reservas de O2 dos pulmões,
sangue e tecido.
• Têm níveis maiores de hemoglobina e
mioglobina (tipo de hemoglobina dentro do
músculo, transporta oxigênio para fibras
musculares).
• Redução de sangue para os tecidos para
privilegiar cérebro de coração. Os demais
tecidos podem usar vias metabólicas
anaeróbicas (não por muito tempo).
• Diminuição de frequência de débito
cardíaco.
EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE
Defesas contra a mudança de PH
1 . Sistema químicos de tampões
- não alteram a quantidade de H+,
somente o seu estado
2 . Centro respiratório
- controlando o CO2, controla-se o
H2CO3
3 . Rins
- Excreção de urina mais ou menos
ácida.
- linha de defesa mais lenta, mas há
eliminação de ácidos ou bases do
organismo
REGULAÇÃO RESPIRATÓRIA
Controle das concentrações de CO2 no sangue
e no LEC
○ maior PCO2 = diminuição do PH
○ maior ventilação = menor PCO2 e maior PH
A regulação respiratória do equilíbrio
ácido-básico é um tipo fisiológico de sistema
tampão
Quanto menor a capacidade de eliminar CO2
(enfisema, imobilização...) leva um aumento na
PCO2 com consequente redução no PH.
Anormalidade no equilíbrio ácido-básico.
Pode ocorre uma Acidose (diminuição do PH)
ou uma Alcalose (aumento no PH) e elas
podem ser tanto metabólica quanto
respiratória.
ACIDOSE RESPIRATÓRIA
Diminuição da frequência respiratória e como
consequência, ocorre o aumento do PCO2 no
LEC e aumento da
concentração de H2CO3.
• Causas: Lesões nocentro respiratório (SNC),
Obstruções nas vias respiratórias, Pneumonia e
enfisemas, área a superfície pulmonar
diminuída
• Respostas compensatórias: Tampões dos
líquidos corporais, renal (excreção de H+)
ACIDOSE METABÓLICA
Diminuição da concentração de HCO3 no LEC
e gera excesso de CO2 no LEC.
• Causas: Incapacidade dos rins para excretar
ácidos metabólicos, adição de ácidos por
ingestão ou infusão, perda de bases nos
líquidos corporais
ALCALOSE RESPIRATÓRIA
Aumento da frequência respiratória e
consequentemente, a redução na PCO2 no
LEC e aumento na concentração de HCO3
• Causas: Grandes altitudes e hiperventilação
ALCALOSE METABÓLICA
Aumento da concentração de HCO3 no LEC
• Causas: Administração de Diuréticos
MEDIAÇÕES CLÍNICAS
Para diferenciar um quadro do outro deve-se
aferir em SANGUE ARTERIAL:
- Ph (referência = 7,4)
- [HCO3] (referência = 24mEq/L)
- PCO2 (referência = 40mmHg)
FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA
DAS AVES E VERTEBRADOS NÃO
MAMÍFEROS
Aves
As aves têm um sistema respiratório adaptado,
consistido em sistema pulmonar, que permite o
voo, com dois componentes funcionais
distintos. O pulmão parabronquial (troca
gasosa) e vias aéreas, sacos aéreos,
esqueleto torácico (ventilação). Assim, há
uma maior eficiência no intercâmbio gasoso
comparado aos mamíferos.
Anatomia respiratória
• Não tem diferença nasal e oral ( o nariz é um
buraco no bico);
• Anéis fechados na traqueia (diferente dos
mamíferos que são incompletos);
• Siringe faz a bifurcação das traqueias pros
brônquios e funciona como órgão fonador
(vibração do ar que dá o som);
• Há 3 níveis de brônquios
- primários: conduzir o ar para entrar nos
pulmões;
- secundário: direciona o ar para os sacos
aéreos e/ou para os brônquios terciários;
- terciário/paleobrônquios: rede de tubos
estreitos e longos que ligam uns aos outros
(anastomose) onde ocorre a hematose.
• Sacos aéreos: são apenas estruturas
ventiladoras, não contribui como intercâmbio
gasoso.
Nas aves é nos brônquios terciários que há os
elementos fundamentais para troca gasosa:
células adaptadas, alta vascularização,
mucosa revestindo essas células de troca.
Inspiração
• A musculatura do abdômen e do tórax vai
fazer expandir a cavidade.
• Os sacos aéreos puxam o ar e ele passa
pela traquéia, siringe, vai passar pelos
brônquios
primários e em seguida os secundários.
• Os brônquios secundários faz a distribuição
(enche os sacos aéreos e passa para o
brônquio terciário, onde ocorre a hematose).
Expiração
Na hora que os sacos aéreos estão sendo
esvaziados, o ar passa pelos brônquios
terciários, ocorrendo a hematose novamente.
• As aves fazem reservatório de ar maior do
que dos mamíferos devido aos sacos aéreos, e,
diferente dos mamíferos, as aves fazem
hematose tanto na inspiração quanto na
expiração.
Cuidados na(o):.
• Contenção: Se fazer de forma errada pode
matar o animal asfixiado pois se não houver a
expansão dos sacos aéreos, ocorre uma
diminuição de PH (acidose respiratória,
acúmulo de gás carbônico).
• Abate e depenagem: Quando a ave é
abatida, ela chega na caixa e um indivíduo a
pendura nos trilhos. Em seguida elas vão
passar pelo um tanque de insensibilização e
nesse tanque contém eletrólitos que dá
choque e faz uma parada respiratória com
perda de sentido. Saindo dali, há a degola
para
retirar o sangue e depois as aves são
mergulhadas no tanque de depenagem de
água morna. Após o mergulho, elas vão para
um rolo de borracha onde se retira as penas.
Então, se a qualidade da água ou a
voltagem do eletrodo não está correta, a
galinha entra e insensibilização não vai ocorrer.
Assim, quando ela entrar no tanque morno, ela
engoliu água suja que entrará nos sacos
aéreos e o corpo todo ficará infectado,
deperdiçando a carcaça
.
RÉPTEIS
Têm costela ativas como nos mamíferos
(respiração depende da expansão costal) e
realizam a respiração pulmonar, porém não
possuem diafragma.
Apesar de não possuírem diafragma, a
ventilação não é prejudicada pois os répteis
são ectotérmicos e o metabolismo deles são
mais baixo. Com isso, faz com que a exigência
por oxigênio seja menor.
QUELÔNIOS (jabutis, cágados e tartarugas)
Têm costelas fundidas como uma concha
rígida, eles fazem ventilação a partir das
movimentações dos membros e das
cabeças.
ANFÍBIOS
Fazem respiração cutânea associada à
pulmonar ( têm pele fina, intensa
vascularização e úmida).
• Em girino ocorre a respiração branquial
como os peixes.
PEIXES
Não trocam gases com ar e realizam a
respiração branquial.
1 . Os peixes respiram absorvendo o oxigênio
presente na água, que segue para um órgão
respiratório, as brânquias
2. Quando chega às brânquias (também
conhecidas como guelras), a água passa
primeiro por pequenos cílios existentes no
órgão, que servem para filtrar impurezas,
como restos de alimento, areia ou detritos.
3. Em seguida, a água filtrada atravessa as
brânquias, que têm minúsculas estruturas
formadas por filamentos e lamelas. É nos
filamentos e nas lamelas que ocorre a troca
gasosa ( o sangue circula no sentido inverso
ao da água, o que aumenta a eficiência da
troca).
• As brânquias também tem funções renais
como excreção de amônia
• Em peixes cartilaginosos, para que ocorra
a troca gasosa, eles tem que se movimentar
para balançar as brânquias.
ANOTAÇÕES
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INTRODUÇÃO À
FISIOLOGIA RENAL
O balanceamento dos líquidos corporais ocorre
pela ingestão e excreção
Ingestão
Excreção: perda diária (perda invisível por
evaporação, suor, fezes, rins através da urina)
Constituintes dos líquidos extracelular e intracelular.
FUNÇÃO RENAL
• Eliminar substâncias não desejáveis e controlar o
volume e a composição dos líquidos corporais
através da filtragem do plasma.
• Equilíbrio entre o aporte de agua e eletrolitos e a
eliminação
• Controle do balanço eletrólitico: Na+, K+, Mg2+, l,
HCO3, Ca2+, HPO42-).
• Excreção de produtos de degradação de
metabolismo de substâncias químicas, fármacos e
metabólitos hormonais - ureia, creatinina, ácido
úrico, produtos da degradação da hemoglobina.
• Regulação da pressão arterial - excreção de água
e sódio.
• Regulação do equilíbrio ácido-base (excreção de
ácidos e regulação das reversas de tampões dos
líquidos corporais).
• Regulação da produção de eritrócitos, que
secretam eritropoetina (estimula a produção de
eritrócitos).
• Ação hormonal: Vit. D e Renina
Sistema urinário
• Rins: produz a urina
• Ureteres: serve de condução
• Bexiga: armazena a urina
• Uretra: Faz a eliminação.
Anatomia fisiológica dos Rins
Apresenta a córtex externamente, a medula
internamente e um hilo renal onde
penetram vasos sanguíneos e nervos e emergem
vasos sanguíneos, linfáticos,
nervos e ureteres.
• É dividido em lóbos, que são estruturas maiores
(pirâmides)