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Fisiologia Animal larivet.resumos Sumário I ● Homeostase + Água e sua importância …………………………………………………………………... ● Sistema Nervoso ………………………………………………………………………………………………... ● Arco Reflexo ……………………............................................................................................................. ● Nocicepção e Dor .................................................................................................................................. ● Sentidos Sensoriais ................................................................................................................................ ● Músculo ……………………...................................................................................................................... ● Termorregulação ……………………........................................................................................................ ● Eletrofisiologia Cardíaca ……………………............................................................................................. ● Fisiologia Respiratória em Aves e Vertebrados não Mamíferos ……………………................................. ● Componentes do Sangue ……………………............................................................................................ ● Circulação ……………………................................................................................................................... ● Fisiologia Respiratória em mamíferos ……………………........................................................................ ● Filtração glomerular …………………….................................................................................................. ● Formação da urina (part.1) ……………………....................................................................................... ● Formação da urina (part.2) ……………………...................................................................................... ● Regulação da reabsorção tubular ……………………............................................................................. ● Manutenção do equilíbrio ácido-base ……………………....................................................................... ● Fisiologia renal em aves ……………………........................................................................................... ● Função intestinal ……………………...................................................................................................... ● Digestão …………………….................................................................................................................. ● Mecanismo de ação hormonal ……………………................................................................................ ● Pâncreas endócrino ……………………................................................................................................ ● Adrenais ……………………................................................................................................................. ● Tireóide e paratireóide ……………………............................................................................................. HOMEOSTASE É a tendência à estabilidade do meio interno do organismo, ou seja, equilíbrio do organismo. Para manter a homeostase os organismos usam processos fisiológicos frente aos desafios impostos pela relação do indivíduo com o ambiente. Homeostase no corpo humano A capacidade de sustentar a vida depende da constância dos fluidos do corpo humano, e que poderá ser afetada por uma série de fatores, como a temperatura, pH... Estes fatores em desequilíbrio (pela falta ou pelo excesso) podem afetar a ocorrência de reações químicas essenciais para a manutenção do corpo vivo. Processos: • Sinalização química: mais lenta pois usa o sangue como meio de dispersão. Ex: feromônio • Sinalização Neurológica: mais rápida e específica. Ex: movimentos Exemplos de mecanismos regulatórios: • Regulação térmica: Por influência do hipotálamo, os músculos esqueléticos tremem para produzir calor quando a temperatura corporal é muito baixa e quando a temperatura é muito alta o suor arrefece o corpo por evaporação. • Regulação da Glicemia: O pâncreas produz insulina e glucagon para regular a glicemia (concentração de açúcar no sangue). • Regulação do CO2: O pulmão se encarrega de fazer trocas com o meio ambiente, absorvendo o oxigênio e devolvendo o CO2. Papel da Circulação e do Hipotálamo Pelas vias circulatórias faz-se o transporte de calor, gases, hormônios, nutrientes e minerais. Portanto a circulação é fundamental para a manutenção da homeostase. O hipotálamo integra as estratégias endócrina e neurológica, com isso, coordena direta ou indiretamente todos os processos homeostáticos. Ex: Termorregulação, comportamento, energia e fluidos. ÁGUA E SUA IMPORTÂNCIA A água compõe células corpóreas, é o solvente universal, referente físico como o ponto de fusão, ebulição, pH, densidade, peso/volume e outros Transporte transmembrana • Difusão: passagem das moléculas do soluto, do local de maior para o local de menor concentração, até estabelecer um equilíbrio. É dividida em simples e facilitada (ocorre um auxílio das permeases) • Osmose: é a difusão da água através de uma membrana semipermeável, de onde tem menos soluto para onde tem mais. Com objetivo de diluição. Conceitos: • Pressão hidrostática: é a pressão que ocorre no interior dos líquidos, sendo exercida pelo peso do próprio líquido • Osmolaridade: é o somatório das concentrações das substâncias dissolvidas na solução . • Pressão osmótica: pressão hidrostática que contrabalança determinada diferença de osmolaridade. • Pressão Coloidosmótica ou Pressão oncótica: pressão osmótica gerada pelas proteínas que não podem passar pela parede capilar ( principais: albumina e globulina). Soluções, Concentrações e Classificação • Hipertônica: A concentração do soluto é maior em relação a outra célula. A célula murcha (plasmólise) • Hipotônica: pressão osmótica menor de a da célula. > a célula incha (deplasmólise). Se a célula se rompe ocorre a plasmoptise. SISTEMA NERVOSO Representa uma rede de comunicações do organismo. É formado por um conjunto de órgãos do corpo humano que possuem a função de captar as mensagens, estímulos do ambiente e "interpretá-los". Ele tem função integradora, sensorial, motora e adaptativa. SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC) É o centro de comando, composto por encéfalo, medula espinal (ou raquidiana) e meninges (Dura-Máter, Aracnóide, Pia-Máter), que tem líquido cerebrospinal e tem como função proteger o encéfalo e a medula contra agentes químicos e absorver choques . ENCÉFALO 1. Corpo caloso: Conecta os dois hemisférios do cérebro 2. Tálamo: Processamento dos órgãos dos sentidos (exceto olfato) 3. Hipotálamo: Coordena direta ou indiretamente a homeostase 4. Cerebelo: Coordenação motora 5. Tronco Encefálico (mesencéfalo, ponte e bulbo): transmite impulsos nervosos para o cerebelo e serve de passagem para as fibras nervosas que ligam o cérebro à medula. LOBOS 1. Frontal: Movimento e pensamento 2. Parietal: Dor, tato e paladar 3. Occipital: Visão 4. Temporal: Audição e memória DIVISÕES 1. Telencéfalo (hemisférios cerebrais)- processamento de informação • Córtex cerebral: pensamento, estado de alerta, aprendizado… 2. Diencéfalo (Tálamo e hipotálamo) 3. Tronco encefálico • Mesencéfalo: Movimento dos olhos, postura corporal, grau de contração muscular. • Ponte: Mastigação e audição. • Bulbo (Medula oblonga): Controle cardiorrespiratório e peristáltico. MEDULA ESPINAL Faz a conexão entre o SNC e SNP e há pares de nervos espinais mistos (sensitivos e motores) • Sensitivo (aferente) - Recebem estímulos e leva informação para o SNC ( da periferia para o centro) passando pela raiz dorsal. • Motor (eferente) - Conduz impulsos nervosos para células efetoras. Traz informação (centro para periferia) passando pela raiz ventral. No SNC, existem as chamadas substâncias cinzenta e branca. A substância cinzenta é formada pelos corpos dos neurônios e a branca, pelas fibras nervosas (dendritose dentro desses lóbos há os lóbulos, que são subunidade menores. • O principal nervo que chega ao rim é de origem simpática e suas fibras terminam na maioria das vezes nas arteríolas glomerulares. • A união do ureter na vesícula urinária é feita de forma oblíqua (junção ureterovesical) permitindo o funcionamento como uma válvula que evita o refluxo da urina quando do enchimento. Os animais apresentam 2 rins, situados dorsalmente, abaixo do diafragma, um de cada lado da coluna vertebral. Na maioria das espécies têm formato de feijão. No cavalo têm forma de coração e no bovino é lobulado. Macroanatomia • Artéria renal: que faz a nutrição • Córtex renal: porção mais externa que reveste o rim • Medula renal: região mediana • Pirâmide renal: regiões triangulares • Pelve renal: imersão entre as pirâmides e o ureter • Ureter: faz o veículo da urina para a bexiga Microscopia • Artéria renal ramifica-se em artérias segmentares, interlobares, arqueadas, interlobulares. • Néfron: unidade funcional do rim. É constituído pelo corpúsculo renal (glomérulo +cápsula de bowman), túbulo proximal, distal , alça de henle. • A Arteríola aferente é ramificada em glomerular que tem como função aumentar a superfície de contato para o processo de filtração. • Glomérulo é formado por capilares glomerulares que se ramificam e é coberto pela cápsula de bowman. Ele executa a filtração. • Túbulos: fazem a secreção e reabsorção de substâncias. • Alça de henle: tem espessuras diferentes que interfere no processo absortivo. • Mácula densa: mantém o equilíbrio osmótico para a atividade funcional do rim. ● Do glomérulo segue o que não foi filtrado para arteríola eferente e o que foi para o túbulo proximal, alça de henle, túbulo distal e ducto coletor. ………NÉFRON……………………………………..……………… Parte do néfron está presente no córtex e outra na medula. Existem dois tipos: 1. Nefron cortical: tem o glomérulo próximo à superfície (córtex), tem sua alça de henle na medula externa. (Alça de henle menor , absorve menos) 2. Nefron justamedular: tem a alça de henle atingindo a medula interna, chegando até a proximidade da pirâmide renal. (absorve mais, capacidade de interação/ troca maior). Fluxo sanguíneo no néfron Artéria renal entra pelo hilo renal e começa a vascularizar o parênquima, ela vai se ramificar e vai refletir para cada pirâmide renal. O número de néfrons varia com as espécies: Gato: 190.000 Cão: 415.00 Homem: 1.000.000 Suíno: 1.250.000 Equinos: 10.000.000 …… GLOMÉRULO …………………………………………. É um enovelado capilar que se forma a partir da arteríola aferente. Esses capilares são sustentados por células mesangiais. É o local responsável pela filtração do sangue e é coberto pela cápsula de bowman. Na filtração glomerular o plasma atravessa várias camadas: endotélio capilar, membrana basal e o epitélio visceral (onde estão os podócitos). DIFERENÇA DE PRESSÃO DO VASO SANGUÍNEO O líquido (ultrafiltrado) extravasa para cavidade glomerular e vai dar origem a urina. Aparelho justaglomerular Próximo aos glomérulos há o aparelho justaglomerular que é formado por células justaglomerulares (que produz uma enzima renina, que contribui para manutenção da pressão), mácula densa e por células mesangiais extraglomerulares (que tem receptores para Angiotensina II). O aparelho JG regula o fluxo sanguíneo e o balanço na Na+ através do eixo renina- angiotensina- aldosterona. ……. TÚBULOS ………… …. Túbulo contorcido proximal:Possui uma porção convoluta e outra reta, é revestido por um epitélio cúbico simples Seu citoplasma é rico em mitocôndrias e a membrana apical apresenta borda em escova Alça de henle: Este segmento só ocorre em aves e mamíferos. É composto por três ramos: fino descendente, fino ascendente e grosso ascendente. As células dos ramos finos são seladas com poucas mitocôndrias. As células do ramo ascendente grosso possuem uma única camada de células cúbicas com ramos microvilos Suas células contêm mitocôndrias largas e alongadas. Túbulo contornado distal: Possui células cúbicas e seu citoplasma contém muitas largas mitocôndrias. FILTRAÇÃO GLOMERULAR Na filtração glomerular ocorre o primeiro contato entre o sangue e essa unidade funcional do rim. • O sangue chega na arteríola aferente que vai se ramificar em capilares glomerulares, ali vai acontecer a primeira filtragem (20%). • Os 80% vai para arteríola eferente, onde entra em contato denovo com o essa região do néfron, ou seja, há uma nova possibilidade de interação do sangue com essa unidade funcional. • Esses 20% passam para o espaço de bowman e em seguida para o túbulo contorcido proximal. 1- Filtração glomerular 2- reabsorção de substâncias dos túbulos renais para o sangue 3- secreção de substâncias do sangue para os túbulos renais. 4- acúmulo e excreção urinária Formação da urina Inicia-se com filtração de líquidos isento de proteínas, dos capilares glomerulares para a cápsula de bowman. A composição do filtrado glomerular é semelhante ao plasma, sua diferença são as proteínas pois dos 20% filtrados, substâncias grandes não passam, como exemplo, as proteínas. Em seguida ocorre a passagem pelos tubos, onde pode ocorre a modificação do líquido filtrado (reabsorção e secreção de água e solutos). Uma substância química pode ser totalmente filtrada, filtrada e parcialmente reabsorvida, filtrada e completamente absorvida e filtrada e totalmente secreta. . Filtração, Reabsorção e Secreção de diferentes substâncias • Durante a formação a urina, a reabsorção tubular é mais importante que a secreção tubular • A secreção tubular determina a excreção de íons K+ e H+. Creatinina, uréia, ácido úrico são excretados em grande quantidade. • Na+, Cl+, HCO3 são reabsorvidos em altas quantidade e a Glicose e aminoácidos são totalmente reabsorvidos. Passagem do líquido para o espaço de bowman Acontece através das fenestras do vaso. As fenestras, membrana basal e epitélio formam a barreira de filtração e eles fazem uma filtração seletiva. • A membrana basal glomerular é formada em sua maior parte por proteoglicanos que tem carga negativa, ou seja, moléculas com cargas positivas têm mais facilidade para serem filtrados. • Quanto maior o peso/tamanho da estrutura menor a filtrabilidade. (Proteínas têm pouquíssimas chances de serem filtradas). Controle da filtração glomerular Quando a pressão sobe, a arteríola aferente reduz seu calibre, reduzindo a taxa de filtração glomerular. Já, quando a pressão abaixa, a arteríola dilata aumentando novamente o fluxo sanguíneo. Sistema nervoso simpático • Fibras nervosas simpáticas presentes nos vasos sanguíneos renais; • Ativação dos nervos simpáticos (constrição das arteríolas renais e diminuição do fluxo sanguíneo e filtração glomerular). Hormônios • Norepinefrina , epinefrina - constrição dos vasos sanguíneos renais e diminuição da filtração glomerular. • Endotelina - vasoconstrictor Angiotensina II: • Vasoconstrictor - formada nos rins e nas circulações sistêmicas; • Formada quando a ocorre redução da pressão arterial ou diminuição da filtração glomerular - aumentando reabsorção de Na+ e água. Retroalimentação tubuloglomerular Trabalha controlando tanto a arteríola aferente quanto a eferente Com a diminuição da taxa de filtração glomerular (TFG), há um aumento na reabsorção de Na+ pela alça de henle e diminuição do mesmo na mácula densa, que emite uma sinalização para aumentar a produção de renina pelas células justaglomerulares Reabsorção tubular Para que o Na+, a glicose e aminoácidos possam retornar até o sangue, usam a bomba de Na+/K+_ pela ATPase. Através do antiporte (dois iões diferentes ou outros solutos são transportados em direcções opostas através da membrana) e por simporte (quando as duas substâncias são transportadas na mesma direcção). Formação da Urina (part1) Função da autorregulação do fluxo sanguíneo • Rins- manutenção da filtração glomerular constante e controle da excreção renal de agua e eletrolitos • Outros tecidos - manutenção do suprimento de oxigênio nutrientesaos tecidos e remoção dos produtos de degradação do metabolismo Na ausência desse mecanismo, as alterações na pressão arterial causaram mudanças na filtração glomerular e na excreção renal. Balanço tubuloglomerular Apresenta dois componentes que atuam em conjunto: 1- mecanismo de retro-alimentação arteriolar aferente 2- mecanismo de retro-alimentação arteriolar eferente. Mecanismo de retroalimentação da Mácula densa: 1. Diminuição da pressão hidrostática glomerular e da filtração glomerular. 2. Diminui a filtração glomerular, ocorre a diminuição do cloro na mácula densa. 3. A mácula densa aumenta a produção de renina. 4. A renina auxilia na produção de angiotensina II e vai aumentar a resistência das arteríolas eferentes. Reabsorção e secreção pelos túbulos renais. Excreção = filtração + reabsorção + secreção A filtração glomerular não é muito seletiva, já a reabsorção tubular é muito seletiva. Reabsorção tubular Substância transportada através das membranas epiteliais tubulares ↓ Líquido intersticial renal ↓ Voltar para o sangue através das membranas dos capilares peritubulares. ↓ É realizada por transporte ativo e passivo. Reabsorção de Água e Solutos Reabsorção de Sódio 1. O na+ difunde-se da membrana luminal para o interior da célula por um gradiente eletroquímico -Na+ K+ ATPase (basolateral). 2. Na+ transportado através da membrana basolateral contra um gradiente eletroquímico -Na+-K+ ATPase 3. Na+, água e outras substâncias reabsorvidas a partir do líquido intersticial para o interior dos capilares peritubulares - ultrafiltração. Reabsorção de glicose e aminoácidos Glicose e A.As não internizados com o Na+. Existe um limite de reabsorção da glicose pelo organismo, esse limite ultrapassado, leva à liberação de glicose na urina. A liberação de glicose na urina leva à diurese, levando a saída de água dos vasos para o túbulo renal (glicosúria). Reabsorção de cloreto de sódio, Ureia e outros solutos (difusão passiva) Com a reabsorção de Na+, ocorre a reabsorção de água também (devido à osmose). Se tem a reabsorção de água, as moléculas do lúmen vão ficar mais concentradas. Se a concentração é maior comparado ao interior do corpo, ocorre o transporte passivo (do meio mais concentrado para o menos concentrado) Formação da urina (PART.2) Reabsorção e secreção ao longo do néfron Reabsorção tubular proximal • Maior capacidade de absorção. • Mecanismo co-transporte (glicose, aminoácidos e Na+) • Mecanismo contratransporte (reabsorção de Na+ e secreção de H+) • Secreção de ácidos e bases orgânicas e fármacos. Reabsorção alça de henle (ramo descendente delgado, ascendente delgado e ascendente espesso) Descendente delgado: • Muito permeável à água e pouco permeável à maioria dos solutos • Função: permitir a difusão simples de substâncias. Ascendente espesso • Impermeável à água, importante para concentrar urina • Células com alta atividade metabólica e capazes de reabsorção ativa de Na+, Cl- e K+ (25%) Túbulo distal (inicial e cortical) Túbulo distal inicial faz parte do complexo justaglomerular Impermeável à água e faz absorção dos íons Na+, Cl, Ca++, Mg. Tubulo distal cortical • Reabsorção ativa de íons • Pouco permeável à água e ureia • Células principais: reabsorvem Na+, Cl - e secretam K+ • Células intercaladas: reabsorvem HCO3 e secretam H+ Ducto coletor • Reabsorção de NaCl • Secreção de H+ e amônia • Sem ADH é impermeável à água, dilui a urina e com ADG é permeável à água, concentra a urina. • Coletor cortical: Secreção de K+ Túbulo coletor Medular É o local fina de processamento da urina, Reabsorve 10% de água e Na+ filtrados. 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Ramo descendente fino: secreta água e absorvem Na+, Cl, uréia Ramo ascendente fino: secreta Cl, Na+ Ramo ascendente espesso: reabsorve H+, e secreta Na, Cl, K=, Ca+, HCO, Mg. Túbulo contorcido distal: secreta Na, cl, Ca2+, Mg Ducto coletor: Reabsorve H+/K+ e secreta Na, Cl , Ca2+, H2O, Hco3 ANOTAÇÕES: ……………………………………………………………………...………… …………………………………...…………………………………………….. .……………………………………………...………………………………… …………...……………………………………………...…………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………...……………………………………………...……………………………………………...……………………………………………...… …………………………………………...…………………………………… ……………………………………………...………………………………… …………...……………………………………………...…………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………...……………………………………………...……………… ……………………………...……………………………………………… Regulação da Reabsorção Tubular ADH Hormônio antidiurético produzido na neurohipófise. Tem uma aplicabilidade relacionada à permeabilidade da água. • Quando há excesso de água, há uma diminuição da osmolaridade. Com isso tem uma inibição da neurohipófise da produção de ADH. O Anti diurético aumenta a permeabilidade do túbulo que faz ter a maior reabsorção de água. Mas se já tem o excesso de líquido, há a inibição. Então, não vai estimular nos rins a reabsorção de água e, se não é absorvida, vai ser direcionada junto com a urina tendo maior excreção de água. • Quando tem carência de água pode acometer todos os volumes, inclusive o volume dentro do vaso, e se tem diminuição do volume no vaso, tem a queda da pressão arterial sistêmica. A nossa osmolalidade sobe devido a concentração do soluto. Esse aumento ocasiona duas resposta na neurohipófise. Produção de sede e a produção do hormônio ADH. E vai evitar e eliminação de líquido, absorvendo mais a água e urinar menos. Com a produção vai ter o aumento a reabsorção de água e menos excretada. Como o ADH estimula o aumento da permeabilidade de água? O ADH faz a absorção de água através do ducto coletor através do aumento da expressão de aquaporinas. Quando tem a produção de ADH, aumenta a quantidade aquaporinas que são proteínas que conecta o lumen ao epitélio do ducto coletor que vai permear a água. Sistema renina- angiotensina- aldosterona É um sistema hormonal desencadeada por . . estruturas renais + Adrenal. 1 . Queda da pressão arterial ou alteração de sódio, o rim libera renina. 2 . A renina age sobre o Angiotensinogênio convertendo-o em Angiotensina I . 3 . Angiotensina I sobre a ação da enzima ECA (enzima conversora de angiotensina) gera a Angiotensina II que aumenta a pressão do vaso sanguíneo e promove a vasoconstrição. 4 . Angiotensina II vai até ao córtex adrenal e faz que ele produza aldosterona 5. A aldosterona regula o metabolismo do sal, água e minerais e aumenta a retenção de NA (Natremia é a quantidade de sódio no sangue). A natremia retém água pela concentração osmótica, o que ocasiona o maior volume sanguíneo, e assim, uma maior pressão arterial. Regulação do PH O rim regula a concentração de íons hidrogênio (H+) promovendo o aumento ou diminuição das concentrações dos íons bicarbonatos (Hco3) no líquido do organismo. Variações dos íons bicarbonatos ocorre em consequência de reações no túbulos renais, às custas do mecanismo da secreção tubular. Se tem aumento de próton H+ vai ter que excretar mais pro túbulo para que ocorra a eliminação do próton pois quando mais H+, mais ácido é o meio. Para alcalinizar esse meio o rim vai aumentar a reabsorção do íon bicarbonato junto com sódio para ir pro meio extracelular para tamponar (aumentando a base) e secretar para os túbulos e excesso de próton H+. 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Variações na osmolaridade porém modificar o volume celular e consequentemente, a função celular. Essa manutenção mantém a homeostase. Onde está a água? No sangue, linfa, no líquido extracelular e líquido intracelular. Balanço Hídrico Determina o volume plasmático e a osmolaridade do líquido extracelular. Os rins é o órgãos responsáveis por conservar a água no organismo. Os rins podem produzir uma urina concentrada ou diluída. Componentes principais desse sistema: 1. A Geração de um interstício medular hipertônico, que permite a excreção de urina concentrada 2. A diluição do fluido tubular pelo ramo ascendente espesso e pelo túbulo contorcido distal, o que permite a excreção de urina diluída 3. A inconstância na permeabilidade á água do ducto coletor em resposta ao ADH, que determina a concentração final da urina. Papel do néfrons na concentração da urina A disposição anatômica renais na medula é um elemento crucial do mecanismo de concentração da urina. Os néfrons dos mamíferos são subdivididos em néfrons superficiais e justamedulares, com base na localização de seus respectivos glomérulos. A reabsorção de água: ocorre no túbulo contorcido distal, alça de henle (porção descendente) e túbulos distais e ducto coletor. A água é absorvida de forma passiva até a curvatura da alça de henle, a partir daí é necessário uma ação hormonal (ADH) para ser reabsorvida. 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Cada rim é divididoem lobo cranial, médio, e caudal. Os ureteres transportam a urina do rim até a cloaca, que constitui o local comum de coleta dos órgãos digestivos, reprodutivos e urinários. Cada lobo é composto de lóbulos, que assemelham-se ligeiramente a um cogumelo. O córtex corresponde ao chapéu do cogumelo, enquanto a medula corresponde ao estipe. Tipos de néfrons Nefron tipo réptil: Estão localizados no córtex e não tem alças de henle, não são capazes de concentrar urina e reabsorver água. Nefron tipo mamífero: Possui alça de henle bem definidas. Também possuem vasa-reta (vascularização) e essas alças são agrupadas em um cone medular. Sistema Porta-renal É uma característica exclusiva do rim das aves. • Sangue venoso que chega aos rins proveniente dos membros posteriores. • Fornecem sangue aos capilares peritubulares, misturando com o sangue arteriolar eferente (glomérulo) • Válvula porta renal (esfíncter de músculo liso) - veias direita e esquerda e veias ilíacas • Inervação adrenérgica e colinérgica (simpático e parassimpático) Válvula aberta: mais sangue pro resto do corpo Fechada: mais sangue pelo sistema porta-renal Formação da urina O fluxo plasmático renal e taxa de filtração glomerular parecem ser auto regulados em uma ampla faixa de pressão arterial (110 a 60 mmHg). Acredita-se que a resposta do músculo liso arteriolar renal ao estiramento continua o provável mecanismo de autorregulação Há algumas evidências de que o rim das aves possa alternar entre o uso de néfron do tipo réptil e do tipo mamífero, dependendo da necessidade de conservação de água. Quando as aves recebem uma carga de sal (e, portanto, precisam conservar a água para diluir o sal), a maioria dos néfrons (80%) do tipo réptil suspendem a filtração, pois não tem capacidade de concentrar urina. Concentração da urina O gradiente osmótico possibilita a excreção de urina com osmolaridade maior do que a do plasma. Todo o líquido tubular, seja ele proveniente dos néfrons do tipo réptil ou os néfrons do tipo mamífero, é exposto ao gradiente osmótico. ADH A resposta renal ao hormônio ADH, a arginina vasotocina, à semelhança dos mamíferos, consiste em aumento da permeabilidade dos ductos coletores de água. • A ureia (1 a 10% do nitrogênio urinário total) praticamente não desempenha nenhum papel no estabelecimento da hipertonicidade do líquido intersticial do cone medular nas aves. A hipertonicidade é mais provavelmente criada pelo transporte de Nacl a partir do ramo ascendente espesso das alas de henle. Nas aves com livre acesso à água, a osmolaridade urinária é quase isosmótica com o plasma. Excreção do ácido úrico O metabolismo de proteínas e dos aminoácidos resulta na produção de produtos finais nitrogenados. Nos répteis e nas aves, ocorre formação de ácido úrico em lugar de ureia, visto que esse animais de se desenvolvem em ovos com cascas que são impermeáveis a água. • Quando alcança uma determinada concentração, o ácido úrico precipita, com a precipitação não há necessidade de água para sua excreção. • Os rins das aves também constituem um local de formação de ácido úrico. O ácido úrico é livremente filtrado no glomérulo e secretado pelos túbulos. • A presença do sistema porta renal fornece mais sangue para os túbulos e maior quantidade de ácido úrico podem ser eliminados. O ácido úrico precipitado passa pelos túbulos e aparece na urina como coágulo esbranquiçado Como o ácido úrico não se encontra mais em solução, ele não contribui para a pressão osmótica efetiva do líquido tubular, e a perda obrigatória de água é evitada. Excreção dos eletrólitos As aves possuem considerável controle sobre a reabsorção tubular de Na+ e Cl-, a fração da quantidade filtrada que é excretada pode variar de de 0,5 a 30%. • Os hormônios envolvidos na produção das quantidade variadas de cloreto e sódio excretado são a angiotensina II, a aldosterona e péptido natriurético atrial. Quando há depleção de sal e de volume, a angiotensina II estimula uma redução da TFG, antidiurese e anti natriurese Na presença de um carga de sal e de volume, a resposta à angiotensina II torna-se natriurética e diurética (nos mamíferos isso não acontece). A aldosterona exerce função semelhante à dos mamíferos, está associada a reabsorção do sódio e secreção de potássio As aves secretam também o peptídeo natriurético atrial pelos átrios cardíacos . Ele tem atividade de natriurese (saída do sódio) e diurética nas aves. Em condições normais o rim aviário vai absorver mais de 98% do cálcio filtrado. A reabsorção depende da presença do paratormônio (PTH) e está acoplada com a excreção de fosfato Modificação da urina ureteral A modificação pós-renal da urina ureteral é possível devido à sua exposição às membrana da cloaca (armazenamento) É também exposta às membranas do cólon e do ceco, em virtude do fluxo retrógrado produzido por peristaltismo reverso. A reabsorção de água a partir do cólon acompanha a reabsorção ativa de Na+. A reabsorção de Nacl e de água corre a partir do ceco e pode envolver água da urina se o fluxo retrógrado alcançou esse local, Particularidades das aves • Ocorre modificação pós renal da urina ureteral devido a exposição às membranas da cloaca, cólon e ceco. • Reabsorção ativa de sódio e água no cólon • A urina das aves não misturadas com fezes têm coloração creme • Ácido úrico precipitado fica misturado ao muco Obs: secreção de muco facilita o transporte de solutos precipitados (semelhante ao papel do muco na urina do equino). Glândula de sal aviária Toda sas aves possuem glândulas na cabeça conhecidas como glândulas nasais (função incertas) • Na espécies com habitat marinha são bem desenvolvidas e produzem secreções contentando concentrações elevadas. • São estrutura inteiramente diferente do rim e excreta a solução salina de até 2X a concentração da água do mar. Secretam excesso de sal, devido a ingestão de água do mar ou de alimento com alto teor de sal Secreção da glândula → flui para cavidade nasal → escorre pela narina e goteja pela ponta do bico. ANOTAÇÕES: ……………………………………………………………………...………… …………………………………...…………………………………………….. .……………………………………………...………………………………… …………...……………………………………………...…………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………...……………………………………………...……………… ……………………………...……………………………………………...… …………………………………………...…………………………………… ……………………………………………...………………………………… …………...……………………………………………...…………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ………………………...……………………………………………...……… ……………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...…………………………… ……………………………………...………………………………………… função intestinal Trajeto: Boca → faringe → esofago → estomago → duodendo → intestino delgado → cólon ascendente / transverso/ descendente → reto → anus. ● Estruturas anexas: glândulas salivares, vesícula biliar, fígado e pâncreas. O tubo digestório é um tubo longo e musculoso 3 está associado à órgãos e glândulas que participam da digestão. Para que a digestão ocorra precisa do(a) : movimento do alimento, secreção de sucos digestivos, absorção dos produtos digestivos, controle via SNA e sistema hormonal. Parede gastrointestinal Mucosa(interna), submucosa (meio), círculo muscular ( externa à submucosa) e muscular longitudinal (mais externo) Motilidade gastrointestinal São executadas pelas diferentes camadas de músculo liso que possui uma atividade elétrica contínua e lenta. SISTEMA NERVOSO ELÉTRICO Localizados na parede intestinal, eles controlam os movimentos e secreções. São formados por dois plexos: ● Mientérico(parassimpático): localizado entre camadas muscular longitudinal e circular, ele controla os movimentos. ● Submucoso(simpático) : localizado na submucosa, controla a secreção e fluxo sanguíneo local. TIPOS DE MOVIMENTOS ●Propulsivos: é o peristaltismo, impelem o alimento ao longo do tubo digestório em uma velocidade que permite a digestão e absorção. ● Mistura: mantém o conteúdo intestinal sempre misturado através de contrações segmentares. FLUXO SANGUÍNEO GASTROINTESTINAL ● Circulação esplênica: todo sangue que flui pelo intestino, baço, pâncreas, chega imediatamente ao fígado pela veia porta. O sangue deixa os órgãos pelas veias hepáticas que chega na veia cava da circulação geral. ● Suprimento sanguíneo do intestino pela rede mesentérica: muita vascularização a fim de atender as funções secretoras e absortivas do Intestino. TRANSPORTE E MISTURA 1. Boca: cavidade oral que produz saliva das glândulas salivares, possui estruturas como língua (preensão) e dos dentes (mastigar). Realiza um processo químico e mecânico 2. Faringe: orgão tubular que conecta a laringe ao esofago 3. Estômago: bolsa de parede musculosa que estoca alimento e controla de maneira rítmica a passagem do alimento para o duodeno . Ele mistura o alimento ao suco gástrico através do movimentos ritmados até a fermentação do quimio. Além disso, ele secreta muco, suco gástrico (enzimas para digestão), e fator intrínseco (absorção de vitamina B12) DEGLUTIÇÃO ● fase voluntária: alimento é voluntariamente empurrado para laringe por pressão da língua contra o palato. ● fase faringinea: fechamento da trqueia com a abertura do esofago e o aparecimento da onda esofágica forçando o alimento para o estômago ● fase esofágica: conduzir da faringe para o estômago . Esvaziamento gástrico Promovido pelas contrações musculares intensas. Quando o tônus pilórico está normal, cada uma dessas ondas força a entrada da parte do quimo para o duodeno. Chamada de bomba pilórica 4. Intestino delgado e cólon: São revestidos por uma camada simples para absorção e troca de nutrientes. Há vilosidades. Realiza o movimento de mistura e propulsão do quimo (mistura partículas sólidas com a secreções). No cólon os movimentos são lentos e vagaroso para que ocorra uma melhor absorção. Válvula ileocecal: evitar o refluxo do conteúdo fecal do cólon para o ID. 5. Intestino grosso: Onde ocorre a formação do bolo fecal e final do processo absortivo. Há uma grande quantidade de bactérias e tem uma menor motilidade. SECREÇÕES ● Mecanismo secretivo: células secretoras apresentam vesículas na sua extremidade apical, contendo substâncias a serem secretadas em respostas a sinais nervoso e hormonal decorrente da presença do alimento. Esse mecanismo ocorre por exocitose Sinal → maior permeabilidade da membrana da célula ao Ca+2 → Ca+2 entra na célula → fusão de vesícula com a membrana celular → membrana se rompe e libera o conteúdo. SECREÇÃO DE ÁGUA E ELETRÓLITOS ……………………… Estimulação nervo → secreção de íons cloreto no interior da célula → recrutamento de íons positivos → maior força osmótica → maior pressão hidrostática do volume → pequenas rupturas que liberam água, eletrólitos, e substâncias orgânicas para o lúmen da glândula ● Muco: composto de água, eletrólitos e mistura de glicoproteínas. Tem função de lubrificar e proteger a parede intestinal. Ele adrede partículas alimentares, recobre o trato digestivo, promove aderência das partes fecal formando o bolo fecal, resistente às enzimas digestivas. SECREÇÃO SALIVAR ……………………… ……. . Constituída por uma solução eletrolítica, muco (mucina+água) e amilase. É um líquido incolor viscoso, seu PH entre 7.0 - 8.0 e tem a produção de 1,5l por dia. . ● Glândula da salivação: submandibular (mista), parótida (serosa) e sublingual (mucosa). MECANISMO DE SECREÇÃO SALIVAR Ocorre em 2 estágios: 1º - ácinos secretam a secreção primária que contém amilase + mucina. 2º- secreção primária sofre modificações nos ductos, onde o Na é reabsorvida e HCO3 são secretados. Regulação Ocorre pelo sistema nervoso autônomo. ● Simpático: aumento de secreção por causa das contrações lisas ● Parassimpático: aumento no fluxo sanguíneo para promover a secreção. Funções: ● Proteger a cavidade oral/dentes ● Lavar a cavidade oral da presença de bactérias dos alimentos. ● Possui propriedades bactericidas como lisozima (destrói a parede bacterianas), tiocianatos (agente químico antimicrobiano), digestão parcial (impede a adesão e digere carboidratos que seriam substratos para o crescimento bacteriana). ● Possui anticorpos específicos contra várias bactérias que promovem problemas dentais ● Produz calicreína: protease que quebra proteínas (alfa-2-imunoglobulinas) e promovem a formação de bradicinina, um vasodilatador para auxiliar no combate às infecções . SECREÇÃO GÁSTRICA ……………………… …….. É composta de substâncias orgânicas como proteoglicanos de muco degradado. Seu PH é entre 0.5 - 3.0, é rico em HCL e pobre em Nacl e Kcl. ● Enzimas: pepsina, renina gástrica, lipase gástrica, amilase gástrica para realizar a degradação de moléculas maiores para menores ● Material não enzimático: fator intrínseco e muco No estômago há glândulas oxínticas que é composta por um epitélio de superfície, células mucosas (produz muco), células parietais (ácido clorídrico e fator intrínseco ) e células peptídicas (pepsinogênio) Tipos de secreção: inorgânica (h2o, HCL, sais) e orgânica (fator intrínseco, muco, enzimas). Produção de HCL pelas células parietais 1. Ocorre a entrada de água e CO2 para dentro da célula onde se fusionam formando o ácido carbônico através da amilase carbônica. Eles podem se dissociar em HCO3- e H+. 2. O bicarbonato pode ser trocado pelo cloreto e o cloreto é bombeado para fora e da célula Consequentemente há uma troca de próton e potássio (internalização do K e saída do próton H+) 3. No lúmen então há próton (H+) e cloreto (CL) que vão formar o HCL. Ativação do pepsinogênio em pepino na luz estomacal: com o ph baixo, ocorre a ativação (protease) de pepsinogênio em pepsina Regulação da secreção gástrica: Acetilcolina, gastrina e histamina. Elas se ligam aos seus receptores específicos, ocorre a sinalização celular que estimula secreções das glândulas gástricas. O hormônio gastrina é um polipeptídeo secretado pela mucosa do estômago para o sangue. Ele induz a secreção do suco gástrico, secreção de pepsina e estimula a motilidade gástrica. SECREÇÃO PANCREÁTICA ……………………… …….. Composta por ilhotas da ranger que tem as células beta (produzem insulina), células alfa (glucagon), e delta (somatostatina). Contém também eritrócitos, ácinos, duto. Nos dutos há células acinares (produz secreções pancreáticas), grânulos zimogênios e células do ducto. Produção de HCO3 pelas células do ducto O Co2 e H2O se internalizam na célula e a enzima amilase carbônica forma o ácido carbônico. O ácido carbônico se desassocia em próton (H+) e bicarbonato (HCO3). O bicarbonato vai para fora e o próton pode ser trocado por sódio (Na+) e secretado no lúmen do ducto. Zimogênios: São peptidases na forma inativa. A ativação das peptidases secretadas pelo pâncreas ocorre pois o tripsinogênio, com a ação da enteropeptidase, se ativa em tripsina. E, a tripsina ativa as formas ativas de outras peptidases. Regulação da secreção pancreática ● Acetilcolina ● Colecistocinina (CCK): secretada pela mucosa duodenal e jejunal em resposta a presença de quimo. Secretada em resposta da chegada do quimo ● Secretina: secreção de HCO3 (equilíbrio ph). É ativada devido ao ph ácido do quimo SECREÇÃO BILIAR ………………………… ….. Secretada pelo fígado , faz a digestão e absorção de gorduras e é um meio de excreção de produtos de degradação. Etapas: No hepáticos é produzido ácidos biliares, colesterol e outros, esses componente caem nos canalículos biliares, depois nos septos interlobulares, ducto hepático e ducto biliar. Se cair no ducto biliar vão ser concentradas na vesícula biliar . Se cair no ducto hepático vai direto para o duodeno Armazenamento da bile: É secretada continuamente pelos hepatócitos. ● Água, cloreto, sódio, e outros eletrólitos são reabsorvíveis e sais biliares, colesterol, lecitina e bilirrubina são mais concentrados e ajudam no processo de degradação de lipídeos. Esvaziamento da vesícula biliar: Inicia com a chegada do alimento ao duodeno, ocorre a contração da parede vesicular e relaxamento do esfíncter de Oddi, que promove a passagem do ducto biliar para o o duodeno. A Colecistocinina que estimula as contrações e abertura dos esfíncteres Sais biliares Seu precursor é o colesterol. Tem com função ação detergente sobre gorduras (emulsificação) e ajudar na absorção de ácidos graxos, colesterol e outros lipídeos ● Síntese: vem do colesterol , é transformado em ácido cólico, do ácido cólico em taurina e a traurina origina os ácidos biliares tauroconugados. Ou, o ácido colico pode ser transformado em glicina que origina os ácidos biliares glicoconjugados. >>> Ambos formam os sais biliares glóbulos (colesterol e fosfolipídeos) > adição de proteínas > liberados no golgi > exocitose > linfa INTESTINO GROSSO ………………………………… … A absorção de Água e eletrólitos ocorre no cólon. Capacidade de 5 a 7 litros de líquidos e eletrólitos. Composição das fezes ¾ de água e ¼ de substâncias sólidas (bactérias mortas, lipídios, matéria orgânica, proteínas, resíduos não digeridos) Coloração marrom: estercobilina e urobilina (derivados da bilirrubina) ANOTAÇÕES ……………………………………………...…………………………… ………………...……………………………………………...………… …………………………………...……………………………………… ……...……………………………………………...…………………… ………………………...……………………………………………...… …………………………………………...……………………………… ……………...……………………………………………...…………… ………………………………...………………………………………… …...……………………………………………...……………………… ……………………...……………………………………………...…… ………………………………………...………………………………… …………...……………………………………………...……………… ……………………………...……………………………………………. ..……………………………………………...………………………… …………………...……………………………………………...……… ……………………………………...…………………………………… ………...……………………………………………...………………… …………………………...……………………………………………... ……………………………………………...…………………………… ………………...……………………………………………...………… …………………………………...……………………………………… ……...……………………………………………...…………………… ………………………...……………………………………………...… …………………………………………...……………………………… ……………...……………………………………………...…………… ………………………………...………………………………………… EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE Conceito básico ● ácido: substância que em solução pode doar um hidrogênio ● base: substância que em solução pode receber um hidrogênio. O aumento de H+ diminui o ph e gera uma acidose, já a diminuição do H+ aumenta o ph e gera uma alcalose. PH é a concentração de H+ em uma solução, ele é determinado pela relação entre bicarbonato e ácido carbônico Uma mudança de ph pode gerar a desnaturação das proteínas e modificar enzimas. Uma proteína desnaturada perde suas funções. O ph ideal é entre 7.35 - 7.45. Regulação do Ph - Tamponamento químico - Ajuste respiratório da concentração sanguínea de dióxido de carbono - Controle dos íons H+ ou HCO3 pelos rins Tampão . .. Impede desvios de Ph, estão presentes no sangue, LEC, líquido intracelular. São eles: proteínas plasmáticas, hemoglobina, sistema fosfato-ácido-fólico, sistema bicarbonato-ácido carbônico. A proteína plasmática é mais eficiente no meio intracelular, o mecanismo de ação ocorre através dos aminoácidos, que associam ou desassociam H+ (albumina) A hemoglobina na sua forma iônica é (HB-), no meio ácido ela libera o oxigênio se liga ao H+, ficando então HHB. O sistema fosfato-ácido fólico ocorre no meio intracelular e túbulos renais, faz o transporte de H+ e sódio, aumentando as trocas renais Osistema bicarbonato-ácido carbônico tem maior abundância no plasma e é facilmente controlado e mensurado. 1. O organismo produz muito CO2 por dia, o CO2 combina com a água e forma o ácido carbônico - reação catalisada pela anidrase carbônica 2. Este H+ combina-se com a hemoglobina e ela transporta O2 e H+. Gás carbônico é transportado no sangue venoso como bicarbonato, a hemácia transport H+. Assim, não ocorre alteração do Ph sanguíneo. O processo é revertido no alvéolo, o O2 desloca o H+. Controle renal … Controle da concentração de HCO3 por meio de alterações na excreção renal de filtração de bicarbonato (HCO3) e hidrogênio (H+). As trocas ocorrem dentro das células tubulares do rim. Controle Respiratório . Elimina ou retém CO2 (hiperventilação). Controle de concentração de CO2 por meio de alterações na frequência cardíaca (pulmão) Relação base-ácido 20NaHCO3 por 1H2CO3, ou seja 20:1 Distúrbios ácido-base Pode estar relacionado à parâmetros respiratórios (CO2) ou metabólica (HCO3). Acidose metabólica . Produção patológica de ácido em forma de H+. Causas: cetoacidose diabética, celose dos ruminantes, inibidores da anidrase carbônica que a enzima associa co2 e água, insuficiência renal, diarreia. Acidose respiratória . ……………………………….. Menor pressão alveolar gerando o aumento de PCO2 Causas: depressão do centros respiratórios (drogas, trauma do SNC), movimento torácico reduzido (obesidade, dor) afecções respiratórias (pneumotórax, pneumonia..) Alcalose metabólica …………………………………………. Produção metabólica e acúmulo de bicarbonato, pode haver uma adição e base ou perda de ácido pelo fluído extracorpóreo. Causas: vômito gástrico, sobredose de NaHCO3, diminuição do LEC, intoxicação pela ureia. Alcalose respiratória ……………………………………….. Aumento da pressão alveolar gerando menor PCO2 (hiperventilação). Ocorre uma redução do CO2 e, consequentemente o aumento de HCO3. Causas: calor, ansiedade, medo, dor, lesões no SNC, anemia pronunciada, ventilação mecânica aumentada Desordem combinada Quando um indivíduo apresenta ambos, para saber o distúrbio que está mandando deve-se observar a concentração de Ph. Ex: insuficiência renal + vômito, diarreia + vômito, pneumonia + anorexia. ANOTAÇÕES: …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… Mecanismos de ação hormonal Atua como sistema de controle e regulação juntamente com o sistema nervoso. O dois sistemas atuam de maneira conjunta para garantir a homeostasia,.regulação do metabolismo. ● Sistema nervoso: usualmente controle de atividades rápidas. A comunicação atua através de neurotransmissores (noradrenalina, acetilcolina, serotonina) que cobrem uma curtíssima fenda sináptica existente entre os neurônios. Neurônio -> neurotransmissor -> células alvo. ● Sistema endócrino: usualmente controle de atividades mais lentas, prolongadas. Sua comunicação ocorre sobre mensageiros químicos denominados hormônios, que são sintetizados e armazenados nas glândulas endócrinas, prontos para serem liberados na corrente sanguínea. Organização do sistema hormonal: ● Baixa velocidade de duração ● Efeito mais duradouro ● Natureza química 1. Glândula: conjunto de células capazes de produzir, armazenar e secretar substâncias. Essa glândula vai produzir o hormônio 2. Hormônio: substância química produzida por uma parte do corpo que atua no controle de alguma função em outra parte do corpo 3. Órgão receptor Tipos de comunicação celular endócrina Sozinho: Ocorre a produção do hormônio e a célula endócrina secreta-o por exocitose na corrente sanguínea. O hormônio cai na corrente sanguínea e pode atuar em vários órgãos. Normalmente ele precisa de um receptor para célula específica daquele hormônio, a célula que não tem esse receptor, não sofre nenhuma ação. Quando há envolvido o sistema nervoso: Existe uma célula neurossecretora e ela secreta o neuro hormônio que cai na circulação sanguínea e também só atua na célula que tiver seu receptor específico. Principais glândulas endócrinas e seus hormônios - Hipotálamo - Pituitária - Paratireóide e tireóide - Pâncreas - Adrenal - Ovario / testículos - Hipotálamo ……… …………………………. Produz o hormônio antidiurético e ocitocina. Além disso, produz hormônios liberadores que vão atuar no eixo hipotalâmico hipofisário (hormônio liberador de gonadotropina, tireotrofina, corticotrofina e somatostatina) Hipófise …… …………………… Produção de Adrenocorticotropina (ACTH) Hormônio estimulador da tireoide (TSH) Hormônio folículo estimulante (FSH) Hormônio luteinizante (LH) Hormônio do crescimento (GH) Prolactina Pâncreas …… …………………… Produz insulina e glucagon Tireóide e paratireóide …… …………………… Produz triiodotironina (T3) Tiroxina (T4) Calcitonina Paratormônio (paratireóide) Adrenal ………… ……………… Produz Cortisol Aldosterona Catecolaminas Ovários e Testículos ……… ………………… Estrogênio Progesterona Testosterona (macho) Gonadotropina coriônica (placenta) Tipos de hormônios ● Esteróides: derivados do colesterol, são lipossolúveis (passam facilmente pela membrana citoplasmática). Seu mecanismo de ação é através da ativação do gene alvo. ● Não esteroidais ou polipeptídeo: derivados de ptns ou a.a , são solúveis no plasma (encontram receptores na superfície da membrana plasmática). Seu mecanismo de ação é através do segundo mensageiro. Mecanismo de ação hormonal A molécula sinalizadora inicia uma ação hormonal e essa molécula se liga a proteína receptora. Essa ptn receptora ativa moléculassinalizadoras intracelulares e essas moléculas causam uma alteração nas proteínas alvo, com essa alteração gera uma resposta da ação do hormônio no órgão alvo. - Moléculas sinalizadoras lipofílicas: vão se difundir através da membrana se ligando ao receptor, com resposta celular mais lenta para realizar a atividade - Moléculas sinalizadoras hidrofílicas: penetra via receptor fazendo uma sinalização rápida pro interior da célula, resposta celular mais rápida. Mecanismo de ação hormonal: ativação do gene Ocorre a produção do hormônio esteroidal (são lipofílicos e chegam na célula através de uma ptn carreadora), chegando na célula pode penetrar por difusão, havendo um receptor citoplasmático ou receptor no núcleo. Esses receptores ativam uma resposta genética, que vai no DNA e ativa uma transcrição do rna mensageiro e isso vai ser traduzido em uma proteína. Ela vai levar a resposta celular se ele atua via receptor tem a resposta mais rápida Mecanismos segundo mensageiro Através de hormônios peptídeos, não entram na célula alvo, precisa de um receptor de membrana. Ligados ao seu receptor há uma série de respostas em cadeia como abrir canal iônico, ativar resposta via segundo mensageiro, ocorrer a fosforilação, produção de proteína e uma resposta celular. Estímulo de secreção hormonal ● Neural: proveniente de fibra nervosa ● Hormonal : proveniente de hormônio ● Humoral: proveniente de alteração de íons e nutriente. Regulação por feedback Podem ser positivos ou negativos. Ocorre através da secreção do hormônio que produz estimulação ou inibição da via de secreção desse mesmo hormônio. É o principal mecanismos por meio do qual o sistema endócrino mantém a homeostasia Estímulo no snc -> estímulo leva ao hipotálamo produzir determinado hormônio -> hormônio liberado atua na hipófise -> hipófise atua nas gônadas e libera o hormônio para o tecido alvo e ocorrer o efeito -> esse efeito pode inibir a produção pelo hipotálamo gerando um feedback negativo. Se incentivar o hipotálamo será o feedback positivo ● Negativo: A concentração aumenta inibe o hipotálamo de continuar liberando o estímulo para continuar liberando aquele hormônio. Ou seja, o excesso cessa o estímulo lá em cima ● Positivo: Quanto maior a produção, maior o estímulo . Eixo hipotálamo-hipófise O hipotálamo é o principal elo integrador entre os sistemas nervoso e endócrino ● A hipófise é a glândula mestra ● O hipotálamo e a glândula hipófise comandam a maioria dos sistema endócrinos A comunicação do hipotálamo com a hipófise anterior(adenohipófise) é endócrina e comunicação do hipotálamo com a hipófise posterior é neural Os Neuro Hormônios são secretados pelo hipotálamo e armazenado na hipófise posterior, quando ocorre a produção do hormônio e ele é empacotado no corpo celular do neurônio. O hormônio quando chega na região sináptica e a vesículas contendo o mesmo, no momento do estímulo, libera o hormônio na circulação sanguínea e ele vai pro órgão alvo Hormônios hipofisário posteriores: Ocitocina (provocar contração no final da gestação e promover a ejeção do leite durante a amamentação) , ADH (aumenta a retenção de água e vasoconstrição) Adenohipófise: Os neurônios do hipotálamo sintetizam os hormônios e liberam nos capilares do sistema porta, os vasos porta carregam os hormônios para adenohipófise onde tem células endócrinas que com esses estímulo hormonal libera esse hormônio para sua distribuição pro resto dos corpo . Hormônios hipofisário anteriores: Prolactina, Gh , LH, FSH, TSH, ACTH Ou seja, há ou hormônio secretado via sistema nervoso que caem na corrente sanguínea e atua na célula alvo ou então a liberação do eixo hipotalâmico hipofisário que estimula a parte glandular da adeno hipófise que vai cair na corrente sanguínea e atua no tecido alvo GH … … Hormônio do crescimento, promove o crescimento de quase todos os tecidos do organismo. Estimula a síntese de ptn, proliferação celular e crescimento dos ossos. É Regulado pela somatostatina. Prolactina … … Promove o desenvolvimento das mamas e produção do leite. O hipotálamo estimula a produção direta ou então estimula o TRH que também atua estimulando o hormônio. Dopamina inibe a produção de prolactina Anotações: ……………..……………..……………..……………..……………..……… ……..……………..……………..……………..……………..…………….. ……………..……………..……………..……………..……………..……… ……..……………..……………..……………..……………..……………… ...…………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………... …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………..……………..……………..……………..……………..…………… ..……………..……………..……………..……………..……………..…… ………..……………..……………..……………..……………..…………… ..……………..……………..……………..……………..……………..…… ………..……………..……………..……………..……………..…………… ..……………..……………..……………..……………..……………..…… ………..……………..……………..……………..……………..…………… ..……………..……………..……………..……………..……………..…… ………..……………..……………..……………..……………..…………… ..……………..……………..……………..……………..……………..…… ………..……………..……………..……………..……………..…………… ..……………..……………..……………..……………..……………..…… ………..……………..……………..……………..……………..…………… ..……………..……………..……………..……………..……………..…… ………..……………..……………..……………..……………..…………… ..……………..……………..……………..……………..……………..…… ………..……………..……………..……………..……………..…………… ..……………..……………..……………..……………..……………..…… ………..……………..……………..……………..……………..…………… ..……………..……………..……………..……………..……………..…… ………..……………..……………..……………..……………..…………… ..……………..……………..……………..……………..……………..…… ………..……………..……………..……………..……………..…………… ..……………..……………..……………..……………..……………..…… ………..……………..……………..……………..……………..…………… ..……………..……………..……………..……………..……………..…… ………..……………..……………..……………..……………..…………… ..……………..……………..……………..……………..……………..… Pâncreas endócrino Anatomia ● Localiza-se na porção esquerda cranial do abdome ● Borda esquerda posicionada próxima a curvatura maior do estômago Função: secretar enzimas digestivas que vão facilitar a absorção de nutrientes da dieta, vitaminas e minerais, além de hormônios que regulam o metabolismo como insulina e glucagon. Ele é uma Glândula mista Pâncreas endócrino é formado pelas ilhotas de langerhans que são compostas por células: - célula beta (60%): produz insulina e amilina - célula alfa (25): produz glucagon - célula delta (10):produz somatostatina - célula F ou PP (5): produz polipeptídeo pancreático Insulina … .. ● Atua no fígado, musculatura e tecido adiposo. ● É uma proteína composta de 2 cadeias de a.a ● Reduz a concentraçãosanguínea de glicose, ácidos graxos e a.a ● Promove a conversão intracelular desses compostos em sua forma de armazenamento ● Aumenta o consumo do potássio tecidos que não precisa de insulina para por glicose dentro da célula: hemáceas e cérebro 1. Após alimentação ocorre a digestão, a digestão termina no duodeno e no duodeno há enzimas que reduz o carboidratada a monossacarídeos - hexoses- 2. Logo, a glicose é absorvida e vai pra corrente sanguínea. Assim, aumentando a glicemia e sensibilizando o pâncreas a liberar insulina que a célula beta produz. 3. A insulina é liberada atuando no fígado e musculatura, onde o excesso de glicose vira glicogênio e o resto ATP. Amilina … ……………………………………………………………………………………….. É co-secretada com a insulina pela célula beta no pâncreas ● Regula a absorção da glicose, mantém de forma coerente o funcionamento do organismo. ● Inibe a ingestão dos alimentos dando saciedade, diminui o esvaziamento gástrico e reduz a secreção de glucagon. Glucagon … ………… vvvvvvvvvvvvvvvvvvvvv…… Atua no fígado, de forma antagônica à insulina ● Aumenta a concentração sanguínea de glicose e ácidos graxos ● Sua secreção é estimulada na presença de aminoácidos no sangue ● Aumenta glicogenólise e neoglicogênese: produzir glicose a partir de outra fonte que não seja carboidrato Somatostatina … ………… …… Secretada em vários órgãos trato gastrointestinal e hipotálamo. ● Regula a seleção dos hormônios produzidos pelo pâncreas ● Inibe os processos digestivos (inibe a secreção HCL e pepsina). Portanto, se está inibindo a digestão está diminuindo a glicose na corrente sanguínea Poliptídeo pancreatico … …… ………… Inibe a secreção das enzimas pancreática ● Estimula a secreção gástrica ● Inibe a contração da vesícula biliar ● Aumenta a motilidade intestinal e o esvaziamento gástrico O pâncreas é glândula mista tem secreção exócrina e endócrina - A secreção exócrina ocorre através dos ácinos pancreáticos que secretam lipase, protease, amilase... É tudo produzido e é liberado no ducto pancreático para o intestino - A secreção endócrina vem das ilhotas de langerhans e os hormônios (insulina,glucagon, amilina, somatostatina e polipeptídeo pancreático) são transportado para/pelo sangue. Digestão 1. Na boca corre o início da digestão mecânica 2. O ph ácido do estômago inativa a amilase salivar e forma o quimo 3. O pâncreas libera a amilase pancreática e bicarbonato para neutralizar a acidez do quimo 4. No duodeno, as células intestinais liberam as enzimas que completam a digestão dos carboidratos, transformando-os em monossacarídeos 5. Os monossacarídeos são absorvidos pelas células intestinais por meio de transporte ativo ou difusão simples Enzimas envolvidas na digestão de carboidratos Digestão química do CHO os monossacarídeos (glicose, galactose, frutose) serão absorvidos pelas células epiteliais do intestino ● enzimas: aliase salivar e pancreática ● enzimas da borda intestinal em escova - maltase,lactase, sacarase, dextrinase São absorvidas de duas formas: via co-transporte de Na+: glicose e galactose Via difusão facilitada: frutose A Glicose e galactose são absorvidas via co-transporte de Na+ e entram pelo canal SGLT e saem pelo canal GLUT2 para dentro da célula.. Já a frutose entra pelo canal GLUT5 e também sai pelo canal GLU2 para entrar na célula Hormônio no controle da glicemia Resumo: - Ao ingerir o alimento gera uma alta taxa de glicose assim, estimula as células beta a produzir insulina e inibe as células alfa a produzir glucagon. - Com as células beta recente no fígado liberando insulina, o fígado irá absorver a glicose e armazenará glicogênio. - Quando tiver uma baixa na taxa de glicose será inibido a célula beta e estimulará a célula alfa que produzem glucagon, fazendo com que o fígado quebra o glicogênio e libere glicose no sangue Após a absorção, a glicose que vai para produção de energia é direcionada via metabólica específica. Parte desse glicose é estocada em forma de glicogênio e o excesso é estocado em forma de gorduras. A concentração de glicose durante o jejum é mantida pela gliconeogênese através do catabolismo lipídico e proteico ● Ruminante/cavalos: o propionato da fermentação do rúmen é usado para a gliconeogênese hepática nos ruminantes e em cavalos, o propionato do cólon contribui para a gliconeogênese. Fisiologia para o aumento da glicose: ● No período pós prandial - glicose após a quebra do amido eleva a glicose no sangue - Aminoácidos absorvidos após digestão das proteínas estimulam lançamento do glucagon ● Processo de excitação ou medo ● Diestro (progesterona aumenta a produção de GH que reduz o consumo de glicose pelos miócitos) Hiperglicemia metabólica Diabetes mellitus. Espécies acometida: cães, gatos e cavalos - Grupo de doenças metabólicas caracterizado por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção e/ou ação da insulina - Superprodução e subutilização tanto da glicose quanto de cetonas como resultado de uma deficiência relativa ou absoluta de insulina. … Diabetes em cães e gatos … … Caracterizada pela deficiência relativa ou absoluta da insulina. ● Tipo 1: ausência de secreção de insulina pelo pâncreas (diabetes mellitus insulino-dependente) ● Tipo 2: resistência periférica à ação da insulina (diabetes mellitus não insulina-dependente) Tipo 1 ● Não há secreção da insulina ● É sempre insulino-dependente ● Destruição imunomediada das células betas Tipo 2 ● Secreção e ação inadequada da insulina (resistência periférica) ● Insulino-dependente (raro) ou não ● Amiloidose (maior predisposição) Predisposição: Fisiopatogenia: 1. Glicose chega na corrente sanguínea e o rim não consegue mais absorvê-la pois ela está alta 2. Quando acontece isso, a glicose começa a sair na urina do paciente (glicosúria), e assim ocorre diurese osmótica 3. Quando ele urina muito ele perde muita água (poliúria) e ao mesmo tempo bebe muita água (polidipsia). Ao mesmo tempo ele eliminando o excesso de glicose, o tecido entende que há necessidade de glicose para produzir energia e assim, ocorre a gliconeogênese que gera o ato de quebrar gordura e ptn pra tentar produzir energia. Logo, gera um catabolismo protéico e lipídico, gerando um emagrecimento Sinais clínico: Polidipsia *, poliúria *, polifagia *, obesidade e perda de peso Em cães pode gerar catarata que é gera a opacidade de cristalino e uveíte Em gatos pode gerar neuropatia periférica, com dificuldade de locomoção, gerando uma posição plantígrada. Complicações: Cetonemia e cetonúria, acidose metabólica, lipemia, cegueira, neuropatia periférica … . Síndrome metabólica equina …………………... Caracterizada pela resistência a insulina que se dá em cavalos obesos e leva ao desenvolvimento de laminite ● Mais comum é do tipo 2 que gera resistência periférica à ação da insulina. Predisposição: Fisiopatogenia Seu limiar de glicose de insulina é menor do que em cães e gatos, assim, quando ultrapassado, gera a glicosúria, consequentemente a diurese osmótica e logo, apresenta poliúria e polidipsia. A obesidade do equino estimula a liberação de citocinas inflamatórias e gera a inflamação do casco (laminite) Sinais clínicos: Polidipsia, poliúria, polifagia e obesidade. ANOTAÇÕES: …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...………………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… ………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...…………...…………...…………...…………...…………...…………...…… ……...…………...…………...…………...…………...…………...……… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… …...…………...…………...…………...…………...…………...…………... …………...…………...…………...…………...…………...…………...… Adrenais Tem relação hipotálamo- hipófise A denominação supra renais somente se aplica ao homem e aos poucos animais que se apresentam em posição bipedal. Para a maioria dos animais é adrenais Localização Nos animais que se apresentam em posição quadrupedal as glândulas tem localização ante-renal. Em todo ao animais as glândulas são pares e tem localização nas extremidades do rim Estímulo Começa no hipotálamo através do hormônio liberador de corticotrofina quando o cortisol estiver baixo, ele vai atuar na hipófise na produção de ACTH, que por sua vez vai até o córtex adrenal libera cortisol. Morfologia Cada adrenal é dividida em: ● Medular: adrenalina e noradrenalina (simpático ● Córtex: corticóides, hormônios sexuais (esteróides). A cortical e a medular têm origens embrionárias diferentes. Em bovinos, a fusão da cortical e medular ocorre pelo terceiro mês da formação do bezerro. Isto explica porque os grupos hormonais das duas porções são quimicamentes diferentes assim como o controle do funcionamento da glândula. O Córtex fetal organiza-se de células do revestimento mesoepitelial. A definitiva vai ser formada depois que as células mesenquimais circundam o córtex fetal. As células que formam a medula da adrenal têm origem ectodérmica e derivam de um gânglio simpático da crista neural. São camas de células cromoafins (secreta adrenalina). São portanto, neurônios pós-ganglionares. Vascularização Através do plexo arterial subcapsular, veia suprarenal, capilares e artéria radial radial. Produção hormonal: O córtex é divido em três zonas: glomerulosa (aldosterona), fasciculada (cortisol) e reticular (andrógenos) A Medular sintetiza e armazena em grânulos secretórios adrenalina e noradrenalina. ● Glomerular: células colunares de forma irregular. Produz mineralocorticóides (aldosterona e desoxicorticosterona), responsáveis pelo equilíbrio de Na+ no organismo ● Fascicular: células poliédricas que são maiores do que as da zona glomerular e estão dispostas de forma radial em relação a medula. Produz glicocorticóides (cortisol e corticosterona), estão envolvidos no metabolismo dos carboidratos. ● Reticular: andrógenos e outros hormônios como progesterona e estrógeno. Medular da adrenal … …… Secreta catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) quando o animal é submetido a estresse. A taxa de secreção pode alterar em diferentes condições fisiológicas e patológicas Origem da formação da adrenalina: A fenilalanina é metabolizada em tirosina, que vai produzir a dopa, a dopamina vai dar origem a noradrenalina que dará origem a adrenalina. As secreções da medula adrenal, induzem a resposta do sistema nervoso simpático. A medula é um componente importante, mas não essencial enquanto as emergências forem mínimas. Já, sem a córtex sos animais não sobrevivem Córtex ……………… ………… …………………………………….. Função de secretar diferentes hormônios esteróides ● Capacidade de regeneração ● Pode fazer hiperplasia fisiológica Corticosteróides: Cortisol > glicocorticóides (fascicular) Aldosterona > mineralocorticóide (glomerular) A maioria dos mamíferos secretam cortisol como glicocorticoide dominante. Cortisol: Circula ligado a proteínas plasmáticas e tem pouca quantidade no sangue. A maior parte vai ser convertido no fígado como cortisona. ● Tem ritmo circadiano com um mínimo à noite e o máximo entre as 6 e 8 AM. ● Produzido a partir do colesterol, atua em todas as células do organismo. ● Efeito antiinflamatório e imunossupressor. ● Hormônio diabetogênico (impede a ligação da insulina aos receptores celulares). ● Estimulante do apetite. ● Aumenta o catabolismo proteico. Regulação: pelo ritmo circadiano prevalece embora também ocorra pelo feedback negativo. ● Também depende da concentração de glicose e das exigências de trabalho, engorda, lactação, postura, etc. ● No estresse o SNC determina uma resposta imediata com secreção de cortisol ● Há uma elevada capacidade de reserva que permite um acréscimo da secreção dos hormônios em caso de necessidade, e as descargas são abruptas. Aldosterona ● Reabsorção renal de Na+, Cl, H2o ● Secreção de H+ e K+ ● Controle da pressão sanguínea É o mineralocorticóide de maior importância no controle do balanço de sódio. Sua liberação é influenciada pela ingestão de sódio, potássio ou da sua excreção pelo leite . Renina-angiotensina-aldosterona 1 . Queda da pressão arterial ou alteração de sódio, o rim libera renina. 2 . A renina age sobre o Angiotensinogênio convertendo-o em Angiotensina I . 3 . Angiotensina I sobre a ação da enzima ECA (enzima conversora de angiotensina) gera a Angiotensina II que aumenta a pressão do vaso sanguíneo e promove a vasoconstrição. 4 . Angiotensina II vai até ao córtex adrenal e faz que ele produza aldosterona 5. A aldosterona regula o metabolismo do sal, água e minerais e aumenta a retenção de NA (Natremia é a quantidade de sódio no sangue). Peptídeo natriurético atrial ● Efeito antagônico aos mirelocortiocies ● Reduz a retenção de sódio pelos rins, causa vasodilatação periférica ● Inibe a produção de renina e de aldosterona ● Gera uma redução da pressão sanguínea arterial Esteróide sexual ● Produzidos pela camada reticular da córtex adrenal ● Nos animais castrados aparecem androgênios, estrogênios e progesterona …………………………………..…………………………………..………… ………………………..…………………………………..…………………… ……………..…………………………………..……………………………… …..…………………………………..…………………………………..…… ……………………………..…………………………………..……………… …………………..…………………………………..………………………… Tireóide e paratireóide Glândula localizada na porção anterior do pescoço e responde pela produção de hormônios como triiodotironina (T3) e tiroxina (T4) que atuam na digestão, crescimento e metabolismo. Alterações na produção de tais hormônios levam à manifestação clínicas de hipotireodismo ou hipertireoidismo. Anatomia: A tireoide é uma glândula bilateral, localizada sobre a traquéia abaixo da laringe. Sua função envolve a concentração de iodo e a síntese, armazenamento e secreção do hormônio tireóide. A unidade anatômica funcional da tireóide é o folículo tireoidiano que é rodeado por células foliculares, as quais secretam para o interior o colóide hormônios. Captação do iodo: É absorvido pelo trato gastrointestinal. Formação e secreção de tireoglobulina: Organificação da tireoglobulina ● Ocorre a formação da monoiodotirosina (MIT) ou de Diiodotirosina (DIT). Posteriormente, Mit e Dit se acoplam para formar T3 e duas moléculas de DIT se acoplam para formar a T4. Liberação de T3 e T4: Lisossomo que possuem proteases se unem às vesículas de colóide, nas quais ocorre a “digestão” da tireoglobulina, liberandoe axônios). Com exceção do bulbo e da medula, a substância cinzenta ocorre mais externamente e a substância branca, mais internamente. SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO (SNP) Formado por nervos (prolongamento de axônios) cranianos e espinais, além dos gânglios nervosos (aglomerado de corpos celulares). É dividido em: • Somático: Responsável pela comunicação do corpo com o ambiente externo. É voluntário! Ex: músculo estriado esquelético. • Autônomo (visceral ou vegetativo): Controla de maneira inconsciente as múltiplas funções do corpo. É involuntário! Ex: músculo liso cardíaco. AUTÔNOMO O SNA pode ser dividido em: Simpático (secretam os neurotransmissores Adrenalina, epinefrina) x Parassimpático ( secretam o neurotransmissor Acetilcolina). Essas alterações adaptativas são necessárias para manter a sobrevivência. Receptor B1 - aumenta a força e FC (simpático) Receptor B2- broncodilatação (simpático) Receptor A1 - faz vasodilatação (simpático) SOMÁTICO Os neurônio Motores controlam a musculatura esquelética. São divididos em: • Inferiores (NMI): Neurônio cujo o corpo celular e os dendritos estão localizados no SNC e cujo o axônio se estende através dos nervos periféricos para fazer sinapse com as fibras musculares esqueléticas. - Tem origem nos núcleos motores (nervos cranianos) ou no corno anterior da medula e término no SNC - Função:Transmitir sinais nervosos para o músculo - Lesões: • Hipotonia- diminuição do tônus muscular e da força, o que causa moleza e flacidez. • Paralisia/Paresia- paralisia é a diminuição da força e paralisia é a perda completa da força e da contração muscular. • Hiporreflexia- diminuição ou fraqueza dos reflexos. • Atrofia Muscular • Superiores (NMS) :Todos os neurônios do SNC que influenciam no funcionamento do neurônio motor inferior - Lesões: • Paralisia/Paresia • Postura/Locomoção anormal • Hipertonia- aumento do tônus muscular normal. • Hiperreflexia- atividade aumentada dos reflexos. • Espasmos - contração muscular involuntária, súbita, anormal. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. e Nora e músculo NEURÔNIO • Dendritos: Recebem estímulos de outros neurônios ou do ambiente externo • Corpo celular: Interpreta a informação • Axônio: Transmite estímulos a outros neurônios ou para células efetoras • Bainha de mielina: Protege o axônio e acelera impulsos nervosos. • Nódulos de Ranvier: Ocorre troca de cargas elétricas e acelera o impulso iônico. obs: sem o isolamento da bainha, os íons que levam informações podem ficar descontrolados. COMPOSIÇÃO DO TECIDO NERVOSO SNC: Neurônios e Células da Glia • Astrócitos: proteção e sustentação física, nutrição, absorve neurotransmissores, envia mensagens químicas. • Oligodendrócitos: Produz a bainha do SNC. • Microglias: Participa do sistema imunológico, da defesa e reparo. • Células ependimárias: São células colunares que revestem os ventrículos cerebrais (onde é produzido o LCR) e o canal da medula espinal. SNP: Prolongamento de neurônios e Células da glia • Células de Schwann: Nutrição e produção da bainha do SNP • Células satélites: Promovem isolamento elétrico em torno do neurônio e constituem uma via para trocas metabólicas. SINAPSE É o ponto de união entre as células nervosas / efetoras onde agem os neurotransmissores, transmitindo impulsos de um neurônio para o outro ou para uma célula. • Como ocorre? 1. O potencial de ação chega ao terminal axônico → Os canais de ca+2 se abrem e o Ca2+ entra na célula → O cálcio sinaliza para os vesículas e elas se movem para a membrana. 2. As vesículas ancoradas liberam os neurotransmissores por exocitose e os neurotransmissores se difundem pela fenda sináptica e se ligam aos receptores. 3. A ligação do neurotransmissor com os receptores ativa as vias de transdução dos sinais. POTENCIAL DE AÇÃO • Repouso: Quando a célula nervosa está em repouso, seu interior está carregado negativamente em relação ao meio externo, isso ocorre porque dentro da célula há uma maior concentração de moléculas carregadas negativamente. • Despolarização: Ao receber um estímulo nervoso, canais de sódio se abrem e por difusão, o mesmo entra na célula tornando seu interior menos negativo. Quando o potencial de membrana atinge um certo limiar outros canais de sódio se abrem permitindo a entrada de grande quantidade de sódio na célula, invertendo sua polaridade. • Repolarização: Ao atingir certa voltagem positiva, os canais de sódio se fecham e abrem -se canais de potássio, que por difusão retornam para dentro da célula recuperando sua polaridade. A entrada de potássio em grande quantidade na despolarização deixa a célula hiperpolarizada, deixando-a mais negativa que o normal, assim, a BOMBA DE SÓDIO POTÁSSIO age restaurando as quantidades iniciais de íons dentro e fora da célula, garantindo o potencial de repouso. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ARCO REFLEXO É uma resposta do sistema nervoso à um estímulo qualitativamente invariável, involuntário. Ele é de importância fundamental para postura e locomoção animal. Componentes: 1. Receptor: Captam alguma energia ambiental e transformam em potencial de ação (Ex: luz na retina, calor, pressão na pele) 2. Nervo sensorial: Conduz o potencial de ação do receptor até a sinapse do SNC, entrando na medula pela raiz dorsal 3. Sinapse 4. Nervo motor: Conduz o potencial de ação do sistema nervoso para o órgão efetuador, saindo pela raiz ventral (ocorre a transformação do impulso elétrico em ação mecânica) 5. Orgão Alvo: Normalmente é um músculo. Classificação dos Reflexos: 1. Reflexo simples, segmentar ou monossináptico: Percorre um único segmento do SNC (receptor → neurônio aferente → sinapse → neurônio eferente → órgão efetuador) Ex: reflexo patelar e miotático 2. Reflexo complexo, intersegmentar ou polissináptico: Percorre múltiplos segmentos do SNC (receptor → neurônio aferente → sinapse → neurônio internuncial → sinapse → neurônio eferente → órgão efetuador) Ex: reflexo do colar do cão. 3. Reflexo de retirada: Ocorre em nível cutâneo. Na pele há milhares de terminações nervosas sensíveis à dor e ao calor que conduzem este estímulo até a medula espinal. (pode ser simples ou intersegmentar) Nocicepção e dor Dor: Sensação ou percepção de sensações diversas, como, ardência, inflamação, fadigas... x Nocicepção: Processo sensorial que geram os sinais que levam a experiência de dor O Sistema sensorial detecta e interpreta o estado interno e externo do animal. Estímulos que levam a ativação e abertura dos canais iônicos - Estímulo mecânico (ex: trauma) - Temperaturas extremas - Hipóxia ( baixa de O2 nos tecidos) - Exposição a agentes químicos (ex: ácido) RECEPTORES • Mecanorreceptores: Receptores sensíveis à manipulação física, a estiramentos e tensão (pele, coração, vasos sanguíneos...) • Nociceptores: Respondem à estímulos nocivos ou dolorosos, são ativados por estímulos potencialmente lesivos ao organismo. - Geralmente são específicos - Tem capacidade de adaptação • Quimiorreceptores: Receptores sensíveis à presença ou concentração de determinadas substâncias químicas, como os responsáveis pelo paladar e olfato. • Eletromagnéticos: Aqueles que detectam a luz que incide na retina dos olhos e a eletricidade animal. • Termorreceptores: Receptores sensíveis à alteração de temperatura • Fotorreceptores: São receptores que captam estímulos luminosos • Proprioceptores: Captam estímulos provenientesaminoácidos, MIT, DIT, T3. Transporte: na circulação quem transporta são as ptn plasmáticas produzidas pelo fígado (albumina e globulina). ● São liberados de forma lenta aumentando a duração do efeito. Mecanismo de ação: ● Aumentam a síntese de ptn, aumentando a atividade enzimática. ● Aumenta do transporte ativo de íons através das membranas ● Aumenta lipólise ● Aumenta o débito cardíaco e frequência respiratória ● Degradação muscular ● Regula a liberação de outros hormônios (GH e prolactina) Paratireóides Há dois pars de glândulas endócrinas que se situam na superfície posterior das tireoides Produzem paratormônio, hormônio principal da regulação da concentração de cálcio no sangue. Função do cálcio: homeostasia do cálcio no organismo, relação estreita entre o equilíbrio de cálcio e do fósforo. O cálcio compõe os ossos, fluidos extracelulares, ligados a proteínas e forma ionizável. Também é componente da matriz mineral óssea, contração muscular, liberação das vesículas sinápticas, potencial de ação nas células miocárdicas, manutenção do potencial de ação da membrana nervosa em repouso, serve como segundo mensageiro celular, atua na coagulação sanguínea, formação da casca do ovo. Função do fósforo: Componente da matriz mineral óssea, componente essencial do sistema tampão ácido-básico, secreção salivar do fósforo importante para o funcionamento do rúmen, componente dos fosfolípidos, ácidos nucleicos, atp. ● Células principais: secretrosas do paratormônio ● Células oxifílicas: funções desconhecidas ● Células C: secretoras de calcitonina Hipocalcemia incentiva a produção o PTH pela paratireóide, ele atua no rim ou no tecido ósseo. No osso ocorre a liberação de cálcio na corrente sanguínea pelos osteoclastos. Quando ele atua no rim o pth aumenta a excreção renal do fósforo e aumenta a produção da dihidroxivitamina D que aumenta a reabsorção renal, intestinal e óssea do cálcio. Aumento do cálcio incentiva o hormônio calcitonina atuar no tecido ósseo e diminui a reabsorção óssea. Homeostase do cálcio: Equinos e coelhos: - Vitamina D não participa da absorção intestinal de cálcio - Todo cálcio disponível para absorção é abordado da dieta - Excesso é excretado pela urina - Doença renal estas espécies: hipercalcemia Homeostase do fósforo: ● Reabsorção óssea promove um aumento de fosfato no sangue ● Excreção determinada pela PTH ● Absorção intestinal promovida pela dihidroxivitamina D Relação cálcio-fósforo ● Relação 2:1 ● Há estímulo à secreção de PTH se a relação estiver diminuída, mesmo com o nível de cálcio normal. ● Hiperdosdatemia: menor cálcio ionizável no sangue. ………………………………………………………….…………………… …………………………………….………………………………………… ……………….………………………………………………………….…… …………………………………………………….………………………… ……………………………….……………………………………………… ………….………………………………………………………….………… ……………………………………………….……………………………… ………………………….…………………………………………………… …….………………………………………………………….……………… ………………………………………….…………………………………… …………………….…………………………………………………………. ………………………………………………………….…………………… …………………………………….………………………………………… ……………….………………………………………………………….…… …………………………………………………….………………………… ……………………………….……………………………………………… ………….………………………………………………………….………… ……………………………………………….……………………………… ………………………….………………………………………………… SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO É constituído por: pênis, bolsa escrotal, testiculo, túbulos retos, túbulos eferentes, epidídimo, vasos deferentes, glândulas acessórias incluindo ampolas, próstata, glândulas vesiculares e bulbouretrais. O sistema reprodutor dos machos tem como função transportar gametas masculinas, assim como os fluidos do esperma e produção dos hormônios responsáveis pelas características masculinas Testiculo …………………… ………………………… ... .. Gônadas duplas com forma ovóide, de localização extra abdominal e no interior de uma bolsa cutânea na região inguinal/perineal (suíno). ● Função celular e endócrina ● Nas aves e algumas espécies como elefantes, tatus, baleias os testículos têm localização intracavitária ● Nos suínos, gatos e alguns cães a localização dos testículos é perineal As formas e posições variam de acordo com o animal. Em todos os machos os testículos estão no exterior do corpo e são ovais. Bolsa escrotal Os testículos estão envolvidos externamente por um bosa cutânea dividia em dois compartimentos, essa bolsa tem como função oferecer proteção e realizar a regulação da temperatura nesse órgão Camadas: epiderme > túnica dartus > túnica vaginal > túnica albugínea 1. Tunica vagial: parte do revestimento peritonial que desceu junto com o testículos durante sua migração para a bolsa escrotal 2. Túnica albugínea: composta de tecido conjuntivo espessos e resistente que envolve massa testicular envia septos para seu interior dividindo o testiculo em compartimentos. Túbulos seminíferos: pequeno tubo com luz interna contendo espermatozóides. ● Formado por uma lâmina basal e sobre esta estão as células de sertoli e as células da linhagem germinativa (espermatogônias, espermatócitos, espermátides e espermatozóides) ● As células de leydig estão situadas fora do túbulo seminífero, ou seja, no espaço intersticial. Por esta razão são chamadas de células intersticiais do testiculo. Epidídimo ……………………………………… …….. Formado pelo prolongamento dos túbulos seminíferos, estão sobre a superfície testicular Pode ser dividido em três partes: cabeça, corpo e cauda (local de armazenamento do espermatozoide). ● Forma-se no seu interior um ducto muito longo e espiralado chamado de ducto epididimário ● É o local em que ocorre o transporte, maturação e o armazenamento dos espermatozóides. Aspectos funcionais 1. função celular: espermatogênese Função das células: ● Espermatogônia: células que darão origem aos espermatozóides e estão localizadas na periferia dos tubos seminíferos. ● Células de sertoli: controle da maturação e da migração das células germinativas; síntese de proteínas e esteroides, barreira hemato-testicular ● Células de leydig: produzem o hormônio testosterona, quando estimuladas pelo hormônio LH. 2. Função endócrina: produção de hormônios Produção de AMH na vida fecal Produção de testosterona Produção de inibina importante para autorregulação do FSH. ● Hormônio anti-mulleriano: período embrionário e atua na diferenciação das gônadas ● Testosterona: desenvolvimento e manutenção da secreção das glândulas sexuais acessórias. Responsável pela parte da espermatogênese conhecida como espermiogênese (maturação.) - Produção dos hormônios para atração sexual e marcação do ambiente - Garantir as características sexuais secundárias masculinas. ● Eixo hipotalâmico hipofisário: O hipotálamo produz GnRH (Hormônio Liberador de Gonadotrofinas), que chega até a adenohipófise pela circulação sanguínea por meio de uma rede de capilares que fazem essa comunicação, e, então, estimula as células gonadotróficas a produzirem os hormônios LH e FSH. Estes são secretados e vão realizar suas funções nas gônadas. Feedback negativa: liberação da inibina pelas células sertolis ou aumento da testosterona. Termorregulação testicular É necessário que a temperatura esteja entre 4 a 7 graus abaixo da temperatura orgânica para que a espermatogênese ocorra. Ela é garantida através através de troca de calor por contracorrente entre o sangue venoso e o arterial, contração da túnica dartus que promove o enrugamento e espessamento da bolsa, ação dos cremasters que aproximam ou afastam os testículos da parede abdominal, localização da bolsa cutânea pendular, ausência de gordura subcutânea, e presença de glândulas sudoríparas. Glândulas acessórias ………… ………………………………………….. Ampolas, a próstata, glândulas vesiculares e as bulbouretrais, que são responsáveis pelo volume do semen e por dar um ambiente bioquimico apropriado para a sobrevivência dos espermatozóides. ● Os gatos não apresentam vesiculares e cães não apresentam vesiculares e nem bulbouretral Pênis … ……… Órgão copulador masculino composto por dois tecidos, dois corpos cavernosos e um esponjoso. É constituído por dois pilares do arco isquiático.Está localizado ventralmente aos músculos reator do penis e dorsalmente aos vasos, ficando suspenso entre as coxas na face ventral. Composto por três parte: ● Raiz: composta pelo pila dos penis, corpos cavernosos, bulbo ímpar, é formado pelo corpos esponjoso. ● Corpo: constituído por dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso, que se acomoda no sulco profundo presente na face ventral do penis ● Glande: é uma prolongação do corpo esponjoso sobre a extremidade do corpo cavernoso. Na glande está presente o óstio cavernoso da uretra, com exceção dos pequenos ruminantes. ● Penis fibroelástico: ruminantes e suinos, existe uma estrutura chamada flexura sigmóide, quando o mesmo está em repouso. ● Penis musculocarvenroso: garanhão e carnívoro Tem o espaços sanguíneos mais largos, e as túnicas e septos itens Considerações: ● Touro, carneiro e varão tem penis sigmoide. ● Carneiro tem apêndice filiforme que contém a uretra. ● Garanhão tem penis bem vascular e sua uretra pode fazer protrusão de alguns centímetros desde a superfície da glande. ● Cães e gatos apresentam osso peniano. ● Gato apresenta espículas penianas e orientação posterior Ereção ● Acontece pelo bombeamento do sangue perto dos corpos cavernosos e contração do músculo isquiocavernoso geradas pelo sistema nervoso parassimpático sob estímulos sinusais, olfativo e locais do penis. ● A pressão no interior do corpo cavernoso pode atingir 15.000mmHg. .. ● Durante a ereção o músculo reator do penis dos ruminantes relaxa e permite a extensão da flexura sigmóide. Semens: constituído por uma parte líquida originada principalmente das secreções das glândulas sexuais acessórias e pelos espermatozóides. …………………...…………………...…………………...…………………...…………………. ..…………………...…………………...…………………...…………………...……………… …...…………………...…………………...…………………...…………………...…………… ……...…………………...…………………...…………………...…………………...………… ………...…………………...…………………...…………………...…………………...……… …………...…………………...…………………...…………………...…………………...…… ……………...…………………...…………………...…………………...…………………...… ………………...…………………...…………………...…………………...…………………... …………………...…………………...…………………...…………………...…………………. ..…………………...…………………...…………………...…………………...……………… …...…………………...…………………...…………………...…………………...…………… ……...…………………...…………………...…………………...…………………...………… ………...…………………...…………………...…………………...…………………...……… …………...…………………...…………………...…………………...…………………...…… ……………...…………………...…………………...…………………...…………………...… ………………...…………………...…………………...…………………...…………………... …………………...…………………...…………………...…………………...…………………. ..…………………...…………………...…………………...…………………...……………… …...…………………...…………………...…………………...…………………...…………… ……...…………………...…………………...…………………...…………………...………… ………...…………………...…………………...…………………...…………………...……… …………...…………………...…………………...…………………...…………………...…… ……………...…………………...…………………...…………………...…………………...… ………………...…………………...…………………...…………………...…………………... …………………...…………………...…………………...…………………...…………………. ..…………………...…………………...…………………...…………………...……………… …...…………………...…………………...…………………...…………………...…………… ……...…………………...…………………...…………………...…………………...………… ………...…………………...…………………...…………………...…………………...……… …………...…………………...…………………...…………………...…………………...…… ……………...…………………...…………………...…………………...…………………...… ………………...…………………...…………………...…………………...…………………... …………………...…………………...…………………...…………………...…………………. Considerações ● Essa apostila foi feita baseada em aulas de graduação. ● A maioria das fotos inseridas na apostila são do Google imagens. ● A apostila pode conter erros de grafia, sendo assim, ao observá-los, entre em contato com o instagram por favor. ● A apostila é para uso pessoal e é feita para auxiliar nos estudos e o valor da mesma é apenas pelos conteúdos digitados. ● Nem todas as faculdades passam os mesmo conteúdos, podendo assim, faltar algo. Como descrito anteriormente, a apostila é realizada para auxiliar nos estudos, sendo necessário estudar o conteúdo dado em sua graduação também. Histologia e Embriologia larivet.resumos Sumário I ● Embriologia animal ………………………………………………………………………………………... ● Histologia + Tecido Epitelial ………………………………………………………………………………...… ● Tecido Glandular ……………………………………………………………………………………………….. ● Tecido Nervoso …………………………………………………………………………………………………. ● Tecidos Musculares ……………………………………………………………………………………………. ● Histologia do Coração ………………………………………………………………………………………... ● Tecido Sanguíneo ……………………………………………………………………………………………. ● Vasos sanguíneos ……………………………………………………………………………………………. ● Tecido Conjuntivo + Adiposo ………………………………………………………………………………... ● Tecido Cartilaginoso ………………………………………………………………………………………….. ● Tecido Ósseo …………………………………………………………………………………………………... ● Embriologia de Mamíferos …………………………………………………………………………………… ● Embriologia Comparada ……………………………………………………………………………………… ● Vias Aéreas e Pulmão ………………………………………………………………………………………... ● Introdução à histologia ………………………………………………………………………………………... ● Trato urinário ………………………………………………………………………………………………….. ● Sistema respiratório ………………………………………………………………………………………….. ● SIstema nervoso …………………………………………………………………………………………….. ● Sistema digestório …………………………………………………………………………………………... ● Intestinos …………………………………………………………………………………………………….. ● Glândulas anexas ………………………………………………………………………………………….. ● Sistema respiratório ………………………………………………………………………………………... ● Sistema imunitário e órgãos linfóides ……………………………………………………………………… ● Sistema endócrino ……………………………………………………………………………………………. ● Sistema reprodutor masculino …………………………………………………………………………….. EMBRIOLOGIA ANIMAL ● É a investigação dos fatores molecular, celular e estrutural que contribuem para formação de um ser vivo, ou seja, o estudo do desenvolvimento embrionário. A vida de um organismo tem início logo após a fecundação com a formação do zigoto ( célula que contém material genético dos dois progenitores). A partir disso, a célula irá se dividir por mitose, originando células chamadas blastômeros que continuaram dividindo-se e formando outros tipos celulares. 1. zigoto: sofre divisões mitóticas (clivagem) 2. mórula: contêm de 12 a 16 blastômero 3. blástula/blastocisto: blastômeros envolta e um líquido interno (é nessa fase que ocorre os estudos com as células tronco). Contém 32 células. 4. gástrula: formação do tubo digestório 5. Nêurula: formação do sistema nervoso TIPOS DE CLIVAGEM ● Clivagem determinada: Cada blastômero é destinado a formar uma parte do corpo já prevista, ou seja, se a mórula perder qualquer blastômero, forma seres defeituosos. ● Clivagem indeterminada: Pode originar livremente qualquer parte do corpo, ou seja, quando a mórula perde um blastômero, forma seres independentes BLASTOCISTO ● Trofoblasto : Mantém o embrião vivo O embrioblasto dá origem ao hipoblasto e o epiblasto, que por sua vez, dão origem aos folhetos embrionários (ectoderma, mesoderma e endoderma). Os tecidos embrionários (ectoderma, endoderma, mesoderma) são originados na fase da gástrula que posteriormente darão origem aos tecidos adultos ( epitelial, nervoso, muscular, conjuntivo). GASTRULAÇÃO ● Blastóporo – Forma a boca e ânus do indivíduo (em casos de animais, são deuterostômios, forma-se primeiro o anûs) ● Arquêntero: Intestino primitivo. ORGANOGÊNESE Ocorre a formação inicial dos sistemas de órgãos corporais a partir da diferenciação das células dos folhetos germinativos. ● Origem do tubo nervoso dorsal (ectoderma), notocorda, somitos e celoma (mesoderma). * tubo neural: forma o sistema nervoso * notocorda: sustentação do corpo e auxilia na formação do tubo neural (nos cordados superiores a notocorda é substituída pela coluna vertebral) * somitos: originam músculos e ossos *celoma: localiza os órgãos do corpo ( ex: cavidade abdominal ). ANEXOS EMBRIONÁRIOS São estruturas originadas a partir dos folhetos embrionários que auxiliam no desenvolvimento do embrião. ● Cório: membrana responsável pelas trocas gasosas entre o embrião e o ambiente externo. ● Âmnio: protege contra dessecação e choques mecânicos(reveste o embrião e é preenchido por líquido amniótico) ● Saco vitelínico: bolsa que armazena vitelo ● Alantóide: Armazena excreta nitrogenada e faz trocas gasosas (anexo associado ao intestino do embrião). O Vitelo é uma substância nutritiva no citoplasma da célula ovo (zigoto e gameta feminino) que nutre as células do embrião em desenvolvimento até ele conseguir alimento por conta própria ● Mamíferos não precisa ter saco vitelino muito desenvolvido pois a mãe fornece nutriente e nem precisa armazenar excreta pois a mesma vai para o sangue mãe. ● O cordão umbilical é uma estrutura que liga o embrião com a placenta e a Placenta é uma estrutura que regula o que passa do sangue da mãe para o embrião e vice-versa, sem que haja mistura de sangue. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. HISTOLOGIA É o estudo dos tecidos. Os tecidos são conjuntos de células organizadas que trabalham de maneira integrada para desempenhar uma determinada função. ● O corpo humano apresenta mais de 200 tipos de células organizados em 4 tecidos básicos: Epitelial, Conjuntivo, Muscular e Nervoso. A associação entre eles formam entidade funcionais conhecidas como órgãos, os quais se reúnem em sistemas orgânicos. Origem dos tecidos O desenvolvimento começa quando a célula ovo fertilizada, divide-se em duas células filhas, que através das divisões sucessivas (Zigoto -> Mórula -> Blastocisto). O blastocisto consiste em trofoblasto e embrioblasto, do embrioblasto surge o hipoblasto e epiblasto, que juntos, formam os folhetos embrionários (geralmente na 3º semana de gestação), onde dão origem aos tecidos embrionários que são definidos como: ● Ectoderma: Dá origem ao sistema nervoso, à epiderme da pele, ao revestimento da boca e cavidade nasal, à córnea, as glândulas sudoríparas, mamárias e sebáceas. ● Endoderma: Revestimento do sistema circulatório e gastrointestinal, fígado e pâncreas. ● Mesoderma: Dá origem ao tubo uriníferos do rim, aos músculos, derme, cartilagem, ossos, revestimento dos sistemas genitais, circulatório e das cavidades. Tecido Epitelial Funções: ● revestimento e proteção dos organismos (ex: pele) ● absorção (intestino) ● secreção (glândulas) ● impermeabilização (bexiga) Características: ● Células unidas, justapostas; ● Pouca substâncias intersticial ● Avascular (não contém vasos sanguíneos, ele sobrevive pois tem células apoiadas sobre o tecido conjuntivo, que são vascularizados e fornecem oxigênio, nutrientes, recolhem gás carbônico, líquido, secreções e metabólicos através da difusão) Epitélio de revestimento Número de camadas: ● Simples: uma única camada onde toda a célula toca a membrana basal (faz absorção ou troca substâncias com outros tecidos). ● Estratificado: mais de uma camada onde apenas a base toca a membrana basal (locais onde precisam proteger a pele). ● pseudoestratificado: formado por uma camada mas as células ficam em posições diferentes que parecem ser várias camadas celulares. Formas: ● Pavimentosa: achatada (pele) ● Cúbica: redonda (rins) ● Cilíndricas: colunar (s.respiratório) EXEMPLOS: *Tecido epitelial cúbico simples: revestem os ductos. *Tecido epitelial cilíndrico simples: reveste intestino *Epitélio de transição: é um tecido epitelial estratificado cúbico e chama-se de transição devido a transição da forma pavimentosa quando a bexiga está cheia e cúbica quando a bexiga está vazia. *Epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado com células caliciformes: forma a traqueia (macho/fêmea). Os cílios impede que o muco fique na traqueia empurrando para faringe através do movimento pelas PTN motoras. *Epitélio pseudoestratificado cilíndrico estereociliado: sem mobilidade, apenas com ajuda do espermatozóide, forma o epidídimo (macho). ● O epitélio são células lábeis pelo fácil poder de regeneração. ● Lâmina Basal é uma estrutura que conecta o tecido epitelial com o tecido conjuntivo. E o M-desmossomos fixa o tecido epitelial na lâmina basal ● Metaplasia é quando uma célula sofre ação de um agente externo tóxico e sua forma é modificada (ex: as toxinas presente na fumaça do cigarro faz as células cilíndricas do sistema respiratório mudar de forma e torna-se pavimentosa, sendo que as cilíndricas formam cílios e a pavimentosa não, ou seja, o indivíduo fica desprotegido das impurezas do ar uma vez que os cílios protegem o trato respiratório.) ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… TECIDO GLANDULAR Não necessariamente precisa-se ter enervação em uma determinada estrutura para que ela desempenhe determinada função. Às vezes, basta com que libere na corrente sanguínea alguns hormônios até encontrar seus receptores e estimular a célula. Formação das glândulas As células produtoras de hormônios se organizam em forma de cordões ou folículos cercados por capilares, que facilita a liberação do hormônio na corrente sanguínea. Classificação ● Exócrina: libera secreções através de ductos para superfícies epiteliais. ● Endócrina: não possuem ductos, liberam nos vasos sanguíneos ou linfáticos. TECIDO GLANDULAR EXÓCRINO Natureza de secreção : - mucosa -serosa -mista Modo de secreção: ● Merócrino: ocorre por exocitose, secretam sem ocorrer dano à célula (ex: sudoríparas, salivares). ● Apócrino: Acumulam secreção dentro dela e liberam fragmentos da célula (ex: glândulas mamárias) ● Holócrino: Aculuma substância dentro dela e se rompe para a liberação, ou seja, morre para excretar. (ex: sebáceas). Número de células ● Unicelular: São célula caliciformes. Essas células produzem a mucina (feito de glicoproteína). São presentes nas células do intestino e tubos respiratórios. ● Pluricelular: Composta por um ducto (parede de epitélio) e uma unidade secretora (feita de epitélio glandular). Possui tecido conjuntivo de apoio que trás fibras nervosas e vasos sanguíneos. São classificadas de acordo com seus ductos e unidades secretoras. Ductos podem ser: ● Simples: não há ramificação ● Composto: são ramificados Unidades secretoras podem ser: ● Tubulares: parece tubos ● Acinosas ou Avelar: parece saquinhos ● Túbulo acinosas: são ambos. Glândulas mucosas ● Secretam alucinógenos (ex: glândulas salivares). Contém ácino mucoso Glândulas serosas ● Secretam fluido aquoso rico em enzimas (ex:pâncreas). Contém ácino seroso Glândulas mistas ● Secretam e excretam (ex:pâncreas. Na parte exócrina produz o suco pancreático que é liberado através do ducto pancreático para o intestino delgado, e na parte endócrina produz insulina e glucagon que vão ser liberados na corrente sanguínea). Há ácino mucoso e seroso. TECIDO GLANDULAR ENDÓCRINO HIPÓFISE A Hipófise é compostapor pituicitos (células gliais) e axônios não mielinizados derivados do hipotálamo. Ele sofre influência direta do hipotálamo 1. Neuro Hipófise: É formada pela Pars nervosa e infundíbulo (tem conexão anatômica direta com o hipotálamo (SNC)). ● O neurônio do núcleo supraóptico e paraventricular (neurônios hipotalâmicos) produz hormônio e é levado para Pars nervosa que libera-o. 2. Adenohipófise: Não tem conexão direta com o SNC O neurônio do núcleo dorsomedial, dorsoventral e infundibular que liberam hormônio hipotalâmicos no complexo capilar primário e o complexo capilar drena estímulos hipotalâmicos até a Pars distalis. Esses estímulos estimulam as células endócrinas e elas produzem seus mediadores e jogam na corrente sanguínea. GLÂNDULA SUPRA RENAL/ADRENAL Localizada acima do rim, é dividida em: 1. Medular: células endócrinas que produzem de fato o hormônio a ser secretado, responsável pela produção de adrenalina. 2. Cortical: Responsável pela produção dos hormônios cortisol e aldosterona. É dividida em zonas: ● 2.1 Glomerulosa: cordões formando arcos ● 2.2 Fasciculada: cordões retos ● 2.3 Reticulada: cordões desorganizados GLÂNDULA TIREÓIDE Tireóide - Armazena o conteúdo a ser secretado. Não é organizada em cordões mas sim de folículos tireoidianos, esses folículos jogam um gel (colóide) que guarda o precursor (“matéria prima”) dos hormônios produzidos (T3 E T4). Entre esses folículos também há células parafoliculares que produzem calcitonina. Paratireóide: Organizadas em forma cordonal, produz paratormônio e joga nos capilares, dos capilares para corrente sanguínea. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… TECIDO NERVOSO Acha-se distribuído pelo organismo interligando- se e formando uma rede de comunicações, que constitui o sistema nervoso. • O tecido nervoso tem origem ectodérmica, nele a substância intercelular praticamente não existe. » São constituídos pelos neurônios e neuróglias; FUNÇÕES O tecido nervoso recebe informações do meio ambiente através dos sentidos e do meio interno e processa essas informações elaborando uma resposta que pode resultar em ações, como a contração muscular e a secreção de glândulas, em sensações, como dor e prazer, ou em informações cognitivas, como pensamento, aprendizado a criatividade. Ele é ainda capaz de armazenar essas informações para uso posterior: a memória. COMPONENTES Apresenta os neurônios e vários tipos de células da glia. • Neurônios são células especializadas, que não se dividem, nas quais a irritabilidade e a condutividade são altamente desenvolvidas. • Neuróglia é formada por populações de células diferentes que não produzem impulsos nervosos, porém fornecem suporte estrutural e metabólico interno para o tecido nervoso. Células da Glia do SNC • Astrócitos: proteção e sustentação física, nutrição, absorve neurotransmissores, envia mensagens químicas. • Oligodendrócitos: Produz a bainha do SNC • Microglias: Participa do sistema imunológico, participa da defesa e reparo • Células ependimárias: células colunares que revestem os ventrículos cerebrais (onde é produzido o LCR) e o canal da medula espinal. Células da glia do SNP • Células de Schwann: Nutrição e produz bainha SNP • Células satélites: promovem isolamento elétrico em torno do neurônio e constituem uma via para trocas metabólicas. SISTEMAS o tecido nervoso constitui os órgãos do sistema nervoso, que pode ser classificado em dois: • Sistema Nervoso Central (SNC): é constituído pelo encéfalo e medula espinal. • Sistema Nervoso Periférico (SNP): Formado pelos nervos e gânglios. Os nervos são compostos de fibras nervosas. As fibras, por sua vez, são constituídas pelos axônios e pelas células de Schwann, que os revestem. Os gânglios são porções dilatadas dos nervos, onde se encontram os corpos celulares dos neurônios. MASSA BRANCA E MASSA CINZENTA A substância cinzenta é assim chamada porque mostra essa coloração quando observada macroscopicamente. É formada principalmente por corpos celulares dos neurônios e células da glia. A substância branca não contém corpos celulares de neurônios, sendo constituída por prolongamentos de neurônios e por células da glia. Seu nome se origina da presença de uma material lipídico esbranquiçado denominado de mielina. A camada mais externa do encéfalo tem cor cinzenta e a região encefálica mais interna tem a cor branca. Na medula é ao contrário. IMPULSOS NERVOSOS E SINAPSE » A transmissão do impulso nervoso é a forma de comunicação dos neurônios. Os impulsos são fenômenos de natureza eletroquímica, uma vez que envolvem substâncias químicas e a propagação de sinais elétricos. As sinapses ocorrem entre os prolongamentos dos neurônios (axônio de uma célula e dendritos). E ocorrem devido à substâncias químicas, chamados neurotransmissores. SINAPSES São locais especiais de contato superficial onde ocorre neurotransmissão entre neurônios. O tipo mais comum de sinapse transmite impulsos comum unidirecionalmente através da ação de um ou mais neurotransmissores, e por isso é denominada de sinapse química. • A sinapse elétrica é uma junção comunicante através da qual íons podem passar livremente e por isso, os impulsos nervosos são diretamente conduzidos. • A sinapse conjugada é uma sinapse mista, é uma combinação das duas. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… …………………………………………………………… TECIDOS MUSCULARES (estriados e lisos) • É constituído por células alongadas, que contêm grande quantidade de filamentos citoplasmáticos de proteínas contráteis, geradoras das forças necessárias para a contração desse tecido, utilizando energia contida nas moléculas de ATP. • As células musculares têm origem mesodérmica e sua diferenciação ocorre pela síntese de proteínas filamentosas, concomitante com o alongamento das células. MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO • Células multinucleadas(núcleo na porção marginal, próximo à membrana), contém células longas, cilíndricas e contém muitos filamentos(miofibrilas) . • Revestido por camadas (epimísio, perimísio, endomísio). 1. Epimísio: tecido conjuntivo que reveste . . o músculo inteiro. 2. Perimísio: finos septos que envolve . . … … conjunto de fibras. 3. Endomísio: reveste cada fibra . . . . . . . . . . . muscular. • Há capilares de nutrição para a fibra muscular exercer sua função (contração) Contração: Para ocorrer a contração tem que ocorrer um disparo via sistema nervoso. • Túbulos T: faz com que a sinalização do sistema nervoso atinja áreas mais profundas. • Retículos sarcoplasmáticos: armazena íon cálcio (que é essencial para a fisiologia da fibra muscular) • Placa motora: Interface que liga o sistema nervoso com tecido muscular. •Sarcômero: Unidade responsável pela contração. Filamentos (miofibrilas) para contração: 1. Troponina e tropomiosina: recobrem os filamentos de actina e miosina. 2. Actina e Miosina: deslizam um sobre o outro para que ocorra o encurtamento da fibra muscular. MÚSCULO ESTRIADO CARDÍACO • Célula com um núcleo ou dois (núcleo espalhado, porção central), alongadas e ramificadas. • As fibras cardíacas são circundadas por uma delicada bainha de tecido conjuntivo, que contém vasos sanguíneos. • Há discos intercalares que interligam as fibras musculares. • As fibras têm disposição que fazem com que as células se fundem uma nas outras. MÚSCULO LISO • Sem estrias na composição, uninuclear,células fusiformes • Não há padrão de contração • As células lisas são revestidas por lâmina basal • São mantidas juntas por uma rede de fibras reticulares. Corpos densos: estruturas que apresentam importante papel na contração das fibras. Há filamentos incorporados a ele, não paralelos ao eixo da célula. Quando há informação para a contração, eles deslizam um sobre outro sem sentido único. • Músculo Liso Unitário: é composto por fibras musculares separadas e discretas, que se contraem independentemente das outras. • Músculo Liso Multiunitário: milhares de fibras musculares lisas que se contraem juntas, que são ligadas por muitas junções comunicantes, das quais os íons fluem livremente de uma célula para outra. Regeneração do tecido muscular • Músculo cardíaco - não se regenera • Músculo esquelético - apesar dessas fibras serem multinucleadas, estes núcleos não se dividem. Porém, este músculo apresenta uma pequena capacidade regenerativa. • Músculo liso - é capaz de se regenerar. Ocorrendo uma lesão, as células musculares lisas que permanecem viáveis entram em mitose e se regeneram. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… …………………………………………………………… Histologia do Coração → Coração • O coração possui quatro câmaras: O átrio direito, que recebe sangue desoxigenado da circulação sistêmica; O ventrículo direito, que recebe sangue do átrio direito e bombeia para os pulmões, onde é oxigenado; O átrio esquerdo, que recebe sangue dos pulmões e envia para o ventrículo esquerdo, que, por sua vez, o bombeia para a circulação sistêmica. • O coração possui uma porção central de tecido conjuntivo denso não modelado, com algumas regiões de cartilagem fibrosa: é o esqueleto fibroso que, além da sustentação estrutural, permite a inserção do músculo cardíaco e age como um isolante elétrico ao impedir o fluxo livre de impulsos elétricos entre os átrios e os ventrículos. • Para o direcionamento do fluxo sanguíneo o coração apresenta valvas, assim, o sangue é impedido de retornar para os átrios durante a contração dos ventrículos e de retornar aos ventrículos após sua saída. Principais componentes: • Septo membranoso • Trígono fibroso • Ângulo fibroso Válvas cardíacas • Parte central: Conjuntivo denso • Externa: Endotélio • Bases: Se prendem ao esqueleto cardíaco Tecido Cardíaco Começa a ser formado no início da vida embrionária, no fim da terceira semana de gestação. Até o fim da quarta já apresenta batimentos rítmicos. Forma-se a partir de um vaso sanguíneo primitivo (tubo cardíaco) que se dobra e se retorce e por fim se origina quatro cavidades do coração. O coração é formado por três tûnicas: epicárdio, miocárdio e endocárdio. • Endocárdio: O endocárdio é a camada mais interna do coração. Ele forma a camada interna de todas as quatro câmaras cardíacas, e está diretamente ligado a todos os apêndices cardíacos internos, como a valva bicúspide, a valva tricúspide, a valva semilunar, a valva aórtica, as cordas tendíneas e os músculos papilares. Sua composição primária consiste de células endoteliais e acredita-se que ela controle a si mesma e o miocárdio, através da distribuição de potenciais de ação pelas fibras de purkinje no interior do músculo cardíaco. • Miocárdio: O miocárdio é a camada muscular média da parede do coração, e funciona ao fornecer sustentação às câmaras cardíacas. Ele auxilia na contração e no relaxamento das paredes do coração, de forma que o sangue possa passar entre as câmaras, bem como na condução da eletroestimulação, através de seus próprios tecidos e do epicárdio. Na junção da veia cava superior com o átrio direito, há o nodo sinoatrial, cujas células sofrem cerca de 70 despolarizações por minutos. • Epicárdio: O epicárdio é a camada de músculo que recobre as superfícies externas do coração. Encontra-se diretamente fundida ao miocárdio, internamente, e está em contato com a camada serosa do pericárdio. É constituída principalmente de tecido conectivo (conjuntivo) frouxo coberto por epitélio simples pavimentoso (mesentério), envolvendo e protegendo o coração. Nessa camada, pode se acumular tecido adiposo em torno das artérias coronárias e das veias que irrigam a parede cardíaca. • Pericárdio: O pericárdio é uma camada de tecido conectivo (conjuntivo) fibroso dobrado que envolve todo o coração e as raízes dos grandes vasos. Ele possui uma camada interna e uma externa, que são contínuas, e criam um espaço conhecido como saco pericárdico. A cavidade pericárdica é preenchida por um fluido seroso que evita o atrito das superfícies e permite o livre movimento do coração durante as contrações. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………... ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………... ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………... ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………... ……………………………………………………………… …………………………………………………………...… Tecido Sanguíneo • A citologia sanguínea é estudada em esfregaços sanguíneos preparados pelo espalhamento de uma gota de sangue sobre a lâmina de microscopia. → O sangue é um tipo especial de tecido conjuntivo que garante o transporte de nutrientes, oxigênio (ligado à hemoglobina) e resíduos metabólicos (ligado à hemoglobina ou dissolvidos no plasma) pelo corpo, além de garantir os processos de coagulação sanguínea e defesa do organismo. Composição do sangue: • Plasma: forma a maior parte do tecido sanguíneo, contém água, proteínas, hormônios, gases... • Elementos figurados: maior parte são o glóbulos vermelhos porém, também há glóbulos brancos e plaquetas → O Plasma é uma solução aquosa constituído por grande quantidade de água, onde encontram-se dissolvidos os nutrientes (glicose, lipídios, aminoácidos, proteínas, sais minerais e vitaminas), o gás oxigênio, hormônios, e os resíduos produzidos pelas células, como outras substâncias que devem ser eliminadas do corpo…. Composição do plasma É um indicador da composição média dos fluidos extracelulares em geral, uma vez que, os componentes do plasma estão e equilíbrio com o líquido intersticial dos tecidos. Entre as proteínas do plasma a albumina, gamaglobulinas e o fibrinogênio. Sendo a albumina a proteína mais abundante, com papel na regulação da pressão osmótica do sangue e as gamaglobulinas são anticorpos (imunoglobulinas). A Medula óssea é um tecido hematopoiético (tecido de produção do sangue) que forma as células sanguínea. CÉLULAS DO SANGUE Hemácias ( Eritrócitos ou glóbulos vermelhos) • Célula anucleada em forma de disco bicôncavo com a região central achatada, que facilita a troca gasosa. • Possuem associado a sua membrana a hemoglobina (proteína do interior das hemácias que dá pigmento à célula e tem função de transportar gases). A hemácia é produzida na Medula Óssea pelo estímulo de um hormônio (Eritropoetina) que é produzido e liberado pelo rim. O que estimula a produção desse hormônio é a faltade oxigênio no sangue. Glóbulos Brancos (Leucócitos) • São corpúsculos incolores implicados nas defesas celulares e imuno celulares do organismo. Se subdividem em dois grupos: ◦ Agranulócitos → Linfócito: Núcleo grande compondo quase toda a célula. Produz anticorpos (B), células importantes na defesa do organismo. O linfócitos B se dividem e se diferenciam em células plasmáticas, quando em contato com um antígeno, que sintetizam e secretam anticorpos para o sangue, linfa e fluido intercelular. O linfócitos T é responsável pela resposta imunitárias de base celular, que não dependem dos anticorpos circulantes. → Monócito: Núcleos irregulares (aspectos de rim), é intermediário entre os macrófogos. Quando atravessam a parede dos vasos sanguíneos (diapedese), ele passa a se chamado de macrófagos e fazem a fogocitose dos tecidos. ◦ Granulócitos → Eosinófilo: binucleado com grânulo maiores do que dos neutrófilos. Os grânulos do eosinófilo são lisossomas. Sua função é fagocitar e destruir complexos antígeno-anticorpo e limitar e circunscrever o processo inflamatório. → Neutrófilo: polimorfonuclear com globos unidos por uma camada fina de cromatina. Globo branco mais abundante, ativo na fagocitose.. → Basófilo: pequena quantidade no sangue, há grânulos mais escuros que complicam na visualização do núcleo. Ele libera substâncias (histamina - que faz a dilatação dos vasos) e heparina (anticoagulante). Plaquetas (trombócitos) São fragmentos celulares derivados dos megacariócitos que fazem a coagulação sanguínea. ◦ Processo de coagulação sanguínea 1 . Plaquetas aglomeradas secretam tromboplastina que converte a ptn no plasma que está inativa (protrombina) em trombina. ( Esse processo depende de vitamina K e cálcio). 2. Quando há trombina, ela converte o fibrinogênio inativo no plasma em fibrina, assim, formando uma rede de fibrina e ocorrendo o coágulo. Vasos sanguíneos Os Vasos que constituem o sistema cardiovascular são as artérias e veias. A parede das artérias e veias é formada por 3 camadas: • Túnica íntima: camada mais interna, formado pelo endotélio (tecido epitelial pavimentoso simples), há uma membrana basal entre o endotélio e o tecido conjuntivo. • Túnica média: Camada mais espessa, formada por camadas de células musculares lisas organizadas em configuração helicoidal. Sua matriz extracelular contém fibras elásticas e fibras de colágeno (exceto nas veias). • Túnica adventícia: camada mais externa, constituída por um tecido conjuntivo fibroelástico que fixa os vasos sanguíneos às estruturas circundantes. Também é onde encontra-se os vasa vasorum (vasos dos vasos) Os capilares apresentam célula contráteis, os pericitos. Pericitos são células que revestem os vasos sanguíneos, desempenhando um importante papel na estabilização e no suporte desses vasos, além disso, eles exercem funções de interação com outras células que estão em seu microambiente. Características das artérias São tubos cilíndricos, elásticos no qual o sangue circula centrifugamente em relação ao coração, ou seja, o sangue sai pelas artérias do coração em direção a periferia. Quando falamos em calibre das artérias, podem apresentar três tipos diferentes de calibre. Sendo de grande calibre, médio , pequeno e arteríolas. → As artérias possuem elasticidade para manter o fluxo sanguíneo constante. . → A dilatação das artérias ocorre em razão do sangue bombeado na contração cardíaca (sístole ventricular). ◦ As artérias são divididas em: • Artérias elásticas • Arteríolas • Artérias musculares Características das veias São tubos nos quais o sangue circula centripetamente em relação ao coração, ou seja, da periferia ao centro (coração). Então as veias fazem sequência aos capilares e transportam sangue que passou pelas trocas com os tecidos .→ Apresentam três calibres distintos, como as artérias. Elas são de grande, médio, pequeno calibre e vênulas. Na maioria das vezes as veias têm maior calibre que as artérias correspondentes. → Apenas as veias apresentam válvulas, sendo sua principal característica (exceções no cérebro, pescoço e tronco). Capilares Na microscopia eletrônica distinguimos três tipos de capilares: → Capilares contínuos: estão localizados no tecido conjuntivo, músculos e tecido nervoso. Contêm numerosas vesículas pinocíticas e suas bordas são fechadas; → Capilares fenestrados: localizados nas glândulas endócrinas, pâncreas e intestinos. Possuem fenestras com diafragma (poros) em suas paredes. Apresentam grandes quantidades de várias fenestras, sem diafragma e células endoteliais. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………... ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………... ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………... ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… Tecido conjuntivo Tem função estrutural (da forma aos órgãos) e importantes papéis biológicos, como ser reserva de hormônios que controlam o crescimento e a diferenciação celular. • Diferente de outros tecidos, seu principal constituinte são fibras (matriz extracelular) e não células. Fibras + Substância fundamental = Matriz A matriz também serve como meio através do qual nutrientes e catabólitos são trocados entre células e seu suprimento sanguíneo. A substância fundamental é um complexo viscoso e altamente hidrofílico de macromoléculas aniônicas (glicosaminoglicanas e proteoglicanas) e glicoproteínas multiadesivas. A partir de células tronco (células não diferenciada) forma-se todas a células dos tecidos. Todas as células que formam os tecidos originam-se a partir da célula mesenquimal indiferenciada. O Colágeno é o principal constituinte da matriz extracelular e quem produz são as células do tecido conjuntivo. PRODUÇÃO DO COLÁGENO • Se inicia do RNA mensageiro e formação de procolágeno no meio intracelular • O pró colágeno sofre modificações bioquímicas e é exocitado pro meio extracelular • Uma enzima peptidase (procolageno peptidase) converte o procolágeno em tropocolágeno e esse tropocolágeno formará os feixes de colágeno. . . Fibras que compõem o tecido conjuntivo • Fibra colágena • Fibras elásticas É composto por 3 fibras: oxitalânica, elaunínica e elástica. As fibras oxitalânicas não possuem elasticidade mas são resistentes a força de tração, enquanto as fibras elásticas distendem-se facilmente. São encontradas em vasos sanguíneos e ao redor de glândulas sudoríparas. • Fibras reticulares As fibras reticulares são formadas por colágeno tipo 3, associado a elevado teor de glicoproteínas e proteoglicanas São extremamente finas e formam uma rede extensa em certos órgãos. • Substância fundamental É uma mistura de moléculas aniônicas (glicosaminoglicanas e proteoglicanas) e glicoproteínas multiadesivas. Ela preenche os espaços entre as células e as fibras do tecido conjuntivo e atua como lubrificante e barreira à penetração de microorganismos invasores. CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO Fibroblastos,macrófagos, mastocitos, plasmocitos, células adiposas e leucocitos. ○ Mastócitos São granulosos e contém histamina nos seus grânulos (que controla e permeabilidade vascular). Colaboram nas reações imunes e têm papel fundamental na inflamação, reações alérgicas e na expulsão de parasitas. ○ Fibroblastos: Sintetizam as proteínas colágeno e elastina. São as células mais comuns e são capazes de modular sua capacidade metabólica. ○ Macrófagos Tem capacidade de fagocitose. Derivam de células precursoras da medula óssea que se dividem produzindo monócitos, os quais circulam no sangue e depois cruzam as paredes de vênulas, fixando-se no tecido conjuntivo e amadurecendo, formando o macrófago. ○ Plasmócito: São células grandes ovóides e anti-inflamatórias que se originam na diferenciação dos linfócitos B. Estão presentes em locais sujeitos à penetração de bactérias e proteínas estranhas. ○ Células adiposas: Especialistas no armazenamento de energia na forma de triglicérides. ○ Leucócitos: Vêm do sangue por migração (diapedese) através da parede de capilares e vênulas. A diapedese aumenta a durante as invasões locais de microorganismos, já que são células especializadas na defesa do organismo. → TECIDO CONJUNTIVO FROUXO ○ Não há predomínio de matriz extracelular em comparação com células, parece que tem a mesma quantidade de ambos → TECIDO CONJUNTIVO DENSO: ○ Muita matriz extracelular do que células, essa matriz permite uma segunda classificação • Tecido conjuntivo denso não modelado: Fibras colágenas dispostas aleatoriamente • Tecido conjuntivo denso modelado: Fibras paralelas no mesmo rumo. TECIDO ADIPOSO Predomínio de células adiposas e substâncias intercelular reduzida. • Apresenta-se envolto por tecido conj.frouxo, onde há vasos sanguíneos que são responsáveis pela sua nutrição. • É maior o depósito corporal de energia sob a forma de triglicerídeos. • Tem distribuição subcutânea (embaixo), formando a hipoderme Funções: • Papel energético • Modela superfície corporal • Forma coxins absorventes • Contribui para o isolamento térmico • Atividade secretora. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… TECIDO CARTILAGINOSO É considerado tecido de sustentação, é um tecido especial de tecido conjuntivo. Os animais apresentam cartilagens em todo organismo. Células do tecido cartilaginoso • células condrogênicas • condroblastos Síntese da matriz • condrócitos Matriz: • Fibrilas de colágeno tipo II • Fibras elásticas (elastinas) • Fibras colágenas (pericôndrio) • Substância fundamental: ácido hialurônico, proteoglicanos e glicoproteínas. O tecido cartilaginoso é o primeiro esqueleto nos embriões e depois é substituído por tecido ósseo, permanecendo apenas em partes específicas. Tem como função sustentação de órgãos. Apresenta abundância em substâncias intercelulares e fibras, principalmente colágenas. Nesse tecido não há vasos sanguíneos (por isso seu metabolismo é baixo) . Os nutrientes são recebidos através do pericôndrio, tecido conjuntivo que envolve a cartilagem. O tecido cartilaginoso é formado por fibroblastos que podem transformar-se em condrócitos toda vez que houver crescimento ou sua regeneração. Além disso, é formado pelos condrócitos e abundante material extracelular, a matriz. As cavidades da matriz, ocupadas pelos controndrócitos é denominada de lacuna. CÉLULAS: Os condroblastos são células jovens que ainda não foram envolvidas pela matriz extracelular. Produzem e secreção a matriz intracelular cartilaginosa, conferindo sua rigidez e consistência. Após a formação da cartilagem, elas perdem sua função e passam a ser chamadas de condrócitos. Os condrócitos são células mais velhas e usadas. Pericôndrio: tecido conjuntivo que circunda a cartilagem hialina. O pericôndrio não está presente nos locais em que a cartilagem forma uma superfície livre, como nas cavidades articulares e nos locais em que ela entra em contato direto com o osso . Sua função é de ser uma cápsula de cobertura, nutrição, oxigenação, e fonte de novas células cartilaginosas. TIPOS DE CARTILAGENS : 1- cartilagem hialina: mais comum, cuja matriz possui delicadas fibrillas constituidas principalmente por colágeno tipo II. É o primeiro esqueleto do embrião, que posteriormente é substituído por tecido ósseo. É responsável pelo crescimento em extensão do osso. Por toda cartilagem há espaços chamados lacunas, no interior são circundadas pela matriz, a qual tem dois componentes: fibrilas de colágeno e matriz fundamental. 2- Cartilagem elástica: possui poucas fibrilas de colágeno tipo II e abundantes em fibras elásticas O material elástico confere maior elasticidade à cartilagem, a presença desse material (elastina) confere a esse tipo de cartilagem uma cor amarelada, quando examinada a fresco. Como a cartilagem hialina, a elástica possui pericôndrio e cresce principalmente por aposição. E, diferente da cartilagem hialina, a cartilagem elástica é menos sujeita a processos degenerativos e ela não se calcifica. 3- Cartilagem fibrosa:. É uma forma de cartilagem na qual a matriz contém feixes evidentes de espessas fibras colágenas. As fibras colágenas constituem feixes, que seguem uma orientação aparentemente irregular entre os condrócitos. Na fibrocartilagem não existe pericôndrio, ela está caracteristicamente presente nos discos invertebrais, na sínfise púbica, entre outros; Geralmente a presença de fibrocartilagem indica que naquele local o tecido precisa resistir à compressão e ao desgaste. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………... ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… TECIDO ÓSSEO É o constituinte principal do esqueleto, serve de suporte para as partes moles e proteger os órgãos vitais. Tecido ósseo, é resistente e calcificado e é considerado tecido conjuntivo pelo número de células variadas e por apresentar uma matriz. • O mesmo constitui um sistema de alavanca junto com os músculos que amplia as forças geradas. • Os ossos funcionam também como depósito de cálcio, fosfato e outros íons. Células do tecido ósseo • Osteócitos: Se situam em cavidades ou lacunas no interior da matriz. • Osteoblastos: produtores da parte orgânica da matriz • Osteoclastos: Células gigantes, móveis e multinucleadas que reabsorvem o tecido ósseo, participando dos processos de remodelação dos ossos. Componentes A parte inorgânica representa cerca de 50% do peso da matriz óssea. Os íons mais encontrados são fósforo e cálcio. Há também bicarbonato, magnésio, potássio, sódio e citrato em pequenas quantidades. A parte orgânica da matriz é formada por fibras colágenas tipo 1 e por pequena quantidade de proteoglicanas e glicoproteínas adesivas. A associação entre a parte inorgânica com as fibras colágenas é responsável pela dureza e resistência do tecido ósseo. Estrutura Todos os osso são revestidos em suas superfícies externas e internas por membranas conjuntivas que possuem células osteogênicas, o periósteo e o endósteo, respectivamente. A camada mais superficial do periósteo contém fibras colágenas e fibroblastos. As fibras de sharpey são feixes de fibras colágenas do periósteo que penetram no tecido ósseo e prendem firmemente o periósteo ao osso. Na sua porção mais profunda, o periósteo é mais celular e apresenta células osteoprogenitoras, morfologicamente semelhantes ao fibroblasto. Tipos detecido ósseo: Histologicamente existe dois tipos, o IMATURO (ou primário) e o MADURO (ou secundário). Os dois possuem as mesmas células e constituintes de matriz, porém, enquanto o tecido ósseo primário as fibras colágenas se dispõem irregularmente, sem orientação definida, no tecido ósseo secundário, essas fibras se organizam em lamelas. No tecido ósseo secundário, as lamelas ósseas se organizam em arranjo típico, constituindo os sistemas de Havers. Os canais de Havers comunicam-se entre si com a cavidade medular e com a superfície externa do osso, por meio de canais transversais, os canais de volkmann. Reabsorção óssea O processo de remodelação óssea ocorre através da reabsorção de da formação óssea, dois processos intermediados pelo osteoclastos e osteoblastos, respectivamente. Durante a reabsorção óssea, a matriz orgânica é dissolvida e digerida pelos ácidos e enzimas produzidas pelo osteoclasto. Os produtos resultantes da deterioração da proteína da matriz são liberados em ambiente extracelular e excretados pela urina. . A formação óssea, é realizada pela síntese de colágeno e outras proteínas, depositados na matriz e depois mineralizados, é sintetizada pelos osteoblastos. Histogênese Dois processos explicam a formação do tecido ósseo: Ossificação intramembranosa e endocondral. Em ambas o primeiro tecido formado é chamado de tecido primário e é substituído por tecido secundário (ou lamelar). A ossificação intramembranosa é o processo formador dos osso chatos, crescimento dos ossos curto e a largura dos ossos longos. Os osso derivados desse tipo de ossificação tem aspecto esponjoso e apresentam remodelagem muito mais rápida. A ossificação endocondral é a principal responsável pela formação de ossos curtos e longos. Este tipo de ossificação tem origem sobre a cartilagem hialina que vai sofrendo modificações, substituindo os condrócitos e a matriz cartilaginosa pré-existentes, por meio de um processo de morte dessas células. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………... ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………... ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. EMBRIOLOGIA DE MAMÍFEROS Embriologia refere-se ao estudo de embriões, compreende apenas o período de desenvolvimento pré-natal. Durante este estágios organismo sofre diversas mudanças, compondo o cenário de evolução embrionária até o instante do parto. Sistema reprodutor Feminino: Ovários, Útero, Tubas uterinas, Vagina, Genitália externa Masculino: Testículos, Ductos genitais, Glândulas acessórias e o Pênis. A reprodução envolve a união do espermatozóide com o óvulo (ambos haplóide) o que torna possível uma mistura dos caracteres genéticos das populações de uma espécie. Ciclos Ciclo menstrual ou ovarianos: ocorre nos primatas Ciclo Estral: ocorre em animais domésticos ● Compreende em 5 fases: Proestro (influência do estrogênio) Estro/cio (maior influência do estrogênio e LH) Metaestro (atividade secretora, declínio do estrogênio e aumento da progesterona), Diesto (influência da progesterona) e Anestro ( período de quiescência dos órgãos reprodutores, onde a fêmea não tem receptividade com o macho). Ovocitação/Ovulação É o processo de liberação do ovócito. Este processo sofre influência do hormônio LH (produzido pela adeno hipófise). ● Em animais a luz é o principal fator ambiental que influencia a liberação do ovócito. - Nos animais domésticos, como gatos, cabras e éguas o fotoperíodo é primordial. Está relacionado a liberação da informação e do hormônio melatonina, que desempenha papel crítico na atividade do hipotálamo > hipófise > gônadas. Ciclos reprodutivos ● Acasalamento (fêmea ovulando, estro ou cio). Liberam feromônios para atrair os machos. Tipos de ciclos: ● Mono Estrais: só ovula uma vez no ano (ex: cão) ● Poliestrais: fêmea tem vários ciclos durante o ano (ex: cavalo, gato) Fecundação É o encontro do gameta masculino com o gameta feminino. O espermatozóide sofre um processo chamado capacitação ( processo de ativação enzimática) que consiste na remoção da cobertura glicoproteica e das proteínas do plasma seminal. A fecundação compreende todos os eventos desde a penetração da membrana do óvulo pelo acrossoma do espermatozóide até a união dos cromossomas do espermatozóide e do óvulo em um só núcleo, restaurando o número diplóide de cromossomas. TIPOS DE OVOS Desenvolvimento embrionário Após a formação do ovo, inicia-se o desenvolvimento embrionário ou embriogênese, o qual termina com o nascimento ● Período embrionário: dura cerca de 8 semanas, ao fim das quais todos os órgãos já estão totalmentes esboçados. ● Período fetal: dura as restantes semanas e corresponde ao desenvolvimento dos órgãos ao crescimento do feto. OBS: A gestação depende do tamanho corporal da espécie. 1º semana Após a penetração do espermatozóide no citoplasma do óvulo, sua cabeça se separa da causa, aumenta de tamanho e torna-se o pronúcleo masculino. A fertilização se completa quando os cromossomos paternos e maternos se misturam durante a metáfase da primeira divisão mitótica do zigoto. Enquanto percorre a tuba uterina, o zigoto sofre uma clivagem (uma série de divisões mitóticas), em certo número de células pequenas chamadas blastômeros. ● Cerca de três dias depois da fertilização, uma esfera de 12 a 16 blastômeros, chamada mórula, que penetra no útero. Logo, se forma uma cavidade na mórula, convertendo-a em um blastocisto que consiste em uma massa celular interna (embrioblasto), que vai originar o embrião, uma cavidade blastocística e uma camada externa de células (trofoblasto). ● De quatro a cinco dias após a fertilização, a zona pelúcida desaparece, e o blastocisto prende-se ao epitélio endometrial. Ao final da primeira semana, o blastocisto está superficialmente implantado no endométrio. 2º semana Ocorre o processo de nidação (processo de fixação do embrião dentro da tuba uterina). ● Forma-se o saco vitelino primário, o mesoderma, e o celoma. Esse celoma torna-se a cavidade coriônica. ● Aparece a cavidade amniótica, a massa celular interna diferencia se num disco embrionário bilaminar, consistindo no epiblasto e no hipoblasto, surge a placa pré-cordial ( que indica a futura região cranial do embrião e o futuro sítio da boca). 3ª semana Grandes mudanças ocorrem no embrião com a sua passagem do disco embrionário bilaminar para um disco embrionário trilaminar, composto de três camadas germinativas. Este processo de formação de camadas germinativas é denominado gastrulação. ● A gastrulação converte a blástula em um embrião bilateral (gástrula) que possui o plano básico do adulto. Os folhetos germinativos - ectoderma mesoderma e endoderma tornaram-se evidentes durante a gastrulação. ● Em todos os animais, o sistema nervoso, a camada epidérmica da pele e as regiões bucal e anal são derivadas do ectoderma; O revestimento do intestino e as diversas regiões associadas ao intestino, tais como o fígado e o pâncreas, são derivados do endoderma. E, as camadas musculares, os vasos sanguíneos e o tecido conjuntivo são derivados domesoderma. ● Ocorre a formação da Linha Primitiva que começa a produzir células mesenquimais, formação da notocorda que forma o eixo primitivo do embrião em torno do qual se constituirá o esqueleto axial. ● Formação do tubo neural e da crista neural que se divide em duas massas que dão origem aos gânglios sensitivos dos nervos cranianos e espinhais. ● Formação dos somitos que são agregados compactos de células mesenquimais, de onde migram células que darão origem às vértebras, costelas e musculatura axial. Da 4ª a 8ª semana Estas cinco semanas são chamadas com freqüência de período embrionário, porque é um tempo de desenvolvimento rápido do embrião. Todos os principais órgãos e sistemas do corpo são formados durante este período. ● No começo da quarta semana, as dobras nos planos mediano e horizontal convertem o disco embrionário achatado em um embrião cilíndrico em forma de "C" (durante a flexão, a parte dorsal do saco vitelino é incorporada ao embrião, e dá origem ao intestino primitivo). Ocorre a formação da cabeça, da cauda e as dobras laterais ● As três camadas germinativas, derivadas da massa celular interna durante a terceira semana, diferenciam-se nos vários tecidos e órgãos, de modo que, ao final do período embrionário, os primórdios de todos os principais sistemas de órgãos já foram estabelecidos. Período Fetal O período fetal começa nove semanas após a fertilização e termina com o nascimento. Ele caracteriza-se por um rápido crescimento corporal e pela diferenciação dos sistemas de órgão. ● Aparecem lanugem e o cabelo. ● As pálpebras estão fechadas durante a maior parte do período fetal, mas começam a reabrir-se por volta das 26 semanas. O crescimento fetal é influenciado por gases e nutrientes provenientes da mãe que passam livremente pela membrana placentária. A glicose é a fonte principal de energia para o metabolismo e crescimento do feto; os aminoácidos também são essenciais. Estas substâncias saem do sangue materno, passam pela membrana placentária e chegam ao feto. A insulina necessária para o metabolismo da glicose é secretada pelo pâncreas fetal; pois a membrana placentária é relativamente impermeável a este hormônio. Períodos gestacionais Varia conforme a raça do animal, por exemplo; ● Vaca: 278 a 293 dias ● Égua: 330 a 345 dias ● Ovelha: 144 a 151 dias ● Cadela: 59 a 68 dias ● Gata: 58 a 65 dias ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………... ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. EMBRIOLOGIA COMPARADA Se compararmos os embriões de alguns grupos de animais, veremos que existem semelhanças entre eles. Porém, existem também, mesmo nos estágios iniciais, diferenças entre os embriões que são tão importantes como as semelhanças, o DNA. O material genético distinto, programado para cada espécie de animal, assegura que apenas aquela espécie se desenvolva a partir daquele embrião. O animal embrionário começa a sua existência com uma união de duas células (gametas), e após essa união ocorre a multiplicação das células. Na fecundação acontece o encontro dos gametas femininos e masculinos, originando a célula ovo ou zigoto. O zigoto irá se desenvolver, passando por diversas transformações, que em regra geral são 3 etapas: segmentação, gastrulação e organogênese. SEGMENTAÇÃO Marca o início do desenvolvimento embrionário. Ela compreende o período que vai da primeira divisão celular, passando pelo estágio de mórula até a formação da blástula. A segmentação pode apresentar pequenas variações de um grupo animal para outro em virtude da maior ou menor presença de vitelo armazenadas nas células troncos. GASTRULAÇÃO Processo é marcado pela movimentação das células embrionárias, reorganizando-se de maneira tal a definir o plano corporal do animal a ser formado. O número de folhetos germinativos também será definido, inicia-se o processo de diferenciação celular, a partir do qual os tecidos permanentes serão formados. ORGANOGÊNESE Fase em que todos os tecidos permanentes e os órgãos do animal são formados. As células dos folhetos germinativos iniciam o processo de diferenciação celular, adquirindo morfologias diferenciadas e tornando-se aptas a desempenhar funções específicas. DESENVOLVIMENTO RÉPTEIS/AVES Seus ovos possuem adaptações para o desenvolvimento em ambiente terrestre, as quais diminuem a mortalidade de embriões: Os ovos são revestidos por uma casca dura que os protegem da desidratação, possuem estruturas como o âmnio que protege o embrião contra a ressecção, a deformação e contra choques mecânicos e, o alantóide que funciona como um reservatório de substâncias tóxicas produzidas pelo embrião durante sua permanência dentro do ovo. RÉPTEIS Os répteis foram os primeiros vertebrados a conquistar, com sucesso e definitivamente o ambiente terrestre. Isto porque desenvolveram algumas características adaptativas, tais como: ● Presença de casca calcária envolvendo o ovo ● Pele impermeável, seca, sem glândulas, revestida por escamas epidérmicas (nas cobras e lagartos), por placas córneas (nos crocodilos e jacarés), ou ainda por placas ósseas (nas tartarugas), formando uma carapaça que protege o animal contra a desidratação. Outra adaptação importante à vida no ambiente terrestre é a fecundação interna, independente da água, na qual os gametas (óvulos e espermatozóides) ficam protegidos das influências do meio externo. O desenvolvimento embrionário ocorre inteiramente no interior de um ovo dotado de casca protetora calcária porosa, que permite a ocorrência de trocas gasosas. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………... ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………... ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… …………………………………………………………… VIAS AÉREAS E PULMÃO O Sistema respiratório é constituído pelos pulmões e as vias respiratórias, ele distribui oxigênio para as células do corpo e remove o dióxido de carbono. Isto depende de: ● Ventilação (respiração): que impulsiona o ar para dentro e para fora dos pulmões; ● Respiração externa: transferindo na corrente sanguínea, o O2 inalado pelo CO2 liberado pelas células; ● Transferência: de O2 e CO2; ● Respiração interna: troca de O2 pelo CO2 no ambiente celular. A ventilação e a respiração externa são os domínios do sistema respiratório; A transferência de O2 e CO2 é a função do sistema circulatório; A respiração internaé um evento celular que ocorre na proximidade de todas as células vivas. O funcionamento adequado do sistema respiratório necessita que o ar inspirado seja transferido pela porção condutora para a porção respiratória. ● Porção Condutora: fossas nasais, nasofaringe, laringe, traquéia, brônquios e bronquíolos. Exerce as funções de limpar, umedecer e aquecer o ar inspirado, para proteger o revestimento dos alvéolos. É formada por um epitélio respiratório, contendo glândulas mucosas e serosas e uma rede vascular sanguínea desenvolvida, na parte superficial da lâmina própria; ● Porção respiratória: porções terminais da árvore brônquica e que contém os alvéolos, únicos locais onde se dão as trocas gasosas (hematose); CAVIDADE NASAL Se inicia nas narinas e terminam nas coanas, é dividida em duas metades pelo septo nasal ósseo e cartilaginoso. Nas fossas nasais, o ar é aquecido, filtrado e umedecido. Todas as células do epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado apóiam-se na lâmina basal. Já, nas áreas mais expostas ao ar, o epitélio apresenta-se mais alto com maior número de células caliciformes. Nas fossas nasais distinguem-se 3 regiões: 1) Vestíbulo: porção anterior e dilatada, sua mucosa é formada por um epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado e uma lâmina própria de tecido conjuntivo denso. Os pêlos e as glândulas cutâneas representam uma barreira à entrada de partículas grosseiras de pó. 2) Área respiratória: representa a maior parte das fossas nasais. A mucosa é constituída por um epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado, com inúmeras células caliciformes. Contém glândulas mistas, cuja secreção ajuda a manter úmidas as paredes das cavidades nasais 3) Área Olfatória: região situada na parte superior das fossas nasais, sendo responsável pela sensibilidade olfativa. OBS: Diferentes tipos de narinas podem ser observadas nos animais, principalmente devido a função que vão exercer. Por exemplo, suínos possuem narinas em formato redondo para maior apuração do olfato. Bovinos, cães, gatos e equino possuem narinas em formato de vírgula, caprinos e ovinos em fenda. NASOFARINGE É a primeira porção da faringe, é revestida por um epitélio respiratório, que é substituído por um epitélio pavimentoso estratificado na região em que a faringe entra em contato com o palato mole. LARINGE: Compreende várias peças de cartilagem que são interconectadas por ligamentos e por músculos esqueléticos. Ela permite a fonação e evita a entrada de materiais sólidos ou líquidos no sistema respiratório durante o processo de deglutição. ● Epiglote é uma dobra cartilaginosa que permanece aberta durante a fonação e a respiração, mas se fecha durante a deglutição. A parte superior das pregas vocais e da epiglote é revestido pelo epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado e o restante do lúmen da laringe é revestido pelo epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado. Os cílios das células cilíndricas desse epitélio transportam o muco em direção à faringe para ser eliminado. TRAQUEIA: Continua com a laringe e termina ramificando - se nos 2 brônquios extrapulmonares. ● É um tubo revestido internamente por epitélio respiratório e contém glândulas do tipo mucoso ● A secreção, tanto das glândulas como das células caliciformes, forma um tubo mucoso contínuo que é levado em direção à faringe pelo batimento ciliar, constituindo uma barreira para a poeira que entram com o ar inspirado. ● Outra barreira de defesa do organismo é representado pela barreira linfocitária de função imunitária, distribuídos ao longo da porção condutora do aparelho respiratório. ● A traquéia é revestida externamente por um tecido conjuntivo frouxo, constituindo a camada adventícia, que liga o órgão aos tecidos vizinhos. BRÔNQUIOS Os brônquios primários apresentam a mesma estrutura observada na traquéia. ● Nos ramos maiores, a mucosa é idêntica à encontrada na traquéia, enquanto nos ramos menores o epitélio pode ser cilíndrico simples ciliado. ● Nos pontos de ramificação da árvore brônquica é comum a presença de nódulos linfáticos com acúmulos de linfocitos. BRONQUÍOLOS Os bronquíolos terminais possuem parede mais delgada, revestida internamente por epitélio cilíndrico cúbico, com células ciliadas e não ciliadas. ● Nos bronquíolos respiratórios aparecem os primeiros alvéolos e se iniciam as trocas de gases. É um tubo curto, revestido por epitélio simples que varia de cilíndrico baixo a cubóide. Características: Não têm cartilagem, têm revestimento de músculo liso, tem fibras elásticas, não há glândula, há células de Clara cilíndricas nos bronquíolos que secretam uma substância semelhante ao surfactante que auxilia na manutenção da abertura bronquiolar e eliminam toxinas inaladas e atuam como células regenerativas para manter o revestimento epitelial; DUCTOS ALVEOLARES: Os ductos são longos e tortuosos, formados por ramificações dos bronquíolos respiratórios. ● Entre a abertura de 2 alvéolos existe fibras colágenas e elásticas, e células musculares lisas formando um coxim espessado. ALVÉOLOS: Os alvéolos são expansões saculiformes na parede do bronquíolo, sendo revestidos por um epitélio capaz de realizar trocas gasosas. ● O septo interalveolar consiste em 2 camadas de epitélio pavimentoso simples separadas por capilares sanguíneos, fibras reticulares e elásticas, fibroblastos e substância fundamental amorfa do conjuntivo. Este septo contém a rede capilar mais rica do organismo. PLEURA Pleura é uma serosa que envolve o pulmão, sendo formada por 2 folhetos: o parietal e o visceral. Ambos os folhetos são formados por mesotélio e uma fina camada de tecido conjuntivo, que contém fibras colágenas e elásticas. ● Em condições normais, a cavidade pleural contém uma película lubrificante, que permite o deslizamento suave dos 2 folhetos durante os movimentos respiratórios, impedindo o atrito entre o mesotélio visceral e parietal. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………... ……………………………………………………………… …………………………………………………………… MICROSCÓPIO Introdução à Histologia Veterinária O tecido é formado por um conjunto de células, e os tecido vão se juntar para formar os órgãos. Tecidos básicos: Tecido epitelial, Conjuntivo, Muscular e Nervoso. Tecido epitelial Pode se dividir em epitélio de revestimento e o epitélio glandular. Células do tecido epitelial de revestimento ● Células poliédricas (muitos lados com formas distintas) ● Morfologia celular (desde células achatadas até alongadas). ● Pouco conteúdo extracelular (matriz) Nas células ha pólo basal e apical. A basal tem contato com o tecido subjacente, o tecido conjuntivo. Já a porção apical está voltado para superfície externa ou o lúmen. Na porção apical pode-se observar especializações da membrana, como exemplo osmicrovilos, que aumentam a superfície de contato das células (está presente em órgão que faz absorção, como estômago). ● Desossomos: unem as células uma a outra. ● Zona de oclusão: faz o contato íntimo das células uma às outras. ● M-Desossomos: unem as células à lâmina basal. ● Lâmina Basal: une o tecido conjuntivo com o tecido subjacente. ● Flagelos: comum nos espermatozóides para realizar a movimentação. ● Cílios: faz a movimentação para expulsar o muco pra fora no trato digestório. ● Estereocílios: projeções imóveis maiores do que a microvilosidades e tem tamanhos diferentes (presente no epidídimo). Método de coloração: Hematoxilina e eosina (HE). Não consegue observar a membrana plasmática mas consegue assistir o núcleo das células. Número de camadas: ● Simples: uma única camada de célula derada a lâmina basal ● Estratificado:mais de uma camada de células ● Pseudoestratificado: há uma única camada mas parece que há mais camadas, Têm núcleos desregulados. OBS: Em casos de epitélios estratificados, leva-se em consideração a camadamaisdo interior do corpo, respondem à alterações de tensão muscular, sendo a consciência interna da posição corporal em relação ao ambiente. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… SENTIDOS SENSORIAIS As células sensoriais captam estímulos do ambiente para o cérebro • Como uma célula receptora pega um estímulo externo e fornece para o cérebro? O estimulo é recebido por uma PTN da membrana da célula, encaixando-se na célula, os canais iônicos se abrem e ocorre a despolarização da célula sensorial e ocorre a produção do potencial de ação, que é enviado para o cérebro para ocorrer a interpretação. AUDIÇÃO O som é energia mecânica que é captada e interpretada por células mecanorreceptoras Externa: captação da onda sonora ORELHA Média: condução e amplificação . Interna: transdução • Pavilhão auditivo: Capta o som • Meato auditivo: Condução das ondas sonoras para a membrana timpânica • Tímpano: Vibra de acordo com as ondas sonoras e transmite a vibração para os ossículos da orelha média, especificamente o martelo • Martelo: Passagem da vibração para bigorna • Bigorna: Passagem da vibração para o estribo • Estribo: Faz a janela oval vibrar e segue para cóclea • Cóclea - Ondas mecânicas se transformam em ondas elétricas ( no canal intermediário, onde há mecanorreceptores). Essas ondas são transmitidas através de um líquido. OBS: → A transdução ocorre com a vibração da membrana tectorial que faz com que a onda mecânica se transforma em impulso nervoso e vai pro cérebro através dos nervos auditivos. → Dependendo da frequência do som, as partes que são ativadas dentro da cóclea são diferente, por isso a diferenciação dos sons. → Canal de eustáquia é o canal que conecta a orelha média com a faringe, esse canal de ar permite o processo de equalização da membrana timpânica. → Os canais semicirculares fornecem o equilíbrio e passam essas informações para o encéfalo. • Surdez de condução - Afeta os tímpanos e os ossículos, ficam rígidos e a condução das ondas é prejudicada (ocorre por infecções, doenças ou velhice) • Surdez para som agudos - destruição das células ciliadas mecanorreceptoras da cóclea (ocorre quando há contato com sons muito alto) TATO É captado por mecanorreceptores - capta pressão, toque, coceira.. PALADAR É captado por quimiorreceptores. As células epiteliais dos botões gustativos que captam partículas de sabor. • Como ocorre? 1 . As células epiteliais captam o sabor e as moléculas gustativas ligam-se aos receptores nas microvilosidade das células sensoriais 2 . Ocorre sequências de reações químicas dentro da célula. 3. Ocorre a liberação dos neurotransmissores que despolarizam os dendritos dos neurônios sensoriais, gerando impulsos nervoso que é enviado para o cérebro. OBS: • Papilas - captam sabores (doce, azedo, amargo, salgado, umami) • Toda nossa língua capta sabores, não há áreas específicas. OLFATO É captado por quimiorreceptores. • Como ocorre? 1. Partículas odoríferas entram pelo nariz 2. Essas partículas vão interagir com os dendritos dos neurônios no teto da cavidade nasal 3. Vai ocorrer a despolarização da membrana, gerando os impulsos nervosos que são enviados para regiões do cérebro chamada de bulbo olfatório. No bulbo olfatório é produzida a sensação do cheiro específico. OBS: cada neurônio é específico para um tipo de odor e também há neurônios com capacidade de adaptação) VISÃO A Luz é uma energia fótica que é captada por células fotorreceptoras que captam energia luminosa para transformar em impulso nervoso. • Esclera: Além de proteger as estruturas oculares, ela serve de suporte para os músculos oculares. • Córnea: É a primeira lente ocular e serve para direcionar melhor os raios luminosos • Coróide: É uma membrana vascularizada que serve para nutrir e oxigenar as estruturas dos olhos. • Íris: Coloração do olho • Pupila: Regula a entrada de luz • Cristalino: Segunda lente (biconvexa) que dá foco e nitidez a imagem (acuidade visual) • Retina: Local onde há fotorreceptores, é na retina que ocorre a transdução. Fotorreceptores • Bastonetes: são células sensíveis à luz localizadas ao redor da Fóvea, visão periférica. Os bastonetes permitem a visão em preto e branco. • Cones: são células menos sensíveis à luz localizados na Fóvea, centro do campo visual. Os cones permitem a visão em cores (vermelho, verde, azul). >Rodopsina (PTN+ Retinal) - Muda o formato (angular para linear), essa mudança desencadeia uma série de processos que atuam nos canais de sódio da membrana plasmática das células fotorreceptoras • Como ocorre a transdução? (Exemplo em um bastonete) 1 . A Luz atinge o cone ou bastonete e hiperpolariza-os, assim, atinge a rodopsina e ativa a transducina que, por sua vez, ativa a enzima fosfodiesterase 2 . A fosfodiesterase desconecta o GMPC dos canais de sódio da célula impedindo a entrada de íons sódio. 3 . Essa mudança de permeabilidade da membrana plasmática devido o íon sódio faz com que a célula fotorreceptora pare de secretar um neurotransmissor chamado glutamato 4 . Com a parada de secreção pela célula fotorreceptora, a célula bipolar começa a secretar glutamato 5 . A célula ganglionar percebe essa liberação pela célula bipolar e libera impulso nervoso para o cérebro. OBS: • As células amácrinas e horizontais auxiliam na comunicação entre fotorreceptores. • Os axônios das células ganglionares que levam a informação até o campo visual do córtex cerebral se encontram em um único ponto, no disco do nervo óptico. Esse lugar é considerado ponto cego, ou seja, sem cones e bastonetes. Visão monocular e binocular • Visão monocular: capacidade de olhar através de apenas um olho, possuindo noção de profundidade limitada, além da redução do campo periférico • Visão binocular: Ambos olhos são usados em conjunto Complicações oculares • Miopia: distúrbio de refração em que os raios luminosos formam o foco antes da retina ( não enxerga de longe). • Hipermetropia: anomalia da refração ocular que se traduz por dificuldade de enxergar de perto, foco dois da retina. • Astigmatismo: Foco em vários pontos da retina (dificuldade de enxergar tanto de perto quanto de longe) . • Catarata: É uma opacidade do cristalino (lente natural do olho) devido a degradação da proteína humor aquoso (líquido incolor que preenche as câmaras oculares). ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. Músculo São estruturas individualizadas que cruzam uma ou mais articulações e pela sua contração são capazes de transmitir-lhes movimento. Ele é um biossistema que tem capacidade de transformar energia elétrica em calor. → Propriedade dos músculos: • Contratilidade, Excitabilidade, Extensibilidade e Elasticidade • Estímulo neurológico • Adaptação às demandas ambientais MÚSCULO ESQUELÉTICO Algumas de suas propriedades é servir de alavanca com o osso, fazer a movimentação de órgãos e gerar calor. • No músculo esquelético há fibras únicas e multinucleadas • Sarcolema: Membrana celular da fibra muscular. • Retículo Sarcoplasmático: Retículo endoplasmático especializado que capta, armazena e libera cálcios que estão sendo transportados para o citosol. • Faixa I: Filamento (fino) de actina, é considerada região clara • Faixa A: Filamento (grosso) de miosina, é considerada região escura. • Disco Z: Local onde os filamentos de actina e miosina estão ligados. • Linha M: Local onde não há cadeias leves de miosina • Timina: São flexíveis e mantém os filamentos de miosina ancorados e organizados junto ao disco Z. • Sarcômero: Segmento de miofibrilas situados entre dois discos Z • Sarcoplasma: Líquido intracelular que preenche os espaços entre as miofibrilasexterna para definir a forma da célula. Formato da célula: ● Pavimentosa: células achatadas (núcleos achatados) ● Cúbica: células “quadradas” (núcleo esférico) ● Cilíndrico, prismático ou colunar: células alongadas ( núcleo alongado) Epitélio de transição: Epitélio que se molda de acordo com o status do órgão. Ex: bexiga ( quando a bexiga está vazia as células são cúbicas e quando está cheia as células se tornam pavimentosas). Epitélio glandular As células do tecido glandular podem realizar uma invaginação no tecido subjacente e se diferenciar em célula com capacidade de secreção. ● Glândulas Exócrinas: mantém o contato com o meio externo pois secretam substâncias para o meio externo. Ex: glândula salivar ● Glândulas Endócrinas: perde a conexão com o meio externo, ou seja, secretam substâncias para corrente sanguínea. Ex: Tireóide. Glândulas exócrinas podem ser classificadas como: ● Tubular: parece um tubo. ● Avelar ou acinosa: parece um “saco” ● Enovelada: é uma porém se retorce ● Simples: apenas um ducto ● Composta: apresenta ramificações Porções secretoras: ● Ácino seroso: células mais piramidais com núcleo mais afastados do lûmem. ● Túbulo mucoso: células mais largas. ANOTAÇÕES: ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… Vasos sanguíneos Epitélio simples pavimentoso (endotélio) Plexo coróide: Epitélio simples cúbico Intestino (presente em órgãos de absorção) Epitélio simples cilíndrico Pele Epitélio estratificado pavimentoso Epitélio estratificado pavimentoso queratinizado. Bexiga Epitélio de transição. (não tem padrão nas camadas subjacentes) Epidídimo Epitélio pseudoestratificado cilíndrico estereociliado. Célula caliciforme glândula unicelular que produz mucos Ácinos ANOTAÇÕES: ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… …………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… TRATO URINÁRIO É importante para homeostasia (pressão arterial) pois o sistema urinário contribui mexendo na taxa de formação da urina (rins). Ou seja, se precisa abaixar a pressão, o rim aumenta a taxa de filtração renal fazendo com que haja uma maior produção de urina eliminando-a. Já, se precisa aumentar a pressão, o rim segura a produção da urina. Além disso, ele também produz mediadores como a eritropoetina que estimula a produção de hemáceas e outros… Órgãos do sistema urinário ● Rins - produzem a urina, são mais complexos. ● Ureteres - conduz a urina ● Bexiga - conduz a urina ● Uretra - elimina a urina RINS É um par de órgão envolvido por uma cápsula de tecido conjuntivo Entrando no rim pelo hilo há vasos sanguíneos para filtração renal e nutrição, já saindo do rins, o ureter. . O rim é dividido em lóbos, que são estruturas maiores (pirâmides) e dentro desses lóbos há os lóbulos que são subunidade menores. É nos lóbulos que observa-se as estruturas cheias de detalhe na produção da urina Dentro do rim, mais especificamente no córtex, tem os néfrons que são unidades funcionais do rins que iniciam o processo de filtração. O Néfron, localizado na pirâmide de malpighi, é composto pelo corpúsculo renal e os túbulos que vão levar a urina para fora produzida no corpúsculo renal ou de malpighi. No corpúsculo de malpighi contém os glomérulos e cápsula de bowman. Ali dentro tem a entrada da artéria aferente e saída da eferente (essa artéria fica dentro da cápsula de bowman). Essa cápsula de bowman permite que dentro de seu espaço saia o conteúdo filtrado dos vaso que adentraram do pólo vascular. O local que entra e sai as artérias é pólo vascular. Já, do lado oposto há um pólo urinário no qual se iniciará a formação dos túbulos contorcidos proximal, alça de henle, e tudo contorcidodistal. Túbulo contorcido proximal (cortex) vai se afastando do corpúsculo renal formando a Alça de henle (no sentido medular). A alça por sua vez, retorna no sentido cortical formando o túbulo contorcido distal O corpúsculo renal é delimitado por uma cápsula de bowman, essa cápsula é formada por dois folhetos (parietal e visceral), o folheto externo é formado por epitélio fino pavimentoso e o interior são formados por células podócitos Os podócitos (constituem o folheto visceral da cápsula) abraçam os vasos sanguíneos que adentram o corpúsculo renal através do pólo vascular. Os podócitos permitem o enovelamento e nele tem espaços que permitem que o produto da filtração adentre o espaço capsular. Entre os vasos e o folheto parietal existe o espaço capsular onde o conteúdo filtrado que atravessou o endotélio dos vasos pela fenestra, cai no interior da cápsula de bowman e sai de lá via pólo urinário indo para o túbulo contorcido proximal. E assim, vai para alça de henle, túbulo contorcido distal, sai nos ductos coletores, ureteres, bexiga e uretra. Os podócitos tem os prolongamentos primários (maiores) e secundários (menores). Os secundários entram em contato com a membrana basal que envolve os vasos sanguíneos no interior da cápsula de bowman. delimitando o vaso e o folheto visceral. Neste espaços há o conteúdo que iniciou a formação da urina. Não há só pocitos no interior do glomérulo renal (cápsula), existem também as células mesangiais que é encontrada entre alguns capilares no interior da cápsula de bowman. Ela está abaixo da membrana basal que reveste o capilar. A célulamesangial tem receptores para angiotensina II que responde a estímulos para diminuir a taxa de filtração. Ou seja, faz a manutenção da pressão. O produto da filtração glomerular é mandado para o pólo urinário. E a partir daí começa a observação dos túbulos. No túbulo contorcido proximal há a alça de heli, tem a porção espessa e delgada. Na volta para porção cortical, a porção espessa formará o túbulo contorcido distal. Peculiares dos segmentos No túbulo contorcido proximal as células são mais cúbicas e apresentam orla em escova na porção apical (não é observadas nos outros túbulos). A Alça de henle delgada é formada por células pavimentosas No túbulo contorcido distal há células semelhantes ao túbulo contorcido proximal mas não há a orla em escova na sua porção apical. Na porção espessa da alça de henri há células semelhantes ao segmento que o precede.. No ducto coletor há células pobres me organelas porque a função principal já foi desempenhada, que é formar a urina. Não é interessante perder proteína, glicose… e cada um desses túbulos é responsável por permitir que algumas substâncias sejam reabsorvidas, por isso a necessidade de organelas (mitocôndrias) . Então, quando chega nos ductos coletores eles apenas conduzem a urina que já está levemente elaborada, pronta pra micção. Próximo aos glomérulos há o aparelho justaglomerular que é formado por células justaglomerulares (que produz uma enzima renina, que contribui para manutenção da pressão),mácula densa e por célulasmesangiais extraglomerulares (que tem receptores para Angiotensina II). A angiotensina II é formada pela ação da renina. A célula justaglomerular produz a renina que influencia na produção de angiotensina II, que por sua vez estimula a contração da célula mesangial no interior do glomérulo, ou seja, elas estão intimamente relacionadas. Além disso no interstício do rim onde tem tecido conjuntivo e fibras, ele é responsável pela produção da eritropoetina que estimula a eritropoiese (produção de hemácias). URETERES São formados por epitélio de transição e tem parede mais espessa quanto mais próximo da bexiga. Ele são estruturas básicas pois apenas conduz a urina. BEXIGA Formado por epitélio de transição (bexiga vazia: cúbica, cheia: pavimentosa) A urina vai ser eliminada através do processo de micção cujo os segmentos do trato urinário que conduz a urina do meio interno para o meio externo é a uretra URETRA Tem o epitéliomais robusto à medida que se aproxima do ambiente externo. Começa pelo epitélio de transição para um pseudoestratificado e, em seguida um epitélio estratificado pavimentoso. Na uretra masculina há três segmentos e feminina apenas um . ● Epitélio simples: faz a troca, trânsito de substância ● Epitélio pavimentoso: resistir a maior impactos. NUTRIÇÃO DO RIM Ocorre através das: 1. Artérias na porção cortical: passam por um processo de filtração. 2. Arteríolas aferentes (entrando) e eferentes (saindo) 3. Artéria interlobular: entre os lóbulos 4. Artéria interlobares: observada entre os lóbulos renais 5. Vasos retos: da região cortical para medular. São os vasos para nutrir os rins como um todo. ** Artérias e veias arciformes: forma um arco que gera a capacidade de observar os corpúsculos renais na porção cortical. Núcleo é ácido ou seja, ele é basofílico, tem afinidade à corantes básicos ANOTAÇÕES: ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………… FOTOMICROGRAFIAS GLOMÉRULOS RENAIS cápsula de bowman formando la estructura esférica (no interior há vasos e podócitos). está presente na região cortical. P= túbulo contorcido proximal, células maiores com lúmen menor. D= túbulo contorcido distal, células mais cúbicas e iguais. MD= mácula densa, células maiores do que do contorcido distal e é junta com ao glomérulo. RAIOS MEDULARES observada na região cortical e são projeções de túbulos renais no sentido medular. URETER estrutura mais simples. Epitélio de transição Lp= lâmina própria BEXIGA Epitélio de transição, lâmina própria, músculo liso ANOTAÇÕES: ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… SISTEMA CIRCULATÓRIO É responsável pelamanutenção da homeostase. O circulatório, mais especificamente, é responsável por transportar nutrientes (vitaminas, aminoácidos..), hormônios, metabólitos, gases... O sistema circulatório é dividido em duas circulações: ● Pequena circulação: compreende em coração(lado direito) artéria pulmonar, pulmões e veias pulmonares ● Grande circulação: coração (lado esquerdo), artéria aorta, tecidos, veia cava É formado por: Coração: É a grande bomba, que bombeia o sangue por uma rede de túbulos . Vasos sanguíneos: ● Artérias: vasos que diminuem de calibre a medida que se ramificam ● Capilares: rede de tubos delgados que se anastomosam. Através de sua parede ocorre a troca de metabólitos, nutrientes, gases.. ● Veias: fusão de capilares e se tornam cada vez mais calibrosas ao se aproximar do coração. Sistema linfático: Drenam o líquido intersticial. . Tecidos que formam os vasos sanguíneos Tecido epitelial que reveste o lúmen cuja as células é pavimentosa simples e é chamado de endotélio. Na camada mediana é composta de tecido muscular liso A camada mais externa é revestida de fibras do tecido conjuntivo Função das células endoteliais: ● Permeabilidade vascular. ● Conversão de angiotensina I em angiotensina II. ● Conversão de bradicinina, serotonina, noradrenalina. ● Degradação das lipoproteínas em triglicerídeos (energia). ● Produção de fatores vasoativos (endotelinas, óxido nítrico). ● Degrada trombina: impede coagulação sanguínea (antitrombogênica) Microvascularização: vasos com diâmetro maior Microvascularização: vasos visíveis apenas com microscópio. É onde ocorre as trocas entre sangue e as células As camadas dos vasos são camada de túnicas e existem 3 tiposdelas:. ● Túnica íntima: Camada de células endoteliais (endotélio), mais interna. ● Túnica média: Células musculares lisas e fibras e lâminas elásticas. ● Túnica adventícia: Tecido conjuntivo com fibras colágenas e elásticas, continua-se gradativamente com o tecido conjuntivo dos órgãos vizinhos. Elas mudam sua quantidade de componentes de acordo com as funções. Um vaso exposto a resistência deve ter uma estrutura diferente do que os que estão exposto à menor resistência. Artéria de médio calibre tem uma grande camada de músculo liso na túnica média. Já uma artéria de grande calibre tem na sua túnica média várias camadas de lâmina elástica pois sofre uma maior distensão devido à maior pressão, como exemplo, em decorrência da sístole do coração. A medida que se afasta do coração as artérias têm uma camada muscular commenos quantidade de lâminas elásticas. Vasa vasorum são pequenos vasos sanguíneos, presente em vasos com parede espessa, que fazem nutrição do próprio vaso sanguíneo. É encontrado na túnica adventícia e na porção mais afastada do lúmen na túnica média. Capilares ……………… … Os capilares são responsáveis pelo troca de metabólitos, nutrientes, gases; então, devido à isso há umamenor resistência e isso interfere nas suas camadas. Elas são menos espessas para permitir a troca de componentes Podem ser classificado com: ● Contínuos: endotélio é contínuo, não apresentando nenhuma interrupção ● Fenestrados: possuem pequenas fenestras por uma delgada membrana semipermeável. É encontrado em tecidos onde acontece intensa troca ● Sinusóide: presença de intervalos entre as células, ou seja, uma camada descontínua. O trajeto desses capilares é tortuoso, e seu diâmetro é relativamente maior do que o observado em outros capilares. Há presença de macrófagos na parede e realiza uma ampla troca entre sangue e tecidos. São encontrados em órgãos hematopoiético (baço e medula óssea) e fígado. Os nutrientes atravessam a parede dos vasos através dos poros, espaços entre células endoteliais (zona de oclusão) e através de pinocitose (prolongamento do citoplasma da célula que engloba e puxa a substância pra dentro da célula formando vacúolo onde vai ser digerido e entregue para os tecidos ao redor). Artérias→ arteríolas→ capilares→ (esfíncter pré capilar - regula a pressão sanguínea dentro do capilar)→ vênulas→ veias Arteríolas: vasos sanguíneos de dimensão pequena que resultam de ramificações das artérias Capilares: vasos sanguíneos que apresentam um calibre reduzido, e destacam-se por ser locais de trocas de substâncias entre sangue e líquido intersticial. Se convergem formando vênulas Vênulas: vasos sanguíneos que transportam sangue de um leito capilar para uma veia. Sua intensificação forma uma veia. Saída e retorno de água para os vasos Ocorre devido à:3 ● Pressão hidrostática: pressão que o líquido exerce sobre a parede do capilar. É responsável pela saída do líquido em direção ao líquido intersticial ● Pressão oncótica: pressão exercida por proteínas plasmáticas. É responsável pela entrada de líquido do espaço intersticial para o vaso sanguíneo. Se o líquido não retornar para dentro do vaso ocorre o EDEMA Alterações da permeabilidade do vaso: Osmastócitos pertencem ao sistema imune e são residentes dos tecidos. Essas células quando estimuladas libera a histamina. A histamina aumenta a permeabilidade vascular. Assim, aumenta a passagem de líquido e células de defesa dos vasos sanguíneos para o tecido. Ocorre em caso de lesões e infecções Veias …………………… .. As veias têm uma camada muscularmenor do que a da artéria, e o que predomina é a tûnica adventícia. Diferente as artérias, as veias (média e grande) possuem válvulas para assegurar que o sangue não volte, sempre fazendo um caminho unidirecional. Vasos linfáticos ……………… … São vasos finos formado por uma célula, a célula endotelial. Eles drenam o líquido intersticial em um sentido único Não possuem músculos liso envolvendo-o , possui válvulas que garante que o fluxo da linfa seja unidirecional (da extremidade no sentido do mediastino - coração). Corpos Carotídeos ……………… … No sistema circulatório também há estruturas que atuam como quimiorreceptores. Nos corpos carotídeos existem um conjunto de quimiorreceptores que estão localizados na bifurcação da artéria carótida comum com a aorta. Eles sensíveis aos teores de CO2 e O2, ou seja, ao Ph do sangue. O sangue com muito CO2 tende a ficar mais ácido e com muito O2 tende a ficar mais alcalinos, então ele detecta essas variações de Ph. Como resposta, eles aumentam a frequência cardíaca, vasoconstrição e frequência respiratória para que ocorra uma a homeostase. Processos patológicos ………………… ● Aneurisma: ocorre a perda do tecido elástico da tûnica média e parte de uma artéria sofre um processo de dilatação anormal. ● Arteriosclerose: processo de endurecimento, perda de elasticidade e espessamento progressivo das paredes das artérias (endotélio). Inicia-se na camada subendotelial passando para tûnica média. ● Enfartes: Obstrução dos vasos importantes. Uma lesão com causas na parada da circulação arterial, assim como qualquer tipo de bloqueio nas artérias. Coração ………………… … Paredes constituídas por três tûnicas: ● Endocárdio: camada interna ● Miocárdio: camada média composta por músculo estriado cardíaco ● Pericárdio: camada mais externa. É dividido em pericárdio visceral/epicárdio (aderida ao miocárdio), pericárdio parietal, e pericárdio fibroso (mais externo). Entre o pericárdio parietal e visceral há um líquido. Estimulo elétrico O coração possui um sistema próprio para gerar estímulos elétricos Nodo sinoatrial e Nodo atrioventricular Condução do estímulo: ocorre pelo Feixe atrioventricular ou hins e fibras de purkinje Em repouso o coração sofre influência do sinoatrial. Em movimento o sofre ação do SNA simpático (taquicardia), quando tem bradicardia te ação do SNA parassimpático. Como ocorre o impulso elétrico? Nodo sinoatrial→ nodo atrioventricular→ feixe de His→ fibras de purkinje→ resto do coração.. Fotografias: Aorta (2 métodos de coloração) Vasa vasorum Artéria Veias, Artérias e capilares Vasos linfáticos Coração ANOTAÇÕES: ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ……………………………………………..…………………. ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… ………………………………………………………………… SISTEMA NERVOSO Os neurônios comunicam-se um com o outro através de uma reação química. Faz a condução elétrica saltar de um neurônio para o outro ● Sistema nervosocentral : encéfalo, medula espinhal ● Sistema nervoso periférico: nervos (prolongamentos de neurônios) e gânglios nervosos Componentes do SN: Neurônios e Células da Glia (sustentação, nutrição, defesa) Meninges SNC ● Dura máter (contato com o osso) ● Aracnóide (mediana) ● Pia máter (contato com o tecido nervoso) Separação do SNC Substância cinzenta: composta por corpos celulares dos neurônios, prolongamentos de neurônios, fibras amielínicas e células da glia. Substância Branca: composta por prolongamento dos neurônios, fibras mielinizadas e neuroglia. No cérebro, a substância branca está no interior e a cinzenta mais exterior. Na medula espinhal a substância cinzenta está no interior e a branca externamente. Medula espinal No interior do H medular há o canal medular Neurônio ● Dendritos: recebem estímulos de células epiteliais ou outros neurônios ● Corpo celular: centro trófico da células, recebe e interpreta os estímulos. No corpo celular há o núcleo da célula ● Axônio: condução do impulso a outros neurônios, células musculares ou glândulas ●Telodendro: botões terminais, onde ocorrem as sinapses. Estão localizadas dentro das fenda sinápticas Neurônio mielinizado conduz de forma mais rápida os estímulos do que os amielinizados pois a bainha de mielina acelera o impulso nervoso. Quanto ao tipo de neurônio ● Multipolares: mais de dois prolongamentos células ● Bipolares: possuem dois prolongamentos e um axônio, gânglios coclear e vestibular, retina mucosa e olfatórios. ● Pseudo-unipolares: próximo ao corpo celular, prolongamento único Quanto a função ● Motores: enviam estímulos (glândulas endócrinas, exócrinas, fibras musculares) ● Sensoriais: recebem estímulos (do ambiente ou do próprio organismo). Recebe a informação, leva até o cérebro, interpreta, passa pela medula espinhal até uma fibra motora para ter a reação. ● Interneurônios: estabelecem conexões entre neurônios. Corpúsculo de Nissl É uma substância composta de retículo endoplasmático do neurônio concomitantemente com agregados de polirribossomos livres A quantidade de RER varia de acordo com o estado funcional da célula, mais abundante nos motores Potencial de ação O estímulo entra no dendrito passa pelo corpo celular do neurônio e chaga ao s axônios. Quando o neurônio está em repouso, a membrana do lado externo é positiva (Na+) e a interna é negativa (K). Quando tem potencial de ação chegando, os canais de sódio se abrem e ocorre a entrada de sódio e a saída de potássio, invertendo a polaridade (membrana interna positiva e membrana externa negativa). Fazendo o impulso andar pelo neurônio. Para a célula voltar pro repouso (repolarização), é dada pelo funcionado da bomba de sódio potássio. Ele Pega o sódio dentro da célula e joga para fora, assim como, traz o potássio para dentro da célula novamente, fazendo com que a membrana da célula volte a ficar positiva do lado de fora e negativa do lado de dentro. Sinapse 1. O potencial de ação chega ao terminal axônico → Os canais de ca+2 se abrem e o Ca2+ entra na célula→ O cálcio sinaliza para os vesículas e elas se movem para a membrana. 2. As vesículas ancoradas liberam os neurotransmissores por exocitose e os neurotransmissores se difundem pela fenda sináptica e se ligam aos receptores. 3. A ligação do neurotransmissor com os receptores ativa as vias de transdução dos sinais. Tipos de sinapse ● Axodentrítica: Axonio→ dendrito ●Axiomática: axônio→ corpo celular (sem passar pelos dendritos) ● Dendrodendríticas: entre os dendritos ●Axoaxônicas : entre axônios Células da neuroglia Não geram impulsos nervosos nem formam sinapses. São capazes de realizar divisão mitótica mesmo em adultas. Elas dão apoio, fazem isolamento, nutrição e equilíbrio iônico. ●Astrócitos: células encontradas no SNC, maiores células da neuroglia, núcleo esférico e central, auxilia na nutrição dos neurônios. Reveste superfície vascular e faz uma barreira hematoencefálica (estrutura de permeabilidade altamente seletiva que protege o snc de substâncias potencialmente neurotóxicas presentes no sangue. É essencial para função metabólica normal do cérebro.) ● Oligodendrócitos: faz a produção da bainha de mielina do SNC. ● Microglia: Células imunológicas, fazem parte do sistema mononuclear fagocitário. Tem aspecto espinhosos. ●Células ependimária: Reveste as cavidades do SNC, podem apresentar cílios Canal medular com células ependimárias revestindo-o Cerebelo : (1) camada molecular, (2) camada de purkinje, (3) camada granulosa ANOTAÇÕES: ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… Sistema nervoso periférico Formado por fibras nervosas, envoltas por bainha de mielina produzidas pelas células de Schwann. Fibras do tipo C: amielinizadas, neurônio sensitivo da pele, impulsos dolorosos. Demora a percepção. Tipo A e B:mielinizadas, neurônios motores e sensitivos. Quando as fibras nervosas estão agrupadas formam os feixes e dos feixes agrupados formam os nervos. Revestimento ● Epineuro: tecido conjuntivo denso colágeno envolve todo o nervo. ● Perineuro: tecido conjuntivo menos denso envolve um feixe de nervos (fascículo) ● Endoneuro: tecido conjuntivo de fibras reticulares que envolve cada uma da fibras nervosas. Epineuro no lado superior direito Seta: perineuro envolvendo um fascículo AB: fibra envolta do endoneuro Plexo coróides e líquido cefalorraquidiano O plexo coróide produz o líquido cefalorraquidiano, ele é composto por epitélio cúbico simples e fica localizado próximo ao cerebelo O LCR tem cor clara, é composto por poucas células e tem renovação contínua. Ele regula o metabolismo do SNC e proteção contra trauma. ANOTAÇÕES: ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… …………………………………………………………………………………………………… Sistema digestório Dentro da cavidade oral até o anus há uma rede de tubos que vai tornar possível absorver nutrientes além das glândulas anexas - Função: quebrar grandes moléculas e transformar em micromoléculas. Ex: proteínas são macromoléculas e são degradadas até chegar a unidade básica, os aminoácidos que serão absorvidos no intestino. Nos ruminantes o estômago é compartimentalizado e 3 partes fazem degradação de matéria verde (rúmen, retículo e omaso) No retículo e omaso ocorre digestão mecânica para melhor degradação. No abomaso ocorre a digestão química, é considerado o estômago químico do ruminante. A partir do esôfago, o túbulo se organiza de maneira com 4 camadas: ● Camadamucosa: mais interna, contato com o lúmen. É uma camada epitelial e contém lâmina própria. Ela promove uma barreira semipermeável entre o conteúdo do tubo digestório e o meio interno. Além disso, produz muco para proteção, enzimas, lubrifica para facilitar o transporte e digestão do alimento e promove absorção. Separando a camada mucosa da submucosa há a camada muscular da mucosa (camada pequena de músculo liso) ● Camada submucosa: reveste a camada mucosa, há presença de glândulas salivares e plexo nervoso submucoso. ● Camada muscular: reveste a submucosa.Tem fibras musculares lisas. Essas células musculares fazem a contração, através dos movimentos peristálticos. Ocorre devido aos estímulos do plexo nervoso submucoso (camada submucosa) e mioentérico (entre as fibras musculares) que estimulam as células do músculo liso empurrar/homogeneizar o alimento ao longo do trato digestório. ● Camada serosa: reveste todas essas redes de túbulos. Tem uma fina camada de tecido conjuntivo frouxa - mesotélio. Na lâmina própria da camada Mucosa, tem células de defesa, os macrófagos, linfócitos, plasmócitos. CAVIDADE ORAL ……… ………………………….. Tem revestimento de epitélio pavimentoso estratificado, possui pequena camada de queratina. Nos animais que se alimentam de matéria verde a camada de queratina é mais densa pois eles seus alimentos são mais fibrosos. 1. Teto da boca: o palato duro é tecido conjuntivo aderido a um tecido ósseo revestido por epitélio pavimentoso estratificado. Já, o palato mole é formado pormúsculo estriado esquelético. 2. Língua: composta por músculo estriado esquelético em diferentes planos. É recoberta por mucosa que varia de acordo com a região. Face ventral:mucosa lisa Face dorsal: irregular com pequenas saliências (papilas) Fase posterior (amígdala): chamada também de tonsilas linguais, é uma estruturas que pertencem ao sistema imune também (presença de nódulos linfáticos). O processo de digestão se inicia e a língua tem função de homogeneizar (graças ao músculo estriado esquelético), e empurrar para o dentro o processo de mastigação. Papilas gustativas: são terminações nervosas que captam os sabores. Estão presentes nas diferentes papilas - Papilas circunvaladas: Há grandes quantidade de corpúsculos gustativos, é circunscritas por um sulco onde desembocam glândulas salivares. Tem aspecto de um círculo grande - Papilas fungiformes: pouco frequente, não há corpúsculo gustativos, tem aspecto de cogumelo - Papilas filiformes: mais numerosa, não contém corpúsculos gustativos. É em formato de espículas, afiladas. - Foliácea: tem tecido conjuntivo entrando pra dentro do epitélio como se fosse dedos. Têm corpúsculos gustativos. Abaixo das papilas há os botões gustativos, eles identificam o sabor dos alimentos e mandam a informação para o SNC. O epitélio reveste todo o corpo e o que reveste o trato digestório não vai ser o mesmo do início ao fim. Por exemplo, o lábio é epitélio estratificado pavimentoso queratinizado, porém à medida que vai aprofundando para os segmentos mais profundos do trato digestório, esse epitélio que é mais robusto deve diminuir pois há a necessidade de absorver nutrientes. Na cavidade oral ainda há o epitélio robusto pois vai entrar em contato com mastigação, componentes rígidos do alimento. Porém, esse epitélio começa a perder a camada de queratina. E assim sucessivamente até chegar ao epitélio simples…. FARINGE ……………… ………… Comum ao aparelho digestivo e respiratório. É revestida por epitélio estratificado proximo ao esofago e cilincrido pseudo-estratificado na traqueia. ESOFAGO …………… ……… Tubo muscular que transporta alimento da boca ao estômago. É composto de epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado. Sua submucosa há glándulas mucosas (glándulas esofágicas). Na camada muscular há músculo estriado esquelético (superior), músculo liso misturado com estriado esquelético (porção média) e músculo liso (inferior) ESTÓMAGO …………………………………… …………….. O estômago dos ruminantes, que são poligástricos, é dividido em Rúmen, retículo, omaso e abomaso. 1. O animal ingere a comida e na boca mastiga. 2. Em seguida vai pro rúmen e é degradado pela celulase, o rúmen contrai e expulsa o gás que foi produzido e parte do material vai para o retículo. 3. O retículo joga pra boca que vai mastigar novamente e volta para o omaso, onde ocorre a degradação física aumentando a superfície de contato. 4. Depois vai para abomaso e ocorre a digestão. E, por fim, vai para o intestino para ocorrer a absorção Rúmen As papilas ruminais não tem muscular da mucosa, é uma câmara de fermentação da matéria verde pela enzima celulase que é produzida por microbióticos. Retículo Tem estruturas parecidas com redes, são as cristas reticulares, elas possuemmuscular da mucosa. Omaso Composto de epitélio queratinizado e tem submucosa pouca desenvolvida. Há presença de lâminas onde a muscular da mucosa e a camada muscular são desenvolvidas. Nele ocorre a tritura mecânica. Abomaso Órgão endócrino e exócrino. Exócrino: produz enzima para digestão do alimento. Início da digestão das proteínas e continuação da digestão dos carboidratos Endócrino: produz hormônios, a leptina que dá a sensação de saciedade. ESTÓMAGO ……… ………………………... O estômago é diferenciado em porções: ● Cárdia: Estreita faixa de mucosa, há fosseta e na região mais interna da fosseta há glândulas. Essas glândulas secretam enzimas através da fosseta até a cavidade estomacal. Há também células parietais (oxíntica) que vão produzir HCL ● Corpo ● Antro Pilórico/ Fundo: tem lâmina própria, glândulas tubulosas ramificadores (glândulas gástricas ou fúndicas). A mucosa do estômago é pregueada, com instâncias chamadas de fossetas, que são invaginações que permitem o contato das camadas mais profundas do estômago com a região externa da cavidade. Sua camada mucosa: epitélio cilíndrico simples, células plasmáticas secretoras de muco (PAS- positivas) CÉLULAS DAS FOSSETAS Células presente: células fonte, parietais ou oxínticas, mucosas do colo, zimogênicas ou principais (produz pepsina) e enteroendócrinas. 1. Célula fonte: fazem a reposição das células da fosseta da superfície do estômago 2. Células parietais e oxínticas: Produz o ácido clorídrico, principalmente na região do colo. Tem o citoplasma eosinofílico (+rosa), produz um fator antianêmico intrínseco que faz a absorção de B12. É controlado pela gastrina e histamina que controlam o processo de secreção 3. Células zimogênicas: se localizam na parte glandular e sintetizam proteínas, pepsina gênios e lipases. 4. Células enteroendócrinas: produz a gastrina e HCL, presente em grande quantidade na parte pilórica No estômago é preciso secretar ácido (HCL) e o ácido não pode destruir a células do próprio estômago. No conteúdo secretado além de enzimas digestivas, as glândulas produzem também uma camada de muco a fim de proteger o Ph ácido em decorrência do ácido clorídrico A célula parietal vai secretar o HCL e ela não secreta o ácido clorídrico pronto, apenas secreta os ingredientes e eles se unem na atividade estomacal. Pois, se no interior da célula já tivesse HCL pronto, ele poderia dissolver a própria célula. Lábio queratina: mais clara Porções mais afastadas: não tem queratina Língua: (baixo para cima) Músculo esquelético em sentidos distintos Papílas filiformes: epitélio pavimentoso estratificado pouco queratinizado Papila fungiforme: com papilas gustativas Papilas valadas ou circunvaladas: Papila foliácea: tem tecido conjuntivo entrando pra dentro do epitélio como se fosse dedos Esôfago (cima para baixo) mucosa, submucosa, muscular, serosa esôfago Ponto que sai do esôfago para o estômago Esôfago, epitélio estratificado e no estômago simples. Estômago Epitélio simples cilíndrico com fossetas. Glândulas fúndicas: produção do HCL e outros componentes do processo de digestão. Células principais e parietais Intestino delgado Vilosidades na região apical Plexos nervosos 1º submucoso / 2º mientérico Intestino Grosso não há vilosidades, há criptase grande quantidade de células caliciformes. ……………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………… INTESTINOS Delgado ……………………………………………………………………………. Onde ocorrem os processos finais de digestão e início da absorção. Porções: duodeno, jejuno, íleo. Revestimento ●Olho nú - pregueado (dobras da mucosa e submucosa) ● Microscopia - Vilosidades intestinais que são inveginações da membrana mucosa para aumentar a superfície de contato. No duodeno tem formas foliáceo e no íleo aspecto digitiformes (dedos). ●Endobactérias: protegem formando uma barreira contra microorganismo invasores, impedindo assim, a fixação deles. Há glândulas tubulosas simples chamadas de intestinais presente na camadamucosa e desembocam no ponto de inserção dos microvilos. E também, há lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo. Células que compõe o epitélio ● Cilíndrico simples (tem microvilosidades que faz a absorção) com células caliciformes (produz muco-proteção) e vilosidades. ● Paneth: produz lisozimas que controla a microbiota intestinal ● Enteroendócrinas: produz polipeptídeos ●Células M: revestem os nódulos linfáticos da placa de prayer e íleo Há vasos sanguíneos, linfáticos, inervação intrínseco (plexo mioentérico e submucoso) e extrínseca (fibras colágenas do parassimpático - estimula a atividade do músculo liso intestinal e fibras adrenérgica do simpático - atenuam a atividade do músculo liso intestinal) DUODENO ● Onde ocorre a maior parte da digestão. ● Há glândulas intestinais na mucosa. ● Há glândulas duodenais na submucosa que produzem glicoproteínas neutra, ela é uma substância alcalina e protege a mucosa contra a acidez estomacal. Ph ideal para ação de enzimas pancreáticas. JEJUNO Sem glândulas nas camadas submucosa, apenas intestinais ÍLEO Nele ocorre um filtrado alto não dá pra observar as estruturas nas fotomicrografias. ● Vilosidades intestinais ●Camadamucosa com conjunto de células linfáticas (placa de prayer) Grosso ……………………………………………………………………………. ● Membrana mucosa lisa (ausência de pregas) ● Ausência de vilosidadesmas possuem microvilosidades ● Poucas células enteroendócrinas ● Absorção da água e formação do bolo fecal ● Na mucosa tem glândulas intestinais ● Lâmina própria rica em linfócitos e nódulos linfáticos Ceco Câmara de fermentação em equinos. Também é conhecido como apêndice em alguns seres e não tem utilidade. No ceco há bactérias e protozoárias que produz celulose e destrói a parede células do alimento Cólon Tem a porção ascendente, transversa, descendente e sigmóide. Reto Substituição do epitélio de colunas para pavimentoso estratificado com presença de plexo venoso …………………………...………………………………………………………………………… ………...…………………………………………………………………………………...……… …………………………………………………………………………...………………………… ………………………………………………………...…………………………………………… ……………………………………...……………………………………………………………… …………………...………………………………………………………………………………… ...…………………………………………………………………………………...……………… …………………………………………………………………...………………………………… ………………………………………………...…………………………………………………… ……………………………...……………………………………………………………………… …………...…………………………………………………………………………………...…… ……………………………………………………………………………...……………………… ...…………………………………………………………………………………...……………… …………………………………………………………………...………………………………… ………………………………………………...…………………………………………………… ……………………………...……………………………………………………………………… …………...…………………………………………………………………………………...…… ……………………………………………………………………………...……………………… ...…………………………………………………………………………………...……………… …………………………...………………………………………………………………………… ………...…………………………………………………………………………………...……… …………………………………………………………………………...………………………… ………………………………………………………...…………………………………………… ……………………………………...……………………………………………………………… …………………...………………………………………………………………………………… ...…………………………………………………………………………………...……………… …………………………………………………………………...………………………………… ………………………………………………...…………………………………………………… ……………………………...……………………………………………………………………… …………...…………………………………………………………………………………...…… ……………………………………………………………………………...……………………… GLÂNDULAS ANEXAS Pâncreas …………… ………………………………………………. ● Porção acinosa: exócrina, produz suco pancreático (secreção com água e íons - bicarbonato- e enzimas digestivas). Essas enzimas são armazenadas na forma inativa nos grânulos de zimogênios e são ativados no lúmen devido ao Ph. Essa porção é controlada pela secretina (rica em bicarbonato) e colecistocinina (estimula secreção de enzimas) ● Porção coronal: endócrino, formado por ilhotas de langerhans que é composta células cordonais rica em capilares. Células das ilhotas: ● Alfa: produz glucagon (aumento da concentração da glicose no sangue). É localizada na periférica ● Beta: basófilas, produz insulina (diminui a concentração de glicose no sangue). Localizada centralmente. ● Células delta: produz gastrina e somastina (inibidores de secreção das outras células de uma ilhota) Fígado …………… ……………………………………………… ● Segundo maior órgão do corpo e a maior glândula. ● Possui dupla irrigação (80% da veia porta - rico em nutrientes e pobre em 02 / 20% pela artéria hepática - rica em O2). ● Circulação sanguínea centrípeta e circulação de bile centrífuga. É composto de hepatócitos que produz bile, a bile emulsiona os glóbulos de gordura aumentado sua superfície de contato para os ataques das lipases. Assim, facilitando a absorção de gorduras. O pigmento da bile é originado da degradação das hemácias velhas pelo baço através do macrófago. Atividades: ● Realiza a detoxificação de compostos naturais (hormônios esteróides), medicamentos, álcool, amônia e converte em ureia. ● Produz proteínas plasmáticas ● Metaboliza gordura ●Armazena Fe, ácido fólico, vitamina b12, glicogênio. Arquitetura Externamente revestido por uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso que faz invaginações dentro do parênquima hepático formando lóbulos. É observado nos lóbulos ramo da artéria hepática, veia centro lobular, capilares sinusóides (brancos), cordões hepáticos (entre os capilares), ducto biliar (epitélio cúbico simples) ● Aréa portal é feita de tecido conjuntivo ao redor dos lóbulos e nessa área há a tríade portal ANOTAÇÕES: …………………………………………………………………………………...………………… ………………………………………………………………...…………………………………… ……………………………………………...……………………………………………………… …………………………...………………………………………………………………………… ………...…………………………………………………………………………………...……… …………………………………………………………………………...………………………… ………………………………………………………...…………………………………………… ……………………………………...……………………………………………………………… …………………...………………………………………………………………………………… ...…………………………………………………………………………………...……………… …………………………………………………………………...………………………………… ………………………………………………...…………………………………………………… ……………………………...……………………………………………………………………… …………...…………………………………………………………………………………...…… ……………………………………………………………………………...……………………… ...…………………………………………………………………………………...……………… …………………………………………………………………...………………………………… ………………………………………………...…………………………………………………… ……………………………...……………………………………………………………………… …………...…………………………………………………………………………………...…… ……………………………………………………………………………...……………………… ...…………………………………………………………………………………...……………… Sistema respiratório ●Porçãocondutora - Conduzir o O2 para pulmões e CO2 para fora. Tem função de aquecer devido à presença de vasos sanguíneos, umidificar devido a mucosa presente e limpar/filtrar. É composta pela narina, cavidade nasal, faringe, laringe, traqueia, brônquios primários e bronquíolos. ● Porção transitória - composta por bronquíolos respiratórios ● Porção respiratória - Onde ocorre a hematose. É composta pelos alvéolos. Nos alvéolos tem artéria pulmonar e veia pulmonar irrigando-o. Sistema respiratório em Aves Possui a siringe que liga a traquéia aos brônquios, faz a ave emitir o som de canto. Sacos aéreos diminuem a densidade da ave fazendo com que ela fique mais leve para voar Epitélio respiratório Epitélio pseudo estratificado cilíndrico ciliado. Tem glândulas mucosas serosas, rede vascular na lâmina própria e um importante componente do sistema imune. FOSSAS NASAIS . ● Vestíbulo: área anterior e dilatada composta por epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado. Tem pelos que são a primeira barreira à entrada de pó nas vias aéreas ● Área respiratória: maior parte das fossas, epitélio pseudoestratificado ciliado com células calciformes. Possui glândulas mistas que ajudam a manter úmidas as paredes ● Área olfatória: onde há os quimiorreceptores do olfato LARINGE . . Tubo irregular que une a faringe à traquéia, é composta por peças cartilaginosas irregulares chamadas cartilagens tireóide, cricóide, aritenóides TRAQUEIA . . Inicia-se na laringe e termina ramificando-se nos dois brônquios extrapulmonares. Epitélio do tipo respiratório com mucosa secretora e células caliciformes ● Há lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo rico em fibras elásticas e glândulas do tipo mucoso. ● Batimento ciliar em direção à laringe para expulsar as impurezas ● Barreira linfocitária ● Apresenta número variável de peças de cartilagem do tipo hialina ●Região dorsal voltada para o esôfago composto de musculatura BRÔNQUIOS . . ● Ramosmaiores com mucosa idêntica da traqueia ● Ramosmenores com epitélio podendo ser cilíndrico simples ciliado ● Envolto por umamusculatura lisa de forma espiral ● Tecido conjuntivo rico em fibras elásticas ● Nos pontos de bifurcação tem nódulos linfáticos BRONQUIOLOS . . ●Diâmetro menor que 1 mm, não apresentam cartilagem, glândulas ou nódulos linfóides. ● Nas porções iniciais é cilíndrico simples ciliado e na porção final cúbico simples ●Células calciformes em menor número e pouca lâmina própria ●Camada muscularmais desenvolvida do que nos brônquios ● A musculatura dos brônquios e bronquíolos estão sob controle do nervo vago e do sistema nervoso simpático. Estimulação vagal (parassimpática): diminui o diâmetro / Estimulação simpática: aumenta o diâmetro. BRONQUÍOLO TERMINAL . . Última porção da árvore brônquica, semelhante ao bronquíolo porém com parede mais final, epitélio cilíndrico simples ou cúbico ciliado ou não ciliado ● Término da porção condutora. BRONQUÍOLO RESPIRATÓRIO . . ●Tubo curto, às vezes ramificado composto por epitélio cilíndrico simples ou cúbico podendo ser ciliado ● Aparecem os primeiros alvos onde iniciam a troca de gases ●Camada muscular mais delgada do que no bronquíolo terminal ● Aparecem descontinuadas em artes histológicas DUCTO ALVEOLAR …………………… ………………... ● Iniciam a porção respiratória ● Longos e tortuosos formados por ramificações dos bronquíolos respiratórios ● Inúmeros álveos e sacos alveolares em suas paredes ●Presença colágenos e elastinas ●São últimos segmentos que apresentam musculatura lisa SACOS ALVEOLARES OU ALVÉOLO … … Os aveolos são pequenas invaginaçoes em forma de saco encontradas nos sacos alveolares, ductos alveolares e bronquíolos respiratórios. ● Responsável pela estrutura esponjosa do parênquima pulmonar ● Pequenas bolsas semelhantes a favor de colmeia ● Parede de camada epitelial fina associada a capilares região branca: alvéolo e camada envolvida é o septo alveolar, com parede delgada Septo alveolar: camada em comum ao alvéolo vizinho feito de epitélio pavimentoso simples com capilares, fibras elásticas, fibroblastos Células que compõe o septo: células endoteliais (são mais numerosas e fazem o revestimento dos vaso), pneumócito I (célula epitelial de revestimento), pneumócito II (menos frequente, aparecem em grupos de 2 a 3 células nos pontos que as paredes celulares se tocam. Produzem fosfolipídeos, proteínas, glicosaminoglicana constante) Surfactante; é uma película protéica produzida pelo pneumócito tipo II, ele diminui a tensão superficial em cima do pneumócito tipo II, fazendo com que eles não se aproximem um do outro para diminuir a força que seria necessária na inspiração caso os pneumócitos colaborassem. Assim, eles permitem que alvéolos sejam inflados com mais facilidades na inspiração, diminuindo o esforço muscular. Ele está em renovação constante devido aos vasos linfáticos Poro alveolar: útil para igualar a pressão entre os alvéolos, circulação colateral do ar em caso de obstrução. CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA NOS PULMÕES ● Vasos nutridores: artéria brônquica que acompanham a árvores brônquica indo apenas até os bronquíolos respiratórios ● Veias brônquicas ● Vasos funcionais: artéria pulmonar (sangue venoso) e veia pulmonar (sangue arterial) ● Vasos linfáticos: rede superficial ● Pleura: parietal e visceral. Contém líquido que evita o atrito entre as membranas Inspiração Diafragma contrai, aumentando o espaço da cavidade, ocorrendo a expansão do tórax para o ar entrar Expiração Intercostais relaxam, diafragma sobe e comprime o pulmão ajudando a expulsão do ar, parte interior do tórax diminui. Anotações …….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….… ….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….……. …….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….… ….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….……. …….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….… ….…….…….…….………….…….…….…….…….…….…….…….……. …….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….… ….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….…….……. Sistema imunitário e Órgãos linfóides Função: ●Defender o organismo de microrganismos e moléculas estranhas (toxinas produzidas por microorganismo) ● Identifica moléculas próprias, para evitar ataque desse sistema em células do próprio hospedeiro. Caso ocorra uma deficiência identificação acaba causando doenças autoimune ● Neutralizar os efeitos prejudiciais das moléculas estranhas ● Destruir microorganismo Componentes do sistema imune ● órgãos primários: onde ocorre a produção das células que vão defender o organismo do animal (produção e maturação), dentre desse órgãos não existe resposta imunológica. Ex:medula óssea (produção de todos tipos de linfócitos e todas células que compõem os glóbulos brancos), timo (trabalha com a maturação de linfócitos tipo T) ●órgãos secundários: Onde ocorre resposta imunológica dentro dele. Ex: Baço, Linfonodo (funciona como filtros do sistema linfático), amídalas Timo …… . Órgão linfóide primário, situado no mediastino na altura dos grandes vasos do coração. ● Possui dois lóbulos envolvidos por uma cápsula de tecido conjuntivo, essa capsula original setps incompletos fazendo uma divisão de lóbulos ● Dividido em duas zonas: cortical e medular ● Desenvolvimento máximo no feto e no recém nascido, apó a puberdade ele regride e perde a função devido à alguns hormônios, como: - Cortisol: atrofia a camada cortical do timo - Hormônios sexuais: aceleram a involução - Castração tem efeito oposto cortical: predominan linfócitos em diferentes estágios ● sem presença de nódulos ● disposta de maneira contínua ● intensa atividade mitótica medular: ● linfócitos menos frequentes ● raros macrofagos ● Linfócito T maduros ** corpúsculo de hassall: composto de células reticulares epiteliais achatadas, arranjo concentro Circulação sanguínea no timo: ● Capilares sem poros e com lâmina basal espessa ● barreira hematotímica ● não possui vasos linfáticos aferentes: não é filtro de linfa ● poucos vasos linfáticos: todos eferentes Timo Nódulos ou folículos linfáticos . Tecido linfático: - frouxo: rede de células fixas - denso: células livres: linfócitos -nódulos: células livres formando estruturas esféricas ficam localizados no tecido conjuntivo - mucosa ● Tonsilas e placa de peyer (íleo), tem o acúmulo desse nódulos. ● são corados pela hematoxilina e ficam com uma coloração bem arroxeada. O Interior do nódulo menos corado é o : centro germinativo, os imunoblastos ficam no centro e linfócitos na periferia. Interino grosso com nódulo linfóide Camada cortical, medular e corpúsculo de hassal (circulado) Linfonodos: são órgãos encapsulado constituído de tecido linfóide , estão espalhados pelo corpo, sempre no trajeto de vasos linfáticos. ● Possuem forma de rim e possuem hilo ( onde penetram artérias nutridoras e saem as veias) ● Tem função de filtrar a linfa São divididos em - Cortical: tecido linfóide frouxo, possuem seios subcapsulares e peritrabeculares e são ausentes na região do hilo - Medular: tecido linfóide denso, organizados em formas de cordões. seios medulares: recebem linfa dos seios da cortical, levam para os vasos linfócitos eferentes Linfócitos -> saem dos vasos eferentes -> sangue -> retorna pelas veias Tonsilas …… . São aglomerados de tecido linfóide que possuem cápsula de tecido conjuntivo denso envolto. Abaixo tem epitélio pavimentoso estratificado Dívidas em: ● Tonsila palatina (epitélio estratificado plano, única que possui criptas), Faringeana eLinguais. Baço …… Maior órgão com tecido linfóide, único que faz parte da circulação sanguínea ● É rico em células fagocitárias ● Tem circulação aberta: contato íntimo com sangue/células devido ao capilares sinusóides ● Hemocaterese ● formação de linfócitos e faz a defesa ● Envolvido por uma cápsula de tecido conjuntivo e nela há musculatura lisa. ● Trabéculas são invaginações do tecido conjuntivo com o músculo ● Possui hilo: onde penetra nervos e artérias e saem veias e vasos linfáticos ● Tem estrutura esponjosa É dividido em poupa branca composta de nódulos linfóides cheios de linfócitos e no interior dos linfócitos há uma arteríola bem fina e vermelha composta de capilares sinusóides estrutal: composto de fibras reticulares e macrofagos Células do sistema imune ● Linfócito T: são células que se originam na medula óssea e maturação no timo ● Linfócitos B: produzidos na medula óssea e saem prontos. Quando estimulados transformam-se em plasmócitos que são células que vão produzir os anticorpos, estruturas que vão se ligar ao antígeno neutralizando o mesmo. O processo de maturação do linfócito B nas aves ocorre na bursa de fabricius ● Plasmócitos: transformam-se através do linfócito B ● Monócitos: se juntam formando os macróagos ● Macrofagos: fazem fagocitose, “engloba” virus, bactérias e resto de fragmentos de células, digerindo-os. São as primeiras células a aparecerem em uma lesão, as primeiras a ter um contato inicial. Também é uma célula apresentadora de antígeno ● Neutrófilo: fazem fagocitose, liberam redes, são granulados ● Basófilos ●Mastócito: liberam histamina, modulam as respostas inflamatórias, libera substância vasoativa para aumentar a migração de células de defesas para o organismo. Divisão dos leucócitos: Agranulócitos Granulócitos Linfócito B: origem na medula óssea, depois de prontos vão para os órgãos linfóides secundários como baço, linfonodos, amidas e ali eles produzem a resposta imunológica humoral. ● Em sua membrana tem IgM ●Os que não se diferenciam em plasmócitos eles se diferenciam em linfócitos B de memória ● Proliferam quando ativados por antígenos formando plasmócito e daí os anticorpos Linfócito T: Precursores na medula óssea e maturação no timo. São dividos em subpopulações T- helper: estimulam linf T e também a transformação do linfócito B em plasmócito T- supressores: inibem a resposta humoral e celular além de apressar o término da resposta T- citotóxica: agem diretamente sobre as células estranhas , produzem perforinas T de memória: reagem com rapidez a reintrodução e um antígeno Células apresentadoras de antígenos ● Processam antígenos a apresentam aos linfócitos T ● Favorecem a resposta imunológica ● Geralmente composta por macrófagos, Células de Langerhans (epiderme) ● Contém células dendríticas que retém os antígenos que se encontram nos centros germinativos Como ocorre a resposta imunológico? 1. Linfócito T vai até o timo e sofre o processo de maturação 2. Com a bactéria entrando no tecido vem o macrofago digerindo e depois expõe a informação da bactéria ou vírus que estão causando a lesão. 3. O linfócito T chega e lê a proteínas no MHC do macrofago e depois ele sofre sua expansão clonal onde ele começa a se dividir por mitose. Citocinas: são polipeptídeos ou glicoproteínas produzidas por diversos tipos celulares. Não são antígenos específicos e são mediadores químicos que ajudam na modulação da resposta imune. Imunização ● Vacinas: contém micro-organismos (vírus ou bactérias) mortos ou enfraquecidos, ou seja, incapazes de nos transmitir doenças. Entretanto, tais antígenos, mesmo inativos, são reconhecidos pelo nosso corpo e o estimulam a produzir anticorpos, assim, nosso organismo produz células de memória que ficam no sangue e permitem uma resposta secundária. Chamamos de imunização ativa. Assim, a resposta será mais rápida quando tiver contato com o agente etiológico. ● Soro: já possui os anticorpos agregados (produzidos previamente em outros organismos, normalmente mamíferos de grande porte) porque necessita de uma resposta imediata. Chamamos de imunização passiva anticorpos prontos . Resposta imune ● Resposta celular ou inata: dependente de células, é uma resposta imunológica própria do organismo, não tem grau de especificidade Eles respondem matando as células que estão infectadas por vírus ou bactérias, pois as células infectadas expõe moléculas estranhas em suas superfícies e logo são identificada pelo sistema imunológico. ● Imunidade humoral o adquirida ou adaptativa: são específicas para cada agente etiológico, são glicoproteínas circulantes (anticorpos). Eles neutralizam moléculas estranhas e participam da descrição de células que contenham essas moléculas. Antígeno é uma macromoléculas de composição proteínas, ela é imunogênica ou seja, estimula o sistema imunológico. Epitopo ou determinante antigênico: determinada proteínas que vão ser identificado pelos linfócitos T Imunoglobulinas ● IgA: presente em pequenas quantidades no sangue e em maior quantidade no organismo. Está presente nas secreções como exemplo: lágrima, leite, saliva… ● IgM: está em pequena fração, predomina no início da resposta imune e junto com a IgD constitui receptores dos linfócitos B. Ela também ativa o sistema complemento, que é um conjunto enzimático existente na célula que quando ativados, as enzimas digerem a própria célula. ● IgD ● IgE: está relacionada à alergia/choque anafilático, tem afinidade pelos receptores de mastócitos e basófilos. Estimula também a liberação de histamina (vasodilatador) e heparina (anticoagulante) ● IgG: mais abundante no plasma, transpassa a barreira placentária para o feto durante o desenvolvimento do mesmo. ANOTAÇÕES ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. ……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..……..…….. SISTEMA ENDÓCRINO Tem ligação com o sistema nervoso. O SN tem uma ação mais localizada, os neurossecretores são lançados em determinada região para determinada atividade. Já o sistema endócrino produz substâncias que têm seu tecido alvo de ação longe do seu lugar de secreção. ● É um sistema com função de transportar hormônios pelo sangue. Ele pode estimular ou deprimir atividades. ● Seu alvo é em tecidos ou órgãos. Tem efeitomais duradouro do que o SN ● Regulação: SNC e gandula endócrinas Hipófise ……… …… ………….. ●Pequeno órgão, localizado no osso esfenóide ● Revestida por tecido conjuntivo ● Tem um pedículo que liga o órgão ao hipotálamo (possui relações anatômicas e funcionais). ● Possui dupla origem (nervosa e ectodérmica) 1. Neurohipófise: porção nervosa, só armazena hormônio 2. Adenohipófise: porção ectodérmica. É dividida em três partes: pars distalis, pars intermedia e parts tuberlis. Essa porção produz e armazena. Irrigação: Dois grupos de artérias: artérias hipofisárias superiores direita e esquerda - irrigam a eminência mediana e infundíbulo - plexo capilar primário: capilares fenestrados. Eles precisam ser impermeáveis para caírem na corrente sanguínea. Os capilares do plexo primário se juntam formando as vênulas e veias portais. - formam um plexo secundário: íntima relação com as células da adena hipófise Sistema porta hipofisário: Tem como função Irrigar e acelerar a comunicação do hipotálamo com a adenohipófise. Adeno hipófise Sintetiza, acumula e libera hormônios produzidos localmente através da liberação dos pré-hormônios liberados no hipotálamo. ● Células cromófilas: têm grânulos citoplasmáticos, situados na margem dos capilares, citoplasma bem corado. São divididas em acidófilas ou basófilas ● Células cromófobas: sem grânulos, citoplasma reduzido/pouco corado. Essas células têm a mesma função só que as clorofilas estão mais ativas, em fase de secreção diferentes. Cromófilas: Hormônio do crescimento (somatotrofina) - biotransformada no fígado - Estimula o metabolismo celular geral - Atua na cartilagem epifisária dos ossos longos - Excesso gera o gigantismo (em adultos gera acromegalia) e a deficiência nanismo. Célula mamotróficas ● mais numerosas no sexo feminino ● secretam hormônio lactogênio (prolactina) - atua junto a P4 no desenvolvimento das glândulas mamárias Células gonadotrófica ● Produz FSH - estimula o crescimento dos ovários e a espermatogênese. ● Produz LH - atua no processo final de maturação dos folículos ovarianos, formação do corpo lúteo - no homem estimula a produção de testosterona. Células tireotróficas ● Produzem o hormônio tireotrófico - estimula a síntese e liberação dos hormônios da tireoide T3 E T4 Células corticotróficas ● Produzem o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) - atua sobre as células da cortical d adrenal estimulando a síntese e liberação de cortisol Parte distal e intermediária da adeno hipófise Pare branca: fenda hipofisária N: neuro hipófise Relação hipotálamo-adenohipófise Produzem hormônios peptídicos: atuam como liberadores ou inibidores dos hormônios produzidos na adenohipófise ● Par tuberalis/parte tubular: região em forma de funil, abraça o infundíbulo ● Pars intermédia: Composta por células fracamente basófilas, produz o hormônio melanotrófico que é importante para anfíbios, atua em cima dos melanóforos permitindo a mudança de cor da pele para camuflagem. ● Neuro Hipófise /pars nervosa: Formada por axônios amielínicos de neurônios secretores. Eles transportam, armazenam e liberam para circulação sanguínea Corpos células do neurônios se localizam no hipotálamo, núcleo supra óptico e paraventriculares - Coros Herring: aglomerados de grânulos de neurosecreção - Células da neuroglia: pituícitos Função: armazena os hormônios que são produzidos pelos neurossecretores do hipotálamo - antidiurético (ADH): realiza a contração do músculo liso dos vasos aumentando a pressão sanguínea e estimula a absorção de água pelos túbulos contorcidos distais. A diabetes insípidos ocorre devido a destruição das células neurossecretoras do hipot´lamo gerando a perda da capacidade de reabsorver água - Ocitocina : contração da parede uterina no coito e durante parto das células mioepiteliais das glândulas mamárias (ejeção do leite) Secreção estimulada pela distensão da vagina e sucção dos mamilos . Tireóide e paratireóide … … ● Glândula endócrina, origem endodérmica ● Localizada na porção cefálica TGI/região cervical a frente da traqueia ● Dividida em dois lóbulos unidas por um istmo ● Produção de hormônio: tiroxina, triiodotironina, calcitonina (deposição de cálcio e fósforo no osso) Composição: ● Epitélio cúbico simples sob lâmina basal ● Folículos tireoidianos: variam de acordo com atividade funcional ● Colóide > glicoproteína > tireoglobulina (onde estão os hormônios) ● Envolta por cápsula de tecido conjuntivo frouxo. ● Extensa rede capilar e linfática (muito vascularizado) - capilares fenestrados ● Recebem ramos do SN simpático e parassimpático T3 E T4 ● Atuação direta nas mitocôndrias - estimulam oxidação fosforilativa. ● Aumentam absorção de hidratos de carbono no intestino ● Em embriões influenciam crescimento corporal de desenvolvimento do sistema nervoso ● A deficiência de iodo gera o bócio endêmico Hipotireoidismo - mixedema: em adultos edema localizado no rosto - cretinismo: em crianças de baixa estatura e retardo mental Hipertireoidismo - emagrecimento, exoftalmia e sudorese - A paratireóide produz o paratormônio que produz o osteoclasto que, por sua vez, digere a matriz orgânica do osso liberando o cálcio e o fósforo para corrente sanguínea. Ou seja, ela libera o paratormônio quando gera uma hipocalcemia. Já, a Calcitonina estimula a retirada do sangue e deposição no osso. ● Células principais: citoplasma fracamente acidofílico secretoras de paratormonio ● Células oxífilas: carregada de gránulos acidófilos ● Hiperparatireoidismo: aumento de Ca no plasma, ossos descalcificados gerando fraturas. ● Hipoparatireoidismo: quando há diminuição no plasma, osso mais denso espesso. Adrenais ou supra renais ………………………………………….. É dividida em: ● Cortical: Zona glomerulosa (produz mineralocorticóide - aldosterona), fasciculada (glicocorticóides - cortisol) e reticular (androgênios adrenais) ● Medular: secretam catecolaminas (epinefrina e norepinefrina) Esteróides produzidos pela adrenal (cortical) ● Glicocorticóides ● Cortisol ● Corticosterona ● Atuam no metabolismo - protéico, lipídico, carboidratos, catabolismo proteico, elevação de glicose no sangue, inibe a síntese de DNA no tecido linfóide (atenua resposta imunitária, inibem inflamação). ● mineralocorticóides - ADH: age nos túbulos renais, mucosa gástrica, glândulas salivares e sudoríparas. Estimula a reabsorção de sódio. Pineal / Epífise …………………………………… ………………. Localizada no diencéfalo presa por uma haste. Dois tipos celulares: - pinealócitos (90%) - Astrócitos São radiopacas e inervadas por fibras simpáticas e estimuladas pela noradrenalina. ● Produz amelatonina durante a noite, é responsável pelo ritmo circadiano. É um hormônio inibitório de algumas funções como o FSH, porém ela é bloqueada pela luz. Sistema reprodutor masculino Composição anatômica: testículos, ductos genitais, glândulas acessórias, pênis.. Função: conduzir urina, produção e condução de espermatozóidese hormônios, secreções. Testículos …………………………………………………… ………………………………….. Localização: Fora da cavidade abdominal dentro da bolsa escrotal que é revestida por pele e músculo. A bolsa escrotal tem como função manter a temperatura do testículo mais baixa que a abdominal para que ocorra a espermatogênese. Função: Produzir espermatozóide e testosterona. Revestimento: Tûnica albugínea (mais interna é composta de tecido conjuntivo em fibra colágenas) e tûnica vaginal (mais externa é composta de serosa, derivado do peritônio) ● Lóbulos testiculares: cada lobo é composto de 1 a 4 túbulos seminíferos ● Tubos seminíferos: realizam a espermatogênese e a espermiogênese (diferenciação das espermátides em espermatozóides). Eles são tubos retorcidos e terminam nos túbulos retos que formam uma rede testicular. A rede testicular se conecta com o epidídimo. ● Rede testicular (Testis): é o acúmulo de túbulos seminíferos no centro do órgão. Essa rede de túbulos seminíferos se direcciona para o polo dorsal do testículo onde forma os ductos eferentes, que conduz os espermatozoides até a cabeça do epidídimo, esses ductos ainda se reúnem para formar o ducto do epidídimo. Túbulos seminíferos ●Túnica própria (fibroelástica): composta de células mióides realizam a contração e são compostas de músculo liso ● Membrana basal ● Camada interna: epitélio germinativo ou seminífero (origem SPTZ) - Células nutriente de sertoli: fornece uma função de sustentação e nutrição para os espermatozoides em desenvolvimento - Células da linhagem espermatogênica ou seminal - Células de Leydig: são células intersticiais que têm como função produzir a testosterona. - - Espermiogênese É a diferenciação da espermátide em espermatozóide. ● Formação do acrossoma (capuz cefálico): complexo de golgi - hialuronidase, fosfatase ácida, neuraminidase, protease ● Centríolos: migram para o lado oposto do CG formando o: - flagelo, anel ao redor da cauda ● Deslocamento do citoplasma cobrindo parte do flagelo ● Migração das mitocôndrias em direção ao flagelo ● Núcleo achata-se. Reação acrossómica: liberação de enzimas para que o esperma transpasse a zona pelúcida formando o óvulo. Células de sertoli ● São alongadas (forma piramidal) ● Apoiadas na lâmina basal ● Citoplasma claro ● Possui reentrâncias citoplasmáticas ●São extremamente resistentes ● Se regeneram pouco ● Funções: nutrição do espermatozóide, barreira hematotesticular, fagocitose e digestão, secreção de fluido (proteína ABP - testosterona, regressão do ducto de muller, estimulada pelo FSH) - Proteína ABP: se liga ao testosterona e faz sua concentração ser mais alta nos túbulos seminíferos, importante para a espermiogênese. Células de leydig (intersticiais) ● Células localizadas entre os túbulos seminíferos ● Produção de testosterona: importante da diferenciação embriológica do aparelho masulino ● O número depende do estímulo hormonal (LH) Fatores que afetam a espermatogênese ● Temperatura Ocorrem alguns graus abaixo da temperatura corporal ●Cordão espermático Composto por um plexo vascular e músculo cremaster, tem função de manter a temperatura do testiculo mais baixa do que a temperatura abdominal. Ele rouba o calor do testiculo e joga para outra parte do corpo ● Período fetal > testículos cav abdominal > inibição da espermatogênese - Criptorquidismo: produção de testosterona normal, estéreis ● Desnutrição, alcoolismo, drogas, raio X afetam as células da linhagem espermatogênicas ● Hormonal DUCTOS GENITAIS …………………………………… ……………… ... .. Composição: ● Epidídimo: onde os espermatozoide adquirem motilidade, é um tubo único e longo enovelado, revestido por epitélio cilíndrico pseudo estratificados com estereocílios com musculatura lisa ao redor, absorção e digestão de resíduos da produção dos espermatozoides ● Ducto deferente: condução do espermatozoides do epidídimo para uretra prostática, luz e parede espessa de músculo liso, mucosa pregueada (igual ao epidídimo), contém uma camada muscular média circular e duas camadas circulares longitudinais, adventícia mais externa. - Porção terminal forma uma região chamada ampola e essa ampola desemboca dentro da vesícula seminal epidídimo Ducto deferente Glândulas acessórias …………………………………………………………… ... …. ● Composição: Próstata, vesícula seminal, glândula bulbouretral Vesículas seminais ● são duas com 15 cm de comprimento cada. ● Secreções são eliminadas na ejaculação: rica em frutose, vitamina C ● Tamanho do epitélio e também atividade secretória testosterona dependente . Próstata ●Conjunto de várias glândulas tubuloalveolares ramificadas que desembocam na uretra prostática ● Produção e armazenamento de líquido prostática ● Envolta por uma cápsula fibroelástica rica em músculo liso ● Dividida em alvéolos, ep cúbico simples ou cilíndrico estratificado ● Intensa atividade da enzima fosfatase ácida ● Processo secretórios testosterona dependentes Próstata Glândulas bulbouretrais ●Em pares ● tamanho de ervilha ● apresentam músculo estriado esquelético liso ● Glândulas tubuloalveolares do tipo mucoso ● Secreção de aspecto mucoso Pênis ………………………… …………………. ● Constituído por três massas cilíndricas de tecido erétil: - corpos cavernosos do penis (duas dorsais) - Corpo esponjoso da uretra: envolve a uretra peniana - Revestidas pela túnica albugínea: penetra entre os dois corpos cavernosos ●Osso peniano (cão) ● Bulbo (cão) ● Uretra ● Pele ANOTAÇÕES: …………………………………………………………………………………...………………… ………………………………………………………………...…………………………………… ……………………………………………...……………………………………………………… …………………………...………………………………………………………………………… ………...…………………………………………………………………………………...……… …………………………………………………………………………...………………………… ………………………………………………………...…………………………………………… ……………………………………...……………………………………………………………… …………………...………………………………………………………………………………… ...…………………………………………………………………………………...……………… …………………………………………………………………...………………………………… ………………………………………………...…………………………………………………… ……………………………...……………………………………………………………………… …………...…………………………………………………………………………………...…… ……………………………………………………………………………...……………………… …………………………………………………………………………………...………………… ………………………………………………………………...…………………………………… Considerações ● Essa apostila foi feita baseada em aulas de graduação. ● As fotos inseridas na apostila são encontradas no Google imagens. ● A apostila pode conter erros de grafia, sendo assim, ao observá-los, entre em contato com o instagram por favor. ● A apostila é para uso pessoal e é feita para auxiliar nos estudos e o valor da mesma é apenas pelos conteúdos digitados. ● Nem todas as faculdades passam os mesmo conteúdos, podendo assim, faltar algo. Como descrito anteriormente, a apostila é realizada para auxiliar nos estudos, sendo necessário estudar o conteúdo dado em sua graduação também. Parasitologia Animal larivet.resumos Sumário ● Introdução à parasitologia …………………………………………………….…………………. ● Filo Arthropoda Família calliphoridae Família Oestridae ………………………………………. ● Família Gasterophilidae Família Muscidae Família Sarcophagidae………………………….. ● Larvoterapia …………………………………………………….…………………………………… ● Família Hippoboscidae ……………………………………………………………………………. ● Subordem Tabanomorpha …………………………………………………….…………………… - Família Tabanidae - Mutucas ● Subordem nematocera ……………………………………………………………...……………. - Família Simuliidae - Família Ceratopogonidae - Família Psychodidae - Família Culicidae ● Carrapatos ……………………………………………………………………………………..…. ● Introdução à helmintologia …………………………………………………………………...…. ● Família Dicrocoeliidae ……………………………………………………………………..……. ● Família Taeniidae Classe cestoda …………………………………………………….………… ● Nematóides I ………………………………………………………………………………..……. ● Nematóides II …………………………………………………………………………….………. ● Estrongilídeos de ruminantes …………………………………………………..………………. ● Nematódeos parasitas de galinhas ………………………………………..…………………. ● Ancilostomose ………………………………………………………………………..…………. ● Estrongilídeos de equinos ……………………………………………………………………… ● Estrongilídeos de suínos ……………………………………………………………………….. ● Ordem spirurida ………………………………………………………………………..……….(contém potássio, magnésio, fosfatos e enzimas) → OBS: ○ Há mitocôndrias na célula muscular esquelética pois também é necessário ATP para ocorrer a contração muscular. . ○ A cabeça de miosina é responsável pela interação direta com a actina e é essa interação que proporciona a contração. Mecanismo contrátil 1 . O potencial de ação chega e abre o canal de cálcio na membrana pré sináptica e com a entrada do cálcio ocorre uma série de alterações que ocasiona o funcionamento das vesículas de acetilcolina. 2 . Logo, ocorrerá a liberação de acetilcolina na fenda sináptica e ela se ligará aos receptores da membrana pós sináptica fazendo abrir os canais de cálcio e ocorrendo a despolarização, enviando o potencial de ação. 3 . O cálcio é liberado no citosol, que por sua vez se direciona para o retículo sarcoplasmático e do R.S para as unidades funcionais da célula contrátil, o Sarcômero. 4 . Com a entrada do cálcio, o complexo troponina se liga à ele e assim, desloca os filamentos de tropomiosina, fazendo com que exponha o sítio da actina que é capaz de interagir com a cabeça da miosina. 5 . Quando em contato, actina e miosina, ocorre a hidrólise do ATP, gerando força e ocorre a contração com o deslizamento dos filamentos de actina sobre os filamentos de miosina. Relaxamento O cálcio se desliga à troponina e ao cessar o estímulo nervoso o retículo sarcoplasmático retira o cálcio do fluido circundante. Então, o músculo volta a posição inicial e a troponina inibidora assume seu papel inibidor. MÚSCULO LISO → Características: • Presente em diferentes sistemas do organismo • Célula revestida por glicocálix • Movimentos involuntários • Contrações mais lentas porém mais duradouras • Produção de colágeno e elastina • Disposição de actina e miosina diferente do músculo esquelético. • Não contém troponina e tropomiosina. → Pode ser: • Músculo Liso Multiunitário: várias pequenas fibras ao longo do tecido que possibilita o movimento independente, não ocorre contração de modo sequencial (ex:íris) • Músculo Liso Unitário/visceral: movimento conjunto, ocorre contrações de modo sequencial (Ex: reveste maior parte das vísceras) Mecanismo contrátil Com a entrada do Cálcio armazenado no meio extracelular, a proteína calmodulina associa-se com o mesmo e ativa a quinase da miosina. A quinase da miosina fosforila a cabeça de miosina e faz com que ocorra a contração. OBS: A Fosfatase deixa a cabeça de miosina desfosforilada Estruturas • Os corpos densos ligam as miofibrilas • Cavéolas são invaginações que aproximam o contato externo do retículo sarcoplasmático. São responsáveis pela transição e direcionamento dos íons cálcio. • Não tem placa motora, ao contrário do músculo esquelético, mas há junções comunicantes e varicosidades para a comunicação. • Estimulador da contração é a acetilcolina e catecolamina. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. Termorregulação É um conjunto de mecanismos que permitem regular a temperatura corporal interna de um organismo. Para que o metabolismo funcione de forma adequada, os processos metabólicos dependem de uma faixa ótima de temperatura para ocorrerem, principalmente as reações enzimáticas A variação de tº também pode mudar a viscosidade da membrana plasmática Variações de temperatura corporal: • Ritmo cardíaco (alterações fisiológicas ao longo de 24 hrs) •Temperatura ambiental • Exercícios • Estação do ano • Hormônios Acontece a troca de calor através de 4 princípios: • Condução: Dois corpos em contato • Irradiação: Leva em consideração quando não há dois corpos em contato • Convecção: Leva em consideração a movimentação do ar ou água. • Evaporação: Perde-se calor para evaporar água. Hibernação É uma estratégia de manutenção metabólica quando há climas frios e o alimento está escasso ( um mecanismo adaptativo). É processo no qual os animais entram em profunda dormência para superar uma fase de frio e indisponibilidade de alimento. Durante esse período, seu metabolismo torna-se mais lento e seus batimentos cardíacos reduzem-se, assim como a temperatura. O animal pode despertar para urinar, por exemplo, mas logo retorna ao seu estado de sono profundo. • É importante para proteger o animal do frio e também para evitar que ele sinta fome e tenha que competir com outros animais por comida Animais: • Endotérmicos : Manutenção de tº interna, são responsáveis pela própria regulação de calor. Eles produzem calor com subproduto. Eles têm um alto custo metabólico para manter a temperatura. Ex: Aves e mamíferos • Ectotérmicos: Temperatura interna varia de acordo com a tº do meio externo. Têm produção de calor metabólico baixo, pouco isolamento térmico e regulação térmica comportamental. Eles não usam mecanismos de termorregulação. Ex: Peixes, anfíbios e répteis. Vantagens: Menos necessidade de comida/água X Desvantagens: Dependem significativamente do ambiente Não há répteis e anfíbios nas regiões com ambiente muito frio. Nos peixes do ártico há uma substância anticongelante pois formam-se cristais de gelo dentro das células e quando descongelam os cristais poderiam perfurar a célula. Zona de neutralidade É o estado físico no qual todo o calor gerado pelo organismo através do metabolismo é trocado na mesma proporção com o ambiente ao redor Hipertermia: Temperatura crítica superior, ponto onde a pessoa começa a perder calor. O ponto crítico da hipertermia é quando não consegue mais fazer troca de calor com o meio • Com o aquecimento da área hipotalâmica anterior pré-óptica, ocorre a ativação de mecanismos de perda de calor. Respostas fisiológicas ao calor: • Resfriamento evaporativo • Termorregulação comportamental • Vasodilatação periférica (sangue como condução de calor.) • Sudorese • Polipneia Hipotermia Temperatura crítica inferior, onde começa a ter estratégias homeostáticas para abaixar a temperatura. Temperatura baixa → baixo metabolismo → reduz mais a temperatura • Mecanismo de controle: Comportamento, exercício, termogênese com ou sem tremor. Respostas fisiológicas a ambientes frios: Menor temperatura corporal gera calafrios, piloereção, termogênese sem tremor: • Aumento da estimulação simpática • Maior metabolismo celular • Queima de gordura gerando calor • Maior termogênese • Maior mobilização de substratos endógenos • Maior metabolismo basal • Maior número de receptores de Noradrenalina Hipotálamo Desencadeia resposta homeostáticas Hipertermia X Febre Na hipertermia o organismo tenta perder calor mas não consegue e superaquece. Há tentativas homeostáticas em vão de reduzir a temperatura A Febre é uma resposta do hipotálamo à pirógenos (substâncias produzidas por leucócitos ou microorganismos que diz ao hipotálamo para aumentar a temperatura). Ocorre um aumento controlado da temperatura Sudorese É a secreção de suor; transpiração. • No cão é insignificante • Os Suínos não transpiram e nem pregam, eles se arrastam na lama como forma de perder calor. • Nas aves a evaporação é pela passagem do ar nos sacos aéreos. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… …………………………………………………………… Eletrofisiologia Cardíaca → Músculo cardíaco: • É estriado, contém células uninucleadas e polimórficas e é auto excitável. • Potencial de ação dissemina de uma célula para outra. • Ca2+ no meio extracelular e no retículo sarcoplasmático • Ca2+ participa da despolarização, lentificando-a. • Contração involuntária • Presença de discos intercalares que faz as comunicações com a GAP (junções comunicantes) Propagação do estímulo O estímulo é propagado do Nó sinoatrial → Vias internodais → Nó Atrioventricular → Fascículo Atrioventricular (Feixe de His) → Ramos esquerdo e direitos → Fibras de Purkinje Sistema especial • O sistema especial gera e conduz impulsos elétricos que causam contrações rítmicas no miocárdio. Ele conduz impulsos nervosos rapidamentePARASITOLOGIA VETERINÁRIA I Parasitismo “É a relação íntima e duradoura entre indivíduos de duas espécies distintas. Na maioria dos casos um organismo (hospedeiro) passa a constituir o meio ecológico onde vive o outro (parasito).” - Luís Rey. É uma relação desarmônica, onde ocorre prejuízo para um dos participantes. Parasitologia É o estudo dos organismos eucariotos que estão dentro do parasitismo. O estudo inclui protozoários e metazoários (nematoda, platyhelminthes, arthropoda). Ciclos biológicos ● Monoxenos: o parasita necessita apenas de um hospedeiro para completar seu ciclo de vida. ● Heteroxenos o parasita necessita de mais de um hospedeiro para completar seu ciclo de vida. Ex: trypanosoma Cruzi. Tipos de hospedeiros: ● Definitivos: abrigam o parasito adulto, na forma sexuada. ● Intermediária: abriga o parasito na forma de larvas, forma assexuada. ● Hospedeiro paratênico ou transporte: hospedeiro em que o parasito não sofre desenvolvimento mas permanece ali até que o hospedeiro definitivo o ingira. ● Obrigatório: necessita estar no hospedeiro para sobrevivência. ● Facultativo: pode viver parasitando ou não. (quando não está parasitando é chamado de vida livre). Ex: larvas que fazem a larvoterapia. ● Errático ou ectópico: vive fora do seu habitat natural, não atingindo a fase adulta fora do seu hospedeiro natural. Ex: larva migrans cutânea. ● Fototropismo negativo: não gosta de luz. Ex: Culex ● Fototropismo positivo: gostam de luz. Ex: Aedes. ● Termotropismo positivo: influência atrativa pela temperatura. Ex: piolho de cabeça ● Termotropismo negativo: Influência negativa pela temperatura. VETOR ● Mecânico: é aquele que carregam o parasito mas não participa do ciclo biológico dele ● Biológico: carrega o parasito e participa do ciclo biológico dele. ● Portador: abriga o parasito e pode ou não desenvolver a doença ● Reservatório: portador natural da doença (sem desenvolver a doença) Especificidade parasitária É a capacidade do parasito infectar uma ou mais espécies. ● Estenoxeno: acomete uma única espécie. ● Eurixeno: acomete mais de uma espécie MECANISMOS DE TRANSMISSÃO ● Fecal - Oral (ingestão) ● Congênita: passa de mãe para filho (durante o parto ou durante a gravidez) ● Sexual ● Penetração ativa de lavar (pele) ● Vetorial MECANISMO DE AGRESSÃO DO PARASITA ● Espoliativo: retiram os nutrientes necessário para sobrevivência do hospedeiro. Ou seja,se apropria coisas do corpo do hospedeiro como alimento ● Enzimático: secreta enzimas que causam a lise (destruição da membrana plasmática) das células da mucosa intestinal. ● Inflamatório / hipersensibilizante: causam processos inflamatórios. São acompanhados de edemas, inchaços... ● Imunodepressor: Abala o sistema imunológico do hospedeiro para a proliferação / desenvolvimento da doença.. ● Tóxica- parasito elimina substâncias que são tóxicas para o hospedeiro. (resíduos metabólicos do parasitos) ● Mecânica- parasitos podem impedir o fluxo de alimento, bile ou absorção alimenta (provocar obstrução). ● Irritativa- produz irritação apenas com o contato físico. ● Traumatismo- parasito produz lesões no corpo do hospedeiro. .● Anóxia- Redução, carência do fluxo de oxigênio no organismo. Quando o parasito se alimenta de grande quantidade de hemácias Epidemia É a ciência que estuda a distribuição de doenças ou enfermidades, assim como seus determinantes (fator de risco). Com isso, ocorre a promoção da saúde e prevenção da doença. DEFINIÇÕES EM EPIDEMIOLOGIA, ● Fômite: qualquer objeto ou outros; que possa estar contaminado e consegue veicular determinada forma parasitária . Ex: materiais clínicos . ● Incidência: Quantidade de casos novos de uma doença num determinado período de tempo ● Prevalência: Número total de casos (novos e antigos) de determinada doença que ocorreu em período de tempo determinado ● Zoonoses: infecções transmitidas em condições naturais entre outros animais e o homem. - Antropozoonoses: quando é passada do animal para o homem. - Zooantroponose: infecção primária ao homem que pode ser passada para o animal. DEFINIÇÕES EM PARASITOLOGIA ● Agente etiológico: agente causador da doença. ● Agente vetor: o transmissor ● Profilaxia: medidas de prevenção de uma doença ● Infecção: acesso à algo contaminado gerando infecção ● Contaminação: objetos e outros contaminados ● Infestação: parasitos que vivem fora do corpo do hospedeiro. ● Virulência: capacidade do parasito de provocar danos ao hospedeiro. Um processo de adaptação recíproca, de compatibilidade e de baixa virulência do parasitismo, asseguram a sobrevivência de ambas as espécies. Adaptações do parasita aos hospedeiro: ● Morfológicas (degenerações, atrofias, hipertrofias): adaptações anatômicas. ● Biológicas (capacidade reprodutiva, várias formas de reprodução, tropismos): adaptações comportamentais. Tropismo é a aproximação ou afastamento em relação à fonte de um estímulo. Tem o geotropismo, termotropismo, quimiotropismo, tigmotropismo e fototropismo. Endoparasitas: são parasitas que vivem no interior do corpo do seu hospedeiro. Estar alojado em seu hospedeiro é necessário para sua sobrevivência, pois só assim eles conseguem absorver o que precisam. Ectoparasitas: não precisam estar alojados no corpo do seu hospedeiro para sobreviverem; eles conseguem se manter fora, mas estão em contato com o hospedeiro constantemente. Os ectoparasitas são os insetos e aracnídeos e eles infestam os hospedeiro, não infectam. Eles podem transmitir agentes infecciosos, então, quem infecta é o agente etiológico. Estudo dos parasitas O estudo dos parasitas é importante para conhecer as doenças produzidas e transmitidas por eles. Para assim, poder manejar clinicamente os animais nos diferentes contextos de assistências. Importante também para prevenção, diagnóstico e transmissão produzidas e transmitidas pelos ectoparasitos Um bom protocolo de controle e manejo do animal, consequentemente, trará um controle dos ectoparasitas, sem a necessidade de inseticidas e outros manejos agressivos. Objetivo do estudo: saber reconhecer, diagnosticar, tratar e prevenir as principais infestações parasitárias. Objetivo específico: ● Relacionar dentro do ciclo dos parasitos de interesse médico veterinário quais os hospedeiros definitivos e intermediários e sua importância na transmissão dos mesmos. ● Relacionar o ciclo biológico dos parasitos de interesse médico veterinário com as injúrias provocadas pelo hospedeiro. ● Diagnosticar os parasitos estudados, tanto nos hospedeiros como no laboratório. ● Relacionar os parasitos estudados com a sua importância médico veterinário e/ou em higiene e saúde pública. Competências e habilidades ● Estabelecer diagnóstico adequado frente às parasitoses e implementar planos preventivos e terapêuticos. ● Identificar e caracterizar cada parasito baseado nos aspectos morfológicos e biológicos. ● Detectar aspectos endêmicos das parasitoses bem como suas especificidades regionais. ● Correlacionar modificações fisiológicas com a ação dos parasitos no organismo do hospedeiro. ● Apresentar conduta ética ao coordenar e dialogar com a equipe multiprofissional. ● Priorizar, através do diagnóstico, tratamento e prevenção das parasitoses, o bem estar animal. ANOTAÇÕES: ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………………………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………………………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………………………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………………………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… FILO ARTHROPODA Animais invertebrados que possuem pernas articuladas Chilopoda e Diplopoda: tem cabeça e tórax Insecta: cabeça, tórax e abdome Arachnida: cefalotórax e abdome Crustacea: cefalotórax → Classe Insecta Os insetos são metazoários com simetria bilateral. Insetos são caracterizados por possuírem: ● Exoesqueleto formado por quitina que confere grande resistência e evita a perda d´água. Em volta do exoesqueleto há uma camada de lipídios. E nele há placas rígidas (escleritos). As partes moles do esqueleto (pleura) permite maior entrada de substâncias químicas ● Corpo dividido em 3 partes (cabeça, tórax e abdome) ● 3 pares de patas articuladas ● Olhos compostos: constituídos por milhares de omatídeos. ● Um par de antenas que podem exercer uma ou mais funções sensoriais como; olfativos, gustativos táteis, termorreceptores e hidrorreceptores. O padrão de organização do tagma é basicamente é dividido em cabeça, tórax e abdômen ● Na cabeça encontra-se a maior parte dos órgãos sensoriais de ingestão de alimentos e centro neuronal mais desenvolvido. ● Tórax musculatura responsáveis pela locomoção como patas e asas ● Abdômem abriga os órgãos digestivos e reprodutivo. Ecdise ou muda: troca do exoesqueleto que não acompanha o crescimento do corpo do animal. Rompendo a camada de lipídios do parasito faz com que ele sofra uma perda d'água, desidratação intensa, fechando o trato respiratório, fazendo morrer asfixiado. Sua diversidade é desbalanceada e existem 4 grupos megadiversos que correspondem a 81% dessa diversidade. São eles: . - Coleópteros (besouros) - Himenópteros (abelhas, vespas e formigas) - Dípteros (moscas) - Lepidópteros. (mariposas e borboleta) Respiração: É do tipo traqueal, onde no abdômen se encontra aberturas (os espiráculos) que faz a passagem de ar para traqueias. Aparelho bucal: Depende dos hábitos alimentares.. Eles podem ser mastigadores, lambedores, sugadores maxilares ou picadores... Quando o inseto tem uma par de asa é díptero. Mosquito: quando a antena é longa e tem vários seguimentos . Mutuca: Antena com 3 segmentos, sendo o último terminador anéis. Mosca: quando tem três segmentos e partindo do último existe arista. O tórax tem funções essencialmente locomotoras, que trazerem as penas e as asas. Mosca, mosquitos e mutucas tem protórax mesotórax e metatórax. Pernas: cada uma tem cinco artículos: coxa, trocânter, fêmur, tíbia e tarso. Na extremidade distal da perna encontra-se garras ou outras estruturas de fixação (pulvilos, empórios ou aróleo). Ecdises e metamorfoses metamorfose se refere a perda de características adaptativas típicas de larva para adultos. ● Ametábolos: quando há mudas mas os indivíduos permanecem semelhantes tanto jovens quanto adultos. ● Paurometabolia: metamorfose incompleta. Jovens e adulto vivem no mesmo ambiente ● Hemimetábolos: após o ovo as metamorfoses são incompletas havendo ninfas cujas mudas terminam por produzir os adultos e se alimentam as mesmas coisas ● Holometábolos: têm metamorfose completa como fase de ovo, larva, pupa e imago (adulto) ARTRÓPODES RELACIONADOS COM A PATOLOGIA HUMANA E ANIMAL: INSECTA A classe insecta são os artrópodes, com cabeça, tórax e abdome diferenciais. Eles têm sexos separados e desenvolvimento ovular com várias mudas (ecdises). Das muitas ordens que existem as espécies que nos interessam, entram-se apenas em 4: ● Diptera: moscas, mosquitos e mutucas. ● Siphonaptera: pulgas ● Hemiptera: percevejos (barbeiros) ● Phthiraptera: piolhos (Anoplura, Ischnocera e Amblycera) Dípteros São insetos que apresentam um par de asas funcionais e outros em balancins e as peças bucais são do tipo picador-sugador e sugador (lambedor). Em seu ciclo, apresentam metamorfose completas, passando pelas fases de ovo, larva, pupa e adulto (ciclo holometábolo). As larvas não tem pernas (ápodas) São subdivididos em duas subordem, Nematocera (antenas com várias segmentos ou longas, ex: mosquitos) e Brachycera (antenas curtas com poucos segmentos) Ordem: Diptera Filo: Arthropoda Classe: Insecta Ordem: Diptera Subordem: Brachycera Infraordem: Muscomorpha/Cyclorrhapha Família: ------ ➳ Família calliphoridae As moscas varejeiras tem porte médio, corpo robusto, cores metálicas brilhantes (azuis, verdes ou cúpulas) e aparelho bucal lambedor. Importância ecológica ● Suas larvas apresentam papel ecológico pois são decompositores de matéria orgânica, exercendo um destacável papel na ciclagem de nutrientes ● Adultos (algumas espécies) atuam como polinizadores ● Grande capacidade de dispersão, habilidade de localizar recursos efêmeros a grande distância (ex: feridas) e diversificação do hábito alimentar. Importância médico sanitária ● Larvas de várias espécies causadoras de miíases no homem e em animais domésticos ● Várias espécies com alto índice de sinantropia (edificações, construções, resíduos, animais) Adultos de várias espécies veiculadores de agentes patogênicos Morfologia e biologia das moscas (Larva) O aparelho bucal (a), apresenta estruturas quitinizadas em forma de gancho para raspar os alimentos. Tem ação traumática e enzimática no hospedeiro. O último segmento é truncado e por vezes deprimido, trazendo as placas estigmáticas, com duas aberturas espiraculares (para respiração) - esses espiráculos sempre estão fora da lesão. As larvas que crescem em cadáveres permitem calcular quanto tempo o cadáver ficou exposto à moscas, isto é, a data mínima provável da morte. Podem também se criar em carcaças, fezes e lixos. Outras moscas só se alimentam de tecidos vivos, sendo os verdadeiros parasitos, na fase juvenal. Elas causam as miíases e abandonam seus hospedeiros para a pupa. Gêneros: 1. Chrysomya: C. albiceps, C. megacephala e C. putoria 2. Cochliomyia:C. Macellaria e C. Hominivorax 3. Phaenicia ou Cicilia … Chrysomya megacephala ……. .. ● Presente em vários lugares, se adapta facilmente ao ambiente. ● Coloração verde azulado, metálica. ● Vinculador de agentes patogênicos (adultas) e causadores de miíases ulcerosas ou traumática, e cavitárias (larvas). Para saber se é macho ou fêmea deve observar o espaço ente os olhos. Muito próximo é masculino e separados é feminina. Adulto da mosca libera a saliva através do aparelho bucal em cima do local que irá comer, liquefaz suga o alimento. Ela pode transmitir agentes patogênicos até mesmo grudados em seu corpo. … Gênero Cochliomyia ……………………………… …... São moscas de porte médio corpo curto robusto, cores metálicas brilhantes. No géneros cochliomyia estão C. Hominivorax e C. Macellaria. - C. hominivorax conhecida como MOSCA DA BICHEIRA, é parasito obrigatório na fase larvária e produtoras de miíases. Os adultos apresentam aparelho bucal do tipo lambedor, alimentando-se de matéria orgânica animal. Miíases primárias - C. macellaria são necrobiontófagas, alimenta-se sobre cadáveres e animais mortos, sendo de interesse para medicina lega ( utilização em larvoterapia).As larvas de Cochliomyia Hominivorax (mosca da bicheira) têm dois traços no final do corpo, é a traqueia, por onde ocorre a respiração. Tratamento Principal medida: manter limpa e isoladas as feridas do animais. Remoção da larva: larvas lesões com solução fisiológica com 10% de clorofórmio. Em seguida remover larvas mecanicamente Nitenpyram (Capstar) : cães Ivermectina Na cavidade oral: remover os dentes estragados e limpar os alvéolos dentários Repelentes: óleo de mamona, fórmulas comerciais conteúdo cresóis ou alcatrão como o Lepecid Outros métodos: utilização de iscas. Miíases “é uma infestação de vertebrados vivos por larva de dípteros, que se alimentam dos tecidos ou mortos do hospedeiro (em certo período), de suas substâncias líquidas, ou do alimento por ele ingerido.” Classificação: Clínica: localização anatômica - Cutânea: furunculosas, rasteira, ulcerosas ou traumáticas - Cavitárias: narinas e outros locais... - Orgânicas Etiológica: - Pseudomiíases: ingere mas não dá danos ao corpo, é eliminadas ainda vivas - Miíases semi específicas ou facultativa secundárias (necrobiontófagas): se alimentam de tecidos necróticos do hospedeiro - Miíases específicas, obrigatória ou primária (biontófagas): Se alimentam de tecidos vivos Principais espécie: ●Cochliomyia hominivorax: miíase primária ulcerosas ●Cochliomyia macellaria: mais secundária ulcerosa ●Phaenicia Eximia, Ph. Cuprina, Ph. Sericata: miíases secundárias ulcerosas ●Chrysomya megacephala: miíase secundária ulcerosa ●Chrysomya Albiceps: miíase secundaria ulcerosa ●Chrysomya putoria: miíase secundária ulcerosa (presentes em aviários) ANOTAÇÕES: ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….…………………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….………………………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….………………………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….…………………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… …………………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….…………………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….………………………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… ………………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….………………………….……………….……………….……………… .……………….……………….……………….……………….……………….…………………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….………………………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….…………………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….…………………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….………………………….……………….……………… .……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….…………….……………….……………….……………….……………….……………….…………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………………………….……………….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……….……….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….…………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………………… ……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………………………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……….……….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….…………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….………………………… ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ➳ Família OESTRIDAE Vive na pele do ser vivo, sua miíase é furuncular primária. Conhecida como mosca do Berne. Essa mosca não entra em contato direto no hospedeiro da larva dela, ela põe em insetos (geralmente hematófagos ou lambedores), assim, esses insetos quando vão ao corpo do animal, e depositam as larvas. … Dermatobia hominis e o Berne ... As peças bucais de Dermatobia são atrofiadas, pois o inseto adulto não se alimenta durante sua existência. Para a desova a fêmea (A) procura agarrar um inseto zoófilo e, em pleno voo, nele cola seus ovos (B). Após uma semana, quando o inseto vetor pousar ou for alimentar-se sobre um animal ou uma pessoa, as larvas levantam o opérculo do ovo e passam para a pele, onde penetram (C) em cerca de 1 hora. O BERNE é uma dermatite parasitária devida as larvas da mosca e frequente em hortos florestais e plantações de eucaliptos. A larva perfura a pele instalando-se com os espiráculos posteriores, aflorando a superfície cutânea, para respirar. Pelo extremo anterior, provido de 2 ganchos, alimenta-se e cresce. Em seguida, faz suas muda durante o período larvário que dura 7 a 40 dias. Ao fim desse tempo, abandona o hospedeiro para pupar. Vetores dos ovos de Dermatobia Hominis: Musca domestica, Culex (pernilongo), Família sarcophagidae, Haematobia irritans, Stomoxys calcitrans. Patologia e tratamento Ao penetrar, as larvas podem produzir sensação de picada o prurido, que soem passar despercebidos. Em torno delas, surge inflamação e a formação de uma cápsula fibrosa. Externamente a lesão parece um furúnculo em cujo vértice há pequeno orifício, com a lupa, pode-se ver a placa espículas. Cada lesão corresponde a uma larva, podendo haver uma ou mais. Além da tumoração local, os hospedeiros apresentam dores águas, como ferroadas, es entre os movimentos da larva. O diagnóstico é clínico e não oferece dificuldades. O tratamento é feito pela retirada da larva. Um método prático consiste em aplicar uma faixa de esparadrapo sobre a região. Procurando respirar, a larva sai, aderida ao esparadrapo. Em alguns casos, pode ser necessária a extração cirúrgica mediante prévia anestesia local Controle: Pour-orr: organofosforados (triclorfon) Administração de Ivermectina e Closantel Controle de vetores ANOTAÇÕES: ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….…………………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….…………….……………….……………….……………….… …………….……………….…………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………………………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……….……….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………………………………….……………….……………….……………….…… ………….……………….…………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………………………….……………….………… ➳ FAMÍLIA ostreidae Larvas que produzem miíases cavitárias em ovinos ….. Oestrus - ovis ……………………………………………………. moscas que esguicham as larvas (entre 20-25) As larvas irritam a mucosa nasal, provocando uma inflamação e produção de muco (para se alimentar). Podem chegar aos pulmões, causando pneumonia e óbito (afeta o sistema respiratório). Além disso, podem atingir o cérebro e causar problemas neurológicos. Tem abdome preto com pilosidades acinzentadas com padrão irregular, asas com nervuras amarelas e cabeça achatada amarela com depressões arredondadas entre os olhos. Seu mesotórax revestido de pelos e seu aparelho bucal é atrofiado. Ciclo biológico: ● A fêmea esguicha as larvas na cavidade e seu tempo de desenvolvimento dentro leva de 2 semanas a 9 meses. ● Depois de passar por l1 e l2, na L3 a partir dos movimentos que elas provocam, vão ser eliminadas. ● No solo vão se enterrar e desenvolver uma pupa, da pupa nasce o adulto e recomeça o ciclo novamente As larvas localizam se na passagem nasal. São brancas, amarelas e castanhas conforme o desenvolvimento. Sua superfície ventral contém espinhos (para irritar a mucosa e produzir muco que vai servir de alimento). Superfície dorsal com série de faixas escuras transversais São larvíparas e não ovíparos Danos: Os animais ficam excitados, irritados, sacodem a cabeça, espirram, esfregam as narinas nos solos e permanecem aglomerados para tentar se proteger . O parasito é benigno mas a ação dos ganchos e espinhos larvais, concomitante com a liberação de toxinas leva um processo inflamatório das membranas nasais com secreção de muco e até sangramento. Eles ficam com dificuldade respiratória, inapetência e emaciação (perda do tecido muscular) e ficam enfraquecidos. Tratamento ● Injeta nas narinas cresol saponificadas ● Parafina líquida e tetracloroetileno ou bissulfeto de carbono ● Neguvon ou pulverização (repelentes) ● Ivermectina e closantel ANOTAÇÕES: ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….…………………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….………………….……………….……………….……………….……………….…………… ….…………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………………………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……….……….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….…………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………………………………….……………….……………….……………….……………….…………… ….…………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… família GASTEROPHILIDAE Larvas que produzem miíases orgânicas (presente em órgãos internos- estômago e duodeno) em equídeos. Causam inflamação e ulcerações Gasterophilus intestinalis , Gasterophilus nasalis e Gasterophilus Haemorrhoidalis ……… ………… ………. Intestinalis: põe ovo nas patas anteriores Nasalis e Haemorrhoidalis: põe ovos nos lábios inferior ● G. Intestinalis e Nasalis podem instalar na traqueia causando infecções, asfixias, obstrução do piloro. ● G. Haernorrhoidalis pode se fixar no reto provocando uma retenção de fezes e prolapso retal. Além disso, a L1 causa escavação da gengiva e língua podendo gerar bolsa de pus, afrouxamento dos dente e perda de apetite. As L3 são eliminadas nas fezes dos animais, elas têm coloração vermelha e corpo espinhoso, o que faz uma fácil percepção. Parece uma abelha. Seu corpo é espinhoso para fixação da larva. Ela se alimenta de capim digerido e semidigerido Seu abdome é telescopado para aumentar a mobilidade na posta de ovos Ela irrita o animal e faz com que ele galope (coice no ar) e que os animais ficam em posição lateral um ao outro. Assim, evitando o contato com a mosca. Ação irritativa, traumática e espoliadora Ciclo biológico: ● Ovo é depositado e deglutido até o estômago (algumas migram para o duodeno). ● A Ll3 vai para o Intestino grosso e é eliminada pelas fezes. ● Logo, ela abandona as fezes, vai para o solo, realiza a pupa e dá origem aos adultos. Profilaxia e Tratamento: ● Repelentes ● Lavar as pernas com toalha e água morna ● Aparar os pelos da ganache ● Lavar as paredes das estrebarias com água a 50ºC ● Triclorfon e diclorvos ● Ivermectina ● Moxidectina Cyclorrhapha Famílias importantes: ● Muscidae ● Calliphoridae ● Sarcophagidae ● Oestridae ● Gasterophilidae ➳ FAMÍLIA MUSCIDAE ● Tamanho médio, corpo glabro ou com cerdas, cores foscas. ● São vinculadoras de patógenos e transmissão de verminoses ● Hábitos alimentares distintos, há moscas não picadoras (moscas domésticas) e moscas picadores (stomoxys e haematobia irritans). Estas 3 espécies também são veiculadoras dos ovos da mosca do berne Ciclo 1. Fêmeas depositam os ovos e decolagem L1, L2, L3 2. L3 vai para superfície e dá a pupa 3. Da pupa surge o adulto MUSCA DOMESTICA … ………. Cinza escura, cabeça com faixa preta mediana, dorsal do tórax há 4 linhas escuras longitudinais, atenas e olhos avermelhados e abdome castanho claro. ● Seus espiráculos parecem rins, tem três aberturas em forma de M ● Presente em locais insalubres e em estábulos, matadouros, locais de ordenhas e mercados ●Hospedeira intermediária do habronema megastoma (ferida de verão) Durante a alimentação sua saliva é lançada sobre os materiais sólidos para dissolvê los e permitir que sejam aspirados ● Hábitos diurnos, sempre querendo lugares quentes e iluminados ● Vinculam agente patogênicos até mesmo pelas pernas. ● Atraídas pelo lixo e esterco Combate: ● Destino adequado do lixo e dejetos humanos/ animais. O lixo deve ser incinerado ou enterrado para que a afermentação mat as larvas. ● Usar inseticidas de efeito imediato para destruir as moscas. ● Usar vespas (controle biológico) … STOMOXYS CALCITRANS (mosca dos estábulo) …… ……. É hematófaga (ataca principalmente bovinos e equinos). ● Peças bucais picadores, abdômen acinzentado com manchas escuras ● Espiráculos com 3 aberturas com letra S Pousa com a cabeça para cima, em direção ao sol Transmissão de patógenos, sua picada abre entrada para moscas das bicheiras. veiculadoras de vermes e ovos da mosca do berne. ● Apta em várias condições ecológicas ●Espécie hemissintroíca (possui media capacidade de se dispersar em áreas antrópicas) e sim bovina (presente onde tem bovinos) ● Hospedeira intermediária do nematódeo habronema microstoma(ferida de verão), além de poder transmitir AIE. ●Presente também na orelha do cão Sua larva se desenvolve em matéria orgânica vegetal em decomposição (ex: cama dos animais, palhas, fenos), esterco de aves, estábulos e em fases finais na decomposição de lixo. Ações sobre o hospedeiro: Picada dolorosas, causam estresse pois são moscas ativas. Em uma grande infestação ocorre perda de sangue e estresse elevado Causa uma espoliação, irritação, decréscimo de peso corporal e produtividade de leite, ocorre até mesmo amorte do animal. Controle: ● Não amontoar matéria vegetal em decomposição ● Remoção de resíduos alimentares úmidos dos estábulos ● Aplicar inseticidas nos locais de pouso ● Retirar/incinerar a cama dos animais com frequência ● Cuidado com as palhas usadas em plantações ● Cuidado com o manejo de fezes do animal ● Controle biológico através de vespas HAEMATOBIA IRRITANS (Mosca do chifre) … ………. São hematófagas, irrita muito o animal em períodos de manhã/tarde/noite com infestação média de 500 moscas por animal. ● Ovos depositados em fezes recém emitidas ● Perda de peso do animal ● Só abandonam o animal para acasalar e depositar ovos ● Hematofagos intermitendes ● Pousa com a cabeça pra baixo ● Acumala mais em pelagem escuras ● Preferência em animais machos relacionada a atividade de glândulas sebáceas. ● Cor negra com tons cinzas ●Espiráculos com aberturas sem formatos definidos Em áreas mais quentes elas ficam nas regiões ventrais e quando ocorre uma queda de temperatura ficam dorsalmente Controle: ● Utilizar besouro (rola bosta) ● Aplicar inseticida organofosforado derramando na linha da superfície dorsal ● Aplicar piretróides ou usar brincos com estes inseticidas ANOTAÇÕES: ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….…………………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………… …….……………….……………….………….……………….……………….……………….……………….…… ➳ família SARCOPHAGIDAE Espécie de tamanho médio, tem espinhos, cor uniforme cinzenta com três faixas negras no mesonoto ● Insetos adultos alimentam se de fezes, carne morta e suco de frutas. ● Fêmeas larvíparas depositam onde haja matéria orgânica em decomposição ou deveres. Produz miíases secundárias, pseudomiíases, larvas predadoras (que pedram outras larvas de outras espécies), veiculação de patógenos. 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Essa ultlização induz a miasses secundária (larvas nefrobioncróagas) Deve conhecer o paciente para realização do procedimento pois as mesmas produzem aonio e há pessoas que são refratárias. Além disso, depende da lesão e da parte o corpo. Ex: em locais que há vasos calibrosos e em áreas sensíveis não é recomendado Indicações: Infecções que não respondem à antibioterapia. Ex: abcessos, queimaduras, gangrena, úlceras, osteomielites, feridas em pé de diabéticos, entre outros… Mecanismo: ● Desbridam feridas necróticas, liquefazendo e removendo tecido necrosado (produzem protease que removem o cálice) ● Produzem antimicrobianos e se alimentam de bactérias ●Estimulam a cicatrização e o crescimento do tecido. Procedimento ●Utilizar um kit ● L1 estéreis inoculadas na ferida ●Remover L3 (42-71 horas) …….……………….……………….……………….……………….……………….……………….………………. ……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…… ………….……………….……………………………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……….……….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….… …………….……………….……………….……………….……………….……………….……………….……… ……….……………….……………….……………….……………….……………….……………….…………… ….……………….……………….……………….……………….…………………………………………….…… Família Hippoboscidae ● Cabeça e tórax achatados, tarso com garras. ● Cabeça pequena e intimamente justaposta ao pró-tórax ● Atena com 3 seguimentos e olhos vestigiais ou ausentes. ● Aparelho bucal para baixo para a fixação e perfuração para alimentação ● As fêmeas são vivíparas, retém a larva no oviduto até o estágio em que a larva está apta para pupar. ● São parasitas permanentes ou permanecem com maior parte do seu ciclo biológico MELOPHAGUS OVINUS … . ● Macho e fêmeas hematófagos ● Mosca picadoras parecidas com carrapatos. ● Abdome não segmentado ● Fototropismo negativo ● Adultos são ectoparasitas e alimentam-se de sangue de ovelhas e cabras ● Fazem a pupa nos pelos ou lãs o animal Danos ao hospedeiro: anemia, inquietação, emaciação, inapetência, intenso prurido. Transmitem o protozoário Trypanosoma melophagium Tratamento: Tosquia da lã, ivermectina e piretróides (inseticidas) As fezes do parasito mancha as lãs de forma definitiva, diminuindo seu valor comercial. PSEUDOLYNCHIA CANARIENSIS … . ● Cor marrom ● Ocelos ausentes ● Dois primeiros pares de perna menor que o terceiro. ● Picadora, cabeça esférica ● É bem distribuída e ataca pombos e aves silvestres. ● Fêmeas são larvíparas, elas põem a larva L3 nos ninhos e não nas aves. Danos: anemia, irritação, mortalidade de pombos jovens. Transmitem o protozoário Haemoproteus Columbae. Tratamento: Deve-se fazer a remoção das moscas e inspeção periódica para averiguação de reinfestação. O repelente tem pouca eficácia. Aversão de piretróides, organofosfato e PDT em talco. Controle: não permitir o acesso a aves de vida livre aos criadouros e aves. ANOTAÇÕES: …………..…………..…………..…………..…………..…………..……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………..……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… Subordem Tabanomorpha Família Tabanidae - mutucas … . ● Tamanho de médio à grande ● Fêmeas hematófagas ● Transmissão mecânica de doenças para outros animais, ex: AIE, Trypanosoma equinum (protozoário, agente do mal de cadeiras) e Trypanosoma Evansi ● Hospedeiro intermediário Loa loa na África ● Presente maior em período deverão Têm sua picada dolorosa e sua saliva possui anticoagulante Mudam frequentemente de ponto de sucção, em cada local abandonado escorre um filete de sangue. Machos são fitófagos, ou seja, se alimentam de néctar e seiva, fazem polinização porém podem levar doenças à plantas. Morfologia ● Cabeça mais larga que o tórax, corpo sem cerdas. ● Coloração castanho acinzentado e preto, algumas manchas amarelas ● Olhos grandes e em algumas espécies incandescentes ● Antenas com 3 artículos, sendo o último anelado ● Aparelho bucal do tipo picador sugador ● Asas com ou sem manchas ● Abdômen com 7 segmentos É considerada praga dos animais domésticos e humanos, são mais ativos nos dias quentes e atacam mais bovinos de coloração preta. Ovos são depositados em ambientes aquáticos ou semiaquáticos Larvas predadoras de larvas de alguns artrópodes, moluscos e anelídeos Há 3 subfamílias: Pangoninae (espécie: fidena), Chrysopsinae (espécie: chrysops) e Tabanidae (tabanus) ● Fidena: Grandes, escuras, antenas curtas, aparelho bucal longo ● Chrysops: pequenas, asas manchadas amarela e preta, aparelho bucal curto ● Tabanus: média, asas claras com pequenas manchas, antenas curtas Controle: ● Evitar acesso de animais em áreas sombreadas e com coleções de água ● Limpeza dos cursos d’água e drenagem de campos alagadiços ● Aplicações de repelentes ANOTAÇÕES: …………..…………..…………..…………..…………..…………..……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………..……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… SUBORDEM NEMATOCERA ● Antenas longas ● Larvas com cabeça bem desenvolvida ● Pupa nua, nascimento dos adultos através de fenda dorsal em forma de T ● Aparelho bucal picador sugador ● Asas manchadas (as vezes) ● Reúne importantes vetores de doenças infecciosas e parasitárias ● Todas as fêmeas são hematófagas ● Psychodidae: mosquito palha, transmite leishmanioses (espécie: Lutzomyia) ● Simulídeos: borrachudos, vetor de onchocerca volvulus e onchocerca cervicalis (espécie: simulium) ●Ceratopogonidae: mosquito pólvora ou maruins: doenças da língua azul ● Culicidae: pernilongos, vetores de malárias, dengue, dirofilariose, elefantíase (espécie: anopheles, aedes,culex) Família Simuliidae … … ● Parecem pequenas moscas ● São hematófagos e transmitem a oncocercose nas américas e na áfrica. ● Asas com nervuras frágeis ● Cor escura ● Aparelho picador sugador ● Antena curta ● Probóscide curta e poderosa ● Causa dor e prurido ● picam em horas claras do dia Os ovos são postos sob vegetação que será submersa pela água de curso rápida ou sub pedras molhadas ● Larvas aquáticas que possuem antenas e escovas bucais ● Após 2-3 semanas elas tecem um casulo aberto e se transformam em pupa. Fazem sua fase larvária até L7. Controle: ●Aplicação de inseticidas como temófos, permetrina ou carbosulfan ● Controle biológico com aplicações de culturas de Bacillus Thuringiensis, está bactérias produz uma proteína tóxica para os dípteros por vías digestivas. ANOTAÇÕES …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. …………..…………..…………..…………..…………..…………...……… …..…………..…………..…………..…………..…………..…………..…… ……..…………..…………..…………..…………..…………..…………..… ………..…………..…………..…………..…………..…………..………….. Família Ceratopogonidae ……… N …….. ● Mosquito pólvora ● Insetos pequenos, são conhecidos como maruins também ● Atacam no fim da tarde/início da noite, atacam em grupos ● Aparelho bucal curto/robusto ●Asas com manchas ● Antenas longas ● Suga a região inferior dos corpos ●Palpos longos ● Asas superpostas quando em repouso. ●Abdome alongado, diferente do borrachudo ● Picadas intensas e dolorosas, com sensação de ardência. Gra lesões cutâneas de caráter urticante, eczematoso ou tuberculóide. ● Fêmeas hematofagas e transmitem filária. ● Podem transmitir Onchocerca cervicalis para equídeos e asininos (verme com ligamento cervical) que pode produzir fístulas e alopecia na região cervical e a opacificação do globo ocular. Transmitem também a doença da língua azul em ovinos, causa pelo Orbivirus. Além disso transmissão da virose oropouche para humanas na amazônia ●Ovos postos em centenas e são envolvidos por uma massa gelatinosa. Ciclo: as larvas são vermiformes e muito móveis, elas acabam por enterrar-se para pupa. O ciclo completos dura dua semanas em função da temperatura As larvas duram até L4 Controle: utilização de bacilos e drenagem de áreas úmidas, aplicação de repelentes e inseticidas Família Psychodidae …………… ….. ● Corpo com pelos finos e pequeno ● Cabeça formando ângulo de 90º com eixo do tórax ● Asas com posição semi ereta ● Pernas longas e delgadas ● Formas imaturas encontradas em solo úmido. ● Fêmea transmissor da leishmaniose ● Se criam em fezes de aves, cães, suínos, terrenos baldios com despejo e matéria orgânica, lixões... Ovos: ligeiramente recurvados e esbranquiçadas. Encontrados em solos rico de matéria orgânica e úmidos. Larvas: corpo escurecido, cabeça bem delgada, três segmentos torácicos e nove abdominais. Pupas: composta por cefalotórax e um abdome de nove segmentos. Ciclo biológico: ●Machos e fêmeas se alimentam de carboidrato (fitófagos). Quando parasitada pela leishmania aumenta ● Hematofagismo: reações alérgicas e picadas dolorosas e transmissão de doenças. Transmitirem doenças viróticas (febre dos três dias), bacterianas (febre oroya ou doença de Carrion ou Verruga peruana), protozoários (leishmania spp) Hemoglobina do sangue: a fêmea necessita para amadurecer sexualmente e produzir a cápsula dos ovos. Flebotomíneos ● Antenas longas: 16 artículos ● Cabeça pequena e alongada fortemente refletida pra baix ● Aparelho bucal picador-sugador curto ● Asas são lanceoladas coberta de peles com veias atingindo sua margem. ● Asas em pé até emrepouso ● Transmitem leishmanioses cutâneas e viscerais pela Lutzomyia ● Femeas hematófags mas também se alimentam de sucos vegetais como os machos. ● A fecundação pode dar-se antes ou depois de u m repasto sanguíneo. Para amadurecerem os folículos ovarianos e requerem ao mesmo um repasto de sangue. ● Atividade crepuscular ou noturna. ● Durante o dia ficam abrigados em lugares frescos como os ocos de árvores, bambus, tocas de animais, galinheiros, currais, depósitos de material, etc… ● Voos curtos e silenciosos, semelhantes a saltos Transmissão de leish é de caráter periódico pois com regimes de chuvas o inseto não é ativo. Lutzomyia intermedia: encontrada da paraíba até o paraguai e argentina. Principal vetora do sudeste Tem hábitos semi-domésticos invadindo casas e os abrigos de animais. Transmite Leishmaniose tegumentar cutânea pela leishmania infantum. Lutzomyia longipalpis: Transmite a Leishmaniose visceral causada pela Leish brasiliens Controle: inseticidas de ação residual, aplicados na casas e anexos, poda de arvores, remoção de restos de vegetais, não construção das casas dos animais perto de lugares úmidos, recolhimento das fezes de aves. Leishmaniose Cutânea Também chamada de leishmaniose cutâneo-mucosa, espundia, úlcera de bauru ou ferida brava. ● Os parasitos são inoculados pelo flebotimineos e fagocitados por macrofogos de pele (histocitos) transformam-se em amastigotas e permanecem no interior dos vacúolos. Eles são refratarios à digestão pelos macrofagos. ● No individ não-mune, as lesões iniciais são do tipo pápulo-vesicular, por vezes com linfangite e adenite satélite. Multiplicação dos macrofagos a nivel de derme ferindo a epiderme. Leishmaniose Visceral Leishamnia vai se viscerar e multiplicar-se nos macrofagos dos orgãos internos e danificar o tecido dos indivíduos. ● Os cães são os principais reservatórios da doença. Os mesmos apresentam unhas longas, diarréia e caquexia. ANOTAÇÕES …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… ..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..….. …..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..…..… Família Culicidae …… ……… ● Sem ocelos ● Antena com 15 a 16 segmentos ● Pernas longas ● Conhecidos como mosquitos ● Fêmeas hematófagas e machos fitófagos ● Fêmeas colocam seus ovos em lugares úmidos ou aquáticos. ● Há 4 estágios larvais e um estádio pupal, ambos aquáticos. ● Há 3 subfamílias: Anophelinae, Culicinae e Toxorhyncinae ● Transmitem dirofilariose Alimentação: machos e fêmeas de sucos vegetais ricos em carboidratos necessários para o metabolismo energético, porém as fêmeas também são hematófagas pois dependem do sangue para que ocorra o processo de maturação dos ovos. Postura: Os Anopheles fazem a postura em grandes coleções de água parada, ou com leve correnteza ou em água colhidas de bromélias. Ovos não são resistentes à dessecação. São postos isoladamente na superfície da água e apresentam flutuadores laterais Os Aedes realizam a postura na superfície de paredes de recipientes que contenham água limpa, como em barris, potes, vasos… Ovos postos isoladamente mas não apresentam flutuadores. Do Culex são colocados em posição vertical, formando uma jangada capazes de flutuar. Larvas: encontradas na água ainda que possam viver em um ambiente úmido. Há 4 estágios larvais e elas se alimentam de microorganismos e pequenos invertebrados que fazem parte do zooplâncton. ANOPHELINE ● Adultos com escamas abundante ● Probóscida bem desenvolvida e pelos retos ● Olhos grandes ● Antenas plumosas nos machos ● Ovos providos de flutuadores e postos isoladamente ● Larvas sem sifão respiratório ● Larvas horizontais na superfície da água ● Pupas com tromba respiratória e forma cônica curta e de abertura larga ● Perpendicular à superfície Anopheles darlingi: vetor da malária, bem apta a grande coleção de água limpa e iluminada. Ciclo biológico: Ocorre nos criadouros com lagoas, rios, lagos e represas, ou seja, grandes coleções de água com pouca correnteza, nas quais desenvolvem os estágios imaturas. Importância: veiculador da malárias Controle: proteção individual contra os vetores como uso de mosquiteiros, inseticidas ao redor da residência e conscientização individual. CULICINAE ● Ovos desprovidos de flutuadores e postos isolados ou em jangadas ● Larvas do sifão respiratório ●Dispõem-se perpendicularmente obliquamente na superfície líquida, permanecendo com o corpo mergulhado ● Pupa com tromba respiratória em forma tubulosa ● Fêmeas com papo curtos de comprimento menor do que a proboscis, já dos machos são longos ● Quando em repouso, esses mosquitos ficam com o corpo paralela à superfície. Culex ● Coloração marrom ● Fêmeas com papos curtas e antenas com pouca cerva, macho ao contrário ● Hábitos noturnos ● Fêmeas depositam seus ovos em água estagnada pura ou impura nas mediações dos domicílios. ● Ovos postos verticalmente e aglutinados formando uma jangada ● Encontrados em dormitórios sobre o teto, móveis e roupas. ● Larvas com sifão respiratório com cerdas. ● Quando em repouso posição oblíqua em relação à linha d’água. Transmite Wuchereria rancrifi que gera elefantíase. Algumas espécies transmitem encefalite equina Controle: Inseticidas químicos, controle biológico com a utilização de bactérias Bacillus.. AEDES ● Fêmeas com antenas de pouca cerdas e machos com muitas ● Larvas com sifão respiratório curto e um tufo de cerdas no mesmo. ● A. aegypti são urbanos e A. albopictus silvestre são rural ● Transmissor da dengue. Ciclo biológico: Após a cópula as fêmeas necessitam fazer repastos sanguíneos para a maturação dos ovos. Os ovos são depositados separadamente em vários lotes, postos em intervalos de 1 ou mais dias. Resistem à dessecação por vários meses. As larvas se alimentam de microorganismos contidos naágua e têm postura perpendicular à superfície da água. São fototróficas negativas, preferem locais escuros. Transmite febre amarela e a dengue, A alta densidade vetorial é estimulada pelo imenso número de criadouros devido o reflexo do crescimento desordenado da cidade e descaso com a educação sanitária e ambiental, associado a altas temperaturas, umidade elevada e períodos fortes de chuvas. Controle: Eliminação dos criadouros, manter hermeticamente fechadas caixas d'água, tonéis e barris, manter garrafas para baixo, manter lixo em local apropriado, não deixar água acumulada e outros…. Além de controle biológico com Bacillus Thuringiensis também é utilizado no controle de larvas ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………... ………………………………………………………………………………… Carrapatos Classificação - taxonomia ● Reino: Animalia ● Filo: Arthropoda - Subfilo: Chelicerata ● Classe: Arachnida Ordem: Acari - Subordem: Ixodides ● Famílias: Ixodidae (família de maior número e mais importante - carrapato duro), Argasidae (carrapato mole), Nuttalliellidae (apenas 1 espécie e não é presente no brasil) Características gerais São ectoparasitas obrigatórios, hematófagos, causam vários prejuízos ao hospedeiro como dano mecânico (lesão no couro), espoliação sanguínea (anemia), irritação, inflamação, transmissão de agentes patogênicos, baixa de fertilidade e sua saliva pode causar toxicoses e paralisia. Além dos danos físicos ao animal também há danos econômicos com gastos de acaricidas. Eles se aderem firmemente ao hospedeiro, tem um período longo de repasto sanguíneo e regurgitam durante o repasto, tem um longo tempo de vida, um rápido aumento populacional e realizam transmissão transovariana (transmissão para todos os ovos da fêmea) e transestadual (transmissão na fase de ninfa). Assim, fazendo deles um potencial vetor de doenças. Morfologia ● Gnatossoma: aparelho bucal 1. Par de palpos: órgãos sensoriais 2. Par de quelíceras: apêndices altamente esclerotizados que ajudam a cortar e perfurar a pele 3. Hipostômio: estrutura da parte inferior da base do capítulo que possui uma fileira de dentes direcionados para trás e tem como função manter o carrapato aderido. ● Idiossoma: região posterior do corpo (tórax e abdome) Órgão de Haller: órgão sensorial localizado abaixo do primeiro par de patas que possui quimiorreceptores que captam a liberação de CO2 e temperatura do hospedeiro para facilitar a localização do hospedeiro com a ajuda dos palpos. Fases de vida ● larva: tem 3 pares de patas e não possui aparelho reprodutor por ser a fase imatura do carrapato ● ninfa: possui quatro pares de patas e não possuem órgão reprodutor ● adulto: onde ocorre a diferenciação sexual e a copulação. Respiração As larvas respiram pelo tegumento já as ninfas e adultos possuem um par de estigmas (espiráculos respiratórios) que levam a um complexo de traqueias através da placa estigmal . Ciclo biológico Podem ser monoxeno (utiliza apenas 1 hospedeiro para completar seu ciclo) fêmeas postam os ovos no ambiente e desses ovos eclodem as larvas que identificam seu hospedeiro e sobem no hospedeiro para se alimentar. Quando se fixa no hospedeiro, ela fica permanentemente ali, realizando a mudança sem sair do hospedeiro. Indo ao chão apenas para liberar os ovos. Podem ser também heteroxenos (utiliza mais de um hospedeiro para completar seu ciclo), do ovo eclode a larva e ela vai procurar um hospedeiro para se alimentar, a muda da larva pra ninfa não ocorre sobre o hospedeiro, ela se solta do hospedeiro e realiza a muda no ambiente,a ninfa volta para outro hospedeiro para continuar seu desenvolvimento. Quando adulto vai ao ambiente novamente para fazer a cópula. Maior possibilidade de transmissão de patógenos. Coleta e identificação das espécies Pode ser por coleta manual, arraste de flanela branca, armadilha de CO2 (gelo seco ou carbonato + ácido lático) e a identificação é através de sua morfologia e hospedeiro FAMÍLIA IXODIDAE …………………………… ………….. ● Possui 13 gêneros ● Presença do escudo dorsal (carrapato duro) - nas fêmeas o escuto é incompleto para expandir o idiossoma na hora da alimentação para a produção de ovos e machos completos. ● Acasalamento sobre o hospedeiro ● Femea orre após a postura de ovosss ● Corpo achatado dorso-ventralmente ● Aparelho bucal projetado para frente e visível quando observado de cima. ● Espiráculos após o 4 par de patas Espécies Rhipicephalus (boophilus) microplus: parasita principalmente bovinos Rhipicephalus sanguineus: parasita principalmente cães Dermacentor nitens: parasita principalmente equídeos Amblyomma cajennense / Amblyomma sculptum: baixa especificidade mas parasita geralmente equídeos. Rhipicephalus (Boophilus) microplus ------------------ ● Conhecido como carrapato do boi, porém pode ser encontrado em cavalos, cães e homem. ● Possui um ciclo monoxeno ● Fase adulta em 21 anos ● São carrapatos duros, tem o formato hexagonal da base do gnatossoma, tem o hipotômio curto e não possuem festões no idiossoma. Transmissão de patógenos: 1. Anaplasma marginale - anaplasma- transmissão transaariano e transestadial 2. Babesia bovis e babesia bigemina - babesiose - transmissão transaariano e transestadial Eles podem transmitir os três patogênicos juntos e isso se o nome de tristeza parasitária bovina, causa anemia e morte por destruir as hemácias do animal . Controle: ● Carrapaticidas (pulverização, banho de imersão, aplicação dorsal, injetável). É importante o uso de carrapatograma para que não ocorra o uso desnecessário e tornar os carrapatos resistentes. ● Vacinas ● Feromônios associados a substâncias tóxicas ● Rotação de pastagem ● Controle biológico ● Gramínea com poder repelente (capim-gordura capim-elefante) Raças resistentes - zebuínos são mais do que os taurinos Rhipicephalus sanguineus ------------------------------- ● Carrapato vermelho do cão, mas também encontrado em outros mamíferos ● Sobem muros e paredes, abrigando-se em frestas. São cosmopolita ● Ciclo heteroxeno (três hospedeiros) ● São carrapatos duro, base do gnatossoma hexagonal e hipostômio curto e diferente do microplus, o sanguíneos possui festões Transmissão de patógenos 1. Babesia canis 2. Ehrlichia canis 3. Hepatozoon canis Controle ● Carrapaticidas: banho, injetável, uso oral, coleiras, pour-on ● Limpeza do ambiente: forros e canis com carrapaticidas ou vassoura de fogo Amblyomma Cajennense (amblyomma sculptum)--- ● Carrapato estrela, carrapato do cavalo, carrapato pólvora ● Baixa especificidade e hospedeiro ● Ciclo heteroxeno ( 3 hospedeiros) ● Larvas (março - julho), ninfas (julho - novembro), adulto (novembro a março). ● Carrapatos duros, aparelho bucal longo que gera picadas doloridas e possui festões Transmissão de patógeno 1. Babesiose equina 2. Febre maculosa Dermacentor (Anocentor) nitens ------------------- ● Carrapato da orelha do equino, somente. ● Parasita principalmente equinos: cavalo, mula e asnos. ● Encontrados no pavilhão auricular e divertículo nasal. ● Exclusivo do novo mundo. ● Ciclo monoxeno. ● Carrapato duro, base do capítuloretangular, palpo curto e largo, tem placas espiraculares em formato de dial de telefone. Transmissão de patógenos 1. Babesia equi 2. Babesia caballi Controle ● Carrapaticidas: pulverização, banho de imersão, aplicação dorsal, injetável ● Feromônios associados a substâncias tóxicas ● Rotação de pastagem ● Controle biológico: ainda em estudo.. ● Gramínea com poder repelente (capim-gordura capim-elefante) FAMÍLIA ARGASIDAE ……………………………………… ………….. ● Carrapatos moles (não possuem escudo dorsal) ● Superfície texturizada ● Vivem em ninhos e tocas do hospedeiro ● Faem diversas posturas intercaladas com pequenas quantidade de ovos - a fêmea não morre após a postura ● Acasalamento fora do hospedeiro ● Vários estágios ninfais ● Alimentação rápida ● Aparelho bucal ventral, não visível de cima ● Dimorfismo sexual visto apenas com lupa ● Placas espiraculares pequenas localizadas entre coxa 3 e 4 Espécies: Argas miniatus: parasita de galinhas Ornithodoros rostratus: parasita mamíferos Octobius megnini: pavilhão auricular de mamíferos Argas miniatus --------------------------------------- ● Parasitos de galinhas e hábitos nidícula e noturno. ● Postura de 100 a 150 ovos por vez. ● Possui até 5 estágios ninfais. Transmissão de patógenos e doenças 1. Borrelia anserina - borreliose aviária 2. Paralisia dos pintos Ornithodoros rostratus ------------------------------ ● Carrapato do chão com hábitos noturnos, parasita mamíferos em geral. ● Picada dolorosa causando lesões ● Postura de 120 a 180 ovos por vez ● Possui até 5-6 estágios ninfais Octobius megnini ------------------------------------- ● Carrapato espinhoso da orelha, encontrado no norte do brasil. ● Mais encontrado em bovinos e equinos. ● Corpo parece violino. ●Larva e ninfa parasitas e o adulto não parasita (são encontrados em galhos e tronco de árvores). ● Dois estágios ninfais. Danos: 1. Causam otite, meningite e paralisia. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. Introdução à helmintologia Filo Platyhelminthes São vermes achatados dorso-ventralmente e com simetria bilateral. São heteroxenos.. ● Classes importantes: Trematoda e Cestoda. Classe trematoda Corpo não-segmentado, possui ventosas e forma típica de folha. Ordem digenea ● Tem dois hospedeiros, um intermediário (moluscos) e um definitivo. ● Reprodução assexuada (acontece no organismo do hospedeiro intermediário) e sexuada,(organismo do hospedeiro definitivo) ● Tem duas ventosas, uma oral e outra ventral ● Maioria são hermafroditas ou com dois sexos separados. ● Seu estágio evolutivo é ovo, miracídio, esporocisto, rédea, cercária e metacercária. ● Famílias de maior importância: Schistosomatidae, Fasciolidae, Paramphistomidae e Dicrocoeliidae.. Fasciolose (baratinha do fígado) …………………... Família: Fasciolidae Espécie: fasciola hepática. Os ovinos têm o quadro clínico mais grave apesar de ser mais abundante em ruminantes. Pode parasitar equinos, suínos e humanos também. Morfologia: Corpo mede 20 a 30 mm de comprimento e 15mm de largura, tegumento com escamas, corpo largo na parte anterior e estreito na posterior. Possui também uma ventosa oral situada em um prolongamento cônico (cone cefálico) na parte anterior do corpo e seu tubo digestório é incompleto (não tem ânus). São hermafroditas. Importância: Zoonose acidental e é uma das mais importantes doenças de ruminantes domésticos no mundo, causando prejuízos econômicos para pecuaristas. Os vermes se alimentam de sangue e as escamas/tegumento espesso servem além da fixação, causar lesões para se alimentarem do sangue oriundo. Na maioria das vezes o verme não se alimenta do sangue todo então pode ocorrer presença de sangue nas fezes. Ovo O ovo é acastanhado com casca espessa onde há um opérculo para eclodir o miracídio (larva que está dentro do mesmo), ele é eliminado com as fezes dos ruminantes. O embrionamento faz-se no meio aquático e dura 10-20 dias. - O miracídio invade o corpo do caramuja e transforma-se em esporocisto, e dentro dos mesmos forma-se várias rédias. Dentro de cada rédeas surgem massas celulares que darão origem aos próximos elementos do ciclo, as cercárias. As cercárias saem do corpo do caramujo e transformam-se em metacercárias. Caramujo O caramujo da fasciolose pertence ao gênero Lymnaea e tem em torno de 5 a 10 mm de comprimento da concha. Vive tipicamente em áreas alagadiços e margens de água de curso lento. Os bebedouros podem ser reservatórios desse caramujo, além de pisoteamento dos animais em épocas de chuvas, passagem de trator no curral que deixam valas no solo que também podem abrigar. Ciclo biológico 1. O ovo sai junto com as fezes do hospedeiro definitivo (o animal de produção). Os ovos chegam à coleção de água onde eclodem os miracídios. O miracídio penetra nos caramujos (lymnaea) e se transforma em esporocisto que da origem de 5 a 8 rédeas. 2. As rédias dão origem às cercárias ou podem dar origem de rédias da segunda geração (pois em período de seca não é favorável liberar as cercárias, então retarda a liberação). 3. As cercárias saem do corpo do caramujo, vão para vegetação e dão origem às metacercárias que são ingeridas pelos hospedeiros definitivos. Quando ingeridas pelos hospedeiras, elas chegam até o duodeno no hospedeiro onde abandonam a cápsula e cai na cavidade peritoneal, logo, vão para o fígado por quimiotropismo, atravessando a cápsula hepática, adentrando o parênquima hepático até o ducto biliares onde se desenvolvem os adultos. Algumas cercárias se perdem no caminho e chegam até os pulmões ou continuam na cavidade peritoneal. Distribuição geográfica É cosmopolita, encontrada em quase todos os países do mundo, em áreas úmidas, alagadas ou sujeitas a inundações periódicas. Eles são parasitas de ovinos, bovinos, caprinos e mais raramente em seres humanos. Patogenia Fasciolose é um processo inflamatório crônico do fígado e ductos biliares, a gravidade da infecção depende da espécie de hospedeiro, da fase do parasito no hospedeiro. - Fase 1 - migração parasitária: gera hemorragias e formação de lesões que podem evoluir para necrose - fase mais crítica. - Fase 2 - presença do adulto nos canais biliares: gera dilatação dos canais biliares e neoformação dos canalículos biliares, formação de nódulos e, às vezes, grave reação fibrosa do parênquima hepático. Há também calculose. Isso pode provocar cirrose e insuficiência hepática. Sintomatologia - Fase 1: aumento doloroso do fígado, diarréia, anemia, febre, mal-estar, dor no hipocôndrio direito e eosinofilia sanguínea (duração de 3 a 4 meses) - Fase 2: Quadro clínico benigno ou assintomático (eosinofilia diminuída). Em casos mais graves gera dor abdominal, constipação, anorexia, dispepsia, febre baixa, hepatoesplenomegalia e emagrecimento, urticária e anemia. Uma longa história clínica pode surgir colecistite (inflamação da vesícula biliar), angiocolite (inflamação das vias biliares), calculose ou outros quadros digestivos crônicos. A evacuação é pouco frequente ou constipação intestinal. - Aparece icterícia quando se instala uma colelitíase obstrutiva(formação de cálculos nos ductos biliares). Diagnóstico ● Exame patológico de fezes e bile ● Para humanos: intradermorreação com antígenos de fasciolose hepática e outros testes de imunodiagnóstico. Epidemiologia - fatores predisponentes ● Criação extensiva de ovinos e bovinos; ● Longevidade dos ovos e das metacercárias; ● Grande produção de ovos; ● Presença do hospedeiro intermediário nos pastos; ● Plantação de agriã ema árrasenemics; ● Beber água de córrego em regiões endêmicas; ● Temperaturas e presença de luz solar; ● Alternância de umidade/seca; ● Áreas úmidas, fontes, canais de irrigação e água corrente lenta.; ● Uso irregular de anti-helmínticos em doses ineficientes:resistência. Medidas de controle: 1. Evitar disseminação entre os animais: aplicação de anti-helmínticos 2. Eliminar a fonte de infecção: drenagem das áreas úmidas, usando mosquicidas e controle biológico 3. Cultivo de agriões em águas não-contaminadas por fezes de animais 4. Profilaxia individual (humana): não ingerir agriões crus sem lavagem e nem ingerir água que não seja potável. Família Paramphistomidae …………………………………... Espécie: Paramphistomum Cervi Seu formato é diferenciado, são cônicos e não achatados, tem cerca de 1cm de comprimento. - Há um poro genital no terço anterior do corpo. - Ventosa genital ausente e ventosa ventral na região posterior do corpo. Parasito de duodeno na fase jovem e adulto o estômago (rúmen e retículo) do animal. Hospedeiro definitivo: bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, búfalos e cervídeos Hospedeiro intermediário: moluscos dos gêneros Planorbis, Bulinus e Biomphalaria. Ciclo biológico: similar ao de fasciola hepatica Ciclo evolutivo: no hospedeiro definitivo ocorre totalmente no trato digestivo. Patogenia: - Fase intestinal: erosões na mucosa intestinal - edema, hemorragia e ulceração. - Fase adulta: comensais Sintomatologia: Diarréia, anorexia, anemia, edema, intermaxilar, pele seca… Às vezes ocorre hemorragia retal e mortalidade até 90% Tratamento Na forma imatura: rafoxanida, niclofolan Na forma adulta: oxiclozanida Controle: impedir o acesso dos animais às fontes naturais de água e aplicação de mosquicidas ou remoção manual dos mesmos ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. Família Dicrocoeliidae Espécie: Eurytrema coelomaticum e eurytrema pancreaticum ………………… ……… ● Ventosa oral subterminal. ● Poro genital anterior à bifurcação do tubo digestivo ● 10 a 13 mm de comprimento. ● São hematófagos ● Ruminantes Hospedeiros definitivos: bovinos,búfalos, ovinos, caprinos, suínos e homem. Hospedeiros intermediários: moluscos terrestres do gênero Bradybaena (1) e artrópodes (2) (formigas e gafanhotos) - o ciclo acontece em terra firme, assim não há necessidade de acúmulos de águas. Ciclo evolutivo: 1. O molusco ingere ovos, ocorre a eclosão do miracídio. Em seguida gera o esporocisto I e II e do esporocisto surge a cercária que sai do corpo do caramujo e se adere a vegetação. Quando aderidos à vegetação ocorre a ingestão dos artrópodes. 2. No corpo dos artrópodes se transformam em metacercárias e quando os hospedeiros definitivos ingerirem esses insetos acidentalmente, adquirem o verme adultos que atravessam a parede do intestino e chegam a cavidade peritoneal no qual invadem o pâncreas e os ductos pancreáticos. 3. Ocorre a eliminação dos ovos nas fezes do animal e recomeça o ciclo. 4. Eurytrema coelomaticum Patogenia Gera o espessamento e endurecimento dos canais pancreáticos. Pode gerar caquexia. As lesões no pâncreas são decorrentes do processo inflamatório crônico dos canais - pancreatite crônica. ● Não há relatos de mortalidade. Diagnóstico Exame de fezes por método de sedimentação e necropsia Epidemiologia - controle Semelhante ao da fasciola, combater os caramujos, retirar animais infectados das pastagens, tratamento com anti-helmínticos . Espécie: Platynosomum fastosum ……………… … ● 4 a 8mm de comprimento ● corpo alongado ● Acomete felinos ● Hermafroditas ● Ventosa oral e ventral Hospedeiros definitivos: felinos domésticos e silvestre Hospedeiros intermediários: moluscos (1), crustáceos (2) e lagartos (3). O ovo é dotado do opérculo com cor castanha escura e é encontrado nas fezes de gatos e felinos silvestres. Ciclo evolutivo 1. O molusco ingere o ovo e eclode o miracídio, em seguida o esporocisto que dão origem às cercárias. As cercárias aderem a vegetação ou ficam presentes no solo. 2. Logo, o tatuzinho bola ingere a cercária e dentro do corpo do crustáceo formam as metacercárias. 3. O lagarto ou lagartixa ingere o tatuzinho e o gato ingere a lagartixa, assim, o animal passa a ter os adultos nos canais biliares. Patogenia Cirrose e icterícia Sintomatologia Diarréia, anemias, vômitos e morte Tratamento praziquantel e nitroscanato tatuzinho bola Classe Cestoda ● Corpo achatado, em forma de fita ● Parasitos segmentados ● Corpo dividido em 3 regiões: escólex (cabeça), colo (pescoço) e estróbilo (é composto por segmentos chamados proglotes). ● Não possuem aparelhos digestivos, assim ficam com dependência metabólica em relação ao hospedeiro. Habitat: na forma adulta ficam o tubo digestivo do hospedeiro definitivo e na forma larvária nos tecidos diversos dos hospedeiros intermediários Família Taeniidae Espécies: Echinococcus granulosus, taenia pisiformis, taenia hydatigena, taenia ovis e taenia multiceps (hospedeiros definitivos - cães) e taenia taeniformis (hospedeiro definitivo - gatos) Pro hospedeiro definitivo ter acesso dos cestódeos ele tem que devorar o tecido dos mamíferos intermediários com cisto hidático. Espécie Echinococcus granulosus …………… …….. Adulto: são hermafroditas, com ventosas (4) e uma coroa de gancho no escólex para manter-se fixo no intestino. Doenças: hidatidose (homem, ovinos e outros herbívoros) e equinococose (cães). Ciclo: 1. O verme adulto se abriga no intestino delgado dos cães, os vermes adultos liberam as partes dos corpos dele (proglotes) que estão com ovos e são eliminadas com a fezes do cachorro, assim, contaminando o ambiente. 2. Em seguida, o hospedeiro intermediário ingere acidentalmente os ovos que atravessam a parede intestinal e caem na corrente sanguínea. 3. As oncosferas (larvas) alojam-se nos tecidos e desenvolvem-se em cistos hidáticos (que contém o escólex). Os cistos são mais frequentes nos pulmões e fígado dos hospedeiros intermediários 4. Em seguida, o cão se alimenta de tecidos com cistos e no duodeno cada larva dará origem a um verme adulto. 5. O verme adulto em 2 meses está eliminando os ovos e infectando pastagem. Transmissão Em crianças - pelos dos cães estão repletos de ovos. Em cães, o mesmo deve comer as vísceras do hospedeiro intermediário em que o cisto está presente, se não comer, não terá a verminose. Patogenia No intestino do cachorro é assintomático (h.d), e a patogenicidade varia com o número de cistos e sítio de desenvolvimento (h.i). Alterações - cisto: - Ação mecânica: pressão exercida pelo cisto no tecido, sensação de peso ou dor. Quando o cisto se armazena no fígado gera ascite, perturbação do fluxo biliar, perda de apetite, ruminação alterada, diarreia e emagrecimento. Já, no pulmão gera dificuldades respiratórias (tosse sibilante, respiração alterada, dispneia e febre). Em casos de ruptura tem a eliminação dos escólex no catarro (hidatoptise) ou retenção e formação de novos cistos. - Reação alérgica: antígenos do cisto aumentam os níveis de IgE. - Rompimento dos cistos: ocorre o choque anafilático - liberação de altas doses de antígenos. A liberação de fragmentos do cisto gera um cisto secundário e produção de embolia, sobretudo no pulmão. Medida: jamais fornecer carcaças frescas de animais para o cão se alimentar. Em casos de carcaça infectada deve haver a incineração Diagnóstico 1. Clinico: pouco utilizado pois sintomas são poucos apreciáveis nos cães. 2. Laboratorial: exame de fezes dos cães (impreciso), necropsia de cães em áreas endémicas Hidatidose humana: Detecção de imagens (pode haver confusão com outros processos tumorais), reações imunológicas, exames microscópicos do escarro ou urina, hemograma, laparoscopia. >> Hidatidose (presença das larvas nos h.i)por todo coração com um atraso de 1/6 segundos dos átrios para o ventrículo. Estruturas especializadas na despolarização: • Nodo sinusal é uma faixa pequena de músculo especializado que quase não têm filamentos contráteis. Ele tem conexão direta com as fibras musculares e com as vias internodais. Ele é considerado o Marca passo cardíaco pois ele apresenta grande quantidade de canais de íon e, com isso, dá o poder de despolarização maior. Além disso, há eletrólitos no meio extracelular que faz com que ele gere um maior potencial de ação. • Nodo atrioventricular: Gera o atraso para que ocorra primeiro a contração atrial e depois a contração ventricular. Isso ocorre porque entre o átrio e o ventrículo há um septo conjuntivo que separa os separam e assim, ele isola a passagem de P.A. Nesse septo há poucas GAPS, gerando um atraso. Excitação Cardíaca • Fase 0: Despolarização rápida pela entrada abrupta de Na+ e a lenta entrada de cálcio • Fase 1: Início da repolarização (os canais de Na+ se inativam) . Ocorre a abertura/ fechamento dos canais de K+ (repolarização breve) • Fase 2: Platô: Ca++ continua a entrar na célula e o K+ sai. • Fase 3: Repolarização final: canais de Ca++ se fecham e K+ sai rapidamente • Fase 4: Repouso: Transporte ativo pela bomba de sódio potássio para dentro da célula e Na+ para fora. Registro do Eletrocardiograma Esse registro acontece pela proximidade do eletrodo • Onda P: Despolarização do átrio (sístole atrial) • PR: Seguimento isoelétrico que representa a despolarização atrial e o atraso fisiológico do estímulo ao passar através do Nó Atrioventricular. • QRS: Despolarização dos ventrículos (sístole ventricular) • ST: Segmento corresponde ao intervalo entre o fim da despolarização e o início da repolarização ventricular • Onda T: Repolarização do ventrículo (diástole, relaxamento) → A repolarização do átrio não pode ser observado pois ela é simultânea com a despolarização dos ventrículos. Mediação dessa atividade elétrica -SNA • Simpático: Ação cronotrópica positiva (aumento da FC) e inotrópica positiva (contratilidade) • Parassimpático: Ação cronotrópica negativa (diminuição da FC) Ciclo Cardíaco → Nos mamíferos e aves há dois tipos de circulação: ○ A circulação sistêmica ou grande circulação: é aquela em que o sangue rico em oxigênio sai do VE do coração pela aorta, artéria que se ramifica pelo corpo em artérias menores e mais finas, as arteríolas e os capilares, respectivamente. O sangue oxigenado(arterial) é transportado para todo o corpo, onde ocorrem as trocas gasosas e, este retorna ao coração rico em gás carbônico (venoso). As veias cavas superior e inferior recolhem o sangue venoso, das regiões acima do coração e do resto do corpo, respectivamente, lançando-o diretamente ao AD. ○ A circulação pulmonar ou pequena circulação consiste em levar o sangue pobre em oxigênio e rico em gás carbônico aos pulmões e devolve o sangue oxigenado para o coração. O sangue rico em gás carbônico vai do AD para o VD e é bombeado para o pulmão através da artéria pulmonar, que se bifurca em artéria pulmonar direita e esquerda que vão para os respectivos pulmões. Nos capilares, que são finos e permitem as trocas dos gases respiratórios, ocorre a hematose, onde o sangue perde gás carbônico e recebe o oxigênio dos alvéolos, transformando-se em sangue arterial, rico em oxigênio, que retorna ao coração pela veia pulmonar pelo AE, reiniciando o trajeto. Obs: O ventrículo esquerdo tem uma espessura maior devido a grande pressão que ele gera para bombear sangue para todo o corpo. Válvulas: Permitem a passagem de sangue e Impede que ele retorne. • Estenose: diminuição da valvas semilunares • Sopro de refluxo: a valvas atrioventriculares não se fecham o suficiente e o sangue volta. Parâmetros Clínicos Débito Cardíaco: Quantidade de sangue bombeado pelo coração para o corpo a cada minuto. DC = FC x FE DC- débito cardíaco FC- frequência cardíaca FE- fração de ejeção ( quantidade de sangue cabível no ventrículo) Fatores que afetam • Nível basal do metabolismo • Exercício • Idade - redução do musc. cardíaco Índice cardíaco Considera as áreas do corpo, assim terá um parâmetro numérico mais específico DC/área Retorno Venoso Quantidade de sangue que chega no coração por minuto • Seu valor deve ser igual ao Débito cardíaco, exceto nos momentos em que o sangue está armazenado no coração ou nos pulmões. Controles Controle Intrínseco ou mecanismo cardíaco de Frank-Starling: Controle exercido pelo próprio coração baseado no estiramento do coração • Capacidade intrínseca do coração de se adaptar a volumes crescentes de afluxo sanguíneo Controle extrínseco • SNA (simpático aumenta FC e força de contração, parassimpático diminui) • Medicamentos (digitálicos, nitroglicerina, cafeína...) • Doenças (Isquemia, hipocalcemia) Ciclo Cardíaco 1. Enchimento ventricular Átrio - relaxado Ventrículo- relaxado Valva Mitral- aberta Valva Aórtica- fechada 2. Sístole Atrial Átrio - contraído Ventrículo - relaxado Mitral- aberta Aórtica- fechada 3. Contração Isovolumétrica Átrio- relaxando Ventrículo- contraído 1º Bulha “TUM” Mitral- fechada Aórtica- fechada 4. Ejeção de sangue para Aorta. Átrio- relaxado Ventrículo- contraído Mitral- fechada Aórtica- aberta 5. Relaxamento Isovolumétrico: Átrio- relaxado Ventrículo- relaxado 2º Bulha “TÁ Mitral- fechada Aórtica- fechada Insuficiência cardíaca O coração não dá conta de bombear todo sangue que chega nele. Pode ocorrer pela válvula não fechar direito, obstrução e outros… . Insuficiência cardíaca congestiva Ocorre a redução do débito cardíaco e o acúmulo de sangue nas veias aumentando a pressão venosa. Sintomas: Se a ICC é do lado direito (sangue vindo do corpo), o sangue se acumula onde a gravidade ajuda, assim, ocorre edema dos membros e acúmulo de líquido no abdome (ascite). Se a ICC é do lado esquerdo, ocorre edema pulmonar OBS: Dirofilariose é uma doença parasitária causada pelo verme Dirofilaria immitis que se instala na artéria pulmonar. Sua transmissão é através da picada de mosquitos culicídeos e gera a ICC cardíaca direita. Circulação Aves e mamíferos Nas aves e mamíferos o coração possui quatro câmaras, sendo dois átrios e dois ventrículos, completamente separados. A circulação sanguínea é separada da circulação arterial, não havendo nenhuma mistura do sangue venoso com o arterial. É uma circulação dupla completa. Répteis Os répteis, em sua maioria, possuem um coração com três câmaras. O ventrículo é parcialmente dividido, há mistura do sangue no coração, mas em menor quantidade. Nos répteis crocodilianos a divisão dos ventrículos é completa porém há ductos arteriais e há troca de sangue entre as artérias (sangue venoso e arterial) Anfíbios Nos anfíbios há três câmaras no coração: dois átrios e um ventrículo, o sangue se mistura no coração e o sangue vai ser bombeado para os pulmões e pela pele, ocorrendo a hematose.. Peixes Nos peixes, o coração tem apenas duas câmaras, um átrio e um ventrículo. O sangue venoso entra pelo átrio passa ao ventrículo e dali é bombeado para as brânquias, onde será oxigenado. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………● Ovinos e cães de pastoreio, os ovinos apresentam a mais alta prevalência de cistos férteis Profilaxia Manejo adequado dos ovinos, impedir o fornecimento de vísceras de ovinos para cães, incinerar vísceras com cisto hidático, eliminar cães errantes, tratamento dos cães com praziquantel ou arecolina e educação sanitária da população . Tratamento (hidatidose) É cirúrgico (animais) ou medicamentoso com albendazole (humanos) Taenia pisiformis ……………………………………………………... ● Escólex quadrangular, rosto com duas coroas e ganchos em forma de espinho e 4 ventosas circulares. ● Habitat: adultos no intestino delgado dos cães e larvas (cysticercus pisiformis) no fígado e cavidade peritoneal de coelhos e roedores. Ciclo: 1. Proglotes com ovos são eliminados nas fezes do cachorro e ingeridos pelo hospedeiro intermediário, atravessando a parede intestinal e caindo na corrente sanguínea. 2. As oncosferas alojam-se no fígado, transformam-se em larvas móveis e daí migram para cavidade peritoneal onde originam cysticercus pisiformis. 3. O cão se alimenta dos tecidos contendo cysticercus e no duodeno os cysticercus desenvolvem-se em vermes adultos, depois de 60 a 70 dias o cachorro libera os ovos pelas fezes e reinicia o ciclo. Quadro clínico: Quando tem poucos adultos é sem sintomas, com carga parasitária alta pode ocorrer a obstrução e perfuração intestinal, apetite depravado, arrastamento do anus no solo, ato de esfregar o focinho em objetos. Em casos graves: distúrbios nervosos, ataques epileptiformes e até sintomas semelhantes aos da raiva. Quadro clínico em coelhos: caquexia e morte Diagnóstico (teníase) 1. Clínico: sinais e sintomas. 2. Laboratorial: exame de fezes dos cães e avaliação das carcaças de hospedeiros intermediários - presença de cisticercos na cavidade peritoneal. Taenia hydatigena ………………………………………………………... ● Escólex reniforme, colo curto, coro de ganchos e ventosas salientes. Pode atingir 4 cm de diâmetro. ● Habitat: adultos no id dos cães e larvas (cysticercus tenuicollis) localizado no fígado e cavidade peritoneal de ruminantes (ovinos, bovinos e caprinos) e de suínos. Podem se localizar no pericário, pleuras e musculaturas. Ciclo: 1. Proglotes com ovos são eliminados nas fezes do cachorro e ingeridos pelo hospedeiro intermediário, atravessando a parede intestinal e caindo na corrente sanguínea. 2. As oncosferas alojam-se no fígado, transformam-se em larvas móveis e daí migram para cavidade peritoneal, onde originam cysticercus tenuicollis. 3. O cão se alimenta dos tecidos contendo cysticercus e no duodeno os cysticercus desenvolvem-se em vermes adultos, depois de 60 a 70 dias o cachorro libera os ovos pelas fezes e reinicia o ciclo. Quadro clínico ● Carga baixa: não tem sintomas. ● Carga alta: obstrução e perfuração intestinal, apetite depravado, arrastamento do anus no solo, ato de esfregar o focinho em objetos. ● Em ovinos: hepatite cisticercose Diagnóstico 1. Clínico - sinais e sintomas (pode-se observar emaranhados de proglotes no anus). 2. Laboratorial - exames de fezes e avaliação da carcaça de hospedeiros intermediários (presença de cisticercos) Epidemiologia ● Ovinos e cães de pastoreio, demais ruminantes e fezes de cães. Profilaxia ● Manejo adequado de ovinos e demais ruminantes ● Impedir o fornecimento de vísceras de ruminantes para cães ● Eliminar cães errantes ● Tratamentos de cães com praziquantel ● Dar banho frequente nos cães infectados para eliminar proglotes no pelo. Taenia ovis …………………… ………… ● Escólex com coroa de ganchos e 4 ventosas, mede cerca de 2cm. ● Habitat: presente no id de cães e larvas (cysticercus ovis) tem afinidade de musculatura esquelética e cardíaca de ruminantes. Podem se localizar na pleura do diafragma Ciclo: 1. Proglotes com ovos são eliminados nas fezes do cachorro e ingeridos pelo hospedeiro intermediário, atravessando a parede intestinal e caindo na corrente sanguínea. 2. As oncosferas alojam-se no fígado, transformam-se em larvas móveis e daí migram para cavidade peritoneal, onde originam cysticercus ovis. 3. O cão se alimenta dos tecidos contendo cysticercus e no duodeno os cysticercus desenvolvem-se em vermes adultos, depois de 50 dias o cachorro libera os ovos pelas fezes e reinicia o ciclo. Quadro clínico Em cais: sem sintomas aparentes Em ovinos e caprinos: sem sinais parentais. Os animais toleram bem a presença das larvas Profilaxia Manejo adequado de ovinos e caprinos, impedir o fornecimento de carne de ovinos e caprinos para cães tratamento dos cães com praziquantel e banho em cães infectados. Taenia multiceps …………… ………………… ● Escólex piriformes, dupla coroa de ganchos e ventosas salientes. Verme chega a 1m de comprimento As larvas (coenurus cerebrais) estão presentes no encéfalo de ruminantes (ovinos, bovinos caprinos, equino, suínos e eventualmente coelhos e seres humanos). Pode haver localização ectópica (globo ocular). Quando o cachorro ingere o coenurus cerebralis ele pode ter mais de um verme, não apenas um como as outras tênias Ciclo biológico: Síndrome clínica: cenurose ● Poucos cenuros: começa a andar em círculos e defeitos visuais (estrabismo convergente e divergente). ● Muitos cenuros: alterações da postura, paraplegia, morte após ataque epileptiforme ou cerebral. Diagnóstico 1. Clínico: Pouco utilizado, sintomas pouco apreciáveis nos cães. 2. Laboratorial: exame de fezes dos cães e necrópsia Cenurose: clínico (sinais e sintomas) e laboratorial (necropsia de animais suspeitos) Epidemiologia ● Ovinos e cães pastoreio, demais ruminantes e fezes de cães Profilaxia: ● Manejar adequadamente os ovinos e os demais ruminantes. ● Impedir o fornecimento de encéfalos de ruminantes para cães. ● Incinerar o encéfalo. ● Eliminar cães errantes ● Tratamento de cães com praziquantel ● Educação sanitária da população humana - cenurose. Taenia taeniaeformis … … ● Escólex cilíndrico com ventosas arredondadas e muito salientes e coro dupla com fileira de ganchos. Mede 15 a 60 cm ● Habitat: adultos intestino delgado dos gatos Larvas ( cysticercus fasciolaris - chamado de estrobilocerco): fígado e cavidade abdominal de ratos e de morcegos. Ciclo biológico: Quadro clínico Em gatos: poucos adultos não geram sintomas, uma carga alta pode haver diarreia/constipação intestinal, apatia. Em casos graves convulsões, ataques epileptiformes e até óbito Em morcegos e ratos é inaparente. Diagnóstico (teníase) 1. Clínico: sinais e sintomas e proglotes nas fezes dos gatos. 2. Laboratorial: exame de fezes do gato. Profilaxia: ● Tratamento dos gatos (praziquantel, mebendazol, diclorofeno…). ● Incinerar as fezes de gatos para destruição dos proglotes. ● Eliminar ratos. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….…………………………………………………. ………………………………………………….………………………………………………… Classe cestoda ● Segmentado ● Não possuem tubo digestivo - absorção pelo tegumento ● Hermafroditas: cada proglote contém os órgãos sexuais - maturação ao longo do estróbilo. ● Fertilização - auto-fertilização e fecundação cruzada. Os adultos parasitam tubo digestivos, ductos biliares e pancreáticos de vertebrados. Já as larvas parasitam tecidos de vertebrados (cisticercos) e invertebrados ( cisticercóides). Adultos: Não se locomovem muito, ficam fixados pela ventosa. Proglotes 1- Jovem: Não se vê estruturas de reprodução - curtas 2- madruas: Órgão reprodutor completo e hábito pra fecundação 3- Grávida: presença de ovos. proglote grávida Formas larvais de cestoda Família Anoplocephalidae Escólex sem rostelo, rostro ou acúleo (coroa de ganchos) Com ventosas desenvolvidas Proglótides grávidas mais largas do que altas 2 subfamílias (Anoplocephalinae e Thysanosomatinae) Anoplocephala perfoliata …………… ……………… Adultos……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… Componentes do Sangue O sangue é um tecido líquido formado por diferentes tipos de células suspensas no plasma e suas células tem papel importante na defesa do organismo. Funções do sangue: Transporte de O2, CO2, nutrientes, metabólitos, minerais, hormônios, calor. Composição do sangue • Água + Solutos = Plasma • Eritrócitos (hemácias) • Leucócitos (glóbulos brancos) • Plaquetas (trombócitos) PLASMA É composto por água (mais de 90%) e soluto ( proteínas -albumina, globulinas e fibrinogênio-, compostos nitrogenados, glicose, gorduras, minerais) • A diferença do plasma para o soro é que o soro é o plasma com exceção dos elementos coagulantes. CÉLULAS SANGUÍNEAS As células sanguíneas são produzidas na medula óssea, especificamente no tutano, e algumas tem a propriedade de se multiplicar 1. → ERITRÓCITOS, HEMÁCIAS OU GLÓBULOS VERMELHOS. • Células anucleadas e imóveis em mamíferos • Variam em diâmetro e espessura • Origem na medula óssea • Estimulada pela eritropoietina (hormônio produzido no rins que estimula na produção e diferenciação das hemáceas). Então, um indivíduo com problemas renais é comum ter anemia. • Hemoglobina: Da pigmentação e é responsável pela troca de gases. OBS: O ferro entra na composição da hemoglobina, e sem o ferro, decai a produção de hemoglobina e sem hemoglobina as hemácias não serão produzidas, ou formará hemáceas defeituosos. 2.→ LEUCÓCITOS OU GLÓBULOS BRANCOS • Atividade principalmente nos tecidos por diapedese • Reservatório marginal: ficam à margem da circulação • São células de defesa • São divididos em Granulócitos (onde a nomenclatura é baseada pela afinidade do corante) e Agranulócitos (sem grânulos) Granulócitos: têm grânulos citoplasmático • Neutrófilos (se cora por corantes neutros): são polimorfonucleares, segmentados, fazem fagocitose e são abundante nos processos inflamatórios. Eles produzem pirógenos, originam o pus e são os maiores números no hemograma. Nas aves os neutrófilos são os heterófilos. • Eosinófilos (afinidade pela eosina, ácido): Mais abundante nos processos alérgicos, anafilaxia e parasitose. São inibidos pelo cortisol e adrenalina e há em menos quantidade no hemograma que os neutrófilos. • Basófilos (afinidade por corantes básico): Chega no local da inflamação e libera substâncias que deixa o meio hostil para o agente agressor; Produzem histamina, heparina, bradicinina, serotonina e enzimas lisossômicas. Agranulócitos: sem grânulos citoplasmático • Linfócitos: São células formadas no tecido linfóide; móveis (amebóides) e não fagócitos. Eles realizam a produção de anticorpos (yglobulinas) e são reconhecidas coo células assassinas. Linfócitos (T) 85% e (B) 15% • Monócitos: São células grandes, móveis e fagociticas. Quando os monócitos migram para os tecidos, eles tornam-se macrófagos . 3. → PLAQUETAS • São fragmentos de células • Nos mamíferos adultos se originam na medula óssea (megacariócitos) • Atuam na coagulação ( hemostasia). Hemostasia Processo que envolve manter o sangue circulando dentro do vaso, sem coagular e sem extravasar. Ou seja, a manutenção do fluxo sanguíneo. Existem 3 componentes envolvidos: endotélio, plaquetas, proteínas plasmáticas. Eles interagem cooperativamente mediante a uma série de reações bioquímicas. Estágios: 1 . Em resposta à lesão, o vaso sanguíneo irá fazer constrição e as células endoteliais irão gerar componentes ativadores de plaquetas. 2 . Inicia-se o processo de aderência plaquetária e o processo de ativação (em cascata) de ptn coagulantes. 3 . Ocorre a aderência e coesão das plaquetas no local da lesão, resultando formação de agregados plaquetários. Além disso, ocorre a ativação adicional das ptns de coagulação , dando início à formação da fibrina (formação do tampão primário) 4 . Tampão plaquetário formado. ( A “Cola” que faz adesão do tampão plaquetário à parede é chamada de Von willebrand) 5 . Formação do tampão secundário (coagulação), pela formação de fibrina a redor dos agregados plaquetários. 6 . Retração do coágulo e início da fibrinólise (destruição da fibrina) 7 . Prossegue o reparto endotelial, células fagocítas removem da circulação os fragmentos celulares. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… Circulação O órgão propulsivo principal é o coração. • Sistema arterial: distribuição do sangue e reservatório de pressão. • Capilares: difusão do que está nos vasos para os tecidos. • Sistema venoso: reserva de volume e drenagem + retorno de sangue ao coração. Resumo da imagem: O coração vai bombear o sangue pro corpo, quando chega no tecido ocorre a troca gasosa. O sangue volta cheio de gás carbônico, chega no átrio direito, ventrículo .direito, e segue para o pulmão onde ocorre a hematose. Em seguida o sangue e vai pro átrio .esquerdo pelas veias pulmonares e ventrículo .esquerdo, reiniciando o processo Diferença estrutural/funcional dos vasos sanguíneos • Capilares: não tem as três camadas (tûnica íntima, média e adventícia), tem apenas endotélio pois é necessário que não há coisas atrapalhando a troca entre o que está circulando e os tecidos • Artéria: camada muscular mais densa do que a veia (na túnica média), porque a artéria pulsa, contrai; Assim, é capaz de controlar seu calibre para manter a pressão. • Veias: Não pulsa então não tem um mecanismo de pressão dentro delas. Há válvulas para que o sangue não retorne. Devido à veia não pulsar, o sangue retorna pois ele é empurrado pelo próprio bombear das artérias e devido a movimentação dos membros. Quando o sistema falha, ocorre varizes, que são válvulas falhando e o sangue não circula, ficando estagnado. Endotélio vascular: : Faz o transporte capilar (trocas entre sangue e tecido), previne a adesão de células na parede que impede a fluidez do fluxo, produz fatores de coagulação, ativa e inativa hormônios circulantes, faz a síntese e secreção de substâncias vasodilatadoras e vasoconstritoras. Sistema Arterial: Realiza a condução do sangue do coração pro corpo, é reservatório de pressão para que o sangue chegue onde tem que chegar, amortece oscilações de pressão (fluxo equilibrado de sangue), e realiza constrição seletiva dos ramos direcionando sangue para onde mais precisa. Pressão arterial: É a pressão exercida pelo sangue contra a superfície interna das artérias. (essa pressão pode ser local). • Para parâmetros clínicos é a aferição da pressão arterial sistêmica (afere em um ponto e estima quanto está no corpo todo). • A pressão pode ser variada de acordo com os tecidos e sua necessidade., como exemplo suprimento de oxigênio e nutrientes; Relação Volemia X Resistência vascular periférica X Pressão arterial sistêmica Volemia: Volume de sangue circulante Resistência vascular periférica: Tem relação com o calibre dos vasos. É a resistência que o sangue encontra devido aos calibres. O volume é proporcional a pressão e o calibre é inversamente proporcional a pressão. Então, quanto menor o calibre, maior a resistência vascular. P.AS = VOL x RVP e PAS = VOL/CALIBRE • Esses são macro parâmetros quando se trata de controle arterial (volume e calibre) • Pressão arterial é denominada por: ação do bombeamento de sangue(V), resistência .periférica(C), quantidade de sangue(V), elasticidade das paredes arteriais (C) Aferição da pressão arterial: 1 . A pressão exercida pelo manguito é maior que a da artéria, então colaba/fecha as paredes da artéria, impedindo a circulação. ( ocorre o silêncio auscultatório). Deve-se posicionar o estetoscópio na fossa onde retira-se sangue e afrouxar o parafuso da válvula para esvaziar o manguito 2 . Quando há equilíbrio entre as pressões, os picos de pressão arterial permitem que o sangue flua pela artéria de acordo com os batimentos cardíacos provocando som de batimentos. (quando começa a ouvir é o ponto máximo de pressão) 3 . Quando a pressão do manguito torna-se inferior a pressão diastólica, o som dos batimentos cessa. (registra-se a mínima pressão). Controle da Pressão Arterial • Resposta miogênica (controle local): PO2 (concentração de oxigênio) faz o controle. Ex: quando falta oxigênio em uma ramificação os músculos relaxam e ao mesmo tempo há liberação de substâncias vasoconstritoras para a outra ramificação, então há um controle de P.A acontecendo • Controle nervoso: No SNA há baroceptores que são sensores de pressão que desencadeiam respostas simpáticas para controlar-lá. E, o Bulbo, Hipotálamo, Córtex cerebral, Cerebelo são os locais de disparos de controle a partir do sinal do SNA. • Sistemas hormonais: Renina angiotensina aldosterona (RAA), ADH (vasopressina), Peptídeo Natriurético Atrial. Renina-angiotensina-aldosterona RAA Sistema hormonal desencadeada por estruturas renais + Adrenal 1 . Queda da pressão arterial ou alteração de sódio, o rim libera renina. 2 . A renina age sobre o Angiotensinogênio convertendo-o em Angiotensina I . 3 . Angiotensina I sobre a ação da enzima ECA (enzima conversora de angiotensina) gera a Angiotensina II que aumenta a pressão do vaso sanguíneo e promove a vasoconstrição. 4 . Angiotensina II vai até ao córtex adrenal e faz que ele produza aldosterona, que regula o metabolismo do sal, água e minerais e aumenta a retenção de NA (Natremia é a quantidade de sódio no sangue). A natremia retém água pela concentração osmótica, o que ocasiona o maior volume sanguíneo, e assim, uma maior pressão arterial. Ou seja, a RAA é um sistema Hipertensor (para que aumente a pressão), desencadeado quando a pressão diminuir. Após o efeito ocorre o feedback negativo cessando a resposta. Vasopressina (ADH) • Efeito vasoconstritor: Importante em condições de hemorragia • Antidiurese: reabsorção de água nos túbulos renais, que resulta no aumento sangue. (Trabalha associado a Aldosterona) Quando abaixo a pressão e aumenta a osmolaridade, desencadeia a liberação de ADH. Peptídeo Natriurético Atrial • Liberação estimulada pelo estiramento dos Átrios • Inibe a reabsorção de sódio (NA) nos rins • Inibe a secreção de Renina • Age diretamente no córtex adrenal aumentando a eliminação do sódio na urina. Tem efeito antagônico ao da RAA, pois ele libera sódio na urina e o RAA põe sódio no sangue., assim o PNA é um sistema Hipotensor, diminuindo a pressão arterial. Microcirculação É caracterizada por diferença de pressões 1 . Arteríola leva sangue do coração (com pressão hidrostática capilar), essa pressão hidrostática capilar faz com que o que está dentro da arteríola saia. As proteínas e células não conseguem sair devido o tamanho dos poros e à cargas elétricas, apenas o plasma (o plasma se mistura no líquido extracelular levando oxigênio + nutrientes). 2 . As proteínas que ficam dentro do vaso aumentam de concentração de soluto e elas geram uma pressão coloidosmótica capilar Obs: O líquido sai devido a pressão vindo do coração e ele volta devido a proteína dentro do vaso puxando ele pra dentro através da pressão coloidosmótica, 3 . Ele volta carregando para dentro do vaso gás carbônico, metabólitos, assim ocorre uma dinâmica de saída e retorno de sangue para dentro do vaso. Obs: quando ele volta para dentro do vaso vira plasma novamente. • A pressão hidrostática capilar é maior do que a pressão coloidosmótica então deve haver uma outra forma de drenar o líquido extracelular para que não ocorra um acúmulo dos mesmos nos tecidos, gerando um edema. Então, a outra forma de drenagem é a via linfática( que tem nos tecidos um dreno). • Esse líquido extracelular dentro do vaso linfático chama-se linfa • Pressão hidrostática tecidual é contrária à pressão hidrostática do capilar. Assim, ela contrabalança a pressão hidrostática do capilar quando o líquido tenta sair. • Pressão osmótica tecidual: para que o líquido volte para dentro do vaso a pressão hidrostática tecidual tem que ser menor do que a pressão coloidosmótica do capilar e para que o líquido saia a pressão hidrostática capilar deve ser maior do que a pressão hidrostática tecidual. OBS: O que faz a pressão coloidosmótica são as proteínas que ficam mais concentradas no sangue, então a falta da produção de proteína ocorre a diminuição da pressão coloidosmótica. Edema É o acúmulo de linfa no interstício, aumento do líquido extracelular. O que interfere no edema: ○ maior pressão hidrostática capilar ○ menor pressão coloidosmótica capilar ○ menor pressão hidrostática tecidual ○ maior pressão osmótica tecidual ○ rompimento do vaso Sistema linfático Sistema que têm como função a drenagem do líquido extracelular. Ele nasce a partir dos tecidos, ou seja, não é um sistema fechado. • Linfonodos: são filtros da linfa (principalmente imunológicos). Dentro dos linfonodos há células de defesa para combater à possíveis microorganismos que tenham invadido os tecidos antes que eles cheguem no sangue. → A drenagem da linfa é regionalizada, então faz com que o sistema linfático seja um sinalizador de lesões em determinados tecidos. O que compõe o sistema linfático: Linfonodos, capilares, vasos, ductos Composição da linfa e formação da linfa A linfa forma-se a partir da drenagem do líquido extracelular de todos os tecidos do corpo e sua composição varia de acordo com o local que é produzida. No músculo a linfa é transparente e se for no mesentério a linfa é leitosa. Funções: • Drenagem dos metabólitos , catabólitos e àgua dos espaços intersticiais • Reintegrar as proteínas ao sangue • Manutenção de baixa de pressão hidrostática no LEC (para novas filtrações) • Absorção de substâncias não absorvidas pelos capilares venosos (como gordura). • Conduzir ao sangue os elementos que atravessam a mucosa intestinal no processo de digestão • Defender organismos de agressões de microorganismos e agentes tóxicos do interstício, conduzindo-os para linfonodos onde sensibilizam o organismo ou os destroem. • Conduzir as imunoglobulinas (anticorpos materno) e os linfócitos para a corrente circulatória Por que os anfíbios tem coração linfático? Pois eles têm respiração cutânea, então se esse líquido extracelular se acumular no tecido, eles se afogam, assim, há a necessidade de drenar o líquido com maior eficiência Elefantíase: obstrução da via linfática e acúmulo de água no tecido Linfonodos de interesse clínico • Serve para dizer onde está acontecendo uma infecção e se é generalizada ou local. • Sentinela para identificação se o linfonodo tem células tumorais, ou seja, se há metástase. • Linfonodo é essencial para inspeção sanitária, para avaliação pós- morten. Informações finais • Gansos e patos apresentam subdesenvolvimento do sistema linfático • Galinha e pombo não apresentam nódulos linfóides, o tecido linfóide encontra-se na medula. • Bursa de Fabricius é uma estrutura linfática que dá origem aos linfócitos (presente em algumas aves) • A linfa leitosa é chamada de quilo, e é derivada da absorção de lipídios. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA → Respiração: Ato ou efeito de respirar, ato de expirar e inspirar. É a função pela qual os organismos vivos absorvem oxigênio e expelem gás carbônico. • Para que precisamos de oxigênio? A partir da entrada, o oxigênio ele vai agirna respiração celular, e sem o oxigênio não tem a produção de ATP, que é fundamental para realizar as funções vitais da célula. Leis • Lei de Boyle: O volume do gás é inversamente proporcional à sua pressão. • Lei de Charles: O volume de gás é diretamente proporcional à sua temperatura. Quando maior a temperatura as moléculas se agitam e aumentam. • Lei de Henry: A quantidade de gás dissolvido na água em equilíbrio é afetada pela pressão exercida sobre o gás e pelo coeficiente de solubilidade desse gás, sendo diretamente proporcional a cada um deles. Os gases importantes Co2 (+solúvel), O2 e N2 (-solúvel) • Nitrogênio é o gás mais abundante na atmosfera, ele é tão insolúvel que ele passa ser inerte em condições normal de pressão, ele entra e sai sem ser absorvido. O que ele causa? Em condições de profundidade, a pressão vai aumentando e esse nitrogênio, com a pressão maior, passa a ser solúvel. Então, ele se solubiliza no sangue e quando ocorre uma volta rápida da pressão inicial, esse gás que está dissolvido vai deixar de ser solúvel e vai gerar bolha de gases dentro dos vasos sanguíneos, ocorrendo o embolismo gasoso. • Quando está em altitude muito grande o gás carbônico deixa de estar dissolvido e também faz o embolismo gasoso. Mamíferos: Têm dois pulmões, oxigênio proveniente do ar, circulação pulmonar Como ocorre o transporte de gases no organismo? Necessita-se de estruturas que transportem o Co2 e O2 no organismo, a Hemoglobina. Na hemoglobina há 4 radicais Heme que tem ferro, e o ferro se liga com oxigênio de forma reversível e faz o transporte dele. Já o monóxido de carbono se liga a hemoglobina de forma Irreversível. Então, casos de intoxicação com monóxido de carbono, o animal pode morrer caso não tenha atendimento rápido. • Em virtude da hemoglobina e os gases trabalharem em conjunto, há estreita relação entre a respiração e a circulação • Hemoglobina dá o pigmento vermelho do sangue ( quando saturada de O2 , sua cor é vermelha / sem O2, arroxeada) e faz o transporte de gases respiratórios. ○ Gasometria: Análise de concentração de gás carbônico, deve-se tirar sangue venoso porque a parede da veia é mais superficial e tem paredes mais finas. Passagem de ar Cavidade oral → nasal → faringe → laringe ( tem a epiglote) → traquéia ( tem anéis cartilaginosos, que faz o revestimento interno, formado por células ciliadas para filtrar e aquecer o ar) → bifurcação da traqueia → brônquios (se penetram dentro dos pulmões) → bronquíolos → alvéolos pulmonares. • Também no do processo de respiração há a musculatura intercostais e diafragma auxiliando. • Engasgo: com o fechamento da passagem de ar, não chega ar nos tecidos. Assim, ele para de produzir ATP e parando de produzir ATP ele morre. A tosse é um reflexo que provoca expirações forçados para expelir o conteúdo que está mal colocado nas vias respiratórias. PULMÕES → Local onde ocorre a hematose (troca de CO2 proveniente dos tecidos com o O2 do ar atmosférico), ocorre nos alvéolos. ○ Os pulmões têm tendência a retração, precisa de pressão exercida sobre ele para contrair pois os próprios não são contráteis. • O Pulmão faz limite com a caixa torácica e diafragma (base), entre o pulmão e a caixa torácica existe um líquido (líquido pleural). O limite externo do pulmão é pleura visceral e intensa é pleura parietal. Entre as pleuras existe um líquido que permite a existência de uma pressão negativa (vácuo) entre as camadas da pleura. Quando o diafragma expande, o pulmão expande junto e cria uma pressão negativa dentro do pulmão que faz com que o ar entre. Quando a musculatura e diafragma relaxa, ele volta a sua posição de repouso (pressão positiva) e o ar sai. CASO: Caso o animal leve um tiro e fure as pleuras, irá acabar com a pressão negativa entre o pulmão e a caixa, e o pulmão perderá a capacidade de se expandir. Com isso ocorre a diminuição da liberação de gás carbônico. (pneumotórax) Toda superfície de troca há 3 elementos básicos: Células especializadas em trocas, intensa vascularização (pois o sangue que carrega o oxigênio e devolve o gás carbônico) e mucosa (aumenta a solubilidade do gás para que ele tenha contato com as células). • Surfactante (mucosa): substâncias ativas de superfície para as quais a água tem menor atração. É uma substância lipoproteica (30%ptn) e ele impede que as paredes dos alvéolos se fechem de forma definitiva na inspiração e aumenta a solubilidade do gás para ter contato com as células. Como ocorre a hematose? Acontece por uma diferença de pressões. • O vaso sanguíneo chega com o sangue venoso e a pressão de gás carbônico no vaso é maior que a PCO2 dentro do alvéolo, logo, esse gás carbônico sai do vaso. No oxigênio, a pressão dentro do alvéolo é maior do que o oxigênio dentro do vaso, então ele entra para o alvéolo. Quando ele entra ocorre a hematose. CICLO RESPIRATÓRIO • Inspiração: maior volume do tórax e pulmões com influxo de ar (ocorre hematose) • Expiração: menor volume do tórax e pulmões com expulsão do ar. → A respiração é voluntária e involuntária pois na área no bulbo encefálico (que é o centro respiratório), quando aumenta a PCO2 ou o PH do sangue diminui, ocorre a ativação do reflexo respiratório, e assim a respiração passa ser involuntária. • Quanto maior a PCO2, maior a produção de ácido e menor PH FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA Número de ciclos por minutos (variação entre as espécies). • Afetada por: Tamanho corpóreo, idade, exercício, excitação, temperatura do ambiente, prenhez, enchimento do trato digestivo, estado de saúde OBS: Quanto menor o bicho maior a FC E FR. VOLUMES • Volume Residual (VR): Quantidade de ar que permanece nos pulmões mesmo após a respiração forçada (pois o pulmão não renova 100% seu volume a cada troca). • Volume Corrente (VC): Quantidade de ar respirado durante o ciclo respiratório • Volume de reserva inspiratória (VRI): Volume inspirado além do volume corrente, inspiração maior • Volume de reserva expiratória (VRE): Volume expirado além do volume corrente, expiração maior. CAPACIDADES • Capacidade pulmonar total: VR+VC+VRI+VRE • Capacidade vital: VC +VRI+VRE • Capacidade inspiratória: VC + VRI • Capacidade expiratória: VC+VRE • Capacidade Residual Funcional: VR+ VRE PATOLOGIAS • Enfisema: alvéolo se enche de ar e morre, impedindo a expansão dos alvéolos vizinhos • Atelectasia: perda de área pulmonar, alvéolo morre vazio. Ronronar do gato: Contrações intermitentes do diafragma e da glote, a glote vibra. Ele ronrona quando está muito a vontade ou estressado POR QUE OS ANIMAIS MARINHOS FICAM MUITO TEMPO SUBMERSOS? • Pois eles usam reservas de O2 dos pulmões, sangue e tecido. • Têm níveis maiores de hemoglobina e mioglobina (tipo de hemoglobina dentro do músculo, transporta oxigênio para fibras musculares). • Redução de sangue para os tecidos para privilegiar cérebro de coração. Os demais tecidos podem usar vias metabólicas anaeróbicas (não por muito tempo). • Diminuição de frequência de débito cardíaco. EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE Defesas contra a mudança de PH 1 . Sistema químicos de tampões - não alteram a quantidade de H+, somente o seu estado 2 . Centro respiratório - controlando o CO2, controla-se o H2CO3 3 . Rins - Excreção de urina mais ou menos ácida. - linha de defesa mais lenta, mas há eliminação de ácidos ou bases do organismo REGULAÇÃO RESPIRATÓRIA Controle das concentrações de CO2 no sangue e no LEC ○ maior PCO2 = diminuição do PH ○ maior ventilação = menor PCO2 e maior PH A regulação respiratória do equilíbrio ácido-básico é um tipo fisiológico de sistema tampão Quanto menor a capacidade de eliminar CO2 (enfisema, imobilização...) leva um aumento na PCO2 com consequente redução no PH. Anormalidade no equilíbrio ácido-básico. Pode ocorre uma Acidose (diminuição do PH) ou uma Alcalose (aumento no PH) e elas podem ser tanto metabólica quanto respiratória. ACIDOSE RESPIRATÓRIA Diminuição da frequência respiratória e como consequência, ocorre o aumento do PCO2 no LEC e aumento da concentração de H2CO3. • Causas: Lesões nocentro respiratório (SNC), Obstruções nas vias respiratórias, Pneumonia e enfisemas, área a superfície pulmonar diminuída • Respostas compensatórias: Tampões dos líquidos corporais, renal (excreção de H+) ACIDOSE METABÓLICA Diminuição da concentração de HCO3 no LEC e gera excesso de CO2 no LEC. • Causas: Incapacidade dos rins para excretar ácidos metabólicos, adição de ácidos por ingestão ou infusão, perda de bases nos líquidos corporais ALCALOSE RESPIRATÓRIA Aumento da frequência respiratória e consequentemente, a redução na PCO2 no LEC e aumento na concentração de HCO3 • Causas: Grandes altitudes e hiperventilação ALCALOSE METABÓLICA Aumento da concentração de HCO3 no LEC • Causas: Administração de Diuréticos MEDIAÇÕES CLÍNICAS Para diferenciar um quadro do outro deve-se aferir em SANGUE ARTERIAL: - Ph (referência = 7,4) - [HCO3] (referência = 24mEq/L) - PCO2 (referência = 40mmHg) FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA DAS AVES E VERTEBRADOS NÃO MAMÍFEROS Aves As aves têm um sistema respiratório adaptado, consistido em sistema pulmonar, que permite o voo, com dois componentes funcionais distintos. O pulmão parabronquial (troca gasosa) e vias aéreas, sacos aéreos, esqueleto torácico (ventilação). Assim, há uma maior eficiência no intercâmbio gasoso comparado aos mamíferos. Anatomia respiratória • Não tem diferença nasal e oral ( o nariz é um buraco no bico); • Anéis fechados na traqueia (diferente dos mamíferos que são incompletos); • Siringe faz a bifurcação das traqueias pros brônquios e funciona como órgão fonador (vibração do ar que dá o som); • Há 3 níveis de brônquios - primários: conduzir o ar para entrar nos pulmões; - secundário: direciona o ar para os sacos aéreos e/ou para os brônquios terciários; - terciário/paleobrônquios: rede de tubos estreitos e longos que ligam uns aos outros (anastomose) onde ocorre a hematose. • Sacos aéreos: são apenas estruturas ventiladoras, não contribui como intercâmbio gasoso. Nas aves é nos brônquios terciários que há os elementos fundamentais para troca gasosa: células adaptadas, alta vascularização, mucosa revestindo essas células de troca. Inspiração • A musculatura do abdômen e do tórax vai fazer expandir a cavidade. • Os sacos aéreos puxam o ar e ele passa pela traquéia, siringe, vai passar pelos brônquios primários e em seguida os secundários. • Os brônquios secundários faz a distribuição (enche os sacos aéreos e passa para o brônquio terciário, onde ocorre a hematose). Expiração Na hora que os sacos aéreos estão sendo esvaziados, o ar passa pelos brônquios terciários, ocorrendo a hematose novamente. • As aves fazem reservatório de ar maior do que dos mamíferos devido aos sacos aéreos, e, diferente dos mamíferos, as aves fazem hematose tanto na inspiração quanto na expiração. Cuidados na(o):. • Contenção: Se fazer de forma errada pode matar o animal asfixiado pois se não houver a expansão dos sacos aéreos, ocorre uma diminuição de PH (acidose respiratória, acúmulo de gás carbônico). • Abate e depenagem: Quando a ave é abatida, ela chega na caixa e um indivíduo a pendura nos trilhos. Em seguida elas vão passar pelo um tanque de insensibilização e nesse tanque contém eletrólitos que dá choque e faz uma parada respiratória com perda de sentido. Saindo dali, há a degola para retirar o sangue e depois as aves são mergulhadas no tanque de depenagem de água morna. Após o mergulho, elas vão para um rolo de borracha onde se retira as penas. Então, se a qualidade da água ou a voltagem do eletrodo não está correta, a galinha entra e insensibilização não vai ocorrer. Assim, quando ela entrar no tanque morno, ela engoliu água suja que entrará nos sacos aéreos e o corpo todo ficará infectado, deperdiçando a carcaça . RÉPTEIS Têm costela ativas como nos mamíferos (respiração depende da expansão costal) e realizam a respiração pulmonar, porém não possuem diafragma. Apesar de não possuírem diafragma, a ventilação não é prejudicada pois os répteis são ectotérmicos e o metabolismo deles são mais baixo. Com isso, faz com que a exigência por oxigênio seja menor. QUELÔNIOS (jabutis, cágados e tartarugas) Têm costelas fundidas como uma concha rígida, eles fazem ventilação a partir das movimentações dos membros e das cabeças. ANFÍBIOS Fazem respiração cutânea associada à pulmonar ( têm pele fina, intensa vascularização e úmida). • Em girino ocorre a respiração branquial como os peixes. PEIXES Não trocam gases com ar e realizam a respiração branquial. 1 . Os peixes respiram absorvendo o oxigênio presente na água, que segue para um órgão respiratório, as brânquias 2. Quando chega às brânquias (também conhecidas como guelras), a água passa primeiro por pequenos cílios existentes no órgão, que servem para filtrar impurezas, como restos de alimento, areia ou detritos. 3. Em seguida, a água filtrada atravessa as brânquias, que têm minúsculas estruturas formadas por filamentos e lamelas. É nos filamentos e nas lamelas que ocorre a troca gasosa ( o sangue circula no sentido inverso ao da água, o que aumenta a eficiência da troca). • As brânquias também tem funções renais como excreção de amônia • Em peixes cartilaginosos, para que ocorra a troca gasosa, eles tem que se movimentar para balançar as brânquias. ANOTAÇÕES ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ………………………………………………………………. ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… ……………………………………………………………… …………………………………………………………… INTRODUÇÃO À FISIOLOGIA RENAL O balanceamento dos líquidos corporais ocorre pela ingestão e excreção Ingestão Excreção: perda diária (perda invisível por evaporação, suor, fezes, rins através da urina) Constituintes dos líquidos extracelular e intracelular. FUNÇÃO RENAL • Eliminar substâncias não desejáveis e controlar o volume e a composição dos líquidos corporais através da filtragem do plasma. • Equilíbrio entre o aporte de agua e eletrolitos e a eliminação • Controle do balanço eletrólitico: Na+, K+, Mg2+, l, HCO3, Ca2+, HPO42-). • Excreção de produtos de degradação de metabolismo de substâncias químicas, fármacos e metabólitos hormonais - ureia, creatinina, ácido úrico, produtos da degradação da hemoglobina. • Regulação da pressão arterial - excreção de água e sódio. • Regulação do equilíbrio ácido-base (excreção de ácidos e regulação das reversas de tampões dos líquidos corporais). • Regulação da produção de eritrócitos, que secretam eritropoetina (estimula a produção de eritrócitos). • Ação hormonal: Vit. D e Renina Sistema urinário • Rins: produz a urina • Ureteres: serve de condução • Bexiga: armazena a urina • Uretra: Faz a eliminação. Anatomia fisiológica dos Rins Apresenta a córtex externamente, a medula internamente e um hilo renal onde penetram vasos sanguíneos e nervos e emergem vasos sanguíneos, linfáticos, nervos e ureteres. • É dividido em lóbos, que são estruturas maiores (pirâmides)