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3 Conteúdo Programático 
1 Apresentação ....................................................................................................................... 2 
2 Roteiro do PDF FOCADO ....................................................................................................... 3 
4 Tecidos Humano .................................................................................................................. 5 
4.1 Tecido Epitelial ........................................................................................................................... 5 
4.1.1.1 Tecido Epitelial De Revestimento .......................................................................................................... 6 
4.2 Tecido Epitelial De Glandular ....................................................................................................... 9 
4.2.1.1 Glândulas exócrinas ............................................................................................................................... 9 
4.2.1.2 Glândulas endócrinas ........................................................................................................................... 10 
4.2.1.3 Glândulas mistas .................................................................................................................................. 10 
4.3 Tecido Conjuntivo ..................................................................................................................... 11 
4.3.1.1 Tipos de Fibras dos Tecidos Conjuntivos ............................................................................................. 11 
4.3.1.2 Células do tecido conjuntivo ................................................................................................................ 11 
4.3.1.3 Funções do Tecido Conjuntivo ............................................................................................................. 12 
4.3.1.4 Tecido Conjuntivo Propriamente Dito ................................................................................................. 12 
4.3.1.5 Tecido Conjuntivo Hemocitopoietico (Sangue) ................................................................................... 14 
4.4 Tecido Conjuntivo Ósseo ........................................................................................................... 18 
4.4.1.1 Tecido Conjuntivo Cartilaginoso .......................................................................................................... 19 
4.5 Tecido Muscular........................................................................................................................ 20 
4.6 Tecido Nervoso ......................................................................................................................... 23 
4.7 Sinapse ..................................................................................................................................... 26 
 
 
 
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4 Tecidos Humano 
Os tecidos constituem um nível de organização acima das células e, em conjunto, 
formam os órgãos. Grupos de órgãos interligados e relacionados formarão os sistemas 
do corpo dos seres vivos. Os tecidos animais são classificados em epitelial, muscular, 
nervoso e conjuntivo. 
 
O tecido epitelial possui células justapostas, com pouca substância entre elas e 
apresenta função de revestimento e secreção (glandular). O tecido conjuntivo é bem 
mais complexo com vários tipos celulares e fibras protéicas mergulhadas em uma 
substância intercelular amorfa, a matriz ou substância fundamental. O tecido 
muscular apresenta apenas células alongadas, as fibras musculares, com a capacidade 
de contração e, portanto, responsável pelos movimentos corporais e dos órgãos 
(bexiga, intestino, etc.). O tecido nervoso tem apenas dois tipos de células, os 
neurônios, condutores do impulso nervoso, e as células glia. 
 
4.1 Tecido Epitelial 
Apresenta funções de revestimento, absorção de substâncias e proteção de diversas 
estruturas do organismo (a pele por exemplo é formada por tecido epitelial de 
revestimento- a epiderme) e função de secreção de substâncias (glandular), podendo 
ser endócrinas (tireoide, por exemplo) ou exócrinas (glândula sebácea, por exemplo). 
Há ainda epitélios muito especializados, como os que fazem a percepção de estímulos 
ambientais (epitélio sensorial), permitindo reações adaptativas do animal. 
 
As células do tecido epitelial apresentam-se unidas e com pouco ou nenhum espaço 
entre elas e são conectadas pelo glicocálix, mas existem também especializações de 
suas membranas que exercem essa função. Os epitélios não são atravessados por 
vasos sanguíneos, sendo alimentados por difusão a partir dos capilares do tecido 
conjuntivo próximo aos epitélios. Os epitélios apresentam uma nítida polaridade, pois 
mostram dois pólos: um livre e outro preso a uma membrana basal, uma fina rede de 
fibrilas associada a glicoproteínas. Observe abaixo os diferentes tipos de tecido 
epitelial: 
 
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4.1.1.1 Tecido Epitelial De Revestimento 
A epiderme, camada mais externa da nossa pele, é um exemplo de tecido epitelial. O 
endotélio que reveste internamente os nossos vasos sanguíneos também é um tecido 
epitelial. A função de revestimento é garantida pela união entre as células epiteliais, 
formando uma espécie de “parede”. Abaixo o esquema apresenta a pele e suas 
principais estruturas. 
 
 
A pele humana: 
 
Na epiderme da nossa pele encontramos um estrato formado por queratina (camada 
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córnea), uma proteína abundante na pele de muitos animais (como os répteis). Os 
melanócitos estão na camada germinativa, com atividade mitótica intensa. Já na 
derme temos tecido conjuntivo com gordura (hipoderme, na base), glândulas 
sebáceas, glândulas sudoríparas e terminações nervosas. 
 
Tipos de epitélios de revestimento: 
Os epitélios são classificados de acordo com a forma das células, número das células 
e função. 
 
 
Exemplos de epitélios de revestimento: 
 
 
Os epitélios podem ser formados por uma única camada de células (uniestratificado) 
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ou por várias camadas (poliestratificado), há uma grande variedade de formas e 
função desses epitélios. 
 
Observe abaixo a tabela: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Classificação Característica Função Ocorrência 
FORMA: 
*Pavimentoso 
Células achatadas Facilitar trocas Alvéolos pulmonares 
*Endotélio Células achatadas 
(Espessura variável) 
Facilitar trocas Capilares sanguíneos 
*Cúbico Células cúbicas Revestimento Canais de glândulas 
Cristalino 
*Prismático 
(cilíndrico) 
Células prismáticas 
(altas) 
Revestimento Intestino 
NÚMERO: 
*Simples 
Uma camada celular Troca de substâncias 
Absorção 
Alvéolos pulmonares 
*Estratificado Várias camadas Proteção Epiderme 
Esôfago 
*Pseudo-estratificado Aparenta várias 
Camadas 
Revestimento Traquéia 
*Transição (misto) Poucas camadas com 
Células diferentes 
Mudança de forma 
do órgão 
Bexiga urinária 
FUNÇÃO: 
*Protetor 
Estratificado com 
camada córnea e 
queratina 
Proteção contra 
fatores ambientais 
 
Epiderme 
*Sensorial 
Com célula sensorial 
Percepção de 
substâncias e fatores 
externos 
 
Epitélio olfativo 
*Ciliado Com célula ciliada Movimento de 
substâncias em 
canais 
Traquéia 
*Secretor (glandular) Células secretoras Produz substâncias Glândulas 
sudoríparas 
Pâncreas 
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4.2 Tecido Epitelial De Glandular 
As células desse epitélio são especializadas na produção e eliminação de substâncias 
úteis ao organismo, as secreções. Quanto à forma de secretar, as glândulas podem 
ser classificadas em exócrinas (secreçãoliberada em um ducto) e endócrinas (secreção 
diretamente no sangue). 
 
 
4.2.1.1 Glândulas exócrinas 
Eliminam suas secreções para fora do corpo ou cavidades internas dos órgãos, através 
de um canal ou ducto. As glândulas sudoríparas eliminam suor por um ducto que se 
abre na superfície externa da pele, enquanto as glândulas salivares eliminam a saliva 
por ductos que se abrem na cavidade bucal. Podem ser classificadas com base em 
diferentes critérios. Um deles é a forma da porção secretora: se ela é tubular a glândula 
é chamada de tubulosa; se é arredondada, a glândula é considerada alveolar ou 
acinosa; se a glândula contém longos ductos tubulares com porções secretoras 
arredondadas nas extremidades, ela é denominada túbulo-alveolar ou túbulo-acinosa. 
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Quanto ao tipo de ducto, uma glândula pode ter o ducto sem ramificações (simples) 
ou ser ramificado (composta). 
 
Quanto à maneira de secretar, podem liberar apenas a secreção, mantendo o 
citoplasma intacto (glândula merócrina- ex.salivar); liberar a secreção junto a uma 
quantidade de citoplasma da célula (glândula apócrina- ex.mamária) ou liberar a célula 
como um todo após a sua morte (glândula holócrina- ex.sebácea). 
 
OBS: As mucosas revestem internamente as cavidades do organismo, como por 
exemplo a mucosa bucal, anal e gástrica. já as serosas revestem externamente alguns 
órgãos do tórax e abdômen, como por exemplo a do estômago (peritônio), do 
intestino (mesentério), dos pulmões (pleura) e do coração (pericárdio). 
 
4.2.1.2 Glândulas endócrinas 
São aquelas que não possuem ductos e liberam suas secreções, genericamente 
chamadas de hormônios, diretamente no sangue. A glândula tiróide, por exemplo, 
localizada na região do pescoço, é uma glândula que libera seu produto de secreção 
(o hormônio tiroxina – iodo + aminoácido tirosina) na corrente sanguínea. 
 
4.2.1.3 Glândulas mistas 
Quando a glândula desempenha simultaneamente funções endócrinas e exócrinas, 
chamamos de glândula mista ou anfícrina (secreção dupla). O pâncreas apresenta uma 
porção secretora exócrina localizada nos ácinos pancreáticos (com lipases, amilases e 
outras substâncias) e uma porção endócrina localizada nas ilhotas pancreáticas (com 
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os hormônios insulina e glucagon). 
 
4.3 Tecido Conjuntivo 
São constituídos predominantemente por material intercelular (matriz extracelular) 
que mantém as células conjuntivas separadas umas das outras e cuja composição 
caracteriza os diversos tipos de tecidos conjuntivos. Essa matriz consiste, em geral, de 
uma rede de fibras de proteínas mergulhadas em um material cuja consistência pode 
variar desde líquida até relativamente sólida, a substância fundamental amorfa. 
 
4.3.1.1 Tipos de Fibras dos Tecidos Conjuntivos 
✓ Fibras colágenas: as fibras colágenas são esbranquiçadas. Muitas vezes suas 
moléculas estão dispostas paralelas umas às outras. O colágeno representa boa 
porção do total de proteínas do corpo humano. 
 
✓ Fibras elásticas: fibras protéicas mais delgadas que o colágeno, muito 
ramificadas e formam malhas irregulares. Seu principal componente é a 
proteína elastina. 
 
✓ Fibras reticulares: são fibras delicadas, dispostas em rede. São encontradas 
abundantemente nas tramas internas de numerosos órgãos, como o baço e os 
gânglios linfáticos. Também são encontradas nas cápsulas externas dos órgãos 
 
4.3.1.2 Células do tecido conjuntivo 
Fibroblastos: Produzem fibras e substância amorfa da matriz extracelular. 
Macrófagos: Fagocitam agentes invasores e alertam o sistema imunológico. São 
oriundos dos monócitos (um tipo de leucócito) 
Mastócitos: São ricos na produção de heparina (anticoagulante) e histamina 
(vasodilatadora). 
Plasmócitos: Rico em RE granuloso. Produzem anticorpos (imunoglobulinas) que 
combatem agentes invasores. 
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Adipócitos: Armazenam substâncias energéticas para momentos de necessidade. 
Mesenquimatosas: São as células capazes de originar diversas células do tecido 
conjuntivo. 
Condroblastos: Produzem fibras e a substância amorfa da matriz cartilaginosa. 
Transformam-se em condrócitos quando adultas. 
Condroclastos: São células ricas em lisossomos e responsáveis pela remodelagem da 
matriz. 
Osteoblastos: Produzem as fibras e substância amorfa da matriz óssea. Transformam-
se em osteócitos. 
Osteoclastos: São multinucleados. Degradam a matriz óssea, promovendo a 
reciclagem do tecido ósseo. 
 
4.3.1.3 Funções do Tecido Conjuntivo 
As funções dos tecidos conjuntivos variam conforme o tipo celular podendo ser 
energética, de sustentação, de nutrição, de preenchimento, de transporte de 
substâncias, participa de processos de regeneração em diferentes órgãos, faz conexão 
entre os tecidos e órgãos e proteja contra infecções. 
 
Observe abaixo os tipos de tecidos conjuntivos: 
 
4.3.1.4 Tecido Conjuntivo Propriamente Dito 
Tecido conjuntivo frouxo: Consiste de uma rede de fibras elásticas e finas fibras 
colágenas dispostas em todas as direções. Os espaços são preenchidos por uma 
matriz e por células conjuntivas. A principal função desse tecido é unir estruturas 
corporais. Um exemplo típico é a capada papilar da derme, localizada imediatamente 
abaixo da lâmina basal da epiderme (lembre-se da figura da pele). 
Um tipo especial de tecido conjuntivo frouxo é o Tecido adiposo, em que se 
encontram as células adiposas, ou adipócitos, especializadas no armazenamento de 
substâncias lipídicas (triglicerídeos). Essas células originam-se de células 
indiferenciadas, conhecidas como mesenquimatosas. 
 
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O principal tipo de tecido adiposo é a tela subcutânea (ou hipoderme), localizada sob 
a pele. Outros tecidos adiposos preenchem espaços entre órgãos internos, como o 
espaço em torno dos rins, são reserva energética, isolante térmico e também proteção 
contra choques mecânicos. 
 
Tecido conjuntivo denso: Dividido em não modelado e modelado. O tecido 
conjuntivo denso não modelado é também chamado fibroso ou irregular e é pobre 
em células e rico em fibras colágenas entrelaçadas em três direções. Isso lhe dá 
resistência e elasticidade. Presente nas cápsulas protetoras que envolvem órgãos 
internos, como rins, baço e fígado. Também é um dos constituintes da derme. O tecido 
conjuntivo denso modelado é também chamado de tendinoso e apresenta grande 
quantidade de fibras colágenas orientadas paralelamente e em algo grau de 
compactação, o que lhe confere alta resistência e pouca elasticidade. É o caso dos 
tendões (que ligam músculos aos ossos) e dos ligamentos (que ligam os ossos entre 
si). 
 
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4.3.1.5 Tecido Conjuntivo Hemocitopoietico (Sangue) 
Dá origem as células sanguíneas. Contém duas linhagens de células: a linfoide, que 
origina os linfócitos e a mieloide, que origina os demais leucócitos e também as 
hemácias (eritrócitos ou glóbulos vermelhos). Esse tecido se encontra na medula óssea 
vermelha, na extremidade (cabeça) dos ossos longos e no osso esterno. Observe 
abaixo a figura que apresenta a hematopoiese ou hemocitopoiese (formação das 
células sanguíneas). 
 
 
Os leucócitos (glóbulos brancos) 
Tem a propriedade de atravessar as paredes dos capilares sanguíneos (diapedese) e 
deslocam-se em diferentes tecidos, emitindo pseudópodes, com os quais podem fazer 
fagocitose de corpos estranhos de várias naturezas, incluindo microorganismos. 
Grandes variações no número dessas células podem ocorrer em curtos períodos de 
tempo, muitas vezes revelando processos infecciosos e alérgicos no organismo. Um 
pequeno aumento no número de leucócitos é chamado de leucocitose; na leucemia, 
o número é exageradamente alto, de dezenas de milhares por milímetro cúbico, 
enquanto o normalé de 7 a 9 mil. Uma diminuição desse número é chamado de 
leucopenia. 
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O sangue: 
Também é um tecido conjuntivo especial, que, pelo fato de ser líquido, revela uma de 
suas importantes funções, a de transportar substâncias no interior do organismo. Isso 
é feito pelas hemáceas e pelo plasma (substância fundamental). O plasma é um líquido 
incolor, de composição complexa no qual estão dissolvidos sais e muitas substâncias 
orgânicas. O sangue também participa ativamente da regulação hídrica ácido-básica 
(constância do pH) e osmótica, mantendo-se em isotonia com os demais tecidos. 
Também distribui o calor atuando como um mecanismo interno regulador. Assim 
mantém a homeostase. 
 
A hemoglobina 
É um pigmento formado por um radical “Heme” contendo ferro, responsável pela cor 
vermelha e pela globina, uma proteína. As moléculas de hemoglobina ficam 
distribuídas homogeneamente por todo o citoplasma de uma hemácia, que pode, 
assim, captar os gases respiratórios que atravessam sua delicada membrana 
plasmática. Observe os compostos formados abaixo formados pela hemoglobina e os 
gases respiratórios. 
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As plaquetas (trombócitos) e a coagulação 
 
 
OBS: O ácido acetilsalicílico é importante no tratamento de pessoas com riscos de 
apresentar problemas circulatórios, especialmente formação de trombos (coágulos) 
com o consequente entupimento dos vasos sanguíneos. Essa substância, nesses casos, 
bloqueia a agregação das plaquetas, que é o primeiro passo na formação de um 
coágulo. Isso reduz o risco de infarto. No entanto, esse medicamento deve ser usado 
sob controle médico, pois em doses altas pode causar graves lesões gastrointestinais, 
com ulcerações e hemorragias, devido ao bloqueio da ação das plaquetas. 
 
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4.4 Tecido Conjuntivo Ósseo 
O tecido ósseo tem a função de sustentação e ocorre nos ossos do esqueleto dos 
vertebrados. É um tecido rígido graças à presença de matriz rica em sais de cálcio 
(carbonato de cálcio), fósforo (fosfato). Além desses elementos, a matriz é rica em 
fibras colágenas, que fornecem certa flexibilidade ao osso além de 
mucopolissacarídeos. Os ossos são órgãos ricos em vasos sanguíneos. Além do tecido 
ósseo, apresentam outros tipos de tecido: reticular, adiposo, nervoso e cartilaginoso. 
Por ser uma estrutura inervada e irrigada, os ossos apresentam sensibilidade, alto 
metabolismo e capacidade de regeneração. Os ossos também fazem a hemocitopoese 
(na medula óssea vermelha) e constituem reserva de gordura na medula óssea 
amarela, promovem a troca contínua de cálcio e fósforo com o plasma sanguíneo, 
protegem o encéfalo, a medula espinhal, o coração e os pulmões. Um osso é dividido 
em duas regiões: osso compacto e osso esponjoso. 
 
 
As células ósseas ficam localizadas em pequenas cavidades existentes nas camadas 
concêntricas de matriz mineralizada. Quando jovens, elas são chamadas osteoblastos 
(do grego osteon, osso, e blastos, “célula jovem”) e apresentam longas projeções 
citoplasmáticas, que tocam os osteoblastos vizinhos. Ao secretarem a matriz 
intercelular ao seu redor, os osteoblastos ficam presos dentro de pequenas câmaras, 
das quais partem canais que contêm as projeções citoplasmáticas. Quando a célula 
óssea se torna madura, transforma-se em osteócito (do grego osteon, osso, e kyton, 
célula), e seus prolongamentos citoplasmáticos se retraem, de forma que ela passa a 
ocupar apenas a lacuna central. Os canalículos onde ficavam os prolongamentos 
servem de comunicação entre uma lacuna e outra para trocas. Além dos osteoblastos 
e dos osteócitos, existem outras células importantes no tecido ósseo: os osteoclastos, 
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ativas na destruição de áreas lesadas ou envelhecidas do osso, abrindo caminho para 
a regeneração do tecido pelos osteoblastos. 
 
Etapas da ossificação após uma fratura: 
1- Remoção de células mortas e restos da matriz óssea por fagocitose 
2- Proliferação do periósteo 
3- Ossificação do tecido regenerado 
4- Formação de calo ósseo com tecido ósseo primário 
 
4.4.1.1 Tecido Conjuntivo Cartilaginoso 
Apresenta função de sustentação mecânica e proteção de algumas partes do 
organismo. Apresenta boa resistência a trações e pressões e uma boa flexibilidade. Na 
fase embrionária e durante o crescimento, o processo de ossificação dos ossos longos 
ocorre a partir de um molde prévio de tecido cartilaginoso, que vai sendo substituído 
por tecido ósseo. Chamamos essa ossificação de endocondral (endo = interno, condro 
= cartilagem) 
 
A cartilagem é encontrada no nariz, nos anéis da traqueia e dos brônquios, na orelha 
externa (pavilhão auditivo), na epiglote e em algumas partes da laringe. Além disso, 
existem discos cartilaginosos entre as vértebras, que amortecem o impacto dos 
movimentos sobre a coluna vertebral. No feto, o tecido cartilaginoso é muito 
abundante, pois o esqueleto é inicialmente formado por esse tecido, que depois é em 
grande parte substituído pelo tecido ósseo. Há dois tipos principais de células nas 
cartilagens: os condroblastos, que produzem as fibras colágenas e a matriz. Após a 
formação da cartilagem, a atividade dos condroblastos diminui e eles sofrem uma 
pequena retração de volume, quando passam a ser chamados de condrócitos. No 
tecido cartilaginoso não há vasos sanguíneos nem nervos, e a nutrição é feita pela 
difusão lenta de substâncias a partir de vasos sanguíneos periféricos. Isso explica seu 
baixo nível metabólico e sua dificuldade de regeneração. Temos a cartilagem hialina 
(cabeça dos ossos e anéis da traqueia); a elástica (epiglote e orelha) e a cartilagem 
fibrosa (discos intervertebrais). 
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4.5 Tecido Muscular 
É composto pelas fibras musculares (miócitos). A fibra é uma célula completa, 
diferente das fibras do tecido conjuntivo, que são apenas filamentos proteicos, 
produzidos pelos fibroblastos. São especializadas com a propriedade de contração. 
Por estímulo nervoso elas se encurtam, proporcionando o movimento dos órgãos e 
do corpo como um todo. Em seu citoplasma, são ricas em dois tipos de filamentos 
proteicos: os de actina e os de miosina, responsáveis pela grande capacidade de 
contração e distensão dessas células. Quando um músculo é estimulado a se contrair, 
os filamentos de actina deslizam entre os filamentos de miosina. A célula diminui em 
tamanho, caracterizando a contração. 
Três diferentes tipos de fibras musculares formam os tecidos musculares dos animais 
músculo: liso, estriado esquelético e estriado cardíaco. 
 
 
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 Liso Estriado esquelético Estriado cardíaco 
Forma Fusiforme Filamentar Filamentar ramificada 
(anastomosada) 
Estrias transversais Não há Sim Sim 
Núcleo 1 central Muitos periféricos 
(sincício) 
1 ou 2 central 
Discos intercalares Não há Não há Sim 
Contração Lenta, involuntária Rápida voluntária Rápida, involuntária 
Apresentação Forma camadas que 
envolvem os órgãos 
(tubo digestivo, 
bexiga 
útero, vasos sang.) 
Forma pacotes bem 
definidos, os 
músculos 
Esqueléticos. 
Forma o miocárdio 
 
A fibra muscular estriada 
 
A contração muscular 
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A fosfocreatina e o mecanismo de ATP 
 
 
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4.6 Tecido Nervoso 
Nesse tecido a substância intercelular praticamente não existe e apresenta dois 
componentes celulares: os neurônios e as células da glia. 
Os neurônios, ou células nervosas, têm a propriedade de receber e transmitir 
estímulos nervosos, permitindo ao organismo responder a alteração do meio. Os 
neurônios são alongados, podendoatingir, em alguns casos, cerca de 1 metro de 
comprimento, como nos neurônios que se estendem desde nossas costas até o pé. 
São células formadas por um corpo celular, de onde partem dois tipos de 
prolongamentos: dendritos e axônio. Muitos neurônios são envolvidos por células 
especiais, as células de Schwann (enquadrada como célula glia por alguns autores). 
Essas células se enrolam dezenas de vezes em torno do axônio e formam uma capa 
membranosa de natureza lipídica, chamada bainha de mielina. A bainha de mielina 
atua como um isolamento elétrico e aumenta a velocidade de propagação do impulso 
nervoso ao longo do axônio. Na doença degenerativa conhecida como esclerose 
múltipla, por exemplo, ocorre uma deterioração gradual da bainha de mielina, 
resultando na perda progressiva da coordenação nervosa. As fibras mielínicas (com 
bainha de mielina) conduzem o impulso nervoso a uma velocidade de mais de 100 
m/s. Já as fibras amielínicas (sem bainha de mielina) conduzem o impulso muito 
lentamente. 
As células da glia (ou neuroglia) são vários tipos celulares relacionados com a 
sustentação e a nutrição dos neurônios, com a produção de mielina e com a 
fagocitose. 
 
As principais células glia: 
✓ Astrócitos - fazem a sustentação e suas ramificações ligam capilares a 
neurônios, transportando nutrientes. 
✓ Micróglia - fazem a fagocitose de corpos estranhos e restos celulares. 
✓ Oligodendrócitos e Células de Schwann - Formam bainhas de mielina de 
axônios, sendo os oligodendrócitos no sistema nervoso central e as células de 
Schwann no sistema nervoso periférico. 
 
 
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A condução do impulso nervoso 
Os estímulos se propagam sempre no mesmo sentido: são recebidos pelos dendritos, 
seguem pelo corpo celular, percorrem o axônio e, da extremidade deste, são passados 
à célula seguinte (dendrito – corpo celular – axônio). O impulso nervoso que se 
propaga através do neurônio é de origem elétrica e resulta de alterações nas cargas 
elétricas das superfícies externa e interna da membrana celular. Quando essa 
membrana se encontra em tal situação, diz-se que está polarizada. Essa diferença de 
cargas elétricas é mantida pela bomba de sódio e potássio. Assim separadas, as cargas 
elétricas estabelecem uma energia elétrica potencial através da membrana: o 
potencial de membrana ou potencial de repouso (diferença entre as cargas elétricas 
através da membrana). Quando um estímulo químico, mecânico ou elétrico chega ao 
neurônio, ocorre alteração da permeabilidade da membrana, permitindo grande 
entrada de sódio na célula e pequena saída de potássio dela. Com isso, ocorre uma 
inversão das cargas ao redor dessa membrana, que fica despolarizada gerando um 
potencial de ação. Essa despolarização propaga-se pelo neurônio caracterizando o 
impulso nervoso. Imediatamente após a passagem do impulso, a membrana sofre 
repolarização, recuperando seu estado de repouso, e a transmissão do impulso cessa. 
 
 
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OBS: a condução do impulso nervoso é um pouco diferente nas fibras mielínicas que 
inervam os músculos esqueléticos. Nelas, apenas há inversão de polaridade nas 
regiões dos nódulos de Ranvier. A onda, então, “salta” diretamente de um nódulo para 
outro, não acontecendo em toda a extensão da região mielinizada (a mielina é 
isolante). Fala-se então em condução saltatória e com isso há um bom aumento da 
velocidade do impulso nervoso quando comparado às fibras amielínicas. 
 
Quando ocorre a despolarização e a repolarização em um nó de Ranvier, na sequência, 
esses fenômenos passam para o nó seguinte, distante do anterior. Devido a isso, a 
velocidade de impulso no neurônio mielínico (com bainha de mielina) é maior. 
 
LEI DO TUDO OU NADA: Um neurônio só consegue enviar um impulso se a 
intensidade do impulso for acima de um determinado nível. Este valor mínimo que 
permite a transmissão do potencial de ação é conhecido como potencial limiar. Os 
valores abaixo do potencial limiar são conhecidos como sublimiares. Acima desse 
valor o potencial ocorrerá independentemente da intensidade. 
 
 
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4.7 Sinapse 
 
 
 
Uma sinapse pode ser química (maioria) ou elétrica (ex. em certas células cardíacas). 
*Os neurotransmissores são os mediadores da sinapse química (acetilcolina, 
noradrenalina, dopamina, entre outros). 
*À medida em que são liberados os neurotransmissores na fenda sináptica, eles ligam-
se a receptores específicos na membrana do neurônio pós-sináptico. Com isso abrem-
se canais de sódio e potássio, o que provoca a despolarização desse neurônio e a 
continuação do impulso nervoso nesse neurônio. 
 
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Bons estudos! 
Lembre-se de que o futuro pertence aqueles que acreditam 
na beleza de seus sonhos. (Eleanor Roosevelt). 
 
Nós acreditamos e apostamos na realização dos seus objetivos.

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