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Curso de Farmácia
Disciplina: Farmácia Homeopatica
Prof. Dra. Cláudia Cecílio Daher
Natal, 2025.2
1
FARMACOLOGIA
HOMEOPÁTICA
Prof.: Cláudia Cecílio daher
AÇÃO PRIMÁRIA E REAÇÃO SECUNDÁRIA
Hahnemann: administração de drogas em indivíduos sadios → fases distintas e sucessivas de sintomas → efeitos primários e secundário.
Efeito primário é a modificação de maior ou menor duração provocada por toda substância na saúde do indivíduo.
Efeito Secundário é a reação do próprio organismo ao estímulo que o altera.
“Toda força que atua sobre a vida, todo medicamento afeta, em maior ou menor escala, a força vital, causando certa alteração no estado de saúde do Homem por um período de tempo maior ou menor. A isso se chama ação primária. [...] A essa ação, nossa força vital se esforça para opor sua própria energia. Tal ação oposta faz parte de nossa força de conservação, constituindo uma atividade automática da mesma, chamada ação secundária ou reação” (Organon, parágrafo 63).
AÇÃO PRIMÁRIA E REAÇÃO SECUNDÁRIA
Efeito primário:
Imediatamente sentido;
Representa a propriedade da substância em alterar o meio interno;
É a conseqüência direta da droga no organismo, capaz de causar os sintomas primários –patogenéticos.
AÇÃO PRIMÁRIA E REAÇÃO SECUNDÁRIA
Efeito secundário:
Conseqüência da reação homeostática do organismo;
Capaz de proporcionar os sintomas secundários – reacionais, opostos aos sintomas primários, com finalidade de neutralizá-los;
Tentativa do organismo de restabelecer o equilíbrio perdido.
…” À ingestão de café forte, segue-se uma superexcitação (ação primária); porém, um grande relaxamento e sonolência (reação, ação secundária) permanecem por algum tempo se não continuarem a ser suprimidos através de mais café (paliativo, de curta duração). Após o sono profundo e entorpecedor produzido pelo ópio (ação primária), a noite seguinte será tanto mais insone (reação, ação secundária). Depois da constipação produzida pelo ópio (ação primária), segue-se a diarréia (ação secundária) e, após purgativos que irritam os intestinos, sobrevêm obstrução e constipação por vários dias (ação secundária). Assim, por toda parte, após a ação primária de uma potência capaz de, em grandes doses, transformar profundamente o estado de saúde do organismo sadio, é justamente o oposto que sempre ocorre (se, como se disse, tal fato realmente existe) na ação secundária, através de nossa força vital” (Organon, parágrafo 65).
AÇÃO PRIMÁRIA E REAÇÃO SECUNDÁRIA
Ex.: adrenalina
Efeito primário (drogal): vasoconstrição, aumento da pressão sanguínea e do batimento cardíaco.
Efeito secundário (orgânico) : vasodilatação, diminuição da pressão e do batimento cardíaco.
As propriedades dessa ação secundária (reação vital) do organismo estão confirmadas nos estudos do efeito rebote (reação paradoxal) da farmacologia clínica e experimental:
(i) se manifesta apenas em indivíduos suscetíveis;
(ii) não depende do tipo de droga, do tempo de uso ou do tipo de sintoma (doença);
(iii) ocorre após o término da ação primária (efeito biológico) da droga, como uma manifestação automática e instintiva do organismo;
(iv) provoca sintomas opostos aos da ação primária da droga e de magnitude superior aos sintomas anteriores ao tratamento;
(v) a magnitude de seu efeito é proporcional à intensidade da ação primária da droga.
MÉTODOS TERAPÊUTICOS
MÉTODOS TERAPÊUTICOS
MÉTODO ALOPÁTICO:
Tende a desenvolver no homem sadio sintomas diferentes em relação àqueles apresentados pela doença a ser curada.Ex.:antibióticos
MÉTODO ENANTIOPÁTICO:
produz no homem sadio efeitos contrários àqueles apresentados pelo doente. Ex.: antitérmicos e antiácidos.
MÉTODOS TERAPÊUTICOS
MÉTODO HOMEOPÁTICO:
Faz uso de substâncias que produz no homem sadio sintomas semelhantes àqueles apresentados pelo doente. Ex.: digitalina.
MÉTODO ISOPÁTICO:
Promove o tratamento da doença pelo mesmo princípio infeccioso que a produziu. Ex.: vacinas.
FARMACOLOGIA DOS CONTRÁRIOS
Doente: Indisposto, sonolento, cansado
Droga efeito estimulante
Melhora inicial dos sintomas
Suspensão ou eliminação da droga
Reação do Organismo - efeito secundário depressor/
Rebote
Piora dos Sintomas.
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FARMACOLOGIA DOS CONTRÁRIOS
Exemplos do efeito rebote:
Barbitúricos:
Indicação terapêutica:ansiedade, tensão e apreensão.
Efeito rebote: ansiedade, nervosismo e inquietude
Codeína:
Indicação terapêutica: tt/ da dor.
Efeito rebote: dores generalizadas.
FARMACOLOGIA DOS CONTRÁRIOS
Exemplos do efeito rebote:
Bloqueadores beta-adrenérgicos (atenolol,propranol)
Indicação terapêutica: arritmia ventricular.
Efeito rebote: batimentos cardíacos rápidos ou irregulares. A suspensão brusca pode causar taquicardia ventricular.
Benzodiazepínicos
Indicação terapêutica: crise convulsiva.
Efeito rebote: convulsões.
FARMACOLOGIA DOS CONTRÁRIOS
Exemplos do efeito rebote:
Buclisina:
Indicação terapêutica: prevenção e tt/ de náuseas e vômitos.
Efeito rebote: náuseas e vômitos.
Levodopa
Indicação terapêutica: mal de Parkinson
Efeito rebote: movimentos corporais não habituais e incontrolados.
FARMACOLOGIA DOS SEMELHANTES
Doente: Indisposto, sonolento, cansado
Droga efeito depressor
Piora inicial dos sintomas
Suspensão ou eliminação da droga
Reação do Organismo - efeito secundário estimulante/
Rebote
Melhora dos Sintomas.
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↓
↓
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A ENERGIA MEDICAMENTOSA
Para evitar a agravação dos sintomas,a Homeopatia emprega medicamentos diluídos e potencializados por meio do processo de dinamização. Este desperta a energia vital no sentido da cura.
É rara a ocorrência dos sintomas primários perceptíveis.
A ENERGIA MEDICAMENTOSA
Apesar das dinamizações e do emprego de doses mínimas potencializadas, ocorre uma ação farmacológica.
A ação do medicamento homeopático não depende da presença de moléculas da droga.
Informação –> transmitida pela energia produzida pelas agitações => Energia medicamentosa.
Hipóteses sobre o modo de ação das diluições em homeopatia
Memória dos átomos: diluente portador de uma informação com caráter vibratório.
Eletrodinâmica quantitativa: dipolos da água organizados em polarização coerente portadores de informação.
Crescimento fractal: cada diluição dinamizada chega, cada vez mais próxima, a uma solução similar a si da anterior.
Física relativista e movimento browniano.
Fenômenos da física e escalas de comprimento
LEIS DE ARNDT E SCHULTZ
Hugo Schultz:
Toda excitação provocará sobre a célula um aumento ou diminuição de sua função biológica em relação a atividade fraca ou forte da excitação.
Experiência com leveduras.
Doses peqenas- estimulavam o crescimento
Doses grandes- inibiam
LEIS DE ARNDT E SCHULTZ
Rudolf Arndt: Lei Biológica Fundamental
As pequenas excitações provocam a atividade vital, despertando-a.
As excitações médias aumentam-na.
As excitações fortes anulam-na em parte.
As excitações exageradas anulam-na totalmente.
LEIS DE ARNDT E SCHULTZ
A função das doses grandes é contrária á das pequenas.
Exemplos:
Raios X: altas doses: tumores
pequenas doses: tt/neoplasias
Atropina: altas doses: dilata a pupila
pequenas doses: retrai
Digitalina: altas doses: acelera o batimento cardíaco
pequenas doses: retrai
LEIS DE ARNDT E SCHULTZ
Alopatia→doses ↑→ação X
Homeopatia→doses↓→ação contrária a X
Homeopatia:
Baixas diluições = estimulam o órgão (4CH/5CH)
Médias diluições = estabilizam o órgão (7CH)
Altas diluições = inibem a função do órgão (15CH)
Esta lei sofre controvérsias.
VIAS DE INTRODUÇÃO E DE ELIMINAÇÃO
O medicamento homeopático pode ser administrado pelas mucosas, pela epiderme e pelas vias aérias superiores e inferiores.
A administração oral é a mais utilizada.
VIAS DE INTRODUÇÃO E DE ELIMINAÇÃO
Não há eliminação,uma vez que o medicamento não age pela quantidade da droga, mas por meio da informação que veicula, fazendo com que o organismo reaja de acordo com a qualidade dessa informação.
PRESCRIÇÃO/ POSOLOGIA
PRESCRIÇÃO/ POSOLOGIA
Escolha da droga (simillimum)
Potência e freqüência de administração
Verificar a reatividade orgânica do paciente (doença, doente- vitalidade, idade, sexo, etc.).
É importante que o clínico acompanhe o paciente em suas reações para escolher a dinamização mais indicada para o caso.
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ESTUDO DE TEXTO
Obrigada!
ccdaher@hotmail.com
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