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TRABALHO DE HISTÓRIA DO DIREITO PENAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Integrantes: 
Ana Carolina Benevides Piani – H24FBJ7 
Marcella Silva Fernandes – T259JH2 
Renata Rithyellen De Moura Miranda – H47BJD6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 1. SÍNTESE HISTÓRICA DO PENSAMENTO JURÍDICO 
 
1.1 Tempos Primitivos 
 
 Nos tempos mais antigos, ainda antes da formação dos Estados organizados, o direito 
penal se manifestava de forma instintiva e coletiva. As comunidades adotavam a vingança 
privada como forma de punição, geralmente marcada pela lei do talião (“olho por olho, dente 
por dente”). Nesse período, a justiça não era institucionalizada, mas sim exercida pela 
própria vítima ou seu grupo social, com o objetivo de restabelecer o equilíbrio da 
comunidade. 
 
1.2 Direito Penal Romano, Germânico, Canônico e Comum 
 
 Direito Penal Romano: No período romano, o direito penal ganhou contornos mais 
racionais. Inicialmente ainda havia a vingança privada, mas, com a Lei das XII Tábuas 
(século V a.C.), surgiram normas escritas que estabeleceram punições e limites para os 
delitos. Roma introduziu a ideia de que o crime é uma ofensa não só contra a vítima, mas 
contra a coletividade. 
 
 Direito Penal Germânico: Entre os povos germânicos, predominava a ideia da 
composição, ou seja, o pagamento de uma compensação material à vítima ou à sua família 
como forma de reparar o crime. Essa prática buscava evitar os ciclos de vingança. 
 
 Direito Penal Canônico: Influenciado pela Igreja Católica, o direito canônico introduziu 
noções de moralidade e pecado, relacionando o crime a uma ofensa contra Deus. Surgiram 
penas espirituais, como penitências e excomunhão, além das punições materiais. 
 
 Direito Penal Comum: Com a Idade Média e a formação dos reinos, houve a unificação de 
normas jurídicas. O direito penal comum passou a refletir tanto tradições locais quanto a 
influência do direito romano e do canônico, criando uma base mais ampla para o 
desenvolvimento do direito penal moderno. 
 
 
1.3 Escolas Penais 
 
 Escola Clássica (século XVIII–XIX): Defendia que o crime era fruto do livre-arbítrio e que a 
pena deveria ser proporcional à gravidade da infração. Inspirada no Iluminismo, foi marcada 
por autores como Cesare Beccaria. 
 
 Escola Positiva (século XIX): Criada por Cesare Lombroso e outros, acreditava que o 
criminoso era influenciado por fatores biológicos, sociais e psicológicos. O crime, nessa 
visão, não era apenas uma escolha, mas consequência de condições externas e internas. 
 
 Escola Mista ou Eclética: Buscou conciliar elementos da escola clássica e da positiva, 
reconhecendo tanto a responsabilidade moral quanto as influências sociais e biológicas 
sobre o criminoso. 
 
 2. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO PENAL BRASILEIRO 
 
2.1 Período Colonial 
 
 No Brasil Colônia, o sistema penal seguia o Direito Penal português, especialmente as 
Ordenações Afonsinas, Manuelinas e, principalmente, as Ordenações Filipinas (vigentes por 
séculos). As penas eram extremamente severas e cruéis, incluindo açoites, mutilações, 
degredo e pena de morte. O objetivo principal era manter a ordem social e o controle da 
população, sem preocupação com garantias individuais. 
 
2.2 Período Imperial 
 
 Com a independência em 1822, surgiu a necessidade de criar um direito próprio. Em 1830, 
foi promulgado o Código Criminal do Império, considerado avançado para a época. Ele 
aboliu penas cruéis, limitou a pena de morte e introduziu um sistema mais humanizado. 
Apesar disso, ainda refletia valores da sociedade escravocrata, aplicando penas mais duras 
aos escravizados. 
 
2.3 Período Republicano 
 
 No período republicano, em 1890, foi elaborado o Código Penal Republicano, influenciado 
pelo positivismo. Esse código trouxe mudanças relevantes, mas também manteve práticas 
de exclusão social. O Código Penal atual é de 1940 (vigente até hoje, com diversas 
reformas), elaborado no período do Estado Novo. 
Ele consolidou princípios modernos, buscou maior racionalidade nas penas e foi sendo 
reformado ao longo dos anos para se adaptar às transformações da sociedade brasileira. 
 
 3. CONCLUSÃO 
 
 A evolução do pensamento jurídico e do direito penal demonstra uma transição do uso da 
violência e da vingança privada para sistemas mais organizados e racionais, ligados à 
proteção da coletividade e ao equilíbrio social. No Brasil, a trajetória foi marcada pela 
influência portuguesa, seguida pela construção de códigos próprios que, com o tempo, 
incorporaram valores mais humanitários e democráticos. Hoje, o direito penal brasileiro 
continua em constante transformação, buscando conciliar a proteção da sociedade com a 
preservação dos direitos fundamentais.

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