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Rec���t��ção
AP� 23
Objetivo 1: conhecer a anatomia e a
histologia do tecido ósseo.
Com base no formato, quase todos os ossos
do corpo podem ser classificados em cinco
tipos principais: longo, curto, plano, irregular
e sesamoide. Os ossos longos apresentam o
comprimento maior que a largura, consistem
em uma diáfise e uma quantidade variável de
extremidades ou epífises e são
discretamente curvados para efeito de
resistência. Um osso curvo absorve o
estresse do peso corporal em diversos
pontos diferentes, de modo a ser distribuído
de maneira uniforme. Se os ossos fossem
retos, o peso do corpo seria distribuído de
maneira desigual e os ossos fraturariam com
mais facilidade. Os ossos longos consistem
principalmente em tecido ósseo compacto
nas diáfises, mas contêm quantidades
consideráveis de tecido ósseo esponjoso nas
epífises. Os ossos longos variam muito de
tamanho e incluem o fêmur (osso da coxa), a
tíbia e a fíbula (ossos da perna), o úmero
(osso do braço), a ulna e o rádio (ossos do
antebraço) e as falanges (ossos dos dedos
das mãos e dos pés).
O corpo humano possui dois cíngulos dos
membros superiores que prendem os ossos
dos membros superiores ao esqueleto axial.
Cada um dos dois cíngulos dos membros
superiores consiste em uma clavícula e uma
escápula. A clavícula é o osso anterior e se
articula com o manúbrio do esterno na
articulação esternoclavicular. A escápula se
articula com a clavícula na articulação
acromioclavicular e com o úmero na
articulação do ombro. Os cíngulos dos
membros superiores não se articulam com a
coluna vertebral e são mantidos em posição
e estabilizados por um grupo de grandes
músculos que se estendem da coluna
vertebral e das costelas à escápula.
Osso longo é aquele que apresenta
comprimento maior que a largura. Um osso
longo típico é composto pelas seguintes
partes:
1.A diáfise constitui o corpo do osso – a
parte longa, cilíndrica e principal do osso.
2.As epífises são as extremidades proximal e
distal do osso.
3.As metáfises são as regiões entre a diáfise
e as epífises. No osso em crescimento, cada
metáfise contém uma lâmina epifisial (de
crescimento), formada por uma camada de
cartilagem hialina que possibilita que a
diáfise do osso cresça em comprimento.
Quando o comprimento de um osso para de
crescer por volta dos 14 aos 24 anos, a
cartilagem na lâmina epifisial é substituída
por osso; a estrutura óssea resultante é
conhecida como linha epifisial.
4.A cartilagem articular é uma fina camada
de cartilagem hialina que recobre a parte da
epífise onde o osso se articula com outro
osso. A cartilagem articular reduz o atrito e
absorve o choque nas articulações
livremente móveis. Uma vez que a
cartilagem articular não apresenta
pericôndrio nem vasos sanguíneos, o reparo
de lesões é limitado.
5.O periósteo é a bainha de tecido conjuntivo
resistente que reveste a superfície óssea não
recoberta por cartilagem articular. É
composto por uma lâmina fibrosa externa de
tecido conjuntivo denso não modelado e uma
lâmina osteogênica interna composta de
células. Algumas das células permitem que o
osso cresça em espessura, mas não em
comprimento. O periósteo também protege o
osso, auxilia no reparo de fraturas, ajuda na
nutrição do tecido ósseo e serve de ponto de
fixação para ligamentos e tendões. O
periósteo é fixado ao osso subjacente por
fibras perfurantes, ou fibras de Sharpey,
feixes espessos de colágeno que se
estendem do periósteo até a matriz
extracelular óssea.
6.A cavidade medular é um espaço oco e
cilíndrico na diáfise que contém a medula
óssea amarela adiposa e numerosos vasos
sanguíneos em adultos. Essa cavidade
minimiza o peso do osso porque reduz o
material ósseo compacto onde é menos
necessário. O formato tubular dos ossos
longos fornece resistência máxima com peso
mínimo.
7.O endósteo é uma fina membrana que
reveste a cavidade medular. Contém uma
única camada de células formadoras de osso
e pouco tecido conjuntivo.
Ossos longos:
● clavícula
● úmero
● ulna (cúbito)
● rádio
● metacarpo
● falanges
● fêmur 
● fíbula (perónio)
● tíbia 
● metatarsos
Como os outros tecidos conjuntivos, o
osso, ou tecido ósseo, contém uma matriz
extracelular abundante entre células bem
separadas. A matriz extracelular é
formada por cerca de 15% de água, 30%
de fibras colágenas e 55% de sais
minerais cristalizados. O sal mineral mais
encontrado é o fosfato de cálcio
[Ca3(PO4)2], que se combina com outro
sal mineral, o hidróxido de cálcio
[Ca(OH)2], para formar cristais de
hidroxiapatita [Ca10(PO4)6(OH)2]. Os
cristais se combinam ainda com outros
sais minerais, como carbonato de cálcio
(CaCO3), e íons como magnésio, fluoreto,
potássio e sulfato. Conforme esses sais
são depositados na estrutura formada
pelas fibras de colágeno da matriz
extracelular, eles cristalizam e o tecido
endurece. Esse processo, chamado
calcificação, é iniciado por células
formadoras de osso chamadas
osteoblastos.Acreditava-se que a
calcificação ocorresse simplesmente
quando havia sais minerais suficientes
para formar cristais. Hoje sabemos que o
processo demanda fibras de colágeno. Os
sais minerais começam a cristalizar
primeiro nos espaços microscópicos entre
as fibras de colágeno. Depois do
preenchimento dos espaços, cristais
minerais se acumulam ao redor das fibras
de colágeno. A combinação de sais
cristalizados e fibras colágenas é
responsável pelas características do osso.
Embora a solidez de um osso dependa de
sais minerais inorgânicos cristalizados,
sua flexibilidade depende das fibras de
colágeno. Como as barras de metal de
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/femur-pt
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/osso-fibula
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/osso-tibia
reforço em concreto, as fibras de
colágeno e outras moléculas orgânicas
conferem resistência à tração, ou seja,
resistência ao estiramento ou à
separação. A imersão do osso em solução
ácida, como vinagre, dissolve seus sais
minerais, fazendo com que o osso fique
mole e flexível. Como você verá a seguir,
quando surge a necessidade por minerais
específicos ou como parte da formação ou
degeneração óssea, células ósseas
chamadas osteoclastos produzem
enzimas e ácidos que degradam tanto os
sais minerais quanto as fibras de
colágeno da matriz extracelular óssea.
1.As células osteogênicas
(osteoprogenitoras) são células-tronco
ósseas não especializadas derivadas do
mesênquima, tecido a partir do qual
quase todos os tecidos conjuntivos são
formados. São as únicas células ósseas
que sofrem divisão celular; as células
resultantes se tornam osteoblastos. As
células osteoprogenitoras são
encontradas ao longo da parte interna do
periósteo, no endósteo e nos canais
internos ósseos que contêm vasos
sanguíneos.
2.Os osteoblastos são células formadoras
de osso. Elas sintetizam e secretam fibras
de colágeno e outros componentes
orgânicos necessários para formar a
matriz extracelular do tecido ósseo e
iniciam a calcificação (descrita a seguir).
Uma vez que os próprios osteoblastos são
recobertos por matriz extracelular,
tornam-se aprisionados em suas
secreções e transformam-se em
osteócitos. (Observação: O sufixo blasto
em uma célula óssea ou qualquer outra
célula de tecido conjuntivo quer dizer que
a mesma produz matriz extracelular.)
3.Os osteócitos, células ósseas maduras,
são as principais células do tecido ósseo,
responsáveis pelo metabolismo ósseo
diário, como a troca de nutrientes e
resíduos com o sangue. Assim como os
osteoblastos, os osteócitos não sofrem
divisão celular. (Observação: O sufixo cito
uma célula óssea ou qualquer outra célula
tecidual quer dizer que a célula mantém e
monitora o tecido.)
4.Os osteoclastos são células enormes
derivadas da fusão de cerca de 50
monócitos (um tipo de leucócito), que se
concentram no endósteo. No lado da
célula que faz contato com a superfície
óssea, a membrana plasmática do
osteoclasto apresenta dobras profundas,
formando uma borda pregueada. Aqui, a
célula libera poderosos ácidos e enzimas
lisossômicas que digerem os
componentes minerais e proteicos da
matriz extracelularóssea subjacente.
Essa degeneração da matriz extracelular
óssea, chamada reabsorção, é parte do
desenvolvimento, da manutenção e do
reparo ósseos. (Observação: O sufixo
clasto quer dizer que a célula degrada
matriz extracelular óssea.) Os
osteoclastos ajudam a regular o nível
sanguíneo de cálcio. Além disso, são as
células-alvo da terapia medicamentosa de
osteoporose.
Os ossos não são completamente
compactos e apresentam muitos espaços
minúsculos entre suas células e os
componentes da matriz extracelular.
Alguns espaços servem de canais para
vasos sanguíneos que suprem as células
ósseas com nutrientes. Outros espaços
atuam como áreas de armazenamento
para a medula óssea vermelha.
Dependendo do tamanho e da distribuição
dos espaços, as regiões de um osso
podem ser classificadas como compactas
ou esponjosas. Em geral, cerca de 80%
do esqueleto é de osso compacto e 20%
é de osso esponjoso.
O tecido ósseo compacto apresenta
poucos espaços e é a forma de tecido
ósseo mais resistente. É encontrado
abaixo do periósteo de todos os ossos e
constitui a maior parte das diáfises dos
ossos longos. O tecido ósseo compacto
oferece proteção e suporte e resiste aos
estresses produzidos pelo peso e
movimento. O tecido ósseo compacto é
composto por unidades estruturais
repetidas – os ósteons ou sistemas de
Havers. Cada ósteon é constituído por
lamelas concêntricas distribuídas ao redor
de um canal central ou canal de Havers.
Lembrando os anéis de crescimento de
uma árvore, as lamelas concêntricas são
lâminas circulares de matriz extracelular
mineralizada, de diâmetro crescente, que
circundam uma pequena rede de vasos
sanguíneos e nervos localizada no canal
central. Essas unidades de osso similares
a tubos geralmente formam uma série de
cilindros paralelos que, nos ossos longos,
tendem a ser paralelos ao eixo
longitudinal do osso. Entre as lamelas
concêntricas, são encontrados pequenos
espaços chamados lacunas, contendo
osteócitos. Irradiando para todas as
direções a partir das lacunas, observamos
canalículos cheios de líquido extracelular.
Nos canalículos, são encontrados finos
processos digitiformes dos osteócitos. Os
osteócitos vizinhos se comunicam por
junções comunicantes. Os canalículos
conectam as lacunas umas às outras e
aos canais centrais, formando um
complexo sistema miniatura de canais
interconectados por todo o osso. Esse
sistema oferece muitas rotas para os
nutrientes e oxigênio chegarem aos
osteócitos e para a remoção de resíduos.
Os ósteons no tecido ósseo compacto são
alinhados na mesma direção e paralelos
ao comprimento da diáfise. Por isso, a
diáfise de um osso longo resiste à
envergadura ou à fratura mesmo quando
uma força considerável é aplicada nas
extremidades. O tecido ósseo compacto
tende a ser mais espesso nas partes do
osso onde as tensões são aplicadas em
relativamente poucas direções. As linhas
de tensão em um osso não são estáticas.
Elas mudam conforme a pessoa aprende
a andar e em resposta à atividade física
extrema repetitiva como treinamento com
peso. As linhas de tensão em um osso
também podem mudar por conta de
fraturas ou deformidades físicas. Dessa
forma, a organização dos ósteons não é
estática e muda ao longo do tempo em
resposta às demandas físicas aplicadas
ao esqueleto. As áreas entre os ósteons
vizinhos contêm lamelas chamadas
lamelas intersticiais, as quais também
apresentam lacunas com osteócitos e
canalículos. As lamelas intersticiais são
fragmentos de ósteons mais antigos
parcialmente destruídos durante o
crescimento ou a reconstrução óssea.
Os vasos sanguíneos e nervos do
periósteo penetram no osso compacto
através de canais perfurantes transversos
ou canais de Volkmann. Os vasos e
nervos dos canais perfurantes se
conectam àqueles da cavidade medular,
do periósteo e dos canais centrais. As
lamelas chamadas lamelas
circunferenciais se encontram distribuídas
ao redor de toda a circunferência interna e
externa da diáfise de um osso longo. Elas
se desenvolvem durante a formação
óssea inicial. As lamelas circunferenciais
diretamente profundas ao periósteo são
chamadas lamelas circunferenciais
externas, as quais se conectam ao
periósteo pelas fibras perfurantes
(Sharpey). As lamelas circunferenciais
que revestem a cavidade medular são
chamadas lamelas circunferenciais
internas.
Em contraste com o tecido ósseo
compacto, o tecido ósseo esponjoso,
também chamado tecido ósseo reticular
ou trabecular, não contém ósteons. O
tecido ósseo esponjoso está sempre
localizado no interior do osso, protegido
por uma camada de osso compacto. O
tecido ósseo esponjoso consiste em
lamelas dispostas em um padrão irregular
de finas colunas chamadas trabéculas.
Entre as trabéculas, é possível observar
espaços a olho nu. Esses espaços
macroscópicos são preenchidos por
medula óssea vermelha nos ossos que
produzem células sanguíneas e por
medula óssea amarela (tecido adiposo)
em outros ossos. Os dois tipos de medula
óssea contêm numerosos e pequenos
vasos sanguíneos que fornecem nutrição
aos osteócitos. Cada trabécula consiste
em lamelas concêntricas, osteócitos que
repousam nas lacunas e canalículos que
se irradiam para fora das lacunas. O
tecido ósseo esponjoso compõe a maior
parte do tecido ósseo interno dos ossos
curtos, planos, sesamoides e irregulares.
Nos ossos longos, ele constitui o cerne da
epífise abaixo da fina camada, como de
papel, de osso compacto e forma uma
borda estreita variável que margeia a
cavidade medular da diáfise. O osso
esponjoso é sempre coberto por uma
camada de osso compacto para efeito de
proteção. A princípio, as trabéculas do
tecido ósseo esponjoso podem parecer
menos organizadas que os ósteons do
tecido ósseo compacto. Entretanto, estão
precisamente orientadas ao longo das
linhas de tensão, uma característica que
ajuda os ossos a resistir a estresses e
transferir forças sem quebrar. O tecido
ósseo esponjoso tende a se localizar
onde os ossos não são fortemente
tensionados ou onde os estresses são
aplicados a partir de muitas direções. As
trabéculas não atingem sua disposição
final até que a locomoção seja
completamente aprendida. Na verdade, a
distribuição pode ainda ser alterada, já
que as linhas de tensão podem mudar em
decorrência de uma deformidade ou
fratura mal reparada. O tecido ósseo
esponjoso é diferente do tecido ósseo
compacto em dois aspectos. Primeiro, o
tecido ósseo esponjoso é leve, o que
reduz o peso geral do osso. Essa redução
de peso possibilita a movimentação mais
ágil quando o osso é tracionado pelo
músculo esquelético. Segundo, as
trabéculas do tecido ósseo esponjoso
suportam e protegem a medula óssea
vermelha. O osso esponjoso nos ossos do
quadril, nas costelas, no esterno, nas
vértebras e nas extremidades proximais
do úmero e do fêmur é onde medula
óssea vermelha é armazenada e,
portanto, o local onde ocorre a
hematopoese (produção de células
sanguíneas) em adultos.
Os ossos são ricamente supridos por
sangue. Os vasos sanguíneos,
especialmente abundantes nas porções
ósseas que contêm medula óssea
vermelha, chegam aos ossos a partir do
periósteo. As artérias periosteais,
pequenas artérias acompanhadas por
nervos, penetram na diáfise através de
muitos canais perfurantes (Volkmann) e
suprem o periósteo e a parte externa do
osso compacto. Próximo ao centro da
diáfise, uma grande artéria nutrícia passa
através de um orifício no osso compacto
chamado forame nutrício. Ao entrar na
cavidade medular, a artéria nutrícia se
divide em ramo distal e ramo proximal, os
quais vão cursar no sentido de cada
extremidade do osso. Esses ramos
suprem tanto a parte interna do tecido
ósseo compacto da diáfise quanto o
tecido ósseo esponjoso e a medula óssea
vermelha até aproximadamente as
lâminas epifisiais (ou linhas). Alguns
ossos, como a tíbia, apresentam apenas
uma artéria nutrícia; outros, como o fêmur,
possuem várias. As extremidades dos
ossos longos são supridas pelas artérias
metafisárias e epifisiais, as quais se
originam das artérias que suprem a
articulação associada. As artérias
metafisiais entram na metáfise de um
osso longo e, junto coma artéria nutrícia,
suprem a medula óssea vermelha e o
tecido ósseo da metáfise. As artérias
epifisiais penetram nas epífises do osso
longo e suprem a medula óssea vermelha
e o tecido ósseo da epífise. As veias que
recolhem o sangue dos ossos longos são
evidentes em três locais: (1) uma ou duas
veias nutrícias acompanham a artéria
nutrícia e saem pela diáfise; (2) inúmeras
veias epifisiais e veias metafisiais
acompanham suas respectivas artérias e
saem pela epífise e pela metáfise,
respectivamente; e (3) muitas pequenas
veias periosteais acompanham suas
respectivas artérias, saindo pelo
periósteo.
Os nervos acompanham os vasos
sanguíneos que suprem os ossos. O
periósteo é rico em nervos sensitivos,
alguns deles transmitindo sensações de
dor. Esses nervos são especialmente
sensíveis a laceração ou tensão, o que
explica a forte dor resultante de uma
fratura ou tumor ósseo. Pela mesma
razão, existe um pouco de dor associada
à biopsia de medula óssea. Nesse
procedimento, uma agulha é introduzida
no osso com objetivo de retirar uma
amostra de medula óssea vermelha para
examinar condições como leucemias,
neoplasmas metastáticos, linfomas,
doença de Hodgkin e anemia aplásica.
Conforme a agulha vai penetrando no
periósteo, a dor é referida. Ao se
ultrapassar o periósteo, a dor se torna
mais branda.
Objetivo 2: compreender o processo de
formação do tecido ósseo.
A formação óssea em um embrião em
desenvolvimento começa no mesênquima e
ocorre através dos processos de ossificação
endocondral ou ossificação
intramembranosa. A intramembranosa é
caracterizada pela formação de tecido ósseo
diretamente a partir do mesênquima. Os
ossos chatos (como o parietal e occipital)
são formados usando esse processo. A
ossificação endocondral é intracartilaginosa
e depende de um modelo de cartilagem. Os
ossos longos e curtos surgem de um modelo
de cartilagem formado pela ossificação
endocondral. A distinção entre esses dois
tipos de osteogênese não implica a
existência de múltiplos tipos de tecido ósseo.
Ambos os processos resultam no mesmo
tecido ósseo; no entanto, eles se distinguem
pela presença ou ausência de um modelo de
cartilagem.
A ossificação intramembranosa forma ossos
chatos e irregulares. Nesse processo, as
células mesenquimais diferenciam-se
diretamente em osteoblastos, células
especializadas que secretam matriz óssea. À
medida que os osteoblastos ficam alojados
dentro da matriz secretada por estes, eles
ficam progressivamente mais distantes uns
dos outros, embora permaneçam conectados
através de processos citoplasmáticos finos.
Os osteoblastos diferenciam-se em
osteócitos e seus processos estão contidos
dentro de canalículos à medida que a matriz
se torna calcificada. À medida que o tecido
ósseo se desenvolve, os osteoblastos criam
uma rede de trabéculas e espículas.
Concomitantemente, mais células
mesenquimatosas vizinhas diferenciam-se
em células osteoprogenitoras e entram em
contato com espículas ósseas
recém-formadas. Essas células se tornarão
osteoblastos, secretarão mais matriz e
continuarão a gerar osso. Este processo é
referido como crescimento aposicional.
Ossificação endocondral:
Centro primário de ossificação:
Primeiro, forma-se um modelo de cartilagem
do osso. As células mesenquimatosas
condensam e diferenciam-se em condrócitos,
formando o modelo de cartilagem hialina. A
hipertrofia dos condrócitos e a matriz
extracelular que os rodeia tornam-se
calcificadas. Os vasos sanguíneos invadem
o centro do modelo de cartilagem e fazem
com que o pericôndrio se diferencie em
periósteo. Quando isso ocorre, as células
condrogênicas convertem-se em células
osteoprogenitoras. As células
osteoprogenitoras convertem-se, então, em
osteoblastos. A matriz óssea secretada pelos
osteoblastos forma um colar perióstico. O
colar perióstico impede que os nutrientes
atinjam os condrócitos hipertrofiados,
levando-os a degenerar.
Os Osteoclastos, células que destroem osso,
chegam e formam buracos no colar
perióstico, permitindo a passagem de botões
osteogênicos. Os botões osteogênicos
consistem em vasos sanguíneos, células
osteoprogenitoras e células hemopoiéticas.
As células osteoprogenitoras trazidas para o
osso em desenvolvimento através dos
botões osteogênicos dividem-se, formando
mais células osteoprogenitoras. Algumas
dessas células se diferenciarão em
osteoblastos que continuarão a formar matriz
óssea na superfície da cartilagem calcificada.
À medida que a matriz óssea se calcifica,
forma-se o complexo ósseo calcificado de
cartilagem calcificada. O colar perióstico
continua a crescer em ambos os sentidos,
em direção às epífises, e os osteoclastos
reabsorvem o complexo ósseo calcificado de
cartilagem calcificada para alargar a
cavidade medular.
Centro secundário de ossificação: os centros
de ossificação secundários são encontrados
nas epífises de ossos longos. Este processo
é semelhante ao do centro primário de
ossificação, mas ocorre sem um colar
perióstico. Em vez disso, as células
osteoprogenitoras entram na cartilagem
epifisária, diferenciam-se em osteoblastos e
secretam matriz na estrutura da cartilagem.
Os ossos longos aumentam de comprimento
nos centros secundários de ossificação.
Objetivo 3: entender a regeneração óssea.
Fratura é qualquer perda da continuidade
óssea. As fraturas são nomeadas de acordo
com a gravidade, formato, posição da linha
de fratura ou, até mesmo, com o nome do
médico que a descreveu pela primeira vez.
Em alguns casos, um osso pode estar
fraturado sem haver ruptura visível. A fratura
por estresse é uma série de fissuras
microscópicas no osso que se forma sem
qualquer evidência de lesão em outros
tecidos. Em adultos saudáveis, as fraturas
por estresse resultam de atividades
extenuantes e repetitivas como corrida,
saltos ou dança aeróbica. As fraturas por
estresse são bastante dolorosas e também
são resultado de processos patológicos que
interrompem a calcificação óssea normal
como a osteoporose. Cerca de 25% das
fraturas por estresse envolvem a tíbia.
Embora as imagens radiográficas padrão
muitas vezes não consigam revelar a
presença de fraturas por estresse, a
cintigrafia óssea as mostra com clareza.
O reparo de uma fratura óssea envolve as
seguintes fases:
Fase reativa. Fase inflamatória inicial. Os
vasos sanguíneos que cruzam a linha de
fratura estão rompidos. Com o
extravasamento sanguíneo das
extremidades rompidas dos vasos, uma
massa de sangue (normalmente coagulado)
se forma ao redor do local da fratura. Essa
massa de sangue, chamada hematoma de
fratura, em geral se forma 6 a 8 h depois da
lesão. Visto que a circulação sanguínea no
local onde o hematoma de fratura se
desenvolve é interrompida, as células ósseas
circunvizinhas morrem. O edema e a
inflamação que ocorrem em resposta às
células ósseas mortas produzem mais
resíduos celulares. Os fagócitos (neutrófilos
e macrófagos) e osteoclastos começam a
remover o tecido morto ou danificado dentro
e ao redor do hematoma de fratura. Este
estágio pode durar até algumas semanas.
Fase de reparação. Formação do calo
fibrocartilaginoso. A fase de reparação é
caracterizada por dois eventos: formação de
um calo fibrocartilaginoso e de um calo
ósseo para preencher o intervalo entre as
extremidades ósseas fraturadas. Vasos
sanguíneos começam a crescer no
hematoma da fratura e fagócitos começam a
limpar as células ósseas mortas. Os
fibroblastos do periósteo invadem o local da
fratura e produzem fibras de colágeno. Além
disso, as células do periósteo se
desenvolvem em condroblastos e começam
a produzir fibrocartilagem nessa região.
Esses eventos promovem o desenvolvimento
de um calo fibrocartilaginoso (mole), que
consiste em massa de tecido de reparação
composta por fibras de colágeno e
cartilagem que une as extremidades do osso.
A formação do calo fibrocartilaginoso leva
cerca de 3 semanas.
Fase de reparação. Formação do calo ósseo.
Nas áreas mais próximas ao tecido ósseo
saudável bem vascularizado, células
osteogênicas se desenvolvem em
osteoblastos, os quais começam a produzir
trabéculas de osso esponjoso. As trabéculas
unemas porções vivas e mortas dos
fragmentos ósseos originais. Por fim, a
fibrocartilagem é convertida em osso
esponjoso e o calo passa a ser chamado
calo ósseo (duro). O calo ósseo persiste por
3 a 4 meses.
Fase de remodelação óssea. A fase final do
reparo da fratura é a de remodelação óssea
do calo. As porções mortas dos fragmentos
originais do osso fraturado são
gradativamente reabsorvidas pelos
osteoclastos. Osso compacto substitui osso
esponjoso na periferia da fratura. Às vezes, o
processo de reparo é tão completo que a
linha de fratura é indetectável, mesmo na
radiografia. Entretanto, uma área espessada
na superfície do osso permanece como
evidência da fratura consolidada.
Embora os ossos apresentem irrigação
sanguínea generosa, muitas vezes, o
processo de consolidação demora meses. O
cálcio e o fósforo necessários para fortalecer
e endurecer o osso novo são depositados
apenas de maneira gradativa e as células
ósseas geralmente crescem e se
reproduzem devagar.

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