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PUERICULTURA CAJAZEIRAS - PB 2024 Profª Drª Enyedja Kerlly A criança é um ser humano em pleno desenvolvimento. As experiências vividas nos primeiros anos de vida são fundamentais para a formação do adulto que ela será no futuro. ■ Para cuidar da criança, educar e promover sua saúde e seu desenvolvimento integral, é importante a parceria entre diversos atores; ■ Estímulo desde cedo o desenvolvimento da criança (adaptação social); ■ Vigiar o desenvolvimento da criança nos primeiros anos de vida. ■ Documento importante para acompanhar a saúde, crescimento e desenvolvimento da criança do nascimento até os 9 anos de idade; ■ Gratuidade na entrega a toda criança nascida em maternidades pública ou privada no Brasil ; ■ Deve ser devidamente preenchida e orientada pelo profissional por ocasião da alta hospitalar. Visita Domiciliar para a família do Recém-Nascido ■ Recomendações: – 1ª visita = 1ª semana pós-parto; ■ Domicílio; ■ Médico e/ou enfermeiro. – Subsequentes = pactuada com a família (necessidades evidenciadas e fatores de risco e proteção); – Importância = reconhecimento de que os primeiros anos de vida são determinantes para a saúde do ser adulto. A frequência de consultas por faixa etária ■ 7 consultas de rotina no 1º ano de vida: – 1ª semana; – 1º mês; – 2º mês; – 4º mês; – 6º mês; – 9º mês e; – 12º mês. ■ 2 consultas de rotina no 1º ano de vida: – 18ª mês; – 24º mês. A frequência de consultas por faixa etária ■ A partir do 2º ano de vida: – Consultas anuais próximas ao mês do aniversário; – Habitualmente até o 10º ano de vida. ■ A partir dos 2 anos de idade, as consultas de rotina devem, no mínimo, ser anuais, próximas ao mês de aniversário (registrar na Caderneta de Saúde da Criança); ■ Algumas crianças necessitam de maior atenção e devem ser vistas com maior frequência. ALEITAMENTO MATERNO ■ Uma das prioridades do Governo Federal; ■ Amamentação até os dois anos de idade ou mais, e que nos primeiros 6 meses seja materno exclusivo (MS); ■ Mamadeiras e chupetas devem ser evitadas; ■ Após os 6 meses, a amamentação deve ser complementada com outros alimentos saudáveis e de hábitos da família, mas não deve parar. ANEXO 1 Google classroom Suplementação de Ferro e Vitamina A ■ Primeiros dois anos de vida para prevenir anemia por falta de ferro e a hipovitaminose A; ■ FERRO: toda criança de 6 a 24 meses deve tomar o suplemento ■ VIT. A: crianças de 6 a 59 meses, proteção da visão, diminui o risco de diarreia e infecções respiratórias . CONSULTA ■ Exame físico: – Deve ser realizado completo na primeira consulta de puericultura; – É consenso que o exame físico e seus achados devem ser descritos e compartilhados com os pais, como forma de facilitar-lhes a percepção das necessidades da criança; Primeira consulta do Recém-nascido ■ Exame físico (antropometria): – PESO, COMPRIMENTO E PERÍMETRO CEFÁLICO (PC): ■ Avalie o peso em relação ao peso ideal ao nascer; ■ Consideram-se normais tanto uma perda de peso de até 10% ao nascer quanto a sua recuperação até o 15º dia de vida; ■ O PC com medidas acima ou abaixo de dois desvios-padrão (-2 ou +2) pode estar relacionado a doenças neurológicas, como microcefalia e hidrocefalia. ■ Exame físico (antropometria): – PESO, COMPRIMENTO E PERÍMETRO CEFÁLICO (PC): ANEXO 2 Google classroom * Sistema de coleta, análise e disseminação de informações relevantes para a prevenção e controle de problemas em saúde pública (BRASIL, 2011). SISVAN • Sistema de Vigilância Alimentar e Nutrição – SISVAN; • Indicadores de consumo, antropométricos e bioquímicos; • Objetivo: avaliar e monitorar o estado nutricional e alimentar da população brasileira; • Desafio: uniformizar as práticas. Método de Escolha Uso de indicadores antropométricos • Método de investigação em nutrição baseado na medição das variações físicas de alguns segmentos ou da composição corporal global. • Baixo custo; • Simplicidade de realização; • Facilidade de aplicação e padronização; • Amplitude dos aspectos analisados; • Não ser invasivo; • Grande quantidade de ferramentas e recursos metodológicos e técnicos já disponíveis. Índices e Parâmetros CRIANÇAS • Gráficos de crescimento: • Variáveis: Peso, Estatura, Idade (P, E e I). • Índices: P/I, E/I e IMC/I • Classificação: Escores-Z Padronização de Idade • Necessidade de precisão • Fração de idade até 15 dias: aproxima-se a idade para baixo, isto é, o último mês completado. • Fração de idade igual ou superior a 16 dias: aproxima-se a idade para cima, isto é, para o próximo mês a ser completado. • Ex.: Eduardo nasceu em 09/07/2004 e Isabela em 06/11/2007. Eles foram a uma USF para uma consulta de rotina no dia 22/01/2008. Quais as idades que devem ser procuradas nos gráficos de crescimento infantil da Caderneta de Saúde da Criança para fazer o diagnóstico nutricional? Resumo • 1º PASSO: Calcular a idade em anos completos e meses, fazendo as aproximações necessárias. • 2º PASSO: Pesar e medir a criança, utilizando as técnicas e os instrumentos adequados. •3º PASSO: Anotar os dados no formulário da Vigilância Alimentar e Nutricional - SISVAN. •4º PASSO: Marcar nos gráficos de crescimento da Caderneta de Saúde da Criança o ponto de interseção entre o peso e a idade, entre a estatura e a idade, e entre o Índice de Massa Corporal e a idade da criança. •5º PASSO: Calcular o IMC da criança. • 6º PASSO: Fazer o diagnóstico nutricional da criança, interpretando cada índice avaliado. • 7º PASSO: Verificar a inclinação das curvas de crescimento para complementar o diagnóstico nutricional. • 8º PASSO: Compartilhar com a mãe/responsável o diagnóstico nutricional da criança. • 9º PASSO: Fazer a intervenção adequada para cada situação. • 10º PASSO: Realizar ações de promoção da saúde. Valorizar o diagnóstico nutricional é ter atitude de vigilância! EQUIPAMENTOS • Manejo por pessoas capacitadas; • Perfeito funcionamento; • Oferecer confiabilidade na classificação e no diagnóstico nutricional em todas as faixas etárias avaliadas em uma unidade de saúde. EQUIPAMENTOS – Balança BALANÇA PEDIÁTRICA BALANÇA PLATAFORMA BALANÇA DE CAMPO EQUIPAMENTOS – Antropômetro INFANTÔMETRO, RÉGUA ANTROPOMÉTRICA OU PEDIÔMETRO ANTROPÔMETRO VERTICAL OU ESTADIÔMETRO EQUIPAMENTOS – Fita Métrica Afecções mais comuns na infância ■ Doenças respiratórias: – tosse ou dificuldade para respirar; – presença de sibilos (chiado) ou estridor; – presença de tiragem subcostal (a parede torácica inferior se retrai quando a criança inspira). Afecções mais comuns na infância ■ Doenças respiratórias: De 0 a 2 meses Até 60mrm* De 2 a 11 meses Até 50mrm De 12 meses a 5 anos Até 40mrm De 6 a 8 anos Até 30mrm Acima de 8 anos Até 20mrm Frequência respiratória normal, segundo a Organização Mundial da Saúde Fonte: SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA, 2007. * mrm = movimentos respiratórios por minuto Afecções mais comuns na infância ■ Doenças gastrointestinais: – Diarreia (sinais de gravidade de desidratação): ■ Letargia; ■ Inconsciência; ■ Inquietude; ■ Irritação; ■ Olhos fundos; ■ Sinal da prega presente; ■ Criança não consegue mamar ou beber líquidos. Rastreamento para displasia evolutiva do quadril ■ Diagnóstico precoce (anterior aos 3 a 6 meses de idade) é importante na escolha de tratamentos menos invasivos e com menores riscos de complicações; ■ Manobras de Barlow (provocativa do deslocamento) e Ortolani (sua redução) nas primeiras consultas (15 dias, 30 dias e 2 meses), testando um membro de cada vez. Ausculta cardíaca PA Aferida a partir dos 3 anos de idade nas consultas de rotina! DESENVOLVIMENTO ■ Refere-se a uma transformação complexa, contínua, dinâmica e progressiva, que inclui, além do crescimento, maturação, aprendizagem e aspectos psíquicos e sociais (RAPPAPORT, 1981); ■ Durante osdois primeiros anos, um aspecto importantíssimo do seu desenvolvimento é o desenvolvimento afetivo, caracterizado no apego, que é o vínculo afetivo básico; ■ Idade pré-escolar: vínculos escolares ANEXO 3 Google classroom Prevenção de Acidentes – Cuidar da temperatura do banho (37ºC); – Não deve deixar a criança sozinha na banheira, mesmo que com pouca água; – Manter grades do berço em boa distância (a distância entre as ripas da grade do berço não deve ser superior a 6cm). – Utilizar cobertas leves e travesseiro firme para evitar a sufocação do bebê; – Se estiver frio, é preferível agasalhá-lo com maior quantidade de roupas do que cobri-lo com muitas cobertas; – Oriente os cuidadores a não aquecer o leite materno, a fórmula infantil ou outros líquidos em forno de micro-ondas, devido ao risco de escaldamento; – O transporte do bebê (até 13 kg) em automóvel deve ser feito sempre no banco traseiro, em cadeirinha especial para lactente, com cinto de segurança e com a criança posicionada na cadeirinha apropriada de costas para o movimento; – A criança não deve ser deixada perto de animais, mesmo os animais de casa, pois eles podem ter reações imprevisíveis. Cuidados com o RN: o que não pode faltar? ■ Teste do olhinho – Também chamado de pesquisa do reflexo vermelho, ele serve para identificar sinais de doenças como glaucoma de nascença, tumores intraoculares e catarata infantil. Feito na maternidade antes da alta. ■ Teste do coraçãozinho – A oximetria de pulso é um exame rápido, que tem o objetivo de indicar se o bebê apresenta alguma doença cardíaca grave. Ele deve ser realizado entre 24 horas e 48 horas de vida do recém-nascido. ■ Teste da orelhinha – A triagem auditiva é um teste para avaliar se há alguma perda na função auditiva do bebê. Precisa ser realizado quando o bebê ainda estiver na maternidade, ou seja, logo após o nascimento. Caso não seja feito, até por volta de 6 meses de vida é possível realizá-lo. ■ Teste da linguinha – O mais recente entre os testes obrigatórios tem o objetivo de detectar se há alterações em uma membrana chamada frênulo, localizada na língua. Essas alterações podem causar a popular “língua presa”, entre outros problemas de sucção e mastigação. O exame deve ser realizado o mais cedo possível, ainda na maternidade ou, de preferência, no primeiro mês de vida. O exame é rápido, sem contraindicações e essencial para a qualidade de vida do bebê. Feito precocemente, fornece possibilidades de intervenções e tratamentos precoces, quando necessário. ■ Teste do pezinho – Além de identificar o tipo sanguíneo da criança, o teste do pezinho pode ajudar no diagnóstico precoce de inúmeras doenças. A fenilcetonúria, as hemoglobinopatias e a fibrose cística são algumas delas. Se feito entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê, ele é mais eficaz. ■ Vacinação; ■ Amamentação; ■ O banho; ■ Trocas de fralda; ■ Cuidados com o coto umbilical; ■ Banho de sol; ■ Cuidados durante o sono; ■ Moleira – ou fontanela – é a área mais mole da cabeça do bebê recém-nascido. Ela fica no topo e na parte de trás da cabeça, na área onde os ossos do crânio se encontram. ■ A função da moleira é permitir que a cabeça do bebê se adapte ao canal do parto e que o cérebro cresça. Por isso, é importante acompanhar o fechamento dela durante as primeiras consultas do bebê. O fechamento precoce levará a alterações no formato da cabeça e no crescimento do cérebro. Normalmente o fechamento ocorre entre 9 e 18 meses. Saúde Bucal ANEXO 4 Google classroom OBRIGADA !