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cabeça e Pescoço 1 -7 mandíbula: Vista Superolateral 1 . Processo condilar (cabeçae pescoço) 2. Processo coronoide 3. Fóvea submandibular 4. Linha miIo-hióidea 5. Forame mentual 6. Protuberância mentual 7. Corpo 8. Ramo Comentário:A mandíbula contém os dentes mandibulares e o forame da mandíbula. O feixe neurovascular alveolar inferior passa através do forame da mandíbula; ele inerva os dentes inferiores e os supre com sangue. O nervo termina como um ramo cutâneo que sai pelo forame mentual (nervo mentual). O processo condilarda mandíbula articula-se com o osso temporal, formando assim a articulação temporomandibular. Por causa de sua localização vulnerável, a mandíbula é o segundo osso da face mais fraturado (o primeiro é o osso nasal). Os locais de fratura mais comuns são a área do dente canino e a do terceiro molar. correlação clínica:As fraturas da mandíbula são bastante comuns. A forma em U desse osso torna-o suscetível a fraturas múltiplas, o que ocorre em mais de 50% dos casos. Os locais mais comuns de fratura são a área da cúspide (dente canino) e a área imediatamente anterior ao dente molar (dente do siso). Quando fraturada, o sangue que vaza da mandíbula pode se acumular nos tecidos frouxos do assoalho da cavidade oral, sobre o músculo miIo-hióideo. cabeça e PESCOÇO Prancha 17 do Atlas cabeça e Pescoço 1 -8 mandíbula: Vista Posterior Esquerda 1 . Processo condilar 2. Língula 3. Forame da mandíbula 4. Sulco milo-hióideo 5. Fóvea submandibular 6. Fóvea sublingual 7. Espinhas genianas Comentário: O feixe neurovascular alveolar inferior entra pelo forame da mandíbula e passa através do osso para suprir os dentes e a gengiva inferiores. As depressões, ou fóveas, situadas na região medial da mandíbula marcam os locais das glândulas salivares submandibulares e sublinguais. Correlação clínica: Dos ossos da face, a mandíbula é o maior e o mais forte, e seus pontos de referência são utilizadosna aplicação de injeções intraorais de anestésicos odontológicos. Quando realizada corretamente, a infiltração de um agente anestésico no espaço pterigomandibular, próximo do forame da mandíbula, anestesia o nervo alveolar inferior e o nervo Iingual ipsilateralmente (do mesmo lado da injeção). O procedimento anestesiará os dentes mandibulares (nervo alveolar inferior), o epitélio dos dois terços anteriores da língua (nervo Iingual), a mucosa e a gengiva linguais (nervo lingual), a mucosa e a gengiva bucais desde os pré-molares até a linha média (nervo mentuaI/ramo terminal do nervo alveolar inferior) e a pele do lábio inferior (também via nervo mentual) ipsilateralmente. cabeça e PESCOÇO Prancha 17 do Atlas Vista lateral Maxila e mandíbula em contato .Maxnla e mandíbula bem afastadas E (movimento em dobradíça ;ç e movimento de deslizamentocombinados) cabeça e Pescoço 1 -9 Articulação Temporomandibular 1 . Cápsula articular 2. Ligamento lateral 3. Ligamento esfenomandibular(por transparência) 4. Ligamento estilomandibular 5. Fossa mandibular 6. Disco articular 7. Tubérculo articular 8. Cápsula articular Comentário:A articulação temporomandibularé a articulação sinovial entre a fossa mandibular e o tubérculo articular do osso temporal e a cabeça da mandíbula. As 2 cavidades sinoviais da articulação estão separadas por um disco articular. Esta articulação singular combina uma articulação superior, do tipo uniaxial e deslizante, que permite movimentos de deslizamento para a frente (protrusão) e para trás (retração) e ligeiro movimento Iaterolateral com uma articulação em dobradiça, inferior, do tipo uniaxial, situada embaixo do disco articular, que permite o fechamento (elevação) e a abertura (depressão) da mandíbula. A articulação temporomandibularcontém uma cápsula articular e é reforçada pelos ligamentos lateral e esfenomandibular. Correlação clínica:A articulação temporomandibular (ATM) tem dupla ação: de dobradiça e deslizamento. Os distúrbios da ATM afetam cerca de 25% da população e podem resultar de traumatismo,artrite, infecção, apartamento dentário (bruxismo), ou de deslocamento do disco articular. Os distúrbios da ATM são mais comuns em mulheres que em homens. cabeça e PESCOÇO Prancha 18 do Atlas Dentes permanentes superiores Dentes permanentes inferiores 1-10cabeça e Pescoço Dentes 1 . Fossa incisiva 2. Processo pa|atino da maxila 3. Lâmina horizontal do osso pa|atino 4. Forames palatinos maior e menor 5. Incisivo central 6. Incisivo lateral 7. Canino 8. 19 pré-molar 9. 29 pré-molar 1 0. 19 molar 1 1 . 2° molar 1 2. 39 molar Comentário: Os humanos têm 2 conjuntos de dentes: os dentes decíduos, que totalizam 20, e os dentes permanentes (mostrados nesta ilustração), que totalizam 32 (16 dentes maxilares e 16 dentes mandibulares). Os dentes permanentes de cada quadrante da boca (maxila e mandíbula) incluem 2 incisivos, 1 canino, 2 pré-molares e 3 molares. Os terceiros molares são com frequência chamados de dentes de siso. Os dentes maxilaressão inervados pelos ramos alveolares superiores do nervo maxilar. Os dentes mandibulares são inervados pelo ramo alveolar inferior do nervo mandibular. Correlação clínica: Por causa de sua localização vulnerável, a mandíbula é o segundo osso da faoe mais fraturado (o primeiro é o osso nasal). Os locais mais comuns de fratura são a área do dente incisivo e a região logo à frente da área do terceiro molar. cabeça e PBSCOÇO Prancha 56 do Arias 1-21cabeçae Pescoço Músculos da Expressão Facial: Vista Lateral 1. Orbicular da boca Origem: As fibras têm origem perto do plano mediano da maxila acima e na mandíbula abaixo. Inserção:As fibras inserem-se na pele dos lábios e na membrana mucosa abaixo do lábio. Ação: Esse músculo age principalmente no fechamento dos lábios. Suas fibras profundas e oblíquas trazem os lábios para perto dos dentes e arcos alveolares. Quando todas as fibras atuam juntas, podem protrair os lábios. lnervação: Ramos terminais do nervo facial. Comentário: Grande parte desse músculo deriva do músculo bucinador e mescla-se corn outros músculos faciais ao redor da cavidade oral. Ele é especialmente importante para a fala porque altera a forma da boca. Como um músculo da expressão facial, esse músculo cutâneo está no interior das camadas da fáscia superficial. Correlação clínica:Todos os músculos da expressão facial derivam embriologicamentedo segundo arco faríngeo (branquial) e são inervados pelos ramos tenninais do nervo facial (NC Vll). A paralisia facial unilateral aguda é a causa mais comum de enfraquecimento da musculatura facial e é denominada paralisia de Bell. Nesse distúrbio, a paralisia do músculo orbicular da boca resulta na incapacidade para protrair os lábios, como ocorre quando se beija alguém, no mesmo lado da lesão. cabeça e PESCOÇO Prancha 25 do Atlas Músculos da Expressão Facial: Vista Lateral cabeça e Pescoço 1-23 Músculos da Expressão Facial: Vista Lateral 1 . Bucinador Origem: Tem origem na mandíbula, na rafe pterigomandibulare nos processos alveolares da maxila e da mandíbula. Inserção: Fixa-se no ângulo da boca. Ação: A contração desse músculo pressiona a bochecha contra os dentes molares e auxiliana mastigação. O bucinador também é capaz de expelir o ar da boca, como ocorre quando um músico toca um instrumento de sopro feito de madeira ou metal. lnervação: Ramos terminais do nervo facial. Comentário:Ao pressionar a bochecha contra os dentes, o bucinador mantém os alimentos entre os molares. Quando o músculo se contrai com força excessiva durante a mastigação, os dentes mordem a bochecha. O termo latino buccinator significa "tocador de trompete”. Esse músculo pode estar bem desenvolvido em um tocador de trompete. O bucinador também é um músculo da expressão facial. As ñbras desse músculo mescIam-se com as fibras de outros músculos na região ao redor da boca. Correlação clínica:Todos os músculos da expressão facial derivam embriologicamentedo segundo arco faringeo (branquial) e são inervados pelos ramos tenninais do nervo facial (NCVII). A paralisia facial unilateral aguda é a causa mais comum de enfraquecimento da musculatura facial e é denominada paralisia de Bell. Nesse distúrbio, a paralisia do músculo bucinador resulta na incapacidade para sugar a bochecha para dentro da boca no mesmo lado da lesão. cabeça e PESCOÇO Prancha 54 do Atlas Ver também Prancha 25 Músculos da mastigação cabeça e Pescoço 1-28 Músculos da Mastigação 1 . Temporal Origem: O assoalho da fossa temporal e a superficie profunda da fáscia temporal. Inserção: Fixa-se na extremidade e na face medial do processo coronoide e na margem anterior do ramo da mandíbula. Ação: Esse músculo eleva a mandíbula e fecha a boca. Suas fibras posteriores retraem a mandíbula (retrusão). lnervação: Divisão mandibular do nervo trigêmeo. Comentário: O temporal é 1 dos 4 músculos da mastigação. É um músculo largo e radial cujas contrações podem ser vistas durante a mastigação. Os músculos da mastigação derivam embriologicamentedo 19 arco faringeo (branquial) e são inervados pelo ramo mandibulardo nervo trigêmeo (NC V3). cabeça e PBSCOÇO Prancha 54 do Atlas Ver também Prancha 25 MMWM. 1 -29cabeça e Pescoço Músculos da Mastigação 1. Masseter Origem: Tem origem na margem inferior e na face medial do arco zigomàtico. Inserção: Fixa-se na face lateral da mandíbula e na face lateral do processo coronoide. Ação: Fecha a boca ao elevar a mandíbula. lnervação: Divisão mandibular do nervo trigêmeo. Comentário: O músculo masseter é 1 dos 4 músculos da mastigação. Algumas de suas fibras também podem protrair a mandíbula, e suas fibras profundas retraem a mandíbula. Correlação clínica:Os músculos da mastigação derivam embriologicamente do 19- arco faríngeo (branquial) e são inervados pelo ramo mandibulardo nervo trigêmeo (NC V3). O esporo Clostridium tetam' é encontrado normalmente no solo, na poeira e nas fezes e pode entrar no corpo através de feridas, bolhas, queimaduras, úlcerasde pele, picadas de insetos e procedimentos cirúrgicos. Se um indivíduo for infectado e não tiver sido vacinado, a toxina bacteriana poderá destruir os neurônios inibidores do tronco encefálicoe medula espinal e causar rigidez da nuca, trismo (espasmo do músculo masseter), disfagia, Iaringoespasmoe espasmos musculares agudos que podem levar à morte. cabeça e PESCOÇO Prancha 54 do Atlas Ver também Prancha 25 Músculos da Mastlgação Vista posterior cabeça e Pescoço 1-30 Músculos da Mastigação 1 . Pterigóideo medial Origem: Esse músculo tem 2 cabeças.A cabeça profunda tem origem na face medial da lâmina lateral do processo pterigoide do osso esfenoide e no processo piramidal do osso palatino. A cabeça superñcial tem origem no túber da maxila. lnserção:As fibras musculares mesclam-se para se fixar na face medial do ramo da mandíbula, abaixo do forame da mandíbula. Ação: Ao elevar a mandíbula, esse músculo ajuda a fechar a boca. Juntamente corn os pterigóideos laterais, os 2 pterigóideos mediais protraem a mandíbula. Quando 1 pterigóideo medial e 1 pterigóideo lateral do mesmo lado da cabeça atuam juntos, a mandíbula é projetada para a frente e para o lado oposto. A alternância desses movimentos move a mandíbula de um lado para outro, provocando o ranger dos dentes. lnervação: Divisão mandibular do nervo trigêmeo. Comentário: O pterigóideo medial é 1 dos 4 músculos da mastigação. Age juntamente com os músculos temporal e masseter para fechar a boca. Os músculos pterigóideo medial e masseter exercem papel importante na mordida, mas os 3 músculos são necessários para morder e mastigar com os molares. Os músculos da mastigação derivam embriologicamentedo 19 arco faríngeo (branquial) e são inervados pelo ramo mandibulardo nervo trígêmeo (NC V3). cabeça e Pescoço Prancha 55 do Atfas 1-31cabeçae Pescoço Músculos da Mastigação 1 . Pterigóideo lateral Origem: Esse músculo espesso e curto tem 2 cabeças.A cabeça superior tem origem na face infratemporal e na crista infratemporal da asa maior do osso esfenoide. A cabeça inferior tem origem na face lateral da lâmina lateral do processo pterigoide do osso esfenoide. Inserção: Suas fibras convergem para se inserir no colo da mandíbula, no disco articular e na cápsula da articulação temporomandibular. Ação: Abre a boca ao puxar o côndilo da mandíbula e o disco articular da articulação temporomandibularpara a frente. Juntamente com o pterigóideo medial do mesmo lado, o pterigóideo lateral protraí a mandíbula. A mandíbula é girada para o lado oposto, provocando o ranger dos dentes. lnervação: Divisão mandibular do nervo trigêmeo. Comentário: Os outros 3 músculos da mastigação ajudam a fechar a boca, enquanto o pterigóideo lateral abre a boca. No início dessa ação, ele é auxiliadopelos músculos milo-hióideo, digástríco e genio-hióideo. Os músculos da mastigação derivam embriologicamentedo 19 arco faríngeo (branquial) e são ínervados pelo ramo mandibulardo nervo trígêmeo (NC V3). cabeça e PBSGOÇO Prancha 55 do Arias Vista anteroinferíor cabeçae Pescoço 1 -32 Assoalho da cavidade Oral 1 . Milo-hióideo Origem: Tem origem na linha milo-hióidea da mandíbula. Inserção: Fixa-se na rafe fibrosa mediana e no corpo do osso hioide. Ação: Levanta o osso hioide e eleva o assoalho da boca durante a deglutição, empurrando a lingua para cima como ocorre na deglutição ou na protrusão da lingua. lnervação: É feita pelo nervo miIo-hióideo, um ramo da divisão mandibulardo nervo trigêmeo. Comentário: Os miIo-hióideos também podem ajudar a abaixar a mandíbula ou a abrir a boca. Eles participam da mastigação, da deglutição, da sucção e do sopro. cabeça e PESCOÇO Prancha 53 do Atlas Ver também Prancha 28 Vista posterossuperíor cabeçae Pescoço 1 -33 Assoalho da cavidade Oral 1 . Gênio-hióideo Origem: Espinha geniana inferior da mandíbula. Inserção: Fixa-se no corpo do osso hioide. Ação: Eleva um pouco o osso hioide e puxa-o para a frente, encurtando o assoalho da boca. Quando o osso hioide permanece fixo, esse músculo também ajuda a retrair e abaixar a mandíbula. lnervação: 1° nervo cervical (C1) via nervo hipoglosso (NC XII). Comentário: Os músculos digástrico, estiIo-hióideo, milo-hióideo e genio-hióideo são considerados músculos supra-hióideos porque estão acima do osso hioide. cabeça e PESCOÇO Prancha 53 do Atlas Ver também Prancha 28 1 -34cabeçae Pescoço Língua 1 . Genioglosso Origem: Tem origem na parte superior da espinha geniana da mandíbula. Inserção: Dorso da língua e corpo do osso hioide. Ação: Suas fibras centrais abaixam a língua. Suas tibras posteriores protraem a língua, como ocorre quando se põe a língua para fora da boca. lnervação: Nervo hipoglosso (NC XII). Comentário: O genioglosso é 1 dos 3 músculos extrínsecos da língua. Os músculos extrínsecos movem a língua, enquanto os músculos intrínsecos mudam a forma da língua. Todos os músculos com “glosso" no nome são inervados pelo nervo hipoglosso, com exceção do músculo palatoglosso, que não é um músculo da língua, e sim um músculo do palato mole. correlação clínica: Pode-se avaliar facilmenteo nervo hipoglosso (NC XII) solicitando ao paciente que “ponha a língua para fora da boca". Se tiver ocorrido lesão do nervo hipoglosso de um dos lados da cabeça, a língua do paciente desviará para o lado da lesão, e a ponta da língua também se voltará para o lado do nervo lesado. Isso ocorre por causa da grande força de tração exercida pelas ñbras posteriores do músculo genioglosso oontralateral, que não sofrem oposição das fibras ipsilaterais paralisadas. Isso faz oom que a língua se projete e em seguida desvie para além da linha mediana na direção do lado que não sofre oposição (o lado da lesão neural). cabeça e PESCOÇO Prancha 59 do Atlas Ver também Pranchas 33, 45, 53, 127 cabeçae Pescoço 1 -35 Língua 1 . Hioglosso Origem: Tem origem no corpo e no como maior do osso hioide. lnserção: Fixa-se nas faces lateral e dorsal da lingua. Ação: Abaixa, ou puxa, a lingua na direção do assoalho da boca. Também retrai a Hngua. lnervação:Nervo hipoglosso (NC XII). Comentário: O hioglosso é um dos músculos extrínsecos da lingua que alteram a posição da lingua dentro da boca. Os músculos intrínsecos mudam a forma da lingua. Todos os músculos com “glosso" no nome são inervados pelo nervo hipoglosso, com exceção do músculo palatoglosso, que não é um músculo da língua, e sim um músculo do palato mole. cabeça e PBSGOÇO Prancha 59 do Atlas Ver também Pranchas 33, 45, 53, 127 cabeçae Pescoço 1 -36 Língua 1 . Estiloglosso Origem: Tem origem no processo estiloide e no ligamento estilo-hióideo. Inserção: Fixa-se na face lateral da língua. Algumas fibras interdigitam-se com fibras do músculo hioglosso. Ação: Retrai a língua e puxa-a para cima durante a deglutição. lnervação: Nervo hipoglosso (NC XII). Comentário: O estiloglosso é 1 dos 3 músculos extrínsecos da língua. Todos eles são inervados pelo nervo hipoglosso. Todos os músculos com “glossd” no nome são inervados pelo nervo hipoglosso, com exceção do músculo palatoglosso, que não é um músculo da língua, e sim um músculo do palato mole. Três músculos têm origem no processo estiloide: os músculos estiloglosso, estilo-hióideo e estilofaringeo. Cada um deles é inervado por um nervo craniano diferente. Correlação clínica:O estiloglosso tem um papel importante na deglutição, porque empurra o bolo de alimento mastigado para cima contra o palato duro e para trás para dentro da parte oral da faringe. cabeça e PBSCOÇO Prancha 59 do Atlas Ver também Pranchas 33, 45, 53, 127 Músculos da Faringe 1 -40cabeça e Pescoço Músculos da Faringe 1 . Constritor superior da faringe Origem: Esse músculo largo tem origem no hâmulo pterigóideo, na rafe pterigomandibular, na parte posterior da linha miIo-hióidea da mandíbula e na lateral da Hngua. Inserção: Os músculos de cada lado encontram-se e tixam-se na rafe mediana da faringe e no tubérculo faríngeo do osso occipital. Ação: Contra¡ a parede da porção superior da faringe durante a deglutição. lnervação: Plexo faríngeo do nervo vago (NC X). Comentário: Os 3 músculos constritores da faringe ajudam na descida do alimento pela faringe até o interior do esôfago. Para realizar essa tarefa, esses músculos se contraem de maneira seriada de cima para baixo a tim de mover o bolo de alimento desde a parte oral da faringe e a parte Iaríngea da faringe até a parte proximal do esôfago. O músculo constritor superior localiza-se em grande parte atrás da mandíbula. Correlação clínica: Enquanto a inervação motora dos constritores da faringe é feita pelo nervo vago (NC X), a inervação sensitiva de tudo (dos músculos constritores e da mucosa que reveste o interior da faringe), com exceção da parte mais superior da faringe, é feita pelo nervo glossofaríngeo (NC IX). Juntas, as fibras do IX e do X nervos cranianos fonnam o plexo faríngeo e agem em conjunto durante a deglutição. cabeça e PESCOÇO Prancha 67 do Atlas Ver também Prancha 229 Músculos da Faringe cabeça e Pescoço 1-41 Músculos da Faringe 1 . Constritor médio da faringe Origem: Tem origem no ligamento estilo-hióideo e nos comos maior e menor do osso hioide. Inserção: Os músculos de ambos os lados envolvem a faringe e encontram-se na rafe mediana onde se tixam. Ação: Contra¡ a parede da faringe durante a deglutição. lnervação: Plexo faríngeo do nervo vago (NC X). Comentário: O constritor médio da faringe está em grande parte atrás do osso hioide. As ñbras dos músculos constritores superior e médio da faringe estão com frequência misturadas, mas o limite entre os músculos pode ser visto no local onde o músculo estilofaringeoestá interposto. Correlação clínica: Enquanto a inervação motora dos constritores da faringe é feita pelo nervo vago (NC X), a inervação sensitiva de tudo (dos músculos constritores e da mucosa que reveste o interior da faringe), oom exceção da parte mais superior da faringe, é feita pelo nervo glossofaríngeo (NC IX). Juntas, as fibras do IX e do X nervos cranianos fonnam o plexo faríngeo e agem em conjunto durante a deglutição. cabeça e PESCOÇO Prancha 67 do Atlas Ver também Prancha 229 Músculos da Faringe 1 -42cabeça e Pescoço Músculos da Faringe 1 . Constritor inferior da faringe Origem: Tem origem na linha oblíqua da cartilagem tireóidea e do lado da cartilagem cricóidea. Inserção: Os 2 músculos constritores inferiores da faringe envolvem posteriormente a faringe e encontram-se na rafe mediana onde se tixam. Ação: Contra¡ a parede da parte inferior da faringe durante a deglutição. lnervação: Plexo faringeo do nervo vago (NC X). Comentário: O músculo constritor inferior da faringe está em grande parte atrás das cartilagens tireóidea e cricóidea. Sua extremidade inferior é denominada músculo cricofaríngeo, cujas fibras são contínuas com as fibras do músculo do esôfago. O local onde o músculo constritor inferior se fixa na cartilagem cricóidea corresponde à parte mais estreita da faringe. Correlação clínica: Enquanto a inervação motora dos constritores da faringe é feita pelo nen/o vago (X NC), a inervação sensitiva de tudo (dos músculos constritores e da mucosa que reveste o interior da faringe), com exceção da parte mais superior da faringe, é feita pelo nervo glossofaríngeo (NC IX). Juntas, as fibras do IX e do X nervos cranianos fonnam o plexo faríngeo e agem em oonjunto durante a deglutição. cabeça e PESCOÇO Prancha 67 do Atlas Ver também Prancha 229 Músculos da Faringe . a /Érfá/íiyimf/ 1 -43cabeça e Pescoço Músculos da Faringe 1 . Estilofaríngeo Origem: Tem origem no processo estiloide do osso temporal. Inserção: Fixa-se nas margens posterior e superior da cartilagem tireóidea. Ação: Eleva a faringe e a laringe durante a deglutição e a fala. lnervação: Nervo glossofaringeo (NC IX). Comentário: Esse músculo passa entre os constritores superior e médio da faringe. Ele é 1 dos 3 músculos que têm origem no processo estiloide do osso temporal (os outros 2 são o estiloglosso e o estiIo-hióideo). Cada músculo é inervado por um nervo craniano diferente e tem origem em um arco branquial embrionário diferente. O músculo estilofaringeoorigina-se embriologicamentedo 39 arco faríngeo (branquial) e é o único músculo inervado pelo nervo glossofaringeo. cabeça e PBSGOÇO Prancha 67 do Arias Ver também Prancha 229 1 -50cabeça e Pescoço _ÉCMúsculos Supra-hnoudeos 1 . EstiIo-hióideo Origem: Tem origem no processo estiloide do osso temporal. Inserção: Fixa-se no corpo do osso hioide. Ação: Eleva e retrai o osso hioide, e essa ação alonga o assoalho da boca. lnervação: Nervo facial (NC VII). Comentário: O músculo estilo-hióideo é perfurado perto de sua inserção pelo tendão dos 2 ventres do músculo digástrico. O estilo-hióideo é 1 dos 3 músculos que têm origem no processo estiloide; cada um deles é inervado por um nervo craniano diferente. cabeça e PESCOÇO Prancha 53 do Atlas Ver também Prancha 28 Vista lateral, ligeiramente inferior cabeça e Pescoço 1 -51 _ÉCMúsculos Supra-hroudeos 1 . Digástrico Origem: O músculo digástrico possui 2 ventres. O ventre posterior é o mais longo e tem origem na incisura mastóidea do osso temporal. O ventre anterior tem origem na fossa digástrica da mandíbula. Inserção: Os 2 ventres terminam em um tendão intermediário que perfura o músculo estilo-hióideo e está ligado ao corpo e ao corno maior do osso hioide. Ação: Eleva o osso hioide e, quando ambos os músculos agem em conjunto, auxiliam os músculos pterigóideos laterais a abrir a boca abaixando a mandíbula. lnervação: O ventre anterior é inervado pelo nervo milo-hióideo, um ramo da divisão mandibular do nervo trigêmeo. 0 ventre posterior é inervado pelo nervo facial. Comentário: Os 2 ventres do músculo digástrico são bastante singulares porque são inervados por nervos cranianos diferentes. Correlação clínica:Os músculos digástricos têm um papel importante na abertura simétrica da boca e são auxiliadospelos músculos pterigóideos laterais. cabeça e PESCOÇO Prancha 53 do Atlas Ver também Prancha 28 cabeça e Pescoço 1 -82 Glândulassalivares 1. Ramos do nervo facial 2. Artéria facial transversa 3. Ducto parotídeo 4. Glândula sublingual 5. Ducto submandibular 6. Glândula submandibular 7. Glândula parótida Comentário:A secreção da glândula parótida chega à cavidade oral passando pelo ducto parotídeo. A glândula submandibular lança sua secreção no assoalho da cavidade oral por meio do ducto submandibular, que está embaixo da mucosa oral e em relação estreita com o nervo lingual. A glândula salivar sublingual lança sua secreção por meio de vários ductos pequenos situados embaixo da língua. A glândula parótida é uma glândula totalmente serosa, enquanto a glândula salivar submandibularé predominantemente serosa e parcialmente mucosa. A glândula salivar sublingual é quase totalmente mucosa. Hâ glândulas salivares menores na mucosa do palato duro, das bochechas, da língua e dos lábios. cabeça e Pescoço Prancha 61 do Arias Ver também Pranchas 24, 53, 132, 133, 160, 161 4-2Abdome Parede Anterior do Abdome: Dissecação Superficial 1 . Músculo oblíquo externo do abdome: ventre muscular (A) e aponeurose (B) Inserção proximal:Surge através de digitações carnosas das faces externas e bordas inferiores das 8 costelas inferiores. Inserção distal: Este músculo se tixa à metade anterior da crista ilíaca,à espinha ilíacaanterossuperior e à bainha do músculo reto do abdome (ao longo de urna linha que vai da 9a cartilagem costal até a espinha ilíacaanterossuperior). A aponeurose se insere na linha alba (linha mediana do abdome). Ação: Comprime os conteúdos abdominais. A contração bilateraldestes músculos resulta na flexão da coluna vertebral ou tronco. Agindo isoladamente, o oblíquo externo do abdome inclina a coluna vertebral lateralmente e promove a sua rotação contralateral enquanto movimenta o ombro anteriormente para o mesmo lado da concentração. lnervação: É feita pelos nervos intercostais T7-T11 e pelo nervo subcostal (T12). Comentário: Este é o maior e o mais superficial dos 3 músculos abdominais classificados como planos. Correlação clínica: No lado esquerdo dessa dissecação (lado esquerdo do paciente), pode-se observar a fáscia intennédia do revestimento (fáscia de Camper) e o estrato membranáoeo da tela subcutâneado abdome (fáscia de Scarpa). Esses planos de fáscias são importantes na propagação de infecção. Fluidos da região perineal (p. ex., casos de ruptura de uretra) podem se espalhar por dentro da parede abdominal, entre a fáscia de Scarpa e a fáscia profunda subjacente do músculo oblíquo externo do abdome e sua aponeurose. Abdome Prancha 243 do Atlas Parede Anterior do Abdome Parede Anterior do Abdome 1 . Músculo oblíquo interno do abdome Inserção proximal:Origina-se na metade lateral do ligamento inguinal, crista iliaca e aponeurose toracolombar. Inserção distal: Fixa-se nas bordas inferiores das cartilagens das últimas 3 ou 4 costelas, linha alba, crista púbica e linha pectínea. Ação: Comprime os conteúdos abdominais. A contração bilateraldos músculos oblíquos internos do abdome resulta na flexão da coluna vertebral. A contração de um só músculo inclina a coluna vertebral lateralmente e promove a sua rotação ipsilateral, movimentando o ombro do lado oposto anteriormente. lnervação: É feita pelos nervos intercostais T7-T11, nervo subcostal (T12)e nervos iIio-hipogástrico e ilioinguinal (L1). Comentário: Na região inguinal, as aponeuroses do músculo oblíquo interno e do músculo transverso do abdome se fundem para formar o tendão conjuntivo. Correlação clínica: A fraqueza da parede anterior do abdome pode levar ao aparecimento de hérnias, nas quais as vísceras e gorduras subjacentes podem sofrer protrusão anteriormente, causando edema ou ruptura das camadas musculares anteriores. Os tipos mais comuns de hérnias da parede abdominal são as hérnias inguinais, as hérnias umbilicais,as hérnias da linha alba (normalmente ocorrem na região epigástrica) e as hérnias incisionais. Abdome Prancha 244 do Atlas Parede Anterior do Abdome 4-4Abdome Parede Anterior do Abdome 1 . Músculo reto do abdome Inserção proximal:Origina-se inferiormente através de 2 tendões. O tendão lateral está fixado na crista púbica; o tendão medial se entrelaça com o tendão do lado oposto, emergindo na sinfise púbica. lnserção distal: Fixa-se nas cartilagens das 59, 63 e 79 costelas e no processo xifoide. Ação: Flexiona a coluna vertebral ou tronco, exerce tensão sobre a parede anterior do abdome e deprime as costelas. lnervação: Nervos intercostais (T7-T11)e nervo subcostal (T12). Comentário: O músculo reto do abdome está contido na bainha do músculo reto do abdome e separado do reto do abdome do lado oposto por meio da linha alba. Este músculo é cruzado por bandas ñbrosas, que são suas 3 intersecções tendíneas. Correlação clínica: No caso de dor abdominal, especialmente se a estrutura visceral (p. ex., intestino, apêndice verrniforme) afetada entrar em contato com a face interna do peritônio parietal, o paciente pode apresentar reflexo de proteção. Neste caso, o paciente irá contrair os músculos da parede do abdome durante a palpação (sensibilidadede rebote) em virtude da dor abdominal, fazendo com que o abdome fique rígido. Abdome Prancha 244 do Atlas .mWWm Abdome Parede Anterior do Abdome: Dissecação Profunda 1 . Vasos epigástricos superiores 2. Músculo reto do abdome 3. Músculo transverso do abdome 4. Lâmina posterior da bainha do músculo reto do abdome 5. Vasos epigástricos inferiores 6. Ligamento inguinal (de Poupart) 7. Foice inguinal (tendão conjuntivo) 8. Músculo cremaster (fáscia cremastérica) 9. Ligamento lacunar (de Gimbernat) 10. Ligamento umbilicalmedial (parte oclusa da artéria umbilical) 1 'l . Linha arqueada 1 2. Fáscia transversal 13. Lâmina anterior da bainha do músculo reto do abdome 14. Linha alba comentário: Acima da linha arqueada, a lâmina anterior da bainha do músculo reto do abdome compreende as aponeuroses fundidas dos músculos oblíquos interno e externo do abdome, enquanto a lâmina posterior abrange a fusão das aponeuroses do músculo obliquo interno e do músculo transverso do abdome. Abaixo da linha arqueada, as aponeuroses dos 3 músculos se fundem para formar a camada anterior da bainha; o músculo reto do abdome repousa somente sobre a delicada fáscia transversal. Conelação clínica: Os vasos epigástrioos inferiores fonnam a prega umbilical lateral e formam anastomoses com os vasos epigástrioos superiores, que são contínuos com os vasos torácicos intemos (mamários). Essa anastomose vascular arterial é importante para o suprimento sanguíneo da parede abdominal, porque essas artérias têm conexões com as artérias interoostais (no tórax) e com alguns ramos dorsais das artérias lombares ao longo de toda sua rota. Abdome Prancha 245 do Arias \\ *X X \\\ \\ Parede Posterior do Abdome:Vista Interna 1 . Músculo quadrado do lombo Inserção proximal:Surge a partir dos processos transversos de L3-L5, do ligamento iliolombare da crista ilíaca. Inserção distal: Insere-se na borda inferior da última costela e nos processos transversos das vértebras L1-L3. Ação: Com a pelve fixa, este músculo faz flexão lateral do segmento lombar da ooluna vertebral (tronco). Ele também fixa a 12g costela durante a inspiração. Quando os 2 músculos quadrados Iombares se contraem simultaneamente, eles auxiliamna extensão do segmento lombar da coluna lombar. lnervação: Nervo subcostal (nervos T12 e L1-L4). Comentário: Superiormente, o diafragma forma o ligamento arqueado lateral (arco Iombocostal) no local onde esse passa sobre o quadrado do lombo. Correlação clínica: O trígono Iombooostal (posicionado logo ao lado e acima do ligamento arqueado lateral) é uma área não muscular entre as partes costal e lombar do diafragma. Em caso de trauma ou pressão intra-abdominal aumentada, essa porção do diafragma pode se tornar enfraquecida, promovendo a hemiação das vísceras superiormente para dentro do tórax. Abdome Prancha 256 do Arias Ver também Prancha 189 \\ *X X \\\ \\ Parede Posteriordo Abdome: Vista Interna 1 . Diafragma Inserção proximal: Este septo fibromuscular em forma de cúpula surge a partir da circunferência da abertura inferior do tórax, com algumas fibras se originando da parte estemal do diafragma (processo xifoide), da parte costal do diafragma (6 cartilagens costais inferiores) e da parte lombar do diafragma (vértebras L1 -L3). Inserção distal: O diafragma converge para um tendão central onde se insere. Ação: Fixado nas costelas e nas vértebras Iombares, o músculo diafragma movimenta o centro tendíneo para trás e para frente durante a inspiração. Isso aumenta o volume da cavidade torácica e diminui o volume na cavidade abdominal. lnervação: Nervo frênico (C3, C4 e C5). Comentário: O diafragma apresenta 3 grandes aberturas: o forame da veia cava, para a passagem da veia cava inferior (na altura da vértebra TVIII); o hiato esofágico (na altura da vértebra TX) e o hiato aórtico (em frente à vértebra TXII). No local onde o diafragma passa sobre a aorta, ele forma um arco denominado ligamento arqueado mediano. Ao passar sobre o músculo psoas maior, o diafragma forma o ligamento arqueado medial; ao passar pelo músculo quadrado do lombo, forma o ligamento arqueado lateral. Correlação clínica: Se uma víscera ¡nflamada (p. ex., vesícula biliar)tiver contato com a parte inferior do diafragma, o peritônio parietal dessa área pode ficar inflamado;quando isso acontece, a dor é transmitida ao longo dos axônios sensoriais do nervo frênico (C3-C5) do lado direito, até os dermátomos correspondentes na região baixa do pescoço e na região do ombro. Esse é um exemplo de dor referida originada a partir do abdome para uma região somática do corpo. Abdome Prancha 256 do Atlas Ver também Prancha 189 4-13 Veias da Parede Anterior do Abdome 1 . Veia subclávia 2. Veia axilar 3. Veia torácica lateral 4. Veias intercostais anteriores 5. Veia torácica interna 6. Veias epigástricas inferiores 7. Veia epigástrica superficial 8. Veia epigástrica superficial 9. Veia toracoepigástrica 1 0. Veia torácica lateral 1 1 . Veias jugulares (Extema; Interna; Anterior) Comentário:As veias da parede do abdome anterior formam uma importante rede superficial de anastomoses de veias que retornam sangue ao coração. Essas veias incluem anastomoses entre as veias epigástricas superficiais, que drenam a região inguinal, e as veias torácicas laterais que, por sua vez, drenam sangue para a veia axilar. Em um plano mais profundo, as veias epigástricas inferiores fazem anastomose com as veias epigástricas superficiais e com as veias torácicas internas. Nesta ilustração, observa-se urna dissecação superficial das veias no paniculo adiposo da tela subcutâneaem um dos lados; do outro lado, observa-se uma dissecação em um plano mais profundo, por dentro da musculatura abdominal anterior. Correlação clínica:Assim como nos membros e nas regiões da cabeça e do pescoço, as regiões torácica e a abdominopélvica apresentam uma organização venosa superficial e profunda, com numerosas interconexões entre essas veias. As conexões (anastomoses) asseguram que o sangue venoso possa retornar ao coração através de diversas rotas diferentes, caso seja necessário (no caso de uma obstrução venosa). Abdome Prancha 250 do Arias canal lnguinal e Funículo Espermático Abdome 4-14 Canal lnguinal e Funículo Espermático 1 . Vasos testiculares e ramo genital do nervo genitofemoral 2. Vasos epigàstricos inferiores 3. Ligamento umbilicalmedial (parte oclusa da artéria umbilical) 4. Músculo reto do abdome 5. Ligamento umbilicalmediano (úraco) 6. Anéis inguinais superficiais 7. Fibras intercrurais 8. Ligamento inguinal (de Poupart) 9. Músculo cremaster 1 0. Funículo espermático 1 'l . Fáscia espermática interna (a partir da fáscia transversal no anel inguinal profundo) 12. Músculo oblíquo externo do abdome 13. Músculo oblíquo interno do abdome 14. Músculo transverso do abdome 15. Fáscia transversal 16. Peritônio Comentário: O canal inguinal estende-se do anel inguinal profundo até o anel inguinal superficial. Nos homens, o funículo esperrnático atravessa esse canal. Correlação clínica: Hérnias inguinais indiretas (75% das hémias inguinais) ocorrem lateralmente aos vasos epigástricos inferiores, passam através do anel inguinal profundo e do canal inguinal e ficam contidas dentro da fáscia espermática interna do funículo espermático. As hémias inguinais diretas ocorrem medialmente aos vasos epigástricos inferiores (trígono de Hesselbach), passam através da parede posterior do canal inguinal e se separam do funículo esperrnático. Abdome Prancha 254 do Atlas Abdome 4-1 5 Artérias do Estômago, do Fígado e do Baço 1 . Parte abdominal da aorta 2. Tronco celíaco 3. Ramo esquerdo da artéria hepática própria 4. Artéria cística 5. Artéria hepática própria 6. Artéria gástrica direita 7. Artéria gastroduodenal 8. Artéria gastromental (gastroepiploica) direita 9. Artéria hepática comum 10. Artéria gastromental (gastroepiploica) esquerda 1 1 . Artérias gástricas curtas 1 2. Artéria esplênica 13. Artéria gástrica esquerda Comentário: Os ramos do tronco celíaco são responsáveis pelo suprimento sanguíneo de estruturas adultas derivadas embriologicamentedo intestino anterior e também do baço, um derivado mesodérmico. O tronco celíaco dá origem à artéria gástrica esquerda, à artéria hepática comum e à artéria esplênica. Esses ramos primários distribuem sangue arterial para o fígado, vesícula biliar,porções do pâncreas, baço, estômago e porção proximal do duodeno. Correlação clínica:A região epigástrica da cavidade abdominal é clinicamente importante porque dores secundárias a processos fisiopatológicos são comuns nesta área. Estruturas vitais (como o estômago, duodeno, baço, pâncreas, fígado e vesícula biliar)residem nesta região geral ou promovem dor referida para esta região e seus dermátomos relacionados (níveis T5-T9ou T10 da medula espinal). Já que muitas estruturas e vasos encontram-se na região epigástrica, os médicos devem obter uma história clínica completa do paciente e devem fazer um exame físico apurado, a tim de localizaras regiões da dor epigástrica. Abdome Prancha 283 do Arias Abdome 4-1 6 Artérias do Intestino Grosso 1 . Artéria mesentérica superior 2. Antena cólica média 3. Artérias retas 4. Artéria marginal do colo 5. Artéria cólica direita 6. Artéria ileocólica (Ramo cólica; Ramo ileal) 7. Artéria apendicular 8. Artéria retal superior 9. Artérias sigmóideas 10. Artéria cólica esquerda 1 1 . Artéria mesentérica inferior 1 2. Artérias jejunais e ileais Comentário: A artéria mesentérica superior provê o suprimento sanguíneo do trato gastrointestinal adulto, cujas estruturas derivam-se do intestino médio embrionário. Essa irrigação sanguínea inclui uma porção do pâncreas, a porção distal do duodeno, todo o intestino delgado, o apêndice vermifonne, o colo ascendente e a maior parte do colo transverso. A artéria mesentérica inferior é responsável pelo suprimento sanguíneo das estruturas derivadas do intestino posterior embrionário: a porção distal do colo descendente, o colo sigmoide e a porção superior do reto. Correlação clínica: Há canais anastomóticosentre os ramos das artérias mesentéricas superior e inferior. Se o fluxo sanguíneo de uma região do intestino ñcar comprometido, geralmente o fluxo colateral proveniente dos ramos anastomóticos pode auxiliarno suprimento sanguíneo da região prejudicada. Abdome Prancha 288 do Arias Ver também Prancha 378 Artérias da Parede Posterior do Abdome 4-17 Artérias da Parede Posterior do Abdome 10. 11. 12. 13. Artérias frênicas inferiores Tronco celíaco com as artérias hepática comum, gástrica esquerda e esplénica Artéria suprarrenal média Artéria renal direita 19 a 49 artérias Iombares direitas Artérias ilíacascomuns Artéria ilíacainterna Artéria ilíacaexterna Artéria epigástrica inferior Artéria mesentérica inferior Parte abdominal da aorta Artérias testiculares/ovarianas Artéria mesentérica superior Comentário:A parte abdominal daaorta entra no abdome por meio do hiato aórtico (nivel da vértebra TXII) do diafragma e se divide nas artérias ilíacascomuns anteriormente à vértebra LIV. A parte abdominal da aorta é responsável pelo suprimento sanguíneo das vísceras abdominais e pélvicas, bem como da parede posterior do abdome. Os 3 vasos que irrigam o trato gastrointestinal são o tronco celíaco, a artéria mesentérica superior e a artéria mesentérica inferior. Ramos pares para irrigação sanguínea de glândulas incluem as artérias suprarrenais médias, renais e gonadais. Os ramos parietais para a parede posterior do abdome incluem as artérias frênicas inferiores, 4 pares de artérias Iombares e urna pequena artéria sacral mediana. Correlação clínica:Os aneurismasde grandes artérias (edema da parede arterial) podem ocorrer por uma variedade de razões. A parte abdominal da aorta, inferiormente à origem das artérias renais e acima da bifurcação aórtica, é um local comum para o surgimento de aneurismasaórticos. Frequentemente, as artérias ilíacastambém estão envolvidas. O reparo cirúrgico geralmente é necessário, especialmente se houver perigo de ruptura. Abdome Prancha 257 do Arias Abdome 4-1 8 Artéria e Veia Renais ln Situ 1. Artéria suprarrenal média direita 2. Artéria e veia renais direitas 3. Parte abdominal da aorta 4. Artéria mesentérica superior (seccionada) 5. Artéria e veia testiculares/ováricasesquerdas 6. Esôfago Comentário:A parte abdominal da aorta dá origem a três pares de artérias que suprem as estruturas glandulares da cavidade abdominopélvica. As artérias pareadas são as artérias suprarrenais médias, as artérias renais direita e esquerda e as artérias gonadais direita e esquerda (ováricas ou testiculares). Por serem glândulas endócrinas, as glândulas suprarrenais recebem um rico suprimento arterial das artérias frênicas inferiores, diretamente a partir das artérias suprarrenais médias, que emergem da aorta, e das artérias suprarrenais inferiores, que emergem das artérias renais. As glândulas suprarrenais e os rins são órgãos retroperitoneais. O rim direito posiciona-se ligeiramente mais abaixo do que o rim esquerdo, devido à presença do fígado do lado direito. A glândula suprarrenal direita geralmente é piramidal, e a glândula suprarrenal esquerda geralmente é semilunar. Correlação clínica: Em virtude do desenvolvimento segmentado dos rins e sua aparência Iobulada, não é pouco incomum haver diversas artérias e/ou veias renais associadas a eles. Sendo assim, cirurgiões que estejam operando nesta região do abdome devem ficar atentos às variações anatômicas dos vasos renais. Abdome Prancha 310 do Arias Abdome 4-1 9 Veias da Parede Posterior do Abdome 1 . Veias frênicas inferiores 2. Veia cava inferior 3. Veia renal direita 4. 1a a 4a veias Iombares direitas 5. Veia ilíacacomum 6. Veia ilíacaexterna 7. Veia ilíacainterna 8. Veia ilíacacomum 9. Veias lombares ascendentes 1 0. Veias ováricas/testiculares Comentário:A veia cava inferior perfura o diafragma no nível da vértebra TVIII, entrando no átrio direito do coração. Logo abaixo do diafragma, duas ou três veias hepáticas drenam o sangue do fígado para a veia cava inferior. As principais tributárias da veia cava inferior correspondem a vários ramos arteriais que emergem da parte abdominal da aorta. Comumente, essas tributárias incluem as veias iliacascomuns, pares de veias Iombares, veias gonadais (testiculares ou ováricas), veias renais, veia ázigos, veias suprarrenais, veias frênicas inferiores e veias hepáticas. As veias que drenam o trato gastrointestinal e o baço formam o sistema porta-hepático. Correlação clínica:As veias variam muito em número e organização, além de apresentarem numerosas conexões com veias de localização superficial ou profunda, assim como com veias de sistemas especializados, como o sistema porta-hepático que drena o trato gastrointestinal. Essas veias não têm valvas e seu fluxo sanguíneo pode seguir em um sentido ou outro, dependendo do gradiente de pressão que estiver propelindo o sangue. Abdome Prancha 258 do Arias Abdome 4-20 Veias Tributáriasda Veia Porta do Fígado: Anastomoses Portacavais 1 . Veias paraumbilicais 2. Veia gástrica direita 3. Veia porta do fígado 4. Veia mesentérica superior 5. Veia cólica média 6. Veia cólica direita 7. Veia ileocólica 8. Veias retais inferiores 9. Veias retais médias 10. Ramos esquerdo e direito da veia retal superior 1 1 . Veia cólica esquerda 12. Veia mesentérica inferior 13. Veia esplênica 14. Veia gástrica esquerda 15. Veias esofágicas Comentário:A veia porta do fígado é formada pela união da veia esplênica com a veia mesentérica superior. Correlação clínica:Alguns sitios anastomóticos portacavas importantes incluem regiões ao redor do esôfago, a região paraumbilical,o reto e os locais nos quais porções do trato gastrointestinal encontram-se em posição retroperitoneal. Se o fluxo sanguíneo portal diminuir ou for impedido de fluir para o fígado, o sistema venoso ainda pode atingir o coração através dessas importantes anastomoses portacavais. Da mesma forma, se a veia cava inferior for parcialmente obstruída ou comprimida, o sangue venoso pode fluir pelas anastomoses portacavais dentro do sistema portal de veias. Abdome Prancha 292 do Atlas Abdome 4-21 Omento Maior e vísceras Abdominais 1 . Omento maior (tracionadopara cima) 2. Colo transverso (tracionadopara cima) 3. Flexura direita do colo (hepática) 4. Intestino delgado (jejuno e íleo) 5. Colo ascendente 6. Ceco 7. Bexiga urinária Comentário:A cavidade abdominopélvica é um espaço latente. O peritônio parietal reveste as faces internas das paredes do abdome, refletindo-se sobre as vísceras como peritônio visceral. Porções dos colos ascendente, transverso e descendente podem ser observadas formando um arcabouço para o intestino delgado que correspondem ao jejuno e ileo nesta ilustração. O omento maior, mais gorduroso, encontra-se tracionado para cima, mas ainda permanece fixado na margem do intestino. Correlação clínica:Se uma porção da cavidade peritoneal ou seus conteúdos tornarem-se inflamados,o omento maior pode migrar para o local da inflamação e formar uma adesão sobre a mesma, protegendo potencialmente o restante da cavidade. Por causa de sua habilidadeem isolar o local de infecção, às vezes o omento maior é chamado de "policial" do abdome. Além disso, o omento maior frequentemente é um local no qual as metástases de câncer, oriundas de diversos sitios primários, se espalham. Abdome Prancha 261 do Arias Ver também Pranchas 267, 323, 330 4-22Abdome Bolsa Omental: Estômago Rebatido 1 . Estômago (parede posterior) 2. Cateter no forame omental (epiploico) 3. Vesicula biliar 4. Parte descendente do duodeno (29 parte) 5. Cabeça do pâncreas (retroperitoneal) 6. Mesocolo transverso 7. Flexura esquerda do colo (esplênica) 8. Baço 9. Glândula suprarrenal esquerda (retroperitoneal) Comentário: Nesta ilustração, o omento maior foi dividido e o estômago foi tracionado a fim de mostrar a bolsa omental (saco menor) (o restante da cavidade abdominopélvica é chamado de saco maior) localizada posteriormente ao estômago e anterionnente ao pâncreas retroperitoneal. Um cateter foi inserido na bolsa menor através do forame omental (epiploico) (de Winslow). Anteriormente ao forame omental encontra-se o ligamento hepatoduodenal, que é uma parte do omento menor (a outra parte é o ligamento hepatogástrico). A artéria hepática própria, o ducto colédoco e a veia porta podem ser encontrados dentro do ligamento hepatoduodenal. Apenas uma porção da 2g parte do duodeno está visível nesta ilustração. De forma similar ao pâncreas, o duodeno é secundariamente retroperitoneal. correlação clínica: Urna úlcera gástrica perfurada na parede posterior do estômago poderia despejar os conteúdos gástricos dentro da bolsa omental (saco menor), provocando o contato dos sucos gástricos com o pâncreas. Do mesmo modo, um câncer no pâncreas poderia invadir o duodeno, o estômago ou o baço em virtude de sua grandeproximidade com essas estruturas. Abdome Prancha 264 do Arias 4-23Abdome Bolsa Omental: Corte Transversal 1 . Veia cava inferior 2. Forame omental (epiploico) (de Winslow) 3. Pedículo do fígado (Ducto biliarcomum, Veia porta hepática; Artéria hepática própria) 4. Bolsa omental (saco menor) 5. Pâncreas 6. Estômago 7. Baço 8. Rim esquerdo 9. Veia esplênica 1 0. Parte abdominal da aorta comentário:A bolsa omental (saco menor) posiciona-se posteriormente ao estômago e anteriormente ao pâncreas, que repousa retroperitonealmente. 0 acesso à bolsa omental (saco menor) é através de um pequeno forame chamado forame omental (de Winslow). O restante da cavidade abdominopélvica é denominado de bolsa maior. O pediculo do fígado localiza-se dentro do ligamento hepatoduodenal, que é parte do omento menor (a outra parte é o ligamento hepatogástrico). Logo atrás desse pediculo pode-se ter acesso à veia cava inferior (esta e a aorta são retroperitoneais). correlação clínica: Note a localização do pâncreas e sua grande proximidade com uma enorme quantidade de estruturas epigástricas, incluindo o duodeno, o estômago, o baço, o rim esquerdo e a glândula suprarrenal, bem como com a aorta e a veia cava inferior. Traumadireto ou câncer no pâncreas pode trazer complicações para qualquer uma dessas estruturas que mantêm relações anatômicas muito próximas com esse importante órgão retroperitoneal. Abdome Prancha 265 do Arias Ver também Prancha 326 Abdome 4-24 Vesícula Biliar e Duetos Bilíferos Extra-Hepáticos Ducto hepático comum Ducto cístico Parte superior do duodeno (1ê parte) Ductos hepáticos (Direito; Esquerdo) Ducto cístico (Prega espiral; parte lisa) Ducto colédoco Ducto pancreático 8. Ampola hepatopancreática (de Vater) NOÚPPN# Comentário:A biledeixa o fígado pelos ductos hepáticos direito e esquerdo, sendo drenada para dentro do ducto hepático comum. Este leva a bile, via ducto cistico, para dentro da vesícula biliar,onde é concentrada e estocada. A vesícula biliarse contrai ao ser estimulada por nervos autônomos e pela colecistoquinina, enviando a bilepara o ducto cistico. Então, a bileflui através do ducto biliarcomum para a papila maior do duodeno, que se esvazia na porção descendente deste órgão. Nesse local, o ducto biliar comum se junta ao ducto pancreático principal para formar a ampola hepatopancreática de Vater. Correlação clínica:As pedras na vesícula ocorrem em 10"/o-20°/udos adultos; os fatores de risco para o seu aparecimento incluem idade avançada, obesidade e gênero feminino. Cerca de 80% das pedras na vesícula biliarsão, na realidade, pedras de colesterol, e cerca de 20% das pedras são fonnadas por sais de cálcio de bilirrubina(pedras pigmentadas). Essas pedras podem bloquear o fluxo de bileda vesícula biliarpara o duodeno causando inflamação (colecistite) ou podem bloquear a ampola hepatopancreática e impedir a secreção exócrina do pâncreas.A dor da colecistite aguda pode ser sentida no quadrante abdominal superior direito, irradiando-se lateralmente logo abaixo do lado direito do tórax em direção às costas, abaixo do ângulo inferior da escápula direita. Abdome Prancha 280 do Atfas Vista anterior Vista visceral Abdome 4-25 Faces e Leito do Fígado 1 . Ligamento coronário 2. Fissura do ligamento venoso 3. Porta (hilo) do fígado 4. Vesícula biliar 5. Lobo quadrado 6. Área nua 7. Ligamento redondo do fígado (veia umbilicaloclusa) formando a margem livre do ligamento falciforme do fígado 8. Ligamento falciforme do fígado comentário: 0 peritônio visceral se reflete para fora do fígado ern forma de ligamento falciforme e dos ligamentos coronários, que se refletem a partir dos lobos hepáticos direito e esquerdo e no diafragma subjacente. A área nua do fígado marca a sua porção que não é recoberta pelo peritõnio visceral porque está em contato direto com o diafragma. O ligamento redondo do fígado consiste na veia umbilicaloclusa. É visível na margem livre do ligamento falciforme. O ligamento redondo se junta ao ligamento venoso, que é o ducto venoso ocluso do feto. Antes do nascimento, essa passagem permite que o sangue umbilicalproveniente da placenta passe pelo fígado e possa ser drenado diretamente para a veia cava inferior, a fim de passar para o coração do feto. O fígado é o maior órgão sólido do corpo (a pele é o maior órgão não sólido do corpo) e funciona na produção e secreção da bile, estoque de nutrientes, produção de combustíveis celulares, proteínas do sangue, fatores de coagulação, detoxiticação de substânciase fagocitose. Correlação clínica:A cirrose é uma doença irreversível do fígado. As principais causas incluem a doença alcoólica do fígado (60"/o-70% dos casos), hepatite viral, doenças biliares,hemocromatose genética e cirrose criptogênica. Abdome Prancha 277 do Atfas Túnica Mucosa e Musculatura do Intestino Delgado 1 . Alça (arcada) anastomótica das artérias jejunais 2. Artérias retas 3. Pregas circulares (valvas de Kerckring) 4. Alças (arcadas) anastomóticasdas artérias ileais 5. Túnica serosa (peritônio visceral) 6. Nódulos (folículos) Iinfáticos agregados (placas de Peyer) Comentário: O intestino delgado inclui o duodeno (secundariamente retroperitoneal), o jejuno (mesentérico) e o ileo (mesentérico). O jejuno forma os primeiros dois quintos proximais e o ileo forma os três quintos distais do intestino delgado mesentérico. Diversas características macroscópicasdiferenciam o jejuno do ileo. O jejuno é maior em diâmetro; além disso, as artérias retas derivadas de suas alças anastomóticasarteriais são mais longas. O jejuno também tem menos gordura em seu mesentério e proeminentes dobras circulares de mucosa (pregas circulares) em sua parede interna. A concentração de nódulos Iinfáticos agregados (placas de Peyer) é maior na porção mais distal do intestino delgado. Correlação clínica:A doença de Crohn é uma doença inflamatóriaidiopática do intestino, que pode afetar qualquer segmento do trato gastrointestinal, mas geralmente envolve o intestino delgado e o colo. Os sintomas são dor abdominal (região periumbilicalou quadrante inferior direito), diarreia, febre etc. A doença ocorre com maior frequência nas idades entre 15 e 30 anos. Abdome Prancha 272 do Arias 4-27Abdome Túnica Mucosa e Musculatura do Intestino Grosso 1 . Omento maior (removido) 2. Colo transverso 3. Apêndices omentais (epiploicos) do colo 4. Colo ascendente 5. Óstio ileal 6. Ceco 7. Apêndice vermiforme 8. Reto 9. Mesocolo sigmoide 1 0. Colo sigmoide 1 1 . Tênia livre do colo 1 2. Colo descendente 13. Saculações (haustros) do colo 14. Pregas semilunaresdo colo Comentário: O intestino grosso inclui o ceco (e o apêndice e vermifonne), o colo ascendente, o colo transverso, o colo descendente, o colo sigmoide, o reto e o canal anal. Os sacos de gordura (apêndices omentais), as faixas longitudinais de músculo liso (3 bandas denominadas tênias) e as saculações são traços característicos do colo. Funcionalmente, o colo é responsável pela desidratação e compactação de materiais não digeríveis para eliminação. A reabsorção de água e eletrólitos e mecanismos de defesa também são funções importantes. Os colos transverso e sigmoide são intraperitoneais e limitados por um mesentério. Correlação clínica:O câncer oolorretal só perde para o câncer de pulmão em mortalidade por local especíñco, contribuindo com quase 15% das mortes relacionadasao câncer nos Estados Unidos. Abdome Prancha 276 do Arias Ver também Pranchas 371-376 4-29Abdome Parede do Abdome e Vísceras: corte Sagital Paramediano 1 . Fígado 2. Omento menor 3. Bolsa omental 4. Mesocolo transverso 5. Colo transverso 6. Intestino delgado (jejuno e íleo) 7. Bexiga urinária 8. Reto 9. Parte (inferior) horizontal do duodeno (39 parte) 1 O. Pâncreas Comentário: Neste corte sagital paramediano, podem-se observar o peritônio visceral e o peritônio parietal, juntamente com seus mesentérios interpostos. O estômago, o intestino delgado (jejuno e íleo), o colo transverso e o colo sigmoide encontram-sesuspensos na cavidade peritoneal por meio dos mesentérios. As demais porções do trato gastrointestinal são secundariamente retroperitoneais. Correlação clínica:A cavidade abdominopélvica é um espaço latente que normalmente só contém pequena quantidade de líquido seroso lubrificante, que pennite que as vísceras deslizem com facilidadeurnas sobre as outras durante os movimentos peristálticos gastrointestinais. O acúmulo anormal de liquido dentro dessa cavidade é chamado de ascite. A ascite pode ocorrer devido a urna série de fatores. Na cirrose hepática, a hipertensão sinusoidal (hipertensão portal) pode contribuir com mais de 10-20 Lídia de extravasamento de Iinfa hepática que pode se acumular na cavidade peritoneal e distender o abdome. Abdome Prancha 323 do Atlas 4-30Abdome Corte Transversal do Abdome no Nível de TXII 1 . Fígado 2. Ligamento falcifonne do fígado 3. Veia porta do fígado 4. Veia cava inferior 5. Bolsa omental 6. Rim direito 7. Parte abdominal da aorta 8. Glândula suprarrenal (adrenal) esquerda 9. Ligamento esplenorrenal com vasos esplênicos 1 0. Baço 1 1 . Ligamento gastroesplênico com vasos gástricos curtos 1 2. Estômago 13. Músculo reto do abdome (na bainha do músculo reto do abdome) 14. Omento menor Comentário: Neste corte transversal do abdome, as vísceras intraperitoneais encontram-se representadas pelo fígado, estômago e baço. As vísceras retroperitoneais localizadas abaixo do perítônio parietal, na parede posterior do abdome, incluem os rins, as glândulas suprarrenais (adrenais), a aorta e a veia cava inferior. Dentro da porção hepatoduodenal do omento menor, podem-se observar a veia porta, o ducto colédoco e a artéria hepática própria. Correlação clínica: Note que os rins e as glândulas suprarrenais são órgãos retroperitoneais que se localizam posterionnente ao perítônio parietal, que recobre a parede posterior do abdome. Sendo assim, em alguns casos esses órgãos podem ser acessados cirurgicamente sem que se precise entrar na cavidade peritoneal, diminuindo o risco de infecção intra-abdominal. Abdome Prancha 326 do Arias Ver também Pranchas 328, 329 Abdome 4-31 Corte Transversal do Abdome no Nível de Lll e Llll 1 . Intestino delgado (íleo) 2. Colo ascendente 3. Sulco paracólicodireito 4. Músculo psoas maior 5. Veia cava inferior 6. Parte abdominal da aorta 7. Disco intervertebral (entre os corpos vertebrais de L2 e L3) 8. Colo descendente 9. Intestino delgado (jejuno) 10. Músculo oblíquo interno do abdome 1 1 . Omento maior 12. Apêndices omentais do colo 13. Linha alba 1 4. Colo transverso Comentário: Este corte transversal da cavidade abdominopélvica inferior mostra as alças do intestino delgado suspensas por um mesentério. As partes do colo ascendente, do colo transverso e do colo sigmoide também estão visíveis. Os colos ascendente e descendente são secundariamente retroperitoneais, pois são tracionadoscontra a parede abdominal posterior durante o desenvolvimento embriológico do trato gastrointestinal. Correlação clínica: Note as relações anatômicas entre as vísceras abdominais e os músculos das paredes posterior, lateral e anterior do abdome. O omento maior envolve os intestinos como uma capa de gordura, sendo capaz de isolar sitios de inflamaçãodentro da cavidade peritoneal por meio da formação de adesões que protegem as demais vísceras. Quando isso ocorre, normalmente surgem as aderências (o peritõnio visceral inflamadocicatriza e fonna adesões de tecido conjuntivo oon1 as faces peritoneais adjacentes).Essas aderências podem tomar proporções significativas, limitando a motilidade intestinal, o que poderia levar ao fluxo reduzido ou obstruido do conteúdo intestinal no segmento em questão. Abdome Prancha 330 do Arias WM 7-14Membro Inferior Músculos do Membro Inferior 1. Psoas maior Inserção proximal:Origina-se dos processos transversos de todas as 5 vértebras Iombares e das laterais das vértebras T12-L5 e dos discos intervertebrais entre elas. Inserção distal: Delgado inferiormente, ele cruza na frente do sacro e da articulação sacroilíacapara unir-se ao músculo ilíacoe inserir-se no trocanter menor do fêmur. Ação: Com o músculo ilíaco,o psoas maior flexiona a coxa no quadril e é um importante flexor do tronco no quadril. Atuando sozinho, ele flexiona lateralmente o tronco ipsilateral. lnervação: Ramos anteriores dos nervos Iombares L1-L3. comentário: Os músculos psoas maior e ilíacosão geralmente referidos como o músculo iliopsoas porque eles atuam em uníssono. Sua ação é especialmente importante na flexão do tronco contra a gravidade, como quando uma pessoa faz flexões com as pernas retas (quadris estendidos). Cerca da metade da população possui um músculo menor, o psoas menor, na superfície anterior do psoas maior. Correlação clínica:O psoas maior (complexo iliopsoas) é clinicamente testado quando o paciente flexionaa coxa na articulação do quadril contra uma resistência (com a perna também flexionada no joelho). Membro Inferior Prancha 484 do Atlas Ver também Prancha 256 Músculos do Membro ÍIlÍOHOI' Membro Inferior 7-15 Músculos do Membro Inferior 1. Músculo ilíaco Inserção proximal:O músculo ilíaco,em forma de leque, origina-se da superfície interna da asa do ílio (fossa ilíaca). Inserção distal: As fibras do músculo ilíacose misturam com as do psoas maior e inserem-se no trocanter menor do fêmur. Ação: O ilíacoatua em uníssono com o músculo psoas maior. Os 2 músculos são geralmente chamados de músculo iliopsoas. O iliopsoas flexiona a coxa no quadril e é um importante flexor do tronco. Inervação: Nervo femoral (L2, L3 e L4). Comentário: O ilíacoé inervado pelos ramos derivados do nervo femoral, conforme este nervo grande desce para passar na coxa. Correlação clínica:O músculo ilíaco(complexo iliopsoas) é clinicamente testado quando o paciente flexionaa coxa na articulação do quadril contra uma resistência (com a perna também flexionada no joelho). Membro Inferior Prancha 484 do Atlas Ver também Prancha 256