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CÁLCULOS TRABALHISTAS
PROFESSORA PATRICIA SANTOS
Cursos Especiais de Aprimoramento e Desenvolvimento
CONTMATIC PHOENIX
Sumário 
 
 
Salário .............................................................................................. 4 
Salário in natura / utilidade ............................................................... 4 
Salário Mínimo ................................................................................ 5 
Salário Profissional ........................................................................... 5 
Salário Normativo ............................................................................ 5 
Salário Regional .............................................................................. 5 
Remuneração..................................................................................... 5 
Gorjeta .......................................................................................... 6 
Gratificações ................................................................................... 6 
Ajuda de Custo / Diária de viagem / Prêmios / Abonos .......................... 6 
 Ajuda de Custo ....................................................................... 6 
 Prêmios ................................................................................. 7 
 Diária de viagem ..................................................................... 7 
 Abonos .................................................................................. 8 
Descanso Semanal Remunerado ........................................................ 8 
 Direito ................................................................................... 8 
 Trabalho autorizado no Descanso Semanal Remunerado ............... 8 
 Calculo DSR ............................................................................ 9 
Período de descanso ...................................................................... 11 
 Intrajornada ......................................................................... 11 
 Interjornada ......................................................................... 12 
Modalidade de Salário ....................................................................... 12 
Mensalista .................................................................................... 12 
Horista ......................................................................................... 12 
Comissionista ................................................................................ 13 
 Comissionista Puro ................................................................ 13 
 Comissionista Misto ............................................................... 13 
Hora Extra ....................................................................................... 13 
Cálculos de Horas Extras ................................................................ 13 
 Hora Extra diurna .................................................................. 13 
 Hora Extra noturna ................................................................ 14 
 Hora Extra com adicionais ao salário ........................................ 15 
Supressão de horas extras .............................................................. 16 
Trabalho Noturno ............................................................................. 17 
Adicionais ........................................................................................ 18 
Adicional Noturno .......................................................................... 18 
 Calculo Adicional Noturno (Atividade Urbana) ............................ 19 
 Adicional Noturno com Insalubridade e Periculosidade ................ 19 
Adicional de Insalubridade .............................................................. 19 
Adicional de Periculosidade ............................................................. 20 
 Supressão do adicional de Insalubridade e Periculosidade ............ 20 
Adicional de Sobreaviso e Prontidão ................................................. 20 
 Sobreaviso ........................................................................... 20 
 Prontidão ............................................................................. 21 
Adicional de Transferência .............................................................. 21 
Adicional de cargo de confiança ....................................................... 21 
 Supressão do Cargo de Confiança ............................................ 22 
Adicional de dupla função ............................................................... 22 
Descontos Legais .............................................................................. 22 
Faltas, atrasos e saídas antecipadas ................................................. 23 
Desconto DSR ............................................................................... 23 
Vale Transporte ............................................................................. 24 
INSS ............................................................................................ 25 
 Desconto INSS ...................................................................... 25 
 Tabela de INSS ..................................................................... 25 
 Cálculo Progressivo ................................................................ 25 
 Cálculos de INSS: .................................................................. 26 
IRRF ............................................................................................ 28 
 Regime Competência: ............................................................ 28 
 Regime Caixa ........................................................................ 29 
 Vencimento do DARF: ............................................................ 29 
Apuração de Médias – Remuneração Variável ....................................... 30 
Férias ............................................................................................. 32 
Aquisição ao direito de férias ........................................................... 32 
Concessão das férias ...................................................................... 33 
Remuneração de Férias .................................................................. 33 
Abono de Férias ............................................................................. 33 
Calculo de férias ............................................................................ 34 
Tabelas ........................................................................................... 36 
Tabela INSS .................................................................................. 36 
Tabela de Salário-Família ................................................................ 37 
Tabela IRRF .................................................................................. 37 
Tabela de Incidências ..................................................................... 38 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cálculos Trabalhistas 
 
 
Salário 
 
A contraprestação em pecúnia ou em utilidade (in natura) devida ao 
empregado, pela prestação de serviços em decorrência do contrato de 
trabalho, independentemente da forma e do meio de pagamento, para 
retribuir o trabalho efetivo, os períodos de interrupção do contrato e os 
descansos incluídos na jornada de trabalho. 
 
Salário in natura / utilidade 
Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para todos os 
efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações "in 
natura" que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornece 
habitualmente ao empregado. Em caso algum será permitido o pagamento 
com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. (Artigo 458 CLT) 
Integram o salário a importância fixa estipulada, as gratificações legais e as 
comissões pagas pelo empregador 
Artigo 458 da CLT, § 1o 
A habitação e a alimentação fornecidas comona Rescisão: De acordo com a publicação da 
Secretaria da Receita Federal - Solução de Divergência COSIT nº 01/2009, por força 
do § 4º do art. 19 da Lei nº 10.522/2002, a Secretaria da Receita Federal do Brasil 
(RFB) não mais constituirá os créditos tributários relativos aos pagamentos efetuados 
por ocasião da rescisão do contrato de trabalho, aposentadoria, ou exoneração, sob 
a rubrica férias não gozadas - integrais, proporcionais ou em dobro - convertidas em 
pecúnia - não gozadas por necessidade de serviço, pagas a servidores públicos ou a 
trabalhadores em geral, por motivo de rescisão do contrato de trabalho, 
aposentadoria, ou exoneração. 
 
Fundamento Legal: 
SOLUÇÃO DE DIVERGÊNCIA COSIT Nº 1, DE 2 DE JANEIRO DE 
2009 - DOU 06.01.2009 
ASSUNTO: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - IRRF 
EMENTA: FÉRIAS NÃO-GOZADAS CONVERTIDAS EM 
PECÚNIA - Rescisão do contrato de trabalho, aposentadoria ou 
exoneração. 
As verbas referentes a férias - integrais, proporcionais ou em dobro -, 
ao adicional de um terço constitucional, e à conversão de férias em 
abono pecuniário compõem a base de cálculo do Imposto de Renda. 
Por força do § 4º do art. 19 da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, 
a Secretaria da Receita Federal do Brasil não constituirá os 
créditos tributários relativos aos pagamentos efetuados por 
ocasião da rescisão do contrato de trabalho, aposentadoria, ou 
exoneração, sob as rubricas de férias não-gozadas - integrais, 
proporcionais ou em dobro - convertidas em pecúnia, de abono 
pecuniário, e de adicional de um terço constitucional quando agregado 
a pagamento de férias, observados os termos dos atos declaratórios 
editados pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional em relação a 
essas matérias. A edição de ato declaratório pelo Procurador-Geral da 
Fazenda Nacional, nos termos do inciso II do art. 19 da Lei nº 10.522, 
de 19 de julho de 2002, desobriga a fonte pagadora de reter o tributo 
devido pelo contribuinte relativamente às matérias tratadas nesse ato 
declaratório. 
 
DISPOSITIVOS LEGAIS: 
Art. 19, II, e § 4º, da Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002; Arts. 43, 
II, e 625 do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999; Atos 
Declaratórios Interpretativos SRF nº 5, de 27 de abril de 2005 e nº 14, 
de 1º de dezembro de 2005; 
Atos Declaratórios PGFN nºs 4 e 8, ambos de 12 de agosto de 2002, 
nº 1, de 18 de fevereiro de 2005, nºs 5 e 6, ambos de 16 de novembro 
de 2006, nº 6, de 1º de dezembro de 2008, e nº 14, de 2 de dezembro 
de 2008; e Parecer PGFN/PGA/Nº 2683/2008, de 28 de novembro de 
2008. 
OTHONIEL LUCAS DE SOUSA JÚNIOR - Coordenador-Geral Substitutosalário-utilidade deverão 
atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder, respectivamente, 
a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário-contratual. 
Artigo 458 CLT, § 3º 
Não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo 
empregador: 
 
I – vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e 
utilizados no local de trabalho, para a prestação do serviço; 
II – educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, 
compreendendo os valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e 
material didático; 
III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso 
servido ou não por transporte público; 
IV – assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou mediante 
seguro-saúde; 
V – seguros de vida e de acidentes pessoais; 
VI – previdência privada; 
VII – Vetado 
VIII - o valor correspondente ao vale-cultura. 
VIII - o valor correspondente ao vale-cultura. 
 
Salário Mínimo 
Salário mínimo é a contraprestação mínima devida e paga diretamente pelo 
empregador a todo trabalhador, inclusive ao trabalhador rural, sem distinção de sexo, 
por dia normal de serviço, e capaz de satisfazer, em determinada época e região do 
País, as suas necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e 
transporte. 
Artigo 76 da CLT 
 
Salário Profissional 
Para as profissões regulamentadas são devidos o Salário Profissional estipulado em 
legislação própria, ou seja, profissionais com diploma em cursos de nível superior ou 
cursos regulamentados. 
A Lei nº 5.194/66, por exemplo, regula o exercício da profissão de arquiteto, e em 
seu artigo 82 dispõe que a remuneração inicial do arquiteto, qualquer que seja a 
fonte pagadora, não poderá ser inferior a 6 (seis) vezes o salário-mínimo da 
respectiva região. 
 
 
Salário Normativo 
Aquele mínimo fixado por uma determinada categoria. 
 
Salário Regional 
O salário mínimo regional é a base para os empregados do setor privado que 
fazem parte de categorias não beneficiadas em acordos coletivos ou 
convenções. Cinco estados do Brasil tem o próprio salário mínimo: São Paulo, 
Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 
 
Remuneração 
 
Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos 
legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como 
contraprestação do serviço, as gorjetas que receber. 
Gorjeta 
Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo 
cliente ao empregado, como também o valor cobrado pela empresa, como 
serviço ou adicional no documento fiscal. 
No caso, as gorjetas pagas de forma espontânea diretamente pelo cliente ao 
funcionário (ou seja, não são pagas diretamente pelo empregador) é 
informada no recibo de pagamento apenas para apuração dos encargos, e 
em seguida é descontada, uma vez que o valor já foi recebido pelo funcionário 
quando o cliente lhe entregou o valor. 
Por outro lado, temos as gorjetas pagas diretamente pelo empregador, que 
são aquelas inseridas em nota fiscal, e posteriormente é feito o rateio entre 
os funcionários. Para essas gorjetas é informada no recibo de pagamento 
apenas como crédito, pois o empregado não recebeu o valor 
antecipadamente. Sobre esses valores também tributa os encargos. 
 
Gratificações 
As gratificações podem ser divididas em dois tipos. 
a) Gratificações legais previstas em lei, a exemplo, dos adicionais de 
insalubridade, periculosidade, adicionais por tempo de serviços e etc.. Essas 
gratificações integram ao salário e incide INSS, IRRF e FGTS e compõe o cálculo 
de férias inclusive 1/3 de férias, 13º salário e verbas rescisórias. 
b) Gratificações pagas por liberalidade do empregador como meio de agradecer, 
por exemplo, o tempo de casa do empregado, integra o salário e terá todas as 
incidências (INSS, FGTS e IRRF) e compõe o cálculo de férias inclusive 1/3 de 
férias, 13º salário e verbas rescisórias. 
Apenas quando as gratificações são pagas em forma de premiação em razão de 
desempenho do empregado superior ao ordinariamente esperado no exercício de 
suas atividades não integram a remuneração, não se incorporam ao contrato de 
trabalho e não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e 
previdenciário, incidindo, porém, o IRRF. 
 
Ajuda de Custo / Diária de viagem / Prêmios / Abonos 
As importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, 
auxílio-alimentação, vedado seu pagamento em dinheiro, diárias para 
viagem, prêmios e abonos não integram a remuneração do empregado, não 
se incorporam ao contrato de trabalho e não constituem base de incidência 
de qualquer encargo trabalhista e previdenciário. (Artigo 457 CLT, § 2o) 
 
 Ajuda de Custo 
A ajuda de custo é um valor pago como indenização para cobrir despesas 
habituais necessárias à execução de serviço externo realizado pelo 
empregado. Constitui condições dadas pelo empregador para que o trabalho 
seja realizado e não retribuição pelos serviços prestados. Por se tratar de 
uma indenização para cobrir despesas, não integra ao salário e, portanto, não 
constitui base de incidência de qualquer encargo trabalhista e 
previdenciário. 
Com a alteração da Reforma Trabalhista deixou de existir o limite de 50% do 
salário do empregado. Portanto, não há um limite para pagamento 
estabelecido na legislação, porém o empregador deverá observar que este 
valor se trata de uma indenização e caso ajuda de custo seja paga em 
desacordo com a legislação integra o salário, e portanto, constitui base de 
incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário e imposto de 
renda. 
A fim de comprovação de pagamento, da ajuda de custo, por parte do 
empregador, importante discriminá-la no recibo de pagamento assim como 
as demais verbas. 
 
 Prêmios 
Pelas regras do artigo 457, § 2o da CLT, alterado pela reforma trabalhista, as 
importâncias, ainda que habituais, pagas a título de prêmios não integram a 
remuneração do empregado, não se incorporam ao contrato de trabalho e 
não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e 
previdenciário. 
Quanto ao Imposto de Renda – sofrerá incidência normalmente, conforme 
dispõe o Decreto 9.580 de 2018. 
Consideram-se prêmios as liberalidades concedidas pelo empregador em 
forma de bens, serviços ou valor em dinheiro a empregado ou a grupo de 
empregados, em razão de desempenho superior ao ordinariamente esperado 
no exercício de suas atividades. 
 
 Diária de viagem 
Diárias para viagens são valores pagos pelo empregador para cobrir despesas 
do empregado que viaja para execução de serviços fora da empresa, tais 
como alimentação, transporte e hotel. 
Com a Reforma trabalhista - Lei nº 13.467, de 2017, os valores pagos a 
título de diárias para viagem, não integram no valor do salário e não há 
tributação de encargos, conforme determina o § 2º do artigo 457 da CLT, 
mesmo quando superior a 50% do salário do empregado. 
Assim, a diária com a finalidade de cobrir despesas trata-se de uma 
indenização para cobrir os gastos e não integra o salário, portanto, não 
constitui base de incidência de qualquer encargo trabalhista e 
previdenciário. 
 
 Abonos 
Os abonos (bonificação) expressamente desvinculados do salário, por força 
de lei, não constitui base de incidência de INSS e FGTS, incidindo apenas o 
IRRF. Inclusive a CLT informa que os abonos não integram a remuneração do 
empregado, portanto não constituem base de incidência de qualquer encargo 
trabalhista e previdenciário. 
 
 
Descanso Semanal Remunerado 
 
 Direito 
Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de 24 horas 
consecutivas aos domingos e conforme as exigências técnicas do serviço, nos 
feriados civis ou religiosos, de acordo com a tradição local. Portanto, é vedado 
o trabalho nos dias de repouso. (Artigos 67 da CLT e artigo 1º da Lei 605/49) 
 
 Trabalho autorizado no Descanso Semanal RemuneradoA portaria 604/2019 dispõe sobre a autorização permanente para trabalho 
aos domingos e feriados civis e religiosos a que se refere o artigo 68, 
parágrafo único, da CLT. A portaria 19.809/2020 é uma atualização da 
portaria anterior. Ela amplia ainda mais os setores econômicos que estão 
liberados para o trabalho aos domingos e feriados. 
Assim, nas atividades onde o trabalho aos domingos e feriados é permitido 
por lei, deve ser estabelecida escala de revezamento, onde deverá ser 
determinado os dias em que o funcionário trabalhará e os dias em que 
folgará, de maneira que o empregado tenha uma folga durante a semana em 
substituição ao domingo trabalhado, e de 7 em 7 semanas, uma folga deverá 
recair no domingo, de acordo com a Portaria 417/66. 
Por outro lado, nas atividades onde o trabalho aos domingos e feriados não 
é essencial, mas concedido mediante autorização do Sindicato, uma folga 
deverá coincidir ao domingo, no mínimo, 1 (uma) vez a cada três semanas, 
conforme determina a Portaria nº 945/15. 
Além disso, no caso do comércio em geral, o repouso semanal remunerado 
no domingo não deve superar um período máximo de três semanas, segundo 
o parágrafo único do artigo 6º da Lei nº 10.101. 
No caso das mulheres, segundo o Artigo 386 da CLT, havendo trabalho aos 
domingos, deverá organizar uma escala de revezamento quinzenal, que 
favoreça o repouso dominical. Ou seja, dentro do intervalo de 15 dias, uma 
folga deverá recair no domingo. 
Neste caso, para o devido cumprimento legal, deverá ser estabelecida escala 
de revezamento, mensalmente, onde fique determinado os dias de trabalho 
e os dias de descanso e o domingo folga. 
Nas atividades em que não for possível, em virtude das exigências técnicas 
das empresas, a suspensão do trabalho, nos dias feriados civis e religiosos, 
a remuneração será paga em dobro, salvo se o empregador determinar outro 
dia de folga. (Artigo 9º, Lei 605/49). 
 
 Calculo DSR 
O repouso semanal remunerado, inclusive o feriado, compõe o salário do 
empregado para todos os efeitos legais e com ele deve ser pago. Seu valor 
deve ser lançado discriminadamente em folha e em recibo de pagamento de 
salário, exceto quando se tratar de empregado contratado por mês, situação 
em que o repouso semanal remunerado está inserido no valor estipulado. 
 
Diarista – Semanalista – Quinzenalista – Mensalista: 
Para os que trabalham por dia, semana, quinzena ou mês, à de um dia de 
serviço, computadas as horas extraordinárias habitualmente prestadas. 
Tipo Salário DSR 
Diarista 50,00 por dia 50,00 
Semanalista 350,00 por semana 350,00 ÷ 6 = 58,33 
Quinzenalista 800,00 por quinzena 800,00 ÷ 15 = 53,33 
Mensalista 1580,00 por mês 1580,00 ÷ 30 = 52,66 
 
Lembra-se que o valor do repouso semanal remunerado dos empregados 
contratados por mês, já está inserido no salário contratual, não havendo 
necessidade de calcular separadamente seu valor, ficando assim vedado sua 
discriminação em folha e recibo de pagamento. 
 
Horista 
Corresponde à sua jornada normal de trabalho. Para encontrar a jornada de 
01 dia do empregado horista, divide a jornada semanal por 6 dias. Encontrada 
a jornada de trabalho diária multiplica pela quantidade de DSR do mês. 
 
Jornada Semanal Divisor Valor DSR 
44 horas ÷ 6 7,33 
40 horas ÷ 6 6,66 
36 horas ÷ 6 6,00 
 
Tarefeiro 
Corresponde a 1/6 do valor total das tarefas ou peças produzidas durante o 
horário normal. 
Valor total de tarefas Divisor Valor DSR 
1.000,00 ÷ dias de serviço 
efetivamente prestado 
= 6 
= 166,67 
 
 
Comissionista 
O cálculo da remuneração do Descanso Semanal Remunerado dos 
empregados sobre a base de comissão, não tem regra específica na 
legislação, já que a Lei nº 605/49 em seu artigo 7º trata somente dos que 
recebem salário por hora, dia, semana, quinzena, mês, tarefa e peça. 
Entretanto, por força do Enunciado nº 27 do TST, aplicam-se as mesmas 
regras previstas no referido artigo aos empregados comissionados. 
Para o cálculo mensal divide-se o valor total das comissões auferidas pelo 
número de dias úteis e o resultado multiplica-se pelo número de domingos e 
feriados do respectivo mês 
Valor Comissão (÷) Dias úteis (X) DSR (=) DSR 
Comissão 
R$ 5000,00 25 5 = 1000,00 
 
Trabalho em domicilio: 
O valor do repouso semanal remunerado dos empregados que trabalham em 
domicílio, desde que seus salários tenham sido estipulados por unidade de 
produção, corresponderá a 1/6 do valor total da produção realizada durante 
a semana. 
Total da produção Divisor Valor DSR 
900,00 ÷ 6 = 150,00 
 
Verbas variáveis 
A doutrina estabelece que o reflexo do DSR, incidirá sobre verbas variáveis, 
tais como: hora extra, adicional noturno (horas), comissão, entre outros. 
Verbas 
Variáveis 
Valor (÷) Dias 
úteis 
(X) DSR (=) Valor DSR 
Hora Extra 500,00 25 5 = 100,00 
Adicional 
Noturno 
300,00 25 5 = 60,00 
Comissão 600,00 25 5 = 120,00 
 
Verbas fixas 
Para as verbas que são calculadas diretamente sobre o salário, o DSR já está 
incorporado, uma vez que o cálculo é realizado sobre o salário de 30 dias, onde 
se encontram embutidos os domingos e feriado (DSR). A exemplo temos o 
Adicional Noturno integral, Adicional Periculosidade, Adicional de Insalubridade, 
as gratificações de produção e por tempo de serviço, pagas mensalmente, como 
dispõe, nestes últimos, o TST Enunciado 225. 
Verbas fixas DSR Incluso 
Adicional Insalubridade 
Calculo realizado sobre o salário de 30 dias onde 
já está incluso os DSR. Dessa forma, não existe o 
cálculo desmembrado. 
 
Adicional 
Periculosidade 
Adicional Noturno 
(Integral) 
 
Período de descanso 
 
 Intrajornada 
De acordo com o artigo 71 da CLT, para jornada que exceda de 6 (seis) horas, 
é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o 
qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, não poderá exceder de 2 (duas) 
horas. 
Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho, será, entretanto, obrigatório um 
intervalo de 15 (quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) 
horas. 
Conforme instituído pela Lei 13.467/2017, a convenção coletiva e o acordo 
coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei, quando dispuser sobre o 
intervalo intrajornada, respeitando o limite mínimo de trinta minutos para 
jornada superior a seis horas. 
 
Jornada de Trabalho Intervalo 
Jornada de até 4 horas Não há intervalo 
Jornada de 4 a 6 horas Intervalo obrigatório de 15 minutos 
Jornada superior a 6 horas Intervalo mínimo de 1 hora e 
máximo de 2 horas. 
 
 Interjornada 
Dispõe o artigo 66 da CLT que entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá 
um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. 
Sendo assim, descumprido o intervalo mínimo de uma jornada para outra, 
acarreta o pagamento de horas extras das horas que forem subtraídas do 
intervalo. Devendo ser o empregado remunerado como hora extraordinária, 
inclusive com adicional de no mínimo 50% conforme Enunciado 110, do 
TST, ainda que essas horas façam parte da jornada normal. 
 
Modalidade de Salário 
 
As modalidades de salário por hora (horista), tarefa (por produção ou 
comissão), salário por mês (mensalista) são espécies de salário fixado por 
unidade de tempo, ou seja, aquele que fixa determinado valor que será pago 
em razão do tempo em que o empregado permanece a disposição do 
empregador. Enquanto que a remuneração por comissão é paga em cima das 
vendas realizadas pelo funcionário. 
 
Mensalista 
Denomina-se empregado mensalista aquele que tem o salário fixado por mês 
e cujo salário mensal está integrado a remuneração dos dias de trabalho e os 
dias de Descanso Semanal Remunerado - DSR (art. 7º, § 2º, da CLT). 
 
Horista 
Denomina-se empregado horista aquele cujo o salário será pago com base 
nas horas trabalhadas no mês baseado na jornada semanal de trabalho do 
empregado, dos quais irão variar conforme o número de dias úteis, domingos 
e feriados no mês, bem como se o mês for de 28, 29, 30 ou 31 dias. 
Para os empregadosque trabalham por hora, incidirá a remuneração do 
Repouso Semanal Remunerado (RSR) à sua jornada de trabalho (art. 7º, “b”, 
da Lei 605/49), pois receberá o DSR como se estivesse trabalhando. 
 
Comissionista 
 Comissionista Puro 
Comissionista puro é o empregado que recebe seu salário exclusivamente à 
base de comissões convencionado com seu empregador por ocasião do 
contrato de trabalho. A legislação não define o montante do percentual ou se 
valor fixo sobre vendas ou serviços, etc. 
Conforme estabelece a Súmula nº 27 do TST, é devida a remuneração do 
repouso semanal (DSR) ao empregado comissionista sobre as comissões do 
mês. 
O comissionista puro não tem salário fixo, recebendo suas comissões de 
forma variável, porém, a legislação garante um salário mínimo ou piso 
mínimo estabelecido em documento coletivo ou valor maior que o 
empregador estabelecer no contrato de trabalho (art. 7º, V e XXVI, da CF/88, 
art. 1º, da Lei 8.716/93 e art. 444, da CLT), caso o montante das comissões 
e do repouso semanal remunerado no mês sejam inferiores a esta garantia. 
 
 Comissionista Misto 
O empregado comissionista misto é aquele que além das comissões também 
recebe um valor fixo, do qual esta parte fixa pode ser como mensalista ou 
horista. Por exemplo, sua composição salarial seria um salário por mês mais 
comissões (mensalista + comissionista). 
 
Hora Extra 
 
O trabalho em horas extraordinárias é aquele que sucede a jornada normal 
de trabalho, ou seja, a chamada prorrogação, onde o empregado encerra a 
jornada normal e ingressa em seguida na jornada extraordinária. 
A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em 
número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou 
acordo coletivo de trabalho. 
 A remuneração da hora extra será, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) 
superior à da hora normal. 
 
Cálculos de Horas Extras 
 
 Hora Extra diurna 
 
Empregado Mensalista: 
 Salário 3500,00 por mês e jornada de 220 mensal. 20 horas extras a 
50%. 
Remuneração 
/ Jornada 
Mensal 
Salário 
Hora 
 
 
(+) % 
Hora 
Extra 
(x) 
Quantidade 
de horas 
prorrogadas 
(=) Valor 
Hora Extra 
R$ 3.500,00 ÷ 
220 
= R$ 15,91 + 50% = 
23,86 
x 20 horas 
 
= 477,27 
 
Empregado Comissionista: 
 Base comissão de 3500,00 e jornada de 220 mensal. 20 horas extras 
a 50%. 
Base 
Comissão 
/ Jornada 
Mensal 
Salário Hora 
 
 
(+) % Hora 
Extra 
(x) 
Quantidade 
de horas 
prorrogadas 
(=) Valor 
Hora Extra 
R$ 
3.500,00 
÷ 220 
= R$ 15,91 + 50% = 
23,86 
x 20 horas 
 
= 477,27 
 
Empregado Horista: 
 Salário de 15,91 por hora. 20 horas extras a 50%. 
Salário Hora 
 
 
(+) % Hora 
Extra 
(x) Quantidade 
de horas 
prorrogadas 
(=) Valor Hora 
Extra 
= R$ 15,91 + 50% = 23,86 x 20 horas 
 
= 477,27 
 
 Hora Extra noturna 
Havendo prestação de horas extras, estas serão calculadas mediante a 
aplicação dos adicionais cumulativamente, ou seja, salário-hora acrescido do 
adicional noturno, e resultado acrescido do adicional de trabalho 
extraordinário. 
 
 Salário de 3500,00 com jornada mensal de 220 horas. Adicional 
Noturno de 20%. 25 horas extras a 50%. 
Salário hora: Remuneração / Jornada Mensal => (4200,00 ÷ 220 = 19,09) 
 
 
 Hora Extra com adicionais ao salário 
 
 Salário de 1000,00 com jornada mensal de 220 horas. Adicional de 
Periculosidade de 40%. 20 horas extras a 50%. 
Salário + 
Adicional 
Insalubridade 
(10%) 
Salário hora 
c/ o adicional 
(+) % Horas 
Extras 
(x) 
Quantidade 
de horas 
prorrogadas 
(=) Total de 
horas extras 
 
Salário hora: Remuneração / Jornada Mensal => () 
 
 Salário de 1000,00 com jornada mensal de 220 horas. Adicional de 
Periculosidade de 40%. 20 horas extras a 50%. 
Salário + 
Adicional 
Periculosidade 
Salário hora 
c/ o adicional 
(+) % Horas 
Extras 
(x) 
Quantidade 
de horas 
prorrogadas 
(=) Total de 
horas extras 
R$ 1000,00 + 
R$ 400,00 
R$ 6,36 6,36 + 50% 
= 9,55 
9,55 x 20 
 
= 190,91 
Salário hora: Remuneração ÷ Jornada Mensal => (1400,00 ÷ 220 = 6,36) 
 
 Salário de 2000,00 com jornada mensal de 220 horas. Adicional 
Noturno Integral de 20%. 20 horas extras a 50%. 
 
 
 
 
 
Salário hora + 
% Adicional 
Noturno 
(+) % Hora 
Extra 
(x) Quantidade 
de horas 
prorrogadas 
(=) Valor Hora 
extra 
15,91 + 20% 
= R$ 19,09 
R$ 19,09 + 50 % 
= R$ 28,64 
R$ 28,64 x 25 = R$ 716,00 
 
Salário + 
Adicional 
Noturno 
Integral 
Salário hora 
c/ o adicional 
(+) % Horas 
Extras 
(x) 
Quantidade 
de horas 
prorrogadas 
(=) Total de 
horas extras 
R$ 2000,00 
+ R$ 400,00 
R$ 10,91 10,91 + 50% 
= 16,36 
16,36 x 20 
 
= 327,27 
Salário hora: Remuneração ÷ Jornada Mensal => (2400,00 ÷ 220 = 10,91) 
 
Supressão de horas extras 
As horas extras serão devidas somente durante o período em que de fato 
houver necessidade da prestação de serviço do empregado além da jornada 
normal. No entanto, quando as horas suprimidas são prestadas há mais de 
12 meses, existe a obrigatoriedade do empregador indenizar o empregado, 
na forma do Enunciado nº 291 do TST. 
Para o cálculo, será efetuada a média das horas efetivamente trabalhadas 
nos últimos 12 meses, multiplicadas pelo valor da hora extra do dia da 
supressão, e o resultado será multiplicado pela quantidade de anos, sendo 
considerado mais um ano a fração igual ou superior a 6 meses. 
 
 Salário de 1744,60 com jornada mensal de 220 horas. 528 horas 
extras efetuadas nos últimos 12 meses. Realizou horas extras habituais 
nos últimos 2 anos e 7 meses. 
Meses 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 
Horas 50 20 35 10 25 10 40 60 60 75 100 43 
Total: 528 horas nos últimos 12 meses 
Média: 528 ÷ 12 = 44 horas 
Salário 
hora 
(+) % Hora 
Extra 
(x) Média 
de horas 
dos últimos 
12 meses 
(x) 
Quantidade 
de anos 
realizando 
hora extra 
(=) Valor 
Indenização 
R$ 7,93 + 50% 
= 11,90 
X 44 horas 
= 523,38 
X 3 anos = 1570,14 
Salário hora: Remuneração / Jornada Mensal => (1744,60 ÷ 220 = 7,93) 
 
Trabalho Noturno 
 
O trabalho noturno exige maior esforço do indivíduo, tendo em vista que este 
horário normalmente é destinado ao descanso. Em função desta 
particularidade, a legislação determina que hora noturna seja reduzida e 
melhor remunerada, mediante o pagamento de um adicional, denominado 
adicional noturno. 
Considera-se noturno, para os efeitos do artigo 73 da CLT, o trabalho 
executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. 
A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 
segundos. 
Das 22:00:00 + 52:30 às 22:52:30 1ª hora noturna 
Das 22:52:30 + 52:30 às 23:45:00 2ª hora noturna 
Das 23:45:00 + 52:30 às 00:37:30 3ª hora noturna 
Das 00:37:30 + 52:30 às 01:30:00 4ª hora noturna 
Das 01:30:00 + 52:30 às 02:22:30 5ª hora noturna 
Das 02:00:30 + 52:30 às 03:15:00 6ª hora noturna 
Das 03:15:00 + 52:30 às 04:07:30 7ª hora noturna 
Das 04:07:30 + 52:30 às 05:00:00 8ª hora noturna 
 
Para converter o tempo efetivamente trabalhado em tempo noturno devemos 
considerar o índice 1,142857 (60 minutos ÷ 52,50 minutos). 
Para converter o tempo trabalhado noturno em tempo efetivamente 
trabalhado devemos considerar o índice 0,875000 (52,50 minutos ÷ 60 
minutos). 
 
Opção 1: 
Horas 
efetivamente 
trabalhadas 
(Relógio) 
Horas efetivamente 
trabalhadas 
(Centésimo): 
 
Hora e (Minutos ÷ 0,60) 
(x) Índice 
multiplicador 
(=) Quantidade 
de Horas 
noturnas 
trabalhadas 
(Centésimo) 
6:00 6 (x) 1,142857 = 6,86 
8:20 8 e (20 ÷ 0,60) 
= 8,33 
(x) 1,142857 = 9,52 
 
Opção 2: 
Horas 
efetivamente 
trabalhadas 
(Relógio) 
Transformar 
horas em 
minutos – 
(Horas x 60 + 
minuto) 
(x) Índice (=) Horas 
noturna 
trabalhadas 
(Minutos) 
Total de 
horas 
noturna 
÷ 60 
(=) 
Quantidade 
de Horas 
Noturna 
(Centésimos) 
6:00 6 x 60 
= 360 
minutos 
(x) 
1,142857 
= 411,43 411,43 
÷ 60 
 
= 6,86 
8:20 (8 x 60) + 20 
= 500 
minutos 
(x) 
1,142857 
= 571,43 571,43 
÷ 60 
 
= 9,52 
 
AdicionaisAdicional Noturno 
A Constituição Federal assegura remuneração superior para o trabalho 
noturno. A legislação assegura aos empregados urbanos uma remuneração 
adicional para o trabalho noturno de 20% e para os empregados rurais de 
25% sobre a hora normal. Por meio dos documentos coletivos de trabalho 
cada categoria pode estipular percentual superior ao definido na legislação. 
Atividade Horário Atividade Duração Adicional 
Urbana 22:00 às 
05:00 
- 00:52:30 
hora 
20% 
Rural 21:00 às 
05:00 
Lavoura 01:00:00 
hora 
25% 
Rural 20:00 às 
04:00 
Pecuária 01:00:00 
hora 
25% 
 
Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e 
noturnos, paga-se o adicional noturno apenas em relação as horas noturnas. 
Vale ressaltar que o período noturno cumprido integralmente, aplicam-se às 
horas de trabalho noturno em relação as prorrogações de horários, conforme 
dispõe a súmula 60 do TST. 
 
 Calculo Adicional Noturno (Atividade Urbana) 
 Salário de 3500,00 com jornada mensal de 220 horas. Adicional 
Noturno de 20%. 9,52 horas noturnas a 20%. 
Salário hora (x) % 
Adicional 
Noturno 
(x) Quantidade 
horas noturnas 
(=) Valor 
Adicional 
Noturno 
R$ 15,91 X 20 % 
= 3,18 
R$ 3,18 x 9,52 = R$ 30,29 
Salário hora: Remuneração / Jornada Mensal => (3500,00 ÷ 220 = 15,91) 
 
 Adicional Noturno com Insalubridade e Periculosidade 
Muito embora a legislação seja omissa acerca da integração do adicional de 
insalubridade e periculosidade no salário do empregado para fins do cálculo 
do adicional noturno, o entendimento a Justiça do Trabalho é neste sentido. 
Portanto, caberá à empresa compor a base de cálculo do adicional noturno 
(salário-hora), com inclusão dos adicionais de insalubridade e periculosidade. 
 
Adicional de Insalubridade 
A insalubridade é definida pela legislação em função do tempo de exposição 
ao agente nocivo, levando em conta ainda o tipo de atividade desenvolvida 
pelo empregado no curso da jornada de trabalho, observados os limites que 
estão previstos na Norma Regulamentadora NR-15, aprovada pela Portaria 
3.214/78, com alterações posteriores. 
A caracterização e a classificação da insalubridade, segundo as normas do 
Ministério do Trabalho far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do 
Trabalho ou Engenheiro do Trabalho, registrados no Ministério do Trabalho. 
Inicialmente com a publicação da Súmula 228 TST e da Súmula Vinculante 
nº 4 do TST, o adicional de insalubridade passou a ser calculado com base no 
salário básico do empregado. 
No entanto, o TST suspendeu os efeitos o cálculo do adicional de 
insalubridade com base no salário básico, determinando que até que seja 
legislada a matéria pelo Poder Legislativo, será utilizado o salário mínimo 
como base de cálculo. 
Sendo assim, o adicional de insalubridade deverá ser pago sobre o 
salário mínimo, salvo cálculo mais vantajoso previsto em convenção 
coletiva. 
Dispõe o art. 192, da CLT, que o exercício de trabalho em condições 
insalubres acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo MTE assegura a 
percepção de adicional em: 
 
 
Grau Mínimo Adicional de 10% 
Grau Médio Adicional de 20% 
Grau Máximo Adicional de 40% 
 
Adicional de Periculosidade 
Nos termos do art. 193 da CLT, são consideradas atividades ou operações 
perigosas, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem 
o contato permanente com produtos inflamáveis ou explosivos em condições 
de risco acentuado de vida, sendo caracterizada por perícia a cargo de 
Engenheiro ou Médico do Trabalho, registrados no Ministério do Trabalho 
(MTE). 
O trabalho nestas condições assegura ao empregado um adicional de 30% 
(trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de 
gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. 
 
 Supressão do adicional de Insalubridade e Periculosidade 
Conforme artigo 194 da CLT, o direito do empregado ao adicional de 
insalubridade ou de periculosidade cessará com a eliminação do risco à sua 
saúde ou integridade física, nos termos desta Seção e das normas expedidas 
pelo Ministério do Trabalho. 
Portanto, se a mudança de função cessou as condições que estabeleciam o 
pagamento, ou seja, se o empregado não ficará exposto a riscos, o adicional 
de periculosidade poderá ser suprimido, sem incorporar ao salário. 
 
Adicional de Sobreaviso e Prontidão 
Inicialmente o regime de remuneração de horas de sobreaviso e de prontidão 
previsto no artigo 244 da CLT era aplicado apenas para os ferroviários. 
Entretanto, posteriormente foi estendido a todas as categorias, por analogia. 
 
 Sobreaviso 
Considera-se de sobreaviso o empregado que após o seu expediente normal 
de trabalho ou nos dias de descanso permanecer em sua própria casa, 
aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. 
Cada escala de sobreaviso será de, no máximo, 24 horas. As horas de 
sobreaviso, para todos os efeitos, serão remuneradas à razão de 1/3 (um 
terço) do salário normal. Porém, quando o empregado é convocado a 
prestar o serviço, cessa o sobreaviso, e as horas laboradas são pagas como 
horas extras. 
Portanto, o período em que o empregado está aguardando o chamado, as 
horas são pagas com sobreaviso e o período em que estiver executando o 
trabalho são pagas como horas extras. 
 
 Prontidão 
Considera-se de “prontidão” o empregado que ficar nas dependências da 
empresa, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço. 
Cada escala de prontidão será de, no máximo, 12 horas. As horas de 
sobreaviso, para todos os efeitos, serão remuneradas à razão de 2/3 (dois 
terços) do salário normal. Porém, quando o empregado é convocado a 
prestar o serviço, cessa o sobreaviso, e as horas laboradas são pagas como 
horas extras. 
 
Adicional de Transferência 
O adicional de transferência somente é devido se houver mudança de 
domicílio do empregado e a transferência for provisória. Neste caso, será 
devido o adicional de transferência, nunca inferior a 25% (vinte e cinco por 
cento) dos salários. 
O adicional somente será devido enquanto perdurar a transferência. 
 
Adicional de cargo de confiança 
A doutrina entende que, o critério dessa gratificação de função é meramente 
exemplificativo ou indicativo da condição de gerente, mas não essencial, 
bastando para tanto que a remuneração seja, no mínimo, 40% a mais do 
subordinado imediato ou receba gratificação de função de, pelo menos, 40% 
do salário efetivo. 
Ressaltamos, por oportuno, que o cargo de confiança determinado no art. 62 
da CLT são os gerentes, assim considerados os que exercem cargos de 
gestão, aos quais se equiparam, os diretores e chefes de departamento ou 
filial. 
Salientamos que a doutrina entende como cargo de confiança, aquele que 
tem poderes de gestão, como de admitir ou demitir empregados, adverti-los, 
puni-los, suspendê-los, fazer compras ou vendas em nome do empregador. 
 
Embora a legislação não mencione, podemos entender que a pessoa que tem 
cargo de gestão é aquela que tem mandato (procuração), ainda que verbal 
ou tácito, para administrar o empreendimento do empresário. 
 
 Supressão do Cargo de Confiança 
Existe a possibilidade de o empregador determinar ao seu empregado que 
reverta ao cargo efetivo, anteriormente ocupado, não mais prestando a 
função de confiança, ocasião em que sua remuneração também voltaria a ser 
aquela decorrente do cargo efetivo e efetuar o controle da jornada de 
trabalho. 
Contudo, vale ressaltar que a perda da gratificação somente poderá ocorrer 
se o empregado tiver ocupado a função de confiança por menos de 10 anos. 
Do contrário, poderá reverter ao cargo, porém a gratificação deverá ser 
mantida. 
Por fim, o empregador deverá comunicar o funcionário da reversão. 
 
Súmula 372 
Gratificação de função – Supressão ou redução – Limites 
I – Percebida a gratificação de função por dez ou mais anos pelo 
empregado, se o empregador, sem justo motivo, revertê-lo a seu cargo 
efetivo, não poderá retirar-lhe a gratificaçãotendo em vista o princípio da 
estabilidade financeira. 
 
Adicional de dupla função 
O empregado tem direito ao adicional por acúmulo de função quando, 
cumulativamente e habitualmente, exercer no mesmo local de 
trabalho tarefas para a qual não fora designado com a função originalmente 
contratada. 
No caso, se o empregado passou a exercer a dupla função, é preciso 
concordância e sempre a melhor recomendação é firmar a alteração por meio 
de um aditivo contratual. 
A legislação não trata sobre o percentual, exceto para categoria dos Radialistas 
que situa entre 10% a 40% da função acumulada. 
Porém, tem os tribunais estabelecido que o empregado das demais 
categorias têm direito a receber o maior salário da função acumulada, ou o 
percentual arbitrado entre o salário da função contratada e o salário da função 
acumulada. 
 
Descontos Legais 
 
Conforme dispõe o artigo 462 da CLT, ao empregador é vedado efetuar 
qualquer desconto nos salários do empregado, salvo quando este resultar de 
adiantamentos, de dispositivos de lei ou de contrato coletivo. Em caso de 
dano causado pelo empregado, o desconto será licito, desde que esta 
possibilidade tenha sido acordada ou na ocorrência de dolo (má-fé) do 
empregado. 
 
Faltas, atrasos e saídas antecipadas 
A lei contempla algumas ausências como justificadas, do qual o empregado 
não sofrerá descontos em seus salários. 
Sendo injustificada a ausência do empregado, seja de forma parcial (atrasos 
e saídas antecipadas) ou total (dia completo) implicará no desconto em seus 
salários na proporção do tempo de ausência. Se o empregado atrasou por 
determinadas horas, será lançado o desconto de atraso, ou, se faltou o dia 
todo, será lançado o desconto de falta do dia. 
 
Falta 
Salário Mensal (÷) 30 (x) Dias Faltas (=) Valor da 
Falta 
R$ 2200,00 2200,00 ÷ 30 
= 73,33 
73,33 x 2 faltas = R$ 146,67 
 
Atraso 
Salário Hora (x) Horas de atraso (=) Valor do Atraso 
R$ 10,00 10,00 x 1,5 = R$ 15,00 
 
Desconto DSR 
Nos termos do art. 6º, da Lei 605/49, não será devida a remuneração do 
repouso semanal (DSR) quando, injustificadamente, o empregado não tiver 
trabalhado durante toda a semana anterior, ou seja, deixando de cumprir 
integralmente o seu horário de trabalho na semana. 
Há polêmica quanto ao desconto ou não do descanso semanal remunerado 
do empregado mensalista, quando faltam ao serviço sem justificativa legal, 
em virtude do disposto nos artigos 6º e 7º, parágrafo 2º, ambos da Lei 
605/49. Logo, para os empregados mensalistas, o entendimento referente ao 
desconto não é pacífico. 
 
DSR s/ Falta 
 Considerando 1 DSR 
Salário Mensal (÷) 30 (x) Dias DSR (=) Valor do 
DSR s/ Falta 
R$ 2200,00 2200,00 ÷ 30 
= 73,33 
73,33 x 1 DSR = R$ 73,33 
 
DSR s/ Atraso – Desconto integral 
 Considerando 1 hora de atraso na semana 
Salário Mensal (÷) 30 (x) Dias DSR (=) Valor do 
DSR s/ Falta 
R$ 2200,00 2200,00 ÷ 30 
= 73,33 
73,33 x 1 DSR = R$ 73,33 
 
A empresa poderá adotar o desconto mais benéfico ao empregado, como por 
exemplo, efetuar o cálculo do desconto do DSR proporcional as horas de atraso. 
DSR s/ Atraso – Desconto proporcional 
Considerando 2 horas de atraso na semana 
Salário Mensal (÷) 220 (x) Horas DSR (=) Valor do 
DSR s/ Falta 
R$ 2200,00 2200,00 ÷ 220 
= 10,00 
10,00 x 2 = R$ 20,00 
 
Vale Transporte 
Para os empregados que optarem pela utilização do vale transporte, a 
empresa descontará dos seus vencimentos até 6% do seu salário básico, 
excluídos quaisquer adicionais ou vantagens, quando se tratar de 
comissionista, o valor das comissões e DSR. 
No caso em que a despesa com o deslocamento do empregado for inferior a 
6% (seis por cento), o valor do desconto será, tão somente o valor da 
despesa. 
Salário Despesa 
com Vale 
Transporte 
6% do Salário Desconto de 
Vale 
Transporte 
R$ 1200,00 193,20 193,20 x 6% = 72,00 
Despesa com VT 
superior ao desconto 
72,00 
R$ 4200,00 193,20 193,20 x 6% = 252,00 
Despesa com VT 
inferior ao desconto 
193,20 
 
INSS 
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é responsável pelo pagamento 
da aposentadoria e demais benefícios aos trabalhadores brasileiros, com 
exceção de servidores públicos. 
 
 Desconto INSS 
O desconto do INSS ou recolhimento previdenciário é uma contribuição social 
mensal utilizada para arcar com as despesas da Previdência Pública. Em 
contrapartida, o INSS oferece aos seus segurados o acesso à benefícios 
assistenciais como: auxílio-doença; licença-maternidade; pensão por morte; 
aposentadoria, entre outros. 
Ao contribuir para o INSS, o segurado garante o recebimento de um benefício 
mensal em algumas situações e desde que respeitadas algumas regras. Isso 
porque, diante da ausência da capacidade de produzir renda, o contribuinte 
pode receber um auxílio financeiro para sua subsistência de forma 
intermitente ou parcial. 
Dentre outras razões, esse direito também pode ser aplicado em decorrência 
da idade (aposentadoria) ou em caso de afastamento do trabalho por motivo 
de doença ou acidente (auxílio-doença/acidente), por exemplo. 
 
 Tabela de INSS 
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO (R$) ALÍQUOTA INSS 
até 1.100,00 7,5% 
de 1.100,01 até 2.203,48 9% 
de 2.203,49 até 3.305,22 12% 
de 3.305,23 até 6.433,57 14% 
 
 Cálculo Progressivo 
Conhecendo as alíquotas, o desconto para o INSS deve ser calculado para 
cada faixa até que se atinja o valor do salário bruto. 
Entre cada parcela, o cálculo é feito considerando o máximo e o mínimo 
destas e a alíquota a ser aplicada. Enquanto o valor do salário não é atingido, 
é considerado o teto da faixa salarial. Conforme tabela abaixo: 
 
 
Faixa Salário 
Contribuição Alíquota Valor do 
desconto 
1 até 1.100,00 1100,00 = 1100,00 (x) 7,5% 82,50 
2 de 1.100,01 
até 2.203,48 
Máximo (-) Mínimo 
(2203,48 – 1100,00) 
= 1103,48 (x) 9,0% 99,31 
3 de 2.203,49 at
é 3.305,22 
Máximo (-) Mínimo 
(3305,22 – 2203,48) 
= 1101,74 (x) 12% 132,20 
4 de 3.305,23 at
é 6.433,57 
Máximo (-) Mínimo 
(6433,57 – 3305,22) 
= 3128,35 (x) 14% 437,96 
Total de desconto 751,97 
 
Dessa forma, para o cálculo do INSS devemos considerar os apontamentos 
abaixo: 
1- Identificar a faixa que atinge o salário de contribuição; 
2- Trocar o máximo da faixa pelo salário de contribuição do empregado; 
3- Trocar o valor do Salário de Contribuição da faixa encontrada; 
4- Aplicar a alíquota sobre o Salário de Contribuição de cada faixa, até atingir 
a faixa do Salário de Contribuição do Empregado; 
5- Somar o desconto de cada faixa. 
 
 Cálculos de INSS: 
 
 Salário de Contribuição: R$ 3.000,00 
1 Identificar a faixa que atinge o salário de 
contribuição do empregado 
Faixa 3 
2 Trocar o máximo da faixa pelo salário de contribuição 
do empregado 
3305,22 por 
3000,00 
 
3 Trocar o valor do Salário de Contribuição da faixa 
encontrada 
3000,00 – 
2203,48 
= 796,52 
4 Aplicar a alíquota sobre o Salário de Contribuição de 
cada faixa, até atingir a do Salário de Contribuição 
do Empregado 
Faixa 1: 7,5%- 
82,50 
Faixa 2: 
9%- 99,31 
 
Faixa 3: 
12%- 95,58 
5 Somar o desconto de cada faixa 82,50 + 99,31 
+ 95,58 = 
277,39 
 
Faixa Salário 
Contribuição Alíquota Valor do 
desconto 
1 até 1.100,00 1100,00 = 1100,00 (x) 7,5% 82,50 
2 de 1.100,01 
até 2.203,48 
Máximo (-) Mínimo 
(2203,48 – 1100,00) 
= 1103,48 (x) 9,0% 99,31 
3 
de 2.203,49 
até 3.000,00 
Máximo (-) Mínimo 
(3000,00 – 2203,48) 
= 796,52 (x) 12% 95,58 
4 
de 3.305,23 
até 6.433,57 
Máximo (-) Mínimo 
(6433,57 – 3305,22) 
= 3128,35 (x) 14% 437,96 
Total de desconto 277,39 
 
 
 Salário de Contribuição: R$ 1.900,00 
Faixa Salário 
Contribuição Alíquota Valor do 
desconto 
1 até 1.100,00 1100,00 = 1100,00 (x) 7,5% 82,50 
2 de 1.100,01 
até 1.900,00 
Máximo (-) Mínimo 
(1900,00 – 1100,00) 
= 800,00 (x) 9,0% 72,00 
3 de 2.203,49 at
é 3.305,22 
Máximo (-) Mínimo 
(3305,22 – 2203,48) 
= 796,52 (x) 12% 132,20 
4 de 3.305,23 at
é 6.433,57 
Máximo (-) Mínimo 
(6433,57 – 3305,22) 
= 3128,35(x) 14% 437,96 
Total de desconto 154,50 
 
 Salário de Contribuição: R$ 6.200,00 
Faixa Salário 
Contribuição Alíquota Valor do 
desconto 
1 até 1.100,00 1100,00 = 1100,00 (x) 7,5% 82,50 
2 de 1.100,01 
até 2.203,48 
Máximo (-) Mínimo 
(2203,48 – 1100,00) 
= 1103,48 (x) 9,0% 99,31 
3 de 2.203,49 at
é 3.305,22 
Máximo (-) Mínimo 
(3305,22 – 2203,48) 
= 796,52 (x) 12% 132,20 
4 de 3.305,23 at
é 6.000,00 
Máximo (-) Mínimo 
(6000,00 – 3305,22) 
= 2894,78 (x) 14% 405,27 
Total de desconto 691,97 
 
 
IRRF 
Usualmente referimos que a empresa que efetua o pagamento dos salários 
(sócio, funcionários e autônomos) dentro do próprio mês (até o dia 30), 
utiliza-se do "Regime Competência". Já a empresa que efetua o pagamento 
dos salários até o 5º dia útil do mês subsequente, utiliza-se o "Regime Caixa". 
No entanto, quem rege o cálculo do Imposto de Renda é o Regulamento do 
Imposto de Renda é o Decreto nº 9.580/18. 
Segundo este Decreto, o fato gerador do imposto de renda é a data do 
pagamento. 
 
 Regime Competência: 
 
Regime de Pagamento Competência (artigo 678): 
Se o cálculo do imposto de renda é efetuado pelo regime competência, isso 
quer dizer que o empregador efetua o pagamento do adiantamento e o salário 
dentro do próprio mês corrente. Nesta situação, o adiantamento não é 
tributado pelo imposto de renda (artigo 678), uma vez que a tributação é feita 
somente no pagamento pelo valor total do salário, pois adiantamento e 
salário foram pagos dentro do próprio mês. Desta forma, no regime 
competência, o salário deve ser pago até o último dia útil do mês a que se 
refere a folha de pagamento (regime de competência). 
Exemplo: 
Regime de Pagamento Competência - Pagamento do adiantamento e salário 
dentro do próprio mês corrente: 
 Concessão de adiantamento no dia 15 e quitação do salário no dia 30 
do próprio mês. 
Neste exemplo, o imposto de renda somente será tributado no pagamento, 
uma vez que, tanto o pagamento do adiantamento como do salário ocorreram 
dentro do próprio mês. 
Cálculos: 
a) Cálculo do Adiantamento: 
Não há tributação. 
b) Cálculo no Pagamento: 
Pega-se o total de proventos pagos na competência com incidência de 
imposto de renda e em seguida será efetuado as deduções do pagamento 
(INSS, Fapi, deduções de dependentes e pensão alimentícia, se for o caso), 
aplica-se a alíquota correspondente da tabela progressiva do imposto de 
renda, em seguida abate o valor da parcela a deduzir. 
 
 Regime Caixa 
 
Regime de Pagamento Caixa (§ 1º do artigo 678): 
Se o cálculo do imposto de renda é efetuado pelo regime de pagamento 
Caixa, isso quer dizer que o empregador efetua o pagamento do 
adiantamento até o dia 20 do mês corrente e o salário no mês subsequente, 
até o 5º dia útil (§ 1º do artigo 678). Nesta situação o imposto de renda é 
tributado tanto no adiantamento quanto no pagamento, pela soma dos 
rendimentos pagos dentro de cada mês. 
Exemplo: 
Regime de Pagamento Caixa - Pagamento do adiantamento no mês corrente 
e salário no mês subsequente (sócio, funcionários e autônomos): 
 Concessão de adiantamento no dia 20 e quitação do saldo de salário 
no 5º dia útil do mês seguinte. 
Neste exemplo, o imposto de renda será tributado por ocasião de cada 
pagamento (adiantamento e salário), uma vez que foram pagos em meses 
distintos. 
Cálculos: 
a) Cálculo do Adiantamento: 
Somam-se os valores pagos dentro do mês corrente. Ou seja, soma o valor 
do adiantamento pago no dia 20, com a base de IR referente ao saldo de 
salário do mês anterior (pago até o 5º. dia útil do mês do adiantamento). Em 
seguida será efetuado as deduções do pagamento do mês anterior (INSS, 
Fapi, deduções de dependentes e pensão alimentícia, se for o caso), aplica-
se a alíquota correspondente da tabela progressiva do imposto de renda, em 
seguida abate o valor da parcela a deduzir. Caso tenha descontado imposto 
de renda no pagamento do mês anterior (pago até o 5º. dia útil do mês do 
adiantamento), o mesmo deverá ser deduzido do valor calculado. 
b) Cálculo no Pagamento: 
Pega-se o total de proventos da competência com incidência de imposto de 
renda, menos o valor do adiantamento que foi pago no dia 20 (uma vez que 
este já foi tributado), em seguida será efetuado as deduções do pagamento 
atual (INSS, Fapi, deduções de dependentes e pensão alimentícia, se for o 
caso), aplica-se a alíquota correspondente da tabela progressiva do imposto 
de renda, em seguida abate o valor da parcela a deduzir. 
 
 Vencimento do DARF: 
Conforme determina a Lei nº 11.933/09, o prazo para pagamento do IRRF 
(Imposto de Renda Retido na Fonte) - Folha de Salários (Adiantamento, 
Salários e Pró-labore), Férias, Rescisão e 13º salário será até o último dia útil 
do segundo decêndio do mês subsequente ao mês da ocorrência dos fatos 
geradores, em outras palavras até o dia 20, se este dia não for útil, 
antecipar). 
 
Apuração de Médias – Remuneração Variável 
 
Para os empregados que recebam salários variáveis, o cálculo da parte 
variável deverá ser apurado para efeito de pagamento de aviso prévio 
indenizado, férias e 13º salário, tomando-se por base a média aritmética das 
parcelas variáveis percebidas pelo empregado. 
Por sua vez, a Lei não determina o divisor para apuração das médias, mas 
sim o período. 
No entanto, a apuração de médias deve ser analisada sob duas óticas: 
a) quando o empregado está na empresa há 12 (doze) meses ou mais; 
b) quando o empregado está na empresa há menos de 12 (doze) meses. 
Não há dúvidas no cálculo quando o empregado está na empresa há mais 
de 12 (doze) meses de serviço, visto que as jurisprudências do TST nº 94 
determinam que as verbas variáveis integram a remuneração do empregado 
pela média duodecimal (12 meses). Logo, ainda que o empregado não tenha 
a parcela variável em todos os meses, o divisor será 12. 
Porém, surgem controvérsias quando se faz necessário o cálculo do reflexo 
das médias de empregado com menos de 12 (doze) meses de serviço. 
Entretanto, o entendimento majoritário de nossos tribunais é de que as 
verbas variáveis integram a remuneração do empregado pela média do 
período trabalhado dividido por igual período, por ser mais vantajoso 
('princípio in dúbio pró operário - na dúvida aplica-se à condição mais 
benéfica'). Nesta situação, supondo que o empregado possua 02 meses de 
prestação de serviços, o divisor será a quantidade de meses de serviço, 
ou seja, 02 meses. 
São consideradas parcelas variáveis entre outras, as verbas pagas 
habitualmente em horas, que variam de um mês para outro, tais como, horas 
extras, adicional noturno, e etc. Também apuram médias de verbas pagas 
em valores, que tem seus valores diferenciados de um mês para outro, tais 
como comissões e adicionais em valores não uniformes. 
Já a parte fixa paga habitualmente não se apura médias, mas sim, computa 
ao salário base do empregado pelo seu valor integral devido no mês. 
 
Remuneração Férias: 
CLT - artigo 142 § 1º - As médias nas Férias são apuradas conforme o período 
aquisitivo. No caso de Férias Vencidas são considerados os 12 meses do 
período aquisitivo, já para as Férias Proporcionais são considerados apenas 
os meses do período proporcional. 
CLT - artigo 142 § 2º - Quando o salário for pago por percentagem, comissão 
ou viagem, apurar-se-á a média percebida pelo empregado nos 12 (doze) 
meses que precederem à concessão das férias. 
 Período Aquisitivo 01/04/2020 a 31/03/2021 – Média Horas 
 Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar 
Horas 20 25 29 60 45 55 30 60 50 90 50 40 
Total de horas: 554 
(Total de horas ÷ 12) x Salário Hora 
 Média dos últimos 12 meses – Comissão 
 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 
Valor 1020 2025 2029 1560 1545 1555 1100 1660 1550 1290 1350 1440 
Total: 18.678,00 
(Total ÷ 12) 
 
Remuneração 13º salário: 
Apura-se as médias do ano corrente até o mês anterior ao cálculo. 
Decreto 57.155, artigo 2° - Para os empregados que recebem salário variável 
a qualquer título,a gratificação será calculada na base de 1/11 (um onze 
avos) da soma das importâncias variáveis devidas nos meses trabalhados até 
novembro de cada ano. A esta gratificação se somará a que corresponder à 
parte do salário contratual fixo. 
 
 Período Anual – Média Horas 
 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 
Horas 20 25 29 60 45 55 30 60 50 90 50 40 
Total de horas: 554 
(Total de horas ÷ 12) x Salário Hora 
 Período Anual – Valor 
 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 
Valor 1020 2025 2029 1560 1545 1555 1100 1660 1550 1290 1350 1440 
Total: 18.678,00 
(Total ÷ 12) 
 
Remuneração aviso Prévio 
Artigo 487, § 3º da CLT - Em se tratando de salário variável, o cálculo será 
feito de acordo com a média dos últimos doze meses de serviço. 
 12 últimos meses – Média Horas 
 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 
Horas 20 25 29 60 45 55 30 60 50 90 50 40 
Total de horas: 554 
(Total de horas ÷ 12) x Salário Hora 
 12 últimos meses – Média Valor 
 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 
Valor 1020 2025 2029 1560 1545 1555 1100 1660 1550 1290 1350 1440 
Total: 18.678,00 
(Total ÷ 12) 
 
Obs.: Para apuração de média de férias, 13º salário e aviso prévio dos 
comissionistas, cabe observar a convenção ou acordo coletivo de trabalho 
que, pela maioria, concede particularidades mais benéficas. 
 
Férias 
 
A CF/88 assegura o gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um 
terço a mais do que o salário normal" (art. 7º, XVII). 
O período aquisitivo de férias é o período de 12 (doze) meses a contar da 
data de admissão do empregado que, uma vez completados, gera o direito 
ao mesmo de gozar os 30 (trinta) dias de férias. 
Conforme disposições do artigo 134 da CLT, as férias deverão ser concedidas 
por ato do empregador, em um só período, nos 12 (doze) meses 
subsequentes à data em que o empregado tiver adquirido o direito. 
O período concessivo de férias é o prazo que a lei estabelece para que o 
empregador conceda as férias ao empregado. Este prazo equivale aos 12 
(doze) meses subsequentes a contar da data do período aquisitivo 
completado. 
 
Aquisição ao direito de férias 
Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho, 
o empregado terá direito a férias, na seguinte proporção: 
 
 
 
Dias de direito Faltas 
30 dias até 5 faltas 
24 dias De 6 a 14 faltas 
18 dias De 15 a 23 faltas 
12 dias De 24 a 32 faltas 
 
Concessão das férias 
As férias serão concedidas por ato do empregador, em um só período, nos 12 
(doze) meses subsequentes à data em que o empregado tiver adquirido o 
direito. 
Sempre que as férias forem concedidas após o prazo, o empregador pagará 
em dobro a respectiva remuneração. 
 
Remuneração de Férias 
O empregado perceberá, durante as férias, a remuneração que lhe for devida 
na data da sua concessão. 
Os adicionais por trabalho extraordinário, noturno, insalubre ou perigoso, 
entre outros, serão computados no salário que servirá de base ao cálculo da 
remuneração das férias. 
Se, no momento das férias, o empregado não estiver percebendo o mesmo 
adicional do período aquisitivo, ou quando o valor deste não tiver sido 
uniforme será computada a média duodecimal recebida naquele período, 
após a atualização das importâncias pagas, mediante incidência dos 
percentuais dos reajustamentos salariais supervenientes. 
Quando o salário for pago por percentagem, comissão ou viagem, apurar-se-
á a média percebida pelo empregado nos 12 (doze) meses que precederem 
à concessão das férias. Ressalta-se que, as convenções ou acordos coletivos 
costumam dispor de normas mais benéficas, como por exemplo, onde a 
apuração das médias seja pelo período de 6 (seis) meses. 
 
Abono de Férias 
Conforme disposições do artigo 143 da CLT é facultado ao empregado 
converter 1/3 (um terço) do período de férias a que tiver direito em abono 
pecuniário, no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias 
correspondentes. 
Em outras palavras, se o empregado possui direito a 30 dias de férias, a 
conversão do abono equivale a 10 dias. 
Entretanto, o abono de férias deverá ser requerido pelo empregado até 15 
(quinze) dias antes do término do período aquisitivo. 
 
Calculo de férias 
 30 dias de férias. Salário 2.200,00 
Descrição Ref. Valor Observações: 
Férias 30 2.200,00 
1/3 de Férias 733,33 (2200,00 / 3) = 733,33 
 
 20 dias de férias e 10 de abono. Salário 2.200,00 
Descrição Ref. Valor Observações: 
Férias 20 1.466,67 Salário / 30 x 20 = 1466,67 
1/3 de Férias 488,89 488,89 / 3 = 488,89 
Abono Férias 10 733,33 Salário / 30 x 10 = 733,33 
1/3 Abono Férias 244,44 733,33 / 3 = 244,44 
 
 30 dias de férias concedidas fora do prazo. Salário 2.200,00 
Descrição Ref. Valor Observações: 
Férias 30 2.200,00 
1/3 de Férias 733,33 (2200,00 / 3) = 733,33 
Férias em dobro 30 2.200,00 
1/3 Férias em dobro 733,33 (2200,00 / 3) = 733,33 
 
Calculo proporcional 
Remuneração / 12 x avos de direito 
 
Calculo Férias indenizadas (Rescisão) 
As férias são contadas de data a data, de acordo com o período aquisitivo. 
 
 
 
 
 Admissão em 05/01/2019 e demissão em 12/04/2021 
Período Aquisitivo Situação Calculo 
1º 05/01/2019 a 04/01/2020 Quitado - 
2º 05/01/2020 a 04/01/2021 Em aberto Férias Vencidas 
3º 05/01/2021 a 04/01/2022 Em aberto Férias Proporcionais 
 
1) Calcular as Férias Vencidas – 30 dias. 
2) Calcular as Férias Proporcional até a data de demissão (12/04/2021) 
3) Calcular as Férias Indenizadas até a data da projeção (18/05/2021) 
Projeção: 
Demissão + Dias do Aviso Indenizado + Dias do Aviso Indenizado Lei 12.506 
12/04/2021 + 30 dias (13/04/2021 a 12/05/2021) + 06 dias (13/05/2021 a 
18/05/2021) 
 
3º Período Aquisitivo: Cálculo Proporcional 
Meses Jan Fev Mar Abr Mai Direito 
Férias Proporcionais (até a demissão 12/04/2021) 
3 Avos 
Proporcionais 
 
05/01/2021 
a 
04/02/2021 
05/02/2021 
a 
04/03/2021 
05/03/2021 
a 
04/04/2021 
05/04/2021 
a 
12/04/2021 
X 
Dias 
trabalhados 30 30 30 8 X 
Avos de 
direito 1 2 3 X X 
Férias Indenizadas (até a projeção 18/05/2021) 
1 avo 
indenizado 
 
05/01/2021 
a 
04/02/2021 
05/02/2021 
a 
04/03/2021 
05/03/2021 
a 
04/04/2021 
05/04/2021 
a 
04/05/2021 
05/05/2021 
a 
18/05/2021 
Dias 
trabalhados 30 30 30 30 14 
Avos de 
direito 1 2 3 4 X 
 
A remuneração das férias será o salário atual acrescido das demais vantagens 
e médias variáveis do período aquisitivo. 
Tabelas 
 
Tabela INSS 
 
 
Tabela INSS – Com dedução 
 Valor Alíquota Dedução 
Até 0,00 a 1100,00 7,50% - 
Acima de 1100,01 a 2203,48 9% 16,500 
Acima de 2203,49 a 3305,22 12% 82,604 
Acima de 3305,23 a 6.433,57 14% 
 
148,708 
 
Tabela de Salário-Família 
 
Tabela IRRF 
 
 
 
Tabela de Incidências 
 
Tabela de Incidências - INSS, FGTS e IRRF 
RUBRICA INSS FGTS IRRF 
1 - Abono pecuniário de férias 
(*) Veja nota “3” ao final desta tabela sobre a incidência 
do Imposto de Renda. 
não não não 
 (*) 
2 - Adicionais (insalubridade, periculosidade, noturno, 
transferência e de função) 
sim sim sim 
3 - Ajuda de custo 
Notas: 
(1) Tanto o INSS como o FGTS não incidem sobre a 
ajuda de custo, em parcela única, recebida 
exclusivamente em decorrência de mudança de local de 
trabalho do empregado, na forma do art. 470 da 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), conforme 
dispõem a alínea “g” do § 9o do art. 28 da Lei no 
8.212/1991 e o § 6o do art. 15 da Lei no 8.036/1990. 
No que se refere aos aeronautas, a alínea “b” do § 9o do 
art. 28 da Lei no 8.212/1991 prevê que as ajudas de 
custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta nos 
termos da Lei no 5.929, de 30 de outubro de 1973, 
também não se sujeitam ao encargo previdenciário. 
não não não 
(2) A isenção do IR beneficia apenas a ajuda de custo 
destinada a atender às despesas com transporte, frete 
e locomoção do beneficiado e seus familiares, em caso 
de remoção deum município para outro, sujeita à 
comprovação posterior pelo contribuinte. 
4 - Auxílio-doença 
- 15 primeiros 
dias......................................................... 
- Complementação salarial (desde que o direito seja 
extensivo à totalidade dos empregados da 
empresa).......... 
 
sim 
 
não 
 
sim 
 
não 
 
sim 
 
sim 
5 - Aviso prévio trabalhado sim sim sim 
6 - Aviso prévio indenizado 
(*) Veja nota “1” ao final desta tabela sobre a incidência 
da contribuição previdenciária. 
Não 
(*) 
sim não 
7 - 13o Salário 
a) 1a parcela até 30 de novembro 
......................... 
b) 2a parcela até 20 de dezembro 
......................... 
c) proporcional (na rescisão contratual) 
.................. 
 d) indenizado (projeção do aviso 
prévio).................. 
Notas: 
(1) (*) Veja nota “2” ao final desta tabela sobre a 
incidência do encargo de INSS sobre a parcela do 13o 
salário indenizado relativo ao período projetado do aviso 
prévio indenizado. 
(2) O valor integral do 13o salário submete-se ao IR no 
ato da sua quitação (no mês de dezembro ou por ocasião 
da rescisão do contrato de trabalho), separadamente 
dos demais rendimentos pagos ao beneficiário no mês, 
podendo ser feitas no rendimento bruto todas as 
deduções permitidas para fins de determinação da base 
de cálculo do imposto (RIR/1999, art. 638). 
 
Não 
 
sim 
 
sim 
 
sim 
(*) 
 
Sim 
 
sim 
 
sim 
 
sim 
 
Não 
 
Sim 
 
sim 
 
sim 
8 - Comissões sim sim sim 
9 - Diárias para viagem 
Notas: 
(1) A isenção do IR beneficia, exclusivamente, as 
diárias, destinadas ao pagamento de despesas de 
 
não 
 
não 
 
não 
alimentação e pousada, por serviço eventual realizado 
em município diferente do da sede de trabalho 
(RIR/1999, art. 39, XIII; e PN CST no 10/1992). 
 
10 - Estagiários (admitidos na forma da Lei nº Lei 
11.788 /2008) 
não não sim 
11 - Férias normais gozadas na vigência do contrato de 
trabalho (inclusive o terço constitucional) 
Nota: 
O cálculo do IR efetua-se em separado do salário, 
computando-se o valor das férias, acrescido dos abonos 
previstos no inciso XVII do art. 7o da Constituição 
Federal e no art. 143 da CLT (RIR/1999, art. 625). 
sim sim sim 
12 - Férias em dobro na vigência do contrato de trabalho 
(CLT, art. 137) 
Notas: 
(1) Lembra-se que, a incidência do encargo 
previdenciário se dará sobre o valor simples das férias 
acrescido do terço constitucional respectivo a este valor. 
O valor relativo à dobra das férias e terço constitucional 
correspondente não sofrem a incidência do INSS, 
conforme o disposto no art. 28, § 9o, alínea “d”, da Lei 
no 8.212/1991, o qual determina que não integram o 
salário-de-contribuição “as importâncias recebidas a 
título de férias indenizadas e respectivo adicional 
constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra 
da remuneração de férias de que trata o art. 137 da 
Consolidação das Leis do Trabalho - CLT”. 
(2) O valor correspondente ao pagamento em dobro da 
remuneração de férias concedidas após o prazo legal, 
não integra a remuneração para efeito de incidência do 
FGTS (IN SIT/MTE no 144/2018 - art. 10, inciso IV). A 
base de cálculo é a remuneração simples, ou seja, sobre 
o valor relativo à dobra não incide o FGTS. 
(3) Na base de cálculo do IRRF computa-se o total pago, 
efetuando-se as deduções cabíveis (dependentes, 
contribuição ao INSS e pensão alimentícia). 
Não 
(veja 
1a 
“Nota”) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não 
(veja 
2ª 
“Nota”) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
sim 
(veja 
3a 
“Nota”) 
 
 
 
13 - Férias indenizadas na rescisão do contrato de 
trabalho (vencidas, proporcionais, em dobro e 1/3 
constitucional). 
(*) Veja nota “4” ao final desta tabela sobre a 
incidência do imposto de renda. 
 não não 
 
 Não 
(*) 
 
13 - Gorjeta 
a) espontânea (estimativa)..................................... 
 
sim 
 
sim 
 
sim 
b) Compulsória...................................................... sim sim sim 
14 - Gratificações ajustadas ou contratuais sim sim sim 
15 - Horas extras sim sim sim 
16 - Indenização adicional (empregado dispensado sem 
justa causa no período de 30 dias que antecede a data 
de sua correção salarial - Lei no 7.238/1984, art. 9o) 
não não não 
17 - Indenização por tempo de serviço não não não 
18 - Indenização do art. 479 da CLT (metade da 
remuneração devida até o término do contrato a prazo 
determinado, rescindido antecipadamente) 
não não não 
19 - Licença-paternidade (CF/1988, art. 7o, XIX) sim sim sim 
20 - Participação nos lucros 
Nota: 
Somente haverá tributação na fonte, em separado dos 
demais rendimentos, como antecipação do Imposto de 
Renda devido na declaração de rendimentos da pessoa 
física (RIR/1999, art. 626). 
não não sim 
21 – Prêmios 
Liberalidades concedidas pelo empregador em forma de 
bens, serviços ou valor em dinheiro a empregado ou a 
grupo de empregados, em razão de desempenho 
superior ao ordinariamente esperado no exercício de 
suas atividades. 
não não sim 
 
22 - Quebra de caixa 
 
 
Sim Sim Sim 
23 - Retiradas (pro labore) de diretores-proprietários 
(empresários) 
Nota: 
Aos Diretores não- empregados, a estes 
facultativamente, o regime do FGTS pode ser estendido 
(Leis nos 6.919/1981 e 8.036/1990). 
sim Não (*) sim 
24 - Salário-família sem exceder o valor legal não não não 
25 - Salário-maternidade sim sim sim 
26- Saldo de salário 
 
sim sim sim 
27 - Serviços autônomos de prestador inscrito na 
Previdência Social 
sim não sim 
29 sim não sim 
30 não não não 
31 - Multa do art. 477, § 8o, da CLT (multa por atraso 
no pagamento das verbas rescisórias) 
não não não 
 
 
 
Importante: 
1) Contribuição previdenciária sobre aviso prévio indenizado: O Decreto 
3.048/99 da Previdência Social previa a não integração do aviso prévio no salário-
de-contribuição, consequentemente não havia o desconto da contribuição 
previdenciária. Porém, o Decreto 6.727/09 publicado no Diário Oficial da União de 
13/01/2009, revogou a alínea "f" do inciso V do parágrafo 9º do art. 214, do Decreto 
3.048/99, de forma, a excluir o aviso prévio indenizado da lista das parcelas que não 
integram o salário-de-contribuição. 
No entanto, a Receita Federal se posicionou por meio das Soluções de Consultas 
Cosit nº 99.014, publicada em 27 de março de 2017 e 249 publicada no DOU 
de 06 de junho de 2017, onde esclarece que o aviso prévio indenizado (onde 
se inclui os dias a que se refere a Lei nº 12.506/11), exceto seu reflexo no 
13º salário, não integra a base de cálculo para fins de incidência das 
contribuições sociais previdenciárias incidentes sobre a folha de salários. 
2) Contribuição previdenciária sobre 13º salário indenizado: No que se refere 
à parcela correspondente ao 13o salário proporcional decorrente da projeção do 
período do aviso prévio indenizado, informamos que, atualmente, não há na Lei nº 
8.212/1991 e no seu regulamento (Decreto no 3.048/1999) qualquer previsão 
expressa sobre a não-incidência previdenciária. 
No entanto, a Receita Federal se posicionou por meio das Soluções de Consultas 
Cosit nº 99.014, publicada em 27 de março de 2017 e 249 publicada no DOU 
de 06 de junho de 2017, esclarece que o 13º salário indenizado, integra a 
base de cálculo para fins de incidência das contribuições sociais 
previdenciárias incidentes sobre a folha de salários. 
3) Imposto de Renda Abono Pecuniário: Com a publicação da Instrução 
Normativa RFB nº nº 936, de 05.05.2009 - DOU 1 de 06.05.2009, deixou de existir 
qualquer dúvida sobre a isenção do imposto de renda sobre o abono pecuniário, uma 
vez que a referida Instrução dispõe que os valores pagos a título de abono pecuniário 
de férias de que trata o art. 143 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT (venda 
de 1/3 dos dias de direito na vigência do contrato), não serão tributados pelo imposto 
de renda na fonte. 
4) Imposto de Renda Férias

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