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ENFERMAGEM EM SAÚDE DO ADULTO, DA MULHER, DA CRIANÇA E DO 
ADOLESCENTE 
 Profª Marcia Furquim 
 
 A Enfermagem na Atenção Básica atua em todas as fases do ciclo de vida dos 
indivíduos, visando à promoção, prevenção, proteção e recuperação da saúde. 
 Todas as mulheres, adolescentes e crianças têm direito à convivência familiar e 
ao acesso a serviços públicos de qualidade, conforme suas demandas. 
 Crianças e adolescentes são sujeitos de direitos, prioridade absoluta nas 
políticas públicas, cabendo ao Sistema Único de Saúde (SUS) promover o direito à 
vida e à saúde, mediante a atenção integral que pressupõe o acesso universal e 
igualitário aos serviços nos três níveis da atenção. Essa tarefa exige o fortalecimento 
de ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e agravos, atenção 
humanizada e trabalho em rede. 
 
-Programas: 
PAISA: (Programa de Atenção Integral à Saúde do Adulto) 
PAISC: (Programal de Atenção Integral à Saúde da Criança) 
PROSAD: (Programa Saúde do Adolescente) 
PAISM: (Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher) 
PNAISM: (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher) 
ESF: (Estratégia Saúde da Família) 
Política Nacional de Saúde Integral LGBT 
*ASITT: (Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais). Implantado 
pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo em 2009, o ambulatório atende 
cerca de 2.800 pessoas anualmente, sendo 45% de outras cidades e estados. 
 
ALGUNS CONCEITOS: 
 Todos os seres vivos passam por duas etapas da vida: o nascimento, que é 
quando ela começa; e a morte, que é quando ela se encerra. O período entre o 
nascimento e a morte varia bastante, de acordo com a espécie e diversos outros 
fatores, como a qualidade de vida. 
 
- Embrião é o produto da concepção (concepto) do momento da fecundação até 8 
semanas de vida embrionária. Feto é o bebê em formação desta época até o fim da 
gestação. 
 
- Infância: é a fase que vai desde o nascimento até os onze anos de idade. Ela é um 
período de muita aprendizagem e novidades, já que é quando começamos a descobrir 
o mundo à nossa volta e as relações entre as pessoas; começamos a falar e a andar, 
geralmente iniciamos os estudos, aprendemos regras e limites, etc. Aqui, somos bem 
dependentes de nossos pais e/ou responsáveis. 
 
- Adolescência é o período de transição entre a infância e a vida adulta, caracterizado 
pelos impulsos do desenvolvimento físico, mental, emocional, sexual e social e pelos 
esforços do indivíduo em alcançar os objetivos relacionados às expectativas culturais 
da sociedade em que vive. A adolescência se inicia com as mudanças corporais da 
puberdade e termina quando o indivíduo consolida seu crescimento e sua 
personalidade, obtendo progressivamente sua independência econômica, além da 
integração em seu grupo social. 
 Os limites cronológicos da adolescência são definidos pela Organização 
Mundial da Saúde (OMS) entre 10 e 19 anos (adolescentes) e pela Organização das 
Nações Unidas (ONU) entre 15 e 24 anos (youth), critério este usado principalmente 
para fins estatísticos e políticos. Usa-se também o termo jovens adultos para englobar 
a faixa etária de 20 a 24 anos de idade (young adults). Atualmente usa-se, mais por 
conveniência, agrupar ambos os critérios e denominar adolescência e juventude ou 
adolescentes e jovens (adolescents and youth) em programas comunitários, 
englobando assim os estudantes universitários e também os jovens que ingressam 
nas forças armadas ou participam de projetos de suporte social denominado de 
protagonismo juvenil. Nas normas e políticas de saúde do Ministério de Saúde do 
Brasil, os limites da faixa etária de interesse são as idades de 10 a 24 anos. 
 Na maioria dos países, o conceito de maioridade do ponto de vista legal é 
estabelecido aos 18 anos, mas outros critérios existem e permanecem flexíveis e 
confusos, de acordo com os costumes e culturas locais. 
 No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei 8.069, de 1990, 
considera criança a pessoa até 12 anos de idade incompletos e define a adolescência 
como a faixa etária de 12 a 18 anos de idade (artigo 2o), e, em casos excepcionais e 
quando disposto na lei, o estatuto é aplicável até os 21 anos de idade (artigos 121 e 
142). 
 É importante enfatizar que, devido às características de variabilidade e 
diversidade dos parâmetros biológicos e psicossociais que ocorrem nesta época, e 
denominadas de assincronia de maturação, a idade cronológica, apesar de ser o 
quesito mais usado, muitas vezes não é o melhor critério descritivo em estudos 
clínicos, antropológicos e comunitários ou populacionais 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define adolescência como sendo o 
período da vida que começa aos 10 anos e termina aos 19 anos completos. Para a 
OMS, a adolescência é dividida em três fases: 
Pré-adolescência – dos 10 aos 14 anos, 
Adolescência – dos 15 aos 19 anos completos 
Juventude – dos 15 aos 24 anos. 
 No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) considera a 
adolescência, a faixa etária dos 12 até os 18 anos de idade completos, sendo 
referência, desde 1990, para criação de leis e programas que asseguram os direitos 
desta população. 
 Entre a infância e a adolescência há a puberdade, que é uma fase de transição 
entre elas. 
 
- Puberdade é o fenômeno biológico que se refere às mudanças morfológicas e 
fisiológicas (forma, tamanho e função) resultantes da reativação dos mecanismos 
neuro-hormonais do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal-gonadal. Estas mudanças 
corporais conhecidas como os fenômenos da pubarca ou adrenarca e gonadarca são 
parte de um processo contínuo e dinâmico que se inicia durante a vida fetal e termina 
com o completo crescimento e fusão total das epífises ósseas, com o desenvolvimento 
das características sexuais secundárias, com a completa maturação da mulher e do 
homem e de sua capacidade de fecundação, através de ovulação e espermatogênese. 
É importante observar que ocorre uma enorme variabilidade no tempo de início, 
duração e progressão do desenvolvimento puberal, com marcantes diferenças entre 
os sexos e entre os diversos grupos étnicos e sociais de uma população, inclusive de 
acordo com estado nutricional e fatores familiares, ambientais e contextuais. 
A faixa etária entre os 16 e 29 anos pode ser chamada de juventude, que é uma fase 
de transição entre a adolescência e a vida adulta. 
 
- Fase adulta: consideramos que a fase adulta se inicia aos vinte e um anos de idade. 
Aqui, as mudanças que ocorrem na adolescência já se estabilizaram, e a 
responsabilidade aumenta bastante. Em muitos casos, a pessoa já se apresenta 
independente financeiramente, de forma completa ou parcial; por meio do trabalho. É 
geralmente nessa fase que as pessoas costumam ter filhos. 
 
- Velhice: também chamada de terceira, ou melhor idade e se caracteriza pela queda 
de força e degeneração do organismo, 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o envelhecimento em quatro 
estágios: 
Meia-idade: 45 a 59 anos; 
Idoso(a): 60 a 74 anos; 
Ancião: 75 a 90 anos; 
Velhice extrema: 90 anos em diante. 
 
- Menarca 
 É a primeira menstruação. 
 Tanto pelas perspectivas sociais quanto médicas, a primeira menstruação é 
freqüentemente considerada um evento central da puberdade feminina, e sinaliza a 
possibilidade de fertilidade. 
 
-Climatério 
 É o período de transição em que a mulher passa da fase reprodutiva para a 
fase não-reprodutiva. 
 Essa alteração ocorre devido a uma diminuição dos hormônios produzidos 
pelos ovários levando ao fim da fase reprodutiva da mulher e ocorre por volta dos 50 
anos. 
 O climatério é o nome científico que descreve a transição fisiológica do período 
reprodutivo para o não reprodutivo na mulher. O período do climatério abrange a 
menopausa, 
 A palavra climatério significa “fase crítica” e dá nome a um período realmente 
conturbado da vida feminina, que começa por volta dos 40 anos e se estende até a 
pós-menopausa. Sua principal característicasão as transformações físicas e 
emocionais decorrentes do desequilíbrio na produção dos hormônios femininos pelos 
ovários. 
 Os sintomas que marcam a entrada no climatério são semelhantes aos de uma 
TPM, só que acentuada e prolongada. Estes sintomas iniciam-se antes da última 
menstruação e podem durar até 3 anos após essa ocorrência. 
 
-Menopausa 
É o nome dado à última menstruação, que geralmente acontece entre 45 e 55 
anos, marcando o fim da fase reprodutiva da vida da mulher. Isso significa que ela 
esgotou seu estoque de óvulos, que foram liberados desde a puberdade, mês a mês, 
ao longo de 30, 35 anos. O período que se segue após a cessação da menstruação é 
chamado de climatério. 
 
-Andropausa 
É a fase da vida masculina em que ocorre uma redução do hormônio testosterona 
na corrente sanguínea. Esta situação não leva à falência da condição reprodutora 
masculina, como ocorre nas mulheres. Entretanto, ela é acompanhada de diferentes 
outros sintomas que podem afetar a qualidade de vida dos homens. Essa condição 
costuma se manifestar a partir dos 40 ou 50 anos, 
Diferente da menopausa, que geralmente ocorre em mulheres entre 45 e 55 anos, 
a “transição” dos homens pode ser bem mais gradual e se estende por décadas. 
Atitudes, estresse psicológico, álcool, acidentes, cirurgias, medicação, obesidade e 
infecções podem desencadeá-la. Com a idade, o declínio nos níveis de testosterona 
vai ocorrer praticamente em todos os homens. Não há maneira de predizer quem vai 
ter sintomas de andropausa com intensidade suficiente para procurar ajuda médica. 
 
Dor do crescimento 
É uma sensação dolorosa recorrente, sem causa específica, que ocorre na fase 
crucial de desenvolvimento físico das crianças, especialmente entre os 3 e 8 anos. 
Estatísticas apontam que 5% a 15% da população infantil enfrenta o problema ao 
menos uma vez na vida. 
Causas da dor do crescimento 
Há várias teorias, mas nenhuma possui confirmação científica definitiva. A mais 
aceita é a de que os ossos sobrecarregam músculos e tendões por crescerem mais 
rápido que eles. Há também pesquisas que apontam relação com fadiga muscular 
provocada por excesso de atividade física e brincadeiras que demandam exercício 
físico e agravada por estresse, tanto escolar quanto em conflitos dentro de casa. Outra 
hipótese é que o sintoma seja hereditário, uma vez que, na maioria dos casos, os pais 
também já passaram pelo mesmo problema que seus filhos. 
A etiopatologia das dores de crescimento permanece desconhecida, porém, deve-
se levar em consideração que fatores emocionais (dificuldade escolar, pesadelos, 
alterações da dinâmica familiar, solidão, etc.), tendem a ser mais frequentes nesse 
grupo de crianças. São mais comuns em crianças do sexo feminino (65%) e o 
prognóstico costuma ser benigno, com curso autolimitado, não interferindo no 
crescimento e desenvolvimento. 
Em metade dos casos, há referência de dores semelhantes em familiares. Após a 
exclusão de outras possíveis causas de dor em membros, é importante discutir o 
diagnóstico de dor de crescimento com os familiares, enfatizar o caráter benigno da 
queixa e tentar identificar a presença de fatores emocionais que possam estar 
desencadeando ou exacerbando os sintomas. Apesar de benigna, a dor de 
crescimento é responsável por considerável desconforto para as crianças e seus 
familiares e, por esta razão, deve ser valorizada. Apresentam cursos prolongados 
(acima de três meses), caracterizados pela presença de episódios agudos, de caráter 
recorrente, com duração, intensidade e periodicidade variáveis. 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
- Adolescência: definiçoes ... - Revista Adolescência e Saúde 
www.adolescenciaesaude.com › detalhe_artigo 
 
- Dores do crescimento: por que crescer dói - CCM Saúde 
saude.ccm.net › Dicas › Família 
 
- Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher bvsms.saude.gov.br › bvs › 
publicacoes › politica_nac_atencao_mulher 
 
- MANUAL DE ENFERMAGEM SAÚDE DA CRIANÇA E DO ... 
sms.sp.bvs.br › lildbi › docsonline › get 
 
 - Criança e Adolescente - Secretaria da Saúdesaude.rs.gov.br › saude-do-crianca-e-
 adolescente 
 
http://Adolescência:%20definiçoes%20...%20-%20Revista%20Adolescência%20e%20Saúde%0dwww.adolescenciaesaude.com%20›%20detalhe_artigo%0d
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https://saude.ccm.net/faq/3549-dores-do-crescimento-por-que-crescer-doi
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http://sms.sp.bvs.br/lildbi/docsonline/get.php?id=7671
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