Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

DESENVOLVIMENTO HUMANO NAS DIFERENTES 
FAIXAS GERACIONAIS II 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO ........................................................................................... 3 
SCHAIE: MODELO DE DESENVOLVIMENTO COGNITIVO PARA O 
CICLO DE VIDA ................................................................................................... 4 
IDADE ADULTA ......................................................................................... 6 
ADULTO JOVEM (DE 20 A 40 ANOS) ................................................... 8 
MEIA IDADE (DE 40 A 60 ANOS) ........................................................ 14 
IDOSO OU VELHICE (MAIS DE 60 ANOS) ............................................ 17 
FAMÍLIA E ENVELHECIMENTO .......................................................... 22 
FIM DO CICLO VITAL: MORTE ............................................................... 24 
REFERÊNCIAS ....................................................................................... 28 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Seguindo na linha do desenvolvimento humano, após a experiência da 
adolescência, chegou a hora de entender o que muda quando entramos na vida 
adulta. Lembrando que esta fase contempla desde os jovens acima de 18 anos 
(segundo as leis brasileiras) até a velhice. Então, por mais que estejamos 
abordando a vida adulta de forma ampla, é preciso atentar-se não apenas para 
as mudanças etárias, que acompanham as pessoas ao longo de seu processo 
de envelhecimento. 
A jornada da vida é uma estrada sinuosa, marcada por diferentes estágios 
que nos conduzem da juventude à velhice, até o fim do ciclo vital, representado 
pela morte. Cada fase traz consigo suas próprias experiências, desafios e 
reflexões, moldando quem somos e como vivemos nossas vidas. 
A idade adulta, geralmente entre os 20 e 40 anos, é um período de 
descoberta e construção. É nessa fase que buscamos nossa identidade, 
estabelecemos carreiras, relacionamentos e assumimos responsabilidades. É 
um momento de crescimento pessoal e amadurecimento, onde enfrentamos 
desafios e conquistamos vitórias que nos moldam para o futuro. 
À medida que avançamos na linha do tempo, entramos na meia-idade, 
que se estende dos 40 aos 65 anos. Esse período é marcado por reflexão e 
avaliação, à medida que nos deparamos com questões sobre o propósito e o 
significado de nossas vidas. É um momento de transição, onde nos 
preocupamos com a saúde, o bem-estar e o cuidado de entes queridos, ao 
mesmo tempo em que enfrentamos as mudanças físicas e emocionais que vêm 
com o envelhecimento. 
A velhice, que começa aos 65 anos ou mais, é um estágio de 
contemplação e aceitação. É um tempo para olhar para trás e apreciar as 
 
 
experiências vividas, enquanto nos adaptamos às limitações físicas e 
emocionais que acompanham o envelhecimento. Nessa fase, muitos de nós 
buscam conforto na família, na comunidade e nas crenças espirituais, 
encontrando significado e paz na aceitação da vida como ela é. 
E então, chega o fim do ciclo vital: a morte. Um evento inevitável que nos 
confronta com a finitude de nossa existência. A morte pode ser encarada com 
medo, tristeza ou aceitação, dependendo de nossas crenças e experiências 
pessoais. No entanto, independentemente de como a encaramos, a morte nos 
lembra da importância de viver plenamente cada momento, de amar e ser 
amado, e de deixar um legado que perdure além de nossa própria vida. 
Assim, a jornada da vida é uma tapeçaria complexa de experiências e 
emoções, que nos desafia, nos transforma e nos ensina a valorizar o presente 
enquanto nos preparamos para o inevitável amanhã. 
 
SCHAIE: MODELO DE DESENVOLVIMENTO COGNITIVO PARA O 
CICLO DE VIDA 
O modelo de desenvolvimento cognitivo de K. Warner Schaie (1977-1978; 
SCHAIE; WILLIS, 2000) analisa o desenvolvimento do uso intelectual dentro de 
um contexto social. Seus sete estágios giram em torno de objetivos 
motivacionais que surgem em diferentes fases da vida. Esses objetivos vão 
desde a aquisição de informações e habilidades (o que preciso saber) até a 
integração prática de conhecimentos e habilidades (como usar o que sei) e a 
Assista o vídeo a seguir para aprofundar seus conhecimentos. Neste vídeo, o 
canal Neurogênese fala sobre a fase adulta e o envelhecimento, abordando 
um pouco sobre a expectativa de vida, o processo de envelhecimento e 
fazendo o link de como essas modificações afetam o comportamento e a 
performance motora. 
Fase Adulta e Envelhecimento - Aula ao Vivo 19. Disponível em 
https://www.youtube.com/watch?v=JJZ0zanyX7Q. Acesso em 29 de fev de 
2024. 
 
 
busca de significado e propósito (por que devo saber). 
As sete etapas são as seguintes: 
1. Fase de aquisição (infância e adolescência): Crianças e 
adolescentes adquirem informações e competências principalmente para seu 
próprio benefício ou para se prepararem para a participação na sociedade. 
2. Estágio de realização (fim da adolescência ou início dos 20 aos 30 
anos): Os jovens já não adquirem conhecimento por si só: usam o que sabem 
para alcançar objetivos como carreiras e famílias. 
3. Estágio de responsabilidade (final dos 30 anos até início dos 60 
anos): Pessoas de meia-idade usam a mente para resolver problemas práticos 
relacionados às responsabilidades para com outras pessoas, como familiares ou 
funcionários. 
4. Fase de execução (dos 30 ou 40 anos até a meia-idade): As 
pessoas na fase Executiva, que pode sobrepor-se à fase Realizador e à fase 
Responsabilidade, são responsáveis por instituições sociais (organizações 
governamentais ou empresariais) ou movimentos sociais. Eles lidam com 
relacionamentos complexos em vários níveis. 
5. Estágio de reorganização (final da meia-idade e início da idade 
adulta): As pessoas que se aproximam da reforma reorganizam as suas vidas e 
o seu intelecto em torno de objetivos significativos em vez de um trabalho 
remunerado. 
6. Fase de reintegração (idade adulta tardia): Os idosos podem estar 
passando por mudanças biológicas e cognitivas e tendem a ser mais seletivos 
quanto às tarefas nas quais investem sua energia. Eles se concentram no 
propósito do que fazem e nas tarefas que são mais importantes para eles. 
7. A fase de herança e criação (velhice avançada): Perto do fim da 
vida, uma vez concluída (ou simultaneamente) a reintegração na sociedade, os 
idosos podem dar instruções para a distribuição de bens valiosos, organizar 
funerais, contar histórias oralmente ou escrever autobiografias como legados a 
 
 
entes queridos. 
Nem todos passarão por essas etapas dentro do prazo recomendado. Na 
verdade, a fase adulta de Schaie pode não ser apropriada para uma época em 
que as escolhas e os caminhos eram diversos e mudavam rapidamente, quando 
os avanços médicos e sociais permitiram que muitas pessoas permanecessem 
ativas e empenhadas em esforços construtivos e responsáveis até à velhice. 
Se os adultos passarem por esta fase, os testes psicológicos tradicionais 
(que utilizam os mesmos tipos de tarefas para medir a inteligência em todas as 
fases da vida) podem não ser adequados para eles. Os testes concebidos para 
medir os conhecimentos e as competências das crianças podem não ser 
apropriados para medir as capacidades cognitivas dos adultos, que utilizam 
conhecimentos e competências para resolver problemas reais e atingir objetivos 
auto selecionados. 
 
IDADE ADULTA 
 
O início da vida adulta se estende dos vinte aos quarenta anos de idade, 
aproximadamente. Nesse período, o desenvolvimento físico alcança o ápice 
desse processo e, próximo ao final desse período, o desenvolvimento físico 
apresenta um ligeiro declínio. Em relação ao desenvolvimento cognitivo, é 
possível destacar que os pensamentos e julgamentos morais se tornam mais 
complexos se comparados aos períodos anteriores. Já em relação ao 
desenvolvimento psicossocial, é nesseperíodo que identidade e personalidade 
se tornam estáveis (PAPALIA; FELDMAN, 2013). Os indivíduos, em geral, 
tomam decisões sobre relacionamentos e estilo de vida, como, por exemplo, 
casar-se e/ou ter filhos. 
A vida adulta intermediária se estende do período que vai dos quarenta 
aos sessenta e cinco anos de idade, aproximadamente. Em relação ao 
desenvolvimento físico, pode ocorrer o início de uma lenta deterioração das 
habilidades sensoriais, assim como do vigor e da força física, mas são grandes 
 
 
as diferenças individuais. É nesse período que, normalmente, as mulheres 
entram na menopausa. Em relação ao desenvolvimento cognitivo, as 
capacidades mentais atingem o seu auge. Já em relação ao desenvolvimento 
psicossocial, pode haver uma redução da vida social mais ativa e um sentimento 
de ausência em relação aos amigos e familiares (PAPALIA; FELDMAN, 2013). 
Por último, a vida adulta tardia se estende dos sessenta e cinco anos de 
idade até o fim da vida. Em relação ao desenvolvimento físico, pode ser 
observado um declínio das capacidades físicas, assim como um tempo de 
reação mais lento em relação aos estímulos e interações. Em relação ao 
desenvolvimento cognitivo, pode-se observar a deterioração da inteligência e da 
memória. Já em relação ao desenvolvimento psicossocial, a busca de 
significado para a vida pode assumir uma grande importância (PAPALIA; 
FELDMAN, 2013). Muitos pesquisadores têm se dedicado ao estudo da vida 
adulta, buscando identificar padrões comuns a esse período da vida. 
A idade adulta é a mais longa do ciclo vital, e durante muitos anos não foi 
estudada porque muitos pesquisadores entendiam que o ser humano já havia 
alcançado o auge do seu desenvolvimento. Pesquisas recentes, no entanto, 
como as de autores utilizados nesse estudo, evidenciam que o ser humano 
encontra- se em contínuo processo de desenvolvimento, inclusive durante a fase 
adulta. 
 
Assim, Santos e Antunes (2007) afirmam que a vida adulta, fenômeno do 
desenvolvimento humano, apresenta-se com novas responsabilidades, em 
novos referenciais de existencialidade, em novas conquistas, em busca de um 
maior entendimento desta importante e mais abrangente etapa da vida humana. 
Questões sexuais e de reprodução 
As atividades sexual e reprodutiva são frequentemente uma 
preocupação primária do início da vida adulta. Essas funções naturais e 
importantes podem envolver preocupações físicas. Três dessas 
preocupações são os distúrbios relacionados à menstruação, as 
infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e a infertilidade. 
 
 
 
Por ser a fase mais longa da existência do ser humano, merece especial 
atenção, mesmo porque há pouco tempo vem sendo entendida e percebida com 
tais referenciais. 
Mosquera (1982) considera, também, que, como nas outras fases da vida, 
a idade adulta também tem problemas típicos para serem resolvidos, cada fase 
tem uma problemática específica, dividida em sub-problemáticas que atingem as 
pessoas em seus momentos decisivos ante seu próprio projeto vital e suas 
relações com os outros. Ou seja, o período compreendido como idade adulta, 
que se subdivide em adulto jovem e meia idade, tem diversos desafios a serem 
vivenciados, e um dos primeiros é a transição entre a adolescência e o início da 
idade adulta. 
 
 
 
ADULTO JOVEM (DE 20 A 40 ANOS) 
 
Segundo Papalia, Olds e Feldman (2013), a passagem da adolescência 
para a idade adulta não é facilmente definida em sociedades que avançaram 
tecnologicamente. Ao contrário de épocas anteriores, o processo agora é mais 
demorado e abrange uma gama mais ampla de experiências. Como resultado, 
alguns especialistas em desenvolvimento humano propõem que o período que 
vai do final da adolescência até meados dos anos 20 deve ser reconhecido 
Assista o vídeo a seguir para aprofundar seus conhecimentos. Esse vídeo 
reúne as principais características da fase adulto jovem, utilizando exemplos 
de seus cotidianos e explicando a importância de um estilo de vida equilibrado 
nesse período do desenvolvimento humano, com base no conteúdo visto na 
matéria de Psicologia do Desenvolvimento II. 
ADULTO JOVEM - Desenvolvimento e Características. Disponível em 
https://www.youtube.com/watch?v=tlbbVsYIzV8. Acesso em 29 de fev de 2024. 
 
 
como uma fase única conhecida como início da idade adulta. 
Segundo Bee (1997), é possível dividir a idade adulta em três períodos 
distintos, sendo que a primeira fase abrange os anos entre 20 e 40 anos. Bee 
também afirma que não há dúvida de que os indivíduos atingem seu pico físico e 
cognitivo nesse período. Isto se deve à presença de aumento do tecido 
muscular, níveis mais elevados de cálcio nos ossos, maior massa cerebral, 
maior acuidade sensorial, melhor capacidade aeróbica e um sistema 
imunológico mais eficiente. De acordo com Bee, Papalia, Olds e Feldman (2013) 
também reconhecem as fortes capacidades físicas dos indivíduos durante esta 
fase da vida e enfatizam que os acidentes são a principal causa de morte no 
início da idade adulta. 
Durante o auge de suas capacidades físicas, os indivíduos na fase adulta 
jovem exibem habilidades corporais excepcionais. Este período da vida é 
particularmente propício para profissões centradas na fisicalidade, incluindo 
atletas, modelos e dançarinos. Simultaneamente, os jovens adultos tendem a 
possuir uma atitude despreocupada em relação à mortalidade, muitas vezes 
demonstrando arrogância. Como resultado, as mortes entre as idades de 20 e 
40 anos estão normalmente ligadas a violência e circunstâncias como acidentes 
e homicídios. Rodrigues (2003) afirma que os homens são mais propensos a 
vivenciar esse tipo de morte violenta. 
Em termos de cognição, Papalia, Olds e Feldman (2013) sugerem que 
uma grande parte dos jovens adultos matricula-se agora em universidades ou 
outras instituições de ensino superior. Atualmente, há uma maior representação 
de mulheres em comparação com os homens nestes ambientes educativos, e 
mais mulheres estão a aventurar-se em áreas que têm sido historicamente 
dominadas por homens. Bee (1997) afirma que as capacidades cognitivas, 
semelhantes às capacidades físicas, apresentam um declínio à medida que os 
indivíduos envelhecem, embora este declínio seja observado numa fase 
posterior para competências como vocabulário, memória cotidiana e resolução 
de problemas. 
Bee (1997) relata marcos significativos que marcam o início desta fase, 
 
 
destacando as tarefas cruciais de aquisição e domínio de três papéis principais: 
parceiro/cônjuge, pai e profissional. O processo começa com o ato de sair de 
casa, o que acarreta distanciamento físico e emocional dos pais. De acordo com 
Papalia, Olds e Feldman (2013), a idade adulta emergente, que vai desde 
aproximadamente os 18 anos até aos vinte e poucos anos, é frequentemente 
caracterizada por um período de exploração e experimentação antes de assumir 
as responsabilidades e obrigações da idade adulta estável. Os marcos 
tradicionais do desenvolvimento, como a garantia de um emprego estável e o 
estabelecimento de relações românticas de longo prazo, podem agora ser 
adiados até aos 30 anos de idade ou mesmo mais tarde. Um número crescente 
de jovens adultos está a prolongar a sua educação e a adiar a parentalidade. 
A rigidez da idade não é um conceito fixo, como evidenciado pelo fato de 
a ocorrência da parentalidade tende a ser mais prevalente durante a fase da 
idade adulta jovem. Isto se deve principalmente às elevadas capacidades físicas 
que impactam a dinâmica da unidade familiar. Segundo Bee (1997), tornar-se 
pai introduz felicidade e desafios associados à aquisição de um novo papel. Em 
média, a chegada do primeiro filho leva a uma diminuição da satisfação 
conjugal, que persiste ao longo dos primeiros estágios da idade adulta. 
Quando se trata de escolher uma profissão, Bee (1997) sugere que os 
adultos são influenciados por váriosfatores, como formação educacional, 
inteligência, valores familiares, recursos disponíveis, personalidade e gênero. É 
comum que os adultos selecionem profissões que se alinhem com as 
expectativas culturais da sua classe social e género. Além disso, Bee argumenta 
que os indivíduos são mais propensos a encontrar satisfação em empregos que 
se alinhem com sua personalidade. 
Ao considerar a trajetória de uma carreira, podemos identificar duas fases 
distintas no início da idade adulta: a fase de exploração, onde os indivíduos 
consideram diferentes caminhos, e a fase de estabelecimento, onde solidificam 
o percurso profissional escolhido. Apesar de viverem mais, as mulheres são 
propensas a um maior número de doenças em comparação aos homens. Em 
termos de habilidades cognitivas, Bee (1997) argumenta que a maioria das 
habilidades cognitivas permanece intacta durante a meia-idade, exceto aquelas 
 
 
que não são praticadas regularmente ou que exigem raciocínio rápido. 
Segundo Papalia, Olds e Feldman (2013), vale a pena notar que um 
número significativo de indivíduos prossegue o ensino superior mais tarde na 
vida. A principal motivação para os adultos frequentarem a universidade é 
melhorar as suas competências e conhecimentos profissionais ou facilitar a 
transição para uma nova carreira. Além disso, o envolvimento em atividades 
educativas permite que os indivíduos de meia-idade alarguem as suas redes 
sociais, estendendo-se para além das suas ligações familiares imediatas. 
De acordo com Bee (1997), os indivíduos na meia-idade vivenciam 
interações familiares substanciais que se estendem por múltiplas gerações, 
resultando no que é conhecido como fenômeno de “achatamento geracional” ou 
“geração sanduíche”. Como resultado, os adultos de meia-idade prestam apoio e 
assistência às gerações anteriores e seguintes, procurando ativamente exercer 
a sua influência sobre aqueles que vieram antes deles e aqueles que virão 
depois deles. 
De acordo com Papalia, Olds e Feldman (2013), à medida que os 
indivíduos vivem vidas mais longas, um número crescente de pais idosos 
depende dos cuidados dos seus filhos de meia-idade. Esta aceitação da 
dependência é uma indicação da maturidade da criança e pode resultar de uma 
crise filial vivida pela geração anterior de pais. 
A ocorrência desta crise decorre do fato de indivíduos de meia-idade 
reconhecerem a vulnerabilidade ou ausência dos seus pais e compreenderem 
que a sua própria geração é a próxima na fila para enfrentar circunstâncias 
semelhantes. Essa constatação é proporcionada pela presença de uma geração 
anterior, representada por seus filhos que estão em processo de 
amadurecimento ou já saíram de casa. À medida que os filhos partem da casa 
dos pais, uma sensação de alívio pode tomar conta dos pais, por terem 
cumprido o seu papel na criação da próxima geração. No entanto, esta nova 
liberdade também pode desencadear uma crise existencial à medida que 
enfrentam a perda das suas responsabilidades parentais. 
Segundo Bee (1997), os pais de meia-idade geralmente não apresentam 
 
 
emoções negativas quando se deparam com o fenômeno do “ninho vazio”, que 
ocorre quando o último filho sai de casa. Na verdade, a diminuição das 
responsabilidades associadas a esta fase da vida pode, na verdade, aumentar a 
sua satisfação e contentamento geral. 
Segundo Papalia, Olds e Feldman (2013), o conceito de “ninho vazio” é 
visto como fonte de libertação para a maioria das mulheres. No entanto, pode 
ser uma fonte de stress para os casais que construíram a sua identidade em 
torno dos papéis de pai e mãe, bem como para aqueles que têm de enfrentar 
questões conjugais não resolvidas. Os autores observam também que há uma 
tendência crescente de jovens adultos adiarem a saída da casa dos pais ou 
regressarem a eles, por vezes com as suas próprias famílias. A transição tende 
a ser mais suave quando os pais testemunham os seus filhos adultos a fazer 
progressos no sentido de alcançar a independência. Esse fenômeno, conhecido 
como geração canguru, refere-se ao longo período de tempo que as crianças 
passam morando em casa. Adicionalmente, o fato de regressar à casa dos pais 
depois de já ter saído, muitas vezes com filhos e companheiros, é designado por 
síndrome da porta giratória (RODRIGUES, 2003). 
Durante esta fase particular da vida, Bee (1997) destaca um elemento 
adicional significativo na dinâmica familiar: a maioria dos adultos assume o papel 
de avós durante a meia-idade. Embora muitos indivíduos mantenham ligações 
afetuosas e estimulantes com os netos, é importante notar que também existem 
casos de relacionamentos mais distantes. Deve-se reconhecer que apenas uma 
minoria de avós participa ativamente na educação cotidiana dos seus netos. 
De acordo com Papalia, Olds e Feldman (2013), um número crescente de 
adultos está se tornando avós na meia idade, e muitos deles estão assumindo a 
responsabilidade de criar os netos quando os pais não conseguem fazê-lo. Isso 
pode resultar em vários desafios, incluindo dificuldades físicas, emocionais e 
financeiras. No entanto, Bee (1997) sublinha que, apesar das inúmeras 
responsabilidades que acompanham a meia-idade, particularmente no cuidado 
das gerações mais velhas e mais jovens, há indicações de que a meia-idade é 
menos estressante e mais alegre em comparação com as fases anteriores da 
idade adulta. 
 
 
O componente emocional pode contribuir para a sensação de 
contentamento, já que a satisfação conjugal normalmente atinge o pico durante 
a meia-idade. Isto é provavelmente atribuído a uma diminuição de conflitos e 
experiências desfavoráveis. Embora o divórcio seja relativamente raro durante 
esta fase da vida, está a tornar-se mais prevalente e pode ser tanto indutor de 
ansiedade como transformador, de acordo com Papalia, Olds, e Feldman (2013). 
Em relação à homossexualidade durante esta fase da existência, Papalia, 
Olds e Feldman (2013) afirmam que os indivíduos que se identificam como 
homossexuais muitas vezes atrasam a sua entrada em relacionamentos de 
compromisso, resultando no estabelecimento de ligações íntimas na meia-idade. 
Por outro lado, os autores sugerem que as parcerias homossexuais apresentam 
um maior grau de igualdade em comparação com as parcerias heterossexuais, 
mas enfrentam desafios comparáveis na gestão das obrigações familiares 
juntamente com as aspirações profissionais. 
Quando se trata de carreiras, Bee (1997) enfatiza que as repercussões da 
perda de emprego vão além da aposentadoria ou dos preparativos para a 
aposentadoria. O impacto negativo inclui uma elevada susceptibilidade a 
perturbações emocionais e doenças físicas, decorrentes diretamente da perda 
de estabilidade financeira e indiretamente da tensão nas relações conjugais e na 
autoestima. Em essência, as consequências da perda de um emprego nesta 
fase da vida são múltiplas, especialmente para os indivíduos que dependem do 
rendimento para a sua subsistência. 
Numa sociedade impulsionada pela indústria e pela tecnologia, os 
indivíduos de meia-idade enfrentam desafios crescentes para garantir um 
emprego que corresponda ao seu nível anterior de remuneração. É crucial 
enfatizar a prevalência de crises durante idades cruciais, como 40, 50 ou 60 
anos, ao examinar as experiências daqueles na meia-idade. 
Papalia, Olds e Feldman (2013) argumentam que não há evidências 
concretas para apoiar a existência de uma crise normativa de meia-idade. Em 
vez disso, é mais intrigante ver este período como uma transição que leva os 
indivíduos a refletir sobre as suas vidas e a tomar decisões psicológicas 
 
 
importantes. 
 
MEIA IDADE (DE 40 A 60 ANOS) 
 
Conforme afirmado por Papalia, Olds e Feldman (2013), a meia-idade é 
um construto criado pela sociedade para dar conta do surgimento de novos 
papéis durante o prolongamento da vida. Esta fase da vida, conhecida como 
meia-idade, englobaconquistas e retrocessos. Os autores afirmam que os 
indivíduos nesta faixa etária geralmente possuem um bom bem-estar físico, 
cognitivo e emocional. Com inúmeras responsabilidades e funções diversas, 
sentem-se capazes de gerir as suas obrigações. Talvez seja devido a estes 
fatores que a meia-idade é considerada um período de reflexão e de tomada de 
decisões relativamente aos restantes anos de vida. 
De acordo com Bee (1997), os indivíduos que atingem a idade de 40 anos 
podem esperar viver mais 35 a 40 anos, um número que tem aumentado 
constantemente ao longo do tempo. Prevê-se que os avanços na extensão da 
vida possam até empurrar o limite superior para cerca de 110 anos. Embora 
algumas funções físicas sofram pequenas alterações às idades de 40, 50 e 60 
anos, apenas um grupo seleto experimenta mudanças significativas. 
Notavelmente, o cristalino do olho acumula camadas adicionais, resultando na 
redução da nitidez visual durante os anos 40 e 50 devido à diminuição da 
elasticidade. Por outro lado, a perda auditiva tende a ocorrer de forma mais 
gradual. 
Durante a fase de meia-idade, torna-se aparente um declínio notável nas 
capacidades físicas, particularmente em relação à procriação. Bee (1997) 
destaca a perda gradual da capacidade reprodutiva, conhecida como climatério, 
que atinge tanto homens quanto mulheres. No entanto, este declínio é mais 
gradual nos homens do que nas mulheres, que experimentam uma diminuição 
mais rápida. Como resultado, os homens produzem espermatozoides cada vez 
menos viáveis e uma quantidade reduzida de fluido seminal. 
 
 
O início da menopausa normalmente ocorre entre as idades de 45 e 55 
anos, provocada por alterações hormonais que envolvem reduções significativas 
nos níveis de estrogênio e progesterona. Entre os principais indicadores da 
menopausa está a ocorrência de ondas de calor. Papalia, Olds e Feldman 
(2013) observam ainda que, embora os homens tenham a capacidade de gerar 
filhos em idade mais avançada, muitos homens na meia-idade experimentam um 
declínio na fertilidade e na frequência dos orgasmos. 
A frequência da atividade sexual normalmente sofre um declínio gradual e 
mínimo, enquanto a qualidade geral das relações sexuais pode realmente 
melhorar. Quando se trata de saúde, Bee (1997) destaca que a ocorrência de 
doenças e mortalidade aumenta significativamente durante a meia-idade. Os 
adultos jovens tendem a sofrer de doenças agudas, enquanto os adultos de 
meia-idade são mais propensos a doenças crónicas. 
Quando se trata de questões de gênero, as principais causas de morte 
durante a meia-idade são o cancro e as doenças cardíacas. Os homens têm 
taxas de mortalidade mais elevadas para estas doenças específicas. O período 
do início da idade adulta abrange a faixa etária de aproximadamente vinte a 
quarenta anos. Esta fase marca o auge do crescimento físico, embora haja um 
ligeiro declínio no final (PAPÁLIA; FELDMAN, 2013). 
O desenvolvimento cognitivo durante este período é caracterizado por um 
aumento na complexidade dos pensamentos e julgamentos morais em 
comparação com os estágios anteriores. Psicossocialmente, este é o momento 
em que os indivíduos estabelecem identidades e personalidades estáveis. É 
durante o início da idade adulta que decisões importantes relativas a 
relacionamentos e estilo de vida, como casamento e paternidade, são 
normalmente tomadas pela maioria dos indivíduos (PAPÁLIA; FELDMAN, 2013). 
Por volta dos quarenta aos sessenta e cinco anos, ocorre a idade adulta 
intermediária. O desenvolvimento físico durante esta fase pode observar um 
declínio gradual nas habilidades sensoriais, bem como no vigor e na força física, 
embora haja variações significativas entre os indivíduos. É durante esta fase que 
as mulheres normalmente passam pela menopausa. O desenvolvimento 
 
 
cognitivo, por outro lado, atinge seu ápice nesse período. O desenvolvimento 
psicossocial pode envolver uma diminuição no envolvimento social e uma 
sensação de desconexão de entes queridos e amigos (PAPALIA; FELDMAN, 
2013). 
A idade adulta tardia, que abrange a idade de sessenta e cinco anos ou 
mais, marca a fase final da vida. Esta fase é caracterizada por um declínio 
notável nas capacidades físicas e um tempo de resposta mais lento a estímulos 
e interações. O desenvolvimento cognitivo também sofre um declínio, 
particularmente em termos de inteligência e memória. Psicossocialmente, os 
indivíduos no final da idade adulta muitas vezes se encontram em busca de 
significado e propósito na vida. Numerosos investigadores concentraram os seus 
esforços no estudo da vida adulta, com o objetivo de descobrir padrões 
partilhados nesta fase. (PAPÁLIA; FELDMAN, 2013). 
Durante um período significativo de tempo, a idade adulta foi 
negligenciada nas pesquisas sobre o ciclo de vida humano devido à crença 
predominante de que os indivíduos já haviam atingido o seu pico de 
desenvolvimento. No entanto, estudos recentes, incluindo os realizados pelos 
autores referenciados neste estudo, revelaram que o ser humano passa por um 
desenvolvimento contínuo ao longo da vida adulta. 
Segundo Santos e Antunes (2007), a fase da idade adulta, que é um 
aspecto significativo do desenvolvimento humano, engloba novas 
responsabilidades, novas perspectivas de existência e novas realizações, tudo 
em busca de uma compreensão mais profunda deste problema crucial e 
abrangente. fase da vida humana. Por ser o período mais longo da vida dos 
indivíduos, merece especial consideração, nomeadamente pelo seu recente 
reconhecimento e compreensão com estas perspectivas. 
Segundo Mosquera (1982), a idade adulta apresenta um conjunto único 
de desafios que devem ser superados, assim como outras fases da vida. Cada 
fase da idade adulta é caracterizada por problemas específicos, que podem ser 
subdivididos em subproblemas que impactam os indivíduos durante momentos 
cruciais antes de seus objetivos de vida pessoal e interações com outras 
 
 
pessoas. Em termos mais simples, o período conhecido como idade adulta, que 
abrange a idade adulta jovem, a meia-idade e a fase de velhice, acarreta uma 
série de obstáculos a ultrapassar, sendo a transição da adolescência para o 
início da idade adulta um dos obstáculos iniciais a ultrapassar. 
 
 
IDOSO OU VELHICE (MAIS DE 60 ANOS) 
 
Percebemos que a compreensão deste momento de vida é muito mais 
complexa do que simplesmente afirmar que, a partir de determinada idade, a 
pessoa pode ser considerada velha. A velhice não está relacionada somente ao 
recorte cronológico. Por essa razão, Schneider e Irigaray (2008) citado por 
Papalia, Olds e Feldman (2013) dividiram o conceito de idade em 4 tipos: 
a. Idade cronológica: são os anos vividos de uma pessoa, desde o seu 
nascimento. 
b. Idade biológica: definida pelas mudanças corporais e mentais que 
ocorrem ao longo do desenvolvimento humano, caracterizando o próprio 
processo de envelhecimento. 
c. Idade social: composta por hábitos e características esperadas para 
determinada idade, esperando que o sujeito se encaixe em determinados papéis 
sociais. 
d. Idade psicológica: pode ser utilizado em dois sentidos, sendo que um 
Assista o vídeo a seguir para aprofundar seus conhecimentos. Nesse vídeo, 
Francisco reúne as principais características do Adulto de Meia Idade. 
Aula de Psicologia do Desenvolvimento: Ciclo Vital - Tema: O Adulto de 
Meia Idade. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=Av6E78f1NpY. 
Acesso em 29 de fev de 2024. 
 
 
deles se refere à capacidade psicológica esperada para determinada idade 
cronológica (percepção, memória, aprendizagem, etc.), e o outro se refere à 
noção subjetiva de idade, ou seja, a maneira como cada um se auto avalia em 
relação às outras pessoas com idades semelhantes às suas. Esse julgamento 
está associado à idade cronológica e ao meio em que a pessoa vive. 
Conforme consta no artigo 1º do Estatutodo Idoso Brasileiro, são 
classificados como idosos os indivíduos com 60 anos ou mais de idade (Brasil, 
2003). Especialistas na área do envelhecimento, como Papalia, Olds e Feldman 
(2013), aprofundam esta classificação referindo-se aos indivíduos com idade 
entre 65 e 74 anos como idosos jovens, aos indivíduos com 75 anos ou mais 
como idosos e aos indivíduos com mais de 85 anos. como os membros mais 
velhos da população idosa. 
Segundo Bee (1997), a população de indivíduos com 65 anos ou mais 
pode ser categorizada em dois grupos para simplificar: os idosos mais jovens 
(65-75 anos) e os idosos mais velhos (com 75+ anos). Papalia, Olds e Feldman 
(2013) afirmam que a proporção de idosos nas populações globais aumentou e 
prevê-se que continue a aumentar. Nomeadamente, o grupo etário que regista o 
crescimento mais rápido é aquele com mais de 80 anos. Os autores destacam o 
aumento substancial da esperança de vida, observando que à medida que as 
pessoas vivem mais, o seu desejo de prolongar a sua esperança de vida 
também aumenta. 
Segundo Bee (1997), tem havido um aumento significativo na proporção 
de indivíduos com 65 anos ou mais nos últimos anos, uma tendência que deverá 
persistir ao longo do próximo século. Em termos de saúde física, Papalia, Olds e 
Feldman (2013) afirmam que, embora a maioria dos sistemas corporais continue 
a funcionar de forma eficiente, o coração torna-se cada vez mais vulnerável a 
várias doenças. 
Ao discutir o tema do declínio biológico, é fundamental sublinhar que o 
declínio de certas capacidades cognitivas, como a aprendizagem rápida e a 
retenção de informação na memória de curto prazo, é uma parte natural do 
envelhecimento. No entanto, é importante notar que estas perdas podem ser 
 
 
compensadas pelos ganhos de sabedoria, conhecimento e experiência de vida. 
 Além disso, a deterioração das capacidades cognitivas não está 
exclusivamente ligada ao processo de envelhecimento. Abrange uma infinidade 
de outros fatores, incluindo a subutilização de habilidades cognitivas, o 
aparecimento de várias doenças (incluindo transtornos mentais como 
depressão), problemas comportamentais (como abuso de substâncias ou 
dependência de medicamentos), falta de motivação, diminuição da autoestima, 
sentimentos de isolamento, desafios de adaptação a novas circunstâncias (como 
a reforma ou a perda de um parceiro), ingestão inadequada de nutrientes e 
padrões alimentares pouco saudáveis, entre várias outras influências. 
Embora o processo de envelhecimento provoque algumas alterações no 
cérebro, essas modificações são geralmente menores. Abrangem a redução ou 
diminuição das células nervosas e um declínio geral na capacidade de resposta. 
No entanto, o cérebro tem a capacidade de produzir novos neurônios e 
estabelecer novas conexões, mesmo em fases posteriores da vida. Embora 
problemas de audição e visão possam atrapalhar as atividades cotidianas, 
geralmente podem ser remediados. 
À medida que o corpo envelhece, torna-se mais delicado, mas segundo 
Bee (1997), numerosos idosos mantêm a atividade sexual, embora esta 
ocorrência diminua à medida que envelhecem. Papalia, Olds e Feldman (2013) 
concordam com esta noção em relação à vida sexual dos idosos e afirmam 
ainda que a inteligência está frequentemente associada a uma esperança de 
vida mais longa. 
De acordo com Papalia, Olds e Feldman (2013), a duração do casamento 
tem o potencial de aumentar à medida que a esperança de vida aumenta. É 
importante notar que um número maior de homens do que de mulheres 
permanece casado na velhice. Além disso, os casamentos que duram até a 
velhice apresentam frequentemente um nível mais elevado de satisfação. 
Segundo Bee (1997), quando se trata de relacionamentos conjugais na 
velhice, normalmente existe um alto nível de satisfação, lealdade e afeto entre 
os parceiros. Nos casos em que um dos cônjuges fica incapacitado, o outro 
 
 
cônjuge assume a responsabilidade de prestar os cuidados. 
Quando se trata de divórcio, Papalia, Olds e Feldman (2013) destacam 
que não é uma ocorrência comum entre indivíduos mais velhos, e a maioria dos 
idosos que passaram por divórcio casaram novamente. O processo de divórcio 
pode ser particularmente desafiador para os indivíduos mais velhos, mas os 
casamentos subsequentes na velhice trazem muitas vezes uma maior sensação 
de paz. 
No entanto, vale a pena notar que Papalia, Olds e Feldman (2013) 
mencionam que há uma proporção pequena, mas crescente, de adultos que 
entram na velhice sem nunca terem casado. Curiosamente, os indivíduos que 
não se casam são menos propensos a sentir solidão em comparação com 
aqueles que são divorciados ou viúvos. Além disso, os indivíduos mais velhos 
que se identificam como homossexuais, tal como os seus homólogos 
heterossexuais, desejam intimidade, interação social e capacidade de contribuir 
para as gerações futuras. Muitos indivíduos gays e lésbicas navegam com 
sucesso no processo de envelhecimento. A capacidade de adaptação pode ser 
influenciada pela posição social percebida. 
Bee (1997) destaca a diminuição das funções sociais que acompanham a 
velhice, particularmente no final da idade adulta. Durante esta fase, numerosos 
papéis, tanto significativos como secundários, desaparecem, deixando para trás 
aqueles que têm menos significado. Esta mudança permite maior liberdade na 
expressão da individualidade e na tomada de decisões pessoais. Uma razão 
para este declínio nos papéis é a prevalência da viuvez entre os adultos mais 
velhos, com maior ocorrência entre as mulheres mais velhas, que constituem a 
maioria das viúvas. 
A importância das ligações familiares, especialmente aquelas com netos, 
não pode ser exagerada, especialmente quando atingem a idade adulta e 
constituem as suas próprias famílias, resultando no surgimento de bisnetos. De 
acordo com Papalia, Olds e Feldman (2013), os bisavós tendem a ter menos 
envolvimento na vida dos filhos dos seus descendentes em comparação com os 
avós, mas ainda assim obtêm um sentimento de realização deste papel. É 
 
 
importante notar que a proximidade e a interação regular entre netos, bisnetos e 
seus familiares mais velhos nem sempre são garantidas, uma vez que as 
gerações mais jovens estão preocupadas com as responsabilidades que 
acompanham as respetivas fases da vida. 
À medida que os indivíduos envelhecem, o significado das amizades 
torna-se cada vez mais importante; no entanto, o número de amigos na mesma 
faixa etária tende a diminuir com o tempo. De acordo com Bee (1997), o nível de 
interação com os amigos está diretamente correlacionado com o contentamento 
geral com a vida entre os idosos. As mulheres neste grupo demográfico mantêm 
extensas ligações sociais, enquanto os homens dependem mais fortemente das 
suas esposas para apoio social. Por outro lado, as mulheres depositam sua 
confiança tanto nos amigos quanto nos filhos. 
De acordo com Papalia, Olds e Feldman (2013), a maioria dos indivíduos 
mais velhos já não estão empregada por compensação monetária, optando por 
uma mudança. Contudo, vale a pena notar que um número significativo de 
reformados embarca em novos empreendimentos profissionais, dedicam-se a 
atividades de trabalho ou contribuir com seu tempo por meio de esforços 
voluntários. 
O conceito de reforma não é um acontecimento estático, mas sim uma 
jornada contínua que requer uma consideração cuidadosa das suas implicações 
emocionais num contexto específico. Vários fatores, tais como recursos 
pessoais, económicos e sociais, juntamente com a duração da reforma, podem 
ter impacto no estado emocional de um indivíduo. 
De acordo com Papalia, Olds e Feldman (2013), vale a pena notar que 
nas nações em desenvolvimento, os indivíduos mais velhos normalmente 
residem com os filhos ou netos. Por outro lado, nos países desenvolvidos, uma 
parcela significativa da população idosa coabita com o cônjuge,enquanto um 
número menor, mas crescente, vive de forma independente. Com a tendência de 
mais indivíduos optarem por ter apenas um filho ou renunciarem completamente 
a ter filhos, é previsível que haja um aumento de idosos que vivem sozinhos na 
sociedade. Consequentemente, torna-se imperativo estabelecer condições de 
 
 
vida alternativas ou garantir a disponibilidade de opções de habitação de alta 
qualidade para aqueles que atingiram a fase final do ciclo de vida. 
 
 
 
FAMÍLIA E ENVELHECIMENTO 
 
Uma proporção significativa de idosos reside com o companheiro, 
indicando um número substancial de famílias na fase final do ciclo de vida. 
Consequentemente, existe uma procura de apoio durante as diversas transições 
associadas ao envelhecimento e à adaptação das famílias a novos padrões 
funcionais (FIGUEIREDO et al., 2011). 
Durante esta fase específica do ciclo de vida, Relvas (2000) refere-se a 
ela como a “fase do acordeão”, onde a mistura de gerações se torna mais 
evidente. É um momento em que novos membros, como genros, noras e netos, 
se juntam à família, enquanto as gerações mais velhas podem ir e vir devido a 
doenças temporárias. Situada entre a família de origem e a família da próxima 
geração, esta fase envolve navegar na dinâmica multigeracional, apoiar os filhos 
na saída de casa, reavaliar a relação do casal e adaptar-se aos desafios do 
envelhecimento. 
Quando os filhos saem de casa, é necessária uma reorganização da 
relação pai-filho adulto. É crucial começar a preparar-se antecipadamente para 
Assista o vídeo a seguir para aprofundar seus conhecimentos. Nesse vídeo, 
Willian Rezende reúne informações e quais aspectos fazem dizer que alguém 
está velho, o que determina que alguém é idoso. 
Envelhecimento - Aspectos Do Envelhecimento. Disponível em 
https://www.youtube.com/watch?v=Xm5o6i6e1OY. Acesso em 29 de fev de 
2024. 
 
 
esta transição, permitindo que as crianças se tornem independentes, mantendo 
ao mesmo tempo um sistema de apoio dentro da família. No seu estudo sobre a 
fase final do ciclo de vida, Cerveny e Berthoud (2002) enfatizam o significado da 
experiência presente numa perspectiva relacional, envolvendo filhos e netos. 
Isto envolve negociar e conectar vários modelos familiares e promover a 
igualdade entre eles. 
A fase de redefinição das relações com as gerações mais velhas e mais 
novas, referida como “ninho vazio” por Duvall e Miller (1985), é na verdade um 
período que requer interação complexa. Minuchin e Fishman (1990) destacam a 
importância de redefinir relacionamentos e aceitar mudanças nos papéis 
geracionais à medida que os indivíduos envelhecem. Com o avanço da idade 
ocorre uma diminuição da autonomia, um aumento da vulnerabilidade às 
doenças e um declínio da atividade física e mental, tornando mais difícil a 
adaptação ao ambiente. 
A preparação e a aceitação do envelhecimento tornam-se uma tarefa de 
desenvolvimento crucial para manter o equilíbrio entre o ciclo de vida familiar e o 
ciclo de vida individual. O envelhecimento humano engloba mudanças 
progressivas nos aspectos biológicos, psicológicos e sociais que ocorrem ao 
longo da vida. 
A compreensão da transição contextual do envelhecimento engloba três 
elementos essenciais, como afirma Alarcão (2002) o tempo, que desempenha 
um papel crucial no estabelecimento e na reconfiguração de objetivos futuros; a 
regulação da autonomia-dependência e das relações intergeracionais, que, 
quando combinadas com o nível de autonomia, podem levar a uma inversão da 
hierarquia relacional. Esses elementos se manifestam por meio de indicadores 
fisiológicos, cognitivos e afetivos. 
Quando se trata de dependência, que se refere à incapacidade de um 
indivíduo satisfazer as suas necessidades sem a ajuda de outros, abrange não 
apenas transformações pessoais em termos de autoimagem, autoconceito e 
identidade, mas também mudanças nos papéis familiares e sociais. A 
reorganização da família, juntamente com o estabelecimento de novos padrões 
 
 
de interação, realça a importância de manter o funcionamento do casal e de 
explorar novas responsabilidades familiares e sociais. Essas mudanças 
contribuem para a intrincada dinâmica dentro da família e impactam a eficácia 
de vários aspectos funcionais. 
O resultado desta reestruturação do casamento depende do calibre da 
relação, entrelaçado com a interpretação de cada indivíduo dos resultados 
previstos e da realidade que encontra, bem como do seu contentamento com o 
casamento e das suas perspectivas para o futuro como casal. Simultaneamente, 
a dinâmica da vida conjugal evolui ao longo do tempo, em harmonia com a 
forma como o casal se ajusta às mudanças dentro de si como subsistemas 
individuais, bem como com a sua abordagem conjunta na navegação nas 
pressões internas e externas que surgem de outros subsistemas dentro do 
relacionamento (FIGUEIREDO et al., 2011). 
O crescimento do círculo social pessoal e conjugal desempenha um papel 
crucial na manutenção de importantes ligações de apoio, promovendo a troca de 
experiências que contribuem para a resiliência face às mudanças inevitáveis que 
acompanham o envelhecimento. Continua a ser imperativo poder aventurar-se 
para além dos limites do lar e enfrentar os desafios que surgem com a perda do 
cônjuge nesta fase, que é marcada pelo culminar de um ciclo de vida. 
Durante esta fase particular, ocorrem alterações distintas na 
funcionalidade, estrutura e interação que têm impacto nas questões 
relacionadas com o casamento, o envelhecimento e a redefinição das relações 
entre a geração dos filhos e os seus pais, desde que ainda vivos. O discurso em 
torno do ciclo de vida auxilia na compreensão do sistema familiar em termos do 
seu aspecto desenvolvimental dentro de um determinado contexto. Essa 
compreensão nos permite compreender os meandros do envelhecimento como 
um processo multifacetado e distinto, moldado pelas interações sistêmicas que 
definem as responsabilidades familiares (FIGUEIREDO et al., 2011). 
 
FIM DO CICLO VITAL: MORTE 
 
 
 
A conclusão do ciclo de vida humano é marcada pela ocorrência universal 
e inevitável conhecida como morte. Esta faceta da existência evoca uma série 
de sentimentos e contemplações, abrangendo medo, tristeza, aquiescência e 
serenidade. Nossas percepções e respostas à morte são profundamente 
moldadas por nossas crenças, valores e encontros culturais individuais. 
O conceito de morte é frequentemente considerado um quebra-cabeça 
enigmático, uma porta de entrada para um território desconhecido. Provoca um 
profundo sentimento de tristeza, tanto para os que partiram como para os que 
ficaram para trás. O anseio pelos entes queridos que partiram e a angústia da 
separação podem consumir tudo. No entanto, a morte também pode ser 
percebida como um componente inerente ao círculo da vida, uma metamorfose 
para outro domínio ou um reencontro com indivíduos queridos que nos 
precederam. 
A natureza delicada e inestimável da vida é uma noção que a morte 
nunca deixa de nos impressionar, independentemente das nossas convicções 
pessoais. A morte serve como um catalisador, incitando-nos a abraçar uma 
existência genuína, a saborear cada instante fugaz e a cultivar conexões 
profundas. Além disso, nos leva a contemplar nosso propósito e a impressão 
duradoura que deixaremos quando partirmos deste mundo. 
Em numerosas sociedades, vários costumes e tradições são promulgados 
como forma de prestar homenagem aos que faleceram e de ajudar os enlutados 
a lidar com a angústia da sua ausência. Embora as especificidades destes 
rituais possam diferir muito, o seu objetivo subjacente permanece consistente: 
oferecer consolo, encorajamento e uma sensação de ligação contínua. 
Embora a morte seja comumente percebida como a conclusão do ciclo de 
vida humano, ela também pode ser considerada como o início de uma jornada 
desconhecida e inexplorada.Independentemente das perspectivas individuais, a 
morte continua a ser um aspecto inerente à existência humana, obrigando-nos a 
confrontar as nossas limitações, a passar por transformações profundas e a 
apreciar a natureza transitória, mas requintada, da vida. 
 
 
Ponto culminante da jornada distinta de um indivíduo, a morte significa a 
conclusão de uma série de Estágios da vida. Bee (1997) apresenta insights 
intrigantes sobre o conceito de morte, incluindo o fato de que crianças com 
menos de 6 ou 7 anos não compreendem sua permanência, inevitabilidade e a 
cessação das funções corporais. Para os adultos, a morte comporta várias 
interpretações: um reflexo da mudança na dinâmica familiar, uma consequência 
de não levar uma vida virtuosa, uma transição para uma existência alternativa, 
como uma vida após a morte, e uma perda de oportunidades e relacionamentos. 
De acordo com Papalia, Olds e Feldman (2013), embora a morte possa 
não ocupar a mente dos adolescentes, há alguns que enfrentam violência 
regularmente. Os adolescentes muitas vezes se envolvem em comportamentos 
imprudentes. Por outro lado, à medida que os adultos progridem ao longo da 
vida, a sua consciência e o reconhecimento da inevitabilidade da morte 
aumentam. 
Os cinco estágios pelos quais os indivíduos normalmente passam quando 
estão cientes de sua morte iminente, conforme mencionado por Bee (1997) e 
Papalia, Olds e Feldman (2013), incluem negação, raiva, barganha, depressão e 
aceitação. Consulte a Figura 1 para uma representação visual dessas etapas. 
Figura 1 - Cinco estágios do processo de morte 
 
Fonte: SlideShare 
 
 
Segundo Bee (1997), é importante notar que nem todos os adultos 
apresentam todos os cinco estágios da vida adulta, nem esses estágios sempre 
se desenrolam em uma sequência específica. Além disso, a depressão é um 
fator prevalente nesse processo. Papalia, Olds e Feldman (2013) explicam que à 
medida que a morte se torna um traço característico da fase final da idade 
adulta, torna-se cada vez mais obscurecida. Os profissionais oferecem apoio 
aos indivíduos em fase final de vida, mas essa assistência muitas vezes ocorre 
de forma solitária. 
O declínio nas habilidades cognitivas e funcionais antes da morte é uma 
observação notável feita pelos autores. Bee (1997) examina as várias funções 
desempenhadas pelos rituais pós-morte, como os funerais, que ajudam a 
estabelecer papéis para os enlutados, promovem a unidade familiar e conferem 
significado à vida e à morte. Essencialmente, a participação em rituais é parte 
integrante do processo de luto, permitindo que familiares e amigos encontrem 
consolo através de práticas culturalmente diversas, como velórios ou funerais. 
 
Os conceitos apresentados por Papalia, Olds e Feldman (2013) merecem 
atenção especial. De acordo com as suas descobertas, os indivíduos que 
descobrem um maior significado e direção nas suas vidas são menos propensos 
a sentir apreensão em relação à morte. Isto sugere que refletir sobre a própria 
vida pode ajudar no processo de aceitação da mortalidade e proporcionar uma 
oportunidade para cumprir quaisquer obrigações restantes. Consequentemente, 
a jornada rumo à morte pode ser vista como uma experiência transformadora e 
esclarecedora. 
Assista o vídeo a seguir para aprofundar seus conhecimentos. Nesse vídeo, 
Amanda Ribeiro reúne informações sobre fim da vida e processos de luto e 
morte. 
Psicologia do Desenvolvimento - O fim da vida e processos de luto e 
morte. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=QLK9HABd5Nc. 
Acesso em 29 de fev de 2024. 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
ABERASTURY, Arminda; KNOBEL, Maurício. Adolescência normal: um 
enfoque psicanalítico. Porto Alegre: Artmed, 2008. 
 
 
ALARCÃO, M. (Des)Equilíbrios familiares, uma visão sistémica. 
Coimbra: Quarteto, 2002. 
 
 
BEE, Helen. O ciclo vital. Tradução Regina Garcez. Porto Alegre: Artmed, 
1997. 
 
 
BRASIL. Lei n. 10.741, de 1º de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto do 
Idoso. Brasília: CNDI, 2003. 
 
 
BRASIL. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da 
Criança e do Adolescente. Brasília: CBIA, 1990. 
 
 
CAMPOS, D. M. S. Psicologia da adolescência: normalidade e psicologia. 11. 
ed. Petrópolis: Vozes, 1987. 
 
 
CERVENY, C. & BERTHOUD, C. Visitando a família ao longo do ciclo 
vital. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002. 
 
 
CHAGAS, Eva Regina Carrazoni. Sexualidade e educação sexual. In: 
FERREIRA, Berta Weil; RIES, Bruno Edgar (Orgs.). Psicologia e educação: 
desenvolvimento humano infância. 3. ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002. p. 
147-169. V. 1. 
 
 
CONSOLARO, A. O gene e a epigenética: as características dentárias e 
maxilares estão relacionadas com fatores ambientais ou os genes não 
comandam tudo ou o determinismo genético acabou. R Dental Press Ortodon 
Ortop Facial. Maringá, v.14, n. 6, p. 14-18, nov./dez.2009. 
 
 
DUVALL, R. & MILLER, B. Marriage and family Development. New York: 
Harper & Row, Publishers, 1985. 
 
 
 
 
FERREIRA, Berta Weil. Adolescência: caracterização e etapas do 
desenvolvimento. In.: FERREIRA, Berta Weil; RIES, Bruno Edgar (Orgs.). 
Psicologia e educação: desenvolvimento humano adolescência e vida 
adulta. 2. ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003. p. 15-19. V. 2. 
 
 
FIGUEIREDO, M. H. de J. S., MARTINS, M. M. F. P. da S., SILVA, L. W. S. da, 
& OLIVEIRA, P. da C. M. de. Ciclo vital da família e envelhecimento: contextos e 
desafios. (2011). Revista Kairós-Gerontologia, 14 (Especial9),11–22. 
 
 
GERRIG, R. J.; ZIMBRADO, P. G. A Psicologia da Vida. Artmed. 16. ed. Porto 
Alegre, 2005. 
 
 
MINUCHIN, S. & FISHMAN, H. Técnicas de Terapia Familiar. Porto Alegre: 
Artes Médicas, 1990. 
 
 
MOSQUERA, Juan José Mouriño; STOBÄUS, Claus Dieter. Vida adulta: visão 
existencial e subsídios para teorização. Educação, Porto Alegre, n. 5, p. 94-112, 
1982. 
 
 
PAPALIA, D. E.; FELDMAN, R. D. Desenvolvimento humano. 12. ed. Porto 
Alegre: AMGH, 2013. 
 
 
PAPALIA, Diane E.; OLDS, Sally Wendkos; FELDMAN, Ruth Duskin. 
Desenvolvimento humano. 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. 
 
 
PERES GONÇALVES, J. (2016). Ciclo vital: início, desenvolvimento e fim da 
vida humana possíveis contribuições para educadores. Revista Contexto & 
Educação, 31(98), 79–110. https://doi.org/10.21527/2179-1309.2016.98.79-110 
 
 
PIAGET, J. Para onde vai à educação? Tradução de Ivete Braga. 14. ed. Rio 
de Janeiro: José Olympio, 1998. 
 
 
PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência na criança. 4. ed. Rio de 
Janeiro: LTC Ed., 1987. 
 
 
RAPPAPORT, C. R. Psicologia do desenvolvimento. São Paulo: EPU, 1981. 
 
 
RELVAS, A. O ciclo vital da família, perspectiva sistémica. Porto: 
Edições Afrontamento, 2000. 
 
 
 
 
RODRIGUES, Elaine Wainberg. O adulto médio. In: FERREIRA, Berta Weil; 
RIES, Bruno Edgar (Orgs.). Psicologia e educação: desenvolvimento humano 
adolescência e vida adulta. 2. ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003. p. 135-150. 
V. 2. 
 
 
SALLES, J. F.; HAASE, V. G.; MALLOY-DINIZ, L. F. (Org.). Neuropsicologia do 
desenvolvimento: infância e adolescência. Porto Alegre: Artmed, 2016. (Série 
Temas em Neuropsicologia). 
 
 
SANTOS, Bettina Steren dos; ANTUNES, Denise Dalpiaz. Vida adulta, 
processos motivacionais e diversidade. Educação, Porto Alegre, ano XXX, n. 
1, p. 149-164, jan./abr. 2007. 
 
 
SCHAIE, K. W. Toward a stage theory of adult cognitive development. Journal 
of Aging and Human Development, 8(2), 129–138, (1977-1978). 
 
 
SCHAIE, K. W., & WILLIS, S. L. A stage theory model of adult cognitive 
development revisited. In B. RUBINSTEIN, M. MOSS, & M. KLEBAN (Eds.), The 
many dimensions of aging: Essays in honor of M. Powell Lawton (pp. 173–
191). New York: Springer, 2000.

Mais conteúdos dessa disciplina