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Tópico 06
Gestão Ambiental e Responsabilidade Social
Educação Ambiental 
1. Introdução
No Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa (MICHAELIS,
2018), a palavra Educação apresenta nove definições, sendo, por
exemplo: “Ato ou processo de educar (-se)”, “Processo que visa
ao desenvolvimento físico, intelectual e moral do ser humano,
através da aplicação de métodos próprios, com o intuito de
assegurar-lhe a integração social e a formação da cidadania” e
“Conhecimento e prática de boas maneiras no convívio social;
civilidade, polidez”. 
Pense se o ser humano pode ser considerado educado, ao
observar as imagens a seguir. 
Ser Humano Educado faz isso? 
Então, você realmente acha que o “ser humano” é educado?
Quem é educado não destrói o que não é seu, respeita o próximo,
cuida e preserva o que é de todos. Então, por que está havendo
tanta destruição e atitudes deselegantes no nosso cotidiano?
Precisamos pensar sobre isso e refletir porque toda mudança só
ocorre quando nós nos conscientizamos dos nossos erros e
ajudamos o nosso próximo a se conscientizar e mudar de
atitudes também. Então, não é o professor responsável pela
educação? A resposta certa é que todos são responsáveis pela
educação e ela ocorre a todo o momento e em todo lugar por
todas as pessoas. 
Em alguns anos, Werner E. Zulauf faz uma reflexão
sobre a ação do homem no planeta em seu artigo
científico “O meio ambiente e o futuro”. Em um dos seus
parágrafos, é acordado que “[…] a qualidade da água se
encontra fortemente ameaçada; que o clima tende a se
transformar no próximo século por conta do efeito
estufa e da redução da camada de ozônio e que a
biodiversidade tende a se reduzir, empobrecendo o
patrimônio genético […]”. E, como podemos perceber, já
estamos sofrendo nos dias de hoje os efeitos do descaso
com o meio ambiente. 
Leia o texto e adquira mais informações para ser cada
dia mais um ser humano crítico que possui opiniões
embasadas na ciência para promover melhoria no meio
ambiente e, assim, promover vida para todos. 
Acesse o artigo na íntegra no link: 

Vamos passear pela educação, sendo ela focada na área
ambiental, e descobrir o que temos que reaprender? 
2. Conceitos de Educação
Ambiental
Antes de começar a leitura sobre o tema, assista ao vídeo
seguinte para entrar no assunto sobre educação ambiental no
mundo e no Brasil. 
http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S0103-40142000000200009
Assista ao vídeo “História e Contexto – Educação
Ambiental na Escola” parte 1 e 2 e conheça sobre as
questões ambientais, congressos, situação ambiental no
mundo e no Brasil, opiniões críticas de ambientalistas e
jornalistas sobre o desenvolvimento a qualquer preço.
São mostrados exemplos de degradação ambiental e
morte do homem como ocorreu nas cidades de Bhopal,
Cubatão etc. 
Veja o vídeo em: 

História e Contexto- Educação Ambiental na História e Contexto- Educação Ambiental na ……
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142000000200009
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142000000200009
https://www.youtube.com/watch?v=Z1dTem-OhKU
O homem em contato com o meio ambiente sempre provocou
mudanças, mas, há muitos anos, essas eram para sua
sobrevivência e manutenção da vida não levando a uma
exploração além do que os recursos naturais poderiam suportar.
No início, eram poucas pessoas e muito ambiente, mas a
população foi aumentando e, junto com ela, o modo de produção
foi se diferenciando, foi crescendo a supervalorização do
capitalismo (dinheiro e lucro a qualquer preço) sem se
preocupar com ambiente onde ele vivia. O homem se colocou
acima de tudo e de todos e, como consequência da sua
intervenção irresponsável, gerou degradação ambiental do ar, do
solo e da água para as gerações presente e futura. 
Destruição do planeta Terra. 
(parte 1)
(parte 2)
História e Contexto- Educação Ambiental na História e Contexto- Educação Ambiental na ……
https://www.youtube.com/watch?v=mZRcJU1lXA0
A resposta é sim, mas isso só ocorrerá se for por meio de uma
educação transformadora, crítica, reflexiva, uma educação que
leva à conscientização e, portanto, a uma mudança de atitude.
Segundo Paulo Freire (1987, 218 p.) “Educação não transforma o
mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o
mundo”. 
Será que podemos minimizar alguns problemas
ambientais já presentes no nosso dia a dia e evitar
outros?

No artigo científico: “Por uma nova ética ambiental”, de
Viveiros et al. (2015), lemos que o “[…] cientificismo
contribuiu para que se aprofundasse a visão de posse
absoluta e a exploração implacável sobre a natureza
(terra, água, florestas), e que as fragilidades
apresentadas pelo Planeta na atualidade são resultados
do modo pelo qual se deu essa relação, ou seja, o modo
como a partir do “domínio” sobre a natureza, o homem
dilapidou e continua dilapidando os recursos naturais,
com o intuito de produzir cada vez mais bens para o
consumo, gerar e concentrar riquezas”. 
Leia o artigo na íntegra e faça uma reflexão sobre os
pontos de vista levantados pelos autores acessando o
link: http://www.scielo.br/pdf/esa/v20n3/1413-4152-
esa-20-03-00331.pdf 

http://www.scielo.br/pdf/esa/v20n3/1413-4152-esa-20-03-00331.pdf
http://www.scielo.br/pdf/esa/v20n3/1413-4152-esa-20-03-00331.pdf
Vamos conhecer alguns conceitos/definições de educação
ambiental? Antes, pense um pouco e, com seus conhecimentos,
escreva sua definição. Em seguida, compare a sua definição com
algumas outras existentes na literatura. 
A “Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental”
foi um marco na área de educação ambiental. Essa Conferência
foi organizada pela Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) na cidade de Tbilisi,
Geórgia (ex-URSS), no período de 14 a 26 de outubro de 1977.
Nela, foi aprovada uma declaração que contempla 41
recomendações sobre o tema, e, dentre as várias informações, ela
relata que:
A Declaração da Conferência Intergovernamental sobre
Educação Ambiental (Conferência de Tbilisi) deixa claro que
educação ambiental deve produzir transformação no ser humano
para que ele, com consciência, possa conviver com o meio
ambiente harmoniosamente, pois um depende do outro para ter
vida. 
“A Educação Ambiental, bem compreendida, deverá
constituir uma educação geral permanente que reaja
às mudanças produzidas num mundo em rápida
evolução. Essa educação deverá preparar o
indivíduo através da compreensão dos principais
problemas do mundo contemporâneo, proporcionando-
lhe os conhecimentos técnicos e as qualidades necessárias
para desempenhar uma função produtiva que vise
melhorar a vida e proteger o ambiente, valorizando os
aspectos éticos”
(UNESCO, 1977, p.1). (Grifo nosso).
Homem e meio ambiente: convívio harmonioso. 
As recomendações de educação ambiental propostas na
declaração da Conferência de Tbilisi serviram de referencial para
todo mundo e, a partir dela, foram sendo construídas outras
definições, tendo-a sempre como base. De acordo com Pessoa
(2011, p. 1) “as principais proposições de Tbilisi giram em torno
das interações dos seres humanos entre si e com o meio e da
responsabilidade de participação de cada um nas decisões e
posturas em relação ao meio”. 
Mousinho (2003, p. 158) conceitua Educação Ambiental, como: 
“É um processo em que se busca despertar a
preocupação individual e coletiva para a questão
ambiental, garantindo o acesso à informação em linguagem
adequada, contribuindo para o desenvolvimento de uma
consciência crítica e estimulando o enfrentamento das
questões ambientais e sociais. Desenvolve-se num
contexto de complexidade, procurando trabalhar não
apenas a mudança cultural, mas também a transformação
social, assumindo a crise ambiental como uma questão ética
e política”
(Grifo nosso).
Na Lei brasileira n. 9.795/99, que trata da educação ambiental,
no artigo 1º a educação ambientalé descrita como: 
A educação ambiental, como foi visto nas definições
apresentadas, é uma responsabilidade do indivíduo e da
coletividade, e ela deve promover uma consciência crítica para
que o homem promova desenvolvimento sem
degradar/destruir/matar o meio ambiente. Você, por acaso, já
viu o vídeo “Carta escrita no ano de 2070”? Ele apresenta a falta
de educação ambiental do ser humano e as suas consequências.
Você, ao assistir, pode pensar: o vídeo é uma ficção. Será que
essa ficção não poderia ser tornar uma realidade? Espero que
isso nunca aconteça, afinal, ninguém gostaria de viver no mundo
mostrado no vídeo, certo? Porém, para isso, precisamos
repensar nossa relação com o meio ambiente e cuidar/preservar,
pois, só existe, no mundo inteiro, o planeta Terra para
vivermos. 
“[…] os processos por meio dos quais o indivíduo e a
coletividade constroem valores sociais,
conhecimentos, habilidades, atitudes e
competências voltadas para a conservação do meio
ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia
qualidade de vida e sua sustentabilidade”
(BRASIL, 1999, p. 1, grifo nosso.) 
Assista o vídeo “Carta do ano 2070 – Advertência à
Humanidade – Preservação da Água | Meio Ambiente” 
Veja o vídeo em:

É importante ressaltar que a educação ambiental não é uma
responsabilidade só das instituições de ensino. Você também
tem essa responsabilidade no seu dia a dia, pois, segundo
Candiani (et. al. 2004, p.76), a educação ambiental deve ser “[…]
uma educação para a cidadania; configurando-se como elemento
determinante para a consolidação de sujeitos cidadãos. […] cada
pessoa ser portadora de direitos e deveres, e, por conta disso,
converter-se em ator corresponsável na defesa da qualidade de
vida”. Tenho certeza de que você, aluno, está se tornando a cada
dia um ser humano mais consciente com o cuidar/preservar o
ambiente. 
3. História, Conferências, Leis e
Decretos da Educação Ambiental
no Mundo e no Brasil
Então, agora que já temos uma ideia do que é educação
ambiental, vamos ver como foi o percurso, desse assunto até os
dias de hoje, conhecendo um pouco da história, dos congressos e
tratados. Antes de ler o texto, assista ao vídeo recomendado
abaixo para ter uma noção sobre a história da educação
ambiental. 
Carta do ano 2070 - Advertência à HumanidaCarta do ano 2070 - Advertência à Humanida……
https://www.youtube.com/watch?v=VTc9UPtW2ts
A história da educação ambiental inicia-se nos anos 60 em
função dos sérios danos ambientais a que o planeta Terra estava
sendo submetido pelo modelo do desenvolvimento econômico
adotado. Dias (2004, p. 74) relata alguns danos: 
Assista ao vídeo para entrar em contato com a história
da Educação Ambiental no mundo. O vídeo “Educação
Ambiental: uma viagem pela história” tem 13 minutos e
55 segundos, sendo que a parte que conta a história da
educação ambiental, a partir da Conferência de
Estocolmo, inicia em 7 minutos e 55 segundos. 
Veja o vídeo em:

Educação Ambiental Uma viagem pela históriaEducação Ambiental Uma viagem pela história
“Rios mortos, transformados em canais de lodo, o ar das
cidades envenenado pela poluição generalizada, destruição
das florestas, solos envenenados por biocidas, águas
contaminadas e tantas outras mazelas compunham, enfim,
um quadro de devastação sem precedentes na existência da
espécie humana”.
https://www.youtube.com/watch?v=Vo-PkW6Mc5M
Devastação ambiental. 
Nesse quadro de devastação, surge, em 1962, uma publicação
“bomba” de um livro chamado “Primavera Silenciosa”. Esse livro
foi escrito pela bióloga norte americana Rachel Carson. Sua
publicação provocou uma verdadeira revolução e fez o mundo
parar para pensar sobre como estávamos lidando com as
questões ambientais em todo planeta e como poderíamos ser
prejudicados levando, assim, a temática ambiental a ser
repensada e discutida internacionalmente (DIAS, 2004). 
O livro “Primavera Silenciosa” faz várias denúncias ambientais
acendendo um alerta para os problemas ambientais. Em seu
livro, a autora relata: 
“Pela primeira vez na história do mundo, cada um dos seres
humanos está agora sujeito a entrar em contato com
substâncias químicas perigosas… Elas entraram e alojaram-
se no corpo dos peixes, dos pássaros, dos répteis, dos
animais domésticos e dos animais selvagens… Tudo isso
acontece em consequência do surto repentino e do
prodigioso crescimento da indústria.”
(CARSON, 1969, p. 25-26).
Ela alertou a todos que a destruição de plantas e animais, ou
seja, do ambiente em si, estaria afetando a vida do homem. As
plantas, os animais, a água, o solo, o ar e o homem, ou seja,
todos, fazem parte do sistema de vida do planeta e um depende
do outro. Afetando um, todos serão afetados. A partir daí, foram
surgindo vários eventos para debater sobre o assunto. Por
exemplo, em 1968, foi realizada a Conferência sobre Educação
na Grã-Betanha e nela foi recomendada a fundação da Sociedade
para Educação Ambiental que ocorreu em 1969. Também em
1968, na cidade de Roma, houve a criação do Clube de Roma,
que foi formado por 30 especialistas, de diversas áreas, com o
objetivo de discutir as questões ambientais. O tema educação
ambiental passa a ser tão importante que, em 1969, houve o
lançamento da primeira revista sobre Educação Ambiental
(DIAS, 2004). 
Dentre os diversos eventos, nos dias 05 a 16 de junho de 1972, a
Organização das Nações Unidas (ONU) organizou, na cidade de
Estocolmo, Suécia, a primeira Conferência Mundial de Meio
Ambiente Humano, conhecida também como Conferência de
Estocolmo. Nessa Conferência, surgiram as diretrizes para o
Programa Internacional de Educação Ambiental, em que a
recomendação n. 96 “reconhece o desenvolvimento da Educação
Ambiental” como o elemento crítico para o combate à crise
ambiental do mundo” (DIAS, 2004, p. 36). Pedrini (1998)
destaca que foi nessa Conferência que a educação ambiental foi
considerada, pela primeira vez, importante para minimizar a
degradação ambiental. 
Enquanto a Conferência de Estocolmo discutia a preservação e a
melhoria do ambiente, o Brasil, para promover o seu
desenvolvimento industrial, por meio dos seus representantes,
anunciava ao mundo que estava aberto à poluição e à degradação
ambiental, desde que isso resultasse em aumento do Produto
Interno Bruto (PIB) e, conforme estava anunciado em um cartaz,
“[…] temos várias cidades que receberiam de braços abertos a
sua poluição, porque o que nós queremos são empregos, são
dólares para o nosso desenvolvimento” (DIAS, 2004, p. 36). É
assustadora essa posição do Brasil. Aí vemos reforçada a
importância de uma Educação Ambiental no dia a dia da
população, seja ela política ou não. 
Em 1973, pelo Decreto n. 73.030, foi criada no Brasil a Secretaria
Especial de Meio Ambiente (SEMA) que trataria das questões
ambientais e, em 1977, a SEMA iniciou a formulação de um
documento de Educação Ambiental para servir como referência
nacional (MINISTÉRIO DE MEIO AMBIENTE, 2018). 
Em 1975, a Unesco realizou o Encontro Internacional em
Educação Ambiental, na cidade de Belgrado, onde foi produzida
a Carta de Belgrado, que contempla os princípios e orientações
para uma educação ambiental internacional. Nesse mesmo ano,
vários países realizam encontros para debater o tema (DIAS,
2004). 
Em 1977, surgiu o mais importante congresso na área de
educação ambiental, a I Conferência Intergovernamental
sobre Educação Ambiental na cidade de Tbilisi, capital da
Georgia. Ela foi organizada pela Unesco e pelo Programa das
Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e é considerada
referência internacional quando se fala em educação ambiental
(DIAS, 2004). A Declaração dessa Conferência apresentava os
objetivos, as funções, as estratégias, as características e as
recomendações para educação ambiental. Das 41 recomendações
de Tbilisi, consta a Recomendação n. 1 no site do Ministério do
Meio Ambiente. 
Das 41 recomendações de Tbilisi, consta a
Recomendação nº 1 no sitedo MINISTÉRIO DE MEIO

E daí para frente, várias outras conferências foram
acontecendo. 
Em 1981, a Lei n. 6.938 estabeleceu a Política Nacional do Meio
Ambiente (PNMA), seus fins e mecanismos de formulação e
aplicação. Essa lei, no seu artigo 2°, apresentou como princípios
“X – educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a
educação da comunidade, objetivando capacitá-la para
participação ativa na defesa do meio ambiente” (BRASIL, 1981,
p. 1). 
Reforçando uma educação ambiental para todos, o capitulo VI
da Constituição Federal Brasileira de 1988, no artigo 225, relata
que cabe ao poder público “VI – promover a educação ambiental
em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a
preservação do meio ambiente” (BRASIL, 1988, p.1). 
Em 1989, o Sema se fundi com Sudepe, Sudhevea e IBDF. Assim,
é formado o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). Ele
foi criado pela Lei n. 7.335 e, dentre suas várias atribuições, está
a educação ambiental (BRASIL, 1989). 
Em 1992, ocorreu a importante “Conferência sobre o Meio
Ambiente e o Desenvolvimento (UNCED)”, conhecida também
como Rio-92 ou Eco-92. Dentre os vários assuntos ambientais
abordados, a educação ambiental foi um deles. Segundo Dias,
(2004, p. 50): 
AMBIENTE. 
Acesse o link para conhecê-la:
https://blog.portaleducacao.com.br/entendendo-a-
conferencia-de-tbilisi-1977/ 
“A Rio-92 corrobora as premissas de Tbilisi e através da
Agenda 21, Seção IV, Cap. 4, define as áreas de programas
para a EA, reorientando a educação para o desenvolvimento
https://blog.portaleducacao.com.br/entendendo-a-conferencia-de-tbilisi-1977/
https://blog.portaleducacao.com.br/entendendo-a-conferencia-de-tbilisi-1977/
Em 1994, o Programa Nacional de Educação Ambiental
(ProNEA) foi aprovado pelo presidente da República e a sua
missão é: “A educação ambiental contribuindo para a construção
de sociedades sustentáveis com pessoas atuantes e felizes em
todo o Brasil” (BRASIL, 2014, p. 26). Ele tem vários objetivos,
porém, listaremos apenas alguns a seguir. 
sustentável. A conferência Rio-92 atualmente é reconhecida
como o encontro internacional mais importante desde que o
ser humano se organizou em sociedades. 
Durante a Rio-92, a assessoria do MEC promove no CIAC
Rio das Pedras, Jacarepaguá, Rio de Janeiro, de 01 a 12 de
junho, o Workshop sobre EA, com o objetivo de socializar os
resultados das experiências em EA, integrar a cooperação
do desenvolvimento em EA nacional e internacional, e
discutir metodologias e currículo para a EA. No encontro foi
formalizada a Carta Brasileira para EA. 
O IBAMA cria, no âmbito das Superintendências Estaduais,
os Núcleos de Educação Ambiental (NEA), visando estimular
o desencadeamento do processo de EA nos estados”. 
“Promover processos de educação ambiental voltados para
valores humanistas, conhecimentos, habilidades, atitudes e
competências que contribuam para a participação cidadã na
construção de sociedades sustentáveis. 
Fomentar processos de formação continuada em
educação ambiental, formal e não formal, dando
condições para a atuação nos diversos setores da
sociedade. 
[…] 
Promover campanhas de educação ambiental nos meios
de comunicação de massa, de forma a torná-los
Em 1999, é instituída a Lei n. 9.795, referente à Política Nacional
de Educação Ambiental e, em 2002, essa política é
regulamentada pelo Decreto n. 4.281 de 25 de junho de 2002
(BRASIL, 1999, 2002). 
Vale lembrar que ainda há outros dois grandes marcos, a COP 21
(Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas
21) e a COP 26 (Conferência das Nações Unidas sobre as
Mudanças Climáticas 26), que aconteceram, respectivamente,
nos anos de 2015 e 2021. 
Segundo o texto publicado pelo Senado, em Paris, a COP 21 veio
propor novas metas na redução da emissão de gases poluente na
colaboradores ativos e permanentes na disseminação de
informações e práticas educativas sobre o meio
ambiente. 
[…] 
Promover a inclusão digital para dinamizar o acesso a
informações sobre a temática ambiental, garantindo
inclusive a acessibilidade de portadores de necessidades
especiais. 
[…] 
Promover e apoiar a produção e a disseminação de
materiais didático-pedagógicos e instrucionais. 
Sistematizar e disponibilizar informações sobre
experiências exitosas e apoiar novas iniciativas. 
Produzir e aplicar instrumentos de acompanhamento,
monitoramento e avaliação das ações do ProNEA,
considerando a coerência com suas Diretrizes e
Princípios” 
(BRASIL, 2014, p.26-27).
atmosfera, na tentativa de limitar o aumento da temperatura
global abaixo 2 °C até o ano de 2100. Já a COP 26, que aconteceu
em Glasgow, na Escócia, volta a firmar a necessidade da redução
da emissão dos gases de efeito estufa (GEE), porém, em 45% até
2030, para que se consiga firmar a variação da temperatura
global, ou seja, tentar estabelecer um número fixo para variação
da temperatura. Vale lembrar que a Conferência das Partes
(COP) acontece anualmente, porém, alguns anos tem uma maior
visibilidade que outros e no ano de 2020 não aconteceu, devido a
pandemia do Corona Vírus. 
Quantos acontecimentos, não é mesmo? Vamos analisar um
pequeno resumo desses momentos marcantes para o
desenvolvimento e manutenção do meio ambiente? 
Tabela 01 – Conferência de Estocolmo – Estocolmo/1972
Informações
Gerais 
Foi organizada pela ONU e se refere a Primeira
Conferência Ambiental. 
Participação de 113 países e 250 organizações
internacionais. 
Pontos
debatidos 
Tentativa da redução dos impactos ambientais. 
A necessidade de engajamento dos Estados. 
Preservação da fauna, flora e redução do uso de
produtos tóxicos. 
Incentivar, através de suporte financeiro, o
desenvolvimento dos países subdesenvolvidos. 
Resultados 
Elaboração da PNUMA (Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente). 
Elaboração do relatório com as obrigações dos
países, referente a preservação ambiental. 
Desenvolvimento de políticas de gerenciamento
ambiental.
Tabela 02 – Eco-92 – Rio de Janeiro/1992 
Informações
Gerais
Também chamada como conferência das Nações
Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. 
Organizada pela ONU. 
Reunião com 172 países e em média 1400
organizações não governamentais (ONGs). 
Pontos
debatidos
Abordagem sobre o Relatório de Estocolmo. 
Definição de um modelo de desenvolvimento
social, relacionando com as implicações no meio
ambiente, na promoção do desenvolvimento
sustentável.
Resultados
Devido à falta de recursos naturais, não seria
possível promover um desenvolvimento
sustentável, com isso, evidenciou que o modelo
econômico desenvolvido não garantiria o sustento
do próximo século. 
Elaboração da agenda 21: Promover o
Desenvolvimento sustentável; Convenção – Quadro
sobre Mudanças Climáticas; Promoção da
biodiversidade. 
Definição de um período de 10 anos para
ocorrência de um novo encontro para exposição e
discussão dos resultados. 
Tabela 03 – Conferência das Partes – Protocolo de Kyoto –
Kyoto/1997 
Informações
Gerais
Retomada da ECO-92 sobre as mudanças
climáticas, elaborando metas para diminuição dos
Gases de Efeito estufa (GEE). 
Pontos
debatidos
Definição das metas de emissão dos GEE. 
A necessidade de executar e atingir as metas
estabelecidas sobre a emissão dos gases. 
Resultados
Principal resultado dessa conferência foi a criação
do Protocolo de Kyoto, entrou em vigor só em
2005, material que apresenta as metas dos países
quanto a emissão dos GEE, parar, contenção do
aumento do aquecimento global. 
Tabela 04 – Rio +10 – Joanesburgo/2002
Informações
Gerais
Conhecida como Conferência Mundial sobre o
Desenvolvimento Sustentável. 
Organizado pela ONU. 
Reunião com 189 países e mais as ONGs. 
Pontos
debatidos
Conservação ambiental. 
Problemas sociais (fome e pobreza). 
Promoção do Desenvolvimento sustentável
(principalmente pelos países desenvolvidos). 
Voltou a falar da ECO-92 e dos objetivos a serem
atingidosque foram firmados na Agenda 21. 
Resultados
Estipularam metas para redução de número de
pessoas que não tinham acesso a água potável; 
Confecção do documento Declaração de
Joanesburgo que abordava os tópicos:
globalização e suas consequências na fome e
miséria, proteção e manutenção da biodiversidade,
acesso a água potável e saneamento básico, acesso
à energia e saúde. 
Tabela 05 – Rio +20 – Rio de Janeiro/2012 
Informações
Gerais
Conhecida como Conferência Mundial sobre o
Desenvolvimento Sustentável. 
Organizado pela ONU. 
Reunião com 193 países que faziam parte da ONU. 
Foi, até então, o evento mais noticiado nas mídias
naquela época, comparado aos outros
acontecimentos. 
Pontos
debatidos
Discussão de todos os tópicos abordados nos
eventos anteriores, desde a Eco-92. 
A intensificação sobre a temática Sustentabilidade
e os compromissos acordados pelos países. 
Lançou o questionamento sobre o futuro: “Qual o
futuro que queremos?” 
Resultados
Criação do documento intitulado como “Qual o
futuro que queremos?”, trazendo ainda sobre
pobreza, associação dos pontos socioeconômicos
com o desenvolvimento sustentável, uso
consciente dos recursos naturais, diminuição da
desigualdade. 
Estabelecimento de metas, baseados na Agenda
21, para a promoção do Desenvolvimento
sustentável.  
Tabela 06 – Conferência das Partes 21 (COP 21) – Paris/2015
Informações
Gerais
Encontro da Convenção- Quadro sobre Mudança
do Clima. 
Conhecido também com Acordo de Paris. 
Teve seu objetivo pensado na ECO-92. 
Pontos
debatidos
Redução de emissão de GEE. 
Objetivo de conter o aquecimento global abaixo
de 2ºC (de preferência em 1,5 °C). 
Todos os países signatários devem assumir metas
de forma voluntária para redução da emissão de
GEE.  
Resultados
Definição de que a cada 5 anos, essas metas
devem ser revisadas e incrementadas.
Tabela 07 – COP 26 – Glascow/2021 
Informações
Gerais
Encontro da Convenção- Quadro sobre Mudança
do Clima. 
Aconteceu na Escócia em Glascow, em 2021. 
Teve seu objetivo pensado na ECO-92.
Pontos
debatidos
Criação de um direcionamento (“mapa”) do
caminho para que o Acordo de Paris seja efetivo
pelas nações. 
Regulamentação da negociação global de crédito
de carbono. 
Resultados
Negociação quanto à redução de emissão de
metano. 
Diminuição do uso de carvão. 
Brasil e México foram os únicos que regrediram na
revisão de suas metas em 2020 (seria redução de
50% até 2030, porém, revisou e disse que seria de
43%). 
O Brasil se comprometeu a antecipar de 2030 para
2028, o fim do desmatamento ilegal. 
Conheça mais sobre os movimentos ambientais a partir
do século XIX até o ano de 2015 lendo o texto escrito

Já no ano de 2022, no mês de novembro, aconteceu a COP 27 no
Egito. Foi um momento muito importante, pois foi realizada em
meio a uma instabilidade internacional devido à guerra entre a
Rússia e Ucrânia e durante a percepção do agravamento das
mudanças climáticas, tendo como exemplo, as enchentes
ocorridas no Paquistão, no segundo semestre do mesmo ano. O
encontro veio firmar o que já havia sido traçado no Acordo de
Paris, trazendo alguns debates quanto ao desmatamento nos
biomas, com destaque para a Amazônia, a promoção da
agricultura sustentável, a garantia da segurança alimentar nos
países menos desenvolvidos, o futuro verde associado aos
créditos de carbono, uma parceria entre países e empresas na
criação e execução de políticas e planos que tendem a diminuir
as emissões de carbono. 
Pelo visto, a estrada para a consolidação da educação ambiental
ainda é longa, mas ela só será percorrida com sucesso quando
houver conscientização de que o homem depende do ambiente e
vice-versa. Essa estrada tem que ter inclusive as suas pegadas
para que o fim (se tiver) seja de sucesso e isso significa vida para
todos. 
4. Conclusão
No tópico, buscou-se mostrar como surgiu a educação
ambiental, suas definições e algumas conferências que
auxiliariam nas discussões sobre a temática. A Educação
Ambiental deve estar presente no dia a dia do indivíduo e da
coletividade para que todos possam participar da preservação
pela ONU e assistindo aos vídeos presentes no link a
seguir: 
https://brasil.un.org/pt-br/91223-onu-e-o-meio-
ambiente
https://brasil.un.org/pt-br/91223-onu-e-o-meio-ambiente
https://brasil.un.org/pt-br/91223-onu-e-o-meio-ambiente
ambiental com consciência. Parafraseando Paulo Freire, é a
educação do homem que pode promover mudanças, positivas ou
negativas, no planeta Terra. 
O caminhar da educação ambiental ainda não chegou ao fim. Ele
começou nos anos 1960 e ainda temos muito que evoluir para
que essa estrada nos leve a um planeta onde possamos ter vida
de qualidade para TODOS. 
5. Referências
BRASIL, Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre
a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação
Ambiental e dá outras providências. Disponível em: . 
______. Recomendações Tbilisi (1977). Algumas
Recomendações da Conferência Intergovenamental sobre
Educação Ambiental aos Países Membros. Disponível em:
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Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988. 
______ . Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002.
Regulamenta a Lei n 9.795, de 27 de abril de 1999, que institui a
Política Nacional de Educação Ambiental, e dá outras
providências. Disponível em: . 
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sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de
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formulação e aplicação, e dá outras providências. Disponível em:
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sobre a extinção de órgão e de entidade autárquica, cria o
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http://igeologico.sp.gov.br/wp-content/uploads/cea/Tbilisicompleto.pdf
http://igeologico.sp.gov.br/wp-content/uploads/cea/Tbilisicompleto.pdf
. 
YouTube. (2015, maio, 28). História e Contexto- Educação
Ambiental na Escola(Parte 1). 20min55seg. Disponível em:
. 
YouTube. (2015, maio, 28). História e Contexto- Educação
Ambiental na Escola(Parte 2). 15min51seg. Disponível em:
. 
Parabéns, esta aula foi
concluída!
https://www.youtube.com/watch?v=Vo-PkW6Mc5M
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