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Capítulo 3 – Apetite ao Risco,
Risco Inerente e Risco Residual
Contextual
Apetite ao risco: Especifico para cada empresa.
Duas métricas chamadas Tolerância e Capacidade ao Risco.
A responsabilidade das duas métricas acima é do Conselho de
Administração da Empresa, sugerido pela Diretoria Executiva através do
seu Presidente.
A diferença ente o Risco Inerente e Residual, o processo de gestão de
riscos deve realizar duas avaliações de riscos.
Apetite ao Risco
Significado: Quantidade de risco que a empresa deseja assumir para
conseguir atingir seus objetivos, que ela esteja disposta a aceitar.
Reflete toda a filosofia administrativa de uma organização, influencia a
cultura.
Definir o apetite ao risco é estabelecer até onde a empresa pode se
arriscar para ganhar dinheiro, mantendo os riscos sempre sob controle e
dentro desse limite.
Para uma empresa gerar valor (crescer e ter sucesso), ela precisa:
Fazer um balanço: Pesar o que pode ganhar (oportunidades) contra o
que pode perder (riscos), sempre respeitando seu apetite ao risco (o
limite de risco que aceita correr).
Usar isso como guia: Essa avaliação deve orientar as decisões, a
alocação de recursos (onde investir o dinheiro) e o alinhamento de
todos na empresa com os objetivos.
Monitorar: A empresa deve acompanhar constantemente se as ações,
os resultados e os riscos estão de acordo com o planejado.
Apetite de forma qualitativa, categorizada como: Elevado, moderado ou
baixo.
Capítulo 3 Apetite ao Risco, Risco Inerente e Risco Residual 1
Apetite de forma quantitativa: Reflete e equilibra as metas de crescimento,
retorno e risco.
O quanto uma empresa está disposta a arriscar ("apetite ao risco") decide
onde ela investe seu dinheiro:
Maior Apetite: A empresa que gosta de correr mais riscos (alto apetite)
vai investir uma grande parte do seu dinheiro em lugares novos e mais
arriscados (como mercados recém-emergentes), buscando maiores
ganhos.
Menor Apetite: A empresa que não gosta de correr riscos (baixo
apetite) vai investir apenas em mercados antigos, estáveis e seguros
(mercados maduros) para proteger seu dinheiro.
Relacionada à estratégia da organização e é levado em conta na hora de
definir elas.
O apetite ao risco é específico para cada empresa, porque não existe
formula pré-fixada.
A responsabilidade desta definição é do Conselho de Administração da
Empresa, sugerido pela Diretoria Executiva, através do seu Presidente.
Devemos sempre lembrar que os riscos, o ambiente de negócios, a
situação interna da empresa, as estratégias e os objetivos são como
organismos vivos: eles mudam constantemente.
Por isso, eles não podem ser definidos uma vez e esquecidos; devem
ser revisados e atualizados sempre para acompanhar essas mudanças.
Tolerância e Capacidade ao Risco
Duas métricas: Tolerância e a Capacidade ao Risco
Tolerância: Desvio ao nível do apetite ao risco. Serve como alerta para
evitar que a empresa chegue ao nível estabelecido por sua capacidade,
que colocaria em riscos a continuidade de seus negócios.
Capacidade ao Risco: Nível máximo de risco que a organização pode
suportar na perseguição aos seus objetivos.
A diferença entre a Tolerância e a Capacidade ao Risco é o nível de alerta
para criticidade, priorização e alocação de recursos.
Capítulo 3 Apetite ao Risco, Risco Inerente e Risco Residual 2
Tolerância Subjetiva Emocional)): O quanto você quer/suporta
psicologicamente se arriscar.
Capacidade Objetiva Financeira)): O quanto você pode se arriscar
(financeiramente ou estruturalmente).
Risco Inerente
Risco Inerente é o risco puro de uma atividade ou negócio, antes que
qualquer medida de segurança ou controle seja aplicada.
É o risco que existe naturalmente no seu tipo de negócio.
Exemplo: o risco de ter um incêndio em uma fábrica de produtos
inflamáveis.
É o risco que você enfrentaria se não fizesse absolutamente nada para
tentar reduzi-lo (ou seja, na falta de qualquer controle da
administração).
Avaliar o Risco Inerente é determinar a força (probabilidade e impacto) de
um problema, agindo como se a empresa não tivesse nenhuma defesa
contra ele.
O objetivo é saber qual é o pior cenário possível e a verdadeira ameaça
que o risco representa por si só.
Exemplo: É verificar o risco de roubo em uma loja imaginando que ela
não tem câmeras, nem alarmes, nem seguranças na porta.
Risco Residual
Aquele que ainda permanece após a resposta da
administração, que sobra depois que a empresa já colocou todas as suas
medidas de controle e segurança em prática.
Exemplo: É o risco de roubo em uma loja depois que você instalou
câmeras, alarmes e colocou um segurança na porta. O risco não some
totalmente, mas o que resta deve ser um nível que o dono da loja
considera aceitável.
Resumo Simples do Processo de Gestão de Riscos:
Comece pelo Risco Puro Inerente): A primeira etapa é avaliar o risco
em seu estado puro, sem considerar nenhuma defesa Risco Inerente).
Capítulo 3 Apetite ao Risco, Risco Inerente e Risco Residual 3
Aplique as Defesas Controles): Em seguida, a empresa instala medidas
de segurança, procedimentos e regras Controles).
Verifique o Risco Sobrante Residual): Depois, a empresa reavalia o
risco para ver o quanto ele diminuiu, verificando a eficácia dos
controles. O que sobrou é o Risco Residual.
Depois vai para a Decisão do Gestor:
Se o Risco Residual for ACEITÁVEL (estiver dentro do "apetite ao
risco" da empresa), o gestor apenas o monitora.
Se o Risco Residual for INACEITÁVEL (estiver acima do "apetite ao
risco"), o gestor deve criar e implementar novas defesas
Controles) até que o risco caia para um nível aceitável.
Capítulo 3 Apetite ao Risco, Risco Inerente e Risco Residual 4