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Pergunta 1 “O Banco Central anunciou, nesta segunda-feira, que emprestará US$ 2 bilhões das reservas internacionais para segurar a alta do dólar. A atuação do BC é uma tentativa de acalmar o mercado depois que a moeda americana subiu 2,4% e encerrou o dia negociada a R$ 3,913 nesta segunda- feira.” Fonte: VENTURA, Manoel. BC vai atuar no câmbio para segurar alta do dólar, 26 nov. 2018. Disponível em: .Acesso em: 5 dez. 2018. Com base no trecho anterior e nos conceitos estudados, assinale a alternativa correta sobre o regime cambial adotado no Brasil. Respostas: a. O Brasil adota um regime de câmbio fixo, onde o Banco Central tem controle total do valor da moeda estrangeira. b. O Brasil adota o regime de câmbio flutuante, onde o Banco central não possui qualquer interferência no valor da moeda estrangeira. c. No Brasil, adota-se o regime de câmbio semifixo, com minidesvalorizações sucessivas. Nesse regime, o Banco Central possui poderes limitados de intervenção no patamar cambial. d. O Brasil pratica o regime de câmbio flutuante do tipo sujo. Ou seja, o câmbio é flutuante, entretanto há intervenções do Banco Central. e. O Brasil adota um regime de câmbio de bandas cambiais, onde o Banco Central estabelece os limites mínimo e máximo de oscilação da moeda. Comentário da resposta: A resposta correta é a alternativa “D”. O Brasil pratica o regime de câmbio flutuante do tipo sujo. Ou seja, o câmbio é flutuante, entretanto há intervenções do Banco Central. Isso significa que a moeda estrangeira varia de acordo com as oscilações de mercado, e o Banco Central realiza intervenções quando julga necessário, na tentativa de interferir no preço. Pergunta 2 Desde o final do segundo mandato do governo Fernando Henrique até o governo de Michel Temer, o Brasil mantém as mesmas diretrizes macroeconômicas: “As medidas que compõem o tripé nunca foram unanimidade entre os economistas. O grande debate entre os defensores e os críticos é sobre o papel que o Estado deve ter na condução da economia. Os defensores do tripé acham que se deve apenas gerar as condições para que o país se desenvolva. Do outro lado, estão os que veem o poder público como um incentivador do crescimento. No tripé, a ideia é que a estabilidade econômica abre a porta para o crescimento. Durante parte do governo Dilma Rousseff, prevaleceu a ideia de que o crescimento é o que deveria ser buscado. Para se chegar ao objetivo, era aceitável o descumprimento de regras do tripé. Nesse período, o país acumulou déficits primários e inflação acima do teto da meta. Durante um período de crise econômica, o governo distribuiu medidas de incentivo para estimular a economia local a atravessar a crise. Em busca de um crescimento que não veio, o governo acumulou rombos no orçamento e viu a inflação chegar a 10,67% ao ano em 2015 - bem acima do teto da meta, de 6,5%. A equipe econômica que assumiu com o presidente Michel Temer tem agora como proposta a revalorização do tripé. A polêmica da PEC do Teto é sua principal aposta para fazer o país voltar a ter superávit primário.” Fonte: CASTRO, José Roberto. O que é o tripé macroeconômico. Ele ainda existe no Brasil?, 18 ago. 2002. Disponível em: . Acesso em : 18 jan. 2019. Além do citado superávit primário, quais os outros componentes do chamado tripé macroeconômico? Respostas: a. Metas de emprego e câmbio livre. b. Metas fiscais e câmbio flutuante. c. Metas para a inflação e câmbio flutuante sujo. d. Controle dos juros e câmbio fixo. e. Metas para a inflação e câmbio livre. Comentário da resposta: A resposta correta é a alternativa “C”. Metas para a inflação e câmbio flutuante sujo.Além do superávit primário, o chamado tripé macroeconômico compreende justamente as metas inflacionárias, assim a política monetária é conduzida visando a atingir o centro da meta e ao câmbio flutuante sujo, onde o Banco Central atua em momentos de valorização ou desvalorização acentuada do real, visando a manter a estabilidade. Pergunta 3 “No período entre 2008 e 2015, a carga tributária brasileira – relação entre arrecadação total e PIB – permaneceu praticamente estável, ao redor dos 32%. Isso nos coloca acima de vizinhos da América Latina e de parte dos países ricos (que, via de regra, oferecem serviços públicos de melhor qualidade). Suíça, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido são alguns exemplos.Especialistas em finanças públicas alertam, porém, que não existe um número ideal para a carga tributária e que o indicador é um reflexo das escolhas da sociedade – em relação à abrangência dos serviços prestados pelo Estado e ao volume de benefícios sociais. Mais importante que reduzi-la, portanto, seria simplificá-la e alterar a sua composição.“O Brasil é uma referência de carga tributária muito alta entre os emergentes, mas muito maldistribuída”, afirma José Roberto Afonso, professor do IDP e pesquisador do Ibre-FGV.Os impostos que incidem sobre bens e serviços respondem por metade da carga e, para Afonso, são os principais responsáveis pelas injustiças tributárias do Brasil. “(É necessário) diminuir a excessiva concentração da arrecadação em impostos indiretos, que penalizam sobretudo o consumo e de forma errática e escamoteada”, diz ele, destacando que o atual modelo ajuda a promover a concentração de renda no país.Isso porque quanto mais pobre é a população maior é a fatia da renda que ela compromete com o consumo. “Sem saber e sem poder evitar, paga proporcionalmente mais impostos”, explica o economista.” Fonte: LIMA, Bianca Pinto. As injustiças tributárias do Brasil em 5 gráficos, 2 jul. 2018. Disponível em :. Acesso em; 4 dez. 2018 Com base nas afirmações da reportagem e nos seus conhecimentos, assinale a alternativa correta. Respostas: a. A tributação brasileira é justa, pois os impostos indiretos, que compõem quase a metade da carga tributária, atingem a todos de maneira indistinta. b. O sistema tributário é concentrador de renda, pois o Brasil tributa pouco a renda e muito o consumo e a produção. c. A solução para a melhora no fornecimento de serviços públicos e diminuição da desigualdade é uma redução drástica na carga tributária. d. Não cabe ao estado o papel de redução de desigualdades, sendo essa uma função do mercado. e. A solução é uma redução ainda maior dos tributos diretos sobre a renda e patrimônio da população mais rica, pois ele consome a maior parte de sua renda. Comentário da resposta: A resposta correta é a alternativa “B”. O sistema tributário é concentrador de renda, pois tributamos pouco a renda e muito o consumo e a produção.Em comparação a outros países, o Brasil tem um sistema tributário que pouco onera a renda e o patrimônio, sendo portando um sistema regressivo e concentrador de renda. Pergunta 4 “Quando a inflação está alta ou indica que vai ficar acima da meta, o Copom eleva a Selic. Dessa forma, os juros cobrados pelos bancos tendem a subir, encarecendo o crédito (financiamentos, empréstimos, cartão de crédito), freando o consumo e reduzindo o dinheiro em circulação na economia. Com isso, a inflação cai. O Copom reduz os juros quando avalia que as perspectivas para a inflação estão em linha com as metas determinadas pelo CMN.” Fonte: SOUSA, Yana. Comitê de Política Monetária mantém taxa básica de juros em 6,5% ao ano, 19 set. 2018. Disponível em:.Acesso em: 10 out. 2018. Assinale a alternativa que relaciona objetivos que compõem a função estabilizadora do Estado. I – Estabilidade no nível de preços. II – Produção de bens públicos. III – Equilíbrio no balanço de pagamentos. IV – Manter o crescimento econômico. V – Manutenção do nível de empregos. VI – Distribuição de renda na sociedade. Respostas: a. I, II e III. b. I, III e VI. c. I, III, IV e V. d. II, III, V e VI. e. II, V e VI. Comentário da resposta: A resposta correta é a alternativa “C”. I – Estabilidade no nível de preços, III – Equilíbrio no balanço de pagamentos, IV – Manter o crescimento econômico e V – Manutenção do nível de empregos, compõem a função estabilizadora do Estado. A alternativa II não está correta porque a produção de bens públicos está relacionada à função alocativa do Estado e a distribuição de renda está relacionada à função distributiva. Pergunta 5 “Em 2017, o que derrubou as contas públicas foi a queda da arrecadação de impostos, após três anos de recessão. Embora a crise tenha acabado oficialmente, a expectativa é que o baque maior nos investimentos venha em 2018.É só no ano que vem que as contas públicas sofrerão os efeitos mais drásticos do Novo Regime Fiscal, conhecido como ‘PEC do Teto’.A PEC do Teto determina que as despesas públicas só podem crescer até o limite da inflação do ano anterior. Como em 2016 a inflação estava relativamente alta (6,29%, segundo o IBGE), o efeito de compressão do Orçamento foi pequeno.(...)Se o Orçamento como um todo sofrerá um achatamento, o efeito será ainda maior nos investimentos, já que gastos de outras áreas (principalmente salários e Previdência) são obrigatórios e continuarão crescendo.” Fonte: SHALDERS, André. Investimento público cai em 2017 e voltará ao nível dos anos 1990, diz estudo do Senado, 13 nov. 2017. Disponível em:. Acesso em: 23 set. 2018. A partir da reportagem e dos conceitos estudados, responda: no que consiste a função alocativa do Estado? Respostas: a. A função alocativa consiste nas políticas de distribuição de renda estatais. b. Por meio da função alocativa o Estado é responsável pelas relações internacionais de um país. c. A função alocativa do estado refere-se ao seu papel de realizar alterações na taxa de juros para estabilizar a economia. d. A função alocativa do Estado ocorre principalmente nos setores em que a iniciativa privada não possui a devida eficiência. Dessa forma o investimento estatal garante a prosperidade desses segmentos. e. A função alocativa corresponde à responsabilidade do Estado de manter o superávit primário. Comentário da resposta: A resposta correta é a alternativa “D”. A função alocativa do Estado ocorre principalmente nos setores em que a iniciativa privada não possui a devida eficiência. Dessa forma o investimento estatal garante a prosperidade desses segmentos. A reportagem destaca a função alocativa ao afirmar que o nível de investimento será reduzido. Pergunta 6 Uma importante questão de natureza tributária está para ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com repercussão para empresários e consumidores. O julgamento do Recurso Extraordinário nº 946.648/SC decidirá se é ou não constitucional a incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no momento da comercialização do produto nacionalizado, já tendo ele sido cobrado quando do desembaraço aduaneiro. Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a cobrança viola diversos princípios constitucionais, pois trata- se de dupla incidência do IPI fora do ciclo de industrialização. A dupla cobrança afeta principalmente os produtos importados, que já têm uma carga fiscal muito maior que o produto nacional. Além do próprio IPI e do ICMS, o produto importado ainda é alcançado pelo imposto de importação, pelas contribuições do PIS e COFINS - importação, Cide - importação, Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) e pela Taxa de Utilização do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).A carga excessiva da bitributação prejudica o livre mercado e fere os princípios constitucionais da isonomia, neutralidade tributária e da livre concorrência, criando uma reserva de mercado e obrigando os importadores a praticarem preços muito superiores aos dos concorrentes nacionais, com inegável impacto negativo no consumidor.” Fonte: CNC. Bitributação prejudica o comércio, 16 nov. 2018. Disponível em: . Acesso em: 5 dez. 2018. O que estabelece o princípio da neutralidade tributária: Respostas: a. O ônus deve ser maior para o estado. b. O contribuinte deve ser onerado de acordo com sua capacidade de pagar. c. Aumentos na carga tributária levam a uma queda na arrecadação. d. Os tributos não devem afetar o sistema de preços de mercado. e. O ônus deve ser partilhado de maneira justa entre os contribuintes. Comentário da resposta: A resposta correta é a alternativa “D”. Os tributos não devem afetar o sistema de preços de mercado.Os tributos devem interferir minimamente no sistema de preços, evitando dessa forma uma alocação ineficiente de recursos. Pergunta 7 Banco Central da Índia mantém juros inalterados e toma medidas para estimular empréstimos“O banco central da Índia manteve as taxas de juros inalteradas nesta quarta-feira, em uma decisão amplamente esperada, já que a inflação diminuiu significativamente, enquanto a autoridade monetária tomou medidas para estimular os bancos a emprestarem mais para apoiar uma economia que perdeu alguma força.” Fonte: TERRA. Banco Central da Índia mantém juros inalterados e toma medidas para estimular empréstimos. Disponível em: .Acesso em: 5 dez. 2018. Qual a política econômica que melhor descreve as decisões do Banco Central da Índia, citado na reportagem? Respostas: a. Política fiscal. b. Política de gastos. c. Política alocativa. d. Política orçamentária. e. Política monetária. Comentário da resposta: A resposta correta é a alternativa “E”. Alternativa correta “E”: Política monetária.A reportagem trata de um exemplo de política monetária, pois apresenta a decisão do Banco Central em torno da taxa de juros. Como no caso citado pela reportagem, a inflação tem diminuído, o banco central teria algumas alternativas de juros para estimular a concessão de crédito, caso a inflação estivesse muito baixa, ou manter a taxa de juros, caso a inflação esteja dentro do que se espera. Pelo que indica a reportagem, a inflação está em um patamar aceitável, porém como a trajetória é de queda o Banco Central está utilizando algum mecanismo para estimular o crédito, apesar de não ter citado um desses mecanismos, pode ser diminuição do compulsório bancário, montante de recursos dos bancos que fica em poder do Banco Central para que este possa controlar a oferta de moeda. Pergunta 8 “A jornada de quinta-feira teve a quarta depreciação consecutiva da moeda, num cenário cada vez mais complicado. E, desde o começo do ano, o peso já perdeu 52% de seu valor com relação ao dólar. O Governo tenta aparentar calma, em meio a rumores de mudanças na equipe econômica. ‘Claramente não é a solução em que o presidente está pensando. Não há uma solução mágica. Estamos encaminhados a obter o equilíbrio fiscal, que é o eixo central para reduzir nossas vulnerabilidades. Há problemas, mas é preciso ver o filme,e não a foto’, disse pela manhã o chefe do Gabinete de Ministros, Marcos Peña. A brusca alta do dólar ocorreu enquanto empresários e políticos argentinos se reuniam no encontro anual do Conselho das Américas em Buenos Aires. De lá, o ministro argentino do Interior, Rogelio Frigerio, também fez um apelo por calma: ‘Neste momento, nós, que temos responsabilidade política, temos que ter moderação, segurança, transmitir confiança, e não temos nenhum direito de ficar nervosos’. Frigerio estendeu o pedido aos empresários presentes: ‘Vocês devem fazer o esforço de olhar além do dia a dia do dólar e entender que há futuro na Argentina, e que esse futuro é muito promissor’, concluiu. A oposição criticou com dureza a nova alta das taxas de juros, que atinge ainda mais a economia produtiva.” Fonte: MOLINA, Frederico Rivas. Dólar flerta com recorde no Brasil e, na Argentina, faz juros subirem a 60% ao ano. Disponível em: . Ac esso em: 23 set. 2018. Sobre a relação Juros e Investimento, assinale a alternativa correta: Respostas: a. A teoria econômica é unânime em relação ao efeito da taxa de juros sob o investimento e sua relação de causalidade. b. A taxa de juros tem uma relação de proporção direta com o investimento, ou seja, na medida em que a taxa de juros cresce a tendência é de declínio do nível de investimentos da economia e vice-versa. c. A taxa de juros não possui qualquer relação com o nível de investimentos da economia. d. O investimento é uma variável autônoma na economia e depende exclusivamente das expectativas de lucros dos capitalistas. e. A taxa de juros tem uma relação de proporção inversa com o investimento, ou seja, na medida em que a taxa de juros cresce a tendência é de declínio do nível de investimentos da economia e vice-versa. Comentário da resposta: A resposta correta é a alternativa “E”. A taxa de juros tem uma relação de proporção inversa com o investimento, ou seja, na medida em que a taxa de juros cresce a tendência é de declínio do nível de investimentos da economia e vice-versa.O trecho destacado evidencia como uma alta na taxa de juros impacta o investimento e como o Estado tenta se comunicar com os investidores buscando que tenham confiança para ampliar a produção. Pergunta 9 “A classificação das transferências quanto à liberdade orçamentária – tanto ao conceder como ao utilizá-las – ganha, então, importância: trata-se de moldar as transferências de forma que tente garantir melhores resultados em relação aos objetivos da nação. Nesse ponto, a questão que se coloca diz respeito à opção entre vinculação versus autonomia em relação ao uso das transferências. Em geral, os pleitos por maior autonomia se baseiam na noção de soberania dos entes federados e na sua legitimidade para escolher alternativas mais adequadas – e eficientes – dada as particularidades locais. O modelo de autonomia plena, no entanto, apresenta algumas dificuldades. Em primeiro lugar, o sucesso do sistema passa a ter forte dependência da eficiência do sistema político e decisório local. Além disso, esse modelo dificulta a implantação de políticas coordenadas ou de escopo nacional. Por outro lado, as transferências vinculadas, que supõem algum sacrifício de autonomia das instâncias internacionais, podem direcionar o uso dos recursos em áreas de interesse nacional ou regional, bem como exigir contrapartidas que inibam desperdícios ou negligência tributária.” Fonte: Gasparini, C.E. e R.B. Miranda. Evolução dos aspectos legais e dos montantes de transferências realizadas pelo fundo de participação dos municípios. Texto para Discussão do IPEA n° 1.243. Brasília, 2006. Quais dessas é uma das características das transferências que garante autonomia ao ente que recebe os recursos? Respostas: a. Apesar da autonomia, esses recursos necessitam de alguma contrapartida. b. Podem ser contingenciados pelo ente que envia os recursos. c. O governo federal pode, a qualquer momento, reter esses recursos. d. São condicionais, ou seja, devem estar relacionados a um gasto específico. e. Não demandam nenhuma contrapartida para serem realizados. Comentário da resposta: A resposta correta é a alternativa “E”. Não demandam nenhuma contrapartida para serem realizados.Essa autonomia é dada pelas transferências constitucionais, que além de não exigirem nenhuma contrapartida, são incondicionais, não podem ficar retidas pelo governo federal, exceto se existirem débitos que não possam ser contingenciados. Pergunta 10 “Uma parcela expressiva dos ativos de infraestrutura envolve a ocorrência de uma ou mais falhas de mercado: bem público, monopólio natural, externalidades e mercados incompletos. Segundo Stiglitz, em ambientes nos quais estão presentes essas falhas, o sistema de preços de mercado não promove determinados investimentos ou o faz com ineficiência alocativa. Portanto, essas “falhas” ampliam o grau de complexidade da provisão de ativos em infraestrutura e, consequentemente, demandam a participação efetiva do Estado no desenvolvimento de arranjos institucionais híbridos (ou mecanismo de governança especializados) e na coordenação estratégica destas construções institucionais” Fonte: CIMOLI, M. DOSI, G. NELSON, R. STIGLITZ, J. Instituições e Políticas Moldando o Desenvolvimento Industrial: uma nota introdutória, Revista Brasileira de Inovação, Rio de Janeiro (RJ), 6 (1), p.55-85, janeiro/junho 2007. Algumas características das falhas de mercado são:I. A implementação de obras de infraestrutura de energia gera apenas externalidades positivas como, além da geração de empregos diretos, amplia a capacidade produtiva das indústrias.II. Bens públicos têm preços bem definidos, o que é um atrativo à iniciativa privada.III. Monopólios naturais demandam alto investimento em capital fixo e, pela característica monopolística, há a necessidade de regulação pelo Estado.Está correto o que se afirma em: Respostas: a. I apenas. b. III apenas. c. I e II apenas. d. II e III apenas. e. I, II e III. Comentário da resposta: A resposta correta é a alternativa “B”. A alternativa I não está correta, pois obras de infraestrutura não geram apenas externalidade positivas, geram também externalidades negativas, como impactos ambientais, por exemplo o desmatamento, os impactos sociais com a desapropriação de casas, entre outros. A alternativa II também não está correta, pois justamente uma das características dos bens públicos é a dificuldade na definição de preços. Já a alternativa III está correta, pois o que caracteriza um monopólio natural são custos crescentes de escala, ou seja, um alto investimento em custos fixos, com o fornecimento de água encanada, e esses mercados são muito regulados pela grande capacidade que as empresas têm para fixar preços.