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Conteudista: Prof.a M.ª Rossana Soares de Almeida
Revisão Textual: Prof.a Dra. Selma Aparecida Cesarin
 
Objetivos da Unidade:
Distinguir e assimilar as diferenças do período de desenvolvimento de um
embrião e suas correlações;
Identificar as principais características da primeira à terceira semana de
gestação.
˨ Material Teórico
˨ Material Complementar
˨ Referências
Embriologia – Parte I
A Fecundação
Para o melhor entendimento desse processo ímpar, alguns conceitos precisam ser definidos.
Vamos começar falando do núcleo celular, ambiente em que se encontra o material genético
celular, sob a forma de cromossomos, nos quais a informação genética está armazenada em
dois genes, uma em cada cromossomo. Nas células diploides, os cromossomos estão aos pares
(cromossomos homólogos), e nas haploides os cromossomos são únicos. As células somáticas
são aquelas que não tem função reprodutiva, também chamadas de diploides, e constituídas por
23 pares de cromossomos (46 no total). Já os gametas são considerados haploides com
estruturas nucleares de 23 cromossomos apenas. As células diploides vão originar gametas
haploides, e as células diploides também podem se multiplicar gerando células filhas com
número cromossomal idêntico ao das células procedentes. Ambos os processos ocorrem por
meio de mecanismos conhecidos como divisão celular, que são a mitose e a meiose. Na mitose,
células diploides vão originar células-filhas idênticas, com o número de cromossomos
equivalente ao da célula mãe. Na meiose, uma célula diploide vai originar quatro células filhas,
com número de cromossomos reduzido, que serão as células haploides.
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˨ Material Teórico
Figura 1 – A fecundação 
Fonte: Getty Images
 
#ParaTodosVerem: a imagem descreve o gameta masculino, espermatozoide,
em tons de vermelho e laranja, na ponta, e o oócito, gameta feminino, em tons
de vermelho claro. O processo evidencia a fecundação. Fim da descrição.
A fecundação é um processo enigmático que une espermatozoide, gameta masculino, e oócito,
gameta feminino. Essa união promove a constituição de uma terceira estrutura, o zigoto,
resultante da combinação de espermatozoide e de oócito, que contemplará cromossomos
paternos e maternos. A fecundação leva aproximadamente 24 horas para acontecer. Sinais
químicos, em específico, são secretados pelos oócitos e por algumas células dos
espermatozoides (quimiotaxia) para que o encontro seja fatídico, quaisquer tipos de alterações
em qualquer fase do processo podem fomentar a morte do zigoto.
O desenvolvimento do zigoto será por divisão celular. Essa é uma estrutura diploide (2n) que, na
metáfase, na divisão por mitose, vai originar um embrião unicelular. A fecundação acontece na
tuba uterina. Em um processo díspar, em que o oócito não seja fecundado, ele chegará ao útero,
no qual será deteriorado e reabsorvido.
Figura 2 – Óvulo e espermatozoide 
Fonte: Adaptada de Getty Images
 
#ParaTodosVerem: primeira imagem, espermatozoide. O Acrossomo, na
cabeça, representado em verde, núcleo representado em azul, a região média
representado em amarelo e cinza e a calda em cinza. O oócito é representado em
tons de lilás e azul e o núcleo em tons de rosa e vermelho. Fim da descrição.
Vídeos
Óvulos, Embriões
Divisões Celulares
Existem algumas comparações entre os gametas masculino e feminino. No tamanho, o gameta
feminino é significativamente maior que o masculino. O oócito SEMPRE libera um cromossomo
X, enquanto o espermatozoide pode fornecer o cromossomo X ou Y. O oócito é estático e
associado a um órgão, enquanto o espermatozoide é móvel, graças à existência de seu flagelo.
Uma ovogônia produz um oócito, enquanto uma espermatogônia produz quatro
espermatozoides.
Vídeo 
Um Jeito Divertido de Entender a Fecundação 
Primeiro Semestre de Gestação – A Primeira Semana
A liberação do esperma no ato sexual é apenas o início da árdua
jornada do espermatozoide para encontrar o óvulo, demonstrando
exatamente como acontece a fecundação.
Um jeito divertido de entender a fecundação
Vídeo 
Fases da Meiose 
https://www.youtube.com/watch?v=mhmcTP_rz2M
Clique no botão para conferir o vídeo indicado.
ASSISTA
Espermatogênese
WO impulso inicial para a espermatogênese, um processo da puberdade que se processa
totalmente nos testículos. Certos hormônios produzidos pelo hipotálamo são liberados
estimulando a secreção de testosterona, vital na ativação das células de Sertoli, encontradas nos
túbulos seminíferos dos testículos e responsáveis pela indução da produção das
espermatogônias através de mitose. Nos túbulos, estão também as espermatogônias, células
germinativas precursoras dos espermatozoides (Figura 3). O processo mitótico resulta em duas
células-filhas idênticas: o espermatócito primário e a espermatogônia, com potencial de iniciar
o processo novamente.
Agora por meiose, os espermatócitos primários irão se diferenciar em espermatócitos
secundários que, por meiose (2ª fase), vão produzir quatro células haploides chamadas
espermátides, com 22 cromossomos somáticos (não sexuais) e um cromossomo sexual do tipo
X ou Y (a nomenclatura para cada tipo de espermátide é, portanto, 23,X ou 23,Y).
Acesse o conteúdo a seguir para aprofundar o conhecimento sobre
meiose celular. 
https://pt.khanacademy.org/science/biology/cellular-molecular-biology/meiosis/v/phases-of-meiosis-i
A diferenciação das espermátides em espermatozoides é a espermiogênese, sem divisões
celulares, e com funções, como: formação do acrossomo, uma organela que produz diversas
enzimas capazes de digerir a zona pelúcida que envolve os ovócitos femininos, formação do
flagelo, alongamento e condensação do núcleo celular e perda da maior parte do citoplasma. Os
espermatozoides são formados por uma cabeça, que contém o núcleo haploide e o acrossomo,
um colo, que forma uma ponte entre a cabeça e o flagelo e um flagelo, também conhecido como
cauda, parte móvel (Figura 2).
Importante! 
Aneuploidias: falhas na divisão celular podem provocar a modificação
do número cromossomal, chamadas anomalias. Essas falhas podem
gerar excesso ou déficit no material genético. Células com excessos têm
maiores possibilidades de resultar em embriões que sobrevivam. As
aneuploidias mais comuns incluem:
Trissomia do cromossomo 21 (Síndrome de Down): 47,XX ou
47,XY +21;
Trissomia do cromossomo 18 (Síndrome de Edward): 47,XX ou 47,XY +18;
Trissomia do cromossomo 13 (Síndrome de Patau): 47,XX ou 47,XY +13;
Síndrome de Turner: 45,X;
Síndrome de Klinefelter: 47,XXY.
Figura 3 – Espermatogênese 
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons
 
#ParaTodosVerem: a primeira imagem mostra a espermatogênese, em tons de
cinza, no início do organograma e, no final, os espermatozoides, em tons de
verde, circulados em preto. A segunda imagem mostra os espermatozoides nos
túbulos, em tons de cinza. Fim da descrição.
Oogênese
É a produção de gametas femininos, também chamados de óvulos. Ocorre nos ovários (ocorre
uma multiplicação mitótica de um conjunto de células, as oogônias, que são os óvulos iniciais.
Sua produção começa ainda na vida uterina, e são células com características diploides. As
oogônias ou ovócitos primários se dividirão por meiose (Figura 6), uma divisão que terá início,
mas não fim, pois será interrompida. É nesse momento que os ovócitos primários (Figura 4) se
chamarão folículos primordiais, e todo esse processo acontecerá na vida intrauterina, pois não
há produção de novos ovócitos primários após o nascimento das mulheres. Após o nascimento,
a maioria dos folículos primordiais vai sofrer degeneração. Aqui cada mulher tem em média
400.000 ovócitos primários e cerca de 400 irão amadurecer durante o período reprodutivo
feminino, e os demais continuam em meiose interrompida até o início da puberdade.
Geralmente, apenas um folículo primordial vai amadurecer a cada mês, à exceção dos gêmeos
dizigóticos. A próxima fase da oogênese é a continuação da primeira fase da meiose dos ovócitos
primários. Aqui,
as células-filhas serão diferenciadas com relação ao tamanho, ou quantidade de
citoplasma que cada uma delas receberá. A célula-filha, com menor quantidade de citoplasma, é
chamada de corpo polar e entrará em um processo de degeneração, e a que recebe maior
quantidade (ovócito secundário) será liberada do ovário e seguirá para a tuba uterina (trompa de
Falópio). Enquanto os gametas masculinos podem ter dois tipos diferentes de combinação
cromossômica (23,X ou 23,Y), todos os gametas femininos são do tipo 23,X.
Figura 4 – Ovário 
Fonte: Getty Images
 
#ParaTodosVerem: imagem. Em tons de lilás, apresentam-se as células do
ovário, com células mais e menos densas. Fim da descrição.
Figura 5 – Oócito Primário 
Fonte: Getty Images
 
#ParaTodosVerem: imagem. A imagem mostra o oócito primário, em tons de
rosa e lilás. O centro nuclear, mais escuro, e as extremidades mais claras. Fim da
descrição.
Figura 6 – Ovogênese 
Fonte: Adaptada de Getty Images
 
#ParaTodosVerem: imagem. A imagem mostra as várias fases da Ovogênese. As
estruturas estão rodeadas em preto, os cromossomos representados em azul e
amarelo e a última imagem mostra o óculo pronto. Fim da descrição.
Figura 7 – Ovogênese 
Fonte: Adaptada de Getty Images
 
#ParaTodosVerem: imagem. Uma representação das células em divisão para
formação do óvulo. As células em divisão estão em tons de rosa, com núcleos
mais claros. Os cromossomos aparecem em laranja e azul e o óvulo, com a
superfície laranja e o centro rosa. Fim da descrição.
Figura 8 – Comparação entre Espermatogênese e
Ovogênese 
Fonte: Adaptada de Getty Images
 
#ParaTodosVerem: imagem. Organograma à esquerda, estruturas em azul claro,
representando as diversas estruturas e fases da espermatogênese e, ao final, a
formação do espermatozoide, também em azul, cromossomos representados
em tons de azul mais escuro e vermelho. Organograma à direita, estruturas em
tons de amarelo, representando as diversas estruturas, da oogênese e, ao final, a
formação do óvulo, em amarelo, cromossomos representados em tons de azul
mais escuro e vermelho. Fim da descrição.
Gametogênese
Esse é o processo que tem como objetivo a formação de gametas (células haploides – n), os
espermatozoides (masculinos) e os óvulos (femininos). Essa produção é realizada no interior de
órgãos especializados: testículos (gônadas masculinas) produzem espermatozoides (gametas
masculinos) e ovários (gônadas femininas) produzem óvulos (gametas femininos). A
espermatogênese é responsável pela produção de espermatozoides e a ovulogênese (ou
ovogênese) formará os óvulos.
Importante!
Ovogônia: fase de crescimento mais longa (= maior quantidade
de vitelo);
Número de espermatozoides e óvulos;
Ovócito II: está bloqueado em metáfase II;
Espermatogênese 2 a 3 semanas, a vida inteira.
Figura 9 – Gametogênese 
Fonte: Reprodução
 
#ParaTodosVerem: imagem. As representações da Espermatogênese e da
Ovogênese, juntas, em comparações. Toda a espermatogênese está em azul e a
ovogênese em rosa. Em tons de roxo, estão os cromossomos para ambos os
processos. Fim da descrição.
Da Fecundação às Primeiras Semanas
de Gestação
A fecundação é o processo de formação do embrião a partir da junção do espermatozoide ao
óvulo. Ocorre na parte interna das trompas. O óvulo fecundado se encaminha na direção do útero
e se inicia uma fase de divisão celular desse zigoto, primeiramente, em duas células, depois em
quatro, e assim por diante, até formar uma estrutura denominada blastocisto. O blastocisto,
então, vai se instaurar na parede do útero e, em algumas semanas, dará origem ao embrião. Daí
por diante, o número de células tende a aumentar, até que os primeiros sistemas se formem.
A Clivagem e a Compactação – 1ª Semana Gestacional
A clivagem é o processo que origina as primeiras células após a fecundação por mitose. É quando
o zigoto, durante o seu transporte pela tuba uterina em direção ao útero, passa por repetidas
divisões mitóticas, desconsiderando qualquer aumento de volume. A clivagem é um processo
lento, levando praticamente um dia para cada divisão mitótica: tem-se um embrião de duas
células no primeiro dia após a fertilização, de quatro células, no segundo dia, de seis a 12 células,
no terceiro, de 16 células, no quarto, e de 32 células no quinto dia.
Figura 10 – Fecundação 
Fonte: Getty Images
 
#ParaTodosVerem: imagem. Descrição da fecundação. As representações, em
bordas rosa e núcleo branco, simbolizam o óvulo sendo fecundado pelo
espermatozoide, em azul. As estruturas maiores, em rosa mais escuro,
simbolizam a divisão celular. Fim da descrição.
Essa divisão do zigoto acontece em média 30 horas após o processo de fertilização. O embrião de
16 células é parecido com uma amora e é designado mórula (do latim morus, amora) (Figura 11).
Com a aderência confirmada, os blastômeros externos não são mais identificados
individualmente quando vistos da superfície: um processo denominado compactação. No
embrião com 32 células, os blastômeros secretam fluido para os espaços dentro do embrião. O
líquido concentra-se em uma cavidade, a blastocele, e o embrião é chamado de blastocisto
(Figura 11).
Figura 11 – Fecundação 
Fonte: Adaptada de MOORE; PERSAUD, 2013
 
#ParaTodosVerem: imagem. Formação do blastocisto: em amarelo, as
glândulas, em rosa, as cavidades, em azul claro, as secreções e em vermelho os
capilares. Fim da descrição.
À medida que o fluido aumenta na cavidade, os blastômeros são separados em trofoblasto, que é
a camada celular externa que formará a parte embrionária da placenta, e o embrioblasto, grupo
de blastômeros localizados centralmente, que dará origem ao embrião.
Figura 12 – Divisão celular 
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons
 
#ParaTodosVerem: imagem. O esquema mostra, em tons de bege e marrom, a
divisão celular após a fecundação. Fim da descrição.
Figura 13 – Desenvolvimento do embrião 
Fonte: Adaptada de Getty Images
 
#ParaTodosVerem: imagem. Definição da divisão mitótica após a fecundação.
Células em divisão em bege, com núcleo ao centro rosa (óvulo) e, depois da
fecundação, a fusão desses núcleos (óvulo – rosa e espermatozoide – azul). A
mórula (várias células com núcleos escuros) e o blastocisto (células em marrom
e azul) representados ao final do esquema. Fim da descrição.
Implantação – 2ª Semana Gestacional
Saiba Mais 
Defeitos no desenvolvimento. A tuba uterina colabora para o
transporte do ovócito. Se a tuba estiver impérvia, devido a algum
processo inflamatório pregresso, pode ocorrer implantação do zigoto
na mucosa da tuba, estrutura inapropriada, e que causa risco de
hemorragia materna – Gravidez tubária. O ovócito pode, também, cair
na cavidade abdominal e se implantar no espaço de Douglas, que
culmina com morte do embrião – Gravidez abdominal. Defeitos de
implantação do blastocisto no útero: após o desenvolvimento normal,
o blastocisto pode sofrer implantações atípicas, como próximo à cérvix
uterina – placenta prévia – que pode resultar em complicações no
decorrer da gestação.
Aqui, acontece a implantação do blastocisto. No sexto dia da fecundação, o blastocisto se fixa no
endométrio do útero para iniciar a fase de implantação. A implantação acontece, geralmente, na
parede posterior do corpo do útero, no espaço entre a abertura de glândulas do endométrio.
A segunda semana de desenvolvimento tem alguns acontecimentos importantes, como a
formação da cavidade amniótica, a constituição do saco vitelino primitivo, a construção do disco
embrionário bilaminar (epiblasto, hipoblasto) (Figura 14), a conclusão do processo de
implantação, o início da circulação uteroplacentária primitiva, a formadura do saco coriônico
(Figura 15) e a estruturação da placa precordal.
Figura 14 – Implantação final do blastocisto no
endométrio 
Fonte: Adaptada de MOORE; PERSAUD, 2013
 
#ParaTodosVerem: Embrioblasto, em azul, e células com núcleos mais escuros.
Hipoblastos: células em amarelo e cavidade exocelômica, em tons de rosa. Fim
da descrição.
Figura
15 – Blastocistos implantados de 10 dias (A) e 12
dias (B) 
Fonte: Adaptada de MOORE; PERSAUD, 2013
 
#ParaTodosVerem: imagem. Capilares endometriais em vermelho, epiblasto em
azul e disco embrionário em tons de azul escuro. Vesícula umbilical primitiva em
tons de rosa e sangue materno nas lacunas, em vermelho. Fim da descrição.
Gastrulação, Formação da Linha Primitiva e do Embrião Tridérmico
– 3ª Semana Gestacional
É na 3ª semana que ocorrem três processos críticos para a continuação do desenvolvimento do
embrião, a gastrulação, formação da notocorda e neurulação. Esse é o início do período
embrionário que termina no final da 8ª semana de gestação, em que ocorre o rápido
desenvolvimento do embrião humano a partir do disco embrionário e neurulação (formação da
placa neural).
Gastrulação: define-se como o início do desenvolvimento, com transformações no disco
embrionário de bi para trilaminar e cada lâmina originará um tecido (o ectoderma embrionário
– originará  epiderme, sistema nervoso central e periférico, olhos, orelhas internas, células das
cristas neurais e muitos tecidos conjuntivos da cabeça, o mesoderma intraembrionário –
camadas musculares lisas viscerais, músculos, vasos, camadas serosas, ductos dos sistemas
excretor, reprodutor e cardio, tecidos conjuntivos, ossos, ligamentos e estroma; e o endoderma
– epitélios dos tratos respiratórias e gastrointestinal, tais como o fígado e pâncreas. Aqui, nesse
estágio, o embrião passa a ser definido como gástrula. 
Formação da linha primitiva: a linha primitiva surge na superfície do epiblasto do disco
embrionário bilaminar (Figura 17), o surgimento dessa linha favorece o reconhecimento, no
embrião, do eixo craniocaudal, das extremidades cefálica e caudal, das superfícies dorsal e
ventral e dos lados direito e esquerdo.
Figura 16 – Derivados das três camadas germinativas:
ectoderma, mesoderma intraembrionário e endoderma 
Fonte: Adaptada de MOORE; PERSAUD, 2013
 
#ParaTodosVerem: imagem. Representação das três camadas originadas do
disco embrionário. Mesoderma, endoderma e ectoderma em tons de rosa claro.
Embrioblasto já formado em células rosa circulares. Fim da descrição.
Figura 17 – A: Vista dorsal, B: Corte transversal 
Fonte: Adaptada de MOORE; PERSAUD, 2013
 
#ParaTodosVerem: imagem. Formação da linha, do sulco e nó primitivo,
estruturas em azul. As fossetas também aparecem em azul. Fim da descrição.
A Formação do Embrião
Após a fecundação, diversos processos começam a acontecer com o objetivo de formar um
embrião saudável e com todos os sistemas em bom funcionamento. A ovogênese e a
espermatogênese formarão os gametas e a junção delas promoverá a formação do zigoto. A
meiose é a divisão responsável pela multiplicação celular, e ela ocorre em dois momentos,
apresentados a seguir.
Meiose I
Meiose II
Através de múltiplas divisões por mitose, acontecerá a
proliferação celular, das gônias (células diploides – 2n –
indiferenciadas) no interior do testículo (espermatogônias) e
do ovário (ovogônias);
O período é caracterizado pelo aumento das gônias, que irão formar os citos I
(crescimento volumétrico), as ovogônias terão uma fase de crescimento mais
longa, ficando bem maiores que as espermatogônias; 
Cada espermatogônia (2n) forma um espermatócito primário – 2n (espermatócito I
ou de primeira ordem), enquanto a ovogônia (2n) produzirá o ovócito primário – 2n
(ovócito I ou de primeira ordem);
A meiose caracterizará o período de maturação. Essa é a divisão celular reducional.
Espermatócitos e ovócitos primários (diploides – 2n) duplicarão seus
cromossomos e ao término da 1a divisão meiótica (telófase I), cada espermatócito I
(2n) produzirá dois espermatócitos II (secundários ou de segunda ordem – cada um
deles será “n”);
Na espécie humana, as células serão: espermatócito I (2n = 46 cromossomos) e
espermatócito II (“n” = 23 cromossomos, cada um deles ainda duplicado, por não
ter ocorrido ruptura do centrômero na anáfase I). Essa 1a divisão é reducional, pois
cada célula (cito II) apresentará metade dos cromossomos da espécie;
Na ovulogênese, cada ovócito I (2n), ao término da meiose I, formará duas células
volumetricamente diferentes: uma será maior, o ovócito II (“n” = 23 cromossomos,
ainda bivalentes) e a outra menor, o 1o corpúsculo polar (ou polócito I: “n” = 23
cromossomos bivalentes).
Cada espermatócito II, telófase II (“n” = 23 cromossomos
bivalentes), constituirá duas novas células de igual tamanho:
espermátides (n = 23). Assim, partindo de uma célula 2n
(espermatócito I), ao fim da meiose, serão produzidas quatro
células haploides (espermátides);
Na etapa seguinte, espermiogênese, cada espermátide passa por importantes
modificações no tamanho, na forma e na organização citoplasmática, diferenciando
o espermatozoide (gameta masculino). Assim, estará completada a
espermatogênese.
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
  Vídeos  
Gametogênese 
Uma descrição bioquímica sobre o processo de gametogênese.
2 / 3
˨ Material Complementar
Gametogênese - Aula 35 - Módulo I: Biologia Celular | Prof. Gui
https://www.youtube.com/watch?v=_8VUjE02XME
Gametogênese – Espermatogênese e Ovocitogênese 
Um resumo sobre os processos de espermatogênese e ovogênese.
  Leitura  
Gametogênese e Dinâmica da Reprodução Anodontites
Trapesialis Apesialis (Lamarck) (Unionoida, Mycetopodidae) no
Lago Baía do Poço, Planície de Inundação do Rio Cuiabá,
Mato Grosso, Brasil 
Uma descrição sobre o ciclo reprodutivo de um molusco.
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
GAMETOGÊNESE - Espermatogênese e Ovocitogênese -Prof. Ken…
http://old.scielo.br/pdf/rbzool/v24n3/a33v24n3.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=qIrgCdR_ges
Embriologia 
Um apanhado geral de todas as fases da gestação humana.
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
https://books.scielo.org/id/npy7z/pdf/barbosa-9788575414019-12.pdf
DANGELO; FATTINI, J. G. Anatomia humana sistêmica e segmentar. 4. ed. São Paulo: Atheneu.
2011.
DI FIORE, M. S. H. Atlas de histologia. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
DRAKE, R. L.; VOGT, W.; MITCHELL, A. Gray: anatomia clínica para estudantes. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2015.
GUYTON, A.; HALL, J. Tratado de fisiologia médica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
MOORE, K. L.; PERSAUD, T. V. N. Embriologia clínica. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.
MOORE, K. L; PERSAUD, T. V. N. Embriologia clínica. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana 3D. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
SADLER, T. W. Langman: embriologia médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2013.
THOMPSON, M. W.; MCINNES, R. R.; WILLARD, H. F. Genética médica. 6.ed. Rio de Janeiro:
Guanabara-Koogan, 2008.
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. Porto
Alegre: Artmed, 2012.
3 / 3
˨ Referências

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