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ROTEIRO DE PRÁTICA LABORATORIAL Nº 918087-2 1. Componente curricular: Projeto de Infraestrutura Urbana 2. Título do roteiro de aula prática: PROJETO DE DRENAGEM URBANA. 3. Tempo previsto: 3 horas-aula 4. Objetivos Construir conhecimentos referentes à elaboração de projetos de drenagem urbana. 5. Referencial teórico O correto dimensionamento do sistema de drenagem em uma cidade é muito importante para que não ocorram enchentes e, consequentemente, prejuízos para a população. É responsabilidade do engenheiro civil projetar e executar esses sistemas. Figura 1 – Exemplo de sistema de drenagem urbana em uma via No dimensionamento do sistema de drenagem urbana, deve-se seguir uma metodologia, que será exposta a seguir. a) Para o cálculo da vazão da chuva de cada área de contribuição da cobertura, será utilizado o Método Racional, conforme fórmula apresentado a seguir. O método racional é utilizado para áreas urbanas de até 5 km² : Sendo: Q – Vazão (m³/s) I – Intensidade Pluviométrica (m/s) A – Área de Contribuição em m² C – coeficiente de runoff b) O passo seguinte é dimensionar as sarjetas. O cálculo da capacidade das sarjetas será através da fórmula de Maning ( ) ( ) Sendo: Q – vazão da capacidade da calha (m³/s) A – Área da seção – (m²), Sendo y a altura da água na sarjeta e L a largura da faixa de inundação na via. Rh – Raio Hidráulico - (m), P – Perímetro Molhado – – (m) I – Declividade do conduto (m/m) n – coeficiente de rugosidade de maning c) O próximo passo é dimensionar as bocas de lobo. Para dimensionar boca de lobo do tipo grelha será utilizada a seguinte fórmula: Sendo: Qbl = Capacidade de captação de água da boca de lobo P = Perímetro da boca de lobo – Sendo a largura da boca de lobo e b o comprimento. d) O próximo passo é dimensionar as galerias, lembrando que a vazão da chuva deve ser inferior à capacidade da galeria. A máxima altura da lâmina de água na seção do tubo é igual a 0,8D. Portanto, a área da seção de escoamento será inferior à seção do tubo. Para determinar a área da seção de escoamento da água e o raio hidráulico, utiliza-se a Tabela 1. Tabela 1 – Elementos geométricos da seção circular Sendo: y – altura da lâmina de água A – área da seção molhada D – Diâmetro do tubo Rh – Raio Hidráulico Q – Vazão da chuva Qp = Vazão à seção plena (seção cheia do tubo) Para determinar a vazão à seção plena utiliza-se a fórmula de maning : ( ) ( ) Sendo: Q – vazão da capacidade da calha (m³/s) A – Área da seção do tubo – (m²), Sendo D o diâmetro do tubo. Rh – Raio Hidráulico - (m), P – Perímetro Molhado – – (m) I – Declividade do conduto (m/m) n – coeficiente de rugosidade de maning O próximo passo é determinar a relação : Com o valor da relação de Q/Qp extrai da tabela os valores de Y/D = s A/D² = t, O valor da área da seção molhada ou área da seção do escoamento (A molhada) será : A molhada = t*D² 6. Equipamentos necessários 6.1 Para as aulas ministradas com projeto impresso Tabela 1 – Relação de equipamentos utilizados na aula prática com projeto impresso Item Quant. Descrição 1 1 / aluno * Calculadora científica 2 1 / aluno * Escalímetro 3 1 / aluno ** Prancheta (*) Material a ser trazido pelos alunos (**) Quantidade determinada pela diretriz institucional. Equipamento a ser fornecido pelo polo. 6.2 Para as aulas ministradas com projeto digital Tabela 2 – Relação de equipamentos utilizados na aula prática com projeto digital Item Quant. Descrição 1 1 / aluno * Computador pessoal 2 1 / computador * Programa CAD 3 1 / computador * Programa MS Excel (*) Quantidade determinada pela diretriz institucional. 7. Insumos necessários Tabela 3 – Relação de insumos utilizados na aula prática (para cada grupo de até 3 alunos, segundo diretriz institucional) Item Quant. Descrição 1 1 Projeto Urbanístico de um loteamento, preferencialmente, em formato A1 8. Procedimentos experimentais O professor deverá dividir os alunos em grupos de até 3 alunos, que receberão a folha com o projeto urbanístico. Para melhor rendimento da aula e correção das atividades dos alunos, a planta urbanística deve conter as declividades das ruas e as direções delas. A seguir, é descrito o processo a ser desenvolvido para a elaboração do projeto. a) O primeiro passo é dividir a planta urbanística em bacias de drenagem, para determinar a vazão da chuva que será conduzida pela sarjeta de cada rua. Neste exemplo será considerada uma precipitação igual a 100 mm/h. O Coeficiente de runoff adotado será igual a 0,65. b) O segundo passo é determinar a vazão das chuvas nas sarjetas e a sua capacidade. O ponto de instalação de boca de lobo ocorrerá no instante em que a capacidade da via igualar-se com a vazão da chuva. No dimensionamento, utilizar a inclinação no sentido longitudinal da via. A seção da sarjeta será triangular, sendo a faixa de inundação igual a 6,00m. A altura da água na sarjeta igual a 12cm e o valor do coeficiente de maning igual a n = 0,016 (asfalto). c) O próximo passo é dimensionar o comprimento das bocas de lobo, de acordo com as vazões captadas por elas. Neste exemplo, as bocas de lobos do projeto serão do tipo grelha, com largura igual a 40cm. d) O último passo é dimensionar as galerias. A vazão da chuva será a soma das vazões da água oriundas das bocas de lobos somada com a vazão a montante. Neste projeto, adotar o valor do coeficiente de rugosidade de maning igual a n = 0,013 (tubo de Concreto). A velocidade máxima de escoamento na galeria será igual a 5,00 m/s e a máxima altura da lâmina de água será igual a 0,8D. d.1) Caso o diâmetro adotado não atenda a uma destas condições, o trecho deve ser recalculado com um diâmetro comercial acima. d.2) O dimensionamento será finalizado quando todos os trechos da instalação forem dimensionados e atendidas as condições simultaneamente. 9. Cálculos e análises de resultados Seguindo os procedimentos descritos no tópico 8, os alunos terão feito o dimensionamento de toda a instalação predial de água pluvial. Os valores calculados devem ser preenchidos na Tabela 4. Tabela 4 – Dimensionamento de Drenagem Urbana MEMÓRIA DE CÁLCULO DA REDE PLUVIAL Trecho Área (m²) C Int. Pluv. Vazão Chuva (m³/s) Diâmetro (m) Declividade (m/m) Capacidade da galeria Y/D Área da seção molhada Veloc. 9. Referências AZEVEDO NETO, JOSÉ M.D. Manual de Hidráulica. São Paulo: E. Blücher, 1982. PORTO, RODRIGO DE MELO. Hidráulica Básica. São Paulo. Edusp. 2001 BAPTISTA, MÁRCIO. Fundamentos de Engenharia Hidráulica. Belo Horizonte. UFMG. 2016 Elaboração do roteiro: Prof. Me. Cristiano Dorça Ferreira Data: 17/02/2018 Revisão: Prof. Me. Plauto Riccioppo Filho Data: 05/03/2018 Organização: Prof. Me. Plauto Riccioppo Filho Data: 05/03/2018