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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP Santana de Parnaíba, 13 de novembro de 2019. Arquitetura e Urbanismo – Projeto Arquitetônico: Tópicos Executivos APS – Atividades Práticas Supervisionadas Aluno: Marcelo de Andrade Bastos R.A.: T4174D4 Turma: AU7A06 1. Ficha de Atividades 2. Estudo de Caso: FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO Ficha Técnica: Arquiteto: Alvaro Siza Anos de projeto: 2000 - 2001 Anos de construção: 2003 - 2008 Área construída: 1.350 m² Área do terreno: 8.250 m² Endereço: Av. Padre Cacique, Porto Alegre, Brasil Tipo de projeto: Cultural Status: Construído Materiais predominantes: Concreto e Vidro Com a missão de pesquisar, preservar e divulgar a obra de Iberê Camargo, foi criado em 1995 a fundação com seu próprio nome, de modo a aproximar o público de um dos artistas mais influentes do século XX, autor de uma obra grandiosa incluindo desenhos, gravuras e pinturas. Nascido na cidade de Restinga/RS em 1914 e aluno da Escola de Artes e Ofícios de Santa Maria, construiu boa parte de sua obra na cidade do Rio de Janeiro. Além de ser amigo pessoal de artistas brasileiros como Goeldi e Guignard, foi influenciado diretamente por Giorgio de Chirico, Carlo Alberto Petrucci, Leoni Augusto Rosa, Antonio Achille e André Lhote, artistas renomados em gravura e pintura na Europa. Seus trabalhos conquistaram inúmeros prêmios, o que lhe proporcionou a chance de expô-los em diversas exposições internacionais, dentre elas a Bienal de São Paulo, Bienal de Arte Hispano-Americana, em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras, em Tóquio, entre outras. Suas séries mais conhecidas são “Os Ciclistas” e “Idiotas” (FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO, 2019). Fundação Iberê Camargo – Imagens em perspectiva evidenciando o conjunto volumétrico (Serapião, 2019). https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&ccid=PJ%2buQFF6&id=94910EC90A2990BB5BDBA84949EFA83303298467&thid=OIP.PJ-uQFF6Hw2c5-r7TTpF2QHaFj&mediaurl=http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8e/Museu_Ibere_Camargo_0009.JPG&exph=3216&expw=4288&q=funda%c3%a7%c3%a3o+iber%c3%aa+camargo&simid=607990849439467337&selectedIndex=239 https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&ccid=P47dnGAl&id=94B3A85B46D4EB9B9E03F83C9C9B0AB465A02A7C&thid=OIP.P47dnGAlp69bCjMA8yD2JAHaE7&mediaurl=http://archeyes.com/wp-content/uploads/2016/03/Iber%c3%aa-Camargo-Foundation-_-Alvaro-Siza-_51.jpg&exph=799&expw=1200&q=funda%c3%a7%c3%a3o+iber%c3%aa+camargo&simid=608048560925902742&selectedIndex=225 A fundação Iberê Camargo está localizada na cidade de Porto Alegre, à margem do rio Guaíba, num edifício construído entre os anos de 2003 e 2008, apresentando um traçado geométrico semelhante ao Museu Guggenheim de Nova Iorque (Frank Lloyd Wright, 1959), por meio de uma estrutura monolítica de paredes maciças, sem pilares, vigas ou lajes, as quais suportam o carregamento de toda a estrutura e proporciona estabilidade horizontal ao conjunto construído. As aberturas laterais foram projetadas para que a paisagem do entorno também fosse apreciada pelo público que visita a exposição. Uma obra que foge do padrão da cidade, tanto exterior como internamente, o edifício se destaca pelo contraste constante entre retas e curvas, com corredores e rampas, simétricos e assimétricos num diálogo de transição entre a arte e a natureza que o envolve. O projeto do arquiteto português Alvaro Siza foi vencedor do Troféu Leão de Ouro da 8ª Bienal de Arquitetura de Veneza em 2002 (prêmio, até então, inédito para a América do Sul), e o Mies Crown Hall Americas Prize em 2014. O custo total da obra foi de cerca de R$ 40 milhões (2008), 60% patrocinada por empresas particulares (Gerdau, Petrobrás, Camargo Corrêa, RGE, De Lage Landen, Itáu e Vonpar) e 40% por meio da Lei Rouanet e da Lei de Incentivo à Cultura do Rio Grande do Sul (FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO, 2019). REFERÊNCIAS FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO. Porto Alegre: Fundação Iberê Camargo, 2019. Disponível em: . Acesso em: 11 ago. 2019. HELM, Joanna. Fundação Iberê Camargo/Alvaro Siza. São Paulo: ArchDaily Brasil, 2019. Disponível em: . Acesso em: 11 ago. 2019. SERAPIÃO, Fernando. Fundação Iberê Camargo. São Paulo: Projeto Design, 2019. Disponível em: . Acesso em: 11 ago. 2019. https://pt.wikipedia.org/wiki/Bienal_de_Arquitetura_de_Veneza http://www.archdaily.com.br/br/624063/imagens-da-fundacao-ibere-camargo-de-alvaro-siza-por-fernando-guerra http://www.archdaily.com.br/br/624063/imagens-da-fundacao-ibere-camargo-de-alvaro-siza-por-fernando-guerra https://pt.wikipedia.org/wiki/Petrobras https://pt.wikipedia.org/wiki/Ita%C3%BA_Unibanco https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_Rouanet http://iberecamargo.org.br/a-fundacao/ http://iberecamargo.org.br/a-fundacao/ https://www.archdaily.com.br/br/01-2498/fundacao-ibere-camargo-alvaro-siza https://www.archdaily.com.br/br/01-2498/fundacao-ibere-camargo-alvaro-siza https://www.arcoweb.com.br/projetodesign/especiais/fundacao-ibere-camargo-alvaro-siza-01-07-2008 https://www.arcoweb.com.br/projetodesign/especiais/fundacao-ibere-camargo-alvaro-siza-01-07-2008 3. Estudo de Caso: FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO Análise Arquitetônica A preocupação com o fator ambiental foi um dos desafios enfrentados pelo arquiteto Alvaro Siza e seus colaboradores na elaboração do projeto, de modo a preservar a natureza imediata e adotando sistemas estruturais inovadores. Num terreno de 8.250 m² entre águas (lago Guaíba) e pedras cedido pelo governo estadual em 1996, íngreme e densamente arborizado, o plano de ocupação se deu de modo a verticalizar a construção entre a mata e a Av. Padre Cacique, por meio da escavação por clivagem do terreno, sem uso de explosivos, numa grande operação que retirou cerca de 30 mil metros cúbicos de terra e pedras, material usado na pavimentação de vilas da cidade. Numa parceria entre a construtora Camargo Corrêa e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o edifício foi construído em concreto branco aparente armado em toda a sua extensão, único no país, o que dispensa a pintura e acabamento. Também não foram usados tijolos ou elementos de vedação. Outro cuidado no projeto e execução foi o emprego de aço galvanizado, com o propósito de evitar oxidação e manchas sobre as paredes externas com o passar do tempo. O prédio abriga o acervo de Iberê Camargo e de outros artistas itinerantes, salas de exposição, átrio central, reserva técnica, centro de documentação e pesquisa, ateliê de gravura, ateliê do programa educativo, auditório, loja, cafeteria, estacionamento e parque ambiental projetado pela Fundação Gaia. A proposta do arquiteto Alvaro Siza foi construir um elevador que conduzisse o visitante até o último andar do edifício, direcionando um passeio pelas obras por meio das rampas laterais num percurso de cima para baixo, com paradas nas nove salas de exposição distribuídas nos três andares do prédio (HELM, 2019). Fundação Iberê Camargo – Imagens internas, salas de exposição e átrio (Serapião, 2019). O edifício conta com três pavimentos e um átrio que recebe as exposições temporárias, além do subsolo que abriga um auditório e estacionamento. O acesso ao público se dá por meio do pavimento térreo, onde está posicionado o átrio central que dá acesso ao balcão e recepção, chapelaria, loja e café, bem como o elevador central e rampas de acessos aos pavimentos superiores. Para os visitantes que acessam o café, este oferece uma vista privilegiada para o lago Guaíba. Para uma melhor compreensão de todo o conjuntoarquitetônico envolvendo a Fundação Iberê Camargo e seus anexos, a seguir apresentam-se uma sequência de ilustrações: implantação, plantas dos pavimentos, cortes e detalhes construtivos. Fundação Iberê Camargo – Implantação (Serapião, 2019). Pode-se observar no desenho de implantação que o museu apresenta sua fachada principal voltada para a face noroeste (posicionada ao longo de um calçadão) e a fachada posterior para o sudeste (circundada por uma mata e um maciço de pedra). O posicionamento do edifício da fundação sofre maior insolação no período da tarde, o que oferece o melhor aproveitamento da iluminação natural. No pavimento inferior (subsolo) está posicionado o ateliê de gravura, ateliê educativo, um auditório com capacidade para 100 pessoas, um estacionamento com a capacidade de 100 veículos e a parte de infraestrutura, bem como um centro de documentação e pesquisa com bibliotecas especializadas e bancos de dados sobre as obras do artista, voltado ao atendimento de pesquisadores nacionais e internacionais. Além disso, possui também área de utilidades e reserva técnica, sistema de ar-condicionado e a rede de tratamento de esgoto. No acesso ao estacionamento foi incluída uma passarela subterrânea. Fundação Iberê Camargo – Planta de subsolo (HELM, 2019). Conforme já mencionado, o acesso ao público se dá por meio do pavimento térreo, onde estão posicionadas a entrada, bilheteria, átrio central, balcão e recepção, chapelaria, mezanino, loja e café, bem como o elevador central e rampas de acessos aos pavimentos superiores. Fundação Iberê Camargo – Planta do pavimento térreo (primeiro pavimento) (HELM, 2019). Os pavimentos dois, três e quatro são destinados às nove salas de exposição existentes no complexo da Fundação Iberê Camargo, que podem-se ser visualizadas nas representações em planta a seguir. Fundação Iberê Camargo – Planta do primeiro andar (segundo pavimento) (HELM, 2019). Fundação Iberê Camargo – Planta do segundo andar (terceiro pavimento) (HELM, 2019). Fundação Iberê Camargo – Planta do terceiro andar (quarto pavimento) (HELM, 2019). Os desenhos esquemáticos das fachadas que compõem a Fundação Iberê Camargo estão a seguir, evidenciando a forma e as passarelas de acesso aos pavimentos: Fundação Iberê Camargo – Fachadas Norte, Sul e Leste (HELM, 2019). Os desenhos em corte oferecem um maior detalhamento dos anexos componentes a Fundação Iberê Camargo, evidenciando o projeto de estacionamento subterrâneo e sobre este uma ampla calçada que dá acesso ao interior do edifício, bem como o terreno que circunda toda a edificação. Fundação Iberê Camargo – Corte transversal A (Estacionamento e acessos) (HELM, 2019). Fundação Iberê Camargo – Corte transversal B (Estacionamento e acessos) (HELM, 2019). Fundação Iberê Camargo – Corte transversal D (Estacionamento, pavimentos e acessos) (HELM, 2019). Fundação Iberê Camargo – Corte longitudinal E (Estacionamento e acessos) (HELM, 2019). Quanto ao sistema de iluminação do edifício, este é controlado por sensores computadorizados, baseados na luz externa que entra pela claraboia de vidro leitoso do último andar. A luz é reproduzida com a mesma intensidade por lâmpadas nos andares inferiores, conforme o dia nasce ou se põe, o que economiza uma grande quantidade de energia. Com o sistema, a luz interna do prédio se mantém a mesma durante todo o dia. O posicionamento das lâmpadas foi pensado para não projetar sombras nas salas de exposição. A temperatura e a umidade interior são gerenciadas por um controle inteligente de monitoramento para garantir a proteção do acervo. O sistema de ar condicionado produz gelo à noite, quando o custo da energia elétrica é mais barato, para refrigerar o ambiente durante o dia, reduzindo os custos da operação e maximizando a utilização de energia. O ar condicionado foi embutido nas paredes das salas de exposição, de modo a ficar invisível. O ar circula através de duas aberturas, localizadas nas extremidades superiores e inferiores de cada parede. As paredes são revestidas com lã de rocha, um potente isolante térmico e acústico. As paredes dos braços externos (suspensos) do prédio ocultam um sistema hidráulico de tubos capilares plásticos, por onde corre constantemente água fria durante o dia, o que mantém o prédio resfriado naturalmente e economiza energia. O prédio possui um sistema de aproveitamento da água da chuva, que prevê sua a reutilização nos banheiros e a criação de uma estação de esgoto, responsável pelo tratamento dos resíduos sólidos e líquidos no próprio local. A água tratada resultante do processo também serve para regar a área verde do entorno. Com a atenção especial dedicada ao meio ambiente, a nova sede consome de 30% a 40% menos energia do que uma construção convencional. Todos os móveis, em madeira, foram desenhados por Siza e importados de Portugal, assim como as portas corta-fogo. As placas que indicam as saídas do prédio e os sanitários masculinos e femininos também foram criadas pelo arquiteto. Por meio de uma parceria com a Fundação Gaia, hoje liderada por Lara Lutzenberger, filha do professor José Lutzenberger, a mata nativa de 16 mil m² localizada às costas do prédio está recebendo cuidados especiais. Uma trilha de cerca de 200 metros na mata foi criada para que o visitante possa associar a arte à natureza. 4. Relatório de Visita: INSTITUTO TOMIE OHTAKE O Instituto Tomie Ohtake está localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, bairro de Pinheiros e foi inaugurado em novembro de 2001, projetado para ser um espaço multicultural, arquitetônico e conceitual para apresentação de exposições nacionais e internacionais de artes plásticas, design e arquitetura. A visita ao local é parte das atividades desenvolvidas na disciplina de Projeto Arquitetônico: Tópicos Executivos e orientada pelo Professor Gustavo Sampaio. O nome do Instituto é uma homenagem á artista Tomie Ohtake, promovendo exposições que sintetizam os últimos 60 anos de seus trabalhos, como também mostras inéditas no país, como Salvador Dali, Joan Miró, Louise Bourgeois, Josef Albers, Yayoi Kusama, dentre outros. Instituto Tomie Ohtake – Fachada e edifício Anexo. O programa arquitetônico do instituto está distribuído em dois pavimentos, sete salas de exposição, um setor educativo de ateliês, salas de palestras e documentação, ocupando uma área de 7.500 m². O piso térreo está integrado a um grande hall livre, ocupado também por um restaurante, livraria e loja. A cobertura composta por treliças metálicas e telhas acrílicas garante a iluminação natural desde a entrada até às salas de exposições. Instituto Tomie Ohtake – Hall Central O Instituto Tomie Ohtake é anexo ao Complexo Aché Cultural, composto por dois edifícios de escritórios, centro de convenções e teatro, combinando num mesmo conjunto trabalho, cultura e lazer integrados, o que proporcionou a Ruy Ohtake o prêmio de melhor projeto arquitetônico na 9ª. Bienal de Arquitetura de Buenos Aires em 2001. Atualmente o instituto abriga quatro exposições: 6º Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake Akzo Nobel Tomie Ohtake: Poesia se Medita Mariana: Christian Cravo Daniel Senise - Todos os Santos Instituto Tomie Ohtake – Encartes e Exposição de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel. A Exposição do 6º. Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobelapresenta os 12 trabalhos finalistas nas categorias Profissionais e Universitários, cujo corpo de jurados foi formado pelos arquitetos Helena Aparecida Ayoub Silva, Héctor Vigliecca, Joice Berth, Pedro Vada e Priscyla Gomes. Esta edição do Prêmio contou com a participação de 391 projetos oriundos de 17 Estados e Distrito Federal, sendo 282 profissionais e 109 Universitários. Na exposição Tomie Ohtake: Poesia se Medita, a proposta foi relacionar a obra da artista com a poesia oriental (haicai – poesia de síntese). As 12 gravuras reunidas na mostra refletem como Tomie soube inovar também nesta técnica, pela qual ganhou reconhecimento internacional a partir de 1972, quando foi convidada a participar da sala Grafica D’Oggi na Bienal de Veneza - exposição que contou com a presença dos mais importantes artistas do mundo, como os norte- americanos da Pop Art . Exposições Tomie Ohtake: Poesia se Medita e Mariana: Christian Cravo A Exposição Mariana: Christian Cravo retrata em 26 gravuras as memórias humanas de uma das maiores tragédias ambientais do país: o rompimento da barragem de Fundão, que vitimou fatalmente 19 pessoas e desabrigou centenas de famílias em Mariana - Minas Gerais, em 2015. A Exposição Daniel Senise - Todos os Santos reúne um conjunto significativo de trabalhos pouco vistos ou inéditos que apresentam intervenções sobre ampliações fotográficas. As pranchas contém fragmentos de matéria queimada recolhidos do interior do Teatro Villa- Lobos, no Rio de Janeiro, destruído pelo fogo em 2011 e até hoje interditado. O incêndio aconteceu quando o teatro acabava de passar por um processo de reforma e estava prestes a ser reinaugurado. 5. Conceito de Reforma A cidade de Barueri é a única no Brasil a possuir um Museu da Bíblia (MuBi), maior do mundo em sua especialidade, contendo um acervo de 17 mil volumes, dividindo com a Universidade Cambridge, na Inglaterra, a responsabilidade de abrigar um acervo completo para a preservação das traduções da bíblia realizadas no passado e as que ainda serão feitas no futuro. Os visitantes encontram no Museu da Bíblia cerca de 3 mil títulos, entre os quais bíblias e partes do texto bíblico em mais de 200 idiomas; a bíblia Vulgata de 1600; a primeira bíblia em língua portuguesa em volume único (datada de 1819), várias miniaturas, incluindo o menor livro do mundo, além de uma réplica da prensa de Gutenberg. O Museu da Bíblia é uma parceria entre a Sociedade Bíblia Brasileira e a Prefeitura de Barueri, atualmente localizado na Avenida Pastor Sebastião Davino dos Reis, 672, Vila Porto, Barueri. O projeto de Execução de Reforma em Museu desenvolvido na disciplina de Projeto Arquitetônico Tópicos Executivos sob orientação do Professor Gustavo Sampaio teve como inspiração a criação de uma estrutura fluida que agrupasse o programa de necessidades proposto distribuído nas três áreas existentes: um edifício com térreo e dois pavimentos superiores e dois galpões industriais. O conjunto construído está localizado na Alameda Araguaia, 2104, Setor Industrial de Barueri e foi levantado para abrigar a unidade fabril no Brasil da Markem Imaje, empresa multinacional com sede na Suíça e que produz impressoras, datadoras, codificadoras e outros equipamentos para marcação, codificação e rastreabilidade industrial. A reforma visa adequar o acervo do museu existente nesse novo espaço proposto, mais amplo que o atual, de modo a inserir novos elementos que contam a história das máquinas de impressão. Quanto ao primeiro edifício, a proposta foi transformar o térreo numa área de recepção para os visitantes, bem como agrupar o setor de manutenção e serviços, facilitando o acesso e movimentação dos funcionários operacionais nas áreas de exposição, vivência e administração (KEELER, 2010). Nesta área de manutenção estão previstas a inserção de uma sala de controle ambiental, segurança e vestiários masculino e feminino. No térreo, além do hall de recepção, propõe-se a construção de uma sala de projeção, bilheteria, controle de acesso ao museu e sanitários. Em virtude do programa a ser obedecido, adotou-se como opção a inclusão de uma biblioteca no primeiro pavimento, bem como arquivo, sala de treinamento, sala de convívio/descanso, varanda e sanitário. O segundo pavimento é inteiramente administrativo, contando com sala de direção, reuniões, almoxarifado, secretaria, setor de recursos humanos, divulgação, setor financeiro/contabilidade, curadoria, copa e sanitários. O acesso antes era realizado apenas por uma caixa de escada, mas o projeto prevê a inserção de um elevador conectando todos os pavimentos. O segundo bloco é o galpão reservado para a área de exposição, com aproximadamente 532 m², praticamente inalterado. Na passagem entre o segundo e o terceiro bloco é sugerida a construção de uma loja do museu, numa área que antes estava livre e pode ser melhor aproveitada. O terceiro e último bloco é composto também por um galpão e nele algumas alterações e parcelamento são indicadas. Na parte do fundo, de modo a aproveitar a alvenaria existente, propõe-se a instalação de um auditório de 131 m² e capacidade para abrigar 70 pessoas, contando com assentos especiais para cadeirantes (3) e obesos (8). Também nesse espaço serão inseridos o sanitário para atender os visitantes, (obedecendo a legislação sobre acessibilidade por meio de sanitários adaptados para Portadores de Necessidades Especiais), uma área para café e controle de saída do museu, além de um jardim, posicionados de modo organizado e que cria uma fluidez entre as dependências do conjunto arquitetônico. No que se refere à iluminação, a proposta é manter as janelas de vidro e caixilhos metálicos no primeiro edifício. Entre o segundo e o terceiro bloco o projeto prevê a instalação de coberturas acrílicas estaiadas de modo a se aproveitar ao máximo a iluminação solar. Pretende-se também manter as claraboias existentes na cobertura dos galpões visando minimizar o uso de energia elétrica nas dependências de exposição. Para o auditório, de maneira a garantir a qualidade acústica, lumínica e de ventilação, propõe-se o fechamento dos vãos que acondicionam os elementos vazados de material metálico por fechamentos de alvenaria, com uso de revestimento adequado, ar condicionado e iluminação artificial (CHING, 2008). O tipo de alvenaria construída é de pilares, vigas e paredes de fechamento de concreto armado pré-moldado, cujo projeto foi realizado em 2005 pelo escritório Opcional Engenharia e conclusão da obra em 2008. As aberturas do primeiro edifício são de janelas de vidro e esquadrias de alumínio, enquanto que as aberturas dos dois galpões ao fundo são de elementos metálicos vazados. As coberturas do edifício e dos galpões foram confeccionadas em telhas de concreto pré- fabricadas. Um dos objetivos da reforma e adequação do museu é a tentativa de maximizar o espaço original e minimizar a demolição de alvenarias existentes. O projeto prevê a manutenção de toda a estrutura existente (pilares, vigas e lajes) e demolição/construção de algumas paredes de alvenaria (bloco cerâmico), de modo a atender o programa exigido e evitar qualquer sobrecarga estrutural sobre a edificação. As intervenções propostas acrescentam uma área de aproximadamente 170,00 m² (inserção da loja do museu, espaço do café e convívio), o que não compromete as especificações de TO (taxa de ocupação), CA (coeficiente de aproveitamento) e área de permeabilidade do local conforme a legislação municipal e zoneamento de Barueri (MONEO, 2009). O projeto executado na disciplina de Projeto Arquitetônico: Tópicos Executivos Referências MONEO,Rafael. Inquietação teórica e estratégia projetual. São Paulo: Cosac Naify, 2009. KEELER, Marian; BURKE, Bill. Fundamentos de Projeto de Edificações Sustentáveis. São Paulo: Bookman, 2010. CHING, Francis D. K. Arquitetura - forma, espaço e ordem. São Paulo: Martins Fontes, 2008.