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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
Santana de Parnaíba, 13 de novembro de 2019. 
Arquitetura e Urbanismo – Projeto Arquitetônico: Tópicos Executivos 
APS – Atividades Práticas Supervisionadas 
Aluno: Marcelo de Andrade Bastos R.A.: T4174D4 Turma: AU7A06 
 
1. Ficha de Atividades 
 
2. Estudo de Caso: FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ficha Técnica: 
Arquiteto: Alvaro Siza 
Anos de projeto: 2000 - 2001 
Anos de construção: 2003 - 2008 
Área construída: 1.350 m² 
Área do terreno: 8.250 m² 
Endereço: Av. Padre Cacique, Porto Alegre, Brasil 
Tipo de projeto: Cultural 
Status: Construído 
Materiais predominantes: Concreto e Vidro 
Com a missão de pesquisar, preservar e divulgar a obra de 
Iberê Camargo, foi criado em 1995 a fundação com seu próprio nome, 
de modo a aproximar o público de um dos artistas mais influentes do 
século XX, autor de uma obra grandiosa incluindo desenhos, gravuras 
e pinturas. Nascido na cidade de Restinga/RS em 1914 e aluno da 
Escola de Artes e Ofícios de Santa Maria, construiu boa parte de sua 
obra na cidade do Rio de Janeiro. Além de ser amigo pessoal de 
artistas brasileiros como Goeldi e Guignard, foi influenciado 
diretamente por Giorgio de Chirico, Carlo Alberto Petrucci, Leoni 
Augusto Rosa, Antonio Achille e André Lhote, artistas renomados em 
gravura e pintura na Europa. 
 
 
Seus trabalhos conquistaram inúmeros prêmios, o que lhe 
proporcionou a chance de expô-los em diversas exposições 
internacionais, dentre elas a Bienal de São Paulo, Bienal de Arte 
Hispano-Americana, em Madri, Bienal de Veneza, Bienal de Gravuras, 
em Tóquio, entre outras. Suas séries mais conhecidas são “Os Ciclistas” 
e “Idiotas” (FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO, 2019). 
 
 
Fundação Iberê Camargo – Imagens em perspectiva evidenciando o conjunto 
volumétrico (Serapião, 2019). 
 
https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&ccid=PJ%2buQFF6&id=94910EC90A2990BB5BDBA84949EFA83303298467&thid=OIP.PJ-uQFF6Hw2c5-r7TTpF2QHaFj&mediaurl=http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/8e/Museu_Ibere_Camargo_0009.JPG&exph=3216&expw=4288&q=funda%c3%a7%c3%a3o+iber%c3%aa+camargo&simid=607990849439467337&selectedIndex=239
https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&ccid=P47dnGAl&id=94B3A85B46D4EB9B9E03F83C9C9B0AB465A02A7C&thid=OIP.P47dnGAlp69bCjMA8yD2JAHaE7&mediaurl=http://archeyes.com/wp-content/uploads/2016/03/Iber%c3%aa-Camargo-Foundation-_-Alvaro-Siza-_51.jpg&exph=799&expw=1200&q=funda%c3%a7%c3%a3o+iber%c3%aa+camargo&simid=608048560925902742&selectedIndex=225
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A fundação Iberê Camargo está localizada na cidade de 
Porto Alegre, à margem do rio Guaíba, num edifício construído entre 
os anos de 2003 e 2008, apresentando um traçado geométrico 
semelhante ao Museu Guggenheim de Nova Iorque (Frank Lloyd 
Wright, 1959), por meio de uma estrutura monolítica de paredes 
maciças, sem pilares, vigas ou lajes, as quais suportam o 
carregamento de toda a estrutura e proporciona estabilidade horizontal 
ao conjunto construído. As aberturas laterais foram projetadas para 
que a paisagem do entorno também fosse apreciada pelo público que 
visita a exposição. Uma obra que foge do padrão da cidade, tanto 
exterior como internamente, o edifício se destaca pelo contraste 
constante entre retas e curvas, com corredores e rampas, simétricos e 
assimétricos num diálogo de transição entre a arte e a natureza que o 
envolve. 
O projeto do arquiteto português Alvaro Siza foi vencedor 
do Troféu Leão de Ouro da 8ª Bienal de Arquitetura de Veneza em 
2002 (prêmio, até então, inédito para a América do Sul), e o Mies 
Crown Hall Americas Prize em 2014. O custo total da obra foi de 
cerca de R$ 40 milhões (2008), 60% patrocinada por empresas 
particulares (Gerdau, Petrobrás, Camargo Corrêa, RGE, De Lage 
Landen, Itáu e Vonpar) e 40% por meio da Lei Rouanet e da Lei de 
Incentivo à Cultura do Rio Grande do Sul (FUNDAÇÃO IBERÊ 
CAMARGO, 2019). 
 
REFERÊNCIAS 
 
FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO. Porto Alegre: Fundação Iberê 
Camargo, 2019. Disponível em: . Acesso em: 11 ago. 2019. 
HELM, Joanna. Fundação Iberê Camargo/Alvaro Siza. São Paulo: 
ArchDaily Brasil, 2019. Disponível em: . Acesso em: 11 ago. 2019. 
SERAPIÃO, Fernando. Fundação Iberê Camargo. São Paulo: Projeto 
Design, 2019. Disponível em: 
. Acesso em: 11 ago. 2019. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bienal_de_Arquitetura_de_Veneza
http://www.archdaily.com.br/br/624063/imagens-da-fundacao-ibere-camargo-de-alvaro-siza-por-fernando-guerra
http://www.archdaily.com.br/br/624063/imagens-da-fundacao-ibere-camargo-de-alvaro-siza-por-fernando-guerra
https://pt.wikipedia.org/wiki/Petrobras
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ita%C3%BA_Unibanco
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_Rouanet
http://iberecamargo.org.br/a-fundacao/
http://iberecamargo.org.br/a-fundacao/
https://www.archdaily.com.br/br/01-2498/fundacao-ibere-camargo-alvaro-siza
https://www.archdaily.com.br/br/01-2498/fundacao-ibere-camargo-alvaro-siza
https://www.arcoweb.com.br/projetodesign/especiais/fundacao-ibere-camargo-alvaro-siza-01-07-2008
https://www.arcoweb.com.br/projetodesign/especiais/fundacao-ibere-camargo-alvaro-siza-01-07-2008
3. Estudo de Caso: FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Análise Arquitetônica 
A preocupação com o fator ambiental foi um dos desafios 
enfrentados pelo arquiteto Alvaro Siza e seus colaboradores na 
elaboração do projeto, de modo a preservar a natureza imediata e 
adotando sistemas estruturais inovadores. Num terreno de 8.250 m² 
entre águas (lago Guaíba) e pedras cedido pelo governo estadual em 
1996, íngreme e densamente arborizado, o plano de ocupação se deu 
de modo a verticalizar a construção entre a mata e a Av. Padre 
Cacique, por meio da escavação por clivagem do terreno, sem uso de 
explosivos, numa grande operação que retirou cerca de 30 mil metros 
cúbicos de terra e pedras, material usado na pavimentação de vilas da 
cidade. 
Numa parceria entre a construtora Camargo Corrêa e a 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o edifício foi construído 
em concreto branco aparente armado em toda a sua extensão, único 
no país, o que dispensa a pintura e acabamento. Também não foram 
usados tijolos ou elementos de vedação. Outro cuidado no projeto e 
execução foi o emprego de aço galvanizado, com o propósito de 
evitar oxidação e manchas sobre as paredes externas com o passar do 
tempo. O prédio abriga o acervo de Iberê Camargo e de outros artistas 
itinerantes, salas de exposição, átrio central, reserva técnica, centro de 
documentação e pesquisa, ateliê de gravura, ateliê do programa 
educativo, auditório, loja, cafeteria, estacionamento e parque 
ambiental projetado pela Fundação Gaia. 
A proposta do arquiteto Alvaro Siza foi construir um 
elevador que conduzisse o visitante até o último andar do edifício, 
direcionando um passeio pelas obras por meio das rampas laterais num 
percurso de cima para baixo, com paradas nas nove salas de exposição 
distribuídas nos três andares do prédio (HELM, 2019). 
 
Fundação Iberê Camargo – Imagens internas, salas de exposição e átrio (Serapião, 2019). 
 
O edifício conta com três pavimentos e um átrio que recebe 
as exposições temporárias, além do subsolo que abriga um auditório e 
estacionamento. O acesso ao público se dá por meio do pavimento térreo, 
onde está posicionado o átrio central que dá acesso ao balcão e recepção, 
chapelaria, loja e café, bem como o elevador central e rampas de acessos 
aos pavimentos superiores. Para os visitantes que acessam o café, este 
oferece uma vista privilegiada para o lago Guaíba. 
Para uma melhor compreensão de todo o conjuntoarquitetônico envolvendo a Fundação Iberê Camargo e seus anexos, a 
seguir apresentam-se uma sequência de ilustrações: implantação, plantas 
dos pavimentos, cortes e detalhes construtivos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fundação Iberê Camargo – Implantação (Serapião, 2019). 
 
Pode-se observar no desenho de implantação que o museu 
apresenta sua fachada principal voltada para a face noroeste 
(posicionada ao longo de um calçadão) e a fachada posterior para o 
sudeste (circundada por uma mata e um maciço de pedra). O 
posicionamento do edifício da fundação sofre maior insolação no 
período da tarde, o que oferece o melhor aproveitamento da 
iluminação natural. No pavimento inferior (subsolo) está posicionado 
o ateliê de gravura, ateliê educativo, um auditório com capacidade 
para 100 pessoas, um estacionamento com a capacidade de 100 
veículos e a parte de infraestrutura, bem como um centro de 
documentação e pesquisa com bibliotecas especializadas e bancos de 
dados sobre as obras do artista, voltado ao atendimento de 
pesquisadores nacionais e internacionais. Além disso, possui também 
área de utilidades e reserva técnica, sistema de ar-condicionado e a 
rede de tratamento de esgoto. No acesso ao estacionamento foi 
incluída uma passarela subterrânea. 
 
 
 
Fundação Iberê Camargo – Planta de subsolo (HELM, 2019). 
 
Conforme já mencionado, o acesso ao público se dá por 
meio do pavimento térreo, onde estão posicionadas a entrada, bilheteria, 
átrio central, balcão e recepção, chapelaria, mezanino, loja e café, bem 
como o elevador central e rampas de acessos aos pavimentos superiores. 
 
Fundação Iberê Camargo – Planta do pavimento térreo (primeiro pavimento) (HELM, 2019). 
 
Os pavimentos dois, três e quatro são destinados às nove salas de 
exposição existentes no complexo da Fundação Iberê Camargo, que podem-se 
ser visualizadas nas representações em planta a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fundação Iberê Camargo – Planta do primeiro andar (segundo pavimento) (HELM, 2019). 
 
 
Fundação Iberê Camargo – Planta do segundo andar (terceiro pavimento) (HELM, 2019). 
 
 
Fundação Iberê Camargo – Planta do terceiro andar (quarto pavimento) (HELM, 2019). 
 
 
Os desenhos esquemáticos das fachadas que compõem a 
Fundação Iberê Camargo estão a seguir, evidenciando a forma e as 
passarelas de acesso aos pavimentos: 
 
 
 
 
 
 
 
Fundação Iberê Camargo – Fachadas Norte, Sul e Leste (HELM, 2019). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os desenhos em corte oferecem um maior detalhamento 
dos anexos componentes a Fundação Iberê Camargo, evidenciando o 
projeto de estacionamento subterrâneo e sobre este uma ampla 
calçada que dá acesso ao interior do edifício, bem como o terreno que 
circunda toda a edificação. 
 
 
Fundação Iberê Camargo – Corte transversal A (Estacionamento e acessos) (HELM, 2019). 
 
 
 
Fundação Iberê Camargo – Corte transversal B (Estacionamento e acessos) (HELM, 2019). 
 
 
Fundação Iberê Camargo – Corte transversal D (Estacionamento, pavimentos e acessos) (HELM, 2019). 
 
Fundação Iberê Camargo – Corte longitudinal E (Estacionamento e acessos) (HELM, 2019). 
 
Quanto ao sistema de iluminação do edifício, este é 
controlado por sensores computadorizados, baseados na luz externa que 
entra pela claraboia de vidro leitoso do último andar. A luz é 
reproduzida com a mesma intensidade por lâmpadas nos andares 
inferiores, conforme o dia nasce ou se põe, o que economiza uma grande 
quantidade de energia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com o sistema, a luz interna do prédio se mantém a 
mesma durante todo o dia. O posicionamento das lâmpadas foi 
pensado para não projetar sombras nas salas de exposição. A 
temperatura e a umidade interior são gerenciadas por um controle 
inteligente de monitoramento para garantir a proteção do acervo. O 
sistema de ar condicionado produz gelo à noite, quando o custo da 
energia elétrica é mais barato, para refrigerar o ambiente durante o 
dia, reduzindo os custos da operação e maximizando a utilização de 
energia. O ar condicionado foi embutido nas paredes das salas de 
exposição, de modo a ficar invisível. O ar circula através de duas 
aberturas, localizadas nas extremidades superiores e inferiores de cada 
parede. As paredes são revestidas com lã de rocha, um potente 
isolante térmico e acústico. As paredes dos braços externos 
(suspensos) do prédio ocultam um sistema hidráulico de tubos 
capilares plásticos, por onde corre constantemente água fria durante o 
dia, o que mantém o prédio resfriado naturalmente e economiza 
energia. 
O prédio possui um sistema de aproveitamento da água da 
chuva, que prevê sua a reutilização nos banheiros e a criação de uma 
estação de esgoto, responsável pelo tratamento dos resíduos sólidos e 
líquidos no próprio local. A água tratada resultante do processo 
também serve para regar a área verde do entorno. Com a atenção 
especial dedicada ao meio ambiente, a nova sede consome de 30% a 
40% menos energia do que uma construção convencional. 
 
Todos os móveis, em madeira, foram desenhados por Siza e 
importados de Portugal, assim como as portas corta-fogo. As placas que 
indicam as saídas do prédio e os sanitários masculinos e femininos 
também foram criadas pelo arquiteto. 
Por meio de uma parceria com a Fundação Gaia, hoje 
liderada por Lara Lutzenberger, filha do professor José Lutzenberger, a 
mata nativa de 16 mil m² localizada às costas do prédio está recebendo 
cuidados especiais. Uma trilha de cerca de 200 metros na mata foi 
criada para que o visitante possa associar a arte à natureza. 
 
4. Relatório de Visita: INSTITUTO TOMIE OHTAKE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O Instituto Tomie Ohtake está localizado na Avenida 
Brigadeiro Faria Lima, bairro de Pinheiros e foi inaugurado em 
novembro de 2001, projetado para ser um espaço multicultural, 
arquitetônico e conceitual para apresentação de exposições nacionais 
e internacionais de artes plásticas, design e arquitetura. A visita ao 
local é parte das atividades desenvolvidas na disciplina de Projeto 
Arquitetônico: Tópicos Executivos e orientada pelo Professor 
Gustavo Sampaio. 
 O nome do Instituto é uma homenagem á artista Tomie 
Ohtake, promovendo exposições que sintetizam os últimos 60 anos de 
seus trabalhos, como também mostras inéditas no país, como 
Salvador Dali, Joan Miró, Louise Bourgeois, Josef Albers, Yayoi 
Kusama, dentre outros. 
 
Instituto Tomie Ohtake – Fachada e edifício Anexo. 
 
 O programa arquitetônico do instituto está distribuído em dois 
pavimentos, sete salas de exposição, um setor educativo de ateliês, 
salas de palestras e documentação, ocupando uma área de 7.500 m². O 
piso térreo está integrado a um grande hall livre, ocupado também por 
um restaurante, livraria e loja. A cobertura composta por treliças 
metálicas e telhas acrílicas garante a iluminação natural desde a entrada 
até às salas de exposições. 
 
Instituto Tomie Ohtake – Hall Central 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O Instituto Tomie Ohtake é anexo ao Complexo Aché 
Cultural, composto por dois edifícios de escritórios, centro de 
convenções e teatro, combinando num mesmo conjunto trabalho, 
cultura e lazer integrados, o que proporcionou a Ruy Ohtake o prêmio 
de melhor projeto arquitetônico na 9ª. Bienal de Arquitetura de 
Buenos Aires em 2001. 
Atualmente o instituto abriga quatro exposições: 
6º Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake Akzo Nobel 
Tomie Ohtake: Poesia se Medita 
Mariana: Christian Cravo 
Daniel Senise - Todos os Santos 
 
Instituto Tomie Ohtake – Encartes e Exposição de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel. 
 
 A Exposição do 6º. Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie 
Ohtake AkzoNobelapresenta os 12 trabalhos finalistas nas categorias 
Profissionais e Universitários, cujo corpo de jurados foi formado 
pelos arquitetos Helena Aparecida Ayoub Silva, Héctor Vigliecca, 
Joice Berth, Pedro Vada e Priscyla Gomes. Esta edição do Prêmio 
contou com a participação de 391 projetos oriundos de 17 Estados e 
Distrito Federal, sendo 282 profissionais e 109 Universitários. 
 Na exposição Tomie Ohtake: Poesia se Medita, a proposta foi 
relacionar a obra da artista com a poesia oriental (haicai – poesia de 
síntese). As 12 gravuras reunidas na mostra refletem como Tomie soube 
inovar também nesta técnica, pela qual ganhou reconhecimento 
internacional a partir de 1972, quando foi convidada a participar da sala 
Grafica D’Oggi na Bienal de Veneza - exposição que contou com a 
presença dos mais importantes artistas do mundo, como os norte-
americanos da Pop Art . 
 
Exposições Tomie Ohtake: Poesia se Medita e Mariana: Christian Cravo 
 
 A Exposição Mariana: Christian Cravo retrata em 26 gravuras as 
memórias humanas de uma das maiores tragédias ambientais do país: o 
rompimento da barragem de Fundão, que vitimou fatalmente 19 pessoas 
e desabrigou centenas de famílias em Mariana - Minas Gerais, em 2015. 
A Exposição Daniel Senise - Todos os Santos reúne um conjunto 
significativo de trabalhos pouco vistos ou inéditos que apresentam 
intervenções sobre ampliações fotográficas. As pranchas contém 
fragmentos de matéria queimada recolhidos do interior do Teatro Villa-
Lobos, no Rio de Janeiro, destruído pelo fogo em 2011 e até hoje 
interditado. O incêndio aconteceu quando o teatro acabava de passar por 
um processo de reforma e estava prestes a ser reinaugurado. 
5. Conceito de Reforma 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A cidade de Barueri é a única no Brasil a possuir um Museu 
da Bíblia (MuBi), maior do mundo em sua especialidade, contendo 
um acervo de 17 mil volumes, dividindo com a Universidade 
Cambridge, na Inglaterra, a responsabilidade de abrigar um acervo 
completo para a preservação das traduções da bíblia realizadas no 
passado e as que ainda serão feitas no futuro. Os visitantes encontram 
no Museu da Bíblia cerca de 3 mil títulos, entre os quais bíblias e 
partes do texto bíblico em mais de 200 idiomas; a bíblia Vulgata de 
1600; a primeira bíblia em língua portuguesa em volume único 
(datada de 1819), várias miniaturas, incluindo o menor livro do 
mundo, além de uma réplica da prensa de Gutenberg. O Museu da 
Bíblia é uma parceria entre a Sociedade Bíblia Brasileira e a 
Prefeitura de Barueri, atualmente localizado na Avenida Pastor 
Sebastião Davino dos Reis, 672, Vila Porto, Barueri. 
 O projeto de Execução de Reforma em Museu desenvolvido 
na disciplina de Projeto Arquitetônico Tópicos Executivos sob 
orientação do Professor Gustavo Sampaio teve como inspiração a 
criação de uma estrutura fluida que agrupasse o programa de 
necessidades proposto distribuído nas três áreas existentes: um 
edifício com térreo e dois pavimentos superiores e dois galpões 
industriais. O conjunto construído está localizado na Alameda 
Araguaia, 2104, Setor Industrial de Barueri e foi levantado para 
abrigar a unidade fabril no Brasil da Markem Imaje, empresa 
multinacional com sede na Suíça e que produz impressoras, 
datadoras, codificadoras e outros equipamentos para marcação, 
codificação e rastreabilidade industrial. 
A reforma visa adequar o acervo do museu existente nesse novo espaço 
proposto, mais amplo que o atual, de modo a inserir novos elementos 
que contam a história das máquinas de impressão. Quanto ao primeiro 
edifício, a proposta foi transformar o térreo numa área de recepção para 
os visitantes, bem como agrupar o setor de manutenção e serviços, 
facilitando o acesso e movimentação dos funcionários operacionais nas 
áreas de exposição, vivência e administração (KEELER, 2010). Nesta 
área de manutenção estão previstas a inserção de uma sala de controle 
ambiental, segurança e vestiários masculino e feminino. No térreo, além 
do hall de recepção, propõe-se a construção de uma sala de projeção, 
bilheteria, controle de acesso ao museu e sanitários. Em virtude do 
programa a ser obedecido, adotou-se como opção a inclusão de uma 
biblioteca no primeiro pavimento, bem como arquivo, sala de 
treinamento, sala de convívio/descanso, varanda e sanitário. O segundo 
pavimento é inteiramente administrativo, contando com sala de direção, 
reuniões, almoxarifado, secretaria, setor de recursos humanos, 
divulgação, setor financeiro/contabilidade, curadoria, copa e sanitários. 
O acesso antes era realizado apenas por uma caixa de escada, mas o 
projeto prevê a inserção de um elevador conectando todos os 
pavimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O segundo bloco é o galpão reservado para a área de exposição, com 
aproximadamente 532 m², praticamente inalterado. Na passagem entre 
o segundo e o terceiro bloco é sugerida a construção de uma loja do 
museu, numa área que antes estava livre e pode ser melhor 
aproveitada. O terceiro e último bloco é composto também por um 
galpão e nele algumas alterações e parcelamento são indicadas. Na 
parte do fundo, de modo a aproveitar a alvenaria existente, propõe-se a 
instalação de um auditório de 131 m² e capacidade para abrigar 70 
pessoas, contando com assentos especiais para cadeirantes (3) e 
obesos (8). Também nesse espaço serão inseridos o sanitário para 
atender os visitantes, (obedecendo a legislação sobre acessibilidade 
por meio de sanitários adaptados para Portadores de Necessidades 
Especiais), uma área para café e controle de saída do museu, além de 
um jardim, posicionados de modo organizado e que cria uma fluidez 
entre as dependências do conjunto arquitetônico. 
 No que se refere à iluminação, a proposta é manter as janelas 
de vidro e caixilhos metálicos no primeiro edifício. Entre o segundo e 
o terceiro bloco o projeto prevê a instalação de coberturas acrílicas 
estaiadas de modo a se aproveitar ao máximo a iluminação solar. 
Pretende-se também manter as claraboias existentes na cobertura dos 
galpões visando minimizar o uso de energia elétrica nas dependências 
de exposição. Para o auditório, de maneira a garantir a qualidade 
acústica, lumínica e de ventilação, propõe-se o fechamento dos vãos 
que acondicionam os elementos vazados de material metálico por 
fechamentos de alvenaria, com uso de revestimento adequado, ar 
condicionado e iluminação artificial (CHING, 2008). 
 
 
O tipo de alvenaria construída é de pilares, vigas e paredes de 
fechamento de concreto armado pré-moldado, cujo projeto foi 
realizado em 2005 pelo escritório Opcional Engenharia e conclusão da 
obra em 2008. As aberturas do primeiro edifício são de janelas de vidro 
e esquadrias de alumínio, enquanto que as aberturas dos dois galpões 
ao fundo são de elementos metálicos vazados. As coberturas do 
edifício e dos galpões foram confeccionadas em telhas de concreto pré-
fabricadas. Um dos objetivos da reforma e adequação do museu é a 
tentativa de maximizar o espaço original e minimizar a demolição de 
alvenarias existentes. O projeto prevê a manutenção de toda a estrutura 
existente (pilares, vigas e lajes) e demolição/construção de algumas 
paredes de alvenaria (bloco cerâmico), de modo a atender o programa 
exigido e evitar qualquer sobrecarga estrutural sobre a edificação. As 
intervenções propostas acrescentam uma área de aproximadamente 
170,00 m² (inserção da loja do museu, espaço do café e convívio), o 
que não compromete as especificações de TO (taxa de ocupação), CA 
(coeficiente de aproveitamento) e área de permeabilidade do local 
conforme a legislação municipal e zoneamento de Barueri (MONEO, 
2009). 
 
 
 O projeto executado na disciplina de Projeto Arquitetônico: 
Tópicos Executivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Referências 
 
MONEO,Rafael. Inquietação teórica e estratégia projetual. São 
Paulo: Cosac Naify, 2009. 
KEELER, Marian; BURKE, Bill. Fundamentos de Projeto de 
Edificações Sustentáveis. São Paulo: Bookman, 2010. 
CHING, Francis D. K. Arquitetura - forma, espaço e ordem. São 
Paulo: Martins Fontes, 2008.

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