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02
 E BOOK 
SAUDAÇÕES
FARMACÊUTICAS
BEM VINDO
INTRODUÇÃO
SOBRE ESTE EBOOK
 Muitas patologias atingem nosso sistema digestório, entretanto, a grande 
maioria delas são transtornos menores e podem ser tratados com medicamentos 
isentos de prescrição e com mudanças no estilo de vida.
 Desta forma, abordamos neste material problemas como a azia, má 
digestão, gastrite, vômito, gazes, diarréia, constipação, hemorróida, entre outros... 
Com enfoque nos tratamentos farmacológicos e não farmacológicos, com dicas 
simples para a realização de melhor cuidado farmacêutico.
 Além disso, apresentamos algumas dicas de uso de alguns medicamentos 
que constantemente são utilizados erroneamente.
Ajudando farmacêuticos 
a cuidar de gente.
03
E BOOK 
SOBRE O AUTOR
@profmarcoacosta
PROFESSOR DOUTOR
MARCO ANTONIO COSTA
 Possui graduação em Farmácia Bioquímica pela 
Universidade Estadual de Maringá (1990) e doutorado 
em Ciências Farmacêuticas também pela Universidade 
Estadual de Maringá (2011). Atualmente é professor 
Associado da Universidade Estadual de Maringá. 
 Atua em Farmácia de Dispensação desde 1990. 
Atua em Cuidado Farmacêutico, com ênfase em pre-
scrição farmacêutica e acompanhamento farmaco-
terapêutico. Ministra cursos de farmacologia e farmaco-
terapia dos vários sistemas. 
 Atua em Saúde Pública em acompanhamento de 
estágios e como Tutor do Programa PET SAÚDE. Ideal-
izador, professor e orientador do primeiro Mestrado em 
Assistência Farmacêutica do Brasil.
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 E BOOK 
TRANSTORNOS DO 
TRATO DIGESTÓRIO
 A digestão começa antes do alimento chegar a boca. A visão e o olfato 
estimulam o trato digestório e já começa a salivação e produção de ácido no 
estômago, estimulado pela produção de gastrina (estimulação hormonal) 
para preparar a digestão.
 O processo mecânico começa na boca, pela mastigação, que inicia a trit-
uração. A mastigação também estimula a produção de gastrina que vai fazer a 
bomba de prótons funcionar.
 O esôfago é só uma passagem do alimento ao estômago. Mas temos 
que lembrar que o tecido é delicado e não pode sofrer ação do ácido (refluxo) 
pois pode causar lesões.
 No estômago é onde ocorre a maior ação de digestão. O Ácido é secre-
tado pelas células parietais nos dois terços proximais (corpo) do estômago. O 
ácido gástrico facilita a digestão criando um pH ideal para a pepsina e a lipase 
gástrica. A liberação de ácido clorídrico é feita através da enzima H+/K+-AT-
Pase (bomba de prótons), que fica localizada nos canalículos das células pari-
etais. Para que essa enzima seja ativada, depende de três estímulos princi-
pais: histamina, gastrina e acetilcolina. Esses três elementos tem receptores 
nas células parietais, que quando se ligam, ativam a bomba.
 O primeiro mecanismo de controle da produção é o hormonal, estimu-
lando a liberação da gastrina. As células parietais tem receptor de gastrina, a 
qual quando se liga, faz a bomba funcionar. Assim, quando você vê um alimen-
to ou sente o cheiro, estimula a gastrina. Assim como a mastigação, ou seja, 
tudo que você coloca na boca, estimula a produção de gastrina. Quem tem 
azia tem que evitar de fumar, colocar caneta na boca, mascar chicletes, etc…, 
pois aumentará a acidez. O controle da produção é por feed back negativo, 
quando a acidez aumenta e feed back positivo quando diminui.
 O segundo mecanismo de controle de produção de ácido é a histamina. 
A histamina é liberada pela ação da própria gastrina ou por degranulação de 
leucócitos estimulados em processos de agressão do epitélio, por diferentes 
agentes, como álcool, alimentos gordurosos, café, medicamentos, substân-
cias tóxicas de cigarro e etc…
 O terceiro mecanismo é via acetilcolina. O sistema digestório é muito 
enervado e tem controle rígido do Sistema Nervoso, o qual controla o peri-
staltismo. O principal neurotransmissor liberado é a acetilcolina. Quando 
aumenta a liberação, ela se liga aos receptores e aumenta a produção de 
ácido. Quando você fica nervoso, estressado ou ansioso, aumenta a acidez 
por esta ação, podendo levar a gastrite nervosa.
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E BOOK 
 Normalmente, a mucosa gastrintestinal é protegida por vários mecanismos distin-
tos:
 A produção de muco e HCO3 pela mucosa pela ação da prostaglandina (PGI2) cria 
um gradiente de pH do lúmen gástrico (baixo pH) para a mucosa (pH neutro). O muco fun-
ciona como uma barreira contra a difusão de ácido e pepsina (por isso que anti-inflamatóri-
os não seletivos agridem o estômago, pois inibe a produção de prostaglandina.)
 Células epiteliais removem o excesso de íons de hidrogênio (H+) via sistemas de 
transporte de membrana e têm junções apertadas, que impedem a difusão reversa dos íons 
de H+.
 O fluxo sanguíneo na mucosa remove o excesso de ácido que se difundiu pela camada 
epitelial.
 O final da digestão é no duodeno, onde a maior parte dos nutrientes são absorvidos 
pela ação das proteases e principalmente os triglicerídeos que são quebrados em ácidos 
graxos pelas lipases e absorvidos. A maioria dos medicamentos também são absorvidos na 
porção inicial do duodeno.
 A partir daí o bolo alimentar passa a ser chamado de bolo fecal, onde o que não é 
absorvido vai sendo moldado no intestino grosso até ser eliminado em fezes.
Causas da Azia e Gastrite (diagnosticado pela endoscopia e biópsia)
 Helicobacter Pylori
 stress
 ansiedade
 nervosismo
 álcool
 medicamentos (AAS, Anti-inflamatórios não esteroidais)
 outras infeções : fungos, vírus e protozoários
Tratamento Não Farmacológico
 Alimentação adequada: evitar os alimentos que te fazem mal (indiscrição alimentar) 
e o exagero na quantidade (intolerância alimentar)
 Coma em pequenas quantidades, de 3 em 3 horas
 Mastigue bem os alimentos (facilita a digestão)
 Evite fast foods e Junk foods
 Não coma 2 horas antes de deitar
 Reduza a ingestão de agressores como álcool e café
 Evite bebidas gaseificadas
 Evite Leite, pois apesar de aliviar a acidez momentaneamente, ele tem baixa digesti-
biidade e fará com que produza mais ácido
 Muito líquido
 Exercício Físico (sedentarismo deixa a digestão mais lenta)
Tratamento Medicamentoso
 Deve ser realizado racionalmente, ou seja, somente quando necessário e até a mel-
hora dos sintomas. Não devem usar os medicamentos frequentemente por meses ou anos..
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 E BOOK 
 Queimação ou dor na região epigástrica, 
na boca do estômago. O estômago está vazio, 
não se confunde com má digestão. O ácido pro-
duzido sobe para a região epigástrica dando a 
queimação (semiologia) e dor a apalpação (semi-
otécnica)
 Combate diminuindo a acidez. Trabalha-se 
com anti-ácido, não precisa tomar inibidores de 
bomba de prótons.
Anti-ácidos
 Barato, fácil de usar e muito efetivo. 
 São bases como hidróxido de alumínio, 
hidróxido de magnésio, bicarbonato de sódio, 
salicilato de bismuto e carbonato de cálcio.
 O Hidróxido de alumínio e de magnésio são 
associados porque o magnésio solta o intestino e 
alumínio constipa, assim não haverá efeito no 
intestino. Além disso , o magnésio tem um efeito 
mais rápido e fulgaz e o alumínio a ação é mais 
lenta de duradoura, permitindo que haja o efeito 
imediato e tardio. 
Cuidado com anti-ácidos
 Carbonato de cálcio tem que ser evitado 
para quem tem litíase, assim como o sódio deve 
ser evitado para hipertensos. Além disso, o 
bicarbonato distende a mucosa gástrica poden-
do facilitar o aparecimento de úlcera. 
 Tem que conhecer o paciente. Vai tratar 3 
dias, se não melhorar tem que investigar, pois 
não é só azia, podendo ser gastrite e vai ter que 
utilizar inibidores de bomba.
 Quando o anti-ácido for efervescente, 
deve-se esperar efervescer tudo até formar toda 
a base, pois irá reduzir a queimação. Se tomar 
efervescendo o gás carbônico vai estimular a 
produção de mais ácido e o paciente não vai mel-
horar.
 Quando for má-digestão o ideal é tomar 
efervescendo para que o gás carbônico produza 
eructação, pois o principal sintoma é o empacha-
mento. O fato de produzir mais ácido não inter-
fere aqui, pois ajudará a facilitar a digestão.
PROTETORES ESTOMACAISSucralfato (Sucralfilm©)
O sucralfato liga-se às 
proteínas de cargas positivas 
formando um gel que adere à 
mucosa gástrica , proporciona-
ndo uma proteção uniforme 
contra o ataque ácido e da pep-
sina. 
Misoprostol
Análogo da prostaglandina que 
leva a produção de muco e 
proteje. Entretanto, foi retira-
do do tratamento ambulatorial 
pois causa contração de muscu-
latura lisa e provoca aborto. O 
uso hoje é somente hospitalar e 
rigorosamente controlado.
01AZIA
 Está ligada ao alimento parado no estôma-
go. A digestão está demorando a acontecer. 
Neste caso, o ácido não subirá e ficará por todo o 
estômago envolvendo o alimento. Assim, o paci-
ente pode ter queimação na região epigástrica, 
mas não é o único sintoma. O paciente terá 
também empachamento (principal), muitos 
gases, náusea ou ânsia, dor abdominal superior 
esquerda (semiotécnica).
 Dependendo do tempo e intensidade dos 
sintomas eu vou direcionar o tratamento. 
Se tratar a má-digestão e não resolver, continua 
com sintomas todo dia, encaminhe para investi-
gação de gastrite ou úlcera.
 Verificar a causa: ansiedade, stress, nervo-
sismo. Tratar a causa para evitar os sintomas com 
tratamento não farmacológico e farmacológico. 
Mude o estilo de vida, cuide da alimentação, 
diminua o stress, durma bem, tome muito líquido, 
pratique exercícios, faça algo que goste. Se for 
necessário, procure um psiquiatra para tratar a 
ansiedade.
 O melhor é a prevenção.
Anti-ácidos: Nem sempre são efetivos. Ideal para diminuir o empachamento. Lembre-se 
que o alimento está parado no estômago e vai precisar ser digerido. O ideal é associar o 
anti-ácido com um pró-cinético.
Pró-Cinéticos: Aumentam a velocidade de esvaziamento gástrico, melhora a digestão e 
evita a ânsia e o vômito.
 Bromoprida: bloqueio dos receptores da dopamina-2 (D2) no sistema nervoso cen-
tral e no trato gastrintestinal. Aumenta a motilidade do estômago e relaxa o esfíncter 
inferior. 1 cápsula (10 mg) de 12/12 h ou de 8/8 h (dose máxima 60 mg/dia). 
 Domperidona: antagonista da dopamina com propriedades antieméticas . Só usar 
em adultos. Aumenta a motilidade do estômago e relaxa o esfíncter inferior. Mais efetivo 
do que o bromoprida. A dose de Domperidona deve ser a menor dose eficaz para a situ-
ação individual (tipicamente 30 mg/dia) e pode ser aumentada, se necessário, a uma 
dose diária oral máxima de 40 mg. 
 Outros: Enzimas digestivas, gotas preciosas, fitoterápicos (espinheira santa).
Cuidado com o uso do Digeplus© : apesar de conter pepsina, o que auxilia muito na 
digestão, simeticona, que elimina os gases, o pró-cinético é metoclopramida que pode 
causar efeitos extra-piramidais. Acompanhe o seu paciente e suspenda o uso se apare-
cer sintomas.
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02MÁ DIGESTÃO
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 E BOOK 
 Inflamação do epitélio do estômago. Provoca sintomas iguais a má-digestão. Tem 
níveis de intensidade: leve, moderada ou acentuada. O diagnóstico é clínico e por endosco-
pia. Se não tratar adequadamente pode provocar lesão, tornando-se uma úlcera.
 Mesmo tratamento não medicamentoso já comentado.
 Anti-ácido não é efetivo sozinho. Serve como adjuvante no tratamento.
Anti-Histmamínicos H2
 Inibem a ligação da histamina no receptor H2. Lembrem-se que os anti-histamínicos 
comuns agem em receptores H1, que estão em todos os tecidos. No estômago os recep-
tores são H2. Não funcionam em gastrite nervosa, pois não tem ação nos receptores de 
acetilcolina. Só resolvem problemas de agressores como café, álcool, medicamentos, etc...
 Cimetidina: causava muita ginecomastia e muita interação medicamentosa. Deixou 
de ser utilizada.
 Ranitidina: retirada do mercado por ter um possível cancerígeno.
 Famotidina: A dose recomendada é de 1 comprimido de 40 mg/dia, ao deitar. A 
duração do tratamento é de 4 a 8 semanas, mas deve-se acompanhar pela endoscopia. Mel-
horou, parou.
 Nizatidina: É indicada para o tratamento de gastrite aguda e exacerbações agudas de 
gastrite crônica. Também é indicada no tratamento de até 8 semanas da úlcera duodenal 
ativa, úlcera gástrica benigna e gastrite erosiva. Na maioria dos pacientes, a cicatrização 
ocorre dentro de até 4 semanas. É indicada para o tratamento de manutenção em dose 
reduzida de 150 mg ao deitar-se, após a cicatrização de úlceras duodenais ativas e gástri-
cas benignas. 
 Mepiramina: anti H1 e anti H2. Está no Engov para evitar a azia da ressaca. Pode 
causar sonolência. É um risco para quem toma antes de beber. Só tomar no dia seguinte.
Inibidores de Bomba de Prótons
 Inibem o funcionamento da Bomba de Prótons. Não inibem a ligação da gastrina, da 
acetilcolina e da histamina. Utilizados para reduzir muito a produção de ácido. A posologia 
depende da intensidade do processo. Portanto a dose deve ser individualizada de acordo 
com cada paciente.
03GASTRITE
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E BOOK 
 A duração do tratamento 
depende da evolução clínica do 
paciente.
 Doses recomendadas dos 
principais IBPs
Lanzoprazol 15 a 30 mg/dia
Pantoprazol 20 a 40 mg/dia
Rabeprazol 10 a 20 mg/dia
Ezomeprazol 20 a 40 mg/dia
Omeprazol
 O mais utilizado, pois as UBS fornecem ao 
paciente. É uma pró-droga que precisa ser ativado 
pelo próprio ácido do estômago. Por isso tem que 
ser tomado em jejum, ou com 3 horas sem alimen-
tação.
 Os outros IBPs não precisam ser tomados em 
jejum. Podem ser tomados em qualquer horário 
independente da alimentação.
Inibe irreversivelmente a bomba por 24-48 horas.
 A posologia habitualmente recomendada é de 
um a dois comprimidos ao dia de 10 ou 20mg.
O problema é o uso irracional do Omeprazol. 
As pessoas usam para prevenção. Se você não tem 
problema de estômago, não precisa utilizar, mesmo 
se for tomar um anti-inflamatório. 
 Ou usam por muitos anos seguidos… O paci-
ente relata tomar há muito tempo sem fazer uma 
revisão por endoscopia para ver se ainda é 
necessário. Ou o paciente fala que se parar de 
tomar, causa queimação. Isso é o efeito rebote do 
IBP. O IBP de tanto inibir a produção de ácido, leva a 
um aumento da produção de gastrina, que produz 
mais ácido, precisando tomar o IBP. Este ciclo se 
mantém e quando ele para de tomar o IBP, dá quei-
mação. Neste caso, tem que “desmamar”, retirar aos 
poucos para evitar a queimação rebote (associado a 
tratamento medicamentoso)
 Isso porque existem muitos efeitos colaterais 
que precisam ser observados. Esse aumento de pro-
dução de gastrina pode levar a Gastrinoma (Cãncer 
de Estômago), ou pode dar Agastrinemia, parada da 
produção, prejudicando a digestão, além de impedir 
a absorção de algumas vitaminas, alguns nutrientes, 
podendo levar a demência, perda de memória, entre 
outros. Está ligado também a fratura de quadril, 
hipomagnesemia e problemas renais a longo prazo.
 Os IBPs mais novos, são mais potentes, por-
tanto são usados em menores quantidades, o que 
diminui a possibilidade desses efeitos colaterais.
 O ideal é usar o IBP até tratar o problema. 
Acompanhe, faça uma endoscopia, melhorou, parou.
 Se o paciente for tomar anti-inflamatório, hoje 
temos no mercado, associação deles com os IBPs, 
podendo assim, usar o IBP somente durante o uso 
do anti-inflamatório.
 Como vimos na aula de Azia e Gastrite, temos 3 mecanismos de controle da pro-
dução de ácido no estômago, gastrina (via hormonal), histamina (agressão ao epitélio) e 
acetilcolina (via nervosa).
 Várias situações levam ao aumento da acidez ou redução da proteção estomacal, 
levando a azia, má-digestão, gastrite, podendo levar ao aparecimento de ulcerações na 
parede. 
 Algumas causas podem ser:
 Estímulos hormonais como fumo e mascar chicletes.
 Alimentação inadequada, com muita gordura.
 Agressores como álcool e café
 Stress, nervosismo, ansiedade.
 Fator genético;
 Uso de medicamentos que afetam as defesas da parede do estômago, como 
 anti-inflamatórios ou AAS, por exemplo;
 Infecção pela bactéria Helicobacter pylori, que se multiplica no estômago e 
 enfraquece a sua barreira protetora;
 As lesões são diagnosticadas via endoscopia e a biópsia revela se há ou não a pre-
sença do H.pylori. A grande maioria está relacionada com a bactéria. 
O tratamento é fundamental para a redução e eliminação das úlceras, caso contrário, pode 
levar a câncer.
 O melhor manejo do paciente é a prevenção. Quando aparece a azia ou a gastrite tem 
que incentivar o paciente a mudança de estilo de vida, além de fazer o tratamento adequa-
do da gastrite.
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 E BOOK 
04ÚLCERA GÁSTRICA
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E BOOK 
Tratamento Não Farmacológico
 Alimentação adequada: evitar os alimentos que te fazem mal (indiscrição alimentar) 
e o exagero na quantidade (intolerância alimentar)
 Coma em pequenas quantidades, de 3 em 3 horas
 Mastigue bem os alimentos (facilita a digestão)
 Evite fast foods e Junk foods
 Não coma 2 horas antes de deitar
 Reduza a ingestão de agressores como álcool e café
 Evite bebidas gaseificadas
 Evite Leite, pois apesar de aliviar a acidez momentaneamente, ele tem baixa digestib-
ilidade e fará com que produza mais ácido
 Muito líquido
 Exercício Físico (sedentarismo deixa a digestão mais lenta)
Tratamento Farmacológico
 A adesão do paciente é fundamental, tanto ao farmacológico quanto ao não farma-
cológico. Não adianta tomar medicamento e continuar com os hábitos e situações que 
causam aumento da acidez.
 Inibidores de bomba: uso fundamental. Vai ser usado até a remissão definitiva (acom-
panhamento via endoscopia)
 Antibióticos: são associados aos inibidores de bomba para tratar o H. pylori, quando 
for o caso. São utilizados Claritromicina, Amoxicilina e Tetraciclina. O metronidazol 
também pode ser utilizado, dependendo do tipo de bactéria que estiver associada.
Temos alguns esquemas diferentes no mercado:
 Esogastro©;: Claritromicina, Amoxicilina e Esomeprazol. Traz 7 cartelas diferentes e 
o esquema é o uso concomitante do IBP e Antibióticos. Usado no caso de úlceras leves.
 Pyloripac© IBP: Claritromicina, Amoxicilina e Lansoprazol. O esquema é 14 dias só 
com o IBP para reduzir o tamanho das lesões (tratamento prévio das lesões). Depois as 
cápsulas vão conter IBP e antibióticos. Depois termina somento com o IBP novamente. 
Usado no caso de úlceras moderadas ou severas.
 No pós-tratamento, ao contrário da gastrite, este paciente que teve úlcera, deverá 
manter algum tempo o IBP para prevenção (até 2 anos). Controle via endoscopia.
 O que não pode é tomar sempre, durante anos, sem fazer revisão, o que poderá levar 
a vários efeitos adversos do IBP.
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 E BOOK 
Queimação do esôfago pela ação do ácido estomacal. Pode levar a sérias 
complicações:
 Esofagite
 Disfagia 
 Esôfago de Barret: Metaplasia do epitélio estratificado esofágico em 
colunar associa-se à esofagite, ulceração, estenose esofágica e, adenocarci-
noma. 
 Problamas Respiratorios: Apnéias, tosse crônica, lesões parecidas com 
aftas, disfonias, sibilância, otites, e penumonias. 
 Desnutrição: Geralmente em lactente que regurgita muito, tem recusa 
alimentar por esofagite.
Quadro Clínico
a. No lactente
Classicamente vômitos e regurgitação ou seja refluxo regurgitante aconpan-
hado ou não de sintomas como: choro forte semelhante ao das cólicas do 
recém-nascido, choro no início das mamadas , recusa alimentar, acordar 
noturno chorando, caretas, ruminação, apnéia, estridor, sibilância, catarros 
de repetição, otites. 
b. Na criança maior
A regurgitação desaparece e isso, nem sempre significa cura. Podem asso-
ciar-se os sintomas das complicações: Do trato gastrointestinal: pirose, dor 
retroesternal ou em epigástrio, e disfagia a alimen tos sólidos, halitose, rumi-
nação; do trato respiratório: otites catarros, sibilos, apnéias; 
Tratamento não farmacológico
a. Posição
Evitar decúbito dorsal horizontal, roupas ou fraldas apertadas, agitar ou 
comprimir o abdome da criança (situação freqüente quando o lactente está 
no colo), trocar fraldas em decúbito dorsal horizontal . 
Indicar posição semi-sentada (em posição lateral esquerda preferencial-
mente após as alimentações ou decúbito ventral elevado)
Adultos: elevar travesseiro/cabeçeira
b. Dieta
fracionada e mais freqüente. Evitar “irritantes gástricos”: cítricos, chá e café 
preto, achocolatados e gordura de origem animal. Na persistência do quadro 
ou clínica exuberante considerar o tratamento medicamentoso 
Não coma duas horas antes de deitar.
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 O Fígado e a Vesícula Biliar não fazem parte do sistema digestório, mas participam 
do final da digestão. O fígado metaboliza as substâncias ingeridas e a vesícula produz 
ácidos biliares que vão promover a micela para permitir a quebra dos triglicerídeos no duo-
deno.
Causas dos problemas relacionados ao fígado:
 Excesso de gordura no fígado (Alimentar);
 Intoxicação pelo excesso de ingestão de bebidas alcoólicas;
 Uso indiscriminado de medicamentos;
 Hepatite.
 Obviamente só faremos o manejo de transtornos menores hepáticos, ou seja, 
somente problemas relacionados a má alimentação ou bebida. Transtornos maiores 
encaminhamos ao médico, como hepatite e cirrose. 
 Os sintomas de transtornos menores são dores de cabeça, boca amarga, enjôo. 
 Outros sintomas já indicam transtornos maiores como pele e olhos amarelados 
(icterícia); urina com coloração amarelada ou escura; tontura; vômito; falta de apetite; can-
saço; fumento de peso; fezes com coloração alterada;
Tratamento Farmacológico
Medicação procinética: melhorar a dinâmica gastroduodenal.
 1. Bromoprida: Antagonista central e periférico da dopamina . Pode ocorrer espas-
mo muscular localizado ou generalizado, cefaléia, sonolência, calafrios, astenia, distúrbios 
visuais acomodativos. Dose: 0,5 a 1 mg/kg/dia, 3 a 6 vezes ao dia, 15 a 30 minutos antes 
das refeições. Pode causar efeitos extra-piramidais, usar com cautela.
 2. Domperidona: A mais indicada. Antagonista dopaminérgico, sem efeitos colat-
erais. Tem baixa penetração através da barreira hemato-encefálica, não causando reações 
extrapiramidais. 0,2 a 0,6 mg/kg/dose, 3 a 4 vezes ao dia, antes das refeições e antes de 
deitar. 
 Podem ser associados, se necessário:
 Anti-ácidos: Devem ser usados na presença de esofagite. 
 Antagonistas dos receptores H2 da histamina
 Bloqueadores da bomba de prótons
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E BOOK 
06DISTÚRBIOS HEPÁTICOS
 Quando o paciente tem uma má-digestão como saber se o fígado está envolvido? 
 - sintomas de dor de cabeça e boca amarga além dos sintomas de má-digestão, 
 como empachamento e dor abdominal superior esquerdo.
 - O tempo é fundamental para saber. Como o fígado participa somente no final, 
 se o paciente se alimentou em até 12 horas antes, só trate a má-degestão, se 
 não houver sintomas clássicos hepáticos. Se a alimentação ocorreu há mais de 
 12 horas, mesmo sem sintomas clássicos, trate também o fígado.
 No caso da bebida alcóolica você pode tratar depois ou prevenir com hepatoproteto-
res como Epocler® ou Eparema® que contém aminoácidos estimulantes hepáticos.
 O Epocler® contém betaína, metionina e colina. Além disso tem a Vitamina B6 que é 
detoxicante hepática, o Sorbitol que desobrecarrega o fígado pois facilita a excreção da bile 
e a adenosina (que fornece energia para a metabolização). Deve-se tomar um antes e outro 
depois de beber pois estimula o metabolismo. Permite você tomar mais e não ficar de res-
saca.
 O Engov® contém hidróxido de alumínio, AAS, Cafeína e Mepiramina. Estes 
princípios ativos vão tirar a dor de cabeça e a azia da ressaca. Então, só deve ser utilizado 
depois de beber. Não pode ser utilizado antes, pois a Mepiramina, além da ação anti-hista-
mínica em H2, também tem ação em H1 e atravessa a barreira hemato encefálica, deprim-
indo o sistema nervoso. Assim, você pode potencializar a depressão do SN com o álcool e 
levar até a coma. Também a Mepiramina funciona como anti-emético, o que inibe esse me-
canismo de defesa do organismo, fazendo com que a pessoa continue bebendo sem elimi-
nar o excesso de álcool e aumentar a toxicidade.
 Cuidado como pacientes que tem esteatose (obesos) ou que bebem muito ou já 
tiveram hepatite. Nestes casos evite o uso de medicamentose quando for utilizar, evitar os 
hepatotóxicos como o Paracetamol e a Nimesulida.
Tratamento não farmacológico
 Aumentar a ingesta de Água;
 Diminuir a ingesta desnecessária de medicamentos;
 Excluir ingesta de álcool;
 Repouso – cabeceira elevada;
 Aumentar a ingesta de Ferro; Magnésio; Cobre;
Tratamento Farmacológico
 Reposição de Vitaminas – Complexo B - Vitamina A/D/E. Complexo Vitamínico, 
Posologia: Tomar 1 comprimido de 12/12h por 15 dias, posteriormente 1 cp/dia pela 
manhã. – Xantinon b12®
 Fitoterapia (No máximo 2 terapêuticas): Carqueja; Erva Tostão; Picão Preto; Boldo; 
Alcachofra e Guaco;
 Sulfato Ferroso + Ácido fólico: Em dias alternados (História Clinica)
 Colagogos 
 Estimulante excreção biliar (Boldo, cáscara sagrada) – usados em má-digestão (sem 
ação hepática)
 Coleréticos 
estimulam a produção da bile no fígado (alcachofra, menta)
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 E BOOK 
15
E BOOK 
 Aparece geralmente com a má-digestão e pode acometer o estômago e intestino. Se 
não houver causa aparente, encaminhar ao médico, pois pode ser um transtorno maior. Ne-
cessitará de diagnóstico clínico e de imagem.
 Quando for um transtorno alimentar, podemos cuidar do paciente.
Podemos manejar o paciente até 2 dias com gases. Mais que isso, se não melhorar, 
encaminhar.
 Caracterizada por dor abdominal, difusa (semiologia). Abdômen Globoso e timpâni-
co e dores a palpação principalmente em região umbilical (semiotécnica).
Tratamento não farmacológico
 Cuidar da alimentação para não formar gases. O ideal é evitar: legumes, feijão, 
cereais, ervilha, milho, grão de bico, adoçantes, alimentos gordurosos, açúcar (doces em 
geral).
 Alguns medicamentos causam gases, por exemplo, a Metformina. O cuidado com a 
alimentação em que ser mais rígido.
 Mastigar bem os alimentos;
 Aumentar a ingesta de liquido;
 Evitar falar durante a refeição;
 Diminuir o volume de ar deglutido;
 Evitar alimentação e refrigerante;
 Soltar...
Tratamento Farmacológico
- Dimeticona: ainda encontrada no mercado, mas reduziu muito o uso. É uma pró-droga, 
precisa ligar ao epitélio para formar a simeticona. Nesta ligação, pode dar contração e 
aumentar a cólica no início.
- Simeticona: Droga ativa. Elimina as bolhas alterando a tensão superficial.
Posologia: Latentes de 4 a 6 gotas. Crianças até 12 anos de 6 a 12 gotas. Adultos até 16 
gotas. Se precisar repetir, cada 8 horas. Melhorou, parou.
07FLATULÊNCIA 
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 E BOOK 
08ENJÔO, NÁUSEA E VÔMITO
 Mecanismo de defesa. Caracterizados por desconforto na região abdominal, con-
trações involuntárias e compressão estomacal.
 Definindo os termos:
 Náusea ou enjôo é aquela sensação de estômago embrulhado, você sabe que 
não está bem. 
 Ânsia já é a contração em si, é a tendência de vomitar. Contração do estômago 
e do esôfago.
 Vômito: é o ato propriamente dito.
Principais Causas
- Alimento: Intolerância alimentar (comer muito) e Indiscrição alimentar (come o que 
faz mal)
- Álcool em excesso
- Corpo estranho
- Produtos químicos
- Drogas: Antiinflamatórios, antibióticos, outros…
- Agentes infecciosos: Doenças virais (ex: meningite) e bacterianas (quadro inicial) e 
Doenças metabólicas sistêmicas (ex: labirintite)
 A ânsia e a náusea (enjôo) são transtornos menores e são resolvidos facilmente. 
Entretanto o vômito pode se tornar um transtorno maior, dependendo da intensidade e 
tempo de duração.
 O vômito pode levar a desidratação (transtorno maior). O paciente vai precisar de 
soro e acompanhamento médico. Sinais de desidratação: boca seca, extremidades enruga-
das, lábio ressecado, palidez, olho fundo, prostação, entre outras.
 Maneja o paciente no máximo 2 dias, se não melhorar, encaminhe. Se aparecer febre, 
dor de cabeça ou outros sintomas, como sinais de desidratação, encaminhe mesmo se for 
no primeiro dia.
Tratamento não farmacológico
Aumentar o fluxo respiratório; repouso; descobrir a causalidade; Gengibre
Manejo dietético: Jejum 24 horas, retorno à alimentação de forma gradativa com alimen-
tos de alta digestibilidade.
As vezes o melhor tratamento é o próprio vômito. Alivia e melhora.
Tratamento farmacológico
Impedem ou aliviam os sintomas da ânsia de vômito
Procinéticos e anti-eméticos: Agem no centro do vômito no Sistema Nervoso Central.
Dispensação somente com prescrição médica.
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METOCLOPRAMIDA : 
O único efetivo para cortar o vômito. Os outros são efetivos para cortar o enjôo e a ânsia.
1 comprimido (10mg), 3 vezes ao dia, via oral, 30 minutos antes das refeições.
A dose máxima diária recomendada é 30 mg. A duração máxima recomendada do trata-
mento são 5 dias. Cuidado: podem dar efeitos extrapiramidais: convulsão, discinesia (alter-
ação de movimento) , distonia (contrações involuntárias), acatisia (agitação). Podem deixar 
sequelas permanentes.
BROMOPRIDA: 1 cápsula (10 mg) de 12/12 h ou de 8/8 h (dose máxima 60 mg/dia). Cuida-
do: podem dar efeitos extrapiramidais
DOMPERIDONA: atividade mais rápida. 1 cápsula (10 mg) de 12/12 h.: 
DIMENIDRINATO: muito efetivo para cinetose. Causa sono. Crianças 25mg de 12/12h 
não podendo ultrapassar 150mg/dia. Adultos 50mg de 6/6h não podendo ultrapassar 
400mg/dia por causa da depressão do sistema nervoso.
Obs: Não utilizar para fazer criança dormir por risco de causar grande depressão do siste-
ma nervoso.
Porque existe Dimenidrinato associado a Vitamina B6 (Piridoxina)?
Quando foi concebido era para tratar enjôos alimentares, pois a Piridoxina é detoxicante 
hepática. Entretanto, como ativa o metabolismo, faz com que o dimenidrinato seja metabo-
lizado mais rapidamente, diminuindo a depressão do SN não causando sono (além de 
conter metade da dose). Indicado para crianças e grávidas. 
ONDANSETRONA: Muito efetivo para cinetose e para enjôos de quimioterapia e radioter-
apia. Adultos 8mg 12/12h e crianças 4mg 12/12h. Causa menos sono do que os outros.
MECLIZINA: Antiemético utilizado mais para labirintite, quimioterapia e radioterapia. 
Alguns pacientes respondem bem para cinetose. Adulto de 25 a 50mg uma hora antes da 
refeição. Só pode ser usada uma vez ao dia. Contra-indicada para crianças. Deprime muito 
o sistema nervoso.
 
Obs: Todos não podem ser usados com outros depressores do SN, como benzodiazepínic-
os, anti-histamínicos, álcool, etc…
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 Diarréia é caracterizada pelo aumento da presença de líquidos nas 
fezes, levando a evacuação líquida ou semi-liquida pelo menos três vezes no 
período de 24 horas. Caso contrário, caracteriza somente um desarranjo. O 
manejo da diarréia é diferente do dessaranjo.
 No desarranjo é verificar a causa e eliminar. Geralmente é alimentar e 
pode ser tratado com reguladores intestinais e formadores de massa (ex: 
Plantago ovata). Diarréia é um transtorno menor que pode se transformar 
em um transtorno maior se for mal cuidado, podendo causar principalmente 
a desidratação.
 Causas de diarréia: Infecções, Gastroenterites, Uso ou abuso de me-
dicamentos (metformina, antibióticos, entre outros), Alergias (intolerância a 
gluten, a lactose), etc… Investigar a causa, o tempo e a intensidade. Pode 
levar a diminuição da absorção de nutrientes e aumento de Secreção de agua 
e eletrólitos. Porém geralmente é autolimitante, a não ser que esteja associa-
do a um transtorno maior como infeção, alergia, etc…
 Monitora por 2 dias, se não melhorar, encaminhe. Se aparecer outros 
sintomas, encaminhar mesmo no primeiro dia.
Se tiver outros sintomas como febre ou ser sanguinolenta, encaminhar para 
o médico
Tratamento Não Farmacológico
Ingestão de muito líquido, cuidado com a alimentação e prática de exercícios 
físicos, são fundamentais para manter o funcionamento adequado do intesti-
no.
No caso da diarréia é recomendado: Muito liquido (rehidratantes, soro 
caseiro); Cenoura ou sucos; Maçã; Goiaba (casca); Leite de soja; Água de 
coco; Gelatina; Dieta leve; Biscoito de Polvilho; Biscoito de água e sal.
EVITAR: Chocolate, mel, linguiça (embutidos), mamão, melão, abacate e 
carne mal cozida.
Tratamento Farmacológico
Reidratante oral + fibras
Repositor de flora (a base debactérias ou fungos): Ex: Floratil©, Repoflor©
Medicamentos usados no tratamento dos sintomas das diarréias agudas e 
crônicas e do seus efeitos no organismo, servem para parar a diarréia, con-
trolar os seus efeitos e corrigir os seus efeitos no organismo.
Antidiarréicos controladores do peristaltismo e promotores da absorção de 
água: Imosec©: Diminui a motilidade intestinal (loperamida) - só usar em 
casos não infecciosos. Dose inicial de 4mg (2 comprimidos) + 2mg em novos 
episódios. Cuidado: só dispense com prescrição. Não indique.
O que não se deve comer quando usar o antidiarréico:
Uva, Pêra, Laranja, Mamão, Alface, Couve, Repolho
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 Diminuição do peristaltismo intestinal. Dificuldade de defecar. Tira a qualidade de 
vida, a pessoa ficar nervosa e irritada. Transtorno menor que podemos cuidar sempre.
 O normal é defecar de 6 a 12 vezes por semana. Mas varia muito de pessoa para 
pessoa. Se a pessoa está bem com sua constância, não é problema. Se a constipação per-
manecer por muito tempo, se torna um transtorno maior, podendo necessitar de lavagem. 
Neste caso, encaminhe.
 Não é só a demora em defecar que caracteriza a constipação. Outros achados 
também indicam, como:
 Fezes ressecadas;
 Dificuldade de Evacuar;
 Evacuação incompleta;
 Diminuição do volume das fezes;
 Afundar na água;
 Pequenas “bolinhas”
 
Causas:
 Falta de líquido;
 Alimentação gordurosa, com baixa digestibilidade
 Mastigação Inadequada;
 Balanço de proteína/carboidrato (se tiver muita proteína, precisa aumentar a água)
 Idade (idosos são mais constipados – precisa fazer exercício); 
 Peso (obesos são mais constipados); 
 Gênero (mulheres mais constipadas. Alterações hormonais interferem como hipotir 
 eoidismo);
 Gases – refrigerantes e água com gás;
 Dormir após o Almoço, sedentarismo. Falta de Exercicios fisicos; 
 Medicamentos: Codeína; Antiácidos; Antihipertensivos; Antidepressivos;
 Baixa ingesta de Água, de Fibras e de Verduras; 
 Excesso de Laxativos.
Tratamento Não Farmacológico
 Consumo de Fibras (25 a 30g/dia); leguminosas, cereais, frutas, verduras, lentilhas, 
farelos, centeio, arroz integral, pão integral, etc...
 Ingesta de líquidos: mínimo 2 litros dia
 Prática de Exercícios (leves caminhadas)
 Massagem local: Direita para a Esquerda – 30 minutos após a alimentação;
 Alimentação diversos horários (3 em 3 horas);
 Priorize alimentação mais pastosa;
 Alimentos com probióticos;
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10CONSTIPAÇÃO
Tratamento Farmacológico
 Quando o paciente chega constipado, você tem que resolver o problema já com me-
dicamento. Depois que resolver, vamos pensar em regular o intestino dele e cobrar o trata-
mento não medicamentoso.
 Para resolver a constipação, temos:
 1. Agentes Osmóticos: Retêm água na luz intestinal fluidificando as fezes e estimu-
lando a peristalse; - Glicerina.
 2. Agentes Umectantes e emolientes fecais: Produto oleoso, não digerida pelas 
enzimas humanas, lubrifica a parede intestinal e o bolo fecal, facilitando a sua saída. - 
Nujol®; Laxol®;
 3. Laxantes Estimulantes: Antraquinonas, aumenta motilidade e secreção de água – 
 Fitoterápicos: Cáscara Sagrada, Cassia, Sene Dependendo da concen-
tração podem ser laxativos ou reguladores. Cuidado com o Sene por ser tóxico não pode 
ser utilizado por mais de 3 meses.
 Lacto-Purga® (bisacodil); Polissulfato de Sódio (Guttalax®): irritam a 
mucosa para aumentar o peristaltismo. Cuidado: algumas pessoas ficam dependentes do 
medicamento para defecar. Portanto, usar com cautela. Resolveu, parou.
 4. Outros Estimulantes
 Óleo de Rícino; Óleo Mineral; Enemas para adultos e crianças (lavagem); Glic-
erina (supositórios): preferível para crianças.
 Regulação Intestinal
 Depois de resolver a constipação, é hora de regular o transito intestinal para evitar 
nova constipação. Assim, junto com o tratamento não farmacológico podemos indicar:
- Agentes formadores do bolo fecal, formadores de massa: “Simular uma ingesta correta de 
fibras para alimentação”
Posologia: Pela Manhã e final de Tarde.
 Plantago ovata; Lactulose; Naturetti; Trifibra mix; Goma; Metilcelulose.
 Se o paciente não melhorar com o tratamento medicamentoso e não medicamento-
so, encaminhar para o médico para investigar a causa (pode ser um transtorno maior como 
mega-cólon, câncer, etc). Não utilizar reguladores e laxativos em crianças. Somente 
supositório de glicerina e enemas. Não utilizar Escopolamina em cólicas de constipação. A 
Escopolamina diminui o peristaltismo, levando a piora da constipação.
ANTIESPASMÓDICOS – reduz contrações involuntárias da musculatura lisa
Escopolamina - Buscopam®
Atropina – (hospitalar)
Atropa Beladona - Atroveran®
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 Dores intensas acompanhadas de espasmos;
Tratamento não farmacológico
 Melhorar a alimentação;
 Ingesta de água;
 Chá de Camomila;
 Aquecimento da região
 Posturas (deitar de bruço ou de lado)
Tratamento Farmacológico
DIPIRONA
Peso Dose Gotas (500 mg/mL)
(Média de idade) 
 
5 a 8 kg (3 a 11 meses) Dose única 2 a 5 gotas
 Dose máxima diária 20 gts (4 tomadas x 5 gotas)
9 a 15 kg (1 a 3 anos) Dose única 3 a 10 gotas
 Dose máxima diária 40 (4 tomadas x 10 gotas)
16 a 23 kg (4 a 6 anos) Dose única 5 a 15 gotas
 
 Dose máxima diária 60 (4 tomadas x 15 gotas)
24 a 30 kg (7 a 9 anos) Dose única 8 a 20 gotas
 Dose máxima diária 80 (4 tomadas x 20 gotas)
31 a 45 kg (10 a 12 anos) Dose única 10 a 30 gotas
 Dose máxima diária 120 (4 tomadas x 30 gotas)
46 a 53 kg (13 a 14 anos) Dose única 15 a 35 gotas
 Dose máxima diária 140 (4 tomadas x 35 gotas)
PARACETAMOL
Crianças: A dose pediátrica de paracetamol varia de 10 a 15 mg/kg/dose, com 
intervalos de 4 a 6 horas entre cada administração. Tome 1 gota/kg até a dosagem 
máxima de 35 gotas (200 mg/mL). Não exceda 5 administrações, em doses fracio-
nadas, em um período de 24 horas. Para crianças abaixo de 11 kg ou 2 anos evitar.
Adultos no máximo 4g/dia. O ideal é no máximo 4 drágeas de 750mg cada 6hs.
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 Trata-se de uma dilatação do vaso sanguíneo do 
plexo hemorroidário formando uma estenose (bolsa) 
onde acumula sangue. Pode ser interna ou externa. Trans-
torno menor podendo ser cuidado pelo farmacêutico.
Causas:
 Herança genética;
 Postura Ereta;
 Uso de laxativo que pode lesar a região;
 Defecação difícil;
 Uso crônico de laxativos;
 Longos períodos sentado no banheiro;
 Gestação;
 Rotinas Esportivas pesadas;
 Esforços;
 Relação Anal;
 Má higienização;
Tratamento não farmacológico
Hábitos alimentares para evitar constipação – evitar 
pimentas;
Inserção de frutas e vegetais;
Alimentos integrais;
Repouso;
Pedaleira elevada;
Aumentar a ingesta de Água;
Diminuir o esforço ao evacuar;
Higienização (banho) após a evacuação (não utilizar papel 
higiênico por causa do atrito);
Tratamento farmacológico
Eliminação da dor e inflamação e melhora da vascular-
ização
Podemos cuidar mesmo com sangramento. Se começar 
aparecer outros sintomas como febre ou se aumentar 
muito o tamanho deve-se encaminhar para o médico.
Utilização de Anti-inflamatórios (naproxeno, cetoprofeno, 
ibuprofeno)
Anestésicos locais – pomadas associadas com vascular-
izadores ou anti-inflamatórios (Ex: Procto-glyvenol (Lido-
caína + tribinosídeo), Proctosan (Lidocaína + castanha da 
índia).
Aplicar no local 2 vezes ao dia, após higienização
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12HEMORRÓIDA
Vascularização
Castanha da Índia (anti-exuda-
tiva – diminui a inflamação, 
tonifica o capilar)
Aesculus hippocastanum (No-
varrutina®)
POSOLOGIA: Tomar 1 com-
primido de 8/8 horas por 7-10 
dias
Exceto: Venocur Triplex (ru-
tosídeo + castanha da índia)
Tomar 1 comprimido de 12/12 
horas por 10 dias
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E BOOK 
Mesalazina
ASPECTOS FARMACOCINÉTICOS
Início de efeito: 3 a 4 semanas (colite ulcerativa), 9 semanas (artrite reumatóide). 
 Pico de concentração sérica: aproximadamente 1,5 a 6 horas.
Meia-vida de eliminação: 5 a 10 horas.
 
EFEITOS ADVERSOS
Dor de cabeça , Fotossensibilidade, Rash, Anorexia, Náusea,vômito, diarréia, desconforto 
gástrico, Oligospermia reversível, Dermatite exfoliativa, prurido, necrólise epidérmica, 
urticária, anafilaxia, Alucinações, vertigem, depressão, Hepatite, Reações tipo doença do 
soro, Anemia macrocítica e macrocitose, anemia megaloblástica, leucopenia, neutropenia, 
trombocitopenia, Lúpus eritematoso sistêmico, Nefrotoxicidade, proteinúria, cristalúria.
Sulfassalazina
ORIENTAÇÕES AO PACIENTE
 Ingerir o medicamento após as refeições ou com alimento para diminuir a irritação 
gastrintestinal.
 Ingerir o medicamento com 250 mL de água.
 Alertar para a importância de manter ingestão hídrica adequada.
 Reforçar a importância de manter boa higiene oral, acompanhamento odontológico.
 Alertar para evitar se expor ao sol sem proteção.
 Alertar que o surgimento de coloração amarelo-alaranjada na urina ou pele não 
apresenta significado clínico.
 Ressaltar a importância de notificar imediatamente o surgimento de reações de hip-
ersensibilidade.
 Orientar que pode haver período de latência de 4 a 12 semanas.
13COLITE ULCERATIVA OU DOENÇA DE CROHN
REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS
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de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.
NELSON, David L.; LEHNINGER, Albert L.; COX, Michael M. Lehninger principles of 
biochemistry. Macmillan, 2008 
OBRELI NETO, P. R.; BALDONI, A. O.; GUIDONI, C. M. Farmacoterapia: guia terapêuti-
co de doenças mais prevalentes. Diabetes mellitus. São Paulo: Pharmabooks, 2013. 
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w.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/bulas-e-rotulos. Acessado em 19 de 
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Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde. Disponível em: https://bvsa-
lud.org/sobre-o-portal/. Acesso em 20/08/2021 
GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, Dennis Arthur; SCHAFER, Andrew I. (Ed.). Goldman-Ce-
cil. Tratado de medicina interna. Elsevier Health Sciences, 2021. 
PBharucha AE, Pemberton JH, Locke GR. American Gastroenterological Association 
technical review on constipation. Gastroenterology [Internet]. 2013; 144:218–238 
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