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Escola Municipal Bela Vista Disciplina: HISTÓRIA Ano: 7º ANO Professores:ELÂNIA ARRUDA E MALU RIBEIRO 
 ESCOLA MUNICIPAL BELA VISTA 
APOSTILA DE HISTÓRIA DO 1º BIMESTRE – 7º ANO 
Na aula de hoje falaremos sobre:o que é modernidade?Leia o texto com bastante atenção, 
copie e responda no caderno as atividades propostas. Caso tenha alguma dúvida, me envie 
uma mensagem no horário de aula via WhatsApp. Ao término, fotografe os exercícios do 
caderno, que devem ser feitos à caneta. 
APOSTILA DE HISTÓRIA – 7º ANO - 1ª SEMANA DO 1º BIMESTRE 
Data de aplicação: 10/02/2021 
 
 
 
O QUE É MODERNIDADE? 
Você já parou para pensar porque algumas coisas são consideradas modernas e outras 
ultrapassadas? 
Segundo o Dicionário Online de Português, o significado de Modernidade é “Caráter do 
que é moderno, do que se refere ao tempo presente ou a uma época relativamente recente; 
modernismo. O que existe ou passou a existir recentemente. [História] Conceito iluminista 
segundo o qual o ser humano se reconhece como pessoa autônoma, atuando sobre a realidade 
(natureza e sociedade) pelo uso da razão.” 
A imagem anterior traz as imagens de: 
• Duas escolas, uma de 1974 e outra de 2010; 
• Duas mulheres com roupas distintas devido aos costumes; 
Dois meios de transporte (foguete e caravela). Ambos servem para desbravar áreas 
desconhecidas pela sociedade em seu tempo (a caravela foi utilizada na Expansão Marítima); O 
calçadão de Copacabana (RJ) em dois momentos distintos: em 1910 e atualmente. 
1. No quadro a seguir classifique as imagens como modernas ou antigas. 
Marque um (X) na coluna moderna se você julgar que a imagem é moderna ou um (X) na 
coluna antiga se você julgar que ela é antiga. Depois justifique a sua escolha. 
Leia o texto a seguir: IDADE MODERNA 
Ao pensar em modernidade, muitas pessoas logo imaginam que estamos fazendo 
referência aos acontecimentos, instituições e formas de agir presente no Mundo Contemporâneo. 
De fato, esse termo se transformou em palavra fácil para muitos daqueles que tentam definir em 
uma única palavra o mundo que vivemos. Contudo, não podemos pensar que esse contexto mais 
dinâmico e mutante surgiu do nada, que não possua uma historicidade. 
Entre os séculos XVI e XVIII, um volume extraordinário de transformações estabeleceu 
uma nova percepção de mundo, que ainda pulsa em nossos tempos. Encurtar distâncias, 
desvendar a natureza, lançar em mares nunca antes navegados foram apenas uma das poucas 
realizações que definem esse período histórico. De fato, as percepções do tempo e do espaço, 
antes tão extensas e progressivas, ganharam uma sensação mais intensa e volátil. 
O processo de formação das monarquias nacionais pode ser um dos mais interessantes 
exemplos que nos revela tal feição. Nesse curto espaço de quase quatro séculos, os reis europeus 
assistiram à consumação de seu poder hegemônico, bem como experimentaram as várias 
revoluções liberais defensoras da divisão do poder político e da ampliação dos meios de 
intervenção política. Tronos e parlamentos fizeram uma curiosa ciranda em apenas um piscar de 
olhos. 
Além disso, se hoje tanto se fala em tecnologia e globalização, não podemos refutar a 
ligação intrínseca entre esses dois fenômenos e a Idade Moderna. O advento das Grandes 
Navegações, além de contribuir para o acúmulo de capitais na Europa, também foi importante 
para que a dinâmica de um comércio de natureza intercontinental viesse a acontecer. 
Com isso, as ações econômicas tomadas em um lugar passariam a repercutir em outras 
parcelas do planeta. 
No século XVIII, o espírito investigativo dos cientistas e filósofos iluministas 
catapultou a busca pelo conhecimento em patamares nunca antes observados. Não por 
acaso, o desenvolvimento de novas máquinas e instrumentos desenvolveram em 
território britânico o advento da Revolução Industrial. Em pouco tempo, a mentalidade 
econômica de empresários, consumidores, operários e patrões fixaram mudanças que 
são sentidas até nos dias de hoje. 
 
 
 
 
 
 
Escola Municipal Bela Vista Disciplina: HISTÓRIA Ano: 7º ANO Professores:ELÂNIA ARRUDA E MALU RIBEIRO 
 ESCOLA MUNICIPAL BELA VISTA 
APOSTILA DE HISTÓRIA DO 1º BIMESTRE – 7º ANO 
CONTINUAÇÃO DE HISTÓRIA – 7º ANO - 1ª SEMANA DO 1º BIMESTRE 
 
Em um primeiro olhar, a Idade Moderna pode parecer um tanto confusa por 
conta da fluidez dos vários fatos históricos que se afixam e, logo em seguida, se 
reconfiguram. Apesar disso, dialogando com eventos mais específicos, é possível balizar 
as medidas que fazem essa ponte entre os tempos contemporâneo e moderno. Basta 
contar com um pouco do tempo... aquele mesmo que parece ser tão volátil nesse 
instigante período histórico. 
 
Por que “moderno”? 
 
A palavra “moderno” significa “novo”, “atual”. O surgimento das monarquias 
nacionais e a configuração dos Estados europeus foram interpretados por 
historiadores como uma ruptura com as estruturas e os valores típicos da Idade 
Média. Nascia, então, nesse contexto, o que se denominou “modernidade”, 
diretamente relacionada aos acontecimentos europeus e restrita à civilização 
ocidental. Resgatando os valores da Antiguidade Clássica, a construção da 
“modernidade” partiu de fundamentos como a valorização da razão e a afirmação de 
práticas de cidadania. O Estado típico da modernidade, chamado Estado moderno, 
seria, portanto, uma entidade política regida por leis e administrada por funcionários 
especializados. O debate em torno do assunto causa controvérsias entre 
historiadores. Enquanto uns apontam que há exemplos de estruturas políticas 
semelhantes aos Estados modernos em momentos anteriores, questionando assim o 
marco histórico convencionado, outros apontam que a “modernidade” é um engano, e 
o que aconteceu foi uma “longa Idade Média” até o século XVIII. 
 
CARACTERÍSTICAS DO ESTADO MODERNO 
 
Do século XII ao século XV, formaram-se monarquias nacionais em Portugal, 
Espanha, França e Inglaterra, principais Estados europeus do período. Os monarcas 
eram soberanos sobre seu Estado, isto é, sua autoridade não dependia ou se 
submetia a nenhuma outra e se estendia a todos que nele viviam. Assim, uma das 
principais características do Estado moderno é a autonomia do governante perante as 
interferências externas, como as de lideranças religiosas e a influência papal. É 
possível caracterizar os Estados modernos, ainda, pela unificação do sistema 
monetário, pela instituição de leis nacionais, pela criação e manutenção de exércitos e 
pela organização da arrecadação de impostos. 
 
HISTÓRIA EM CONSTRUÇÃO 
 
 Apesar de se identificar com o “novo”, propondo uma ruptura com o passado 
medieval, a modernidade foi construída com base em elementos da Antiguidade 
Clássica, como a racionalidade, a valorização do indivíduo, o resgate da noção de 
cidadania, entre outros. Não há um debate aberto entre historiadores que defendem 
que as transformações na Europa causaram um rompimento com as estruturas 
feudais, enquanto outros afirmam que as permanências feudais provocaram uma 
“longa Idade Média”. Isso demonstra que a História está em construção e há 
interpretações diversas nem sempre consensuais. O conceito de modernidade foi 
construído em torno de processos ocorridos na Europa, portanto, não pode ser 
universalizável, permanecendo-se restrito à realidade dos povos europeus. 
 
 
 
ATIVIDADES – COPIE E RESPODA NO CADERNO! 
 
2. Quando você lê “Os valores modernos foram baseados nos antigos” Nesse 
contexto qual é o significado desta frase? 
 
 
3. De acordo com os textos, você acredita ser consensual entre os historiadores que 
houve uma transição das estruturas medievais para as modernas? Comente. 
 
 
4. O conceito de modernidade pode ser também aplicado para compreender como 
viviam os povos não europeus no período? Explique. 
 
 
5. Aconstrução da ideia de modernidade causou alguns impactos na concepção de 
História. Sobre essa ideia de modernidade, nas alternativas a seguir, assinale com 
(V) para as verdadeiras e (F) para as falsas. 
 
a) ( ) Resgatando os valores da Antiguidade Clássica, a construção da 
“modernidade” partiu de fundamentos como a valorização da razão e a afirmação 
de práticas de cidadania. 
 
b) ( ) O Estado típico da modernidade, chamado Estado moderno, seria, portanto, 
uma entidade apenas administrativa pois era regida por leis e administrada por 
funcionários especializados. 
 
 
c) ( ) O que se denominou “modernidade”, surge diretamente relacionada aos 
acontecimentos europeus e restrita à civilização ocidental. 
 
 d) ( ) O debate em torno do assunto causa controvérsias entre historiadores. 
 
 
 
 
 
Escola Municipal Bela Vista Disciplina: HISTÓRIA Ano: 7º ANO Professores:ELÂNIA ARRUDA E MALU RIBEIRO 
 ESCOLA MUNICIPAL BELA VISTA 
APOSTILA DE HISTÓRIA DO 1º BIMESTRE – 7º ANO 
Na aula de hoje falaremos sobre:Humanismo: uma nova visão de ser humano e de 
mundo.Leia o texto com bastante atenção, copie e responda no caderno as atividades 
propostas. Caso tenha alguma dúvida, me envie uma mensagem no horário de aula via 
WhatsApp. Ao término, fotografe os exercícios do caderno, que devem ser feitos à caneta. 
APOSTILA DE HISTÓRIA – 7º ANO - 2ª SEMANA DO 1º BIMESTRE 
Data de aplicação: 22/02/2021 
 
 
 
HUMANISMO: UMA NOVA VISÃO 
DE SER HUMANO E DE MUNDO 
 
ATIVIDADES – COPIE RESPONDA 
NO CARDERNO! 
QUESTÃO 01 - O Humanismo 
renascentista valorizou o retorno à 
cultura da Antiguidade Clássica e se 
constituiu como a base filosófica do 
Renascimento artístico, cultural e 
científico europeu. No banco de 
palavras do quadro a seguir estão 
alguma característica deste período 
histórico. Relacione o conceito a sua especificação. 
 
Antropocentrismo – Escolástica - Racionalismo científico – Renascimento - 
Teocentrismo 
Conceito Especificação 
 Pensamento difundido nas universidades europeias a partir da Baixa Idade 
Média. 
 Deus no centro de todo o universo e de toda a vida humana. 
 O homem no centro do universo e da vida humana. 
 Corrente filosófica que, privilegiando a razão como fonte de todo 
conhecimento possível. 
 Movimento de reforma artística, literária e científica que teve origem no 
século XIV na Itália e se espalhou para o resto da Europa. 
 
QUESTÃO 02 - De acordo com o Mapa conceitual e os conceitos centrais deste período 
escreva um pequeno texto explicando o significado desse movimento que teve início na 
Europa, mas que teve seus reflexos por todo o mundo. 
 
QUESTÃO 03 - A imagem a seguir é um quadro pintado por um dos maiores artistas 
renascentistas. Com base nos textos lidos, busque mais informações e preencha o mapa 
mental a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 04 - Das informações abaixo, identifique quais são verdadeiras e quais são Fake 
news: 
Informação Verdade Fake News 
No renascimento existe a valorização do homem. 
Na mentalidade renascentista o corpo do homem é visto como belo 
e maravilhoso 
 
Os renascentistas desprezavam a natureza porque era fonte de 
pecado e da perdição 
 
Leonardo da Vinci, Boticeli, Rafael Sanzio, Michelangelo são 
artistas do renascimento. 
 
O Renascimento cultural surgiu na Itália 
 
QUESTÃO 05 - Análise as duas pinturas, a seguir, e identifique qual delas é uma pintura 
renascentista e qual é medieval. Quais são as principais características que as identifica? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. Preencha as informações sobre a doutrina católica e a doutrina luterana, no quadro a 
seguir. 
TEMA REFORMA 
Salvação 
Sacramento 
Verdade 
Autoridade do Papa 
O que foi a 
contrarreforma 
 
 
 
 
 
Escola Municipal Bela Vista Disciplina: HISTÓRIA Ano: 7º ANO Professores:ELÂNIA ARRUDA E MALU RIBEIRO 
 ESCOLA MUNICIPAL BELA VISTA 
APOSTILA DE HISTÓRIA DO 1º BIMESTRE – 7º ANO 
Na aula de hoje falaremos sobre:Feudalismo.Leia o texto com bastante atenção, copie e 
responda no caderno as atividades propostas. Caso tenha alguma dúvida, me envie uma 
mensagem no horário de aula via WhatsApp. Ao término, fotografe os exercícios do caderno, 
que devem ser feitos à caneta. 
APOSTILA DE HISTÓRIA – 7º ANO - 3ª SEMANA DO 1º BIMESTRE 
Data de aplicação: 02/03/2021 
 
 
FEUDALISMO 
 O feudalismo foi um conjunto de práticas envolvendo questões de ordem 
econômica, social e política. Entre os séculos V e X, a Europa Ocidental sofreu uma 
série de transformações que possibilitou o surgimento dessas novas maneiras de se 
pensar, agir e relacionar. De modo geral, a configuração do mundo feudal vinculou-se 
a duas experiências históricas concomitantes: acrisedo Império Romanoe as 
Invasões Bárbaras. 
 Ruralização da economia 
A economia sofreu uma retração das atividades comerciais, as moedas perderam 
seu espaço de circulação e a produção agrícola ganhou caráter subsistente. Nesse 
período, a crise do Império Romano favoreceu um processo de ruralização das 
populações, que não mais podiam empreender atividades comerciais. 
 #Novos tipos sociais: o senhor feudal e o servo 
A ruralização da economia também atingiu diretamente as classes sociais 
instituídas no interior de Roma. A antes abrangente classe de escravos e plebeus 
veio a compor, com os povos germânicos, uma classe campesina consolidada como a 
principal força de trabalho dos feudos. 
. #Papel da Igreja 
Ao mesmo tempo em que a economia e as relações sociopolíticas transformavam-
se nesse período, não podemos nos esquecer da importância dopapel da Igrejanesse 
contexto. O cleroentrou em acordo com os reis e a nobreza com o intuito de expandir 
o ideário cristão. 
Renascimento comercial e urbano e a derrocada do feudalismoNo século X, 
o feudalismo atingiu o seu auge, tornando-se uma forma de organização vigente em 
boa parte do continente europeu.. Os centros urbanos voltaram a florescer e as 
populações saíram da estrutura hermética que marcou boa parte da Idade Média 
 
O que é o Feudalismo: 
 Feudalismo foi um modo de organização social, político e cultural baseado 
no regime de servidão, onde o trabalhador rural era o servo do grande proprietário de 
terras, o senhor feudal. O feudalismo predominou na Europa durante toda a Idade 
Média (entre os séculos V e XV). 
 O feudalismo surgiu depois da desintegração do império Romano,devido as 
invasões bárbaras, no século V. mas estes invasores não destruíram tudo da 
civilização romana, pois as novas sociedades que estavam surgindo, eram uma 
mistura de povos, dos conquistadores e dos conquistados. 
Qual é a estrutura política do feudalismo? 
Os poderes jurídicos, econômicos e políticos concentravam-se nas mãos dos 
senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos). A sociedade feudal era estática 
(com pouca mobilidade social) e hierarquizada. ... A terceira camada da sociedade 
era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. 
 Quais são as principais características do feudalismo? 
Uma das principais características do Feudalismo era o controle dos senhores 
feudais, que eram donos de todas as terras de cada feudo. | Imagem: Reprodução. A 
sociedade era dividida em três grupos sociais: o clero, a nobreza e os servos. ... O 
comércio não era forte, logo, a base da economia feudal era agrária. 
 
ATIVIDADES PARA RESPONDER NO CADERNO! 
 
1)Descreva sobre o feudalismo? 
 
2)Cite as principais características do feudalismo? 
 
3)Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira. 
 
(1)Feudalismo 
(2)Ruralização da economia 
(3)Novos tipos sociais(4)Papel da igreja 
(5)Renascimento comercial e urbano 
 
( )No século X,o feudalismo atingiu o seu auge, tornando-se uma forma de 
organização vigente em boa parte do continente europeu. 
 
( )Foi um conjunto de práticas envolvendo questões de ordem econômica , social e 
política entre os séculos V e X , A Europa ocidental sofreu uma série de 
transformações que possibilitou o surgimento dessas novas maneiras de se pensar , 
agir e relacionar . 
 
( ) Ao mesmo tempo em que a economia e as relações sócio-políticas 
transformaram-se nesse período, não podemos nos esquecer da importância do papel 
da igreja nesse contexto . 
 
( )A Economia sofreu uma retração das atividades comercias, as moedas 
perderam seu espaços de circulação e produção agrícola ganhou caráter subsistente. 
 
( )A ruralização da economia também atingiu diretamente as classes sociais 
instituídas no interior de Roma. 
 
 
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/crise-romana.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/crise-romana.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/crise-romana.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/crise-romana.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/vandalos-violencia-contra-imperio-romano.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/vandalos-violencia-contra-imperio-romano.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/o-poder-igreja-catolica-no-mundo-feudal.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/o-poder-igreja-catolica-no-mundo-feudal.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/o-clero.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/o-clero.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-crise-geral-sistema-feudal.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-crise-geral-sistema-feudal.htm
 
 
 
Escola Municipal Bela Vista Disciplina: HISTÓRIA Ano: 7º ANO Professores:ELÂNIA ARRUDA E MALU RIBEIRO 
 ESCOLA MUNICIPAL BELA VISTA 
APOSTILA DE HISTÓRIA DO 1º BIMESTRE – 7º ANO 
Na aula de hoje falaremos sobre:Renascimento Urbano e Cultural.Leia o texto com bastante 
atenção, copie e responda no caderno as atividades propostas. Caso tenha alguma dúvida, 
me envie uma mensagem no horário de aula via WhatsApp. Ao término, fotografe os 
exercícios do caderno, que devem ser feitos à caneta. 
APOSTILA DE HISTÓRIA – 7º ANO - 4ª SEMANA DO 1º BIMESTRE 
Data de aplicação: 08/03/2021 
 
 
 
RENASCIMENTO URBANO E CULTURAL 
 O Renascimento Urbano representou uma das vertentes que formaram o 
movimento Renascentista, ao lado do Renascimento Cultural e Comercial.Vale 
lembrar que o Renascimento Italiano foi um movimento econômico, artístico e cultural 
que dominou a mentalidade europeia durante séculos: do XIV ao século XVII. Assim, 
o Renascimento Urbano está associado ao florescimento e desenvolvimento das 
cidades medievais, os “Burgos”. Cidade Medieval de Carcassonne, 
 França Contexto Histórico: Resumo No último período da Idade Média, 
denominado Baixa Idade Média (século X ao século XV), a Europa passava por 
diversas transformações nos campos político, econômico e social, de forma que a 
queda de Constantinopla, em 1493, representou o fim da Idade Média e o início da 
Idade Moderna. Esse período esteve marcado pela decadência do sistema feudal, 
formado basicamente de dois grupos sociais: os senhores (proprietários de terras, os 
feudos) e os servos (trabalhavam e viviam nos feudos). 
 A sociedade feudal era estamental, posto que não possuía mobilidade social, 
ou seja, se nasceu servo, morrerá servo. Acima do senhor feudal estavam o Rei, a 
Nobreza e o Clero, os três grupos que detinham o poder. Dessa forma, o Rei 
representava o poder supremo, seguido da nobreza (importante figuras) e o Clero, 
associado ao poder religioso da Igreja Católica. Esse último grupo dominante possuía 
claros privilégios em relação ao povo, de modo que somente eles tinham acesso aos 
assuntos políticos, econômicos e religiosos, bem como ao conhecimento dos livros, 
posto que representavam a parcela mínima que sabia ler e escrever. 
 Renascimento Cultural 
 O Renascimento Cultural foi um movimento que teve seu início na Itália no 
século XIV e se estendeu por toda a Europa até o século XVI. Os artistas, escritores e 
pensadores renascentistas expressavam em suas obras os valores, ideais e nova 
visão do mundo, de uma sociedade que emergia da crise do período medieval. Na 
Idade Média, grande parte da produção intelectual e artística estava ligada à Igreja. Já 
na Idade Moderna, a arte e o saber voltaram-se para o mundo concreto, para a 
humanidade e a sua capacidade de transformar o mundo. 
 Origem do Renascimento Florença, a cidade italiana "Berço do Renascimento" 
O Renascimento teve sua origem na península Itálica, que era o centro do comércio 
mediterrâneo. Com a economia dinâmica e rica, os excedentes eram investidos em 
produção cultural. 
 A burguesia oriunda das camadas marginais da sociedade medieval, 
tornaram-se mecenas, investindo em palácios, catedrais, esculturas e pinturas, 
buscando aproximar seu estilo de vida ao da nobreza.Veja também o artigo 
sobre o Mecenato.A Itália, favorecida pelo grande número de obras da 
Antiguidade, inspirou os artistas do Renascimento. A literatura e o pensamento 
da Antiguidade greco-romana serviram de referência para os escritores 
renascentistas e contribuíram para a formação de seus 
EXERCÍCIOS DE RENASCIMENTO CULTURAL 
 
1. O que foi renascimento? 
 
A ( ) O Renascimento foi a época do nascimento dos gênios culturais como 
Michelangelo,Leonardo da Vinci,Rafael Sanzio e etc. 
B ( ) O Renascimento foi um movimento cultural que começou no século XIV e 
se propagou pela Europa nos séculos seguintes espalhando a cultura 
C ( ) O Renascimento foi somente um movimento cultural que se restringiu a 
Itália 
 
2. Como eram chamados os protetores das artes e das ciências? 
 
A ( ) Renascentistas 
B ( ) Mecenas 
C ( ) Humanistas 
D ( )Giottas 
 
3. As críticas dos humanistas do Renascimento eramdirigidas a qual sociedade? 
 
A ( ) Escravista 
B ( ) Capitalista 
C ( ) Comunista 
D ( ) Feudal 
E ( ) Socialista 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Escola Municipal Bela Vista Disciplina: HISTÓRIA Ano: 7º ANO Professores:ELÂNIA ARRUDA E MALU RIBEIRO 
 ESCOLA MUNICIPAL BELA VISTA 
APOSTILA DE HISTÓRIA DO 1º BIMESTRE – 7º ANO 
Na aula de hoje falaremos sobre:Reforma Protestante.Leia o texto com bastante atenção, 
copie e responda no caderno as atividades propostas. Caso tenha alguma dúvida, me envie 
uma mensagem no horário de aula via WhatsApp. Ao término, fotografe os exercícios do 
caderno, que devem ser feitos à caneta. 
APOSTILA DE HISTÓRIA – 7º ANO - 5ª SEMANA DO 1º BIMESTRE 
Aplicação: 15/03/2021 
 
 
 
 
REFORMA PROTESTANTE 
 Reforma Protestante é o nome dado ao movimento reformista que surgiu no cristianismo 
no século XVI. Esse movimento iniciou-se a partir de Martinho Lutero, um monge católico que 
estava insatisfeito com algumas práticas e questões teológicas defendidas pela Igreja Católica. 
 A atuação de Lutero teve como ponto de partida a divulgação das 95 teses, que 
rapidamente espalharam-se pela Europa e deram origem ao reformismo no seio da Igreja 
Católica. Da atuação de Lutero, surgiu o protestantismo. 
 Causas da Reforma Protestante 
 A Reforma Protestante teve causas relacionadas a aspectos políticos, econômicos e 
teológicos e resultou da corrupção existente na Igreja Católica. Além disso, teve resultado de 
interesses políticos oriundos de nobres que viram na reforma uma possibilidade de romper o 
vínculo de autoridade com o papa. Por fim, foiimposta a questão dos interesses econômicos, 
uma vez que a Igreja estipulava a cobrança de impostos de todos seus fiéis. No aspecto 
teológico, o ponto imediato a ser destacado é a insatisfação de Martinho Lutero com as práticas 
da Igreja Católica. 
 A Igreja de Roma era, naquele período, a maior autoridade da Europa Ocidental e detinha 
um imenso poder, uma vez que era dona de terras e riquezas gigantescas. Além disso, a 
autoridade do papa impunhase além do campo religioso, alcançando o campo secular (político). 
Os reis da Europa tinham seu poder sustentado pela autoridade da Igreja, uma vez que era 
praticamente impossível manter-se no comando sem a aprovação do papa. Sendo assim, a 
Igreja Católica possuía o monopólio da vida política e religiosa europeia. Focando no aspecto 
teológico, muitos começaram a questionar as posições da Igreja. Antes mesmo de Lutero, já 
havia existido na Europa movimentos religiosos e figuras do clero católico que questionavam 
determinados princípios do catolicismo. 
 A longo prazo, pode-se ressaltar, por exemplo, os valdenses, que surgiram na França no 
final do século XII. Em um período imediato, isto é, poucos anos antes do início da reforma, 
existiram os pré-reforma dores na Europa, que teceram críticas à Igreja de Roma. Dois nomes 
que se destacaram nesse contexto foram John Wycliffe e Jan Hus. 
 O primeiro criticava o acúmulo de poder político e os desvios da Igreja dos verdadeiros 
ensinamentos de Jesus. O segundo tecia críticas parecidas contra o enriquecimento da Igreja e 
a venda de indulgências. Em relação às questões políticas, existia uma série de reis, nobres e 
autoridades em geral que estavam interessados em romper o poder secular com o religioso. Isso 
significa que muitos viam o rompimento como uma forma de consolidar ou de assegurar mais 
poder sem a necessidade de ter que se sujeitar a outra autoridade – no caso, o papa. 
 Nas questões econômicas, há de se destacar que, na região norte da Europa, havia 
uma insatisfação muito grande com a quantidade de impostos que deveriam ser repassados para 
a Igreja. Tal questão intensificava-se em um contexto em que as penínsulas Itálica e Ibérica 
estavam em franco desenvolvimento e enriquecimento, enquanto regiões como a que 
corresponde à atual Alemanha eram pobres e enfrentavam dificuldades econômicas.Martinho 
Lutero A insatisfação e as críticas à Igreja Católica tiveram seu ápice em Martinho Lutero, monge 
agostiniano e professor de Teologia. Lutero estava insatisfeito com certas condutas da Igreja, 
sobretudo com as indulgências, que eram comuns na Igreja Católica da época. Nesse contexto, 
essa prática acontecia por meio dos dízimos feitos pelos fiéis para a Igreja em troca do perdão 
de seus pecados. Além disso, o papa Leão X havia oferecido indulgências para aqueles que 
contribuíssem com dinheiro para a construção da Basília de São Pedro. Lutero tinha também 
discordâncias de conteúdo teológico a respeito da salvação e de outras práticas e ações da 
Igreja. 
 Com isso, o monge elaborou um documento conhecido como 95 teses. A partir 
de então, as ideias de Lutero espalharam-se pela Europa com rapidez. Nesse momento, a 
intenção de Lutero não era romper com a Igreja Católica, ele queria apenas que se realizasse 
uma reforma em determinadas questões. O rompimento de Lutero com a Igreja Católica só 
aconteceu quando foi excomungado pelo papa, em 1521. 95 teses As 95 teses, documento no 
qual Lutero manifestava sua oposição teológica às práticas da Igreja de Roma, foram enviadas 
para o arcebispo de Mainz, Alberto de Brandemburgo, em 31 de outubro de 1517. 
A intenção de Lutero era levantar um debate para que reformas dentro da Igreja 
acontecessem. Martinho Lutero defendia, basicamente, que a Bíblia era a única referência 
para os fiéis e que as pessoas conseguiriam ser salvas sem a mediação de intermediários 
e sem precisar dar indulgências. A base teológica de Lutero baseava-se em um versículo 
bíblico que afirmava que “o justo viverá pela fé”. Aqui, Lutero passou a defender a ideia de 
que não eram as boas ações que salvariam uma pessoa, mas sim a fé. A construção 
teológica iniciada por Martinho Lutero deu origem a um princípio conhecido como Cinco 
Solas: 
Sola fide (somente a fé), Sola scriptura (somente a Escritura), SolusChristus (somente 
Cristo), Sola gratia (somente a graça), Soli Deo gloria (glória somente a Deus) 
 As 95 teses espalharam-se com rapidez pela Europa por conta da imprensa (criada em 
1430 por Johann Gutenberg), a qual permitia a cópia e a impressão de livros em uma velocidade 
inédita para a época. Com isso, as ideias de Lutero propagaram-se e conquistaram seguidores 
em toda a Europa. Um registro importante é a famosa imagem de Martinho Lutero pregando as 
95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg. Muitos consideram esse o ponto de partida 
da Reforma Protestante, mas os historiadores nunca conseguiram comprovar se esse episódio 
de fato aconteceu. Portanto, os historiadores consideram esse fato somente uma lenda. 
 
ATIVIDADES DE FIXAÇÃO PARA RESPONDER NO CADERNO! 
01. A Reforma Protestante teve causas relacionadas a aspectos políticos, econômicos e 
teológicos e resultou da corrupção existente na Igreja Católica. Identifique cada um destes 
aspectos e preencha a tabela a seguir: 
POLITICOS ECONÔMICOS TEOLÓGICO 
 
 
 
02. As ideias de Lutero espalharam-se pela Europa com rapidez. Inicialmente, a intenção de 
Lutero não era romper com a Igreja Católica. Quais eram as intenções de Lutero? E por que não 
aconteceu como ele pretendia? 
 
03. Martinho Lutero defendia, basicamente, que a Bíblia era a única referência para os fiéis 
e que as pessoas conseguiriam ser salvas sem a mediação de intermediários e sem precisar dar 
indulgências. A base teológica de Lutero baseava-se em um versículo bíblico que afirmava que: 
a) ( ) as pessoas só conseguiriam ser salvas com a mediação de intermediários. 
b) ( ) só as boas ações que salvariam uma pessoa. 
c) ( ) o justo viverá pelas obras 
d) ( ) o justo viverá pela fé 
 
 
 
 
Escola Municipal Bela Vista Disciplina: HISTÓRIA Ano: 7º ANO Professores:ELÂNIA ARRUDA E MALU RIBEIRO 
 ESCOLA MUNICIPAL BELA VISTA 
APOSTILA DE HISTÓRIA DO 1º BIMESTRE – 7º ANO 
Na aula de hoje falaremos sobre:O medieval no ocidental e modernidade.Leia o texto com 
bastante atenção, copie e responda no caderno as atividades propostas. Caso tenha alguma 
dúvida, me envie uma mensagem no horário de aula via WhatsApp. Ao término, fotografe os 
exercícios do caderno, que devem ser feitos à caneta. 
APOSTILA DE HISTÓRIA – 7º ANO - 6ª SEMANA DO 1º BIMESTRE 
Data de aplicação: 19/03/2021 
 
 
 
 
 
O MEDIEVAL NO OCIDENTAL E MODERNIDADE 
A Idade Média é o período da história geral que se inicia no século V, logo após a queda do 
Império Romano do Ocidente, e termina no século XV, com a conquista de Constantinopla 
pelo Império Turco-Otomano. Foi um período marcado pela síntese da herança romana com a 
cultura dos povos bárbaros que invadiram o Império Romano. 
A Igreja Católica tornou-se uma instituição poderosa e influente não apenas na religião, mas 
também na sociedade medieval. A invasão bárbara provocou a fuga da cidade em direção ao 
campo. A Europa ocidental ruralizava-se, e a riqueza era a terra. A agricultura tornou-se a 
principal atividade econômica, e a produção dos feudos era para o próprio sustento. 
A partir do século XIII, por conta dos renascimentos comercial e urbano, o mundo medieval 
começou a entrar em crise. A centralização do poder nas mãos dos reis derrotou os senhores 
feudais, pacificou as revoltas servis e abriu as portas da Europa para a Idade Moderna. 
Leia também: Revolução Francesa – marco inaugural da Idade Contemporânea 
Por que o nome “Idade Média”? 
Durante muito tempo, o termo “Idade Média” foi muito discutidona historiografia. Os estudiosos 
modernos, do século XV em diante, fervorosos defensores do pensamento racional e grandes 
admiradores da cultura greco-romana, fizeram uma análise sobre o período que se encerrara. 
Desde a queda do Império Romano do Ocidente até o século XV, cunhou-se Idade Média como 
um termo pejorativo, como se fosse um intervalo entre a Antiguidade Clássica, ou seja, os 
tempos áureos da Grécia e Roma Antiga, e a Idade Moderna, período de resgate da cultura 
humanística idealizada pelos primeiros filósofos gregos e concretizada pelos romanos. 
Por conta desse sentido pejorativo, chamou-se também a Idade Média de “Idade das Trevas”. 
Além de ser um intervalo, o período medieval era tido como obscuro, tomado pelas crenças 
ditadas pela Igreja Católica, que desprezava o pensamento racional, e que não teve produções 
intelectuais de relevo. 
No entanto, o termo Idade das Trevas já não é mais utilizado pela historiografia. Reconhece-se 
hoje a vasta produção cultural da época medieval, a importância da filosofia medieval para o 
conhecimento humano e a importância dos livros e documentos da Antiguidade Clássica terem 
sido preservados da destruição ao serem guardados nos mosteiros. 
 Características da Idade Média 
Como a Idade Média é um período extenso da história geral, convencionou-se dividi-la em dois 
momentos: 
 Alta Idade Média (séc. V ao século X) 
 Baixa Idade Média (séc. X ao século XV) 
É importante ressaltar que esses momentos não estão separados, mas um complementa o outro. 
 Alta Idade Média 
O período da Alta Idade Média corresponde à formação da Europa medieval até o seu apogeu, 
no século X. O Império Romano do Ocidente acabou no século IV, e o imenso território 
conquistado pelos romanos pertencia então aos povos bárbaros. O termo “bárbaro” era como os 
romanos chamavam os povos que não faziam parte do seu império, que estavam fora dos limites 
romanos, ou seja, eram aqueles que não compartilhavam do mesmo costume romano, que não 
tinham a cidadania romana. 
A Alta Idade Média constituiu-se pela junção da herança romana com os costumes dos povos 
bárbaros. A invasão bárbara alcançou a cidade de Roma, que foi saqueada diversas vezes. O 
temor dessas invasões fez com que os habitantes das cidades buscassem refúgio e trabalho no 
campo. Ocorreu o que chamamos de ruralização da Europa. 
Os reinos germânicos adaptaram seus costumes aos os dos romanos. A Igreja Católica aliou-se 
aos reis e tornou-se a grande ponte entre o mundo germânico e o mundo romano. Os povos 
bárbaros abandonaram suas antigas práticas religiosas e aderiram ao cristianismo. A fé cristã 
expandiu-se pela Europa ocidental, reforçando o poder do papa. Foi no Império Carolíngio, no 
século VII, que a Igreja conseguiu consolidar o seu domínio. 
O imperador Carlos Magno conquistou uma grande quantidade de terras e doou algumas delas à 
Igreja. Começava a formação dos Estados pontifícios, grandes quantidades de terra que estavam 
sob o domínio do papa. Carlos Magno promoveu a distribuição de terras aos senhores feudais 
exigindo em troca a sua fidelidade e seu auxílio em caso de guerra. Logo após a sua morte, seus 
filhos não conseguiram manter a unidade do império, que acabou dissolvendo-se. O poder foi 
descentralizado entre os senhores feudais. 
A sociedade medieval era estamental, ou seja, não possibilitava a ascensão social. No topo da 
pirâmide estava o clero, logo abaixo vinha a nobreza, e na base estavam os servos, os únicos 
que trabalhavam e sustentavam as classes de cima. A agricultura tornou-se a principal atividade 
econômica. Os servos trabalhavam na terra para o seu próprio sustento, de sua família e do seu 
senhor. 
Havia uma dinâmica ao lidar-se com a terra aproveitando-a ao máximo sem desgastá-la. 
Enquanto uma parte da terra era utilizada para o cultivo, uma outra porção dela ficava em 
repouso. Logo após a colheita, a terra trabalhada ficava em repouso e a outra era utilizada. Esse 
era o sistema de rotação, que evitava o desgaste do solo. 
A cultura da Alta Idade Média estava concentrada nos mosteiros. A produção da Antiguidade 
Clássica foi guardada, e os monges copistas tinham a missão de copiar os textos antigos para 
que não se perdessem com o tempo. O acesso às bibliotecas dos mosteiros era restrito e o 
trabalho era manual. Para saber mais sobre esse primeiro período medieval, leia: Alta Idade 
Média. 
 
 Baixa Idade Média 
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/imperio-otomano.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/igreja-na-idade-media.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/renascimento-comercial-e-urbano.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/renascimento-comercial-e-urbano.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/renascimento-comercial-e-urbano.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/renascimento-comercial-e-urbano.htm
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https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/renascimento-comercial-e-urbano.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/idade-moderna.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/revolucao-francesa.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/idade-antiga.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/civilizacao-grega.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/roma-antiga.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/o-que-filosofia.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/o-que-filosofia.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/invasoes-barbaras.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/povos-germanicos.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/as-influencias-germanicas-romanas-no-ocidente-medieval.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/imperio-carolingio.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/poder.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/clero.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/conceito-cultura.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/alta-idade-media.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/alta-idade-media.htm
 
 
 
Escola Municipal Bela Vista Disciplina: HISTÓRIA Ano: 7º ANO Professores:ELÂNIA ARRUDA E MALU RIBEIRO 
 ESCOLA MUNICIPAL BELA VISTA 
APOSTILA DE HISTÓRIA DO 1º BIMESTRE – 7º ANO 
CONTINUAÇÃO DA 6ª SEMANA DO 1º BIMESTRE 
 
O aumento populacional ocorrido a partir do ano 1000 foi motivado principalmente pela 
diminuição significativa das guerras bárbaras. Por isso, chama-se esse ano de “O ano da paz de 
Deus”. Esse aumento populacional provocou significativas mudanças na estrutura medieval e, 
mais tarde, levou à sua crise, no século XV. 
A forma de lidar com a terra modificou-se. A produção agrícola aumentou e passou-se a usar 
as terras que ficavam em repouso. Dessa forma, o desgaste da terra não tardou a acontecer, 
acarretando dificuldades na produção. 
As cidades voltaram a ter movimentação mais intensa, pois o aumento populacional levou as 
pessoas a saírem do campo e retornarem a elas. O comércio também voltou com atividade mais 
intensa por meio da troca de mercadorias. 
As Cruzadas começaram como movimento religioso, mas, com o passar do tempo, 
transformaram-se em expedições comerciais ao trazer as especiarias orientais para a Europa 
ocidental. Essa movimentação Ocidente–Oriente fez retomar as navegações pelo mar 
Mediterrâneo, até então abandonadas por causa da ruralização da Europa e do domínio 
islâmico. Gênova e Veneza enriqueceram com o comércio marítimo logo após fazerem um 
acordo com os comerciantes islâmicos do Oriente. 
As universidades promoveram mudanças na vida cultural da Idade Média. Surgidas no século 
XIII, elas se tornaram locais de estudos e discussãolivre de ideias. Os mosteiros começaram 
a perder sua força cultural, que, desde o início do período medieval, era intensa. A moeda 
circulando com mais intensidade pela Europa por causa da volta às atividades comerciais passou 
a financiar a produção artística e intelectual. 
A retomada do comércio fez surgir as feiras. Elas funcionavam ao redor dos feudos e 
comercializavam os produtos vindos do Oriente. Outras feiras formavam-se às margens das 
estradas para garantir a segurança das comitivas do comércio e a instalação de bancos para a 
troca de moedas. Cidades como Champagne, na França, surgiram dessas feiras. Uma 
nova classe social apareceu: a burguesia. 
Essas transformações no mundo medieval começaram a fazer a estrutura social entrar em 
crise. As bases da Idade Média foram afetadas. A agricultura perdia espaço para o comércio. 
O campo esvaziava-se, e as cidades enchiam-se. As ideias que eram dominadas pela Igreja 
circulavam livremente pelas universidades. A fé, que era o elemento norteador do pensamento 
humano, perdia espaço para a razão. Se quiser saber mais detalhes sobre a parte final do 
período medieval, acesse: Baixa Idade Média. 
Feudalismo 
O feudalismo é uma das principais características da Idade Média. Trata-se de um sistema 
social, econômico e político que vigorou por todo período medieval. Nesse sistema, terras 
eram concedidas por um suserano ao seu vassalo em troca de fidelidade e ajuda militar. Os 
senhores feudais controlavam os feudos, e a mão de obra era servil. Os servos deveriam pagar 
impostos e trabalhar para os senhores e o clero. 
A atividade econômica feudal era a agricultura, e a produção atendia as demandas internas 
do feudo. A Igreja Católica exercia grande influência dentro dos feudos, onde aconteciam as 
cerimônias religiosas e os registros de nascimento, casamento e morte. O feudalismo entrou 
em crise no século XIV, logo após as revoltas servis. 
Veja também: Desenvolvimento da cidade medieval – uma das causas do fim do 
feudalismo 
Crise do século XIV 
 A crise do século XIV pode ser resumida em três palavras: 
 fome 
 peste 
 guerra 
A fome foi resultado da escassez de alimentos provocada pela redução da produção agrícola por 
causa de intemperes naturais. 
A Peste Negra foi uma doença que matou milhões de pessoas e espalhou-se rapidamente pela 
Europa. Vinda do Oriente, essa peste foi beneficiada pela ausência de higiene dos medievais. 
Com o alto número de mortos, começou a faltar mão de obra para o trabalho no campo. Os 
poucos servos que ainda trabalhavam nos feudos tiveram que trabalhar mais. Isso gerou 
uma revolta servil que abalou a estrutura feudal. As guerras entre os reinos europeus e as 
revoltas servis foram derrotadas pelos reis, que passaram de simples chefes militares a 
governantes dos reinos. 
Fim da Idade Média 
As mudanças da Baixa Idade Média levaram a Europa ocidental à crise. A centralização do 
poder nas mãos dos reis reduziu os poderes locais, que estavam sob o comando dos senhores 
feudais. Além disso, os reis questionavam a influência do poder do papa nas decisões políticas. 
Esses poderes reais deram início à formação dos estados nacionais, decretando-se o fim da 
Idade Média e o início da Idade Moderna. 
Resumo sobre a Idade Média 
 Idade Média corresponde ao período entre a queda do Império Romano do Ocidente, no 
século V, e a tomada de Constantinopla pelo Império Turco-Otomano, no século XV. 
 Economia: agricultura 
 Política: descentralizada (senhores feudais) 
 Sociedade: clero, nobreza e servos 
 Crise: peste, fome e guerra 
 
EXERCÍCIOS 
 
Questão 1 - Qual foi a principal atividade econômica durante a Idade Média? 
 
A) Comércio 
B) Indústria 
C) Agricultura 
D) Pecuária 
 
 
Questão 2 - Qual é a relação entre a Peste Negra e a crise na agricultura durante o século XIV? 
 
A) A Peste Negra devastou as plantações dos feudos. 
B) A morte por Peste Negra fez diminuir a mão de obra servil. 
C) A relação estabelecida foi um castigo de Deus. 
D) A Peste Negra ampliou o comércio entre os árabes. 
 
 
 
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/cruzadas.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/expansao-islamica.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/expansao-islamica.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/feiras-medievais.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/classe-social.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/baixa-idade-media.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/feudalismo.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/crise-feudalismo.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/desenvolvimento-cidade-medieval.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/desenvolvimento-cidade-medieval.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/peste-negra.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/peste-negra.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/peste-negra.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/peste-negra.htm
 
 
 
Escola Municipal Bela Vista Disciplina: HISTÓRIA Ano: 7º ANO Professores:ELÂNIA ARRUDA E MALU RIBEIRO 
 ESCOLA MUNICIPAL BELA VISTA 
APOSTILA DE HISTÓRIA DO 1º BIMESTRE – 7º ANO 
Na aula de hoje falaremos sobre: O medieval no ocidental e modernidade.Leia o texto com 
bastante atenção, copie e responda no caderno as atividades propostas. Caso tenha alguma 
dúvida, me envie uma mensagem no horário de aula via WhatsApp. Ao término, fotografe os 
exercícios do caderno, que devem ser feitos à caneta. 
APOSTILA DE HISTÓRIA – 7º ANO - 7ª SEMANA DO 1º BIMESTRE 
Data de aplicação: 22/03/2021 
 
 
 
 
 
O VELHO E NOVO MUNDO: GRANDES DESCOBERTAS 
O Novo Mundo é uma expressão atribuída ao continente 
americano após sua descoberta. Este termo tem sua origem 
no final do século XV, mais precisamente em 1492, ano em 
que ocorreu a descoberta da América pelo navegador 
genovês Cristóvão Colombo que estava a serviço da 
Espanha. 
Mesmo depois mais de 300 anos após a primeira viagem de 
Colombo as Américas, surgiram 
diversos questionamentos que buscavam compreender qual 
a contribuição que o Novo Mundo trouxe para a Europa. 
Será que a descoberta de um Mundo Novo contribuiu beneficamente para a 
Europa, ou não? Qual o impacto dessa descoberta para o Velho Mundo? Estas eram apenas 
algumas das indagações que afloraram nos debates ao longo da história moderna e depois dela. 
As oportunidades e desafios que o Novo Mundo trouxe contribuiu para definir e transformar o 
Velho Mundo. Era um acontecimento totalmente novo e diferente do que os europeus já haviam 
experimentado, pois não sabiam nada dos habitantes da América. Era uma experiência nova e 
surpreendente. O processo de conquista das Américas vai além da posse de terras, abrange a 
descoberta e compreensão do outro; e esse outro não era o europeu. 
Nos relatos da viagem, acerca do Novo Mundo, Colombo descreve com grande admiração o que 
acabara de contemplar. Ele fala em ter encontrado coisas admiráveis e, como prova das imensas 
riquezas que jorravam daquele paraíso, ostentava ouro com provando a existência de minas 
naquela região. Pedro Mártir, que foi o historiador do descobrimento e exploração das Américas 
pelos espanhóis, conta em sua obra que Colombo encontrou homem nus e que tinham como 
mantimento para sobrevivência apenas o que a natureza lhes proporcionava. Os cronistas e 
escritores descrevem os índios como homens de "pele negra e bronzeada, de olhos negros e 
vivos". John Vanderlyn, óleo sobre tela - A chegada de Colombo a ilha Leste em 1492. O 
descobrimento teve consequências intelectuais importantíssimas, pois colocou os europeus 
diante de pessoas e terras desconhecidas. Era tudo novo! Foi favorável também para a 
economia europeia, pois a América era grande fonte de abastecimento de matéria prima e 
produtos que tinha grande demanda na Europa. A conquista deste novo continente aumentou em 
grande proporçãoo cenário geográfico dos europeus - e sua expansão marítima - que, naquela 
época, tinham como únicos continentes no mundo a Europa, África e Ásia. Dessa forma, em 
comparação com o Novo Mundo, os continentes europeu, africano e asiático constituíam o Velho 
Mundo. Além disso o descobrimento do continente americano foi um grandioso campo para a 
expansão dos negócios europeus. Também influenciou a política, pois afetou as mutuas relações 
ao produzir mudanças relevantes na balança de poderes. 
1. De acordo com o texto o que significa a expressão “novo Mundo”? 
2. O texto faz menção da visão que Cristóvão Colombo teve dos nativos e do “Novo Mundo” 
o dia que ele chegou nas Américas. Observe a imagem e escreva um parágrafo relatando 
como você pensa que foi a visão dos nativos o dia em que eles descobriram os europeus. 
Grandes navegações portuguesas 
Quando o assunto são as Grandes Navegações, o 
pioneirismo português sempre se destaca. Foi a partir do 
exemplo dado por Portugal que outros países da Europa, 
como Espanha e França, lançaram-se à navegação e 
exploração do Oceano Atlântico. O 
pioneirismo português foi resultado de uma série de 
condições que permitiram a esse pequeno país da 
Península Ibérica lançar-se nessa empreitada. Na época, 
Portugal reunia condições políticas, econômicas, 
comerciais e geográficas que tornaram possível seu papel 
pioneiro. O resultado disso foi a “descoberta” de diversos 
locais desconhecidos pelos europeus, além da abertura 
de novas rotas e o surgimento de novas possibilidades de comércio. 
Alguns fatores explicam esse pioneirismo de Portugal: 
Monarquia consolidada; Território unificado; Investimento no desenvolvimento de conhecimento 
náutico; Interesse da sociedade na expansão do comércio;Investimentos estrangeiros no 
comércio; Posição geográfica. 
Grandes navegações espanholas 
Ao longo de todo o século XV, a Espanha, nação vizinha de Portugal, assistiu à expansão 
marítima conduzida pelos portugueses. A Espanha manteve-se alheia a esse processo até, 
praticamente, o final do século XV. O investimento em expedições marítimas só foi possível 
depois da conquista de Granada, cidade ao sul da Espanha, em 1492. A primeira expedição 
espanhola foi liderada pelo genovês Cristóvão Colombo. Nela, três embarcações (Niña, Pinta e 
Santa María) saíram da Espanha visando a alcançar a Ásia. No entanto, essa expedição 
alcançou a região das Bahamas, no continente americano, em 12 de outubro de 1492. 
Consequências 
As Grandes Navegações conduziram uma série de mudanças que já estavam em curso na 
Europa desde o século XII. Com esse processo, a Europa iniciou sua passagem para a Idade 
Moderna e deu prosseguimento ao fortalecimento do comércio e da moeda, garantindo, assim, o 
mercantilismo, práticas econômicas que fizeram a transição do feudalismo para o capitalismo. 
A partir da Segunda metade do século XV, o mundo europeu sofreu grandes transformações 
políticas, econômicas, sociais e culturais. Estas transformações, que marcam o fim da Idade 
Média e o início dos Tempos Modernos, trouxeram como consequência a expansão comercial 
europeia e levaram aos Descobrimentos Marítimos. 
• No campo político, houve o fortalecimento e centralização do poder real. 
• Na economia, o comércio tornou-se mais importante. 
• Na sociedade, surgiu e se fortaleceu uma nova classe social: a burguesia. 
• No campo cultural, houve o Renascimento artístico. 
• Nas ciências, houve o progresso técnico e científico. 
• No campo religioso, o Cristianismo foi divulgado em outros 
continentes. 
De acordo com o texto lido responda: 
3. As Grandes Navegações do século XV provocaram profundas transformações que afetaram o 
mundo inteiro. Cite as consequências positivas e negativas da expansão marítima europeia. 
4.Quais foram os principais fatores que levaram Portugal se tornar pioneiro na expansão 
marítima? Qual a relação da expansão marítima com o “descobrimento do Brasil”? 
 
 
 
 
Escola Municipal Bela Vista Disciplina: HISTÓRIA Ano: 7º ANO Professores:ELÂNIA ARRUDA E MALU RIBEIRO 
 ESCOLA MUNICIPAL BELA VISTA 
APOSTILA DE HISTÓRIA DO 1º BIMESTRE – 7º ANO 
Na aula de hoje falaremos sobre:O eurocentrismo na história.Leia o texto com bastante 
atenção, copie e responda no caderno as atividades propostas. Caso tenha alguma dúvida, 
me envie uma mensagem no horário de aula via WhatsApp. Ao término, fotografe os 
exercícios do caderno, que devem ser feitos à caneta. 
APOSTILA DE HISTÓRIA – 7º ANO - 8ª SEMANA DO 1º BIMESTRE 
Data de aplicação: 29/03/2021 
 
 
 
 
 
O EUROCENTRISMO NA HISTÓRIA 
 
 Os importantes marcos do início do eurocentrismo são a colonização, a construção das 
Américas e o capitalismo moderno. A partir desses processos, países da Europa impuseram ao 
resto do mundo a sua cultura, sua economia e seu poder militar. Com isso, a própria História 
passa a ser contada a partir de uma visão eurocêntrica. Por exemplo, é comum ouvirmos que 
europeus “descobriram” o continente americano. Inclusive, o nome “América” advém de Américo 
Vespúcio, um explorador italiano que supostamente teria chegado primeiro ao continente. 
 Entretanto, o continente não foi descoberto pelos europeus – ele já era habitado por uma 
diversidade de sociedades. Certamente, a descoberta foi uma novidade somente para os 
próprios europeus que, na verdade, invadiram e impuseram seu poder às populações locais. 
Mais tarde, emergiam também na Europa as ideologias racistas. A partir do racismo, líderes e 
intelectuais europeus classificaram o mundo conforme sua própria medida (ou seja, 
eurocêntrica): a espécie humana seria dividida entre brancos, negros, vermelhos e amarelos. 
 Nessa formulação racista, os brancos seriam a raça superior, enquanto as demais seriam 
de algum modo consideradas inferiores. A essa altura, é possível notar como foram vários os 
processos necessários para que uma visão eurocêntrica se impusesse no mundo todo. 
Eurocentrismo no Brasil 
 Mesmo após a colonização, o Brasil esteve mergulhado em concepções eurocêntricas. A 
própria ideia de “nação” foi em grande parte trazida da Europa. Nossa bandeira nacional, por 
exemplo, contém o escrito “Ordem e Progresso”, que tem como inspiração o positivismo 
europeu. Em uma obra clássica do escritor Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma, é 
narrada a história que mostra as contradições de uma nação brasileira que quer se modernizar – 
no modelo europeu –, mas ignora os seus diversos problemas sociais e suas origens. 
Eurocentrismo e a África 
 A África é um vasto continente que abriga diversas etnias e sociedades. O Brasil, que é o 
país que possui o maior número de pessoas negras fora do continente africano, foi formado com 
a contribuição dessas culturas. Entretanto, basta conferir os conteúdos escolares no Brasil: a 
história que aprendemos é majoritariamente europeia, e pouco africana.A Lei 10.639/2003, que 
buscam corrigir esse problema nas escolas. Nessa lei, torna-se obrigatório o ensino de história e 
cultura afro-brasileira e africana nas instituições escolares. 
Eurocentrismo e a filosofia 
 Assim como outras disciplinas, a filosofia que conhecemos está bastante centrada em 
reflexões feitas por filósofos ocidentais. Certamente, isso não invalida ou diminui qualquer 
pensamento desenvolvido por esses autores. Todavia, podemos ampliar nossa percepção. Por 
exemplo, a narrativa tradicional da história ocidental é que a filosofia teria surgido na Grécia, no 
séc. VI a.C. Contudo, há registros atuais que mostram que um pensamento filosófico também 
existia em outros lugares, como no continente africano. 
O eurocentrismo nos mapas 
Embora um pouco achatada e com irregularidades, o planeta Terra tem um formato esférico. Isso 
quer dizer que não há uma referência absoluta de “embaixo” ou “em cima” que pudesse ser 
aplicada em qualquermapa mundial. Sendo assim, o modelo clássico de mapa-múndi que 
conhecemos é arbitrário. Em outras palavras, ele pode ser de outra forma – desenhado de 
“ponta-cabeça”, por exemplo. Entretanto, o mapa que se popularizou globalmente é aquele que 
possui a Europa em seu centro. De fato, os mapas considerados “oficiais” e que foram adotados 
no mundo todo foram aqueles produzidos na Europa, colocando esse continente como o centro 
do globo. Apesar de existirem outros modelos, é esse que se mantêm sem questionamentos. 
 
ATIVIDADES DE FIXAÇÃO 
 
1. Eurocentrismo é uma doutrina que toma a cultura europeia como paradigma, modelo histórico, 
e por isso uma referência mundial para todas as nações, Europa e seus elementos culturais são 
o padrão de civilização. Em relação ao Eurocentrismo, das alternativas a seguir marque (V) 
para as que verdadeiras e (F) para as falsas. Depois transcreva as alternativas falsas de forma 
que elas tornem verdadeiras. 
 
a) ( ) Pode-se dizer que a colonização, a construção das Américas e o capitalismo moderno são 
marcos do início do eurocentrismo. 
 
b) ( ) A Europa não impôs ao resto do mundo a sua cultura, sua economia e seu poder militar. 
 
 c) ( ) Os europeus “descobriram” o continente americano. Inclusive, o nome “América” advém 
de Américo Vespúcio, um explorador italiano que supostamente teria chegado primeiro ao 
continente. 
 
d) ( ) A partir do racismo, líderes e intelectuais europeus classificaram o mundo conforme sua 
própria medida (ou seja, eurocêntrica): a espécie humana seria dividida entre brancos, negros, 
vermelhos e amarelos. 
 
e) ( ) Na formulação racista, os brancos seriam a raça inferior, enquanto as demais seriam de 
algum modo consideradas superiores. 
 
2. De acordo com o texto, o Brasil absorveu esta concepção eurocêntrica. Isso se deu inspirado 
em que corrente filosófica e quais são as suas principais marcas? 
 
3. O Brasil é o país que possui o maior número de pessoas negras fora do continente africano, 
foi formado com a contribuição dessas culturas. Apesar desta tão vasta contribuição para 
formação da sociedade brasileira, como isso se reflete nos conteúdos escolares no Brasil? Qual 
lei busca corrigir esse problema nas escolas? Como ela propõe essa correção? 
 
4. Etnocentrismo é 
 
a) ( ) a atitude de considerar sua própria cultura como superior ou melhor, inferiorizando as 
demais. 
b) ( ) a atitude de considerar a cultura dos outros sempre a melhor a mais desenvolvida. c) ( ) a 
postura de ter os valores europeus, como o seu centro de referência e verdade. 
d) ( ) uma forma de preconceito e discriminação baseada num termo como a raça, cor da pele e 
a origem geográfica de indivíduos. 
 
	Por que o nome “Idade Média”?
	Características da Idade Média
	 Alta Idade Média
	 Baixa Idade Média
	Feudalismo
	Crise do século XIV
	Fim da Idade Média
	Resumo sobre a Idade Média
	EXERCÍCIOS
	Grandes navegações portuguesas
	Grandes navegações espanholas
	Consequências

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