Prévia do material em texto
E-Book - Apostila Esse arquivo é uma versão estática. Para melhor experiência, acesse esse conteúdo pela mídia interativa. Unidade 2 - Parâmetros e cálculo de linhas de transmissão E-Book - Apostila E-Book - Apostila 2 - 40 Introdução da unidade Nesta unidade, estudaremos sobre os parâmetros e o cálculo de uma linha de transmissão. Um sistema elétrico de potência é dividido em três processos (geração, transmissão e distribuição de energia), sendo possível citar os principais elementos que compõem cada um deles: linha de transmissão, transformador de potência, gerador e carga. Para cada um desses elementos, existem parâmetros específicos a serem estimados, sendo, portanto, objeto de discussão desta unidade o cálculo de parâmetros específicos de uma linha de transmissão. Face à demanda crescente por energia elétrica que vem aumentando expressivamente nas últimas décadas, torna-se extremamente importante o controle sobre a operação de sistemas elétricos existentes a fim de evitar interrupções no fornecimento de energia a consumidores. Dessa maneira, estudaremos os parâmetros resistência, indutância e capacitância, que compõem uma linha de transmissão de energia elétrica. Bom estudo! Parametrização de uma linha de transmissão: resistência Dentre as principais falhas que podem causar uma interrupção de energia, é possível citar: curto-circuito; sobrecargas; sub e sobretensões — sendo as linhas de transmissão a parte mais vulnerável a essas falhas. As linhas de transmissão compõem a estrutura dos sistemas de potência, sendo responsáveis pelo transporte de grande quantidade de energia elétrica com a menor perda e custo possíveis. Para Wentworth (2008), a primeira aplicação da teoria eletromagnética a ser estudada é a linha de transmissão, podendo ser uma linha de potência, linhas telefônicas ou linhas de TV a cabo. Em toda e qualquer linha de transmissão, o comprimento é de suma importância. Conforme aponta Mohan (2016), muitos sistemas de transmissão são aéreos, no entanto também devemos considerar os sistemas de linha de transmissão em corrente alternada (CA) subterrâneos, usados na maioria das áreas metropolitanas. Existem outros sistemas de transmissão de alta-tensão em corrente contínua (CC) que transportam grandes quantidades de energia por longa distância, porém não serão objeto de discussão nesta unidade. E-Book - Apostila 3 - 40 Ainda segundo Mohan (2016), as linhas de transmissão são compostas por três fases nas tensões usadas: 115 kV, 161 kV, 230 kV, 345 kV, 500 kV e 765 kV, sendo as menores que 115 kV consideradas para distribuição e as maiores que 765 kV para transmissão de longa distância. Nesse sentido, todo projeto de uma linha de transmissão deve considerar o nível de tensão para o qual a linha foi projetada. REFLITA O sistema de transmissão da usina de Itaipu é formado por cinco linhas de transmissão que completam 900 km. Três delas são em corrente alternada (750 kV) duas delas; em corrente contínua (aproximadamente 600 kV). Reflita como deve ser o mapa das linhas de transmissão daqui a uma década e quais os principais avanços a serem considerados. Para tanto, você deverá pesquisar o mapa das linhas de transmissão pertencentes ao Sistema Interligado Nacional (SIU) e aprofundar seu conhecimento. Elaborado pelo Autor. E-Book - Apostila 4 - 40 O projeto da resistência, numa linha de transmissão, é feito por unidade e tem como objetivo minimizar perdas que diminuem à medida que a dimensão do condutor aumenta e, consequentemente, os custos apenas dos condutores e de toda a rede de transmissão. No caso de arranjos com condutores múltiplos, deve ser considerada a resistência paralela dos condutores agrupados. Wentworth (2008) aponta que: para uma dada geometria e composição do material do condutor, são obtidas fórmulas para cada um dos parâmetros distribuídos. Nesse, sentido, apresentaremos, a seguir, a primeira equação de nosso estudo, que expressa a resistência da linha R dada por: Onde: é a resistividade do material (aumenta com a temperatura); l é o comprimento do condutor; A é a seção transversão do condutor através do qual a corrente flui. De acordo com Mohan (2016), a área efetiva A depende da frequência, devido ao efeito pelicular. A corrente de 60 Hz de frequência está concentrada na região da periferia do condutor com elevada densidade de corrente, não estando, portanto, uniformemente distribuída por toda área A da seção transversal. E-Book - Apostila 5 - 40 FIGURA 1 - (a) Seção transversal de condutores ACSR; (b) efeito pelicular num condutor sólido Fonte: MOHAN, 2016, p. 55 Já a densidade de corrente J decresce exponencialmente, de maneira, que, na profundidade pelicular, ela atinge fator igual a e = 2,718, menor que o fator de superfície. Assim, dada uma frequência f, a profundidade do efeito pelicular de um material é expressa por: (Eq.1) E-Book - Apostila 6 - 40 Nessa nova equação, μ representa a permeabilidade do material. A seguir, estudaremos a respeito dos parâmetros indutância e capacitância de uma linha de transmissão. Parametrização de uma linha de transmissão: indutância e capacitância É sabido que, numa linha de transmissão, além das perdas de potência devidas a na resistência série, existem as perdas de energia em decorrência da corrente de fuga que flui através do isolador e do efeito corona. Para minimizar essas perdas, acrescenta-se uma condutância shunt G em derivação com a capacitância. A seguir, aprofundaremos a discussão sobre esse assunto. Condutância em derivação shunt G Para Mohan (2016), nas linhas de transmissão, devem ser consideradas não apenas as perdas de potência devido a I2.R na resistência série mas também uma pequena perda de energia devida à corrente de fuga que flui através do isolador e do efeito corona provocado pela ionização do ar próximo aos condutores. Conforme explica Mohan (2016), esse efeito é percebido a partir de um som sibilante que pode ser escutado em clima nebuloso e enevoado. O problema causado por esse efeito é sanado pelo aumento do tamanho do condutor ou pelo uso do condutor agrupado. As perdas dependem aproximadamente do quadrado da tensão e, portanto, podem ser representadas colocando-se uma condutância G em derivação (shunt) com a capacitância. Considerando que essas perdas são insignificantes, em nossas análises, não serão consideradas a presença de G. No vídeo a seguir, falaremos sobre a indutância série L. Vamos lá? Recurso Externo Recurso é melhor visualizado no formato interativo A seguir, apresentaremos como calcular a capacitância da linha a partir da carga q em um condutor. E-Book - Apostila 7 - 40 Capacitância em derivação (shunt) C Para calcular a capacitância, numa linha de transmissão, devem ser consideradas: uma carga q num condutor que promoverá a formação de linhas de fluxo no dielétrico; a intensidade de campo elétrico E. Segundo Mohan (2016), a densidade de fluxo D e o campo elétrico E são calculados considerando uma superfície gaussiana a uma distância x do condutor com comprimento unitário, cuja área é igual a por unidade de comprimento, perpendicular às linhas de campo. As expressões da densidade de fluxo D e do campo elétrico E são dadas pela relação: (Eq. 12) Na equação anterior, temos que representa a permissividade do vácuo e equivale aproximadamente à permissividade do ar. Voltando à Figura 5, vimos que a tensão do ponto 1 em relação ao ponto 2 (V12) é dada pela equação: (Eq. 13) E-Book - Apostila 8 - 40 Agora, consideremosuma situação com três condutores dispostos simetricamente a uma distância D, como mostra a Figura 6. Nesse exemplo, é possível calcular a tensão Vab, superpondo-se os efeitos de qa, qb e qc. FIGURA 1 - Capacitância em derivação, ou shunt Fonte: MOHAN, 2016, p. 58 Assim, temos: E-Book - Apostila 9 - 40 (Eq. 14) (Eq. 15) Ou também: (Eq. 16) E Vab,qc = 0, pois qc não produz nenhuma tensão entre a e b, mesmo que esteja a uma distância equidistante de ambos os condutores. Por fim, o efeito das três cargas é expresso em: E-Book - Apostila 10 - 40 (Eq. 17) Ao considerarmos um ponto neutro n hipotético e as capacitâncias C de cada fase, encontramos a tensão Vab, como segue: (Eq. 18) A capacitância shunt por unidade de comprimento é igual a: (Eq. 19) E-Book - Apostila 11 - 40 Na expressão anterior, não devem ser considerados o efeito da terra e a presença dos cabos de proteção. Além disso, se os condutores estão transpostos e a distâncias D1, D 2 e D3, então, D representa a distância D geométrica média (DGM) entre eles, a qual é dada pela relação: (Eq. 20) A seguir, apresentaremos uma tabela com valores típicos da linha de transmissão em vários níveis de tensão. Supõe-se que os condutores estão arranjados num agrupamento de três condutores por fase com espaçamento de 45,72 cm. Tensão Nominal R (Ω/Km) ωL (Ω/Km) ωC (μ___/Km) 230 kV 0,06 0,5 3,4 345 kV 0,04 0,38 4,6 500 kV 0,03 0,33 5,3 765 kV 0,01 0,34 5,0 TABELA 1 - Parâmetros aproximados das linhas de transmissão com condutores agrupados em 60 Hz Fonte: MOHAN, 2010, p. 59 As linhas de transmissão trifásicas, transpostas de maneira perfeita, podem ser tratadas como um modelo monofásico sob operação balanceada em regime permanente senoidal. É o que veremos, a seguir. Representação dos parâmetros distribuídos das linhas de transmissão em regime permanente senoidal E-Book - Apostila 12 - 40 A próxima figura ilustra uma linha de distribuição por fase (G não mostrado) sob operação balanceada em regime permanente. Assim, linhas de transmissão trifásicas, ao serem consideradas perfeitamente transpostas, podem ser tratadas como um modelo monofásico. Os modelos de parâmetros distribuídos pressupõem que os parâmetros (resistência, indutância e capacitância) estejam igualmente distribuídos ao longo de toda a linha. Assim, numa linha de transmissão, os parâmetros distribuídos são, respectivamente, a indutância L por unidade de comprimento (H/m), a capacitância C por unidade de comprimento (F/m), a resistência por unidade de comprimento (Ω/m) (responsável pelas perdas ôhmicas na linha) e a condutância por unidade de comprimento G (S/m) (responsável pelas perdas no isolamento — dielétrico). FIGURA 1 - Linha de transmissão distribuída por fase Fonte: MOHAN, 2016, p. 60 E-Book - Apostila 13 - 40 Ainda de acordo com Mohan (2016), as linhas de transmissão são projetadas para terem resistência bem pequena, de maneira a reduzir seu custo. Assim sendo, supõe-se a resistência concentrada para linhas de transmissão de comprimento médio (aproximadamente 300 km) ou curto. É possível considerar tal resistência de maneira separada. SAIBA MAIS O trabalho aborda os sistemas de transmissão de energia elétrica em vários aspectos dos pontos de vista técnico e econômico, oferecendo visão geral sobre a estrutura de um sistema elétrico de potência. Clique em EXPANDIR PDF para conferir a leiutura, ouu copie o link a seguir em seu navegador e acesse: https://repositorio.enap.gov.br/handle/1/2789. Confira, no infográfico a seguir — clicando nos (•) —, as definições da equação. Recurso Externo Recurso é melhor visualizado no formato interativo Observe que: quando se supõe uma transposição perfeita, a linha de transmissão poderá ser tratada como monofásica. Nessa situação, a equação da tensão independe da corrente, e, da mesma maneira, a equação da corrente não considera a tensão. Da Equação 23, obtemos: https://repositorio.enap.gov.br/handle/1/2789 E-Book - Apostila 14 - 40 (Eq. 25) são coeficientes a serem calculados com base nas condições de contorno. De maneira semelhante, encontramos a solução da Equação 24 para a corrente. Derivando a Equação 25 em relação a x, temos: (Eq. 26) Das Equações 26 e 21, temos: (Eq. 27) E-Book - Apostila 15 - 40 Sendo Zc a impedância de surto dada por: (Eq. 28) Para as condições de contorno, isto é, no terminal receptor, temos que x = 0, Vx = 0 = VR e Ix = 0 = IR — a serem aplicados nas Equações 25 e 27: (Eq. 29) Ou seja, E-Book - Apostila 16 - 40 (Eq. 30) A Equação 30 será substituída na Equação 25. Para tanto, devemos considerar as igualdades: A partir daí, temos a relação: (Eq. 31) E-Book - Apostila 17 - 40 O mesmo pode ser feito para encontrarmos a corrente , expressa por: (Eq. 32) Impedância de surto Zc e a potência natural A próxima figura ilustra uma linha de transmissão sem perdas carregada por uma resistência igual a Zc. E-Book - Apostila 18 - 40 FIGURA 1 - Linha de transmissão monofásica com resistência igual a Zc conectada ao terminal receptor Fonte: MOHAN, 2016, p. 62 Consideremos que a tensão no terminal receptor seja o fasor de referência: (Eq. 33) E-Book - Apostila 19 - 40 Com base na Equação 31, temos que: (Eq. 34) E: (Eq. 35) A partir da Equação 34, é possível observar que a magnitude da tensão tem perfil constante, ou seja, ela é a mesma em qualquer parte da linha, e somente o ângulo aumenta com o valor de x. Isso pode ser percebido a partir da próxima figura. E-Book - Apostila 20 - 40 FIGURA 1 - Tensão com perfil constante Fonte: MOHAN, 2016, p. 62 Essa carga é denominada de carregamento da linha pela impedância de surto (Surge Impedance Carregando — SIL), ou potência natural. Nessa situação, a potência reativa consumida em qualquer posição da linha é igual à potência reativa produzida, uma vez que, sob hipótese da SIL e das equações que expressam a tensão e a corrente Vx e Ix, temos que: E-Book - Apostila 21 - 40 Vale, portanto, a identidade: (Eq. 36) A Tabela 2 apresenta os valores para a impedância de surto e a potência natural (SIL). Vale destacar que a impedância característica de uma linha de transmissão cai numa determinada faixa estreita, dependendo do nível de tensão. Esse fato ocorre devido à separação e à altura dos condutores acima do solo que dependem dessa tensão. A impedância de surto e a potência natural são expressas pela equação: (Eq. 37) A partir da próxima tabela, é possível observar que, para uma alta potência transferida, há a necessidade de uma alta tensão, pois, em caso contrário, vários circuitos seriam necessários. E-Book - Apostila 22 - 40 Tensão Nominal (kV) Zc (Ω) SIL (MW) 230 385 135 345 275 430 500 245 1020 765 255 2300 TABELA 2 - Impedância de surto aproximada e potência natural trifásica Fonte: MOHAN, 2016, p. 62 A seguir, apresentaremos os modelos de linha de transmissão com parâmetros concentrados em regime permanente que diferem na constituição dos modelos com parâmetros distribuídos. Modelos de linha de transmissão com parâmetros concentrados em regime permanente Segundo Mohan (2016), quando estamos diante de um regime permanente balanceado senoidal, é comum o modelo de transmissão monofásica. Nesse modelo, supõe-se que: as três fases estejam perfeitamente transpostas; as correntes e as tensões estejam balanceadas e em regime plenamente senoidal. No vídeo a seguir, daremos continuidade sobre a temática de modelos de linha de transmissão com parâmetros concentrados em regime permanente. Recurso Externo Recurso é melhor visualizado no formato interativo A seguir, estudaremos a classificaçãoque as linhas de transmissão recebem: curtas, médias ou longas. Essa classificação está associada ao fato de a capacidade em derivação ser, ou não, pequena a ponto de ser desprezada sem perda apreciável de precisão. Cálculo de linhas de trasmissão: linhas curtas As linhas de transmissão de comprimento curto são aquelas menores de 100 km. A capacitância pode ser desprezada, e a linha considera apenas a resistência e a indutância em série. Dessa maneira, os circuitos de linhas curtas são simples, sendo sua corrente igual em ambas as extremidades. E-Book - Apostila 23 - 40 Vale, portanto, a representação que segue com a indutância em série: FIGURA 1 - Linha de transmissão de comprimento curto Fonte: CLASSIFICAÇÃO..., [20--], on-line. Assim, nessas linhas, serão negligenciadas as capacitâncias em derivação (shunt), resultando apenas na impedância série e, em alguns estudos simplificados, a resistência série também poderá ser omitida. Para linhas de transmissão curtas, temos as seguintes identidades: E-Book - Apostila 24 - 40 No estudo de sistemas de grande porte, é conveniente a adoção de modelos que representem o comportamento real do sistema em estudo. Assim, adiante, estudaremos as linhas de transmissão de comprimentos médio e longo. Cálculo de linhas de transmissão: linhas médias e longas As linhas de transmissão de comprimento médio (aquelas com comprimento entre 100 km e 300 km) são representadas por resistência, indutância e metade da capacitância ao neutro em cada extremidade. Nelas, a admitância em derivação é representada por uma capacitância pura, e a admitância total é dividida em duas partes iguais colocadas nas barras transmissora e receptora da linha. E-Book - Apostila 25 - 40 DICA Uma dica para complementar seus estudos é ler as páginas 480 a 490 do livro “Análise de sistemas de transmissão de energia elétrica” de Ernesto João Robba et al. (2020). Nele, você encontrará os principais conceitos tratados nesta unidade referentes aos parâmetros elétricos de redes aéreas. Para realizar a leitura, copie o link em seu navegador e acesse a Minha Biblioteca: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/bo oks/9786555060096/pageid/479 Quanto à representação do circuito de linhas de transmissão com comprimento médio, o modelo comum é o modelo π. O circuito equivalente é o representado a seguir. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555060096/pageid/479 E-Book - Apostila 26 - 40 FIGURA 1 - Linha de transmissão de comprimento médio Fonte: CLASSIFICAÇÃO..., [20--], on-line. A tensão é dada por: (Eq. 46) E-Book - Apostila 27 - 40 Para o cálculo das equações de transmissão de linhas longas, aquelas cujo comprimento ultrapassa 300 km, assumiremos, inicialmente, a admitância e a impedância distribuídas uniformemente ao longo da linha, sendo, portanto, comum o modelo a parâmetros distribuídos. Além disso, uma linha de comprimento longo é representada por mais de um circuito π. Sua representação é dada pela próxima figura. FIGURA 1 - Linha de transmissão de comprimento longo Fonte: CLASSIFICAÇÃO..., [20--], on-line. As próximas equações expressam a tensão e a corrente eficaz de uma linha de transmissão longa em qualquer ponto do circuito em termos de distância. E-Book - Apostila 28 - 40 Onde: é a impedância característica da linha. As Equações 47 podem ser expressas a partir de funções hiperbólicas: E-Book - Apostila 29 - 40 Assim, apresentamos as principais características que descrevem linhas de transmissão de comprimento curto, médio e longo e as equações matemáticas que descrevem seus parâmetros (tensão e corrente) e relações. Também apresentamos os modelos de circuitos que descrevem a distribuição desses mesmos parâmetros. Considerações finais Nesta unidade, você teve a oportunidade de: Identificar os parâmetros de uma linha de transmissão. Calcular resistência, indutância e capacitância shunt de uma linha de transmissão. Compreender as principais diferenças entre linhas de transmissão curta, média e longa. Estudamos que os sistemas elétricos de potência têm a função de fornecer energia elétrica a usuários com qualidade adequada, sendo seus sistemas divididos entre produtor, transformador e distribuidor de energia. Como parte integrada dos sistemas de distribuição de energia, vimos que, nos sistemas elétricos de potência, as linhas de transmissão são responsáveis pelo transporte de energia elétrica das usinas geradoras às unidades consumidoras. Verificamos que as linhas de transmissão podem ser modeladas matematicamente, de maneira que seus parâmetros (resistência, indutância e capacitância) possam ser estimados. No entanto, para que esses parâmetros sejam corretamente estimados, é necessário conhecer o histórico de dados da linha. Assim, a utilização de parâmetros confiáveis pode aumentar a margem de transferência de potência, minimizar riscos de curto-circuito, sobrecargas e sub ou sobretensões e, consequentemente, reduzir custos operacionais e de manutenção. E-Book - Apostila 30 - 40 Dessa maneira, aprendemos a calcular, a partir das equações matemáticas, seus parâmetros: resistência, indutância e capacitância — sempre por unidade de comprimento. Além disso, vimos que existem diferentes linhas de transmissão de energia que dependem de seu comprimento, sendo elas de curto, médio ou grande comprimento; cada uma tem suas particularidades, que lhes asseguram diferentes configurações e distribuição de parâmetros. Agora que finalizamos este conteúdo, testaremos seus conhecimentos com o quiz a seguir. QUIZ No projeto de uma linha de transmissão, devem ser considerados os parâmetros utilizados para determinar as equações que governam o comportamento das ondas numa linha de transmissão. A respeito do parâmetro resistência, assinale a alternativa correta: o projeto da resistência, numa linha de transmissão, E-Book - Apostila 31 - 40 Resposta Incorreta: A alternativa está incorreta. O projeto de uma linha de transmissão deve privilegiar baixos valores de resistência e, consequentemente, a redução de custos de toda a rede. Além disso, devem ser consideradas a perda em decorrência da corrente elevada ao quadrado vezes a resistência e também outras perdas, por exemplo, a que ocorre devido ao efeito corona. Resposta Correta: A alternativa está correta. O projeto de uma linha de transmissão deve considerar as perdas em decorrência do fator I ao quadrado vezes R e também as perdas devidas à corrente de fuga e ao efeito corona. deve considerar altos valores de resistência.a o projeto da resistência de uma linha de transmissão deve considerar as perdas devidas à corrente de fuga e ao efeito corona. b a resistência é responsável por armazenar energia.c E-Book - Apostila 32 - 40 Resposta Incorreta: A alternativa está incorreta. O projeto de uma linha de transmissão deve privilegiar baixos valores de resistência e, consequentemente, a redução de custos de toda a rede. Além disso, devem ser consideradas a perda em decorrência da corrente elevada ao quadrado vezes a resistência e também outras perdas, por exemplo, a que ocorre devido ao efeito corona. Resposta Incorreta: A alternativa está incorreta. O projeto de uma linha de transmissão deve privilegiar baixos valores de resistência e, consequentemente, a redução de custos de toda a rede. Além disso, devem ser consideradas a perda em decorrência da corrente elevada ao quadrado vezes a resistência e também outras perdas, por exemplo, a que ocorre devido ao efeito corona. a equação que expressa a resistência da linha não considera a resistividade do material.d a resistividade do material diminui com a temperatura.e E-Book - Apostila 33 - 40 Resposta Incorreta: A alternativa está incorreta. O projeto de uma linha de transmissão deve privilegiarbaixos valores de resistência e, consequentemente, a redução de custos de toda a rede. Além disso, devem ser consideradas a perda em decorrência da corrente elevada ao quadrado vezes a resistência e também outras perdas, por exemplo, a que ocorre devido ao efeito corona. O cálculo dos parâmetros de linhas por unidade de comprimento é bem conhecido e consolidado na área, assim, faz-se necessário representar os comportamentos resistivo, indutivo e capacitivo em toda a linha. A respeito do que foi dito, assinale a alternativa correta: a expressão da indutância de cada fase relaciona unicamente o fluxo total que enlaça essa fase.a E-Book - Apostila 34 - 40 Resposta Incorreta: A alternativa está incorreta. A expressão da indutância de cada fase relaciona o fluxo total que enlaça essa fase e também sua corrente, sendo a indutância responsável pelo armazenamento de energia. Quando os condutores estão a distâncias diferentes, seu cálculo considera a distância média geométrica. Também é possível considerar que a soma das correntes é igual a zero quando tratamos de uma linha de transmissão trifásica balanceada. Resposta Incorreta: A alternativa está incorreta. A expressão da indutância de cada fase relaciona o fluxo total que enlaça essa fase e também sua corrente, sendo a indutância responsável pelo armazenamento de energia. Quando os condutores estão a distâncias diferentes, seu cálculo considera a distância média geométrica. Também é possível considerar que a soma das correntes é igual a zero quando tratamos de uma linha de transmissão trifásica balanceada. no cálculo da indutância L, caso os condutores estejam a distâncias diferentes uns dos outros, torna-se impossível calcular a distância D entre eles. b a indutância é responsável pelo consumo de energia.c E-Book - Apostila 35 - 40 Resposta Incorreta: A alternativa está incorreta. A expressão da indutância de cada fase relaciona o fluxo total que enlaça essa fase e também sua corrente, sendo a indutância responsável pelo armazenamento de energia. Quando os condutores estão a distâncias diferentes, seu cálculo considera a distância média geométrica. Também é possível considerar que a soma das correntes é igual a zero quando tratamos de uma linha de transmissão trifásica balanceada. Resposta Incorreta: A alternativa está incorreta. A expressão da indutância de cada fase relaciona o fluxo total que enlaça essa fase e também sua corrente, sendo a indutância responsável pelo armazenamento de energia. Quando os condutores estão a distâncias diferentes, seu cálculo considera a distância média geométrica. Também é possível considerar que a soma das correntes é igual a zero quando tratamos de uma linha de transmissão trifásica balanceada. numa linha de transmissão trifásica balanceada, a soma das correntes é diferente de zero.d o cálculo da capacitância de uma linha de transmissão depende da carga q num condutor.e E-Book - Apostila 36 - 40 Resposta Correta: A alternativa está correta. Para calcularmos a capacitância de uma linha de transmissão, deve ser considerada a carga q do condutor que resultará em linhas de fluxo D e na intensidade de campo elétrico E. Os projetos de uma linha de transmissão devem considerar os parâmetros que dependem do nível de tensão e a linha foi projetada. Considerando os parâmetros de uma linha de transmissão, sobre a indutância série L, analise as afirmativas a seguir. I. A soma das correntes ia, ib e ic é igual a zero quando a linha trifásica está balanceada. II. A indutância é calculada por fase. III. A unidade de medida da indutância por unidade de comprimento é F/m (Faraday/metro). IV. A indutância por unidade de comprimento é maior num agrupamento de três condutores que num agrupamento de dois condutores. E-Book - Apostila 37 - 40 É correto o que se afirma em: Resposta Incorreta: A resposta está incorreta. Lembre-se das unidades de medida do Sistema Internacional de Unidades (SI) referentes aos parâmetros aludidos. A indutância é medida em Henry por metro (H/m), sendo calculada por fase. Quando temos três condutores agrupados, por exemplo, a indutância por unidade de comprimento é menor que a indutância medida quando trabalhamos com dois condutores agrupados, todos com o mesmo espaçamento entre eles. Resposta Correta: A resposta está correta. Numa linha de transmissão trifásica balanceada com correntes ia, ib e ic, a soma destas resulta em zero em qualquer tempo. Além disso, a indutância é calculada por fase. I, apenas.a I e II, apenas.b I, III e IV, apenas.c E-Book - Apostila 38 - 40 Resposta Incorreta: A resposta está incorreta. Lembre-se das unidades de medida do Sistema Internacional de Unidades (SI) referentes aos parâmetros aludidos. A indutância é medida em Henry por metro (H/m), sendo calculada por fase. Quando temos três condutores agrupados, por exemplo, a indutância por unidade de comprimento é menor que a indutância medida quando trabalhamos com dois condutores agrupados, todos com o mesmo espaçamento entre eles. Resposta Incorreta: A resposta está incorreta. Lembre-se das unidades de medida do Sistema Internacional de Unidades (SI) referentes aos parâmetros aludidos. A indutância é medida em Henry por metro (H/m), sendo calculada por fase. Quando temos três condutores agrupados, por exemplo, a indutância por unidade de comprimento é menor que a indutância medida quando trabalhamos com dois condutores agrupados, todos com o mesmo espaçamento entre eles. II e IV, apenas.d I e IV, apenas.e E-Book - Apostila 39 - 40 Resposta Incorreta: A resposta está incorreta. Lembre-se das unidades de medida do Sistema Internacional de Unidades (SI) referentes aos parâmetros aludidos. A indutância é medida em Henry por metro (H/m), sendo calculada por fase. Quando temos três condutores agrupados, por exemplo, a indutância por unidade de comprimento é menor que a indutância medida quando trabalhamos com dois condutores agrupados, todos com o mesmo espaçamento entre eles. Referências CLASSIFICAÇÃO de linhas de transmissão. Illustrationprize, [20--]. Disponível em: https://illustrationprize.com/pt/447-classification-of-transmission-lines.html. Acesso em: 10 jun. 2022. CRUZ, D. P. M. Cálculo de parâmetros elétricos de linhas de transmissão considerando os efeitos do solo de parâmetros transversais da onda. 2007. 67 f. Monografia (Bacharelado em Engenharia Elétrica) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007. LEÃO, R. P. Capítulo 3: linhas de transmissão de energia elétrica. [20--]. (Material da disciplina Sistemas de Potência do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Ceará). Disponível em: https://www.drb- m.org/transmissao/1IIITransmissao.pdf. Acesso em: 10 jun. 2022. MOHAN, N. Sistemas elétricos de potência: curso introdutório. Tradução: Walter Denis Cruz Sanchez. Rio de Janeiro: LTC, 2016. ROBBA, E. J. et al. Análise de sistemas de transmissão de energia elétrica. São Paulo: Blucher, 2020. (Disponível na Minha Biblioteca). SOUZA, L. F. S. de. Estimação de parâmetros de linhas de transmissão: estudo de caso. 2015. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Elétrica) – Departamento de Engenharia Elétrica, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2015. https://illustrationprize.com/pt/447-classification-of-transmission-lines.html https://www.drb-m.org/transmissao/1IIITransmissao.pdf E-Book - Apostila 40 - 40 VIAN, Â. Sistemas de transmissão e a transmissão a longa distância: conceitos básicos. Revista do Serviço Público, [s. l.]. ano 43, v. 114, n. especial, p. 42-45, dez. 1986. WENTWORTH, S. M. Eletromagnetismo aplicado: abordagem antecipada das linhas de transmissão. Porto Alegre: Bookman, 2008.