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Manual de Redação Oficial
2ª Edição ― abril 2016
Poder Judiciário da União
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios 
Manual de Redação Oficial – 2014-2016 
Composição Administrativa
Desembargador Getúlio de Moraes Oliveira 
Presidente
Desembargadora Carmelita Brasil 
Primeira Vice-Presidente
Desembargador Waldir Leôncio Júnior 
Segundo Vice-Presidente
Desembargador Romeu Gonzaga Neiva 
Corregedor
Celso de Oliveira e Sousa Neto 
Secretário-Geral
Elaboração e Revisão
NURT 
Núcleo de Revisão Textual 
Luciana Soares Sargio 
Supervisora
Edlene Santos da Trindade 
Supervisora Substituta
Débora Dourado Rodrigues
José Adilson Rodrigues
Márcia Osória da Costa
Maísa Naomi Nitto
Neila Maria de Araújo da Gama
Projeto Gráfico, Impressão e Acabamento
CSG 
Coordenação de Serviços Gráficos
Brasil. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos
B823m Territórios.
Manual de redação / Tribunal de Justiça do Distrito
Federal e dos Territórios. – 2. ed. – Brasília : TJDFT, 
Sugra, 2016.
204 p.
Elaborado pela equipe do Núcleo de Revisão Textual –
NURT.
1.Redação oficial, manual.
CDU 35.077.7
A Palavra Mágica
Certa palavra dorme na sombra 
de um livro raro. 
Como desencantá-la? 
É a senha da vida 
a senha do mundo. 
Vou procurá-la. 
Vou procurá-la a vida inteira 
no mundo todo. 
Se tarda o encontro, se não a encontro, 
não desanimo, 
procuro sempre. 
Procuro sempre, e minha procura 
ficará sendo 
minha palavra. 
Carlos Drummond de Andrade, in 'Discurso da Primavera' 
Prefácio
O exercício da atividade judiciária consubstancia-se em um complexo de atos pratica-
dos para que as normas efetivamente se materializem. Na busca desse propósito, não 
há como descurar da linguagem apropriada para documentos oficiais, que devem ob-
servar as regras da redação oficial e da norma-padrão da língua portuguesa.
A fim de viabilizar o trabalho de produção textual realizado por magistrados e servido-
res, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios reconhece a necessidade 
de oferecer instrumentos que promovam a uniformidade na apresentação tanto dos 
atos normativos quanto da correspondência oficial, previstos nos regimentos internos 
desta Casa e na Portaria Conjunta 59 de 31 de julho de 2013.
Nessa perspectiva, a 2ª edição do Manual de Redação Oficial do TJDFT aperfeiçoa, de 
modo crítico, o conteúdo da primeira, tornando-o ainda mais acessível aos leitores. A 
abordagem ficou mais didática, com linguagem simples e utilização do menor número 
possível de termos técnicos; os assuntos foram resumidos, porém enriquecidos pela 
organização das ideias com o intuito de facilitar a compreensão e a consulta dos temas.
Merece destaque, nesta obra, a inserção de um quadro de formas de tratamento uti-
lizadas na redação oficial, estruturado em quatro partes, as quais correspondem aos 
Poderes da União e a outras autoridades e particulares, conforme o cargo ou função do 
destinatário. A utilização dessas formas constitui dúvida frequente dos usuários que 
entram em contato com o Núcleo de Revisão Textual, o qual espera respondê-las por 
meio desta edição.
Verá o leitor que o Manual apresenta uma abordagem capaz de oferecer elementos 
de efetiva operacionalização, mediante projeto gráfico com visual limpo, adequado à 
disponibilização da obra por meio virtual, em consonância com o padrão de identidade 
visual desta Casa. Tudo com a intenção de privilegiar a celeridade na prestação de infor-
mações e de facilitar o acesso a elas, de acordo com os objetivos institucionais.
Por fim, convido os leitores a apreciar este trabalho, fruto de processo de escrita coleti-
va, idealizado para atender às especificidades dos textos elaborados nesta Instituição. 
Desejo que o Manual seja um instrumento de interatividade, instigando a curiosidade 
do leitor e motivando-o a pensar a língua.
Desembargador GETÚLIO DE MORAES OLIVEIRA 
Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
Sumário
1 Redação Oficial 15
Aspectos gerais da redação oficial 15
Requisitos 15
Formas de tratamento 17
Uso do vocativo 19
Quadros das formas de tratamento 20
Regras gerais de formatação 28
Tipos de correspondência oficial 30
Ofício e memorando 30 
Modelos 36
Comunicado 38 
Modelo 40
Ata 41 
Modelo 44
Relatório 45 
Modelo 48
Parecer 49 
Modelo 52
Tipos de atos normativos 53
Regras gerais 53
Estruturação 54 
Modelos de Portaria, Resolução, Provimento, Instrução, Ato e Emenda Regimentais 61
2 Gramática Essencial 67
Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa 67
Alfabeto 67
Acentuação 68
Verbos com dupla grafia 70
Minúsculas e maiúsculas 70
Grafia de assinaturas e firmas 72
Hífen 73
Pontuação 79
Vírgula 80
Ponto e vírgula 85
Dois-pontos 87
Ponto de interrogação 87
Ponto de exclamação 88
Reticências 88
Aspas 88
Travessão 89
Parênteses 89
Colocação pronominal 90
Colocação dos pronomes oblíquos átonos 90
Regência 94
Regência verbal 94
Regência nominal 103
Crase 106
Casos obrigatórios 106
Casos facultativos 107
Casos proibidos 108
Casos particulares 109
Concordância 110
Concordância verbal 110
Concordância nominal 120
Coordenação, subordinação e correlação 125
Coordenação 125
Subordinação 126
Correlação 126
Coordenação e paralelismo sintático 127
Relações lógicas entre as orações coordenadas 127
Relações lógicas entre as orações subordinadas 128
Elementos coesivos sequenciais 131
Análise dos elementos coesivos no discurso jurídico 133
Emprego do infinitivo 136
Impessoal 136
Pessoal 136
Infinitivo precedido da preposição a 139
Emprego do gerúndio 140
Emprego inadequado do gerúndio – gerundismo 143
Emprego dos pronomes demonstrativos 144
Plano espacial 144
Plano temporal 144
Plano contextual 145
Homônimos e parônimos 147
3 Dúvidas Recorrentes 155
À custa de / Às custas de 155
A domicílio / Em domicílio 155
A expensas de / Às expensas de / A expensa de 156
À folha / Às folhas 156
A par de / Ao par 157
A partir de 157
A prejudicial 158
A presidenta / A presidente 158
A pretexto de / Com o pretexto de / Sob o pretexto de 158
A princípio / Em princípio / Por princípio 159
Abaixo / A baixo 159
Abaixo-assinado / Abaixo assinado 160
Acaso / Caso / Se 160
Acerca de / A cerca de / Há cerca de 161
Acima / A cima 161
Adjetivação excessiva 162
Afim / A fim de 162
Aluguel / Aluguer 163
Anexo / Em anexo 163
Ante / Anti 163
Ao encontro de / De encontro a 164
Ao invés de / Em vez de 164
Ao nível de / Em nível de / A nível de 165
Apesar dos / Apesar de os 165
Assim como / Bem como / Como 166
Através de 167
Bastante / Bastantes 167
Com vista a / Com vistas a 168
Como sendo 169
Como um todo 169
Dado / Dado o 169
Datado de / Na data de 170
De forma que (a) / De maneira que (a) / De modo que (a) 170
Deficit, défice / Déficit 171
Defronte de / Defronte a 171
Dentre / Entre 171
Dentro de / Dentro em 172
Denunciação da lide / Denunciação à lide 172
Desprover / Improver 173
Diuturnamente / Diariamente 173
Dizer que / Dizer para 173
Do ponto de vista / Sob o ponto de vista 174
E nem 174
Efetivar / Efetuar 175
Eis que 175
Em face de / Face a 175
Em frente de / Em frente a / Frente a 176
Em mão / Em mãos 176
Em que pese a / Em que pese(m) 177
Em sede de 177
Embora / Muito embora 178
Estado 178
Expender / Despender 179
Fluído / Fluido 179
Grosso modo / A grosso modo 180
Há / A / À 180
Haja / Aja 181
Haja vista / Haja em vista / Haja vista a / Haja visto 181
Implantar / Implementar 182
Inobstante / Não obstante 182
Junto a 182
Lugar incerto ou não sabido 183
Maiores informações / Mais informações 183
Mais bem / Melhor 184
Malgrado / De mau grado 185
Menor de / De menor 185
Na hora que / Na hora em que 185
Na medida em que / À medida que 186
Não... nenhum / Não... ninguém / Não... nada (dupla negação) 186
Não... senão 187
Nenhum / Nem um / Algum 187
No aguardo de / Ao aguardo de 187ATO REGIMENTAL 123, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2016
Regulamenta o procedimento para a con-
vocação de juízes de direito.
 O TRIBUNAL PLENO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓ-
RIOS, no uso de suas atribuições legais e em observância ao art. do Regimento Interno,
 RESOLVE: 
 Art. 1º Regulamentar o procedimento para a convocação de juízes de direito.
 Art. 2º Somente poderá ser convocado juiz de direito em efetivo exercício nos dois anos 
anteriores, ressalvadas as licenças previstas em lei, excluindo-se da lista os que estejam no exercí-
cio de:
 I – jurisdição eleitoral de primeiro ou de segundo grau;
 II – [...].
 Art. 3º Este Ato Regimental entra em vigor na data de sua publicação.
Desembargador NOME
Presidente
M
odelo
 de A
to
 R
egim
enta
l
5 cm
1,5 cm3 cm
1,5 cm
2,5 cm
9 cm
66
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Poder Judiciário da União
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 
EMENDA REGIMENTAL 123, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2016
Altera o art. do Regimento Interno do 
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos 
Territórios.
 O TRIBUNAL PLENO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRI-
TÓRIOS, no uso de suas atribuições legais e em vista do decidido na sessão ordinária realizada 
em de de , 
 RESOLVE: 
 Art. 1º Alterar o art. do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e 
dos Territórios, que passa a vigorar com a seguinte redação: 
Art. O Tribunal de Justiça, com sede na Capital Federal, compõe-se de quarenta 
desembargadores e exerce sua jurisdição no Distrito Federal e nos Territórios Fede-
rais. (NR)
 Art. 2º Esta Emenda Regimental entra em vigor na data de sua publicação.
Desembargador NOME
Presidente
M
odelo
 de Em
enda
5 cm
1,5 cm3 cm
1,5 cm
2,5 cm
9 cm
4 cm
67 2 Gramática Essencial
Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Em 16 de dezembro de 1990, foi assinado, em Lisboa, o novo Acordo Ortográfico da Língua 
Portuguesa por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Mo-
çambique e, posteriormente, por Timor-Leste. 
No Brasil, o Acordo foi promulgado pelo Decreto 6.583, de 29 de setembro de 2008, que es-
tabeleceu o prazo de quatro anos para sua implementação. Porém, o Decreto 7.875, de 27 de 
dezembro de 2012, ampliou para 31 de dezembro de 2015 o período de transição, durante o 
qual foram válidas as duas formas de escrever: a antiga e a nova. 
Apresentam-se, a seguir, alguns aspectos relevantes do Acordo. 
Alfabeto 
 » o alfabeto da Língua Portuguesa passa a ter 26 letras – com a inclusão das letras k, w e y
a A (á) 
b B (bê) 
c C (cê) 
d D (dê)
e E (é) 
f F (efe) 
g G (gê ou guê) 
h H (agá)
i I (i) 
j J (jota) 
k K (cá ou capa) 
l L (ele)
m M (eme) 
n N (ene)
o O (ó) 
p P (pê) 
q Q (quê)
r R (erre)
s S (esse) 
t T (tê) 
u U (u) 
v V (vê)
w W (dáblio) 
x X (xis) 
y Y (ípsilon) 
z Z (zê)
 » as letras k, w e y são utilizadas: 
 a. em nomes de pessoas (antropônimos) e de lugares (topônimos) originários de outras 
línguas e derivados
 Ex.: Darwin, darwinismo 
Kuwait, kuwaitiano 
68
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 b. em siglas, símbolos e unidades de medida de curso internacional
 Ex.: BMW Bayerische Motoren Werke (Fábrica de Motores da Baviera) 
K potássio 
kg quilograma 
Acentuação 
 » algumas palavras oxítonas terminadas em e e o tônicos admitem acento agudo ou acento 
circunflexo. 
 Ex.: caraté ou caratê 
nené ou nenê 
guiché ou guichê
 » não se usa acento agudo nos ditongos abertos ei e oi das palavras paroxítonas, salvo 
quando acentuadas por outra regra (destróier e Méier – paroxítonas terminadas em r)
 Ex.: ideia 
assembleia 
heroico 
apoio (verbo)
 » não se usa acento circunflexo nas formas verbais dar, crer, ler, ver e derivadas, quando 
empregadas na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo
 Ex.: deem desdeem 
creem descreem 
leem releem 
veem preveem 
 » não se usa acento circunflexo nas palavras terminadas com o hiato oo
69
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
 Ex.: enjoo 
voo 
perdoo 
 » não se utiliza acento agudo nas paroxítonas com i e u tônicos, quando precedidos de 
ditongo decrescente
 Ex.: cheiinho 
feiura 
Recebem acento as oxítonas terminadas em i(s) ou u(s), ainda que precedidas de ditongo – Piauí, teiú, tuiuiú. 
 » os verbos arguir e redarguir não recebem acento agudo na vogal tônica u das formas 
verbais cuja sílaba tônica recai no radical (rizotônicas)
 Ex.: arguir arguo, arguis, argui, arguem; argua, arguas 
redarguir redarguo, redarguis, redargui, redarguem 
 » os verbos aguar, apaniguar, apaziguar, apropinquar (aproximar), averiguar, desaguar, 
enxaguar, obliquar, delinquir podem ser escritos de duas formas: 
 a. com a vogal u tônica, sem acento gráfico
 Ex.: averiguar averiguo, averigua, averiguam 
enxaguar enxaguo, enxagua, enxaguam 
 b. com as vogais i e a tônicas, com acento gráfico 
 Ex.: averiguar averíguo, averígua, averíguam 
enxaguar enxáguo, enxágua, enxáguam 
 » não se usa mais acento para diferenciar para, pela, pelo, pera 
 Ex.: para verbo parar, para preposição 
pela verbo pelar, pela preposição + artigo 
70
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
pelo verbo pelar, pelo substantivo, pelo preposição + artigo 
pera substantivo (fruta), pera substantivo arcaico (pedra), pera preposição arcaica
As formas verbais pôr e pôde preservam, ainda, o acen to diferencial. Por sua vez, os vocábulos fôrma, dêmos e 
amámos possuem acento diferencial facultativo. 
 » não se emprega trema em palavras portuguesas ou aportuguesadas; no entanto, 
permanece em nomes próprios estrangeiros e seus derivados
 Ex.: Hübner 
hübneriano 
Müller 
mülleriano
Verbos com dupla grafia 
Os verbos terminados em -iar ligados a substantivos com as terminações átonas -ia ou -io ad-
mitem variantes na conjugação, ou seja, dupla grafia. 
 Ex.: negoceio ou negocio (negócio) 
premeio ou premio (prêmio) 
agenceio ou agencio (agência)
Minúsculas e maiúsculas 
 » empregam-se letras minúsculas em: 
 a. todos os vocábulos da língua nos usos correntes 
 b. nomes dos dias, meses, estações do ano 
 c. usos de fulano, sicrano, beltrano 
 d. palavras usadas reverencialmente 
71
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
 Ex.: senhor, doutor 
 e. pontos cardeais (mas não nas respectivas abreviaturas) 
 Ex.: norte, sul (mas: SW – sudoeste) 
 » empregam-se letras maiúsculas em: 
 a. nome próprio de pessoas e de seres personificados (antropônimos) 
 Ex.: João 
Branca de Neve 
 b. nome próprio de lugares (topônimos) 
 Ex.: Brasília 
 c. nome de seres antropomorfizados ou mitológicos 
 Ex.: Zeus 
 d. nome de instituições 
 Ex.: Universidade de Brasília 
 e. nome de festas e festividades 
 Ex.: Páscoa 
Natal 
 f. títulos de periódicos 
 Ex.: Diário Catarinense 
 g. pontos cardeais ou equivalentes quando empregados absolutamente 
72
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Ex.: Nordeste, por nordeste do Brasil 
 h. siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais ou nacionalmente reguladas com mai-
úsculas, iniciais ou mediais ou finais ou o todo em maiúsculas
 Ex.: ONU 
H2O 
V. Ex.ª 
 » empregam-se facultativamente letras maiúsculas e minúsculas em: 
 a. nomes de livros (bibliônimos) – exceto a primeira inicial maiúscula 
 Ex.: Casos e ocasos raros no Brasil ou Casos e Ocasos Raros no Brasil 
 b. nomes religiosos (hagiônimos) 
 Ex.: santa ou Santa Filomena 
 c. nomes que designam domínios do saber, cursos e disciplinas 
 Ex.: aritmética ou Aritmética; ciências ou Ciências 
 d. início de versos
 e. logradouros públicos, templos e edifícios 
 Ex.: rua ou Rua da Liberdade 
palácio ou Palácio da Cultura
Grafia de assinaturas e firmas 
Os nomes de pessoas, cidades, firmas comerciais, sociedades, marcas e títulos podem ser 
mantidos de acordo com a forma registrada nos órgãos competentes. 
73
 Capítulo 2 | Gramática Essencial:Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
 Ex.: Nicéia da Silva 
Arquiirmandade do Espírito Santo 
Projetos e Idéias Ltda. 
Lindóia do Sul-SC 
Diferente é o caso de nomes de países e lugares que não são originários da Língua Portuguesa e sofreram tradução 
– Coreia do Norte, Coreia do Sul, Pompeia (Itália) 
Hífen 
 » emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas 
de ligação e cujos elementos – de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal – 
constituem uma unidade sintagmática e semântica, bem como mantêm acento próprio, 
pode-se, ainda, dar o caso em que o primeiro elemento esteja reduzido
decreto-lei
guarda-noturno
luso-brasileiro
mato-grossense
primeiro-ministro 
guarda-chuva
Compostos que perderam, em certa medida, a noção de composição serão grafados aglutinadamente. São exemplos 
as palavras: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas e paraquedista.
 » emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e 
zoológicas.
 Ex.: couve-flor 
bem-me-quer 
andorinha-grande 
bem-te-vi
Essa regra criou uma distinção para o uso do hífen em casos como: não-me-toques (planta) e não me toques (melin-
dres), bico-de-papagaio (planta) e bico de papagaio (calcificação óssea), bola-de-neve (espécie botânica) e bola de 
neve (o que toma vulto repentino).
74
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 » emprega-se o hífen nos compostos com os advérbios bem e mal, quando estes formam, 
com o elemento que se lhes segue, uma unidade sintagmática e semântica e tal elemento 
começa por vogal ou h; no entanto, o advérbio bem, ao contrário do advérbio mal, pode 
não se aglutinar com palavras começadas por consoante
 Ex.: bem-aventurado 
bem-humorado 
mal-estar 
mal-humorado 
bem-criado (malcriado) 
bem-visto (malvisto)
Em muitos compostos, o advérbio bem aparece aglutinado com o segundo elemento, quer 
este tenha ou não vida à parte: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença. 
 » emprega-se o hífen nos compostos com os elementos além, aquém, recém e sem
 Ex.: além-fronteiras 
aquém-Pireneus 
recém-nascido 
sem-cerimônia
 » quanto a sub-, mantêm-se as regras:
 a. hífen para separar as letras b do prefixo e da palavra-base
 Ex.: sub-base 
sub-bibliotecário 
 b. hífen antes de r
 Ex.: sub-reitor 
sub-relator 
sub-rogar 
 c. hífen quando o segundo elemento se inicia por h
75
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
 Ex.: sub-hepático 
sub-horizonte 
 » emprega-se, em regra, o hífen nas formações com prefixo em que o segundo elemento 
começa por h
anti-higiênico
extra-humano 
pré-história
super-homem
ultra-hiperbólico 
geo-história
neo-helênico 
semi-hospitalar
 » emprega-se o hífen nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina com vogal 
idêntica à que inicia o segundo elemento
anti-ibérico 
contra-almirante 
infra-axilar 
supra-auricular
auto-observação
eletro-ótica
semi-interno 
micro-onda
O prefixo re- foge à regra, ou seja, mantém-se a grafia de dois ee juntos, sem hífen. Observe: reeducar, reerguer, 
reelaborar, reestruturar.
 » emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, 
formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares
 Ex.: a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade 
o eixo Rio-São Paulo 
a dicotomia teoria-prática
 » nas formações com o prefixo co-, ocorre, em regra, aglutinação com o segundo elemento, 
mesmo quando iniciado por o
 Ex.: coautor 
cofiador 
corréu 
coobrigação
O Acordo registra o uso do hífen com o prefixo co- quando o segundo elemento se inicia por h, a exemplo de co-
-herdeiro. O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – VOLP (2009), por sua vez, registra coerdeiro. 
76
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 » emprega-se o hífen nas formações com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo 
elemento começa por vogal, m, n ou h
circum-escolar 
circum-murado
circum-navegação 
circum-hospitalar
pan-africano 
pan-negritude
pan-helênico 
pan-mítico
 » não se usa hífen nas formações em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento 
começa por r ou s, havendo duplicação dessas consoantes
antirreligioso
antissemita
contrarregra
contrassenha
cosseno 
extrarregular
infrassom
minissaia
biorritmo 
biossatélite
eletrossiderurgia
microssistema
 Quadro de hífen
 A exemplificação inclui vocábulos com e sem hífen.
Primeiro Elemento Segundo Elemento
ab ob sob sub » iniciado por b, h, r
ab-rogar, ab-rupto ou abrupto, abirritar, abjurar • ob-rogatório, obaudição, obliteração • sob-bosque, 
sob-roda, sobnegar • sub-base, sub-humano ou subumano, sub-rogar, subassinar, subcomissão, 
subestabelecer, sublocação, subunidade
ad » iniciado por d, r
ad-referendar, ad-rogação, ad-digital, adjunto, adnasal, adnumerar
77
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Primeiro Elemento Segundo Elemento
aero
agro
ante
anti
arqui
auto
contra
eletro
entre
extra
foto
geo
hidro
infra
intra
macro
maxi
mega
micro
mini
moto
multi
nano
neo
pluri
poli
proto
pseudo
retro
semi
sobre
sócio
supra
tele
tri
ultra
vaso
video
 » iniciado por vogal igual à vogal final do 
primeiro elemento
 » iniciado por h
aero-hidroterapia, aeroespacial • agroalimentação • ante-estreia, ante-histórico, antejulgamento 
• anti-horário, anti-inflamatório, antirregimental, antissequestro • arqui-hipérbole, arqui-inimigo 
• auto-hipnose, auto-observação, autoacusação, autorretrato, autossuficiente • contra-apelação, 
contra-arrazoar, contra-habitual, contrainquérito, contrarregra • eletro-hidráulico, eletro-óptico 
• entre-estadual, entre-hostil • extra-atmosférico, extra-hospitalar, extraoficial, extrasseco • foto- 
-heliografia • geo-história • hidro-herderita • infra-assinado, infra-humano, infraestrutura, 
infravermelho • intra-auricular, intra-histórico • macro-história, macrossociologia, macrovisão 
• maxivestido • megaevolução, mega-hertz • micro-habitat, micro-onda, microssistema, 
microrreprodução, micro-organismo ou microrganismo • minirretrospectiva, minissaia • motosserra 
• multirracial, multissecular • nanociência • neo-humorismo, neo-ortodoxo, neoacadêmico, 
neobrasileiro, neorrealista, neossocialista • plurirracial, plurissetorial • poli-hibridismo, poli- 
-insaturado • proto-história • pseudo-hemofilia, pseudociência, pseudorrepresentação • retro- 
-oclusão • semi-interno, semiabandonado, semidepoente, semirrígido • sobre-erguer, sobre-humano, 
sobressaia, sobretaxar • socioeconômico, sociofamília, sociojurídico, sócio-gerente1 • supra-auricular, 
supra-histórico, supracitado, supraenumerado, supralegalidade, suprarracional, suprassumo • tele- 
-homenagem, teleconferência • tricampeão • ultra-apressado, ultra-honesto, ultrarraro, ultrassom, 
ultravisão • vaso-hipertônico, vasodilatador, vasossensitivo • videoconferência
além
aquém
ex
recém
sem
vice
 » iniciado por qualquer letra
além-fronteira, além-mar, além-túmulo • aquém-oceano, aquém-Pireneus • ex-voto, ex- 
-diretor, ex-almirante • recém-nascido, recém-eleito • sem-terra, sem-vergonha • vice-campeão, vice-reitor
 1 Exceção à regra, registrada na 5ª edição do VOLP.
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Primeiro Elemento Segundo Elemento
bem2 » iniciado por vogal, h
bem-educado, bem-humorado
ciber hiper inter super » iniciado por h, r
cibercafé, ciberespaço • hiper-humano, hiperinflação • interdisciplinar, inter-humano, inter-regional 
• superestrutura, superorganização
circum
 » iniciado por vogal
 » iniciado por h, m, n
circum-ambiente, circum-hospitalar, circum-navegar, circumpercurso, circunvizinhança
co » iniciado por h
coacusado, coautor, coerdeiro ou co-herdeiro, coobrigação, corréu, corresponsável3
des4 in5 » iniciado por h
desarquivar, desumidificar • infeliz
mal6 » iniciado por vogal, h, l
mal-acostumado, mal-humorado, mal-limpo, malconceito, maloclusão7
pan
 » iniciado por vogal» iniciado por h, m, n (diante de b e p passa a pam)
pan-africano, pan-hidrômetro, pan-mítico, pambrasileiro, panfobia
 2 Pode-se empregar o hífen quando formar com a outra palavra um adjetivo ou substantivo: benfeitor, bem-nascido.
 3 Com a reforma, gerou-se a grafia do r e do s dobrados nos casos de união de elemento terminado em vogal com 
segundo elemento iniciado por r ou s.
 4 Não se usa hífen quando o segundo termo perdeu o h original: desumano.
 5 Não se usa hífen quando o segundo termo perdeu o h original: inábil, inumano. Ver também nota 1.
 6 Usa-se o hífen quando formar com a outra palavra um adjetivo ou substantivo.
 7 Apesar da regra, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – VOLP apresenta a grafia desse vocábulo 
sem hífen. Isso decorre provavelmente da origem do termo.
79
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Pontuação
Primeiro Elemento Segundo Elemento
pós pré8 pró8
 » iniciado por vogal igual à vogal final do 
primeiro elemento (exceto pós)
 » iniciado por vogal, b, h, l, m, n, p, r, s, outras 
letras
pós-adolescência, pós-doutorado, pós-morte, pós-parto • pré-adaptação, pré-datar, pré-eleição ou 
preeleição, pré-embrião ou preembrião, pré-requisito ou prerrequisito, prequestionar • pró-ativo ou 
proativo, pró-reitor, proatividade
re iniciado por h
readoção, readjudicação, reautuar, reescrever
 8 Quando a pronúncia for fechada (pos, pre, pro), liga-se sem hífen ao outro termo: preencher, posposto (exce-
ções: preaquecer, predeterminar, preestabelecer, preexistir).
Pontuação
O emprego dos sinais de pontuação – vírgula, ponto, ponto e vírgula, dois-pontos, ponto de in-
terrogação, ponto de exclamação, reticências, aspas, parênteses, colchetes, travessão – objetiva 
tornar mais claro o sentido do texto, indicando aspectos gramaticais, entonacionais e semânticos. 
Para atingir esse objetivo, é importante observar também a ordem dos termos na oração, uma 
vez que cada língua possui uma sequência natural de palavras que não é marcada estilisticamen-
te. Em português, a ordem direta é: 
sujeito Ì verbo Ì complementos verbais* Ì adjunto adverbial
 * objeto direto, objeto indireto e agente da passiva
Ex.: A Justiça oferece meios hábeis à instituição educacional nos juizados.
sujeito verbo objeto direto objeto indireto adj. adverbial
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Em caso de inversão dos termos, tem-se a ordem indireta. Em regra, o deslocamento de termo 
na oração é responsável pela alteração na argumentação do texto. Caso, no exemplo, se inicie 
a frase com à instituição educacional, este termo ficará enfatizado, realçado.
Ex.: À instituição educacional a Justiça oferece meios hábeis nos juizados.
objeto indireto sujeito verbo objeto direto adj. adverbial
Vírgula
Entre os sinais de pontuação, a vírgula é o que causa mais dúvidas. Por razões didáticas, a 
divisão deste tema será feita em duas partes: na primeira, serão vistas as regras de uso da 
vírgula no interior da oração, ou seja, entre os termos da oração; na segunda, no interior do 
período, ou seja, entre as orações.
 Emprego da vírgula no interior da oração
 Casos proibidos 
 » entre o sujeito e o predicado
Ex.: Todos os membros do Tribunal , recusaram a proposta de cassação do mandato.
sujeito predicado
 » entre o verbo e seus complementos (objeto direto, objeto indireto, agente da passiva)
Ex.: A Constituição Federal conferiu , à legislação ordinária , outras competências.
verbo objeto indireto objeto direto
 » entre o nome e o complemento nominal (CN)
 » entre o nome e o adjunto adnominal (AAdn)
81
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Pontuação
Ex.: A intrigante resposta , do réu , ao juiz despertou reação nos jurados.
AAdn CN
 Casos obrigatórios 
 » para isolar, em uma intercalação, adjunto adverbial (AAdv) de grande extensão, conjunção, 
expressões explicativas e continuativas
Ex.: O juiz , na primeira parte do interrogatório , indagará o acusado sobre sua vida pregressa.
AAdv de grande extensão intercalado
Quem , porém , adquiria linha telefônica de empresa pública adquiria ações também.
conjunção
expressão explicativa
O Poder Judiciário , como órgão de um Estado democrático , apresenta , de fato ,
exp. continuativa
notável particularidade.
 » para marcar a inversão do adjunto adverbial de grande extensão
Ex.: Na primeira parte do interrogatório , o juiz indagará o acusado sobre sua vida pregressa.
AAdv de grande extensão deslocado
 » para separar, nas datações, o local da data
Ex.: Brasília , 17 de novembro de 2015. 
local
 » para separar termos coordenados, componentes de uma enumeração, de mesma função 
sintática
Ex.: Ao examinar o caso, o juiz deve considerar o fato , o agente , o grau de culpa deste.
termos com mesma função sintática
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 » para separar ou isolar o vocativo
Ex.: Por todo o exposto , Senhor Desembargador Presidente , nego provimento ao recurso.
vocativo
 » para separar ou isolar aposto explicativo
Ex.: A autora da ação , Maria da Penha Silva , requer indenização por danos morais.
aposto explicativo
Quando o texto estiver muito carregado de vírgulas, costuma-se isolar o aposto e os termos explicativos por meio 
de duplo travessão ou de parênteses.
 » para separar o predicativo deslocado, quando houver verbo significativo
Ex.: Os advogados do autor , decepcionados , retiraram-se do recinto.
predicativo verbo significativo (indica ação)
 Casos facultativos
 » para separar o adjunto adverbial de pequena proporção, deslocado ou em sua posição lógica
Ex.: Hoje , o STF decide se recebe denúncia contra o governador do Estado.
AAdv de pequena extensão
Embora a vírgula seja facultativa para separar o adjunto adverbial de pequena extensão deslocado hoje, é recomen-
dável, na redação oficial, o emprego da vírgula.
 » para separar o objeto ou o predicativo, quando houver os correspondentes pleonásticos
Ex.: Às instituições educacionais , a Justiça lhes oferece meios hábeis nos juizados.
objeto indireto objeto indireto pleonástico
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 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Pontuação
Servidor , eu já o fui.
predicativo predicativo pleonástico
 » para marcar o apagamento do verbo (zeugma)
Ex.: Na audiência, o advogado do autor trabalhou com fatos; o do réu , com hipóteses.
 » antes de etc.
Ex.: O juiz indagará o acusado sobre sua vida pregressa, dados familiares , etc.
Embora facultativa, este Manual orienta que não se empregue a vírgula antes de etc. por questão etimológica.
 Emprego da vírgula entre orações
 Orações subordinadas substantivas
As orações subordinadas substantivas, desenvolvidas ou reduzidas, não são separadas da ora-
ção principal por meio de vírgula, à exceção das apositivas, que serão marcadas por dois-pon-
tos ou por vírgula. Vale mencionar que as subordinadas substantivas só podem ser reduzidas 
de infinitivo (-r).
As orações subordinadas substantivas, de acordo com a função sintática que assumem na 
frase, são classificadas em subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas nomi-
nais, predicativas e apositivas.
Ex.: É necessário que se estabeleçam novas regras para o funcionalismo público.
oração subordinada substantiva subjetiva desenvolvida
É necessário estabelecerem-se novas regras para o funcionalismo público.
oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
O juiz determinou o seguinte: que ninguém abandonasse os princípios da equidade.
oração subordinada substantiva apositiva
 Orações subordinadas adverbiais
Estas orações exercem a função de adjuntos adverbiais da oração principal e, de acordo com 
as circunstâncias que expressam, são classificadas em causais, consecutivas, condicionais, con-
cessivas, comparativas, conformativas, proporcionais, temporais e finais.
Quanto à pontuação no período composto por orações adverbiais, podem-se estabelecer as 
seguintes orientações: 
 » oração subordinada adverbial posposta à oração principal
vírgula facultativaEx.: Os aprovados propõem ação na Justiça , porque querem a homologação do concurso. 
oração subordinada adverbial
 » oração subordinada adverbial anteposta à oração principal
vírgula obrigatória
Ex.: Como querem a homologação do concurso , os aprovados propõem ação na Justiça.
oração subordinada adverbial
 » oração subordinada adverbial intercalada na oração principal
vírgula obrigatória vírgula obrigatória
Ex.: Os aprovados , porque querem a homologação do concurso , propõem ação na Justiça.
oração subordinada adverbial
 Orações subordinadas adjetivas
A oração subordinada adjetiva é aquela que se refere à oração principal, funcionando como 
adjunto adnominal. Pode ser classificada em explicativa (vírgulas obrigatórias) e restritiva (vír-
gulas proibidas).
85
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Pontuação
Explicativa – oração que atribui uma qualidade acessória ao termo antecedente; por isso, 
dispensável ao sentido essencial da frase. 
Ex.: Os servidores do Tribunal , que participaram do curso , receberam abono de qualificação.
Separada da expressão Os servidores do Tribunal por meio da vírgula, a oração em destaque 
explica-lhe o sentido. De fato, a oração que participaram do curso funciona como aposto ex-
plicativo da expressão que lhe antecede. Refere-se, portanto, à totalidade dos servidores, ou 
seja, todos os servidores participaram do curso.
Restritiva – oração que delimita o sentido do termo antecedente, formando um todo signifi-
cativo; logo, é indispensável à compreensão da frase.
Ex.: Os servidores do Tribunal que participaram do curso receberam abono de qualificação.
Junto da expressão Os servidores do Tribunal, a oração em destaque restringe-lhe o sentido, 
pois a oração adjetiva restritiva que participaram do curso é indispensável à compreensão da 
oração. Neste caso, apenas alguns servidores participaram do curso. 
Embora seja possível empregar vírgula no fim de oração adjetiva restritiva extensa que integra sujeito, a maioria 
dos escritores modernos não têm optado por esse tipo de pontuação.
Ponto e vírgula
O ponto e vírgula, sinal intermediário entre a vírgula e o ponto, demonstra a continuidade das 
ideias que compõem o texto, facilitando a sua organização e compreensão.
Emprega-se ponto e vírgula:
 » para separar, em um período, orações relativamente extensas que se assemelhem em 
valor e em importância
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Ex.: O Tribunal de Justiça do Estado do Piauí prorrogou a realização do concurso público 
destinado ao provimento de vagas e à formação de cadastro de reserva dos cargos 
públicos efetivos do quadro de pessoal; e alterou as regras contidas no edital para 
tornar obrigatória vaga para portadores de deficiência.
 » para separar partes de um período, em que pelo menos uma delas esteja subdividida por 
vírgulas
 Ex.: Nos Territórios Federais com mais de cem mil habitantes, além do Governador nome-
ado na forma desta Constituição, haverá órgãos judiciários de Primeira e Segunda Ins-
tâncias, membros do Ministério Público e defensores públicos federais; a lei, portanto, 
disporá sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua competência deliberativa.
 » para separar as orações coordenadas adversativas e conclusivas nas quais se quer realçar 
o valor da oração introduzida por esses conectivos
 Ex.: O advogado quis arrazoar a causa perante o juiz; porém, este não o recebeu.
 Não constam da lista todos os nomes exigidos pela Constituição Federal; portanto, 
o Tribunal deve votar pela ilegalidade.
 » para separar, na redação oficial, os elementos de uma enumeração
 Ex.: Art. 14. O alistamento eleitoral e o voto são: 
I – obrigatórios para os maiores de dezoito anos; 
II – facultativos para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de setenta anos; 
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. (CF/88)
87
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Pontuação
Dois-pontos
Os dois-pontos anunciam algumas estruturas linguísticas, como:
 » discurso direto/citação
 Ex.: Visto que ninguém nada declarasse, o juiz indagou: 
– Afinal, o que houve no dia do crime?
 » enumeração
 Ex.: Na audiência, o advogado evocou a cena do crime: o menino, o carro, os cavalos, o 
grito, o salto que deu, levado de um ímpeto irresistível para tirar a vida do vizinho.
 » explicação
 Ex.: O funcionário conseguira, enfim, realizar seu desejo maior: ser promovido.
 » conclusão
 Ex.: Não importa a motivação, o crime contra a vida absorve todos os demais: o Tribu-
nal competente é o do Júri, conforme estipula a Carta Magna.
Ponto de interrogação
O ponto de interrogação é empregado para indicar pergunta direta ou, ainda, pergunta retó-
rica, a que se formula sem objetivo de receber resposta. 
 Ex.: A secretária da audiência pediu licença para entrar: 
– Excelência, o senhor ainda vai precisar de mim?
O emprego desse ponto é inadmissível na pergunta indireta.
 Ex.: Pergunto-me qual o valor da vida em sociedade tão violenta quanto a nossa.
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Ponto de exclamação
O ponto de exclamação é empregado:
 » para marcar o fim de enunciado com entonação exclamativa, que, em regra, exprime 
assombro, admiração, alegria, surpresa, indignação etc. 
 Ex.: Quão relevante é o papel do revisor de texto!
 » em interjeições e em locuções interjetivas, expressões que exprimem emoção, sensação, 
ordem, apelo
 Ex.: Psiu! 
Oh! 
Coragem! 
Meu Deus! 
Valha-me Deus!
Reticências
As reticências são empregadas para assinalar interrupção do pensamento, indicar trechos que 
são suprimidos de um texto ou expressar emoção.
 Ex.: Quem ri por último...
Aspas
As aspas podem ser empregadas para marcar citações textuais, para destacar estrangeiris-
mos, neologismos, gírias e expressões populares e para realçar palavra ou expressão.
 Ex.: O "lobby" para regulamentar a ação dos lobistas no Brasil tem cada vez mais adeptos. 
 
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 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Pontuação
No "xilindró" há 30 dias, o político, sem apoio da população e dos correligionários, exige 
mais conforto. 
 
A vítima reagiu impulsivamente e lhe deu um "não" como resposta.
Travessão
Emprega-se o travessão para indicar a mudança de interlocutor no diálogo; destacar determi-
nadas palavras ou expressões; substituir a vírgula ou os dois-pontos nas informações acessó-
rias, ou em orações intercaladas, para realçá-las. 
Sem prejuízo da correção gramatical e do sentido do texto, os travessões que isolam expres-
sões acessórias podem ser substituídos por vírgulas ou parênteses.
 Ex.: – Que pessoas são essas na sala de audiência? 
– São as testemunhas. 
– Ah! Tudo bem. 
 
O Judiciário – inclusive no Distrito Federal – tem promovido debates sobre assuntos de 
interesse nacional.
Para ligar palavras ou grupos de palavras que formam encadeamentos vocabulares, não se emprega mais travessão, 
e sim hífen.
 Ex.: A ponte Rio-Niterói precisa ser urgentemente reforçada.
Parênteses
Os parênteses são empregados para destacar, em um texto, explicação ou comentário aces-
sório; incluir dados bibliográficos (autor, ano de publicação, página etc.); isolar orações inter-
caladas com verbos declarativos. 
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Ex.: Afirma-se (mas não se prova) que é muito comum o recebimento de dinheiro sujo para 
que os objetos apreendidos sejam liberados sem o recolhimento de multas.
Colocação pronominal
Para evitar a repetição exaustiva de elementos nominais, pode-se substituí-los por prono-
mes pessoais, possessivos, demonstrativos, relativos, interrogativos e indefinidos. Contudo, 
sujeitam-se às regras de colocação apenas os pronomes pessoais átonos do caso oblíquo. 
Pronomes pessoais do caso reto Pronomes pessoais do caso oblíquo
Átonos (sem preposição) Tônicos (com preposição)
Singular
1ª pessoa eu me mim, comigo
2ª pessoa tu te ti, contigo
3ª pessoa ele o, a, lhe, se ele, ela
Plural
1ª pessoa nós nos nós, conosco
2ª pessoa vós vos vós, convosco
3ª pessoa eles os, as, lhes, se eles, elas
Colocação dos pronomesoblíquos átonos
A colocação dos pronomes oblíquos átonos é estudada na sintaxe, parte da Gramática que 
descreve as regras segundo as quais as palavras se combinam para formar orações. 
Na estrutura oracional, há regras definidas para a colocação dos pronomes em relação ao 
verbo: se o pronome átono vier antes do verbo, dá-se a próclise; se vier no meio, a mesóclise; 
e, se vier depois, a ênclise.
Ressalte-se que os pronomes oblíquos átonos, sujeitos ao mecanismo da colocação pronomi-
nal, desempenham funções sintáticas na oração:
91
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Colocação Pronominal
 » me, te, se, nos, vos: objeto direto/objeto indireto
 » o, a, os, as: objeto direto
 » lhe, lhes: objeto indireto
 Regras de colocação com um só verbo
 Casos de próclise
 » com palavras negativas: não, nunca, nada, ninguém, jamais etc.
 Ex.: O réu não se arrependeu do crime cometido.
 » com pronomes e advérbios interrogativos: quem, por que, como, quando etc.
 Ex.: Por que o réu se arrependeu do crime cometido?
 » com advérbio, desde que sem vírgula: ontem, hoje, agora, aqui, sempre, talvez etc.
 Ex.: Agora se anuncia o resultado do julgamento.
 » com conjunções subordinativas, ainda que elípticas: porque, como, se, caso, conquanto, 
embora, que, conforme, consoante, para que, a fim de que, quando, enquanto, ao passo 
que etc.
 Ex.: Conforme se verifica nos autos, não assiste razão ao réu.
 » com pronomes relativos: que, quem, qual, cujo, onde, quando (na função de relativo) etc.
 Ex.: Acórdão em que se discute o cabimento de ação monitória contra a Fazenda Pública.
 » com pronomes indefinidos e demonstrativos: tudo, todo, alguém, outro, qualquer, este, 
esta, isto, aquele, aquela, aquilo etc.
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Ex.: Todos se encontravam presentes no Tribunal do Júri.
 » com oração iniciada pela preposição em + verbo no gerúndio (-ndo)
 Ex.: Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa 
proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes. (Parágrafo único do art. 
20 do Código Civil)
 » com orações interrogativas, exclamativas e optativas (que exprimem desejo)
 Ex.: Que Deus o abençoe!
 Casos de ênclise
 » com pronome ligado a verbo que inicia a oração
 Ex.: Inexistindo litigância de má-fé, afasta-se o pleito condenatório.
 » com palavra ou expressão que não exija a próclise
 Ex.: A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis. 
(Art. 369 do Código Civil)
 » com verbo no imperativo
 Ex.: Cumpra-se.
 » com verbo no infinitivo impessoal (se houver exigência de próclise, a ênclise é facultativa)
 Ex.: Por não considerá-lo culpado, o Tribunal o absolveu. 
Por não o considerar culpado, o Tribunal o absolveu.
 Casos de mesóclise
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 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Colocação Pronominal
 » com verbos no futuro do presente do indicativo (-rei, -rás, -rá, -remos, -reis, -rão), desde 
que não haja exigência de próclise
 Ex.: Fornecer-lhe-ei a certidão solicitada.
 » com verbos no futuro do pretérito do indicativo (-ria, -rias, -ria, -ríamos, -ríeis, -riam), 
contanto que não haja exigência de próclise
 Ex.: Conceder-lhe-ia o direito de posse.
Atualmente, observa-se um progressivo desuso no emprego da mesóclise.
 Regras de colocação nas locuções verbais
Como se sabe, a locução verbal é formada, em regra, por um verbo auxiliar + um verbo prin-
cipal, que assumirá uma das três formas nominais: infinitivo (-r), gerúndio (-ndo) ou particípio 
(-ado/-ido/-to). Com as locuções verbais, haverá as seguintes possibilidades para a colocação 
dos pronomes átonos: 
Pronome Átono Anteposto Pronome Átono Posposto
me, te, o, a, lhe ou se Verbo Auxiliar me, te, o, a, lhe ou se
próclise ao verbo ênclise ao verbo
Pronome Átono Anteposto Pronome Átono Posposto
me, te, o, a, lhe ou se Verbo Principal me, te, o, a, lhe ou se
próclise ao verbo ênclise ao verbo
 Regras
 » a ênclise ao infinitivo (sem flexão) e ao gerúndio estará sempre certa
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Ex.: A confusão pode verificar-se a respeito de toda a dívida, ou só de parte dela. 
Ao juiz, a testemunha estava informando-lhe o caso.
 » palavras e expressões que exigem próclise impedem a ênclise ao verbo auxiliar. Logo, 
pode-se empregar a próclise ao auxiliar ou a ênclise ao principal (se este não estiver no 
particípio, ou seja, a ênclise ao particípio estará sempre errada)
 Ex.: Não se pode verificar a confusão a respeito de toda a dívida. 
Não pode verificar-se a confusão a respeito de toda a dívida. 
O testemunho se encontra divorciado das provas dos autos. 
O testemunho encontra-se divorciado das provas dos autos.
Em textos mais formais, evite a próclise ao verbo principal, ou seja, o pronome solto entre os verbos.
Regência
Os termos que compõem uma oração são interdependentes, ou seja, há entre eles uma rela-
ção de subordinação que forma um todo significativo. A essa relação dá-se o nome de regên-
cia, que pode ser verbal ou nominal.
Regência verbal
A regência verbal se ocupa das relações entre verbo (termo regente) e complementos verbais 
(termos regidos). Há, pois, relação de subordinação entre verbo e termos dele dependentes.
verbo (termo regente)
Ex.: O oficial de justiça devolveu a intimação ao Cartório.
complementos verbais (termos regidos)
A forma verbal devolveu, na construção apresentada, necessita de complemento que exprima 
o sentido completo da mensagem que se deseja transmitir. A construção o oficial de justiça 
95
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Regência
devolveu não é suficiente para a compreensão da mensagem. O interlocutor perguntaria logo: 
devolveu o quê? Por isso, o verbo pede complementos: quem devolve, devolve algo a alguém.
O complemento verbal, portanto, é determinado pela transitividade do verbo. Por esse crité-
rio, os verbos se classificam em:
 » intransitivos (VI): diz-se dos verbos que não exigem complemento, pois encerram em si 
o sentido pleno pretendido 
 Ex.: Eventual pretensão da autora precluiu.
 » transitivos (VT): diz-se dos verbos que exigem termo(s) a fim de completar-lhes o sentido
 Ex.: O advogado requereu a dilação do prazo ao juiz.
No último exemplo, o primeiro complemento – a dilação do prazo – uniu-se ao verbo de forma di-
reta, ou seja, sem a intermediação de preposição; o segundo complemento – ao juiz – necessitou 
de preposição para estabelecer a conexão, ou seja, complementou o verbo de forma indireta.
Assim, a transitividade verbal ocorre de três modos: direto, indireto ou direto e indireto.
 » direto (VTD): diz-se do verbo que se une ao complemento sem preposição necessária
 Ex.: O secretário-geral assinou o relatório.
 » indireto (VTI): diz-se do verbo que se une ao complemento por meio de preposição 
necessária
 Ex.: A decisão da assembleia interessa aos servidores.
 » direto e indireto (VTDI): diz-se do verbo que se une a dois complementos verbais, um com 
preposição e outro sem
 Ex.: O desembargador entregou os certificados aos servidores.
Em suma, os fatores que determinam a regência verbal são:
 » a exigência ou não de complemento – verbo transitivo ou intransitivo
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 » a forma pela qual o verbo se une ao complemento – direta ou indireta, isto é, pela ausência 
ou presença de preposição
A fim de facilitar a redação de textos oficiais, segue lista com alguns verbos que costumam 
gerar dúvidas quanto à regência.
 Agradecer
 » VTD (para coisa)
 Ex.: O presidente agradeceu a homenagem.
 » VTI (para pessoa)
 Ex.: O presidente agradeceu aos magistrados.
 Aspirar
 » VTI = pretender, almejar, desejar 
 Ex.: O consumidor aspira ao desconto prometido na oferta.
Nesta acepção, admite-se a preposição por e não se admite a forma pronominal lhe ou lhes, mas apenas a ele ou a eles.
Ex.: Àquele desconto incomparável, o consumidor aspira a ele.
 » VTD = sorver, respirar
 Ex.: O laudo atesta que a vítima aspirou o próprio líquido.
 Assistir
 » VTI = ver, presenciar97
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Regência
 Ex.: O segurança da empresa assistiu a tudo passivamente.
 » VTDI = caber direito ou razão 
 Ex.: Assiste à requerente o direito de ser imitida na posse do imóvel.
 » VTD ou VTI = socorrer, ajudar, confortar
 Ex.: O condutor do veículo não assistiu a (à) vítima.
 Atender
 » VTD ou VTI = acolher, deferir, tomar em consideração
 Ex.: O juiz atendeu a (à) petição inicial.
 » VTD = responder a chamado, ter em vista (para coisa)
 Ex.: O juiz atendeu o telefonema.
 » VTI = responder a chamado, ter em vista (para pessoas)
 Ex.: O juiz atendeu ao advogado.
 » VTD ou VTI = satisfazer necessidade, preencher requisitos 
 Ex.: O responsável atendia as (às) necessidades do menor.
 Avisar 
 » VTDI = informar, noticiar 
 Ex.: O advogado avisou a cliente da decisão judicial ou sobre a decisão judicial. 
O advogado avisou à cliente a decisão judicial.
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Os verbos certificar, cientificar, informar, notificar têm a mesma regência de avisar.
 Chegar
 » VI = atingir o local para o qual se dirige 
 Ex.: O agente chegou ao Tribunal.
Embora se empregue, com frequência, a preposição em para o verbo chegar, a preposição correta, segundo a norma 
culta, é a.
 Comparecer
 » VTI ou VI = apresentar-se em local determinado
 Ex.: Apenas as testemunhas de defesa compareceram. 
A testemunha compareceu à audiência.
 A testemunha compareceu na sala de audiências. 
A testemunha compareceu em juízo. 
A testemunha compareceu ante/perante o tribunal/juiz. 
Empregam-se as preposições ante ou perante para órgão judicial ou para autoridade.
 Conhecer
 » VTD = saber, ter conhecimento
 Ex.: A requerida declara que não conhece a vítima.
 » VTI = admitir ou acolher causa
99
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Regência
 Ex.: O magistrado não conheceu da pretensão do autor.
 Constar
 » VTI – com a preposição de = ser formado, composto de; deduzir-se de
 Ex.: Os autos constam de cinco volumes.
 » VTI – com as preposições de ou em = estar registrado ou escrito
 Ex.: A prova do crime consta no laudo pericial. 
A veracidade dos fatos consta dos autos.
 Deparar
 » VTD ou VTI com a preposição com = encontrar 
 Ex.: O juiz deparou falhas no relatório.
 A polícia deparou com os assaltantes no local da ocorrência.
Quando utilizado no sentido de apresentar, mantêm-se ambas as possibilidades de regência.
 Implicar
 » VTD = acarretar, originar, produzir, ter como resultado, dar a entender, fazer supor
 Ex.: A aprovação do projeto básico implica a abertura de procedimento licitatório.
 » VTI = antipatizar, discordar
100
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Ex.: O antigo chefe sempre implicava com este servidor.
 » VTDpI (verbo transitivo direto pronominal e indireto) = envolver-se, meter-se
 Ex.: Toda a equipe implicou-se no desvio de recursos.
 Importar
 » VTD (regência mais comum) ou VTI com preposição em = acarretar, resultar
 Ex.: A procedência do pedido importará o/no ressarcimento das prestações.
 Ir
 » VI = deslocar-se (o verbo ir admite as preposições a e para, com sutil diferença)
 a. a = por pouco tempo, provisoriamente
 Ex.: O agente foi ao Tribunal ontem mesmo.
 b. para = para ficar, demorada ou definitivamente
 Ex.: O réu foi para o país de origem após provar a sua inocência.
 Morar, Residir, Situar-se
 » VI – empregado com adjunto de lugar, precedido da preposição em = indicação de local 
fixo, estabelecido, domiciliado, localizado, residente, sito
 Ex.: O indiciado mora na região do entorno. 
O réu reside em lugar incerto. 
O advogado será intimado no escritório, sito na avenida comercial.
101
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Regência
 Pedir
 » VTDI = pedir algo a alguém
 Ex.: O revisor pediu cópia do documento à diretora.
Quando o objeto direto for oracional, emprega-se a conjunção que; somente se admite a preposição para quando 
estiver subentendido que se trata de permissão:
 Ex.: O presidente pediu à assembleia que fizesse silêncio.
O escrivão pediu ao presidente para se ausentar da sessão. (pediu permissão)
 Presidir
 » VTD ou VTI = dirigir, governar
 Ex.: O desembargador mais antigo presidirá a (à) sessão.
 Proceder
 » VI = ter fundamento
 Ex.: As declarações do apelante não procedem.
 » VTI com a preposição de = originar-se, provir
 Ex.: A testemunha procede do Nordeste.
 » VTI com a preposição a = dar início, efetuar, realizar 
 Ex.: O relator procedeu ao exame do recurso.
102
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Nesta última acepção, considera-se errôneo o emprego do verbo na voz passiva. Não se permitem, pois, construções 
como: O inventário foi procedido. Além disso, não se admite a forma pronominal lhe(s), mas apenas a ele ou a eles, 
como em: O exame do recurso, o relator procedeu a ele.
 Responder
 » VTD = referir-se à própria resposta, que é o conteúdo daquilo que se responde
 Ex.: O perito respondeu que não observou marcas no corpo da autora.
 » VTI com a preposição a = dar resposta a alguém ou a algo
 Ex.: A secretária respondeu ao advogado imediatamente. 
O corregedor respondeu ao ofício do governador.
O objeto indireto de pessoa pode ser substituído pelo pronome átono lhe; o de coisa, pelo pronome tônico a ele (a 
ela). Assim: respondeu-lhe (ao advogado) e respondeu a ele (ao ofício).
 » VTI, com a preposição por = atribuir responsabilidade 
 Ex.: A Administração responde pelos danos decorrentes do exercício funcional de seus 
agentes.
 Solicitar
 » VTDI com as preposições a ou de = pedir com insistência, rogar
 Ex.: O julgador solicitou ajuda à polícia. 
O julgador solicitou ajuda da polícia.
103
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Regência
 Visar
 » VTD = apontar arma contra, mirar
 Ex.: Os bandidos visaram o alvo assim que ouviram a sirene.
 » VTD = pôr o visto em
 Ex.: Os integrantes do conselho visaram a ata.
 » VTI, com a preposição a = ter em vista, objetivar, pretender
 Ex.: Esta Corte de Justiça visa sempre ao bem da sociedade.
Na acepção de pretender, apesar de alguns gramáticos admitirem a regência direta, a orientação é manter o empre-
go clássico nos textos oficiais, ou seja, a regência indireta.
Regência nominal
A regência nominal compreende a relação de subordinação entre o nome (substantivo abstra-
to, adjetivo e advérbio) e os termos regidos por esse nome, relação intermediada, em regra, 
por preposição.
A seguir, é apresentada a regência de termos mais comuns.
absolvido de, por afável a, com, para com
acessível a, para, por aflito com, por, para
acesso a, de, para agradável a, de, para
adaptado a alheio a, de
adjudicado a alusão a
admiração a, de, por análogo a, em
104
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
ânsia de, para, por descontente com, de 
ansioso de, para, por desejoso de
apto a, para desobrigado de
assistido de, por domiciliado em
atenção a, com, para (com), sobre dúvida de, em, sobre
atentado a, contra empecilho a, para
atento a, em, para entendido em, por
aversão a, por equivalente a, de, em 
ávido de, por escasso de, em
bacharel em, por essencial a, de, para
benéfico a, para estimulado a, em, por
capacidade de, para estruturação em, sobre
capaz de, para estudioso de, em
certeza de, em, sobre exclusão de
compatível com extensivo a
condenado a, como, por (de) fácil a, em, de 
consignado a fanático de, por 
constituído de, por favorável a, para
contemporâneo a, de fiel a, em, (para) com
contestação a, de, contra fuga de, a, para
contíguo a, com, entre generoso (para) com, em 
contrário a, de gosto de, em, a, para, por 
contravenção a, de grato a, por, para
curioso a, de , para hábil em, para
105
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Regência
habituado a, com, em preferência por, a, de, em, para com
horror a, de, por preferível a
igual a, para, com, de prejudicial a
imbuído de, em prestes a, em, para
impaciência com, por proeminência sobre
impróprio para, a, de propenso a, para
inclusão de... em, entre propício a, para
indeciso em, entre,sobre próprio de, a, para
insensível a, para prosseguimento de, em
junto a, de, com relacionado com, a
liberal (para) com, de, em relativo a
natural de, a, em residente em
necessário a, para, em resistente a, em
nocivo a, para respeito a, entre, para com, por
obediência a, de, para com rigoroso com, em, para com
óbice a satisfeito com, de, em, por
ojeriza a, por, contra segurança de, em
oportunidade de, para, a semelhante a, em
paralelo a, com, entre, de sensível a, para
parco em, de, com sito em, entre
passível de situado em, a, entre
perto de suspeito de, a
Esse quadro não esgota a lista de termos que apresentam relação de subordinação. Assim, para um estudo minucio-
so, é necessário consultar dicionário de regência.
106
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Crase
Crase significa fusão, contração e é indicada graficamente pelo sinal grave (`), aposto sobre a 
letra a.
Crase, portanto, é a contração de:
a
preposição
+ a / as
artigo feminino + substantivo feminino
à / às
+ a / as
inicial dos pronomes relativos a qual / as quais
à qual 
às quais
+ a / as
pronome demonstrativo, sinônimo de aquela e aquelas
à / às
+ a / as
inicial a dos pronomes demonstrativos 
aquele(s), aquela(s) e aquilo
àquele(s) 
àquela(s) 
àquilo
Casos obrigatórios
 » contração da preposição a, exigida por substantivo, adjetivo ou verbo, com o artigo 
feminino a(s)
 Ex.: O advogado, em honra à presença do juiz, levantou-se. 
A oitiva das testemunhas é indispensável à instrução processual. 
O acusado devolveu a mercadoria à vítima.
 » contração da preposição a com o a inicial dos demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo
 Ex.: O pai era contrário àquele casamento. 
A testemunha referiu-se àquela situação na audiência. 
O servidor fez menção àquilo que foi debatido na reunião.
 » contração da preposição a com o demonstrativo a
107
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Crase
 Ex.: O juiz preferiu esta sala à do outro andar.
 » contração da preposição a com o a inicial dos pronomes relativos a qual e as quais
 Ex.: A juíza à qual devo meu aprendizado escreveu recentemente uma obra jurídica.
 » contração da preposição a com os nomes de lugares (topônimos) femininos que são 
precedidos pelo artigo feminino a
 Ex.: O Presidente do Tribunal foi à Europa participar de uma convenção.
Quando o nome de lugar não admitir artigo feminino a, não há crase, como em: Viajarei a Roma.
 » contração da preposição a com nomes de lugares femininos que, ao serem modificados 
por um adjunto adnominal, aceitam o artigo a
 Ex.: Vou à Roma dos Césares.
 » antes da palavra casa quando esta vier acompanhada de adjetivo ou de modificador
 Ex.: Ele retornou à casa de Petrópolis.
Casos facultativos
 » antes dos possessivos adjetivos no singular: minha, tua, sua, nossa, vossa. Se esses 
pronomes estiverem no plural e o a no singular, este constitui somente preposição; 
portanto, não ocorrerá crase 
 Ex.: O acusado afirmou que ele era fiel a(à) sua esposa.
 » antes de nomes próprios femininos, exceto quando o nome se referir a personagens 
históricas ou famosas, uma vez que este não admite artigo
108
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Ex.: Encaminhe-se o comunicado a(à) Cláudia, interessada no processo. 
O orador da turma fez alusão a(à) Clarice Lispector.
 » na locução prepositiva até a, seguida de palavra feminina
 Ex.: A vítima, em fuga, subiu até a(à) torre.
Casos proibidos
 » diante de artigo feminino no singular, seguido de palavra no plural. Se o artigo estiver no 
plural, o acento grave é obrigatório
 Ex.: O delegado não respondeu a nossas perguntas. 
O delegado não respondeu às nossas perguntas.
 » com a palavra casa não especificada, quando significa lar, moradia
 Ex.: O advogado voltou a casa para buscar os processos.
 » com a palavra terra em oposição a bordo
 Ex.: O traficante recebeu voz de prisão assim que o navio chegou a terra.
 » antes de palavra masculina ou de verbo
 Ex.: A punição fica a critério do juiz. 
O advogado começou a defender sua tese, assim que lhe foi concedido o aparte.
 » antes de indefinições, generalizações e indeterminações
 Ex.: Submeteu-se a intervenção cirúrgica; por isso, não compareceu ao interrogatório.
 » antes de pronomes pessoais, demonstrativos (esta e essa), relativos (cuja e quem), 
indefinidos, de tratamento
109
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Crase
 Ex.: Não foi dito isso a ela, que se sentiu humilhada quando lhe foi revelada a acusação.
Somente recorreu a essa alternativa, por não encontrar outra saída razoável. 
O único a quem obedecia era o pai. 
A vítima sujeitava-se a toda sorte de humilhações. 
Comunico a Vossa Excelência que o prazo expirará amanhã.
Os pronomes de tratamento senhora, senhorita, dona e madame admitem o artigo a e, se for o caso, haverá crase.
Ex.: Foi entregue a(à) senhora Lourdes a intimação.
 » no a que liga substantivos iguais, como em face a face, frente a frente, gota a gota
 Ex.: Acusado e vítima ficaram frente a frente.
 » no a que antecede números cardinais
 Ex.: Trabalharei no período de 15 a 20 deste mês.
Não se deve confundir esse caso com o de hora determinada, pois neste ocorre crase. 
Ex.: O Tribunal funciona das 12 às 19 horas. 
Casos particulares
 » nas locuções femininas prepositivas, adverbiais, adjetivas e conjuntivas, não há contração 
da preposição a + artigo a. De fato, nessas locuções não existe artigo, mas tão somente 
preposição. No entanto, o acento grave é empregado por motivo de clareza e por 
questões históricas do idioma, como em: à vista de, à espera de, à bala, às cegas, às 3h, à 
toa, à medida que, à proporção que etc.
Ex.: Sentenciou à (maneira de) Nelson Jobim, ex-ministro do STF.
locução prepositiva
O acusado saiu às pressas quando viu a testemunha chegar.
locução adverbial
110
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
À medida que a audiência ocorria, mais tenso ficava o acusado.
locução conjuntiva
 » nas locuções adverbiais que indicam hora determinada com a seguinte correlação: de... a
 Ex.: A audiência será das oito às onze e meia. 
A audiência será de oito a onze e meia.
Concordância
Concordância verbal
Concordância verbal é o mecanismo sintático por meio do qual o verbo se adapta ao sujeito 
em número e pessoa. Pode-se representar essa relação de subordinação entre o termo regente 
(sujeito) e o termo regido (verbo).
 Sujeito simples representado pelas seguintes expressões:
 Um e outro
 » singular ou plural
 Ex.: Um e outro já desistiu/desistiram do recurso.
 » plural: se houver reciprocidade
 Ex.: Um e outro deram-se as mãos em plenário. 
111
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Concordância
 Um ou outro
 » singular 
 Ex.: Um ou outro assumirá o cargo de Presidente da Corte Suprema. 
 Nem um nem outro
 » singular (verbo e substantivo)
 Ex.: Nem uma nem outra parte respondeu à questão suscitada pelo juiz em audiência.
 Quem
 » verbo concorda com esse pronome e fica, portanto, na 3ª pessoa do singular
Ex.: Fui eu 
Foste tu 
Foi ele 
Fomos nós 
Fostes vós 
Foram eles
quem prolatou a sentença.
Alguns gramáticos admitem a concordância com o antecedente do pronome relativo quem.
 Que
 » verbo concorda com o antecedente do pronome relativo que
 Ex.: Fui eu que prolatei a sentença. 
Foi ele que prolatou a sentença. 
Fomos nós que prolatamos a sentença.
112
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Coletivo
 » singular
 Ex.: Em ato de revolta, a multidão ocupou o plenário da Câmara.
 Um dos (substantivo) que
 » plural (construção mais usual) ou singular
 Ex.: Ele foi um dos (servidores) que mais trabalharam/trabalhou para aprovação do 
projeto.
 Artigo + nome próprio plural
 » singular: quando o artigo estiver no singular ou estiver ausente
 Ex.: O Amazonas corta o Brasil ao Norte.
 » plural: quando o artigo estiver no plural 
 Ex.: Os EUA, apesar da crise financeira, ainda são a maior economia do planeta. 
Os Sertões engrandeceram a literatura brasileira.
Neste caso de obra literária, quando for empregadoo verbo ser, seguido de predicativo no singular, o verbo pode 
ficar no singular.
Ex.: Os Sertões é/são uma das obras-primas da literatura brasileira.
 Alguns, quantos, muitos, quais + de nós ou de vós
 » verbo concorda com nós ou vós ou vai para a 3ª pessoa do plural 
113
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Concordância
 Ex.: Alguns de nós participaremos/participarão da sessão plenária do Tribunal. 
 Algum, qual, cada um, um + de nós ou de vós
 » verbo concorda com o primeiro elemento
 Ex.: Qual de nós participará da sessão plenária do Tribunal?
 A maioria de, a maior parte de, grande número de + nome no plural
 » singular ou plural
 Ex.: A maior parte dos presentes se retirou/se retiraram da sala de audiência.
 Mais de, menos de, cerca de, obra de, perto de + numeral
 » verbo concorda com o numeral 
 Ex.: Mais de um deputado se retirou. 
Mais de dois deputados se retiraram.
 Com a expressão mais de um, se repetida ou com ideia de reciprocidade
 » plural 
 Ex.: Mais de um desembargador, mais de um juiz estavam presentes no julgamento. 
 Mais de um deputado se agrediram em plenário. (reciprocidade)
 Porcentagem
 » verbo concorda com o numeral ou com o substantivo que acompanha o numeral (esta 
concordância é mais usual)
114
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Ex.: 1% dos eleitores não aceitou/não aceitaram a prisão dos envolvidos na fraude. 
30% do conselho votou/votaram a favor. 
 Sujeito composto
 Anteposto ao verbo
Regra geral: sujeitos coordenados na 3ª pessoa, verbo na 3ª pessoa do plural
 Ex.: Autor e réu entraram com recurso no Tribunal de Justiça. 
 Sujeito composto por pessoas gramaticais diferentes
eu + tu + ele
verbo na 1ª pessoa do plural (= nós) eu + tu
eu + ele
tu + ele verbo na 2ª ou na 3ª pessoa do plural (vós ou eles)
 Ex.: Eu, tu e ele estaremos, à tarde, na audiência de julgamento. 
Tu e o outro advogado estareis/estarão, à tarde, na audiência de julgamento.
 Sujeito composto formado de palavras sinônimas
 » singular ou plural 
 Ex.: A justiça e a equidade deve/devem caracterizar a sentença do juiz.
115
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Concordância
 Sujeito composto formado de palavras em gradação ou em enumeração
 » plural ou concorda com o núcleo mais próximo 
 Ex.: Um mês, um ano, uma década, um século de corrupção ainda não causou/causaram 
indignação à maioria dos brasileiros.
 Sujeito composto resumido por tudo, nada, ninguém, nenhum, cada um, todos, alguns
 » verbo concorda com o termo resumitivo
 Ex.: Corrupção, fraudes, roubos, tudo foi analisado pelo juiz relator do processo.
Posposto ao verbo
Regra geral: verbo vai ao plural ou concorda com o núcleo mais próximo
 Ex.: Chegaram/chegou ao Tribunal de Justiça o autor e seu advogado.
 Sujeito composto posposto com ideia de reciprocidade
 » plural
 Ex.: Nesta sentença, deram-se as mãos virtude e equidade. 
 Sujeito composto ligado por: 
 a. Com
 » (= e) – ação verbal atribuída a todos os seus elementos: verbo no plural
 Ex.: O juiz com o assessor elaboraram a ementa dos autos.
 » (= em companhia de) – realça a ação do antecedente: verbo concorda com o núcleo do 
sujeito
116
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Ex.: O juiz, com o assessor, elaborou a ementa dos autos. 
O segmento introduzido por com fica, em geral, entre vírgulas e funciona como adjunto adverbial de companhia.
 b. Nem
 » plural (concordância mais usual)
 Ex.: Nem autor nem réu cumpriram a decisão judicial.
 c. Ou
 » singular: se a ação verbal se referir a apenas um dos elementos, com exclusão dos demais, 
ou se os núcleos forem sinônimos
 Ex.: O Presidente do Tribunal ou o Corregedor será escolhido para o cargo vago. 
O Supremo Tribunal Federal ou a Corte Suprema decidirá o caso.
 » plural: se a ação verbal se referir a todos os elementos do sujeito
 Ex.: O promotor de Justiça ou o advogado podem entrar com a ação. 
 » verbo concorda com o último elemento: se houver retificação
 Ex.: O autor ou autores do crime não deixaram nenhum vestígio.
 Os autores ou autor do crime não deixou nenhum vestígio.
 d. Não só... mas também, tanto... quanto, tanto... como, não só... como também
 » plural (mais usual) ou concorda com o núcleo mais próximo 
 Ex.: Tanto autor como réu participaram/participou da audiência.
117
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Concordância
 e. Como, assim como, bem como
 » singular: se houver ideia de comparação (vírgulas obrigatórias)
 Ex.: O crime, como o vestígio dele, não foi apurado.
As vírgulas são obrigatórias porque a conjunção como conserva o seu valor comparativo.
 » plural: se houver ideia de adição (vírgulas proibidas)
 Ex.: A criação de empresas privadas assim como a participação delas dependem, em 
cada caso, de autorização legislativa.
As vírgulas são proibidas porque os núcleos do sujeito devem ser considerados englobadamente.
 Casos particulares
 Verbo + SE
 » VTD + SE: verbo concorda com o sujeito paciente, que vem posposto ao verbo
 Ex.: Retificaram-se os erros nos autos. (= Os erros nos autos foram retificados).
VTI
+ se verbo fica sempre na 3ª pessoa do singularVL
VI
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Ex.: Trata-se de questões prejudiciais. 
Era-se feliz naquela cidade. 
Vivia-se em pleno processo democrático.
 Verbos impessoais
Verbos impessoais são os que não possuem sujeito; logo, não estão submetidos ao mecanis-
mo da concordância verbal e ficam, em regra, na 3ª pessoa do singular. 
 » verbo haver no sentido de existir, ocorrer, acontecer ou na indicação de tempo: verbo na 
3ª pessoa do singular 
 Ex.: Havia (= fazia) muitos anos que a polícia procurava o assassino. 
Não houve (= ocorreram) incidentes policiais nos locais de votação.
 » verbos ser, estar, fazer, ir na indicação de tempo: verbo no singular 
 Ex.: Faz (= Há) cinco meses que o réu está desaparecido. 
Já é tarde, e o julgamento ainda não terminou. 
Vai (verbo auxiliar) fazer (verbo principal) cinco anos que o réu está desaparecido.
No último exemplo, o verbo impessoal transmite a impessoalidade ao verbo auxiliar.
 Verbos existir, acontecer, faltar, sobrar, restar
 » verbo concorda com o sujeito, que, em regra, vem posposto ao verbo
 Ex.: Existem/faltam/sobram provas suficientes nos autos para condenar o réu. 
Devem existir provas suficientes nos autos para condenar o réu. 
Podem faltar provas suficientes nos autos para condenar o réu. 
Devem sobrar provas suficientes nos autos para condenar o réu.
Nos três últimos exemplos, o verbo auxiliar concorda normalmente com o sujeito posposto.
119
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Concordância
 Verbo ser (verbo de ligação)
 » sujeito representado por tudo, isso, isto, aquilo + ser + substantivo predicativo plural: 
verbo, de preferência, no plural
 Ex.: Isso são/é ações de criminosos.
 » sujeito e predicativo representados por substantivo comum: verbo concorda, de 
preferência, com o termo no plural
 Ex.: A Justiça são/é os juízes que nela atuam.
 » preço, peso, quantidade, valor, medida + é muito, é pouco, é tanto, é mais de, é menos de: 
verbo no singular
 Ex.: Duas horas é pouco para realizar a audiência. 
Trinta dias é tanto tempo!
 » verbo ser com valor temporal: apesar de impessoal, o verbo ser concorda com a expressão 
numérica
 Ex.: Hoje são 15 de janeiro de 2016. 
Hoje é dia 15 de janeiro. 
Já são 12 horas.
 » locução expletiva é que: essa expressão fica, em regra, invariável
O expletivo é que é empregado para realçar um elemento da oração e, quando não houver 
termos entre os elementos da locução, esta não será flexionada. 
 Ex.: A Justiça é que investe na qualificação dos servidores. 
Os tribunais é que alcançam as metas de produtividade.
Quando houver termos entre os elementos da locução, esta será flexionada normalmente.
 Ex.: É a Justiça que investe na qualificação dos servidores.
São os tribunais que alcançam as metas de produtividade.
120
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Concordância nominal
Concordar significa, entre outras acepções,pôr de acordo ou em harmonia. Assim, como os 
termos da oração não têm a mesma hierarquia, é necessário harmonizar as flexões de gênero 
e de número entre o termo regente e o regido.
Com base nesse princípio, a concordância nominal trata da harmonização, em gênero (mas-
culino ou feminino) e em número (singular ou plural), entre o adjetivo – ou palavra com valor 
adjetivo (artigo, numeral, pronome, particípio) – e o substantivo a que se refere. 
Na concordância entre adjetivo e substantivo, deve-se observar:
 » a função sintática que o adjetivo exerce em relação ao(s) substantivo(s) – adjunto 
adnominal ou predicativo
 » o gênero do(s) substantivo(s) – masculino ou feminino
 » a posição do adjetivo – anterior ou posterior ao(s) substantivo(s)
Vale conceituar adjunto adnominal e predicativo para melhor entendimento do princípio da 
concordância nominal.
O adjunto adnominal é constituído por palavras ou locuções de valor adjetivo que se ligam di-
retamente ao substantivo. A própria denominação adjunto adnominal, apresenta, de maneira 
redundante, o conceito junto do nome três vezes, pois ad = junto. 
Ex.: O exímio desembargador tomou posse ontem.
adjunto adnominal
Já o predicativo se liga ao substantivo por intermédio de um verbo (expresso ou elíptico), 
que, se for de ligação, constituirá predicado nominal; se for significativo, constituirá predica-
do verbo-nominal.
verbo de ligação
Ex.: O desembargador foi exímio no julgamento daquele caso.
predicativo
121
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Concordância
São essas as condições que devem ser analisadas para se realizar a concordância do adjetivo 
com o substantivo ou, no caso de mais de um substantivo, com o respectivo conjunto ou com 
o substantivo mais próximo.
 Adjetivo se refere a um substantivo
 » anteposto ou posposto ao substantivo, o adjetivo concorda com o substantivo em gênero 
e número, independentemente de ser adjunto adnominal ou predicativo 
Ex.: A nova Vara da Infância e da Juventude foi criada em 2009.
adjunto adnominal
O julgamento foi cancelado pelo magistrado.
predicativo
 Adjetivo se refere a mais de um substantivo
Ao se fazer a concordância de um adjetivo com mais de um substantivo, é necessário observar 
as orientações a seguir:
 Substantivos Adjetivo
 masculino + masculino masculino plural
 masculino + feminino masculino plural
 feminino + feminino feminino plural
 Adjetivo na função de adjunto adnominal
 » anteposto aos substantivos: concordância atrativa, ou seja, o adjetivo concorda com o 
substantivo mais próximo
 Ex.: A boa visão e tato do réu facilitaram o seu deslocamento pelo túnel escuro.
122
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 » posposto aos substantivos: concordância atrativa – quando o adjetivo concorda com o 
substantivo mais próximo – ou lógica – quando concorda com todos os substantivos
 Ex.: O juiz ouvia o jovem e o primo acusado. 
 
O juiz ouvia o jovem e o primo acusados.
 Adjetivo na função de predicativo
 » anteposto ou posposto aos substantivos: concordância lógica
 Ex.: São culpados autor e coautor do crime. 
 
O autor e o coautor do crime são culpados. 
Se o verbo de ligação estiver no singular e anteposto aos sujeitos, o adjetivo predicativo pode concordar com o 
sujeito mais próximo.
Ex.: É culpado autor e coautor do crime.
 Casos particulares
 Alerta
 » invariável: como advérbio (= atentamente) ou interjeição 
 Ex.: Os juízes, ao realizarem interrogatório, observam alerta (= atentamente) os réus. 
 O comandante do batalhão gritou aos soldados: 
– Alerta!
123
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Concordância
 » variável: quando for substantivo (= aviso) ou adjetivo (= atento)
 Ex.: Vários alertas (= avisos) foram dados ao acusado para que não se pronunciasse 
durante a audiência. 
Os juízes, alertas (= atentos), redigiam suas sentenças no mutirão.
 Dois adjetivos e um substantivo
Quando dois adjetivos se referem a um substantivo, duas situações se configuram:
 » o substantivo vai para o plural, e os adjetivos permanecem no singular
 Ex.: Os Poderes Legislativo e Judiciário. 
As Justiças Federal e Estadual. 
Os Códigos Civil e Penal.
 » o substantivo precedido de artigo e os adjetivos a ele vinculados permanecem no singular 
(no caso, há omissão do substantivo antes do segundo adjetivo, e o artigo, com função 
de pronome demonstrativo, deve ser repetido, pois os adjetivos representam um plural 
decomposto em partes)
 Ex.: O Poder Legislativo e o Judiciário. 
A Justiça Federal e a Estadual. 
O Código Civil e o Penal.
Nesses exemplos, a supressão do artigo antes do segundo adjetivo pode provocar am-
biguidade, formando-se erroneamente um todo semântico, que daria a entender, por 
exemplo, um Código, ao mesmo tempo, Civil e Penal.
Esta regra se aplica também à concordância de numerais com substantivo.
Ex.: As primeira e segunda instâncias estão sujeitas a grau de recurso.
A primeira e a segunda instância estão sujeitas a grau de recurso.
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 Concordância do pronome de tratamento
 » o pronome de tratamento concorda com o gênero da pessoa a que se refere; além disso, os 
pronomes possessivos correspondentes virão, necessariamente, na 3ª pessoa: seu(s), sua(s) 
 Ex.: Senhor diretor, Vossa Senhoria é muito zeloso com suas tarefas.
 Próprio, mesmo, outro, anexo, incluso, apenso e obrigado
 » concordam em gênero e número com o substantivo ou o pronome a que se referem.
 Ex.: Seguem inclusos os documentos solicitados. 
Nós próprios realizaremos a verificação.
 Meio e bastante
 » invariável: quando for advérbio e se referir a verbo, adjetivo ou advérbio
 Ex.: A reunião estava meio atrasada. 
Os servidores estão bastante motivados. 
 » variável: quando for adjetivo e se referir a substantivo; concordando com ele em gênero 
e número
 Ex.: Os servidores chegarão meia hora antes do início da cerimônia. 
A equipe corrigiu bastantes documentos neste mês.
 Tal qual
Há duas análises possíveis:
 » invariável: quando for conjunção comparativa equivalente a como
 Ex.: Os réus falavam tal qual os advogados na audiência de interrogatório.
125
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Coordenação, Subordinação e Correlação
 » variável: quando for adjetivo empregado para estabelecer comparação de igualdade, hipótese 
em que tal concorda com o substantivo antecedente e qual com o substantivo consequente
 Ex.: O desembargador, tal quais seus pares, não concedeu a liminar. 
Os desembargadores, tais qual o presidente, não concederam liminar. 
Coordenação, subordinação e correlação
Para melhor compreender esse tema, convém apresentar uma síntese de coesão e coerência 
textuais, pois estas constituem princípios fundamentais da textualidade.
A coesão se manifesta no nível microtextual e se refere ao modo como os vocábulos se ligam 
em uma sequência textual. Interessa, aqui, trabalhar a coesão sequencial no discurso jurídico, 
a qual é responsável pela progressão do texto, pelo encadeamento das ideias.
A coerência, por sua vez, manifesta-se no nível macrotextual e diz respeito à relação que se 
estabelece entre as partes de um texto, criando, assim, uma unidade semântica.
Para manutenção da referência temática em toda a extensão do texto, é necessário haver 
harmonia de sentido sem que exista algo ilógico ou desconexo; interrelação das partes, de ma-
neira que seja criada unidade de sentido; e progressividade da informação com a consequente 
expansão do texto.
Nessa perspectiva, os conectivos são primordiais como elementos de coesão textual, pois ex-
plicitam as relações sintáticas de coordenação e de subordinação, o que torna o texto mais 
claro e fácil de ser entendido e garante a coerência textual.
Coordenação
Em gramática, refere-se ao processo ou à construção em que unidades linguísticas (palavras, 
locuções, frases, períodos) de função equivalente são ligadas em uma sequência, formando o 
que se entende por paralelismo sintático. Os termos coordenados podem ser justapostos e, 
na escrita, separadospor vírgula (por exemplo: justiça rápida, eficaz) ou ligados por conjunção 
coordenativa (por exemplo: justiça rápida e eficaz).
126
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Convém assinalar que a coordenação torna o texto mais ágil e mais compreensível para o lei-
tor; contudo, o uso exclusivo de coordenação tende a torná-lo telegráfico, segmentado.
Subordinação
Em gramática, consiste em uma relação sintática em que existe dependência ou subordinação 
de uma palavra ou de uma oração a outra palavra da frase ou a outra oração do período. À 
primeira vista, associa-se subordinação a período composto por subordinação. No entanto, 
ela vai muito além dessa relação. Por exemplo, o adjunto adnominal subordina-se ao substan-
tivo; o verbo, ao sujeito; os complementos verbais, ao verbo; as orações subordinadas, à ora-
ção principal. Enfim, em estruturas subordinadas, estabelecem-se relações de dependência 
sintática entre termos e entre orações. Em virtude disso, o ato de ler um período desse tipo 
revela-se dificultoso.
Correlação
Refere-se à construção sintática formada de duas partes relacionadas entre si. 
São exemplos de correlação:
 » aditiva – não só... mas também; tanto... quanto; tanto... como
 » alternativa – ou... ou; seja... seja; quer... quer; ora... ora
 » consecutiva – tal... que; tanto... que; tamanho... que; tão... que
 » comparativa – tanto... quanto; tanto... como; tal... qual; tal... como; mais... que; mais... do que
Observa-se que a correlação é um tipo de conexão sintática de uso relativamente frequente, 
particularmente útil para emprestar mais vigor a um raciocínio. Esse tipo de estrutura sintáti-
ca, muito comum em textos jurídicos, é, portanto, um expediente retórico extremamente útil.
Em síntese, na coordenação, as unidades linguísticas são independentes; na subordinação, são 
dependentes uma da outra; e, na correlação, são interdependentes.
127
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Coordenação, Subordinação e Correlação
Coordenação e paralelismo sintático
A coordenação de termos ou de orações ocorre, em princípio, entre estruturas sintáticas idên-
ticas. A essa simetria dá-se o nome de paralelismo. 
 Ex.: O magistrado concluiu que cabe indenização e que são devidos os juros desde o sinistro.
Relações lógicas entre as orações coordenadas
Aditiva – exprime relação de soma, de adição
Conectivos coordenativos Observações
e, nem, não só... mas também, tanto... como / 
quanto
Evite e nem, exceto quando tiver o valor de nem 
sequer, nem por isso, nem ao menos.
Correto: Passou por nós e nem (ao menos) nos 
cumprimentou.
Adversativa – exprime ideia contrária à da outra oração: oposição, restrição
Conectivos coordenativos Observações
mas, porém, todavia, contudo, no entanto, 
entretanto, não obstante, nada obstante, a 
despeito de, apesar de, sem embargo etc.
Mas só se emprega em início de oração.
As outras conjunções virão ora em sua posição 
lógica, ora deslocadas.
Alternativa – exprime ideia de opção, de escolha, de alternância
Conectivos coordenativos Observações
ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja... seja, 
nem... nem etc.
A conjunção ou pode vir sozinha ou 
correlacionada.
Nem... nem – há controvérsia, pois alguns 
gramáticos classificam-na como aditiva.
128
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Conclusiva – denota conclusão, consequência, inferência da ideia contida na outra oração
Conectivos coordenativos Observações
logo, pois, portanto, por conseguinte, por isso, 
então, assim, consequentemente, dessa forma 
(maneira), desse modo, destarte, dessarte, por 
essa razão, por esse motivo, em vista disso, ora 
pois etc.
Deslocadas ou intercaladas, as conjunções 
conclusivas virão sempre com vírgula(s).
Explicativa – exprime explicação ou justificação da ideia contida na outra oração
Conectivos coordenativos Observações
que, porque, pois, porquanto etc.
Os dois-pontos podem anunciar oração 
explicativa, com a vantagem de eliminar a 
conjunção explicativa.
Para dar mais vigor à coordenação, pode-se empregar uma série correlativa aditiva enfática: não só... mas; não só... 
mas também; não somente... como; não apenas... como também; não só... mas ainda; não só... senão também; não 
só... senão que.
Relações lógicas entre as orações subordinadas
Causal – inicia oração subordinada que exprime relação de causa quanto ao que foi explicitado 
na oração principal
Conectivos subordinativos Observações
porque, que, como, visto que, visto como, já 
que, uma vez que, desde que, dado que, pois, 
pois que, por isso que, porquanto etc.
Uma vez que e desde que, com verbo no 
indicativo.
Posto que tem valor concessivo, e não causal.
Como – somente anteposto à oração principal.
De vez que e eis que não devem ser empregados 
com valor causal.
129
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Coordenação, Subordinação e Correlação
Concessiva – inicia oração subordinada na qual se admite um fato contrário à ação expressa 
na oração principal; porém, incapaz de impedir que a ação se realize
Conectivos subordinativos Observações
embora, ainda que, ainda quando, mesmo que, 
conquanto, posto que, posto, suposto, (se) bem 
que, sem que, nem que, que, apesar de que, por 
mais que, por menos que etc.
Sem que (= embora não).
Posto que não tem valor causal.
Condicional – inicia oração subordinada que contém hipótese ou condição necessária para que se 
cumpra a afirmação da oração principal
Conectivos subordinativos Observações
caso, se, sem que, uma vez que, desde que, dado 
que, contanto que, com a condição que, salvo se, 
exceto se, a menos que, a não ser que etc. 
Uma vez que e desde que com verbo no 
subjuntivo.
Sem que (= se não). 
Uma vez que (= dado que).
Se pode ficar subentendido.
Se caso é pleonasmo. Pode-se usar se acaso, se 
por acaso.
Consecutiva – inicia oração subordinada na qual se indica a consequência do que foi declarado na 
oração principal
Conectivos subordinativos Observações
tal, tão, tamanho, tanto... que, de tal maneira 
que, de tal modo que, de tal forma que, de tal 
sorte que, de maneira que, de modo que, de 
forma que, de sorte que, sem que etc.
Tal, tão, tamanho, tanto podem ficar claros ou 
elípticos na oração principal.
Sem que (= que não).
Conformativa – inicia oração subordinada na qual está expressa ideia de acordo, conforme com a 
asserção da oração principal
Conectivos subordinativos Observações
conforme, consoante, segundo, como etc. 
Quando essas conjunções introduzem 
substantivos, serão analisadas como 
preposições acidentais.
130
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Comparativa – inicia oração subordinada que tem o papel de segundo elemento de uma 
comparação, de um cotejo
Conectivos subordinativos Observações
como, que, mais, menos, maior, menor, melhor 
e pior... que / do que, tal... qual, tanto... quanto / 
como, assim como, bem como, como se etc.
Que nem e feito são construções populares.
Temporal – inicia oração subordinada denotadora de circunstância de tempo
Conectivos subordinativos Observações
quando, antes que, depois que, até que, tanto 
que, agora que, logo que, sempre que, assim 
que, desde que, todas as vezes que, cada vez 
que, apenas, mal, que , enquanto, eis senão 
quando, eis senão que, sem que etc.
Que (= desde que).
Deve-se evitar a locução todas as vezes em que. 
Sem que (= antes, até que).
Proporcional – inicia oração subordinada que se refere a fato ocorrido ou que ocorre 
concomitantemente com o fato da oração principal
Conectivos subordinativos Observações
à proporção que, à medida que, ao passo que, 
enquanto, quanto (ou tanto)... mais (ou menos) etc. 
A locução na proporção em que tem valor 
causal, e não proporcional. 
Enquanto apresenta ideia de tempo e 
proporção simultaneamente.
Final – inicia oração subordinada que exprime a finalidade do que foi afirmado na oração principal
Conectivos subordinativos Observações
para que, a fim de que, porque, que etc. Porque e que (= para que).
131
 CapítuloNo mais das vezes / O mais das vezes / As mais das vezes 188
O mesmo 188
Onde / Aonde / Donde / De onde 189
Onde / Em que / Quando / Pois 189
Penalizar / Apenar 190
Perante o / Perante ao 190
Plural de modéstia / Plural majestático 191
Posto isso, posto isto / Isso posto, isto posto 191
Posto que / Porque 192
Qual seja / Isto é / Ou seja / A saber 192
Qualquer / Nenhum / Algum 193
Quando de 193
Queísmo / Dequeísmo 194
Se + o, a, os, as 194
Se se 195
Sendo que 195
Sequer / Nem sequer / Nem mesmo 196
Tampouco / Tão pouco 196
Ter ou haver de + infinitivo / Ter ou haver que + infinitivo 197
Todo o / Todo / Todos os 197
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios 198
Vista / Vistas dos autos 198
Vítima fatal / Letal / Mortal 199
Bibliografia 201
15 1 Redação Oficial
Aspectos gerais da redação oficial
Requisitos
Para a elaboração da correspondência oficial e dos atos normativos do Tribunal de Justiça do 
Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT, devem-se observar os seguintes requisitos: impes-
soalidade, clareza, precisão, concisão, correção, coerência e coesão.
 Impessoalidade
A redação oficial é elaborada sempre em nome do serviço público e em atendimento ao in-
teresse da sociedade; portanto, é necessário que os assuntos dos expedientes oficiais sejam 
tratados de forma estritamente impessoal.
Com esse objetivo, o redator jamais deve dirigir-se ao destinatário como se este fizesse par-
te do seu círculo de amizades. É imperativo, pois, evitar expressões pessoais ou coloquiais, 
linguagem irônica ou rebuscada, além de adjetivos em excesso ou que exprimam avaliação 
pessoal a respeito do objeto ou da pessoa a que o texto se refere.
 Clareza
Um dos requisitos fundamentais para a compreensão do texto é a clareza, que permite ao 
leitor captar eficaz e rapidamente a mensagem. Para preservar a clareza textual, não devem 
ser utilizadas palavras que denotem, por exemplo, erudição. Neste caso, é preferível o uso de 
palavras em seu sentido mais comum.
Além disso, a ordem direta dos termos nas orações facilita, sobremaneira, a compreensão do 
texto. Recomenda-se evitar inversões e intercalações desnecessárias. 
16
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Deve-se evitar, ainda, a ambiguidade, pois o duplo sentido compromete o texto e torna neces-
sária a releitura até que se identifique o significado correspondente ao contexto.
 Precisão
A precisão é elemento fundamental para tornar o texto mais claro. Nesse sentido, devem-se utili-
zar termos adequados às ideias que se quer expressar, as quais devem vir interligadas de maneira 
exata, sem dar margem a duplas interpretações. Ademais, é bom evitar repetições excessivas.
Entretanto, no caso de atos normativos, a repetição de termos-chave, em especial de termos 
técnicos, é essencial para manter a uniformidade e a clareza do texto. Essa repetição não é 
vista como pobreza vocabular.
 Concisão
A concisão consiste em transmitir o máximo de informações com o mínimo de palavras, sem, 
no entanto, prejudicar a clareza do texto.
Para se obter um texto conciso, devem-se evitar: o emprego de muitas palavras para expres-
sar o que poderia ser dito em poucas (perífrases); o acréscimo de ideias já expressas ou su-
bentendidas; o uso abusivo de adjetivos e advérbios; o acúmulo de sinônimos. (GARCIA, 2006)
 Correção
A correção é essencial a todo texto, sobretudo ao texto oficial. Para se obter correção, é impres-
cindível respeitar o padrão culto da Língua Portuguesa. 
Kaspary (1993, p. 19) preconiza que:
[...] devem evitar-se os solecismos (erros de sintaxe), as deformações (erros na forma 
das palavras), os cruzamentos (troca de palavras e expressões parecidas), os arcaís-
mos (palavras, expressões e construções antiquadas).
A correção deve prezar, ainda, a harmonia das palavras, de modo que, ao serem dispostas na 
frase, não gerem cacófato (palavras inconvenientes resultantes do encontro de sílabas finais de 
um vocábulo com as iniciais de outro), assonância (semelhança ou igualdade de sons na frase ou 
no período) ou eco (repetição sucessiva de finais idênticos de palavras, ou seja, a rima na prosa).
17
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Aspectos Gerais
 Coerência
A coerência consiste em ordenar e interligar as ideias de um texto de maneira clara e lógica, 
de acordo com um plano definido, a fim de se obter unidade de sentido. Plano definido diz 
respeito ao planejamento e à organização do texto, uma vez que as ideias normalmente 
surgem de maneira desordenada. 
Essa organização é obtida por meio da ordenação lógica das ideias, que devem respeitar os 
aspectos: cronológico – fatos anteriores devem ser mencionados antes dos posteriores; es-
pacial – típico de descrições, as quais não podem ser caóticas, permeadas de idas e vindas; e 
lógico – do geral para o particular (raciocínio dedutivo) ou do particular para o geral (raciocínio 
indutivo), de acordo com a intenção de quem escreve. 
 Coesão
A coesão diz respeito ao emprego de recursos gramaticais e estilísticos que favorecem a cons-
trução do texto, conferindo-lhe unidade, harmonia e lógica.
Assim, para elaborar um texto coeso e bem articulado, é importante observar, entre outros 
aspectos, a concordância de gênero e de número, a correlação entre os modos e os tempos 
verbais, as relações de subordinação e de coordenação, a substituição de vocábulos ou ora-
ções por pronomes ou expressões.
O estudo desse requisito pode ser aprofundado no tópico Coordenação, Subordinação e 
Correlação do capítulo 2.
Formas de tratamento
Na correspondência oficial, deve ser conferida atenção redobrada às formas de tratamento 
que o emissor utiliza para se dirigir ao destinatário do texto, pois denotam tom respeitoso 
inerente a esse tipo de comunicação e consideração à hierarquia entre cargos e funções ocu-
pados pelos interlocutores.
18
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Concordância
As formas de tratamento levam o verbo para a 3ª pessoa do discurso, embora designem a 
pessoa com quem se fala, ou seja, a 2ª pessoa.
 Ex.: Vossa Excelência, senhor relator, proferiu seu voto com maestria. 
 
Vossa Senhoria solicitou a compra de novos computadores?
Além disso, essas formas consideram o gênero da pessoa a que se referem, para efeito de 
concordância. 
 Ex.: Vossa Excelência será informado do horário da reunião. (desembargador)
 Vossa Senhoria foi escolhida para representar este Serviço no I Seminário da Justiça Res-
taurativa. (diretora)
 Diferença entre vossa e sua
Emprega-se Vossa Senhoria, Vossa Excelência etc. em relação à pessoa com quem se fala (equiva-
lente a você), a quem é dirigida a correspondência. 
 Ex.: Solicito a Vossa Senhoria que encaminhe os relatórios listados abaixo.
Por sua vez, emprega-se Sua Senhoria, Sua Excelência etc. em relação à pessoa a respeito de 
quem se fala (equivalente a ele). 
 Ex.: Informamos que Sua Excelência, o Desembargador Eustáquio, estará presente à soleni-
dade de inauguração.
 Forma de tratamento senhor
Atualmente, as formas meritíssimo, ilustríssimo, digníssimo, doutor são substituídas por senhor, 
em razão da simplificação e da objetividade da redação oficial.
19
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Aspectos Gerais
 Ex.: Senhor Juiz (Diretor, Desembargador etc.)
Recomenda-se o uso das formas de tratamento por extenso. No entanto, elas podem ser abreviadas, à exceção 
daquelas referentes aos Chefes dos Poderes (o Presidente da República, o do Congresso Nacional e o do Supremo 
Tribunal Federal).
Uso do vocativo
O vocativo, utilizado para que o redator se dirija ao destinatário da correspondência oficial, 
deve vir, preferencialmente, seguido de vírgula, uma vez que a prática administrativa já con-
sagrou esse uso, embora parte dos gramáticos admita outras formas de pontuação: ponto, 
dois-pontos, ponto e vírgula. 
Deve-se observar que, em comunicações oficiais dirigidas aos Chefes de Poder, o vocativo 
empregado é Excelentíssimo(a) Senhor(a), por extenso, seguido do cargo.
 Ex.: Chefe2 | Gramática Essencial: Coordenação, Subordinação e Correlação
Elementos coesivos sequenciais 
Sentido Elementos de coesão
realce
inclusão
adição
além disso, além do mais, além desse fato, ademais, demais, também, 
bem como, assim como, como, vale lembrar, vale acrescentar, outrossim 
(= igualmente), por iguais razões, inclusive, até, até mesmo, é certo, é 
inegável, em outras palavras etc.
negação
oposição
não obstante, não obstante isso, de outro modo, ao contrário disso, 
por outro lado, de outro lado, contudo, porém, todavia, no entanto, 
entretanto, apesar de, a despeito de, sem embargo, de outro ponto de 
vista etc.
concessão
embora, conquanto, ainda que, ainda quando, mesmo que, posto, 
suposto, posto que, (se) bem que, sem que, nem que, apesar de que, por 
mais que, por menos que etc.
afirmação
igualdade
felizmente, infelizmente, ainda bem, obviamente, em verdade, realmente, 
de fato, com efeito, efetivamente, de igual forma, do mesmo modo que, 
da mesma sorte, semelhantemente, bom é, interessante é etc.
exclusão
só, somente, nem, sequer, nem sequer, nem ao menos, não... senão, 
apenas, à exceção de, com exclusão, fora, afora, salvo, tão só, tão 
somente, pelo menos, ao menos etc. 
enumeração
distribuição
continuação
em primeiro (plano, lugar, momento), a princípio (= inicialmente), em 
seguida, depois, depois de, finalmente, em linhas gerais, nesse passo, no 
geral, em geral, aqui, nesse momento, desde logo, de resto, aliás, quanto 
ao mais, quanto ao que ficou por dizer, além do mais, em última análise, 
no caso em discussão, por sua vez, nessa esteira, nesse ou naquele espaço 
de tempo, nesse ínterim, nesse meio-tempo, nessa oportunidade, nessa 
mesma ocasião, por seu turno, no caso presente, antes de tudo etc. 
132
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Sentido Elementos de coesão
explicação 
continuação 
retificação
ênfase
além disso, aliás, de outro modo, de outra forma, a saber, assim, bem, 
com efeito, de fato, efetivamente, como dizer, enfim, então, isto é, ou 
seja, no mais, ou melhor, digo melhor, pensando bem, pois bem, pois 
sim, por assim dizer, por exemplo, realmente, sim, em verdade, ou antes, 
melhor ainda, como se nota, como se viu, como se observa, como vimos, 
daí por que, por isso, pois, a nosso ver, portanto etc.
fecho
conclusão
complementação
dessarte, assim, dessa maneira, dessa forma, desse modo, em suma, 
em remate, em resumo, resumidamente, enfim, afinal, finalmente, por 
conseguinte, portanto, consequentemente, logo, assim, por isso, em 
última análise, em derradeiro, por tais razões, do exposto, pelo exposto, 
em razão disso, em síntese, posto isso etc.
expressões
de
transição
é de verificar-se, não se pode olvidar, não há olvidar-se, como se há 
verificar, como se pode verificar, como se pode notar, é de ser relevado, 
é bem verdade que, não há falar-se, vale ratificar, cumpre ratificar, é 
indubitável, não se pode perder de vista, convém ressaltar, posta assim a 
questão, registre-se ainda, cumpre observar preliminarmente que, como 
se pode depreender, convém notar igualmente que, em virtude dessas 
considerações, após as noções preliminares em breve trecho, cumpre 
examinarmos nesse passo que, consoante noção cediça (= antiga), não 
quer isso dizer que, ao ensejo da conclusão desse item, impende (= é 
preciso, cabe, cumpre) observar que, é sobremodo importante assinalar 
que, o mais das vezes (= as mais das vezes, no mais das vezes), convém 
assinalar, no dizer sempre expressivo de, em consonância com o acatado, 
a nosso pensar, cumpre obtemperar (= argumentar, ponderar), de acordo 
com a lição sempre precisa de, convém ponderar que etc.
prioridade
relevância
em primeiro lugar, primeiramente, principalmente, primordialmente, 
sobretudo etc.
dúvida
hipótese
talvez, provavelmente, possivelmente, quem sabe, é provável, não é 
certo, se é que, acaso, porventura etc.
certeza
ênfase
decerto, por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, 
sem dúvida, inegavelmente, com toda certeza etc.
133
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Coordenação, Subordinação e Correlação
Análise dos elementos coesivos no discurso jurídico
Observe a seguir a análise do trecho de um acórdão, extraído da jurisprudência do TJDFT, com 
base na teoria exposta.
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Razão não assiste ao recorrente, pois (1) emerge dos autos que a não concessão 
de alvará de autorização à impetrante para a colocação de empena publicitária 
na fachada do edifício não se afigura como arbitrária e ilegal, mas (2), ao contrário 
(3), foi emanada com fundamento nos arts. 18 do Decreto-Lei 25/37 e 62 da Lei 
Distrital 2.015/98, na Portaria 314/92 e no Decreto Distrital 10.829/87, que exi-
gem prévia autorização do IPHAN para a instalação de anúncios ou cartazes em 
área de tombamento.
Dessa forma (4), considerando que o IPHAN, além de (5) não autorizar a instalação 
de nenhum engenho publicitário na área tombada de Brasília, solicitou a retirada 
de todos os painéis já instalados e que o Plano Diretor de Publicidade foi encami-
nhado à Câmara Legislativa do Distrito Federal, a Administração de Brasília, assim 
(6), agiu com acerto ao indeferir o pedido da impetrante, ante (7) o normativo 
legal aplicável à espécie.
Dessarte (8), não há direito líquido e certo a amparar a pretensão da impetrante, 
porquanto (9) o fato de em caso outro ter sido autorizada outra empresa a afixar 
um engenho publicitário, tal fato, além de (10) fugir aos limites da presente de-
manda, não implica direito da impetrante a fazer uso de engenhos publicitários, 
sem que (11) haja a devida autorização dos órgãos competentes e ao alvedrio da 
lei. Logo (12), não há que falar em ofensa ao disposto no art. 5º, caput e inciso II, 
da Constituição Federal.
É necessário ressaltar que (13), igualmente (14), o disposto na Lei Distrital 1.918/98 
não afasta a aplicação da legislação antes citada, visto que (15), inclusive (16), em 
seu art. 1º consta que "esta lei institui normas sobre o uso, no âmbito do Distrito 
Federal, de engenhos publicitários para veiculação de publicidade e de propagan-
da visual ao ar livre, sem prejuízo da legislação federal aplicável".
Nesse sentido (17), foi a decisão monocrática, em que constou de forma expressa 
que:
134
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
"O ato da autoridade impetrada há de ser considerado legal, já que atendeu às 
determinações do Decreto-Lei 25/37, principalmente no disposto no citado art. 
18, bem como à ordem emanada do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico 
Nacional."
Como se pode depreender (18), o Juiz a quo agiu com acerto ao denegar a segu-
rança pleiteada.
Posto isso (19), nego provimento ao recurso de apelação.
É como voto.
 Comentários
(1) Pois – operador que introduz justificativa, explicação para a tese do desembargador-
-relator do acórdão;
(2) Mas – elemento coesivo que contrapõe argumento a conclusões contrárias e coloca 
um argumento mais forte em relação ao que foi afirmado anteriormente, de maneira 
que existe oposição de intensidade entre as duas ideias;
(3) Ao contrário – expressão coesiva que estabelece relação lógica de negação, oposi-
ção, e reforça a conjunção adversativa mas que a antecede;
(4) Dessa forma – locução sequencial empregada no texto para concluir, indicar conse-
quência;
(5) Além de – elemento que serve para adicionar e, ao mesmo tempo, introduzir argu-
mento decisivo, como se fosse desnecessário, exatamente para aniquilar o argumen-
to contrário;
(6) Assim – conjunção empregada na continuação do discurso ou na transição do pensa-
mento, que pode ser substituída por portanto, então, desse modo;
(7) Ante – sinônimo de em vista de, diante de, por efeito ou influência de, em consideração 
a, esse elemento é empregado no texto com valor explicativo-causal;
(8) Dessarte – elemento de valor conclusivo e complementar, que pode ser substituído 
porelementos mais modernos, como: logo, portanto, dessa forma, dessa maneira, assim;
135
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Coordenação, Subordinação e Correlação
(9) Porquanto – quanto ao sentido, esse elemento sequencial é usado como conjunção 
explicativo-causal; inicia, portanto, o segmento que, basicamente, denota uma justifi-
cação, explicação para o que foi dito anteriormente;
(10) Além de – conforme já comentado, esse elemento serve para adicionar e, simulta-
neamente, introduzir argumento decisivo, como se fosse desnecessário, exatamente 
para desconstruir argumento contrário;
(11) Sem que – esse elemento indica a exclusão de fato que poderia constituir argumento 
contrário ao que se afirmou anteriormente;
(12) Logo – o relator do acórdão utiliza-se de um indicador de conclusão muito comum em 
textos jurídicos, pois esse elemento tem valor conclusivo e complementar: a sequên-
cia introduzida por ele serve, em regra, para explicitar ou ilustrar o que se afirmou 
anteriormente;
(13) É necessário ressaltar que – expressão de transição empregada para modalizar o 
discurso e indicar ressalva importante;
(14) Igualmente – elemento de ligação que faz a transição de estruturas, estabelecendo 
valor afirmativo e aditivo ao mesmo tempo;
(15) Visto que – locução conjuntiva que introduz justificativa, causa para o que se afirmou 
na oração antecedente;
(16) Inclusive – esse termo serve para estabelecer gradação entre os componentes de 
uma escala, situando o elemento por ele introduzido no topo da escala;
(17) Nesse sentido – expressão empregada para indicar continuação do discurso sem mu-
dança na linha de pensamento;
(18) Como se pode depreender – locução de transição que, além de dar continuidade ao 
discurso, destaca a possibilidade de tirar uma conclusão com base nos argumentos 
expendidos ao longo do texto;
(19) Posto isso – por fim, com essa expressão de adequação e conclusão, o autor do texto 
estabelece ligação entre os argumentos apresentados no acórdão e a decisão de ne-
gar provimento. 
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Emprego do infinitivo 
O emprego da forma nominal do verbo denominada infinitivo representa ponto crítico da sin-
taxe da Língua Portuguesa, uma vez que não há consenso entre os estudiosos quanto às re-
gras propostas, as quais se baseiam mais em razões estilísticas do que gramaticais.
No infinitivo, o verbo apresenta-se em sua forma própria: julgar, convencer, contrapor, assistir.
Classifica-se o infinitivo em impessoal e pessoal. O infinitivo pessoal pode ser flexionado ou 
não flexionado.
Impessoal
O verbo no infinitivo impessoal não tem sujeito, pois não se refere a uma pessoa gramatical. 
Além disso, contém a ideia da ação sem exprimir tempo nem modo. Portanto, não se flexiona.
Ex.: Julgar é um serviço de extrema responsabilidade.
ato de julgar
Pessoal
O infinitivo pessoal possui sujeito próprio e pode ou não flexionar-se.
 Infinitivo pessoal não flexionado
 » quando o infinitivo formar locução verbal
Ex.: Os juízes podem julgar todos os processos neste mês.
sujeito auxiliar principal
Vale mencionar que a locução verbal é o conjunto formado por: verbo auxiliar + verbo princi-
pal. Este segundo elemento da locução apresenta-se na forma nominal (gerúndio, particípio 
ou infinitivo) e ambos os verbos se referem ao mesmo sujeito.
137
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Emprego do Infinitivo
É erro comum os produtores de texto flexionarem os dois verbos que compõem a locução 
verbal. Como o auxiliar flexionado apresenta as informações características do verbo – modo, 
tempo e pessoa –, constitui repetição viciosa flexionar o infinitivo.
 » verbo parecer + infinitivo
O verbo parecer, quando exercer a função de auxiliar em locução verbal cujo verbo principal 
esteja no infinitivo, concordará com o sujeito do verbo principal, e este manterá a forma pes-
soal não flexionada.
Ex.: Eles parecem estar alegres.
sujeito auxiliar principal
É possível, ainda, que o verbo parecer se apresente em seu sentido pleno. Neste caso, não formará locução com o 
verbo da oração com a qual se articula – que se manterá no infinitivo pessoal flexionado –, e esta oração será sujeito 
do verbo parecer.
Ex.: Ordem indireta – Eles parece estarem alegres. (= Parece que eles estão alegres.)
Ordem direta – Eles estarem alegres parece. (sujeito oracional)
 » quando o infinitivo vier acompanhado de verbos causativos (deixar, mandar, fazer) ou 
sensitivos (ver, ouvir, sentir): nesse caso, em regra, o infinitivo não sofre flexão verbal, 
ainda que o sujeito, representado por substantivo ou pronome oblíquo, venha no plural
Ex.: O juiz mandou o delegado soltar todos os processos neste mês.
causativo sujeito infinitivo
O juiz mandou as testemunhas entrar na sala de audiência.
causativo sujeito infinitivo
A testemunha viu- os entrar sorrateiramente na casa.
sensitivo sujeito
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Quando se insere um substantivo no plural entre o verbo causativo ou sensitivo e o infinitivo, é possível flexionar a 
forma infinitiva, pois os sujeitos dos verbos são diferentes.
Ex.: O juiz mandou as testemunhas entrarem na sala de audiência.
Quando o sujeito do infinitivo vier representado por pronome oblíquo, pode ocorrer a flexão, embora mais 
raramente.
Ex.: A testemunha viu-os entrar sorrateiramente na casa.
 » quando o infinitivo for precedido da preposição de, e esta estrutura tiver a função de 
complemento nominal de adjetivo
Ex.: As assinaturas nos cheques antigos estavam impossíveis de ler.
adjetivo complemento nominal
Se o infinitivo for complementado por um objeto direto ou indireto, deve-se retirar a preposição de: impossível de 
fazer; impossível fazer a limpeza.
 » quando o infinitivo tiver valor imperativo 
 Ex.: Quando conduzia os presos, o policial gritava: avançar!
 » quando o infinitivo tiver sentido narrativo ou descritivo (infinitivo de narração)
 Ex.: Faz muitos dias que está preso, e o habeas corpus ainda por julgar.
 » quando estiver precedido da preposição a e for equivalente ao gerúndio em locuções 
formadas com os verbos andar, estar, ficar, viver na função de auxiliares (construção mais 
comum no português europeu)
 Ex.: O desembargador estava a falar sobre aquele processo.
139
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Emprego do Infinitivo
 Infinitivo pessoal flexionado
 » quando apresenta sujeito claramente expresso
 Ex.: O melhor era todos os envolvidos irem à audiência.
 » quando se refere a um sujeito elíptico, que se quer expressar pela desinência verbal
 Ex.: O melhor caminho é fazermos a delação. (sujeito elíptico = nós)
Infinitivo precedido da preposição a
Em algumas situações, o infinitivo aparece ligado a um substantivo por intermédio da prepo-
sição a.
Ex.: Questão a ser resolvida.
oração subordinada adjetiva restritiva reduzida de infinitivo
Essa estrutura, segundo grande parte dos gramáticos normativos, constitui galicismo, ou seja, 
estrutura típica da língua francesa. Por isso, consideram que a utilização da preposição a para 
indicar fim ou destino é errônea, a qual deve ser substituída pelas preposições que trazem 
esse sentido – para, por.
Assim, sugerem esses gramáticos que, nessa estrutura, a preposição a seja substituída pelas 
preposições por ou para ou pela forma desenvolvida da oração subordinada adjetiva.
 Ex.: Questão por resolver. 
Questão para resolver. 
Questão para ser resolvida.
Questão que será resolvida.
oração subordinada adjetiva restritiva desenvolvida
O infinitivo pode aparecer em locuções verbais em que o verbo auxiliar se ligue ao principal pela preposição a: 
Ex.: Vim a saber do ocorrido anos depois.
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Emprego do gerúndio
O uso do gerúndio tornou-se, na Língua Portuguesa, questão delicada, que se evidenciou com 
o denominado gerundismo. Diante de discordâncias gramaticais e linguísticas em relação às 
construções gerundiais, torna-se relevante esclarecer o que se deve ou não empregar na pro-
dução de textos,em especial na redação oficial.
O gerúndio pode apresentar-se nas formas simples ou composta; esta última pode apresentar-
-se com os verbos auxiliares estar, andar, ir e vir + gerúndio.
 Ex.: Encontrei o magistrado proferindo sentença. (forma simples) 
Os licitantes estão participando do certame. (forma composta)
O gerúndio expressa qualificação dinâmica atribuída a substantivo, indicando ação progressi-
va, em curso, ou expressa simultaneidade de ação com outro verbo. A principal característica 
do gerúndio consiste, pois, nesse aspecto dinâmico. 
 Ex.: Utilizou os cheques para compras no comércio, identificando-se com nome falso. 
(expressa simultaneidade)
Assim, não é recomendável o emprego do gerúndio quando não houver ideia de simultaneida-
de ou progressividade, como nos exemplos:
 Encaminho a Vossa Excelência documento contendo dados e informações sobre os fatos 
relatados na reunião. (evite) 
 
A existência de coisa julgada envolvendo a matéria em análise impõe a extinção do feito. 
(evite)
Nesses casos, é preferível reescrevê-los da seguinte forma:
 Encaminho a Vossa Excelência documento com/que contém dados e informações sobre 
os fatos relatados na reunião. (prefira) 
 
A existência de coisa julgada sobre/que versa sobre a matéria em análise impõe a extin-
ção do feito. (prefira)
141
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Emprego do Gerúndio
Embora haja tendência, no Português moderno, em se aplicar o gerúndio para atividade permanente, esse uso não 
é recomendável para a redação oficial.
 Nas orações subordinadas adjetivas reduzidas de gerúndio 
 Ex.: Emerge inconteste o vício material contido na norma, autorizando de imediato a desafe-
tação da área. 
Emerge inconteste o vício material contido na norma, que autoriza de imediato a desa-
fetação da área.
Denomina-se reduzida por omitir o pronome relativo, característica da oração subordinada adjetiva desenvolvida.
 Nas orações subordinadas adverbiais reduzidas de gerúndio 
 Ex.: Passando pelo mesmo caminho, a vítima foi atacada pelos réus. 
oração subordinada adverbial temporal reduzida de gerúndio
 Quando / Uma vez que passava pelo mesmo caminho, a vítima foi atacada pelos réus.
oração subordinada adverbial temporal ou causal desenvolvida
 Considerando o cumprimento da cláusula nos primeiros meses, torna-se evidente a má-
-fé da contratada. 
oração subordinada adverbial condicional reduzida de gerúndio
 Caso se considere o cumprimento da cláusula nos primeiros meses, torna-se evidente a 
má-fé da contratada. 
oração subordinada adverbial condicional desenvolvida
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 Mesmo alienando o veículo a terceiro, o recorrente responde pelas obrigações anterio-
res ao negócio jurídico. 
oração subordinada adverbial concessiva reduzida de gerúndio
 Mesmo que tenha alienado o veículo a terceiro, o recorrente responde pelas obrigações 
anteriores ao negócio jurídico. 
oração subordinada adverbial concessiva desenvolvida
 Não alcançando o número de matrículas suficientes para formar a turma, foi cancelado 
o curso. 
oração subordinada adverbial causal reduzida de gerúndio
 Visto que não se alcançou o número de matrículas suficientes para formar a turma, foi 
cancelado o curso. 
oração subordinada adverbial causal desenvolvida
 Nas construções equivalentes à oração coordenada aditiva 
 Ex.: Utilizou os cheques para compras no comércio, identificando-se com nome falso.
O emprego do gerúndio está correto, pois o ato de utilizar os cheques e o de identificar-se com nome falso são 
simultâneos. Nesse emprego, o gerúndio ocorre, na maioria das vezes, posposto à oração principal.
 Na combinação da preposição em + gerúndio
 Ex.: Em se tratando de direitos individuais homogêneos, é possível tanto a ação coletiva 
quanto a individual. 
Em se lhe dando provimento, far-se-á justiça à parte. 
143
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Emprego do Gerúndio
 Nas construções afetivas
 Ex.: Decidindo, decidindo, o magistrado realiza o direito. 
Nessa construção, a repetição acentua a ideia de progressividade do gerúndio.
Emprego inadequado do gerúndio – gerundismo
Ultimamente, comenta-se muito sobre gerundismo, como aplicação inadequada do gerúndio, 
resultante de construções como as exemplificadas a seguir.
 Ex.: Nós vamos estar enviando a declaração amanhã. (errado) 
Nós enviaremos a declaração amanhã. (certo)
Trata-se da construção viciosa ir + estar + gerúndio. Nesses exemplos, o aspecto de progressividade ou de duração 
do gerúndio não se verifica na oração, pois o ato de enviar é instantâneo.
Se a ação for realmente duradoura, não há impedimento à utilização da referida combinação. 
 Ex.: O servidor vai estar redigindo ofícios toda a tarde.
Verifica-se que o servidor passará a tarde realizando a ação de redigir ofícios. Logo, o emprego está adequado. 
Assim, a combinação ir + estar + gerúndio não constituirá erro se for bem empregada. 
Deve-se evitar, ainda, o encadeamento de gerúndios, em um mesmo período, porque torna o 
texto cansativo, como no exemplo:
 Não cumprindo o autor a determinação judicial, fornecendo os documentos que devem 
acompanhar a petição inicial, apresentando a petição requerendo o sobrestamento do 
feito, o juiz deve indeferir a peça exordial. (evite) 
 
Se o autor não forneceu os documentos que devem acompanhar a petição inicial, em 
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
cumprimento à determinação judicial, o magistrado deve indeferir a peça exordial que 
requereu o sobrestamento do feito. (prefira)
Nem sempre é fácil empregar o gerúndio e, se mal empregado, pode gerar ambiguidades que 
conduzem a erros de compreensão. O gerúndio, porém, pode tornar-se ferramenta relevante 
para se redigir com clareza e correção, desde que utilizado com precisão e acuidade.
Emprego dos pronomes demonstrativos
O estudo dos pronomes demonstrativos leva em consideração os planos espacial, temporal e 
contextual.
Plano espacial
Este e flexões – aqui: próximo da 1ª pessoa.
 Ex.: Este departamento foi redimensionado.
Esse e flexões – aí: próximo da 2ª pessoa.
 Ex.: Esse teu livro é ruim.
Aquele e flexões – lá: distante da 1ª e da 2ª pessoa.
 Ex.: Aquele carro está à venda.
Plano temporal
Este e flexões – tempo presente ou passado recente.
145
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Emprego dos Pronomes Demonstrativos
 Ex.: Neste ano, o Tribunal implementou várias ações.
Esse e flexões – passado ou futuro próximos.
 Ex.: Esses dias ela partiu. 
Por esses meses viajarão.
Aquele e flexões – passado ou futuro remotos.
 Ex.: Àquela época, o país já não investia em educação.
Plano contextual
Este e flexões – refere-se ao que vai ser citado, ou seja, é catafórico.
 Ex.: Isto te digo: eu te amo.
Esse e flexões – refere-se ao que já foi citado, ou seja, é anafórico.
 Ex.: Eu te amo, era isso que tinha a dizer.
Aquele e flexões – refere-se ao que foi citado antes, mas não imediatamente.
 Ex.: Fernando e Gabriela saíram. Esta foi ao cinema; aquele, ao teatro.
Observações:
(1) Ainda que gramáticos considerem adequado o uso do demonstrativo este como anafórico para reto-
mar ideia anteriormente mencionada, recomenda-se que esse pronome seja utilizado apenas para 
retomar termo imediatamente anterior.
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
(2) O pronome esse (e variações) aplica-se a pessoa ou a algo não diretamente ligado ou próximo ao 
emissor ou ao receptor, mas que o emissor pressupõe ser do conhecimento do receptor.
 Ex.: Esses servidores do Tribunal sabem o que querem. 
(3) A capacidade de mostrar, no espaço ou no tempo, um objeto sem nomeá-lo, a chamada função 
dêitica (própria para demonstrar, demonstrativa), é a que caracteriza fundamentalmente esta classe 
de pronomes. 
 Ex.: No interrogatório, a testemunha que morava às margens da rodovia em que ocorrera o acidente 
declarou o seguinte: “Hoje já passaram por aqui milhares de caminhões e automóveis, mas eu e 
minha família já estamos habituados com esses acidentes; os garotosaté brincam, jogando pedra 
nos pneus dos carros.” 
Há, nesse texto, um conjunto de palavras – hoje, aqui, eu e esses – cujo significado depende da 
enunciação, ou seja, da situação em que o texto foi produzido.
Essas palavras, por si sós, não retomam elemento algum no texto. De fato, a referência é extratex-
tual, ou seja, foram empregadas com valor dêitico. Dessa forma, é necessário conhecer a situação 
comunicativa, para que seu sentido seja identificado no texto. 
No texto, hoje tem como referente o dia em que houve o interrogatório e, portanto, é informação ex-
tratextual; aqui tem como referente o bairro, a cidade, o estado, o país em que mora a testemunha; eu 
se refere à testemunha, sem identificação nesse texto. Exige, pois, conhecimento extratextual; esses 
não se refere a nenhum elemento no texto, pois seu referente é extratextual e, portanto, dêitico. 
(4) O pronome aquele (e variações) refere-se à pessoa ou coisa genericamente mencionada.
 Ex.: Justiça verdadeira é sempre aquela que vem a tempo.
(5) Em certas expressões, a prática fixou determinada forma para o pronome demonstrativo, nem 
sempre de acordo com o seu sentido básico. É o caso das locuções: além disso, isto é, isto de, por 
isso, nem por isso etc. 
147
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Homônimos e Parônimos
Homônimos e parônimos
Homônimos são vocábulos que possuem a mesma grafia ou a mesma pronúncia, porém dife-
rem no sentido.
Parônimos referem-se a cada um dos dois ou mais vocábulos que são quase homônimos, dife-
renciando-se ligeiramente na grafia e na pronúncia. 
 Alguns pares de homônimos e de parônimos comuns na área jurídica
 Acessório que se junta ao principal; suplementar; secundário, dispensável
 Assessório relativo a assessor
 Acidente acontecimento casual; ocorrência; qualquer acontecimento desagra-
dável que envolva dano, perda, sofrimento ou morte
 Incidente fato suscitado no desenrolar do processo que a ele fica vinculado 
como questão acessória, dependente de decisão judicial; que incide, 
que sobrevém; que tem caráter acessório; acontecimento imprevisí-
vel que modifica o desenrolar normal de uma ação
 Aferir cotejar (pesos, medidas etc.) com os respectivos padrões; examinar a 
exatidão dos instrumentos que servem para pesar, medir etc.; afinar
 Auferir ter como resultado; conseguir
 Amoral moralmente neutro (nem moral, nem imoral); que não leva em consi-
deração preceitos morais
 Imoral contrário à moral, às regras de conduta vigentes em dada época ou 
sociedade, ou ainda àquelas regras que um indivíduo estabelece para 
si próprio; indecoroso
 Atuado particípio do verbo atuar; exercer atividade, agir 
 Autuado particípio de autuar, que significa lavrar auto contra alguém; reunir 
em forma de processo; processar 
 Caçar perseguir (animais silvestres) para aprisionar e/ou matar; ir ao encalço de
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 Cassar anular, revogar (direitos políticos, mandatos, licenças etc.); privar de, 
apreender, recolher (documentos, publicações etc.)
 Comprido extenso ou longo (em relação ao espaço ou ao tempo); alto
 Cumprido particípio passado do verbo cumprir; submetido a (determinação ou 
condição)
 Comprimento extensão de algo considerado de uma extremidade à outra; extensão 
temporal; duração
 Cumprimento ato ou efeito de cumprir; execução de algo; gesto ou palavra (oral ou 
escrita) que denota delicadeza, cortesia, atenção para com outrem ou 
ainda agradecimento; louvor, elogio
 Conje(c)tura ato ou efeito de inferir ou deduzir que algo é provável, com base em 
presunções, evidências incompletas, pressentimentos; hipótese
 Conjuntura combinação ou concorrência de acontecimentos ou eventos num 
dado momento; circunstância, situação
 Concelho jurisdição administrativa, município 
 Conselho opinião, parecer, corpo coletivo superior, tribunal 
 Concerto ato ou efeito de concertar; acordo entre pessoas ou entidades em vis-
ta de um objetivo; reunião; arrumação; ordem; simetria
 Conserto restauração ou recomposição de coisa rasgada, descolada, partida, 
deteriorada
 Deferimento ato ou efeito de deferir, de atender ao que foi solicitado; despacho 
favorável; anuência; concessão
 Diferimento ato ou efeito de diferir; adiamento, demora
 Defeso que não é permitido; interditado, proibido
 Defesso que se fatigou, cansado
 Deferir juridicamente significa dar despacho favorável a (o que se reivindica); 
atender (a)o que é solicitado; condescender; conceder (algo) a; outorgar
 Diferir transferir para outra data; adiar; fazer durar; demorar; distinguir-se
149
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Homônimos e Parônimos
 Degradado que sofreu degradação; destituído de graus, títulos, funções etc.; re-
baixado em sua condição moral; corrompido, degenerado
 Degredado que ou o que foi condenado à pena de degredo, desterro; exilado
 Delatar denunciar a responsabilidade de alguém ou de si mesmo por crime; 
revelar (delito ou fato relacionado a um delito)
 Dilatar adiar, diferir, retardar; aumentar, expandir(-se), estender(-se)
 Descrição em um processo, a enumeração circunstanciada, detalhada dos carac-
teres de algo; ato ou efeito de descrever; reprodução, traçado, delimi-
tação; representação oral ou escrita de; exposição
 Discrição capacidade de distinguir o certo do errado; discernimento; qualidade 
de discreto
 Descriminar inocentar, absolver 
 Descriminalizar isentar de culpa; tornar evidente a ausência de crime ou contraven-
ção; absolver, descriminar, impronunciar
 Discriminar distinguir, diferenciar, separar 
 Despensa divisão da casa, armário ou construção separada em que ficam os 
mantimentos
 Dispensa rescisão de contrato de trabalho de empregado por parte de empre-
gador; permissão para não executar dever; cancelamento de obriga-
ção, concedido pela lei ou por autoridade; demissão
 Destratar descompor oralmente, insultar 
 Distratar desfazer (trato, acordo, contrato etc.); anular, rescindir
 Elidir fazer desaparecer completamente; suprimir
 Ilidir destruir refutando, rebatendo, sobretudo em terminologia forense
 Emanente que emana (emanar: vir de, ter origem em)
 Imanente que está inseparavelmente contido na natureza de um ser ou de um 
objeto; inerente
 Eminente muito acima do que está em volta; proeminente, alto, elevado
150
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 Iminente que ameaça se concretizar, que está a ponto de acontecer; próximo
 Emitir expedir, emanar, enunciar, lançar fora de si 
 Imitir fazer entrar, investir 
 Emissão ato de emitir ou lançar de si; colocar em circulação
 Imissão ato ou efeito de imitir(-se), de fazer entrar
 Imisção ato de intrometer-se; interferência, intromissão, mistura
 Empoçar formar poça 
 Empossar dar posse a alguém ou tomar posse; assenhorar-se
 Entender perceber ou reter pela inteligência; compreender, captar a intenção 
de; perceber a razão de, ter conhecimentos – teóricos ou práticos – ou 
ciência de
 Intender efetuar a administração de; dirigir, superintender
 Esperto que percebe tudo; atento, vigilante; inteligente, perspicaz; que age 
com rapidez e eficiência; ardiloso, malicioso, sagaz 
 Experto que ou quem conta com experiência própria; especialista em determi-
nado assunto
 Espremido particípio de espremer; que se espremeu
 Exprimido particípio regular de exprimir (também expresso); manifestar-se por 
palavras, gestos, atitudes etc.
 Estância lugar onde se está ou permanece, morada, paragem, fazenda
 Instância o território no qual uma autoridade exerce o poder judiciário; jurisdi-
ção, foro; cada um dos juízos hierarquicamente organizados que su-
cessivamente conhecem de causa e proferem decisão
 Flagrante visto ou registrado no próprio momento da realização (flagrante deli-
to); que não pode ser contestado; incontestável; cheio de entusiasmo 
 Fragrante que exala bom odor; aromático, cheiroso, perfumado
 Fluir correr com certa abundância ou em fio (líquido); manar; ter origem, 
provir, derivar, emanar
151
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Homônimos e Parônimos
 Fruirgozar, utilizar (vantagens, benefícios etc.), desfrutar (as vantagens ou 
das vantagens de determinado bem); usufruir prazerosamente (algo 
ou de algo)
 Graça em direito penal, é o ato do chefe de uma nação pelo qual a pena de 
determinado preso é extinta ou comutada; perdão; favor que se dis-
pensa ou recebe; dádiva
 Grassa multiplicar-se por reprodução, desenvolver-se, alastrar-se, propagar- 
 (3ª pessoa do verbo grassar) -se progressivamente, difundir-se 
 Inapto a quem falta aptidão; incapaz, inábil
 Inepto que não produz efeitos jurídicos por não atender às exigências legais 
(diz-se de petição inicial, denúncia ou queixa)
 Incerto relativo à incerteza, duvidoso, impreciso, ambíguo 
 Inserto que se inseriu; introduzido
 Incipiente que inicia; inexperiente 
 Insipiente não sapiente; ignorante; tolo; imprudente
 Indefeso sem advogado que o defenda; privado de defesa; desprotegido, fraco, 
inerme
 Indefesso que não se cansa; infatigável; incessante
 Inflação aumento de volume; inchação, intumescimento
 Infração violação de norma de direito penal; ato de praticar qualquer ilícito pe-
nal; ato ou efeito de infringir; transgressão das regras de um jogo; falta
 Infligir impor, aplicar (pena, castigo, repreensão etc.); cominar (multas); cau-
sar (algo desagradável) a; obrigar a suportar (algo lesivo, penoso ou 
doloroso)
 Infringir desobedecer a; violar, transgredir, desrespeitar
 Inquerir apertar com inquerideira (a carga levada pelos animais); apertar (a 
carga ou as cangalhas) com corda
152
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 Inquirir interrogar judicialmente; fazer perguntas; procurar ou tomar informa-
ções sobre (algo); investigar
 Intenção aquilo que se pretende fazer; propósito; aquilo que se procura alcançar
 Intensão ato de intensar; força, veemência, energia; aumento de tensão
 Mandado ordem escrita que emana de autoridade judicial ou administrativa; 
prescrição de origem superior; determinação
 Mandato no direito público, delegação conferida às pessoas, para que repre-
sentem o povo nas instituições; concessão de poderes para desempe-
nho de representação; delegação
 Normalizar fazer voltar ou voltar ao estado normal, à ordem; regularizar(-se); es-
tabelecer normas para; normatizar, padronizar, uniformizar
 Normatizar criar normas para; normalizar
 Poceiro cesto de vime; pequeno poço; cavador de poços ou poças
 Posseiro que ou aquele que tem a posse legal de (algo); indivíduo que ocupa 
terra devoluta ou abandonada e passa a cultivá-la; quinhoeiro
 Pleito questão judicial; litígio, demanda
 Preito manifestação de veneração, de respeito etc.; homenagem; assunto, pacto
 Precedente que precede; ocorrido previamente; anterior
 Procedente que procede, que tem fundamento, que é justo, que se justifica; que 
provém, origina-se de (algum lugar); que observa uma sequência lógi-
ca; racional
 Preeminente superior; que apresenta inexcedível perfeição material, moral ou inte-
lectual; sublime
 Proeminente que se eleva acima do que o rodeia; que avança em ponta; saliente
 Prenunciar prever o que ainda não aconteceu; predizer, profetizar; preceder 
 Pronunciar juridicamente, significa fazer pronúncia contra; expressar oralmente; 
proferir; articular
 Preferir escolher pessoa ou coisa entre outras; decidir-se por; gostar mais de 
uma coisa do que de outra
153
 Capítulo 2 | Gramática Essencial: Homônimos e Parônimos
 Preterir ir além de; superar, ultrapassar; deixar de lado; rejeitar, menosprezar
 Proferir dizer oralmente; pronunciar; dizer em voz alta ou fazer publicar; de-
cretar
 Prepor pôr adiante ou antes; antepor; anunciar ou dar previamente; nomear 
alguém para assumir (cargo de chefia)
 Propor oferecer como opção; apresentar, sugerir
 Prescrever em direito, significa ficar sem efeito por ter decorrido certo prazo le-
gal; caducar; ordenar antecipada e explicitamente; dar ordem ou de-
terminação para que se faça (algo); estabelecer; normatizar
 Proscrever decretar o banimento de; banir, exilar, degredar, deportar
 Previdência qualidade do que é previdente; previsão do futuro; conjectura; facul-
dade de ver antecipadamente; antevidência, presciência
 Providência presciência do futuro para acautelar-se com relação a ele; prudência, 
previdência; disposição prévia dos meios necessários para a consecu-
ção de um fim; ação concreta para a consecução de (algo); decisão, 
encaminhamento
 Ratificar reconhecer a validade de compromisso assumido por pessoa não ha-
bilitada; confirmar 
 Retificar tornar exato (algo); corrigir; emendar
 Remição ato ou efeito de remir(-se); liberação de pena, de ofensa, de dívida; 
perdão, quitação, resgate
 Remissão ação de remitir, de perdoar; sentimento de misericórdia, de indulgên-
cia; compaixão. Ato ou efeito de remeter, reenvio 
 Se(c)ção parte, divisão, departamento, ato de seccionar
 Sessão espaço de tempo durante o qual se realiza reunião de um corpo deli-
berativo, consultivo, jurídico etc. 
 Cessão ato de ceder, transferência de posse ou direito; desistência, renúncia; 
concessão de vantagem ou procedência a; outorga
 Sobrescritar endereçar, sobrescrever
 Subscritar subscrever, assinar embaixo de
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 Tachar pôr censura ou crítica em; desaprovar; pôr tacha em (alguém, algo ou 
em si próprio de más qualidades), apontar-lhe defeitos; acoimar(-se)
 Taxar cobrar tributo, imposto sobre; fixar o preço, o valor; impor limites a; 
regular, moderar; qualificar(-se), julgar(-se) positiva ou negativamente
 Tráfego ato ou efeito de trafegar; trabalho intenso; afã, lida; fluxo de mer-
cadorias transportadas por via aérea, férrea, aquática ou estrada de 
rodagem
 Tráfico trato mercantil, negócio, comércio; tráfego; negócio clandestino, ilíci-
to, ilegal 
 Vultoso que faz grande volume; avultado, volumoso; considerável; de grande 
importância
 Vultuoso acometido de vultuosidade (estado do rosto quando as faces e os lá-
bios estão vermelhos e inchados, e os olhos salientes)
 Usuário quem desfruta do direito de usar alguma coisa
 Usurário que empresta com usura, agiota
155 3 Dúvidas Recorrentes
À custa de / Às custas de 
A locução prepositiva à custa de, de largo uso na linguagem jurídica, na acepção de à força 
de, a poder de, com o emprego de, a preço de, com sacrifício de, a expensas de, é normalmente 
grafada no singular.
Embora alguns gramáticos considerem a expressão às custas de correta, a forma tradicional-
mente empregada é à custa de, no singular.
Além desse emprego, existe também o substantivo custas – com o sentido de despesas judi-
ciais de processo –, que não deve ser confundido com a expressão às custas de. O substantivo 
custas é corretamente utilizado no contexto jurídico. 
 Ex.: 7	O advogado ganhou a causa às custas de muito trabalho e dedicação. (evite) 
 3 O advogado ganhou a causa à custa de muito trabalho e dedicação. 
 
 3 Na sentença condenatória, as partes foram condenadas a pagar as custas do processo.
A domicílio / Em domicílio
A domicílio é expressão que complementa verbos que pedem a preposição a e, portanto, de 
compreensão dinâmica; por outro lado, em domicílio é expressão que complementa verbos ou 
nomes que exigem a preposição em e, portanto, de compreensão estática. 
 Ex.: 7	As cláusulas de aviso ou de entrega a domicílio devem constar do contrato. 
 3 As cláusulas de aviso ou de entrega em domicílio devem constar do contrato. 
 
156
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 7	A polícia levou em domicílio todos os pertences da vítima. 
 3 A polícia levou a domicílio todos os pertences da vítima.
A expensas de / às expensas de / A expensa de
A locução prepositiva a expensas de – ou às expensas de – é sinônima de à custa de. Essa expres-
são é formada pela preposição a mais o substantivo expensas, que, nesse caso, só pode ser em-
pregado no plural. Logo, a expressão a expensa de é incorreta.
 Ex.: 3	Se houver discordância no valor da obra, será este arbitrado por perito, a expensas 
 de ambas as partes. 
 3	Se houver discordância novalor da obra, será este arbitrado por perito, às expensas 
 de ambas as partes. 
 7	Se houver discordância no valor da obra, será este arbitrado por perito, a expensa 
 de ambas as partes. 
à folha / às folhas
O emprego da locução a folhas (fls.), a folha (fl.) é comum na linguagem do foro.
Vale ressaltar que o emprego da preposição que acompanha o substantivo folha está vincu-
lado à regência do verbo ou do nome a que se refere. Assim, quando o verbo for regido pela 
preposição a, haverá quatro possibilidades: a folha, à folha, a folhas, às folhas. 
 Ex.: 3	O serventuário referiu-se a (à) folha vinte e cinco do documento. 
 3	O serventuário referiu-se a (às) folhas vinte e cinco do documento. 
 
 7	Conforme consta à fls. 24, a parte autora não foi intimada para a audiência. 
É possível, ainda, o emprego dessa locução com verbos regidos pelas preposições em ou de.
 Ex.: 3	Conforme consta da fl. 24 (ou na fl. 24), a parte autora não foi intimada para a audiência.
157
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
O verbo constar, na acepção de estar registrado, estar escrito, exige a preposição de ou em. 
Logo, o correto é consta da folha ou na folha, e não à folha. 
A par de / Ao par
As expressões a par de e ao par, apesar de semelhantes, não são sinônimas. Trata-se de duas 
locuções com significados distintos.
A par de é locução prepositiva que denota tomar conhecimento de algo, inteirar-se a respeito de 
determinado fato, estar ciente; ao mesmo tempo, simultaneamente, igual em quantidade; enquan-
to ao par é locução adjetiva empregada para indicar equivalência de valor entre moedas.
 Ex.: 7	As unidades administrativas do Tribunal estão ao par das alterações ortográficas. 
 3	As unidades administrativas do Tribunal estão a par das alterações ortográficas. 
 
 3	As moedas fortes mantêm o câmbio praticamente ao par. 
A partir de
A partir de, sempre sem acento grave, é locução prepositiva e se refere à marcação do ponto 
ou do limite inicial (data, item etc.).
Por essa razão, quando a locução a partir de significar com base em, deve-se preferir esta últi-
ma expressão ou outras equivalentes, como: considerando, baseando-se em, fundando-se em, 
valendo-se de, tomando(-se) por base etc.
 Ex.: 3	A revisão do Regimento Interno começou a partir do quarto capítulo. 
 
 7	A partir dos dados apresentados, o servidor elaborou o relatório. 
 3	Com base nos dados apresentados, o servidor elaborou o relatório. 
 
 3	A valorização do servidor público federal ocorreu a partir da Constituição de 1988.
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
A prejudicial
Prejudicial é adjetivo de dois gêneros e significa nocivo, lesivo. Entretanto, na linguagem jurí-
dica, esse termo é empregado em outra acepção, visto que é originário do verbo latino prae-
judicare, que significa julgar antecipadamente, prejulgar.
Desse modo, em Direito, a matéria prejudicial é aquela que deve ser julgada antecipadamen-
te, ou seja, antes da questão principal, caso em que se diz: a prejudicial.
 Ex.: 3	Em face da ocorrência de prescrição, acolho a prejudicial e extingo o processo com 
 julgamento de mérito.
A presidenta / A presidente
Presidenta é substantivo feminino registrado tanto no Vocabulário Ortográfico da Língua Por-
tuguesa – VOLP quanto nos dicionários. Vale mencionar que os vocábulos terminados em -nte 
podem ser empregados como comuns de dois gêneros, ou seja, também se pode usar o presi-
dente ou a presidente.
 Ex.: 3	A presidenta da Corte de Justiça estadual admitiu o processamento do recurso. 
 3	A presidente da Corte de Justiça estadual admitiu o processamento do recurso. 
A pretexto de / Com o pretexto de / Sob o pretexto de
Embora essas expressões sejam bastante utilizadas, os dicionários só registram a locução a 
pretexto de, que tem o sentido de com o fim ou razão aparente de, com o objetivo aparente de, 
com a desculpa de, à conta de. Por essa razão, recomenda-se empregar tão somente a genuína 
locução a pretexto de.
 Ex.: 3	O réu não pode falsear a própria identidade a pretexto de autodefesa, sob pena 
 de cometer crime. 
159
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
 7	O réu não pode falsear a própria identidade sob (com) o pretexto de autodefesa, 
 sob pena de cometer crime. 
A princípio / Em princípio / Por princípio
As expressões a princípio, em princípio e por princípio são semanticamente diferentes. 
A princípio – na fase inicial, inicialmente, no princípio
Em princípio – em tese, antes de qualquer consideração, de forma geral
Por princípio – por convicção
 Ex.: 3	A princípio, o Tribunal foi instalado no Estado da Guanabara. 
 
 3	Em princípio, o Tribunal só pode julgar crimes cometidos nos territórios dos Estados 
 signatários do tratado internacional. 
 
 3	Por princípio, submeto todas as ações à chefia imediata.
Abaixo / A baixo
Ambas as formas são corretas, porém com acepções distintas. Abaixo é advérbio e significa 
posição inferior, embaixo, sob, em menor grau; a baixo, grafado separadamente, é locução ad-
verbial e significa para baixo.
 Ex.: 7 A nota a baixo resume um recente acórdão do Supremo Tribunal Federal. 
 3 A nota abaixo resume um recente acórdão do Supremo Tribunal Federal. 
 
 7 O serventuário leu atentamente, de cima abaixo, todo o texto da sentença. 
 3 O serventuário leu atentamente, de cima a baixo, todo o texto da sentença.
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Abaixo-assinado / Abaixo assinado
Abaixo-assinado, com hífen, é substantivo e significa o documento, o pedido, o requerimento 
assinado por muitas pessoas. Há de se observar que, nessa construção, o advérbio abaixo per-
manece invariável.
Abaixo assinado, sem hífen, é locução adjetiva, empregada para indicar aquele que subscreve 
documento. Nessa construção, há variação tão somente do adjetivo conforme o substantivo a 
que se refere.
 Ex.: 7	Os advogados entregaram o abaixo assinado às autoridades. 
 3	Os advogados entregaram o abaixo-assinado às autoridades. 
 
 3	Os abaixo-assinados foram entregues às autoridades. 
 
 3	Os advogados Paulo e José, abaixo assinados, requerem análise minuciosa da petição. 
 
 3	As advogadas Cláudia e Raquel, abaixo assinadas, declararam que o réu cumpre 
 prisão domiciliar.
Acaso / Caso / Se
Acaso, advérbio, significa por acaso, porventura e pode ser precedido da conjunção condicional se. 
Caso, além de substantivo, é conjunção condicional; por esse motivo, não admite o emprego 
simultâneo com a conjunção se, sob pena de se incorrer em pleonasmo vicioso, pois ambas 
expressam ideia de condição. 
Convém mencionar que a conjunção condicional caso admite verbo no presente ou no imperfeito 
do subjuntivo, enquanto a conjunção se aceita verbo no futuro ou no imperfeito do subjuntivo.
 Ex.: 7	Se caso o juiz determinar, a audiência será realizada na sexta-feira. 
 3	Caso o juiz determine, a audiência será realizada na sexta-feira. 
 3	Caso o juiz determinasse, a audiência seria realizada na sexta-feira. 
161
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
 3	Se o juiz determinar, a audiência será realizada na sexta-feira. 
 3	Se o juiz determinasse, a audiência seria realizada na sexta-feira.
Acerca de / A cerca de / Há cerca de
Primeiramente, é necessário distinguir o significado das expressões em análise:
 » Acerca de significa sobre, a respeito de
 » A cerca de significa a uma distância espacial ou temporal aproximada de, faltando 
aproximadamente
 » Há cerca de tem o sentido de faz aproximadamente, faz perto de; existe(m) 
aproximadamente, existe(m) perto de
 Ex: 3	Aplicam-se aos árbitros as normas acerca dos deveres e responsabilidades dos juízes. 
 
 3	O crime ocorreu a cerca de dois quarteirões da delegacia. 
 
 3	A sentença transitou em julgado há cerca de um ano.
Acima / A cima
Acima é advérbio e significa em parte mais alta, em lugar precedente; a cima, grafado separa-
damente, significa parte superior, compartimento elevado, e compõe, normalmente, locuções 
adverbiais. Além da locução a cima, tem-se de cima, em cima, por cima. 
 Ex.:7	O processo está na prateleira a cima. 
 3 O processo está na prateleira acima. 
 
 3 Ela mediu-me de baixo a cima.
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Adjetivação excessiva
Na elaboração de documentos, costuma-se empregar diversos adjetivos para qualificar os 
substantivos a que se referem, como pretório excelso, douto magistrado, augusto presidente, 
respeitável decisão, elevado e digno ministro, sobrelevado órgão recursal, entre outros.
Esses adjetivos devem ser evitados, por não acrescentarem informação necessária ao texto e 
por serem contrários aos princípios da concisão e da clareza. 
 Ex.: 7	O douto magistrado, na sentença, entendeu não ser possível sustar a cobrança. 
 3	O magistrado, na sentença, entendeu não ser possível sustar a cobrança. 
Afim / A fim de
A fim de, locução prepositiva, denota finalidade e tem sentido de com o fim de. 
Afim, substantivo ou adjetivo, significa parente por afinidade, vínculo de ligação dos cônjuges 
aos parentes do outro ou, simplesmente, semelhante, análogo.
 Ex.: 7	Uma das partes poderá pleitear redução do valor da prestação, afim de evitar one- 
 rosidade excessiva. 
 3	Uma das partes poderá pleitear redução do valor da prestação, a fim de evitar one- 
 rosidade excessiva. 
 
 3	Os afins também estão contemplados no testamento. 
 
 3	A legislação conceitua parente afim em linha reta. 
 
 3	Os tribunais de justiça têm objetivos afins.
163
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
Aluguel / Aluguer
Há, em nossa Língua, palavras que apresentam duplicidade de grafia, a exemplo de aluguel e 
aluguer, registradas como sinônimas.
Embora os dois vocábulos sejam corretos, distinguem-se quanto ao emprego: aluguer é forma 
mais antiga e usual na linguagem forense, ao passo que aluguel é forma empregada no dia a dia.
 Ex.: 3	Os prazos serão contados no dia em que o aluguer for exigível. 
 
 3	O inquilino ainda não pagou o aluguel do imóvel.
Anexo / Em anexo
Anexo é adjetivo e deve concordar, em gênero e número, com o substantivo a que se refere. 
Em anexo é expressão invariável.
 Ex.: 3	As faturas seguem anexas à petição inicial. 
 
 3	O Presidente do TRE torna público o Relatório de Gestão Fiscal, anexo. 
 3	O Presidente do TRE torna público o Relatório de Gestão Fiscal, em anexo.
Ante / Anti
Os prefixos ante- e anti- têm significados distintos. Ante- indica anterioridade, precedência; 
anti-, ação contrária, oposição.
 Ex.: 3	A comissão do anteprojeto do CPP é composta por juristas de várias áreas. 
 
 3	A Constituição de 1824 tinha um caráter classista e antidemocrático.
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Ao encontro de / De encontro a
As locuções ao encontro de e de encontro a possuem sentidos contrários. Ao encontro de apre-
senta ideia de concordância, anuência. De encontro a exprime discordância, divergência. Logo, 
ao encontro de é a favor; de encontro a é contra.
 Ex.: 7	As medidas arbitrárias adotadas pelo governo vêm ao encontro das aspirações 
 da sociedade. 
 3	As medidas arbitrárias adotadas pelo governo vêm de encontro às aspirações 
 da sociedade. 
 
 3	A decisão do Tribunal vai ao encontro das reivindicações dos servidores. 
Ao invés de / Em vez de
Ao invés de apresenta ideia de oposição, razão pela qual não pode substituir a expressão em 
vez de, cujo sentido é de substituição, de troca. Consequentemente, ao invés de equivale a ao 
contrário de e em vez de, em lugar de. 
No entanto, é preciso ressaltar que em vez de pode substituir, perfeitamente, a locução ao 
invés de.
 Ex.: 7	O advogado, ao invés de entregar a petição neste Juízo, entregou-a na 1ª Vara Cível. 
 3	O advogado, em vez de entregar a petição neste Juízo, entregou-a na 1ª Vara Cível.
No primeiro exemplo, não há ideia de oposição, e sim de troca; desse modo, o emprego de ao 
invés de compromete o sentido da frase.
 Ex.: 3	Ao invés de o réu permanecer em pé, sentou-se. 
 3	Em vez de o réu permanecer em pé, sentou-se.
Nos dois últimos exemplos, a coerência do texto não é prejudicada nem com a expressão ao 
invés de (ao contrário de), tampouco com em vez de (em lugar de). Enfim, pode-se empregar 
uma ou outra quando a ideia for de oposição.
165
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
Ao nível de / Em nível de/ A nível de
A expressão ao nível de é correta quando empregada com o significado de à altura de, no 
mesmo plano que; também é correto o emprego da expressão em nível de com o sentido de no 
mesmo nível (grau, esfera, âmbito, instância) de.
Por outro lado, não há registro da expressão a nível de nos dicionários e gramáticas da Língua 
Portuguesa. Assim, deve-se substituí-la pelas preposições de, entre ou com, conforme o senti-
do que se pretenda conferir à frase. 
 Ex.: 3	Cidade ao nível do mar. 
 
 3	Filme ao nível de obra de arte. 
 
 3	Essa questão foi discutida em nível de Órgão Especial. 
 
 7	Reunião a nível de desembargadores. 
 3	Reunião de/entre/com desembargadores.
Apesar dos / Apesar de os
Embora haja divergência entre os estudiosos acerca da contração de preposição com artigo 
antes de verbo no infinitivo, o Novo Acordo Ortográfico determina o seguinte:
Quando a preposição de se combina com as formas articulares ou pronominais o, a, os, as, 
ou com quaisquer pronomes ou advérbios começados por vogal, mas acontece estarem 
essas palavras integradas em construções de infinitivo, não se emprega o apóstrofo, nem 
se funde a preposição com a forma imediata, escrevendo-se estas duas separadamente: a 
fim de ele compreender; apesar de o não ter visto; em virtude de os nossos pais serem 
bondosos; o fato de o conhecer; por causa de aqui estares. (grifo nosso)
Assim, em textos formais, o correto é empregar apesar de os, e não apesar dos.
 Ex.: 7	Apesar do ente público dispor do prazo em dobro para recorrer, deixou de usufruir 
 desse privilégio, pois apresentou o recurso após o encerramento do prazo. 
166
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 3	Apesar de o ente público dispor do prazo em dobro para recorrer, deixou de usufruir 
 desse privilégio, pois apresentou o recurso após o encerramento do prazo.
Assim como / Bem como / Como
Assim como, bem como, como têm, em regra, valor comparativo e, por isso mesmo, podem ser 
substituídas por da mesma maneira que, do mesmo modo que. Convém não confundir esses pa-
res com as séries correlativas aditivas como não só... mas também, tanto... quanto, empregadas 
quando se deseja enfatizar determinadas estruturas.
 Ex.: 3	Os juízes, assim como os servidores, trabalham em prol da comunidade. 
 3	Não só os juízes como também os servidores trabalham em prol da comunidade.
No primeiro exemplo, assim como estabelece relação de comparação. No segundo, não só... 
como também, há relação de adição enfática.
Em relação à concordância verbal e à presença de vírgulas com essas construções, podem-se 
estabelecer as seguintes regras:
 » para destacar o primeiro sujeito, o verbo com ele concordará
 Ex.: 3	A divisão da circunscrição em zonas eleitorais, assim como a criação de novas zonas, 
 é competência privativa do TRE.
Aqui, a locução assim como foi empregada com valor comparativo, por isso a sequência "assim 
como a criação de novas zonas" vem marcada por vírgulas.
 » para destacar a ação conjunta dos sujeitos, o verbo irá ao plural
 Ex.: 3	A divisão da circunscrição em zonas eleitorais assim como a criação de novas zonas 
 são competências privativas do TRE.
Nesse caso, o sujeito composto não pode vir separado por vírgulas.
167
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
 » se a expressão não envolve termos que funcionam como sujeito, a presença de vírgula(s) 
é facultativa
 Ex.: 3	O Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso 
 além do tempo fixado na sentença.
A vírgula após judiciário é opcional, pois a locução assim como liga dois termos que não fun-
cionam como sujeito.
Através de
A locução prepositiva através de significa de um lado para o outro lado, passar por, atravessar, 
por entre, de lado a lado, no decursode.
Ressalte-se que a ausência da preposição de nessa expressão constitui galicismo sintático, 
como em através os tempos, através os séculos. 
O emprego de através de, embora considerado impróprio com o sentido de meio ou instru-
mento, encontra-se em processo de legitimação. Por ora, nesta acepção, recomenda-se a 
substituição dessa expressão, em textos formais, por outras formas, como: por intermédio de, 
por meio de, por, mediante etc.
 Ex.: 7	A citação foi feita através de oficial de justiça. 
 3	A citação foi feita por meio de oficial de justiça. 
 
 3	A sociedade empresária adquire direitos, assume obrigações e procede judicialmente, 
 por intermédio de administradores com poderes especiais.
Bastante / Bastantes
Bastante pode ser empregado com valor de substantivo, adjetivo, pronome indefinido ou ad-
vérbio. Decorre disso a dificuldade no emprego desse vocábulo.
168
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Em virtude dos diferentes valores, podem-se estabelecer as seguintes regras:
 » como substantivo equivalente a suficiente
 Ex.: 3	Não se falou ainda o bastante sobre a mudança do Código Florestal.
Como substantivo, não se flexiona.
 » como adjetivo ou pronome indefinido equivalente a numeroso, a suficiente
 Ex.: 3	Há bastantes processos tramitando na Justiça. (= numerosos) 
 
 3	Inviável o conhecimento de habeas corpus, pois não há elementos bastantes 
 ao deslinde da questão. (= suficientes)
Como adjetivo ou pronome, flexiona-se normalmente.
 » como advérbio equivalente a muito 
 Ex.: 3	Os pressupostos são bastante importantes, visto que a apelação interposta pelo 
 próprio réu, sem ser arrazoada pelo defensor, produz efeito de recurso. 
Como advérbio, é invariável.
Com vista a / Com vistas a
As locuções formadas com o vocábulo vista – na acepção de fito, com o objetivo de, com a fina-
lidade de, a fim de, para –, tanto no singular quanto no plural, são corretas do ponto de vista 
gramatical, embora a construção com vista a, no singular, seja mais comum do que a expressão 
com vistas a, no plural. Portanto, trata-se apenas de opção estilística. 
 Ex.: 3	Foram executadas diligências com vistas à penhora de bens. 
 3	Foram executadas diligências com vista à penhora de bens.
169
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
Como sendo
Como sendo é expressão que deve ser evitada na produção de textos, sobretudo na redação 
oficial. Por essa razão, recomenda-se, para uma construção precisa, eliminar o vocábulo sendo 
ou mesmo toda a expressão. 
 Ex.: 7	Muitos o consideram como sendo o maior jurista de todos os tempos. 
 3	Muitos o consideram como o maior jurista de todos os tempos. 
 3	Muitos o consideram o maior jurista de todos os tempos. 
Como um todo
A expressão como um todo é muito empregada no dia a dia, porém desprovida de sentido 
exato, unívoco. Por isso, deve ser evitada. De fato, a Língua Portuguesa dispõe de expressões 
equivalentes mais precisas, como: todo o, em sua totalidade, em seu conjunto.
 Ex.: 7	O Tribunal de Justiça e o Poder Judiciário como um todo têm pouquíssimos 
 servidores. (evite) 
 3	O Tribunal de Justiça e todo o Poder Judiciário têm pouquíssimos servidores. 
 (recomendável)
Dado / Dado o
O particípio dado tem valor passivo e, na acepção de considerado, ponderado, visto, concorda, 
em gênero e número, com o substantivo a que se refere. Por isso, é incorreto acrescentar ao 
vocábulo dado a preposição a.
 Ex.: 7	Dado a invalidade do dispositivo, o Supremo Tribunal Federal não conhece do recurso. 
 3	Dada a invalidade do dispositivo, o Supremo Tribunal Federal não conhece do recurso. 
 
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 7	Dado ao conhecimento dos fatos, suspendeu-se a audiência. 
 3	Dado o conhecimento dos fatos, suspendeu-se a audiência.
Datado de / Na data de
Embora o uso das expressões datado de e na data de não constitua erro, é preferível empre-
gá-las apenas quando for necessário enfatizar a data do documento. Caso contrário, pode-
-se suprimi-las.
 Ex.: 7	Encaminho a Vossa Senhoria, para conhecimento, cópia do Ofício 1.234, datado de 
 10 de janeiro de 2009. (evite) 
 3	Encaminho a Vossa Senhoria, para conhecimento, cópia do Ofício 1.234, de 10 
 de janeiro de 2009. (recomendável)
De forma que (a) / De maneira que (a) / De modo que (a)
São corretas as locuções de forma que, de maneira que, de modo que assim como as correspon-
dentes de forma a, de maneira a, de modo a; estas últimas, embora de influência francesa, já 
estão consagradas na Língua Portuguesa e abonadas pela maioria dos gramáticos.
Não há registro das expressões resultantes do cruzamento entre as formas mencionadas: de 
forma a que, de maneira a que, de modo a que.
 Ex.: 3	Disponibilizou-se um funcionário para atender ao Tribunal de Justiça, de maneira 
 que as solicitações fossem atendidas o mais rápido possível. 
 3	Disponibilizou-se um funcionário para atender ao Tribunal de Justiça, de maneira a 
 observar as solicitações o mais rápido possível. 
 
 7	O advogado exprimiu-se em jargão jurídico, de modo a que não fosse entendido 
 pelos leigos. 
171
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
Deficit, défice / Déficit
Défice ou deficit significa aquilo que falta para completar o orçamento, ou para as receitas se 
igualarem às despesas. Convém ressaltar que a forma latina deficit foi aportuguesada como 
défice. Em vista disso, pode-se grafar deficit, em itálico, por ser estrangeirismo; ou défice, 
forma aportuguesada. 
Não há registro, no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da forma déficit, embora 
conste de dicionários, como o Houaiss.
 Ex.: 7	Entre as falhas encontradas, destaca-se a existência de déficit de execução 
 orçamentária no valor da compra. (evite) 
 3	Entre as falhas encontradas, destaca-se a existência de défice de execução 
 orçamentária no valor da compra. (recomendável)
Defronte de / Defronte a
As locuções prepositivas defronte de e defronte a são registradas, na Língua Portuguesa, com 
as seguintes acepções: diante de, em face de, frente a, frente com; em cotejo com; em oposição a. 
Logo, ambas as locuções estão corretas.
 Ex.: 3	A testemunha intimidou-se defronte ao magistrado. 
 3	A testemunha intimidou-se defronte do magistrado.
Dentre / Entre
Dentre, contração de de + entre, significa do meio de e emprega-se normalmente com verbos 
que regem a preposição de, como tirar, levantar-se, ressurgir, despontar, sair, surgir, retirar, vir 
etc. Vale ressaltar que a preposição dentre apresenta a ideia de exclusão, afastamento, separa-
ção e, por isso, não pode ser empregada com palavras que denotem inclusão. 
172
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
A preposição entre equivale a em meio a e, ao contrário de dentre, apresenta ideia de inclusão.
 Ex.: 3	Retirou um processo dentre aqueles que estavam sobre a mesa. 
 
 3	O Presidente do Tribunal figura entre os mais renomados desembargadores do país.
Dentro de / Dentro em
Dentro de e dentro em são locuções prepositivas corretas e empregadas na acepção de: no 
interior de; no espaço de tempo de. Assim, essas locuções são equivalentes, embora dentro em 
seja menos usual.
 Ex.: 3	O Presidente da República comunicará ao Presidente do Senado Federal, dentro de 
 (em) quarenta e oito horas, os motivos do veto.
Denunciação da lide / Denunciação à lide
O termo jurídico denunciação da lide se refere à notificação que se faz chegar a terceiro, para 
que tome parte em um processo, cujos efeitos podem ou devem futuramente atingi-lo; cha-
mamento à autoria, à denúncia. 
De fato, faz-se denunciação da lide a alguém. Desse modo, constitui incorreção denunciação à 
lide a alguém, uma vez que alguém não pode ser denunciado à lide.
 Ex.: 7	O réu pugnou pela denunciação à lide à empresa como litisconsorte necessária. 
 3	O réu pugnou pela denunciação da lide à empresa como litisconsorte necessária.
173
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
Desprover / Improver
Emprega-se o verbo desprover, no meio jurídico, com o sentido de recusar provimento a recurso.O 
verbo improver, por sua vez, embora amplamente utilizado, não se encontra registrado nos dicio-
nários, apenas há registro da forma improvido no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.
 Ex.: 7	A turma julgadora improveu o recurso de apelação. 
 3	A turma julgadora desproveu o recurso de apelação. 
 
3	O recurso de apelação foi improvido pela turma julgadora.
Diuturnamente / Diariamente
Diuturnamente e diariamente são advérbios derivados, respectivamente, dos adjetivos diutur-
no e diário. Diuturno é o que se prolonga, prorroga ou protela no tempo; enquanto diário é o 
que se faz ou acontece todos os dias.
 Ex.: 3	Diuturnamente, o Tribunal de Justiça edita atos normativos, cria serviços, extingue- 
 -os e modifica os existentes. 
 
 3	Os juízes analisam, diariamente, processos relacionados a órgãos e a empresas 
 envolvidos em denúncias de corrupção.
Dizer que / Dizer para
O verbo dizer, no sentido de ordenar, exprimir, anunciar, exige complemento direto de coi-
sa e indireto de pessoa, ou seja, quem diz, diz algo a alguém, e não quem diz, diz a alguém 
para + infinitivo. 
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Ex.: 7	O juiz disse ao advogado para anexar os documentos ao processo. 
 3	O juiz disse ao advogado que anexasse os documentos ao processo.
Quem diz, diz algo (que anexasse os documentos) a alguém (ao advogado).
Do ponto de vista / Sob o ponto de vista
A expressão ponto de vista significa, em sentido físico, o lugar em que alguém se posiciona 
para ver ou observar algo; em sentido figurado, indica a forma de considerar um assunto ou 
uma questão. Assim, quando expressar do ângulo, sob o aspecto de, relativamente a, a ex-
pressão ponto de vista deve ser precedida de em, de acordo com ou de. Logo, é inadequado 
empregar sob o ponto de vista, uma vez que significa debaixo do meu ponto de vista, locução 
sem sentido.
 Ex.: 3	Do ponto de vista legal, o caso foi examinado corretamente. 
 3	No ponto de vista legal, o caso foi examinado corretamente. 
 3	De acordo com o ponto de vista legal, o caso foi examinado corretamente. 
 7	Sob o ponto de vista legal, o caso foi examinado corretamente.
E nem
A conjunção coordenativa aditiva negativa nem significa e não, também não, tampouco. Quan-
do a locução e nem une orações negativas, torna a frase contraditória, pois a conjunção e tem 
valor positivo; ao passo que nem, negativo. 
No entanto, quando a primeira oração tem valor positivo e se quer dar ênfase a ela, e nem é 
correta, porque nem deixa de ser conjunção e passa a advérbio de reforço. 
 Ex.: 3	O advogado não fez sustentação oral, nem o fará. (= tampouco) 
 7	O advogado não fez sustentação oral e nem o fará. 
 
 3	O advogado chegou atrasado à reunião e nem se desculpou com o cliente.
175
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
Efetivar / Efetuar
Os verbos efetivar e efetuar podem ser empregados como sinônimos no sentido de realizar, 
executar, levar a efeito. 
Observe que efetivar, na acepção de tornar permanente, estável, fixo, não equivale a efetuar; 
portanto, esses verbos não podem ser permutados nesse contexto.
 Ex.: 3	Considera-se em mora o devedor que não efetivar/efetuar o pagamento no tempo, 
 lugar e forma que a lei estabelecer. 
 
 3	A empresa efetivou o empregado.
Eis que
A locução eis que somente estará bem empregada quando significar de modo repentino, subi-
tamente, eis senão quando; logo, não se deve empregá-la com valor causal.
Para exprimir ideia de causalidade, devem-se empregar as conjunções porque, pois, pois que, 
visto que, visto como, porquanto, já que, uma vez que etc.
 Ex.: 3	Eis que surgiu a testemunha-chave para deslindar a questão, quando menos 
 se esperava. 
 
 7	Não deve a Corte conhecer do agravo, eis que subiu fora do prazo. 
 3 Não deve a Corte conhecer do agravo, uma vez que subiu fora do prazo.
Em face de / Face a
A locução face a não tem amparo normativo e, portanto, deve ser substituída por em face de. 
Pode-se recorrer, ainda, a outras expressões equivalentes: diante de, ante, perante, à face de, 
em frente de, em virtude de.
176
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Observe que, do ponto de vista semântico, é inadequado o uso de em face de para indicar 
processualmente a parte contra quem se move a ação. Neste sentido, deve-se utilizar a pre-
posição contra.
 Ex.: 7 O agravo de instrumento foi provido face ao disposto no art. 120 da Constituição. 
 3 O agravo de instrumento foi provido em face do disposto no art. 120 da Constituição. 
 
 3 Em face do / À vista do / Em vista do / Ante o / Diante do exposto, nega-se provimento 
 ao recurso. 
 
 7 Ação de reparação de danos ajuizada pelo autor em face de empresa de materiais 
 de construção. 
 3 Ação de reparação de danos ajuizada pelo autor contra empresa de materiais de 
 construção.
Em frente de / Em frente a / Frente a
São corretas as locuções prepositivas em frente de, em frente a, que significam diante de, em 
face de, perante, ante. 
A expressão frente a, embora se trate de neologismo, já se encontra abonada por muitos 
gramáticos.
 Ex.: 3 As testemunhas estavam em frente da sala de audiência. 
 3 As testemunhas estavam em frente à sala de audiência.
Em mão / Em mãos
As expressões em mão e em mãos significam diretamente, sem intermediários. Acrescente-se 
que em mão pode ser abreviada da seguinte forma: E.M. 
177
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
 Ex.: 3 O presidente do sindicato afirmou que entregaria o manifesto ao Presidente 
 do STF em mão / em mãos.
Em que pese a / Em que pese(m)
A locução conjuntiva concessiva em que pese a faz referência a pessoa e significa por mais que 
desagrade a alguém e, nesse caso, não sofre flexão de número. 
Modernamente, é mais usual a locução em que pese, sem a preposição a, com o significado 
de apesar de, não obstante. Nessa situação, o verbo pode ficar no singular ou no plural, pois o 
termo no plural que se lhe segue pode ser interpretado como sujeito do verbo pesar.
 Ex.: 3 Em que pese aos autores, a sentença foi desfavorável. 
 
 3 Em que pese / Em que pesem as contradições dos argumentos expendidos na inicial, 
 a sentença lhe foi favorável. 
Em sede de
A expressão em sede de tem sido utilizada no sentido de no âmbito de, na esfera de, no campo 
de, em. Não há registro dessa expressão nos dicionários e, por isso, deve ser substituída por 
termos adequados ao contexto.
 Ex.: 7 Em sede de mandado de segurança, é possível o deferimento da medida liminar 
 pleiteada. 
 3 Em mandado de segurança, é possível o deferimento da medida liminar pleiteada.
178
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Embora / Muito embora
A conjunção concessiva embora tem o mesmo valor de conquanto, mesmo que, se bem que, 
apesar de que, ainda que.
Observe que a expressão muito embora, mais enfática, é variante de embora.
Ressalte-se que, se expresso, o verbo deverá estar conjugado no presente ou no imperfeito 
do subjuntivo.
 Ex.: 7	Embora tendo estudado muito, o candidato não conseguiu aprovação. 
 3	Embora tenha estudado muito, o candidato não conseguiu aprovação. 
 3	Muito embora tivesse estudado muito, o candidato não conseguiu aprovação. 
 
3 Embora (estivesse) cansado, fui estudar.
Estado
Grafa-se Estado, com inicial maiúscula, quando:
 » se refere ao país soberano, nação politicamente organizada;
 » se refere ao conjunto das instituições (governo, forças armadas, funcionalismo público 
etc.) que administram uma nação;
 » se refere a uma Unidade da Federação.
Grafa-se estado, com inicial minúscula, quando empregado em sentido geral, indeterminado.
 Ex.: 3 O Estado foi atingido por duro golpe em 1964. 
 
 3 A máquina política do Estado está emperrada. 
 
 3 O Estado de São Paulo impetrou ação direta de inconstitucionalidade no STF. 
 
 3 O estado que não cumprir a determinação legal poderá sofrer retaliação do governo.
179
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
Expender / Despender
Expender significa, entre outras acepções, expor, explicar de maneira minuciosa; despender,gastar, enquanto despender significa fazer despesas, dispêndios; gastar.
Então, o verbo expender, no sentido de gastar, pode ser substituído por despender. 
Cabe salientar que o verbo despender se grafa com e, porém se escrevem com i os cognatos 
dispêndio e dispendioso.
 Ex.: 3 Ao decidir a lide, deve o juiz expender a necessária fundamentação. 
 
 3 O Estado brasileiro despende / expende poucos recursos com saúde pública.
Fluído / Fluido
Fluído, com acento, é particípio do verbo fluir, que significa correr com abundância; manar. Em 
sentido figurado, pode significar ter origem; provir, derivar, emanar.
Fluido, sem acento, pode ser adjetivo ou substantivo. Como adjetivo, significa que corre como 
líquido. Em sentido figurado, significa que flui facilmente. Como substantivo, designa qualquer 
substância capaz de fluir.
Fluído (hiato) – particípio do verbo fluir e fluido (ditongo) – adjetivo ou substantivo.
 Ex.: 3 Considera-se satisfeita a condição de elegibilidade, ainda que não tenha fluído 
 o prazo legal de impugnação. 
 
 3 O Secretário de Segurança determinou a verificação do fluido de freio dos veículos 
 do Tribunal.
180
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Grosso modo / A grosso modo
Grosso modo é expressão adverbial latina que significa aproximadamente, de modo geral, de 
modo grosseiro, por alto, resumidamente. Por ser de origem latina, deve vir destacada por as-
pas, negrito, itálico ou outro grifo que a diferencie.
Anote-se o acréscimo indevido da preposição a a essa expressão latina, o que resulta na cons-
trução inadequada a grosso modo.
 Ex.: 7 Na audiência pública, o perito explicou, a grosso modo, como funcionava a pesquisa 
 com células-tronco. 
 3 Na audiência pública, o perito explicou, grosso modo, como funcionava a pesquisa 
 com células-tronco. 
Há / A / À
Para empregar adequadamente há, a e à, convém observar o seguinte:
Há – pode ser empregado para indicar tempo passado, quando sinônimo de faz; ou para indi-
car existência ou ocorrência, quando sinônimo de existe(m), ocorre(m). Nesses casos, o verbo 
haver não tem sujeito e, por isso, não admite flexão. Vale mencionar que é redundância acres-
centar o advérbio atrás, quando há indica tempo passado. 
A – a preposição a pode ser empregada para indicar tempo futuro ou distância (espaço entre 
épocas).
À – decorrente, em regra, da contração da preposição a com o artigo definido feminino a.
 Ex.: 3 Para encerrar processos que tramitam há / faz anos, a Justiça realizará mutirão 
 de conciliação. 
 7 Para encerrar processos que tramitam a anos, a Justiça realizará mutirão 
 de conciliação. 
 
 3 O processo foi julgado há dois anos na primeira instância. 
 7 O processo foi julgado há dois anos atrás na primeira instância. 
181
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
 3 A audiência começará daqui a instantes. 
 
 3 O Estado garante a todos o acesso à justiça. 
Haja / Aja
Haja corresponde à 1ª e à 3ª pessoas do singular do presente do subjuntivo do verbo haver; 
aja, por sua vez, corresponde à 1ª e à 3ª pessoas do singular do presente do subjuntivo do 
verbo agir. 
 Ex.: 3 Embora haja indícios, o réu não pode ser condenado sem provas. 
 7 Embora aja indícios, o réu não pode ser condenado sem provas. 
 
 3 Embora aja com prudência, a vitória não é certa.
Haja vista / Haja em vista / Haja vista a / Haja visto 
Tradicionalmente, a locução haja vista – equivalente a veja, prova disso – é invariável. Ressalte-
-se que haja vista não tem valor semântico causal; logo, não pode ser substituída por porque, 
pois, porquanto, uma vez que, visto que etc. 
Entretanto, é possível o verbo haver concordar com o substantivo que se segue a essa expres-
são, desde que ela não seja introduzida pela preposição a ou de. 
Vale mencionar que a locução haja visto, sinônima de veja, é incorreta; ao passo que a locução 
verbal haja visto, sinônima de tenha visto, é correta por se tratar de locução verbal. 
 Ex.: 3 É inepta a petição inicial, hajam / haja vista os documentos juntados aos autos. 
 3 É inepta a petição inicial, haja em vista os documentos juntados aos autos. 
 3 É inepta a petição inicial, haja vista aos documentos juntados aos autos. 
 3 É inepta a petição inicial, haja vista dos documentos juntados aos autos. 
 7 É inepta a petição inicial, haja visto os documentos juntados aos autos. 
 
 3 Tomara que a testemunha haja visto / tenha visto o crime.
182
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Implantar / Implementar
Implantar significa iniciar, introduzir, inaugurar, estabelecer; ao passo que implementar, pôr em 
execução, pôr em prática um plano, levar à prática por meio de providências concretas. Em virtu-
de disso, convém observar essa distinção para que não se incorra em inadequação vocabular. 
 Ex.: 3 O STJ será o primeiro tribunal nacional que implantará o processo judicial 
 totalmente eletrônico. 
 
 3 O Ministro da Integração solicitou apoio técnico do TCU para implementar 
 o Programa Proágua Nacional.
Inobstante / Não obstante 
A forma inobstante, apesar de amplamente utilizada na linguagem forense, com o sentido 
de a despeito de, entretanto, não está registrada na 5ª edição do Vocabulário Ortográfico da 
Língua Portuguesa, tampouco na maioria dos dicionários técnico-jurídicos. Recomenda-se, 
portanto, substituí-la por não obstante, nada obstante, a despeito de, no entanto, contudo, en-
tretanto, apesar de etc. 
 Ex.: 7 Inobstante a doença da testemunha, ela compareceu à audiência. 
 3 Não obstante a / apesar da doença da testemunha, ela compareceu à audiência.
Junto a
A locução prepositiva junto a significa perto de, ao lado de, próximo, perto. Portanto, por indi-
car proximidade, contiguidade, não pode ser utilizada em substituição a outras preposições 
de sentidos diversos, dependentes do contexto em que se inserem.
183
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
 Ex.: 7 Os consumidores prejudicados noticiaram o abuso junto ao Ministério Público. 
 3 Os consumidores prejudicados noticiaram o abuso ao Ministério Público.
Quem noticia, noticia algo a alguém; portanto, utilizou-se a preposição correta a que inicia o 
complemento indireto – ao Ministério Público.
 Ex.: 7 O Governo do Distrito Federal obteve empréstimo junto ao FMI. 
 3 O Governo do Distrito Federal obteve empréstimo no FMI.
Neste exemplo, o verbo obter é transitivo direto – o objeto direto é empréstimo –, e a expres-
são no FMI é locução adverbial de lugar, introduzida pela preposição em.
 Ex.: 3 A arma foi encontrada junto ao corpo da vítima.
Neste último exemplo, a locução prepositiva foi empregada adequadamente com o sentido 
de proximidade, perto do corpo da vítima.
Lugar incerto ou não sabido
Tem-se por incerto o lugar indeterminado e, por não sabido, o lugar ignorado. O texto da lei co-
erentemente expressa que a citação será por edital quando incerto, não sabido ou inacessível 
o lugar em que se encontra o réu. Dessa forma, é paradoxal dizer lugar incerto e não sabido, 
pois a ideia não é de adição, mas de alternância.
 Ex.: 7 O oficial de justiça certificou que o réu se encontra em lugar incerto e não sabido. 
 3 O oficial de justiça certificou que o réu se encontra em lugar incerto ou não sabido. 
Maiores informações / Mais informações
O adjetivo maior é comparativo de superioridade de grande e significa que supera outro em 
número, grandeza, extensão ou intensidade; superior. Logo, é utilizado em contextos em que se 
184
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
comparam dois elementos. Em vista disso, a expressão maiores informações, apesar de muito 
empregada, é incorreta. Deve-se, portanto, substituí-la por mais informações ou, ainda, por 
informações mais detalhadas. 
 Ex.: 7 Para maiores informações sobre o assunto, dirigir-se à Assessoria da Casa. 
 3 Para mais informações sobre o assunto, dirigir-se à Assessoria da Casa.
Mais bem / Melhor
Quando, na expressão mais bem, o vocábulo bem for substantivo, não é possível, em seu lugar, 
empregar a forma sintética melhor. Contudo,do Poder Executivo 
Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 
 
Chefe do Poder Legislativo 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, 
 
Chefe do Poder Judiciário 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal,
Para as demais autoridades, emprega-se o vocativo Senhor, seguido do respectivo cargo.
 Ex.: Senhor Desembargador, 
Senhor Juiz, 
Senhor Senador,
Quando o destinatário é um particular, usa-se o termo Senhor, seguido de seu nome. Deve-se, 
pois, evitar o uso de palavras afetivas como prezado, caro, estimado, dileto.
20
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Ex.: Senhor João da Silva, 
Senhora Marta Pereira Rodrigues,
Além dessas orientações, há vocativos específicos para alguns cargos.
 Ex.: Magnífico / Senhor Reitor, 
Santíssimo Padre, 
Quadros das formas de tratamento
Para facilitar a elaboração de documentos oficiais, são apresentados a seguir quadros ilustra-
tivos com as formas de tratamento mais utilizadas.
Poder Executivo
Cargo/Função Tratamento Vocativo Destinatário
Advogado-Geral da 
União1
Vossa Excelência Senhor Ministro
A Sua Excelência o Senhor 
Ministro NOME
Advogado-Geral da União
Endereço
Chefe da Casa Civil 
da Presidência da 
República1
Vossa Excelência Senhor Ministro
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Ministro de Estado Chefe da Casa 
Civil da Presidência da República
Endereço
Chefe da 
Controladoria-Geral 
da União1
Vossa Excelência Senhor Ministro
A Sua Excelência o Senhor 
NOME
Ministro de Estado Chefe da 
Controladoria-Geral da União
Endereço
21
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Aspectos Gerais
Poder Executivo
Cargo/Função Tratamento Vocativo Destinatário
Embaixador Vossa Excelência
Senhor 
Embaixador 
A Sua Excelência o Senhor 
NOME
Embaixador de...
Endereço
Governador e Vice- 
-Governador de 
Estado ou do DF
Vossa Excelência
Senhor 
Governador /
Senhor Vice- 
-Governador
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Governador / Vice-Governador de...
Endereço
Ministro de Estado Vossa Excelência Senhor Ministro
A Sua Excelência o Senhor 
NOME
Ministro de Estado de...
Endereço
Oficiais-Generais das 
Forças Armadas2
Vossa Excelência Senhor (cargo)
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Cargo
Endereço
Prefeito Municipal Vossa Excelência Senhor Prefeito
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Prefeito de...
Endereço
Presidente da 
República
Vossa Excelência
Excelentíssimo
Senhor Presidente 
da República
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Presidente da República
Endereço
Presidente do Banco 
Central do Brasil1
Vossa Excelência Senhor Ministro
A Sua Excelência o Senhor
Ministro NOME
Presidente do Banco Central do 
Brasil
Endereço
22
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Poder Executivo
Cargo/Função Tratamento Vocativo Destinatário
Secretário de Estado 
de Governo Estadual 
ou do DF
Vossa Excelência
Senhor
Secretário
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Secretário de...
Endereço
Secretário-Executivo 
de Ministério
Vossa Excelência
Senhor 
Secretário- 
-Executivo
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Secretário-Executivo 
do Ministério de...
Endereço 
Titular de Secretaria 
da Presidência da 
República1
Vossa Excelência Senhor Ministro
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Ministro de Estado Chefe da 
Secretaria...
Endereço
Vice-Presidente da 
República
Vossa Excelência
Senhor Vice- 
-Presidente
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Vice-Presidente da República
Endereço
 1 Nos termos do art. 25, parágrafo único, da Lei 10.683, de 28 de maio de 2003, alterada pela Lei 12.462, de 4 de 
agosto de 2011, são Ministros de Estado, além dos titulares dos Ministérios.
 2 As patentes dos Oficiais-Generais das Forças Armadas são: Marinha – Almirante, Almirante de Esquadra, Vice-
-Almirante e Contra-Almirante; Exército – Marechal, General de Exército, General de Divisão e General de Brigada; 
Aeronáutica – Marechal do Ar, Tenente-Brigadeiro, Major-Brigadeiro, Brigadeiro. Observe que aos Oficiais das 
Forças Armadas, a exemplo de coronel, tenente-coronel, capitão, corresponde o tratamento Vossa Senhoria.
23
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Aspectos Gerais
Poder Judiciário 
Cargo/Função Tratamento Vocativo Destinatário
Auditor da Justiça 
Militar
Vossa Excelência Senhor Auditor
A Sua Excelência o Senhor 
NOME
Auditor da Justiça Militar
Endereço
Juiz Vossa Excelência Senhor Juiz
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Juiz de...
Endereço
Membro de Tribunal 
de Justiça 
Vossa Excelência
Senhor 
Desembargador
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Desembargador do...
Endereço
Membro de Tribunal 
Regional do Trabalho
Vossa Excelência Senhor Juiz
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Juiz de...
Endereço
Membro de Tribunal 
Regional Eleitoral
Vossa Excelência
Senhor 
Desembargador / 
Juiz
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Desembargador do... / Juiz de...
Endereço
Membro de Tribunal 
Regional Federal
Vossa Excelência
Senhor 
Desembargador 
Federal
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Desembargador Federal do...
Endereço
Membro do Conselho 
Nacional de Justiça
Vossa Excelência
Senhor 
Conselheiro
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Conselheiro do Conselho Nacional 
de Justiça
Endereço
24
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Poder Judiciário 
Cargo/Função Tratamento Vocativo Destinatário
Membro do STF, STJ, 
STM, TSE e TST
Vossa Excelência Senhor Ministro
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Ministro do...
Endereço
Presidente de 
Tribunal de Justiça
Vossa Excelência
Senhor 
Presidente
A Sua Excelência o Senhor
Desembargador NOME
Presidente do...
Endereço
Presidente de 
Tribunal Regional 
do Trabalho
Vossa Excelência 
Senhor 
Presidente
A Sua Excelência o Senhor
Desembargador NOME
Presidente do Tribunal Regional 
do Trabalho da...
Endereço
Presidente de 
Tribunal Regional 
Eleitoral
Vossa Excelência
Senhor 
Presidente
A Sua Excelência o Senhor
Desembargador NOME
Presidente do Tribunal Regional 
Eleitoral do...
Endereço
Presidente de 
Tribunal Regional 
Federal3
Vossa Excelência
Senhor 
Presidente
A Sua Excelência o Senhor
Desembargador Federal NOME
Presidente do Tribunal Regional 
Federal da...
Endereço 
Presidente do 
Conselho Nacional de 
Justiça
Vossa Excelência
Senhor 
Presidente
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Presidente do Conselho Nacional 
de Justiça
Endereço
 3 Embora a Constituição Federal denomine "juízes" os membros dos TRTs, dos TREs e dos TRFs, o que se observa, na 
prática, é a denominação "desembargadores federais", inclusive nos Regimentos Internos dos respectivos Tribunais. 
25
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Aspectos Gerais
Poder Judiciário 
Cargo/Função Tratamento Vocativo Destinatário
Presidente do STJ, 
STM, TSE e TST
Vossa Excelência
Senhor 
Presidente
A Sua Excelência o Senhor
Ministro NOME
Presidente do...
Endereço
Presidente do 
Supremo Tribunal 
Federal
Vossa Excelência
Excelentíssimo 
Senhor 
Presidente do 
Supremo Tribunal 
Federal
A Sua Excelência o Senhor
Ministro NOME
Presidente do Supremo Tribunal 
Federal
Endereço
Poder Legislativo
Cargo/Função Tratamento Vocativo Destinatário
Conselheiro de 
Tribunal de Contas 
Estadual ou do DF4
Vossa Excelência Senhor Conselheiro
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Conselheiro do...
Endereço
Deputado Federal, 
Estadual ou Distrital
Vossa Excelência Senhor Deputado
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Deputado...
Endereço
Ministro do Tribunal 
de Contas da União4
Vossa Excelência Senhor Ministro
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Ministro
Endereço
Presidente da Câmara 
dos Deputados
Vossa Excelência
Senhor 
Presidente
A Sua Excelência o Senhor
Deputado NOME
Presidente da Câmara dos 
Deputados
Endereço
26
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Poder Legislativo
Cargo/Função Tratamento Vocativo Destinatário
Presidente de 
Assembleia Legislativa 
ou da Câmara 
Legislativa do DF
Vossa Excelência
Senhor 
Presidente
A Sua Excelência o Senhor
Deputado NOME
Presidente da...
Endereço
Presidente de Câmara 
Municipalse bem for advérbio, a expressão poderá ser 
substituída por melhor.
Convém destacar, ainda, que não é recomendável empregar melhor quando essa forma preceder 
particípio passado, ainda que adjetivado. Nesse caso, é preferível a forma analítica mais bem.
Vale ressaltar que, se houver a posposição do advérbio ao particípio, somente caberá a forma 
sintética, ou seja, melhor.
É oportuno mencionar que o mesmo raciocínio serve para a relação mais mal – pior.
 Ex.: 7 Essa questão deve ser melhor analisada pelos órgãos técnicos deste Tribunal. 
3 Essa questão deve ser mais bem analisada pelos órgãos técnicos deste Tribunal. 
 
 3 São situações fáticas, típicas da relação processual ora analisada melhor pelos pares, 
 que produzem alterações inesperadas no curso dos autos.
Observe que, no último exemplo, a expressão está posposta ao particípio; portanto, empre-
ga-se melhor.
185
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
Malgrado / De mau grado
Malgrado é preposição que significa apesar de, não obstante; enquanto de mau grado é locução 
adverbial que quer dizer contra a vontade, com aborrecimento, com objeções, a contragosto. 
Portanto, deve-se observar o contexto, para empregá-las adequadamente. 
Vale ressaltar, ainda, que ambas são invariáveis.
 Ex.: 3 O delegado liberou o suspeito, malgrado suas desconfianças, pois não havia provas 
 contra ele. 
 
 3 O réu, de mau grado, respondia às perguntas da acusação.
Menor de / De menor
Menor de idade é aquele que ainda não alcançou a maioridade. Vale mencionar que a expres-
são de menor, além de informal, traduz visão preconceituosa e excludente da criança como 
sujeito de direitos.
 Ex.: 7	A mãe do réu declarou que ele era de menor. 
 3	A mãe do réu declarou que ele era menor de idade.
Na hora que / Na hora em que
O emprego da preposição em nas locuções adverbiais de tempo é, em regra, facultativo. Des-
sa forma, pode-se escrever, indiferentemente, na hora que ou na hora em que. Não obstante, 
em textos formais, é recomendável usar a preposição.
 Ex.: 3 Na hora (em) que foi presa, a acusada tentou subornar o policial.
186
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Na medida em que / à medida que
O emprego de na medida em que como locução conjuntiva causal, embora venha sendo reconhe-
cido por alguns gramáticos, não é consenso entre os estudiosos da língua. Por esse motivo, em 
textos oficiais, prefira utilizar porque, porquanto, visto que, já que etc.
 À medida que é locução proporcional e significa à proporção que, ao passo que, conforme. 
Convém destacar que são ilegítimas as expressões resultantes do cruzamento sintático de na 
medida em que e à medida que: na medida que, à medida em que.
 Ex.: 7 A decisão não é boa para as empresas, na medida em que a Justiça Comum tem 
 como enfoque a proteção ao consumidor. (evite) 
 3 A decisão não é boa para as empresas, visto que a Justiça Comum tem 
 como enfoque a proteção ao consumidor. 
 
 7 A situação do réu se complicava, à medida em que o julgamento prosseguia. 
 3 A situação do réu se complicava, à medida que o julgamento prosseguia. 
Não... nenhum / Não... ninguém / Não... nada (dupla negação)
Para negar uma estrutura, a língua portuguesa dispõe de vários vocábulos: não, nunca, 
jamais, tampouco (advérbios); nem (conjunção); nenhum, ninguém, nada (pronomes inde-
finidos). Com o pronome indefinido nenhum, a menos que seja sujeito, é obrigatória a 
correlação: não... nenhum. 
Vale ressaltar que, em Língua Portuguesa, duas negativas não equivalem a uma afirmativa. 
Com efeito, a dupla negação é comum quando a intenção é enfatizar a negação. Logo, a nega-
ção é frequentemente expressa pelo emprego simultâneo de duas palavras negativas.
 Ex.: 3 Não havia nenhum advogado na sessão da 1ª Turma Cível. 
 3 Não havia advogado algum na sessão da 1ª Turma Cível. 
 
 3 Não se encontrou nenhuma nulidade na sentença do juiz.
187
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
Não... senão
Não e senão, quando empregados em uma correlação, equivalem a somente, apenas. Saliente-
-se, ainda, que, nesse caso, o vocábulo senão será escrito sempre junto.
 Ex.: 3 A súmula não é senão o resumo de decisão judicial colegiada. 
 3 A súmula é somente o resumo de decisão judicial colegiada.
Nenhum / Nem um / Algum
Nenhum e nem um, embora semelhantes, possuem valores semânticos diferentes. 
Nenhum é pronome indefinido de sentido menos preciso, pois não individua, antes generaliza 
a negativa e, nesse sentido, é a negação de algum.
Nem um, por sua vez, é expressão negativa enfática equivalente a nem um sequer, nem um único, 
empregada diante de grandezas que podem ser quantificadas. Enfim, nem um é expressão 
mais enfática, mais expressiva do que nenhum. 
O pronome algum pode, elegantemente, substituir nenhum, reforçando o valor negativo da 
frase.
 Ex.: 3 Não havia nenhum documento nos autos. 
 3 Nem uma decisão do Tribunal lhe foi favorável. 
 3 Não havia documento algum nos autos.
No aguardo de / Ao aguardo de
As locuções no aguardo de e ao aguardo de não possuem registro na Língua Portuguesa. Por 
isso, em vez de utilizá-las, empregue o verbo aguardar. 
188
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 Ex.: 7 Há candidatos aprovados no último concurso, no aguardo de nomeação. 
 3 Há candidatos aprovados no último concurso, aguardando nomeação. 
 
 7 A ação direta de inconstitucionalidade encontra-se ao aguardo de decisão liminar. 
 3 A ação direta de inconstitucionalidade aguarda decisão liminar.
No mais das vezes / O mais das vezes / As mais das vezes
As locuções adverbiais no mais das vezes, o mais das vezes e as mais das vezes significam quase 
sempre, geralmente, na maior parte das vezes. Por serem equivalentes, podem ser empregadas 
indistintamente umas pelas outras.
 Ex.: 3 Durante o casamento, no mais das vezes / o mais das vezes / as mais das vezes, os 
 bens adquiridos ficavam em nome do marido, dada a influência do sistema patriarcal.
O mesmo
O vocábulo mesmo não deve ser usado em substituição aos pronomes este, esse, ele, dele, nele 
(e flexões). Fora isso, o vocábulo mesmo tem, em regra, valor reforçativo e, nesse caso, estará 
bem empregado. Logo, a frase construída com mesmo, que não possua valor reforçativo, deve 
ser evitada, por empobrecer o estilo. 
 Ex.: 7 O juiz intimou a parte para que apresentasse as contrarrazões, e a mesma não o fez 
 tempestivamente. (evite) 
 3 O juiz intimou a parte para que apresentasse as contrarrazões, e ela não o fez 
 tempestivamente. (recomendável) 
 
 3 O juiz mesmo intimou a parte para a próxima audiência. 
 Mesmo = próprio, empregado como reforço ao substantivo juiz.
189
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
Onde / Aonde / Donde / De onde
Emprega-se o advérbio de lugar onde quando sinônimo de no lugar em que. Convém mencio-
nar que o advérbio onde pode ser antecedido da preposição a, de ou para, em razão da regên-
cia do verbo ou do nome. Daí surgirem formas como aonde, de onde, donde, para onde.
Além de advérbio, onde pode ser pronome relativo empregado para expressar ideia de lugar. 
Nesse caso, retoma um substantivo concreto antecedente e pode ser permutado por em que e 
no qual (e flexões). Como pronome relativo, onde pode ser precedido da preposição a, para, por.
 Ex.: 7 A parte perguntou ao servidor aonde ficava a 1ª Vara Cível. 
 3 A parte perguntou ao servidor onde ficava a 1ª Vara Cível. 
 
 3 De onde/donde veio a testemunha que prestou depoimento ontem? 
 
 7 Foi proferida a sentença onde o juiz condena o réu a pagar multa diária. 
 3 Foi proferida a sentença em que / na qual o juiz condena o réu a pagar multa diária. 
Onde / Em que / Quando / Pois
Tornou-se comum o excessivo e errôneo emprego do pronome relativo onde, em vez de em 
que, quando, no qual e pois. Ressalte-se que onde estará bem empregado para indicar lugar 
concreto; em que, para lugar virtual; quando, para tempo; pois, para explicação. 
 Ex.: 7 O Tribunal adia o julgamento da queixa-crime onde figuram como querelados duasautoridades. 
 3 O Tribunal adia o julgamento da queixa-crime em que / na qual figuram como 
 querelados duas autoridades. 
 
 7 O advogado prejudicou o réu, onde, na peça de defesa, atuou de maneira desidiosa. 
 3 O advogado prejudicou o réu, pois, na peça de defesa, atuou de maneira desidiosa. 
 
 7 O reforço é necessário no plantão judicial, onde se verifica a interposição de grande 
190
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 quantidade de habeas corpus. 
 3 O reforço é necessário no plantão judicial, quando se verifica a interposição de 
 grande quantidade de habeas corpus.
Nos exemplos, o pronome relativo onde está mal empregado, uma vez que não indica lugar concreto.
Penalizar / Apenar
O verbo penalizar não se encontra registrado em dicionários jurídicos, que citam tão somente 
o vocábulo apenar. 
Convém destacar que o VOLP registra ambos os verbetes, e o Dicionário Houaiss os apresenta 
com as seguintes acepções:
Penalizar – fazer sentir ou sentir pena, pesar; afligir(-se), condoer(-se); aplicar, infligir pena;
Apenar – impor pena a; punir, castigar, condenar; notificar, com cominação de pena ou multa, 
para prestar algum serviço.
Ressalte-se que os autores modernos admitem os dois verbos na acepção de aplicar, 
infligir pena. 
 Ex.: 3 O Estado deve observar a legislação em vigor e somente penalizar condutas que 
 sejam descritas como infração. 
 3 O Estado deve observar a legislação em vigor e somente apenar condutas que 
 sejam descritas como infração.
Perante o / Perante ao
A preposição perante significa diante de, na presença de. Quando se emprega, no texto, perante a, 
unem-se indevidamente as duas preposições perante e a, pois essa combinação não constitui lo-
cução prepositiva reconhecida pela gramática normativa, por não conservarem sua significação 
própria. Logo, não se deve recorrer a essa construção. 
191
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
Observe, no entanto, que o acúmulo de preposições é correto, quando cada uma delas mantém 
um significado próprio na oração, como em O autor do livro estava tão feliz que nos dava a im-
pressão de que passeava por sobre as nuvens.
 Ex.: 7 Transcorrido o prazo para a prisão em flagrante, compareceu o réu perante ao juiz. 
 3 Transcorrido o prazo para a prisão em flagrante, compareceu o réu perante o juiz.
Plural de modéstia / Plural majestático
O plural de modéstia se caracteriza pelo emprego do pronome nós no lugar do pronome eu. 
Trata-se, portanto, de recurso retórico utilizado, em regra, por escritores e por oradores para 
evitar o tom personalista do discurso, de modo que expresse a fala da coletividade. 
É pertinente salientar, ainda, que, quando o sujeito nós é plural de modéstia, o predicativo ou 
o particípio que com ele concorda fica, normalmente, no singular, como se o sujeito fosse, de 
fato, eu. Trata-se de silepse de número. 
O plural majestático, por sua vez, é usado por autoridades como marca de hierarquia. Aqui, 
tal qual ocorre no plural de modéstia, emprega-se o pronome nós no lugar do pronome eu. 
Entretanto, ao contrário do plural de modéstia, não ocorre, nesse caso, silepse de número, ou 
seja, faz-se a concordância no plural. 
 Ex.: 3 Sejamos grato ao desembargador por sua sábia decisão. 
 3 O desembargador, em agradecimento, disse: “Nós nos sentimos orgulhosos com 
 esta homenagem”.
Posto isso, posto isto / Isso posto, isto posto 
As construções posto isso e posto isto são gramaticalmente corretas.
192
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Em relação à posição dos termos dessas expressões, a norma culta prescreve que, nas orações 
reduzidas com verbos no particípio, o sujeito, nesses casos representado por pronome demons-
trativo, venha posposto ao verbo.
Quanto às formas isso e isto, embora a primeira seja usualmente empregada para indicar algo que 
foi mencionado anteriormente, nada obsta ao emprego da forma isto com esse valor.
 Ex.: 7 Na sentença, foi atendido o princípio da menor onerosidade. Isso posto/Isto posto, 
 nega-se provimento ao agravo. 
 3 Na sentença, foi atendido o princípio da menor onerosidade. Posto isso/Posto isto, 
 nega-se provimento ao agravo.
Posto que / Porque 
Posto que é locução conjuntiva concessiva equivalente a ainda que, embora, conquanto, se bem 
que. Apesar de bastante empregada como explicativa ou causal, equivalente a porque, essa lo-
cução ainda não se encontra abonada com esse valor. Atente-se que o emprego dessa locução 
deve ser sempre no modo subjuntivo. 
 Ex.: 7 Não assiste razão ao apelante, posto que as provas coligidas aos autos não corrobo- 
 ram a tese defendida. 
 3 Não assiste razão ao apelante, porque as provas coligidas aos autos não corroboram 
 a tese defendida. 
 3 O advogado do réu opôs novos embargos declaratórios, posto que os primeiros 
 tivessem sido providos. (= embora) 
Qual seja / Isto é / Ou seja / A saber
A expressão explicativa qual seja tem o mesmo sentido de isto é, ou seja, a saber. Contudo, 
ressalte-se que isto é, ou seja e a saber são invariáveis; enquanto qual seja se flexiona, concor-
dando com o termo antecedente.
193
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
 Ex.: 7 O Tribunal, no julgamento, utilizou os métodos clássicos de interpretação, qual 
 seja: literal, histórico, sistemático e teleológico. 
 3 O Tribunal, no julgamento, utilizou os métodos clássicos de interpretação, quais 
 sejam: literal, histórico, sistemático e teleológico. 
 3 O Tribunal, no julgamento, utilizou os métodos clássicos de interpretação, a saber: 
 literal, histórico, sistemático e teleológico.
Qualquer / Nenhum / Algum
O emprego do pronome indefinido qualquer com o significado de nenhum é censurado pela 
gramática normativa. Em vista disso, em construções de valor negativo, deve-se evitar o pro-
nome qualquer, que deverá ser substituído pelo indefinido algum posposto ao substantivo, ou 
pelo indefinido nenhum anteposto ao substantivo.
 Ex.: 7 Embora ferida, a vítima não recebeu qualquer ajuda da polícia. 
 3 Embora ferida, a vítima não recebeu ajuda alguma da polícia. 
 3 Embora ferida, a vítima não recebeu nenhuma ajuda da polícia.
Quando de
Evite o emprego da locução quando de com o sentido de à época, porquanto se trata de cons-
trução de influência francesa. Em vez de usar essa expressão, prefira: no momento de, na oca-
sião de, à época de.
 Ex.: 7 Os dependentes têm direito ao benefício se o segurado, quando de seu falecimento, 
 preencher os requisitos legais. (evite) 
 3 Os dependentes têm direito ao benefício se o segurado, na ocasião de seu falecimento, 
 preencher os requisitos legais. 
 3 Os dependentes têm direito ao benefício se o segurado, à época de seu falecimento, 
 preencher os requisitos legais.
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Queísmo / Dequeísmo
Queísmo refere-se à supressão de preposição diante do que conjunção subordinativa inte-
grante ou pronome relativo. 
 Ex.: 7 Não resta dúvida que o Tribunal alcançará as metas definidas pelo CNJ. 
 3 Não resta dúvida de que o Tribunal alcançará as metas definidas pelo CNJ.
Observe que o substantivo dúvida exige o emprego da preposição de. Logo, a ausência dessa 
preposição caracteriza queísmo. 
Dequeísmo, em contrapartida, consiste no emprego indevido da preposição de antes do que, 
quando a regência do verbo não a exige.
 Ex.: 7 Antecipo de que o desembargador votou pelo provimento das apelações. 
 3 Antecipo que o desembargador votou pelo provimento das apelações.
Nesse caso, o verbo antecipar é transitivo direto. Logo, não admite complemento com prepo-
sição. O acréscimo da preposição de caracteriza dequeísmo.
Se + o, a, os, as
Não é correto empregar o pronome apassivador se acompanhado dos pronomes oblíquos o, a, 
os, as, que funcionam como objeto direto, pois, nas construções com voz passiva, o objeto di-
reto passa a sujeito, que poderá ser representado pelos pronomes pessoais do caso reto (eu, 
tu, ele, nós, vós, eles). Por questão de estilo e elegância, pode-se deixar ospronomes pessoais 
do caso reto subentendidos.
 Ex.: 7 O réu não foi encontrado, cite-se-o por hora certa. 
 3 O réu não foi encontrado, cite-se ele por hora certa. 
 3 O réu não foi encontrado, cite-se por hora certa.
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 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
Se se
O emprego simultâneo da conjunção condicional se com o pronome se é correto. Contudo, 
por uma questão de eufonia, pode-se permutar a conjunção se por outras equivalentes, como: 
caso, contanto que, desde que.
 Ex.: 3 Haveria ofensa à segurança jurídica, se se permitisse, antecipadamente, acesso aos 
 dados secretos. 
 3 Haveria ofensa à segurança jurídica, caso se permitisse, antecipadamente, acesso 
 aos dados secretos.
Sendo que 
O emprego da locução conjuntiva sendo que, com valor causal, é admitido por alguns gra-
máticos. No entanto, quando empregada com valor aditivo, adversativo ou em substituição 
a pronome relativo, é considerada inadequada. Por esse motivo, recomenda-se omiti-la ou 
substituí-la por conjunção adequada ou pronome relativo.
 Ex.: 7 A missão do TJDFT é promover a paz social, sendo que a visão é apresentar resulta- 
 dos com qualidade e eficiência. 
 3 A missão do TJDFT é promover a paz social; a visão é apresentar resultados com 
 qualidade e eficiência. 
 3 A missão do TJDFT é promover a paz social, e a visão é apresentar resultados com 
 qualidade e eficiência. 
 
 7 O advogado arrolou apenas uma testemunha, sendo que poderia ter arrolado mais. 
 3 O advogado arrolou apenas uma testemunha, mas poderia ter arrolado mais. 
 
 7 O juiz recebeu dez pedidos de liminar em mandado de segurança, sendo que dois 
 não atendiam aos requisitos legais. 
 3 O juiz recebeu dez pedidos de liminar em mandado de segurança, dos quais dois 
 não atendiam aos requisitos legais.
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Sequer / Nem sequer / Nem mesmo
Sequer, nem sequer e nem mesmo assumem, no texto, a função de negar a ação verbal da ora-
ção e significam ao menos, pelo menos, nem ao menos. Contemporaneamente, é condenado o 
emprego desses advérbios em frases afirmativas. 
De acordo com o padrão culto da Língua, o advérbio sequer deve vir reforçado por outra pala-
vra de valor negativo e tem, em regra, sentido depreciativo.
 Ex.: 3 Rejeitam-se os embargos de declaração que nem sequer apontam a omissão suscitada. 
 
 3 O autor não vai sequer produzir prova nos autos. 
 
 3 Não houve sequer concordância entre autor e réu.
Tampouco / Tão pouco
É necessário diferenciar o advérbio tampouco de tão pouco, uma vez que o advérbio tampouco 
é usado para reforçar uma negação e equivale a também não, muito menos, nem, nem sequer. 
Por sua vez, em tão pouco, tem-se o advérbio tão intensificando o advérbio (ou pronome inde-
finido) pouco, com valor equivalente a muito pouco.
Apesar de ser considerada pleonasmo vicioso por alguns gramáticos, outros admitem a ex-
pressão nem tampouco como recurso linguístico de ênfase da negação. 
 Ex.: 7 Nos embargos de declaração, não há contradição, tão pouco omissão a ser sanada. 
 3 Nos embargos de declaração, não há contradição, tampouco omissão a ser sanada. 
197
 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
Ter ou haver de + infinitivo / Ter ou haver que + infinitivo 
As locuções verbais ter/haver de + infinitivo ou ter/haver que + infinitivo resultam da combina-
ção do verbo auxiliar com o infinitivo do verbo principal.
Com efeito, os verbos auxiliares ter/haver + de podem combinar-se com o infinitivo para deter-
minar, com mais rigor e precisão, o modo como se realiza a ação expressa pelo verbo. Nesse 
caso, ter/haver de + infinitivo indica necessidade, obrigação, dever.
Em contrapartida, a expressão ter/haver + que não indicaria o mesmo grau de obrigatoriedade 
de ter/haver de + infinitivo. Entretanto, modernamente, não se faz essa distinção. Assim, em 
vez de ter/haver + de, tem-se empregado frequentemente ter/haver + que. Nessa hipótese, o 
que tem valor prepositivo.
 Ex.: 3 Não há de se falar em decadência do mandado de segurança, já que a lesão efetiva 
 só ocorreu em virtude do provimento do recurso de terceiros. 
 3 Não há que se falar em decadência do mandado de segurança, já que a lesão efetiva 
 só ocorreu em virtude do provimento do recurso de terceiros. 
Todo o / Todo / Todos os
Na escrita, é comum haver dificuldade no emprego das expressões todo o e todo, que possuem, 
em regra, significados diferentes: todo o refere-se à ideia de totalidade, de completude; todo 
significa sozinho, qualquer, cada. 
Já o pronome indefinido todos, no plural, exige o emprego do artigo os, exceto nos casos em 
que todos inicia um aposto.
 Ex.: 3 Todo o Tribunal foi favorável à aprovação da emenda constitucional. 
 
 3 Todo servidor tem direito a férias. 
 
 3 Todos os servidores têm direitos e deveres.
198
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
A presença da preposição de combinada com o artigo definido os antes do termo Territórios 
na expressão Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios é abonada pela gramática 
normativa, visto que preconiza a necessidade de paralelismo gramatical ou sintático entre 
elementos coordenados: se o primeiro elemento da coordenação – Distrito Federal – é antece-
dido pelo artigo definido o – o Distrito Federal; o segundo elemento, de igual maneira, deverá 
ser precedido pelo artigo definido o – os Territórios; se há preposição, neste caso a preposição 
de, ligada a esse primeiro artigo definido o – do –, a mesma preposição deverá ser repetida 
com o segundo artigo definido os – dos.
Observe:
[...] de + o Distrito Federal e de + os Territórios
De é preposição que liga o primeiro grupo de substantivos Tribunal de Justiça ao segundo 
grupo de substantivos – coordenados entre si – Distrito Federal e Territórios, estabelecendo 
relação de posse do segundo grupo em relação ao primeiro.
Além do critério sintático, por se considerar que Distrito Federal e Territórios são entes defi-
nidos distintamente na organização político-administrativa da Constituição Federal, torna-se 
obrigatória a aplicação do critério semântico, que determina a necessidade de os elementos 
coordenados de sentidos independentes serem definidos individualmente com a presença de 
artigo, que só não se repetirá quando o segundo elemento for semanticamente idêntico ao 
primeiro ou com ele formar unidade semântica indivisível.
Em vista disso, a denominação correta é Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.
Vista / Vistas dos autos
Em sentido jurídico, vista traduz o ato de entrega dos autos a pessoas interessadas no pro-
cesso, como advogados, representantes do Ministério Público, para manifestar-se acerca de 
seu conteúdo. O termo vista costuma ser acompanhado dos verbos ir, pedir, requerer, ter etc.
Vale ressaltar que o correto é o singular, ou seja, vista.
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 Capítulo 3 | Dúvidas Recorrentes
 Ex.: 7 O Ministério Público terá vistas dos autos depois das partes. 
 3 O Ministério Público terá vista dos autos depois das partes.
Vítima fatal / Letal / Mortal
Os vocábulos fatal, letal e mortal exprimem algo que é determinado por um fato que produz a 
morte ou que está sujeito à morte; algo inevitável, funesto, marcado pelo destino. Qualificam, 
portanto, aquilo que causa ou provoca o resultado.
Vista essa questão semântica, o uso da expressão vítima fatal, letal ou mortal constitui im-
propriedade vocabular, uma vez que a vítima não é agente causador; mas, sim, alguém que 
sofre a consequência. Por isso, a qualificação tem de recair sobre o fato, e não sobre o agente 
causador. Então, fatal, mortal e letal é o evento, o acidente, a doença.
 Ex.: 7 O acidente causou uma vítima fatal, além de danos materiais. 
 3 O acidente fatal causou uma vítima, além de danos materiais. 
 
 7 A facada desferida pela autora provocou vítima mortal. 
 3 A facada desferida pela autora provocou a morte da vítima. 
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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS. Regimento Interno do TJDFT. Brasília: 
TJDFT, 2009. Disponível em: .
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO. Manual de língua portuguesa do Tribunal Regional Federal da 
1ª Região. Brasília: TRF1, Divisão de Produção Editorial, 2012.
VILELA, Mário. Gramática da Língua Portuguesa. 2. ed. Coimbra, Portugal: Livraria Almedina, 1999.Vossa Excelência
Senhor 
Presidente
A Sua Excelência o Senhor
Deputado NOME
Presidente da...
Endereço
Presidente de 
Tribunal de Contas 
Estadual ou do DF4
Vossa Excelência
Senhor 
Presidente
A Sua Excelência o Senhor
Conselheiro NOME
Presidente do Tribunal de Contas...
Endereço
Presidente do 
Congresso Nacional 
Vossa Excelência
Excelentíssimo 
Senhor 
Presidente 
do Congresso 
Nacional
A Sua Excelência o Senhor
Senador NOME
Presidente do Congresso Nacional
Endereço
Presidente do Senado 
Federal
Vossa Excelência
Senhor 
Presidente
A Sua Excelência o Senhor
Senador NOME
Presidente do Senado Federal
Endereço
Senador Vossa Excelência Senhor Senador
A Sua Excelência o Senhor
Senador NOME
Endereço
Vereador Vossa Senhoria Senhor Vereador
Ao Senhor 
Vereador NOME
Câmara Municipal de...
Endereço
 4 Os tribunais de contas foram incluídos nesse Quadro por se tratar de órgãos auxiliares do Poder Legislativo no 
controle externo.
27
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Aspectos Gerais
Outras autoridades e particulares
Cargo/Função Tratamento Vocativo Destinatário
Bispo e Arcebispo
Vossa Excelência 
Reverendíssima
Reverendíssimo 
Senhor 
A Sua Excelência Reverendíssima
NOME
Bispo de...
Endereço
Defensor Público Vossa Senhoria
Senhor Defensor 
Público
Ao Senhor 
Defensor Público NOME
Defensoria Pública de...
Endereço
Papa Vossa Santidade Santíssimo Padre
A Sua Santidade o Papa
NOME
Endereço
Procurador-Geral 
da República, 
Subprocurador- 
-Geral da República, 
Procurador Regional 
da República, 
Procurador-Geral 
(Estados e DF), 
Procurador da 
República
Vossa Excelência Senhor (cargo)
A Sua Excelência o Senhor
NOME
Cargo
Endereço
Reitor
Vossa 
Magnificência / 
Vossa Excelência
Magnífico Reitor / 
Senhor Reitor
A Sua Magnificência o Senhor /
Ao Senhor
NOME
Reitor da...
Endereço
Sacerdote ou 
religiosos em geral
Vossa Reverência
Reverendo 
Senhor
A Sua Reverência o Senhor
Padre NOME
Endereço
28
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Outras autoridades e particulares
Cargo/Função Tratamento Vocativo Destinatário
Autoridades que não 
recebem tratamento 
específico
Vossa Senhoria Senhor (cargo)
Ao Senhor
NOME
Cargo
Endereço
Particulares Vossa Senhoria Senhor Nome
Ao Senhor
Nome
Endereço
Regras gerais de formatação
Na redação oficial, a padronização contribui para reforçar a identidade da instituição. Por isso, 
na elaboração dos documentos oficiais do TJDFT, deve-se adotar a seguinte formatação:
 Fonte
 » Calibri*
 » 12 no corpo do texto e nas citações com até três linhas
 » 11 nas citações diretas com mais de três linhas
 » 10 nas notas de rodapé
 Recuo
 » 2,5 cm da margem esquerda no vocativo e no fecho
 » 2,5 cm da margem esquerda na primeira linha dos parágrafos
 » 4 cm da margem esquerda na citação com mais de três linhas, sem aspas, separada do corpo do 
texto por 6 pt ou, se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, uma linha em branco
 " Em consonância com a tendência moderna de economia de material, o Tribunal vem implantando a virtualiza-
ção de documentos. Por essa razão, optou-se, neste Manual, pela fonte Calibri, uma vez que ela foi concebida 
para facilitar a leitura do texto tanto em meio virtual quanto impresso."
29
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Correspondência Oficial
 Espaçamento
 » 5 cm entre a borda superior do papel e a epígrafe
 » simples entre as linhas
 » 6 pt após cada parágrafo ou, se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, 
uma linha em branco
 Margem
 » 3 cm na lateral esquerda 
 » 1,5 cm na lateral direita
 Margem espelho (para impressão no verso do papel)
 » 1,5 cm na lateral esquerda
 » 3 cm na lateral direita
 Parágrafos
 » numerados a partir do primeiro, que será identificado com o numeral cardinal 1, seguido de 
ponto-final, exceto quando os parágrafos estiverem organizados em itens ou títulos e subtítulos
 Folhas
 » numeradas a partir da segunda, que será identificada com o numeral cardinal 2
 Alinhamento da identificação do signatário
 » centralizado, sem sinal de pontuação
30
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Neste Manual, em acolhimento à tendência moderna, que prima pela objetividade e pela concisão, optou-se pela 
supressão da abreviatura do vocábulo número (n. ou nº).
Tipos de correspondência oficial
Para comunicar-se com o público interno ou externo, a Administração Pública utiliza-se da cor-
respondência oficial, que deve ser padronizada. Essa padronização traz unidade às comunica-
ções e, por consequência, fortalece a identidade institucional.
O rol de tipos de comunicação oficial é bastante extenso. Por isso, neste Manual, são 
apresentados os de uso mais frequente no Tribunal: ofício, memorando, comunicado, ata, 
relatório e parecer. 
Ofício e memorando
São documentos oficiais que se diferenciam, sobretudo, pela finalidade. O ofício é corres-
pondência externa que trata de assuntos diversos entre órgãos da Administração Pública ou 
entre esta e particulares. Por sua vez, o memorando, correspondência interna, trata de assun-
tos administrativos entre as unidades, hierarquicamente iguais ou diferentes, de um mesmo 
órgão, ainda que estejam em localidades distintas.
Quando dirigida a autoridades que compõem a estrutura do Tribunal – mesmo que elas se en-
contrem em circunscrições distantes da Sede –, a correspondência adequada é o memorando, 
e não o ofício.
Quando o ofício é dirigido a vários destinatários, com idêntico teor, denomina-se ofício-circular. O mesmo 
ocorre com o memorando, que será memorando-circular.
O ofício e o memorando apresentam estrutura praticamente idêntica, que segue o padrão-ofício.
31
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Correspondência Oficial
 1. Cabeçalho
O cabeçalho compreende a marca do Tribunal, composta pelo brasão da República, pelo logo-
tipo do TJDFT e pela respectiva legenda, e, logo abaixo, a sigla da unidade administrativa ou o 
nome do Fórum da unidade judiciária – ambos em negrito, seguidos do nome por extenso das 
respectivas unidades, conforme o caso –, o endereço, o telefone, o fax e o e-mail.
 » Modelo para ofício
 
Poder Judiciário da União 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
GPR 
Gabinete da Presidência
Praça Municipal, lote 1, Palácio da Justiça, bloco D, 2º andar, CEP 70094-900, Brasília-DF 
fone 61 3103 7115 / fax 61 3103 2185 / presidencia@tjdft.jus.br
O cabeçalho para memorando dispensa as informações de endereço, telefone, fax e e-mail.
 » Modelo para memorando
 
Poder Judiciário da União 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
GPR 
Gabinete da Presidência
 2. Epígrafe
Alinhada à esquerda, a epígrafe deve apresentar a denominação do documento e o número 
de controle, seguido da sigla do órgão que o expede.
Ofício 123/GPR
Memorando 123/GPR
32
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 3. Marcador temporal
O marcador temporal é constituído de local e data. Deve vir na linha imediatamente abaixo à 
da epígrafe, alinhado à direita e seguido de ponto-final.
 » Modelo para ofício
Brasília, 15 de janeiro de 2016.
No memorando, informa-se apenas a data, precedida da preposição em.
 » Modelo para memorando
Em 15 de janeiro de 2016.
 4. Destinatário
Os elementos que compõem o destinatário do ofício devem aparecer na seguinte ordem: for-
ma de tratamento; cargo, seguido do nome do destinatário em letras maiúsculas; função do 
destinatário, se for o caso; identificação do órgão, se não estiver expressa no cargo do desti-
natário; endereço, CEP e localidade, ligada por hífen à sigla da unidade da Federação.
 » Modelo para ofício
A Sua Excelência o Senhor
Ministro NOME
Presidente do Supremo Tribunal Federal
Praça dos Três Poderes
70175-900 ‒ Brasília-DF
No memorando, o destinatário deve ser mencionado pela forma de tratamento, seguida do 
cargo que ocupa.
 » Modelo para memorando
Ao Senhor Secretário de Soluções de Tecnologia da Informação
33
 Capítulo1 | Redação Oficial: Tipos de Correspondência Oficial
 5. Assunto
É a síntese do objeto da correspondência e deve atender à seguinte formatação: a palavra 
assunto, seguida de dois-pontos e de texto negritado, que deve iniciar com letra maiúscula e 
terminar com ponto-final.
Assunto: Convite para proferir palestra.
 6. Vocativo
Invocação do destinatário, seguido, preferencialmente, de vírgula. 
 
2,5 cm
 Senhor Presidente,
Não há vocativo no memorando.
 7. Corpo do texto
Apresenta introdução, desenvolvimento e, quando o assunto assim o exigir, conclusão.
Quando se tratar de ofício ou de memorando de mero encaminhamento de documentos, haverá somente 
introdução. 
 Ex.: Encaminho a Vossa Excelência escala anexa, referente ao plantão judicial do mês de fevereiro do 
Primeiro e do Segundo Graus de Jurisdição.
Contudo, será facultado o acréscimo de parágrafos de desenvolvimento, caso seja necessário comentar 
algum aspecto relevante acerca do documento que está sendo encaminhado.
 Ex.: Esclareço que, nessa escala, constam os horários de funcionamento do plantão, os quais devem ser 
rigorosamente obedecidos. 
34
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Introdução – apresentação concisa, no primeiro parágrafo, do objeto do documento. Dispen-
sa, pois, o uso de frases prolixas, que não contribuem para a transmissão do conteúdo, como 
Cumprimentando-o, Com os meus cordiais cumprimentos, Com as minhas sinceras considerações, 
Dirijo-me a Vossa Senhoria para solicitar, Cumpre-me informar a Vossa Excelência, entre outros 
recursos incompatíveis com as normas de redação oficial.
 Ex.: Solicito a Vossa Senhoria... 
Informo a Vossa Excelência...
Desenvolvimento – detalhamento do objeto da correspondência. Se houver mais de uma 
ideia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que amplia a clareza 
do texto. 
Conclusão – retomada ou reapresentação do objeto descrito na introdução, quando for necessário. 
 8. Fecho
Atenciosamente – empregado no fim de correspondência formal, antes da assinatura, 
para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior.
Respeitosamente – empregado para autoridades de hierarquia superior. 
Atualmente, com base no requisito da concisão, tornou-se indevido o emprego de fechamentos 
longos e rebuscados, como: Apresento a Vossa Excelência meus protestos de elevada estima; Apro-
veito o ensejo para apresentar a Vossa Excelência meus protestos de estima e de consideração; Sem 
mais para o momento; Sendo o que tínhamos a informar; Colho o ensejo para externar a Vossa Senho-
ria meu apreço.
Quando não houver relação de hierarquia, pode-se – por deferência – empregar a forma respeitosamente.
 9. Identificação do signatário
A identificação do signatário, inserida logo abaixo do local da assinatura, compreende o nome, 
em letras maiúsculas, bem como o cargo do autor da correspondência, com inicial maiúscula.
35
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Correspondência Oficial
NOME
Cargo
Quando o signatário, além das atribuições do cargo, desempenhar outra função, a sua identi-
ficação obedece à seguinte ordem: o cargo, com inicial maiúscula, seguido do nome, em letras 
maiúsculas; e a função, com inicial maiúscula, na linha subsequente.
Desembargador NOME
Presidente
Juiz NOME
Coordenador do Núcleo 
 A assinatura não pode ficar isolada na última folha do expediente. Nesse caso, pelo menos a última frase antes do 
fecho deverá ser transferida para a página em que estiver a assinatura.
36
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Poder Judiciário da União
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
GPR
Gabinete da Presidência
Praça Municipal, lote 1, Palácio da Justiça, bloco D, 2º andar | CEP 70094-900, Brasília-DF
(61) 3103 7115 | (61) 3103 2185 (fax) | presidencia@tjdft.jus.br
 
 
Ofício 123/GPR
Brasília, 15 de janeiro de 2016.
A Sua Excelência o Senhor
Ministro NOME
Presidente do Supremo Tribunal Federal – STF
Praça dos Três Poderes
70175-900 – Brasília-DF
Assunto: Convite para proferir palestra.
 Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal,
1. Convido Vossa Excelência para proferir palestra no dia 30 de abril, das 19h30 às 20h30, 
no encontro Jornadas Luso-Brasileiras: Passado, Presente e Futuro da Jurisdição, que ocorrerá no 
Auditório Ministro Sepúlveda Pertence, Fórum Des. Milton Sebastião Barbosa.
2. Esse evento objetiva promover, por meio da interação e da cooperação entre magis-
trados de países de Língua Portuguesa, debates sobre questões oriundas do patrimônio cultural 
comum a essas nações.
3. Informo que o tema da palestra será a Abordagem Histórica da Jurisdição no Brasil, com 
enfoque na importância da ocupação portuguesa nas terras descobertas e na aplicação da jurisdi-
ção interna.
4. Ressalto, por fim, que a vasta experiência de Vossa Excelência enriquecerá o debate 
sobre o tema proposto. 
 Respeitosamente,
Desembargador NOME 
Presidente
M
odelo
 de O
fíc
io
5 cm
1,5 cm
2,5 cm
3 cm
1,5 cm
37
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Correspondência Oficial
Poder Judiciário da União
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 
Memorando 123/GPR
Em 15 de janeiro de 2016.
Ao Senhor Secretário de Soluções de Tecnologia da Informação
Assunto: Aquisição de monitores de vídeo.
1. Solicito a Vossa Senhoria a aquisição de sete monitores de vídeo de LCD de 17 polega-
das, que serão destinados ao Núcleo de Revisão Textual.
2. Esclareço que esses equipamentos são indispensáveis ao serviço desempenhado por 
esse Núcleo, uma vez que facilitarão a leitura e a correção de textos diretamente no computador, 
com a consequente redução de material impresso. 
 Atenciosamente,
NOME
Chefe de Gabinete da Presidência
M
odelo
 de M
em
ora
ndo
5 cm
1,5 cm3 cm
1,5 cm
2,5 cm
38
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Comunicado
Comunicado é correspondência oficial tanto de caráter interno quanto externo; elaborado sem-
pre por escrito, ainda que seja proferido oralmente. Internamente, é utilizado para informar 
assuntos administrativos ou judiciais e redigido por determinação de autoridade superior – hi-
pótese em que se utilizará a expressão de ordem – ou subscrito por ela própria. Externamente, 
é empregado para informar assuntos destinados à publicação na imprensa oficial, caso em que 
será numerado e sempre subscrito por autoridade superior.
 1. Cabeçalho
O cabeçalho compreende a marca do Tribunal, composta pelo brasão da República, pelo logo-
tipo do TJDFT e pela respectiva legenda, e, logo abaixo, a sigla da unidade administrativa ou o 
nome do Fórum da unidade judiciária, ambos em negrito, seguidos do nome por extenso das 
respectivas unidades, conforme o caso.
 
Poder Judiciário da União 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
GC 
Gabinete da Corregedoria
 2. Epígrafe
A epígrafe é composta do vocábulo comunicado e do número de controle, que será utili-
zado somente para o comunicado externo, seguido da sigla do órgão que o expede. Além 
disso, deve vir centralizada e em letras maiúsculas.
COMUNICADO 18/GC
39
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Correspondência Oficial
 3. Corpo do texto
O comunicado é constituído, em regra, de um ou dois parágrafos: o primeiro contém o objeto 
do documento, e o segundo apresenta o detalhamento dele. Caso o assunto não seja extenso, 
o objeto e o detalhamento podem constar de um único parágrafo.
 4. Marcador temporal
O marcador temporal é constituído de local e data, seguidos de ponto-final, com recuo de 
2,5 cm da margem esquerda.
 
2,5 cm
 Brasília, 15 de janeiro de 2016.
 5. Identificação do signatário
A identificação do signatário, inserida logo abaixo do local da assinatura, compreende o nome, 
em letras maiúsculas, bem como o cargo do autor da correspondência, com inicial maiúscula.
NOME
Cargo
 Quando o signatário, além das atribuições do cargo, desempenhar outra função, a sua identi-
ficação obedece à seguinte ordem: o cargo, com inicial maiúscula, seguido do nome,em letras 
maiúsculas; e a função, com inicial maiúscula, na linha subsequente.
Desembargador NOME
Presidente
Juiz NOME
Coordenador do Núcleo 
40
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Poder Judiciário da União
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
GC
Gabinete da Corregedoria
 
COMUNICADO 18/GC
 O CORREGEDOR-GERAL DA JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS, 
no uso de suas atribuições legais, atendendo à solicitação do Desembargador , 
Corregedor-Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, contida no Procedimento 
Administrativo , comunica o furto do Livro tipo Ata e das cartelas de selos com 
173 (cento e setenta e três) selos de autenticidade da cor predominantemente verde, com 
a numeração AAW a AAW , ocorrido no Serviço Notarial e Registral de 
Pessoas Naturais da Comarca de Mato Grosso do Sul. 
 Brasília, 15 de janeiro de 2016. 
Desembargador NOME 
Corregedor
M
odelo
 de C
om
unica
do
5 cm
1,5 cm3 cm
1,5 cm
2,5 cm
41
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Correspondência Oficial
Ata
A ata é utilizada para registrar, concisa e claramente, fatos, resoluções e decisões de assem-
bleia, sessão ou reunião e é redigida por secretário efetivo do órgão ou, na falta deste, por 
outro servidor designado para essa função. 
Por se tratar de documento de valor jurídico, a formatação da ata não aceita recuos nos pará-
grafos e nas alíneas ou qualquer tipo de espaçamento que permita inserções posteriores nos 
espaços em branco, ou seja, escreve-se tudo seguidamente. 
 1. Cabeçalho
O cabeçalho compreende a marca do Tribunal, composta pelo brasão da República, pelo logo-
tipo do TJDFT e pela respectiva legenda, e, logo abaixo, a sigla da unidade administrativa ou o 
nome do Fórum da unidade judiciária, ambos em negrito, seguidos do nome por extenso das 
respectivas unidades, conforme o caso.
 
Poder Judiciário da União 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
GC 
Gabinete da Corregedoria
 2. Epígrafe
A epígrafe é composta da palavra ata, centralizada e em letras maiúsculas, seguida do assunto 
que a especifique. Em se tratando de atas sequenciais, deve-se indicar o respectivo número 
da reunião ou sessão.
ATA DA REUNIÃO DO CONSELHO GESTOR
42
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 3. Corpo do texto
O texto da ata compõe-se dos seguintes elementos: 
 » localizadores temporais – dia, mês, ano e horário da reunião, grafados por extenso
 » local de realização da reunião, com a descrição detalhada do endereço
 » relação dos participantes, com a indicação dos nomes e sobrenomes, acompanhados 
dos respectivos cargos, ressaltando-se quem irá exercer as funções de presidente e de 
secretário da reunião
 » relato dos fatos, com o detalhamento dos assuntos discutidos na reunião
 4. Fecho
O fecho da ata é constituído pela declaração de encerramento da reunião e pelas assinaturas, 
na última folha, de todos os participantes. Contudo, quando deliberado, a ata poderá ser assi-
nada apenas pelo presidente e pelo secretário. 
Nada mais havendo a registrar, o Presidente encerrou a reunião, da qual eu, Nome, Secretário do 
Conselho, lavrei a presente ata, que, por ser expressão da verdade, segue assinada pelo Senhor 
Desembargador Nome, Presidente do Conselho Gestor, e pelos demais membros. 
Presidente Nome ________________________________________________________________ 
Secretário Nome _______________________________________________________________
Desembargadora Nome _________________________________________________________ 
Desembargador Nome __________________________________________________________ 
Juiz Nome ______________________________________________________________________
Na redação da ata, deve-se:
 » grafar todas as referências numéricas por extenso
 » evitar o emprego de abreviações
 » utilizar a expressão “digo”, seguida da retificação no caso de ata manuscrita
 » retificar incorreções constatadas após o encerramento da ata, por meio da expressão Em 
tempo: onde se lê “...”, leia-se “...”
 » registrar, quando for o caso, retificações referentes à ata anterior
43
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Correspondência Oficial
 » empregar, de preferência, o pretérito perfeito do indicativo, como iniciou, decidiu, 
agradeceu
 » rubricar as folhas da ata, à exceção da última
44
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Poder Judiciário da União
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
GC
Gabinete da Corregedoria
 
ATA DE REUNIÃO DO CONSELHO GESTOR
Aos vinte e um dias do mês de fevereiro do ano de dois mil e dezesseis, às quinze horas, no 
Salão Nobre, bloco D, Praça Municipal, lote um, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos 
Territórios, realizou-se a segunda reunião do Conselho Gestor da Justiça do Distrito Federal e dos 
Territórios, criado pela Resolução dezessete de nove de março de dois mil e dez, sob a Presidência 
do Senhor Desembargador e secretariada pelo Secretário , presentes os 
Desembargadores Nome, e e os Juízes de Direito e . O 
Presidente deu início à reunião e agradeceu a presença de todos. Inicialmente, aprovou-se a ata 
da reunião ocorrida em cinco de janeiro de dois mil e dezesseis. Com a palavra, o Desembarga-
dor informou aos presentes que o relatório atual das arrecadações do indica 
o valor disponível de . Acrescentou, ainda, que a Corregedoria da Justiça, com apoio da 
Presidência do Tribunal, está estudando formas de aplicação dos valores dos depósitos judiciais, 
com a respectiva integração mensal de valores ao . Colocou-se em votação a minuta de 
Regimento Interno do Programa, elaborada pelo Juiz , com as alterações sugeridas pelo 
Senhor Corregedor. O mencionado ato foi aprovado, por unanimidade, com adaptações realizadas 
no dispositivo referente ao quórum para presença e para votação. Em relação à Secretaria Admi-
nistrativa do Conselho, prevista na Resolução originária, decidiu-se adiar sua implantação, até que 
surjam necessidades que a justifiquem. O Senhor Corregedor noticiou a existência de processo 
para contratação de estagiários, que deverá ser apreciado pelo Conselho; decidiu-se pela distri-
buição do feito, conforme critério constante do Regimento Interno. Nada mais havendo a registrar, 
o Presidente encerrou a reunião, da qual eu, , Secretário do Conselho, lavrei a presente 
ata, que, por ser expressão da verdade, segue assinada pelo Senhor Desembargador , 
Presidente do Conselho Gestor, e pelos demais membros.
Presidente Nome ________________________________________________________________
Secretário Nome __________________________________________________________________
Desembargadora Nome ____________________________________________________________
Desembargador Nome _____________________________________________________________
Juiz Nome ______________________________________________________________________
M
odelo
 de A
ta
5 cm
1,5 cm3 cm
1,5 cm
45
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Correspondência Oficial
Relatório
Documento em que se expõem à autoridade superior atividades ou fatos, além de resultados 
deles advindos.
Em algumas situações, o relatório pode exigir estruturação mais completa, caso em que 
deve conter – além das partes aqui explicitadas – capa, folha de rosto, sumário, sinopse 
e anexos.
 1. Cabeçalho
O cabeçalho compreende a marca do Tribunal, composta pelo brasão da República, pelo logo-
tipo do TJDFT e pela respectiva legenda, e, logo abaixo, a sigla da unidade administrativa ou o 
nome do Fórum da unidade judiciária, ambos em negrito, seguidos do nome por extenso das 
respectivas unidades, conforme o caso.
 
Poder Judiciário da União 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
GC 
Gabinete da Corregedoria
 2. Epígrafe
A epígrafe é composta tão somente da palavra relatório, centralizada e em letras maiúsculas.
RELATÓRIO
 3. Destinatário
Esta parte é composta da forma de tratamento, seguida da função do destinatário.
A Sua Excelência o Senhor Corregedorda Justiça do Distrito Federal
46
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 4. Assunto
O assunto apresenta a síntese do objeto do relatório e atende à seguinte formatação: a pala-
vra assunto, seguida de dois-pontos e de texto negritado, o qual se inicia com letra maiúscula 
e termina com ponto-final.
Assunto: Apuração de fatos noticiados no PA 123/2015.
 5. Corpo do texto
O corpo do texto traz a exposição circunstanciada do objeto e é estruturado em introdução, 
desenvolvimento e conclusão. 
Introdução – apresenta a disposição legal ou a ordem superior que motivaram ou determi-
naram a elaboração do relatório, bem como o objeto com a indicação dos fatos examinados.
Desenvolvimento – detalha o assunto por meio de informações e esclarecimentos necessá-
rios à sua compreensão.
Conclusão – extraída dos argumentos apresentados no desenvolvimento do relatório e, se 
for necessário, acrescida de sugestões.
 6. Marcador temporal
O marcador temporal é constituído de local e data, seguidos de ponto-final, a 2,5 cm da mar-
gem esquerda. 
 
2,5 cm
 Brasília, 15 de janeiro de 2016.
47
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Correspondência Oficial
 7. Identificação do signatário
A identificação do signatário é composta do nome, centralizado e com letras maiúsculas. Na 
linha subsequente ao nome, deve constar o cargo ou a função da autoridade ou do servidor que 
apresentar o relatório, sem sinal algum de pontuação.
NOME
Cargo
Juiz NOME
Coordenador do Núcleo 
48
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Poder Judiciário da União
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
GC
Gabinete da Corregedoria
 
RELATÓRIO
A Sua Excelência o Senhor Corregedor da Justiça do Distrito Federal
Assunto: Apuração de fatos noticiados no PA 123/2015.
1. Com a edição da Portaria , publicada no Diário da Justiça de 13 de agosto de 
2015, foi instaurada a presente Comissão, a fim de se proceder à apuração de eventual respon-
sabilidade de servidor, concernente a furtos e a arrombamentos noticiados pelo Coordenador da 
Segurança, ocorridos no Depósito Público da Circunscrição Judiciária de Brasília.
2. Cumpre-nos assinalar, com base em exame acurado e imparcial dos autos, que não há 
provas da participação ou da responsabilidade de servidor do TJDFT, por ação ou por omissão.
3. Da análise dos documentos carreados aos autos (cópias dos registros de ocorrência po-
licial, fotos etc.) e dos depoimentos prestados, extraíram-se as informações essenciais à instrução 
da presente sindicância, as quais nortearam a conclusão adotada por esta Comissão.
4. [...].
5. Diante do exposto, esta Comissão propõe a Vossa Excelência, salvo melhor juízo, o AR-
QUIVAMENTO deste Procedimento Administrativo.
 Brasília, 15 de janeiro de 2016.
NOME
Presidente da Comissão de Sindicância
M
odelo
 de R
elató
rio
5 cm
1,5 cm3 cm
1,5 cm
2,5 cm
49
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Correspondência Oficial
Parecer
O parecer é pronunciamento fundamentado, que apresenta solução, favorável ou contrária, 
sobre matéria sujeita ao exame de uma determinada área de atuação. Possui caráter admi-
nistrativo, técnico ou científico e geralmente integra um processo. Objetiva, principalmente, 
subsidiar a tomada de decisões. 
 1. Cabeçalho
O cabeçalho compreende a marca do Tribunal, composta pelo brasão da República, pelo logo-
tipo do TJDFT e pela respectiva legenda, e, logo abaixo, a sigla da unidade administrativa ou o 
nome do Fórum da unidade judiciária, ambos em negrito, seguidos do nome por extenso das 
respectivas unidades, conforme o caso.
 
Poder Judiciário da União 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
AJA 
Assessoria Jurídico-Administrativa da Presidência
 2. Epígrafe
A epígrafe, alinhada à esquerda, compõe-se da denominação do documento, em letras mai-
úsculas, seguida do número do parecer, do ano e da sigla da unidade. Na linha imediatamente 
abaixo, deve constar a expressão Processo Administrativo, seguida do respectivo número.
PARECER 14/2016/AJA
Processo Administrativo 311/2016
 3. Ementa
A ementa – concisa e sob a forma de títulos, em letras maiúsculas – indica o objeto do parecer. 
Deve ser alinhada à direita, com recuo à esquerda de aproximadamente 9 cm e sem recuo na 
primeira linha.
50
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 
9 cm
 APOSTILA. REAJUSTE PREVISTO NA ASSINATURA DO TERMO 
DE PERMISSÃO DE USO. ART. 65, § 8º, DA LEI DE LICITAÇÕES.
 4. Vocativo
O vocativo é composto do tratamento Senhor e do cargo do destinatário, seguido, preferen-
cialmente, de vírgula.
 
2,5 cm
 Senhor Secretário-Geral,
 5. Corpo do texto
O corpo do texto do parecer é composto da exposição e apreciação da matéria, além da conclusão.
Exposição da matéria – apresenta, de forma sucinta, os fatos que serão analisados e o histó-
rico de suas ocorrências. 
Apreciação da matéria – deve apresentar a legislação aplicável ao caso e, de maneira objeti-
va, o entendimento doutrinário e jurisprudencial, se for necessário. 
Conclusão – apresenta opinião fundamentada do parecerista, bem como solução para o caso 
analisado.
 6. Fecho
O fecho do parecer pode apresentar uma das seguintes expressões: À consideração superior, 
É o parecer, À consideração de Vossa Excelência etc.
51
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Correspondência Oficial
 7. Marcador temporal
O marcador temporal é constituído de local e data, alinhados à direita, seguidos de ponto-final.
Brasília, 15 de janeiro de 2016.
 8. Identificação do signatário
A identificação do signatário, inserida logo abaixo do local da assinatura, compreende o nome, 
em letras maiúsculas, bem como o cargo do parecerista, com inicial maiúscula.
NOME
Cargo
52
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Poder Judiciário da União
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
AJA
Assessoria Jurídico-Administrativa da Presidência
 
PARECER 14/2016/AJA
Processo Administrativo 311/2016 
APOSTILA. REAJUSTE PREVISTO NA ASSINA-
TURA DO TERMO DE PERMISSÃO DE USO. 
ART. 65, § 8º, DA LEI DE LICITAÇÕES. 
 Senhor Secretário-Geral, 
1. Trata-se de pedido de análise, nos termos do despacho de fl. , da Apostila ao Termo 
de Permissão de Uso 21/2016 , firmado entre este Tribunal e a Instituição , com base no 
disposto no art. do Regimento Interno do TJDFT. 
2. Primeiramente, há de se salientar que [...]. 
3. Por outro lado, o instrumento utilizado para a formalização do reajuste está em perfei-
ta harmonia com o previsto no § 8º do art. 65 da Lei de Licitações e Contratos, que assim dispõe, 
in verbis:
Art. 65 [...] 
§ 8º A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste de preços previsto no 
próprio contrato, as atualizações, compensações ou penalizações financeiras decor-
rentes das condições de pagamento nele previstas [...]. 
4. Diante do exposto, manifesta-se esta Assessoria Jurídico-Administrativa pela APROVAÇÃO da 
Apostila de fl. . É o parecer, que segue devidamente rubricado em todas suas folhas.
Brasília, 15 de janeiro de 2016.
NOME
Cargo
M
odelo
 de Pare
ce
r
5 cm
1,5 cm3 cm
1,5 cm
2,5 cm
9 cm
53
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Atos Normativos
Tipos de atos normativos
Ato normativo, instrumento de natureza legal, regulamenta ou explicita matérias de caráter 
administrativo ou judicial. De acordo com o Regimento Interno deste Tribunal, consideram-se 
atos normativos: 
 » portaria – destina-se a expedientes internos administrativos 
 » resolução – regulamenta matéria não regimental
 » provimento – altera e regulamenta o Provimento-Geral da Corregedoria 
 » instrução – transmite orientações e recomendações de natureza jurídico-administrativa
 » ato regimental – regulamenta a aplicação de norma estabelecida no Regimento Interno
 » emenda regimental – suprime, acrescenta ou modifica disposições do Regimento Interno
Regras gerais
Na elaboração de ato normativo, deve-se:
 » apresentar único objeto, explicitado no artigo primeiro
 » dispor somente sobre matéria que lhe sejaafim ou vinculada
 » indicar a norma ou o dispositivo, com explicitação mínima do conteúdo, quando fizer 
remissão a outros atos normativos ou aos respectivos dispositivos 
 » empregar, preferencialmente, siglas consagradas pelo uso, cuja primeira referência no 
texto será antecedida de travessão e do respectivo significado por extenso
 » grafar por extenso referências a números e percentuais, exceto data, número de lei e nos 
casos em que houver prejuízo para a compreensão do texto
 » expressar valores monetários em algarismos arábicos e, em seguida, escrevê-los por 
extenso entre parênteses
 » empregar, nas referências a datas, as seguintes formas:
 Ex.: 4 de março de 1998, e não 04 de março de 1.998 
1º de maio de 1998, e não 1 de maio de 1.998
54
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 » grafar a referência aos atos normativos das seguintes formas:
 Ex.: Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990 na primeira ocorrência e na cláusula de revogação 
Lei 8.112, de 1990, e não Lei nº. 8.112/90 nas demais ocorrências
Matérias idênticas não serão disciplinadas por mais de um ato normativo de mesma espécie.
Estruturação
O ato normativo é estruturado em três partes:
Preliminar – apresenta epígrafe, ementa, preâmbulo e enunciado do objeto.
Normativa – comporta artigos, parágrafos, incisos, alíneas e itens.
Final – contém cláusula de vigência e, quando couber, a de revogação.
Em todo ato normativo devem constar o brasão, o nome do órgão e o nome da unidade administrativa, de acordo 
com o padrão de identidade visual do Tribunal.
 1. Parte preliminar
Embora não faça parte do texto normativo, a parte preliminar serve para identificar o ato na 
ordem jurídica tanto no tempo quanto no espaço.
 a. Epígrafe
Qualifica o ato na ordem jurídica e o situa no tempo, por meio da denominação do documen-
to, da numeração e da data. Deve vir em letras maiúsculas, centralizada e separada da ementa 
por duas linhas com espaçamento simples.
Na epígrafe da Portaria, da Instrução e – em observância ao previsto no art. 285 do Regimento 
Interno do TJDFT – da Resolução, é proibido o emprego da vírgula entre o número do ato e a 
respectiva data, uma vez que a numeração desses atos é reiniciada a cada ano. A data é, pois, 
elemento restritivo. Os demais atos – provimento, ato regimental, emenda regimental – exi-
gem a vírgula, pois a data é explicativa.
55
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Atos Normativos
 b. Ementa
Explicita, de modo conciso, o objeto do ato normativo. Deve ser alinhada à direita, com recuo à esquer-
da de aproximadamente 9 cm, e separada do preâmbulo por duas linhas com espaçamento simples. 
Não há ementa nos atos que tratem de gestão de pessoas e que não possuam caráter normativo: nomeação, readap-
tação, recondução, designação, aposentadoria, exoneração.
 c. Preâmbulo
Constitui-se da autoria (em letras maiúsculas), do fundamento legal e da ordem de execução 
RESOLVE(M), também em letras maiúsculas. Deve apresentar alinhamento justificado, com 
recuo de 2,5 cm na primeira linha. 
O termo RESOLVE(M), seguido de dois-pontos, deve vir separado do texto que o antecede e 
do que o sucede por duas linhas com espaçamento simples.
A Lei Complementar 95, de 1998, no art. 6o, determina que o preâmbulo indicará a base legal do ato normativo. 
Essa fundamentação legal pode ser introduzida por meio das expressões de acordo com, em virtude de, em 
vista de, considerando, atendendo etc. Logo, a Lei não prevê a inclusão das razões de expedição do ato no texto 
normativo, o que, na prática, ocorre em forma de considerandos.
 Ex.: O PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS, no uso de suas atribui-
ções legais e considerando o disposto no art. 19 da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990 [...]. (prefira)
 Neste caso, o considerando introduz uma base legal.
 O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS, no uso de suas atribuições legais,
 Considerando o grande volume de processos conclusos a juízes de direito em decorrência de convocação 
para substituição de desembargadores [...]. (evite)
 Neste caso, o considerando introduz, inadequadamente, uma razão de expedição do ato.
56
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 d. Enunciado do objeto
Indica, no artigo primeiro do ato normativo, o conteúdo essencial da matéria. Deve apresentar 
alinhamento justificado, com recuo de 2,5 cm na primeira linha. 
 2. Parte normativa
Esta parte detalha o objeto indicado no artigo primeiro da parte preliminar por meio de artigo, 
parágrafo, inciso, alínea e item, dispositivos que estabelecem a articulação do ato normativo. 
 a. Artigo
Unidade básica de articulação do ato normativo, a qual trata de um único assunto. Estrutura-
-se de acordo com as seguintes orientações:
 » a abreviatura Art. seguida de um espaço de caractere
 » o número ordinal até o artigo nono
 » o número cardinal, seguido de ponto, a partir do artigo dez
 » a numeração do artigo separada do texto por um espaço de caractere, sem hífen ou travessão
 » o texto do artigo inicia-se com letra maiúscula e termina com ponto-final ou, nos casos 
em que se desdobrar em incisos, com dois-pontos
 » o artigo pode desdobrar-se em parágrafos ou em incisos
Na remissão a outro artigo de texto normativo, deve-se empregar a forma abreviada art., com 
letras minúsculas, seguida do número correspondente. 
 b. Parágrafo
Unidade de articulação própria para ressalva, extensão ou complemento da norma enunciada 
no caput de cada artigo. Estrutura-se de acordo com as seguintes orientações:
 » o parágrafo é indicado pelo símbolo §, que, após um espaço de caractere, será seguido 
de ordinal até o nono e, a partir do parágrafo dez, de cardinal, acompanhado de ponto
 » a numeração do parágrafo é separada do texto por um espaço de caractere, sem hífen 
ou travessão
57
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Atos Normativos
 » a expressão Parágrafo único – seguida de ponto e separada do texto normativo por um 
espaço de caractere – é utilizada quando há somente um parágrafo
 » o texto dos parágrafos, inclusive o do parágrafo único, inicia-se com letra maiúscula e 
termina com ponto-final ou, nos casos em que se desdobrar em incisos, com dois-pontos
 » o parágrafo pode desdobrar-se em incisos
 c. Inciso
Unidade de articulação utilizada para discriminação e enumeração; vincula-se ao caput do ar-
tigo ou ao parágrafo. Estrutura-se de acordo com as seguintes orientações:
 » os incisos são indicados por algarismos romanos, seguidos de travessão, o qual é separado 
do algarismo e do texto por um espaço de caractere
 » o texto do inciso inicia-se com letra minúscula, salvo quando houver exigência de inicial 
maiúscula, e termina com: ponto e vírgula; dois-pontos, quando se desdobrar em alíneas; 
ponto-final, caso seja o último e anteceda artigo ou parágrafo
 » o inciso pode desdobrar-se em alíneas
 d. Alínea
Unidade vinculada ao inciso e, assim como este, é destinada à discriminação e à enumeração. 
Estrutura-se de acordo com as seguintes orientações:
 » a alínea é indicada por letra minúscula, em ordem alfabética, acompanhada de parêntese, 
separado do texto por um espaço de caractere 
 » o texto da alínea inicia-se com letra minúscula, salvo quando houver exigência de inicial 
maiúscula, e termina com: ponto e vírgula; dois-pontos, quando se desdobrar em itens; 
ponto-final, caso seja a última e anteceda artigo, parágrafo ou inciso
 » a alínea pode desdobrar-se em itens
 e. Item
Unidade vinculada à alínea e também utilizada para discriminar e enumerar. Estrutura-se de 
acordo com as seguintes orientações:
58
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 » o item é indicado por algarismo arábico, seguido de ponto, o qual é separado do texto 
por um espaço de caractere
 » o texto do item inicia-se com letra minúscula, salvo quando houver exigência de 
inicial maiúscula, e termina com ponto e vírgula ou ponto-final, caso seja o último e 
anteceda artigo, parágrafo, inciso ou alínea
Cabe ressaltar que,na parte normativa, os dispositivos podem ser agrupados. Geralmente, 
esse agrupamento ocorre quando a norma se apresenta muito extensa ou quando o redator 
os distribui, por exemplo, em capítulos ou títulos por questões didáticas ou para facilitar a 
consulta aos dispositivos.
Assim, o agrupamento atende à seguinte sequência:
O agrupamento de Pode constituir
artigos → subseção
subseções → seção
seções → capítulo
capítulos → título
títulos → livro
livros → parte*
 * A parte pode desdobrar-se em geral e especial
Esses agrupamentos podem, ainda, ser organizados em disposições preliminares, disposições gerais, disposições 
finais e disposições transitórias.
Ao empregar esses agrupamentos no ato normativo, o redator deve observar também a for-
ma como serão grafados no texto. Assim, é necessário adotar o seguinte padrão:
 » os capítulos, os títulos, os livros e as partes são grafados em letras maiúsculas, 
identificados por algarismos romanos e centralizados
 » a indicação da matéria tratada nos capítulos, nos títulos, nos livros e nas partes é grafada 
em letras maiúsculas
59
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Atos Normativos
 » as seções e as subseções são indicadas por algarismos romanos, grafadas, assim como as 
respectivas intitulações, em negrito, letras minúsculas e centralizadas
 » uma linha em branco entre as intitulações (partes, livros, títulos, capítulos, seções e 
subseções) e entre os dispositivos (artigos, parágrafos, incisos, alíneas, itens); e duas 
linhas em branco entre o término de um dispositivo e a intitulação, bem como entre esta 
e o início do próximo texto
TÍTULO I
¶
DOS ATOS NORMATIVOS
¶
CAPÍTULO I
¶
DA NUMERAÇÃO
¶
¶
 Art. 2º Os atos normativos de que trata esta Portaria são numerados como se segue:
¶
 [...]
¶
¶
Seção I
¶
Das regras gerais de elaboração
¶
¶
 Art. 3º O ato normativo contém um único objeto e dispõe somente acerca de matéria que lhe seja afim ou vinculada.
¶
 § 1º O primeiro artigo do texto indica o objeto do ato normativo.
¶
 I – parte preliminar, que é composta por:
¶
 a) epígrafe: qualifica o ato na ordem jurídica e o situa no tempo, por meio da denominação do documento, da nu-
meração e da data;
 [...]
¶
 1. deve ser grafada em letras maiúsculas, centralizada e separada da ementa por duas linhas com espaçamento simples.
 [...]
60
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
 3. Parte final
A parte final contém: as disposições sobre medidas necessárias à implantação das determi-
nações da parte normativa; as disposições transitórias, se for o caso; a cláusula de vigência e, 
quando couber, a cláusula de revogação.
 a. Cláusula de vigência
É empregada de forma expressa. Assim, o dispositivo que a apresentar pode ter duas 
redações – “...entra em vigor na data de sua publicação”, quando não houver motivo que 
justifique o lapso temporal entre a publicação e a vigência; ou “...entra em vigor após de-
corridos (número) dias de sua publicação”, quando necessário que se tenha amplo conhe-
cimento do ato normativo antes da vigência.
 b. Cláusula de revogação
Enumera, expressamente, todos os atos normativos ou as disposições revogadas a partir da vigência 
de novo ato normativo.
Não há revogação tácita. É incorreta, pois, a utilização da seguinte sentença: ficam revogadas as disposições 
em contrário.
 
A assinatura não pode ficar isolada na última folha do ato normativo, caso em que, pelo menos, o último dispo-
sitivo deve ser transferido para a página em que estiver a assinatura.
61
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Atos Normativos
Poder Judiciário da União
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 
PORTARIA GPR 123 DE 5 DE FEVEREIRO DE 2016
Dispõe sobre a jornada laboral dos Analistas 
Judiciários do TJDFT, Área Apoio Especializa-
do, Especialidades Medicina e Odontologia. 
 O PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS, no 
uso de suas atribuições legais e considerando o disposto no art. 19 da Lei 8.112, de 11 de dezem-
bro de 1990, 
 RESOLVE: 
 Art. 1º Dispor sobre a jornada laboral dos Analistas Judiciários do Tribunal de Justiça 
do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT, Área Apoio Especializado, Especialidades Medicina e 
Odontologia. 
 Art. 2º Os ocupantes dos cargos de Analista Judiciário do TJDFT, Área Apoio Especiali-
zado, Especialidade Medicina, e de Analista Judiciário, Área Apoio Especializado, Especialidade 
Odontologia, deverão cumprir jornada laboral de 6 horas diárias. 
 Parágrafo único. Os servidores que ocupam os cargos mencionados no caput deste arti-
go, quando designados para o exercício de cargo em comissão ou de função comissionada, deve-
rão cumprir jornada integral de trabalho no expediente vigente nesta Corte de Justiça. 
 Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 
Desembargador NOME
Presidente
M
odelo
 de Porta
ria
5 cm
1,5 cm3 cm
1,5 cm
2,5 cm
9 cm
62
 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Poder Judiciário da União
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 
RESOLUÇÃO 123 DE 5 DE FEVEREIRO DE 2016
Altera o § do art. do 
Regulamento do Programa .
 O TRIBUNAL PLENO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓ-
RIOS, no uso de suas atribuições legais e regimentais e em observância ao disposto no Procedi-
mento Administrativo 123/2016,
 RESOLVE: 
 Art. 1º Alterar o § do art. do Regulamento do Programa , 
que passa a vigorar com a seguinte redação:
Art. [...]
§ Nos casos de magistrados, servidores e pensionistas falecidos sem 
habilitação de pensionista legal no TJDFT, a dívida permanecerá nos registros con-
tábeis do Pró-Saúde. (NR)
 Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. 
Desembargador NOME
Presidente
M
odelo
 de R
eso
lu
çã
o
5 cm
1,5 cm3 cm
1,5 cm
2,5 cm
4 cm
9 cm
63
 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Atos Normativos
Poder Judiciário da União
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
GC
Gabinete da Corregedoria
 
PROVIMENTO 123, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2016
Acrescenta o § ao art. do Provimen-
to-Geral da Corregedoria. 
 O CORREGEDOR DA JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS, no uso de suas 
atribuições legais e considerando o art. do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Distrito 
Federal e dos Territórios bem como o determinado no PA 123/2016, 
 RESOLVE: 
 Art. 1º Acrescentar o § ao art. do Provimento-Geral da Corregedoria, 
com a seguinte redação: 
Art. [...]. 
§ Além do diretor de secretaria e do respectivo substituto, poderá o juiz 
de direito, mediante portaria, designar outro servidor para autenticar documentos. 
(NR) 
 Art. 2º Este Provimento entra em vigor na data de sua publicação. 
Desembargador NOME
Corregedor
4 cm
M
odelo
 de P
ro
vim
ento
5 cm
1,5 cm3 cm
1,5 cm
9 cm
2,5 cm
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 TJDFT | Manual de Redação Oficial
Poder Judiciário da União
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
GC
Gabinete da Corregedoria
 
INSTRUÇÃO 123 DE 5 DE FEVEREIRO DE 2016
Instrui sobre modificações que serão inse-
ridas no SISTJ.
 O CORREGEDOR DA JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS, no uso de suas 
atribuições legais, 
 RESOLVE: 
 Art. 1º Instruir o Grupo Gestor de Primeira Instância para promover modificações no SISTJ. 
 Art. 2º O Grupo Gestor de Primeira Instância deverá promover modificações no SISTJ de 
modo que estabeleça, gradualmente, entre os bancos credenciados, a igualdade nos montantes 
dos depósitos judiciais. 
 Art. 3º Torna-se necessário remeter à Corregedoria da Justiça, mensalmente, as informa-
ções acerca dos resultados e da devolução dos depósitos judiciais para avaliação e eventuais ajustes. 
 Art. 4º Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação.
Desembargador NOME
Corregedor
M
odelo
 de In
st
ru
çã
o
5 cm
1,5 cm3 cm
1,5 cm
2,5 cm
9 cm
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 Capítulo 1 | Redação Oficial: Tipos de Atos Normativos
Poder Judiciário da União
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS