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Aula dimensionamento de pivo central
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Irrigação e Drenagem Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito SantoInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo

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Craque NetoCraque Neto

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Resumo sobre Dimensionamento Hidráulico de Pivô Central O dimensionamento hidráulico de um pivô central é um processo complexo que envolve diversas etapas e considerações técnicas. Inicialmente, é fundamental conhecer as características da área onde o pivô será instalado. Para um projeto na região de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, algumas especificações são essenciais: a área útil do pivô não deve exceder 70 hectares, o raio máximo permitido é de 450 metros, e a evapotranspiração de referência (ETo) é de 7,0 mm/dia. As culturas potenciais a serem cultivadas incluem soja, milho e algodão, com coeficientes de cultura (Kc) variando de 1,15 a 1,25. Além disso, a curva de infiltração de água no solo é dada pela equação VI = 94,4066 T -0,7673, e a topografia apresenta uma declividade de 10%. Etapas do Dimensionamento O dimensionamento do pivô central é realizado em várias etapas, começando pelo cálculo do número de tubos por vão. A topografia do terreno influencia diretamente essa escolha, onde vãos internos podem ser formados por 6 a 9 tubos, dependendo da declividade. Para declividades de 10 a 15%, por exemplo, são recomendados 7 tubos por vão, enquanto para declividades superiores a 15%, são utilizados 6 tubos. O vão de balanço, que é a parte do pivô que se estende além da última torre, normalmente é constituído de 1 a 4 tubos. A segunda etapa envolve o cálculo do número de torres do pivô, que é determinado pela fórmula: Nº Torres = T. Fixa + R máx − comp. vão de balanço. Com base nos dados fornecidos, o cálculo resulta em 1 torre fixa e 10 torres móveis. A área do pivô é calculada utilizando a fórmula A = π . r², resultando em uma área de aproximadamente 61,93 hectares. A velocidade de deslocamento do pivô é calculada considerando a rotação do motor e a eficiência do sistema, resultando em uma velocidade de 296,4 m/h. Demanda Hídrica e Seleção de Emissores A demanda hídrica diária é um aspecto crucial, calculada pela fórmula ETc = ETo . Kc, onde Kc é o coeficiente de cultura. Para o algodão, a demanda hídrica é de 8,75 mm/dia. A lâmina bruta necessária para o pivô operar a 100% é calculada considerando a jornada de trabalho do pivô, que neste caso é de 21 horas. O cálculo do percentímetro de funcionamento é feito para verificar a eficiência do sistema, resultando em um percentímetro de 42,38%. A vazão máxima de entrada no pivô é calculada com base na demanda hídrica e na área irrigada, resultando em uma vazão de 286,71 m³/h. A seleção dos emissores é uma etapa importante, onde se deve considerar a vazão de cada emissor e o espaçamento entre eles. O exemplo apresentado utiliza emissores da marca Asfix, com um espaçamento de 2 metros. A vazão necessária para cada ponto de saída é calculada, e a seleção do emissor deve garantir que a pressão de operação seja compatível com o sistema. Considerações Finais O dimensionamento do pivô central também envolve a seleção de válvulas reguladoras de pressão e o cálculo do perímetro para garantir a eficiência do sistema. A tubulação da linha lateral do pivô é geralmente feita de aço galvanizado, com diâmetros que podem variar, sendo comum o uso de tubos de 6 5/8”. O dimensionamento adequado do pivô central é essencial para garantir a eficiência na irrigação e a sustentabilidade das culturas, considerando as condições climáticas e as características do solo. Destaques O dimensionamento do pivô central envolve conhecimento da área, clima e culturas a serem irrigadas. O número de tubos e torres é determinado pela topografia e declividade do terreno. A demanda hídrica é calculada com base na evapotranspiração e coeficientes de cultura. A seleção de emissores e válvulas é crucial para a eficiência do sistema de irrigação. O uso de tubulações adequadas é fundamental para o funcionamento eficaz do pivô central.

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