Prévia do material em texto
Conteúdo gerado pelo EAD https://app.nmceduc.com.br 3. Transistores - Princípio Básico No estudo de diodo, analisamos uma junção PN. Para o transistor, estudaremos duas junções. Para cada junção do transistor, existirá uma barreira de potencial. Temos 02 (dois) tipos de transistores, NPN e PNP, apresentando 03 (três) terminais: o emissor, a base e o coletor, e duas junções: junção base-emissor e a junção base-coletor, conforme a figura abaixo. Figura 3.1. Transistor. Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 47. Neste caso, o emissor composto de um material tipo N, tem a função de emitir elétrons. O coletor, que também é de material tipo N, coleta os elétrons. A base, formada por material tipo P, é a parte comum. Os símbolos convencionados para o transistor são os seguintes: Conteúdo gerado pelo EAD https://app.nmceduc.com.br Figura 3.2. Transistor NPN, PNP. Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 48. 3.1. O transistor como chave Uso do transistor como chave implica em polarizá-lo na região de corte ou de saturação. Como o corte do transistor depende apenas da tensão de entrada, o cálculo dos transistores é efetuado baseado nos parâmetros de saturação. Um transistor comum, quando saturado, apresenta um V C E de aproximadamente 0,3V e um ganho de valor mínimo (entre 10 e 50) para garantir a saturação. A corrente de coletor de saturação Conteúdo gerado pelo EAD https://app.nmceduc.com.br depende da resistência acoplada ao coletor ou da corrente imposta pelo projeto. Exemplo No circuito a seguir, deseja-se que o Led seja acionado quando a chave estiver na posição ON e desligado quando a chave estiver na posição OFF. Parâmetros do transistor BC 548: VBESAT=0,7V VCESAT=0,3V ICMAX=200 mA VCEMAX=30V b =20 Parâmetros do LED: VD=1,5V ID=25mA Exemplo Um circuito digital (TTL) foi projetado para acionar um motor de 220V/ 60Hz sob determinadas condições. Para tanto, é necessário que um transistor como chave atue sobre um relé, já que nem o circuito digital, nem o transistor podem acionar este motor. O circuito utilizado para este fim esta mostrado a seguir. Conteúdo gerado pelo EAD https://app.nmceduc.com.br Figura 3.3. Transistor como chave. Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 48. Neste circuito, em série com RC, coloca-se a bobina do relê. Esta bobina, normalmente, apresenta uma resistência DC da ordem de algumas dezenas de ohms. Por ser tão baixa, a resistência RC, tem a função de limitar a corrente no transistor, para não o danificar. O diodo em paralelo com a bobina serve para evitar que o transistor se danifique devido à tensão reversa gerada por ela no chaveamento do relê. Parâmetros do 2N2222: VBESAT=0,7V VCESAT=0,3V b =10 ICMAX=500mA VCEMAX=100V Conteúdo gerado pelo EAD https://app.nmceduc.com.br Parâmetros do relé: RR=80W IR=50mA 3.2. Ponto quiescente do transistor Ao polarizarmos o transistor devemos verificar os limites de operação do mesmo, ou seja, a tensão máxima coletor-emissor (VCE máx), a corrente máxima de coletor (IC máx), a tensão máxima base emissor (VBE máx), a tensão máxima coletor-base (VCB máx), a Potência máxima (PC m á x) e a temperatura máxima. Se ultrapassarmos estes limites, poderemos danificar o transistor ou fazê-lo trabalhar com distorções. O ponto de operação de um transistor, também denominado ponto de trabalho ou ponto quiescente, deve ser localizado na região de operação limitada pelos valores máximos de tensão, corrente e potência. Conteúdo gerado pelo EAD https://app.nmceduc.com.br Figura 3.4. Curva do Transistor. Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 50. Além da região de operação (região ativa), onde o transistor trabalha sem distorções, devem ser levadas também em consideração as regiões de corte e de saturação. Na região de corte, a tensão VBE é menor que VBE de condução, logo não haverá corrente IB circulando, IC também será zero, e VCE estará com valor elevado. Na região de saturação, a tensão VBE é um pouco maior que VBE de condução. Neste caso, a corrente de entrada IB e consequentemente IC são muito grandes, o que implica em VCE baixo, em torno de 0,2 Volts (dependendo do transistor) 3.3. Circuitos com transistores Ligação Base Comum Conteúdo gerado pelo EAD https://app.nmceduc.com.br Figura 3.5. Configuração Base Comum Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 51. Valem as seguintes relações em um transistor: IE = IC + IB sendo que α é o ganho de corrente na configuração emissor comum. Outra forma de representar uma conexão de transistor é a emissor comum, Fig9. Ligação Emissor Comum Conteúdo gerado pelo EAD https://app.nmceduc.com.br Figura 3.6. Configuração Emissor Comum Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 52. Observe que a junção base emissor continua polarizada diretamente e a junção base coletor reversamente. Os elétrons são emitidos no emissor atingem a base que por se pouco dopada e estreita permite que a maioria atinja o coletor. Para essa configuração chamada emissor comum define-se o ganho de corrente, beta, como sendo: Os desenhos das Figuras 3.5 e 3.6 são representados pelos seus esquemas elétricos correspondentes indicados na Figuras 3.7 e 3.8 respectivamente. Conteúdo gerado pelo EAD https://app.nmceduc.com.br Figura 3.7. Configuração Base Comum Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 53. Figura 3.8. Configuração Emissor Comum Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 53. 3.4. Configuração Darlington A principal função desta configuração é conseguir alta impedância de entrada e alto ganho de corrente. O arranjo desta configuração é conectar dois transistores do mesmo tipo de maneira que se o ganho de corrente de um transistor for β1 e o do outro for β2 então o ganho de corrente do arranjo será igual a βD = β1.β2. A conecção Darlington atua como um novo dispositivo, cujo ganho de corrente é o produto dos ganhos individuais. A figura abaixo mostra esta configuração. Conteúdo gerado pelo EAD https://app.nmceduc.com.br Figura 3.9. Par Darlington Fonte: Apostila SENAI Eletrônica, 2007, p. 59. Obs: 1) Esta configuração pode ser feita também com transistores PNP. 2) Como o transistor Q1 opera com baixas corrente, e comumente encontrado na prática um resistor entre a base e o emissor de Q2, assim b1 não é reduzido.