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Resumo sobre Terapia de Reposição de Testosterona Masculina A Terapia de Reposição de Testosterona (TRT) é um tratamento utilizado para corrigir a deficiência de testosterona em homens, que pode ser causada por diversos fatores, incluindo idade, comorbidades e hábitos de vida. A prevalência do hipogonadismo masculino é complexa de determinar, pois depende de variáveis como a distribuição etária da população, critérios diagnósticos, e condições associadas como diabetes e obesidade. A testosterona, um hormônio crucial para a saúde masculina, começa a declinar a partir da quarta década de vida, com uma redução média de 1% ao ano. Este declínio é frequentemente acompanhado por um aumento nos níveis de SHBG (Globulina Ligadora de Hormônios Sexuais), que pode afetar a fração biodisponível de testosterona, levando a uma diminuição ainda mais acentuada. Mecanismos de Ação e Diagnóstico A testosterona é secretada pelas células de Leydig nos testículos e desempenha um papel vital na função sexual e no desenvolvimento do trato genital masculino. O eixo hipotálamo-hipófise-gonadal (HHG) regula a produção de testosterona, onde o GnRH (Hormônio Liberador de Gonadotrofina) estimula a secreção de LH e FSH pela hipófise. O LH, por sua vez, atua nas células de Leydig, promovendo a produção de testosterona. A administração de testosterona exógena pode inibir esse eixo, levando a uma diminuição na produção endógena de testosterona e potencialmente afetando a fertilidade masculina. O diagnóstico de hipogonadismo envolve a avaliação de sintomas sexuais e não sexuais, além de exames laboratoriais. A dosagem da testosterona total é recomendada pela Sociedade Americana de Endocrinologia como parte da avaliação inicial. Se os níveis estiverem baixos, é importante repetir o exame e, se necessário, avaliar a testosterona biodisponível. A interpretação dos resultados é crucial, pois níveis normais de testosterona total podem coexistir com níveis baixos de testosterona livre, especialmente em casos de obesidade. Tratamento e Alternativas O tratamento clínico do hipogonadismo pode incluir modificações no estilo de vida, como dieta e exercícios, que demonstraram melhorar os níveis de testosterona. A TRT farmacológica pode ser realizada por diferentes vias, incluindo oral, transdérmica, subcutânea e intramuscular, cada uma com suas vantagens e desvantagens. Os agentes orais, como o undecilato de testosterona, são menos utilizados devido à variabilidade nos níveis séricos e potenciais efeitos adversos. Os adesivos e géis transdérmicos são preferidos por sua facilidade de uso e menor risco de hepatotoxicidade. Além da TRT, existem alternativas como os moduladores seletivos do receptor de estrogênio (SERMs), como o citrato de clomifeno e o tamoxifeno, que podem ser utilizados para estimular a produção endógena de testosterona em homens que desejam preservar a fertilidade. Essas opções são especialmente relevantes para homens com hipogonadismo hipogonadotrófico, onde a função testicular ainda pode ser recuperada. Destaques A TRT é utilizada para tratar a deficiência de testosterona em homens, que pode ser influenciada por idade, comorbidades e hábitos de vida. A testosterona começa a declinar a partir dos 30 anos, com um aumento nos níveis de SHBG, afetando a fração biodisponível do hormônio. O diagnóstico de hipogonadismo envolve a avaliação de sintomas e exames laboratoriais, com ênfase na dosagem da testosterona total e livre. O tratamento pode incluir modificações no estilo de vida e TRT farmacológica, com diferentes vias de administração. Alternativas à TRT, como SERMs, podem ser consideradas para homens que desejam manter a fertilidade.