Prévia do material em texto
Fisiologia Cardiovascular Prof. Fernando S. F. da Cruz fernando.cruz@iffarroupilha.edu.br mailto:fernando.cruz@iffarroupilha.edu.br Funções - DISTRIBUIR OXIGÊNIO E REMOVE CO2 - DISTRIBUIR NUTRIENTES DO TGI PARA TODAS AS CÉLULAS - CARREAR AS SOBRAS DO METABOLISMO CELULAR PARA OS ÓRGÃOS DE EXCREÇÃO - TRANSPORTAR ELETRÓLITOS E HORMÔNIOS - MANTER A TEMPERATURA CORPORAL - TRANSPORTAR CÉLULAS E SUBSTÂNCIAS IMUNES RESPONSÁVEIS PELOS MECANISMOS DE DEFESA DO CORPO Sistema Circulatório/Cardiovascular: - Coração: Bombear sangue; Ejeção. - Artérias: Transportam sangue do coração para os órgãos. - Capilares: Transporte de menor pressão/velocidade, permite troca gasosa e filtração. - Veias: Leva o sangue dos órgãos para o coração. - Vênulas: menores veias do corpo, e drenam o sangue dos capilares presentes nos leitos microvasculares para as veias maiores - Sangue: é um tecido vivo que circula pelo corpo, levando oxigênio e nutrientes a todos os órgãos, além de substâncias químicas e excretas – subprodutos do metabolismo celular que necessitam ser eliminados e/ou metabolizados por via renal ou hepática. Sistema Circulatório BAIXA PRESSÃO TROCAS GASOSAS DEMANDA METABÓLICA Anatomofisiologia Apresenta três divisões principais: - Sistema de distribuição (coração, artérias e arteríolas) - Sistema de distribuição perfusão (artérias, arteríolas e capilares) - Sistema de coleta (vênulas, veias e coração) Obs: Microcirculação, representada por vasos terminais, consiste em pequenas artérias, arteríolas, capilares e vênulas. Microcirculação Regulação do Fluxo Sanguíneo Microcirculatório e Recrutamento de Capilares: - estiramento e estresse endotelial - O2; CO2; lactato; H+ - interações autócrinas e parácrinas O2 e nutrientes para as células Anatomofisiologia 4 CÂMARAS ( 2 Átrios e 2 Ventrículos) CORAÇÃO DIREITO E ESQUERDO PRESSÕES Obs: O tamanho relativo do coração dos mamíferos correlaciona-se com as diferenças no grau de atividade física (0,3 a 1% do peso corporal) Ex: Porco sedentário = 0,3% e cavalo puro= 1,2% Anatomofisiologia A parede cardíaca é composta por fibrócitos, células musculares estriadas cardíacas e matriz extracelular; Espessura da parede de cada câmara cardíaca é relacionada diretamente à sua função: 1. Átrios – desenvolvem baixa pressão = parede fina 2. Ventrículos – alta pressão = parede mais espessa Obs: Ventrículo esquerdo tem parede mais espessa 4 Valvas cardíacas = duas entre átrios e ventrículos (valvas atrioventriculares) e duas na saída dos ventrículos (valvas pulmonar e aórtica) Anatomofisiologia Átrios: Baixa pressão e paredes delgadas; Apresenta três funções: 1. Reservatório e transportador de sangue para o ventrículo; 2. Auxiliam a ação de bomba, aumentando o enchimento ventricular; 3. Participam do fechamento da valva atrioventricular (AV). O Coração Anatomofisiologia Ventrículos: Massa miocárdica ventricular corresponde à maior parte do peso do coração Parede do VD é muito mais delgada; Pericárdio: Saco de parede dupla contendo poucos mililitros de líquido seroso que fornece uma superfície lubrificada para movimentos do coração - Pericárdio fibroso (inelástico) e seroso (duas lâminas: parietal e visceral = epicárdio) Obs: Ausência do pericárdio comumente não altera a função cardíaca CAMADAS DA PAREDE CARDÍACA Anatomofisiologia Células nodais dos nodos sinoatrial (SA) e AV são responsáveis pela atividade de marcapasso e pelo retardo da condução no nodo AV Células de Purkinje são células especializadas na condução rápida do impulso (feixe de His e rede de Purkinje) Células de transição são intermediárias entre as células de Purkinje e as células contráteis A capacidade do músculo cardíaco de iniciar e conduzir impulsos elétricos e contrair suas fibras de forma sincrônica e eficaz depende de quatro propriedades fundamentais: EXCITABILIDADE RITMICIDADE INTRÍNSECA (AUTOMATICIDADE) CONDUTIVIDADE CONTRATILIDADE Excitabilidade Capacidade das células de responderem a estímulos elétricos, químicos ou mecânicos Automaticidade Capacidade do músculo cardíaco de iniciar um impulso elétrico espontâneo Condutividade Capacidade do miocárdio disseminar ou irradiar impulsos elétricos Contratilidade Após impulso elétrico apresenta período de inexcitabilidade após a contração (período refratário) Cronotropismo Capacidade da própria célula gerar estímulos (frequência cardíaca) Inotropismo Força de contração (contratilidade) Positivo (SNAS) Negativo (SNAP) Dromotropismo Condutibilidade Batmotropismo excitabilidade Ciclo Cardíaco - Compreende o período entre o início de um batimento até o início do próximo batimento, composto por 1 sístole e uma diástole. - O coração se baseia em pressão e volume para o trabalho mecânico Dividido em 2 Etapas: - Sístole Fase de contração isovolumétrica Fase de ejeção ventricular - Diástole Fase de relaxamento isovolumétrico Fase de enchimento ventricular Fase de contração atrial Anatomofisiologia Bulhas Cardíacas Bulhas Cardíacas Primeira Bulha A primeira bulha cardíaca (S1), de maneira simplificada, é produzida por: ■ Fechamento (com tensão e vibração) das valvas atrioventriculares esquerda (mitral) e direita (tricúspide); ■ Distensão (tensão e vibração) das cordoalhas tendíneas (ou cordas tendíneas) – estruturas filamentosas que ligam as valvas ou folhetos valvulares ao coração; ■ Ruído muscular da contração ventricular. ■ é o ruído de maior intensidade (volume). Bulhas Cardíacas Segunda Bulha A segunda bulha (S2) ocorre em virtude de: ■ Fechamento das valvas semilunares (sigmóides) pulmonar e aórtica; ■ Desaceleração da coluna de sangue nos grandes vasos; ■ Repercussão do sangue contra as valvas semilunares na tentativa de retornar aos ventrículos. Costuma ser de fácil auscultação, porém menos audível que S1. https://docs.google.com/file/d/1ti7t8H7KOrK9JWRmMV_Sjz3AtQJ2d9Yr/preview Bulhas Cardíacas Terceira Bulha A terceira bulha (S3) decorre de: ■ Distensão e vibração dos ventrículos quando do início da diástole; ■ Enchimento rápido das câmaras cardíacas pelo sangue e o choque deste contra as paredes internas ventriculares, que ocorre no início da diástole. Bulhas Cardíacas Quarta Bulha A quarta bulha (S4) decorre de: - em consequência de contração atrial e sua vibração. - É denominada pré-sistólica, pois ocorre imediatamente antes da sístole, sendo, muitas vezes, confundida com um desdobramento de S1. Sopros Sopro: som causado por turbulência do sangue nas válvulas cardíacas • Local; • Tempo; • Intensidade (graus I a VI). Sopros ■ Grau 1: sopro muito suave, detectado somente após um longo período de auscultação em um ambiente muito tranquilo ■ Grau 2: sopro suave, auscultado imediatamente em um foco valvar ■ Grau 3: sopro de intensidade leve a moderada ■ Grau 4: sopro de intensidade moderada a grave, sem a ocorrência de frêmito (sensação tátil dada pelo sopro) ■ Grau 5: sopro claro à auscultação, com um frêmito palpável e que não se detecta ao afastar o estetoscópio do tórax ■ Grau 6: sopro grave, com frêmito detectável e auscultado mesmo quando o estetoscópio é afastado um pouco do tórax. Sopros Com relação à fase do ciclo cardíaco que o sopro ocupa, pode-se dizer que o sopro pode ser: - sistólico (como nos casos da regurgitação mitral ou tricúspide – congênita ou adquirida –, estenoses das valvas pulmonar ou aórtica etc.); - diastólico (regurgitação das valvas aórtica ou pulmonar); - ou poderá ocupar o período da sístole e da diástole, como no caso da persistência do ducto arterioso. Pulso É de suma importância realizar, sempre que possível, simultaneamente, a auscultação cardíaca e a determinação do pulso femoral (artéria femoral). - cada batimento produzirá um pulso palpável, devendo ser normalmente na relação de 1:1. - déficit de pulso poderá indicar arritmia cardíaca e um pulso de amplitude irregular muitas vezes tambémestá associado às arritmias. Pressão Arterial ■ Determinação da pressão arterial Pode-se definir a pressão arterial (PA): - do ponto de vista físico, como a pressão exercida pelo sangue sobre a superfície interna de um vaso arterial. - quanto ao aspecto hemodinâmico, a PA é o produto do volume sanguíneo pela resistência vascular periférica: PA = volume sanguíneo × resistência vascular periférica Assim como o volume sanguíneo pode ser considerado débito cardíaco, podendo ser representado pela fórmula geral: Débito cardíaco = volume sistólico × frequência cardíaca Débito Cardíaco ● Pré-carga: � É a distensão ventricular inicial, que pode ser mensurada indiretamente como a pressão ventricular diastólica final. ● Pós-carga: � É a força contra a qual o coração deve bombear o sangue, ou seja, quanto maior a resistência ao fluxo sanguíneo maior a pós – carga. Débito Cardíaco � Lei de FRANK – STARLING (Auto regulação heterométrica): “ Quanto mais a fibra muscular é distendida, maior a tensão gerada por ela quando contraída” Débito Cardíaco Débito Cardíaco CONTRATILIDADE - Sistema Nervoso Simpático / Receptores β1 AUMENTAM: • Catecolaminas circulantes, digoxina, cálcio REDUZEM: • Hipóxia, isquemia, betabloqueadores, distúrbio ácido básico, distúrbio eletrolítico Débito Cardíaco Débito Cardíaco Cão ejeta 2 mL de sangue por sístole; ▪ FC = 100 bpm; ▪ DC = 200 mL/min. Exemplo Coração - Controle Neural � Barorreceptores � Respondem a alteração de pressão � Dividem-se em 2 quanto a localização � Quimiorreceptores � Respondem às alterações químicas do sangue Coração - Controle Neural Localização dos Barorreceptores 1. Seio Carotídeo e Arco Aórtico 2. Paredes dos átrios e das grandes veias torácicas e pulmonares Arco aórtico e seio carotídeo: � Sensores arteriais de pressão elevada, monitoram as pressões arteriais geradas pelo ventrículo esquerdo � Quanto maior a pressão arterial, maior a distensão e maior a taxa de descarga neural para os centros cardiovasculares no tronco cerebral. Coração - Controle Neural Localização dos Barorreceptores Nas paredes dos átrios e grandes veias torácicas e pulmonares: Sensores de baixa pressão respondem às alterações dos volumes pulmonares. � Os barorreceptores atriais e venosos regulam o volume de sangue através de seus efeitos sobre: � Atividade simpática renal � A liberação de hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina ( provocam retenção de sódio e água ) � A liberação do fator natriurético atrial. ( potente diurético) Coração - Controle Neural Coração - Controle Neural Quimiorreceptores: Fortemente estimulados pela hipoxemia Principais alterações: Aumento da FC Vasoconstrição Pressão Arterial Pressão Arterial = DC x Resistência Vascular Total (RVT) Pressão Arterial Sistólica: (PAS) Indica o trabalho do coração e a tensão que age contra as paredes arteriais durante a contração ventricular. Pressão Arterial Diastólica: (PAD) Indica a resistência periférica ou a facilidade com que o sangue flui das arteríolas para os capilares. ■ Determinação da pressão arterial Métodos: - (1) invasivo; e (2) não invasivos (Doppler, oscilométrico, fotopletismografia). (1) método invasivo (arteriopunção) é o padrão-ouro de monitoração da pressão arterial. Em cães e gatos as artérias mais comuns para punção são a podal dorsal e femoral. https://docs.google.com/file/d/138F1FoSiAOu57Uc65pqthltLeE07K9o9/preview ■ Determinação da pressão arterial Métodos: - (1) invasivo; e (2) não invasivos (Doppler, oscilométrico). (2) método não invasivo é o método mais comum e simples de monitoração da pressão arterial. ■ Eletrocardiografia - exame que avalia a atividade elétrica do coração por meio de eletrodos fixados na pele. - detectar o ritmo do coração Exames Complementares ■ Eletrocardiografia ■ Eletrocardiografia ■ Eletrocardiografia Derivações