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1 
 
 
 
PROPRIEDADES DA PSICOMOTRICIDADE HUMANA 
1 
 
 
Sumário 
NOSSA HISTÓRIA ..................................................................................................... 2 
Introdução ............................................................................................................... 3 
O que é a Psicomotricidade .................................................................................... 4 
Propriedades psicomotoras desenvolvidas nas sessões de Psicomotricidade 
Educativa ou Psicocinética: .................................................................................. 10 
Espaço temporal ............................................................................................... 10 
Equilíbrio ........................................................................................................... 10 
Ritmo ................................................................................................................. 11 
Coordenação motora ampla ou global .............................................................. 12 
Coordenação motora fina .................................................................................. 13 
Agilidade ........................................................................................................... 13 
Tonicidade ........................................................................................................ 14 
Lateralidade ...................................................................................................... 15 
Esquema corporal ............................................................................................. 16 
A psicomotricidade e a Educação Física .............................................................. 16 
A importância da psicomotricidade para o desenvolvimento infantil ..................... 18 
A influência da psicomotricidade na aprendizagem .............................................. 19 
Considerações Finais ............................................................................................... 23 
Referências .......................................................................................................... 25 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de 
empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como 
entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas 
de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua 
formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos 
culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e 
comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de 
comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de 
forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir 
uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma 
das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela 
inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço 
oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
Introdução 
 
 
Hoje o mundo está crescendo muito rápido e as exigências sociais com o ser humano 
estão muito grandes. A sociedade exige pessoas críticas, atuantes, que saibam se 
expressar, posicionando-se e comunicando-se com clareza, portanto vemos aí a 
grande necessidade do desenvolvimento motor no processo ensino aprendizagem 
para que o ser humano possa enfrentar as situações do dia -a -dia, com maior 
capacidade e desenvoltura. 
Desde o início dos tempos o homem procurou desenvolver suas habilidades e 
aptidões. Conheceu o fogo, criou a roda, estudou a relação movimento/espaço, foi à 
lua, criou barreiras, destruiu barreiras e estudou os diversos elementos que compõe 
a sociedade. Conheceu o poder da ação e reação, fez de sua inteligência sua arma 
mais poderosa; construtiva e destrutiva. Houve mudança, houve movimento. 
A educação tem uma função essencial e importante neste processo. A escola deve 
ser um local agradável onde a criança sinta prazer em apreender e, especialmente 
trabalhe a coordenação motora das mesmas. 
Para que ela aprenda a conhecer e valorizar o seu corpo cabe aqui salientar a 
necessidade de citar durante o trabalho e em anexo atividades psicomotoras, que 
busquem despertar um melhor desenvolvimento psicomotor da criança, tais como: 
Domínio dos movimentos gestuais do corpo, Movimento com as mãos e os dedos, 
reconhecimento das partes do corpo, entre outros, tal trabalho resultara em uma 
melhor aprendizagem no processo de formação do educando. 
O movimento é o objeto primo da psicomotricidade. Entende-se o significado da 
psicomotricidade como sendo a ciência que tem como objeto de estudo o homem 
através de seu corpo em movimento e em relação ao seu mundo externo e interno, 
isto é, a capacidade de se movimentar com intenção. Nesta pesquisa aborda-se a 
psicomotricidade no desenvolvimento infantil. 
Falar de psicomotricidade é falar de possibilidades. Existem possibilidades em cada 
etapa no desenvolvimento da criança, relacionando-a uma à outra. Cada criança é 
4 
 
 
única, cada ser é diferente, mas as relações de crescimento estão ligadas diretamente 
a afetividade, cognição e organização. 
Para tanto, o envolvimento desses processos é preenchido com os três 
conhecimentos básicos que norteiam a psicomotricidade, que são o movimento, o 
intelecto e o afeto, estes sim, são individuais e únicos em cada criança. 
O conhecimento do próprio corpo e do seu funcionamento são aspectos fundamentais 
para o desenvolvimento dos aspectos físico, motor e intelectual da criança, que se 
criança for bem trabalhada, principalmente em seus movimentos de lateralidade, 
espaço, tempo e percepção, ela estará melhor preparada para atuar na sociedade, 
também percebeu-se que através das atividades motoras obtém-se resultados mais 
rápidos e compensatórios por parte dos educandos e assim a importância do papel 
da escola e do educador em todo o processo. 
Sendo assim, formamos um espaço, um todo. Entendendo as relações de movimento 
com o meio tornará o indivíduo mais ou menos confiante e compreendente desse 
espaço que vive. 
O que é a Psicomotricidade 
A psicomotricidade refere-se diretamente ao movimento humano. É o relacionamento 
através da ação, é a integração do corpo com a natureza. Como ciência, a 
psicomotricidade é definida tendo como objeto de estudo o homem através de seu 
corpo em movimento relacionado com a sociedade e consigo mesmo. 
As relações do movimento corporal com o meio tornam o indivíduo mais confiante e 
compreendente do espaço que ocupa, e consequentemente melhor entendimento de 
suas emoções. 
“Psicomotricidade como a posição global do sujeito, que pode ser entendido como a 
função de ser humano que sintetiza psiquismo e motricidade com o propósito de 
permitir ao indivíduo adaptar de maneira flexível e harmoniosa ao meio que o cerca” 
(DE LIÈVRE Y STAES 1992, p. 39). 
5 
 
 
De acordo com Coste (1978, p.23), é a ciência encruzilhada, onde se cruzam e se 
encontram múltiplos pontos de vista biológicos, psicológicos, psicanalíticos, 
sociológicos e lingüísticos. 
A psicomotricidade está relacionada ao desenvolvimento das aquisições afetivas, 
cognitivas e orgânicas. Três conhecimentos básicos substanciam esse processo: o 
movimento, o intelecto e o afeto. Compreender esses processos direciona o olhar 
para a criança num todo, visando contribuir para o entendimento desses três 
conhecimentos. 
São conhecimentos básicos relacionados a psicomotricidade: o movimento, o 
intelectoe o afeto. 
O movimento, segundo dicionário Cegalla (2005), “movimento é o deslocamento de 
um corpo, ou parte dele, no espaço; série de atividades organizadas com um fim 
comum; atividade, ação”. 
Fonseca (1988) define que: “O movimento humano é construído em função de um 
objetivo. A partir de uma intenção como expressividade íntima, o movimento 
transforma-se em comportamento significante”. 
Para abordar o primeiro conhecimento básico é necessário citar Wallon (1971), que 
fundamenta os estágios da criança e foca no estágio inicial, o movimento. Wallon 
define a criança em seu primeiro estágio de desenvolvimento como um ser que 
expressa a emoção no seu corpo e a emoção antecede a cognitividade, defendida 
por Piaget. O movimento segundo Wallon não é entendido apenas como 
desenvolvimento a partir do fisiológico é também uma forma de relação com o meio. 
O movimento tem ação direta sobre o meio, relacionando-se intrinsecamente com o 
afetivo. 
“O movimento humano é a parte mais ampla e significativa do comportamento do ser 
humano”. É obtido através de três fatores básicos: os músculos, a emoção e os 
nervos, formados por um sistema de sinalizações que lhes permitem atuar de forma 
coordenada” (BARROS & NEDIALCOVA, 1999: p.3). 
O movimento no desenvolvimento infantil tem uma função fundamental, 
principalmente nos primeiros estágios da criança onde está não adquiriu a linguagem 
6 
 
 
falada ainda. O movimento tem a função de comunicação. É através do movimento 
que a criança expressa suas sensações e manifesta o contato com o mundo ao seu 
redor. 
Entende-se por comunicação o ato ou ação de comunicar-se, está dada através de 
gesticulação, expressando assim seus desejos, vontades e sentimentos. 
As necessidades físicas ou psíquicas são expressas através do movimento, essa, 
portanto, é a primeira forma de comunicação antes do desenvolvimento da 
linguagem. Essa comunicação através do movimento é definida por Wallon como 
comunicação emocional. A necessidade da criança de se expressar faz com que a 
postura corporal demonstre seu estado orgânico ou emocional. 
O intelecto, segundo Aurélio (2004) define intelecto como inteligência, e inteligência 
como faculdade ou capacidade de aprender, apreender, compreender ou adaptar-se 
facilmente; intelecto, intelectualidade, destreza mental; agudeza, perspicácia. 
O processo de cognição leva ao desenvolvimento do intelecto, isto é, quanto mais 
aquisição do conhecimento, maior a maturação do processo intelectual. 
Neste segundo conhecimento básico tem-se como base de fundamentação Piaget. 
De acordo com Piaget, a aprendizagem é decorrência do desenvolvimento cognitivo, 
vinculado por sua vez, à maturação biológica e a qualidade dos desafios do meio. 
O intelecto está relacionado ao cognitivo, que faz relação com o movimento para se 
estabelecer a comunicação com o meio. Voltando ao primeiro conhecimento básico 
com referência a comunicação, Wallon define que a maturação e aprendizagem – 
processo de desenvolvimento do intelecto – estão condicionadas pela riqueza do 
intercâmbio emocional e da comunicação com o outro. 
O afeto é definido como afeição, carinho, atenção, simpatia. As aquisições afetivas 
vêm completar os conhecimentos básicos. A ação é impulsionada pela emoção. 
“Emoção é a referência a um sentimento e seus pensamentos distintos, estados 
psicológicos e biológicos, e a uma gama de tendências para agir. Há centenas de 
emoções, juntamente com suas combinações, variações, mutações e matizes” 
(GOLEMAN, 1996, p. 34). 
7 
 
 
Todos os movimentos, gestos, mímicas são expressos pela emoção, indicando uma 
pré-linguagem. A criança associa novos significados e percepções as suas ações a 
sua consciência e a sua cognição, possibilitando o desenvolvimento da afetividade e 
consequentemente da inteligência. 
A afetividade tem papel fundamental no desenvolvimento infantil, existem dois 
fatores das quais a afetividade é dependente: o orgânico e o social. 
“[…] a constituição biológica da criança ao nascer não será a lei única do seu futuro 
destino. Os seus efeitos podem ser amplamente transformados pelas circunstâncias 
sociais da sua existência, onde a escolha individual não está ausente” ( WALLON, 
1971, p. 34) 
O aspecto afetivo por si só não pode modificar as estruturas cognitivas, mas pode 
influenciar as estruturas a se modificar. No processo de ensino-aprendizagem, o 
aspecto afetivo é de grande importância para compreender que cada criança é única, 
tanto no desenvolvimento afetivo, quanto no cognitivo. 
Afetividade é um termo que usamos para identificar um domínio funcional, este por 
sua vez, de acordo com Wallon (1971), são quatro: o ato motor; o conhecimento; a 
afetividade e a pessoa. São eles que dão uma determinada direção ao 
desenvolvimento e no decurso da vida humana, cada um desses domínios tem seu 
próprio campo de ação e organização, mas mantém em relação com os demais uma 
espécie de mecanismo interfuncional. 
A criança, no decorrer de seu desenvolvimento, estabelece diferentes níveis de 
relacionamento, a partir dessas relações, também modifica suas sensações em 
relação à afetividade. Intrinsecamente, todos os três conhecimentos básicos estão 
ligados. É através do movimento, que a criança expressa suas emoções, e através 
das emoções em relação com o meio que ela desenvolve sua cognição. 
Considera-se a emoção altamente orgânica, pois é a partir das reações fisiológicas 
da criança, que as emoções são expressas. Estas fazem modificar as reações do 
organismo, como mudanças no batimento cardíaco, sensações corporais, entre 
outros. A emoção faz com que a criança se relacione com o meio e passa a se 
conhecer melhor. 
8 
 
 
Portanto, é necessário considerar de forma integrada os três conhecimentos básicos, 
entendendo que o desenvolvimento da afetividade vai influenciar diretamente no 
desenvolvimento do cognitivo da criança. 
Para Le Boulch (1984, p. 24), a educação psicomotora deve ser: 
Considerada como uma educação de base na escola infantil. Ela condiciona 
todos os aprendizados pré-escolares; leva a criança a tomar consciência de 
seu corpo, da lateralidade, a situar-se no espaço, a dominar seu tempo, a 
adquirir habilmente a coordenação de seus gestos e movimentos. 
A educação psicomotora deve ser praticada desde a mais tenra idade; 
conduzida com perseverança, permite prevenir inadaptações difíceis de 
corrigir quando já estruturadas... 
É possível, por intermédio de uma ação educativa, a partir dos movimentos 
espontâneos da criança e das atitudes corporais, beneficiar a formação da 
imagem do corpo, essência da personalidade. A educação psicomotora 
refere-se a uma formação de base imprescindível a toda criança que seja 
normal ou com alguma limitação. 
Contrapõe a uma dupla finalidade: assegurar o desenvolvimento funcional, 
considerando as possibilidades da criança e auxilia sua afetividade a 
expandir-se e a equilibrar-se por intermédio da interação com o ambiente 
humano. 
Na educação infantil e no ensino fundamental é possível beneficiar-se da 
Psicocinética a qual toma a forma de uma verdadeira educação psicomotora, 
estabelecida sobre o conhecimento das leis do desenvolvimento, qualificando 
a ação educativa global e integradora. 
A Psicocinética, como método pedagógico, compõe um meio educativo 
fundamental às primeiras etapas de desenvolvimento do ser humano, aos 
olhos de seu criador (Jean Le Boulch), bem como uma forma de 
desenvolvimento da tomada de consciência sobre seu próprio corpo e as 
adaptações posturais indispensáveis durante a aprendizagem nas demais 
fases evolutivas do ser humano. Na faixa etária que corresponde do zero aos 
9 
 
 
doze anos de idade da criança, a educação psicocinética compreende-se 
como uma legítima educação psicomotora. 
Usualmente, toda ação educativa pressupõe tomada de posições quanto à 
sua finalidade, assim sendoeste método tem por objetivo beneficiar o 
desenvolvimento condicional do ser e formar um indivíduo capaz de situar-se 
e atuar em um mundo em constante transformação, por meio de: 
• Melhor conhecimento e compreensão de si mesmo; 
• Melhor ajuste de sua conduta; 
• Verdadeira autonomia e acesso às responsabilidades ao longo da vida 
social (LE BOULCH, 1983). 
 
Cabe ao educador conhecer as etapas do desenvolvimento psicomotor da 
criança, características das faixas etárias, necessidades e interesses, para 
melhor planejar a ação docente. 
Por isso, é de fundamental importância que o educador desenvolva atividades 
com objetivos predefinidos, e não aleatoriamente, arrolando-as como 
necessárias ao domínio do esquema corporal, como se esta expressão 
significasse apenas uma coisa. 
O desenvolvimento psicomotor, tanto de crianças especiais quanto as não 
especiais, solicita o auxílio constante do educador, por meio da estimulação 
em sala de aula e do encaminhamento/facilitação, quando se fizer necessário. 
O educador pode ajudar e muito, saudável em todos os níveis, na 
estimulação do desenvolvimento cognitivo e para o desenvolvimento de 
aptidões e habilidades, na formação de atitudes por meio de uma relação 
afetiva e estável (que crie uma atmosfera de segurança e bem-estar para a 
criança) e, sobretudo, respeitando e aceitando a criança do jeito que ela é. 
 
A educação psicomotora na idade escolar deve ser antes de qualquer coisa, 
um conhecimento ativo de comparação com o meio. O auxílio educativo 
originário dos pais e do meio escolar tem a finalidade não de ensinar à criança 
comportamentos motores, todavia, sim de consentir-lhe desempenhar sua 
função de ajustamento, individualmente ou com outras crianças. 
10 
 
 
Propriedades psicomotoras desenvolvidas nas sessões de 
Psicomotricidade Educativa ou Psicocinética: 
Espaço temporal 
 
Normalmente, até os dois anos e meio, o ambiente da criança é um espaço vivido, 
dentro do qual ela se ajusta desenvolvendo seus movimentos coordenados em função 
de um objetivo a ser atingido. Entre os três e os seis anos, a criança chega à 
reprodução dos elementos do espaço, encontrando formas e dimensões. No final do 
período pré-escolar, o desenvolvimento da relação corpo-espaço deriva em uma 
disposição individualista do universo. 
A criança desvendou sua dominância, verbalizou-a, chegando a um corpo orientado, 
que lhe convirá de padrão para situar os objetos alocados no espaço circundante. A 
orientação dos objetos faz-se, então, em função da posição atual do corpo da criança. 
Este equilíbrio favorece a interiorização, que é um fator indispensável, sem o qual a 
estruturação do espaço não pode efetuar-se. Atividades de orientação espaço 
temporal: andar devagar até o fim da sala; andar depressa, voltando ao ponto de 
partida; andar devagar e depois correr uma mesma distância demarcada na quadra. 
Alves (2007) apresenta uma informação, que a estruturação temporal é a capacidade 
que um indivíduo tem de estabelecer uma relação de ações a uma determinada 
medida de tempo, onde há uma sequência de fatos e intervalos. Esta noção é 
desenvolvida com o amadurecimento das fases anteriores passado e presente mais 
tarde precisa de outra fase que vai dar o apoio ideal, o futuro. 
Equilíbrio 
 
É o cerebelo que ajusta permanentemente o tônus postural em combinação com o 
desenvolvimento do ato motor. Ele fixa essas reações como forma de automatismos 
posturais inconscientes, tradução das experiências vividas individualmente. 
Essas atitudes de referência estabilizadas, verdadeiros esquemas posturais 
inconscientes, são, porém, constantemente adaptadas às condições atuais de 
desenvolvimento da ação, graças à atuação das reações de equilibração. O 
11 
 
 
desempenho normal da função de equilibração pode ser perturbado por causas 
psicológicas. 
Todo medo acarreta reações de enrijecimento as quais afetam as reações reflexas de 
equilibração. Manutenção do corpo em uma mesma posição durante um tempo 
determinado. Pode ser estático ou dinâmico. Exemplo: brincar de estátua, marchar 
nos calcanhares, permanência em pé, sentada ou deitada. 
O equilíbrio para Rosa Neto (2002) é um segmento diferenciado, sendo a base mais 
importante da ação de um corpo. Para ele quanto mais imperfeito é o movimento 
deste corpo, mais e mais energia se gasta nesta luta diária para manter o equilíbrio 
que gera uma série de males corporais, mentais e espirituais aumentando assim o 
nível de estresse, ansiedade e angustia de um indivíduo. Para que o ser humano 
mantenha-se em pé Rosa Neto (2002) presume que o sistema motor do organismo 
humano assegura a manutenção do equilíbrio estático e dinâmico, numa luta 
constante contra as forças da gravidade, esse fato só é possível porque o tônus de 
manutenção postural que é um conjunto de reações de equilíbrio e de manutenção 
de atitude que são controlados pelos sistemas neuromusculares que recebem 
aferências proprioceptivas, labirínticas e visuais que informam o deslocamento do 
centro de gravidade onde serão geradas correções apropriadas que vão manter a 
estrutura estável. 
O equilíbrio é o conjunto estático das aptidões. Abrange o controle postural e de 
locomoção. Esse equilíbrio estático caracteriza-se pelo tipo de equilíbrio conseguido 
em certa posição. Já o equilíbrio dinâmico é aquele que se consegue por um corpo 
em movimento. 
Ritmo 
 
Refere-se à movimentação própria de cada um. Ritmo lento, moderado, acelerado, 
cadenciado. Noção de duração e sucessão, no que diz respeito à percepção dos sons 
no tempo. A ausência de habilidade rítmica pode originar uma leitura lenta, silabada, 
com pontuação e entonação inadequadas. Na parte gráfica, as dificuldades de ritmo 
colaboram para que a criança escreva duas ou mais palavras unidas, que adicione 
letras nas palavras ou omita letras e sílabas. Exercícios de ritmo: 
 
12 
 
 
Permanecer na ponta dos pés, enquanto se conta até dez. Levantar e baixar na ponta 
dos pés. Andar sobre linhas marcadas no chão: retas, quebradas, curvas, sinuosas, 
círculos, mistas. Bater palmas no ritmo do professor (rápido, lento, forte, fraco). Bater 
bola com a mão seguindo o ritmo marcado pelo professor. 
Essa capacidade significa saber avaliar o tempo dentro da ação; em outras palavras, 
é a habilidade que a criança adquire para se organizar a partir do ritmo empregado 
em seu próprio ritmo. Além disso, tal organização está associada ao fato de saber 
diferenciar o que é rápido do que é lento. 
Os pequenos passam a conceber o momento do tempo em relação a outras situações 
vivenciadas por eles. Importante ressaltar que o ritmo determina esse aspecto. A partir 
dele, as crianças começam a ter uma noção do tempo em que alguma atividade será 
realizada. 
Sugestões de atividades: correr em determinado ritmo, bater palmas, lançar bolas a 
um determinado ponto, 
Coordenação motora ampla ou global 
Realização de grandes movimentos com todo o corpo, envolvendo as grandes 
massas musculares, havendo harmonia nos deslocamentos. Não a precisão nos 
movimentos, ainda que seja admirável a coordenação perfeita dos movimentos. 
Exemplo: marchar batendo palmas, correr, saltar, saltitar, rodopiar, descer, subir, etc. 
Gallahue (2002) define coordenação motora como o movimento que recruta grandes 
grupos musculares utilizados na maioria das habilidades desenvolvidas por um 
indivíduo. Essa coordenação global ajuda diretamente no equilíbrio postural, 
dissociação dos movimentos e na realização de movimentos combinados como 
amarelinha, acertar a cesta de lixo com uma bola de papel, jogar boliche e muitos 
outros que precisam de grandes grupos musculares para executar essas atividades 
(NOGUEIRA; CARVALHO; PESSANHA 2007) 
Gomes (1995) nos relata que a coordenação global tem uma vista a execução 
voluntaria mais ou menos complexas, que são movimentos que utilizam todasas 
partes do corpo cabeça, ombro, pés, quadril e tornozelos sendo este um fato que 
proporciona a participação de vários grupos musculares de forma simultânea. 
13 
 
 
Coordenação motora fina 
É a competência para realizar movimentos específicos, usando os pequenos 
músculos, a fim de atingir a execução bem-sucedida da habilidade. Solicita uma ação 
de grande exatidão no movimento. Movimentos manuais em que coordenação e a 
precisão são essenciais. Exemplo: tocar piano, escrever, modelagem com massinhas, 
recortar, colar, trabalhos com objetos pequenos como: pinças, alicates de unha, etc. 
Gallahue (2002) diz que a coordenação motora fina é evidenciada através da 
execução de movimentos de uma parte específica do corpo responsável por 
movimentos mais afinados Oliveira (2002) complementa dizendo que a coordenação 
motora fina está relacionada com a habilidade e a agilidade manual que consiste num 
processo de desenvolver diversas formas de pegar um objeto principalmente em um 
movimento combinado dos dedos das mãos constituindo um aspecto particular da 
coordenação global. Guardiã e Coelho (1993) afirmam que essa coordenação 
trabalha a nível das articulações do ombro, pulsos, mãos e dedos em movimentos 
que vão afinando progressivamente dos ombros para as pontas dos dedos 
caracterizando numa atividade preparatória para a escrita. 
Agilidade 
 
Caracteriza-se pelas atividades que estabelecem movimentos rápidos e precisos. 
Exercícios de Agilidade: fazer uma fila, colocar cones enfileirados e pedir que alunos 
corram em velocidade, esquivando dos cones. Aula de queimada. Os alunos com 
bolas de plástico no meio da quadra vão arremessar as bolas em um aluno que estará 
no gol, esse precisará livrar-se das bolas que serão arremessadas, brincar de pega-
pega, brincar de pico-bandeira ou jogos de esquiva. 
Determinar se um indivíduo está pronto e apto a aprender algo novo varia conforme 
a habilidade a desenvolver e também respeitando as particularidades de cada um 
deles. Na infância, já sabemos que os períodos de aprendizagem mais oportunos ou 
sensíveis ocorrem entre os 5 e 10 anos, pois é nessa etapa que as taxas de 
crescimento das crianças crescem de maneira constante e mais estável, o que facilita 
a adaptação delas aos novos aprendizados. 
Para desenvolver qualquer capacidade física ou qualquer nova habilidade, 
principalmente a agilidade, é preciso saber unir dois pontos importante: o 
14 
 
 
entendimento do desafio da atividade e a motivação das crianças para buscar o 
melhor a cada nova tentativa. Utilizar atividades competitivas em equipe, com funções 
diferentes para cada jogador, pode ajudar muito no desenvolvimento da agilidade. Se 
as crianças entendem o desafio, elas tentarão vencê-lo a todo o custo e, para isso, 
usarão variadas estratégias para alcançar o sucesso. 
Tonicidade 
 
É a ação de fortificar-se, fortalecer-se, robustecer-se. É a qualidade, estado ou 
condição de tônico. Analisa-se que a tonicidade é a força muscular que o 
aluno/criança vai contraindo em razão das atividades concretizadas diariamente. 
É a que indica o tônus muscular, exerce um papel de suma importância no 
desenvolvimento motor da criança. Ela garante, além das atitudes, todos os sentidos 
de postura, mímicas e emoções de onde vêm as atividades motoras. 
O tônus é o início de tudo, é o fator fundamental da Psicomotricidade, tanto que está 
localizado na 1ª unidade neurofuncional de Lúria, fazendo parte assim do alicerce da 
vida afetiva, motora e cognitiva, trazendo a nós, a base para a constituição da 
aprendizagem, cuja função é de alerta e de vigilância, tendo papel fundamental no 
desenvolvimento motor, e psicológico. 
As funções do tônus são descritas por diversos autores de maneiras diferentes, de 
acordo com as áreas de estudo de cada um, e encontramos em todas as definições, 
a importância desta entidade Psicomotora para a realização do movimento corporal. 
Segundo Wallon (in FONSECA,1992), podemos ter duas funções do músculo: a de 
encurtamento e alongamento das miofibrilas, e a de suporte mantendo o apoio à 
musculatura esquelética em estado de repouso. As duas funções dependem do nível 
inferior medular e superior reticular e cortical. Este tônus a que Wallon se refere, é o 
tônus postural, responsável por toda equilibração no ser humano. 
Já para André Tomas, Ajuriaguerra e Dargassies (in FONSECA,1992), existem duas 
formas de tonicidade: a de repouso e a de atividade, sendo que ambas preparam a 
musculatura para as atividades postural e práxia. 
 
15 
 
 
Sherrington (in FONSECA,1992), referiu-se à tonicidade na integração entre várias 
partes do sistema nervoso, para que se possa realizar um movimento. 
A hipotonia ou a hipertonia, estão relacionadas ao tônus de suporte com base na 
extensibilidade e passividade, muito importante na qualidade do movimento. 
Lateralidade 
 
O tema lateralidade surgiu a partir da abordagem sobre dominância cerebral feita por 
Paul Broca em 1865, onde foram descobertas muitas informações que contribuíram 
para o entendimento de acontecimento observável da neurologia relacionado com a 
dominância de um dos hemisférios cerebrais referentes a fenômenos motores 
(ROCHA, 2008). Para Silva e Borges (2008) a lateralidade é a dominância de um 
indivíduo maior em um dos lados do corpo ao nível dos olhos, mãos e pés sendo que 
esse lado do corpo que ele domina tem mais força muscular, rapidez e precisão na 
hora de executar as atividades. 
A lateralidade do corpo se refere a dominância lateral da mão, olho e pé, capacitando 
o indivíduo a desenvolver as aptidões adquiridas. 
A lateralidade manual surge geralmente no fim dos doze meses de vida e no início do 
segundo ano, mas vai firmar seu estabelecimento físico por volta dos quatro ou cinco 
anos de idade. 
A lateralidade é responsável pela conscientização simbólica dos dois hemisférios do 
corpo (direito e esquerdo), a lateralidade estabelece na criança a noção dos lados da 
estrutura corporal e espacial. A partir desse conhecimento, o pequeno começa a 
desenvolver uma dessas partes com mais força, coordenação, preferência e domínio. 
Tudo isso está ligado à dominância cerebral. 
Para a obtenção desse domínio, as atividades mais apropriadas são aquelas em que 
um dos lados sejam trabalhados, são elas: pular de um pé só, pular em círculos, entre 
outras. 
16 
 
 
Esquema corporal 
Em 1911 o neurologista Henry Head lançou o conceito de esquema corporal, que a 
cada instante permitia ao indivíduo construir um modelo postural de se mesmo (ROSA 
NETO, 2002). 
O esquema corporal é o conhecimento que um indivíduo tem do seu próprio corpo 
tais como os componentes ou partes, envolvidos nos movimentos corporais, posturas 
e atitudes além de aprender a controlá-lo e fazendo do corpo um instrumento de 
construção e ação se tornando um objeto concreto de sua comunicação (CORDEIRO; 
RIBEIRO, MORAIS 2008). Já Gomes (1995) afirma que a elaboração do esquema 
corporal aparece cada vez mais cedo e estará concluída quando a criança tiver quatro 
ou cinco anos. 
Esquema corporal é a consciência do corpo como meio de comunicação consigo 
mesmo e com o meio. É um elemento básico indispensável para a formação da 
personalidade da criança. É a representação relativamente global, científica e 
diferenciada que a criança tem de seu próprio corpo Wallon (1974. p.9). 
O esquema corporal resulta das experiências que possuímos provenientes do corpo 
e das sensações que experimentamos. Não é um conceito aprendido e que depende 
de treinamento. Ele se organiza pela experienciação do corpo da criança. É uma 
construção mental que a criança realiza gradualmente, de acordo com o uso que faz 
de seu corpo. Segundo Le Boulch (1981, p. 74), o esquema corporal é dividido em 
etapas. 
A psicomotricidade e a Educação Física 
Deste os primórdios a Educação Física se preocupava em enfatizar adimensão bi 
fisiológica do corpo mais a partir da metade do século passado surge um outro ideal 
a psicomotricidade com uma visão de ciência e técnica onde homem é um ser 
essencialmente biológico e passa a ser considerado numa visão abrangente onde é 
inserido o processo social, histórico e cultural (MOLINARI; SENS, 2003). A Educação 
Física é uma área inserida na escola, cujo seus benefícios varia desde a 
compreensão corporal que acontece através de uma experimentação de vários tipos 
de atividades corporais, portanto a Educação Física escolar não desenvolve apenas 
a parte fisiológica nos seres humanos, mais sim um alto conceito corporal que 
17 
 
 
melhora a autoestima e o autoconceito, que acontece através do movimento, para 
que possa alcançar pleno desenvolvimento do conhecimento do corpo como parte da 
cultura humana (PAIM; BONORINO, 2009). 
É nas aulas de Educação Física do ensino infantil que a psicomotricidade é 
desenvolvida através de atividades que desenvolve o afetivo, cognitivo e psicomotor 
que constitui num fator de equilíbrio para as crianças promovendo uma integração de 
tudo que é total no ser humano em um rico espaço de aprendizagem e 
potencialidades que acontece a partir dá estimulação, que permite a criança superar 
os limites das relações com o seu mundo interno e externo (MANHÃES, SOUZA; 
SIQUEIRA 2009). 
A educação física tem um papel fundamental no desenvolvimento psicomotor da 
criança. É através dela que as crianças vão demonstrar suas habilidades e 
dificuldades em relação ao movimento. A educação física é baseada nas 
necessidades da criança. Tão importante quanto se alimentar, ela deve ser bem 
condicionada a fim de desenvolver meios para que a criança sinta-se estimulada e 
consequentemente tenha um bom desenvolvimento. 
A educação física escolar tem como objetivo principal incentivar os movimentos 
corporais buscando compreender todas as etapas da vida. A educação psicomotora 
bem desenvolvida pode detectar problemas futuros e até mesmo resolvê-los, em 
relação à concentração, coordenação, dificuldades de aprendizagem. As habilidades 
da criança, bem desenvolvidas possibilitam que estas aprendam melhor ou que, 
possam ser detectadas com antecedência problemas como citados acima, 
colaborando assim para corrigi-los. 
O esquema corporal da criança deixa de ser limitado tornando-a mais perceptiva ao 
meio. Entende-se por esquema corporal o ritmo, o tempo e o espaço da criança. 
Tanto o afeto, quanto o intelecto é desenvolvido a partir do movimento – atividade 
física – que possibilita esse desenvolvimento. É necessário que a criança tenha uma 
boa coordenação motora para iniciar seu processo de escrita, assim como para a 
leitura é necessário que consiga concentrar-se. Portanto a educação psicomotora no 
ensino infantil exerce um papel fundamental em toda a vida do indivíduo. 
18 
 
 
“É a educação um fato social tão antigo quanto o próprio homem, devendo ter sido 
praticada desde que apareceu na terra a primeira família humana. Coincide, assim, o 
início da história da educação com o da história da humanidade” (BELLO, 1978 p. 
9). 
A importância da psicomotricidade para o desenvolvimento infantil 
 
Compreende-se a importância da psicomotricidade para o desenvolvimento infantil, 
vê-se a necessidade de conhecer as etapas do desenvolvimento humano, mais 
especificadamente os desenvolvimentos infantis, delimitando fatores que faz a ligação 
da criança com o meio. Neste aspecto, observa-se que as primeiras percepções 
corporais da criança irão expressar suas sensações, sentimentos e, é a partir do 
movimento que a criança passa a se conhecer melhor. 
Desenvolver o esquema corporal e a psicomotricidade é parte fundamental para uma 
boa aprendizagem e uma ótima preparação futura perante a sociedade. O autor Seber 
(1997) afirma que: “É preciso entender que, o domínio de uma atividade não é 
conquistado de imediata. Só o funcionamento de uma ação pode conduzir a um 
aprimoramento dos movimentos”. 
Conhecer o próprio corpo significa ter uma compreensão global do seu 
desenvolvimento. Isso implica conhecer e entender o seu desenvolvimento motor, sua 
lateralidade, saber orientar-se no espaço, ter uma memória sinestésica desenvolvida, 
fazendo com que haja uma interação entre corpo e aprendizagem. 
Avaliando que a criança, desde sua concepção, já possui movimentos, e se os 
mesmos não forem bem trabalhados durante sua infância, trarão sérios problemas na 
vida adulta, cabe ao educador, detectar as dificuldades de aprendizagem, que pode 
ser constatado durante o período escolar, e investigar as causas de forma ampla. 
Sabendo-se que tais dificuldades, podem muitas vezes ser de aspecto orgânicos, 
neurológicos, mentais, psicológicos, adicionados a problemática ambiental em que a 
criança vive. 
Sendo este um ser social, com cultura e linguagem adquiridas durante sua vida até 
o momento, traz consigo todo o conhecimento que já adquiriu. Ele faz parte da 
sociedade e é um ser único, individual e precisa ser trabalhado em sua totalidade, aí 
19 
 
 
entra a importância do desenvolvimento psicomotor do processo ensino 
aprendizagem. 
Segundo Jean Piaget (1975) os atos biológicos são atos 
de organização e adaptação ao meio ambiente. O termo organização refere-se à 
tendência invariável das espécies de organizar seus processos internos em sistemas 
coerentes. O termo adaptação se dá quando o organismo se transforma em função 
do meio e quando essa variação tem como efeito um acréscimo das trocas entre 
ambos. A inteligência, portanto, seria uma forma especial de adaptação biológica. 
O desenvolvimento é um processo ativo, dinâmico e interativo, que vai acontecendo 
no desenrolar da vida. Como visto nos três conhecimentos básicos, a criança, no 
processo de desenvolvimento, passa pelas três etapas que são, o movimento, o 
intelecto e o afeto. A partir de cada um deles observa-se a importância da 
psicomotricidade no desenvolvimento infantil (Idem). 
Quando a criança apresenta dificuldades de aprendizagem, na maioria das vezes, 
uma simples atividade que envolva seu corpo pode solucionar tal problema. Cabe ao 
educador ter o conhecimento e ajudar seu aluno, já que toda criança tem 
capacidades, habilidades e aptidões. Basta só ser observada com carinho, pois o seu 
futuro depende muito da sua formação inicial que acontece na família e principalmente 
na escola. 
A influência da psicomotricidade na aprendizagem 
O desempenho motor da criança está intrinsecamente ligado à aprendizagem. As 
habilidades motoras de recorte, colagem, escrita e o desenvolvimento do intelecto 
requerem conhecimento do próprio corpo. Se os estímulos forem realizados de forma 
a abranger todas as áreas do corpo, certamente o desenvolvimento psicomotor se 
dará plenamente, contribuindo assim para uma melhor aprendizagem. 
O desenvolvimento psicomotor bem estimulado para contribuir para evitar problemas 
de aprendizagem. Estes podem ter várias causas como: causas neurologias, 
sensoriais, emocionais, sociais, intelectuais ou problemas físicos. É importante 
conhecer a causa para auxiliar a criança. 
A educação psicomotora pode favorecer o desenvolvimento das capacidades 
existentes e a motivação é um fator fundamental para a aprendizagem. 
20 
 
 
“Se eu tivesse que reduzir toda a psicologia educacional a um único princípio, diria 
isto: O fator isolado mais importante que influencia a aprendizagem é aquilo que o 
aprendiz já conhece. Descubra o que ele sabe e baseie nisso seus ensinamentos” 
(AUSUBEL, NOVAK, HANESIAN, 1980) 
Ausubel nos remete a aprendizagem significativa, para que ela ocorra é necessário 
que a criança tenha uma atitude positiva para aprender de modo significativo, ou seja, 
tenha predisposição para aprender. É importante que a criança relacione material 
novo aos materiais disponíveis em sua estrutura cognitiva. 
Ao teorizar a aprendizagemsignificativa observa-se a importância da motivação para 
aprender. A motivação é um fator subjetivo, mas pode ser potencializada através de 
estímulos. 
A aprendizagem é o resultado da estimulação do ambiente sobre o indivíduo já 
maduro. Por isso, é importante que a aprendizagem possa ser significativa, esta por 
sua vez, nos remete a psicomotricidade, que se bem desenvolvida na criança pode 
gerar níveis de aprendizagem bem melhores, ou se não bem estimuladas, causar 
conseqüências. 
Para que a aprendizagem provoque uma efetiva mudança de comportamento e 
amplie cada vez mais o potencial da criança, é necessário que ela estabeleça relação 
direta com o meio e com aquilo que esta aprendendo. Para isso, é importante a 
estimulação. 
É de suma importância, que o professor conheça as crianças e o processo de 
aprendizagem e possa se interessar por elas como seres humanos, que sentem 
emoções, que estão se transformando e mais que isso, que são únicos no seu 
desenvolvimento. 
A identificação dos problemas de psicomotricidade apresentadas em cada criança é 
única, e é por isso, a importância de conhecê-la num todo, identificar suas dificuldades 
para poder ajudá-la. Para saber se uma criança tem problemas de psicomotricidade 
é necessário fazer uma avaliação psicomotora, através de exercícios específicos, que 
verifiquem aspectos como: 
21 
 
 
• qualidade tônica (rigidez ou relaxamento muscular); 
• qualidade gestual (dissociação manual e dos membros superiores e inferiores; 
• agilidade; 
• equilíbrio; 
• coordenação; 
• lateralidade; 
• organização temporoespacial; grafomotricidade. 
Essa avaliação pode revelar na criança, respeitadas as características próprias do 
seu desenvolvimento, se existem atrasos no desenvolvimento motor e perturbações 
de equilíbrio, coordenação, lateralidade, sensibilidade, esquema corpora, estrutura e 
orientação espacial, grafismo, afetividade, etc. 
Tais problemas podem fazer-se notar tanto na Pré-escola como nas séries iniciais, 
com maior ou menor intensidade e decorrendo das mais variadas causas como: 
• debilidade intelectual; 
• problemática emocional; 
• retardos de maturação; 
• desarmonias tônico-motoras. 
Os tipos de distúrbios psicomotores, quando se usa o termo distúrbio liga-se 
diretamente a problemas que envolve o indivíduo em sua totalidade. Distúrbios 
afetivos e psicomotores estão ligados, se influenciam e se reforçam mutuamente. 
Sendo assim, a psicomotricidade leva sempre em conta o indivíduo como um todo, 
pesquisando se o problema está no corpo, na área da inteligência ou na afetividade. 
Traçar um diagnóstico não é tarefa fácil, devido à complexidade do ser humano. Com 
relação ao tratamento, ele varia de criança para criança, dependendo da patologia 
que elas apresentam. 
Segundo Haim Grünspun, os distúrbios apresentam os seguintes quadros: 
instabilidade psicomotora, debilidade psicomotora, inibição psicomotora, lateralidade 
cruzada, imperícia. 
22 
 
 
instabilidade psicomotora é o tipo mais complexo e que causa uma série de 
transtornos pelas reações que o portador apresenta. Nesse quadro predomina uma 
atividade muscular contínua e incessante; debilidade psicomotora caracteriza-se pela 
presença da paratonia ou da sincinesia. Paratonia é a persistência de uma certa 
rigidez muscular, que pode aparecer nas quatro extremidades do corpo ou somente 
em duas. A sincinesia é a participação de músculos em movimentos aos quais eles 
não são necessários; inibição psicomotora é quando as características da debilidade 
psicomotora estão presentes com uma distinção fundamental: na inibição 
psicomotora existe a presença constante da ansiedade; lateralidade cruzada é a falta 
das dominâncias do mesmo lado do corpo. A maioria dos autores acredita que existe 
no cérebro um hemisfério dominante responsável pela lateralidade do indivíduo. 
Desta maneira, de acordo com a ordem enviada do hemisfério dominante, teríamos o 
destro e o canhoto. No entanto, além da dominância da mão, existe também a do pé, 
do olho e do ouvido. Quando estas dominâncias não se apresentam do mesmo lado, 
dizemos que o indivíduo tem lateralidade cruzada; 
imperícia é em geral, a dificuldade de realizar certas tarefas que requerem uma 
apurada habilidade manual. 
As atividades motoras desempenham na vida da criança um papel importantíssimo, 
em muitas das suas primeiras iniciativas intelectuais. Enquanto explora o mundo que 
a rodeia com todos os órgãos do sentido, ela percebe também os meios com os quais 
fará grande parte dos seus contatos sociais” (JOSÉ e COELHO, 2000, p. 109). 
Durante a infância, até aproximadamente 3 anos, a criança não tem bem definida suas 
funções motoras, explora o mundo e os objetos com os seus órgãos dos sentidos, 
cada vez com mais curiosidade, criando mediações entre ela e o meio em que vive. 
Só mais tarde é que ela começa a entender a relação entre o concreto e o abstrato, 
separando movimentos e pensamentos. 
 
 
 
 
 
23 
 
 
Considerações Finais 
 
 
Entende-se que o desenvolvimento infantil, independente da teoria relacionada a ele, 
tem como pontos principais o movimento, o afeto e o intelecto, o que remete 
diretamente a psicomotricidade. As etapas do desenvolvimento infantil se dão pelo 
contato com o meio relacionando o corpo com o ambiente. Para o corpo desenvolver 
suas funcionalidades é necessário um bom desenvolvimento psicomotor. 
É importante pontuar que, a psicomotricidade no desenvolvimento infantil contribui 
para melhor coordenação motora, tarefas de praxia global e praxia fina, também como 
para a aprendizagem ajudando nas atividades de leitura, escrita, concentração, 
raciocínio lógico. 
A relação que a criança tem como meio em que vive se bem estimulado passa a ser 
mais intensa, possibilitando a criança de conhecer-se melhor e compreender o mundo 
que a rodeia. 
Considera-se com essas colocações, que o objetivo geral dessa pesquisa foi 
alcançado, visto que foi possível conhecer a importância da psicomotricidade no 
desenvolvimento infantil. 
Através de atividades psicomotoras, o educando terá melhor desenvolvimento, que 
virá somar em sua aprendizagem, conforme estão descritas no trabalho e em anexo, 
várias atividades que podem ser trabalhadas; sendo o ser humano um ser único e 
individual, parte principal do processo, deve ser trabalhada com várias atividades 
psicomotoras que venham auxiliá-lo em seu desenvolvimento; a escola tem papel 
fundamental no desenvolvimento da criança, todos os agentes são responsáveis para 
a boa formação do indivíduo, nela deve ter um espaço adequado para a realização 
de atividades, bem como materiais necessários para cada atividade. 
Considera-se que o educador tem que criar condições para que as crianças 
desenvolvam suas capacidades num todo, sendo a criança um ser único e individual, 
vindo de diferentes culturas e meios sociais adversos, apresentando inúmeras 
carências. 
24 
 
 
Levando em consideração que Educação e aprendizagem caminham juntas, e o aluno 
não é só conceitos, pois ele possui um corpo e este movimento, que precisam ser 
trabalhados, pois se passarem despercebidos durante sua infância, e na fase escolar. 
poderá acarretar sérios problemas em sua vida adulta 
 
 
 
25 
 
 
Referências 
 
ASSUNÇÃO, E. e COELHO, José Maia Tereza. Problemas de Aprendizagem. São 
Paulo: Ática, 1997. 
BARRETO, S. J. Psicomotricidade: Educação e Reeducação. 2. ed. Blumenau: 
Acadêmica, 2000. 
FONSECA, Vitor da. Psicomotricidade. 2ª ed. São Paulo, Martins Fontes, 1988. 
LE BOULCH, Jean. O desenvolvimento psicomotor – do nascimento até 6 anos. Trad.: 
Ana G. Brizolara, 2ª ed., Porto Alegre, Artes Médicas, 1984. 
LIMA, Aline Souza; BARBOSA, Silvia Bastos. Psicomotricidade na Educação Infantil. 
Artigo do Colégio Santa Maria. São João de Meriti. Julho de 2008. 
OLIVEIRA, Gislene de Campos. Contribuiçõesda psicomotricidade para a superação 
das dificuldades de aprendizagem. In: SISTO, Fermino Fernandes...[et al.]. Atuação 
psicopedagógica e aprendizagem escolar. 6º Edição. Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.

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