Prévia do material em texto
FACULDADE FILADÉLFIA DE TECNOLOGIA CURSO TÉCNICO EM PODOLOGI DEIRIANE XAVIER DE ASSIS ELENA DOS SANTOS BIOSSEGURANÇA NO PROCESSO DE TRABALHO DA PODOLOGIA PATO BRANCO/PR 2023 DEIRIANE XAVIER DE ASSIS ELENA DOS SANTOS BIOSSEGURANÇA NO PROCESSO DE TRABALHO DA PODOLOGIA Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial para obtenção do título de técnica em Podologia pela Faculdade Filadélfia de Tecnologia. PATO BRANCO/PR 2023 FACULDADE FILADÉLFIA DE TECNOLOGIA CURSO TÉCNICO EM PODOLOGIA FOLHA DE APROVAÇÃO DEIRIANE XAVIER DE ASSIS ELENA DOS SANTOS BIOSSEGURANÇA NO PROCESSO DE TRABALHO DA PODOLOGIA Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial para obtenção do título de técnica em Podologia pela Faculdade Filadélfia de Tecnologia. Aprovado em: 04 de dezembro de 2023. Banca Examinadora _______________________ Prof.ª. Vanessa de Lima _______________________ (nome, titulação e instituição a que pertence). _______________________ RESUMO A biossegurança desempenha um papel crucial no processo de trabalho da podologia, pois os profissionais dessa área estão expostos a diversos riscos biológicos, químicos e físicos. O objetivo deste trabalho é analisar e discutir a importância da biossegurança no contexto da podologia, identificando os principais riscos envolvidos e as medidas preventivas que devem ser adotadas para minimizar esses riscos. Compreender os aspectos relacionados à biossegurança no processo de trabalho da podologia essenciais para a promoção de práticas seguras, a prevenção de doenças e a qualidade dos serviços prestados. Nesse contexto, este estudo tem como objetivo analisar as medidas de biossegurança necessárias para prevenir doenças e promover a saúde tanto dos profissionais quanto dos pacientes. A pesquisa envolveu a realização de pesquisas bibliográficas, revisões de literatura e entrevistas com profissionais da área. Os resultados destacaram a importância de diretrizes e procedimentos abrangentes, que incluem desde a higienização das mãos e dos equipamentos até a adequada gestão de resíduos e o uso de EPIs. A implementação de protocolos de biossegurança é fundamental para minimizar os riscos de contaminação e garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável para todos os envolvidos na podologia. Além disso, a conscientização dos profissionais e a capacitação contínua são essenciais para manter práticas seguras e atualizadas. Este estudo contribui para a conscientização sobre a importância da biossegurança na podologia, ressaltando a necessidade de medidas preventivas para proteger a saúde dos profissionais e pacientes. Recomenda-se que as instituições de ensino e os órgãos reguladores adotem essas diretrizes e incentivem sua aplicação, a fim de assegurar a qualidade e a segurança dos serviços na área da podologia. Palavras-chave: Biossegurança, podologia, riscos, medidas preventivas, saúde. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 7 2 TÍTULO DA SEÇÃO PRIMÁRIA 8 2.1.1 A tabela segundo o IBGE 8 2.1.1.1 Título da seção quaternária 10 2.1.1.1.1 Título da seção quinária 10 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÃO 12 REFERÊNCIAS 13 ANEXO A – INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS 15 APÊNDICE A – 17 1. INTRODUÇÃO A biossegurança é um campo de estudo orientado para o controle e a minimização de risco advindos da prática de diferentes tecnologias, seja em laboratório ou quando aplicadas ao meio ambiente, o mesmo trata-se de um conjunto de medidas voltadas para ações de prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, que podem vir a comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou da qualidade de trabalho. Etimologicamente, o termo biossegurança é composto pela raiz bios (grego) que significa vida e pelo termo segurança. A junção desses dois termos expressa a noção ou ideia de segurança da vida (COSTA, 2005). É, portanto, um campo do conhecimento multi e interdisciplinar, caracterizado por possuir limites amplos, e está, por essa razão, em constante construção (COSTA; COSTA, 2002). A lógica da construção de biossegurança teve seu início na década de 70 na reunião de Asilomar na Califórnia, onde a comunidade científica iniciou a discussão sobre os impactos da engenharia genética na sociedade. Esse campo de estudo é regulado em vários países no mundo por um conjunto de leis, procedimentos ou diretivas específicas a partir das implicações discutidas em reunião, em que foram originadas as normas de biossegurança do National Institute of Health (NIH), dos Estados Unidos, o que incentivou a comunidade internacional a discutir a necessidade da criação de legislações específicas para a regulação das atividades que cada área profissional obtém. A podologia é uma área da saúde que desempenha um papel fundamental no cuidado e tratamento dos pés, contribuindo para a saúde e bem-estar dos indivíduos. No entanto, devido à natureza do trabalho realizado, os profissionais dessa área estão expostos a uma série de riscos relacionados à contaminação biológica, química e física. Nesse contexto, a biossegurança no campo da podologia surge como um conjunto de medidas essenciais para garantir a segurança e a saúde tanto dos profissionais quanto dos pacientes no processo de trabalho da podologia. A necessidade de abordar a biossegurança na podologia decorre da preocupação com a segurança e a saúde dos profissionais que atuam nessa área, bem como dos pacientes que buscam por seus serviços. As atividades podológicas envolvem o contato direto com diferentes tipos de agentes biológicos, como fungos, bactérias e vírus, que podem representar riscos significativos se não forem devidamente controlados. Além disso, o uso de instrumentos cortantes e a exposição a substâncias químicas requerem precauções adicionais para evitar acidentes e contaminações. Nesse sentido, é fundamental compreender e aplicar as medidas de biossegurança adequadas, incluindo a adoção de práticas de higiene e assepsia, a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) apropriados e a gestão correta dos resíduos gerados no processo de trabalho. A implementação dessas medidas não apenas protege a saúde dos envolvidos, mas também contribui para a qualidade dos serviços prestados, transmitindo confiança aos pacientes e fortalecendo a reputação da profissão. Diante do supracitado, busca-se responder, através desta pesquisa, o seguinte questionamento: quais as medidas necessárias para garantir as normas de biossegurança no processo de trabalho de Podologia e melhorar a qualidade do serviço ofertado? Ao longo deste trabalho, serão explorados os principais aspectos relacionados à biossegurança na podologia, destacando a importância da conscientização dos profissionais, a capacitação contínua e a adoção de protocolos e diretrizes específicas. Através dessa análise, busca-se contribuir para a disseminação de práticas seguras no campo da podologia, promovendo a saúde e a segurança de todos os envolvidos nessa área de atuação. 2.1 METODOLOGIA A biossegurança é uma área de conhecimento definida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como: “condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente. A primeira publicação em 1996: uma abordagem multidisciplinar, organizado por Pedro Teixeira e Silvio Valle, apresenta a seguinte definição: “a biossegurança é o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de risco inerentes às atividades de pesquisa, produção ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visando à saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados”.A questão fundamental, portanto, é garantir que qualquer procedimento científico seja seguro. Ele precisa ser seguro para os profissionais que o realizam, para os pacientes a quem são destinados (quando houver) e para o ambiente e, ao mesmo tempo, ser capaz de gerar resultados de qualidade. É de grande importância conhecer medidas que controlam as doenças transmissíveis, como já aprendemos, contrair infecções no local de trabalho está diretamente ligado à falta de conhecimentos e conscientização, quanto à observação das precauções a serem tomadas quanto ao padrão de biossegurança. Biossegurança na podologia Para garantia da biossegurança nos procedimentos de podologia são utilizados os instrumentos de proteção individual(EPIs). Estes instrumentos ajudam a prevenir doenças e lesões no ambiente de trabalho, tanto para o profissional quanto para o paciente. O passo a passo de paramentação e desparamentação, assim como equipamentos utilizados em grande maioria de procedimentos são: · 1º passo: Higienização das mãos de acordo com o padrão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa). · 2º Passo: Vestir o jaleco e o avental vinílico, primeiramente pelas mangas e amarrar nas costas na altura da cintura(trajes que protegem o corpo de objetos cortantes, produtos químicos e resíduos de pele ou unhas contaminadas e só deve ser usado durante o procedimento). O jaleco deve possuir manga longa, punhos de malha ou elásticos com abertura posterior ou frontal. · 3º passo: Colocar a máscara de proteção, que reduz o risco de contaminação por microorganismos em aerossóis. Retirar a máscara da embalagem original ou envelope colocar a mascara sobre o rosto ajustar o elástico atrás da orelha ajuste o clipe da máscara ao nariz avaliar se sua máscara foi comprometida úmida suja rasgadas amassadas ou viscosas devem ser imediatamente descartadas em local apropriado. · Touca protetora; evita que o cabelo do profissional toque em resíduos durante processo, e evita também que o cabelo do profissional caia no ambiente laboral. Colocar a touca na cabeça começando pela testa indo até a base da nuca. Adaptar na cabeça de modo confortável cobrindo todo cabelo,orelha sempre que a touca aparecer sinais de umidade devem ser substituídos por outra. · Óculos de proteção: Eles bloqueiam impactos de resíduos de unha, pele e produtos durante o procedimento; Coloque de forma usual. uso exclusivo para cada profissional sendo necessária a higiene correta após o uso, caso não possa ser higienizado deverá ser descartado. Luvas protetoras: as luvas diminuem consideravelmente o risco de contaminação por sangue, além de evitar a disseminação de germes. Calce as luvas e estenda-as até cobrir o punho do avental de isolamento. O uso de luvas não substitui a higiene das mãos. RETIRADA DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) PASSO A PASSO 1.Retirada das luvas; 2.Higienização das mãos; 3.retirada do avental/capote e do gorro; 4.higienização das mãos; 5.retirada do óculos; 6.higienização dos óculos; 7.higienização das mãos; 8.retirada da máscara; 9.higienização das mãos; 1 - Luvas: Com as duas mãos enluvadas,segure a parte externa de uma luva na parte superior do pulso.Retire essa primeira luva,afastando-se com corpo de do pulso até as pontas dos dedos,virando a luva de dentro para fora.Segure a luva que você acabou de remover em sua mão enluvada.Com a mão sem luva,retire a segunda luva inserindo os dedos dentro da luva na parte superior do pulso.Vire a segunda luva do avesso enquanto a inclina para longe do corpo,deixando a primeira luva dentro da segunda.Descarte as luvas na lixeira.Não reutilize as luvas.Lave as mãos com água de sabão ou higienize com solução alcoólica a 70%. 2 - Durante a retirada do avental, e jaleco evite tocar o lado externo, pois estará contaminado.Passe o álcool 70%,empurre pelo pescoço passando pela cabeça após retire o jaleco abrindo as fechas tirando pelos punhos lavar as mãos com água e sabão ou álcool a 70%. 3 - touca: Para retirar a touca,puxe pela parte superior central,sem tocar nos cabelos.Descarte a touca em recipiente apropriado. Lave as com água e sabão ou higienize com solução alcoólica 70% em seguida. 4 - óculos de proteção: Remova pela lateral ou pelas hastes considerando que a parte frontal esta contaminada.Fazer desinfecção com álcool líquido a 70%,hipoclorito de sódio ou outro desinfetante encomendado pela CCIH do serviço;caso exista sujidade visível,lavar antes com água e sabão, e somente depois, fazer a desinfecção como citado. 5 - máscara: Remover a máscara segurando-a pelos elásticos, tomando bastante cuidado para não tocar na superfície interna. CUIDADOS PARA GUARDA E REUSO DA N95 Acondicione de forma a mantê-la íntegra, limpa e seca para o próximo uso.Para isso pode ser utilizado um saco ou um envelope de papel,embalagens plásticas de outros materiais desde que não fiquem hermeticamente fechadas.Os elásticos da máscara deverão ser acondicionados de forma a não serem contaminados e de modo a facilitar a retirada da máscara da embalagem. 1. DESCARTE DE RESÍDUOS A podologia faz parte da área da saúde, sendo assim, devemos ter consciência sobre a manipulação dos resíduos provenientes do nosso trabalho que é de alta contaminação. O serviço podológico moderno e gerador de resíduos biológicos e químicos que são poluentes, os descartáveis como lâminas que por vezes penetram em tecido subepitelial, luvas de procedimento (resíduos biológicos), receptivos (resíduos químicos). Esses materiais geralmente estão contaminados com sangue, secreções, fungos e outros microorganismos. Biossegurança na podologia, faz parte da medicina profilática que se ocupa em preservar o controle de infecção cruzada (transmitida do paciente para o profissional e vice-versa). (MADELLA) . Na podologia ,usamos artigos invasivos e nao - invasivos,para identificar qual procedimento que cada artigo necessita antes de seu uso,classificamos os mesmos= -Artigo crítico =Penetram através da pele,são invasivos . Apresentam alto risco de infecção se contaminados. Devem sofrer esterelizao. *Bisturis *Alicates *Fresas *Brocas. _ Artigo não crítico Entram em contato com a pele intacta. Devem sofrer limpeza. *Aparelho deunicorteses *Estojos de Bisturis *Bandejas *Aplicador de gazes *Caneta/mandril *Monofilamento/Diapasão. A limpeza, a esterilização e a antissepsia dos equipamentos tornam se fatores de suma importância em todo gabinete podológico uso de materiais descartáveis cortantes ou perfurantes vem evoluindo dentro da podologia. Infelizmente após usados são embalados juntos com lixos comuns, aí vem a preocupação com quem vai fazer a coleta desse lixo, os faxineiros, garis e pessoas que reciclam o lixo que ficam expostos a autos índices de acidentes de trabalho. E dever do departamento de limpeza urbana fazer esse recolhimento, conforme lei.(MADELLA). Quando pagamos o IPTU, já está incluso o valor da coleta de resíduos de alto risco. Os resíduos podológicos devem ser recolhidos em sacos plásticos brancos ou de cor diferente, com a indicação, PRoDUTOS CONTAMINADOS, LIXO HOSPITALAR, conforme lei NR 9190, NBR 9191...etc., para que sejam identificados pelos coletores. A lixeira deve ficar dentro do gabinete, fornecer tampa, pedal e identificação, deve ser lavada pelo menos uma vez por semana ou quando haver vazamento de resíduos, ao recolocar o lixo fazer uso de luvas de borracha, o saco deve ser fechado hermeticamente com ocupação de apenas 2 3 de sua capacidade, ser depositado em local específico, determinado para sua coleta. As lâminas cortantes ou perfurantes devem ser embaladas em recipientes rígidos ou em latas de cerveja ou refrigerante vedadas com esparadrapo.(MADELLA). Nós da área da podologia não devemos negligenciar quandoas preocupações que se deve ter no uso de equipamentos de proteção individual EPIS, bem como pela prática incorreta de lavagem, degermação das mãos, limpeza e desinfecção dos artigos, áreas e superfícies ou esterilização inadequada dos instrumentais ou materiais usados. Além dessas ações, o profissional deve se proteger imunologicamente, através da vacinação contra sarampo, rubéola, tétano, hepatite b, gripe etc. como parte de prevenção pessoal na prevenção de infecções cruzadas, frente ao contágio durante os diversos atendimentos e procedimentos adotados.(MADELLA). As doenças são transmitidas por seres muito pequenos(microorganismos), representados por vírus, bactérias, fungos e protozoários. Esses microorganismos são classificados em: PATOGÊNICOS, os que produzem doenças crônicas e os não PATOGÊNICOS, que normalmente convivem com o hospedeiro durante toda a sua vida, havendo possibilidade de se agredirem, a partir do momento em que o sistema de defesa humano encontra se vulnerável.(MADELLA). É de suma importância os cuidados com a limpeza, desinfecção e esterilização na prevenção de infecções dos artigos, os quais, não estando adequadamente limpos, desinfectados e esterilizados são uma fonte de contaminação, aumentando os riscos, tanto para o paciente como para o profissional. O processo de infecção e multifatorial e, as falhas não são somente na esterilização dos artigos, mas, também em instrumentais molhados, falhas no equipamento esterilizador, não utilização de EPIs entre outros (MADELLA). · RISCOS ERGONÔMICOS São eles: lesões por esforço repetitivo LER e distúrbio osteomuscular relacionados ao trabalho. DORT, cansaço físico, dores musculares, hipertensão arterial, alteração do sono, doenças nervosas, taquicardia, doenças do aparelho digestivo (gastrite e úlcera), tensão, ansiedade, problemas na coluna vertebral, entre outros(Ramos,2009). · RISCOS BIOLÓGICOS Incluem qualquer material contaminado com micro-organismos, como secreções, sangue, anexos cutâneos que são os pelos, cabelos, unhas, cutículas, através também da pele não integra. A transmissão pode ocorrer de maneira direta, se dá por meio de contato físico entre transmissor e receptor por via cutânea ou indireta que pode ocorrer por meio de instrumentos contaminados, especialmente os perfuro cortantes (exposição percutânea), ou por meio de infecção cruzada. Algumas doenças como a AIDS, a hepatite A B C D E, as onicomicoses, dermatites fúngicas e outras doenças podem ser transmitidas em estabelecimentos de podologia, por isso a importância da prevenção também através da vacinação, principalmente da HEPATITE B E TETANO (RAMOS, 2009). .VIAS DE TRANSMISSÃO · Vias aéreas: o contato por meio de vias aéreas ocorre pela inalação de micro-organismos presente nas partículas e gotículas. (Ramos, 2009). · Vias cutâneas: o contágio se dá por meio do contato de sangue e secreção contaminados com a pele integra (sem ferimento). · Via ocular: contaminação da mucosa conjuntiva ocorre, por lançamento de gotículas ou aerossóis de materiais infectados nos olhos (RAMOS, 2009). · PRINCIPAIS DOENÇAS INFECCIOSAS TRANSMITIDAS OCUPACIONALMENTE EM GABINETE DE PODOLOGIA · Onicomicose: são caracterizadas pelo crescimento de fungos nas unhas e dobras periungueais (RAMOS, 2009). · Dermatites fúngicas: são infecções dos tecidos queratinizados causados pelos fungos dermatoficos. Contaminação comum em materiais com falta de esterilização. · Limpeza: visa a remoção ou redução dos micro-organismos patogênicos contribuindo para o controle da disseminação de contaminação biológica ou química (RAMOS, 2009). No procedimento de limpeza são utilizados: Agentes químicos, energia, detergentes comuns e enzimáticos, assepsia, desinfecção, descontaminação, esterilização, além da correta higienização das mãos. A limpeza deve ser feita sempre com utilização de luvas de borracha.(RAMOS,2009). A esterilização em autoclave e um método por calor e pressão que preserva a estrutura dos instrumentos e do corte. Tesouras, pinças e alicates devem ser dispostos abertas dentro dos invólucros, para esse processo existe o papel grau, que deverão portar indicação química, e não se deve exceder a capacidade de 70% e fazer o controle biológico. (RAMOS ,2009). A qualidade do processo de esterilização influencia diretamente no sistema saúde- doença dos pacientes, por isso é essencial que este procedimento ocorra de forma efetiva. Torna-se evidente assim, a preocupação com relação às responsabilidades de profissionais da área da podologia no que se refere ao planejamento, controle e avaliação acerca da qualidade e segurança do processamento de materiais utilizados no exercício de suas atividades. Sendo assim a garantia da esterilização dos materiais é fundamental para diminuir o risco de contaminação por micro-organismos resistentes à higienização manual adequada dos materiais.(FREITAS). Cabe ao profissional de podologia trabalhar com a biossegurança, ou seja, manter o local de trabalho higienizado, fazer uso de equipamentos de proteção individual (EPIS), esterilizar os instrumentos que são utilizados, fazer o descarte correto de lixos biológicos, químicos e perfurocortantes, usar materiais descartáveis, além de armazenar corretamente todos os produtos químicos e medicamentos que podem ser utilizados entre outros.(FREITAS,ET,2011). É preciso que o profissional reconheça as possíveis patologias que podem ser transmitidas durante o exercício profissional, caso não ocorra uma correta desinfecção e esterilização dos instrumentos que são utilizados durante o atendimento aos pacientes, além de usar adequadamente a proteção para o manuseio destes materiais durante a realização de sua atividade do início ao término do processo de desinfecção. (FREITAS, ET AL, 2011). Dessa forma é importante que além de assegurar técnicas seguras de trabalho, é necessário o uso de materiais devidamente desinfectados e esterilizados na realização de atividades profissionais, gerando maior segurança tanto para quem presta quanto para quem contrata o serviço. · Passo a passo de higienização: COMO MANDELA A HIGIENIZACAO SEGUNDO ORLANDO MANDELA *Colocar o material utilizado no atendimeynto ao cliente em bandeija com tampa contendo detergente enzimático. *Mantenha o material em solução por 15 minutos ou conforme instrução do fabricante. *Utilizando escova com cerda de naylon ,fazer a fricção por 30 segundos em cada instrumental . *A limpeza deve ser feita na fase de pre –embebicao. *Enxaguar todos os materiais,retirar todo o resíduo do detergente. *Abrir todos os instrumentos articulados. *O profissional deve utilizar EPIS no momento da limpeza. *Secar com pano limpo e seco ou papel. *Evite que o material seque ao natural. *Armazenar o artigo ou continuar o reprocessamento,dependendo de sua classificação. *Revise os instrumentos para verificar a conservação, limpeza e secaguem. *Remova qualquer traco de óleo ou gordura. *Processar a montagem dos envelopes ou caixa com pequena quantidade de materiais. *Coloque pequena quantidade de envelopes ou caixas dentro da câmera. *Ligar a estufa e selecionar a temperatura adequada. *Uma vez ligado o aparelho,deve-se controlar a temperatura e marcar o tempo de exibição a partir do momento que o termômetro atingir a temperatura adequada (170 GRAUS), ao tipo de material a ser esterilizado. *Durante o processo da esterelizacao a estufa não pode ser aberta. *Usar luva de amianto ( de soldador) para remover o instrumental de dentro da estufa.Nao deixar os instrumentos permanecerem dentro da estufa para evitar manchas. *Coloque a data de esterilização,armazenar em local apropriado , limpo e seco . PORTARIA CVS-11,DE 16-8-93 (0RLANDO MANDELA) DE ONDE FORAM TIRADOS OS DADOS E O QUE QUE ISSO INFLUENCIOU NO OBJETIVO DA PESQUISA4 CONSIDERAÇÕES FINAIS OU CONCLUSÃO · Rotina paramentação podológica: DESCREVER O PROCESSO DE PARAMENTAÇÃO PODOLÓGICA EM TÓPICOS, POR EXEMPLO: · 1º passo: · 2º passo: Adotar precaucoes universais de rotina em todos os procedimentos(Ramos,2009). *Utilizacao correta de (Epis). *Higienizacao das maos do profissional *Limpeza, descontaminacao ,e quando necessaria esterilizacao dos equipamentos. *Uso de artigos descartaveis *Limpeza e organizacao do ambiente. *Gerenciamento de residuos. *Vacinacao dos profissionais. (Ramos ,2009) ,Revista da podologia.com abril 2016. · Separação do lixo: DESCREVER O PROCESSO DE SEPARAÇÃO DO LIXO, POR TIPOS E ETAPAS: · Orgânico:exemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemplo; FOTO · Contaminado:exemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemplo; FOTO · Seco:exemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemploexemplo; FOTO REFERÊNCIAS Fonte dos textos da introdução: http://www.fiocruz.br/biossegurancahospitalar/dados/material10.htm https://www.scielo.br/j/physis/a/QSxJKFN5v4wcJYVL7X4DLBx/?lang=pt#:~:text=A%20Terminologia%20e%20sua%20contribui%C3%A7%C3%A3o%20para%20a%20biosseguran%C3%A7a&text=Ela%20estuda%20termos%20e%20conceitos,comunicacionais%20(BARROS%2C%202006). LIVRO TAL SITE TAL CONTINUAÇÃO Monitorização biológica E a monitorização mais confiável,pois é feita com microrganismos tecnicamente preparados-indicadores biológicos-para demonstrar a esterilização. O que é um indicador biológico (foto de um pacote de teste biológico) E um teste q vem em um frasco composto de: 1-Ampola plástica externa; 2-Tampa marrom( com furinhos que permitem a penetração de vapor protegidos internamente por um filtro que protege a entrada de outros microrganismos); 3-Ampola de vidro interna contendo o meio de cultura roxo; 4-Papel impregnado com endósporos da bacteria globacillus stearotermaphibcs-resistentes ao calor umido e não patogênicos. Como fazer o teste: Coloque a ampola teste dentro de um pacote que irá passar pelo ciclo de esterilização.Das autoclaves cristofoli, sugerimos colocar o indicador na bandeja superior,na parte frontal(junto à porta).Reserve mais uma ampola da mesma caixa que será utilizada como controle de teste. 1-Terminando o ciclo,abra o pacote.Recupere a ampola teste e aguarde 15 minutos .Essa recomendação é essencial para q o conteúdo resfrie e perca a pressão. 2-Para ativar o teste,incline o tubo plastico contra a parede da incubadora.Dessa forma,a ampola de vidro interna se quebrará,o resultado e a liberação de alimento(caldo de cultura roxo) (impregnados no papel) para os microrganismos. 3-Coloque para incubar a ampola teste que passou por esterilização,em incubadora própria junto com outro indicador controle.O indicador controle não vai para autoclave mas deve ser ativado da mesma forma. Na foto abaixo o resultado esperado por 24 horas de incubação.(LILIANA DONATELLI). (foto dos testes na incubadora). A checagem das amostras Segundo Odonto Equipamentos é preciso se atentar a coloração.A ampola esterilizada deve começar a obter uma coloração roxa,enquanto a que não foi esterilizada permanecerá com a coloração amarelada.Isso indica que o processo de esterilização foi concluído corretamente. Se as duas ampolas ficarem com a coloração roxa significa que ocorreu um crescimento de bactérias.Dessa forma,a esterilização não ocorreu de forma certa,sendo necessária a manutenção da autoclave. No caso dos dois indicadores ficarem amarelos no final da incubação,quer dizer que não houve crescimento bacteriano.Isso indica que a incubadora precisa de manutenção,portanto não é possível avaliar se houve ou não a esterilização. Em outras palavras,a ampola teste(que foi para a autoclave) permanece roxa ,indicando que os esporos foram destruídos.Já a ampola controle (que não foi para a autoclave) mudara para a cor amarela ,indicando que os esporos estão vivos. Anote os resultados com data para obter um resultado semanal.(ODONTO EQUIPAMENTOS) Quando realizar o teste biológico *Na instalação do equipamento; *Quando volta da manutenção; *Quando uma mudança importante for realizada; *1 vez por semana; Indicador químico (foto da fita zebrada) A fita zebrada é um indicador químico de passagem (processo ou classe 1).Só indica q o pacote passou pelo processo,não indicando porém a sua esterilidade.(LILIANA DONATELLI). image8.png image12.png image2.png image5.png image6.png image1.png image4.png image3.png image10.png image7.png image9.png image11.png