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Estética com Segurança: Agefis fiscaliza
clínicas de estética em operação com a Anvisa
Operação constatou diversas irregularidades sanitárias e uso indevido de produtos e equipamentos
Jornal brasileiro
NOTÍCIAS DA BIOMEDICINA
COMENTADAS
NOTÍCIAS DA BIOMEDICINA
COMENTADAS
Além das infrações relacionadas
ao gerenciamento de resíduos, a
operação encontrou produtos
vencidos, equipamentos sem
registro e insumos em
desconformidade com as normas
de segurança, revelando
fragilidades que comprometem a
biossegurança e expõem clientes
e profissionais a riscos evitáveis.
Tais achados reforçam a
necessidade de observância das
normas técnicas da ABNT
aplicáveis, como a NBR 12808
(classificação de resíduos de
serviços de saúde) e a NBR 12807
(terminologia), que orientam os
procedimentos de identificação
e manejo seguro dos resíduos,
servindo como suporte técnico à
RDC nº 222/2018.
O caso destaca a relevância da
fiscalização contínua e da
adoção de boas práticas pelos
serviços de estética, que devem
atuar em conformidade com os
princípios de segurança
sanitária, responsabilidade
técnica e organização
operacional. A notícia
demonstra, ainda, que a ausência
de controle de resíduos e de
insumos representa não apenas
infração normativa, mas também
um risco direto à saúde pública,
reafirmando a importância de
integrar biossegurança, gestão
de resíduos e qualificação
profissional na rotina dos
estabelecimentos estéticos.
A fiscalização relatada pela
Agefis de Fortaleza, em
cooperação com a Anvisa,
evidencia a importância do
cumprimento rigoroso das
normas sanitárias aplicáveis aos
serviços de estética,
especialmente no que se refere
ao gerenciamento de resíduos e
à segurança do usuário. Na ação
denominada Estética com
Segurança – Fase II, oito clínicas
foram inspecionadas e diversas
irregularidades foram
identificadas, entre elas a
ausência do Plano de
Gerenciamento de Resíduos de
Serviços de Saúde (PGRSS) em
três estabelecimentos. Essa falha
configura violação direta da RDC
nº 222/2018, que determina que
todo serviço gerador de resíduos
potencialmente perigosos —
incluindo clínicas estéticas —
deve implementar, monitorar e
manter atualizado seu PGRSS,
contemplando etapas de
segregação, acondicionamento,
identificação, armazenamento e
destinação final.
Segunda-feira, 24 de novembro de 2025.
2025
Laboratório do horror expõe falhas graves na
gestão de resíduos e na fiscalização sanitária
Prepare seu jaleco
O que as normas dizem e o laboratório ignorou
Mesmo recebendo milhões, o
laboratório não mantinha um
Plano de Gerenciamento de
Resíduos de Serviços de Saúde
(PGRSS) efetivo, como exige a
RDC 222, impedindo o controle
sobre geração, armazenamento
e destinação dos resíduos.
A RDC 222/2018 manda segregar,
acondicionar, identificar e destinar
corretamente cada resíduo.
 A RDC 978 exige responsável
técnico atuante e processos
seguros em todas as etapas do
exame.
 A NBR 14785 reforça o uso de
recipientes rígidos e adequados.
 No “laboratório do horror”, nada
disso foi seguido.
 Como biomédicos, nosso papel é
recusar práticas inseguras,
denunciar irregularidades e
lembrar que cada resíduo
representa um paciente.
Laboratório terceirizado
armazenou membros humanos
em potes de doces e embalagens
comuns.
 Pela RDC 222/2018, peças
anatômicas (grupo A3) devem
ficar em recipientes rígidos,
identificados, em local exclusivo
e com destinação controlada.
 O caso mostra ausência total de
PGRSS, risco para trabalhadores,
meio ambiente e desrespeito à
dignidade dos pacientes. A RDC
978 exige estrutura adequada,
responsável técnico e
biossegurança em serviços de
análises clínicas.
 Um laboratório que guarda
membros humanos de forma
improvisada não cumpre os
requisitos mínimos de
segurança, qualidade e ética
profissional. O episódio também
evidencia falhas na gestão
pública e na contratação de
serviços terceirizados
Jornal brasileiro
DESCARTE
SEGURO
É VIDA
PROTEGIDA
SEGREGUE
CORRETAMENTE.
Laboratório interditado no Tocantins: materiais eram armazenados até em embalagens de achocolatado
Segunda-feira, 24 de novembro de 2025.
A NBR 14785 exige coletores
rígidos e seguros para
perfurocortantes. Se até agulhas
precisam de proteção, membros
humanos em potes comuns
representam um grave foco de
contaminação e claro desprezo
às normas e à saúde pública.
Cerca de 20 kg de medicamentos vencidos, agulhas
e seringas usadas são recolhidos em via pública
Jornal brasileiroJornal brasileiro
Descarte indevido dos materiais configura crime ambiental e infração sanitária - Foto: Vigilância
Sanitária de Maceió
Segunda-feira, 24 de novembro de 2025.Segunda-feira, 24 de novembro de 2025.
A situação registrada pela Vigilância
Sanitária de Maceió — cerca de 20 kg de
medicamentos vencidos, agulhas e
seringas usadas descartados em via
pública — evidencia um grave problema
na gestão dos resíduos de serviços de
saúde. O descarte irregular desse tipo de
material representa risco imediato para
trabalhadores, população e meio
ambiente, além de configurar crime
ambiental e infração sanitária.
O episódio mostra que o
estabelecimento responsável não adotou
qualquer medida mínima de
biossegurança. Medicamentos vencidos
não podem ser descartados como lixo
comum, pois representam risco químico
e ambiental. Agulhas e seringas usadas,
por sua vez, são resíduos
perfurocortantes e exigem
acondicionamento rígido, seguro e
identificado. A presença desse tipo de
material misturado e abandonado em
local público demonstra a completa
ausência de gerenciamento adequado.
Além da ameaça à integridade física de
quem circula pelo local, o descarte
irregular favorece acidentes com
perfurações, contaminações por
agentes infecciosos e impactos
ambientais pela liberação de
substâncias químicas. A necessidade de
acionar a Delegacia de Crimes
Ambientais para rastrear a origem do
resíduo evidencia outra falha: a falta de
identificação do material, que deveria
permitir reconhecer imediatamente o
gerador.
O caso reforça que, sem controle,
rastreabilidade e responsabilidade
técnica, os resíduos deixam de ser
apenas um subproduto das atividades
em saúde e se tornam um risco real à
saúde pública.
O descarte de medicamentos vencidos, agulhas e seringas em via
pública descumpre diversos pontos da RDC 222/2018. A situação
mostra ausência de um PGRSS, falta de segregação entre resíduos
dos grupos B e E e acondicionamento totalmente inadequado, já que
perfurocortantes deveriam estar em coletores rígidos e
identificados. Também houve violação da obrigatoriedade de
identificação dos resíduos, impossibilitando reconhecer o gerador.
O material não foi armazenado em local exclusivo nem seguiu fluxo
seguro de coleta e transporte. Além disso, não houve destinação
final por empresa licenciada. Essas falhas colocam em risco a saúde
pública, aumentam o potencial de contaminação e configuram crime
ambiental, contrariando os princípios básicos de proteção previstos
na RDC.
Caixas de medicamentos coletadas em farmácias da
RD Saúde viram embalagens de linha 'natureba'
Em 2023, foram coletadas cerca de 280 toneladas de medicamentos vencidos e 1,2 tonelada de
papel e papelão; com economia circular, empresa evita o descarte irregular pelos clientes, que
contamina a água e o solo.
A RD Saúde, dona das redes de farmácias Drogasil
e Raia, identificou no problema uma oportunidade
de investir em soluções baseadas na economia
circular. Para isso, adaptou as lojas para que se
tornassem pontos de coletas desses materiais,
transformou as caixas e bulas em embalagens para
a linha da Natz e agora se prepara para aumentar o
uso do que teria como destino os aterros
sanitários.
Como explica Renata Mascarenhas, diretora de
Marcas Próprias, o desenvolvimento da marca
Natz, que usa componentes naturais em sua
composição, com um apelo saudável e sustentável,
foi identificado como uma oportunidade de adotar
embalagens ecoeficientes.
O lançamento aconteceu em 2022. A marca foi
escolhida na época para o projeto de economia
circular por ser nova, o que permitiu que fosse
desenhada sob os critérios da circularidade.A diretora da RD comenta sobre o processo de
criação, "Não bastava ter o design do produto.
Precisávamos contar com uma embalagem
resistente, que substituísse o papel e mantivesse
uma boa experiência de consumo", completa a
executiva. A Natz tem sido um dos destaques no
portfólio da RD Saúde, com crescimento acima de
20% ao ano em faturamento e em unidades
vendidas.
A iniciativa dessa empresa, que transforma caixas
de medicamentos usadas em novas embalagens por
meio da economia circular, reforça princípios da
RDC 222/2018 ao promover a correta segregação e
a destinação ambientalmente adequada dos
resíduos. Ao reciclar embalagens não contaminadas,
a ação evita que materiais recicláveis sejam
descartados como lixo comum ou misturados a
resíduos perigosos, alinhando-se às diretrizes de
redução de impacto ambiental previstas pela norma.
Jornal brasileiro Segunda-feira, 24 de novembro de 2025.
Descarte incorreto de seringas e resíduos de
saúde coloca em risco garis e recicladores
 Esses resíduos perigosos acabam misturados a
plásticos, papéis e latas, expondo quem
manuseia o lixo a cortes, perfurações e possíveis
infecções. Especialistas alertam que objetos
como agulhas, lâminas e ampolas podem
transmitir doenças graves, incluindo hepatite B,
hepatite C, tétano e HIV, especialmente quando
não estão embalados ou identificados
corretamente.
O problema não vem apenas de residências, mas
também de clínicas, consultórios odontológicos,
salões de beleza e estúdios de tatuagem também
têm descartado perfurocortantes de forma
indevida, sem seguir as normas de coleta e
transporte de resíduos. Isso faz com que
materiais de risco cheguem ao lixo comum ou
reciclável, ampliando o perigo para os
trabalhadores. Recicladores relatam encontrar
seringas misturadas a garrafas PET e outros
materiais, destacando que uma única picada
pode causar danos graves e irreversíveis à saúde.
O descarte inadequado de seringas, agulhas e outros
materiais perfurocortantes junto ao lixo seco em
Cidade do Rio Grande do Sul tem se tornado um
sério risco para garis e trabalhadores das centrais de
triagem.
A Agência de Vigilância Sanitária já estabelece regras claras
quanto ao descarte de materiais perfurocortantes através da
RDC 222/2018
Veja quais normas da RDC 222/2018 foram descumpridas
 Art. 4º O gerenciamento dos RSS deve abranger
todas as etapas de planejamento.
Art. 22 A identificação dos RSS deve estar afixada
nos carros de coleta, nos locais de
armazenamento e nos sacos que acondicionam
os resíduos. 
Art. 23 Os RSS gerados pelos serviços de atenção
domiciliar, devem ser acondicionados e
recolhidos pelos próprios agentes de
atendimento ou por pessoa treinada para a
atividade e encaminhados à destinação final
ambientalmente adequada.
Art. 86 Os materiais perfurocortantes devem ser
descartados em recipientes identificados,
rígidos, providos com tampa, resistentes à
punctura, ruptura e vazamento.
Art. 88 Os RSS do Grupo E, quando
contaminados por agentes biológicos, químicos e
substâncias radioativas, devem ter seu manejo de
acordo com cada classe de risco associada.
Jornal brasileiro Segunda-feira, 24 de novembro de 2025.
Vazamento de Resíduos Biológicos em Pelotas
expõe falhas graves no manejo de materiais
potencialmente infectantes
Pelotas (RS) — 31 de outubro de 2025.
 Uma tarde comum ganhou contornos de filme de
terror quando moradores de um prédio central de
Pelotas viram um líquido espesso e vermelho
começar a jorrar violentamente de um cano de esgoto
na área interna do edifício. O material escorreu pelo
piso, tingiu as paredes e exalou um odor metálico
forte, que imediatamente levou os condôminos a
suspeitar que algo muito grave havia acontecido
À primeira vista, alguns moradores imaginaram que
fosse tinta ou ferrugem acumulada. Outros, mais
apreensivos, acionaram o condomínio alegando que o
cheiro “não parecia químico, parecia biológico”. Em
questão de minutos, a cena se espalhou pelas redes
sociais: vídeos mostravam o líquido vermelho se
espalhando rapidamente até alcançar o ralo da
garagem. 
O choque veio no dia seguinte, quando a equipe
técnica da Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA)
confirmou: o líquido era sangue humano
O primeiro chamado foi feito ao Sanep (Serviço
Autônomo de Saneamento de Pelotas). Ao chegarem
ao local, técnicos notaram que o material não era
compatível com resíduos domiciliares ou industriais
comuns. A Brigada Militar Ambiental (Patram) foi
acionada, assim como a Vigilância Sanitária. As
equipes iniciaram a coleta do material e a
rastreabilidade do percurso do líquido.
Logo se descobriu que o sangue tinha origem em uma
funerária localizada no mesmo prédio, que realizava
procedimentos de embalsamamento. Durante uma
das etapas do processo, uma quantidade significativa
de sangue e fluido corporal havia sido descartada de
forma irregular na tubulação interna, causando um
refluxo que acabou rompendo parte da rede e
extravasando para a estrutura do prédio.
A intensidade do jorro se deu porque a pressão da
rede interna impulsionou o líquido represado,
fazendo-o sair como um “geiser vermelho”, nas
palavras de um técnico do Sanep que acompanhou a
inspeção.
Após a confirmação de que o líquido era
sangue humano, o setor de embalsamamento
foi interditado. A Patram autuou a funerária, e
o Ministério Público iniciou investigação por
possível descumprimento de normas sanitárias,
crime ambiental e risco à saúde pública. A
prefeitura destacou que o descarte de resíduos
biológicos na rede pública é proibido e que a
empresa será responsabilizada.
Especialistas lembram que o caso ocorreu
porque normas obrigatórias foram ignoradas.
O Artigo 20 da RDC nº 222/2018, da Anvisa,
determina que:
“É proibido o descarte de resíduos líquidos
contendo sangue, fluidos orgânicos ou
quaisquer materiais contaminados em redes
hidráulicas, pias, tanques, vasos sanitários,
ralos ou sistemas de esgoto.”
o que não ocorreu em Pelotas, resultando no
vazamento e na mobilização de órgãos
ambientais e sanitários
REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
Noticia página 1. G1. Laboratório que guardava membros humanos em potes de doces recebeu mais de R$ 3
mi do governo: veja como amostras eram armazenadas. Disponível em:
.
Notícia página 1. Fortaleza Prefeitura: Estética com Segurança: Agefis fiscaliza clínicas de estética em
operação com a Anvisa
Disponível em: https://www.fortaleza.ce.gov.br/noticias/estetica-com-seguranca-agefis-fiscaliza-
clinicas-de-estetica-em-operacao-com-a-anvisa.
Noticia página 2: https://tribunahoje.com/noticias/cidades/2024/05/07/137962-cerca-de-20-kg-de-
medicamentos-vencidos-agulhas-e-seringas-usadas-sao-recolhidos-em-via-publica
Noticia página 2: https://exame.com/esg/caixas-de-medicamentos-coletadas-em-farmacias-da-rd-
saude-viram-embalagens-de-linha-natureba.
Noticia página 3: Descarte incorreto de seringas e resíduos de saúde coloca em risco garis e recicladores.
Disponível em: https://www.pmerechim.rs.gov.br/noticia/21099/descarte-incorreto-de-seringas-e-
residuos-de-saude-coloca-em-risco-garis-e-recicladore.
Noticia página 3: Vazamento de Resíduos Biológicos em Pelotas expõe falhas graves no manejo de materiais
potencialmente infectantes. Disponivel em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sul/rs/liquido-
vermelho-que-jorrou-de-cano-em-pelotas-era-sangue-humano/?
2025
Jornal brasileiro Segunda-feira, 24 de novembro de 2025.

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