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Os componentes químicos da célula são classificados em inorgânicos (água e sais minerais) e orgânicos (ácidos nucleicos, carboidratos, lipídios e proteínas). Neste estudo, será abordado o componente orgânico e suas principais biomoléculas.
As proteínas constituem a maior parte da massa celular seca, elas executam praticamente todas as funções celulares, possuem enzimas que constituem as intricadas superfícies moleculares e que promovem suas múltiplas reações químicas na célula. Existem também, proteínas especializadas que agem como anticorpos, toxinas, hormônios, moléculas anticongelantes, fibras elásticas, cordas ou como fontes de luminescência.
Os ácidos nucleicos são responsáveis pelo armazenamento e utilização de informação genética para realizar respostas celulares mediantes a estímulos internos e externos, assim como pela transmissão dessa informação para os descendentes de um indivíduo. É a partir deste que se estuda DNA, RNA e as bases nitrogenadas.
Os ácidos nucleicos são moléculas de caráter ácido formadas por polímeros e compostas por moléculas chamadas de nucleotídeos. Essas moléculas são chamadas de ácido ribonucleico (RNA) e desoxirribonucleico (DNA). Ambos eles são constituídos por um grupo fosfato, uma pentose e uma base nitrogenada.
Existem um total de cinco bases nitrogenadas que compões a estrutura dos ácidos nucleicos, que são classificadas como purinas (adenina e guanina) e pirimidinas (citosina, timina e uracila). Das pirimidinas citadas, apenas a citosina está presente tanto no RNA quando no DNA. Timina pertence apenas ao DNA e uracila ao RNA.
Um fato interessante é que as bases nitrogenadas possuem uma conformação estrutural que permite sua ligação com uma base nitrogenada correspondente, no DNA a adenina se liga à timina, enquanto a guanina se liga a citosina, enquanto no RNA a uracila se liga a adenina de forma complementar.
Existe um processo chamado síntese proteica, que é basicamente o processo no qual são produzidas nossas proteínas, determinado pelo DNA, o processo tem 2 fases: a transcrição e a tradução.
A transcrição dos genes de um organismo ocorre em duas situações distintas, na primeira a expressão é constante, refletindo na produção contínua de determinada proteína que, geralmente, possui função estrutural ou metabólica fundamental para a manutenção da homeostasia celular, na segunda situação a expressão ocorre mediante a um estímulo interno ou externo, refletindo na expressão mediada ou temporal, que ocorrerá para responder a uma situação celular transitória, após a qual a transcrição será interrompida.
Assim como no processo de duplicação do DNA, a transcrição é iniciada com a desespiralização do DNA seguida da atividade do rompimento da dupla fita complementar de DNA, expondo assim a fita molde de DNA a qual a enzima RNA polimerase irá se ligar dando início a adição de bases de RNA complementares a fita molde, essas atividades ocorrem pela ação de enzimas com ação idênticas a da topoisomerase e helicase, respectivamente, presentes no complexo da bolha de transcrição. Os genes possuem diferentes regiões especializadas que controlam sua expressão e a atividade enzimática da RNA polimerase, como regiões ativadoras, promotoras e inibidoras

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