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CORRÊA_Guilherme Carlos O que é a escola
112 pág.

Pedagogia Universidade Federal de Santa MariaUniversidade Federal de Santa Maria

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Resumo da Dissertação sobre Intervenção Curricular e Pedagogia Libertadora A dissertação de Guilherme Carlos Corrêa, apresentada à Universidade Federal de Santa Catarina, aborda a formação de um grupo que implementou uma intervenção curricular em escolas secundárias noturnas de Florianópolis, fundamentada na Pedagogia Libertadora, inspirada principalmente nas obras de Paulo Freire. O trabalho destaca a importância das oficinas como uma modalidade educativa centrada na autoformação, onde os eixos principais são a dialogicidade, a auto-organização e a não-disciplinaridade. A proposta é questionar a escolarização tradicional, que muitas vezes atua como um mecanismo de disciplinamento, limitando as possibilidades de aprendizado e desenvolvimento dos alunos. O autor inicia sua reflexão apresentando o contexto em que o Núcleo de Alfabetização Técnica (NAT) foi criado, enfatizando a busca por práticas educacionais que não se restringissem à escolarização convencional. O grupo, formado por educadores e alunos de mestrado, se dedicou a explorar formas de ensino que promovem a autonomia e a participação ativa dos estudantes. A dissertação se propõe a responder por que um grupo acadêmico, tradicionalmente voltado para a formação de profissionais da educação, decidiu direcionar suas pesquisas para a educação não escolar. Para isso, o autor traça um plano que destaca tanto as pessoas envolvidas na criação das oficinas quanto a própria estrutura das oficinas como um espaço de trabalho educativo. A narrativa do autor se desenvolve a partir de sua experiência como professor em uma escola secundária, onde ele se depara com a realidade dos alunos e suas expectativas em relação ao ensino de Química. A partir de um primeiro contato com os alunos, ele percebe a necessidade de uma abordagem que vá além da mera transmissão de conteúdos, buscando estabelecer um diálogo que conecte a Química ao cotidiano dos estudantes. A proposta inicial de investigação temática, que visava identificar os interesses dos alunos, enfrenta desafios, como a resistência dos estudantes em se engajar em discussões que não pareciam relevantes para suas vidas. A Implementação das Oficinas e os Desafios Enfrentados A dissertação detalha a implementação das oficinas, que surgem como uma resposta às limitações da educação tradicional. O autor relata que, após tentativas frustradas de estabelecer um diálogo significativo com os alunos, ele encontrou um tema gerador a partir da observação dos hábitos alimentares dos estudantes, especificamente os aditivos químicos presentes nos alimentos que consumiam. Essa escolha se mostrou relevante, pois permitiu que os alunos se conectassem com o conteúdo de Química de maneira mais significativa, levando a discussões sobre saúde, consumo e a indústria alimentícia. No entanto, a experiência em sala de aula não foi isenta de dificuldades. O autor enfrenta a pressão para cumprir o currículo tradicional e a expectativa dos alunos em relação ao vestibular, o que muitas vezes o leva a adotar uma abordagem mais conservadora e expositiva. A tensão entre a proposta de uma educação libertadora e as exigências do sistema educacional se torna um tema central na dissertação. O autor reflete sobre as limitações impostas pela estrutura escolar e a resistência dos alunos a se engajar em um aprendizado que não se alinha com suas expectativas imediatas. A dissertação também aborda a importância da formação contínua dos educadores e a necessidade de um espaço de reflexão crítica sobre as práticas pedagógicas. O autor destaca que, apesar das dificuldades, a busca por uma educação que promova a autonomia e a conscientização dos alunos é um objetivo que vale a pena perseguir. Ele conclui que a experiência das oficinas, embora repleta de desafios, representa um passo significativo em direção a uma prática educativa mais dialógica e significativa. Destaques A dissertação explora a implementação de uma intervenção curricular baseada na Pedagogia Libertadora em escolas secundárias noturnas de Florianópolis. As oficinas são apresentadas como uma modalidade educativa centrada na autoformação, com foco na dialogicidade e na não-disciplinaridade. O autor reflete sobre os desafios enfrentados na sala de aula, incluindo a resistência dos alunos e a pressão para cumprir o currículo tradicional. A experiência de ensino é marcada pela busca de temas geradores que conectem a Química ao cotidiano dos alunos, promovendo um aprendizado mais significativo. A dissertação enfatiza a importância da formação contínua dos educadores e a necessidade de reflexão crítica sobre as práticas pedagógicas.

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