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17/03/2022 Universidade de Marília Lorena N. Haber Garcia 
 RA:1939781 
Morfofisiologia – Líquidos Corporais 
A água é o solvente do meio interno e representa alta porcentagem do peso corporal. Ela representa de 50 
a 70 % do peso corporal e sua porcentagem varia de acordo com o conteúdo de gordura, sendo inversamente 
proporcional. 
1. Qual a constituição do suor? 
O suor é formado por uma solução aquosa que contém íons, como o sódio e o potássio, ureia, amônia, ácido 
úrico e uma pequena porção de proteínas. 
 
2. O que são líquidos corporais? Funções e composições 
Os líquidos corporais correspondem a água total do organismo e é dividido em dois compartimentos: 
Liquido Intracelular (LIC) e Líquido Extracelular (LEC). Este segundo é composto pelos Líquidos Intersticial 
e Plasma. Existe também o líquido transcelular (sinoviais, peritoniais, pericardíacos, intraoculares e LCR), 
ele é considerado um tipo especializado de líquido extracelular. 
 
O líquido intracelular separa-se do extracelular por uma membrana celular altamente permeável à água, 
porém não à maioria dos eletrólitos do organismo. Ao contrário do líquido extracelular, o intracelular contém 
somente pequenas quantidades de sódio e cloreto e praticamente nenhum cálcio. Em vez desses íons, 
contém grandes quantidades de potássio e fosfato, os quais são pouco concentrados no líquido extracelular. 
Ademais, as células possuem grandes quantidades de proteínas – quase quatro vezes a concentração do 
plasma. Esta composição é cuidadosamente regulada pelos rins. 
**Na= extra e K= intra 
Devido ao efeito Donnan, a concentração de íons com carga positiva (cátions) é ligeiramente maior (cerca 
de 2%) no plasma do que no líquido intersticial. As proteínas plasmáticas apresentam carga resultante 
negativa e, por essa razão, tendem a ligar-se a cátions como sódio e potássio, acumulando quantidades extra 
desses cátions no plasma. Da mesma forma, íons com carga negativa (ânions) tendem a apresentar 
concentração ligeiramente maior no líquido intersticial, em comparação com o plasma, já que as cargas 
negativas das proteínas plasmáticas repelem ânions. Para fins práticos, todavia, as concentrações de íons do 
líquido intersticial e do plasma será considerada equivalentes. 
17/03/2022 Universidade de Marília Lorena N. Haber Garcia 
 RA:1939781 
Pode-se observar que o líquido extracelular, incluindo o plasma e líquido intersticial, contém grandes 
quantidades de sódio e cloreto, bem como quantidades razoáveis de bicarbonato, porém apenas pequenas 
quantidades de potássio, cálcio, magnésio, fosfato e ácidos orgânicos. A composição desse líquido é 
cuidadosamente regulada por diversos mecanismos, mas especialmente pelos rins. 
• PLASMA: É o componente aquoso do sangue. É o líquido no qual as células sanguíneas ficam em 
suspensão. O plasma representa cerca de 55% do volume sanguíneo total e as células sanguíneas 
(hemácias, plaquetas e leucócitos) representam os 45% restantes. A porcentagem de volume 
sanguíneo ocupada pelas hemácias é chamada de hematócrito, que é em média, 0,45 ou 45%, sendo 
em torno de 0,40-0,48 em homens e 0,36-0,42 em mulheres. Proteínas plasmáticas constituem cerca 
de 7% do volume plasmático. Desse modo, cerca de 93% do volume plasmático são de água, o que 
é, geralmente, ignorado. 
• LÍQUIDO INTERSTICIAL: É um ultrafiltrado do plasma. Ele tem quase a mesma concentração do 
plasma, exceto pelas proteínas plasmáticas e células sanguíneas. Como ele é formado a partir da 
filtração, através das paredes dos capilares, os poros nelas presentes permitem a grande passagem 
de água e pequenos solutos, porém não são suficientemente grandes para a passagem de proteínas 
ou das células sanguíneas. Além disso, existem pequenas diferenças na concentração de pequenos 
cátions e ânions entre o líquido intersticial e o plasma, que podem ser explicadas pelo efeito de Gibbs- 
Donnan. Esse efeito prediz que o plasma terá concentração ligeiramente mais alta de pequenos 
cátions (Na) do que o líquido intersticial e concentração ligeiramente mais baixa de pequenos ânions 
(Cl). 
 
 
3. Quais as consequências da desidratação 
A desidratação é classificada em leve ( 10% de perda 
de peso). 
Na desidratação leve a moderada, os sinais que se podem encontrar ao exame físico são: cefaleias, tonturas, 
vertigens, astenia, fadiga muscular, xerostomia, xeroftalmia e ainda oligúria e urina de cor muito escura. Se 
a desidratação se mantiver e passar para uma forma crônica, poderá causar: urolitíase, obstipação, lesões 
articulares e musculares; bem como alterações hepáticas e do metabolismo do colesterol. Por último, se 
estivermos perante um quadro de desidratação grave, este pode incluir olhos encovados, extremidades frias, 
taquicardia, pulso fraco, hipotensão, sinal da prega cutânea, xerostomia, xeroftalmia, anúria, irritabilidade, 
letargia e confusão podendo haver até perda da consciência. 
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 RA:1939781 
No idoso: A perda de peso, estados confusionais, causados pela diminuição do volume intracelular cerebral; 
cãibras e fadiga muscular, devidas a diminuição do volume intracelular muscular; astenia e urina escura e 
concentrada. 
Em crianças: Principal causa de desidratação é a diarreia aguda. Piora da diarreia; Vômitos repetidos; muita 
sede; Recusa de alimentos; Sangue nas fezes; Diminuição da diurese. 
 
4. Qual a relação da desidratação com as células nervosas? 
Quando desidratados, além da perda de água considerável no SNC, é comprometido também a presença de 
íons que irão fazer parte da propagação dos estímulos elétricos através de uma despolarização e polarização 
de carga das membranas. 
O potencial de repouso da membrana é determinado pela distribuição desigual de íons (partículas 
carregadas) entre o interior e o exterior da célula e pela permeabilidade da membrana diferenciada para 
diferentes tipos de íons. 
Potencial de Repouso: No potencial de repouso, ocorre a alternância entre o transporte passivo e ativo de 
íons. Há a entrada passiva de íons sódio (Na+), que posteriormente são expulsos ativamente, ao mesmo 
tempo em que íons potássio (K+) entram ativamente. Em seguida, o K+ sai passivamente da célula, tornando 
o meio externo positivo em relação ao meio interno. Com isso, a célula fica polarizada. Quando está em 
repouso, a diferença de potencial (d.d.p.) do neurônio é aproximadamente -75 mV, indicando que o interior 
da célula está negativo em relação ao meio exterior. O potencial de repouso ocorre quando o potencial de 
membrana não é alterado por potenciais de ação. 
Potencial de Ação: O potencial de ação consiste em uma variação brusca do potencial de membrana, 
provocada por um estímulo. Quando uma célula nervosa é excitada por um estímulo que atinja o seu limiar 
de despolarização (-65mV), um potencial de ação é gerado dentro da lei do tudo ou nada. O potencial de 
ação é caracterizado por três etapas diferentes: despolarização, repolarização e hiperpolarização. 
5. O que é osmose e difusão, e qual a relação com esse caso? 
Osmose: é o processo em que a água se move, sem gasto de energia pela célula, do meio menos concentrado 
para o mais concentrado através de uma membrana seletivamente permeável. É a difusão da água através 
de uma membrana semipermeável e ocorre da solução menos concentrada para a mais concentrada. 
Difusão: O transporte seguindo o gradiente ocorre por difusão, simples ou facilitada, e não requer o uso de 
energia metabólica; A difusão simples é a única forma de transporte que não é mediada por carregadores, 
o transporte contra o gradiente ocorre de forma ativa e pode ser primário ou secundário e se diferem por 
sua fonte de energia, o primeiro requer fonte direta e o segundo indireta, a difusão facilitada, o transporte 
ativo primário e o secundário envolvem proteínas integrais da membranae são transportes mediados por 
carregador. 
 
6. Qual a composição do soro fisiológico? Como ele atua nesse caso? 
O soro fisiológico é uma solução salina, isotônica em relação aos líquidos corporais, estéril e com aplicação 
em medicina. Contém 0,9% de NaCl (cloreto de sódio) em massa, dissolvidos em água destilada, ou seja, em 
100ml de solução aquosa encontram-se presentes 0,9g do sal. 
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Ele atua com o objetivo de restabelecer a perfusão tecidual adequada, redução da frequência cardíaca, 
normalização da pressão arterial, melhora do débito urinário e aparência mais alerta. 
 
 
7. O que são eletrólitos? O que ocorre com as células na falta deles? 
Os eletrólitos, quando em uma solução aquosa, comportam-se como íons. Os íons são a menor porção de 
um elemento químico que conserva as suas propriedades. 
• Cátions: carga elétrica positiva, como o sódio (Na+) e o potássio (K+). 
• Ânions: carga elétrica negativa, como o cloro (Cl-) ou o bicarbonato (HCO3 -). 
Sódio: produção do impulso para condução cardíaca e contração muscular, controle da bomba sódio-
potássio, sofre influência da aldosterona e ADH 
Potássio: Regula a entrada e saída de água no corpo, condução de impulso elétrico e potência na contração 
miocárdica. 
Cálcio: Formação dos ossos, coagulação sanguínea e contração muscular 
Magnésio: atua no metabolismo da glicose, atividades neuroquímicas e excitabilidade muscular 
Fósforo: Lesões musculares, insuficiência respiratória 
 
8. O que são soluções hipotônicas, isotônicas e hipertônicas? E por que utilizou a isotônica nesse caso? 
Quando comparamos duas soluções e essas apresentam a mesma concentração de soluto, dizemos que ela 
é isotônica. Quando uma apresenta maior quantidade de soluto, ela é chamada de hipertônica. Por fim, 
temos a solução com menor quantidade de soluto, que é chamada de hipotônica. 
Se colocarmos uma célula animal em um ambiente isotônico, a água flui na mesma proporção para dentro 
e para fora da célula. Nessa situação, observamos que o volume da célula não se altera. Quando uma célula 
animal é colocada em uma solução hipotônica, observa-se um aumento da entrada de água na célula por 
osmose. Nesse caso, a água aumenta o volume da célula rapidamente fazendo com que ocorra seu 
rompimento (lise). 
Caso uma célula animal seja colocada em um ambiente hipertônico, observamos que a célula perde água 
para o ambiente por osmose. Nesse caso, verificamos que a célula murcha e pode morrer. Percebemos, 
portanto, que uma célula sem parede celular sobrevive bem em ambientes isotônicos, porém o mesmo não 
acontece quando submetida a condições hipertônicas ou hipotônicas. 
→ Neste caso foi usada a solução ISOTÔNICA, que possui a mesma pressão osmótica do sangue, pois as 
moléculas de água serão difundidas com a mesma facilidade para dentro e para fora dessas células (glóbulos 
vermelhos), não acarretando em nenhuma alteração ruim para o organismo. 
 
9. Por que foi administrado por via intravenosa? Quais as vias de administração? 
Cada via de administração tem vantagens, desvantagens e objetivos específicos. A administração inclui as 
seguintes vias: 
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• - Subcutânea (sob a pele) 
• - Intramuscular (no músculo) 
• - Intravenosa (na veia) 
• - Intratecal (ao redor da medula espinhal) 
 Na administração por via subcutânea, insere-se uma agulha no tecido adiposo logo abaixo da pele. Após um 
medicamento ser injetado, ele se move para os pequenos vasos sanguíneos (capilares) e é transportado pela 
corrente sanguínea. Medicamentos que são proteínas grandes, como a insulina, costumam alcançar a 
corrente sanguínea pelos vasos linfáticos, pois esses medicamentos movem-se lentamente dos tecidos para 
o interior dos vasos capilares 
A via intramuscular é preferível à via subcutânea quando são necessárias maiores quantidades de um 
produto farmacêutico. Como os músculos estão abaixo da pele e dos tecidos adiposos, utiliza-se uma agulha 
mais longa. Os medicamentos geralmente são injetados em um músculo do braço, coxa ou nádega. 
Na administração por via intravenosa, insere-se uma agulha diretamente na veia. Assim, a solução que 
contém o medicamento pode ser administrada em doses únicas ou por infusão contínua. Em caso de infusão, 
a solução é movida por gravidade (a partir de uma bolsa de plástico colabável) ou por uma bomba infusora 
através de um tubo fino flexível (cateter) introduzido em uma veia, geralmente no antebraço. Ela também é 
utilizada na administração de soluções irritantes, que causariam dor ou danificariam os tecidos se fossem 
administradas por injeção subcutânea ou intramuscular. Quando um medicamento é administrado por via 
intravenosa, ele chega imediatamente à corrente sanguínea. 
Para a via intratecal, insere-se uma agulha entre duas vértebras na parte inferior da coluna vertebral dentro 
do espaço ao redor da medula espinhal. Neste caso, o medicamento é injetado no canal medular. 
Frequentemente é utilizada uma pequena quantidade de anestésico local para tornar a zona da injeção 
insensível. Essa via é utilizada quando é necessário que um medicamento produza um efeito rápido ou local 
no cérebro, medula espinhal ou tecido que os envolvem (meninges). 
 
10. O que é uma reposição volêmica? Poderia ser feito por essa reposição com outra solução? 
A reposição volêmica é indicada para restaurar a perfusão tecidual e normalizar as funções orgânicas, 
minimizando o número de células acometidas. 
Os fluidos mais utilizados são os cristalóides e colóides. A escolha médica é realizada frente a concentração 
de sódio de cada solução ou a pressão oncótica que cada fluido possui, além da condição clínica do paciente. 
As soluções cristalóides isotônicas, como por exemplo a solução biológica e o Ringer com lactato (RL), 
possuem concentração de sódio que se assemelham a do plasma e são desprovidas de proteína, não 
possuindo, portanto, pressão oncótica. Necessitam de alto volume de infusão para bons resultados 
hemodinâmicos que também, são de curta duração. 
Os colóides, em contrapartida, possuem alta pressão oncótica, são macromoléculas, são efetivos em 
pequenos volumes e promovem expansão volêmica de longa duração. Há controvérsias sobre qual seria a 
melhor solução para fazer a reposição, sendo dependente da situação clínica existente e reações adversas 
posssíveis. 
Além dos cristalóides e colóides, inclui-se soluções hipertônicas e componentes sanguíneos como fluidos de 
reposição. 
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Tipos de fluidos: Ringer com lactato, Ringer simples, Solução NaCl a 0,9%, Solução de glicose a 5% em NaCl 
a 0,9%

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