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Noções Práticas de Banco de Dados
Introdução a 
Banco de Dados 
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
LEANDRO C. CARDOSO
AUTORIA
Leandro C. Cardoso 
Olá. Sou formado em Comunicação Social com habilitação em 
Design Digital e mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design 
Digital pela PUC-SP, com uma experiência de 20 anos em direção de 
arte e criação na área. Passei por empresas como a Laureate International 
Universities — FMU | Fiam-Faam, a Universidade Anhembi Morumbi e 
o Centro Paula Souza (Fatec-Etec), como analista de Desenvolvimento 
Pedagógico, coordenador de curso técnico de Comunicação Visual no 
Centro Paula Souza; e revisor técnico e validador para curso EAD para 
clientes Laureate International Universities, DeVry Brasil, Unef, Faesf, 
Faculdade Positivo, Uninter, Platos Soluções Educacionais S.A. (Krotonn 
— Universidade Anhanguera). Além disso, sou autor de mais de 10 livros 
didáticos e um dos organizadores da Maratona de Criação e Design do 
curso de Comunicação Visual da Etec Albert Einstein. Sou apaixonado 
pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que 
estão iniciando em suas profissões. Por isso fui convidado pela Editora 
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito 
feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte 
comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento de 
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de au-
toaprendizagem for 
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
Modelos e Arquiteturas de Bancos de Dados ................................ 10
Esquema de um Banco de Dados ...................................................................................... 10
Arquiteturas de Banco de Dados ........................................................................................ 14
Características e Recursos do Sgbd ................................................... 17
Funcionalidades do SGBD ........................................................................................................ 17
Bancos de Dados não Relacionais .....................................................................................22
Banco de Dados para Programadores ............................................... 25
A História da Programação de Banco de Dados ......................................................25
Relação do Programador com o Banco de Dados ................................................ 30
Mercado de Trabalho para Administração de Dados ................... 33
Perfil do Profissional de Administração de Dados...................................................33
Conhecimento Técnico Exigido ............................................................................................37
7
UNIDADE
04
Introdução a Banco de Dados 
8
INTRODUÇÃO
Você sabia que as áreas relacionadas a Banco de Dados são uma das 
demandas que mais se destacam no mercado de trabalho atualmente? 
Isso mesmo. Devido ao grande número de vendas on-line e de pessoas 
trabalhando em home office, as profissões relacionadas ocupam lugares 
de destaque. Para isso, os profissionais precisam estar atentos à escolha 
do sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD). Os profissionais 
devem ter o maior cuidado para não estruturar um banco de dados 
erradamente, pois é como se fosse cometer um erro grave na planta 
baixa de um prédio de dez andares. Por exemplo, se descobrirmos que 
o banheiro social era para ser do outro lado do apartamento-tipo depois 
de construído, será tarde demais para reverter! Assim, o investimento em 
um SGBD que atenda às necessidades da empresa é algo que deve ser 
muito bem calculado. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva, você vai 
mergulhar neste universo!
Introdução a Banco de Dados 
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4 – SGBD e os DBA. Nosso 
objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências 
profissionais até o término desta etapa de estudos:
1. Entender os modelos e arquiteturas de bancos de dados.
2. Identificar as diferenças e características dos principais SGBDs 
disponíveis no mercado mundial.
3. Compreender o papel e a importância do banco de dados na 
atividade de programação.
4. Prospectar o mercado e as carreiras para profissionais 
especializados em administração de bancos de dados.
Introdução a Banco de Dados 
10
Modelos e Arquiteturas de Bancos de 
Dados 
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
como funcionam os fundamentos avançados dos bancos 
de dados. Isso será fundamental para o exercício de sua 
profissão. As pessoas que tentaram administrar banco 
de dados sem a devida instrução tiveram problemas ao 
consultar, manipular e administrar as informações. E então? 
Motivado para desenvolver esta competência? Então, 
vamos lá. Avante!.
Esquema de um Banco de Dados
Antes de entrarmos nessas arquiteturas, precisamos compreender 
alguns conceitos fundamentais, como esquemas, instâncias, 
independência de dados e linguagens para manipulação de dados, a DDL.
Entendemos por esquema de um banco de dados, o conjunto 
de documentação que consegue detalhá-lo para os técnicos em 
desenvolvimento e administração de dados. Essa documentação é 
composta, basicamente, do modelo físico de dados, que é o refinamento 
final do modelo lógico, e o dicionário de dados. 
Introdução a Banco de Dados 
11
Figura 1 – Esquema de um banco de dados são documentos que detalham as informações 
principais para os técnicos de administração de dados
Fonte: Freepik.
A diferença entre o modelo físico e o modelo lógico de um banco 
de dados está no detalhamento com que ele consegue descrever os 
atributos e relacionamentos entre as entidades, que, nesse contexto, já 
passa a ser chamada formalmente de ”tabelas”.
IMPORTANTE:
Assim como o modelo lógico, o modelo físico de dados é 
visual e representado por diagramas.
É importante, também, a compreensão sobre o dicionário de dados, 
que é um detalhamento analítico de todas as tabelas e seus respectivos 
atributos, nesse cenário, já tratados como “campos de dados” ou “colunas”. 
Introdução a Banco de Dados 
12
Figura 2 – O dicionário de dados é um detalhamento analítico de todas as tabelas e seus 
respectivos atributos
Fonte: Freepik.
O dicionário de dados deve conter todo o descritivo do campo, 
como:
 • Tipo. 
 • Formato. 
 • Máscara. 
 • Regras de validação.
Outro conceito importante para entendermos os modelos e as 
arquiteturas de banco de dados, é o de instâncias. Apesar de estarem 
situadas em outro espaço físico, o sistema de gerenciamento de banco de 
dados (SGBD) atualiza a base original de dados toda vez que alterações 
são realizadas nessas instâncias, assegurando a integridade dos dados 
armazenados no banco original. Alguns fabricantes de SGBDs chamambem as chaves compostas, ou seja, um grupo de campos 
considerados chaves primárias de uma tabela. Já o Access, entre outros 
gerenciadores, não consegue extrair muito desse tipo de arranjo. Para 
essas ferramentas, independentemente de haver grupos de chaves 
estrangeiras em uma tabela de ligação, em vez de defini-los como chaves 
primárias, é melhor criar chaves simples do tipo autoincremento.
IMPORTANTE:
As chaves de autoincremento são capazes de somar “um” 
ao seu próprio valor automaticamente quando uma nova 
linha é adicionada à tabela. O Access trabalha bem com 
esse conceito de chave primária.
Introdução a Banco de Dados 
31
Embora a redundância de dados seja considerada não indicada 
ao considerarmos os preceitos das formas normais, ela é tolerada em 
alguns casos. Por exemplo, o uso de um campo calculado em uma tabela 
Access, embora seja considerado uma dependência transitiva, pode ser 
aceito em um modelo lógico por questões de otimização de performance. 
Em alguns casos, em vez de um cálculo ser processado toda vez que for 
gerada uma consulta em um banco de dados com bilhões de registros, 
talvez seja melhor manter uma redundância controlada em uma tabela 
em prol da velocidade de processamento.
É importante desenhar um modelo lógico de dados que não se 
distancia muito do modelo conceitual. A diferença se dá no detalhamento 
de certos aspectos, como a presença de todos os atributos de cada 
tabela, o detalhamento dos campos chaves e não chaves e a ausência 
completa dos relacionamentos conceituais. Ou seja, aqueles losangos 
que indicavam a ação associativa de uma tabela para a outra, como 
“Clientes” ‒ “Compram” ‒ “Produtos”.
O modelo lógico de dados pode ser melhor compreendido com 
um exemplo. Se abrirmos um banco de dados Access e clicarmos na 
ferramenta “Relações”, que pode ser encontrada no grupo “Ferramentas 
de Banco de Dados” da barra de ferramentas, veremos um bom exemplo 
do que estamos falando.
Figura 17 ‒- Exemplificação de relações no Access
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados 
32
Perceba nessa figura os atributos das entidades, que agora passam 
a se chamar: “os campos (ou colunas) das tabelas”; aparecem dentro dos 
blocos representativos de cada tabela. Os campos-chaves aparecem 
com um ícone em formato de “chave” em sua lateral esquerda; os 
relacionamentos, que sempre são de 1:N, recebem outra nomenclatura, 
ou seja, de 1 para infinito. Existem algumas ferramentas no mercado de 
softwares (CASE) que servem para auxiliar o projetista a desenhar o seu 
modelo de dados e, a partir dele, detalhar, miniespecificar e criar bancos 
de dados. O princípio de funcionamento de uma ferramenta CASE se 
assemelha bastante com o que o Access faz, com as seguintes diferenças, 
conforme apontado no Quadro 1. 
Quadro 1 ‒ Modelo lógico de um banco de dados Access
SGBD Ferramenta CASE
Parte da definição das tabelas. Parte do desenho do MER.
Chega até a criação e o 
gerenciamento do banco de 
dados.
Chega apenas até a 
miniespecificação do banco de 
dados.
Só geram bancos de dados 
para a sua própria estrutura e 
linguagem.
Gera bancos de dados em qualquer 
formato e para qualquer SGBD. 
Fonte: Duarte (2016).
O termo CASE significa “Computer-Aided Software Engineering”, 
que pode ser traduzido como “engenharia de software auxiliada por 
computador”. Existem três classes de ferramentas CASE disponíveis no 
mercado:
1. Lower CASE: servem para gerar a codificação para aplicações 
front-end, minimizando o trabalho de programação por parte do 
desenvolvedor de sistemas.
2. Upper CASE: auxiliam o projetista de software (ou analista de 
sistemas) na concepção e modelagem do sistema como um 
todo, oferecendo recursos de diagramação de modelos de dados 
e processos, chegando até a miniespecificação desses dados e 
processos.
Introdução a Banco de Dados 
33
3. Integrated CASE: são ferramentas que desempenham todo o 
trabalho de desenvolvimento, programação e implantação de 
sistemas, ou seja, é a união do Lower com o Upper CASE.
Ferramentas CASE são softwares que auxiliam profissionais 
de Tecnologia da Informação (TI) que trabalham com projetos de 
desenvolvimento de sistemas de informações, gerando documentação 
e, em alguns casos, códigos-fontes em vária linguagens de programação. 
SAIBA MAIS:
Para se aprofundar no tema modelo lógico de dados é 
recomendo o acesso à seguinte fontes de consulta e 
conhecimento. Para acessar, clique aqui.
O próximo passo depois de desenhar um modelo lógico de dados 
é construir o seu dicionário de dados. No caso específico da modelagem 
de dados, esse dicionário contém todas as informações acerca dos dados 
que compõem cada tabela do modelo. 
Figura 18 ‒- Exemplificação de CASE
Fonte: Wikimedia Commons.
No caso específico do Access, esse dicionário de dados pode ser 
extraído do próprio modelo lógico, bastando clicar em cima do bloco 
Introdução a Banco de Dados 
https://goo.gl/5Nirzn
34
representativo da tabela com o botão direito do mouse e escolher a 
opção “Design da Tabela”.
Figura 19 ‒- Exemplificação de atributos e propriedade do campo
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados 
35
O Access é um SGBD não muito robusto, por isto não há uma 
funcionalidade para imprimir ou gerar um dicionário de dados. Mas outros 
SGBDs e, principalmente as ferramentas CASE, conseguem gerar uma 
vasta documentação, incluindo o dicionário de dados de um projeto de 
banco de dados.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que a diferença entre modelo conceitual e modelo lógico de 
dados está na aderência do modelo à tecnologia que será 
aplicada quanto ao projeto de banco de dados. Em outras 
palavras, enquanto no modelo conceitual a preocupação 
é tão somente com o negócio do cliente e o seu mundo 
real, a preocupação do modelo lógico é a adequação 
desse mundo real às limitações e características do SGBD 
que será utilizado mais adiante. A modelagem de dados é 
uma etapa que inicia no nível abstrativo e criativo, quando 
do desenho dos primeiros MERs, e termina no dicionário 
de dados, que determina como cada campo de cada 
tabela irá ser definido. Embora a redundância de dados 
seja considerada uma heresia pelos preceitos das formas 
normais, ela é tolerada em alguns casos.
Introdução a Banco de Dados 
36
Classes e Especializações de Dados
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de compreender 
sobre classes e especializações de dados. Isso será 
fundamental para o exercício de sua profissão. E então? 
Motivado para desenvolver esta competência? Então, 
vamos lá. Avante!.
Especializações de Dados
Muitas vezes, nos projetos de bancos de dados se faz necessário 
inserir mais de uma entidade que contém os mesmos dados, porém 
para propósitos diferentes. Dessa maneira, é destacada a importância do 
conhecimento de classes e especializações de dados.
Imagine que em uma faculdade, os campos de endereço, telefone, 
bairro, cidade, e-mail, entre outros dados pessoais, são utilizados em várias 
entidades, como alunos, professores, funcionários e contatos. Embora não 
possa ser considerado redundância, pois se trata de entidades distintas, 
termina que, em alguns casos, um aluno pode se tornar um professor, 
futuramente. E, nesse caso, o que fazer com o cadastro desse aluno? 
Repetir a digitação de todos esses dados no cadastro de professores? 
Importar esses dados para tornar mais rápido o processo? Mas e quanto à 
redundância de informações? A técnica da especialização de dados veio 
para resolver esse problema, em vez de criar essas quatro entidades no 
modelo de dados, cria-se uma única entidade intitulada: “Pessoas”.
Introdução a Banco de Dados 
37
Figura 20 - Aglutinação dos dados comuns em uma grande entidade intitulada “Pessoas”Alunos
Professores
Contatos
Funcionários Pessoas
Fonte: Duarte (2016).
Nessa entidade são colocados os atributos comuns a toda e 
qualquer pessoa que possa se relacionar com a faculdade, como alunos, 
pais ou responsáveis, professores, contatos de fornecedores, funcionários, 
interessados ou alunos em potencial etc. Estamos falando justamente de 
dados como “Nome”, “Endereço”, “Cidade”, “Estado”, “CEP”, “Telefones de 
contato”, “E-mail” etc. Esses atributos são comuns a qualquer entidade 
sobre as quais falamos anteriormente, pelo menos até determinado nível.
IMPORTANTE:
Claro que existem dados específicos, como o número da 
carteira profissional, que não faria sentido algum constar 
da entidade “Alunos”, mas faz todo o sentido constar 
“Funcionários”.
Como você pode visualizar neste diagrama, derivando da entidade 
“Pessoas”, podemos construir as demais entidades como sendo 
especializações de “Pessoas”. Na prática, é como se tivéssemos várias 
entidades ligadas a “Pessoas” com um relacionamento de um para um, 
a essas outras entidades derivadas damos o nome de “classes”. Por 
exemplo, a entidade “Alunos” deixa de ser uma entidade independente 
Introdução a Banco de Dados 
38
para ser uma classe da entidade “Pessoas”, e assim por diante, como 
mostra a Figura 21.
Figura 21 ‒- MER envolvendo várias classes de uma entidade
Pessoas
Alunos
Clientes
Professores
Fornecedores
Contatos
Produtos
Funcionários
Vendedores
1
1
1
1 1
1
1
1
Fonte: Duarte (2016).
Mas qual é a real vantagem disso? Uma vez cadastrada na empresa, 
uma pessoa jamais terá que ser novamente cadastrada, ela, no máximo, 
receberá uma atualização cadastral e uma mudança de status, como no 
caso do aluno que virou professor.
O autorrelacionamento é muito importante, pois, muitas vezes, uma 
entidade se relaciona com ela mesmo. Estranho? Como assim? Simples. 
Imagine uma entidade denominada “Disciplinas”, que contém todas as 
disciplinas que uma faculdade ministra para os seus alunos. Sabemos que 
algumas disciplinas têm pré-requisitos, ou seja, para cursar determinada 
disciplina, o aluno terá que ter cursado outra ou outras disciplinas de 
seu curso. Esse é um caso típico de autorrelacionamento, e pode ser 
representado na Figura 22.
Introdução a Banco de Dados 
39
Figura 22 ‒ Exemplo de autorrelacionamento de 1:N
Disciplinas
N
1
Depende
Fonte: Duarte (2016).
Você pode observar, pela ilustração em tela, que o relacionamento 
de 1:N enseja a seguinte reflexão: uma disciplina pode ser pré-requisito de 
“N” outras, mas essa disciplina só pode ter apenas um pré-requisito. É isso 
que está diagramado nesse MER. Mas será que isso é verdade mesmo? 
Se pensarmos melhor, há casos em que uma disciplina é pré-requisito 
para várias outras e, ao mesmo tempo, tem mais de um pré-requisito. 
Figura 23 ‒ Exemplo de autorrelacionamento de N:N
Disciplinas
Pedidos
N
N
Depende
Fonte: Duarte (2016).
Como vimos anteriormente, um relacionamento de muitos para 
muitos faz surgir uma entidade de ligação no meio desse relacionamento. 
SAIBA MAIS:
Para se aprofundar no tema classes e especializações de 
dados, é recomendo o acesso à seguinte fonte de consulta 
e conhecimento. Para acessar, clique aqui.
Introdução a Banco de Dados 
http://www.unilivros.com.br/pdf/dbmod.pdf
40
Essa entidade de ligação é, nesse caso, a malha de pré-requisitos 
da faculdade, ou seja, uma entidade que contém que disciplinas são 
pré-requisito de quais outras, e assim por diante. Esse novo contexto é 
ilustrado na Figura 24.
Figura 24 ‒ Exemplo de autorrelacionamento de 1:N1
Disciplinas
1
1
Pré-requisitos
N
N
Fonte: Duarte (2016).
Desse modo, o modelo ilustrado não reflete a verdade do mundo 
real, a ilustração do MER correta seria, portanto, a que foi representada 
na Figura 23.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo deste 
Capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve 
ter aprendido que classes e especializações de dados 
podem ser consideradas como a “reta final” em relação 
à modelagem de dados. É importante aprimorarmos 
nossos conhecimentos sobre modelagem de dados, 
estudando alguns relacionamentos mais complexos, como 
o autorrelacionamento e s especializações ou classes de 
entidades. Muitas vezes, precisamos inserir mais de uma 
entidade que contém os mesmos dados, porém para 
propósitos diferentes, as técnicas da especialização de 
dados são indicadas para resolver esse problema. Um 
relacionamento de muitos para muitos faz surgir uma 
entidade de ligação no meio de relacionamentos.
Introdução a Banco de Dados 
41
REFERÊNCIAS
ALEXANDRUK, M. Modelagem de banco de dados. Unilivros, 2011. 
Disponível em: www.unilivros.com.br/pdf/dbmod.pdf. Acesso em: 14 jan. 
2022.
ARAÚJO, M. A. Modelagem de dados: teoria e prática. Revista Saber 
Digital, Valença, v. 1, n. 1, p. 33-39, 2008. 
CINDRA, J. D.; BARCELOS, M. R.; LISBÔA, J. C. Uma pesquisa sobre 
ferramentas case para engenharia reversa estática. Perspectivas On-line, 
Campos dos Goytacazes, v. 1, n. 2, p. 45-52, 2011. 
COUGO, P. Modelagem conceitual e projeto de bancos de dados. 
Rio de Janeiro: Elsevier, 1997.
DUARTE, A. L. Introdução a banco de dados. Recife: Uninassau, 
2016. 
ELMASRI, R.; NAVATHE, S. B. Sistemas de bancos de dados. 4. ed. 
São Paulo: Pearson Addison-Wesley, 2005.
KENT, W. Guia simplificado para as 5 formas normais. Revista SQL 
Magazine. Devmedia, 2011. Disponível em: http://www.devmedia.com.
br/guia-simplificado-para-as-5-formas-normais-artigo-revista-sql-
magazine-87/21043. Acesso em: 14 jan. 20.
RAMAKIRISHNAN, R.; GEHRKE, J. Database Management Systems. 
3. ed. New York: McGraw-Hill, 2002.
Introdução a Banco de Dados 
Criando, Consultando e Atualizando 
Bancos de Dados
Introdução a 
Banco de Dados 
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
LEANDRO C. CARDOSO
AUTORIA
Leandro C. Cardoso 
Olá. Sou formado em Comunicação Social com habilitação em 
Design Digital e mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design 
Digital pela PUC-SP, com uma experiência de 20 anos em direção de 
arte e criação na área. Passei por empresas como a Laureate International 
Universities — FMU | Fiam-Faam, a Universidade Anhembi Morumbi e 
o Centro Paula Souza (Fatec-Etec), como analista de Desenvolvimento 
Pedagógico, coordenador de curso técnico de Comunicação Visual no 
Centro Paula Souza; e revisor técnico e validador para curso EAD para 
clientes Laureate International Universities, DeVry Brasil, Unef, Faesf, 
Faculdade Positivo, Uninter, Platos Soluções Educacionais S.A. (Krotonn 
— Universidade Anhanguera). Além disso, sou autor de mais de 10 livros 
didáticos e um dos organizadores da Maratona de Criação e Design do 
curso de Comunicação Visual da Etec Albert Einstein. Sou apaixonado 
pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que 
estão iniciando em suas profissões. Por isso fui convidado pela Editora 
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito 
feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte 
comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento de 
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de au-
toaprendizagem for 
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
Entendendo o Sgbd Ms-Access ............................................................ 10
Entendendo a Estrutura de uma Tabela ......................................................................... 10
Tipos de Campos e suas Validações ................................................................................ 14
Criando Formulários ..................................................................................20
Criando um Formulário para uma Tabela ..................................................................... 20
Criando Consultas ...................................................................................... 25
Preparação para Criação de Consultas ..........................................................................25
Criação de Consultas ...................................................................................................................29
Entendendo o Sql Por Trás de uma Consulta Access...................36
Entendendo e Modificando a Estrutura de uma Consulta ............................... 36
Entendendo a Linguagem SQL .............................................................................................42
7
UNIDADE
02
Introdução a Banco de Dados 
8
INTRODUÇÃO
Você sabia que para estudantes e profissionais iniciantes conhecerem 
a estruturação de banco de dados, umas das ferramentas mais utilizadas 
é o programa Access, disponível no pacote Office da Microsoft? Isso 
mesmo. Embora profissionais mais experientes não considerem ou 
utilizem essa ferramenta, ela é excelente para iniciar o aprofundamento da 
linguagem de consulta estruturada, do inglês Structured Query Language 
(SQL), uma linguagem de pesquisa declarativa padrão para banco de 
dados relacional. O Access também é recomendado para os profissionais 
que trabalham com banco de dados A grade QBE, que apresenta uma 
estrutura em forma de colunas, e cada uma pode absorver um campo 
de uma das tabelas relacionadas à consulta. Entendeu? Ao longo desta 
unidade letiva você vai mergulhar neste universo!
Introdução a Banco de Dados 
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 2 – Criando, consultando 
e atualizando bancos de dados. Nosso objetivo é auxiliar você no 
desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término 
desta etapa de estudos:
1. Entender a arquitetura do SGBD Microsoft Access. 
2. Criar formulários de alimentação de tabelas em um banco de 
dados.
3. Criar consultas a bancos de dados por meio do assistente de 
consultas.
4. Compreender a estrutura dos comandos SQL resultante de uma 
consulta a banco de dados.
Introdução a Banco de Dados 
10
Entendendo o Sgbd Ms-Access
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
como funciona o sistema de gerenciamento de banco de 
dados (SGBD) do Access. Isso será fundamental para o 
exercício de sua profissão. As pessoas que tentaram iniciar 
o aprendizado já com sistemas de gerenciamento mais 
complexos, sem a devida instrução, tiveram problemas para 
compreender o funcionamento de um banco de dados. 
E então? Motivado para desenvolver esta competência? 
Então, vamos lá. Avante!.
Entendendo a Estrutura de uma Tabela
Antes de iniciarmos o conceito sobre a estrutura de uma tabela, 
primeiro, vamos revisar o conceito de banco de dados, que está relacionado 
à organização de dados coletados por meios computacionais. O que é 
Access? É um gerenciador de banco de dados. Ele ajuda as pessoas a 
criarem programas que controlam uma base de dados e permite atualizar 
as informações, emitir relatórios, fazer consultas, comparações de 
informações, cálculos, ou seja, satisfazer às necessidades das pessoas 
e das empresas no dia a dia. A grande vantagem do Access é a sua 
facilidade de uso. O Access utiliza objetos para essas tarefas simples com 
o banco de dados.
O entendimento do SGBD é importante para a prática de banco 
de dados, principalmente para profissionais iniciantes e estudantes. 
Diferentemente das demais ferramentas do Office da Microsoft, que já 
iniciam sua execução com um documento em branco, o Access exige 
que seja atribuído um nome a um novo banco de dados que está sendo 
criado, antes mesmo de gerar tabelas e outros objetos.
Introdução a Banco de Dados 
11
Figura 1 -‒ Janela de criação de um novo banco de dados em branco
Fonte: Duarte (2016).
Ao ser criado, o novo banco de dados já se apresenta com uma 
tabela em branco, intitulada “default”, Tabela 1. Para entender melhor, 
default é um termo em inglês bastante empregado no mundo da 
tecnologia, que significa “por definição” ou “por natureza”. Nesse modo de 
exibição (como mostra a Figura 2), é possível adicionar novas colunas ou 
linhas à tabela, de um jeito muito parecido com o Excel.
Figura 2 -‒ A criação de novas colunas ou linhas
Fonte: Reprodução Access.
Para adicionar um campo à tabela, basta clicar por sobre o 
cabeçalho da coluna vazia, localizada na lateral direita da tabela, onde 
pode ser lido: “Clique para Adicionar”. Clicando na seta para baixo, observe 
que um menu suspenso é aberto sobre esse cabeçalho, solicitando que 
seja definido o tipo (ou formato) do campo a ser criado.
Introdução a Banco de Dados 
12
Figura 3 ‒- Menu com os tipos de campos aceitos pelo Access
Fonte: Reprodução Access.
Escolha o campo chamado “Nome”, considerando que essa tabela 
será alimentada com um cadastro de pessoas. Para esse campo, o tipo 
mais adequado será o “Texto Curto”, que poderá conter nomes, endereços 
ou dados com até 255 caracteres. Observe que, ao ser selecionado o tipo 
do campo, o Access exibe o nome do campo recém-criado, sugerindo 
que seu nome seja “Campo 1” (ALVES, 2016). Para renomeá-lo”, basta 
digitar por cima desse espaço a palavra “Nome”.
Figura 4 -‒ Renomeando o nome do campo de “Campo1” para “Nome”
Fonte: Reprodução Access.
Agora, basta continuar a inserir campos na tabela, criando mais e 
mais colunas. As sugestões apresentadas na Figura 5 podem ser utilizadas. 
Introdução a Banco de Dados 
13
Figura 5 ‒- Tabela completa com os campos e respectivos tipos
Fonte: Reprodução Access.
Para adicionar uma linha (ou registro de dados) na tabela, basta 
começar a digitar embaixo de cada campo. Note que, ao iniciar a digitação 
em uma linha, automaticamente, a chave primária é autoincrementada, 
abrindo espaço para adicionar a próxima. 
Figura 6 ‒- Adicionar linhas 
Fonte: Duarte (2016).
Depois de concluir a digitação de dados na tabela, chegou a hora 
de salvá-la. Para tanto, basta clicar no botão “Salvar”, no canto superior 
esquerdo da tela. 
Introdução a Banco de Dados 
14
IMPORTANTE:
O Access já cria, por default, uma chave primária para 
a tabela no ato de sua criação. Essa chave é definida 
como um campo de autoincremento, ou seja, um campo 
numérico que, automaticamente, acrescenta o número 1 
ao seu próprio valor a cada nova linha adicionada. Não é 
possível alterar manualmente o valor desse campo.
Outra forma de salvar é clicar em “Fechar” a tabela: o Access 
perguntará se deseja salvar a tabela, solicitando, em seguida, um 
nome para ela, que, por enquanto, se chama “Tabela1”. Para melhor 
entendimento, recomendo nomear essa tabela para “Funcionários”.
Figura 7 ‒- Salvando a tabela1 e atribuindo-lhe um nome
Fonte: Duarte (2016).
Tipos de Campos e suas Validações
Um campo de dados pode ser criado com vários tipos diferentes, 
e é importante entender cada um deles. Uma das maneiras de 
compreenderé exibir a tabela em modo de “Design”. Para isto, basta clicar 
na ferramenta “Modo de Exibição”, disponível no canto lateral esquerdo da 
barra de ferramentas do Access. Em seguida, escolher o modo “Design”. O 
resultado deve ser o seguinte, conforme apresentado na Figura 8. 
Introdução a Banco de Dados 
15
Figura 8 ‒- Clicando em “Modo Design e visualizando a tabela em “Modo Design”, 
respectivamente
Fonte: Duarte (2016).
Como você pode perceber, a visualização de uma tabela em modo 
de “Design” permite que sejam compreendidas todas as propriedades de 
cada um dos campos da tabela. Para visualizar essas propriedades, basta 
selecionar o campo com o mouse e visualizá-las na parte inferior da tela, 
como apresentado na Figura 8.
Para entender o SGBD do Access é importante conhecer os tipos de 
propriedades dos campos de uma tabela. Veja o Quadro 1.
Introdução a Banco de Dados 
16
Quadro 1 ‒ Tipos de propriedades dos campos de uma tabela
Tipo Propriedades
Texto curto Campo alfanumérico de até 255 caracteres.
Texto longo
Campo alfanumérico com tamanho ilimitado de capacidade 
para armazenar dados. O texto inserido nesse tipo de campo 
não tem formatação.
Número
Campo numérico, podendo comportar os seguintes formatos 
de números:
Byte: de 0 a 255.
Inteiro: de -9999 a +9999.
Inteiro longo: de - 999999999 a +999999999.
Simples: de -9 x (10)38 a +9 x (10)38.
A notação científica que deve ser inserida em um campo 
de dados Access deve ter a seguinte máscara: de -9E+38 a 
9E+38.
Duplo: de -9,9999... x (10)307 a -9,9999... x (10)307.
A notação científica que deve ser inserida em um campo de 
dados Access deve ter a seguinte máscara: de -9,9999E308 
a 9,9999E308.
Data/hora
Esse tipo de campo pode aceitar datas, datas e horas, ou 
somente horas. Para selecionar o formato desejado, basta 
clicar no primeiro argumento da folha de propriedades do 
campo, como mostra a ilustração a seguir. Os formatos são 
os seguintes: 
Formato ...............................................................................................................................
Exemplo
Data geral 31/12/2017 23:59:59
Data completa domingo, 31 de dezembro de 2017
Data normal 31-dez-17
Data abreviada 31/12/2017
Hora completa 23:59:59
Hora normal 11:59
Hora abreviada 23:59
Sim/Não
Campo tipo lógico ou booleano. Quando editado em 
um formulário, ele aparece em forma de uma caixa de 
verificação, que pode estar marcada (“sim”) ou desmarcada 
(“não”).
Moeda
Campo numérico com duas casas decimais, podendo ser 
positivo ou negativo. Esse tipo de campo assume a máscara 
da moeda corrente configurada no Access. Esse tipo de 
campo de dado pode ser associado a outras máscaras, por 
exemplo:
Formato ...............................................................................................................................
Exemplo
Moeda 
R$ 9.999,99
Euro Є 9.999,99
Fixo 9999,99
Padrão 9.999,99
Porcentagem 999,99%
Científico 9,99E+03
Introdução a Banco de Dados 
17
Numeração 
automática
Campo autoincremental, ou seja, a cada nova linha 
incluída na tabela, ele acrescenta +1 ao seu próprio valor, 
transformando-se em um contador, comportando como a 
chave primária criada automaticamente pelo Access quando 
da criação da tabela.
Objeto OLE
Esse tipo de campo pode conter qualquer Object Linking 
and Embedding (OLE), como uma planilha do Excel, uma 
apresentação em PowerPoint, um documento gerado pelo 
Word, ou outro objeto compatível com esse protocolo 
desenvolvido pela Microsoft.
Hiperlink
Trata-se de um campo preparado para conter uma URL de 
página web ou um documento acessível pelo protocolo 
HTTP ou HTTPS.
Anexo
Tipo de campo que contém uma referência a um arquivo 
localizado em uma pasta no mesmo computador ou em 
outro de uma rede local.
Calculado
Esse tipo de campo se refere a um cálculo envolvendo 
outros campos, funções e valores condicionais. Ao escolhê-
lo, o Access abre, automaticamente, uma janela contendo 
um “Construtor de expressões” para auxiliar o usuário nesses 
cálculos;
Um bom exemplo seria adicionarmos um campo que contém 
os encargos trabalhistas calculados sobre o salário-base 
do funcionário. Nesse caso, a expressão a ser construída 
para esse campo seria: [Salário]*0,7. Estamos considerando 
um encargo trabalhista de 70% sobre o salário-base do 
funcionário.
Crie mais um campo na tabela “Funcionários”, intitulado 
“Encargos”, contendo exatamente essa expressão.
Fonte: Duarte (2016).
É importante considerar que um dos motivos mais importantes 
de utilizar SGBDs em vez de planilhas, está na garantia da integridade 
dos dados de entrada. Enquanto no Excel é possível digitar qualquer 
dado em qualquer células, em um banco de dados os procedimentos 
são diferentes. Por exemplo, o fato de definir alguns tipos para certos 
campos de dados já impede que o usuário digite qualquer coisa. Além 
de máscaras e formatos como “Data”, “Sim/Não”, entre outros, é possível 
adicionar ainda mais validações para cada campo de uma tabela. Isso 
pode ser executado na própria tabela ou no formulário de cadastramento, 
que pode ser criado para formatar os dados de entrada daquela tabela 
(CRIAR... [20--?]).
Para incrementar ainda mais validações na própria tabela criada, 
para exemplificar, vamos retomar a tabela “Funcionários” e restringir os 
Introdução a Banco de Dados 
18
dados que possam ser digitados no campo “Estado”. Como está definido 
como um campo do tipo “Texto curto”, qualquer dado alfanumérico com 
até 255 caracteres pode ser digitado nele. No entanto, um estado da 
Federação tem apenas duas letras, como SP, RJ, PE, CE, BA etc. Desse 
modo, vamos implementar as seguintes validações no campo “Estado”.
1. Encurte o tamanho do campo “Estado” de 255 para apenas dois 
caracteres.
2. Em seguida, clique em “Regra de validação” e, na sequência, em 
cima do botão que aparece na mesma linha desse atributo, no 
canto lateral direito. Esse procedimento apresenta um construtor 
de expressões, no qual deve ser apresentada a expressão lógica: 
=”PE” ou “CE” ou “SP” ou “RJ”.
3. Por último, basta clicar em “Ok” e tentar digitar alguma sigla de 
estado diferente.
Figura 9 -‒ Criando uma regra de validação em um campo
Fonte: Duarte (2016).
Note que, ao digitar dados fora das especificações inseridas na 
regra de validação para esse ou qualquer outro campo, o Access irá exibir 
uma mensagem de erro, como apresentada na Figura 10.
Introdução a Banco de Dados 
19
Figura 10 ‒- Mensagem de erro ao digitar dados fora das especificações
Fonte: Duarte (2016).
O entendimento do SGBD é uma ótima ferramenta para testar e 
treinar banco de dados.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter visto que o 
entendimento de SGBD é, de certa forma, uma continuidade 
dos estudos sobre bancos de dados. O Access pode ser 
utilizado para a construção de uma pequena aplicação 
comercial, ou seja, utilizando o gerenciador de banco de 
dados Access da Microsoft. É uma ferramenta importante, 
pois faz parte do pacote Microsoft Office. Em termos 
de aplicação profissional, dificilmente uma empresa irá 
demandar um sistema desenvolvido sobre essa plataforma, 
porém a sua facilidade de uso favorece a aprendizagem 
dos conceitos mais complexos da área de banco de dados.
Introdução a Banco de Dados 
20
Criando Formulários
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
o processo de criação de formulários no Access. Isso será 
fundamental para o exercício de sua profissão. E então? 
Motivado para desenvolver esta competência? Então, 
vamos lá. Avante!
Criando um Formulário para uma Tabela
A criação de formulários no programa Access é importante 
para facilitar a compreensão de banco de dados, principalmente para 
profissionais iniciantes e estudantes, pois utiliza similaridades do programa 
Excel,também do pacote Office. É importante criar um formulário para 
uma tabela para quando esta for atualizada diretamente no programa de 
planilha, como o Excel, utilizando o modo de exibição “Folha de Dados”, 
como foram exemplificados até o momento. É possível dificultar a vida do 
usuário, pois a interface do Access para este modo de visualização não 
permite recursos de ajuda, tampouco uma melhor orientação quanto ao 
modo de preenchimento dos campos. Além dessa dificuldade, há sempre 
o risco de o usuário clicar em “Clique para Adicionar” e inserir uma coluna 
a mais na tabela, o que não seria nada interessante. Outras funções como 
renomear o nome dos campos, estarão sempre à disposição, o que 
também representa um risco à integridade do sistema cadastral que está 
sendo desenvolvido.
Pensando nisso, o Access implementou o conceito de “Formulário”, 
uma interface que pode ser criada e associada a uma tabela. Seguindo o 
exemplo em tela, serão exemplificados como o Access permite que seja 
criado um formulário cadastral para a tabela “Funcionários”, por exemplo. 
O modo mais simples e rápido de criar um formulário, associando-o, 
automaticamente, a uma tabela, é por meio do “Assistente de Formulário”. 
Introdução a Banco de Dados 
21
Para criar um formulário pelo Assistente, siga as instruções apresentadas 
na sequência. Primeiro, clique no menu “Criar” e, em seguida, na 
ferramenta “Assistente de Formulário”. Você encontra essa ferramenta no 
grupo “Formulários”.
Figura 11 -‒ Acessando o Assistente de Formulário 
Fonte: Duarte (2016).
Ao ser exibida a janela ilustrada a seguir, selecione os campos da 
tabela que devem figurar no formulário.
Figura 12 -‒ Alimentação do formulário com os campos selecionados
Fonte: Duarte (2016).
Depois, clique em “Avançar” para se dirigir ao próximo passo do 
Assistente, no qual é possível escolher o formato do formulário que 
Introdução a Banco de Dados 
22
deve ser construído. A Figura 13 apresenta os vários tipos que podem ser 
selecionados.
Figura 13 -‒ Opção de escolher o formato do formulário 
Fonte: Reprodução.
Ao escolher o formato “Justificado”, por exemplo, clique em 
“Avançar”. Para concluir essas tarefa, digite um nome para o formulário, 
como sugestão, utilize o nome “Cadastramento de Funcionários”.
Introdução a Banco de Dados 
23
Figura 14 -‒ Conclusão do Assistente de Formulário
Fonte: Duarte (2016).
Por default, o Access define o próprio nome da tabela “Funcionários” 
como sugestão para o nome de seu respectivo formulário. Além disso, 
é possível marcar a ação que deseja executar logo a seguir: “Abrir o 
formulário para visualizar ou inserir informações” ou “Modificar o design 
do formulário”.
Figura 15 -‒ Formulário gerado pelo Assistente
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados 
24
Agora que está tudo pronto, basta clicar em “Concluir”. Observe se 
o resultado confere com a imagem ilustrada na Figura 15.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu 
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de 
que você realmente entendeu o tema de estudo deste 
Capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter 
aprendido que a criação de formulários é importante no 
processo de construção de uma aplicação utilizando o 
Access, por exemplo, para a “alimentação” de um banco 
de dados, sendo fundamental compreender como criar 
um formulário, associando-o a uma tabela. No caso do 
Access, esse formulário pode ser criado e desenhado do 
zero, ou pode-se contar com uma “ajudinha” do Assistente 
de Formulário, que é uma ferramenta capaz de gerar um 
formulário automaticamente para “alimentar” uma das 
tabelas de um banco de dados. 
Introdução a Banco de Dados 
25
Criando Consultas
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
como se dá o processo da criação de consultar utilizando 
o programa Access. Isso será fundamental para o exercício 
de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta 
competência? Então, vamos lá. Avante!
Preparação para Criação de Consultas
A criação de consultas de dados são procedimentos considerados 
de nível médio, nos quais os profissionais e estudantes da área de Banco 
de Dados devem compreender; o Access facilita o seu entendimento. 
Antes de criar as consultas, é importante ter uma quantidade considerável 
de tabelas. Seguindo o exemplo que estamos apresentando ao longo 
desta Unidade, é importante incluir novas tabelas no banco de dados. 
Considerando que já existe uma tabela chamada “Funcionários”, para 
exemplificar, recomendamos criar outra tabela para os dependentes, além 
de outra tabela contendo os departamentos nos quais os funcionários 
trabalham dentro da empresa. É importante que essas tabelas estejam 
relacionadas entre si. Para isso, vamos revisar o processo de criação de 
tabelas e integridade referencial. Primeiro, para criar uma nova tabela 
no banco de dados, clique no menu “Criar”. Em seguida, na ferramenta 
“Tabela” do grupo de ferramentas “Tabelas”. Inicie com a criação da tabela 
“Dependentes”, que deverá estar associada à tabela “Funcionários”.
Introdução a Banco de Dados 
26
Figura 16 -‒ Criando uma tabela
Fonte: Reprodução.
Depois que o Access criou uma tabela em modo de “Folha de 
Dados”, adicione o campo “Código Funcionário”. Esse campo será a chave 
estrangeira de “Funcionários”, por isso, escolha o tipo “Número” para ele.
Figura 17 ‒- Menu suspenso para seleção do tipo de campo
Fonte: Reprodução.
Continue criando as colunas dessa tabela como já apresentando 
anteriormente, conforme a Figura 18.
Figura 18 -‒ Estrutura da tabela “Dependentes”
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados 
27
Agora, da mesma maneira que foi criada a tabela “Dependentes”, 
crie a tabela “Departamentos”. No entanto, como o relacionamento de 
departamentos para funcionários é de 1 para N, é necessário modificar 
a estrutura da tabela “Funcionários”, adicionando-lhe o campo “Código 
Departamento”, que será a chave estrangeira da tabela “Departamentos” 
dentro da tabela “Funcionários”.
Figura 19 -‒ Criando a tabela “Departamentos”
Fonte: Duarte (2016).
Agora, é o momento de alterar a estrutura da tabela “Funcionários”, 
adicionando-lhe o campo “Código Departamento”.
Figura 20 -‒ Tabelas com dados relacionados
Fonte: Duarte (2016).
Para concluir, é importante revisar como se impõe a integridade 
referencial entre essas três tabelas. Primeiramente, clique no menu 
“Ferramentas de Banco de Dados”. Logo em seguida, clique em cima da 
ferramenta “Relações”, uma janela será aberta pelo Access, apresentando 
as tabelas disponíveis. Selecione todas e clique em “Adicionar”, conforme 
mostra a Figura 21.
Introdução a Banco de Dados 
28
Figura 21 -‒ Criando relações entre tabelas
Fonte: Duarte (2016).
Após, deve estabelecer o relacionamento entre as tabelas, 
impondo-lhes a integridade referencial, partindo da chave primária da 
tabela “Departamentos” e arrastando-a para cima da chave estrangeira 
“Código Departamento” presente na tabela “Funcionários”. Faça o mesmo 
com os dependentes. Durante a implementação dos relacionamentos, não 
esqueça de escolher o tipo de junção “2”, que não permite a inclusão de 
dependentes sem funcionários responsáveis, bem como de funcionários 
sem departamentos aos quais pertencem. O resultado deverá ser similar 
ao ilustrado na Figura 22.
Figura 22 -‒ Exemplo de implementação de relacionamento de tabelas
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados 
29
Antes de implementar as relações, especialmente quando se 
deseja impor integridade referencial, é necessário que todas as tabelas 
envolvidas na relação sejam fechadas.
Criação de Consultas
Para o Access, consultas são pseudotabelas criadas dinamicamente 
pelo gerenciador de banco de dados, apresentando dados gerados a 
partir de uma ou mais tabelas reais (INTRODUÇÃO..., [20--?]). Podemos 
entender os dados de uma consulta como campos calculados,que 
não podem ser editados. Esses dados são provenientes de pesquisas 
realizadas pelo SGBD com base em um argumento, escrito em uma 
espécie de linguagem de programação, a essa linguagem programação 
damos o nome de SQL.
DEFINIÇÃO:
SQL é uma sigla que, do inglês, que significa Structured 
Query Language, ou linguagem de consulta estruturada 
(NIELD, 2016).
A linguagem SQL é mundialmente adotada por grande parte dos 
gerenciadores de bancos de dados relacionais disponíveis no mercado 
mundial, com pequenas variações entre eles (NIELD, 2016). É importante 
salientar que, por trás de toda e qualquer consulta, está um programa 
escrito em SQL. Por exemplo, para criar uma consulta no Access, execute 
as seguintes orientações. Primeiro, clique no menu “Criar” e, em seguida, 
na ferramenta “Assistente de Consulta”. Essa ferramenta é encontrada no 
grupo “Consultas”.
Introdução a Banco de Dados 
30
Figura 23 ‒- Acessando o Assistente de Consulta
Fonte: Duarte (2016).
Em seguida, selecione o tipo de consulta desejada. Esta consulta 
poderá ser simples ou mais elaborada, como referência cruzada, 
duplicatas ou não coincidentes. Primeiro, será exemplificado como 
funciona o modelo de consulta simples. Para isso, clique na primeira 
opção.
Figura 24 ‒- Acessando o assistente de consulta simples
Fonte: Reprodução.
Introdução a Banco de Dados 
31
Antes de continuar, é importante pensar em uma consulta 
relevante para um banco de dados, como uma lista de departamentos 
com as respectivas quantidades de funcionários e outras informações 
de subtotalização. Nesse caso, vai demandar a união de campos 
existentes nas tabelas “Departamentos” e “Funcionários”. Como elas estão 
relacionadas com uma associação de 1:N, o Access não vai encontrar 
dificuldade alguma em cruzar essas informações. Para continuar a listar 
os funcionários por departamento, selecione, primeiramente, a tabela 
“Departamentos” e os campos “Sigla” e “Descrição Departamento”, como 
mostra a Figura 25.
Figura 25 -‒ Configurando o assistente de consulta simples
Fonte: Duarte (2016).
Nesse momento, deve-se adicionar alguns campos da tabela 
“Funcionários”. Para isso, o mouse deve ser posicionado sobre a lista 
“Tabelas/consultas”, selecionando a tabela “Funcionários”. Observe que 
irão aparecer todos os campos dessa tabela, sem perder os campos 
da tabela “Departamentos”, que foram adicionados anteriormente. Entre 
todos os campos da tabela “Funcionários”, selecione apenas dois: “Salário” 
e “Sexo”, como mostra a Figura 26.
Introdução a Banco de Dados 
32
Figura 26 -‒ Lista de campos provenientes das duas tabelas para compor a consulta
Fonte: Duarte (2016).
Depois, clique em “Avançar”. Nesse momento, o Access deve 
perguntar que formato de consulta você deseja. Existem duas opções, a 
primeira denominada “Detalhe”, lista todos os funcionários classificados 
e agrupados por departamento. Na segunda opção, o Access irá listar 
apenas os departamentos e o resumo dos funcionários de cada um, como 
ilustrado na Figura 27.
Figura 27 -‒ Opção de detalhe ou resumo no assistente de consulta simples
Fonte: Reprodução.
Introdução a Banco de Dados 
33
Nas opções de resumo desse caso específico, o Access identificou 
que existem dois campos numéricos entre os selecionados da tabela 
“Funcionários”. No caso do exemplo, seria “Salário” e “Sexo”, assim, o Access 
entende que talvez se espera realizar alguma operação de subtotalização 
com um ou mais desses campos. Então, é possível marcar os tipos de 
totalização que se deseja para cada mudança de departamento. Observe 
ainda que no canto inferior direito da janela, pode-se marcar se deseja 
quantificar o número de funcionários em cada departamento. Nesse 
cenário, deve-se clicar em todas as opções de subtotalização apenas para 
o campo “Salário”, bem como a opção “Contar registros em Funcionários”, 
como mostra a Figura 28.
Figura 28 ‒- Opções de resumo
Fonte: Duarte (2016).
Depois, basta clicar em “Ok” e, na sequência, em “Avançar”. Agora, 
confirme ou altere o nome com o qual deseja que o Access crie essa 
consulta. Como sugestão do Access é “Departamentos Consulta”, depois, 
clique em “Concluir” para finalizar o Assistente de Consulta.
Introdução a Banco de Dados 
34
Figura 29 -‒ Finalização da consulta
Fonte: Duarte (2016).
Como pode ser observado na Figura 30, a consulta foi gerada 
trazendo apenas duas linhas. Em uma delas, o departamento DOP aparece 
com dois funcionários, totalizando R$ 8.032,00 de salários acumulados. 
Figura 30 -‒ Exemplo de consulta gerada
Fonte: Duarte (2016).
Na segunda e última linha, temos o departamento de recursos 
humanos (o DRH), contendo apenas um funcionário. Nesse caso, a soma 
dos salários será igual ao único salário consultado no departamento, ou 
seja, R$ 5.600,00.
Introdução a Banco de Dados 
35
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que a criação de consultas é um método posterior à criação 
e à atualização de tabelas. O conhecimento da criação de 
tabelas é importante, mas o objetivo destas é que possam 
ser consultadas. Mesmo que os dados estejam em mais 
de uma tabela relacionadas entre si, de maneira geral, os 
dados de uma consulta são caracterizados como campos 
calculados, mas que não permitem ser editados. Esses 
dados são originados de pesquisas realizadas pelo SGBD 
com base em um argumento, escrito em uma espécie de 
linguagem de programação.
Introdução a Banco de Dados 
36
Entendendo o Sql Por Trás de uma 
Consulta Access
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender o 
SQL que está por trás de uma consulta Access. Isso será 
fundamental para o exercício de sua profissão. E então? 
Motivado para desenvolver esta competência? Então 
vamos lá. Avante!
Entendendo e Modificando a Estrutura de 
uma Consulta
O entendimento do SQL por trás de uma consulta Access, programa 
de fácil acesso por ser disponível do pacote Office da empresa Microsoft, 
é uma das maneiras mais fáceis para profissionais ou estudantes terem 
conhecimentos sobre a introdução a banco de dados. Para facilitar 
o entendimento e como se dá a modificação da estrutura de uma 
consulta, vamos retomar o exemplo já apresentado: quando criamos 
uma consulta envolvendo os funcionários de cada departamento. Agora, 
serão efetuadas ações para que o Access apresente a mesma consulta 
em modo de “Design”, para isso, siga os passos que mostraremos na 
sequência. Primeiramente, com a consulta “Departamentos Consulta” 
aberta, clique no menu “Página Inicial” e, logo em seguida, na ferramenta 
“Modo de Exibição”. Serão apresentadas três opções de visualização 
dessa consulta; escolha a terceira, ou seja, “Modo Design”, como mostra 
a Figura 31.
Introdução a Banco de Dados 
37
Figura 31 -‒ Exibindo uma consulta em “Modo Design”
Fonte: Duarte (2016).
Depois de clicar na ferramenta “Modo Design”, observe que o Access 
reproduz a imagem das duas tabelas e o relacionamento existente entre 
elas na parte superior da tela. Logo abaixo, é exibido o que chamamos de 
“grade QBE”, que significa, na língua inglesa, Query by Example, ou grade 
de consulta por exemplificação. Como pode ser observada na Figura 32, 
essa grade expõem de forma didática e organizada todos os campos que 
foram selecionados anteriormente no ato da criação dessa consulta. 
Figura 32 ‒- Exibindo uma consulta em “Modo Design”
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados 
38
A grade QBE apresenta uma estrutura em forma de colunas, em 
que cada uma pode absorver um campo de uma das tabelas relacionadas 
a essa consulta. Observe que existem colunas vazias à direita da grade, o 
que significa que outros campos podem ser adicionados neste momento. 
Da mesma forma, podemos eliminar um ou mais camposda consulta, 
como mostra a Figura 33. Para testar essa funcionalidade, deve-se 
desfazer da quarta coluna da consulta, bem como a coluna “Primeiro De 
Sexo: Sexo”. Com isso, a consulta será reduzida a apenas 4 colunas.
Figura 33 -‒ Deletando uma coluna da consulta
Fonte: Duarte (2016).
Observe, ainda, que o agrupamento dos funcionários por 
departamento fica claro quando identificamos o argumento “Agrupar por”. 
Veja que ele se repete nas colunas “Sigla” e “Descrição Departamento”, 
que são os dois campos provenientes da tabela “Departamentos”, onde a 
consulta resume os registros da tabela “Funcionários”.
Introdução a Banco de Dados 
39
Figura 34 ‒- Argumento “Agrupar por”
Fonte: Duarte (2016).
Já a coluna “Soma De Salário: Salário”, a terceira da esquerda para a 
direita, apresenta outro argumento: “Soma”. Ao interpretar esse argumento, 
o Access entende que irá subtotalizar os valores contidos neste campo, 
em todas as linhas de um grupo de funcionários associados a cada 
departamento. Veja a Figura 35. 
Figura 35 -‒ Argumento “Soma” para subtotalização
Fonte: Duarte (2016).
Caso tenha marcado a opção de contagem de funcionários, isso 
reflete na quarta e última colunas dessa consulta. Essa coluna recebeu o 
nome de “Contar De Funcionários: Contar(*)”. Seu argumento, atribuído pela 
grade QBE, foi “Expressão”, ou seja, um argumento que avisa ao Access 
que ele deve ler e interpretar a expressão descrita no cabeçalho da coluna. 
Introdução a Banco de Dados 
40
Essa expressão, no caso dessa consulta, é a seguinte: “Contar(*)”. O Access 
entende que a ordem é contar todas as linhas da tabela “Funcionários” 
que pertencem a um determinado departamento. Há outros argumentos 
que podem ser adicionados à grade QBE, como os seguintes:
 • Classificação: por meio da seleção da ordem com a qual as linhas 
da consulta serão classificadas, se crescente, decrescente ou não 
classificada.
 • Mostrar: marque ou desmarque para fazer a coluna aparecer ou 
desaparecer da visualização da consulta. Mas, atenção: isso não 
deleta a coluna da consulta, esta continua existindo e poderá, 
inclusive, ser referenciada em cálculos e outras expressões.
 • Critérios: aqui é possível digitar algumas expressões lógicas, 
como “= ‘DRH’ ”, por exemplo. Isso fará com que apenas as linhas 
nas quais essa coluna seja igual ao departamento DRH sejam 
exibidas na consulta.
 • Ou: a partir dessa linha da grade QBE, podem ser digitadas mais 
e mais expressões, que serão encaradas pelo Access como 
condições alternativas. Por exemplo: se digitarmos “= ‘DOP’” nessa 
linha, a consulta exibirá todas as linhas em que a coluna “Sigla” 
seja igual a “DRH” ou “DOP”. Outras condições “Ou” podem ser 
adicionadas nas linhas subsequentes da grade QBE.
Agora, podemos testar o que foi desenvolvido até o momento. Para 
isso, podem ser digitados alguns argumentos e expressões na grade QBE, 
por exemplo, pode iniciar impondo algumas condições para a exibição 
de linhas nessa consulta. Restringindo apenas os departamentos cuja 
soma dos salários seja superior a R$ 5.600,00, nesse caso, é só clicar na 
linha “Critérios”, no cruzamento com a coluna “Soma De Salário: Salário”, e 
digitar a seguinte expressão: “> 5600”.
Introdução a Banco de Dados 
41
Figura 36 -‒ Alterando a estrutura da consulta para exibir apenas departamentos com soma 
de salários maior que R$ 5.600,00
Fonte: Duarte (2016).
Para testar, existem duas opções. Clicar novamente na ferramenta 
“Modo de Exibição” e, na sequência, em “Modo de Exibição de Folha de 
Dados”; ou simplesmente clicar na ferramenta “Design” e na ferramenta 
“Executar”, representada por um ícone em forma de exclamação. 
Figura 37 ‒- Clicando na ferramenta “Executar”
Fonte: Reprodução.
Agora, basta conferir o resultado, como observado na Figura 38. 
Apenas uma linha é exibida na visualização da consulta, isso porque 
somente uma linha atendeu às condições impostas pela expressão 
digitada.
Figura 38 ‒- Resultado da consulta após alteração de sua estrutura
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados 
42
É importante o entendimento de como modificar a estrutura de uma 
consulta, utilizando o software Access, para avançar no conhecimento 
mais avançado, como o entendimento da linguagem SQL.
Entendendo a Linguagem SQL
Após o entendimento de como funciona a estrutura de uma 
consulta, por meio de sua grade QBE, o próximo passo é entender o 
que se passa por trás dessa mesma consulta, acessando o código-
fonte escrito na linguagem SQL. Para tanto, uma das maneiras é seguir 
as instruções a seguir: primeiro, com a consulta aberta, no modo “Folha 
de Dados” ou “Modo Design”, clique na ferramenta “Modo de Exibição”, e 
escolha a segunda opção do menu suspenso, ou seja, clique em “Modo 
SQL”, como mostra a Figura 39.
Figura 39 -‒ Clicando na ferramenta “Executar” 
Fonte: Reprodução.
Depois de executado esse procedimento, como pode ser observado 
na Figura 40, o Access está mostrando o código que o Assistente de 
Consulta escreveu na linguagem SQL.
Introdução a Banco de Dados 
43
Figura 40 ‒- Selecionando o tipo de consulta
Fonte: Reprodução.
Nesse modo de exibição, é possível alterar a estrutura da consulta 
diretamente no código-fonte exibido. Para isso, é necessária muita 
atenção: é preciso um conhecimento aprofundado da linguagem SQL. 
Para melhorar um pouco mais o seu entendimento sobre essa linguagem, 
veja o exemplo deste código-fonte, que será comentado trecho a trecho, 
iniciando pelo código:
SELECT DISTINCTROW Departamentos.Sigla, Depar-
tamentos.[ Descrição Departamento], Sum(Funcio-
nários.Salário) AS [Soma De Salário], Count(*) 
AS [Contar De Funcionários]
Nesse primeiro trecho, o Access está lendo o comando “SELECT”, 
um dos principais comandos da linguagem SQL, que seleciona linhas 
distintas envolvendo as colunas (INSTRUÇÃO..., [20--?]) “Sigla” da 
tabela “Departamentos”; “Descrição Departamento” também da tabela 
“Departamentos”; “Salário” da tabela “Funcionários” como argumento da 
função “Sum” (que significa “Soma” em inglês); e, por fim, a coluna de 
contagem representada pela expressão “Count (*)”, que, para o Access, 
significa uma coluna que terá a contagem de todas as linhas da tabela 
“Funcionários” associadas a cada linha da tabela “Departamentos”.
Introdução a Banco de Dados 
44
Observe a presença de algumas cláusulas em meio à sintaxe do 
comando “SELECT”, trata-se da cláusula “AS”, que, do inglês, significa 
“como”. Tudo o que está depois dessa cláusula atribui um nome à coluna em 
tela. Por exemplo: a coluna representada pela função “Sum(Funcionários.
Salário)” receberá o nome de “Soma De Salário”. Caso queira modificar 
esse nome, é só alterá-lo diretamente no código, por exemplo, vamos 
renomear a coluna de “Soma De Salário” para “Folha Salarial”. Veja o 
resultado na Figura 41.
Figura 41 ‒- Reflexo da alteração do nome da terceira coluna da consulta diretamente no 
código SQL
Fonte: Duarte (2016).
Parece ser difícil, mas é apenas trabalhoso. O comando SELECT 
continua com outros argumentos em sua sintaxe. Observe mais outro 
código:
FROM Departamentos LEFT JOIN Funcionários
Essa cláusula “FROM” do comando “SELECT” indica para o Access 
o local que irá extrair os dados, e em que ordem irá montar a grade QBE. 
Nesse caso, podemos traduzir a cláusula completa da seguinte maneira: 
extrair colunas a partir da tabela “Departamentos”, que deve ficar à 
esquerda da grade QBE, unidas às colunas da tabela “Funcionários”. Os 
termos “FROM”, “LEFT” e “JOIN”, em inglês, significam respectivamente: “a 
partir de”, “esquerda”, “unir”. Agora, observe o seguinte código: 
ON Departamentos.[Código] = Funcionários.[Có-
digo Departamento]
Nesse trecho do comando, é utilizada a cláusula “ON”, indicando 
a partir de que campos das tabelas envolvidas serão relacionadas. 
Nesse caso, esses campos deverão ser as chaves primária e estrangeira, 
respectivamente.No caso, o código do departamento, que é a chave 
primária da tabela “Departamentos”, servirá de argumento de busca 
Introdução a Banco de Dados 
45
para encontrar as linhas da tabela “Funcionários”, por meio de sua chave 
estrangeira “Código Departamento”. Veja mais um código:
GROUP BY Departamentos.Sigla, Departamentos.
[Descrição Departamento]
A cláusula “GROUP BY”, que significa “agrupado por” em português, 
indica a ordem de classificação de cada coluna, da esquerda para a direita. 
Exemplificando, a consulta será agrupada, primeiramente, pelo campo 
“Sigla” da tabela “Departamentos”. Para dois ou mais departamentos 
repetidos, o argumento de classificação será o campo “Descrição 
Departamento” da mesma tabela. Observe o código a seguir:
HAVING (((Sum(Funcionários.Salário))>5600));
Por fim, a cláusula “HAVING” indica uma condição ou restrição para 
a consulta. No caso em tela, essa condição foi dada por uma pergunta: 
a soma dos campos “Salário” da Tabela “Funcionários” é maior que R$ 
5.600,00? Se for, o departamento em tela aparece. Se não for, ele não 
aparece na consulta. Foram apresentando, aqui, exemplos de utilização do 
Access e do SQL. Devido às atualizações e versões podem ter mudanças 
de menus ou nomenclaturas, mas o importante é o entendimento dos 
conceitos principais. Dessa maneira, é importante que os profissionais 
e estudantes que trabalham com banco de dados estejam sempre 
atualizados, dos softwares e das linguagens de programação. 
Introdução a Banco de Dados 
46
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que para entender o SQL por trás de uma consulta Access, 
primeiro, é importante revisar que a geração de uma 
consulta implica na execução de uma instrução, escrita em 
uma linguagem de programação específica para acesso a 
banco de dados. Essa linguagem, pode ser, por exemplo, o 
SQL, ou Structured Query Language, que do inglês, significa 
“linguagem de consulta estruturada”. Em outras palavras, 
quando é visualizada uma consulta criada no Access, na 
realidade, é visualizado um relatório proveniente de uma 
pesquisa realizada sobre uma ou mais tabelas do banco de 
dados. Dessa forma, é importante entender, primeiramente, 
como o Access organiza a estrutura de uma consulta e. 
posteriormente, verificar como essa consulta é traduzida na 
linguagem SQL do Access. De maneira geral, é importante 
para os profissionais de banco de dados serem capazes de 
compreender a geração de comandos SQL resultante de 
uma consulta a banco de dados.
Introdução a Banco de Dados 
47
REFERÊNCIAS
ALVES, W. P. Estudo dirigido de Microsoft Access 2016. São José 
dos Campos: Érica, 2016.
CRIAR um formulário no Access. Microsoft, [20--?]. Disponível em: 
MICROSOFT, 2021 A. Criar um formulário no Access. Microsoft Office: 
https://support.office.com/pt-BR/article/Criar-um-formul%c3%a1rio-no-
Access-5d550a3d-92e1-4f38-9772-7e7e21e80c6b. Acesso em: 12 jan. 
2022. 
DUARTE, A. L. Introdução a banco de dados. Recife: Uninassau, 
2016. 
INSTRUÇÃO select. Microsoft, [20--?]. Disponível em: https://
support.office.com/pt-BR/article/Instru%C3%A7%C3%A3o-SELECT-
56615A70-3458-4E7C-8580-BD1D19A5DE91. Acesso em: 12 jan. 2022. 
INTRODUÇÃO às consultas. Microsoft, [20--?]. Disponível em: 2021 
B Introdução às consultas. Microsoft Office: https://support.office.com/
pt-BR/article/Introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0s-consultas-A9739A09-
D3FF-4F36-8AC3-5760249FB65C. Acesso em: 12 jan. 2022.
NIELD, T. Introdução à linguagem SQL. São Paulo: Novatec, 2016.
Introdução a Banco de Dados 
Entendendo Banco de Dados a Partir 
de Planilhas
Introdução a 
Banco de Dados 
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
LEANDRO C. CARDOSO
AUTORIA
Leandro C. Cardoso 
Olá. Sou formado em Comunicação Social com habilitação em 
Design Digital e mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design 
Digital pela PUC-SP, com uma experiência de 20 anos em direção de 
arte e criação na área. Passei por empresas como a Laureate International 
Universities — FMU | Fiam-Faam, a Universidade Anhembi Morumbi e 
o Centro Paula Souza (Fatec-Etec), como analista de Desenvolvimento 
Pedagógico, coordenador de curso técnico de Comunicação Visual no 
Centro Paula Souza; e revisor técnico e validador para curso EAD para 
clientes Laureate International Universities, DeVry Brasil, Unef, Faesf, 
Faculdade Positivo, Uninter, Platos Soluções Educacionais S.A. (Krotonn 
— Universidade Anhanguera). Além disso, sou autor de mais de 10 livros 
didáticos e um dos organizadores da Maratona de Criação e Design do 
curso de Comunicação Visual da Etec Albert Einstein. Sou apaixonado 
pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que 
estão iniciando em suas profissões. Por isso fui convidado pela Editora 
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito 
feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte 
comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento de 
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de au-
toaprendizagem for 
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
Conceitos e Tipos de Arquivos .............................................................. 10
Arquivos de Computador ........................................................................................................... 11
Processamento de Arquivos ................................................................................................... 17
Modos de Armazenamento de Arquivos ....................................................................... 19
Planilhas Eletrônicas, Arquivos e Bancos de Dados .....................23
Planilhas Eletrônicas .....................................................................................................................23
Diferenças Entre Arquivos de Dados e Planilhas de Cálculos .......................26
Recursos de Bancos de Dados em Planilhas ..................................30
Classificação de Dados .............................................................................................................. 30
Criando e Manipulando Filtros de Dados ......................................................................32
Integridade Referencial ............................................................................ 37
Bancos de Dados Relacionais................................................................................................37
Modelagem de Dados ................................................................................................................ 39
7
UNIDADE
01
Introdução a Banco de Dados 
8
INTRODUÇÃO
Você sabia que a área de Banco de Dados é uma das mais 
demandadasda área de Tecnologia da Informação, sendo responsável 
pela geração de um grande número de empregos? Isso mesmo. Para 
tanto, é importante conhecer os conceitos básico de banco de dados, 
que se iniciam desde o conhecimento dos conceitos e tipos de arquivos, 
planilhas eletrônicas versus arquivos e bancos de dados. Você verá 
assuntos relacionados a recursos de bancos de dados em planilha e 
integridade referencial. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai 
mergulhar neste universo!
Introdução a Banco de Dados 
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 1 – Compreendendo 
banco de dados a partir de planilhas. Nosso objetivo é auxiliar você no 
desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término 
desta etapa de estudos.
1. Definir o conceito de arquivos no ambiente computacional, 
identificando seus vários tipos e como são processados pelo 
computador.
2. Identificar as diferenças entre planilhas eletrônicas, arquivos de 
dados e bancos de dados.
3. Realizar as operações básicas de bancos de dados por meio de 
uma planilha eletrônica.
4. Definir e compreender os conceitos sobre integridade referencial, 
aplicando-os a gerenciadores de bancos de dados.
Introdução a Banco de Dados 
10
Conceitos e Tipos de Arquivos
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
os conceitos e os tipos de arquivos. Isso será fundamental 
para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para 
desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!.
Para os profissionais que trabalham com banco de dados é 
importante o conhecimento geral sobre os vários tipos de arquivos. 
Dessa maneira, é recomendado que esses profissionais sejam capazes 
de identificar, reconhecer suas extensões e seus respectivos programas 
geradores. Antes de nos aprofundarmos em relação aos conceitos e os 
tipos de arquivos é importante entender o conceito de dado, informação 
e conhecimento. Um dado pode ser identificado como uma unidade 
básica da informação; e o conjunto de dados gera a informação. Por 
exemplo, um cliente entrou na loja e comprou um produto na cor azul. 
Entrar na loja, comprar e a cor do produto são dados individuais, e o 
conjuntos desses dados gerou a informação que o cliente entrou na loja 
e comprou um produto de uma determinada cor, ou seja, os dados foram 
processados, gerando as informações. Estas acarretam conhecimento, 
que vai muito além das informações, pelo fato de ter o significado que 
pode ser aplicado, gerando o saber e produzindo as ideias e experiências 
que as informações sozinhas não são capazes de apresentar, ou seja o 
conhecimento é a interpretação da informação. 
Um banco de dados é um objeto mais complexo, é uma 
coleção de dados armazenados e inter-relacionados, que 
atende às necessidades de vários usuários dentro de uma 
ou mais organizações, ou seja, coleções inter-relacionadas 
de muitos tipos diferentes de tabelas (TOREY et al., 2007, 
p. 2).
Introdução a Banco de Dados 
11
Assim, o banco de dados não está relacionado apenas com 
as soluções computacionais. Dessa forma, para você, estudante, é 
recomendado neste primeiro momento elaborar uma pesquisa sobre 
banco de dados, porém sem os métodos computacionais. Ao finalizar 
essa pesquisa, reflita quais foram as dificuldades para encontrar os 
dados armazenados em tais bancos. Após essa pesquisa, ficam claras as 
vantagens de utilizarmos bancos de dados como métodos computacionais.
Arquivos de Computador
Podemos definir um arquivo como um conjunto de dados sobre 
um ou vários assuntos, que são armazenados, podendo ser abertos e 
editados, a fim de acrescentar novas informações e anexos. 
DEFINIÇÃO:
O arquivo de computador é o meio utilizado para armazenar 
dados em dispositivos próprios para o armazenamento, 
podendo ser físicos ou lógicos. É um recurso do tipo durável. 
Sendo assim, podemos definir um arquivo de computador 
como a forma de armazenamento que pode ser consultada 
e editada sempre que necessário. Esse arquivo está sempre 
associado ao programa que o fez, não sendo possível a sua 
manipulação por outro software..
Em suma, existem duas espécies de arquivos de computador, 
que variam conforme os dados armazenados: os arquivos de dados 
estruturados e os arquivos de dados não estruturados. A diferença básica, 
nesse caso, é que no arquivo estruturado os dados vêm organizados em 
registro, enquanto nos arquivos não estruturados, eles vêm em sequência 
de bytes.
Introdução a Banco de Dados 
12
Figura 1 ‒ Espécies de arquivos de computador que variam conforme os dados armazenados
Fonte: Freepik.
Em relação aos formatos de arquivos, como definição, os arquivos 
de computador podem ser observados como valores, atributos, objetos ou 
identificação. Existindo, assim, várias espécies de arquivos de computador, 
com suas próprias particularidades, características e atributos. 
REFLITA:
O mecanismo ou sistema para a administração dos arquivos 
é realizado, unicamente, pelo sistema operacional instalado 
na máquina. Observando o caso do Windows, por exemplo, 
o mecanismo utilizado é o NTFS, com a característica de 
adicionar extensões para identificar os arquivos pelo nome, 
como exemplo: EXE e JS. Observando tal característica, 
você é capaz de dizer as vantagens desse artifício e o por 
que ele deve ser utilizado?
Introdução a Banco de Dados 
13
As regras que definem como as informações serão armazenadas, 
acessadas, editadas, transferidas ou excluídas estão relacionadas ao tipo 
de formato do arquivo de computador. 
Figura 2 ‒ Extensões dos arquivos de textos
Fonte: Freepik.
Um dos formatos de arquivos de computador recebe o nome de 
arquivo de texto, que possibilita manipular textos e redigir páginas de 
documentos. Veja exemplos de extensão desse tipo de arquivo:
 • Doc.
 • Docx.
 • TXT.
 • ODT RT.
Os arquivos de imagem são outro tipo de arquivo, permitindo a 
edição de imagens que podem ser em bitmaps ou vetoriais. As imagens 
em bitmaps são fornadas por pixels, o menor elemento que pode ser 
visualizado em uma tela. É possível visualizar um pixel ampliando uma 
imagem em bitmaps nos programas específicos, ou até mesmo em um 
navegador utilizando o zoom. 
Introdução a Banco de Dados 
14
Figura 3 ‒ Pixel ampliando uma imagem em bitmap
Fonte: Freepik.
Já as imagens vetoriais são constituídas por formas geométricas, 
linhas e curvas. Geralmente, são desenhos, ilustrações e não imagens com 
características fotográficas. Esses dois tipos de imagens, normalmente, 
são utilizados para diagramar páginas e montar layouts. Exemplos de 
extensões de arquivos de imagens, bitmaps e vetoriais: JPG, GIF, PNG, 
TIFF, CDR, PSD, AI, entre outros.
Figura 4 ‒ Imagem vetorial
Fonte: Freepik.
Introdução a Banco de Dados 
15
Também existem os arquivos de áudio e vídeo, que possibilitam a 
edição, manipulação, transformação e criação de músicas, arquivos de 
som e trilhas, bem como a edição de cenas de um arquivo de vídeo e a 
edição do áudio contido no arquivo. 
SAIBA MAIS:
Para maior conhecimento em relação à compatibilidade 
do arquivo com o meio utilizado para abri-lo ou executá-lo, 
sugerimos que busque conhecer mais sobre os diferentes 
tipos de formatos existentes. Veja o link a seguir.. Para 
acessar, clique aqui.
Este link apresenta diversos formatos para salvar o arquivo. 
Para acessar, clique aqui.
Esses arquivos possibilitam realizar efeitos nos programas 
específicos, são exemplos de extensão de arquivos de áudio e vídeo: MP3, 
MP4, MPEG, AVI etc. 
VOCÊ SABIA?
É comum ter vários arquivos no computador e, ao utilizá-los, 
são gerados os arquivos temporários. Estes são as “sujeiras” 
que ficam temporariamente em seu computador. Por ficar 
no HD e ocuparem espaço, os arquivos temporários podem 
tornar o computador lento. Para evitar que isso aconteça é 
necessário realizar a sua limpeza. Existem programas que 
realizam essa limpeza, excluindo os arquivos temporários.Os arquivos de programa, também conhecidos como executáveis, 
são utilizados para a execução de diversos comandos e recursos 
fundamentais para o sistema operacional. Esses arquivos são usados por 
determinados programas e pelo próprio computador; a extensão EXE é 
um exemplo, além dela existem os scripts, que são os documentos da 
linguagem de programação.
Introdução a Banco de Dados 
http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2012/07/entenda-os-formatos-dos-arquivos-de-imagem.html
https://support.microsoft.com/pt-br/office/salvar-um-arquivo-no-office-para-mac-421a5172-9bc6-4ef0-b452-c0939bdce786?redirectsourcepath=%252fpt-br%252farticle%252fsalvar-um-arquivo-em-um-formato-de-arquivo-diferente-956eec7f-732a-4d3e-8a5c-0f04a9cdca4a
16
Figura 5 ‒ Arquivo de programa com a extensão EXE
Fonte: Pixabay.
Os arquivos de banco de dados são responsáveis por armazenar 
diversos dados relativos a registros:
 • Nomes.
 • E-mails.
 • Telefones.
Tais dados estão relacionados entre si. De maneira geral, o 
gerenciamento do banco de dados é realizado pelo sistema de 
gerenciamento de bando de dados (SGBD) (RAMAKRISHNAN, 2008). Já 
os arquivos que recebem o nome de compactado foram criados com a 
função de ocupar menos espaço no disco rígido. 
REFLITA:
Arquivos como GIF, PNG, JPG, MP4 e WAV podem ser lidos 
por diversos softwares, que não precisam ser específicos; 
já outros precisam de softwares mais diretos e com uma 
função especifica para serem lidos. Por qual motivo ocorre 
essa disparidade?
Introdução a Banco de Dados 
17
Os arquivos compactados reduzem o tamanho do arquivo, mas 
mantêm a mesma quantidade de informações, são exemplos: extensões 
RAR, ZIP, entre outras.
Processamento de Arquivos
Uma das formas de processamento de arquivos é por meio da 
compactação de dados, que é o ato de compactar todas as informações 
contidas em um arquivo, juntando os dados separados para fazer a 
unificação dessas informações. A compactação utiliza algoritmos de 
compressão dos dados para que aconteça a diminuição do seu tamanho 
sem que ocorra a perda de informações. Por meio de um sistema de 
eliminação de redundância de bits, os programas de compactação utilizam 
uma quantia menor de bits contendo as mesmas informações; é por meio 
desse sistema que o tamanho do arquivo é reduzido (DATE, 2004). 
REFLITA:
Os arquivos não compactados tendem a ser muito 
pesados para serem enviados por e-mail ou até mesmo 
armazenados em recursos que utilizam a Nuvem. Tais 
recursos possibilitam o download posterior do arquivo. 
Para resolver esse problema, a compactação é um bom 
método? E por que usar o recurso de Nuvem?
Outro exemplo de processamento de arquivos é utilizar ferramentas 
e métodos de backup e recovery, cujo objetivo é manter as informações 
sempre protegidas. O backup é uma cópia de segurança de arquivos ou 
pastas. 
Introdução a Banco de Dados 
18
SAIBA MAIS:
Quando desejamos passar arquivos muito pesados 
para dispositivos portáteis, com pouco espaço de 
armazenamento, o recurso de compactação é bastante 
útil. No link a seguir é possível observar como o processo 
de compactação funciona em cada tipo de arquivo. Para 
acessar, clique aqui.
Caso aconteçam falhas é por meio do recovery que é executado o 
restabelecimento das cópias guardadas para o sistema de um computador. 
No entanto, para isso, é necessário que o backup ou a cópia de segurança 
esteja em outro disco rígido, também conhecido com HD, que é o local 
em que são armazenados os arquivos. 
Figura 6 ‒ Arquivos de backup podem ser armazenados nas Nuvens
Fonte: Freepik
Existem vários exemplos de backups que podem ser realizados 
nos dispositivos. Um deles recebe o nome de backup substitutivo (ou 
completo), em que é realizada uma cópia de todos os documentos, 
pastas e informações de um dispositivo (diretório) para outro dispositivo 
Introdução a Banco de Dados 
https://www.tecmundo.com.br/tecmundo-explica/54730-tecmundo-explica-funciona-compactacao-arquivos-video.html
19
de armazenamento ou diretório. Os backups incrementais, ao contrário do 
substitutivo, verificam apenas as últimas mudanças no arquivo, gerando 
uma cópia dos documentos que foram alterados. Os backups diferenciais 
são semelhantes ao tipo incremental, o que difere é que o backup 
incremental primeiro salva o que mudou desde o último backup, enquanto 
o backup diferencial copia o que mudou desde o primeiro backup. Já os 
backups delta são um tipo mais complexo dos backups incrementais, já 
que, por meio deste, os arquivos alterados são salvos integralmente e, 
ao mesmo tempo em que são salvos, são criados hard links. Para que 
esses documentos sejam sempre atualizados, por mesmo desse backup 
é criado um histórico de cópias e atualizações dos arquivos. 
Modos de Armazenamento de Arquivos
Os dispositivos utilizados para o armazenamento dos arquivos ou 
das cópias de segurança são os seguintes:
 • Pen drives.
 • HD externos.
Atualmente, dificilmente são utilizados DVDs e CDs e, quando o 
dispositivo é para uso doméstico, além de utilizar dispositivos externos 
como pen drives, é recomendado que execute um backup para a Nuvem. 
Podendo ser utilizado, por exemplo, os serviços do Google ou da Microsoft.
Introdução a Banco de Dados 
20
Figura 7 ‒ Pen drive é um exemplo de mídia de armazenamento
Fonte: Freepik.
Outro modo de armazenamento é utilizar arquivos sincronizados 
com a “Nuvem”, de modo a entender melhor o termo “cloud computing” 
ou “computação na Nuvem”. Trata-se da capacidade de armazenamento 
de informações em servidores. Por meio do uso da internet, sem que 
seja necessário utilizar dispositivos físicos conectados ao computador, 
as empresas Google e Microsoft disponibilizam esses serviços, além 
de outros, como o Dropbox. A “nuvem” é o método pelo qual é possível, 
através da internet, armazenar informações de maneira que possamos 
acessá-las de qualquer lugar e hora. 
IMPORTANTE:
A fim de garantir que as informações contidas no dispositivo 
estejam todas íntegras e sem falhas, deve-se realizar um 
teste periodicamente nestas. Caso o backup não seja 
constantemente testado, é possível que se identifique o 
erro tarde demais para poder solucioná-lo, já que é possível 
que ocorram erros em backups ruins.
Em síntese, é a possibilidade de armazenar arquivos e ter a 
possibilidade de acessá-los independentemente do computador 
Introdução a Banco de Dados 
21
utilizado, do sistema operacional ou da tecnologia do dispositivo. A 
computação, por meio do cloud computing, traz muitas vantagens para 
o usuário doméstico, visto que dá segurança para os backups e oferece 
a possibilidade de acessar informações independentemente do local ou 
da hora. Entre as principais vantagens ao uso da computação na “Nuvem” 
está a utilização de programas sem que eles estejam instalados no 
computador, são atualizados automaticamente. Os seus arquivos podem 
ser acessados de qualquer lugar, em qualquer computador conectado à 
rede.
SAIBA MAIS:
Veja no link a seguir como se faz a cópia de segurança 
de e-mails, para que, por meio desse backup, você possa 
salvar e abrir seus e-mails em qualquer lugar. Para acessar, 
clique aqui.
Entre as principais desvantagens com o uso da computação na 
“Nuvem”, está a sua total dependência com a internet. Existem diversas 
empresas que ofertam o serviço de cloud computing, com serviços 
diversificados. É importante estar sempre atualizado para conhecer os 
principais serviços de servidor na “Nuvem”.
REFLITA:
Por meio dos conteúdos aqui apresentados, observamos 
que realizar o backup é imprescindível para a segurança 
dos arquivos, e que é possível realizar a cópia de segurança 
para diversos dispositivos diferentes, como HDs externos, 
Nuvem, pen-drives e outros. Para você, qual é a mais 
confiável? Como você armazenaria os seus arquivos de 
backup? Realize uma busca na internet e conheça mais 
formas de backup, assim como novos dispositivos.
Alémessas instâncias de “visões”; outros, de “tablespaces” ou “espaços de 
tabelas”. A ideia central é melhorar o desempenho sem comprometer a 
integridade das informações armazenadas.
Introdução a Banco de Dados 
13
Outro conceito importante na área de Banco de Dados é a linguagem 
de manipulação. O Access, por exemplo, utiliza a Structured Query 
Language, ou linguagem de consulta estruturada (SQL) para acessar e 
atualizar tabelas, gerar consultas, entre muitas outras operações.
Figura 3 – O Access utiliza a linguagem SQL para acessar e atualizar tabelas
Fonte: Freepik.
Geralmente, os SGBDs utilizam a SQL como linguagem padrão para 
acesso e atualização de dados, com pequenas diferenças entre eles. Ao 
falar em criar tabelas, alterar a estrutura delas, entre outras operações, 
cada SGBD tem linguagens próprias, além de recursos interativos como 
vimos acontecer no Access. Assim, podemos classificar as linguagens de 
acesso, atualização e manipulação de banco de dados em três grupos: 
1. DDL – Data Definition Language ou linguagem de definição de 
dados: cria, altera ou remove objetos, como tabelas e instâncias, a 
exemplo dos comandos CREATE, ALTER e DROP.
2. DCL – Data Control Language ou linguagem de controle de 
dados: opera transações de segurança do banco de dados, como 
atribuição e revogação de poderes e permissões de acesso, como 
os comandos GRANT e REVOKE.
3. DML – Data Management Language ou linguagem de 
gerenciamento de dados: contém os comandos responsáveis pela 
manipulação dos dados, tais como SELECT, DELETE, UPDATE, 
INSERT.
Introdução a Banco de Dados 
14
As linguagens DML são mais utilizadas por programadores 
e engenheiros de software, enquanto as DDL e DCL são usadas, 
basicamente, pela equipe de administração de dados, pois envolvem 
operações de maior risco, como copiar e apagar tabelas, por exemplo.
Arquiteturas de Banco de Dados
Entendemos por arquitetura de banco de dados a sua filosofia 
de funcionamento, ou seja, a forma como lidamos com os dados 
armazenados e gerenciados. Para isso, é importante a classificação das 
arquiteturas de bancos de dados, que podem ser classificados quanto ao 
seguinte:
 • Tipo de uso.
 • Localização.
 • Ambiente.
Quanto ao tipo de uso, os bancos de dados podem ser 
monousuários, quando só podem ser utilizados por um usuário de cada 
vez; ou multiusuários, quando vários usuários podem utilizar o banco 
simultaneamente. Praticamente, não existem mais bancos de dados 
monousuários.
Figura 4 – Banco de dados multiusuário
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados 
15
Quanto à localização, os bancos de dados podem ser:
 • Localizados.
 • Distribuído.
Localizados, quando são hospedados em um único servidor de rede; 
e distribuídos, quando eles se espalham em vários servidores. O conceito 
de banco de dados distribuído não é recente, mas só com o avanço e a 
difusão da internet em banda larga que foi possível o desenvolvimento de 
tecnologias arrojadas de distribuição de dados, como a computação em 
“Nuvem”.
Figura 5 – Computação em “Nuvem”
Fonte: Freepik.
Os bancos de dados distribuídos em “Nuvem” não só espalham 
suas tabelas em mais de um servidor, como chegam ao ponto de 
espalhar dados e até fragmentos de dados em inúmeros computadores 
distribuídos na grande rede mundial. 
Introdução a Banco de Dados 
16
Figura 6 – Os bancos de dados podem ser homogêneos ou heterogêneos, depende da 
maneira que são gerenciados pelo SGBD
Fonte: Freepik.
Por fim, quanto ao ambiente, os bancos de dados podem 
ser homogêneos, quando são gerenciados por um único SGBD; 
ou heterogêneos, quando se submetem a mais de um SGBD, 
simultaneamente.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que para o entendimento dos modelos e arquiteturas de 
bancos de dados, primeiro, é importante o conhecimento 
em relação ao conceito e o funcionamento dos bancos 
de dados, bem como as técnicas de modelagem de 
dados, para o aprofundamento nas várias ferramentas de 
gerenciamento de banco de dados existentes do Brasil e 
no mundo. É importante o conhecimento dos principais 
modelos e arquiteturas, assim como as características mais 
importantes dos principais SGBDs do mercado. Para isso, os 
profissionais da área precisam estar sempre atualizados. É 
importante aprender alguns conceitos fundamentais, como 
esquemas, instâncias, independência de dados e DDL.
Introdução a Banco de Dados 
17
Características e Recursos do Sgbd
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
as características e os recursos dos SGBDs. Isso será 
fundamental para o exercício de sua profissão. E então? 
Motivado para desenvolver esta competência? Então, 
vamos lá. Avante!.
Funcionalidades do SGBD
Todo SGBD deve ser capaz de garantir os seguintes requisitos: de 
integridade dos dados, alta disponibilidade e segurança da informação, 
entre outros aspectos. 
Em relação à integridade dos dados, um SGBD deve ser capaz de:
 • Garantir que os dados não serão apagados indevidamente.
 • Oferecer a possibilidade de impor regras consistentes de validação. 
Figura 7 – O SGBD deve ser capaz de garantir que os dados não serão apagados 
indevidamente
Fonte: Freepik.
Introdução a Banco de Dados 
18
Alta disponibilidade é assegurar que as informações estarão sempre 
à disposição dos usuários de forma rápida; e segurança da informação, 
oferecer recursos para que os dados estejam sempre seguros quanto ao 
acesso de usuários não autorizados, sendo a prova de problemas técnicos 
que possam acontecer com a integridade física dos equipamentos. 
Figura 8 – Deve-se ter preocupação com a integridade física dos servidores de bancos de 
dados
Fonte: Freepik.
No que diz respeito à integridade dos dados, a integridade referencial 
é o principal deles, mas as regras de validação que podem ser inseridas 
nos formulários de cadastramento também são importantes para reforçar 
essa integridade. Já a alta disponibilidade é um item reforçado pelas 
tecnologias de busca acelerada e “buferização” (um local temporário de 
Introdução a Banco de Dados 
19
memória em que são armazenados apenas os dados que estão sendo 
processados), que permitem deixar os dados em memória cache para 
serem acessados mais rapidamente. 
Figura 9 – As regras de validação que podem ser inseridas nos formulários de 
cadastramento são importantes para reforçar a integridade
Fonte: Freepik.
Outro aspecto importante em relação à alta disponibilidade é 
a questão dos acessos simultâneos. Esse indicador é uma das mais 
importantes variáveis na comparação de um SGBD com outro. Por fim, o 
item “segurança da informação” é, sem dúvida, o mais vasto. Muitos são 
os recursos oferecidos pelos SGBDs para elevar esse grau de segurança, 
como:
 • Backup.
 • Recovery. 
 • Históricos de procedimentos.
Introdução a Banco de Dados 
20
Os históricos de procedimentos também são conhecidos como log 
de acessos, que permitem descobrir quem acessou ou alterou o que e 
quando. entre outras funcionalidades.
Figura 10 – Muitos são os recursos oferecidos pelos SGBDs para elevar o grau de 
segurança, backup e recovery são exemplos
Fonte: Freepik.
É importante estar sempre atualizado sobre as opções de SGBDs 
confiáveis disponíveis no mercado. Veja exemplos para o setor corporativo:
 • Oracle.
 • SQL Server.
 • PostGreSQL.
A grande vantagem do PostGreSQL é o fato de ser gratuito e de 
código aberto, sendo bastante consistente e confiável. Entre outros SGBDs 
de menor porte, podemos destacar o MySQL. Também da Oracle, mas 
com uma versão freeware, além de ser utilizado por pequenas aplicações 
e sites na web. Se olharmos para frente na linha do tempo, não será 
difícil constatarmos para onde o mundo dos gerenciadores de bancos de 
dados estádo armazenamento em Nuvem, os aplicativos on-line 
disponibilizados na Nuvem que não precisam ser instalados, em alguns 
Introdução a Banco de Dados 
https://mais.uol.com.br/view/933djc8m5e6u/saiba-fazer-backup-e-salvar-seus-emails-no-outlook-04023570D0814326?types=A&
22
casos, são gratuitos. As empresas que se destacam são a Microsoft e o 
Google. 
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
as definições sobre arquivo de programa e os vários tipos 
de arquivos de dados gerados e manipulados por ele. Além 
disso, viu como se dá o processamento e as características 
de arquivos de áudio, vídeo, imagens, textos e outros 
tipos. Ademais, conheceu a definição de compactação 
de arquivos, em que o objetivo principal é ocupar menos 
espaços em disco rígido. Também foram apresentados 
métodos e ferramentas utilizadas para executar recovery e 
backup. Por último, entendey a sincronização dos arquivos 
na “Nuvem”, também conhecido como cloud. De maneira 
geral, um arquivo é uma série de dados sobre um ou vários 
assuntos, que são armazenados, podendo ser abertos e 
editados, a fim de acrescentar novas informações e anexos. 
Existem diversas espécies de arquivos de computador, 
que têm as suas próprias particularidades, características 
e atributos.
Introdução a Banco de Dados 
23
Planilhas Eletrônicas, Arquivos e Bancos 
de Dados
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de compreender 
planilhas eletrônicas, arquivos e bancos de dados. Isso será 
fundamental para o exercício de sua profissão. E então? 
Motivado para desenvolver esta competência? Então, 
vamos lá. Avante!.
Os profissionais da área de Banco de Dados lidam no seu dia a dia 
com planilhas, arquivos e, logicamente, banco de dados. Dessa maneira, 
é importante compreender os conceitos e as diferenças entre eles para 
facilitar o desenvolvimento dos projetos. 
Planilhas Eletrônicas
Uma planilha de cálculos criada por meio de planilhas eletrônicas 
é um meio rápido e eficiente para o controle financeiro. São eficazes para 
que, por meio de cálculos, possam prever gastos, seja pessoal ou de uma 
empresa.
DEFINIÇÃO:
Uma planilha eletrônica é caracterizada por uma tabela 
de linhas e colunas, nas quais os dados são inseridos com 
a possibilidade de realizar cálculos automaticamente. É, 
basicamente, uma folha de cálculos feita e alimentada 
diretamente no programa de computador ou aplicativos 
para smartphones..
Introdução a Banco de Dados 
24
Existem inúmeros programas de planilhas que são eficientes e dão 
suporte, do mais básico até à criação de gráficos e à implementação e 
alimentação de banco de dados, se esse for o objetivo. Um dos principais 
exemplos é o Excel da Microsoft. Geralmente, nos programas de planilhas 
eletrônicas posem ser inseridos elementos como os seguintes: 
 • Células: é a caixa em que são inseridas as informações de texto 
e número. Ela se encontra no cruzamento entre uma linha e uma 
coluna. Um exemplo de endereço de célula é: tem-se a coluna E 
e a linha 10, a célula é chamada, então, de célula E10.
 • Fórmulas: usando as operações, como soma, subtração, divisão 
e multiplicação, as formulas calculam, por meio dos números 
inseridos nas células, o que é pedido para calcular. Para que os 
cálculos sejam realizados, utilizamos o endereço das células nas 
quais se encontram os números mais a operação necessária, por 
exemplo: = E10 + E1. Ao digitar isso em uma célula, o programa irá 
calcular qual é a soma do número contido na célula E10 mais o 
número contido na célula E11. A fórmula deve ser iniciada com o 
sinal de igual (=).
 • Funções: para tornar os cálculos mais práticos e ágeis, as funções 
são fórmulas que substituem a digitação de todas as células 
para o cálculo desejado, ou seja, digitamos o intervalo entre 
elas. Exemplificando: não é necessário digitar cada célula a ser 
calculada, como na fórmula =E10+E11+E12+E13+E14+E15+E16. Você 
pode utilizar a função = SOMA(E10:E16).
Para a criação de uma nova planilha nos programas específicos, 
como o Excel, basta abrir o programa, que, automaticamente, uma série 
de modelos e arquivos prontos irão aparecer para serem utilizados. 
Introdução a Banco de Dados 
25
Figura 8 ‒ Planilha eletrônica 
Fonte: Pixabay.
No Excel, os arquivos de planilhas são chamados de pastas. Estas 
podem conter uma ou mais planilhas. Caso queira gerar um arquivo novo 
de pasta de trabalho, você só precisa seguir os seguintes procedimentos:
 • Clicar na Guia de Arquivo, localizada no canto esquerdo superior 
da tela.
 • Selecionar a opção “Novo”.
 • Posteriormente, a opção “Pasta de trabalho em branco”.
Com isso é gerada uma nova pasta de trabalho, tendo, assim, mais 
opções para a criação de planilhas. Também é possível adicionar planilhas 
diferentes em uma pasta de trabalho do Excel, bastando selecionar o 
botão “Nova Planilha”, indicado com um sinal de “+” no canto esquerdo 
inferior de sua tela. Em uma mesma pasta de trabalho é possível ter até 
255 planilhas. 
Introdução a Banco de Dados 
26
Figura 9 ‒ Planilha eletrônica no Excel
Fonte: Wikimedia Commons.
Para salvar a planilha criada, bastas seguir os procedimentos a 
seguir:
 • Ir na Guia Arquivo.
 • Selecionar a opção “Salvar Como”.
 • Nomear o arquivo.
 • Indicar o local que irá alocá-lo.
Caso queira apenas salvar uma alteração no arquivo já existente, 
basta selecionar a opção “Salvar”, por meio da qual o arquivo que foi 
alterado será atualizado. Para abrir um arquivo, basta abrir o programa 
Excel, ir em “Arquivo” e selecionar a opção “Abrir”. Caso queira procurar por 
um arquivo, basta clicar em “Procurar”. 
Diferenças Entre Arquivos de Dados e 
Planilhas de Cálculos
Ao contrário da planilha de cálculos, que é desenvolvida no Excel, por 
exemplo, e tem fórmulas e funções, o arquivo de dados tem informações 
sobre dados que são necessários ou que precisam ser armazenados, 
Introdução a Banco de Dados 
27
indo além de números, fórmulas ou funções, podendo ser, por exemplo, 
endereços, números de celular, nomes e outras informações.
Figura 10 ‒ Planilha de cálculos 
Fonte: Wikimedia Commons.
Um arquivo de dados contém informações de texto, podendo ser 
disposto em planilha ou não, além de planilhas numéricas, por exemplo. 
O Excel tem a capacidade de oferecer suporte. Para planilhas de gráficos 
e tabelas dinâmicas, além de, através do programa Project da Microsoft, 
poder realizar também planilhas de projeções. 
SAIBA MAIS:
O programa de planilha eletrônica Excel 2016 tem inúmeros 
recursos para o usuário, e boa parte destes podem ser vistos 
ao iniciar o programa. Para saber mais sobre esses recursos 
e outros que você talvez não conheça, recomendamos o 
link a seguir. Para acessar, clique aqui.
Introdução a Banco de Dados 
https://support.office.com/pt-br/article/Salvar-uma-pasta-de-trabalho-em-outro-formato-de-arquivo-6a16c862-4a36-48f9-a300-c2ca0065286e
28
O banco de dados pode ser comparado com o arquivo de dados: o 
banco de dados é mais complexo, sendo diferenciado pelos dados e as 
informações inseridas. 
SAIBA MAIS:
Para se aprofundar no tema desta aula, recomendamos o 
acesso ao vídeo a seguir. Para acessar, clique aqui.
O banco de dados é um arquivo com um conjunto de dados 
relacionados entre si, facilitando a pesquisa, já que o arquivo consegue 
encontrar a informação necessária por meio de referências. 
Figura 11 ‒ Quantidade de dados e informações que são inseridas
Fonte: Wikimedia Commons.
Para facilitar a compreensão, vamos imaginar uma loja de calçados. 
Esta não aceita mais o cartão de crédito de bandeira Visa e precisa 
enviar um e-mail para os clientes vips que compram, no mínimo, uma 
Introdução a Banco de Dados 
https://youtu.be/_aQf-tKNrTs
29
vez por mês. Para enviar o e-mail, deveráser executado um cruzamento 
de informações e referências, e é por meio dessas referências e do 
gerenciamento do banco de dados que será possível enviar os e-mails.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que para entender sobre planilhas eletrônicas, arquivos 
e bancos de dados, primeiro, é importante compreender 
conceitos referentes à planilha eletrônica, uma ferramenta 
bastante utilizada para realizar cálculos e projeções de 
resultados futuros. A planilha eletrônica é composta 
por tabela de linhas e colunas, em que são inseridas as 
informações necessárias para que seja possível realizar 
cálculos de maneira automática, seja simples, de soma 
ou subtração, até os mais complexos, de porcentagem e 
divisão. Uma planilha eletrônica é, essencialmente, uma 
folha de cálculos desenvolvida e abastecida diretamente 
nos programas de computador, como o Excel da Microsoft, 
ou diversos outros aplicativos, disponíveis também 
para smartphones. Sobre o arquivo de dados, são as 
informações relativas aos dados necessários nos quais é 
preciso armazenar, indo além de números, fórmulas ou 
funções, podendo ser, por exemplo, endereços, números 
de celular, nomes e outras informações.
Introdução a Banco de Dados 
30
Recursos de Bancos de Dados em 
Planilhas
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de compreender 
os recursos de bancos de dados em planilhas. Isso será 
fundamental para o exercício de sua profissão. E então? 
Motivado para desenvolver esta competência? Então, 
vamos lá. Avante!.
Os recursos de banco de dados em planilhas são importantes para 
a realização das operações básicas por meio de uma planilha eletrônica, 
que podem ser geradas em programas como o Excel da Microsoft. 
Classificação de Dados
As informações dispostas em uma planilha de dados, como no Excel, 
devem ser organizadas e ordenadas da melhor maneira possível, podendo 
ser por texto, por ordem alfabética e de A a Z ou, no caso de números, 
pode ser ordenado do menor ao maior ou vice-versa. A classificação 
de dados tem o objetivo de localizar os dados com mais agilidade. A 
ordenação de dados é o início do processamento, visto que organizados, 
estes são encontrados com maior facilidade, tornando o processo de 
pesquisa mais célere. Essa organização é um princípio de funcionamento 
do banco de dados. Para começar a utilizar o recurso de banco de dados 
é necessário ter uma planilha no Excel, por exemplo. Vamos utilizar uma 
planilha no Excel para exemplificar uma escola chamada “Educar”. A partir 
daí, serão trabalhados os recursos para ordenação (classificação). Para 
que você possa acompanhar é importante, primeiro, que você “alimente” 
uma planilha com os dados exibidos na Figura 12 como exemplo. 
Introdução a Banco de Dados 
31
Figura 12 ‒ Planilha no Excel com dados para testes 
Fonte: Duarte (2016).
Não se preocupe em formatar ou inserir elementos gráficos neste 
momento, apenas digite os dados, ou seja, as informações sobre os 
alunos. Com a planilha eletrônica aberta, selecione os dados do intervalo 
que você ordenar (classificar); depois, clique na Guia Dados e no grupo 
Classificar e Filtrar. Clique no botão “Classificar”, a caixa irá aparecer, então, 
defina:
 • Coluna: “Classificar por”: escolha a coluna que deseja ordenar.
 • No botão “Adicionar Nível”, adicione “Novo” nível em “E depois por”.
 • Em “Classificar em”, peça a opção “Valores”.
 • Em “Ordem”, defina “De A a Z” ou “De Z a A”.
 • Por último, clique em “Ok”.
Ao determinar os níveis de classificação, é definido como será a 
forma da ordenação dos dados da planilha. 
VOCÊ SABIA?
Ter habilidade para classificar e criar filtros no Excel é o 
primeiro passo para compreender o banco de dados. 
No link a seguir é possível ver mais sobre a classificação 
de dados na planilha, o que é essencial para a sua boa 
funcionalidade. Para acessar, clique aqui.
Introdução a Banco de Dados 
https://support.office.com/pt-BR/article/Classificar-dados-em-um-intervalo-ou-tabela-62d0b95d-2a90-4610-a6ae-2e545c4a4654
32
Sendo aprovado, recuperação ou reprovado; e, em segundo 
lugar, a ordem será de acordo com nome do aluno em ordem alfabética 
crescente. 
Figura 13 ‒ Planilha no Excel com intervalo de dados selecionado
Fonte: Duarte (2016).
Outro recurso importante são os filtros; quando ativos, facilitam o 
processo de busca das informações, otimizando tempo. Por meio dos 
filtros de busca é possível ocultar colunas e linhas inteiras, que não têm 
valor para a sua busca, basta, se deseja, criar um filtro para tal.
Criando e Manipulando Filtros de Dados
Dependendo do filtro colocado, é possível selecionar as células por 
números, textos, cores ou qualquer outro filtro que julgar necessário. Para 
realizar esse processo basta seguir os passos a seguir: 
1. Abra a planilha eletrônica e selecione os dados que deseja filtrar.
2. Clique na guia “Dados” e, depois, no grupo “Classificar e Filtrar”.
3. Todo título de coluna irá aparecer com uma “Seta de Filtro” e, para 
exibir uma lista completa delas, deve clicar na seta e definir como 
deseja filtrar.
4. Caso prefira, a filtragem pode ser feita por cor, texto, situação, 
número, entre outros. Para personalizar, posicione o mouse em 
cima de “Filtros por texto”.
Introdução a Banco de Dados 
33
5. Na etapa de Filtro, na coluna, irá aparecer um “cone”, que indica a 
filtragem.
Para que seja possível utilizar o recurso de “Classificar e Filtrar”, 
todos as informações da planilha devem estar dispostas em colunas, 
e cada coluna deve ter um título para identificação. Caso não estejam 
organizadas, poderá ocorrer erros ao utilizar os filtros. 
Figura 14 ‒ Planilha no Excel com intervalo de dados selecionado e com o recurso de filtrar 
os dados realizados
Fonte: Duarte (2016).
Além de organizada e com título nas colunas, cada linha deve ter 
apenas um registro, seja de texto ou número, para que não ocorra confusão. 
Existem dois recursos fundamentais para as operações de bancos de 
dados que são realizados no Excel, as totalizações e subtotalizações, 
sendo esta a soma parcial das informações de uma planilha. Apesar 
de não ser a única, a AutoSoma é a opção mais utilizada para realizar a 
totalização das informações. Consiste em um assistente que possibilita 
realizar operações de soma de maneira mais eficaz e rápida. Para realizar 
a operação, siga o passo a passo a seguir: 
Introdução a Banco de Dados 
34
1. Escolha uma célula vazia, acima ou abaixo do intervalo que deseja 
selecionar.
2. O botão de AutoSoma irá aparecer nas guias de “Página Inicial” ou 
“Fórmulas”, basta clicar nele e selecionar a opção “Soma”.
3. Automaticamente, o AutoSoma detecta o intervalo que deve 
ser somado criando a fórmula =SOMA na célula previamente 
selecionada.
Pode ser trabalhado na vertical ou na horizontal; o AutoSoma só 
necessita que selecione a célula, no caso de ser horizontalmente, à 
esquerda ou à direita das células que você deseja somar. 
Figura 15 ‒ Planilha no Excel com intervalo de dados selecionado com o recurso de 
AutoSoma realizado
 
Fonte: Duarte (2016).
No entanto, o AutoSoma não funciona se o intervalo não for em 
sequência. Para que funcione, deve-se digitar, manualmente, os endereços 
das células espaçadas. Uma curiosidade é que o botão “AutoSoma” é 
representado pela letra grega sigma, ‒. No recurso de subtotais é possível 
unir os dados de uma lista de informações em um grupo, podendo, 
depois, resumi-lo em oito níveis, um para cada tipo. Cada nível mostra 
o grupo mais detalhado, podendo ser utilizada uma estrutura de tópicos 
ao lado para poder exibir o resumo de colunas e linhas e, por meio desse 
resumo, revelar os dados de cada grupo. Após aplicar esse recurso de 
subtotais, aparecerá um resumo de cada opção. Esteestará em uma lista 
Introdução a Banco de Dados 
35
de classificação. Nessa lista estará, também, a soma realizada e definida, 
dentro da guia de subtotais.
Figura 16 ‒ Planilha no Excel com intervalo de dados selecionado com o recurso de subtotais 
aplicado
 
Fonte: Duarte (2016).
Além de todas as funcionalidades previamente vistas, aparecerá, 
também, um total geral dos dados, que irá mostrar um somatório 
completo da planilha. Também existirão subtotais, que serão números 
de 1 a 3, representados com um “+”. Ao utilizar o recurso de “subtotais” é 
possível observar um resumo mais eficiente das informações. Para isso, 
você deve fazer o seguinte:
 • Abrir a planilha e selecionar os dados.
 • Definir uma coluna e, depois, clicar em “Classificar”.
 • Selecionar o grupo “Estrutura de Tópicos” presente da guia “Dados” 
e o botão de “Subtotal”.
 • Após abrir a caixa “Subtotais”, escolha cada mudança e defina a 
coluna de classificação.
 • Utilizar as funções de soma, média, entre outras.
 • Escolher a coluna do somatório e adicionar o subtotal. 
 • Clicar em “Ok”. 
Introdução a Banco de Dados 
36
 • Quando atualizado ou removido, o subtotal pode ser substituído.
É importante salientar que o programa exemplificado é o Excel. Os 
conceitos principais, geralmente, são os mesmos nos programas similares, 
podendo ter alterações de acordo com as suas versões e atualizações. 
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que os recursos de bancos de dados em planilha vão desde 
inserir, ordenar e classificar, até recursos mais avançados, 
por meio de uma busca de filtros. Além disso, viu recursos 
para realizar a operação de totalização e subtotalização de 
linhas, disponíveis nos programas de planilhas eletrônicas, 
como no Excel. Esses recursos permitem realizar 
procedimentos a fim de executar uma melhor classificação 
de dados, baseando-se em informações de referência. No 
momento que estão ativos, os filtros simplificam o processo 
de busca das informações, otimizando o tempo. Ainda, 
por meio dos filtros de busca é possível ocultar colunas e 
linhas inteiras que não têm valor para a sua busca, basta, se 
desejar, criar um filtro para tal.
Introdução a Banco de Dados 
37
Integridade Referencial
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
sobre integridade referencial. Isso será fundamental para 
o exercício de sua profissão. E então? Motivado para 
desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!.
É importante que os profissionais de banco de dados tenham 
a capacidade para o entendimento dos conceitos sobre integridade 
referencial, aplicando-os a gerenciadores de bancos de dados.
Bancos de Dados Relacionais
Um banco de dados é um arquivo que contém diversas informações 
que se relacionam, tendo a finalidade de facilitar a busca e ter um maior 
número de referenciais para a busca de uma determinada informação. 
Sendo assim, um banco de dados relacional é o programa que gerencia 
os dados que se relacionam, tanto em tabelas quanto em relações. 
Figura 17 ‒ Esquema de banco de dados relacional
Fonte: Wikimedia Commons.
Trabalhando com tabelas, um banco de dados relacional administra 
as informações destas, de maneira a propiciar a relação de uma tabela 
com outra, fazendo com que elas compartilhem informações e sejam 
Introdução a Banco de Dados 
38
alimentadas constantemente, é daí que surge o nome “relacional”. Imagine 
uma família: pai, mãe, primo, avó, cada membro dessa família pode ser 
considerado uma tabela, visto que há outros núcleos familiares, como 
filhos, esposas etc. Eles são tabelas individuais que se encontram em uma 
grande tabela, a familiar. É por meio dessa combinação de tabelas que 
funciona um banco de dados relacional. As informações armazenadas nos 
bancos de dados são organizadas em tabelas, que dispõem esses dados 
em linhas e colunas, onde as colunas armazenam um tipo de dados, e 
os dados propriamente ditos são dispostos nas linhas. Para compreender 
melhor, observe o Quadro 1, que tem 3 colunas e 2 linhas: as colunas 
correspondem ao tipo de dado e as linhas são os dados.
Quadro 1 ‒ Dados dispostos nas linhas
NúmeroALUNO PrimeiroNOME SegundoNOME
12345 André Luiz
12346 David Stephen
Fonte: Duarte (2016).
Nos bancos de dados relacionais, é importante conhecer sobre as 
chaves primárias, que são inerentes a todos os bancos de dados. Isso 
quer dizer que, qualquer banco de dados, para funcionar corretamente, 
deve ter uma chave primária. Estas são as colunas que identificam uma 
linha toda na tabela. No exemplo acima, podemos dizer que uma chave 
primária é a coluna NúmeroALUNO, disposta como um índice da tabela. 
Também é importante conhecer a chave estrangeira. Se, por exemplo, 
formos construir uma segunda tabela, em que os dados são referentes às 
turmas da escola, para ligarmos a tabela de alunos a ela, seria necessário 
que se criasse uma chave comum a ambas as tabelas. No exemplo em 
tela, essa chave seria o número da chave primária da tabela de turmas, e 
a chave estrangeira na tabela de alunos. Vejas como seria a ligação entre 
essas duas tabelas na Figura 18.
Introdução a Banco de Dados 
39
Figura 18 ‒ Chaves primária e estrangeira
Tabela 2 - Tabela contendo os alunos cadastrados na escola com os números de suas 
respectivas turmas
NúmeroALUNO PrimeiroNOME SegundoNOME NúmeroTURMA
12345 André Luiz 1
12346 David Stephen 1
12347 Andréa César 2
12348 Caio Barcelos 2
Chave primária Chave estrangeira
NúmeroTURMA DescriçãoTURMA
1 Turma Manhã I
2 Turma Noite I
Chave primária
Tabela 3 - Tabela contendo as turmas da escola-exemplo
Fonte: Duarte (2016).
Observe que a chave primária de uma tabela pode ser estrangeira 
em outra, como é o caso do exemplo apresentado anteriormente.
Modelagem de Dados
Após entender a estrutura de uma tabela e como seus dados se 
relacionam, é importante compreender como estes são organizados e 
estruturados, e é para isso que a modelagem existe. Esta é considerada 
fundamental para o processo de criação do banco de dados. 
Introdução a Banco de Dados 
40
DEFINIÇÃO:
Modelagem de dados é o conjunto de normas utilizadas 
para definir as regras de negócio e a estrutura da formação 
do banco de dados. Ela define o esqueleto do banco de 
dados. Por meio da modelagem de dados são definidas 
“entidades” lógicas, representando as tabelas do futuro 
banco de dados, relacionando-se entre si por meio de 
ligações ou associações, que podem ser de 1:1 (um para 
um), 1:N (um para muitos) e N:N (muitos para muitos)..
Uma modelagem consiste, basicamente, em uma série de 
atividades com teorias e ações práticas, para criar um banco de dados 
consistente, confiável e que poderá ser utilizado por qualquer sistema 
de gerenciamento (SILBERSCHATZ, 2006). Uma modelagem de dados 
consiste na análise das entidades e dos relacionamentos existentes 
entre elas. Para isso, é importante conhecer o diagrama de entidade/
relacionamento. Teoricamente, os diagramas que tratam sobre as 
entidades e suas relações são desenhos gráficos criados com base em 
diagramas de dados, conhecidos como diagramas. Por meio destes, todas 
as entidades são identificadas, assim como todas as suas relações são 
expostas. É por meio dessa identificação e exposição que o “esqueleto” 
do banco de dados é criado. Veja a seguir um exemplo de um caso de 
relacionamento entre duas tabelas do tipo 1:N (de uma turma para muitos 
alunos).
Figura 19 ‒ Relacionamento entre duas tabelas
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados 
41
Também é importante o modelo lógico de dados, que é criado 
com base no diagrama visto anteriormente. O modelo lógico trabalha na 
estruturação e definição das chaves primárias e estrangeiras, bem como 
no seu relacionamento com asentidades lógicas. O modelo lógico visa 
à criação e à adequação de padrões, à busca da nomenclatura correta 
e à integridade das referências, ou seja, dos relacionamentos entre as 
entidades.
Figura 20 ‒ Modelo lógico de dados
Fonte: Duarte (2016).
Para os profissionais que trabalham com Banco de dados também 
é importante conhecer sobre o modelo físico de dados, que é a última 
etapa da criação de um banco de dados, a montagem do modelo físico. 
Esse modelo é baseado em todos os modelos, gráficos e padrões 
montados previamente, e se encerra na fronteira natural do programa de 
banco de dados. Para isso, existe o sistema de gerenciamento de banco 
de dados (SGBD), que são os programas que interagem diretamente com 
o banco de dados, realizando o seu gerenciamento, são chamados de 
gerenciadores de banco de dados. Nestes, todo o funcionamento ocorre 
internamente, sem a necessidade de ajuda externa.
Introdução a Banco de Dados 
42
Figura 21 ‒ Sistema de gerenciamento de banco de dados
Fonte: Freepik.
Apesar de seu funcionamento ser automatizado e não necessitar 
de ajuda externa, o SGBD oferece determinadas ferramentas para que o 
usuário consiga inserir e modificar dados existentes no banco. 
SAIBA MAIS:
A Microsoft dispõe de treinamento técnico aprofundado. 
Para conhecer mais sobre os modelos de SGBD, veja o link 
a seguir. Para acessar, clique aqui. 
Normalmente, os SGBDs funcionam baseados na linguagem de 
Structured Query Language (SQL), sendo formados por Application 
Programming Interface (APIs).
Figura 22 ‒ Os SGBDs funcionam baseados na linguagem de SQL
Fonte: Freepik.
Introdução a Banco de Dados 
https://azure.microsoft.com/pt-br/resources/videos/azure-sql-database-create-dbs-in-seconds
43
No mercado, existem diversos SGBDs. São exemplos: 
 • Firebird.
 • Oracle.
 • MySQL.
 • SQL Server.
 • Sybase.
 • IBM DB2.
A integridade referencial é o conhecimento fundamental para 
os profissionais que trabalham com banco de dados, para desenvolver 
projetos mais conceituados e estruturados (HEUSER, 2001). 
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
a importância de saber e conhecer as definições de termos 
empregados nos bancos de dados relacionais. E, por meio 
de exemplos e conceituação prática, foram apresentadas 
as definições primárias de integridade referencial das 
inúmeras tabelas que, juntas, dão a forma ao banco de 
dados. Viu, também, as principais funções e características 
dos programas SGBD. Este é um arquivo que contém 
diversas informações que se relacionam, tendo a finalidade 
de facilitar a busca e ter uma maior quantidade de 
referenciais para a busca de uma determinada informação. 
É por meio de combinação de tabelas que funciona um 
banco de dados relacional. As informações armazenadas 
nos bancos de dados são organizadas em tabelas, que 
dispõem esses dados em linhas e colunas, onde as colunas 
armazenam um tipo de dados, e os dados propriamente 
ditos são dispostos nas linhas. 
Introdução a Banco de Dados 
44
REFERÊNCIAS
CLASSIFICAR dados em um intervalo ou tabela. Microsoft, [20--
?]. Disponível em: https://support.office.com/pt-BR/article/Classificar-
dados-em-um-intervalo-ou-tabela-62d0b95d-2a90-4610-a6ae-
2e545c4a4654. Acesso em: 11 jan. 2022.
DATE, C. J. Introdução a sistemas de bancos de dados. Rio de 
Janeiro: Campus, 2004. 
DESENVOLVA suas habilidades técnicas com centenas de vídeos 
sob demanda criados para desenvolvedores. Azure, [20--?]. Disponível 
em: https://azure.microsoft.com/pt-br/resources/vídeos. Acesso em: 11 
jan. 2022.
DUARTE, A. L. Introdução a banco de dados. Recife: Uninassau, 
2016. 
GESTÃO de compras e estoque. [S. l.: s. n.],2017. 1 vídeo (5 min). 
Publicado pelo canal Sebrae Minas. Disponível em: https://www.youtube.
com/watch?v=_aQf-tKNrTs&ab_channel=SebraeMinas. Acesso em: 11 jan. 
2022.
HEUSER, C. A. Projeto de banco de dados. 4. ed. Porto Alegre: 
Sagra, 2001. 
KARASINSKI, V. TecMundo explica: como funciona a compactação 
de arquivos [vídeo]. TecMundo, 2014. Disponível em: https://www.
tecmundo.com.br/tecmundo-explica/54730-tecmundo-explica-
funciona-compactacao-arquivos-video.htm. Acesso em: 11 jan. 2022.
RAMAKRISHNAN, R.; GEHRKE, J. Sistemas de gerenciamento de 
banco de dados. São Paulo: McGraw-Hill, 2008. 
SAIBA fazer backup e salvar seus e-mails no Outlook. 
UOL Tecnologia, 2008. Disponível em: https://mais.uol.com.br/
view/933djc8m5e6u/saiba-fazer-backup-e-salvar-seus-emails-no-
outlook-04023570D0814326?types=A&. Acesso em: 11 jan. 2022.
Introdução a Banco de Dados 
45
SALVAR UM arquivo no Office para Mac. Microsoft, [20--?]. Disponível 
em: https://support.microsoft.com/pt-br/office/salvar-um-arquivo-no-
office-para-mac-421a5172-9bc6-4ef0-b452-c0939bdce786?redirectsour
cepath=%252fpt-br%252farticle%252fsalvar-um-arquivo-em-um-formato-
de-arquivo-diferente-956eec7f-732a-4d3e-8a5c-0f04a9cdca4a. Acesso 
em: 11 jan. 2022.
SALVAR UMA pasta de trabalho em outro formato de arquivo. 
Microsoft, [20--?]. Disponível em: https://support.microsoft.com/pt-br/
office/salvar-uma-pasta-de-trabalho-em-outro-formato-de-arquivo-
6a16c862-4a36-48f9-a300-c2ca0065286e?ui=pt-br&rs=pt-br&ad=br. 
Acesso em: 11 jan. 2022.
SARDINHA, C. Entenda os formatos dos arquivos de imagem. 
TechTudo, 2012. Disponível em: http://www.techtudo.com.br/artigos/
noticia/2012/07/entenda-os-formatos-dos-arquivos-de-imagem.html. 
Acesso em: 11 jan. 2022.
SILBERSCHATZ, A.; KORTH, H. F.; SUDARSHAN, S. Sistema de 
banco de dados. Rio de Janeiro: Campus, 2006.
Introdução a Banco de Dados“caminhando”. Os SGBDs, ao contrário de outras plataformas, 
como ambientes de desenvolvimento e ferramentas de produtividade 
(Office), não mudam com tanta rapidez. Um exemplo disso é a arquitetura 
de banco de dados distribuído. O conceito existe desde a década de 
Introdução a Banco de Dados 
21
1980, época em que SGBDs, como o DB2 e o Adabas, já ensaiavam esse 
conceito na prática. No entanto, somente nessa década os bancos de 
dados distribuídos foram distribuídos e ganharam as nuvens. 
Figura 11 – MySQL é utilizado por pequenas aplicações e sites na web
Fonte: Freepik.
A maioria dos SGBDs profissionais apresentam soluções, além 
de vasta documentação sobre a utilização na modalidade “clouding”. A 
Oracle, por exemplo, disponibiliza seus próprios servidores para hospedar 
soluções em bancos de dados distribuídos na Nuvem.
Introdução a Banco de Dados 
22
SAIBA MAIS:
Leia mais sobre os conceitos da Oracle para computação 
em Nuvem no artigo a seguir. Para acessar, clique aqui. 
De maneira geral, fica evidente a importância do SGBD, que deve 
ter a capacidade de garantir os requisitos, como integridade dos dados, 
alta disponibilidade e segurança da informação, entre outros, para propor 
maior confiabilidade nos dados armazenados. 
Bancos de Dados não Relacionais
Fazer os dados se relacionarem em um banco de dados, como 
vimos, não é uma tarefa trivial, são necessários inúmeros procedimentos, 
como criar tabelas, especificar as propriedades dos campos, relacioná-
las entre si etc. Mas, depois da revolução causada pelo Google, os dados 
ficaram mais próximos e amigáveis. O Google provou que é possível 
traduzir textos e relacionar palavras, parte delas e até o sentido semântico 
de algo que se escreve pela metade.
Figura 12 – Depois da revolução causada pelo Google, os dados ficaram mais próximos e 
amigáveis
Fonte: Wikimedia Commons.
Introdução a Banco de Dados 
http://www.oracle.com/technetwork/pt/articles/cloudcomp/passo-a-passo-3764666-ptb.html
23
O grande ponto de reflexão é: depois de toda essa revolução, será 
que temos que gastar tanta energia assim para fazer com que os dados 
”conversem” entre si? Será mesmo necessário modelar, remodelar e 
indexar dados e tabelas para fazer os dados se relacionarem mutuamente?
SAIBA MAIS:
Para se aprofundar no tema sobre as características e 
recursos dos SGBDs, é recomendado o acesso à seguinte 
fonte de consulta e conhecimento. Para acessar, clique 
aqui.
É grande o número de bancos de dados que se intitulam NoSQL ou 
não relacional. Esse movimento está bastante enraizado no open source. 
É possível perceber isso até mesmo pelos curiosos nomes dos projetos: 
Voldemort, MongoDB, Tokyo Tyrant e CouchDB.
Apesar da grande quantidade desses bancos serem open 
source, o movimento ganhou muita força com a publicação 
de dois papers sobre implementações proprietárias: 
Google Bigtable (que a Caelum usa atualmente) e Amazon 
Dynamo. Não por acaso, são duas empresas que lidam com 
uma quantidade enorme de informações. Outros grandes 
nomes participam do movimento NoSQL: Yahoo! (Hadoop 
com HBase, Sherpa), Facebook e Digg (Cassandra), 
LinkedIn (Voldemort), Mixi (Facebook do Japão) (Tokyo 
Cabinet) e a Engine Yard (MongoDB) (STEPPAT, 2009).
Atualmente, vários projetos citados foram descontinuados. Por esse 
motivo, é de extrema importância que os profissionais da área estejam 
sempre atualizados em relação às atualizações e modernizações dos 
bancos de dados.
Introdução a Banco de Dados 
http://blog.caelum.com.br/bancos-de-dados-nao-relacionais-e-o-movimento-nosql
24
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que para o entendimento das noções avançadas em 
relação a banco de dados, primeiro, é importante o 
entendimento em relação aos SGBDs, softwares cuja 
finalidade é permitir o gerenciamento de bancos de dados. 
É preciso estar sempre atualizado para conhecer os que 
são mais confiáveis, renomados e populares gerenciadores 
do mercado. Além disso, todo SGBD deve ser capaz de 
garantir integridade dos dados, alta disponibilidade e 
segurança da informação.
Introdução a Banco de Dados 
25
Banco de Dados para Programadores
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender o 
banco de dados para programadores. Isso será fundamental 
para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para 
desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!.
A História da Programação de Banco de 
Dados
Antes da década de 1980, quando não havia banco de dados 
relacional, os programadores eram os “donos” de seus bancos de dados. 
Como não havia nada que garantisse a integridade referencial dos dados, 
cabia aos programadores assegurar essa integridade por meio da lógica 
desenvolvida em seus programas computacionais. Na época, havia uma 
necessidade muito grande de o programador conhecer os meandros dos 
bancos de dados, mas, por outro lado, os SGBDs eram mais simplórios, 
com menos recursos que os atuais.
Com o advento do primeiro banco de dados relacional do mundo, já 
na década de 1980, o programador iniciou uma trajetória de distanciamento 
dos bancos de dados, entre eles surgiram duas figuras: 
1. SGBD.
2. Administrador de dados.
Entendemos por administrador de dados o cargo ou a função 
ocupada por um profissional especializado na implantação e no 
gerenciamento dos bancos de dados. 
Introdução a Banco de Dados 
26
Figura 13 – O administrador de dados é um profissional especializado na implantação e no 
gerenciamento dos bancos de dados
Fonte: Freepik.
No decorrer da história, vários modelos de banco de dados existiram. 
Veja alguns exemplos.
 • Modelo plano: flat file model.
 • Modelo em rede: network model.
 • Modelo hierárquico: hierarchical model.
 • Modelo relacional: relational model.
 • Modelo orientado para objetos: objects oriented model.
Ao longo da história recente, os bancos de dados evoluíram 
bastante, começando pelos bancos de dados de modelo plano, ou seja, 
de matrizes bidimensionais compostas por campos de dados do tipo: 
inteiro, número real etc. O modelo plano evoluiu, poucos anos depois, 
para as planilhas eletrônicas. 
Introdução a Banco de Dados 
27
Figura 14 – Ao longo dos anos, os bancos de dados evoluíram consideravelmente
Fonte: Freepik.
Já o modelo em rede possibilita que várias tabelas sejam utilizadas 
ao mesmo tempo, por meio de apontadores; alguns campos contêm 
apontadores para outras tabelas, em vez de informações propriamente 
ditas. Nesse cenário, as tabelas são associadas por referenciamento, 
assemelhando-se a uma rede. O modelo hierárquico é similar ao modelo 
em rede, limitando-se às relações em formato de árvore.
O modelo de banco de dados relacional é constituído, basicamente, 
por três componentes: 
1. Coleção de tabelas (estruturas de dados tabular). 
2. Relacionamentos (coleção de operadores relacionais). 
3. Coleção de condições restritivas (integridade referencial). 
Resultando, assim, em um conjunto consistente de dados: o modelo 
de banco de dados relacional. 
Introdução a Banco de Dados 
28
Figura 15 – O modelo de banco de dados relacional resulta em um conjunto consistente de 
dados
Fonte: Wikimedia Commons.
Já o considerado “estado da arte” em termos de modelo de banco 
de dados, é o modelo orientado a objetos, que é a junção do modelo 
relacional com o conceito de construtores e classes, herdado da 
programação orientada a objetos.
DEFINIÇÃO:
No modelo de dados orientado a objetos, consultas podem 
ser representadas como classes dentro do modelo de 
dados, envolvendo mais de uma tabela ao mesmo tempo. 
Essas classes podem ser manipuladas livremente como se 
fossem tabelas (STEPPAT, 2009).
Introdução a Banco de Dados 
29
Ao longo da história, existiram alguns SGBDs, que adotaramo 
modelo de organização e processamento de dados, tais como:
 • Cache. 
 • Versant. 
 • DB4-Objects. 
 • O2. 
 • Gemstone. 
 • Jasmine. 
 • Matisse. 
 • Objectivity/DB. 
 • Ozone. 
A linguagem de declaração de consulta e atualização de dados 
desse modelo é a Object Query Language (OQL).
Introdução a Banco de Dados 
30
Relação do Programador com o Banco de 
Dados
À medida em que os modelos de banco de dados foram ficando 
mais sofisticados, os programadores foram se distanciando da posição de 
pertencimento e controle dos dados de uma organização.
Figura 16 – Conforme os modelos de banco de dados foram se sofisticando, os 
programadores se distanciaram dos dados das organizações
Fonte: Freepik.
Atualmente, os programadores têm pouca ou quase nenhuma 
autonomia acerca de alterações de dados. São tantas regras de validação 
e consistência referencial entre tabelas e objetos, que se torna quase 
impossível ao programador cometer deslizes que comprometam a 
integridade das bases de dados com as quais opera.
Introdução a Banco de Dados 
31
SAIBA MAIS:
Para se aprofundar no tema banco de dados para 
programadores, é recomendado o acesso à seguinte fonte 
de consulta e conhecimento. Para acessar, clique aqui.
Isso é um aspecto positivo para a organização, pois representa 
maior segurança da informação armazenada.
Figura 17 – Atualmente, os programadores têm pouca ou quase nenhuma autonomia acerca 
de alterações de dados
Fonte: Freepik.
Para o programador, o distanciamento do controle sobre o banco 
de dados faz com que sejam produzidas verdadeiras caixas-pretas, em 
que esse profissional pouco conhece a respeito das tecnologias inerentes 
a essas bases de dados.
Introdução a Banco de Dados 
http://www.fsma.edu.br/si/edicao3/banco_de_dados_orientado_a_objetos.pdf
32
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que para o entendimento de banco de dados para 
programadores, primeiro, é importante conhecer a história 
dos bancos de dados e como eles sempre se relacionaram 
com os profissionais de desenvolvimento de software, 
além de entender sobre a importância de trabalhar com os 
bancos de dados no contexto da programação e análise de 
sistemas. Anteriormente aos anos da década de 1980, não 
havia banco de dados relacional, ou seja, os programadores 
eram, de certa forma, os “donos” de seus bancos de dados. 
Durante a história considerada recente, os bancos de dados 
evoluíram de maneira rápida e considerável, iniciando pelos 
bancos de dados de modelo plano, ou seja, de matrizes 
bidimensionais compostas por campos de dados do tipo 
inteiro, número real etc. O modelo plano evoluiu para as 
planilhas eletrônicas.
Introdução a Banco de Dados 
33
Mercado de Trabalho para Administração 
de Dados
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de compreender 
as opções de mercado de trabalho para administração 
de dados. Isso será fundamental para o exercício de 
sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta 
competência? Então, vamos lá. Avante!.
Perfil do Profissional de Administração de 
Dados
Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), divulgada 
pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), existe uma família de 
ocupações denominada “Administradores de Tecnologia da Informação”, 
sob o código 2123; e um dos títulos associados a essa família de ocupações 
é “Administrador de Banco de Dados”, sob o código 2123-05. Na maioria 
das empresas, a função de administrador de dados, de bem remunerada, 
é restrita a poucos postos de trabalho, pois a grande maioria das empresas 
mantêm seus bancos de dados centralizados em suas matrizes ou em 
data centers terceirizados. 
Figura 18 – Na maioria das empresas, a função de administrador de dados é restrita a 
poucos postos de trabalho, em comparação às outras áreas de TI
Fonte: Freepik.
Introdução a Banco de Dados 
34
No entanto, isso não retira dessa profissão o seu valor. Os 
administradores de dados são como controladores de voos em aeroportos: 
repousam sobre eles a responsabilidade de manter aquilo que é mais 
precioso em um negócio, as informações. 
Figura 19 – Pode ser feita uma alusão da função de administrador de banco de dados com 
controladores de voos em aeroportos
Fonte: Freepik.
Além de capacidade e competência técnica, são exigidas de um 
administrador de banco de dados as seguintes características:
 • Assertividade.
 • Confiabilidade.
 • Prudência.
 • Visão sistêmica.
Assertividade: os profissionais que lidam com essa área precisam 
usar precisão em suas análises e decisões. Como já dissemos 
Introdução a Banco de Dados 
35
anteriormente, ocupar uma posição na área de administração de dados 
de uma empresa é algo da maior responsabilidade, exigindo boas doses 
de acurácia e detalhismo por parte do profissional.
Figura 20 – Os profissionais de banco de dados precisam usar precisão em suas análises e 
decisões
Fonte: Freepik.
Confiabilidade: além da assertividade, os profissionais que lidam 
diretamente com numerosas bases de dados precisam gozar de total 
confiança por parte da organização, uma vez que eles têm acesso a 
informações estratégicas, que não podem vazar para a concorrência. O 
perfil ético-moral desse técnico é objeto de profunda análise por parte do 
departamento de Recursos Humanos da maioria das empresas de grande 
porte.
Introdução a Banco de Dados 
36
Figura 21 - Os profissionais que lidam diretamente com numerosas bases de dados 
precisam gozar de total confiança
Fonte: Freepik.
Prudência: lidar com o acervo de informações da empresa exige do 
administrador de dados uma forte carga de prudência. Estamos falando 
de uma área que não tem espaço para amadorismo ou atos impulsivos. 
Todas as operações de segurança de dados, como backup, recovery, 
migrações, entre outras, exigem atenção redobrada, pois qualquer deslize 
pode comprometer um dos mais valiosos patrimônios da empresa: o seu 
acervo informacional.
Introdução a Banco de Dados 
37
Visão sistêmica: por lidar com o conjunto dos dados de uma 
empresa, o administrador precisa ter uma visão sistêmica sobre o modelo 
conceitual do negócio da organização. 
Figura 22 – Qualquer alteração nesta ou naquela tabela pode ter repercussões gerais e 
abrangentes em um sistema de banco de dados
Fonte: Freepik.
A sua interação com um time de programação exige esse perfil, 
pois qualquer alteração nesta ou naquela tabela pode ter repercussões 
gerais e abrangentes. Não nos esqueçamos que, em uma base de dados, 
praticamente todas as tabelas estão direta ou indiretamente relacionadas.
Conhecimento Técnico Exigido
O conhecimento de programação é importante para os profissionais 
que trabalham com banco de dados, porém não determinante. 
Um exemplo de linguagem a ser utilizada é o SQL, além, claro, das 
linguagens de definição e manipulação de tabelas e segurança de dados. 
Normalmente, os profissionais de administração de dados emergem das 
áreas de Programação e Desenvolvimento de Sistemas. Atualmente, 
existe formação específica para esses profissionais. 
Introdução a Banco de Dados 
38
Figura 23 – O conhecimento de programação é importante, mas não determinante para os 
profissionais de banco de dados
Fonte: Freepik.
O conhecimento de programação auxilia bastante no entendimento 
das necessidades demandadas pelos programadores, além de facilitar a 
absorção das linguagens script utilizadas nos painéis de gerenciamentos 
dos SGBDs.
IMPORTANTE:
Em relação ao mercado de trabalho, uma empresa, por 
maior que seja, independentemente de sua área de 
atuação, geralmente, necessita de apenas uma equipe de 
administração de dados para toda a organização.
Dada a sua importância e confiabilidade, os profissionais da área 
de Administração de Dados são, normalmente,bem-remunerados. 
Mas, ao mesmo tempo, há poucas vagas disponíveis no mercado 
para esse profissional. Isso se dá porque a relação entre o número de 
administradores de dados e de programadores e outros profissionais de 
desenvolvimento e suporte, é de um para muitos. Em outras palavras, 
Introdução a Banco de Dados 
39
enquanto uma empresa mantém um quadro consideravelmente grande 
de técnicos e analistas de suporte, há um quadro mais reduzido para o 
time de programação e, menor ainda, para o quadro de administradores 
de dados.
Figura 24 – Os profissionais da área de administração de dados, geralmente, são bem-
remunerados
Fonte: Freepik.
Assim como toda e qualquer área de atuação profissional, o 
administrador de dados já passou, está passando e ainda passará por 
inúmeras transformações. A cada nova quebra de paradigma tecnológico, 
novos profissionais vão surgindo, de modo a preencher lacunas ou até 
mesmo substituir antigas funções. Existem outras profissões relacionadas 
na área de Administração de Dados, como gerente de segurança da 
informação ou administrador de segurança da informação. Além de 
sólidos conhecimentos em banco de dados, esse profissional precisa 
conhecer as redes de computadores e os sistemas operacionais.
Introdução a Banco de Dados 
40
Figura 25 – O administrador de segurança da informação é uma das áreas relacionadas aos 
bancos de dados
Fonte: Freepik.
A função de analista de business intelligence, devido ao avanço da 
ciência dos dados, é uma boa área de especialização para quem trabalha 
ou deseja trabalhar com administração de banco de dados. 
Figura 26 – A função de analista de business intelligence é uma das áreas relacionadas aos 
bancos de dados
Introdução a Banco de Dados 
41
Fonte: Freepik.
Os profissionais dessa área trabalham, basicamente, com mineração 
de dados, uma técnica mais popularmente conhecida como “data mining” 
(CARVALHO, 2001). O objetivo do profissional de inteligência de negócio é 
identificar, na base de dados da empresa, formas de extrair informações 
estratégicas para o negócio, utilizando mecanismos de Inteligência 
Artificial e mineração de dados.
Figura 27 – A função de data mining ou mineração de dados é uma das áreas mais 
importantes relacionadas ao administrador de banco de dados
Fonte: Freepik.
O analista de big data, também é derivado do segmento de banco 
de dados. Os profissionais dessa área trabalham buscando otimizar a 
performance dos bancos de dados distribuídos na Nuvem. Nos anos de 
2020 e 2021, devido à pandemia de covid-19, as áreas relacionadas tiveram 
um forte crescimento, visto o aumento de vendas on-line e o número de 
pessoas que passaram a trabalhar em home office. É importante revisar 
que além da formação específica de banco de dados, os profissionais que 
trabalham na área também podem ter formações relacionas à: 
Introdução a Banco de Dados 
42
 • Engenharia da Computação.
 • Ciência da Computação.
 • Tecnologia da Informação.
Além disso, é possível encontrar profissionais nessa área que 
estudaram por conta própria, que não têm uma formação regular, mas 
que, às vezes, encontram dificuldades que um profissional com formação 
não encontraria.
Figura 28 – A expansão do número de pessoas trabalhando e estudando em casa expandiu 
o mercado de trabalho para os profissionais de banco de dados
Fonte: Freepik.
Introdução a Banco de Dados 
43
É uma área importante nas diversas corporações. É sempre 
bom enfatizar que os profissionais da área de banco de dados são os 
responsáveis por manter a segurança dos dados e o seu acompanhamento. 
Assim, o profissional de banco de dados necessita manter-se atualizado 
nas práticas e ficar atento às novidades, pois a cada dia é comum termos 
notícias relacionadas a ciberataques, que abriu outro mercado de trabalho 
para a área de banco de dados, os profissionais de cibersegurança. 
Figura 29 – A área de cibersegurança está relacionada à de banco de dados
Fonte: Freepik.
Os profissionais de cibersegurança, além de conhecimento de 
banco de dados, devem ser polivalentes, sendo responsáveis por:
 • Backup.
 • Manutenção.
Introdução a Banco de Dados 
44
 • Servidores.
 • Sistemas.
 • Atualização.
Assim, é importante ter conhecimento em todos esses setores da 
computação. É importante salientar que as carreiras na área de banco de 
dados estão entre as profissões que se destacam atualmente.
Figura 30 – As carreiras na área de banco de dados estão entre as profissões que mais se 
destacam
Fonte: Freepik.
É importante revisar a área de Big Data, já citada anteriormente, 
pois envolve a segurança e tem grande destaque. Por ajudar nas decisões 
comerciais, de negócios e até de marketing em uma empresa, devem 
ser data driven, ou seja, direcionada pelos dados. Assim, esse profissional 
precisa entender de banco de dados e ser especialista em Big Data, 
sabendo executar a extração de informações dos dados e transformá-las 
em um direcionamento para o negócio. Assim, também surgiu uma nova 
carreira relacionada, o detetive de dados. Esse profissional, na estrutura 
de uma corporação, é o responsável por trabalhar com indivíduos e times 
completos para dar respostas a perguntas e gerar recomendações. Todas 
Introdução a Banco de Dados 
45
as recomendações são baseadas na análise dos dados, por meio da 
investigação dos dados gerados e analisandos, com objetivo de chegar a 
diagnósticos e diretrizes.
Outras profissões de empresas de tecnologias, mas que também 
podem ser adotadas por muitas outras, têm envolvimento direta ou 
indiretamente a conhecimentos relacionados a banco dados, ou seja, são 
profissões em que é necessário formação em:
 • Ciência da Computação.
 • Tecnologia da Informação.
São exemplo, mas que também exigem um conhecimento que o 
profissional da área de banco de dados pode ter. Outras opções carreiras 
são: gestor de desenvolvimento de negócios de inteligência artificial, 
facilitador de TI, mestre de edge computing, analista de cibercidade, 
entre outras.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que o mercado de trabalho para administração de dados 
é bem diversificado. Para isso, é importante saber sobre 
o perfil do administrador de dados, suas competências e 
as perspectivas do mercado de trabalho nessa área, bem 
como o entendimento do relacionamento com o time 
de desenvolvimento, compreendendo as diferenças de 
papeis entre esses profissionais e sua importância para 
uma organização. É importante desenvolver a capacidade 
de prospectar o mercado e as carreiras para profissionais 
especializados em administração de bancos de dados. 
Além de capacidade e competência técnica, são exigidas 
de um administrador de banco de dados as seguintes 
características: assertividade, confiabilidade, prudência 
e visão sistêmica. O conhecimento de programação é 
importante, mas não determinante.
Introdução a Banco de Dados 
46
REFERÊNCIAS
AGHAYEV, K.; PÉREZ, J.; WEBER, F. Oracle cloud: passo a passo 
– criando um banco de dados primário e standby na cloud. Oracle, 
2017. Disponível em: http://www.oracle.com/technetwork/pt/articles/
cloudcomp/passo-a-passo-3764666-ptb.html. Acesso em: 15 jan. 2022.
CARVALHO, L. A. de. Data mining: a mineração de dados no 
marketing, medicina, engenharia e administração. São Paulo: Erica, 2001.
DUARTE, A. L. Introdução a banco de dados. Recife: Uninassau, 
2016.
GALANTE, A. C. ; MOREIRA, E. L. R.; BRANDÃO, F. C. Banco de dados 
orientado a objetos: uma realidade. Revista de Sistemas de Informação 
da FSMA, Rio de Janeiro, v. 3, p. 5, 2009. 
STEPPAT, N. Bancos de dados não relacionais e o movimento 
NoSQL. Caelum, 2009. Disponível em: http://blog.caelum.com.br/
bancos-de-dados-nao-relacionais-e-o-movimento-nosql. Acesso em:14 
jan. 2022.
Introdução a Banco de Dados 
Princípios Fundamentais de Banco de 
Dados
Introdução a 
Banco de Dados 
Diretor Executivo 
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial 
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico 
TIAGO DA ROCHA
Autoria 
LEANDRO C. CARDOSO
AUTORIA
Leandro C. Cardoso 
Olá. Sou formado em Comunicação Social com habilitação em 
Design Digital e mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design 
Digital pela PUC-SP, com uma experiência de 20 anos em direção de 
arte e criação na área. Passei por empresas como a Laureate International 
Universities — FMU | Fiam-Faam, a Universidade Anhembi Morumbi e 
o Centro Paula Souza (Fatec-Etec), como analista de Desenvolvimento 
Pedagógico, coordenador de curso técnico de Comunicação Visual no 
Centro Paula Souza; e revisor técnico e validador para curso EAD para 
clientes Laureate International Universities, DeVry Brasil, Unef, Faesf, 
Faculdade Positivo, Uninter, Platos Soluções Educacionais S.A. (Krotonn 
— Universidade Anhanguera). Além disso, sou autor de mais de 10 livros 
didáticos e um dos organizadores da Maratona de Criação e Design do 
curso de Comunicação Visual da Etec Albert Einstein. Sou apaixonado 
pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que 
estão iniciando em suas profissões. Por isso fui convidado pela Editora 
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito 
feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte 
comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez 
que:
OBJETIVO:
para o início do 
desenvolvimento de 
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar um 
novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram que 
ser priorizadas para 
você;
EXPLICANDO 
MELHOR: 
algo precisa ser 
melhor explicado ou 
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS: 
textos, referências 
bibliográficas e links 
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE: 
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES: 
quando alguma 
atividade de au-
toaprendizagem for 
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
SUMÁRIO
Normalização de Dados ........................................................................... 10
As Formas Normais........................................................................................................................ 10
Modelo Entidade-Relacionamento ..................................................... 18
Conceitos e Definições sobre Modelos Entidade-Relacionamento .......... 18
Modelo Lógico de Dados .........................................................................30
A Importância do Modelo Lógico de Dados .............................................................. 30
Classes e Especializações de Dados ..................................................36
Especializações de Dados ....................................................................................................... 36
7
UNIDADE
03
Introdução a Banco de Dados 
8
INTRODUÇÃO
Você sabia que é importante o conhecimento dos Princípios 
Fundamentais de Banco de Dados, sendo uma das demandas da área 
de Banco de Dados, responsável por viabilizar projetos de banco de 
dados complexos e robustos? Isso mesmo. Para isso, é importante o 
conhecimento de normalização de dados, as formas normais, .......modelo 
entidade-relacionamento, modelo lógico de dados, além de compreender 
a importância do modelo lógico de dados e as classes e especializações 
de dados. Isso tudo aliada à compreensão de uma linguagem de 
programação com estrutura de consulta capaz de orquestrar todas as 
informações. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar 
neste universo!
Introdução a Banco de Dados 
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 3 – Modelando dados. Nosso 
objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências 
profissionais até o término desta etapa de estudos:
1. Normalizar os dados em uma base de informações.
2. Entender os modelos entidade-relacionamento e aplicar as 
técnicas de modelagem conceitual de dados.
3. Transformar um modelo entidade-relacionamento em um modelo 
lógico de dados.
4. Lidar com situações em que seja necessário aplicar técnicas mais 
aprimoradas de modelagem de dados, como especializações e 
classes de dados.
Introdução a Banco de Dados 
10
Normalização de Dados
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
como funcionam os aspectos fundamentais de um banco 
de dados. Isso será fundamental para o exercício de sua 
profissão. As pessoas que tentaram desenvolver banco 
de dados sem a devida instrução tiveram problemas ao 
normalizar dados, entre outras dificuldades. E então? 
Motivado para desenvolver esta competência? Então, 
vamos lá. Avante!.
As Formas Normais
Antes de utilizar a ferramenta propriamente dita, é necessário 
realizar a modelagem dos dados, para que seja definida uma estrutura 
adequada e que o banco de dados seja eficiente (ELMASRI; NAVATHE, 
2005). Dessa forma, o nosso próximo passo é entender como podemos 
realizar a modelagem de dados. Concorda com o que foi dito? 
O que é um modelo de dados? Existem algumas categorias de 
modelos de dados. Veja a seguir.
1. De implementação ou representativo: são caracterizados por 
dispor princípios nos quais podem ser entendidos pelos usuários, 
porém não se distancia da maneira que os dados são armazenados 
e organizados no computador.
2. Físicos ou de baixo nível: permite um olhar com mais detalhes 
sobre a maneira que os dados estão realmente armazenados no 
computador.
3. Conceituais ou de alto nível: São caracterizados como os usuários 
que entendem os dados.
Introdução a Banco de Dados 
11
Podemos entender a normalização de dados como um processo 
a partir do qual algumas regras são aplicadas para reduzir o número de 
falhas em um projeto de banco de dados. Entre essas falhas, é comum 
existir problemas como a redundância de dados em diferentes tabelas, 
assim como dados que não estão diretamente relacionados à sua tabela. 
A técnica de normalização de dados tem origem no levantamento de 
informações do mundo real: esse é o primeiro passo quando se deseja 
informatizar um negócio.
Imagine a seguinte situação: você foi contratado para informatizar 
o setor comercial de uma empresa varejista. O primeiro procedimento 
que deve ser executado é levantar os formulários de preenchimento dos 
processos internos. Normalmente, esses formulários informam a respeito 
do negócio do cliente, pois é base de origem dos dados que serão 
cadastrados no futuro banco de dados. 
Figura 1 -‒ As soluções de banco de dados, como das formas normais, têm aplicações 
práticas, por exemplo, em lojas de varejo
Fonte: Freepik.
Introdução a Banco de Dados 
12
Para solucionar possíveis problemas com o universo de dados dessa 
empresa, pode-se aplicar o que chamamos de “formas normais”. Existem 
três delas, mas algumas literaturas defendem a existência de quatro ou 
cinco formas normais. (KENT, 2011). Podemos afirmar que uma tabela está 
na primeira forma normal quando não existem tabelas aninhadas dentro 
dela. Para descobrir isso, basta se fazer a seguinte pergunta para cada um 
de seus campos:
Este campo depende de qual outro campo? 
Para estar nesta forma normal, todos os campos só podem 
depender da própria tabela.
DEFINIÇÃO:Para entender melhor esta teoria, deve-se imaginar uma 
tabela, resultante de um formulário de lançamento de 
vendas de uma empresa de varejo. A tabela “Vendas” dessa 
empresa poderia ter, por exemplo, a seguinte estrutura de 
campos de dados:
Vendas {Código da Venda, Nome do Cliente, Endereço, 
CEP, Cidade, Estado, Telefone, Descrição do Produto, 
Quantidade, Valor Unitário, Valor Total} (DUARTE, 2016).
Por armazenar as vendas que a empresa realizou, não pode 
haver dependência de um campo com outra tabela. E isso é facilmente 
identificado quando vemos que nessa tabela existem dados como 
“Endereço” do cliente, que não depende da venda realizada, pois duas 
vendas poderão ter sido realizadas para um mesmo cliente, e o endereço 
dele ficaria repetido em várias linhas da tabela, causando uma redundância 
desnecessária de informações. 
Introdução a Banco de Dados 
13
Figura 2 -‒ Vários dados dos clientes são armazenados nos bancos de dados de uma loja de 
varejo
Fonte: Freepik.
O mesmo ocorre com outros dados do cliente, como “CEP”, 
“Telefone”, “Estado” etc. Nesse caso, a técnica de normalização recomenda 
extrair todo e qualquer campo que não dependa da tabela “Vendas” e 
adicioná-los a tabelas específicas. Assim, a normalização dessa tabela 
fará com que uma nova tabela seja criada: a tabela “Clientes”. 
Figura 3 -‒ As informações das vendas precisam fazer parte das informações coletadas nos 
bancos de dados
Fonte: Freepik.
Introdução a Banco de Dados 
14
No lugar de todos esses dados relacionados ao cliente desta venda, 
apenas o código do cliente permanecerá na tabela “Vendas”, que, como 
vimos, será a chave estrangeira da tabela “Clientes” dentro da tabela 
“Vendas”. Veja como ficarão essas tabelas após a aplicação da primeira 
forma normal:
Vendas {Código da Venda, Código do Cliente, Descrição do Produto, 
Quantidade, Cidade, Estado, Valor Unitário, Valor Total}. Clientes {Código 
do Cliente, Nome do Cliente, Endereço, CEP, Telefone}.
A normalização segue adiante, analisando outras dependências, 
não só na tabela “Vendas”, como nas outras tabelas que serão geradas 
a partir de sua normalização. Por exemplo, o que ocorreu com o cliente, 
ocorre também com os produtos, dados como “Descrição do Produto” e 
“Valor Unitário” não dependem da venda, mas sim do produto, o que faz 
surgir uma nova tabela: “Produtos”.
Figura 4 -‒ Os dados dos produtos são de extrema importância e devem ser armazenados 
nos bancos de dados, em uma loja de varejo, por exemplo
Fonte: Freepik.
Veja a seguir uma esquematização de normalização objetivando os 
produtos:
Vendas {Código da Venda, Código do Cliente, Código do Produto, 
Quantidade, Cidade, Estado, Valor Total}. Produtos {Código do Produto, 
Descrição do Produto, Valor Unitário}. Clientes {Código do Cliente, Nome 
do Cliente, Endereço, CEP, Telefone}.
Introdução a Banco de Dados 
15
Prosseguindo, vemos que, na tabela “Vendas”, a cidade depende 
do estado, pois uma cidade só pode pertencer a um estado. Por sua vez, 
o estado também depende da cidade, pois há cidades que não poderiam 
estar associadas a ele. No entanto, mais de uma cidade pode pertencer a 
um mesmo estado. Observamos, portanto, uma dependência entre dois 
campos não chaves de uma tabela, o que caracteriza uma dependência 
funcional. Nessa situação, são removidos os dois campos da tabela 
“Vendas”, deixando apenas uma chave estrangeira denominada “Código 
da Cidade”, que faz surgir uma nova tabela denominada “Cidades”.
Vendas {Código da Venda, Código do Cliente, Código do Produto, 
Código da Cidade, Quantidade, Valor Total}. Cidades {Código da Cidade, 
Cidade, Estado}. Produtos {Código do Produto, Descrição do Produto, 
Valor Unitário}. Clientes {Código do Cliente, Nome do Cliente, Endereço, 
CEP, Telefone}.
Em relação a uma tabela que está na segunda forma normal, é 
quando não existem dependências parciais entre os campos, isto é, 
quando, em uma tabela que contém uma chave composta, ou seja, uma 
sequência de campos-chaves, cada dado depende, simultaneamente, 
de todas essas chaves. No caso da tabela “Vendas”, veremos que, depois 
de todas as normalizações, ou seja, quando ela estiver inteiramente 
dentro da primeira forma normal, restarão várias chaves estrangeiras que 
comporão a sua própria chave primária. Nesse caso, os campos que não 
forem chave dessa tabela terão que depende, exclusivamente, de todo o 
conjunto de chaves.
• Vendas {Código da Venda, Código do Cliente, Código do 
Produto, Quantidade, Valor Total}.
• Cidades (Código da Cidade, Cidade, Estado).
• Produtos {Código do Produto, Descrição do Produto, Valor 
Unitário}.
• Clientes {Código do Cliente, Nome do Cliente, Endereço, CEP, 
Código da Cidade, Telefone}.
Introdução a Banco de Dados 
16
Caso o campo “Quantidade” da tabela “Vendas” seja analisado, 
veremos que ele depende de parte das chaves dessa tabela, como 
“Código da Venda”, “Código do Cliente” e “Código do Produto”. Mas o 
campo “Quantidade” não depende do “Código da Cidade”, quem depende 
deste é o cliente.
Figura 5 -‒ O campo “Quantidade” da tabela só pode estar relacionado a campos específicos, 
que estão relacionados a quantias ou valores
Fonte: Freepik.
Temos aqui uma dependência parcial, ou seja, o campo “Quantidade” 
depende de três das quatro chaves que definem a tabela “Vendas”. 
Nesse caso, elimina-se o campo “Código da Cidade” da tabela “Vendas”, 
transferindo-o para a tabela “Clientes”.
Por fim, temos a terceira forma normal, que pretende eliminar 
qualquer possibilidade de dependência transitiva. A pergunta crucial que 
se deve fazer à tabela para testar se ela já se encontra na terceira forma 
normal é a seguinte: 
Todos os campos da tabela dependem única e exclusivamente da 
chave da própria tabela? 
Caso não, temos dependências transitivas nessa tabela: esse é 
o caso do campo “Valor Total”. Este não depende da chave da tabela 
“Vendas”, mas de uma multiplicação entre dois outros campos: o “Valor 
Unitário” e a “Quantidade”. Logo, podemos eliminar esse campo de nossa 
tabela, pois a qualquer momento poderemos montar uma consulta, como 
Introdução a Banco de Dados 
17
vimos anteriormente, calculando o resultado deste valor total. Concluindo 
as três formas normais, ficaremos com a seguinte configuração das 
tabelas:
Vendas {Código da Venda, Código do Cliente, Código do Produto, 
Quantidade}. Cidades (Código da Cidade, Cidade, Estado). Produtos 
{Código do Produto, Descrição do Produto, Valor Unitário}. Clientes {Código 
do Cliente, Nome do Cliente, Endereço, CEP, Código da Cidade, Telefone}.
O resultado da normalização é fazer com que uma única tabela, que 
pode ser o retrato de um formulário identificado na fase de levantamento 
de informações sobre o mundo real do cliente, seja derivada de uma ou 
mais tabelas, todas elas livres de redundâncias e inconsistências.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que antes de se aprofundar na normalização de dados 
é importante compreender como os bancos de dados 
funcionam, seus conceitos fundamentais e as técnicas mais 
rudimentares de criarmos tabelas, formulários e consultas. 
Assim, temos uma visão muito acurada sobre o que é 
essa tecnologia, suas ferramentas e o modo como esses 
grupamentos de dados são atualizados e consultados, 
além do conhecimento de uma linguagem estruturada de 
consulta capaz de orquestrar tudo isso, ou seja, a Structured 
Query Language, ou Linguagem de Consulta Estruturada 
(SQL). Com esse conhecimento, podemos avançar, saindo, 
momentaneamente, do mundo dos bits e bytes, e abstrair 
um pouco os conceitos de banco de dados. Para tanto, é 
importante o entendimento de como os dados do mundo 
real vão parar nas tabelas e consultas do mundo digital, 
além de como podem ser modeladosos dados desse 
mundo real, de forma que eles caibam, na medida exata, 
dentro de um banco de dados. 
Introdução a Banco de Dados 
18
Modelo Entidade-Relacionamento
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender o 
modelo entidade-relacionamento. Isso será fundamental 
para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para 
desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!
Conceitos e Definições sobre Modelos 
Entidade-Relacionamento
O modelo que iremos estudar é o modelo conceitual, chamado 
modelo entidade relacionamento (MER), pelo fato de ser um modelo de 
dados conceitual de alto nível, também muito popular. 
Antes de iniciar, vamos contextualizar o que significa o MER. Em 
1976, Peter Chen, publicou um trabalho intitulado The Entity-Relationship 
Model: Toward the unified view of data, no qual definia o processo de 
modelagem de dados. Esse trabalho foi publicado e amplamente aceito. 
Após a divulgação, passou a ser considerado o referencial definitivo para 
o processo de modelagem de dados (COUGO, 1997). O MER é composto 
por uma técnica de diagramação e um conjunto de conceitos simples, 
servindo como meio de representação dos próprios conceitos por ela 
manipulados (RAMAKRISHNAN; GEHRKE, 2002)
O MER é, na realidade, um modelo conceitual de dados, cujo 
objetivo é descrever as entidades (ou objetos) envolvidos em um negócio 
ou sistema. Cada uma dessas entidades tem atributos e relacionamentos 
estabelecidos com outras entidades.
Quando pensamos em um MER, pensamos nos dados que possam 
ser consideradas fontes de informações para o negócio do nosso cliente. 
Esses dados são as entidades, como “Funcionários”, “Produtos”, “Clientes” 
etc. Você deve estar se perguntando: mas esses dados não são tabelas? 
A resposta é: não necessariamente. 
Introdução a Banco de Dados 
19
Figura 6 -‒ Os dados dos funcionários de uma empresa podem ser considerados como uma 
entidade, sendo uma fonte de informações para o MER 
Fonte: Freepik
As entidades poderão se transformar em uma ou mais tabelas 
relacionadas entre si. Mas, e os atributos? Não são os campos de dados? 
Da mesma forma, a resposta é: não necessariamente. Digamos que, ao 
passar por um processo de transformação de modelo de dados para 
banco de dados, outros campos que não aparecem como atributos do 
modelo poderão ser criados.
Ao construir um modelo conceitual de dados, temos que focar 
no desenho das principais fontes de informações. Para exemplificar, 
vamos imaginar que estamos modelando dados para um representante 
comercial que precisa informatizar a sua cadeia de vendas. A primeira 
pergunta a fazer para esse cliente é: 
Quais são as suas principais fontes de informação? 
Ele, provavelmente, irá responder que são seus clientes, 
vendedores, produtos e fornecedores. Desenhando essas entidades em 
forma de “caixinhas”, vamos espalhá-las tanto quanto possível no papel, 
conforme exemplificado na Figura 7.
Introdução a Banco de Dados 
20
Figura 7 -‒ Principais entidades do exemplo
Clientes Produtos
Vendedores Fornecedores
Fonte: Duarte (2016).
Analisando o que foi apresentado até o momento, podemos 
questionar, por exemplo: qual é a relação entre clientes e produtos? Para 
responder a essa pergunta, vamos dividi-la em partes. Primeiramente, 
um cliente pode pedir um ou mais produtos? Se sim, a relação de um 
para o outro será de um cliente para “N” produtos. Depois, invertemos a 
pergunta: um produto pode ser pedido por um ou mais clientes? Claro que 
a resposta é sim. Nesse caso, a relação de produto para cliente também é 
de um para “N”. Ou seja, a relação entre produtos e clientes se transformou 
em um relacionamento de “N” para “N”, de muitos para muitos.
Como podemos ver no diagrama a seguir, o relacionamento entre 
“Clientes” e “Produtos” é, justamente, a relação de consumo, logo, pela 
técnica de modelagem conceitual de dados, deve-se diagramar as duas 
entidades e seu relacionamento. Veja a Figura 8
Figura 8 ‒- O relacionamento entre clientes e produtos é a relação de compra ou consumo
Clientes ProdutosPEDE
N N
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados 
21
É importante, também, outros conhecimentos, por exemplo, de 
acordo com a técnica de modelagem conceitual de dados, toda vez que 
existir uma relação de “N” para “N”, uma nova entidade será interposta 
no meio dessa relação. A essa entidade damos o nome de “entidade de 
ligação”.
DEFINIÇÃO:
Entende-se por entidade de ligação o resultado do 
relacionamento de muitos para muitos (ou “N” para “N”) 
entre duas outras entidades (DUARTE, 2016)..
No caso específico da relação clientes-produtos, essa entidade de 
ligação, certamente, será o pedido de cada cliente. Logo, em vez de duas 
entidades relacionadas, teremos três. 
Figura 9 -‒ Nos bancos de dados é coletado o relacionamento entre clientes e produtos
Fonte: Freepik,
De um lado, “Clientes”, em uma relação de um para “N” com a 
entidade de ligação “Pedidos”; do outro, teremos “Produtos”, em uma 
Introdução a Banco de Dados 
22
ligação também de um para “N” com “Pedidos”. O diagrama ilustrado na 
Figura 10 representa bem essa situação.
Figura 10 ‒- O relacionamento entre clientes e produtos é a relação que resulta nos pedidos
Clientes Produtos
N1
Fonte: Duarte (2016).
É importante que os profissionais de banco de dados conheçam 
os atributos das entidades que, sendo neste nível de abstração, como 
já apresentado anteriormente, os dados que compõem as entidades 
recebem o nome de “atributo”. Veja a seguir:
 • Chaves primárias.
 • Chaves secundárias.
 • Chaves alternativas ou candidatas. 
 • Chaves estrangeiras.
A chave primária de uma entidade é o atributo, ou o conjunto 
deles, que identifica uma única informação, sem repetição, fazendo uma 
analogia com uma tabela. Um conjunto de colunas que identificam uma 
única linha, sem repetição. As chaves primárias podem ser as seguintes:
 • Simples: quando representadas por um único atributo.
 • Compostas: quando reúnem um conjunto de atributos. Nesse 
caso, a concatenação entre esses atributos é o que define uma 
única informação da entidade, sem repetição.
No exemplo do diagrama ilustrado anteriormente, percebemos 
que, para identificar um pedido de um cliente, precisamos do código 
deste e do produto. Dizemos, então, que a chave primária da entidade 
“Pedidos” é composta por, entre outros atributos, “Código do Cliente” e 
“Código do Produto”.
Introdução a Banco de Dados 
23
Figura 11 ‒- O pedido de um cliente são informações importantes que devem constar nos 
bancos de dados
Fonte: Freepik.
Entende-se por chave secundária de uma entidade, aquele atributo 
que, mesmo não identificando uma única informação dentro da entidade, 
pode ser utilizado para indexá-la de acordo com alguma necessidade 
de ordenamento, classificação ou agrupamento. No caso da entidade 
“Vendas”, vista no diagrama MER apresentado anteriormente, poderíamos 
ter um atributo intitulado “Categoria”, que tipificaria a venda entre vários 
níveis de importância para a empresa. Embora esse atributo não identifique 
uma única informação na entidade, ele pode ser encarado como uma 
chave secundária para várias buscas, classificações e ordenamentos, que 
podem ser realizados sobre essa entidade.
Já a chave alternativa (ou candidata) de uma entidade é o atributo, 
ou o conjunto deles, que também identifica uma única informação, 
sem repetição, mesmo sem ser a chave primária da entidade. Um bom 
exemplo disso é se tivéssemos um atributo chamado “CNPJ” dentro da 
entidade “Clientes”. Dois clientes jamais poderão ter um mesmo CNPJ, 
não é verdade? Nesse caso, o campo “CNPJ” seria um candidato à chave 
primária da entidade “Clientes”, logo, esse atributo é denominado “chave 
alternativa” ou “chave candidata” dessa entidade.
A chave estrangeira é um atributo que, embora não seja chave 
em uma entidade, é em outra, representando um elo de ligação entreelas. No caso da entidade de ligação “Vendas”, as chaves primárias de 
Introdução a Banco de Dados 
24
“Clientes” e “Produtos” deverão compor a sua estrutura de atributos. 
Assim, dentro da entidade “Vendas”, essas chaves serão consideradas 
estrangeiras. Podemos entender a chave estrangeira como sendo um 
atributo obrigatório em todo e qualquer relacionamento de 1:N. Nesse tipo 
de relacionamento, a chave primária da entidade “1” estará na entidade “N” 
como uma chave estrangeira.
Figura 12 -‒ Entidades com seus respectivos atributos, nos quais os atributos-chaves estão 
em maiúsculo e negrito
Clientes Produtos
N1
Pedidos
1N
CODPROD
• Descrição
• Preço
• Peso
• Volume
• Qtd-Estoque
•...
• CODPED
• CODCLI
• CODPROD
• Data-Pedido
• Qtd-Pedida
• ...
• CODCLI
• Nome
• Endereço
• CEP
• Cidade
• Estado
• ...
Fonte: Duarte (2016).
Considerando o último diagrama MER, vamos fazer algumas 
análises? Por exemplo: perceba que “Clientes.CODCLI” e “Produtos.
CODPROD” são as chaves primárias das entidades “Clientes” e “Produtos”, 
respectivamente. Por isso, vamos tratá-las com essa nomenclatura, ou 
seja, o nome da tabela seguida de um ponto “.”, e o nome do campo logo 
em seguida. Perceba que esses mesmos atributos aparecem na entidade 
de ligação “Pedidos”. Nessa entidade, nós os trataremos como “Pedidos.
CODCLI” e “Pedidos.CODPROD”.
As múltiplas ligações também são importantes de serem analisadas, 
veja este questionamento: uma entidade de ligação pode ligar apenas 
duas entidades? A resposta é não. Ela pode ligar três entidades que, 
nesse caso, estaríamos falando de uma tríplice ligação, ou mais de três.
Introdução a Banco de Dados 
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REFLITA:
Se a entidade “Pedidos” representa uma entidade de 
ligação entre “Clientes” e “Produtos”, por que a chave 
primária adotada não foi uma chave composta de “Pedidos.
CODCLI” e “Pedidos.CODPROD”? A resposta é simples. 
Considerando que um cliente pode efetuar o pedido de 
um mesmo produto diversas vezes, esses dois atributos 
concatenados não conseguiriam identificar uma única 
informação na entidade, concorda? Desse modo, existiam 
duas maneiras de solucionar esse problema. Uma delas foi 
adotada no diagrama ilustrado anteriormente, ou seja, foi 
criada uma nova chave primária intitulada “CODPED”. Essa 
chave nunca poderá ser repetida. No entanto, poderíamos 
ter adotado uma chave primária composta para essa 
entidade. Para que não houvesse redundância, ou seja, 
para que ela pudesse recuperar uma única informação de 
“Pedidos”, teríamos que ter os seguintes atributos formando 
essa chave: “CODCLI”, “CODPROD” e “Data-Pedido”. Mas, e 
se um mesmo cliente pedisse um mesmo produto mais 
de uma vez em um mesmo dia? Nesse contexto, ainda 
estaríamos experimentando um problema de redundância. 
E como resolver isso? Ou adotamos uma chave primária 
simples e independente, como foi o caso de “CODPED”, 
ou teríamos que adicionar um atributo “Hora-Pedido” na 
entidade “Pedidos”. Inclusive, mesmo assim, teríamos que 
adicionar um atributo de hora completa, com minutos e 
segundos, pois em uma mesma hora o cliente poderia 
emitir dois pedidos.
Nada como um exemplo para entender melhor, então vamos 
retomar nosso estudo de caso anterior, tentando entender como as outras 
duas entidades se relacionam com clientes e pedidos. Vamos começar 
pelos vendedores e como eles se relacionam com os produtos vendidos 
pela empresa. Faremos duas perguntas ao nosso modelo:
1. Um vendedor vende um ou mais produtos? .............( ) Um ( ) Mais
2. Um produto é vendido por um ou mais vendedores? ( ) Um ( ) 
Mais
Introdução a Banco de Dados 
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Claro que a resposta a essas duas perguntas é só uma: “mais”, um 
vendedor pode vender “N” produtos, e um mesmo produto pode ser 
vendido por “N” vendedores.
Figura 13 ‒- As relações de compra e venda entre o vendedor e cliente também são 
consideradas no banco de dados
Fonte: Freepik.
Veja como está ficando o MER: 
Figura 14 ‒- Relacionamento entre vendedores e produtos
Clientes Produtos
Vendedores Fornecedores
PEDE
N N
VENDE
N
N
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados 
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É importante analisar que a venda é decorrente de um pedido, 
então, o relacionamento entre “Vendedores” e “Produtos” não faz sentido 
sem indicarmos para quais clientes eles estão vendendo os produtos 
pedidos. 
SAIBA MAIS:
Para se aprofundar no tema sobre MER, recomendamos o 
acesso da seguinte fonte de consulta e conhecimento. Para 
acessar, clique aqui.
Logo, uma venda está associada a um produto, pedido por um 
cliente. Implementando esse conceito no MER, resultará no exemplo a 
seguir.
Figura 15 ‒- Entidade de tríplice ligação
Clientes Produtos
Vendedores Fornecedores
PEDE
N N
VENDE
N
N
Fonte: Duarte (2016).
Entendemos uma tríplice ligação como o relacionamento entre 
três entidades. Esse é o caso que acabamos de analisar. Da relação entre 
“Clientes”, “Produtos” e “Vendedores” teremos o surgimento de uma nova 
entidade de ligação, ou melhor, de tríplice ligação: “Vendas”. 
Introdução a Banco de Dados 
http://revistas.faa.edu.br/index.php/SaberDigital/article/view/1029
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Figura 16 -‒ MER com uma entidade de tríplice ligação
Clientes Produtos
N1
Pedidos
1N
CODPROD
• Descrição
• Preço
• Peso
• Volume
• Qtd-Estoque
•...
• CODPED
• CODCLI
• CODPROD
• Data-Pedido
• Qtd-Pedida
• ...
• CODCLI
• Nome
• Endereço
• CEP
• Cidade
• Estado
• ...
Vendas
Vendedores
N
N
N
• CODVENDA
• CODCLI
• CODPROD
• CODVEND
• Data-Venda
• Qtd-Vendida
• Val-Desconto
• Num-Nota-Fiscal
• ...
• CODVEND
• Nome
• Endereço
• CEP
• Cidade
• Estado
• Perc-Comissão
• ...
Fonte: Duarte (2016).
O diagrama anterior ilustra como ficaria o MER com uma entidade de 
tríplice ligação, unindo as entidades “Produtos”, “Clientes” e “Vendedores”.
EXPLICANDO MELHOR:
Pesquise sobre programas para a construção de diagramas 
entidade-relacionamento.
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RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você 
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo, 
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido 
que a modelagem conceitual de dados é uma alternativa 
de se chegar a um projeto de banco de dados diferente 
da normalização. Enquanto na normalização partimos dos 
dados reais do negócio, na modelagem conceitual o foco é 
o entendimento do negócio como um todo. Para entender 
bem este método, é importante usar o poder de abstração 
e, principalmente, conhecer o negócio do cliente. O MER é, 
na realidade, um modelo conceitual de dados, cujo objetivo 
é descrever as entidades (ou objetos) envolvidos em um 
negócio ou sistema. Entende-se por entidade de ligação 
o resultado do relacionamento de muitos para muitos (ou 
“N” para “N”) entre duas outras entidades. Uma entidade de 
ligação pode ligar três entidades. Nesse caso, estaríamos 
falando de uma tríplice ligação, ou mais de três.
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Modelo Lógico de Dados
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender 
o modelo lógico de dados. Isso será fundamental para 
o exercício de sua profissão. E então? Motivado para 
desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!.
A Importância do Modelo Lógico de Dados
Modelagem de dados é um processo que começa no nível 
abstrativo e criativo, quando do desenho dos primeiros MERs, e termina 
no dicionário de dados, que determina como cada campo de cada tabela 
irá ser definido. Podemos dizer que tudo inicia no mundo do usuário e 
termina no mundo dos bits e bytes. É na transição entre o mundo real 
e o digital que começam os problemas. Estes podem ser divididos em 
dois grupos: incompatibilidade entre o desenho do MER e os recursos 
do sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD); dificuldade de 
performance relacionada ao desempenho dos servidores que hospedam 
o banco de dados.
Alguns SGBDs, como Oracle, PostgreSQL e SQL Server conseguem 
processar

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