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Noções Práticas de Banco de Dados
Introdução a
Banco de Dados
Diretor Executivo
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico
TIAGO DA ROCHA
Autoria
LEANDRO C. CARDOSO
AUTORIA
Leandro C. Cardoso
Olá. Sou formado em Comunicação Social com habilitação em
Design Digital e mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design
Digital pela PUC-SP, com uma experiência de 20 anos em direção de
arte e criação na área. Passei por empresas como a Laureate International
Universities — FMU | Fiam-Faam, a Universidade Anhembi Morumbi e
o Centro Paula Souza (Fatec-Etec), como analista de Desenvolvimento
Pedagógico, coordenador de curso técnico de Comunicação Visual no
Centro Paula Souza; e revisor técnico e validador para curso EAD para
clientes Laureate International Universities, DeVry Brasil, Unef, Faesf,
Faculdade Positivo, Uninter, Platos Soluções Educacionais S.A. (Krotonn
— Universidade Anhanguera). Além disso, sou autor de mais de 10 livros
didáticos e um dos organizadores da Maratona de Criação e Design do
curso de Comunicação Visual da Etec Albert Einstein. Sou apaixonado
pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que
estão iniciando em suas profissões. Por isso fui convidado pela Editora
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito
feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte
comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez
que:
OBJETIVO:
para o início do
desenvolvimento de
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade
de se apresentar um
novo conceito;
NOTA:
quando forem
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações
escritas tiveram que
ser priorizadas para
você;
EXPLICANDO
MELHOR:
algo precisa ser
melhor explicado ou
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e
indagações lúdicas
sobre o tema em
estudo, se forem
necessárias;
SAIBA MAIS:
textos, referências
bibliográficas e links
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a
atenção sobre algo
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE:
se for preciso aces-
sar um ou mais sites
para fazer download,
assistir vídeos, ler
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso
se fazer um resumo
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES:
quando alguma
atividade de au-
toaprendizagem for
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma
competência for
concluído e questões
forem explicadas;
SUMÁRIO
Modelos e Arquiteturas de Bancos de Dados ................................ 10
Esquema de um Banco de Dados ...................................................................................... 10
Arquiteturas de Banco de Dados ........................................................................................ 14
Características e Recursos do Sgbd ................................................... 17
Funcionalidades do SGBD ........................................................................................................ 17
Bancos de Dados não Relacionais .....................................................................................22
Banco de Dados para Programadores ............................................... 25
A História da Programação de Banco de Dados ......................................................25
Relação do Programador com o Banco de Dados ................................................ 30
Mercado de Trabalho para Administração de Dados ................... 33
Perfil do Profissional de Administração de Dados...................................................33
Conhecimento Técnico Exigido ............................................................................................37
7
UNIDADE
04
Introdução a Banco de Dados
8
INTRODUÇÃO
Você sabia que as áreas relacionadas a Banco de Dados são uma das
demandas que mais se destacam no mercado de trabalho atualmente?
Isso mesmo. Devido ao grande número de vendas on-line e de pessoas
trabalhando em home office, as profissões relacionadas ocupam lugares
de destaque. Para isso, os profissionais precisam estar atentos à escolha
do sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD). Os profissionais
devem ter o maior cuidado para não estruturar um banco de dados
erradamente, pois é como se fosse cometer um erro grave na planta
baixa de um prédio de dez andares. Por exemplo, se descobrirmos que
o banheiro social era para ser do outro lado do apartamento-tipo depois
de construído, será tarde demais para reverter! Assim, o investimento em
um SGBD que atenda às necessidades da empresa é algo que deve ser
muito bem calculado. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva, você vai
mergulhar neste universo!
Introdução a Banco de Dados
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 4 – SGBD e os DBA. Nosso
objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências
profissionais até o término desta etapa de estudos:
1. Entender os modelos e arquiteturas de bancos de dados.
2. Identificar as diferenças e características dos principais SGBDs
disponíveis no mercado mundial.
3. Compreender o papel e a importância do banco de dados na
atividade de programação.
4. Prospectar o mercado e as carreiras para profissionais
especializados em administração de bancos de dados.
Introdução a Banco de Dados
10
Modelos e Arquiteturas de Bancos de
Dados
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender
como funcionam os fundamentos avançados dos bancos
de dados. Isso será fundamental para o exercício de sua
profissão. As pessoas que tentaram administrar banco
de dados sem a devida instrução tiveram problemas ao
consultar, manipular e administrar as informações. E então?
Motivado para desenvolver esta competência? Então,
vamos lá. Avante!.
Esquema de um Banco de Dados
Antes de entrarmos nessas arquiteturas, precisamos compreender
alguns conceitos fundamentais, como esquemas, instâncias,
independência de dados e linguagens para manipulação de dados, a DDL.
Entendemos por esquema de um banco de dados, o conjunto
de documentação que consegue detalhá-lo para os técnicos em
desenvolvimento e administração de dados. Essa documentação é
composta, basicamente, do modelo físico de dados, que é o refinamento
final do modelo lógico, e o dicionário de dados.
Introdução a Banco de Dados
11
Figura 1 – Esquema de um banco de dados são documentos que detalham as informações
principais para os técnicos de administração de dados
Fonte: Freepik.
A diferença entre o modelo físico e o modelo lógico de um banco
de dados está no detalhamento com que ele consegue descrever os
atributos e relacionamentos entre as entidades, que, nesse contexto, já
passa a ser chamada formalmente de ”tabelas”.
IMPORTANTE:
Assim como o modelo lógico, o modelo físico de dados é
visual e representado por diagramas.
É importante, também, a compreensão sobre o dicionário de dados,
que é um detalhamento analítico de todas as tabelas e seus respectivos
atributos, nesse cenário, já tratados como “campos de dados” ou “colunas”.
Introdução a Banco de Dados
12
Figura 2 – O dicionário de dados é um detalhamento analítico de todas as tabelas e seus
respectivos atributos
Fonte: Freepik.
O dicionário de dados deve conter todo o descritivo do campo,
como:
• Tipo.
• Formato.
• Máscara.
• Regras de validação.
Outro conceito importante para entendermos os modelos e as
arquiteturas de banco de dados, é o de instâncias. Apesar de estarem
situadas em outro espaço físico, o sistema de gerenciamento de banco de
dados (SGBD) atualiza a base original de dados toda vez que alterações
são realizadas nessas instâncias, assegurando a integridade dos dados
armazenados no banco original. Alguns fabricantes de SGBDs chamambem as chaves compostas, ou seja, um grupo de campos
considerados chaves primárias de uma tabela. Já o Access, entre outros
gerenciadores, não consegue extrair muito desse tipo de arranjo. Para
essas ferramentas, independentemente de haver grupos de chaves
estrangeiras em uma tabela de ligação, em vez de defini-los como chaves
primárias, é melhor criar chaves simples do tipo autoincremento.
IMPORTANTE:
As chaves de autoincremento são capazes de somar “um”
ao seu próprio valor automaticamente quando uma nova
linha é adicionada à tabela. O Access trabalha bem com
esse conceito de chave primária.
Introdução a Banco de Dados
31
Embora a redundância de dados seja considerada não indicada
ao considerarmos os preceitos das formas normais, ela é tolerada em
alguns casos. Por exemplo, o uso de um campo calculado em uma tabela
Access, embora seja considerado uma dependência transitiva, pode ser
aceito em um modelo lógico por questões de otimização de performance.
Em alguns casos, em vez de um cálculo ser processado toda vez que for
gerada uma consulta em um banco de dados com bilhões de registros,
talvez seja melhor manter uma redundância controlada em uma tabela
em prol da velocidade de processamento.
É importante desenhar um modelo lógico de dados que não se
distancia muito do modelo conceitual. A diferença se dá no detalhamento
de certos aspectos, como a presença de todos os atributos de cada
tabela, o detalhamento dos campos chaves e não chaves e a ausência
completa dos relacionamentos conceituais. Ou seja, aqueles losangos
que indicavam a ação associativa de uma tabela para a outra, como
“Clientes” ‒ “Compram” ‒ “Produtos”.
O modelo lógico de dados pode ser melhor compreendido com
um exemplo. Se abrirmos um banco de dados Access e clicarmos na
ferramenta “Relações”, que pode ser encontrada no grupo “Ferramentas
de Banco de Dados” da barra de ferramentas, veremos um bom exemplo
do que estamos falando.
Figura 17 ‒- Exemplificação de relações no Access
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados
32
Perceba nessa figura os atributos das entidades, que agora passam
a se chamar: “os campos (ou colunas) das tabelas”; aparecem dentro dos
blocos representativos de cada tabela. Os campos-chaves aparecem
com um ícone em formato de “chave” em sua lateral esquerda; os
relacionamentos, que sempre são de 1:N, recebem outra nomenclatura,
ou seja, de 1 para infinito. Existem algumas ferramentas no mercado de
softwares (CASE) que servem para auxiliar o projetista a desenhar o seu
modelo de dados e, a partir dele, detalhar, miniespecificar e criar bancos
de dados. O princípio de funcionamento de uma ferramenta CASE se
assemelha bastante com o que o Access faz, com as seguintes diferenças,
conforme apontado no Quadro 1.
Quadro 1 ‒ Modelo lógico de um banco de dados Access
SGBD Ferramenta CASE
Parte da definição das tabelas. Parte do desenho do MER.
Chega até a criação e o
gerenciamento do banco de
dados.
Chega apenas até a
miniespecificação do banco de
dados.
Só geram bancos de dados
para a sua própria estrutura e
linguagem.
Gera bancos de dados em qualquer
formato e para qualquer SGBD.
Fonte: Duarte (2016).
O termo CASE significa “Computer-Aided Software Engineering”,
que pode ser traduzido como “engenharia de software auxiliada por
computador”. Existem três classes de ferramentas CASE disponíveis no
mercado:
1. Lower CASE: servem para gerar a codificação para aplicações
front-end, minimizando o trabalho de programação por parte do
desenvolvedor de sistemas.
2. Upper CASE: auxiliam o projetista de software (ou analista de
sistemas) na concepção e modelagem do sistema como um
todo, oferecendo recursos de diagramação de modelos de dados
e processos, chegando até a miniespecificação desses dados e
processos.
Introdução a Banco de Dados
33
3. Integrated CASE: são ferramentas que desempenham todo o
trabalho de desenvolvimento, programação e implantação de
sistemas, ou seja, é a união do Lower com o Upper CASE.
Ferramentas CASE são softwares que auxiliam profissionais
de Tecnologia da Informação (TI) que trabalham com projetos de
desenvolvimento de sistemas de informações, gerando documentação
e, em alguns casos, códigos-fontes em vária linguagens de programação.
SAIBA MAIS:
Para se aprofundar no tema modelo lógico de dados é
recomendo o acesso à seguinte fontes de consulta e
conhecimento. Para acessar, clique aqui.
O próximo passo depois de desenhar um modelo lógico de dados
é construir o seu dicionário de dados. No caso específico da modelagem
de dados, esse dicionário contém todas as informações acerca dos dados
que compõem cada tabela do modelo.
Figura 18 ‒- Exemplificação de CASE
Fonte: Wikimedia Commons.
No caso específico do Access, esse dicionário de dados pode ser
extraído do próprio modelo lógico, bastando clicar em cima do bloco
Introdução a Banco de Dados
https://goo.gl/5Nirzn
34
representativo da tabela com o botão direito do mouse e escolher a
opção “Design da Tabela”.
Figura 19 ‒- Exemplificação de atributos e propriedade do campo
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados
35
O Access é um SGBD não muito robusto, por isto não há uma
funcionalidade para imprimir ou gerar um dicionário de dados. Mas outros
SGBDs e, principalmente as ferramentas CASE, conseguem gerar uma
vasta documentação, incluindo o dicionário de dados de um projeto de
banco de dados.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido
que a diferença entre modelo conceitual e modelo lógico de
dados está na aderência do modelo à tecnologia que será
aplicada quanto ao projeto de banco de dados. Em outras
palavras, enquanto no modelo conceitual a preocupação
é tão somente com o negócio do cliente e o seu mundo
real, a preocupação do modelo lógico é a adequação
desse mundo real às limitações e características do SGBD
que será utilizado mais adiante. A modelagem de dados é
uma etapa que inicia no nível abstrativo e criativo, quando
do desenho dos primeiros MERs, e termina no dicionário
de dados, que determina como cada campo de cada
tabela irá ser definido. Embora a redundância de dados
seja considerada uma heresia pelos preceitos das formas
normais, ela é tolerada em alguns casos.
Introdução a Banco de Dados
36
Classes e Especializações de Dados
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de compreender
sobre classes e especializações de dados. Isso será
fundamental para o exercício de sua profissão. E então?
Motivado para desenvolver esta competência? Então,
vamos lá. Avante!.
Especializações de Dados
Muitas vezes, nos projetos de bancos de dados se faz necessário
inserir mais de uma entidade que contém os mesmos dados, porém
para propósitos diferentes. Dessa maneira, é destacada a importância do
conhecimento de classes e especializações de dados.
Imagine que em uma faculdade, os campos de endereço, telefone,
bairro, cidade, e-mail, entre outros dados pessoais, são utilizados em várias
entidades, como alunos, professores, funcionários e contatos. Embora não
possa ser considerado redundância, pois se trata de entidades distintas,
termina que, em alguns casos, um aluno pode se tornar um professor,
futuramente. E, nesse caso, o que fazer com o cadastro desse aluno?
Repetir a digitação de todos esses dados no cadastro de professores?
Importar esses dados para tornar mais rápido o processo? Mas e quanto à
redundância de informações? A técnica da especialização de dados veio
para resolver esse problema, em vez de criar essas quatro entidades no
modelo de dados, cria-se uma única entidade intitulada: “Pessoas”.
Introdução a Banco de Dados
37
Figura 20 - Aglutinação dos dados comuns em uma grande entidade intitulada “Pessoas”Alunos
Professores
Contatos
Funcionários Pessoas
Fonte: Duarte (2016).
Nessa entidade são colocados os atributos comuns a toda e
qualquer pessoa que possa se relacionar com a faculdade, como alunos,
pais ou responsáveis, professores, contatos de fornecedores, funcionários,
interessados ou alunos em potencial etc. Estamos falando justamente de
dados como “Nome”, “Endereço”, “Cidade”, “Estado”, “CEP”, “Telefones de
contato”, “E-mail” etc. Esses atributos são comuns a qualquer entidade
sobre as quais falamos anteriormente, pelo menos até determinado nível.
IMPORTANTE:
Claro que existem dados específicos, como o número da
carteira profissional, que não faria sentido algum constar
da entidade “Alunos”, mas faz todo o sentido constar
“Funcionários”.
Como você pode visualizar neste diagrama, derivando da entidade
“Pessoas”, podemos construir as demais entidades como sendo
especializações de “Pessoas”. Na prática, é como se tivéssemos várias
entidades ligadas a “Pessoas” com um relacionamento de um para um,
a essas outras entidades derivadas damos o nome de “classes”. Por
exemplo, a entidade “Alunos” deixa de ser uma entidade independente
Introdução a Banco de Dados
38
para ser uma classe da entidade “Pessoas”, e assim por diante, como
mostra a Figura 21.
Figura 21 ‒- MER envolvendo várias classes de uma entidade
Pessoas
Alunos
Clientes
Professores
Fornecedores
Contatos
Produtos
Funcionários
Vendedores
1
1
1
1 1
1
1
1
Fonte: Duarte (2016).
Mas qual é a real vantagem disso? Uma vez cadastrada na empresa,
uma pessoa jamais terá que ser novamente cadastrada, ela, no máximo,
receberá uma atualização cadastral e uma mudança de status, como no
caso do aluno que virou professor.
O autorrelacionamento é muito importante, pois, muitas vezes, uma
entidade se relaciona com ela mesmo. Estranho? Como assim? Simples.
Imagine uma entidade denominada “Disciplinas”, que contém todas as
disciplinas que uma faculdade ministra para os seus alunos. Sabemos que
algumas disciplinas têm pré-requisitos, ou seja, para cursar determinada
disciplina, o aluno terá que ter cursado outra ou outras disciplinas de
seu curso. Esse é um caso típico de autorrelacionamento, e pode ser
representado na Figura 22.
Introdução a Banco de Dados
39
Figura 22 ‒ Exemplo de autorrelacionamento de 1:N
Disciplinas
N
1
Depende
Fonte: Duarte (2016).
Você pode observar, pela ilustração em tela, que o relacionamento
de 1:N enseja a seguinte reflexão: uma disciplina pode ser pré-requisito de
“N” outras, mas essa disciplina só pode ter apenas um pré-requisito. É isso
que está diagramado nesse MER. Mas será que isso é verdade mesmo?
Se pensarmos melhor, há casos em que uma disciplina é pré-requisito
para várias outras e, ao mesmo tempo, tem mais de um pré-requisito.
Figura 23 ‒ Exemplo de autorrelacionamento de N:N
Disciplinas
Pedidos
N
N
Depende
Fonte: Duarte (2016).
Como vimos anteriormente, um relacionamento de muitos para
muitos faz surgir uma entidade de ligação no meio desse relacionamento.
SAIBA MAIS:
Para se aprofundar no tema classes e especializações de
dados, é recomendo o acesso à seguinte fonte de consulta
e conhecimento. Para acessar, clique aqui.
Introdução a Banco de Dados
http://www.unilivros.com.br/pdf/dbmod.pdf
40
Essa entidade de ligação é, nesse caso, a malha de pré-requisitos
da faculdade, ou seja, uma entidade que contém que disciplinas são
pré-requisito de quais outras, e assim por diante. Esse novo contexto é
ilustrado na Figura 24.
Figura 24 ‒ Exemplo de autorrelacionamento de 1:N1
Disciplinas
1
1
Pré-requisitos
N
N
Fonte: Duarte (2016).
Desse modo, o modelo ilustrado não reflete a verdade do mundo
real, a ilustração do MER correta seria, portanto, a que foi representada
na Figura 23.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de
que você realmente entendeu o tema de estudo deste
Capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve
ter aprendido que classes e especializações de dados
podem ser consideradas como a “reta final” em relação
à modelagem de dados. É importante aprimorarmos
nossos conhecimentos sobre modelagem de dados,
estudando alguns relacionamentos mais complexos, como
o autorrelacionamento e s especializações ou classes de
entidades. Muitas vezes, precisamos inserir mais de uma
entidade que contém os mesmos dados, porém para
propósitos diferentes, as técnicas da especialização de
dados são indicadas para resolver esse problema. Um
relacionamento de muitos para muitos faz surgir uma
entidade de ligação no meio de relacionamentos.
Introdução a Banco de Dados
41
REFERÊNCIAS
ALEXANDRUK, M. Modelagem de banco de dados. Unilivros, 2011.
Disponível em: www.unilivros.com.br/pdf/dbmod.pdf. Acesso em: 14 jan.
2022.
ARAÚJO, M. A. Modelagem de dados: teoria e prática. Revista Saber
Digital, Valença, v. 1, n. 1, p. 33-39, 2008.
CINDRA, J. D.; BARCELOS, M. R.; LISBÔA, J. C. Uma pesquisa sobre
ferramentas case para engenharia reversa estática. Perspectivas On-line,
Campos dos Goytacazes, v. 1, n. 2, p. 45-52, 2011.
COUGO, P. Modelagem conceitual e projeto de bancos de dados.
Rio de Janeiro: Elsevier, 1997.
DUARTE, A. L. Introdução a banco de dados. Recife: Uninassau,
2016.
ELMASRI, R.; NAVATHE, S. B. Sistemas de bancos de dados. 4. ed.
São Paulo: Pearson Addison-Wesley, 2005.
KENT, W. Guia simplificado para as 5 formas normais. Revista SQL
Magazine. Devmedia, 2011. Disponível em: http://www.devmedia.com.
br/guia-simplificado-para-as-5-formas-normais-artigo-revista-sql-
magazine-87/21043. Acesso em: 14 jan. 20.
RAMAKIRISHNAN, R.; GEHRKE, J. Database Management Systems.
3. ed. New York: McGraw-Hill, 2002.
Introdução a Banco de Dados
Criando, Consultando e Atualizando
Bancos de Dados
Introdução a
Banco de Dados
Diretor Executivo
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico
TIAGO DA ROCHA
Autoria
LEANDRO C. CARDOSO
AUTORIA
Leandro C. Cardoso
Olá. Sou formado em Comunicação Social com habilitação em
Design Digital e mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design
Digital pela PUC-SP, com uma experiência de 20 anos em direção de
arte e criação na área. Passei por empresas como a Laureate International
Universities — FMU | Fiam-Faam, a Universidade Anhembi Morumbi e
o Centro Paula Souza (Fatec-Etec), como analista de Desenvolvimento
Pedagógico, coordenador de curso técnico de Comunicação Visual no
Centro Paula Souza; e revisor técnico e validador para curso EAD para
clientes Laureate International Universities, DeVry Brasil, Unef, Faesf,
Faculdade Positivo, Uninter, Platos Soluções Educacionais S.A. (Krotonn
— Universidade Anhanguera). Além disso, sou autor de mais de 10 livros
didáticos e um dos organizadores da Maratona de Criação e Design do
curso de Comunicação Visual da Etec Albert Einstein. Sou apaixonado
pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que
estão iniciando em suas profissões. Por isso fui convidado pela Editora
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito
feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte
comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez
que:
OBJETIVO:
para o início do
desenvolvimento de
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade
de se apresentar um
novo conceito;
NOTA:
quando forem
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações
escritas tiveram que
ser priorizadas para
você;
EXPLICANDO
MELHOR:
algo precisa ser
melhor explicado ou
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e
indagações lúdicas
sobre o tema em
estudo, se forem
necessárias;
SAIBA MAIS:
textos, referências
bibliográficas e links
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:se houver a neces-
sidade de chamar a
atenção sobre algo
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE:
se for preciso aces-
sar um ou mais sites
para fazer download,
assistir vídeos, ler
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso
se fazer um resumo
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES:
quando alguma
atividade de au-
toaprendizagem for
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma
competência for
concluído e questões
forem explicadas;
SUMÁRIO
Entendendo o Sgbd Ms-Access ............................................................ 10
Entendendo a Estrutura de uma Tabela ......................................................................... 10
Tipos de Campos e suas Validações ................................................................................ 14
Criando Formulários ..................................................................................20
Criando um Formulário para uma Tabela ..................................................................... 20
Criando Consultas ...................................................................................... 25
Preparação para Criação de Consultas ..........................................................................25
Criação de Consultas ...................................................................................................................29
Entendendo o Sql Por Trás de uma Consulta Access...................36
Entendendo e Modificando a Estrutura de uma Consulta ............................... 36
Entendendo a Linguagem SQL .............................................................................................42
7
UNIDADE
02
Introdução a Banco de Dados
8
INTRODUÇÃO
Você sabia que para estudantes e profissionais iniciantes conhecerem
a estruturação de banco de dados, umas das ferramentas mais utilizadas
é o programa Access, disponível no pacote Office da Microsoft? Isso
mesmo. Embora profissionais mais experientes não considerem ou
utilizem essa ferramenta, ela é excelente para iniciar o aprofundamento da
linguagem de consulta estruturada, do inglês Structured Query Language
(SQL), uma linguagem de pesquisa declarativa padrão para banco de
dados relacional. O Access também é recomendado para os profissionais
que trabalham com banco de dados A grade QBE, que apresenta uma
estrutura em forma de colunas, e cada uma pode absorver um campo
de uma das tabelas relacionadas à consulta. Entendeu? Ao longo desta
unidade letiva você vai mergulhar neste universo!
Introdução a Banco de Dados
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 2 – Criando, consultando
e atualizando bancos de dados. Nosso objetivo é auxiliar você no
desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término
desta etapa de estudos:
1. Entender a arquitetura do SGBD Microsoft Access.
2. Criar formulários de alimentação de tabelas em um banco de
dados.
3. Criar consultas a bancos de dados por meio do assistente de
consultas.
4. Compreender a estrutura dos comandos SQL resultante de uma
consulta a banco de dados.
Introdução a Banco de Dados
10
Entendendo o Sgbd Ms-Access
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender
como funciona o sistema de gerenciamento de banco de
dados (SGBD) do Access. Isso será fundamental para o
exercício de sua profissão. As pessoas que tentaram iniciar
o aprendizado já com sistemas de gerenciamento mais
complexos, sem a devida instrução, tiveram problemas para
compreender o funcionamento de um banco de dados.
E então? Motivado para desenvolver esta competência?
Então, vamos lá. Avante!.
Entendendo a Estrutura de uma Tabela
Antes de iniciarmos o conceito sobre a estrutura de uma tabela,
primeiro, vamos revisar o conceito de banco de dados, que está relacionado
à organização de dados coletados por meios computacionais. O que é
Access? É um gerenciador de banco de dados. Ele ajuda as pessoas a
criarem programas que controlam uma base de dados e permite atualizar
as informações, emitir relatórios, fazer consultas, comparações de
informações, cálculos, ou seja, satisfazer às necessidades das pessoas
e das empresas no dia a dia. A grande vantagem do Access é a sua
facilidade de uso. O Access utiliza objetos para essas tarefas simples com
o banco de dados.
O entendimento do SGBD é importante para a prática de banco
de dados, principalmente para profissionais iniciantes e estudantes.
Diferentemente das demais ferramentas do Office da Microsoft, que já
iniciam sua execução com um documento em branco, o Access exige
que seja atribuído um nome a um novo banco de dados que está sendo
criado, antes mesmo de gerar tabelas e outros objetos.
Introdução a Banco de Dados
11
Figura 1 -‒ Janela de criação de um novo banco de dados em branco
Fonte: Duarte (2016).
Ao ser criado, o novo banco de dados já se apresenta com uma
tabela em branco, intitulada “default”, Tabela 1. Para entender melhor,
default é um termo em inglês bastante empregado no mundo da
tecnologia, que significa “por definição” ou “por natureza”. Nesse modo de
exibição (como mostra a Figura 2), é possível adicionar novas colunas ou
linhas à tabela, de um jeito muito parecido com o Excel.
Figura 2 -‒ A criação de novas colunas ou linhas
Fonte: Reprodução Access.
Para adicionar um campo à tabela, basta clicar por sobre o
cabeçalho da coluna vazia, localizada na lateral direita da tabela, onde
pode ser lido: “Clique para Adicionar”. Clicando na seta para baixo, observe
que um menu suspenso é aberto sobre esse cabeçalho, solicitando que
seja definido o tipo (ou formato) do campo a ser criado.
Introdução a Banco de Dados
12
Figura 3 ‒- Menu com os tipos de campos aceitos pelo Access
Fonte: Reprodução Access.
Escolha o campo chamado “Nome”, considerando que essa tabela
será alimentada com um cadastro de pessoas. Para esse campo, o tipo
mais adequado será o “Texto Curto”, que poderá conter nomes, endereços
ou dados com até 255 caracteres. Observe que, ao ser selecionado o tipo
do campo, o Access exibe o nome do campo recém-criado, sugerindo
que seu nome seja “Campo 1” (ALVES, 2016). Para renomeá-lo”, basta
digitar por cima desse espaço a palavra “Nome”.
Figura 4 -‒ Renomeando o nome do campo de “Campo1” para “Nome”
Fonte: Reprodução Access.
Agora, basta continuar a inserir campos na tabela, criando mais e
mais colunas. As sugestões apresentadas na Figura 5 podem ser utilizadas.
Introdução a Banco de Dados
13
Figura 5 ‒- Tabela completa com os campos e respectivos tipos
Fonte: Reprodução Access.
Para adicionar uma linha (ou registro de dados) na tabela, basta
começar a digitar embaixo de cada campo. Note que, ao iniciar a digitação
em uma linha, automaticamente, a chave primária é autoincrementada,
abrindo espaço para adicionar a próxima.
Figura 6 ‒- Adicionar linhas
Fonte: Duarte (2016).
Depois de concluir a digitação de dados na tabela, chegou a hora
de salvá-la. Para tanto, basta clicar no botão “Salvar”, no canto superior
esquerdo da tela.
Introdução a Banco de Dados
14
IMPORTANTE:
O Access já cria, por default, uma chave primária para
a tabela no ato de sua criação. Essa chave é definida
como um campo de autoincremento, ou seja, um campo
numérico que, automaticamente, acrescenta o número 1
ao seu próprio valor a cada nova linha adicionada. Não é
possível alterar manualmente o valor desse campo.
Outra forma de salvar é clicar em “Fechar” a tabela: o Access
perguntará se deseja salvar a tabela, solicitando, em seguida, um
nome para ela, que, por enquanto, se chama “Tabela1”. Para melhor
entendimento, recomendo nomear essa tabela para “Funcionários”.
Figura 7 ‒- Salvando a tabela1 e atribuindo-lhe um nome
Fonte: Duarte (2016).
Tipos de Campos e suas Validações
Um campo de dados pode ser criado com vários tipos diferentes,
e é importante entender cada um deles. Uma das maneiras de
compreenderé exibir a tabela em modo de “Design”. Para isto, basta clicar
na ferramenta “Modo de Exibição”, disponível no canto lateral esquerdo da
barra de ferramentas do Access. Em seguida, escolher o modo “Design”. O
resultado deve ser o seguinte, conforme apresentado na Figura 8.
Introdução a Banco de Dados
15
Figura 8 ‒- Clicando em “Modo Design e visualizando a tabela em “Modo Design”,
respectivamente
Fonte: Duarte (2016).
Como você pode perceber, a visualização de uma tabela em modo
de “Design” permite que sejam compreendidas todas as propriedades de
cada um dos campos da tabela. Para visualizar essas propriedades, basta
selecionar o campo com o mouse e visualizá-las na parte inferior da tela,
como apresentado na Figura 8.
Para entender o SGBD do Access é importante conhecer os tipos de
propriedades dos campos de uma tabela. Veja o Quadro 1.
Introdução a Banco de Dados
16
Quadro 1 ‒ Tipos de propriedades dos campos de uma tabela
Tipo Propriedades
Texto curto Campo alfanumérico de até 255 caracteres.
Texto longo
Campo alfanumérico com tamanho ilimitado de capacidade
para armazenar dados. O texto inserido nesse tipo de campo
não tem formatação.
Número
Campo numérico, podendo comportar os seguintes formatos
de números:
Byte: de 0 a 255.
Inteiro: de -9999 a +9999.
Inteiro longo: de - 999999999 a +999999999.
Simples: de -9 x (10)38 a +9 x (10)38.
A notação científica que deve ser inserida em um campo
de dados Access deve ter a seguinte máscara: de -9E+38 a
9E+38.
Duplo: de -9,9999... x (10)307 a -9,9999... x (10)307.
A notação científica que deve ser inserida em um campo de
dados Access deve ter a seguinte máscara: de -9,9999E308
a 9,9999E308.
Data/hora
Esse tipo de campo pode aceitar datas, datas e horas, ou
somente horas. Para selecionar o formato desejado, basta
clicar no primeiro argumento da folha de propriedades do
campo, como mostra a ilustração a seguir. Os formatos são
os seguintes:
Formato ...............................................................................................................................
Exemplo
Data geral 31/12/2017 23:59:59
Data completa domingo, 31 de dezembro de 2017
Data normal 31-dez-17
Data abreviada 31/12/2017
Hora completa 23:59:59
Hora normal 11:59
Hora abreviada 23:59
Sim/Não
Campo tipo lógico ou booleano. Quando editado em
um formulário, ele aparece em forma de uma caixa de
verificação, que pode estar marcada (“sim”) ou desmarcada
(“não”).
Moeda
Campo numérico com duas casas decimais, podendo ser
positivo ou negativo. Esse tipo de campo assume a máscara
da moeda corrente configurada no Access. Esse tipo de
campo de dado pode ser associado a outras máscaras, por
exemplo:
Formato ...............................................................................................................................
Exemplo
Moeda
R$ 9.999,99
Euro Є 9.999,99
Fixo 9999,99
Padrão 9.999,99
Porcentagem 999,99%
Científico 9,99E+03
Introdução a Banco de Dados
17
Numeração
automática
Campo autoincremental, ou seja, a cada nova linha
incluída na tabela, ele acrescenta +1 ao seu próprio valor,
transformando-se em um contador, comportando como a
chave primária criada automaticamente pelo Access quando
da criação da tabela.
Objeto OLE
Esse tipo de campo pode conter qualquer Object Linking
and Embedding (OLE), como uma planilha do Excel, uma
apresentação em PowerPoint, um documento gerado pelo
Word, ou outro objeto compatível com esse protocolo
desenvolvido pela Microsoft.
Hiperlink
Trata-se de um campo preparado para conter uma URL de
página web ou um documento acessível pelo protocolo
HTTP ou HTTPS.
Anexo
Tipo de campo que contém uma referência a um arquivo
localizado em uma pasta no mesmo computador ou em
outro de uma rede local.
Calculado
Esse tipo de campo se refere a um cálculo envolvendo
outros campos, funções e valores condicionais. Ao escolhê-
lo, o Access abre, automaticamente, uma janela contendo
um “Construtor de expressões” para auxiliar o usuário nesses
cálculos;
Um bom exemplo seria adicionarmos um campo que contém
os encargos trabalhistas calculados sobre o salário-base
do funcionário. Nesse caso, a expressão a ser construída
para esse campo seria: [Salário]*0,7. Estamos considerando
um encargo trabalhista de 70% sobre o salário-base do
funcionário.
Crie mais um campo na tabela “Funcionários”, intitulado
“Encargos”, contendo exatamente essa expressão.
Fonte: Duarte (2016).
É importante considerar que um dos motivos mais importantes
de utilizar SGBDs em vez de planilhas, está na garantia da integridade
dos dados de entrada. Enquanto no Excel é possível digitar qualquer
dado em qualquer células, em um banco de dados os procedimentos
são diferentes. Por exemplo, o fato de definir alguns tipos para certos
campos de dados já impede que o usuário digite qualquer coisa. Além
de máscaras e formatos como “Data”, “Sim/Não”, entre outros, é possível
adicionar ainda mais validações para cada campo de uma tabela. Isso
pode ser executado na própria tabela ou no formulário de cadastramento,
que pode ser criado para formatar os dados de entrada daquela tabela
(CRIAR... [20--?]).
Para incrementar ainda mais validações na própria tabela criada,
para exemplificar, vamos retomar a tabela “Funcionários” e restringir os
Introdução a Banco de Dados
18
dados que possam ser digitados no campo “Estado”. Como está definido
como um campo do tipo “Texto curto”, qualquer dado alfanumérico com
até 255 caracteres pode ser digitado nele. No entanto, um estado da
Federação tem apenas duas letras, como SP, RJ, PE, CE, BA etc. Desse
modo, vamos implementar as seguintes validações no campo “Estado”.
1. Encurte o tamanho do campo “Estado” de 255 para apenas dois
caracteres.
2. Em seguida, clique em “Regra de validação” e, na sequência, em
cima do botão que aparece na mesma linha desse atributo, no
canto lateral direito. Esse procedimento apresenta um construtor
de expressões, no qual deve ser apresentada a expressão lógica:
=”PE” ou “CE” ou “SP” ou “RJ”.
3. Por último, basta clicar em “Ok” e tentar digitar alguma sigla de
estado diferente.
Figura 9 -‒ Criando uma regra de validação em um campo
Fonte: Duarte (2016).
Note que, ao digitar dados fora das especificações inseridas na
regra de validação para esse ou qualquer outro campo, o Access irá exibir
uma mensagem de erro, como apresentada na Figura 10.
Introdução a Banco de Dados
19
Figura 10 ‒- Mensagem de erro ao digitar dados fora das especificações
Fonte: Duarte (2016).
O entendimento do SGBD é uma ótima ferramenta para testar e
treinar banco de dados.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter visto que o
entendimento de SGBD é, de certa forma, uma continuidade
dos estudos sobre bancos de dados. O Access pode ser
utilizado para a construção de uma pequena aplicação
comercial, ou seja, utilizando o gerenciador de banco de
dados Access da Microsoft. É uma ferramenta importante,
pois faz parte do pacote Microsoft Office. Em termos
de aplicação profissional, dificilmente uma empresa irá
demandar um sistema desenvolvido sobre essa plataforma,
porém a sua facilidade de uso favorece a aprendizagem
dos conceitos mais complexos da área de banco de dados.
Introdução a Banco de Dados
20
Criando Formulários
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender
o processo de criação de formulários no Access. Isso será
fundamental para o exercício de sua profissão. E então?
Motivado para desenvolver esta competência? Então,
vamos lá. Avante!
Criando um Formulário para uma Tabela
A criação de formulários no programa Access é importante
para facilitar a compreensão de banco de dados, principalmente para
profissionais iniciantes e estudantes, pois utiliza similaridades do programa
Excel,também do pacote Office. É importante criar um formulário para
uma tabela para quando esta for atualizada diretamente no programa de
planilha, como o Excel, utilizando o modo de exibição “Folha de Dados”,
como foram exemplificados até o momento. É possível dificultar a vida do
usuário, pois a interface do Access para este modo de visualização não
permite recursos de ajuda, tampouco uma melhor orientação quanto ao
modo de preenchimento dos campos. Além dessa dificuldade, há sempre
o risco de o usuário clicar em “Clique para Adicionar” e inserir uma coluna
a mais na tabela, o que não seria nada interessante. Outras funções como
renomear o nome dos campos, estarão sempre à disposição, o que
também representa um risco à integridade do sistema cadastral que está
sendo desenvolvido.
Pensando nisso, o Access implementou o conceito de “Formulário”,
uma interface que pode ser criada e associada a uma tabela. Seguindo o
exemplo em tela, serão exemplificados como o Access permite que seja
criado um formulário cadastral para a tabela “Funcionários”, por exemplo.
O modo mais simples e rápido de criar um formulário, associando-o,
automaticamente, a uma tabela, é por meio do “Assistente de Formulário”.
Introdução a Banco de Dados
21
Para criar um formulário pelo Assistente, siga as instruções apresentadas
na sequência. Primeiro, clique no menu “Criar” e, em seguida, na
ferramenta “Assistente de Formulário”. Você encontra essa ferramenta no
grupo “Formulários”.
Figura 11 -‒ Acessando o Assistente de Formulário
Fonte: Duarte (2016).
Ao ser exibida a janela ilustrada a seguir, selecione os campos da
tabela que devem figurar no formulário.
Figura 12 -‒ Alimentação do formulário com os campos selecionados
Fonte: Duarte (2016).
Depois, clique em “Avançar” para se dirigir ao próximo passo do
Assistente, no qual é possível escolher o formato do formulário que
Introdução a Banco de Dados
22
deve ser construído. A Figura 13 apresenta os vários tipos que podem ser
selecionados.
Figura 13 -‒ Opção de escolher o formato do formulário
Fonte: Reprodução.
Ao escolher o formato “Justificado”, por exemplo, clique em
“Avançar”. Para concluir essas tarefa, digite um nome para o formulário,
como sugestão, utilize o nome “Cadastramento de Funcionários”.
Introdução a Banco de Dados
23
Figura 14 -‒ Conclusão do Assistente de Formulário
Fonte: Duarte (2016).
Por default, o Access define o próprio nome da tabela “Funcionários”
como sugestão para o nome de seu respectivo formulário. Além disso,
é possível marcar a ação que deseja executar logo a seguir: “Abrir o
formulário para visualizar ou inserir informações” ou “Modificar o design
do formulário”.
Figura 15 -‒ Formulário gerado pelo Assistente
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados
24
Agora que está tudo pronto, basta clicar em “Concluir”. Observe se
o resultado confere com a imagem ilustrada na Figura 15.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu
mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de
que você realmente entendeu o tema de estudo deste
Capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter
aprendido que a criação de formulários é importante no
processo de construção de uma aplicação utilizando o
Access, por exemplo, para a “alimentação” de um banco
de dados, sendo fundamental compreender como criar
um formulário, associando-o a uma tabela. No caso do
Access, esse formulário pode ser criado e desenhado do
zero, ou pode-se contar com uma “ajudinha” do Assistente
de Formulário, que é uma ferramenta capaz de gerar um
formulário automaticamente para “alimentar” uma das
tabelas de um banco de dados.
Introdução a Banco de Dados
25
Criando Consultas
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender
como se dá o processo da criação de consultar utilizando
o programa Access. Isso será fundamental para o exercício
de sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta
competência? Então, vamos lá. Avante!
Preparação para Criação de Consultas
A criação de consultas de dados são procedimentos considerados
de nível médio, nos quais os profissionais e estudantes da área de Banco
de Dados devem compreender; o Access facilita o seu entendimento.
Antes de criar as consultas, é importante ter uma quantidade considerável
de tabelas. Seguindo o exemplo que estamos apresentando ao longo
desta Unidade, é importante incluir novas tabelas no banco de dados.
Considerando que já existe uma tabela chamada “Funcionários”, para
exemplificar, recomendamos criar outra tabela para os dependentes, além
de outra tabela contendo os departamentos nos quais os funcionários
trabalham dentro da empresa. É importante que essas tabelas estejam
relacionadas entre si. Para isso, vamos revisar o processo de criação de
tabelas e integridade referencial. Primeiro, para criar uma nova tabela
no banco de dados, clique no menu “Criar”. Em seguida, na ferramenta
“Tabela” do grupo de ferramentas “Tabelas”. Inicie com a criação da tabela
“Dependentes”, que deverá estar associada à tabela “Funcionários”.
Introdução a Banco de Dados
26
Figura 16 -‒ Criando uma tabela
Fonte: Reprodução.
Depois que o Access criou uma tabela em modo de “Folha de
Dados”, adicione o campo “Código Funcionário”. Esse campo será a chave
estrangeira de “Funcionários”, por isso, escolha o tipo “Número” para ele.
Figura 17 ‒- Menu suspenso para seleção do tipo de campo
Fonte: Reprodução.
Continue criando as colunas dessa tabela como já apresentando
anteriormente, conforme a Figura 18.
Figura 18 -‒ Estrutura da tabela “Dependentes”
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados
27
Agora, da mesma maneira que foi criada a tabela “Dependentes”,
crie a tabela “Departamentos”. No entanto, como o relacionamento de
departamentos para funcionários é de 1 para N, é necessário modificar
a estrutura da tabela “Funcionários”, adicionando-lhe o campo “Código
Departamento”, que será a chave estrangeira da tabela “Departamentos”
dentro da tabela “Funcionários”.
Figura 19 -‒ Criando a tabela “Departamentos”
Fonte: Duarte (2016).
Agora, é o momento de alterar a estrutura da tabela “Funcionários”,
adicionando-lhe o campo “Código Departamento”.
Figura 20 -‒ Tabelas com dados relacionados
Fonte: Duarte (2016).
Para concluir, é importante revisar como se impõe a integridade
referencial entre essas três tabelas. Primeiramente, clique no menu
“Ferramentas de Banco de Dados”. Logo em seguida, clique em cima da
ferramenta “Relações”, uma janela será aberta pelo Access, apresentando
as tabelas disponíveis. Selecione todas e clique em “Adicionar”, conforme
mostra a Figura 21.
Introdução a Banco de Dados
28
Figura 21 -‒ Criando relações entre tabelas
Fonte: Duarte (2016).
Após, deve estabelecer o relacionamento entre as tabelas,
impondo-lhes a integridade referencial, partindo da chave primária da
tabela “Departamentos” e arrastando-a para cima da chave estrangeira
“Código Departamento” presente na tabela “Funcionários”. Faça o mesmo
com os dependentes. Durante a implementação dos relacionamentos, não
esqueça de escolher o tipo de junção “2”, que não permite a inclusão de
dependentes sem funcionários responsáveis, bem como de funcionários
sem departamentos aos quais pertencem. O resultado deverá ser similar
ao ilustrado na Figura 22.
Figura 22 -‒ Exemplo de implementação de relacionamento de tabelas
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados
29
Antes de implementar as relações, especialmente quando se
deseja impor integridade referencial, é necessário que todas as tabelas
envolvidas na relação sejam fechadas.
Criação de Consultas
Para o Access, consultas são pseudotabelas criadas dinamicamente
pelo gerenciador de banco de dados, apresentando dados gerados a
partir de uma ou mais tabelas reais (INTRODUÇÃO..., [20--?]). Podemos
entender os dados de uma consulta como campos calculados,que
não podem ser editados. Esses dados são provenientes de pesquisas
realizadas pelo SGBD com base em um argumento, escrito em uma
espécie de linguagem de programação, a essa linguagem programação
damos o nome de SQL.
DEFINIÇÃO:
SQL é uma sigla que, do inglês, que significa Structured
Query Language, ou linguagem de consulta estruturada
(NIELD, 2016).
A linguagem SQL é mundialmente adotada por grande parte dos
gerenciadores de bancos de dados relacionais disponíveis no mercado
mundial, com pequenas variações entre eles (NIELD, 2016). É importante
salientar que, por trás de toda e qualquer consulta, está um programa
escrito em SQL. Por exemplo, para criar uma consulta no Access, execute
as seguintes orientações. Primeiro, clique no menu “Criar” e, em seguida,
na ferramenta “Assistente de Consulta”. Essa ferramenta é encontrada no
grupo “Consultas”.
Introdução a Banco de Dados
30
Figura 23 ‒- Acessando o Assistente de Consulta
Fonte: Duarte (2016).
Em seguida, selecione o tipo de consulta desejada. Esta consulta
poderá ser simples ou mais elaborada, como referência cruzada,
duplicatas ou não coincidentes. Primeiro, será exemplificado como
funciona o modelo de consulta simples. Para isso, clique na primeira
opção.
Figura 24 ‒- Acessando o assistente de consulta simples
Fonte: Reprodução.
Introdução a Banco de Dados
31
Antes de continuar, é importante pensar em uma consulta
relevante para um banco de dados, como uma lista de departamentos
com as respectivas quantidades de funcionários e outras informações
de subtotalização. Nesse caso, vai demandar a união de campos
existentes nas tabelas “Departamentos” e “Funcionários”. Como elas estão
relacionadas com uma associação de 1:N, o Access não vai encontrar
dificuldade alguma em cruzar essas informações. Para continuar a listar
os funcionários por departamento, selecione, primeiramente, a tabela
“Departamentos” e os campos “Sigla” e “Descrição Departamento”, como
mostra a Figura 25.
Figura 25 -‒ Configurando o assistente de consulta simples
Fonte: Duarte (2016).
Nesse momento, deve-se adicionar alguns campos da tabela
“Funcionários”. Para isso, o mouse deve ser posicionado sobre a lista
“Tabelas/consultas”, selecionando a tabela “Funcionários”. Observe que
irão aparecer todos os campos dessa tabela, sem perder os campos
da tabela “Departamentos”, que foram adicionados anteriormente. Entre
todos os campos da tabela “Funcionários”, selecione apenas dois: “Salário”
e “Sexo”, como mostra a Figura 26.
Introdução a Banco de Dados
32
Figura 26 -‒ Lista de campos provenientes das duas tabelas para compor a consulta
Fonte: Duarte (2016).
Depois, clique em “Avançar”. Nesse momento, o Access deve
perguntar que formato de consulta você deseja. Existem duas opções, a
primeira denominada “Detalhe”, lista todos os funcionários classificados
e agrupados por departamento. Na segunda opção, o Access irá listar
apenas os departamentos e o resumo dos funcionários de cada um, como
ilustrado na Figura 27.
Figura 27 -‒ Opção de detalhe ou resumo no assistente de consulta simples
Fonte: Reprodução.
Introdução a Banco de Dados
33
Nas opções de resumo desse caso específico, o Access identificou
que existem dois campos numéricos entre os selecionados da tabela
“Funcionários”. No caso do exemplo, seria “Salário” e “Sexo”, assim, o Access
entende que talvez se espera realizar alguma operação de subtotalização
com um ou mais desses campos. Então, é possível marcar os tipos de
totalização que se deseja para cada mudança de departamento. Observe
ainda que no canto inferior direito da janela, pode-se marcar se deseja
quantificar o número de funcionários em cada departamento. Nesse
cenário, deve-se clicar em todas as opções de subtotalização apenas para
o campo “Salário”, bem como a opção “Contar registros em Funcionários”,
como mostra a Figura 28.
Figura 28 ‒- Opções de resumo
Fonte: Duarte (2016).
Depois, basta clicar em “Ok” e, na sequência, em “Avançar”. Agora,
confirme ou altere o nome com o qual deseja que o Access crie essa
consulta. Como sugestão do Access é “Departamentos Consulta”, depois,
clique em “Concluir” para finalizar o Assistente de Consulta.
Introdução a Banco de Dados
34
Figura 29 -‒ Finalização da consulta
Fonte: Duarte (2016).
Como pode ser observado na Figura 30, a consulta foi gerada
trazendo apenas duas linhas. Em uma delas, o departamento DOP aparece
com dois funcionários, totalizando R$ 8.032,00 de salários acumulados.
Figura 30 -‒ Exemplo de consulta gerada
Fonte: Duarte (2016).
Na segunda e última linha, temos o departamento de recursos
humanos (o DRH), contendo apenas um funcionário. Nesse caso, a soma
dos salários será igual ao único salário consultado no departamento, ou
seja, R$ 5.600,00.
Introdução a Banco de Dados
35
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido
que a criação de consultas é um método posterior à criação
e à atualização de tabelas. O conhecimento da criação de
tabelas é importante, mas o objetivo destas é que possam
ser consultadas. Mesmo que os dados estejam em mais
de uma tabela relacionadas entre si, de maneira geral, os
dados de uma consulta são caracterizados como campos
calculados, mas que não permitem ser editados. Esses
dados são originados de pesquisas realizadas pelo SGBD
com base em um argumento, escrito em uma espécie de
linguagem de programação.
Introdução a Banco de Dados
36
Entendendo o Sql Por Trás de uma
Consulta Access
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender o
SQL que está por trás de uma consulta Access. Isso será
fundamental para o exercício de sua profissão. E então?
Motivado para desenvolver esta competência? Então
vamos lá. Avante!
Entendendo e Modificando a Estrutura de
uma Consulta
O entendimento do SQL por trás de uma consulta Access, programa
de fácil acesso por ser disponível do pacote Office da empresa Microsoft,
é uma das maneiras mais fáceis para profissionais ou estudantes terem
conhecimentos sobre a introdução a banco de dados. Para facilitar
o entendimento e como se dá a modificação da estrutura de uma
consulta, vamos retomar o exemplo já apresentado: quando criamos
uma consulta envolvendo os funcionários de cada departamento. Agora,
serão efetuadas ações para que o Access apresente a mesma consulta
em modo de “Design”, para isso, siga os passos que mostraremos na
sequência. Primeiramente, com a consulta “Departamentos Consulta”
aberta, clique no menu “Página Inicial” e, logo em seguida, na ferramenta
“Modo de Exibição”. Serão apresentadas três opções de visualização
dessa consulta; escolha a terceira, ou seja, “Modo Design”, como mostra
a Figura 31.
Introdução a Banco de Dados
37
Figura 31 -‒ Exibindo uma consulta em “Modo Design”
Fonte: Duarte (2016).
Depois de clicar na ferramenta “Modo Design”, observe que o Access
reproduz a imagem das duas tabelas e o relacionamento existente entre
elas na parte superior da tela. Logo abaixo, é exibido o que chamamos de
“grade QBE”, que significa, na língua inglesa, Query by Example, ou grade
de consulta por exemplificação. Como pode ser observada na Figura 32,
essa grade expõem de forma didática e organizada todos os campos que
foram selecionados anteriormente no ato da criação dessa consulta.
Figura 32 ‒- Exibindo uma consulta em “Modo Design”
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados
38
A grade QBE apresenta uma estrutura em forma de colunas, em
que cada uma pode absorver um campo de uma das tabelas relacionadas
a essa consulta. Observe que existem colunas vazias à direita da grade, o
que significa que outros campos podem ser adicionados neste momento.
Da mesma forma, podemos eliminar um ou mais camposda consulta,
como mostra a Figura 33. Para testar essa funcionalidade, deve-se
desfazer da quarta coluna da consulta, bem como a coluna “Primeiro De
Sexo: Sexo”. Com isso, a consulta será reduzida a apenas 4 colunas.
Figura 33 -‒ Deletando uma coluna da consulta
Fonte: Duarte (2016).
Observe, ainda, que o agrupamento dos funcionários por
departamento fica claro quando identificamos o argumento “Agrupar por”.
Veja que ele se repete nas colunas “Sigla” e “Descrição Departamento”,
que são os dois campos provenientes da tabela “Departamentos”, onde a
consulta resume os registros da tabela “Funcionários”.
Introdução a Banco de Dados
39
Figura 34 ‒- Argumento “Agrupar por”
Fonte: Duarte (2016).
Já a coluna “Soma De Salário: Salário”, a terceira da esquerda para a
direita, apresenta outro argumento: “Soma”. Ao interpretar esse argumento,
o Access entende que irá subtotalizar os valores contidos neste campo,
em todas as linhas de um grupo de funcionários associados a cada
departamento. Veja a Figura 35.
Figura 35 -‒ Argumento “Soma” para subtotalização
Fonte: Duarte (2016).
Caso tenha marcado a opção de contagem de funcionários, isso
reflete na quarta e última colunas dessa consulta. Essa coluna recebeu o
nome de “Contar De Funcionários: Contar(*)”. Seu argumento, atribuído pela
grade QBE, foi “Expressão”, ou seja, um argumento que avisa ao Access
que ele deve ler e interpretar a expressão descrita no cabeçalho da coluna.
Introdução a Banco de Dados
40
Essa expressão, no caso dessa consulta, é a seguinte: “Contar(*)”. O Access
entende que a ordem é contar todas as linhas da tabela “Funcionários”
que pertencem a um determinado departamento. Há outros argumentos
que podem ser adicionados à grade QBE, como os seguintes:
• Classificação: por meio da seleção da ordem com a qual as linhas
da consulta serão classificadas, se crescente, decrescente ou não
classificada.
• Mostrar: marque ou desmarque para fazer a coluna aparecer ou
desaparecer da visualização da consulta. Mas, atenção: isso não
deleta a coluna da consulta, esta continua existindo e poderá,
inclusive, ser referenciada em cálculos e outras expressões.
• Critérios: aqui é possível digitar algumas expressões lógicas,
como “= ‘DRH’ ”, por exemplo. Isso fará com que apenas as linhas
nas quais essa coluna seja igual ao departamento DRH sejam
exibidas na consulta.
• Ou: a partir dessa linha da grade QBE, podem ser digitadas mais
e mais expressões, que serão encaradas pelo Access como
condições alternativas. Por exemplo: se digitarmos “= ‘DOP’” nessa
linha, a consulta exibirá todas as linhas em que a coluna “Sigla”
seja igual a “DRH” ou “DOP”. Outras condições “Ou” podem ser
adicionadas nas linhas subsequentes da grade QBE.
Agora, podemos testar o que foi desenvolvido até o momento. Para
isso, podem ser digitados alguns argumentos e expressões na grade QBE,
por exemplo, pode iniciar impondo algumas condições para a exibição
de linhas nessa consulta. Restringindo apenas os departamentos cuja
soma dos salários seja superior a R$ 5.600,00, nesse caso, é só clicar na
linha “Critérios”, no cruzamento com a coluna “Soma De Salário: Salário”, e
digitar a seguinte expressão: “> 5600”.
Introdução a Banco de Dados
41
Figura 36 -‒ Alterando a estrutura da consulta para exibir apenas departamentos com soma
de salários maior que R$ 5.600,00
Fonte: Duarte (2016).
Para testar, existem duas opções. Clicar novamente na ferramenta
“Modo de Exibição” e, na sequência, em “Modo de Exibição de Folha de
Dados”; ou simplesmente clicar na ferramenta “Design” e na ferramenta
“Executar”, representada por um ícone em forma de exclamação.
Figura 37 ‒- Clicando na ferramenta “Executar”
Fonte: Reprodução.
Agora, basta conferir o resultado, como observado na Figura 38.
Apenas uma linha é exibida na visualização da consulta, isso porque
somente uma linha atendeu às condições impostas pela expressão
digitada.
Figura 38 ‒- Resultado da consulta após alteração de sua estrutura
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados
42
É importante o entendimento de como modificar a estrutura de uma
consulta, utilizando o software Access, para avançar no conhecimento
mais avançado, como o entendimento da linguagem SQL.
Entendendo a Linguagem SQL
Após o entendimento de como funciona a estrutura de uma
consulta, por meio de sua grade QBE, o próximo passo é entender o
que se passa por trás dessa mesma consulta, acessando o código-
fonte escrito na linguagem SQL. Para tanto, uma das maneiras é seguir
as instruções a seguir: primeiro, com a consulta aberta, no modo “Folha
de Dados” ou “Modo Design”, clique na ferramenta “Modo de Exibição”, e
escolha a segunda opção do menu suspenso, ou seja, clique em “Modo
SQL”, como mostra a Figura 39.
Figura 39 -‒ Clicando na ferramenta “Executar”
Fonte: Reprodução.
Depois de executado esse procedimento, como pode ser observado
na Figura 40, o Access está mostrando o código que o Assistente de
Consulta escreveu na linguagem SQL.
Introdução a Banco de Dados
43
Figura 40 ‒- Selecionando o tipo de consulta
Fonte: Reprodução.
Nesse modo de exibição, é possível alterar a estrutura da consulta
diretamente no código-fonte exibido. Para isso, é necessária muita
atenção: é preciso um conhecimento aprofundado da linguagem SQL.
Para melhorar um pouco mais o seu entendimento sobre essa linguagem,
veja o exemplo deste código-fonte, que será comentado trecho a trecho,
iniciando pelo código:
SELECT DISTINCTROW Departamentos.Sigla, Depar-
tamentos.[ Descrição Departamento], Sum(Funcio-
nários.Salário) AS [Soma De Salário], Count(*)
AS [Contar De Funcionários]
Nesse primeiro trecho, o Access está lendo o comando “SELECT”,
um dos principais comandos da linguagem SQL, que seleciona linhas
distintas envolvendo as colunas (INSTRUÇÃO..., [20--?]) “Sigla” da
tabela “Departamentos”; “Descrição Departamento” também da tabela
“Departamentos”; “Salário” da tabela “Funcionários” como argumento da
função “Sum” (que significa “Soma” em inglês); e, por fim, a coluna de
contagem representada pela expressão “Count (*)”, que, para o Access,
significa uma coluna que terá a contagem de todas as linhas da tabela
“Funcionários” associadas a cada linha da tabela “Departamentos”.
Introdução a Banco de Dados
44
Observe a presença de algumas cláusulas em meio à sintaxe do
comando “SELECT”, trata-se da cláusula “AS”, que, do inglês, significa
“como”. Tudo o que está depois dessa cláusula atribui um nome à coluna em
tela. Por exemplo: a coluna representada pela função “Sum(Funcionários.
Salário)” receberá o nome de “Soma De Salário”. Caso queira modificar
esse nome, é só alterá-lo diretamente no código, por exemplo, vamos
renomear a coluna de “Soma De Salário” para “Folha Salarial”. Veja o
resultado na Figura 41.
Figura 41 ‒- Reflexo da alteração do nome da terceira coluna da consulta diretamente no
código SQL
Fonte: Duarte (2016).
Parece ser difícil, mas é apenas trabalhoso. O comando SELECT
continua com outros argumentos em sua sintaxe. Observe mais outro
código:
FROM Departamentos LEFT JOIN Funcionários
Essa cláusula “FROM” do comando “SELECT” indica para o Access
o local que irá extrair os dados, e em que ordem irá montar a grade QBE.
Nesse caso, podemos traduzir a cláusula completa da seguinte maneira:
extrair colunas a partir da tabela “Departamentos”, que deve ficar à
esquerda da grade QBE, unidas às colunas da tabela “Funcionários”. Os
termos “FROM”, “LEFT” e “JOIN”, em inglês, significam respectivamente: “a
partir de”, “esquerda”, “unir”. Agora, observe o seguinte código:
ON Departamentos.[Código] = Funcionários.[Có-
digo Departamento]
Nesse trecho do comando, é utilizada a cláusula “ON”, indicando
a partir de que campos das tabelas envolvidas serão relacionadas.
Nesse caso, esses campos deverão ser as chaves primária e estrangeira,
respectivamente.No caso, o código do departamento, que é a chave
primária da tabela “Departamentos”, servirá de argumento de busca
Introdução a Banco de Dados
45
para encontrar as linhas da tabela “Funcionários”, por meio de sua chave
estrangeira “Código Departamento”. Veja mais um código:
GROUP BY Departamentos.Sigla, Departamentos.
[Descrição Departamento]
A cláusula “GROUP BY”, que significa “agrupado por” em português,
indica a ordem de classificação de cada coluna, da esquerda para a direita.
Exemplificando, a consulta será agrupada, primeiramente, pelo campo
“Sigla” da tabela “Departamentos”. Para dois ou mais departamentos
repetidos, o argumento de classificação será o campo “Descrição
Departamento” da mesma tabela. Observe o código a seguir:
HAVING (((Sum(Funcionários.Salário))>5600));
Por fim, a cláusula “HAVING” indica uma condição ou restrição para
a consulta. No caso em tela, essa condição foi dada por uma pergunta:
a soma dos campos “Salário” da Tabela “Funcionários” é maior que R$
5.600,00? Se for, o departamento em tela aparece. Se não for, ele não
aparece na consulta. Foram apresentando, aqui, exemplos de utilização do
Access e do SQL. Devido às atualizações e versões podem ter mudanças
de menus ou nomenclaturas, mas o importante é o entendimento dos
conceitos principais. Dessa maneira, é importante que os profissionais
e estudantes que trabalham com banco de dados estejam sempre
atualizados, dos softwares e das linguagens de programação.
Introdução a Banco de Dados
46
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido
que para entender o SQL por trás de uma consulta Access,
primeiro, é importante revisar que a geração de uma
consulta implica na execução de uma instrução, escrita em
uma linguagem de programação específica para acesso a
banco de dados. Essa linguagem, pode ser, por exemplo, o
SQL, ou Structured Query Language, que do inglês, significa
“linguagem de consulta estruturada”. Em outras palavras,
quando é visualizada uma consulta criada no Access, na
realidade, é visualizado um relatório proveniente de uma
pesquisa realizada sobre uma ou mais tabelas do banco de
dados. Dessa forma, é importante entender, primeiramente,
como o Access organiza a estrutura de uma consulta e.
posteriormente, verificar como essa consulta é traduzida na
linguagem SQL do Access. De maneira geral, é importante
para os profissionais de banco de dados serem capazes de
compreender a geração de comandos SQL resultante de
uma consulta a banco de dados.
Introdução a Banco de Dados
47
REFERÊNCIAS
ALVES, W. P. Estudo dirigido de Microsoft Access 2016. São José
dos Campos: Érica, 2016.
CRIAR um formulário no Access. Microsoft, [20--?]. Disponível em:
MICROSOFT, 2021 A. Criar um formulário no Access. Microsoft Office:
https://support.office.com/pt-BR/article/Criar-um-formul%c3%a1rio-no-
Access-5d550a3d-92e1-4f38-9772-7e7e21e80c6b. Acesso em: 12 jan.
2022.
DUARTE, A. L. Introdução a banco de dados. Recife: Uninassau,
2016.
INSTRUÇÃO select. Microsoft, [20--?]. Disponível em: https://
support.office.com/pt-BR/article/Instru%C3%A7%C3%A3o-SELECT-
56615A70-3458-4E7C-8580-BD1D19A5DE91. Acesso em: 12 jan. 2022.
INTRODUÇÃO às consultas. Microsoft, [20--?]. Disponível em: 2021
B Introdução às consultas. Microsoft Office: https://support.office.com/
pt-BR/article/Introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0s-consultas-A9739A09-
D3FF-4F36-8AC3-5760249FB65C. Acesso em: 12 jan. 2022.
NIELD, T. Introdução à linguagem SQL. São Paulo: Novatec, 2016.
Introdução a Banco de Dados
Entendendo Banco de Dados a Partir
de Planilhas
Introdução a
Banco de Dados
Diretor Executivo
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico
TIAGO DA ROCHA
Autoria
LEANDRO C. CARDOSO
AUTORIA
Leandro C. Cardoso
Olá. Sou formado em Comunicação Social com habilitação em
Design Digital e mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design
Digital pela PUC-SP, com uma experiência de 20 anos em direção de
arte e criação na área. Passei por empresas como a Laureate International
Universities — FMU | Fiam-Faam, a Universidade Anhembi Morumbi e
o Centro Paula Souza (Fatec-Etec), como analista de Desenvolvimento
Pedagógico, coordenador de curso técnico de Comunicação Visual no
Centro Paula Souza; e revisor técnico e validador para curso EAD para
clientes Laureate International Universities, DeVry Brasil, Unef, Faesf,
Faculdade Positivo, Uninter, Platos Soluções Educacionais S.A. (Krotonn
— Universidade Anhanguera). Além disso, sou autor de mais de 10 livros
didáticos e um dos organizadores da Maratona de Criação e Design do
curso de Comunicação Visual da Etec Albert Einstein. Sou apaixonado
pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que
estão iniciando em suas profissões. Por isso fui convidado pela Editora
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito
feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte
comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez
que:
OBJETIVO:
para o início do
desenvolvimento de
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade
de se apresentar um
novo conceito;
NOTA:
quando forem
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações
escritas tiveram que
ser priorizadas para
você;
EXPLICANDO
MELHOR:
algo precisa ser
melhor explicado ou
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e
indagações lúdicas
sobre o tema em
estudo, se forem
necessárias;
SAIBA MAIS:
textos, referências
bibliográficas e links
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a
atenção sobre algo
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE:
se for preciso aces-
sar um ou mais sites
para fazer download,
assistir vídeos, ler
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso
se fazer um resumo
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES:
quando alguma
atividade de au-
toaprendizagem for
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma
competência for
concluído e questões
forem explicadas;
SUMÁRIO
Conceitos e Tipos de Arquivos .............................................................. 10
Arquivos de Computador ........................................................................................................... 11
Processamento de Arquivos ................................................................................................... 17
Modos de Armazenamento de Arquivos ....................................................................... 19
Planilhas Eletrônicas, Arquivos e Bancos de Dados .....................23
Planilhas Eletrônicas .....................................................................................................................23
Diferenças Entre Arquivos de Dados e Planilhas de Cálculos .......................26
Recursos de Bancos de Dados em Planilhas ..................................30
Classificação de Dados .............................................................................................................. 30
Criando e Manipulando Filtros de Dados ......................................................................32
Integridade Referencial ............................................................................ 37
Bancos de Dados Relacionais................................................................................................37
Modelagem de Dados ................................................................................................................ 39
7
UNIDADE
01
Introdução a Banco de Dados
8
INTRODUÇÃO
Você sabia que a área de Banco de Dados é uma das mais
demandadasda área de Tecnologia da Informação, sendo responsável
pela geração de um grande número de empregos? Isso mesmo. Para
tanto, é importante conhecer os conceitos básico de banco de dados,
que se iniciam desde o conhecimento dos conceitos e tipos de arquivos,
planilhas eletrônicas versus arquivos e bancos de dados. Você verá
assuntos relacionados a recursos de bancos de dados em planilha e
integridade referencial. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai
mergulhar neste universo!
Introdução a Banco de Dados
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 1 – Compreendendo
banco de dados a partir de planilhas. Nosso objetivo é auxiliar você no
desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término
desta etapa de estudos.
1. Definir o conceito de arquivos no ambiente computacional,
identificando seus vários tipos e como são processados pelo
computador.
2. Identificar as diferenças entre planilhas eletrônicas, arquivos de
dados e bancos de dados.
3. Realizar as operações básicas de bancos de dados por meio de
uma planilha eletrônica.
4. Definir e compreender os conceitos sobre integridade referencial,
aplicando-os a gerenciadores de bancos de dados.
Introdução a Banco de Dados
10
Conceitos e Tipos de Arquivos
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender
os conceitos e os tipos de arquivos. Isso será fundamental
para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para
desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!.
Para os profissionais que trabalham com banco de dados é
importante o conhecimento geral sobre os vários tipos de arquivos.
Dessa maneira, é recomendado que esses profissionais sejam capazes
de identificar, reconhecer suas extensões e seus respectivos programas
geradores. Antes de nos aprofundarmos em relação aos conceitos e os
tipos de arquivos é importante entender o conceito de dado, informação
e conhecimento. Um dado pode ser identificado como uma unidade
básica da informação; e o conjunto de dados gera a informação. Por
exemplo, um cliente entrou na loja e comprou um produto na cor azul.
Entrar na loja, comprar e a cor do produto são dados individuais, e o
conjuntos desses dados gerou a informação que o cliente entrou na loja
e comprou um produto de uma determinada cor, ou seja, os dados foram
processados, gerando as informações. Estas acarretam conhecimento,
que vai muito além das informações, pelo fato de ter o significado que
pode ser aplicado, gerando o saber e produzindo as ideias e experiências
que as informações sozinhas não são capazes de apresentar, ou seja o
conhecimento é a interpretação da informação.
Um banco de dados é um objeto mais complexo, é uma
coleção de dados armazenados e inter-relacionados, que
atende às necessidades de vários usuários dentro de uma
ou mais organizações, ou seja, coleções inter-relacionadas
de muitos tipos diferentes de tabelas (TOREY et al., 2007,
p. 2).
Introdução a Banco de Dados
11
Assim, o banco de dados não está relacionado apenas com
as soluções computacionais. Dessa forma, para você, estudante, é
recomendado neste primeiro momento elaborar uma pesquisa sobre
banco de dados, porém sem os métodos computacionais. Ao finalizar
essa pesquisa, reflita quais foram as dificuldades para encontrar os
dados armazenados em tais bancos. Após essa pesquisa, ficam claras as
vantagens de utilizarmos bancos de dados como métodos computacionais.
Arquivos de Computador
Podemos definir um arquivo como um conjunto de dados sobre
um ou vários assuntos, que são armazenados, podendo ser abertos e
editados, a fim de acrescentar novas informações e anexos.
DEFINIÇÃO:
O arquivo de computador é o meio utilizado para armazenar
dados em dispositivos próprios para o armazenamento,
podendo ser físicos ou lógicos. É um recurso do tipo durável.
Sendo assim, podemos definir um arquivo de computador
como a forma de armazenamento que pode ser consultada
e editada sempre que necessário. Esse arquivo está sempre
associado ao programa que o fez, não sendo possível a sua
manipulação por outro software..
Em suma, existem duas espécies de arquivos de computador,
que variam conforme os dados armazenados: os arquivos de dados
estruturados e os arquivos de dados não estruturados. A diferença básica,
nesse caso, é que no arquivo estruturado os dados vêm organizados em
registro, enquanto nos arquivos não estruturados, eles vêm em sequência
de bytes.
Introdução a Banco de Dados
12
Figura 1 ‒ Espécies de arquivos de computador que variam conforme os dados armazenados
Fonte: Freepik.
Em relação aos formatos de arquivos, como definição, os arquivos
de computador podem ser observados como valores, atributos, objetos ou
identificação. Existindo, assim, várias espécies de arquivos de computador,
com suas próprias particularidades, características e atributos.
REFLITA:
O mecanismo ou sistema para a administração dos arquivos
é realizado, unicamente, pelo sistema operacional instalado
na máquina. Observando o caso do Windows, por exemplo,
o mecanismo utilizado é o NTFS, com a característica de
adicionar extensões para identificar os arquivos pelo nome,
como exemplo: EXE e JS. Observando tal característica,
você é capaz de dizer as vantagens desse artifício e o por
que ele deve ser utilizado?
Introdução a Banco de Dados
13
As regras que definem como as informações serão armazenadas,
acessadas, editadas, transferidas ou excluídas estão relacionadas ao tipo
de formato do arquivo de computador.
Figura 2 ‒ Extensões dos arquivos de textos
Fonte: Freepik.
Um dos formatos de arquivos de computador recebe o nome de
arquivo de texto, que possibilita manipular textos e redigir páginas de
documentos. Veja exemplos de extensão desse tipo de arquivo:
• Doc.
• Docx.
• TXT.
• ODT RT.
Os arquivos de imagem são outro tipo de arquivo, permitindo a
edição de imagens que podem ser em bitmaps ou vetoriais. As imagens
em bitmaps são fornadas por pixels, o menor elemento que pode ser
visualizado em uma tela. É possível visualizar um pixel ampliando uma
imagem em bitmaps nos programas específicos, ou até mesmo em um
navegador utilizando o zoom.
Introdução a Banco de Dados
14
Figura 3 ‒ Pixel ampliando uma imagem em bitmap
Fonte: Freepik.
Já as imagens vetoriais são constituídas por formas geométricas,
linhas e curvas. Geralmente, são desenhos, ilustrações e não imagens com
características fotográficas. Esses dois tipos de imagens, normalmente,
são utilizados para diagramar páginas e montar layouts. Exemplos de
extensões de arquivos de imagens, bitmaps e vetoriais: JPG, GIF, PNG,
TIFF, CDR, PSD, AI, entre outros.
Figura 4 ‒ Imagem vetorial
Fonte: Freepik.
Introdução a Banco de Dados
15
Também existem os arquivos de áudio e vídeo, que possibilitam a
edição, manipulação, transformação e criação de músicas, arquivos de
som e trilhas, bem como a edição de cenas de um arquivo de vídeo e a
edição do áudio contido no arquivo.
SAIBA MAIS:
Para maior conhecimento em relação à compatibilidade
do arquivo com o meio utilizado para abri-lo ou executá-lo,
sugerimos que busque conhecer mais sobre os diferentes
tipos de formatos existentes. Veja o link a seguir.. Para
acessar, clique aqui.
Este link apresenta diversos formatos para salvar o arquivo.
Para acessar, clique aqui.
Esses arquivos possibilitam realizar efeitos nos programas
específicos, são exemplos de extensão de arquivos de áudio e vídeo: MP3,
MP4, MPEG, AVI etc.
VOCÊ SABIA?
É comum ter vários arquivos no computador e, ao utilizá-los,
são gerados os arquivos temporários. Estes são as “sujeiras”
que ficam temporariamente em seu computador. Por ficar
no HD e ocuparem espaço, os arquivos temporários podem
tornar o computador lento. Para evitar que isso aconteça é
necessário realizar a sua limpeza. Existem programas que
realizam essa limpeza, excluindo os arquivos temporários.Os arquivos de programa, também conhecidos como executáveis,
são utilizados para a execução de diversos comandos e recursos
fundamentais para o sistema operacional. Esses arquivos são usados por
determinados programas e pelo próprio computador; a extensão EXE é
um exemplo, além dela existem os scripts, que são os documentos da
linguagem de programação.
Introdução a Banco de Dados
http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2012/07/entenda-os-formatos-dos-arquivos-de-imagem.html
https://support.microsoft.com/pt-br/office/salvar-um-arquivo-no-office-para-mac-421a5172-9bc6-4ef0-b452-c0939bdce786?redirectsourcepath=%252fpt-br%252farticle%252fsalvar-um-arquivo-em-um-formato-de-arquivo-diferente-956eec7f-732a-4d3e-8a5c-0f04a9cdca4a
16
Figura 5 ‒ Arquivo de programa com a extensão EXE
Fonte: Pixabay.
Os arquivos de banco de dados são responsáveis por armazenar
diversos dados relativos a registros:
• Nomes.
• E-mails.
• Telefones.
Tais dados estão relacionados entre si. De maneira geral, o
gerenciamento do banco de dados é realizado pelo sistema de
gerenciamento de bando de dados (SGBD) (RAMAKRISHNAN, 2008). Já
os arquivos que recebem o nome de compactado foram criados com a
função de ocupar menos espaço no disco rígido.
REFLITA:
Arquivos como GIF, PNG, JPG, MP4 e WAV podem ser lidos
por diversos softwares, que não precisam ser específicos;
já outros precisam de softwares mais diretos e com uma
função especifica para serem lidos. Por qual motivo ocorre
essa disparidade?
Introdução a Banco de Dados
17
Os arquivos compactados reduzem o tamanho do arquivo, mas
mantêm a mesma quantidade de informações, são exemplos: extensões
RAR, ZIP, entre outras.
Processamento de Arquivos
Uma das formas de processamento de arquivos é por meio da
compactação de dados, que é o ato de compactar todas as informações
contidas em um arquivo, juntando os dados separados para fazer a
unificação dessas informações. A compactação utiliza algoritmos de
compressão dos dados para que aconteça a diminuição do seu tamanho
sem que ocorra a perda de informações. Por meio de um sistema de
eliminação de redundância de bits, os programas de compactação utilizam
uma quantia menor de bits contendo as mesmas informações; é por meio
desse sistema que o tamanho do arquivo é reduzido (DATE, 2004).
REFLITA:
Os arquivos não compactados tendem a ser muito
pesados para serem enviados por e-mail ou até mesmo
armazenados em recursos que utilizam a Nuvem. Tais
recursos possibilitam o download posterior do arquivo.
Para resolver esse problema, a compactação é um bom
método? E por que usar o recurso de Nuvem?
Outro exemplo de processamento de arquivos é utilizar ferramentas
e métodos de backup e recovery, cujo objetivo é manter as informações
sempre protegidas. O backup é uma cópia de segurança de arquivos ou
pastas.
Introdução a Banco de Dados
18
SAIBA MAIS:
Quando desejamos passar arquivos muito pesados
para dispositivos portáteis, com pouco espaço de
armazenamento, o recurso de compactação é bastante
útil. No link a seguir é possível observar como o processo
de compactação funciona em cada tipo de arquivo. Para
acessar, clique aqui.
Caso aconteçam falhas é por meio do recovery que é executado o
restabelecimento das cópias guardadas para o sistema de um computador.
No entanto, para isso, é necessário que o backup ou a cópia de segurança
esteja em outro disco rígido, também conhecido com HD, que é o local
em que são armazenados os arquivos.
Figura 6 ‒ Arquivos de backup podem ser armazenados nas Nuvens
Fonte: Freepik
Existem vários exemplos de backups que podem ser realizados
nos dispositivos. Um deles recebe o nome de backup substitutivo (ou
completo), em que é realizada uma cópia de todos os documentos,
pastas e informações de um dispositivo (diretório) para outro dispositivo
Introdução a Banco de Dados
https://www.tecmundo.com.br/tecmundo-explica/54730-tecmundo-explica-funciona-compactacao-arquivos-video.html
19
de armazenamento ou diretório. Os backups incrementais, ao contrário do
substitutivo, verificam apenas as últimas mudanças no arquivo, gerando
uma cópia dos documentos que foram alterados. Os backups diferenciais
são semelhantes ao tipo incremental, o que difere é que o backup
incremental primeiro salva o que mudou desde o último backup, enquanto
o backup diferencial copia o que mudou desde o primeiro backup. Já os
backups delta são um tipo mais complexo dos backups incrementais, já
que, por meio deste, os arquivos alterados são salvos integralmente e,
ao mesmo tempo em que são salvos, são criados hard links. Para que
esses documentos sejam sempre atualizados, por mesmo desse backup
é criado um histórico de cópias e atualizações dos arquivos.
Modos de Armazenamento de Arquivos
Os dispositivos utilizados para o armazenamento dos arquivos ou
das cópias de segurança são os seguintes:
• Pen drives.
• HD externos.
Atualmente, dificilmente são utilizados DVDs e CDs e, quando o
dispositivo é para uso doméstico, além de utilizar dispositivos externos
como pen drives, é recomendado que execute um backup para a Nuvem.
Podendo ser utilizado, por exemplo, os serviços do Google ou da Microsoft.
Introdução a Banco de Dados
20
Figura 7 ‒ Pen drive é um exemplo de mídia de armazenamento
Fonte: Freepik.
Outro modo de armazenamento é utilizar arquivos sincronizados
com a “Nuvem”, de modo a entender melhor o termo “cloud computing”
ou “computação na Nuvem”. Trata-se da capacidade de armazenamento
de informações em servidores. Por meio do uso da internet, sem que
seja necessário utilizar dispositivos físicos conectados ao computador,
as empresas Google e Microsoft disponibilizam esses serviços, além
de outros, como o Dropbox. A “nuvem” é o método pelo qual é possível,
através da internet, armazenar informações de maneira que possamos
acessá-las de qualquer lugar e hora.
IMPORTANTE:
A fim de garantir que as informações contidas no dispositivo
estejam todas íntegras e sem falhas, deve-se realizar um
teste periodicamente nestas. Caso o backup não seja
constantemente testado, é possível que se identifique o
erro tarde demais para poder solucioná-lo, já que é possível
que ocorram erros em backups ruins.
Em síntese, é a possibilidade de armazenar arquivos e ter a
possibilidade de acessá-los independentemente do computador
Introdução a Banco de Dados
21
utilizado, do sistema operacional ou da tecnologia do dispositivo. A
computação, por meio do cloud computing, traz muitas vantagens para
o usuário doméstico, visto que dá segurança para os backups e oferece
a possibilidade de acessar informações independentemente do local ou
da hora. Entre as principais vantagens ao uso da computação na “Nuvem”
está a utilização de programas sem que eles estejam instalados no
computador, são atualizados automaticamente. Os seus arquivos podem
ser acessados de qualquer lugar, em qualquer computador conectado à
rede.
SAIBA MAIS:
Veja no link a seguir como se faz a cópia de segurança
de e-mails, para que, por meio desse backup, você possa
salvar e abrir seus e-mails em qualquer lugar. Para acessar,
clique aqui.
Entre as principais desvantagens com o uso da computação na
“Nuvem”, está a sua total dependência com a internet. Existem diversas
empresas que ofertam o serviço de cloud computing, com serviços
diversificados. É importante estar sempre atualizado para conhecer os
principais serviços de servidor na “Nuvem”.
REFLITA:
Por meio dos conteúdos aqui apresentados, observamos
que realizar o backup é imprescindível para a segurança
dos arquivos, e que é possível realizar a cópia de segurança
para diversos dispositivos diferentes, como HDs externos,
Nuvem, pen-drives e outros. Para você, qual é a mais
confiável? Como você armazenaria os seus arquivos de
backup? Realize uma busca na internet e conheça mais
formas de backup, assim como novos dispositivos.
Alémessas instâncias de “visões”; outros, de “tablespaces” ou “espaços de
tabelas”. A ideia central é melhorar o desempenho sem comprometer a
integridade das informações armazenadas.
Introdução a Banco de Dados
13
Outro conceito importante na área de Banco de Dados é a linguagem
de manipulação. O Access, por exemplo, utiliza a Structured Query
Language, ou linguagem de consulta estruturada (SQL) para acessar e
atualizar tabelas, gerar consultas, entre muitas outras operações.
Figura 3 – O Access utiliza a linguagem SQL para acessar e atualizar tabelas
Fonte: Freepik.
Geralmente, os SGBDs utilizam a SQL como linguagem padrão para
acesso e atualização de dados, com pequenas diferenças entre eles. Ao
falar em criar tabelas, alterar a estrutura delas, entre outras operações,
cada SGBD tem linguagens próprias, além de recursos interativos como
vimos acontecer no Access. Assim, podemos classificar as linguagens de
acesso, atualização e manipulação de banco de dados em três grupos:
1. DDL – Data Definition Language ou linguagem de definição de
dados: cria, altera ou remove objetos, como tabelas e instâncias, a
exemplo dos comandos CREATE, ALTER e DROP.
2. DCL – Data Control Language ou linguagem de controle de
dados: opera transações de segurança do banco de dados, como
atribuição e revogação de poderes e permissões de acesso, como
os comandos GRANT e REVOKE.
3. DML – Data Management Language ou linguagem de
gerenciamento de dados: contém os comandos responsáveis pela
manipulação dos dados, tais como SELECT, DELETE, UPDATE,
INSERT.
Introdução a Banco de Dados
14
As linguagens DML são mais utilizadas por programadores
e engenheiros de software, enquanto as DDL e DCL são usadas,
basicamente, pela equipe de administração de dados, pois envolvem
operações de maior risco, como copiar e apagar tabelas, por exemplo.
Arquiteturas de Banco de Dados
Entendemos por arquitetura de banco de dados a sua filosofia
de funcionamento, ou seja, a forma como lidamos com os dados
armazenados e gerenciados. Para isso, é importante a classificação das
arquiteturas de bancos de dados, que podem ser classificados quanto ao
seguinte:
• Tipo de uso.
• Localização.
• Ambiente.
Quanto ao tipo de uso, os bancos de dados podem ser
monousuários, quando só podem ser utilizados por um usuário de cada
vez; ou multiusuários, quando vários usuários podem utilizar o banco
simultaneamente. Praticamente, não existem mais bancos de dados
monousuários.
Figura 4 – Banco de dados multiusuário
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados
15
Quanto à localização, os bancos de dados podem ser:
• Localizados.
• Distribuído.
Localizados, quando são hospedados em um único servidor de rede;
e distribuídos, quando eles se espalham em vários servidores. O conceito
de banco de dados distribuído não é recente, mas só com o avanço e a
difusão da internet em banda larga que foi possível o desenvolvimento de
tecnologias arrojadas de distribuição de dados, como a computação em
“Nuvem”.
Figura 5 – Computação em “Nuvem”
Fonte: Freepik.
Os bancos de dados distribuídos em “Nuvem” não só espalham
suas tabelas em mais de um servidor, como chegam ao ponto de
espalhar dados e até fragmentos de dados em inúmeros computadores
distribuídos na grande rede mundial.
Introdução a Banco de Dados
16
Figura 6 – Os bancos de dados podem ser homogêneos ou heterogêneos, depende da
maneira que são gerenciados pelo SGBD
Fonte: Freepik.
Por fim, quanto ao ambiente, os bancos de dados podem
ser homogêneos, quando são gerenciados por um único SGBD;
ou heterogêneos, quando se submetem a mais de um SGBD,
simultaneamente.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido
que para o entendimento dos modelos e arquiteturas de
bancos de dados, primeiro, é importante o conhecimento
em relação ao conceito e o funcionamento dos bancos
de dados, bem como as técnicas de modelagem de
dados, para o aprofundamento nas várias ferramentas de
gerenciamento de banco de dados existentes do Brasil e
no mundo. É importante o conhecimento dos principais
modelos e arquiteturas, assim como as características mais
importantes dos principais SGBDs do mercado. Para isso, os
profissionais da área precisam estar sempre atualizados. É
importante aprender alguns conceitos fundamentais, como
esquemas, instâncias, independência de dados e DDL.
Introdução a Banco de Dados
17
Características e Recursos do Sgbd
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender
as características e os recursos dos SGBDs. Isso será
fundamental para o exercício de sua profissão. E então?
Motivado para desenvolver esta competência? Então,
vamos lá. Avante!.
Funcionalidades do SGBD
Todo SGBD deve ser capaz de garantir os seguintes requisitos: de
integridade dos dados, alta disponibilidade e segurança da informação,
entre outros aspectos.
Em relação à integridade dos dados, um SGBD deve ser capaz de:
• Garantir que os dados não serão apagados indevidamente.
• Oferecer a possibilidade de impor regras consistentes de validação.
Figura 7 – O SGBD deve ser capaz de garantir que os dados não serão apagados
indevidamente
Fonte: Freepik.
Introdução a Banco de Dados
18
Alta disponibilidade é assegurar que as informações estarão sempre
à disposição dos usuários de forma rápida; e segurança da informação,
oferecer recursos para que os dados estejam sempre seguros quanto ao
acesso de usuários não autorizados, sendo a prova de problemas técnicos
que possam acontecer com a integridade física dos equipamentos.
Figura 8 – Deve-se ter preocupação com a integridade física dos servidores de bancos de
dados
Fonte: Freepik.
No que diz respeito à integridade dos dados, a integridade referencial
é o principal deles, mas as regras de validação que podem ser inseridas
nos formulários de cadastramento também são importantes para reforçar
essa integridade. Já a alta disponibilidade é um item reforçado pelas
tecnologias de busca acelerada e “buferização” (um local temporário de
Introdução a Banco de Dados
19
memória em que são armazenados apenas os dados que estão sendo
processados), que permitem deixar os dados em memória cache para
serem acessados mais rapidamente.
Figura 9 – As regras de validação que podem ser inseridas nos formulários de
cadastramento são importantes para reforçar a integridade
Fonte: Freepik.
Outro aspecto importante em relação à alta disponibilidade é
a questão dos acessos simultâneos. Esse indicador é uma das mais
importantes variáveis na comparação de um SGBD com outro. Por fim, o
item “segurança da informação” é, sem dúvida, o mais vasto. Muitos são
os recursos oferecidos pelos SGBDs para elevar esse grau de segurança,
como:
• Backup.
• Recovery.
• Históricos de procedimentos.
Introdução a Banco de Dados
20
Os históricos de procedimentos também são conhecidos como log
de acessos, que permitem descobrir quem acessou ou alterou o que e
quando. entre outras funcionalidades.
Figura 10 – Muitos são os recursos oferecidos pelos SGBDs para elevar o grau de
segurança, backup e recovery são exemplos
Fonte: Freepik.
É importante estar sempre atualizado sobre as opções de SGBDs
confiáveis disponíveis no mercado. Veja exemplos para o setor corporativo:
• Oracle.
• SQL Server.
• PostGreSQL.
A grande vantagem do PostGreSQL é o fato de ser gratuito e de
código aberto, sendo bastante consistente e confiável. Entre outros SGBDs
de menor porte, podemos destacar o MySQL. Também da Oracle, mas
com uma versão freeware, além de ser utilizado por pequenas aplicações
e sites na web. Se olharmos para frente na linha do tempo, não será
difícil constatarmos para onde o mundo dos gerenciadores de bancos de
dados estádo armazenamento em Nuvem, os aplicativos on-line
disponibilizados na Nuvem que não precisam ser instalados, em alguns
Introdução a Banco de Dados
https://mais.uol.com.br/view/933djc8m5e6u/saiba-fazer-backup-e-salvar-seus-emails-no-outlook-04023570D0814326?types=A&
22
casos, são gratuitos. As empresas que se destacam são a Microsoft e o
Google.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido
as definições sobre arquivo de programa e os vários tipos
de arquivos de dados gerados e manipulados por ele. Além
disso, viu como se dá o processamento e as características
de arquivos de áudio, vídeo, imagens, textos e outros
tipos. Ademais, conheceu a definição de compactação
de arquivos, em que o objetivo principal é ocupar menos
espaços em disco rígido. Também foram apresentados
métodos e ferramentas utilizadas para executar recovery e
backup. Por último, entendey a sincronização dos arquivos
na “Nuvem”, também conhecido como cloud. De maneira
geral, um arquivo é uma série de dados sobre um ou vários
assuntos, que são armazenados, podendo ser abertos e
editados, a fim de acrescentar novas informações e anexos.
Existem diversas espécies de arquivos de computador,
que têm as suas próprias particularidades, características
e atributos.
Introdução a Banco de Dados
23
Planilhas Eletrônicas, Arquivos e Bancos
de Dados
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de compreender
planilhas eletrônicas, arquivos e bancos de dados. Isso será
fundamental para o exercício de sua profissão. E então?
Motivado para desenvolver esta competência? Então,
vamos lá. Avante!.
Os profissionais da área de Banco de Dados lidam no seu dia a dia
com planilhas, arquivos e, logicamente, banco de dados. Dessa maneira,
é importante compreender os conceitos e as diferenças entre eles para
facilitar o desenvolvimento dos projetos.
Planilhas Eletrônicas
Uma planilha de cálculos criada por meio de planilhas eletrônicas
é um meio rápido e eficiente para o controle financeiro. São eficazes para
que, por meio de cálculos, possam prever gastos, seja pessoal ou de uma
empresa.
DEFINIÇÃO:
Uma planilha eletrônica é caracterizada por uma tabela
de linhas e colunas, nas quais os dados são inseridos com
a possibilidade de realizar cálculos automaticamente. É,
basicamente, uma folha de cálculos feita e alimentada
diretamente no programa de computador ou aplicativos
para smartphones..
Introdução a Banco de Dados
24
Existem inúmeros programas de planilhas que são eficientes e dão
suporte, do mais básico até à criação de gráficos e à implementação e
alimentação de banco de dados, se esse for o objetivo. Um dos principais
exemplos é o Excel da Microsoft. Geralmente, nos programas de planilhas
eletrônicas posem ser inseridos elementos como os seguintes:
• Células: é a caixa em que são inseridas as informações de texto
e número. Ela se encontra no cruzamento entre uma linha e uma
coluna. Um exemplo de endereço de célula é: tem-se a coluna E
e a linha 10, a célula é chamada, então, de célula E10.
• Fórmulas: usando as operações, como soma, subtração, divisão
e multiplicação, as formulas calculam, por meio dos números
inseridos nas células, o que é pedido para calcular. Para que os
cálculos sejam realizados, utilizamos o endereço das células nas
quais se encontram os números mais a operação necessária, por
exemplo: = E10 + E1. Ao digitar isso em uma célula, o programa irá
calcular qual é a soma do número contido na célula E10 mais o
número contido na célula E11. A fórmula deve ser iniciada com o
sinal de igual (=).
• Funções: para tornar os cálculos mais práticos e ágeis, as funções
são fórmulas que substituem a digitação de todas as células
para o cálculo desejado, ou seja, digitamos o intervalo entre
elas. Exemplificando: não é necessário digitar cada célula a ser
calculada, como na fórmula =E10+E11+E12+E13+E14+E15+E16. Você
pode utilizar a função = SOMA(E10:E16).
Para a criação de uma nova planilha nos programas específicos,
como o Excel, basta abrir o programa, que, automaticamente, uma série
de modelos e arquivos prontos irão aparecer para serem utilizados.
Introdução a Banco de Dados
25
Figura 8 ‒ Planilha eletrônica
Fonte: Pixabay.
No Excel, os arquivos de planilhas são chamados de pastas. Estas
podem conter uma ou mais planilhas. Caso queira gerar um arquivo novo
de pasta de trabalho, você só precisa seguir os seguintes procedimentos:
• Clicar na Guia de Arquivo, localizada no canto esquerdo superior
da tela.
• Selecionar a opção “Novo”.
• Posteriormente, a opção “Pasta de trabalho em branco”.
Com isso é gerada uma nova pasta de trabalho, tendo, assim, mais
opções para a criação de planilhas. Também é possível adicionar planilhas
diferentes em uma pasta de trabalho do Excel, bastando selecionar o
botão “Nova Planilha”, indicado com um sinal de “+” no canto esquerdo
inferior de sua tela. Em uma mesma pasta de trabalho é possível ter até
255 planilhas.
Introdução a Banco de Dados
26
Figura 9 ‒ Planilha eletrônica no Excel
Fonte: Wikimedia Commons.
Para salvar a planilha criada, bastas seguir os procedimentos a
seguir:
• Ir na Guia Arquivo.
• Selecionar a opção “Salvar Como”.
• Nomear o arquivo.
• Indicar o local que irá alocá-lo.
Caso queira apenas salvar uma alteração no arquivo já existente,
basta selecionar a opção “Salvar”, por meio da qual o arquivo que foi
alterado será atualizado. Para abrir um arquivo, basta abrir o programa
Excel, ir em “Arquivo” e selecionar a opção “Abrir”. Caso queira procurar por
um arquivo, basta clicar em “Procurar”.
Diferenças Entre Arquivos de Dados e
Planilhas de Cálculos
Ao contrário da planilha de cálculos, que é desenvolvida no Excel, por
exemplo, e tem fórmulas e funções, o arquivo de dados tem informações
sobre dados que são necessários ou que precisam ser armazenados,
Introdução a Banco de Dados
27
indo além de números, fórmulas ou funções, podendo ser, por exemplo,
endereços, números de celular, nomes e outras informações.
Figura 10 ‒ Planilha de cálculos
Fonte: Wikimedia Commons.
Um arquivo de dados contém informações de texto, podendo ser
disposto em planilha ou não, além de planilhas numéricas, por exemplo.
O Excel tem a capacidade de oferecer suporte. Para planilhas de gráficos
e tabelas dinâmicas, além de, através do programa Project da Microsoft,
poder realizar também planilhas de projeções.
SAIBA MAIS:
O programa de planilha eletrônica Excel 2016 tem inúmeros
recursos para o usuário, e boa parte destes podem ser vistos
ao iniciar o programa. Para saber mais sobre esses recursos
e outros que você talvez não conheça, recomendamos o
link a seguir. Para acessar, clique aqui.
Introdução a Banco de Dados
https://support.office.com/pt-br/article/Salvar-uma-pasta-de-trabalho-em-outro-formato-de-arquivo-6a16c862-4a36-48f9-a300-c2ca0065286e
28
O banco de dados pode ser comparado com o arquivo de dados: o
banco de dados é mais complexo, sendo diferenciado pelos dados e as
informações inseridas.
SAIBA MAIS:
Para se aprofundar no tema desta aula, recomendamos o
acesso ao vídeo a seguir. Para acessar, clique aqui.
O banco de dados é um arquivo com um conjunto de dados
relacionados entre si, facilitando a pesquisa, já que o arquivo consegue
encontrar a informação necessária por meio de referências.
Figura 11 ‒ Quantidade de dados e informações que são inseridas
Fonte: Wikimedia Commons.
Para facilitar a compreensão, vamos imaginar uma loja de calçados.
Esta não aceita mais o cartão de crédito de bandeira Visa e precisa
enviar um e-mail para os clientes vips que compram, no mínimo, uma
Introdução a Banco de Dados
https://youtu.be/_aQf-tKNrTs
29
vez por mês. Para enviar o e-mail, deveráser executado um cruzamento
de informações e referências, e é por meio dessas referências e do
gerenciamento do banco de dados que será possível enviar os e-mails.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido
que para entender sobre planilhas eletrônicas, arquivos
e bancos de dados, primeiro, é importante compreender
conceitos referentes à planilha eletrônica, uma ferramenta
bastante utilizada para realizar cálculos e projeções de
resultados futuros. A planilha eletrônica é composta
por tabela de linhas e colunas, em que são inseridas as
informações necessárias para que seja possível realizar
cálculos de maneira automática, seja simples, de soma
ou subtração, até os mais complexos, de porcentagem e
divisão. Uma planilha eletrônica é, essencialmente, uma
folha de cálculos desenvolvida e abastecida diretamente
nos programas de computador, como o Excel da Microsoft,
ou diversos outros aplicativos, disponíveis também
para smartphones. Sobre o arquivo de dados, são as
informações relativas aos dados necessários nos quais é
preciso armazenar, indo além de números, fórmulas ou
funções, podendo ser, por exemplo, endereços, números
de celular, nomes e outras informações.
Introdução a Banco de Dados
30
Recursos de Bancos de Dados em
Planilhas
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de compreender
os recursos de bancos de dados em planilhas. Isso será
fundamental para o exercício de sua profissão. E então?
Motivado para desenvolver esta competência? Então,
vamos lá. Avante!.
Os recursos de banco de dados em planilhas são importantes para
a realização das operações básicas por meio de uma planilha eletrônica,
que podem ser geradas em programas como o Excel da Microsoft.
Classificação de Dados
As informações dispostas em uma planilha de dados, como no Excel,
devem ser organizadas e ordenadas da melhor maneira possível, podendo
ser por texto, por ordem alfabética e de A a Z ou, no caso de números,
pode ser ordenado do menor ao maior ou vice-versa. A classificação
de dados tem o objetivo de localizar os dados com mais agilidade. A
ordenação de dados é o início do processamento, visto que organizados,
estes são encontrados com maior facilidade, tornando o processo de
pesquisa mais célere. Essa organização é um princípio de funcionamento
do banco de dados. Para começar a utilizar o recurso de banco de dados
é necessário ter uma planilha no Excel, por exemplo. Vamos utilizar uma
planilha no Excel para exemplificar uma escola chamada “Educar”. A partir
daí, serão trabalhados os recursos para ordenação (classificação). Para
que você possa acompanhar é importante, primeiro, que você “alimente”
uma planilha com os dados exibidos na Figura 12 como exemplo.
Introdução a Banco de Dados
31
Figura 12 ‒ Planilha no Excel com dados para testes
Fonte: Duarte (2016).
Não se preocupe em formatar ou inserir elementos gráficos neste
momento, apenas digite os dados, ou seja, as informações sobre os
alunos. Com a planilha eletrônica aberta, selecione os dados do intervalo
que você ordenar (classificar); depois, clique na Guia Dados e no grupo
Classificar e Filtrar. Clique no botão “Classificar”, a caixa irá aparecer, então,
defina:
• Coluna: “Classificar por”: escolha a coluna que deseja ordenar.
• No botão “Adicionar Nível”, adicione “Novo” nível em “E depois por”.
• Em “Classificar em”, peça a opção “Valores”.
• Em “Ordem”, defina “De A a Z” ou “De Z a A”.
• Por último, clique em “Ok”.
Ao determinar os níveis de classificação, é definido como será a
forma da ordenação dos dados da planilha.
VOCÊ SABIA?
Ter habilidade para classificar e criar filtros no Excel é o
primeiro passo para compreender o banco de dados.
No link a seguir é possível ver mais sobre a classificação
de dados na planilha, o que é essencial para a sua boa
funcionalidade. Para acessar, clique aqui.
Introdução a Banco de Dados
https://support.office.com/pt-BR/article/Classificar-dados-em-um-intervalo-ou-tabela-62d0b95d-2a90-4610-a6ae-2e545c4a4654
32
Sendo aprovado, recuperação ou reprovado; e, em segundo
lugar, a ordem será de acordo com nome do aluno em ordem alfabética
crescente.
Figura 13 ‒ Planilha no Excel com intervalo de dados selecionado
Fonte: Duarte (2016).
Outro recurso importante são os filtros; quando ativos, facilitam o
processo de busca das informações, otimizando tempo. Por meio dos
filtros de busca é possível ocultar colunas e linhas inteiras, que não têm
valor para a sua busca, basta, se deseja, criar um filtro para tal.
Criando e Manipulando Filtros de Dados
Dependendo do filtro colocado, é possível selecionar as células por
números, textos, cores ou qualquer outro filtro que julgar necessário. Para
realizar esse processo basta seguir os passos a seguir:
1. Abra a planilha eletrônica e selecione os dados que deseja filtrar.
2. Clique na guia “Dados” e, depois, no grupo “Classificar e Filtrar”.
3. Todo título de coluna irá aparecer com uma “Seta de Filtro” e, para
exibir uma lista completa delas, deve clicar na seta e definir como
deseja filtrar.
4. Caso prefira, a filtragem pode ser feita por cor, texto, situação,
número, entre outros. Para personalizar, posicione o mouse em
cima de “Filtros por texto”.
Introdução a Banco de Dados
33
5. Na etapa de Filtro, na coluna, irá aparecer um “cone”, que indica a
filtragem.
Para que seja possível utilizar o recurso de “Classificar e Filtrar”,
todos as informações da planilha devem estar dispostas em colunas,
e cada coluna deve ter um título para identificação. Caso não estejam
organizadas, poderá ocorrer erros ao utilizar os filtros.
Figura 14 ‒ Planilha no Excel com intervalo de dados selecionado e com o recurso de filtrar
os dados realizados
Fonte: Duarte (2016).
Além de organizada e com título nas colunas, cada linha deve ter
apenas um registro, seja de texto ou número, para que não ocorra confusão.
Existem dois recursos fundamentais para as operações de bancos de
dados que são realizados no Excel, as totalizações e subtotalizações,
sendo esta a soma parcial das informações de uma planilha. Apesar
de não ser a única, a AutoSoma é a opção mais utilizada para realizar a
totalização das informações. Consiste em um assistente que possibilita
realizar operações de soma de maneira mais eficaz e rápida. Para realizar
a operação, siga o passo a passo a seguir:
Introdução a Banco de Dados
34
1. Escolha uma célula vazia, acima ou abaixo do intervalo que deseja
selecionar.
2. O botão de AutoSoma irá aparecer nas guias de “Página Inicial” ou
“Fórmulas”, basta clicar nele e selecionar a opção “Soma”.
3. Automaticamente, o AutoSoma detecta o intervalo que deve
ser somado criando a fórmula =SOMA na célula previamente
selecionada.
Pode ser trabalhado na vertical ou na horizontal; o AutoSoma só
necessita que selecione a célula, no caso de ser horizontalmente, à
esquerda ou à direita das células que você deseja somar.
Figura 15 ‒ Planilha no Excel com intervalo de dados selecionado com o recurso de
AutoSoma realizado
Fonte: Duarte (2016).
No entanto, o AutoSoma não funciona se o intervalo não for em
sequência. Para que funcione, deve-se digitar, manualmente, os endereços
das células espaçadas. Uma curiosidade é que o botão “AutoSoma” é
representado pela letra grega sigma, ‒. No recurso de subtotais é possível
unir os dados de uma lista de informações em um grupo, podendo,
depois, resumi-lo em oito níveis, um para cada tipo. Cada nível mostra
o grupo mais detalhado, podendo ser utilizada uma estrutura de tópicos
ao lado para poder exibir o resumo de colunas e linhas e, por meio desse
resumo, revelar os dados de cada grupo. Após aplicar esse recurso de
subtotais, aparecerá um resumo de cada opção. Esteestará em uma lista
Introdução a Banco de Dados
35
de classificação. Nessa lista estará, também, a soma realizada e definida,
dentro da guia de subtotais.
Figura 16 ‒ Planilha no Excel com intervalo de dados selecionado com o recurso de subtotais
aplicado
Fonte: Duarte (2016).
Além de todas as funcionalidades previamente vistas, aparecerá,
também, um total geral dos dados, que irá mostrar um somatório
completo da planilha. Também existirão subtotais, que serão números
de 1 a 3, representados com um “+”. Ao utilizar o recurso de “subtotais” é
possível observar um resumo mais eficiente das informações. Para isso,
você deve fazer o seguinte:
• Abrir a planilha e selecionar os dados.
• Definir uma coluna e, depois, clicar em “Classificar”.
• Selecionar o grupo “Estrutura de Tópicos” presente da guia “Dados”
e o botão de “Subtotal”.
• Após abrir a caixa “Subtotais”, escolha cada mudança e defina a
coluna de classificação.
• Utilizar as funções de soma, média, entre outras.
• Escolher a coluna do somatório e adicionar o subtotal.
• Clicar em “Ok”.
Introdução a Banco de Dados
36
• Quando atualizado ou removido, o subtotal pode ser substituído.
É importante salientar que o programa exemplificado é o Excel. Os
conceitos principais, geralmente, são os mesmos nos programas similares,
podendo ter alterações de acordo com as suas versões e atualizações.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido
que os recursos de bancos de dados em planilha vão desde
inserir, ordenar e classificar, até recursos mais avançados,
por meio de uma busca de filtros. Além disso, viu recursos
para realizar a operação de totalização e subtotalização de
linhas, disponíveis nos programas de planilhas eletrônicas,
como no Excel. Esses recursos permitem realizar
procedimentos a fim de executar uma melhor classificação
de dados, baseando-se em informações de referência. No
momento que estão ativos, os filtros simplificam o processo
de busca das informações, otimizando o tempo. Ainda,
por meio dos filtros de busca é possível ocultar colunas e
linhas inteiras que não têm valor para a sua busca, basta, se
desejar, criar um filtro para tal.
Introdução a Banco de Dados
37
Integridade Referencial
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender
sobre integridade referencial. Isso será fundamental para
o exercício de sua profissão. E então? Motivado para
desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!.
É importante que os profissionais de banco de dados tenham
a capacidade para o entendimento dos conceitos sobre integridade
referencial, aplicando-os a gerenciadores de bancos de dados.
Bancos de Dados Relacionais
Um banco de dados é um arquivo que contém diversas informações
que se relacionam, tendo a finalidade de facilitar a busca e ter um maior
número de referenciais para a busca de uma determinada informação.
Sendo assim, um banco de dados relacional é o programa que gerencia
os dados que se relacionam, tanto em tabelas quanto em relações.
Figura 17 ‒ Esquema de banco de dados relacional
Fonte: Wikimedia Commons.
Trabalhando com tabelas, um banco de dados relacional administra
as informações destas, de maneira a propiciar a relação de uma tabela
com outra, fazendo com que elas compartilhem informações e sejam
Introdução a Banco de Dados
38
alimentadas constantemente, é daí que surge o nome “relacional”. Imagine
uma família: pai, mãe, primo, avó, cada membro dessa família pode ser
considerado uma tabela, visto que há outros núcleos familiares, como
filhos, esposas etc. Eles são tabelas individuais que se encontram em uma
grande tabela, a familiar. É por meio dessa combinação de tabelas que
funciona um banco de dados relacional. As informações armazenadas nos
bancos de dados são organizadas em tabelas, que dispõem esses dados
em linhas e colunas, onde as colunas armazenam um tipo de dados, e
os dados propriamente ditos são dispostos nas linhas. Para compreender
melhor, observe o Quadro 1, que tem 3 colunas e 2 linhas: as colunas
correspondem ao tipo de dado e as linhas são os dados.
Quadro 1 ‒ Dados dispostos nas linhas
NúmeroALUNO PrimeiroNOME SegundoNOME
12345 André Luiz
12346 David Stephen
Fonte: Duarte (2016).
Nos bancos de dados relacionais, é importante conhecer sobre as
chaves primárias, que são inerentes a todos os bancos de dados. Isso
quer dizer que, qualquer banco de dados, para funcionar corretamente,
deve ter uma chave primária. Estas são as colunas que identificam uma
linha toda na tabela. No exemplo acima, podemos dizer que uma chave
primária é a coluna NúmeroALUNO, disposta como um índice da tabela.
Também é importante conhecer a chave estrangeira. Se, por exemplo,
formos construir uma segunda tabela, em que os dados são referentes às
turmas da escola, para ligarmos a tabela de alunos a ela, seria necessário
que se criasse uma chave comum a ambas as tabelas. No exemplo em
tela, essa chave seria o número da chave primária da tabela de turmas, e
a chave estrangeira na tabela de alunos. Vejas como seria a ligação entre
essas duas tabelas na Figura 18.
Introdução a Banco de Dados
39
Figura 18 ‒ Chaves primária e estrangeira
Tabela 2 - Tabela contendo os alunos cadastrados na escola com os números de suas
respectivas turmas
NúmeroALUNO PrimeiroNOME SegundoNOME NúmeroTURMA
12345 André Luiz 1
12346 David Stephen 1
12347 Andréa César 2
12348 Caio Barcelos 2
Chave primária Chave estrangeira
NúmeroTURMA DescriçãoTURMA
1 Turma Manhã I
2 Turma Noite I
Chave primária
Tabela 3 - Tabela contendo as turmas da escola-exemplo
Fonte: Duarte (2016).
Observe que a chave primária de uma tabela pode ser estrangeira
em outra, como é o caso do exemplo apresentado anteriormente.
Modelagem de Dados
Após entender a estrutura de uma tabela e como seus dados se
relacionam, é importante compreender como estes são organizados e
estruturados, e é para isso que a modelagem existe. Esta é considerada
fundamental para o processo de criação do banco de dados.
Introdução a Banco de Dados
40
DEFINIÇÃO:
Modelagem de dados é o conjunto de normas utilizadas
para definir as regras de negócio e a estrutura da formação
do banco de dados. Ela define o esqueleto do banco de
dados. Por meio da modelagem de dados são definidas
“entidades” lógicas, representando as tabelas do futuro
banco de dados, relacionando-se entre si por meio de
ligações ou associações, que podem ser de 1:1 (um para
um), 1:N (um para muitos) e N:N (muitos para muitos)..
Uma modelagem consiste, basicamente, em uma série de
atividades com teorias e ações práticas, para criar um banco de dados
consistente, confiável e que poderá ser utilizado por qualquer sistema
de gerenciamento (SILBERSCHATZ, 2006). Uma modelagem de dados
consiste na análise das entidades e dos relacionamentos existentes
entre elas. Para isso, é importante conhecer o diagrama de entidade/
relacionamento. Teoricamente, os diagramas que tratam sobre as
entidades e suas relações são desenhos gráficos criados com base em
diagramas de dados, conhecidos como diagramas. Por meio destes, todas
as entidades são identificadas, assim como todas as suas relações são
expostas. É por meio dessa identificação e exposição que o “esqueleto”
do banco de dados é criado. Veja a seguir um exemplo de um caso de
relacionamento entre duas tabelas do tipo 1:N (de uma turma para muitos
alunos).
Figura 19 ‒ Relacionamento entre duas tabelas
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados
41
Também é importante o modelo lógico de dados, que é criado
com base no diagrama visto anteriormente. O modelo lógico trabalha na
estruturação e definição das chaves primárias e estrangeiras, bem como
no seu relacionamento com asentidades lógicas. O modelo lógico visa
à criação e à adequação de padrões, à busca da nomenclatura correta
e à integridade das referências, ou seja, dos relacionamentos entre as
entidades.
Figura 20 ‒ Modelo lógico de dados
Fonte: Duarte (2016).
Para os profissionais que trabalham com Banco de dados também
é importante conhecer sobre o modelo físico de dados, que é a última
etapa da criação de um banco de dados, a montagem do modelo físico.
Esse modelo é baseado em todos os modelos, gráficos e padrões
montados previamente, e se encerra na fronteira natural do programa de
banco de dados. Para isso, existe o sistema de gerenciamento de banco
de dados (SGBD), que são os programas que interagem diretamente com
o banco de dados, realizando o seu gerenciamento, são chamados de
gerenciadores de banco de dados. Nestes, todo o funcionamento ocorre
internamente, sem a necessidade de ajuda externa.
Introdução a Banco de Dados
42
Figura 21 ‒ Sistema de gerenciamento de banco de dados
Fonte: Freepik.
Apesar de seu funcionamento ser automatizado e não necessitar
de ajuda externa, o SGBD oferece determinadas ferramentas para que o
usuário consiga inserir e modificar dados existentes no banco.
SAIBA MAIS:
A Microsoft dispõe de treinamento técnico aprofundado.
Para conhecer mais sobre os modelos de SGBD, veja o link
a seguir. Para acessar, clique aqui.
Normalmente, os SGBDs funcionam baseados na linguagem de
Structured Query Language (SQL), sendo formados por Application
Programming Interface (APIs).
Figura 22 ‒ Os SGBDs funcionam baseados na linguagem de SQL
Fonte: Freepik.
Introdução a Banco de Dados
https://azure.microsoft.com/pt-br/resources/videos/azure-sql-database-create-dbs-in-seconds
43
No mercado, existem diversos SGBDs. São exemplos:
• Firebird.
• Oracle.
• MySQL.
• SQL Server.
• Sybase.
• IBM DB2.
A integridade referencial é o conhecimento fundamental para
os profissionais que trabalham com banco de dados, para desenvolver
projetos mais conceituados e estruturados (HEUSER, 2001).
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido
a importância de saber e conhecer as definições de termos
empregados nos bancos de dados relacionais. E, por meio
de exemplos e conceituação prática, foram apresentadas
as definições primárias de integridade referencial das
inúmeras tabelas que, juntas, dão a forma ao banco de
dados. Viu, também, as principais funções e características
dos programas SGBD. Este é um arquivo que contém
diversas informações que se relacionam, tendo a finalidade
de facilitar a busca e ter uma maior quantidade de
referenciais para a busca de uma determinada informação.
É por meio de combinação de tabelas que funciona um
banco de dados relacional. As informações armazenadas
nos bancos de dados são organizadas em tabelas, que
dispõem esses dados em linhas e colunas, onde as colunas
armazenam um tipo de dados, e os dados propriamente
ditos são dispostos nas linhas.
Introdução a Banco de Dados
44
REFERÊNCIAS
CLASSIFICAR dados em um intervalo ou tabela. Microsoft, [20--
?]. Disponível em: https://support.office.com/pt-BR/article/Classificar-
dados-em-um-intervalo-ou-tabela-62d0b95d-2a90-4610-a6ae-
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DATE, C. J. Introdução a sistemas de bancos de dados. Rio de
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DESENVOLVA suas habilidades técnicas com centenas de vídeos
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em: https://azure.microsoft.com/pt-br/resources/vídeos. Acesso em: 11
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DUARTE, A. L. Introdução a banco de dados. Recife: Uninassau,
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Publicado pelo canal Sebrae Minas. Disponível em: https://www.youtube.
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HEUSER, C. A. Projeto de banco de dados. 4. ed. Porto Alegre:
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KARASINSKI, V. TecMundo explica: como funciona a compactação
de arquivos [vídeo]. TecMundo, 2014. Disponível em: https://www.
tecmundo.com.br/tecmundo-explica/54730-tecmundo-explica-
funciona-compactacao-arquivos-video.htm. Acesso em: 11 jan. 2022.
RAMAKRISHNAN, R.; GEHRKE, J. Sistemas de gerenciamento de
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SAIBA fazer backup e salvar seus e-mails no Outlook.
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outlook-04023570D0814326?types=A&. Acesso em: 11 jan. 2022.
Introdução a Banco de Dados
45
SALVAR UM arquivo no Office para Mac. Microsoft, [20--?]. Disponível
em: https://support.microsoft.com/pt-br/office/salvar-um-arquivo-no-
office-para-mac-421a5172-9bc6-4ef0-b452-c0939bdce786?redirectsour
cepath=%252fpt-br%252farticle%252fsalvar-um-arquivo-em-um-formato-
de-arquivo-diferente-956eec7f-732a-4d3e-8a5c-0f04a9cdca4a. Acesso
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SALVAR UMA pasta de trabalho em outro formato de arquivo.
Microsoft, [20--?]. Disponível em: https://support.microsoft.com/pt-br/
office/salvar-uma-pasta-de-trabalho-em-outro-formato-de-arquivo-
6a16c862-4a36-48f9-a300-c2ca0065286e?ui=pt-br&rs=pt-br&ad=br.
Acesso em: 11 jan. 2022.
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noticia/2012/07/entenda-os-formatos-dos-arquivos-de-imagem.html.
Acesso em: 11 jan. 2022.
SILBERSCHATZ, A.; KORTH, H. F.; SUDARSHAN, S. Sistema de
banco de dados. Rio de Janeiro: Campus, 2006.
Introdução a Banco de Dados“caminhando”. Os SGBDs, ao contrário de outras plataformas,
como ambientes de desenvolvimento e ferramentas de produtividade
(Office), não mudam com tanta rapidez. Um exemplo disso é a arquitetura
de banco de dados distribuído. O conceito existe desde a década de
Introdução a Banco de Dados
21
1980, época em que SGBDs, como o DB2 e o Adabas, já ensaiavam esse
conceito na prática. No entanto, somente nessa década os bancos de
dados distribuídos foram distribuídos e ganharam as nuvens.
Figura 11 – MySQL é utilizado por pequenas aplicações e sites na web
Fonte: Freepik.
A maioria dos SGBDs profissionais apresentam soluções, além
de vasta documentação sobre a utilização na modalidade “clouding”. A
Oracle, por exemplo, disponibiliza seus próprios servidores para hospedar
soluções em bancos de dados distribuídos na Nuvem.
Introdução a Banco de Dados
22
SAIBA MAIS:
Leia mais sobre os conceitos da Oracle para computação
em Nuvem no artigo a seguir. Para acessar, clique aqui.
De maneira geral, fica evidente a importância do SGBD, que deve
ter a capacidade de garantir os requisitos, como integridade dos dados,
alta disponibilidade e segurança da informação, entre outros, para propor
maior confiabilidade nos dados armazenados.
Bancos de Dados não Relacionais
Fazer os dados se relacionarem em um banco de dados, como
vimos, não é uma tarefa trivial, são necessários inúmeros procedimentos,
como criar tabelas, especificar as propriedades dos campos, relacioná-
las entre si etc. Mas, depois da revolução causada pelo Google, os dados
ficaram mais próximos e amigáveis. O Google provou que é possível
traduzir textos e relacionar palavras, parte delas e até o sentido semântico
de algo que se escreve pela metade.
Figura 12 – Depois da revolução causada pelo Google, os dados ficaram mais próximos e
amigáveis
Fonte: Wikimedia Commons.
Introdução a Banco de Dados
http://www.oracle.com/technetwork/pt/articles/cloudcomp/passo-a-passo-3764666-ptb.html
23
O grande ponto de reflexão é: depois de toda essa revolução, será
que temos que gastar tanta energia assim para fazer com que os dados
”conversem” entre si? Será mesmo necessário modelar, remodelar e
indexar dados e tabelas para fazer os dados se relacionarem mutuamente?
SAIBA MAIS:
Para se aprofundar no tema sobre as características e
recursos dos SGBDs, é recomendado o acesso à seguinte
fonte de consulta e conhecimento. Para acessar, clique
aqui.
É grande o número de bancos de dados que se intitulam NoSQL ou
não relacional. Esse movimento está bastante enraizado no open source.
É possível perceber isso até mesmo pelos curiosos nomes dos projetos:
Voldemort, MongoDB, Tokyo Tyrant e CouchDB.
Apesar da grande quantidade desses bancos serem open
source, o movimento ganhou muita força com a publicação
de dois papers sobre implementações proprietárias:
Google Bigtable (que a Caelum usa atualmente) e Amazon
Dynamo. Não por acaso, são duas empresas que lidam com
uma quantidade enorme de informações. Outros grandes
nomes participam do movimento NoSQL: Yahoo! (Hadoop
com HBase, Sherpa), Facebook e Digg (Cassandra),
LinkedIn (Voldemort), Mixi (Facebook do Japão) (Tokyo
Cabinet) e a Engine Yard (MongoDB) (STEPPAT, 2009).
Atualmente, vários projetos citados foram descontinuados. Por esse
motivo, é de extrema importância que os profissionais da área estejam
sempre atualizados em relação às atualizações e modernizações dos
bancos de dados.
Introdução a Banco de Dados
http://blog.caelum.com.br/bancos-de-dados-nao-relacionais-e-o-movimento-nosql
24
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido
que para o entendimento das noções avançadas em
relação a banco de dados, primeiro, é importante o
entendimento em relação aos SGBDs, softwares cuja
finalidade é permitir o gerenciamento de bancos de dados.
É preciso estar sempre atualizado para conhecer os que
são mais confiáveis, renomados e populares gerenciadores
do mercado. Além disso, todo SGBD deve ser capaz de
garantir integridade dos dados, alta disponibilidade e
segurança da informação.
Introdução a Banco de Dados
25
Banco de Dados para Programadores
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender o
banco de dados para programadores. Isso será fundamental
para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para
desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!.
A História da Programação de Banco de
Dados
Antes da década de 1980, quando não havia banco de dados
relacional, os programadores eram os “donos” de seus bancos de dados.
Como não havia nada que garantisse a integridade referencial dos dados,
cabia aos programadores assegurar essa integridade por meio da lógica
desenvolvida em seus programas computacionais. Na época, havia uma
necessidade muito grande de o programador conhecer os meandros dos
bancos de dados, mas, por outro lado, os SGBDs eram mais simplórios,
com menos recursos que os atuais.
Com o advento do primeiro banco de dados relacional do mundo, já
na década de 1980, o programador iniciou uma trajetória de distanciamento
dos bancos de dados, entre eles surgiram duas figuras:
1. SGBD.
2. Administrador de dados.
Entendemos por administrador de dados o cargo ou a função
ocupada por um profissional especializado na implantação e no
gerenciamento dos bancos de dados.
Introdução a Banco de Dados
26
Figura 13 – O administrador de dados é um profissional especializado na implantação e no
gerenciamento dos bancos de dados
Fonte: Freepik.
No decorrer da história, vários modelos de banco de dados existiram.
Veja alguns exemplos.
• Modelo plano: flat file model.
• Modelo em rede: network model.
• Modelo hierárquico: hierarchical model.
• Modelo relacional: relational model.
• Modelo orientado para objetos: objects oriented model.
Ao longo da história recente, os bancos de dados evoluíram
bastante, começando pelos bancos de dados de modelo plano, ou seja,
de matrizes bidimensionais compostas por campos de dados do tipo:
inteiro, número real etc. O modelo plano evoluiu, poucos anos depois,
para as planilhas eletrônicas.
Introdução a Banco de Dados
27
Figura 14 – Ao longo dos anos, os bancos de dados evoluíram consideravelmente
Fonte: Freepik.
Já o modelo em rede possibilita que várias tabelas sejam utilizadas
ao mesmo tempo, por meio de apontadores; alguns campos contêm
apontadores para outras tabelas, em vez de informações propriamente
ditas. Nesse cenário, as tabelas são associadas por referenciamento,
assemelhando-se a uma rede. O modelo hierárquico é similar ao modelo
em rede, limitando-se às relações em formato de árvore.
O modelo de banco de dados relacional é constituído, basicamente,
por três componentes:
1. Coleção de tabelas (estruturas de dados tabular).
2. Relacionamentos (coleção de operadores relacionais).
3. Coleção de condições restritivas (integridade referencial).
Resultando, assim, em um conjunto consistente de dados: o modelo
de banco de dados relacional.
Introdução a Banco de Dados
28
Figura 15 – O modelo de banco de dados relacional resulta em um conjunto consistente de
dados
Fonte: Wikimedia Commons.
Já o considerado “estado da arte” em termos de modelo de banco
de dados, é o modelo orientado a objetos, que é a junção do modelo
relacional com o conceito de construtores e classes, herdado da
programação orientada a objetos.
DEFINIÇÃO:
No modelo de dados orientado a objetos, consultas podem
ser representadas como classes dentro do modelo de
dados, envolvendo mais de uma tabela ao mesmo tempo.
Essas classes podem ser manipuladas livremente como se
fossem tabelas (STEPPAT, 2009).
Introdução a Banco de Dados
29
Ao longo da história, existiram alguns SGBDs, que adotaramo
modelo de organização e processamento de dados, tais como:
• Cache.
• Versant.
• DB4-Objects.
• O2.
• Gemstone.
• Jasmine.
• Matisse.
• Objectivity/DB.
• Ozone.
A linguagem de declaração de consulta e atualização de dados
desse modelo é a Object Query Language (OQL).
Introdução a Banco de Dados
30
Relação do Programador com o Banco de
Dados
À medida em que os modelos de banco de dados foram ficando
mais sofisticados, os programadores foram se distanciando da posição de
pertencimento e controle dos dados de uma organização.
Figura 16 – Conforme os modelos de banco de dados foram se sofisticando, os
programadores se distanciaram dos dados das organizações
Fonte: Freepik.
Atualmente, os programadores têm pouca ou quase nenhuma
autonomia acerca de alterações de dados. São tantas regras de validação
e consistência referencial entre tabelas e objetos, que se torna quase
impossível ao programador cometer deslizes que comprometam a
integridade das bases de dados com as quais opera.
Introdução a Banco de Dados
31
SAIBA MAIS:
Para se aprofundar no tema banco de dados para
programadores, é recomendado o acesso à seguinte fonte
de consulta e conhecimento. Para acessar, clique aqui.
Isso é um aspecto positivo para a organização, pois representa
maior segurança da informação armazenada.
Figura 17 – Atualmente, os programadores têm pouca ou quase nenhuma autonomia acerca
de alterações de dados
Fonte: Freepik.
Para o programador, o distanciamento do controle sobre o banco
de dados faz com que sejam produzidas verdadeiras caixas-pretas, em
que esse profissional pouco conhece a respeito das tecnologias inerentes
a essas bases de dados.
Introdução a Banco de Dados
http://www.fsma.edu.br/si/edicao3/banco_de_dados_orientado_a_objetos.pdf
32
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido
que para o entendimento de banco de dados para
programadores, primeiro, é importante conhecer a história
dos bancos de dados e como eles sempre se relacionaram
com os profissionais de desenvolvimento de software,
além de entender sobre a importância de trabalhar com os
bancos de dados no contexto da programação e análise de
sistemas. Anteriormente aos anos da década de 1980, não
havia banco de dados relacional, ou seja, os programadores
eram, de certa forma, os “donos” de seus bancos de dados.
Durante a história considerada recente, os bancos de dados
evoluíram de maneira rápida e considerável, iniciando pelos
bancos de dados de modelo plano, ou seja, de matrizes
bidimensionais compostas por campos de dados do tipo
inteiro, número real etc. O modelo plano evoluiu para as
planilhas eletrônicas.
Introdução a Banco de Dados
33
Mercado de Trabalho para Administração
de Dados
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de compreender
as opções de mercado de trabalho para administração
de dados. Isso será fundamental para o exercício de
sua profissão. E então? Motivado para desenvolver esta
competência? Então, vamos lá. Avante!.
Perfil do Profissional de Administração de
Dados
Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), divulgada
pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), existe uma família de
ocupações denominada “Administradores de Tecnologia da Informação”,
sob o código 2123; e um dos títulos associados a essa família de ocupações
é “Administrador de Banco de Dados”, sob o código 2123-05. Na maioria
das empresas, a função de administrador de dados, de bem remunerada,
é restrita a poucos postos de trabalho, pois a grande maioria das empresas
mantêm seus bancos de dados centralizados em suas matrizes ou em
data centers terceirizados.
Figura 18 – Na maioria das empresas, a função de administrador de dados é restrita a
poucos postos de trabalho, em comparação às outras áreas de TI
Fonte: Freepik.
Introdução a Banco de Dados
34
No entanto, isso não retira dessa profissão o seu valor. Os
administradores de dados são como controladores de voos em aeroportos:
repousam sobre eles a responsabilidade de manter aquilo que é mais
precioso em um negócio, as informações.
Figura 19 – Pode ser feita uma alusão da função de administrador de banco de dados com
controladores de voos em aeroportos
Fonte: Freepik.
Além de capacidade e competência técnica, são exigidas de um
administrador de banco de dados as seguintes características:
• Assertividade.
• Confiabilidade.
• Prudência.
• Visão sistêmica.
Assertividade: os profissionais que lidam com essa área precisam
usar precisão em suas análises e decisões. Como já dissemos
Introdução a Banco de Dados
35
anteriormente, ocupar uma posição na área de administração de dados
de uma empresa é algo da maior responsabilidade, exigindo boas doses
de acurácia e detalhismo por parte do profissional.
Figura 20 – Os profissionais de banco de dados precisam usar precisão em suas análises e
decisões
Fonte: Freepik.
Confiabilidade: além da assertividade, os profissionais que lidam
diretamente com numerosas bases de dados precisam gozar de total
confiança por parte da organização, uma vez que eles têm acesso a
informações estratégicas, que não podem vazar para a concorrência. O
perfil ético-moral desse técnico é objeto de profunda análise por parte do
departamento de Recursos Humanos da maioria das empresas de grande
porte.
Introdução a Banco de Dados
36
Figura 21 - Os profissionais que lidam diretamente com numerosas bases de dados
precisam gozar de total confiança
Fonte: Freepik.
Prudência: lidar com o acervo de informações da empresa exige do
administrador de dados uma forte carga de prudência. Estamos falando
de uma área que não tem espaço para amadorismo ou atos impulsivos.
Todas as operações de segurança de dados, como backup, recovery,
migrações, entre outras, exigem atenção redobrada, pois qualquer deslize
pode comprometer um dos mais valiosos patrimônios da empresa: o seu
acervo informacional.
Introdução a Banco de Dados
37
Visão sistêmica: por lidar com o conjunto dos dados de uma
empresa, o administrador precisa ter uma visão sistêmica sobre o modelo
conceitual do negócio da organização.
Figura 22 – Qualquer alteração nesta ou naquela tabela pode ter repercussões gerais e
abrangentes em um sistema de banco de dados
Fonte: Freepik.
A sua interação com um time de programação exige esse perfil,
pois qualquer alteração nesta ou naquela tabela pode ter repercussões
gerais e abrangentes. Não nos esqueçamos que, em uma base de dados,
praticamente todas as tabelas estão direta ou indiretamente relacionadas.
Conhecimento Técnico Exigido
O conhecimento de programação é importante para os profissionais
que trabalham com banco de dados, porém não determinante.
Um exemplo de linguagem a ser utilizada é o SQL, além, claro, das
linguagens de definição e manipulação de tabelas e segurança de dados.
Normalmente, os profissionais de administração de dados emergem das
áreas de Programação e Desenvolvimento de Sistemas. Atualmente,
existe formação específica para esses profissionais.
Introdução a Banco de Dados
38
Figura 23 – O conhecimento de programação é importante, mas não determinante para os
profissionais de banco de dados
Fonte: Freepik.
O conhecimento de programação auxilia bastante no entendimento
das necessidades demandadas pelos programadores, além de facilitar a
absorção das linguagens script utilizadas nos painéis de gerenciamentos
dos SGBDs.
IMPORTANTE:
Em relação ao mercado de trabalho, uma empresa, por
maior que seja, independentemente de sua área de
atuação, geralmente, necessita de apenas uma equipe de
administração de dados para toda a organização.
Dada a sua importância e confiabilidade, os profissionais da área
de Administração de Dados são, normalmente,bem-remunerados.
Mas, ao mesmo tempo, há poucas vagas disponíveis no mercado
para esse profissional. Isso se dá porque a relação entre o número de
administradores de dados e de programadores e outros profissionais de
desenvolvimento e suporte, é de um para muitos. Em outras palavras,
Introdução a Banco de Dados
39
enquanto uma empresa mantém um quadro consideravelmente grande
de técnicos e analistas de suporte, há um quadro mais reduzido para o
time de programação e, menor ainda, para o quadro de administradores
de dados.
Figura 24 – Os profissionais da área de administração de dados, geralmente, são bem-
remunerados
Fonte: Freepik.
Assim como toda e qualquer área de atuação profissional, o
administrador de dados já passou, está passando e ainda passará por
inúmeras transformações. A cada nova quebra de paradigma tecnológico,
novos profissionais vão surgindo, de modo a preencher lacunas ou até
mesmo substituir antigas funções. Existem outras profissões relacionadas
na área de Administração de Dados, como gerente de segurança da
informação ou administrador de segurança da informação. Além de
sólidos conhecimentos em banco de dados, esse profissional precisa
conhecer as redes de computadores e os sistemas operacionais.
Introdução a Banco de Dados
40
Figura 25 – O administrador de segurança da informação é uma das áreas relacionadas aos
bancos de dados
Fonte: Freepik.
A função de analista de business intelligence, devido ao avanço da
ciência dos dados, é uma boa área de especialização para quem trabalha
ou deseja trabalhar com administração de banco de dados.
Figura 26 – A função de analista de business intelligence é uma das áreas relacionadas aos
bancos de dados
Introdução a Banco de Dados
41
Fonte: Freepik.
Os profissionais dessa área trabalham, basicamente, com mineração
de dados, uma técnica mais popularmente conhecida como “data mining”
(CARVALHO, 2001). O objetivo do profissional de inteligência de negócio é
identificar, na base de dados da empresa, formas de extrair informações
estratégicas para o negócio, utilizando mecanismos de Inteligência
Artificial e mineração de dados.
Figura 27 – A função de data mining ou mineração de dados é uma das áreas mais
importantes relacionadas ao administrador de banco de dados
Fonte: Freepik.
O analista de big data, também é derivado do segmento de banco
de dados. Os profissionais dessa área trabalham buscando otimizar a
performance dos bancos de dados distribuídos na Nuvem. Nos anos de
2020 e 2021, devido à pandemia de covid-19, as áreas relacionadas tiveram
um forte crescimento, visto o aumento de vendas on-line e o número de
pessoas que passaram a trabalhar em home office. É importante revisar
que além da formação específica de banco de dados, os profissionais que
trabalham na área também podem ter formações relacionas à:
Introdução a Banco de Dados
42
• Engenharia da Computação.
• Ciência da Computação.
• Tecnologia da Informação.
Além disso, é possível encontrar profissionais nessa área que
estudaram por conta própria, que não têm uma formação regular, mas
que, às vezes, encontram dificuldades que um profissional com formação
não encontraria.
Figura 28 – A expansão do número de pessoas trabalhando e estudando em casa expandiu
o mercado de trabalho para os profissionais de banco de dados
Fonte: Freepik.
Introdução a Banco de Dados
43
É uma área importante nas diversas corporações. É sempre
bom enfatizar que os profissionais da área de banco de dados são os
responsáveis por manter a segurança dos dados e o seu acompanhamento.
Assim, o profissional de banco de dados necessita manter-se atualizado
nas práticas e ficar atento às novidades, pois a cada dia é comum termos
notícias relacionadas a ciberataques, que abriu outro mercado de trabalho
para a área de banco de dados, os profissionais de cibersegurança.
Figura 29 – A área de cibersegurança está relacionada à de banco de dados
Fonte: Freepik.
Os profissionais de cibersegurança, além de conhecimento de
banco de dados, devem ser polivalentes, sendo responsáveis por:
• Backup.
• Manutenção.
Introdução a Banco de Dados
44
• Servidores.
• Sistemas.
• Atualização.
Assim, é importante ter conhecimento em todos esses setores da
computação. É importante salientar que as carreiras na área de banco de
dados estão entre as profissões que se destacam atualmente.
Figura 30 – As carreiras na área de banco de dados estão entre as profissões que mais se
destacam
Fonte: Freepik.
É importante revisar a área de Big Data, já citada anteriormente,
pois envolve a segurança e tem grande destaque. Por ajudar nas decisões
comerciais, de negócios e até de marketing em uma empresa, devem
ser data driven, ou seja, direcionada pelos dados. Assim, esse profissional
precisa entender de banco de dados e ser especialista em Big Data,
sabendo executar a extração de informações dos dados e transformá-las
em um direcionamento para o negócio. Assim, também surgiu uma nova
carreira relacionada, o detetive de dados. Esse profissional, na estrutura
de uma corporação, é o responsável por trabalhar com indivíduos e times
completos para dar respostas a perguntas e gerar recomendações. Todas
Introdução a Banco de Dados
45
as recomendações são baseadas na análise dos dados, por meio da
investigação dos dados gerados e analisandos, com objetivo de chegar a
diagnósticos e diretrizes.
Outras profissões de empresas de tecnologias, mas que também
podem ser adotadas por muitas outras, têm envolvimento direta ou
indiretamente a conhecimentos relacionados a banco dados, ou seja, são
profissões em que é necessário formação em:
• Ciência da Computação.
• Tecnologia da Informação.
São exemplo, mas que também exigem um conhecimento que o
profissional da área de banco de dados pode ter. Outras opções carreiras
são: gestor de desenvolvimento de negócios de inteligência artificial,
facilitador de TI, mestre de edge computing, analista de cibercidade,
entre outras.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido
que o mercado de trabalho para administração de dados
é bem diversificado. Para isso, é importante saber sobre
o perfil do administrador de dados, suas competências e
as perspectivas do mercado de trabalho nessa área, bem
como o entendimento do relacionamento com o time
de desenvolvimento, compreendendo as diferenças de
papeis entre esses profissionais e sua importância para
uma organização. É importante desenvolver a capacidade
de prospectar o mercado e as carreiras para profissionais
especializados em administração de bancos de dados.
Além de capacidade e competência técnica, são exigidas
de um administrador de banco de dados as seguintes
características: assertividade, confiabilidade, prudência
e visão sistêmica. O conhecimento de programação é
importante, mas não determinante.
Introdução a Banco de Dados
46
REFERÊNCIAS
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– criando um banco de dados primário e standby na cloud. Oracle,
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Introdução a Banco de Dados
Princípios Fundamentais de Banco de
Dados
Introdução a
Banco de Dados
Diretor Executivo
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Gerente Editorial
CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA
Projeto Gráfico
TIAGO DA ROCHA
Autoria
LEANDRO C. CARDOSO
AUTORIA
Leandro C. Cardoso
Olá. Sou formado em Comunicação Social com habilitação em
Design Digital e mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design
Digital pela PUC-SP, com uma experiência de 20 anos em direção de
arte e criação na área. Passei por empresas como a Laureate International
Universities — FMU | Fiam-Faam, a Universidade Anhembi Morumbi e
o Centro Paula Souza (Fatec-Etec), como analista de Desenvolvimento
Pedagógico, coordenador de curso técnico de Comunicação Visual no
Centro Paula Souza; e revisor técnico e validador para curso EAD para
clientes Laureate International Universities, DeVry Brasil, Unef, Faesf,
Faculdade Positivo, Uninter, Platos Soluções Educacionais S.A. (Krotonn
— Universidade Anhanguera). Além disso, sou autor de mais de 10 livros
didáticos e um dos organizadores da Maratona de Criação e Design do
curso de Comunicação Visual da Etec Albert Einstein. Sou apaixonado
pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que
estão iniciando em suas profissões. Por isso fui convidado pela Editora
Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito
feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte
comigo!
ICONOGRÁFICOS
Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez
que:
OBJETIVO:
para o início do
desenvolvimento de
uma nova compe-
tência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade
de se apresentar um
novo conceito;
NOTA:
quando forem
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações
escritas tiveram que
ser priorizadas para
você;
EXPLICANDO
MELHOR:
algo precisa ser
melhor explicado ou
detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e
indagações lúdicas
sobre o tema em
estudo, se forem
necessárias;
SAIBA MAIS:
textos, referências
bibliográficas e links
para aprofundamen-
to do seu conheci-
mento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a
atenção sobre algo
a ser refletido ou dis-
cutido sobre;
ACESSE:
se for preciso aces-
sar um ou mais sites
para fazer download,
assistir vídeos, ler
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso
se fazer um resumo
acumulativo das últi-
mas abordagens;
ATIVIDADES:
quando alguma
atividade de au-
toaprendizagem for
aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma
competência for
concluído e questões
forem explicadas;
SUMÁRIO
Normalização de Dados ........................................................................... 10
As Formas Normais........................................................................................................................ 10
Modelo Entidade-Relacionamento ..................................................... 18
Conceitos e Definições sobre Modelos Entidade-Relacionamento .......... 18
Modelo Lógico de Dados .........................................................................30
A Importância do Modelo Lógico de Dados .............................................................. 30
Classes e Especializações de Dados ..................................................36
Especializações de Dados ....................................................................................................... 36
7
UNIDADE
03
Introdução a Banco de Dados
8
INTRODUÇÃO
Você sabia que é importante o conhecimento dos Princípios
Fundamentais de Banco de Dados, sendo uma das demandas da área
de Banco de Dados, responsável por viabilizar projetos de banco de
dados complexos e robustos? Isso mesmo. Para isso, é importante o
conhecimento de normalização de dados, as formas normais, .......modelo
entidade-relacionamento, modelo lógico de dados, além de compreender
a importância do modelo lógico de dados e as classes e especializações
de dados. Isso tudo aliada à compreensão de uma linguagem de
programação com estrutura de consulta capaz de orquestrar todas as
informações. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar
neste universo!
Introdução a Banco de Dados
9
OBJETIVOS
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 3 – Modelando dados. Nosso
objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências
profissionais até o término desta etapa de estudos:
1. Normalizar os dados em uma base de informações.
2. Entender os modelos entidade-relacionamento e aplicar as
técnicas de modelagem conceitual de dados.
3. Transformar um modelo entidade-relacionamento em um modelo
lógico de dados.
4. Lidar com situações em que seja necessário aplicar técnicas mais
aprimoradas de modelagem de dados, como especializações e
classes de dados.
Introdução a Banco de Dados
10
Normalização de Dados
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender
como funcionam os aspectos fundamentais de um banco
de dados. Isso será fundamental para o exercício de sua
profissão. As pessoas que tentaram desenvolver banco
de dados sem a devida instrução tiveram problemas ao
normalizar dados, entre outras dificuldades. E então?
Motivado para desenvolver esta competência? Então,
vamos lá. Avante!.
As Formas Normais
Antes de utilizar a ferramenta propriamente dita, é necessário
realizar a modelagem dos dados, para que seja definida uma estrutura
adequada e que o banco de dados seja eficiente (ELMASRI; NAVATHE,
2005). Dessa forma, o nosso próximo passo é entender como podemos
realizar a modelagem de dados. Concorda com o que foi dito?
O que é um modelo de dados? Existem algumas categorias de
modelos de dados. Veja a seguir.
1. De implementação ou representativo: são caracterizados por
dispor princípios nos quais podem ser entendidos pelos usuários,
porém não se distancia da maneira que os dados são armazenados
e organizados no computador.
2. Físicos ou de baixo nível: permite um olhar com mais detalhes
sobre a maneira que os dados estão realmente armazenados no
computador.
3. Conceituais ou de alto nível: São caracterizados como os usuários
que entendem os dados.
Introdução a Banco de Dados
11
Podemos entender a normalização de dados como um processo
a partir do qual algumas regras são aplicadas para reduzir o número de
falhas em um projeto de banco de dados. Entre essas falhas, é comum
existir problemas como a redundância de dados em diferentes tabelas,
assim como dados que não estão diretamente relacionados à sua tabela.
A técnica de normalização de dados tem origem no levantamento de
informações do mundo real: esse é o primeiro passo quando se deseja
informatizar um negócio.
Imagine a seguinte situação: você foi contratado para informatizar
o setor comercial de uma empresa varejista. O primeiro procedimento
que deve ser executado é levantar os formulários de preenchimento dos
processos internos. Normalmente, esses formulários informam a respeito
do negócio do cliente, pois é base de origem dos dados que serão
cadastrados no futuro banco de dados.
Figura 1 -‒ As soluções de banco de dados, como das formas normais, têm aplicações
práticas, por exemplo, em lojas de varejo
Fonte: Freepik.
Introdução a Banco de Dados
12
Para solucionar possíveis problemas com o universo de dados dessa
empresa, pode-se aplicar o que chamamos de “formas normais”. Existem
três delas, mas algumas literaturas defendem a existência de quatro ou
cinco formas normais. (KENT, 2011). Podemos afirmar que uma tabela está
na primeira forma normal quando não existem tabelas aninhadas dentro
dela. Para descobrir isso, basta se fazer a seguinte pergunta para cada um
de seus campos:
Este campo depende de qual outro campo?
Para estar nesta forma normal, todos os campos só podem
depender da própria tabela.
DEFINIÇÃO:Para entender melhor esta teoria, deve-se imaginar uma
tabela, resultante de um formulário de lançamento de
vendas de uma empresa de varejo. A tabela “Vendas” dessa
empresa poderia ter, por exemplo, a seguinte estrutura de
campos de dados:
Vendas {Código da Venda, Nome do Cliente, Endereço,
CEP, Cidade, Estado, Telefone, Descrição do Produto,
Quantidade, Valor Unitário, Valor Total} (DUARTE, 2016).
Por armazenar as vendas que a empresa realizou, não pode
haver dependência de um campo com outra tabela. E isso é facilmente
identificado quando vemos que nessa tabela existem dados como
“Endereço” do cliente, que não depende da venda realizada, pois duas
vendas poderão ter sido realizadas para um mesmo cliente, e o endereço
dele ficaria repetido em várias linhas da tabela, causando uma redundância
desnecessária de informações.
Introdução a Banco de Dados
13
Figura 2 -‒ Vários dados dos clientes são armazenados nos bancos de dados de uma loja de
varejo
Fonte: Freepik.
O mesmo ocorre com outros dados do cliente, como “CEP”,
“Telefone”, “Estado” etc. Nesse caso, a técnica de normalização recomenda
extrair todo e qualquer campo que não dependa da tabela “Vendas” e
adicioná-los a tabelas específicas. Assim, a normalização dessa tabela
fará com que uma nova tabela seja criada: a tabela “Clientes”.
Figura 3 -‒ As informações das vendas precisam fazer parte das informações coletadas nos
bancos de dados
Fonte: Freepik.
Introdução a Banco de Dados
14
No lugar de todos esses dados relacionados ao cliente desta venda,
apenas o código do cliente permanecerá na tabela “Vendas”, que, como
vimos, será a chave estrangeira da tabela “Clientes” dentro da tabela
“Vendas”. Veja como ficarão essas tabelas após a aplicação da primeira
forma normal:
Vendas {Código da Venda, Código do Cliente, Descrição do Produto,
Quantidade, Cidade, Estado, Valor Unitário, Valor Total}. Clientes {Código
do Cliente, Nome do Cliente, Endereço, CEP, Telefone}.
A normalização segue adiante, analisando outras dependências,
não só na tabela “Vendas”, como nas outras tabelas que serão geradas
a partir de sua normalização. Por exemplo, o que ocorreu com o cliente,
ocorre também com os produtos, dados como “Descrição do Produto” e
“Valor Unitário” não dependem da venda, mas sim do produto, o que faz
surgir uma nova tabela: “Produtos”.
Figura 4 -‒ Os dados dos produtos são de extrema importância e devem ser armazenados
nos bancos de dados, em uma loja de varejo, por exemplo
Fonte: Freepik.
Veja a seguir uma esquematização de normalização objetivando os
produtos:
Vendas {Código da Venda, Código do Cliente, Código do Produto,
Quantidade, Cidade, Estado, Valor Total}. Produtos {Código do Produto,
Descrição do Produto, Valor Unitário}. Clientes {Código do Cliente, Nome
do Cliente, Endereço, CEP, Telefone}.
Introdução a Banco de Dados
15
Prosseguindo, vemos que, na tabela “Vendas”, a cidade depende
do estado, pois uma cidade só pode pertencer a um estado. Por sua vez,
o estado também depende da cidade, pois há cidades que não poderiam
estar associadas a ele. No entanto, mais de uma cidade pode pertencer a
um mesmo estado. Observamos, portanto, uma dependência entre dois
campos não chaves de uma tabela, o que caracteriza uma dependência
funcional. Nessa situação, são removidos os dois campos da tabela
“Vendas”, deixando apenas uma chave estrangeira denominada “Código
da Cidade”, que faz surgir uma nova tabela denominada “Cidades”.
Vendas {Código da Venda, Código do Cliente, Código do Produto,
Código da Cidade, Quantidade, Valor Total}. Cidades {Código da Cidade,
Cidade, Estado}. Produtos {Código do Produto, Descrição do Produto,
Valor Unitário}. Clientes {Código do Cliente, Nome do Cliente, Endereço,
CEP, Telefone}.
Em relação a uma tabela que está na segunda forma normal, é
quando não existem dependências parciais entre os campos, isto é,
quando, em uma tabela que contém uma chave composta, ou seja, uma
sequência de campos-chaves, cada dado depende, simultaneamente,
de todas essas chaves. No caso da tabela “Vendas”, veremos que, depois
de todas as normalizações, ou seja, quando ela estiver inteiramente
dentro da primeira forma normal, restarão várias chaves estrangeiras que
comporão a sua própria chave primária. Nesse caso, os campos que não
forem chave dessa tabela terão que depende, exclusivamente, de todo o
conjunto de chaves.
• Vendas {Código da Venda, Código do Cliente, Código do
Produto, Quantidade, Valor Total}.
• Cidades (Código da Cidade, Cidade, Estado).
• Produtos {Código do Produto, Descrição do Produto, Valor
Unitário}.
• Clientes {Código do Cliente, Nome do Cliente, Endereço, CEP,
Código da Cidade, Telefone}.
Introdução a Banco de Dados
16
Caso o campo “Quantidade” da tabela “Vendas” seja analisado,
veremos que ele depende de parte das chaves dessa tabela, como
“Código da Venda”, “Código do Cliente” e “Código do Produto”. Mas o
campo “Quantidade” não depende do “Código da Cidade”, quem depende
deste é o cliente.
Figura 5 -‒ O campo “Quantidade” da tabela só pode estar relacionado a campos específicos,
que estão relacionados a quantias ou valores
Fonte: Freepik.
Temos aqui uma dependência parcial, ou seja, o campo “Quantidade”
depende de três das quatro chaves que definem a tabela “Vendas”.
Nesse caso, elimina-se o campo “Código da Cidade” da tabela “Vendas”,
transferindo-o para a tabela “Clientes”.
Por fim, temos a terceira forma normal, que pretende eliminar
qualquer possibilidade de dependência transitiva. A pergunta crucial que
se deve fazer à tabela para testar se ela já se encontra na terceira forma
normal é a seguinte:
Todos os campos da tabela dependem única e exclusivamente da
chave da própria tabela?
Caso não, temos dependências transitivas nessa tabela: esse é
o caso do campo “Valor Total”. Este não depende da chave da tabela
“Vendas”, mas de uma multiplicação entre dois outros campos: o “Valor
Unitário” e a “Quantidade”. Logo, podemos eliminar esse campo de nossa
tabela, pois a qualquer momento poderemos montar uma consulta, como
Introdução a Banco de Dados
17
vimos anteriormente, calculando o resultado deste valor total. Concluindo
as três formas normais, ficaremos com a seguinte configuração das
tabelas:
Vendas {Código da Venda, Código do Cliente, Código do Produto,
Quantidade}. Cidades (Código da Cidade, Cidade, Estado). Produtos
{Código do Produto, Descrição do Produto, Valor Unitário}. Clientes {Código
do Cliente, Nome do Cliente, Endereço, CEP, Código da Cidade, Telefone}.
O resultado da normalização é fazer com que uma única tabela, que
pode ser o retrato de um formulário identificado na fase de levantamento
de informações sobre o mundo real do cliente, seja derivada de uma ou
mais tabelas, todas elas livres de redundâncias e inconsistências.
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido
que antes de se aprofundar na normalização de dados
é importante compreender como os bancos de dados
funcionam, seus conceitos fundamentais e as técnicas mais
rudimentares de criarmos tabelas, formulários e consultas.
Assim, temos uma visão muito acurada sobre o que é
essa tecnologia, suas ferramentas e o modo como esses
grupamentos de dados são atualizados e consultados,
além do conhecimento de uma linguagem estruturada de
consulta capaz de orquestrar tudo isso, ou seja, a Structured
Query Language, ou Linguagem de Consulta Estruturada
(SQL). Com esse conhecimento, podemos avançar, saindo,
momentaneamente, do mundo dos bits e bytes, e abstrair
um pouco os conceitos de banco de dados. Para tanto, é
importante o entendimento de como os dados do mundo
real vão parar nas tabelas e consultas do mundo digital,
além de como podem ser modeladosos dados desse
mundo real, de forma que eles caibam, na medida exata,
dentro de um banco de dados.
Introdução a Banco de Dados
18
Modelo Entidade-Relacionamento
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender o
modelo entidade-relacionamento. Isso será fundamental
para o exercício de sua profissão. E então? Motivado para
desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!
Conceitos e Definições sobre Modelos
Entidade-Relacionamento
O modelo que iremos estudar é o modelo conceitual, chamado
modelo entidade relacionamento (MER), pelo fato de ser um modelo de
dados conceitual de alto nível, também muito popular.
Antes de iniciar, vamos contextualizar o que significa o MER. Em
1976, Peter Chen, publicou um trabalho intitulado The Entity-Relationship
Model: Toward the unified view of data, no qual definia o processo de
modelagem de dados. Esse trabalho foi publicado e amplamente aceito.
Após a divulgação, passou a ser considerado o referencial definitivo para
o processo de modelagem de dados (COUGO, 1997). O MER é composto
por uma técnica de diagramação e um conjunto de conceitos simples,
servindo como meio de representação dos próprios conceitos por ela
manipulados (RAMAKRISHNAN; GEHRKE, 2002)
O MER é, na realidade, um modelo conceitual de dados, cujo
objetivo é descrever as entidades (ou objetos) envolvidos em um negócio
ou sistema. Cada uma dessas entidades tem atributos e relacionamentos
estabelecidos com outras entidades.
Quando pensamos em um MER, pensamos nos dados que possam
ser consideradas fontes de informações para o negócio do nosso cliente.
Esses dados são as entidades, como “Funcionários”, “Produtos”, “Clientes”
etc. Você deve estar se perguntando: mas esses dados não são tabelas?
A resposta é: não necessariamente.
Introdução a Banco de Dados
19
Figura 6 -‒ Os dados dos funcionários de uma empresa podem ser considerados como uma
entidade, sendo uma fonte de informações para o MER
Fonte: Freepik
As entidades poderão se transformar em uma ou mais tabelas
relacionadas entre si. Mas, e os atributos? Não são os campos de dados?
Da mesma forma, a resposta é: não necessariamente. Digamos que, ao
passar por um processo de transformação de modelo de dados para
banco de dados, outros campos que não aparecem como atributos do
modelo poderão ser criados.
Ao construir um modelo conceitual de dados, temos que focar
no desenho das principais fontes de informações. Para exemplificar,
vamos imaginar que estamos modelando dados para um representante
comercial que precisa informatizar a sua cadeia de vendas. A primeira
pergunta a fazer para esse cliente é:
Quais são as suas principais fontes de informação?
Ele, provavelmente, irá responder que são seus clientes,
vendedores, produtos e fornecedores. Desenhando essas entidades em
forma de “caixinhas”, vamos espalhá-las tanto quanto possível no papel,
conforme exemplificado na Figura 7.
Introdução a Banco de Dados
20
Figura 7 -‒ Principais entidades do exemplo
Clientes Produtos
Vendedores Fornecedores
Fonte: Duarte (2016).
Analisando o que foi apresentado até o momento, podemos
questionar, por exemplo: qual é a relação entre clientes e produtos? Para
responder a essa pergunta, vamos dividi-la em partes. Primeiramente,
um cliente pode pedir um ou mais produtos? Se sim, a relação de um
para o outro será de um cliente para “N” produtos. Depois, invertemos a
pergunta: um produto pode ser pedido por um ou mais clientes? Claro que
a resposta é sim. Nesse caso, a relação de produto para cliente também é
de um para “N”. Ou seja, a relação entre produtos e clientes se transformou
em um relacionamento de “N” para “N”, de muitos para muitos.
Como podemos ver no diagrama a seguir, o relacionamento entre
“Clientes” e “Produtos” é, justamente, a relação de consumo, logo, pela
técnica de modelagem conceitual de dados, deve-se diagramar as duas
entidades e seu relacionamento. Veja a Figura 8
Figura 8 ‒- O relacionamento entre clientes e produtos é a relação de compra ou consumo
Clientes ProdutosPEDE
N N
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados
21
É importante, também, outros conhecimentos, por exemplo, de
acordo com a técnica de modelagem conceitual de dados, toda vez que
existir uma relação de “N” para “N”, uma nova entidade será interposta
no meio dessa relação. A essa entidade damos o nome de “entidade de
ligação”.
DEFINIÇÃO:
Entende-se por entidade de ligação o resultado do
relacionamento de muitos para muitos (ou “N” para “N”)
entre duas outras entidades (DUARTE, 2016)..
No caso específico da relação clientes-produtos, essa entidade de
ligação, certamente, será o pedido de cada cliente. Logo, em vez de duas
entidades relacionadas, teremos três.
Figura 9 -‒ Nos bancos de dados é coletado o relacionamento entre clientes e produtos
Fonte: Freepik,
De um lado, “Clientes”, em uma relação de um para “N” com a
entidade de ligação “Pedidos”; do outro, teremos “Produtos”, em uma
Introdução a Banco de Dados
22
ligação também de um para “N” com “Pedidos”. O diagrama ilustrado na
Figura 10 representa bem essa situação.
Figura 10 ‒- O relacionamento entre clientes e produtos é a relação que resulta nos pedidos
Clientes Produtos
N1
Fonte: Duarte (2016).
É importante que os profissionais de banco de dados conheçam
os atributos das entidades que, sendo neste nível de abstração, como
já apresentado anteriormente, os dados que compõem as entidades
recebem o nome de “atributo”. Veja a seguir:
• Chaves primárias.
• Chaves secundárias.
• Chaves alternativas ou candidatas.
• Chaves estrangeiras.
A chave primária de uma entidade é o atributo, ou o conjunto
deles, que identifica uma única informação, sem repetição, fazendo uma
analogia com uma tabela. Um conjunto de colunas que identificam uma
única linha, sem repetição. As chaves primárias podem ser as seguintes:
• Simples: quando representadas por um único atributo.
• Compostas: quando reúnem um conjunto de atributos. Nesse
caso, a concatenação entre esses atributos é o que define uma
única informação da entidade, sem repetição.
No exemplo do diagrama ilustrado anteriormente, percebemos
que, para identificar um pedido de um cliente, precisamos do código
deste e do produto. Dizemos, então, que a chave primária da entidade
“Pedidos” é composta por, entre outros atributos, “Código do Cliente” e
“Código do Produto”.
Introdução a Banco de Dados
23
Figura 11 ‒- O pedido de um cliente são informações importantes que devem constar nos
bancos de dados
Fonte: Freepik.
Entende-se por chave secundária de uma entidade, aquele atributo
que, mesmo não identificando uma única informação dentro da entidade,
pode ser utilizado para indexá-la de acordo com alguma necessidade
de ordenamento, classificação ou agrupamento. No caso da entidade
“Vendas”, vista no diagrama MER apresentado anteriormente, poderíamos
ter um atributo intitulado “Categoria”, que tipificaria a venda entre vários
níveis de importância para a empresa. Embora esse atributo não identifique
uma única informação na entidade, ele pode ser encarado como uma
chave secundária para várias buscas, classificações e ordenamentos, que
podem ser realizados sobre essa entidade.
Já a chave alternativa (ou candidata) de uma entidade é o atributo,
ou o conjunto deles, que também identifica uma única informação,
sem repetição, mesmo sem ser a chave primária da entidade. Um bom
exemplo disso é se tivéssemos um atributo chamado “CNPJ” dentro da
entidade “Clientes”. Dois clientes jamais poderão ter um mesmo CNPJ,
não é verdade? Nesse caso, o campo “CNPJ” seria um candidato à chave
primária da entidade “Clientes”, logo, esse atributo é denominado “chave
alternativa” ou “chave candidata” dessa entidade.
A chave estrangeira é um atributo que, embora não seja chave
em uma entidade, é em outra, representando um elo de ligação entreelas. No caso da entidade de ligação “Vendas”, as chaves primárias de
Introdução a Banco de Dados
24
“Clientes” e “Produtos” deverão compor a sua estrutura de atributos.
Assim, dentro da entidade “Vendas”, essas chaves serão consideradas
estrangeiras. Podemos entender a chave estrangeira como sendo um
atributo obrigatório em todo e qualquer relacionamento de 1:N. Nesse tipo
de relacionamento, a chave primária da entidade “1” estará na entidade “N”
como uma chave estrangeira.
Figura 12 -‒ Entidades com seus respectivos atributos, nos quais os atributos-chaves estão
em maiúsculo e negrito
Clientes Produtos
N1
Pedidos
1N
CODPROD
• Descrição
• Preço
• Peso
• Volume
• Qtd-Estoque
•...
• CODPED
• CODCLI
• CODPROD
• Data-Pedido
• Qtd-Pedida
• ...
• CODCLI
• Nome
• Endereço
• CEP
• Cidade
• Estado
• ...
Fonte: Duarte (2016).
Considerando o último diagrama MER, vamos fazer algumas
análises? Por exemplo: perceba que “Clientes.CODCLI” e “Produtos.
CODPROD” são as chaves primárias das entidades “Clientes” e “Produtos”,
respectivamente. Por isso, vamos tratá-las com essa nomenclatura, ou
seja, o nome da tabela seguida de um ponto “.”, e o nome do campo logo
em seguida. Perceba que esses mesmos atributos aparecem na entidade
de ligação “Pedidos”. Nessa entidade, nós os trataremos como “Pedidos.
CODCLI” e “Pedidos.CODPROD”.
As múltiplas ligações também são importantes de serem analisadas,
veja este questionamento: uma entidade de ligação pode ligar apenas
duas entidades? A resposta é não. Ela pode ligar três entidades que,
nesse caso, estaríamos falando de uma tríplice ligação, ou mais de três.
Introdução a Banco de Dados
25
REFLITA:
Se a entidade “Pedidos” representa uma entidade de
ligação entre “Clientes” e “Produtos”, por que a chave
primária adotada não foi uma chave composta de “Pedidos.
CODCLI” e “Pedidos.CODPROD”? A resposta é simples.
Considerando que um cliente pode efetuar o pedido de
um mesmo produto diversas vezes, esses dois atributos
concatenados não conseguiriam identificar uma única
informação na entidade, concorda? Desse modo, existiam
duas maneiras de solucionar esse problema. Uma delas foi
adotada no diagrama ilustrado anteriormente, ou seja, foi
criada uma nova chave primária intitulada “CODPED”. Essa
chave nunca poderá ser repetida. No entanto, poderíamos
ter adotado uma chave primária composta para essa
entidade. Para que não houvesse redundância, ou seja,
para que ela pudesse recuperar uma única informação de
“Pedidos”, teríamos que ter os seguintes atributos formando
essa chave: “CODCLI”, “CODPROD” e “Data-Pedido”. Mas, e
se um mesmo cliente pedisse um mesmo produto mais
de uma vez em um mesmo dia? Nesse contexto, ainda
estaríamos experimentando um problema de redundância.
E como resolver isso? Ou adotamos uma chave primária
simples e independente, como foi o caso de “CODPED”,
ou teríamos que adicionar um atributo “Hora-Pedido” na
entidade “Pedidos”. Inclusive, mesmo assim, teríamos que
adicionar um atributo de hora completa, com minutos e
segundos, pois em uma mesma hora o cliente poderia
emitir dois pedidos.
Nada como um exemplo para entender melhor, então vamos
retomar nosso estudo de caso anterior, tentando entender como as outras
duas entidades se relacionam com clientes e pedidos. Vamos começar
pelos vendedores e como eles se relacionam com os produtos vendidos
pela empresa. Faremos duas perguntas ao nosso modelo:
1. Um vendedor vende um ou mais produtos? .............( ) Um ( ) Mais
2. Um produto é vendido por um ou mais vendedores? ( ) Um ( )
Mais
Introdução a Banco de Dados
26
Claro que a resposta a essas duas perguntas é só uma: “mais”, um
vendedor pode vender “N” produtos, e um mesmo produto pode ser
vendido por “N” vendedores.
Figura 13 ‒- As relações de compra e venda entre o vendedor e cliente também são
consideradas no banco de dados
Fonte: Freepik.
Veja como está ficando o MER:
Figura 14 ‒- Relacionamento entre vendedores e produtos
Clientes Produtos
Vendedores Fornecedores
PEDE
N N
VENDE
N
N
Fonte: Duarte (2016).
Introdução a Banco de Dados
27
É importante analisar que a venda é decorrente de um pedido,
então, o relacionamento entre “Vendedores” e “Produtos” não faz sentido
sem indicarmos para quais clientes eles estão vendendo os produtos
pedidos.
SAIBA MAIS:
Para se aprofundar no tema sobre MER, recomendamos o
acesso da seguinte fonte de consulta e conhecimento. Para
acessar, clique aqui.
Logo, uma venda está associada a um produto, pedido por um
cliente. Implementando esse conceito no MER, resultará no exemplo a
seguir.
Figura 15 ‒- Entidade de tríplice ligação
Clientes Produtos
Vendedores Fornecedores
PEDE
N N
VENDE
N
N
Fonte: Duarte (2016).
Entendemos uma tríplice ligação como o relacionamento entre
três entidades. Esse é o caso que acabamos de analisar. Da relação entre
“Clientes”, “Produtos” e “Vendedores” teremos o surgimento de uma nova
entidade de ligação, ou melhor, de tríplice ligação: “Vendas”.
Introdução a Banco de Dados
http://revistas.faa.edu.br/index.php/SaberDigital/article/view/1029
28
Figura 16 -‒ MER com uma entidade de tríplice ligação
Clientes Produtos
N1
Pedidos
1N
CODPROD
• Descrição
• Preço
• Peso
• Volume
• Qtd-Estoque
•...
• CODPED
• CODCLI
• CODPROD
• Data-Pedido
• Qtd-Pedida
• ...
• CODCLI
• Nome
• Endereço
• CEP
• Cidade
• Estado
• ...
Vendas
Vendedores
N
N
N
• CODVENDA
• CODCLI
• CODPROD
• CODVEND
• Data-Venda
• Qtd-Vendida
• Val-Desconto
• Num-Nota-Fiscal
• ...
• CODVEND
• Nome
• Endereço
• CEP
• Cidade
• Estado
• Perc-Comissão
• ...
Fonte: Duarte (2016).
O diagrama anterior ilustra como ficaria o MER com uma entidade de
tríplice ligação, unindo as entidades “Produtos”, “Clientes” e “Vendedores”.
EXPLICANDO MELHOR:
Pesquise sobre programas para a construção de diagramas
entidade-relacionamento.
Introdução a Banco de Dados
29
RESUMINDO:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você
realmente entendeu o tema de estudo deste Capítulo,
vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido
que a modelagem conceitual de dados é uma alternativa
de se chegar a um projeto de banco de dados diferente
da normalização. Enquanto na normalização partimos dos
dados reais do negócio, na modelagem conceitual o foco é
o entendimento do negócio como um todo. Para entender
bem este método, é importante usar o poder de abstração
e, principalmente, conhecer o negócio do cliente. O MER é,
na realidade, um modelo conceitual de dados, cujo objetivo
é descrever as entidades (ou objetos) envolvidos em um
negócio ou sistema. Entende-se por entidade de ligação
o resultado do relacionamento de muitos para muitos (ou
“N” para “N”) entre duas outras entidades. Uma entidade de
ligação pode ligar três entidades. Nesse caso, estaríamos
falando de uma tríplice ligação, ou mais de três.
Introdução a Banco de Dados
30
Modelo Lógico de Dados
OBJETIVO:
Ao término deste capítulo, você será capaz de entender
o modelo lógico de dados. Isso será fundamental para
o exercício de sua profissão. E então? Motivado para
desenvolver esta competência? Então, vamos lá. Avante!.
A Importância do Modelo Lógico de Dados
Modelagem de dados é um processo que começa no nível
abstrativo e criativo, quando do desenho dos primeiros MERs, e termina
no dicionário de dados, que determina como cada campo de cada tabela
irá ser definido. Podemos dizer que tudo inicia no mundo do usuário e
termina no mundo dos bits e bytes. É na transição entre o mundo real
e o digital que começam os problemas. Estes podem ser divididos em
dois grupos: incompatibilidade entre o desenho do MER e os recursos
do sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD); dificuldade de
performance relacionada ao desempenho dos servidores que hospedam
o banco de dados.
Alguns SGBDs, como Oracle, PostgreSQL e SQL Server conseguem
processar