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Débora Scheck 00277422
BLOCO DA IMPLANTODONTIA
O bloco da implantodontia é composto por seis questões. Cada uma das questões tem peso
0,5.
1) Explique a etiopatogenia, o diagnóstico e o tratamento para mucosite periimplantar e para
periimplantite.
MUCOSITE PERIMPLANTAR
Etiopatogenia: acúmulo de biofilme supramucoso na região dos implantes seja por
controle inadequado de placa por parte do paciente ou devido ao desenho da prótese
que impede uma correta higienização, o que leva à inflamação da mucosa peri
implantar.
Diagnóstico: presença de sangramento da margem da mucosa peri implantar após
sondagem (ISG +) e acúmulo de biofilme.
Tratamento: controle mecânico do biofilme supramucoso tanto pelo profissional
quanto pelo paciente, o qual deve ser orientado e motivado a realizar a correta
higienização da área (fazendo uso de escova interdental por exemplo).
PERIMPLANTITE
Etiopatogenia: controle inadequado de biofilme submucoso na região de implante
com ou sem a presença de fatores de risco locais (desenho da prótese por exemplo)
ou sistêmicos.
Diagnóstico: sangramento à sondagem e perda óssea radiográfica
Tratamento: raspagem e alisamento radicular submucoso pelo profissional e
instrução de higiene oral para o paciente, mostrando como a limpeza da área de
implante precisa ser feita (principalmente com escovas interdentais).
2) Argumente a respeito do papel do fumo e do histórico de periodontite na avaliação de
risco para um paciente candidato a receber reabilitação protética com uso de implantes.
Tanto o fumo quanto a periodontite são fatores de risco à periimplantite (aumentando
as chances de ter periimplantite em 3 a 4 vezes ao longo do tempo), no entanto não
são contra indicações absolutas para fazer a reabilitação protética com implantes em
um determinado paciente. É preciso avaliar a condição de saúde bucal do paciente, e
devemos observar se ele está livre de doença e conseguindo manter uma boa higiene
oral, pois não podemos instalar implantes e apenas posteriormente resolver um caso
de periodontite. Um paciente com histórico de doença periodontal desde que tratado,
em condições de saúde oral e sistêmica e ciente do tratamento e suas complicações
pode ser reabilitado com implantes. No que diz respeito ao fumo é necessário
investigar há quanto tempo o paciente fuma, quantos cigarros por dia, como é seu
controle de placa, se ele está disposta a parar de fumar, pois todas essas questões
influenciam no processo de cicatrização do indivíduo. Levando esses pontos em
conta, iremos colocar na balança os riscos e benefícios do tratamento e se a
instalação de implantes é, de fato, o mais adequado para aquele indivíduo.
3) Descreva sucintamente os passos do planejamento pré-operatório para a cirurgia de
colocação de implantes.
O planejamento começa com a anamnese do paciente, ouvindo qual sua queixa
principal, entendendo suas expectativas em relação ao tratamento, conhecendo sua
história médica e possíveis fatores capazes de afetar a osteointegração, bem como
conhecendo sues hábitos de higiene e hábitos parafuncionais se existirem. Depois
procederemos ao exame clínico extra e intrabucal na busca de alguma alteração ou
doença. Em seguida, iremos solicitar exames de imagem, como a tomografia
computadorizada, a fim de avaliar quantidade e qualidade óssea( tipo de osso), bem
como a proximidade de estruturas anatômicas importantes a fim de definir o tamanho
e largura do implante. Quando necessários exames pré operatórios serão exigidos.
Em seguida, os modelos de estudo superior e inferior serão confeccionados para
avaliar o espaço mesio distal e vestíbulo lingual disponíveis e para confeccionar o
guia cirúrgico posteriormente. A partir do modelo de estudo será feito o enceramento
diagnóstico para simular a futura prótese e para confeccionar o guia cirúrgico
juntamente com o modelo de estudo. Por fim, se necessário podemos prescrever
algum ansiolítico para pacientes ansiosos, quanto ao uso de antibióticos a literatura
ainda é escassa a respeito deste ponto, mas é preferível fazer uso profilático de
antibióticos em caso de cirurgias pequenas pois seu uso poderia reduzir a perda de
implantes.
4) Cite os exames sanguíneos pré-operatórios para reabilitação com implantes e em que
situações eles se fazem necessários?
Os exames sanguíneos serão solicitados apenas em situações específicas. O
coagulograma será solicitado para pacientes com histórico de sangramentos
anormais ou que relatam fazer uso de anti-hipertensivos e anticoagulantes. O exame
de hemoglobina glicada será solicitado para pacientes com história de diabetes (a
diabetes não é contra indicação absoluta para colocar implantes, mas precisa estar
controlada). O hemograma será solicitado no caso de cirurgias de grande porte ou
quando houver suspeita de anemia, infecção ou caso o paciente tenha passado
recentemente por radio/quimioterapia.
5) Como podemos classificar os implantes dentários em relação ao seu diâmetro e em
relação ao sistema de conexão protética?
Em relação ao diâmetro os implantes podem ser classificados em plataforma estreita
(NP); plataforma regular (RP); e plataforma larga (WP).
Em relação ao sistema de conexão protética, os implantes podem ser classificados
em hexágono externo, hexágono interno e cone morse.
6) O que devo levar em consideração na escolha do componente protético
A região e espessura óssea da área onde iremos implantar. Por exemplo, em regiões
estreitas como a dos incisivos inferiores podemos colocar plataformas estreitas, já
na região de incisivos centrais plataformas regulares e na região de molares
plataformas largas. É interessante que a plataforma aplicada seja o mais semelhante
possível ao tamanho do colo cirúrgico do dente a ser reconstituído.
Além disso, implantes de conexão interna são indicados para zonas estéticas e
posteriores em todos os tipos de prótese, apresentando boa resistência e maior
custo. Implantes de conexão externa apresentam menor resistência e custo além de
relacionamento com tecidos gengivais menos favoráveis, mas ainda é usado
atualmente em PT tipo barra clipe e protocolo.