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FAVENI –FACULDADE DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO ESPECIAL ANDREZA CIPRIANO COELHO O REAL MODELO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA EMPREGADO NAS ESCOLAS BRASILEIRAS E O MODELO IDEAL PENHA 2021 O REAL MODELO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA EMPREGADO NAS ESCOLAS BRASILEIRAS E O MODELO IDEAL Andreza Cipriano Coelho1, Declaro que sou autora¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços). RESUMO – A Inclusão de pessoas com deficiência nas classes regulares de ensino tem se tornado uma realidade no Brasil, apesar de se caminhar ainda em passos lentos. A história destaca a exclusão sofrida pela criança com deficiência e a garantia dos seus direitos sendo efetivada apenas nos fins do século passado, quando surgiram leis que trouxeram à tona a necessidade de se adaptar os espaços escolares, formar docentes para atender esta nova demanda. Neste sentido, o artigo de conclusão de curso tem por principal objetivo abordar a Educação Inclusiva, analisando o modelo empregado em muitas escolas e sistemas de ensino, a fim de saber se estão cumprindo a lei, realizando de forma correta, realmente incluindo, e se não estão, qual seria o modelo ideal. Para alcançar os objetivos, será realizada uma pesquisa bibliográfica, com a leitura de obras literárias, leis e artigos que abordam o tema, e que mostraram o quão importante é o processo inclusivo na vida do sujeito que possui deficiência. PALAVRAS-CHAVE: Educação. Ideal. Inclusão. Real 1 dela_cipriano@hotmail.com 1 INTRODUÇÃO O presente artigo é resultado de uma pesquisa bibliográfica referente a Educação Inclusiva, com a intensão de analisar o modelo real de inclusão empregado na escola e o comparativo com o modelo ideal. Para alcançar os resultados objetivou-se abordar breve histórico da educação inclusiva no país, conhecer alguns aspectos relevantes que envolvem a inclusão, como conceitos e leis, realizar leituras sobre a inclusão nas escolas e sistemas de ensino da região, para analisar se na realidade está sendo empregada de forma correta, segundo a legislação vigente, garantindo ao aluno não apenas a permanência na escola, mas acesso ao conhecimento de forma problematizada, qualitativa e igualitária. Neste contexto, A escola tem um papel significativo, não só para o desenvolvimento cognitivo e social das crianças, mas também para sua saúde psíquica, pois ela é o primeiro espaço social promotor de separação entre a criança e a família, estabelecendo um importante elo com a cultura. Sendo a educação de boa qualidade, um dos fatores essenciais para o desenvolvimento econômico e social de um país, priorizar a qualidade do ensino regular é um desafio que precisa ser assumido por nossa sociedade e pelos educadores, em particular, para que se coloque em prática o princípio democrático da educação para todos. É nesta perspectiva que se destaca a importância de estudos sobre a escola inclusiva enquanto contexto de desenvolvimento significativo não apenas para as crianças com deficiência, mas também para crianças sem deficiência, pela possibilidade da convivência com a diversidade e do estímulo à cidadania. (SAMPAIO & SAMPAIO, 2009, p.31). Incluir é dar ao sujeito as possibilidades significativas de aprendizagens. É um tema importante para ser abordado, pois muito se fala sobre a educação inclusiva, os desafios, mas pouco se aborda sobre como ela é empregada na prática, se realmente acontece e como torná-la realmente efetiva. Lamentavelmente, nem todas as unidades de ensino incluem os alunos com deficiência. Ainda é muito comum vivenciar professores que não aceitam alunos com deficiência em suas classes, não adaptam atividades e ainda aqueles que dão apenas atividades de pintar, fazer bolinhas, sem analisar o sujeito que aprende, sem o contexto da sala. Por outro lado, há instituições que valorizam a inclusão e fazem um trabalho significativo em conjunto com a família, trazendo à tona a escola para todos, igualitária, com todos tendo acesso à informação e ao conhecimento. 2 O REAL MODELO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA EMPREGADO NAS ESCOLAS BRASILEIRAS E O MODELO IDEAL 2.1 SOBRE A HISTÓRIA BREVE DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO BRASIL A presença de crianças com deficiência nas classes regulares de ensino tem se tornado cada vez mais presente. É um direito que foi garantido em lei, perpassando por um longo período de exclusão, discriminação, segregação, até chegar a permanecerem em uma sala de aula comum, com todas as diferenças, aprendendo, socializando, interagindo, e o professor tem um papel importante neste contexto. Antes de seguir conhecendo e compreendendo sobre os jogos de movimento no processo de alfabetização de crianças com Síndrome de Down é preciso conhecer como essas crianças adquiriam o direito de estar dentro de uma escola comum regular, pois, analisando o processo histórico pode-se dizer que estes nem sempre tiveram o direito de frequentar os bailes da sociedade, a andar pelas ruas, quem dirá frequentar uma escola. Houve um período em que os pais enviavam seus filhos com deficiência para viver nas cidades interioranas, com parentes, pois era uma vergonha ter um sujeito com deficiência em casa, sem falar aqueles que os escondiam em seus quartos, para que nenhum vizinho visse, eram privados do convívio social. (SOARES & PAULINO, 2020). Se analisar a história de forma mais profunda, em vários países, culturas e períodos diferentes, há casos de crianças com deficiência que eram jogadas em precipícios, enterradas vivas ou abandonadas nas matas para morrer sozinhas. No Brasil não há casos de infanticídio de crianças com deficiência registrado. (SOARES & PAULINO, 2020). Tudo começou a mudar quando a deficiência passou a ser analisada como doença, de forma patológica, construindo-se hospitais especializados para atender a esse público e instituições que visavam lutar por direitos e acesso aos bens culturais. Uma destas instituições foi a APAE -Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais. Não demorou para surgirem leis, decretos em prol do sujeito com deficiência. E em 1994 foi realizada na cidade de Salamanca –Espanha a Conferência Mundial Sobre Educação Para Todos, que trouxe políticas educacionais e públicas para incluir pessoas com deficiência nas classes regulares de ensino. Neste sentido, [...] as crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares, que a elas devem se adequar [...] elas constituem os meios mais capazes para combater as atitudes discriminatórias, construindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos. (UNESCO, 1994, p.8). A Declaração de Salamanca foi assinada pelo Brasil e incorporada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação-LDB nº 9394/96, onde o país se comprometeu a incluir crianças com deficiência em suas escolas, de forma gratuita e dar a ela o acesso ao ensino e aprendizagem. 2.2 EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DO MODELO REAL AO MODELO IDEAL Discorrer sobre a Educação Inclusiva, os modelos reais e o ideal a ser seguido é um fator de suma importância, pois, mesmo depoisde tantos anos da assinatura da Declaração de Salamanca em 1994, ainda se tem muito o que discutir, debater, e, mudanças a fazer e não é a toa que está sempre em constante debate, discussão e levanta diversas polêmicas. A educação inclusiva é hoje o debate mais presente na educação do país. Nunca antes foi tão discutido o princípio constitucional de igualdade de condições de acesso e permanência na escola, implicando na necessidade de reverter os velhos conceitos de normalidade e padrões de aprendizagem, bem como, afirmar novos valores na escola que contemplem a cidadania, o acesso universal e a garantia do direito de todas as crianças, jovens e adultos de participação nos diferentes espaços da estrutura social (DUTRA, 2006, p.03). No Brasil a inclusão escolar ainda acontece em passos lentos. Nos dias atuais é muito comum ver uma criança autista, cadeirante, Down, deficiente intelectual frequentando uma instituição escolar, no entanto, apenas frequentar não resolve é preciso fazê-lo se apropriar do conhecimento, estimulando-o a aprender, realizando um planejar que atenda suas necessidades. Incluir crianças com deficiência nos espaços infantis e educacionais remete a pensar em políticas públicas inclusivas, na acessibilidade e qualidade educacional, visando organizar os espaços educacionais, com profissionais habilitados, que vise as competências e habilidades dos alunos, que respeite suas necessidades e limitações e principalmente que forneça ao aluno um ambiente amoroso e acolhedor. Realizar um trabalho significativo, em conjunto, em prol da aprendizagem e desenvolvimento dos alunos com deficiência já se sabe, no entanto é preciso conhecer e compreender cada uma das deficiências e limitações que os alunos possuem. A deficiência é entendida como a ausência de algum órgão do corpo, limitação. Provém do latim deficientia que significa limitações, imperfeições. Etimologicamente falando: A deficiência é um conceito em evolução, de caráter multidimensional e o envolvimento da pessoa com deficiência na vida comunitária depende de a sociedade assumir sua responsabilidade no processo de inclusão, visto que a deficiência é uma construção social. Esse novo conceito não se limita ao atributo biológico, pois se refere à interação entre a pessoa e as barreiras ou os elementos facilitadores existentes nas atitudes e na provisão de acessibilidade e de tecnologia assistiva. Em outras palavras, o conceito de pessoa com deficiência que consta na Convenção supera as legislações tradicionais que normalmente enfocam o aspecto clínico da deficiência. As limitações físicas, mentais, intelectuais ou sensoriais passam a ser considerados atributos das pessoas, atributos esses que podem ou não gerar restrições para o exercício dos direitos, dependendo das barreiras sociais ou culturais que se imponham aos cidadãos com tais limitações. (FONSECA apud MAIOR, 2019, p. 11). Não é porque o sujeito tem deficiência que é incapaz de aprendizagem. Lamentavelmente ainda é possível ouvir as pessoas falando que “essas crianças” não deveriam estar na escola e sim na APAE, que é mais apropriada para eles. Talvez um dos maiores desafios para que a inclusão seja empregada na prática é extinguir o preconceito que tanto afeta os alunos, bem como romper com o tradicionalismo que ainda insiste em fazer parte do cotidiano escolar, das ações e planejamento docente. Muitos modelos de educação inclusiva que são empregados pelo país não ocorrem de forma correta. Basta apenas olhar nas mídias televisivas e nas redes sociais para evidenciar isso, onde os pais dão depoimentos e fazem denúncias sobre atitudes realizadas dentro da escola e que desestimulam a criança e traz à tona a necessidade de se rever o papel do professor e da gestão inclusiva. Quando se organiza um passeio na escola, com determinadas turmas é preciso escolher um lugar onde todos possam ir, locais adaptados para aqueles que possuem deficiência física, evitando locais barulhentos para não irritar a criança com Autismo. Há poucos anos atrás veio à tona o caso de um menino, em Belo Horizonte, que foi deixado na escola enquanto sua turma ia para o cinema. Alegaram que o mesmo “não iria gostar”, mas o mesmo já havia ido no cinema com a mãe anteriormente, provando que a escola não quis leva-lo por preconceito ou para “não ter trabalho”, e como consolo, deram ao aluno um balão. (HONORATO, 2017). Não é este o modelo de inclusão ideal, pois continua segregando e excluindo. Analisando estas atitudes traz à tona a importância de se conhecer as deficiências existentes na escola, para depois planejar as ações a serem realizadas no contexto escolar, que levem esse sujeito a fazer parte da escola, a ser um aluno assim como qualquer outro. É preciso discorrer, neste contexto, sobre a formação docente. Muitos professores se recusam a ter alunos com deficiência em suas classes regulares, seja por não se sentirem preparados para atuar pedagogicamente com um aluno que possui deficiência, seja por não terem formação específica, o que não justifica, pois informação sobre as deficiências e de que forma realizar um trabalho significativo com cada uma delas não falta nas redes, e também existe a formação continuada, cursos e especializações focadas na temática. Neste contexto Mantoan (2010, p.43) traz algumas reflexões, chamando a atenção das políticas públicas voltadas para a formação docente inclusiva, bem como o papel gestor escolar neste contexto: Se, de um lado, é preciso continuar investindo maciçamente na direção da formação de profissionais qualificados, de outro, não se pode descuidar da realização dessa formação e deve-se estar atento ao modo pelo qual os professores aprendem, para se profissionalizar e para aperfeiçoar seus conhecimentos pedagógicos, e também a como reagem às novidades, aos novos possíveis educacionais. Sendo assim, cabe ao professor também buscar novas fontes de conhecimento, engajar-se, pois, a educação está em constante mudança e esse deve acompanha-la. Um bom começo é baixando livros, artigos, teses, a fim de conhecer conceitos e compreender seu papel enquanto sujeito inclusivo e docente, com olhar voltado para a aprendizagem e desenvolvimento de todos. Ensinar, na perspectiva inclusiva, significa ressignificar o papel do professor, da escola, da educação e de práticas pedagógicas que são usuais no contexto excludente do nosso ensino, em todos os seus níveis. Como já nos referimos anteriormente, a inclusão escolar não cabe em um paradigma tradicional de educação e, assim sendo, uma preparação do professor nessa direção requer um design diferente das propostas de profissionalização existentes e de uma formação em serviço que também muda, porque as escolas não serão mais as mesmas, se abraçarem esse novo projeto educacional. (MANTOAN, 2010, p.43). Ainda abordando o fazer pedagógico docente, há necessidade de se relatar que em vários aspectos o modelo inclusivo que acontece em muitas escolas e sistemas de ensino não é o correto. Seja na Educação Infantil ou nos Anos Iniciais, áreas de atuação do pedagogo, ainda é possível evidenciar planejamentos e atividades proporcionadas aos alunos com deficiência desprovidas, que nada tem a ver com o contexto trabalhado em sala de aula, com atividades tradicionais, xerocadas, colagens e realizar atividades problematizadoras, que o façam pensar. O modelo ideal de professor inclusivo é aquele que conhece todos seus alunos. Que faz avaliação diagnóstica para compreender a limitação do aluno e saber qual a melhor forma de adaptar as atividades as suas necessidades. Neste contexto Rodrigues (2019, p.09) destaca que: Se você conhecer bem o seu aluno, não só a parte clínica, mas também seu aluno como criança, pessoa, seus gostos, vontades, medos e preferências, você terá uma base sólida de conhecimento para criaratividades e intervenções extremamente efetivas. Mas só conhecer seu aluno não é suficiente. É um professor que se instrui, ao receber um aluno com deficiência, conversa com os pais, pede auxílio da supervisão, investiga a deficiência, analisa as melhores metodologias e ferramentas pedagógicas, para que a aprendizagem e o desenvolvimento chegue até o alunado. Neste sentido Mantoan (2007, p.33) destaca que: As pessoas com deficiência precisam ser consideradas, a partir de suas potencialidades de aprendizagem. Sobre esse aspecto é facilmente compreensível que a escola não tenha de consertar o defeito, valorizado as habilidades que o deficiente não possui, mas ao contrário, trabalhar sua potencialidade, com vistas em seu desenvolvimento. As atividades a serem aplicadas no cotidiano escolar, com as crianças que possuem deficiência devem ser adaptadas às suas necessidades. A leitura realizada em sala deve ser mais pausada, buscar ampliar imagens, escrever grande na lousa, resumir os textos, pois nem todo aluno acompanha, mas possuem o direito de aprender e receber as atividades dentro do contexto abordado pela professora na escola. Se a professora está trabalhando as cores, por exemplo, deve-se trabalhar o mesmo tema com o sujeito que possui deficiência, porém adaptando. Pode, por exemplo, utilizar tinta, pois, já estará trabalhando a sensorialidade, trazendo objetos do cotidiano da criança com as cores trabalhadas, falar as cores em voz alta, entre tantas outras formas de levar até ela o conhecimento, de forma inclusiva, correta, fazendo valer a lei, incluindo de fato. Um aspecto relevante a ser abordado neste momento está no que tange aos professores, auxiliares, monitores, que atuam frente a educação inclusiva, tanto nos municípios da região, quanto no Estado. No Estado de Santa Catarina há o professor regente de sala e o segundo professor, que atua diretamente com o sujeito que possui deficiência. É de responsabilidade deste segundo professor, normalmente formado em Pedagogia, Educação Especial ou uma pós na área, que atua na mesma sala do regente, adaptando o conteúdo às necessidades do aluno que acompanha. Aqui em Penha tem o monitor, mas não o profissional de AEE propriamente dito. No município vizinho de Itajaí tem-se as AAEE –Agentes de Apoio em Educação Especial são profissionais que estão na escola e nas instituições infantis para trabalhas as Atividades de Vida Diária dos alunos, sua independência, autonomia e apenas aplicar as atividades realizadas e adaptadas pelo professor regente. Não é função dos agentes planejar, adaptar as atividades e sim aplicar as atividades trazidas e adaptadas pelo professor, o que nem sempre acontece. Para não deixar os alunos ali em sala, sem atividade, muitas agentes acabam adaptando as atividades, realizando um trabalho significativo em sala, utilizando jogos e os materiais das salas multifuncionais, auxiliados pelos profissionais do AEE – Atendimento Educacional Especializado. Por falar no AEE, são esses profissionais que auxiliam os professores na adaptação das atividades, que trazem informações sobre as deficiências, auxiliam na avaliação diagnóstica e atendem em contraturno os alunos, para auxiliar em sua aprendizagem e desenvolvimento. No entanto, nem todas as escolas e instituições infantis possuem esse profissional lá dentro, mostrando mais uma vez a falha no processo inclusivo, que afeta uma parcela grande das escolas brasileiras. Sobre este profissional Queiroz (2017, p. 33) afirma que: O AEE se caracteriza por realizar atividades que agregam ao currículo o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização e tecnologia assistiva. Durante o processo de escolarização, esse atendimento deve estar conectado com o ensino comum, sendo acompanhando por meios de instrumentos que permitam seu processo e avaliação nas escolas comuns, centros de AEE público ou conveniados. No contexto estudado e abordado faz-se saliente destacar que o processo inclusivo não ocorre apenas no fazer pedagógico docente, mas também entre todos os integrantes da escola. É o gestor que deve buscar recursos para adaptar os espaços da escola, pois, é direito da criança andar em todos os espaços da escola. Se possui escadas, deve haver rampas ou elevador, este não pode ser privado de nada e de nenhum espaço na instituição. A supervisão, por sua vez, deve cobrar dos professores para que adaptem as atividades dentro das necessidades e especificidades de cada aluno. O trabalho é de todos, a escola precisa unificar para que a inclusão realmente aconteça na prática e não fique apenas no real e sim no modelo ideal, em que as leis sejam cumpridas, onde a criança realmente aprenda e tenha acesso a todo conhecimento cultural e curricular ofertado pelo espaço escolar. 3 CONCLUSÃO Incluir crianças com deficiência nas escolas e instituições infantis é um direito garantido em lei, dever do Estado em ofertar e da escola em proporcionar um ambiente propício às aprendizagens, respeitando as limitações e especificidades de cada sujeito, mediando as relações entre este e conhecimento. Realizar este artigo foi de suma importância, pois, foi possível conhecer um pouco mais sobre a educação inclusiva, seu histórico, importância na vida da criança com deficiência, a interação, troca de experiências, as vivências culturais, sendo essenciais para a formação acadêmica. Com as leituras abordadas no decorrer do artigo, foi possível conhecer mais a fundo o papel que o professor possui na vida da criança com deficiência. Seu papel de profissional inclusivo, que respeita as necessidades de cada aluno, entendendo que estão ali para receber as mais variadas aprendizagens e conhecimentos, adaptando as atividades para eles, não deixando-os no fundo da sala, mas realizando atividades problematizadas, que levem o aluno a pensar, raciocinar, que sinta desafiado e estimulado, sendo parte integrante do grupo. Conheceu-se também sobre os profissionais que atuam frente a educação inclusiva e que se cada qual fizer a sua parte a inclusão acontece. Compreendeu-se também, que lamentavelmente nem sempre a inclusão acontece na prática. Há crianças que estão matriculadas na escola, mas não são trabalhadas pedagogicamente e nas suas atividades de vida diária. Por fim, após as leituras realizadas e o conhecimento adquirido conclui-se que ainda não se vive uma inclusão ideal, mas que aos poucos se chegará a ter um ambiente totalmente inclusivo, mesmo com a nova política de Educação Inclusiva, que desobriga os alunos com deficiência a frequentarem o ambiente escolar comum, podendo fazê-los em locais especializados. REFERÊNCIAS BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: . Acesso em 25. Jan. 2021. DUTRA, Claudia Pereira. Editorial. In: Inclusão - Revista da Educação Especial. Ano 2, n. 3, dez. /2006. HONORATO, Ludmila. Menino com deficiência é deixado na escola enquanto colegas vão a passeio. Disponível em: . Acesso em 25. Jan. 2021. MAIOR, Izabel. Escola, conceito e tipos de deficiência. Disponível em: http://violenciaedeficiencia.sedpcd.sp.gov.br/pdf/textosApoio/Texto1.pdf>.Acesso em 22. Jan. 2021. MANTOAN, Égler M. Teresa. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer? 4ª ed. 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