Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

FAVENI –FACULDADE DE VENDA NOVA DO IMIGRANTE 
 
 
 
PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO ESPECIAL 
 
 
 
 
 
ANDREZA CIPRIANO COELHO 
 
 
 
 
 
O REAL MODELO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA EMPREGADO NAS ESCOLAS 
BRASILEIRAS E O MODELO IDEAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PENHA 
2021 
 
 
 
 
O REAL MODELO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA EMPREGADO NAS ESCOLAS 
BRASILEIRAS E O MODELO IDEAL 
 
Andreza Cipriano Coelho1, 
 
 
Declaro que sou autora¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o 
mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial 
ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e 
corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações 
empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. 
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e 
administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação 
aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços). 
 
 
RESUMO – A Inclusão de pessoas com deficiência nas classes regulares de ensino tem se tornado 
uma realidade no Brasil, apesar de se caminhar ainda em passos lentos. A história destaca a exclusão 
sofrida pela criança com deficiência e a garantia dos seus direitos sendo efetivada apenas nos fins do 
século passado, quando surgiram leis que trouxeram à tona a necessidade de se adaptar os espaços 
escolares, formar docentes para atender esta nova demanda. Neste sentido, o artigo de conclusão de 
curso tem por principal objetivo abordar a Educação Inclusiva, analisando o modelo empregado em 
muitas escolas e sistemas de ensino, a fim de saber se estão cumprindo a lei, realizando de forma 
correta, realmente incluindo, e se não estão, qual seria o modelo ideal. Para alcançar os objetivos, será 
realizada uma pesquisa bibliográfica, com a leitura de obras literárias, leis e artigos que abordam o 
tema, e que mostraram o quão importante é o processo inclusivo na vida do sujeito que possui 
deficiência. 
 
 
PALAVRAS-CHAVE: Educação. Ideal. Inclusão. Real 
 
 
 
 
 
 
 
1 dela_cipriano@hotmail.com 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
O presente artigo é resultado de uma pesquisa bibliográfica referente a 
Educação Inclusiva, com a intensão de analisar o modelo real de inclusão empregado 
na escola e o comparativo com o modelo ideal. 
Para alcançar os resultados objetivou-se abordar breve histórico da educação 
inclusiva no país, conhecer alguns aspectos relevantes que envolvem a inclusão, 
como conceitos e leis, realizar leituras sobre a inclusão nas escolas e sistemas de 
ensino da região, para analisar se na realidade está sendo empregada de forma 
correta, segundo a legislação vigente, garantindo ao aluno não apenas a permanência 
na escola, mas acesso ao conhecimento de forma problematizada, qualitativa e 
igualitária. Neste contexto, 
A escola tem um papel significativo, não só para o desenvolvimento cognitivo 
e social das crianças, mas também para sua saúde psíquica, pois ela é o 
primeiro espaço social promotor de separação entre a criança e a família, 
estabelecendo um importante elo com a cultura. Sendo a educação de boa 
qualidade, um dos fatores essenciais para o desenvolvimento econômico e 
social de um país, priorizar a qualidade do ensino regular é um desafio que 
precisa ser assumido por nossa sociedade e pelos educadores, em particular, 
para que se coloque em prática o princípio democrático da educação para 
todos. É nesta perspectiva que se destaca a importância de estudos sobre a 
escola inclusiva enquanto contexto de desenvolvimento significativo não 
apenas para as crianças com deficiência, mas também para crianças sem 
deficiência, pela possibilidade da convivência com a diversidade e do 
estímulo à cidadania. (SAMPAIO & SAMPAIO, 2009, p.31). 
 
Incluir é dar ao sujeito as possibilidades significativas de aprendizagens. É um 
tema importante para ser abordado, pois muito se fala sobre a educação inclusiva, os 
desafios, mas pouco se aborda sobre como ela é empregada na prática, se realmente 
acontece e como torná-la realmente efetiva. 
Lamentavelmente, nem todas as unidades de ensino incluem os alunos com 
deficiência. Ainda é muito comum vivenciar professores que não aceitam alunos com 
deficiência em suas classes, não adaptam atividades e ainda aqueles que dão apenas 
atividades de pintar, fazer bolinhas, sem analisar o sujeito que aprende, sem o 
contexto da sala. 
Por outro lado, há instituições que valorizam a inclusão e fazem um trabalho 
significativo em conjunto com a família, trazendo à tona a escola para todos, 
igualitária, com todos tendo acesso à informação e ao conhecimento. 
 
 
 
 
2 O REAL MODELO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA EMPREGADO NAS ESCOLAS 
BRASILEIRAS E O MODELO IDEAL 
 
2.1 SOBRE A HISTÓRIA BREVE DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO BRASIL 
 
A presença de crianças com deficiência nas classes regulares de ensino tem 
se tornado cada vez mais presente. É um direito que foi garantido em lei, 
perpassando por um longo período de exclusão, discriminação, segregação, até 
chegar a permanecerem em uma sala de aula comum, com todas as diferenças, 
aprendendo, socializando, interagindo, e o professor tem um papel importante neste 
contexto. 
Antes de seguir conhecendo e compreendendo sobre os jogos de movimento 
no processo de alfabetização de crianças com Síndrome de Down é preciso conhecer 
como essas crianças adquiriam o direito de estar dentro de uma escola comum 
regular, pois, analisando o processo histórico pode-se dizer que estes nem sempre 
tiveram o direito de frequentar os bailes da sociedade, a andar pelas ruas, quem dirá 
frequentar uma escola. 
Houve um período em que os pais enviavam seus filhos com deficiência para 
viver nas cidades interioranas, com parentes, pois era uma vergonha ter um sujeito 
com deficiência em casa, sem falar aqueles que os escondiam em seus quartos, para 
que nenhum vizinho visse, eram privados do convívio social. (SOARES & PAULINO, 
2020). 
Se analisar a história de forma mais profunda, em vários países, culturas e 
períodos diferentes, há casos de crianças com deficiência que eram jogadas em 
precipícios, enterradas vivas ou abandonadas nas matas para morrer sozinhas. No 
Brasil não há casos de infanticídio de crianças com deficiência registrado. (SOARES 
& PAULINO, 2020). 
Tudo começou a mudar quando a deficiência passou a ser analisada como 
doença, de forma patológica, construindo-se hospitais especializados para atender a 
esse público e instituições que visavam lutar por direitos e acesso aos bens culturais. 
Uma destas instituições foi a APAE -Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais. 
 
 
 
 
Não demorou para surgirem leis, decretos em prol do sujeito com deficiência. E 
em 1994 foi realizada na cidade de Salamanca –Espanha a Conferência Mundial 
Sobre Educação Para Todos, que trouxe políticas educacionais e públicas para incluir 
pessoas com deficiência nas classes regulares de ensino. Neste sentido, 
[...] as crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter 
acesso às escolas regulares, que a elas devem se adequar [...] elas 
constituem os meios mais capazes para combater as atitudes 
discriminatórias, construindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação 
para todos. (UNESCO, 1994, p.8). 
A Declaração de Salamanca foi assinada pelo Brasil e incorporada a Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação-LDB nº 9394/96, onde o país se comprometeu a 
incluir crianças com deficiência em suas escolas, de forma gratuita e dar a ela o 
acesso ao ensino e aprendizagem. 
 
2.2 EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DO MODELO REAL AO MODELO IDEAL 
 
 
Discorrer sobre a Educação Inclusiva, os modelos reais e o ideal a ser seguido 
é um fator de suma importância, pois, mesmo depoisde tantos anos da assinatura da 
Declaração de Salamanca em 1994, ainda se tem muito o que discutir, debater, e, 
mudanças a fazer e não é a toa que está sempre em constante debate, discussão e 
levanta diversas polêmicas. 
A educação inclusiva é hoje o debate mais presente na educação do país. 
Nunca antes foi tão discutido o princípio constitucional de igualdade de 
condições de acesso e permanência na escola, implicando na necessidade 
de reverter os velhos conceitos de normalidade e padrões de aprendizagem, 
bem como, afirmar novos valores na escola que contemplem a cidadania, o 
acesso universal e a garantia do direito de todas as crianças, jovens e adultos 
de participação nos diferentes espaços da estrutura social (DUTRA, 2006, 
p.03). 
 
No Brasil a inclusão escolar ainda acontece em passos lentos. Nos dias atuais 
é muito comum ver uma criança autista, cadeirante, Down, deficiente intelectual 
frequentando uma instituição escolar, no entanto, apenas frequentar não resolve é 
preciso fazê-lo se apropriar do conhecimento, estimulando-o a aprender, realizando 
um planejar que atenda suas necessidades. 
Incluir crianças com deficiência nos espaços infantis e educacionais remete a 
pensar em políticas públicas inclusivas, na acessibilidade e qualidade educacional, 
visando organizar os espaços educacionais, com profissionais habilitados, que vise as 
 
 
 
 
competências e habilidades dos alunos, que respeite suas necessidades e limitações 
e principalmente que forneça ao aluno um ambiente amoroso e acolhedor. 
Realizar um trabalho significativo, em conjunto, em prol da aprendizagem e 
desenvolvimento dos alunos com deficiência já se sabe, no entanto é preciso 
conhecer e compreender cada uma das deficiências e limitações que os alunos 
possuem. 
A deficiência é entendida como a ausência de algum órgão do corpo, limitação. 
Provém do latim deficientia que significa limitações, imperfeições. Etimologicamente 
falando: 
A deficiência é um conceito em evolução, de caráter multidimensional e o 
envolvimento da pessoa com deficiência na vida comunitária depende de a 
sociedade assumir sua responsabilidade no processo de inclusão, visto que a 
deficiência é uma construção social. Esse novo conceito não se limita ao 
atributo biológico, pois se refere à interação entre a pessoa e as barreiras ou 
os elementos facilitadores existentes nas atitudes e na provisão de 
acessibilidade e de tecnologia assistiva. Em outras palavras, o conceito de 
pessoa com deficiência que consta na Convenção supera as legislações 
tradicionais que normalmente enfocam o aspecto clínico da deficiência. As 
limitações físicas, mentais, intelectuais ou sensoriais passam a ser 
considerados atributos das pessoas, atributos esses que podem ou não gerar 
restrições para o exercício dos direitos, dependendo das barreiras sociais ou 
culturais que se imponham aos cidadãos com tais limitações. (FONSECA 
apud MAIOR, 2019, p. 11). 
 
Não é porque o sujeito tem deficiência que é incapaz de aprendizagem. 
Lamentavelmente ainda é possível ouvir as pessoas falando que “essas crianças” não 
deveriam estar na escola e sim na APAE, que é mais apropriada para eles. Talvez um 
dos maiores desafios para que a inclusão seja empregada na prática é extinguir o 
preconceito que tanto afeta os alunos, bem como romper com o tradicionalismo que 
ainda insiste em fazer parte do cotidiano escolar, das ações e planejamento docente. 
Muitos modelos de educação inclusiva que são empregados pelo país não 
ocorrem de forma correta. Basta apenas olhar nas mídias televisivas e nas redes 
sociais para evidenciar isso, onde os pais dão depoimentos e fazem denúncias sobre 
atitudes realizadas dentro da escola e que desestimulam a criança e traz à tona a 
necessidade de se rever o papel do professor e da gestão inclusiva. 
Quando se organiza um passeio na escola, com determinadas turmas é preciso 
escolher um lugar onde todos possam ir, locais adaptados para aqueles que possuem 
deficiência física, evitando locais barulhentos para não irritar a criança com Autismo. 
 
 
 
 
Há poucos anos atrás veio à tona o caso de um menino, em Belo Horizonte, que foi 
deixado na escola enquanto sua turma ia para o cinema. Alegaram que o mesmo “não 
iria gostar”, mas o mesmo já havia ido no cinema com a mãe anteriormente, provando 
que a escola não quis leva-lo por preconceito ou para “não ter trabalho”, e como 
consolo, deram ao aluno um balão. (HONORATO, 2017). 
Não é este o modelo de inclusão ideal, pois continua segregando e excluindo. 
Analisando estas atitudes traz à tona a importância de se conhecer as deficiências 
existentes na escola, para depois planejar as ações a serem realizadas no contexto 
escolar, que levem esse sujeito a fazer parte da escola, a ser um aluno assim como 
qualquer outro. 
É preciso discorrer, neste contexto, sobre a formação docente. Muitos 
professores se recusam a ter alunos com deficiência em suas classes regulares, seja 
por não se sentirem preparados para atuar pedagogicamente com um aluno que 
possui deficiência, seja por não terem formação específica, o que não justifica, pois 
informação sobre as deficiências e de que forma realizar um trabalho significativo com 
cada uma delas não falta nas redes, e também existe a formação continuada, cursos 
e especializações focadas na temática. 
Neste contexto Mantoan (2010, p.43) traz algumas reflexões, chamando a 
atenção das políticas públicas voltadas para a formação docente inclusiva, bem como 
o papel gestor escolar neste contexto: 
Se, de um lado, é preciso continuar investindo maciçamente na direção da 
formação de profissionais qualificados, de outro, não se pode descuidar da 
realização dessa formação e deve-se estar atento ao modo pelo qual os 
professores aprendem, para se profissionalizar e para aperfeiçoar seus 
conhecimentos pedagógicos, e também a como reagem às novidades, aos 
novos possíveis educacionais. 
Sendo assim, cabe ao professor também buscar novas fontes de 
conhecimento, engajar-se, pois, a educação está em constante mudança e esse deve 
acompanha-la. Um bom começo é baixando livros, artigos, teses, a fim de conhecer 
conceitos e compreender seu papel enquanto sujeito inclusivo e docente, com olhar 
voltado para a aprendizagem e desenvolvimento de todos. 
Ensinar, na perspectiva inclusiva, significa ressignificar o papel do professor, 
da escola, da educação e de práticas pedagógicas que são usuais no 
contexto excludente do nosso ensino, em todos os seus níveis. Como já nos 
referimos anteriormente, a inclusão escolar não cabe em um paradigma 
tradicional de educação e, assim sendo, uma preparação do professor nessa 
direção requer um design diferente das propostas de profissionalização 
 
 
 
 
existentes e de uma formação em serviço que também muda, porque as 
escolas não serão mais as mesmas, se abraçarem esse novo projeto 
educacional. (MANTOAN, 2010, p.43). 
 
Ainda abordando o fazer pedagógico docente, há necessidade de se relatar 
que em vários aspectos o modelo inclusivo que acontece em muitas escolas e 
sistemas de ensino não é o correto. 
Seja na Educação Infantil ou nos Anos Iniciais, áreas de atuação do pedagogo, 
ainda é possível evidenciar planejamentos e atividades proporcionadas aos alunos 
com deficiência desprovidas, que nada tem a ver com o contexto trabalhado em sala 
de aula, com atividades tradicionais, xerocadas, colagens e realizar atividades 
problematizadoras, que o façam pensar. 
O modelo ideal de professor inclusivo é aquele que conhece todos seus alunos. 
Que faz avaliação diagnóstica para compreender a limitação do aluno e saber qual a 
melhor forma de adaptar as atividades as suas necessidades. 
Neste contexto Rodrigues (2019, p.09) destaca que: 
Se você conhecer bem o seu aluno, não só a parte clínica, mas também seu 
aluno como criança, pessoa, seus gostos, vontades, medos e preferências, 
você terá uma base sólida de conhecimento para criaratividades e 
intervenções extremamente efetivas. Mas só conhecer seu aluno não é 
suficiente. 
 
 É um professor que se instrui, ao receber um aluno com deficiência, conversa 
com os pais, pede auxílio da supervisão, investiga a deficiência, analisa as melhores 
metodologias e ferramentas pedagógicas, para que a aprendizagem e o 
desenvolvimento chegue até o alunado. Neste sentido Mantoan (2007, p.33) destaca 
que: 
As pessoas com deficiência precisam ser consideradas, a partir de suas 
potencialidades de aprendizagem. Sobre esse aspecto é facilmente 
compreensível que a escola não tenha de consertar o defeito, valorizado as 
habilidades que o deficiente não possui, mas ao contrário, trabalhar sua 
potencialidade, com vistas em seu desenvolvimento. 
 
As atividades a serem aplicadas no cotidiano escolar, com as crianças que 
possuem deficiência devem ser adaptadas às suas necessidades. A leitura realizada 
em sala deve ser mais pausada, buscar ampliar imagens, escrever grande na lousa, 
resumir os textos, pois nem todo aluno acompanha, mas possuem o direito de 
aprender e receber as atividades dentro do contexto abordado pela professora na 
escola. 
 
 
 
 
Se a professora está trabalhando as cores, por exemplo, deve-se trabalhar o 
mesmo tema com o sujeito que possui deficiência, porém adaptando. Pode, por 
exemplo, utilizar tinta, pois, já estará trabalhando a sensorialidade, trazendo objetos 
do cotidiano da criança com as cores trabalhadas, falar as cores em voz alta, entre 
tantas outras formas de levar até ela o conhecimento, de forma inclusiva, correta, 
fazendo valer a lei, incluindo de fato. 
Um aspecto relevante a ser abordado neste momento está no que tange aos 
professores, auxiliares, monitores, que atuam frente a educação inclusiva, tanto nos 
municípios da região, quanto no Estado. 
No Estado de Santa Catarina há o professor regente de sala e o segundo 
professor, que atua diretamente com o sujeito que possui deficiência. É de 
responsabilidade deste segundo professor, normalmente formado em Pedagogia, 
Educação Especial ou uma pós na área, que atua na mesma sala do regente, 
adaptando o conteúdo às necessidades do aluno que acompanha. Aqui em Penha 
tem o monitor, mas não o profissional de AEE propriamente dito. 
No município vizinho de Itajaí tem-se as AAEE –Agentes de Apoio em 
Educação Especial são profissionais que estão na escola e nas instituições infantis 
para trabalhas as Atividades de Vida Diária dos alunos, sua independência, 
autonomia e apenas aplicar as atividades realizadas e adaptadas pelo professor 
regente. 
Não é função dos agentes planejar, adaptar as atividades e sim aplicar as 
atividades trazidas e adaptadas pelo professor, o que nem sempre acontece. Para 
não deixar os alunos ali em sala, sem atividade, muitas agentes acabam adaptando 
as atividades, realizando um trabalho significativo em sala, utilizando jogos e os 
materiais das salas multifuncionais, auxiliados pelos profissionais do AEE –
Atendimento Educacional Especializado. 
Por falar no AEE, são esses profissionais que auxiliam os professores na 
adaptação das atividades, que trazem informações sobre as deficiências, auxiliam na 
avaliação diagnóstica e atendem em contraturno os alunos, para auxiliar em sua 
aprendizagem e desenvolvimento. No entanto, nem todas as escolas e instituições 
infantis possuem esse profissional lá dentro, mostrando mais uma vez a falha no 
processo inclusivo, que afeta uma parcela grande das escolas brasileiras. 
 
 
 
 
Sobre este profissional Queiroz (2017, p. 33) afirma que: 
O AEE se caracteriza por realizar atividades que agregam ao currículo o 
ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização e 
tecnologia assistiva. Durante o processo de escolarização, esse atendimento 
deve estar conectado com o ensino comum, sendo acompanhando por meios 
de instrumentos que permitam seu processo e avaliação nas escolas comuns, 
centros de AEE público ou conveniados. 
 
No contexto estudado e abordado faz-se saliente destacar que o processo 
inclusivo não ocorre apenas no fazer pedagógico docente, mas também entre todos 
os integrantes da escola. 
É o gestor que deve buscar recursos para adaptar os espaços da escola, pois, 
é direito da criança andar em todos os espaços da escola. Se possui escadas, deve 
haver rampas ou elevador, este não pode ser privado de nada e de nenhum espaço 
na instituição. 
A supervisão, por sua vez, deve cobrar dos professores para que adaptem as 
atividades dentro das necessidades e especificidades de cada aluno. O trabalho é de 
todos, a escola precisa unificar para que a inclusão realmente aconteça na prática e 
não fique apenas no real e sim no modelo ideal, em que as leis sejam cumpridas, 
onde a criança realmente aprenda e tenha acesso a todo conhecimento cultural e 
curricular ofertado pelo espaço escolar. 
 
 
3 CONCLUSÃO 
 
Incluir crianças com deficiência nas escolas e instituições infantis é um direito 
garantido em lei, dever do Estado em ofertar e da escola em proporcionar um 
ambiente propício às aprendizagens, respeitando as limitações e especificidades de 
cada sujeito, mediando as relações entre este e conhecimento. 
Realizar este artigo foi de suma importância, pois, foi possível conhecer um 
pouco mais sobre a educação inclusiva, seu histórico, importância na vida da criança 
com deficiência, a interação, troca de experiências, as vivências culturais, sendo 
essenciais para a formação acadêmica. 
Com as leituras abordadas no decorrer do artigo, foi possível conhecer mais a 
fundo o papel que o professor possui na vida da criança com deficiência. Seu papel 
de profissional inclusivo, que respeita as necessidades de cada aluno, entendendo 
 
 
 
 
que estão ali para receber as mais variadas aprendizagens e conhecimentos, 
adaptando as atividades para eles, não deixando-os no fundo da sala, mas realizando 
atividades problematizadas, que levem o aluno a pensar, raciocinar, que sinta 
desafiado e estimulado, sendo parte integrante do grupo. 
Conheceu-se também sobre os profissionais que atuam frente a educação 
inclusiva e que se cada qual fizer a sua parte a inclusão acontece. Compreendeu-se 
também, que lamentavelmente nem sempre a inclusão acontece na prática. Há 
crianças que estão matriculadas na escola, mas não são trabalhadas 
pedagogicamente e nas suas atividades de vida diária. 
Por fim, após as leituras realizadas e o conhecimento adquirido conclui-se que 
ainda não se vive uma inclusão ideal, mas que aos poucos se chegará a ter um 
ambiente totalmente inclusivo, mesmo com a nova política de Educação Inclusiva, 
que desobriga os alunos com deficiência a frequentarem o ambiente escolar comum, 
podendo fazê-los em locais especializados. 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em: 
. Acesso em 25. Jan. 2021. 
 
DUTRA, Claudia Pereira. Editorial. In: Inclusão - Revista da Educação Especial. 
Ano 2, n. 3, dez. /2006. 
 
HONORATO, Ludmila. Menino com deficiência é deixado na escola enquanto 
colegas vão a passeio. Disponível em: 
. Acesso em 25. Jan. 
2021. 
 
MAIOR, Izabel. Escola, conceito e tipos de deficiência. Disponível em: 
http://violenciaedeficiencia.sedpcd.sp.gov.br/pdf/textosApoio/Texto1.pdf>.Acesso em 
22. Jan. 2021. 
 
 
 
 
MANTOAN, Égler M. Teresa. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer? 4ª 
ed. São Paulo: Editora Moderna, 2010. 
 
________. Inclusão Escolar: pontos e Contrapontos. São Paulo: Summus, 2007. 
QUEIROZ, Julia Graziela Bernardino de Araújo. Atendimento educacional 
especializado: função e operacionalização. Manaus: IFAM, 2017 
 
SAMPAIO, Cristiane T. SAMPAIO, Sônia Maria R. Educação inclusiva o professor 
mediandopara a vida. Salvador: EDUFBA, 2009. 
 
RODRIGUES, Leandro. Como Adaptar Atividades para Alunos com Deficiência: 
aprenda a identificar as necessidades do seu aluno e adaptar atividades. 1ª Ed. 
Teresópolis: Instituto Itard, 2019. 
 
SOARES, Maria Rosana. PAULINO, Paulo César. História e Tendências da 
Educação Inclusiva. Disponível em: 
. Acesso em 25. Jan. 2021. 
 
UNESCO. Declaração de Salamanca e Linha de Ação sobre Necessidades 
Educativas Especiais. Brasília: CORDE, 1994.

Mais conteúdos dessa disciplina